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quinta-feira, 31 de janeiro de 2019

São João Bosco, fundador dos Salesianos

REDAÇÃO CENTRAL, 31 Jan. 19 / 04:00 am (ACI).- “Um só é meu desejo: que sejam felizes no tempo e na eternidade”, escreveu pouco antes de sua morte São João Bosco, cuja memória litúrgica é recordada neste dia 31 de janeiro. O fundador da Congregação Salesiana (os Salesianos) ficou também conhecido como patrono e mestre da juventude.

João Melchior Bosco Occhiena nasceu 16 de agosto de 1815 na aldeia del Becchi, perto de Morialdo em Castelnuovo (norte da Itália), em uma família muito humilde. Quando tinha dois anos, seu pai morreu e sua mãe, a Serva de Deus Margarida Occhiena, sendo analfabeta e pobre, foi responsável pela educação dos seus filhos.
Aos nove anos, João Bosco teve um sonho no qual viu uma multidão de meninos que brigavam e blasfemavam. Ele tentou silenciá-los com os punhos. Então, apareceu Jesus Cristo e lhe disse que devia ganhar os meninos com a mansidão e a caridade e que sua professora seria a Virgem Maria. A Mãe de Deus disse: “a seu tempo compreenderá tudo”.
Não conseguiu entender este sonho inicialmente, mas Deus mesmo o foi esclarecendo de diferentes maneiras com o tempo.
Dom Bosco teve que estudar e trabalhar ao mesmo tempo, com seu desejo de ser sacerdote. Ingressou no seminário de Chieri e conheceu São José Cafasso, que lhe mostrou as prisões e os bairros onde havia jovens necessitados. Foi ordenado sacerdote em 1841.
Iniciou o oratório salesiano, no qual todo domingo se reunia com centenas de meninos. No começo, esta obra não tinha um lugar fixo, até que conseguiram se estabelecer no bairro periférico de Valdocco. Depois de uma enfermidade que quase lhe custou a vida, prometeu trabalhar até o final por Deus através dos jovens.
São João Bosco se dedicou inteiramente a consolidar e estender sua obra. Deu alojamento a meninos abandonados, ofereceu oficinas de aprendizagem e, sendo um sacerdote pobre, construiu uma igreja em honra a São Francisco de Sales.
Em 1859, fundou os Salesianos, tomando como modelo São Francisco de Sales. Mais adiante, fundou as Filhas de Maria Auxiliadora e os Cooperadores Salesianos. Além disso, construiu a Basílica de Nossa Senhora Auxiliadora, em Turim, e a Basílica do Sagrado Coração, em Roma, somente com doações.
Partiu para a Casa do Pai um 31 de janeiro de 1888. Foi beatificado em 1929 e canonizado em 1924.
ACI Digital

terça-feira, 29 de janeiro de 2019

O fermento dos fariseus

Dom Wilson Tadeu Jönck
Arcebispo de Florianópolis
Cristo diz aos apóstolos para terem cuidado com o fermento dos fariseus (Mc 8,15). Os Evangelhos registram uma forte crítica de Jesus ao modo como os judeus viviam a religiosidade. Aquilo que Cristo diz aos fariseus, está dizendo também a cada um de nós. Sim, porque todos nós que procuramos viver mais intensamente a vida de fé, somos fortemente tentados a repetir aquele comportamento dos fariseus. Por este motivo é tão importante o tempo da Quaresma. Somos convidados a rever a nossa vida e nos afastar daquelas atitudes que nos identificam com os fariseus. E qual é o fermento dos fariseus?
Os fariseus procuram a Jesus, não para segui-lo, mas para colocá-lo à prova. Mesmo que adotem uma prática religiosa, têm o coração duro. Não aceitam mudar de atitude, mas querem desautorizar a prática de Jesus. É por belzebu que expulsa demônios, dizem eles (Mt 12,24). Buscam a polêmica para não ter que mudar a sua vida.
O Evangelho diz também que os fariseus são hipócritas. “Fazei tudo que disserem, mas não imiteis o que eles fazem” (Mt 23,3). O divórcio entre o ser e o agir é uma tendência que persegue a todos que iniciam uma caminhada espiritual. Por este motivo sempre se procura esconder a realidade. Parecem uma coisa que não são.
Os fariseus gostam também de parecer como austeros na observância, mas são sedentos de aplausos, ávidos por dinheiro. Multiplicavam as normas e preceitos. Tornavam muito pesada a vida dos fiéis. As penas pela transgressão das leis iam desde a pena capital até atos de penitência que deviam ser cumpridas pelos faltosos. Assim a lei deixava de ser um caminho, para se tornar um fardo a ser carregado.
Os cristãos de todos os tempos são tentados a viver a vida religiosa ao modo dos fariseus, também no nosso tempo. Viver como discípulo de Cristo requer que superemos o fermento dos fariseus. A Quaresma é tempo de se dar conta da presença destas distorções e corrigir o curso da vida.
Arquidiocese de Florianópolis / CNBB

domingo, 27 de janeiro de 2019

3º Domingo do Tempo Comum: A Missão de Jesus

+ Sérgio da Rocha
Cardeal Arcebispo de Brasília
Nos Domingos do Tempo Comum deste ano, temos a oportunidade de ler e meditar, com a Igreja, o Evangelho segundo São Lucas. Por isso, inicia-se, hoje, a leitura do seu primeiro capítulo e, em seguida, passa-se ao capítulo quatro, uma vez que os anteriores são proclamados nos tempos do Advento e Natal.
Logo no início de sua obra, S. Lucas declara que para “escrever a história dos acontecimentos” (Lc 1,1), fez um “estudo cuidadoso”, considerando o que foi transmitido pelas “testemunhas oculares e ministros da palavra”. Ele mesmo não foi “testemunha ocular”, tendo sido companheiro de S. Paulo. O destinatário possui um nome grego muito significativo, “Teófilo”, isto é, “amigo de Deus”, o que cada um de nós deveria ser. A finalidade declarada é de grande atualidade: “verificar a solidez dos ensinamentos recebidos” (Lc 1,4) para permanecer na fidelidade a Cristo, pois nas comunidades cristãs começavam a surgir ideias e atitudes que não eram condizentes com o ensinamento dos apóstolos.
A segunda parte do texto proclamado narra o início da pregação de Jesus Cristo, em Nazaré. Jesus é aquele que vem realizar plenamente as profecias, retomando, na sinagoga, a célebre passagem de Isaías que descreve a missão do Messias. Ungido pelo Espírito, ele vem para anunciar a boa nova aos pobres e sofredores, a liberdade aos oprimidos, a vista aos cegos e o ano da graça para todos. Ao longo do Evangelho, S. Lucas nos mostra como foi que Jesus realizou esta missão, ressaltando o seu rosto misericordioso. Assim fazendo, ele desperta e anima a fé em Cristo não apenas naquele tempo, mas também em nossos dias.  “Hoje se cumpriu esta passagem da Escritura que acabastes de ouvir”, afirma Jesus (Lc 4,21). Este “hoje” é permanente, pois a missão de Cristo continua através da Igreja.
A fé em Cristo é vivida em comunidade, que é comparada por S. Paulo ao corpo humano, ressaltando a diversidade dos membros, o valor de cada um e a importância da unidade. Ele chama a Igreja “corpo de Cristo” (1Cor 12,27). O livro de Neemias nos recorda o lugar especial da Palavra de Deus na comunidade. A Palavra, proclamada e acolhida na assembleia, torna-se motivo de grande alegria para o povo de Deus. Hoje, nós também bendizemos a Deus, rezando, com o salmista: “Vossas palavras, Senhor, são espírito e vida!” (Sl 19).
A missão de Jesus continua na Igreja. Estamos para iniciar o Ano Jubilar, comemorando os 60 anos da Arquidiocese de Brasília, tempo especial de memória, ação de graças, esperança e compromisso. A missa de abertura será na Catedral, no próximo dia 31, às 12:00 h, festa de São João Bosco. Participe! Reze pela Arquidiocese de Brasília!
Arquidiocese de Brasília / O Povo de Deus

