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domingo, 11 de dezembro de 2016

Hoje é o terceiro domingo do Advento, o domingo da alegria ou Gaudete

REDAÇÃO CENTRAL, 11 Dez. 16 / 04:00 am (ACI).- O terceiro domingo do Advento é chamado “Gaudete”, ou da alegria, devido à primeira palavra do prefácio da Missa: Gaudete, ou seja, alegra-se.

Nesta data são permitidos paramentos rosas, como sinal de alegria, e a Igreja convida os fiéis a se alegrar porque o Senhor está perto.
Domingo “Gaudete” e “Laetare”
Há dois domingos do ano que se permite usar a cor rosa nos paramentos e estes são o quarto domingo da Quaresma (Laetare) e o terceiro domingo do Advento (Gaudete), porque em meio à “espera”, recordar-se que está próxima a alegria da Páscoa ou do Natal, respectivamente.
Na Coroa do Advento, também se costuma acender uma vela rosa.
Evangelho: Mt 11,2-11
Naquele tempo, João estava na prisão. Quando ouviu falar das obras de Cristo, enviou-lhe alguns discípulos, para lhe perguntarem: “És tu aquele que há de vir ou devemos esperar um outro?”
Jesus respondeu-lhes: “Ide contar a João o que estais ouvindo e vendo: os cegos recuperam a vista, os paralíticos andam, os leprosos são curados, os surdos ouvem, os mortos ressuscitam e os pobres são evangelizados. Feliz aquele que não se escandaliza por causa de mim!”
Os discípulos de João partiram, e Jesus começou a falar às multidões sobre João: “O que fostes ver no deserto? Um caniço agitado pelo vento? O que fostes ver? Um homem vestido com roupas finas? Mas os que vestem roupas finas estão nos palácios dos reis.
Então, o que fostes ver? Um profeta? Sim, eu vos afirmo, e alguém que é mais do que profeta. É dele que está escrito: ‘Eis que envio o meu mensageiro à tua frente; ele vai preparar o teu caminho diante de ti’. Em verdade vos digo, de todos os homens que já nasceram, nenhum é maior do que João Batista. No entanto, o menor no Reino dos Céus é maior do que ele”.
Aci Digital

Papa aos seminaristas: "Tríplice pertença: ao Senhor, à Igreja, ao Reino"

Cidade do Vaticano (RV) – O Papa Francisco concluiu suas atividades, na manhã deste sábado (10/12), recebendo, na Sala Clementina, 310 membros da Comunidade do Pontifício Seminário Regional da Puglia "Pio XI".
Aos seminaristas e Bispos da região do sul da Itália, o Papa retomou, brevemente, as palavras que pronunciou por ocasião da Assembleia dos Bispos italianos, sobre a identidade e o ministério dos presbíteros.

Na ocasião, Francisco descreveu o ministério de um presbítero através de uma tríplice pertença: ao Senhor, à Igreja, ao Reino:
“Tal pertença, naturalmente, não se improvisa e nem nasce depois da ordenação sacerdotal, mas é cultivada e mantida com atenção e responsabilidade nos anos de Seminário. Somente se pertencermos a Cristo, à Igreja e ao Reino podemos crescer no âmbito do Seminário, superando os obstáculos como a perigosa tentação do narcisismo”.
Mas, acrescentou anda o Pontífice, “pertença significa também entrar em relação com os outros, ser homens de relação com Cristo, com os irmãos e com as pessoas em geral. Esta deve ser a primeira meta na formação dos candidatos ao sacerdócio, aos quais o Papa recordou seu convite: “Não ter medo de sujar as mãos”. E, ao frisar que a base de todas as relações é o contato direto com Cristo, acrescentou:
“O lugar onde cresce a relação com Cristo é a oração e o fruto mais maduro da oração é sempre a caridade. Pertencer a Cristo significa ir ao encontro dos excluídos e marginalizados, experimentar a beleza da fraternidade, ser canais do seu amor, com humildade e inteligência”.
Ao se despedir dos numerosos seminaristas, de seus diretores, responsáveis d Bispos da região da Puglia, o Santo Padre recordou que “não é importante a quantidade das vocações sacerdotais, mas a sua qualidade e formação”. (MT)
Radio Vaticano

