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quinta-feira, 23 de maio de 2024

Dos Sermões de João, o Pequeno, bispo de Nápoles

O Senhor é minha luz e minha salvação (Liturgia das Horas)

Dos Sermões de João, o Pequeno, bispo de Nápoles

(Sermo 7: PLS 4,785-786)                   (Séc.XIV)

Ama o Senhor e anda por seus caminhos

O Senhor é minha luz e minha salvação: a quem temerei? Grande servo é este que sabia de que maneira era iluminado, donde lhe vinha a luz e quem o iluminava. Via a luz, não esta que declina à tarde; mas aquela que os olhos não veem. As almas iluminadas por esta luz não caem no pecado, não tropeçam nos vícios.

O Senhor disse: Caminhai enquanto tendes a luz em vós. De que luz falava ele? Não seria de si mesmo? Ele que afirmou: Eu, a luz, vim ao mundo, para que aqueles que veem não vejam e os cegos recebam a luz. É ele, o Senhor, nossa luz, sol de justiça, que refulgiu em sua Igreja católica, espalhada por toda a terra. O Profeta, figurando-a, clamava: O Senhor é minha luz e minha salvação; a quem temerei?

O homem interiormente iluminado não vacila, não abandona o caminho, tudo tolera. Vê ao longe a pátria, por isso suporta as adversidades. Não se entristece com as vicissitudes terenas, mas em Deus se fortalece. Humilha o seu coração, é constante, e a sua humildade o torna paciente. A verdadeira luz que ilumina todo homem que vem a este mundo se dá aos que temem a Deus, inunda a quem quer, onde quer, revelando-se a quem o Filho quiser.


Quem está sentado nas trevas e na sombra da morte, nas trevas do mal e nas sombras dos pecados, ao ver surgir a luz, horroriza-se, desdiz-se, arrepende-se, envergonha-se e exclama: O Senhor é minha luz e minha salvação; a quem temerei. Grande salvação, meus irmãos! Ela não teme a fraqueza, o cansaço não lhe faz medo, não conhece dor. 

Digamos, então, com toda a força, não só de boca mas de coração: O Senhor é minha luz e minha salvação; a quem temerei? Se é ele quem ilumina, ele quem salva, a quem poderei temer? Venham as sombrias sugestões, o Senhor é minha luz. Podem vir, não poderão ir mais longe. Assediam nosso coração, não conseguem vencê-lo. Venham os cegos desejos, o Senhor é minha luz. Nossa força está em que ele se dá a nós e nós nos entregamos a ele. Corei ao médico enquanto podeis fazê-lo: não aconteça que não seja mais possível quando o quiserdes.

Fonte: https://liturgiadashoras.online/

Papa: o amor, primeiro e indispensável remédio para a cura

O Papa recebeu as capitulares de duas Congregações femininas: as Irmãs Hospitaleiras e as Filha de São Camilo (Vatican Media)

Francisco recebeu as Irmãs Hospitaleiras e as Filhas de São Camilo, que estão reunidas em Roma para seus Capítulos Gerais.

Vatican News

O Papa recebeu as capitulares de duas Congregações femininas: as Irmãs Hospitaleiras e as Filhas de São Camilo. “Este é o período dos Capítulos”, disse Francisco ao acolhê-las numa audiência conjunta, “um momento de graça”.

Em seu discurso, o Pontífice recordou o percurso das duas Congregações, inspiradas por fundadores que, sob a ação do Espírito Santo, realizaram grandes obras lançando-se lá onde a caridade clama, sem demasiados cálculos, com a “loucura santa do amor”. “Se falta amor, estamos acabados”, afirmou Francisco.

Este foi o caso de Maria Angustias Gimenez, da Venerável Josefa Recio e de São Bento Menni, que em 1881 iniciaram na Espanha uma obra de vanguarda aos se dedicarem aos doentes mentais. “Algo belo, sem interesses humanos”, observou o Pontífice. Assim nasciam as Irmãs Hospitaleiras do Sagrado Coração de Jesus. Desde então, a missão foi avante, estendendo a assistência a novos sofrimentos e pobrezas, com especial atenção à recuperação e à reabilitação integral das pessoas e de suas famílias. “Isso é belo, porque assim todos se curam juntos, cada um segundo sua necessidade e as feridas que carrega. “Não nos esqueçamos jamais, por favor: todos necessitamos de cura, todos, e cuidar dos outros."

Poucos anos depois, em 1892, em Roma foi fundada a Congregação das Filhas de São Camilo por outra mulher, Santa Josefina Vannini, e pelo Beato Luís Tezza, cujo túmulo o Papa visitou porque se encontrava em Buenos Aires.