Agora é oficial: Próxima JMJ será em Portugal!

Foto: ACI Prensa
PANAMÁ, 27 Jan. 19 / 11:48 am (ACI).- A próxima Jornada Mundial da Juventude (JMJ) já tem confirmada a sua próxima sede, conforme foi anunciado pelo presidente do Dicastério para os Leigos, a Família e a Vida, Cardeal Kevin Farrell, neste domingo, 27 de janeiro. Será em Lisboa, Portugal, em 2022.
“A próxima Jornada Mundial da Juventude será em Portugal”, assim o Cardeal Farrel fez o anúncio mais aguardado dos últimos dias, ao final da Missa de encerramento da Jornada Mundial da Juventude (JMJ) Panamá 2019, no Campo São João Paulo II, o que foi acompanhado com alegria por parte dos peregrinos portugueses, que fizeram grande festa no Panamá.
Em sua saudação ao final da Santa Missa, o Papa Francisco afirmou:  Já foi anunciado o local da próxima Jornada Mundial da Juventude.  Peço-vos para não deixar resfriar o que vivestes nestes dias. Regressai às vossas paróquias e comunidades, às vossas famílias e aos vossos amigos, e transmiti esta experiência, para que outros possam vibrar com a força e o sonho que tendes em vós. Com Maria, continuai a dizer «sim» ao sonho que Deus semeou em vós”.
A JMJ foi criada por São João Paulo II e acontece a cada ano nas dioceses ao redor do mundo. Mas, a cada certo tempo, em um evento especial, congrega jovens de todo o mundo em uma cidade para celebrar a alegria da fé e compartilhar com o Papa.
A primeira Jornada Mundial da Juventude foi realizada em Roma (Itália), em 1985.
ACI Digital

Os melhores momentos da vigília da JMJ Panamá 2019.



Papa Francisco durante a JMJ Panamá 2019 - Foto: Daniel Ibáñez (ACI Prensa)
PANAMÁ, 27 Jan. 19 / 10:37 am (ACI).- O Papa Francisco presidiu no sábado, 26 de janeiro, a Vigília da Jornada Mundial da Juventude (JMJ), com a participação de 600 mil jovens e peregrinos que se reuniram no Campo São João Pablo II, no Panamá.
O Santo Padre chegou ao local do evento de papamóvel acompanhado por cinco jovens dos cinco continentes e iniciou a vigília às 18h30 (hora local) com a apresentação artística "A árvore da vida", que narrou através de danças o chamado à vida que Deus faz ao homem, a qual só pode ser mantida seguindo a Cristo.
"Esse chamado está em tensão pelo pecado e, embora nos sintamos indignos, Deus nos elege novamente", ouviram os peregrinos.
Durante a encenação, os peregrinos escutaram três testemunhos. O primeiro foi o de Erika de Bucktron, mãe de quatro filhos, sendo que a mais nova, que se chama Inês, tem síndrome de Down.
Erika disse que quando os médicos souberam que a pequena nasceria com síndrome de Down, recomendaram que ela abortasse, mas tanto a mãe como o pai se recusaram e "nos abandonamos nas mãos de Deus e pedimos que sua vontade fosse cumprida".
Agora, a menina tem dois anos e oito meses de idade e "agradecemos a Deus pelo nascimento da Inês". "Decidimos dizer sim à vida, porque toda a vida é uma bênção de Deus, é Ele quem chama, por isso não hesitamos em dizer: 'Faça-se em mim segundo a tua Palavra'".
O segundo testemunho foi de Alfredo Martínez Andrión, de 20 anos, que foi coroinha em sua infância, mas a pobreza de sua família o forçou a deixar a escola para trabalhar. Ele caiu nas drogas e foi preso. "Eu busquei encontrar uma saída com o crucifixo na minha mão", expressou.
Alfredo encontrou ajuda na Fundação São João Paulo II e aprendeu a confiar em Deus. Agora, luta por sua família e incentiva os outros jovens a dizerem como Maria "faça-se em mim segundo a tua palavra".
Depois veio o testemunho de Nirmeen Odeh, 26 anos, da Palestina, que reconheceu que, embora fosse batizada, por causa do lugar onde morava, achava melhor estar longe do cristianismo. No entanto, na JMJ de Cracóvia, em 2016, ela descobriu que Jesus a ama. Mais tarde, através de livros como ‘Confissões’, de Santo Agostinho, fortaleceu sua fé.
Após os testemunhos, o Papa Francisco fez um discurso no qual assegurou aos jovens que “Maria é a influencer de Deus. Com poucas palavras, soube dizer ‘sim’, confiando no amor e nas promessas de Deus, única força capaz de fazer novas todas as coisas".
"Esta tarde ouvimos também como o ‘sim’ de Maria ecoa e se multiplica de geração para geração. Seguindo o exemplo de Maria, muitos jovens arriscam e apostam, guiados por uma promessa. Obrigado, Erika e Rogelio, pelo testemunho que nos destes. Foram muito corajosos, merecem um aplauso", afirmou o Papa, que também destacou os testemunhos dos outros dois jovens.
Durante toda a Vigília, esteve presente a primeira imagem peregrina da Virgem de Fátima, que veio especialmente de Portugal para a JMJ. O Papa teve um momento de oração em frente à imagem.
Da mesma forma, para o momento da Adoração Eucarística, foi usado um belo ostensório, apoiado por uma escultura da Virgem Maria, que foi feita com o metal de cartuchos de bala.
Este ostensório também está presente na Missa de Encerramento da JMJ deste domingo, 27 de janeiro.
Finalmente, antes de partir, o Santo Padre dirigiu algumas palavras aos jovens para convidá-los a saudar Maria como Mãe, como fez o apóstolo João ao pé da cruz de Cristo.
ACI Digital