sábado, 10 de dezembro de 2016

Papa confia à Imaculada Conceição as necessidades do mundo

Na tarde desta quinta-feira, 8 de dezembro, Solenidade da Imaculada, o Papa Francisco dirigiu-se à Praça de Espanha, centro de Roma, para renovar o tradicional ato de homenagem e de oração aos pés do monumento à Imaculada, dirigindo-se a seguir à Basílica de Santa Maria Maior, para rezar diante da imagem de Nossa Senhora “Salus Populi Romani”. 
Às 7h30 da manhã, como reza a tradição, uma equipe do corpo de bombeiros depositou flores aos pés da estátua, no alto da coluna, e colocou uma coroa de flores na imagem. Durante todo o dia foram realizadas diversas cerimônias e procissões diante da imagem, sob a responsabilidade de diversos grupos.
Após saudar populares presentes na Praça de Espanha, Francisco depositou flores aos pés do monumento e recitou a seguinte oração:
“Ó Maria, nossa Mãe Imaculada, no dia de tua Festa venho a Ti, e não venho sozinho: trago comigo todos aqueles que o teu Filho me confiou, nesta cidade de Roma e em todo o mundo, para que Tu os abençoe e os salve dos perigos.
Trago a Ti, Mãe, as crianças, especialmente aquelas sozinhas, abandonadas, e que por isso são enganadas e exploradas.
Trago a Ti, Mãe, as famílias, que levam em frente a vida e a sociedade, com seu compromisso diário e escondido; especialmente as famílias que têm mais dificuldades, por tantos problemas internos e externos.
Trago a Ti, Mãe, todos os trabalhadores, homens e mulheres, e confio a ti especialmente quem, por necessidade, se esforça em realizar um trabalho digno e aqueles que perderam o trabalho ou não conseguem encontrar um.
Temos necessidade de teu olhar imaculado, para reencontrar a capacidade de olhar para as pessoas e as coisas com respeito e reconhecimento, sem interesses egoístas ou hipocrisia.
Temos necessidade de teu coração imaculado, para amar de maneira gratuita, sem segundas intenções, mas buscando o bem do outro, com simplicidade e sinceridade, renunciando à máscaras e truques.
Temos necessidade de tuas mãos imaculadas, para acariciar com ternura, para tocar a carne de Jesus nos irmãos pobres, doentes, desprezados, para levantar aqueles que caíram e sustentar quem vacila.
Temos necessidade de teus pés imaculados, para ir de encontro àqueles que não podem dar o seu primeiro passo, para caminhar nos caminhos de quem está perdido, para ir e encontrar as pessoas sozinhas.
Nós te agradecemos, ó Mãe, porque mostrando-se a nós livre de qualquer mancha de pecado,Tu nos recordas que antes de tudo existe a graça de Deus, existe o amor de Jesus Cristo que deu a vida por nós, existe a força do Espírito Santo que tudo renova.
Faz que não cedamos ao desencorajamento, mas, confiando na tua constante ajuda, nos empenhemos a fundo para renovar nós mesmos, esta Cidade e o mundo inteiro.
Reza por nós, Santa Mãe de Deus".
A Imaculada e os Papas
O dogma da Imaculada Conceição foi proclamado em 8 de dezembro de 1854 pelo Beato Papa Pio IX.
Três anos mais tarde, em 8 de dezembro de 1857, o Papa abençoou e inaugurou o monumento da Imaculada na Praça de Espanha.
O Papa Pio XII, por sua vez, foi o primeiro a enviar flores à Praça de Espanha na Solenidade da Imaculada.
São João XXIII, em 1958, dirigiu-se à Praça de Espanha e depositou aos pés do monumento um cesto contendo rosas brancas. Sucessivamente, visitou a Basílica de Santa Maria Maior.
Tal gesto foi repetido também pelos Papas Beato Paulo VI, São João Paulo II e Bento XVI.
(JE)