Francisco inclusive recordou que foi internado nas estruturas das irmãs para operações que sofreu no passado. Santa Josefina, lembrou o Papa, gostava de dizer que somente com o amor é possível vencer o sofrimento. O amor, portanto, é o primeiro e indispensável remédio para a cura.  

A exortação do Papa às capitulares é para se deixarem impulsionar pela mesma audácia dos fundadores. “Ousem, sem temor, e deixem-se interrogar pelas novas pobrezas do nosso tempo, e são muitas! Obrigado por seu trabalho. Por favor, não percam a alegria, não percam o sorriso e a alegria do coração.”

 Fonte: https://www.vaticannews.va/pt

Um sopro de esperança para a vida!

O Espírito Santo leva a Igreja ao conhecimento da verdade (decristorevestidos)

UM SOPRO DE ESPERANÇA PARA A VIDA!

Dom José Gislon
Bispo de Caxias do Sul (RS)

Estimados irmãos e irmãs em Cristo Jesus! Neste domingo celebramos com alegria a solenidade de Pentecostes, quando Jesus envia o Espírito Santo prometido. O Espírito vem em um tempo e lugar preciso, cinqüenta dias após a ressurreição de Cristo, na cidade de Jerusalém, no cenáculo, onde os apóstolos estavam reunidos, tomados pelo medo. O Espírito Santo veio como um vento imprevisto, forte, que entrou num ambiente de portas fechadas e encheu a casa. Veio como línguas de fogo, sobre aqueles que seriam enviados para proclamar a nova lei do amor, que carrega consigo a força de Deus, para construir a fraternidade entre os povos de línguas e culturas diversas.

O Espírito Santo não só tirou o medo do coração dos discípulos, mas também iluminou suas mentes, para que pudessem assumir a missão para a qual o Senhor os tinha preparado, isto é, serem portadores e anunciadores da Boa Nova do Reino. É o Espírito Santo, consolador e mestre interior, quem enche a Igreja nascente, habilitando-a para a missão, e, ao mesmo tempo, tornando-a portadora e testemunha das obras de Deus.

Por isso, não devemos deixar de invocar em todos os tempos o Espírito Santo, com os seus dons, para que revigore a nossa fé, a nossa esperança e a caridade. Que possamos viver o compromisso do nosso batismo, como discípulos e discípulas, missionários e missionárias do Senhor Jesus, anunciando a todos as obras de Deus, pela palavra, pelo testemunho de vida e pelas ações, que expressam compaixão, amor e proximidade com o próximo. Na fé e no amor, em Cristo Jesus, somos todos irmãos e irmãs, independentemente da cor da pele do nosso corpo, da língua que usamos para nos comunicar ou da nossa cultura.

Jesus é o consolador, o redentor e o salvador. O Espírito Santo continuará a sua missão e permanecerá para sempre em quem o acolhe. Ele nos dá resistência, coragem, consolação e capacidade de irmos em frente, mesmo quando as adversidades da vida batem à porta do nosso coração. Vem, Espírito Santo, ilumina com os teus dons a vida pessoal, familiar e comunitária do povo de Deus, que na nossa realidade está sendo tão provado neste momento da história, pela tragédia das enchentes.

Em uma de suas meditações, o Papa Francisco mencionava que é preciso sermos fiéis ao Espírito, “para anunciarmos Jesus com nossa vida, com o nosso testemunho e com as nossas palavras… Quando fazemos isso, a Igreja se torna uma mãe que gera filhos”. A maternidade da Igreja deve revelar aos seus filhos o rosto da ternura e da misericórdia de Deus, através do amor que se faz doação, para com os que buscam esperança e consolo, nas alegrias, provações e incertezas da vida.

Fonte: https://www.cnbb.org.br/

Papa reconhece milagre atribuído à intercessão do Beato Carlo Acutis

Beato Carlo Acutis (ANSA)

O Sumo Pontífice também aprovou os votos favoráveis ​​da Sessão Ordinária dos padres cardeais e bispos para a canonização dos Beatos Emanuele Ruiz e 7 Companheiros, da Ordem dos Frades Menores, e de Francisco, Abdel Mooti e Raffaele Massabki, fiéis leigos, assassinados por ódio à Fé em Damasco (Síria) entre 9 e 10 de julho de 1860, e decidiu convocar um Consistório, que tratará também da canonização dos Beatos José Allamano, Marie-Léonie Paradis, Elena Guerra e Carlo Acutis.