26/01: São Timóteo e São Tito, discípulos de São Paulo Apóstolo

REDAÇÃO CENTRAL, 26 Jan. 19 / 04:00 am (ACI).- São Timóteo e São Tito foram discípulos de São Paulo, presidiram as comunidades cristãs da ilha de Éfeso e de Creta, respectivamente. Do mesmo modo, a eles foram dirigidas três cartas atribuídas a são Paulo. A festa de ambos é celebrada neste 26 de janeiro, o dia seguinte à festa da Conversão do Apóstolo dos gentios.

São Timóteo nasceu em Listra, filho de pai pagão e de mãe judia-cristã. No Novo Testamento, aparece como discípulos mais próximo a São Paulo, com quem realizou várias viagens.
O Apóstolo o nomeou Bispo de Éfeso e lhe escreveu duas cartas para orientá-lo na direção de suas comunidades: Primeira e Segunda Carta a Timóteo. Algumas de suas relíquias repousam na Itália desde 1239 na Catedral de Termoli, procedentes de Constantinopla.
São Tito aparece nas cartas de São Paulo, a quem acompanhou ao Concílio de Jerusalém. Depois de pregar em várias cidades, São Paulo o consagrou Bispo da ilha de Creta.
“Certa é esta doutrina, e quero que a ensines com constância e firmeza, para que os que abraçaram a fé em Deus se esforcem por se aperfeiçoar na prática do bem. Isto é bom e útil aos homens”, recomendou São Paulo a Tito (Tt 3,8)
ACI Digital

25/01: Conversão de São Paulo

REDAÇÃO CENTRAL, 25 Jan. 19 / 04:00 am (ACI).- Neste dia 25 de janeiro, a Igreja Católica celebra o dia em que São Paulo – então chamado Saulo – alcançou a conversão, a caminho de Damasco, para onde se dirigia para perseguir os cristãos.

Como se recorda, quando ia para Damasco, Saulo foi derrubado do cavalo pelo próprio Jesus por meio de uma luz do céu que brilhou sobre ele e seus companheiros, cegando-o por três dias. Durante esse tempo, Saulo permaneceu na casa de um judeu chamado Judas, sem comer nem beber.
O cristão Ananias, a pedido de Cristo, foi ao encontro de Saulo, que recuperou a vista e se converteu, recebendo o batismo e passando a pregar nas sinagogas sobre o Filho de Deus, com grande espanto de seus ouvintes. Assim, o antigo perseguidor se converteu em apóstolo e foi eleito por Deus como um de seus principais instrumentos para a conversão do mundo.
São Paulo nasceu no Tarso, Cilícia (atual Turquia), e seu pai era cidadão romano. Cresceu no seio de uma família em que a piedade era hereditária e muito ligada às tradições e observâncias dos fariseus. Colocaram-lhe o nome Saulo e, como também era cidadão romano, levava o nome latino de Pablo (Paulo).
Para os judeus daquele tempo era bastante comum ter dois nomes, um hebreu e outro latino ou grego. Paulo será, pois, o nome que utilizará o apóstolo para evangelizar os gentios.
O período que vai do ano 45 ao 57 foi o mais ativo e frutífero de sua vida. Compreende três grandes expedições apostólicas das quais Antioquia foi sempre o ponto de partida e que, invariavelmente, terminaram por uma visita à Jerusalém.
Os restos do santo descansam na Basílica de São Paulo Extramuros, em Roma. Este templo é o maior, depois da Basílica de São Pedro.
ACI Digital

quinta-feira, 24 de janeiro de 2019

O coração da Igreja bate no Panamá: Começou a JMJ 2019.

Jovens peregrinos da Jornada Mundial da Juventude Panamá 2019 – Foto: Daniel Ibáñez (ACI Prensa)
PANAMÁ, 23 Jan. 19 / 09:20 am (ACI).- Na terça-feira, 22 de janeiro, começou a Jornada Mundial da Juventude (JMJ) 2019, com uma Missa presidida pelo Arcebispo do Panamá, Dom José Domingo Ulloa, no Campo Santa Maria la Antigua que contou com a participação de 75 mil pessoas de várias partes do país e do exterior.
Desde cedo os jovens, com bandeiras de vários países, foram enchendo o campo que fica na região da Cinta Costera, onde as autoridades estabeleceram várias medidas de segurança.
Tendo como fundo a imagem de Santa Maria la Antigua, padroeira do Panamá, Dom Ulloa deu as boas-vindas aos jovens na primeira diocese de terra firme, onde "se irradiou o evangelho ao resto do continente americano, sempre sob o amparo da Virgem Maria, a Mãe".
Nesse sentido, recordou o tema da JMJ 2019 "Eis aqui a serva do Senhor, faça-se em mim segundo sua palavra", tirado da resposta que Maria deu ao Arcanjo Gabriel na Anunciação.
O Arcebispo também agradeceu ao Papa Francisco por conceder ao Panamá a oportunidade de "fazer uma Jornada para a juventude das periferias existenciais e geográficas". "Desejamos que seja um bálsamo para a difícil situação com a que convivem sem esperanças muitos deles, especialmente a juventude indígena e afrodescendente, a juventude que migra devido à resposta quase nula de seus países de origem, que os lançam a semear suas esperanças em outros países, expondo-os ao narcotráfico, o tráfico de seres humanos, a delinquência e tantos outros males sociais", expressou.
Junto com Dom Ulloa estavam também o Arcebispo de Manágua (Nicarágua), Cardeal Leopoldo Brenes, o Arcebispo de David (Panamá), Cardeal José Lacunza, o Arcebispo de Tegucigalpa (Honduras), Cardeal Óscar Rodríguez Maradiaga, o Administrador Apostólico de Caracas (Venezuela), Cardeal Baltazar Porras, entre outros.
Após recordar os "Dias nas Dioceses" que os jovens viveram no Panamá e na Costa Rica, Dom Ulloa assinalou que a Jornada Mundial da Juventude é uma oportunidade para um encontro pessoal com Cristo.
"Este encontro de vocês jovens com Jesus Cristo deve levá-los a confrontação consigo mesmos e com a doutrinação do sistema de antivalores que impera sustentado na busca de uma falsa felicidade, que é tão fugaz que os leva a experimentar desesperadamente muitas coisas que prejudicam a mente e o espírito e que ao final não chegam a preencher o vazio existencial", assinalou.
Em sua homilia, o Arcebispo do Panamá recordou aos peregrinos que são o futuro da Igreja e da sociedade e encorajou-os a serem santos, que "não é ter o rosto das imagens que se compra por aí", mas ir contracorrente, “faz sair da corrupção espiritual e material, de tudo aquilo que nos faz mal e ofende Deus”.
"Um santo defende os indefesos: o não-nascido, mas também o nascido na miséria; defende os migrantes, busca a justiça; reza, vive e ama a comunidade; é alegre e tem senso de humor; luta sempre, sai da mediocridade, vive a misericórdia de Deus e a compartilha com o próximo. Ser santo não é um mito, é uma realidade evidente", disse.
Neste sentido, mencionou os santos e beatos padroeiros da JMJ Panamá 2019: São Martinho de Lima, Santa Rosa de Lima, São Juan Diego, São José Sánchez del Río, São João Bosco, Beata Irmã Maria Romero Meneses, São Óscar Romero, São João Paulo II.
"Não tenhamos medo queridos jovens, tenham a coragem de ser santos no mundo de hoje, com isto não estarão renunciando à sua juventude ou à sua alegria; muito pelo contrário, mostrarão ao mundo que é possível ser felizes com muito pouco, porque Jesus Cristo, a razão de nossa felicidade, já nos deu a vida eterna, com sua Ressurreição", afirmou.
Segundo o Comitê Organizador Local (COL), ontem 75.000 pessoas, incluindo jovens, padres e bispos, participaram da celebração de abertura da JMJ.
O COL também informou que até ontem mais de 100 mil peregrinos de 156 países se registraram. Também foram registrados 480 bispos, dos quais 48% chegaram ao Panamá.
Os países com os mais representantes do voluntariado internacional são Colômbia, Brasil, Costa Rica, México e Polônia.
Além disso, na tarde desta quarta-feira, o avião com o Papa Francisco chegará ao Aeroporto Internacional de Tocumen, que visitará o Panamá por ocasião da Jornada Mundial da Juventude, a qual terminará no domingo, 27.
ACI Digital