Radio Vaticano

segunda-feira, 5 de dezembro de 2016

Papa Francisco: Há 3 tipos de resistências que impedem a conversão

Papa Francisco celebra Missa na capela da Casa Santa Marta. Foto: L'Osservatore Romano.
VATICANO, 01 Dez. 16 / 10:15 am (ACI).- Na homilia da Missa matutina na Casa Santa Marta, o Papa Francisco alertou sobre 3 tipos de resistências no coração que impedem a ação da graça, a conversão; e incentivou a encontrá-las, identificá-las e enfrentá-las sem temor.
“Às vezes, encontramos em nossos corações resistências ao Senhor” que são por fim “resistências à graça de Deus”. “Não tenham medo quando cada um vocês, cada um de nós, vê que em seu coração existem resistências”, exortou.
Francisco falou de três tipos de resistência: a resistência das “palavras vazias”, a resistência das “palavras justificadoras” e a resistência das “palavras acusatórias”.
1. Resistência das “palavras vazias”
Para explicar a resistência das “palavras vazias”, o Santo Padre se referiu à parábola dos dois filhos que o Pai convida à vinha: um diz “não” e depois acaba indo, o outro diz “sim” e não aparece.
Este último “diz sim a tudo, muito diplomaticamente, mas na verdade está dizendo ‘não, não, não’”, explicou Francisco.
“Tantas palavras: ‘Sim, sim, sim; mudaremos tudo! Sim!’, para não mudar nada, não? Ali está a camuflagem espiritual: os que tudo sim, mas que é tudo não. É a resistência das palavras vazias”.
2. Resistência das “palavras justificadoras”
Depois, tem a resistência “das palavras justificadoras”, ou seja, quando uma pessoa se justifica continuamente, “sempre há uma razão para se opor”.
Quando as justificações são muitas, “não há o bom cheiro de Deus, existe o mau cheiro do diabo”. “O cristão não precisa se justificar, porque está justificado pela Palavra de Deus”.
Trata-se de resistência das palavras “que buscam justificar a minha posição para não seguir aquilo que o Senhor nos indica”.
3. Resistência das “palavras acusatórias”
Por último, há a resistência das “palavras acusatórias”. “Quando se acusam os outros para não olhar para si mesmos, não se necessita de conversão e assim se resiste à graça como evidencia a Parábola do fariseu e do publicano”, disse o Papa.
“Mas essas resistências escondidas, que todos temos, como são? Sempre vêm para deter um processo de conversão. Sempre!”.
Trata-se de tentações que “oferecem uma resistência passiva, de maneira escondida”, mas também ajudam a amadurecer na fé e a consolidar a aproximação ao Senhor.
“Quando há um processo de mudança em uma instituição, em uma família, eu ouço dizer: ‘Há resistências ali…’ Mas graças a Deus! Se não existissem, a coisa não seria de Deus”.
A resistência à graça, indicou o Papa Francisco, é um bom sinal “porque nos indica que o Senhor está trabalhando em nós”. Devemos “deixar cair as resistências para que a graça vá adiante”.
Evangelho comentado pelo Papa Francisco:
Mt 7, 21.24-27
Naquele tempo, disse Jesus aos seus discípulos: “Nem todo aquele que me diz: ‘Senhor, Senhor’, entrará no Reino dos Céus, mas o que põe em prática a vontade de meu Pai que está nos céus. Portanto, quem ouve estas minhas palavras e as põe em prática, é como um homem prudente, que construiu sua casa sobre a rocha. Caiu a chuva, vieram as enchentes, os ventos deram contra a casa, mas a casa não caiu, porque estava construída sobre a rocha. Por outro lado, quem ouve estas minhas palavras e não as põe em prática, é como um homem sem juízo, que construiu sua casa sobre a areia. Caiu a chuva, vieram as enchentes, os ventos sopraram e deram contra a casa, e a casa caiu, e sua ruína foi completa!”
AciDigital

domingo, 4 de dezembro de 2016

Hoje é celebrado o Segundo Domingo do Advento e “uma voz grita no deserto”


REDAÇÃO CENTRAL, 04 Dez. 16 / 04:00 am (ACI).- Neste segundo domingo do Advento, “uma voz grita no deserto”, diz o Evangelho. É a voz de São João Batista que chama à conversão e, por isso, convida os fiéis a preparar o coração para o Senhor Jesus, com o Sacramento da Reconciliação.