Bianca Fraccalvieri - Cidade do Vaticano

O Papa Francisco recebeu em audiência na manhã desta quinta-feira, 23 de maio, o prefeito do Dicastério das Causas dos Santos, Card. Marcello Semeraro. O Pontífice autorizou a publicação de alguns decretos, entre quais consta o reconhecimento do milagre atribuído à intercessão do Beato Carlo Acutis.

Fiel leigo, Carlo nasceu em 3 de maio de 1991 em Londres (Inglaterra) e morreu em 12 de outubro de 2006 em Monza (Itália).

A sua festa, portanto, é celebrada no mesmo dia de Nossa Senhora Aparecida. Aliás, são muitos os fatos na vida de Carlo que o ligam ao Brasil, a começar pelo milagre com o qual foi beatificado, verificado em Campo Grande (MS). 

Desde cedo, Carlo demonstrou uma grande habilidade para a informática, dom que utilizou no serviço aos outros e na divulgação de conteúdos de formação cristã, como a exposição sobre os milagres eucarísticos. 

Em setembro de 2006, surgiram os primeiros sinais de doença e, após o diagnóstico, uma leucemia fulminante. Com total confiança, entregou a Deus o pouco tempo de vida que lhe restava. Faleceu no dia 12 de outubro de 2006 e foi beatificado no dia 10 de outubro de 2020. 

Ao recordar este evento, um dia depois, no Angelus dominical, o Papa Francisco afirmou:

Carlo Acutis "não se acomodou numa imobilidade confortável, mas colheu as necessidades do seu tempo, porque viu o rosto de Cristo nos mais frágeis. O seu testemunho mostra aos jovens de hoje que a verdadeira felicidade se encontra pondo Deus em primeiro lugar e servindo-O nos irmãos, especialmente nos últimos. Um aplauso ao novo jovem beato da geração atual!".

O beato foi um dos patronos da JMJ de Lisboa e os seus restos mortais repousam na cidade italiana de Assis.

Reconhecimento de outros milagres, martírio e virtudes heroicas

O Santo Padre também autorizou o Dicastério das Causas dos Santos a promulgar os decretos relativos:

- ao milagre atribuído à intercessão do Beato José Allamano, sacerdote fundador do Instituto das Missões da Consolata; nascido em Castelnuovo Don Bosco (Itália) em 21 de janeiro de 1851 e falecido em Turim (Itália) em 16 de fevereiro de 1926;

- ao milagre atribuído à intercessão do Venerável Servo de Deus Giovanni Merlini, sacerdote e moderador geral da Congregação dos Missionários do Preciosíssimo Sangue; nascido em Spoleto (Itália) em 28 de agosto de 1795 e falecido em Roma (Itália) em 12 de janeiro de 1873;

- ao martírio do Servo de Deus Estanislau Kostka Streich, sacerdote diocesano; nascido em 27 de agosto de 1902 em Bydgoszcz (Polônia) e assassinado por ódio à fé em 27 de fevereiro de 1938 em Luboń (Polônia);

- ao martírio da Serva de Deus Maria Maddalena Bódi, fiel leiga; nascida em 8 de agosto de 1921 em Szgliget (Hungria) e assassinada por ódio à fé em 23 de março de 1945 em Litér (Hungria);

- as virtudes heróicas do Servo de Deus Guglielmo Gattiani (nome de batismo Oscar), sacerdote professo da Ordem dos Frades Menores Capuchinhos; nascido em 11 de novembro de 1914 em Badi, em povoado do município de Castel di Casio (Bolonha) e falecido em Faenza (Itália) em 15 de dezembro de 1999;

- as virtudes heróicas do Servo de Deus Ismaele Molinero Novillo, conhecido como Ismael de Tomelloso, fiel leigo; nascido em 1 de maio de 1917 em Tomelloso (Espanha) e falecido em Saragoça (Espanha) em 5 de maio de 1938;

- as virtudes heróicas do Servo de Deus Enrico Medi, Fiel Leigo; nascido em 26 de abril de 1911 em Porto Recanati (Itália) e falecido em Roma (Itália) em 26 de maio de 1974.

Além disso, o Sumo Pontífice aprovou os votos favoráveis ​​da Sessão Ordinária dos padres cardeais e bispos para a canonização dos Beatos Emanuele Ruiz e 7 Companheiros, da Ordem dos Frades Menores, e de Francisco, Abdel Mooti e Raffaele Massabki, fiéis leigos, assassinados por ódio à Fé em Damasco (Síria) entre 9 e 10 de julho de 1860, e decidiu convocar um Consistório, que tratará também da canonização dos Beatos Giuseppe Allamano, Marie-Léonie Paradis, Elena Guerra e Carlo Acutis.