São Francisco de Sales, padroeiro dos jornalistas e comunicadores

REDAÇÃO CENTRAL, 24 Jan. 19 / 04:00 am (ACI).- “O amor é a perfeição do espírito e a caridade é a perfeição do amor”, dizia São Francisco de Sales. Conhecido como o santo da amabilidade, lutou vários anos de sua vida para dominar sua ira e obteve a conversão de muitos. A festa deste Doutor da Igreja e padroeiro dos jornalistas e comunicadores é a celebrada neste 24 de janeiro.

São Francisco de Sales nasceu no castelo de Sales, na Saboya, em 1567. Desde menino era muito inquieto e brincalhão, tanto que sua mãe e sua ama tinham que estar constantemente vendo o que estava fazendo.
Sua luta contra a ira foi constante. Certo dia, um calvinista visitou o castelo, o pequeno Francisco se inteirou, tomou um pau e foi brincar de correr atrás das galinhas gritando: “Fora os hereges, não queremos hereges”.
Teve como mestre o Pe. Deage, sacerdote muito perfeccionista em suas exigências. Este preceptor lhe faria passar momentos amargos, mas lhe ajudaria muito em sua formação.
Aos 10 anos, recebeu a primeira comunhão e confirmação e, desde esse dia, comprometeu-se a visitar frequentemente o Santíssimo. Mais adiante, conseguiu que seu pai o enviasse ao Colégio do Clermont, dirigido pelos jesuítas e conhecido pela piedade e o amor à ciência.
Acompanhado pelo Pe. Deage, Francisco se confessava e comungava a cada semana, era dedicado aos estudos e reservava um par de horas diárias aos exercícios de equitação, esgrima e dança.
Muitas vezes o sangue lhe subia à cabeça pelas brincadeiras e humilhações. Mas, conseguia se conter de tal maneira que muitos nem imaginavam o seu mau gênio. Entretanto, o inimigo lhe fez sentir que seria condenado ao inferno para sempre. Este pensamento o atormentava até o ponto que perdeu o apetite e já não dormia.
Então, disse a Deus: “Não me interessa que me mande todos os suplícios que queira, desde que me permita seguir te amando sempre”. Logo, na Igreja de Santo Estêvão, em Paris, ajoelhado diante da imagem da Virgem, pronunciou a famosa oração de São Bernardo: “Lembrai-vos, ó puríssima Virgem Maria…”. Assim, recuperou a paz. 
Esta provação o ajudou muito a se curar do orgulho e saber compreender as pessoas em crise para assim tratá-las com bondade. Obedecendo seu pai, foi estudar direito em Pádua, tempo que aproveitou para estudar também teologia por seu grande desejo de ser sacerdote.
Aos 24 anos, obteve seu doutorado em leis e mais tarde, junto a sua família, manteve uma vida típica de jovem da nobreza. Seu pai desejava que se casasse e que obtivesse postos importantes, mas Francisco se mantinha em reserva por sua inquietação de consagrar-se a serviço de Deus.
Com a morte do decano do Capítulo de Genebra, seu primo Luis de Sales, alguns conhecidos fizeram com que o Papa lhe outorgasse este cargo. O jovem santo, por outro lado, começou a dialogar com seu pai sobre sua inquietação vocacional e pouco a pouco o convenceu.
Vestiu a batina no dia em que obteve a aprovação de seu pai e recebeu a ordem do sacerdócio seis meses depois. Exercia os ministérios entre os mais necessitados com muito carinho e seus prediletos eram os de berço humilde.
Entre os habitantes do Chablais, os protestantes tinham dificultado a vida dos católicos e Francisco se ofereceu para ir até lá com permissão do Bispo.
A fim de tocar os corações da população, o santo começou a escrever panfletos nos quais expunha a doutrina da Igreja e refutava os calvinistas. Estes escritos mais tarde formariam o volume das “Controvérsias”.
O que as pessoas mais admiravam era a paciência com que o santo vivia as dificuldades e perseguições.
Francisco caiu em uma grave enfermidade e, ao recuperar a saúde, foi à Roma onde o Papa estava. Lá, teólogos e sábios que tinham ouvido de suas qualidades fizeram-lhe perguntas difíceis de teologia. Todos ficaram maravilhados pela simplicidade, modéstia e ciência de suas respostas.
O Pontífice o confirmou como coadjutor de Genebra e o santo retornou à sua diocese para trabalhar com mais empenho. Quando o Bispo morreu, Francisco o sucedeu no governo e fixou sua residência em Annecy.
Teve como discípula Santa Joana de Chantal e do encontro destes dois santos surgiu a fundação da Congregação da Visitação, em 1610. Das notas com que instruía a santa, surgiu o livro “Introdução à vida devota”. Mais tarde, São Francisco de Sales o publicou, tendo sido traduzido em muitos idiomas.
Em 1622, o duque da Saboya convidou o santo para se reunir em Aviñón. O santo Bispo aceitou, pela parte francesa de sua diocese, mas arriscando muito sua saúde devido à longa viagem em pleno inverno.
Deixou tudo em ordem, como se soubesse que não voltaria. Quando chegou a Aviñón, as multidões se apinhavam para vê-lo e as congregações queriam que pregasse para elas.
Ao regressar, São Francisco se deteve em Lyon e se hospedou na casinha do jardineiro do Convento da Visitação. Atendeu as religiosas durante um mês inteiro e quando uma delas lhe pediu uma virtude para praticar, o santo escreveu “humildade”.
No cruel inverno, prosseguiu sua viagem pregando e administrando os sacramentos, mas sua saúde ia piorando até que partiu para a Casa do Pai. Sua última palavra foi o nome de Jesus. São Francisco de Sales expirou aos 56 anos, em 28 de dezembro de 1622, sendo Bispo por 21 anos.
No dia seguinte, a população inteira do Lyon passou pela humilde casa onde faleceu. Em 1632, abriram seu túmulo para saber como estava. Parecia que se encontrava em um aprazível sonho.
Santa Joana de Chantal foi ver o corpo do santo junto a suas religiosas e, quando lhe disseram que podia se aproximar, a santa se ajoelhou, tomou a sua mão e a pôs sobre a sua cabeça para lhe pedir a bênção.
Nesse momento, todas as irmãs viram que a mão do santo parecia recuperar vida e, movendo os dedos, acariciava a humilde cabeça de sua discípula. Hoje, em Annecy, as irmãs da Visitação conservam o véu que Santa Joana usava naquele dia.
São Francisco de Sales foi canonizado em 1665. Em 1878, o Papa Pio IX o declarou Doutor da Igreja. São João Bosco adotou o “santo da amabilidade” como patrono de sua congregação e como modelo para o serviço que os salesianos devem oferecer aos jovens.
ACI Digital