Meditemos o Evangelho de hoje e acendamos em família a segunda vela da nossa Coroa com a liturgia familiar para celebrar o Advento.
Na segunda semana, a Igreja motiva a reconciliação com Deus mediante à confissão, que nos devolve a amizade com o Senhor, a qual se tinha perdido pelo pecado.
Nesse contexto, acender a segunda vela roxa da Coroa do Advento é sinal do processo de conversão que se está vivendo.
Para esses dias, é recomendado buscar os horários de confissões do templo mais próximo para aproveitar as graças que Deus derrama no Sacramento da Reconciliação.
Desta maneira, quando chegar o Natal, poderá estar bem preparado interiormente, unido a Jesus e aos irmãos na Eucaristia.
Evangelho: Mateus 3,1-12
Naqueles dias, apareceu João Batista, pregando no deserto da Judeia:
“Convertei-vos, porque o Reino dos Céus está próximo”.
João foi anunciado pelo profeta Isaías, que disse: “Esta é a voz daquele que grita no deserto: preparai o caminho do Senhor, endireitai suas veredas!”
João usava uma roupa feita de pelos de camelo e um cinturão de couro em torno dos rins; comia gafanhotos e mel do campo.
Os moradores de Jerusalém, de toda a Judeia e de todos os lugares em volta do rio Jordão vinham ao encontro de João. Confessavam seus pecados e João os batizava no rio Jordão. Quando viu muitos fariseus e saduceus vindo para o batismo, João disse-lhes: “Raça de cobras venenosas, quem vos ensinou a fugir da ira que vai chegar? Produzi frutos que provem a vossa conversão. Não penseis que basta dizer: ‘Abraão é nosso pai’, porque eu vos digo: até mesmo destas pedras Deus pode fazer nascer filhos de Abraão.
O machado já está na raiz das árvores, e toda árvore que não der bom fruto será cortada e jogada no fogo.
Eu vos batizo com água para a conversão, mas aquele que vem depois de mim é mais forte do que eu. Eu nem sou digno de carregar suas sandálias. Ele vos batizará com o Espírito Santo e com fogo.
Ele está com a pá na mão; ele vai limpar sua eira e recolher seu trigo no celeiro; mas a palha ele a queimará no fogo que não se apaga”.
AciDigital

sábado, 3 de dezembro de 2016

Dom Orani reafirma valor incondicional e inviolável da vida humana


Arcebispo do Rio de Janeiro, Cardeal Orani Tempesta / Foto: Facebook
RIO DE JANEIRO, 02 Dez. 16 / 05:00 pm (ACI).- O Arcebispo do Rio de Janeiro, Cardeal Orani João Tempesta, juntamente com seus bispos auxiliares e eméritos, lamentou em uma nota a decisão da 1 Turma do Supremo Tribunal Federal (STF), que afirmou no último dia 29 de novembro que o aborto até terceiro mês de gestação não é crime.
Por meio de uma “Nota em defesa da dignidade da Vida Humana”, o arcebispo afirma que “vem lamentar tal sentença e reafirmar o valor incondicional e inviolável da vida humana, desde o momento da sua concepção até o seu termino natural, pois ela é um direito fundamental de toda a pessoa humana, razão de ser de todos os outros direitos e base da sociedade”.
O Purpurado cita as palavras de São João Paulo II, na encíclica ‘Evangelium Vitae’, na qual é sublinhado: “Nossa atenção quer concentrar-se, em particular, num outro gênero de atentados relativos a vida nascente e terminal, que apresentam características novas com respeito ao passado e suscitam, o caráter de delito e a assumir, paradoxalmente, o de direito, até ao ponto de pretender com isso um verdadeiro e próprio reconhecimento legal por parte do Estado e a sucessiva execução por meio da intervenção gratuita dos próprios agentes sanitários. Estes atentados golpeiam a vida em situações de máxima precariedade, quando está privada de toda capacidade de defesa”.
Além disso, recorda o que o Papa Francisco declarou na recente carta apostólica ‘Misericordia et misera’: “Quero reiterar com todas as minhas forças que o aborto é um grave pecado, porque põe fim a uma vida inocente”.
Nesse sentido, ressaltou que em “momentos de aumento da violência urbana e de guerras em várias partes do mundo, a proclamação, a valorização e a defesa da dignidade da vida humana é uma exigência ética, humanitária e religiosa para cada cidadão brasileiro”.
Por fim, confiou “ao Coração maternal de Nossa Senhora da Conceição Aparecida a vida de cada brasileiro desde os primeiros meses até os últimos instantes da sua existência”.
A decisão dos ministros do STF se deu durante a análise do pedido de habeas corpus de cinco funcionários de uma clínica clandestina de aborto de Duque de Caxias (RJ). Embora se trata de um caso específico, com essa medida se abriu um precedente para decisões de outros juízes no Brasil.
Votaram no sentido de não considerar o aborto um crime os ministros Luís Roberto Barroso, Rosa Weber e Edson Fachin. Ao justificar seu voto, Barroso declarou que os artigos do Código Penal que criminalizam o aborto nos três primeiros meses de gestação violam os direitos fundamentais da mulher, tais como sua autonomia, a integridade física e psíquica, os direitos sexuais e reprodutivos e a igualdade de gênero.
AciDigital