 Fonte: https://www.vaticannews.va/pt

A Bem-Aventurada Virgem Maria e a Busca da Unidade (5)

A Bem-Aventurada Virgem Maria (Opus Dei)

A Bem-Aventurada Virgem Maria e a Busca da Unidade

Ervino Schmidt

Teólogo*

7. Pistas para o Diálogo Ecumênico

Parece-me que ainda há um longo caminho a percorrer no que toca a compreensão do papel de Maria na história da salvação.

Todos concordamos que a Mãe de Jesus faz parte, de maneira inalienável, da mensagem do nascimento do Filho de Deus. Em nenhuma época a Igreja pode ignorar Maria, a mãe terrena do Salvador. Mesmo assim há discrepâncias consideráveis de doutrina entre as igrejas da Reforma e, especialmente, entre elas e a Igreja Católica Apostólica Romana.

Mas os diálogos ecumênicos dos últimos anos tem abrandado posições extremadas e criado um clima de respeito e confiança que permite dialogar sobre temas ainda bastante controversos. A própria abertura para o diálogo já é em si mesma, um gesto de amor. Para finalizar, algumas indicações que poderão ajudar na aproximação das igrejas no tocante a compreensão do papel de Maria:

As Igrejas Protestantes devem conscientizar-se do seu crescente afastamento da linha original da Reforma ao não darem o devido espaço para a veneração (não invocação!) dos santos. Teríamos que começar já pelo Novo Testamento. Por que não chamar Paulo de São Paulo e Mateus de São Mateus?

Um diálogo sobre a compreensão de comunhão dos santos certamente contribuiria para situar Maria na nuvem das testemunhas. Nem a morte rompe a comunhão daqueles que, em Cristo, estiveram fraternalmente unidos durante sua vida.

Certamente há elementos não teológicos que dificultam a compreensão do papel de Maria na história da salvação. Por isso, o estudo juntos e a história poderá se constituir em importante contribuição para a aproximação.

Deve-se tomar a sério que, desde o Concilio Vaticano II, a Igreja Católica oficialmente tem assumido uma orientação de menor euforia mariana.

É importante também observar que o Vaticano II admite uma hierarquia de verdades (hierarchia veritatum) [11]. Os dogmas marianos de 1854 e 1950 poderiam, assim, receber menos destaque por amor aos irmãos que tem grandes dificuldades na compreensão dos mesmos.

Recomenda-se que a Igreja Católica Apostólica Romana busque entender as dificuldades que as Igrejas da Reforma tem com certas expressões muito em voga na espiritualidade mariana, como: a Cristo através de Maria (ad Christum per Mariam), Rainha dos Céus, Advogada, Consoladora, Auxiliadora, Cooperadora na Graça e Medianeira.

Para as Igrejas da Reforma, por sua vez, é importante procurar compreender todo o vasto campo da religiosidade popular. Religião age sobre os sentimentos. Estes, em seu curso, fogem ao consenso doutrinário que buscamos.

Para o diálogo é decisivo reconhecer o esforço que, de parte a parte, está sendo feito no sentido de uma reconsideração da própria posição. A Igreja Católica, em boa medida, está tomando a sério o que diz o Vaticano II: Tanto nas palavras quanto nos fatos, evitem diligentemente qualquer coisa que possa induzir a erro os irmãos separados ou qualquer outra pessoa sobre a verdadeira doutrina da igreja. (12)

De qualquer modo, também nas afirmações sobre Maria não se deve pretender unanimidade, mas aceitar um legitimo pluralismo teológico das diversas igrejas.

Bibliografia:

·         ALTHAUS, Paul. Die Chistliche Wahrheit. Gütersloh, 1969, p. 440-443.

·         ALTMAM, Walter. O segundo artigo. In: Proclamar Libertação (Catecismo). São Leopoldo, Sinodal, 1982, p. 99-106.

·         CONFISSÃO DE AUGSBURGO. São Leopoldo, Sinodal, 1980.

·         KIESSIG, Manfred (ed.). Maria, die Mutter unseres Herrn. Lahr, Ernest Kaufmam, 1991.

·         MISSÃO PRESBITERIANA DO BRASIL CENTRAL. O LIVRO DAS CONFISSÕES. São Paulo, 1969.

·         NAVARRO, Juan B. Para compreender o ecumenismo. São Paulo, Loyola, 1995, p. 173-176.

·         PRENTER, Regin. In: Van der Gemeinschaft der Kinder Gottes (uma interpretação do artigo 21). Das Bekenntnis un Augsburg. Erlangen, Martin Luther, 1980.