domingo, 20 de janeiro de 2019

II Domingo do Tempo Comum: Seus discípulos creram Nele

+ Sergio da Rocha
Cardeal Arcebispo de Brasília
Terminado o tempo do Natal, com a festa do Batismo do Senhor, celebrada no domingo passado, iniciou-se a primeira semana do Tempo Comum. Por isso, celebramos, hoje, o segundo Domingo do Tempo Comum. Tempo litúrgico mais longo do ano, caracterizado pela cor verde, o “Tempo Comum” contempla o conjunto da vida e dos ensinamentos de Jesus, ao invés de um aspecto específico, como ocorre em outros tempos litúrgicos.
O Evangelho nos convida a refazer a experiência dos discípulos, ocorrida em Caná da Galileia, que “creram nele”, reconhecendo o “sinal” da chegada do Reino. Para tanto, o papel de Maria foi de especial importância. “Fazei o que Ele vos disser” (Jo 2,5), afirma ela aos que estavam servindo na festa de casamento. Num momento difícil, vivido pela família que realizava a festa, Maria mostra-se mãe amorosa e intercessora diante de Jesus. Ao mesmo tempo, pede aos que estavam servindo para por em prática a palavra de seu filho. Deste modo, realiza-se o primeiro “milagre”, isto é, o primeiro “sinal” de Jesus, o início dos sinais da chegada do Reino, da manifestação de sua glória, conforme o Evangelho segundo João.
Hoje, há muitas situações a serem transformadas na vida das pessoas, das famílias e da sociedade. Podemos dizer que, muitas vezes, falta-nos o “vinho” da alegria e da vida nova em Cristo. Há, certamente, muita água a ser transformada em vinho. Para que isso ocorra, necessitamos, acima de tudo, de Jesus Cristo. A ele, através de Nossa Senhora, apresentamos as nossas necessidades. Contudo, devemos também fazer a nossa parte. Jesus realiza “sinais” do Reino, verdadeiros milagres, contando conosco. É ele quem realiza; cabe a nós, crer nele e cumprir a sua palavra. Por isso, é a nós que Maria está dizendo: “Fazei o que Ele vos disser”. Ela nos ensina a confiar, a ter esperança e a agir. Seja o nosso programa de vida, ao longo deste novo tempo litúrgico e durante todo este novo ano, fazer o que Jesus diz, nele crendo e esperando, como verdadeiros discípulos.  O relato das bodas de Caná conclui-se com a constatação de que “seus discípulos creram nele” (Jo 2,11). Nós somos também chamados a crer em Jesus, discernindo os “sinais” de Deus e do seu Reino entre nós, especialmente através da oração e da meditação.
“Eis aqui a serva do Senhor. Faça-se em mim segundo a tua palavra” (Lc1,38), é tema da Jornada Mundial da Juventude, que acontecerá no Panamá, nos próximos dias 22 a 27, com a presença do Papa Francisco. Aquela que nos ensinou a cumprir a Palavra deu-nos o exemplo, como discípula fiel. Com Maria, rezemos pela Jornada Mundial da Juventude!
Arquidiocese de Brasília / O Povo de Deus

JMJ: Conheça a história da Virgem de la Antigua, Padroeira do Panamá

Santa Maria la Antigua. Crédito: Arquidiocese do Panamá
PANAMÁ, 18 Jan. 19 / 12:00 pm (ACI).- Santa Maria La Antigua é a Virgem Padroeira do Panamá, país que hoje recebe milhares de peregrinos que participarão da Jornada Mundial da Juventude 2019 (JMJ), que acontecerá de 22 a 27 de janeiro.
A festa de Santa Maria la Antigua é celebrada no dia 9 de setembro e a sua imagem representa Nossa Senhora com o Menino Jesus e uma rosa branca.
A presença da padroeira do Panamá é central na JMJ 2019, já que o tema escolhido pelo Papa Francisco é profundamente mariano: “Eis aqui a serva do Senhor. Faça-se em mim segundo a tua palavra”!
A história conta que a imagem mariana estava em uma capela lateral da Catedral de Sevilha, na Espanha, que foi reconstruída no século XIV, e se conservou apenas a parede onde estava a imagem, por isso que é chamada Santa Maria de la Antigua.
Na América, em 1510, os conquistadores Vasco Núñez de Balboa e Martín Fernández de Enciso fundaram em homenagem a esta devoção a cidade de Santa Maria la Antigua de Darién (atualmente território colombiano), que foi a primeira diocese em terra firme.
Em 1524, o segundo bispo dessa diocese, o dominicano Frei Vicente Peraza, transferiu a sede diocesana para a recém-fundada Cidade do Panamá, as margens do Pacífico.
Santa Maria la Antigua é a padroeira da catedral e da Diocese do Panamá desde 1513, mas foi recentemente, em 9 de setembro de 2000, Ano Santo Jubilar, que a Conferência Episcopal Panamenha a proclamou padroeira do país. Em 27 de fevereiro de 2001, a Congregação para o Culto Divino e a Disciplina dos Sacramentos acolheu a solicitação de declará-la oficialmente padroeira do país.
ACI Digital