Decisão do STF confirma objetivo de tornar o aborto direito humano, denuncia pró-vida

Embrião / Flickr de Lunar Caustic (CC-BY-SA-2.0)
REDAÇÃO CENTRAL, 02 Dez. 16 / 06:00 am (ACI).- O presidente da Associação Nacional Pró-Vida e Pró-Família e Coordenador do Movimento Legislação e Vida, Prof. Hermes Rodrigues Nery, denunciou que a recente decisão do STF – de que o aborto até o terceiro mês de gestação não é crime – confirma o alerta que defensores da vida fazem há anos: “avança a agenda abortista” no Brasil.
Trata-se, segundo explicou, da agenda “das fundações internacionais, com a cumplicidade dos governos, Ong’s, entidades e demais organismos, pressionando cada vez mais as instituições públicas e demais instâncias decisórias a aceitarem a prática do aborto, inclusive até chegar o que eles querem, que é reconhecer o aborto como direito humano”.
No último dia 29 de novembro, durante análise do pedido de habeas corpus de cinco funcionários de uma clínica clandestina de aborto de Duque de Caxias (RJ), na 1ª Turma do STF, os ministros Luís Roberto Barroso, Rosa Weber e Edson Fachin defenderam que o aborto até terceiro mês de gestação não é crime. Com isso, abriram um precedente para decisões de outros juízes no Brasil.
Em entrevista à ACI Digital, Prof. Nery, que também é especialista em Bioética, observou que “o Supremo Tribunal Federal tem sido instrumentalizado pelos defensores do aborto, para decidir o que é competência exclusiva do Legislativo brasileiro, praticando assim escancarado ativismo judicial”.
De acordo com o presidente da Associação Pró-Vida e Pró-Família, estão repetindo no Brasil “o que ocorreu nos Estados Unidos, com o caso Roe x Wade, legalizando lá o aborto pela via judiciária”.
O especialista em Bioética pontuou que “os organismos internacionais sobre direito humanos, especialmente a ONU, passaram a disseminar esse novo conceito” do aborto como direito. “Desde as conferências internacionais promovidas pela ONU, nos anos 90, que vem se buscando pressionar as legislações dos países membros da ONU a incorporarem esse conceito em seus textos constitucionais. Querem chegar ao aborto como direito humano”, reforçou.
“Quando não conseguem fazer isso por via legislativa – ressaltou –, recorrem à via judiciária, penalizando assim o ser humano em sua fase mais fragilizada, justamente quando ele precisa de mais proteção, amor e acolhida”.
É o que acontece no Brasil, conforme destacou o Prof. Nery, recordando que esse ativismo teve início em 2008, “quando o STF autorizou o uso de células-tronco embrionárias para fins de pesquisa científica, utilizando embriões humanos fecundados para isso”.
Mais tarde, foi dado um novo passo “com a ADPF 54, autorizando o aborto de anencéfalos”. “Agora – alertou –, o STF irá deliberar sobre os casos de microcefalia”, no próximo dia 7 de dezembro.
Para o especialista, a decisão da 1ª Turma do STF no último dia 29 de novembro se dá a fim de “forçar ainda mais o avanço da agenda” abortista. “Assim, aos poucos, o aborto vai sendo legalizado, pela via judiciária”.
Entretanto, advertiu que não cabe ao Supremo definir se o aborto é ou não crime. “Isso é competência do Legislativo. Veja, por exemplo, a reforma do Código Penal, que passa pelo Legislativo etc. Trata-se de evidente usurpação de poder e cabe ao Congresso Nacional não aceitar tal abuso, ainda mais quando coloca em risco a vida humana inocente e indefesa”.
O avanço dessa agenda abortista, segundo Prof. Hermes, acaba sendo permitida, “infelizmente, pela “omissão de muitos (que deveriam resistir a isso)”. 
Considerou ainda que “a Igreja deveria protagonizar a resistência contra o avanço da cultura da morte, mas muitos se omitem com o discurso da ambiguidade, com a tibieza e o relativismo moral”.
“Há, digamos assim, uma certa neutralização da resistência, prevalecendo até um certo indiferentismo, enquanto a legislação vai abrindo brechas para legalizar o aborto, por etapas”, lamentou.
Por sua vez, a fim de fazer frente a este progresso abortista no país, “a Associação Nacional Pró-Vida e Pró-Família entrou com pedido de Amicus Curiae na ADI 5581 , cuja votação está marcada para o dia 7 de dezembro, quando o STF se manifestará sobre os casos de microcefalia”.
“Estamos mobilizando a sociedade, redes sociais e outros grupos, associações e entidades, para somar na defesa da vida, tendo em vista que a expressa maioria do povo brasileiro é contra o aborto, conforme indicam todas as pesquisas”, assinalou, ao explicar que estão propondo “a aprovação da PEC da Vida, incluindo no art. 5º da Constituição Federal a explicitação do direito à vida desde a concepção”.
Além disso, requerem “dos parlamentares que sustem os atos exorbitantes do STF”, o que é garantido pela Constituição Federal, “especialmente quando outro Poder (seja o Executivo ou Judiciário) evidencia a usurpação de poderes”.
AciDigital