·         RITSCHL, Dietrich. Berlegungen zur gegenewdrtigen Diskussion über Mariologie. In Ökumenische Rundschau, 31 (1982/4) Frankfurt a Main, Otto Lembeck.

·         STROHL, Henri. In ASTE – Associação dos Seminários Teológicos Evangélicos. O pensamento da Reforma. São Paulo, ASTE, 1993.

·         TAKATSU, Sumio. Dogmas mariológicos e suas implicações. In: ASTE – Associação de Seminários Teológicos Evangélicos (ed.). O Catolicismo Romano: um simpósio protestante. São Paulo, ASTE, s.d.

·         TEIXEIRA, Luís Caetano G. A Bem-aventurada Virgem Maria no Anglicanismo. Policopiado, 1996.

·         WILCKENS, Ulrich. Maria. In: Feiner, Johannes – Vischer, Lucas (eds.). O novo livro da fé. Petrópolis, Vozes, 1976.

Notas:

11. Decreto sobre o Ecumenismo, nº11.

12. Lumen gentium, nº 67.

*Mestre em Teologia pela Universidade de Hamburgo (Alemanha), Pastor da Igreja Evangélica de Confissão Luterana no Brasil (IECLB). Secretário Executivo do Conselho Nacional de Igrejas Cristãs do Brasil (CONIC), em Brasília. Publicado in: (ESPAÇOS 4/2 (1996), p. 119-130)

Fonte: https://ecclesia.org.br/

São Cristóvão Magalhães

São Cristovão Magalhães e Companheiros Mártires (Templário de Maria)
21 de Maio

São Cristóvão Magalhães, martirizado durante a Missa na guerra dos Cristeros

  • Data de publicação20/05/2024
    Sacerdote mártir – assassinado enquanto celebrava a Missa na guerra dos Cristeros (1869-1927)

Neste dia 21 de maio, celebramos São Cristóbal Magallanes Jara, também conhecido como Cristóvão de Magalhães, um mártir e santo que foi assassinado sumariamente enquanto celebrava a Missa durante a guerra dos Cristeros no México.

Cristóbal nasceu em um pequeno rancho do município de Totaltiche, Jalisco, arquidiocese de Guadalajara, México, em 30 de julho de 1869. Até os dezenove anos de idade ali permaneceu, estudando e trabalhando nos mais diversos serviços. Em 1888, matriculou-se no seminário em Guadalajara, realizando o seu sonho de ser sacerdote ao ser designado para a paróquia de sua cidade natal.

De temperamento sereno, tranquilo e persistente, Cristóbal se tornou um sacerdote de fé ardente, prudente diretor de seus irmãos sacerdotes e pastor zeloso que se entregou à promoção humana e cristã de seus fiéis. Missionário entre os indígenas huicholes e fervoroso propagador do Rosário à Santíssima Virgem Maria.

https://youtu.be/Ow-VnTMmzdQ

Mas os acontecimentos políticos de 1917 alteraram o destino do país. Nesse ano foi promulgada a constituição anticlerical do México, assinada pelo então presidente Venusiano Carranza, dando início às perseguições religiosas e outras arbitrariedades contra a população no país.

Apesar da Igreja, por seu episcopado, expressar seu desagravo às novas leis, nada pôde fazer, ao contrário, foi vitimada pelo endurecimento nas perseguições. Isso gerou a reação da sociedade e os leigos se organizaram formando a Liga em Defesa da Liberdade Religiosa, entrando em confronto, até mesmo armado, com os integrantes do governo.

Dez anos depois, em 1926, a situação só tinha piorado. O então presidente, Plutarco Elias Calles, tornou a perseguição ainda mais violenta, expulsando os sacerdotes estrangeiros, fechando escolas privadas e obras assistenciais de organizações religiosas. Os integrantes da Liga reagiram com vigor.

Como esse movimento da Liga não foi coordenado pela Igreja, muitos sacerdotes preferiam não aderir, deixando o país ou mesmo abandonando suas atividades por um tempo. Porém, outros decidiram ficar firmes em seus postos, para atender os fiéis, mesmo arriscando as próprias vidas.

E assim fez Cristóbal, que tinha para as vocações sacerdotais um cuidado extremado e um lugar especial no seu ministério. Quando os perseguidores da Igreja fecharam o seminário de Guadalajara, ele se ofereceu para fundar em sua paróquia um seminário com a finalidade de proteger, orientar e formar os futuros sacerdotes.

Perseguido, em 25 de maio de 1927 foi fuzilado em Colotlán, Jalisco, diocese de Zacatecas. Vendo um de seus companheiros de martírio assustado, padre Agustín Caloca, que tremia diante do carrasco, disse-lhe:

‘Fique tranquilo filho, é apenas um momento e depois virá o céu’.