São Sebastião, mártir e soldado de Cristo

REDAÇÃO CENTRAL, 20 Jan. 19 / 04:00 am (ACI).- “Glorioso mártir São Sebastião, soldado de Cristo e exemplo de cristão”. Assim inicia a oração dedicada ao santo cuja memória litúrgica é celebrada neste 20 de janeiro pela Igreja e que tem sua vida resumida nessa pequena exortação.

Nascido em Narbonne, no século III, filho de uma família nobre, chegou a ser capitão da Guarda do Palácio Imperial em Roma.
Recebeu o batismo e sempre zelou por ele em sua vida e também na dos seus irmãos.  Era respeitado por todos e apreciado pelo imperador, que desconhecia sua qualidade de cristão. Cumpria a disciplina militar, mas não participava dos sacrifícios idolátricos.
Como bom cristão, exercitava o apostolado entre seus companheiros, visitava e alentava os cristãos presos por causa de Cristo.
Diz-se que um dia foi a um mártir que se sentia desencorajado diante das lágrimas de sua família. O santo o encorajou a ficar firme e dar a sua vida por Jesus Cristo. Desta forma, o homem pôde dar testemunho do glorioso martírio.
Até que, em certa ocasião, foi denunciado ao imperador, que o obrigou a escolher entre ser seu soldado ou seguir Jesus Cristo.
O santo respondeu dizendo que iria continuar a ser um seguidor de Cristo até o fim e foi condenado à morte por flechadas.
Os soldados, então, o levaram ao estádio, despiram-no, amarraram-no a um poste e lançaram sobre ele uma chuva de flechas, dando-o por morto.
Mas, seus amigos perceberam que ele ainda estava vivo. Uma mulher, esposa de um mártir, levou-o para sua casa, onde o manteve escondido. Ela cuidou dele até que ficou restabelecido.
Com a saúde recuperada, apresentou-se novamente diante do imperador, repreendendo-o por perseguir os cristãos.
O imperador, então, mandou que fosse açoitado e, desta vez, Sebastião não resistiu e acabou morrendo, por volta do ano 300.
Seu corpo foi jogado ao lamaçal, mas os cristãos o recolheram e o enterraram na Via Ápia, na célebre catacumba que leva o nome de São Sebastião, local venerado pelos cristãos desde os tempos antigos.
Em Roma, foi construída a basílica em sua honra. Durante séculos, o santo foi invocado como patrono contra a peste e contra os inimigos da religião.
Nesta data, ao recordar o glorioso mártir, trazemos a oração de São Sebastião:
Glorioso mártir São Sebastião, soldado de Cristo e exemplo de cristão, hoje vimos pedir a vossa intercessão junto ao trono do Senhor Jesus, nosso Salvador, por Quem destes a vida. Vós que vivestes a fé e perseverastes até o fim, pedi a Jesus por nós para que sejamos testemunhas do amor de Deus. Vós que esperastes com firmeza nas palavras de Jesus, pedi-Lhe por nós, para que aumente a nossa esperança na ressurreição. Vós que vivestes a caridade para com os irmãos, pedi a Jesus para que aumente o nosso amor para com todos. Enfim, glorioso mártir São Sebastião, protegei-nos contra a peste, a fome e a guerra; defendei as nossas plantações e os nossos rebanhos, que são dons de Deus para o nosso bem e para o bem de todos. E defendei-nos do pecado, que é o maior de todos os males. Assim seja.
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quinta-feira, 17 de janeiro de 2019

Igreja no Pará organiza preparativos para os 300 anos da Diocese de Belém

Belém - Pará (Quarta-feira, 16-01-2019, Gaudium Press) A Arquidiocese de Belém está literalmente em contagem regressiva para celebrar os 300 anos de criação da Diocese de Belém do Pará. Isso porque, recentemente, foi lançada a página na internet que informa os dias, horas, minutos e até os segundos que faltam para a celebração da missa pela unidade arquidiocesana, que ocorrerá em 22 de fevereiro próximo.
Igreja no Pará organiza preparativos para os 300 anos da Diocese de Belém
Outros destaques são a descrição do projeto, que tem como objetivo geral "celebrar com júbilo e gratidão o terceiro centenário da criação da Diocese de Belém do Pará, organizando para isso um ano jubilar com celebrações, eventos, exposições e publicações que revelem e descrevam a presença da Igreja Católica em terras amazônicas e iluminem a sua caminhada nesses próximos anos".
Além de realizar cerimônias diversas durante o Ano Jubilar, que terá início em fevereiro, prosseguindo nas regiões episcopais e com as instâncias pastorais arquidiocesanas, as festividades visam a preparação para o Sínodo Arquidiocesano de 2020 através de encontros de formação, levantamentos e pesquisas que auxiliem os fiéis a terem uma visão mais profunda da realidade em que vivem na Arquidiocese, afim de levá-los a assumir novos compromissos.
Igreja no Pará organiza preparativos para os 300 anos da Diocese de Belém
O site dos 300 anos da Diocese de Belém do Pará conta ainda com a descrição do logotipo para os festejos. Inspirado por dois pontos: "para frente e para o alto", a marca foi criada com base na proposta do Arcebispo Dom Alberto Taveira, que manifestou o desejo de que a arte representasse a missão da Igreja na Amazônia, fazendo menção ao movimento contínuo para a evangelização.
A Sede Metropolitana de Belém é a mais antiga do Brasil. Em 4 de março deste ano serão celebrados os 300 anos de diocese, e em 1° de maio, os 113 anos de elevação à Arquidiocese. Atualmente conta com o governo do Arcebispo Metropolitano, Dom Alberto Taveira Corrêa, tendo como Bispos Auxiliares Dom Irineu Roman e Dom Antônio de Assis Ribeiro.
Igreja no Pará organiza preparativos para os 300 anos da Diocese de Belém
A Igreja também possui 245 sacerdotes, 153 diáconos, sete Regiões Episcopais e 89 paróquias. "A Missão da Igreja que desde 12 de janeiro de 1616 evangeliza a Amazônia é estabelecer um novo modo de ser, abrindo espaço para leigos exercerem de modo efetivo e concreto seus ministérios ao lado do clero, do episcopado e dos religiosos criando assim uma rede de comunidades eclesiástica possibilitando uma presença maior da igreja vida do seu povo. E esse berço amazônico tem Identidade Mariana, tendo como padroeira da Arquidiocese e da capital paraense, Santa Maria de Belém e Nossa Senhora de Nazaré como Rainha da Amazônia", descreve o site da Arquidiocese. (LMI)
Da redação Gaudium Press, com informações da Arquidiocese de Belém do Pará