1ª pregação de Advento: Fr. Cantalamessa medita sobre o Espírito Santo

Primeira pregação de Advento do Frei Cantalamessa - ANSA

Cidade do Vaticano (RV) – O Papa Francisco iniciou suas atividades na manhã desta sexta-feira (02/12), participando da primeira pregação de Advento do Frei Raniero Cantalamessa, na Capela Redemptoris Mater, no Vaticano.
Clique para ler a íntegra da pregação
Durante as quatro sextas-feiras do período de Advento, o pregador oficial da Casa Pontifícia Capuchinho dedicará suas meditações ao tema “Bebamos, sóbrios, a embriaguez do Espírito”.
Participam das suas pregações o Santo Padre, os Cardeais, Arcebispos e Bispos, Secretários das Congregações, os Prelados da Cúria Romana e do Vicariato de Roma, como também os Superiores Gerais e Procuradores das Ordens Religiosas, que fazem parte da Capela Pontifícia.
O Frei Cantalamessa iniciou suas reflexões teológicas, em preparação ao Santo Natal, à figura do “Espírito Santo, como a novidade teológica e espiritual mais importante depois do Concílio e a principal fonte de esperança da Igreja”.
De fato, afirmou o Pregador Capuchinho, a maior novidade pós-conciliar, na teologia e na vida da Igreja, é precisamente o Espírito Santo.
Renovação
No próximo ano, recordou Cantalamessa, comemoramos o 50º aniversário do início da Renovação Carismática, um dos muitos sinais do despertar do Espírito e dos carismas na Igreja. Esta experiência renovada do Espírito Santo tem estimulado a reflexão teológica.
A experiência do Espírito Santo em Pentecostes levou a Igreja a descobrir a figura de Jesus e os seus ensinamentos. O Paráclito, prometido por Jesus, conduz os discípulos à "verdade plena" sobre o Pai e o Filho.
Em outras palavras, diz o Pregador, na ordem da criação e do ser, tudo parte do Pai, passa pelo Filho e chega a nós pelo Espírito; na ordem da redenção e do conhecimento, tudo começa com o Espírito Santo, passa pelo Filho e retorna ao Pai.
Ação
Desta forma, em suas meditações de Advento, o Frei Cantalamessa propõe alguns aspectos da ação do Espírito Santo, partindo do terceiro artigo do Credo, que compreende três grandes afirmações: “Creio no Espírito Santo, Senhor que dá a vida”; “Que procede do Pai e do Filho e com o Pai e o Filho é adorado e glorificado”; e “falou pelos profetas".
A Carta aos Hebreus diz que "depois de falar um tempo por meio dos profetas, nos últimos tempos, Deus nos falou pelo Filho". Assim, o Espírito não parou de falar por meio dos profetas, o fez com Jesus e o faz ainda hoje na Igreja.
Piedade cristã
O Pregador Capuchinho concluiu a sua primeira meditação recordando que “a teologia, a liturgia e a piedade cristã, tanto no Oriente como no Ocidente, consolidaram o símbolo de fé: o Credo.
Na sequência de Pentecostes, a relação íntima e pessoal com o Espírito Santo, é expressa com títulos como “Pai dos pobres, luz dos corações, doce hóspede da alma e dulcíssimo alívio”. A mesma sequência dirige ao Espírito Santo uma série de belas orações, que respondem às nossas necessidades. (MT)
Radio Vaticano