Diante de seus assassinos, à sua hora, São Cristóvão de Magalhães, dirigindo-se a tropa disse em voz alta:

Sou e morro inocente; perdoo de coração aos que me matam e peço a Deus que meu sangue sirva para a união de meus irmãos mexicanos!

Após sua morte foi sucedido como pároco pelo Frei José Pilar Quezada Valdés, que foi posteriormente o primeiro bispo da Arquidiocese de Acapulco. O papa João Paulo II, em 2000, canonizou vários mártires mexicanos desse período, entre eles são Cristóbal Magallanes Jara, que é celebrado neste dia.

https://youtu.be/xTZWjBUcYPc

 Fonte: https://templariodemaria.com/

São João Batista de Rossi

São João Batista de Rossi (A12)
23 de maio
São João Batista de Rossi

João Batista de Rossi nasceu em Voltagio, província de Gênova, Itália, no ano de 1698. Aos dez anos, precisando trabalhar, foi como pajem para uma rica família em Gênova. Em 1711 mudou-se para Roma e morou com um seu primo que era sacerdote.

Teve então oportunidade de estudar Filosofia no Colégio Romano dos jesuítase depois formou-se em Teologia com os frades dominicanos de Minerva. Conviveu neste período com os mais bem preparados religiosos da sua geração.

Paralelamente aos estudos, João juntou-se ao Sodalício da Virgem Maria e dos Doze Apóstolos, cujos membros se dedicavam a exercícios de piedade e visitas a doentes nos hospitais, evangelização dos jovens, assistência aos pobres e abandonados, e outras obras de misericórdia. Sua intensa atividade o levou a um esgotamento físico e psicológico, despertando nele ataques epiléticos e uma grave doença ocular, males dos quais jamais se recuperou. Apesar disso, não abandonou as penitências, e pouco comia, comprometendo ainda mais a sua já frágil saúde.

Foi ordenado sacerdote em 1721, e começou a atender os homens que semanalmente levavam seu gado para vender em Roma, buscando atraí-los para os Sacramentos, bem como dava atenção aos adolescentes mendicantes da cidade. Fundou a Pia União de Sacerdotes Seculares, que dirigiu durante alguns anos (onde, até 1935, grandes personagens do clero se formaram, incluindo santos canonizados, bispos e Papas). Igualmente fundou e dirigiu a Casa de Santa Gala, para moços carentes, e seu correspondente feminino, a Casa de São Luís Gonzaga.

Além disso, era cônego da igreja Santa Maria in Cosmedin. Porém, até então, não atendia confissões, por temor sagrado. Mas o bispo de Civita Castellana, ao norte de Roma, para onde fora transferido, insistiu para que ele o fizesse.

A partir daí, seu apostolado frutificou extraordinariamente: de início, as Irmãs de Caridade, da própria Santa Maria, então quase deserta, teve significativo aumento de frequência; nele manifestou-se o dom do conselho, da consolação, da exortação e da orientação, e sua atenção e paciência atraíam cada vez mais pessoas de toda a cidade e vizinhanças, que formavam longas filas para serem atendidas; passava deste modo muitas horas no confessionário. Ele mesmo declarou: “Eu não sabia um caminho mais curto para ir ao Paraíso; mas agora, já sei: é dirigir os outros na confissão. Quanto bem se pode fazer aí”. Tornou-se famoso confessor.

João buscava também os hospitalizados e os pobres, sendo igualmente encarregado das catequeses aos encarcerados; tornou-se o apóstolo dos abandonados. Pregava quatro ou cinco vezes por dia nas igrejas, capelas, conventos, hospitais, quartéis e prisões.

 Aos 66 anos, doente, faleceu em 23 de maio de 1764. Seu funeral foi custeado pelos devotos, pois sua pobreza era extrema.

Colaboração: José Duarte de Barros Filho

Reflexão:

Não bastassem as formidáveis obras caritativas de São João Batista de Rossi, por si já suficientes para a santidade de qualquer um, Deus ainda quis nele ressaltar o primeiro trabalho de amor propriamente devido aos sacerdotes: a pregação e a dedicação aos Sacramentos. Com efeito, a caridade prática é necessária para todos na Igreja, mas o cuidado direto aos pobres, enfermos, encarcerados, pode ser feito por leigos também. Mas o ministério sacerdotal é um dom e uma vocação específica de Deus, e o mais necessário para a salvação das almas, pois sem o clero, santo, não é possível aos homens receberem os Sacramentos, caminhos mais essenciais para esta salvação. A Confissão é um dos Sacramentos mais frequentes e necessários: ao longo da vida, é através dele que podemos nos reconciliar com Cristo e, assim, recebê-Lo na Eucaristia, verdadeiro alimento da alma para a vida celeste, sem o qual o espírito definha e morre de inanição. Mais de um santo destacou-se na diligência em confessar, e talvez o mais recente e famoso seja São Pio de Pietreltina. Os presbíteros podem se santificar de muitas formas, porém a mais simples e direta é dedicar-se ao sacerdócio. Nada há de mais importante para o clero.