domingo, 13 de janeiro de 2019

Batismo do Senhor

+ Sergio da Rocha
Cardeal Arcebispo de Brasília

Estamos concluindo, neste domingo, o Tempo do Natal, com a celebração da Festa do Batismo do Senhor. Expressemos nosso louvor a Deus pelo Batismo de Jesus e, de modo especial, pela graça do batismo que cada um de nós recebeu. Nesta ocasião, procuremos renovar a vida batismal, crescendo na fé em Cristo, na participação na Igreja e no testemunho cristão. Valorizar o Batismo implica também em ajudar os que não são batizados a acolherem a graça do Batismo, bem como motivar os pais a batizarem seus filhos. É necessário dar maior atenção aos que receberam o batismo, mas não seguem a Cristo, nem participam da vida da Igreja. Torna-se cada vez mais importante, em nossos dias, testemunhar a beleza e o vigor da fé, com simplicidade e coragem.
O Evangelho segundo São Lucas (Lc 3,15-22) narra o fato que motiva esta festa litúrgica. Na narrativa, destaca-se, primeiramente, o testemunho de João. Diante daqueles que pensavam ser ele o Messias, João reconhece humildemente a grandeza do Messias e anuncia um novo e definitivo Batismo.
No episódio do Batismo do Senhor, revela-se a identidade de Jesus como Filho de Deus Salvador, o Messias-Servo. A manifestação do Espírito e a voz do Pai dão um testemunho imensamente maior do que aquele de João Batista. Em Jesus Cristo, se cumpre plenamente a profecia de Isaías sobre o “Servo” eleito e amado por Deus, no qual repousa o Espírito. Meditamos, hoje, o primeiro dentre os quatro cânticos de Isaías a respeito do Servo de Javé e de sua missão. O que Isaías anuncia, aplica-se a Jesus, segundo o relato do Evangelho: “Eis o meu servo – eu o recebo; eis o meu eleito – nele se compraz minha alma; pus meu espírito sobre ele” (Is 42,1).
No nosso Batismo, o amor do Pai também se faz sentir, acolhendo a cada um de nós como seu “filho amado”. O Batismo cristão é oferecido a todos e não apenas ao povo da Antiga Aliança. O apóstolo Pedro reconhece que “Deus não faz distinção entre as pessoas” (At 10,34). Assim como Jesus, nós chamamos a Deus de Pai, pela graça do batismo. Ao mesmo tempo, os que clamam a Deus como Pai querido, são chamados a reconhecer e a tratar a todos como irmãos.
Recentemente, ao celebrar a solenidade da Epifania do Senhor, nós pudemos meditar sobre a universalidade da salvação oferecida a todos, em Jesus nascido em Belém. Os discípulos de Cristo devem testemunhar o amor de Deus a todos, especialmente, aos mais sofredores, a exemplo de Jesus de Nazaré, cuja missão encontra-se assim resumida pelo apóstolo Pedro: “Ele andou por toda a parte, fazendo o bem” (At 10,38).
Arquidiocese de Brasília / O Povo de Deus

A Igreja celebra o Batismo do Senhor

REDAÇÃO CENTRAL, 13 Jan. 19 / 04:00 am (ACI).- “Quando o Salvador é lavado, todas as águas ficam puras para o nosso batismo; a fonte é purificada para que a graça batismal seja concedida aos povos que virão depois”, disse São Máximo de Turim no século V ao se referir ao Batismo do Senhor, que é celebrado neste domingo.

Com o Batismo do Senhor é concluído o tempo do Natal e a Igreja nos convida a olhar a humildade de Jesus que se converte em uma epifania(manifestação) da Santíssima Trindade.
“João batiza e Jesus se aproxima; talvez para santificar igualmente aquele que o batiza e, sem dúvida, para sepultar nas águas o velho Adão. Antes de nós, e por nossa causa, ele que é Espírito e carne santificou as águas do Jordão, para assim nos iniciar nos sacramentosmediante o Espírito e a água”, manifestou São Gregório Nazianzeno em um de seus sermões.
“O Espírito, acorrendo àquele que lhe é igual, dá testemunho da sua divindade. Vem do céu uma voz, pois também vinha do céu aquele de quem se dava testemunho”, acrescentou o santo.
Evangelho: Lc 3,15-16.21-22
Naquele tempo, o povo estava na expectativa e todos se perguntavam no seu íntimo se João não seria o Messias. Por isso, João declarou a todos: “Eu vos batizo com água, mas virá aquele que é mais forte do que eu. Eu não sou digno de desamarrar a correia de suas sandálias. Ele vos batizará no Espírito Santo e no fogo”.
Quando todo o povo estava sendo batizado, Jesus também recebeu o batismo. E, enquanto rezava, o céu se abriu e o Espírito Santo desceu sobre Jesus em forma visível, como pomba. E do céu veio uma voz: “Tu és o meu Filho amado, em ti ponho o meu bem-querer”.
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Santo Hilário de Poitiers, doutor da Igreja

REDAÇÃO CENTRAL, 13 Jan. 19 / 05:00 am (ACI).- “Deus só sabe ser amor, e só sabe ser Pai. E quem ama não é invejoso, e quem é Pai o é totalmente”, dizia Santo Hilário de Poitiers, doutor da Igreja e grande defensor da divindade de Cristo. Sua festa é celebrada neste dia 13 de janeiro.