Conclusão do Ano e do Centenário de morte de Charles de Foucauld


Charles de foucauld (Vatican News)
Argel (RV) – Concluíram-se oficialmente, neste 1° de dezembro, as celebrações do Centenário de morte de Charles de Foucauld e do Ano dedicado a este religioso francês, explorador do deserto do Saara e estudioso da língua e da cultura dos Tuaregues.
Os tuaregues fazem parte do povo berbere, nômade, que se desloca entre o centro e o Oeste do deserto do Saara.
No final da missa celebrada na Casa Santa Marta na quinta-feira, o Papa Francisco recordou que se celebrava os 100 anos do assassinato do Beato Charles de Foucauld, ocorrido na Argélia em primeiro de dezembro de 1916. Era “um homem – disse – que venceu tantas resistências e deu um testemunho que fez bem à Igreja. Peçamos que nos abençoe do céu e nos ajude a caminhar nos caminhos de pobreza, contemplação e serviço aos pobres”.
Por ocasião do Centenário de morte de Charles de Foucauld, os Bispos argelinos divulgaram uma Carta destacando o exemplo deste bem-aventurado, que continua a inspirar aquela Igreja. Em concomitância com o Jubileu da Misericórdia, que acaba de se encerrar, foi dedicado um Ano a Charles de Foucauld, cujas celebrações tiveram início em 4 de dezembro de 2015.
"Este religioso se fez tudo para todos", escrevem os Bispos, dedicando-se ao "apostolado da bondade" na Argélia, longe de fazer qualquer proselitismo. Sua vida foi marcada pela imitação de Jesus de Nazaré, pela oração e preocupação com os pobres. O seu desejo era o de ser o "irmão universal", a exemplo de Jesus, aberto à acolhida de todos, independente da condição social, religiosa ou étnica".
Até aos 28 anos, Charles de Foucauld viveu distante da fé. Mas, em uma viagem ao Marrocos, ao ver o testemunho da fé dos muçulmanos, refletiu sobre a existência de Deus e se questionou: “Mas Deus, existe? Se você existir, faça com que eu o conheça”. 
Voltando ao convívio familiar, Charles de Foucauld descobriu a fé cristã e, após uma viagem à Terra Santa, decidiu dedicar-se totalmente a Deus.
Recebeu a ordenação sacerdotal com 43 anos, quando se transferiu para o deserto do Saara, onde conviveu com o povo Tuaregue. Ali viveu como pobre entre os pobres e descobriu uma vida de oração e adoração.
Hoje, no mundo, existem 11 Congregações religiosas e oito Associações de fiéis, espalhadas pelos cinco Continentes, que levam adiante a regra de vida de Charles de Foucauld, baseada na ‘Vida de Nazaré', uma vida simples, pobre e oculta.
Charles de Foucauld foi beatificado pelo Papa emérito Bento XVI, em 13 de novembro de 2005.
(JE/MT)
Fonte: Radio Vaticano

quinta-feira, 1 de dezembro de 2016

Bispo responde à decisão do STF de que aborto até terceiro mês de gestação não é crime


BRASILIA, 30 Nov. 16 / 04:30 pm (ACI).- Após a maioria da primeira Turma do Supremo Tribunal Federal (STF) declarar, na terça-feira, 29, que o aborto até o terceiro mês de gestação não é crime, o Bispo de Frederico Westphalen, Dom Antonio Carlos Rossi Keller, afirmou que tal prática decreta a pena de morte aos não nascidos.