Oração:

Ó Deus, Sacerdote supremo, concedei-nos por intercessão de São João Batista de Rossi imitá-lo na sua incessante caridade, e por suas orações obter a santificação daqueles aos quais Vos dignastes chamar para a hierarquia eclesiástica, protegendo-os dos enganos deste mundo, esclarecendo-os no intelecto e na alma, e os iluminando para priorizar o exercício da sua vocação específica em plenitude, de modo a que se salvem e à salvação conduzam o rebanho. Por Nosso Senhor Jesus Cristo, Vosso Filho e Supremo Pastor, e Nossa Senhora. Amém.


Fonte: https://www.a12.com/

quarta-feira, 22 de maio de 2024

Baby Boomers, gerações X, Y e Z: como lidar com a diversidade geracional no trabalho

Conflito de gerações requer estratégias específicas de liderança. Foto: Shutterstock

Escrito por Delania Santos / 22 de Maio de 2024.

Delania Santos

Atualmente, o mercado de trabalho é um verdadeiro caldeirão de diversidade geracional, com profissionais das gerações Baby Boomers, X, Y (ou Millennials) e Z convivendo lado a lado. Essa variedade traz à tona uma série de diferenças, mas também muitas oportunidades de aprendizado e inovação. Embora desafiador, é possível e benéfico lidar com essa diversidade e transformá-la em vantagem competitiva.

A convivência dessas gerações no ambiente corporativo pode, por vezes, trazer desafios de comunicação e entendimento, devido a diferentes perspectivas e modos de trabalho. No entanto, as empresas que conseguem harmonizar essas diferenças se beneficiam de uma força de trabalho diversificada e dinâmica.

Ao fomentar a colaboração intergeracional, líderes podem adaptar estratégias de gestão e comunicação que atendam às necessidades e expectativas de cada grupo, criando um ambiente de trabalho colaborativo e inclusivo, onde a excelência dos Baby Boomers, a experiência dos profissionais da Geração X, a adaptabilidade dos Millennials e a fluência tecnológica da Geração Z se complementem, resultando em uma força de trabalho mais inovadora e resiliente.

Baby Boomers: fazer o essencial com excelência

Os Baby Boomers, nascidos entre 1946 e 1964, viveram em um período de escassez e foram criados com muita rigidez e disciplina. No ambiente de trabalho, isso se manifesta em sua forte ética de trabalho, dedicação e lealdade às empresas.

Eles valorizam estabilidade e tendem a preferir estruturas hierárquicas bem definidas. Exemplos específicos incluem sua preferência por reuniões presenciais e bem estruturadas, além de valorizarem um feedback formal e reconhecimentos públicos pela sua longa experiência e contribuições.

Geração X: experiência e estabilidade

Nascidos entre 1965 e 1980, os profissionais da Geração X valorizam a estabilidade no emprego e tendem a ser mais leais às empresas. Eles têm uma abordagem pragmática e orientada para resultados, com habilidades de resolução de problemas adquiridas ao longo de carreiras diversificadas.

No ambiente de trabalho, isso se traduz em uma maior adaptabilidade a mudanças organizacionais e em serem vistos como mentores naturais. Eles frequentemente assumem papéis de liderança intermediária e atuam como ponte entre as gerações mais antigas e as mais novas, promovendo a continuidade e a tradição nas organizações.

Geração Y (Millennials): adaptabilidade e inovação

A Geração Y (Millennials), nascida entre 1981 e 1996, cresceu em um período de rápidas mudanças tecnológicas, o que os torna proficientes em novas tecnologias e ferramentas digitais.

Eles valorizam a flexibilidade no trabalho e priorizam o equilíbrio entre vida profissional e pessoal. No ambiente de trabalho, isso se manifesta em sua preferência por horários flexíveis e a possibilidade de trabalho remoto.

Além disso, a busca por propósito e impacto social se reflete em sua tendência a escolher empregadores que adotam práticas sustentáveis e socialmente responsáveis. Exemplos incluem sua iniciativa em implementar soluções tecnológicas inovadoras e sua participação em projetos de responsabilidade social corporativa.