Santo Hilário nasceu em Poitiers, na França, no início do século IV, em uma família rica e recebeu formação literária. Aparentemente, não se formou em um ambiente cristão. Foi batizado por volta do ano 345 e foi eleito bispo de sua cidade natal entre 353 e 354.
Sua primeira obra, “Comentário ao Evangelho de Mateus”, é o comentário mais antigo em latim que chegou até os dias de hoje sobre este Evangelho. No ano 356, participou como Bispo no Sínodo de Béziers, no sul da França.
Esta reunião foi chamada pelo próprio santo como “o sínodo dos falsos apóstolos”, porque a assembleia estava dominada por bispos filoarianos, que negavam a divindade de Jesus Cristo.
Estes “falsos apóstolos” solicitaram ao imperador Constâncio que o Bispo de Poitiers fosse condenado ao exílio. Assim, Hilário teve que abandonar a Gália para ir viver na Frígia, atual Turquia, onde se inseriu em um contexto religioso dominado pelo arianismo.
Desta maneira e buscando o restabelecimento da unidade da Igreja, redigiu sua obra dogmática mais importante e conhecida como “De Trinitate” (sobre a Trindade), a qual defende a doutrina do Concílio de Niceia e demonstra que as Sagradas Escrituras testemunham claramente a divindade do Filho.
No ano 360 ou 361, Santo Hilário regressou do exílio para sua terra e, no Sínodo realizado em Paris por volta desses mesmos anos, retomou-se a linguagem do Concílio de Niceia.
Nos últimos anos de sua vida, elaborou os “Tratados sobre os Salmos”, um comentário a 58 salmos. O santo vê em todos os salmos a transparência do mistério de Cristo e de seu Corpo, que é a Igreja.
Pariu para a Casa do Pai no ano 367. Em 1851, o Beato Pio IX o proclamou Doutor da Igreja.
“Fazei, Senhor – reza Hilário, movido pela inspiração – que me mantenha sempre fiel ao que professei no símbolo de minha regeneração, quando fui batizado no Pai, no Filho e no Espírito Santo. Que eu vos adore, Pai nosso, e junto a vós, o vosso Filho; que seja merecedor do vosso Espírito Santo, que procede de vós através do vosso Unigênito… Amém” (“De Trinitate” 12, 57).
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quinta-feira, 10 de janeiro de 2019

Papa Francisco envia saudações de aniversário ao iniciador do Caminho Neocatecumenal

Kiko Argüello e Papa Francisco no 50° aniversário do 
Caminho em Roma, 
em maio de 2018 - Foto: Daniel Ibáñez (ACI Prensa)

Vaticano, 10 Jan. 19 / 12:00 pm (ACI).- O Papa Francisco enviou na quarta-feira, 9 de janeiro, suas saudações de aniversário a Kiko Argüello, iniciador do Caminho Neocatecumenal, e pediu a Deus que lhe pague por todo o bem que faz à Igreja.

Kiko Argüello nasceu em 9 de janeiro de 1939, em León (Espanha), e iniciou o Caminho Neocatecumenal em 1964 com a fundação da primeira comunidade em Madri.
"Agradeço a Deus que o elegeu e obrigado por sua fidelidade. Que o Senhor lhe pague por todo o bem que faz à Igreja. Estou próximo a você, rezo e o acompanho. Parabéns! Espero que os membros do Caminho façam um bolo com 80 velinhas para você". "Que Jesus o abençoe e que a Virgem Mariacuide de você", expressou.
Esta saudação se soma às palavras que o Santo Padre dedicou a Argüello no final da Missa na Casa Santa Marta realizada na terça-feira, 8 de janeiro. De acordo com Vatican News, Francisco lhe agradeceu "pelo zelo apostólico com que trabalha na Igreja".
Argüello recebeu com alegria as palavras do Pontífice e com o resto da equipe responsável pelo Caminho, formada por Ascensión Romero e Padre Mario Pezzi, aproveitou a oportunidade para renovar ao Papa Francisco seu afeto e proximidade, assegurando-lhe orações pelo seu ministério petrino.
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quarta-feira, 9 de janeiro de 2019

São Julião e Santa Basilissa, esposos no amor virginal

REDAÇÃO CENTRAL, 09 Jan. 19 / 04:00 am (ACI).- “Eu não adoro a não ser única e exclusivamente ao Deus do céu”, disse São Julião diante do juiz que o condenou a morrer degolado. Ele e sua esposa, Santa Basilissa, viveram um amor virginal aprovado pelo próprio Jesus Cristo. Ele morreu mártir. Ela faleceu depois, após sobreviver à perseguição. A festa de ambos é celebrada neste dia 9 de janeiro.

São Julião era filho único de uma família nobre se rica. Teve uma profunda educação na religião cristã. Aos 18 anos, seus pais queriam que ele se casasse com uma jovem nobre chamada Basilissa, mas São Julião tinha feito votos de castidade.
Depois de muito jejum e oração, teve uma revelação celestial no qual lhe foi comunicado que, com sua esposa, poderia guardar a desejada virgindade. São Julião e Santa Basilissa foram arrastados milagrosamente ao amor virginal. O Senhor Jesus lhes apareceu e aprovou suas decisões de se conservar castos.
Os santos distribuíram seus bens entre os pobres e se retiraram para viver em duas casas nos arredores da cidade, que converteram em mosteiros. A São Julião iam os homens e, a Santa Basilissa, as mulheres. Todos iam onde os esposos estavam para seguir conselhos a fim de viver de modo mais cristão.
Os homens nomearam São Julião como superior e ele os dirigiu com carinho e prudência. Era o que mais trabalhava, o que mais ajudava e rezava com muito fervor. Dedicava muitas horas à leitura de livros religiosos e à meditação. Sua vida foi um contínuo jejum.
Quando se tratava de repreender alguém, ele o fazia sem arrogância, sem modos ruins ou diante dos demais; mas, em privado, com frases amáveis, compreensivas e animadoras. Os monges se sentiam no deserto muito mais felizes do que se estivessem no mais cômodo convento.
Santa Basilissa, por sua vez, era seguida por uma multidão de jovens que ficavam edificadas com o exemplo de sua virtude. Muitas delas abraçaram a vida religiosa e viveram em paz sob sua direção.
Naquele tempo, ocorreu a perseguição de Diocleciano e Maximiano e prenderam Julião junto com os que moravam com ele no mosteiro. Diante do juiz, São Julião proclamou: “Deus ajuda aos que são seus amigos e Cristo Jesus, que é muitíssimo mais importante e poderoso do que o imperador, me dará as forças e o valor para suportar os tormentos”.
São Julião foi condenado à morte, mas antes recebeu terríveis chicotadas. Um dos carrascos, ao chicoteá-lo rapidamente, foi ferido em um olho pela ponta de ferro do chicote. O santo intercedeu a Deus, colocou suas mãos sobre o olho ferido e se obteve a cura.
Os carrascos lhe cortaram a cabeça e o jovem Celso, filho do perseguidor Marciano, se converteu ao cristianismo ao ver a coragem e alegria com a qual este amigo de Cristo morreu, por volta do ano 304. Santa Basilissa, por outro lado, morreu tranquilamente, apesar de também ter sido perseguida.
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Pe. Manuel Pérez Candela

Pe. Manuel Pérez Candela
Pároco da Paróquia Nossa Senhora da Imaculada Conceição - Sobradinho/DF