A decisão se deu quando os ministros analisavam o pedido de habeas corpus de cinco funcionários de uma clínica clandestina de aborto de Duque de Caxias (RJ). Votaram no sentido de não considerar o aborto um crime os ministros Luís Roberto Barroso, Rosa Weber e Edson Fachin. Com isso, abriram um precedente para decisões de outros juízes no Brasil.
Em sua página no Facebook, Dom Antonio Keller ressaltou que “o Supremo Tribunal Federal existe para garantir o cumprimento da Constituição” e acrescentou que “a Constituição brasileira determina que, no Brasil, não há pena de morte”.
“Contrariando este princípio, por meio do aborto, decreta-se a pena de morte àqueles que tem uma única culpa: a de existir. O aborto é uma barbárie”, afirmou o Bispo.
Diante dessa realidade, Dom Antonio pontuou que “uma Sociedade que defende, justificadamente, os ovos das tartarugas, mas admite o aborto, é no mínimo uma Sociedade na qual predomina a hipocrisia”.
Por sua vez, Padre José Eduardo de Oliveira e Silva, da Diocese de Osasco (SP), observou que “justo no Advento, quando celebramos a gravidez de Nossa Senhora, satanás vem atacar os bebês”. O sacerdote lembrou ainda que na próxima semana, dia 7 de dezembro, “julgarão o aborto em caso de zika”.
Decisão do STF
Em 2014, o relator, ministro Marco Aurélio, já havia concedido liminar para soltar os cinco envolvidos no caso da clínica clandestina de aborto de Duque de Caxias, considerando que não existiam requisitos legais para a prisão preventiva.
No voto desta terça-feira, o ministro Luís Roberto Barroso concordou com os motivos do relator e declarou que os artigos do Código Penal que criminalizam o aborto nos três primeiros meses de gestação violam os direitos fundamentais da mulher, entre os quais listou: autonomia da mulher, integridade física e psíquica, direitos sexuais e reprodutivos e igualdade de gênero.
Para o ministro, “na medida em que é a mulher que suporta o ônus integral da gravidez, e que o homem não engravida, somente haverá igualdade plena se a ela for reconhecido o direito de decidir acerca da sua manutenção ou não”.
Além disso, considerou que “o direito à integridade psicofísica protege os indivíduos contra interferências indevidas e lesões aos seus corpos e mentes, relacionando-se, ainda, ao direito, à saúde e à segurança”.
O ministro afirmou ainda que “países democráticos e desenvolvidos” não criminalizam o aborto no início da gravidez e citou exemplos como Estados Unidos, Alemanha, França, entre outros.
O voto de Barroso foi seguido por Rosa Weber e Edson Fachin. Os ministros Marco Aurélio e Luiz Fux também votaram pela revogação das prisões preventivas, mas não se manifestaram sobre a descriminalização do aborto no primeiro trimestre da gestação.
A decisão da primeira Turma do STF foi considerada “extraordinária” pela secretária de Direitos Humanos, Flávia Piovesan, conhecida por sua postura a favor da descriminalização do aborto.
Em entrevista ao ‘Estado de S. Paulo’, Piovesan assumiu que no governo há uma divergência entre ela e a secretária das Mulheres, Fátima Pelaes, que é contra o aborto. “No terreno de direitos sexuais e reprodutivos, o Congresso é um ambiente desafiador. O Supremo realiza sua missão ‘contra majoritária’, preservando direitos”, acrescentou.
Comissão especial quer rever a decisão
Na madrugada desta quarta-feira, o presidente da Câmara, Rodrigo Maria (DEM-RJ), anunciou em plenário que irá instalar uma comissão especial a fim de rever a decisão do STF sobre o aborto.
“Informo ao plenário que eu já tinha conversado desse assunto com alguns líderes que, do meu ponto de vista e vou exercer o poder da presidência, toda vez que nós entendermos que o Supremo legisla no lugar da Câmara dos Deputados ou do Congresso Nacional, nós deveríamos responder ou ratificando ou retificando a decisão do Supremo, como a de hoje”, disse.
A comissão irá discutir a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 58/2011que trata de licença-maternidade no caso de bebês prematuros, mas a intenção é deixar claro no texto que o aborto deve ser considerado crime a qualquer tempo da gestação.
Em plenário, o deputado Evandro Gussi (PV-SP) declarou que a decisão do STF “trata-se de uma calorosa afronta à Constituição, que prevê a separação de poderes, que prevê que deliberações dessa ordem hão de ser feitas no âmbito do poder legislativo”.
Ressaltou ainda que “é o Código Penal que regulamente o aborto como crime contra a vida”. “O Código Penal jamais falou de aborto legal”, acrescentou, explicando que a punição é excluída apenas em casos específicos, que são: gravidez resultante de estupro, quando há risco para a vida da mãe ou de fetos com microcefalia.
Para o deputado, se “nem as penas podem passar da pessoa do condenado, quanto mais alguém decidir sobre a vida do outro, especialmente sobre a vida de um inocente, que nada fez de mal e que pagará com a pena capital”.
ACIDIGITAL

Pe. Manuel Pérez Candela

Pe. Manuel Pérez Candela
Pároco da Paróquia Nossa Senhora da Imaculada Conceição - Sobradinho/DF