Geração Z: nativos digitais e diversidade

A Geração Z, composta por indivíduos nascidos entre 1997 e 2010, é a primeira a crescer completamente imersa no mundo digital. Como nativos digitais, eles trazem uma fluência tecnológica inata, favorecendo o uso de plataformas e ferramentas inovadoras.

No ambiente de trabalho, isso se manifesta em sua facilidade com tecnologias emergentes e sua expectativa de que as comunicações e processos sejam rápidos e eficientes. Eles também valorizam muito a diversidade e a inclusão, buscando ambientes de trabalho que reflitam essas prioridades. Exemplos específicos incluem o uso intensivo de ferramentas de colaboração online e a demanda por políticas claras de diversidade e inclusão.

Estratégias para liderar a diversidade geracional

Com um cenário que mistura excelência, experiência, inovação e nativos digitais, o que um líder pode fazer na prática para potencializar o melhor de cada grupo e, ao mesmo tempo, integrar harmonicamente essas gerações? Considerando que o líder pertence a uma geração específica, reconhecer e aceitar suas próprias limitações é o primeiro passo.

Em seguida, é fundamental identificar as diferenças fundamentais entre sua própria geração e as que compõem a equipe. Com essa compreensão em mente, o líder pode adotar um modelo de gestão consciente e flexível, visando a criar um ambiente de trabalho inclusivo e dinâmico. Algumas estratégias-chave incluem:

·         Personalizar a comunicação: adapte seu estilo de comunicação para atender às preferências de cada geração. Por exemplo, os Baby Boomers podem preferir uma reunião bem estruturada com pauta e registro de encaminhamentos, enquanto a Geração X pode preferir e-mails e reuniões presenciais. Já os Millennials e a Geração Z podem responder melhor a mensagens instantâneas e ferramentas de colaboração online. Para assuntos que envolvam toda a equipe, intercale momentos presenciais e remotos, atendendo a todos. Deixe claro o seu modelo de gestão para o time, assim eles entenderão que também precisam flexibilizar suas preferências em prol dos colegas.

·         Promover a mentoria cruzada: incentive a troca de conhecimentos entre as gerações, criando programas de mentoria nos quais os profissionais mais experientes podem compartilhar sua sabedoria e os mais jovens podem introduzir novas tecnologias e práticas inovadoras. Valorize publicamente o que cada geração pode contribuir com a outra.

·         Oferecer flexibilidade: reconheça a importância da flexibilidade no local de trabalho, especialmente para Millennials e a Geração Z, que valorizam o equilíbrio entre vida profissional e pessoal. Considere horários flexíveis e a possibilidade de trabalho remoto.

·         Valorizar a diversidade e a inclusão: crie um ambiente inclusivo onde todos os funcionários, independentemente de sua geração, se sintam valorizados e respeitados. Isso é particularmente importante para a Geração Z, que prioriza esses valores.

·         Fomentar o desenvolvimento contínuo: programas de capacitação, workshops e acesso a novos conhecimentos são essenciais para manter todas as gerações engajadas e atualizadas. Por exemplo, os Baby Boomers podem valorizar treinamentos relacionados a tecnologia no formato presencial, enquanto os Millennials e a Geração Z podem preferir cursos online e workshops interativos.

·         Reconhecer e recompensar diferentemente: entenda o que motiva cada geração e adapte seus programas de reconhecimento e recompensa. Enquanto Baby Boomers e Geração X valorizam recompensas financeiras e segurança no emprego, Millennials e a Geração Z podem se sentir mais valorizados com reconhecimento público, oportunidades de crescimento e projetos significativos.

A cultura organizacional pode ser um grande facilitador para a atuação do líder ou o principal gargalo. Se a empresa optou por ter um ambiente diverso, é imprescindível criar políticas e estratégias que facilitem a atuação eficaz do líder. Com uma liderança adaptativa, as empresas podem transformar a diversidade geracional em uma poderosa vantagem competitiva.

Nesta coluna, trarei para você assuntos relacionados a carreira, liderança, coaching e tendências sobre esses temas. Contribua deixando sua pergunta ou sugerindo um tema de sua preferência, comentando este post ou enviando mensagem para o meu Instagram: @delaniasantosds. Inscreva-se no canal do YouTube: @delaniasantosds.

Será maravilhoso ter você comigo nesta jornada. Até a próxima!

*Este texto reflete, exclusivamente, a opinião da autora.

Fonte: https://diariodonordeste.verdesmares.com.br/

Pe. Manuel Pérez Candela

Pe. Manuel Pérez Candela
Pároco da Paróquia Nossa Senhora da Imaculada Conceição - Sobradinho/DF