Translate

sexta-feira, 3 de dezembro de 2021

São Francisco Xavier

S. Francisco Xavier | arquisp
03 de dezembro

São Francisco Xavier

A Igreja sempre se apoiou nos missionários para sua expansão no decorrer dos séculos. Primeiro foram os apóstolos que se espalharam pelo mundo após a ressurreição de Jesus. Durante o período do descobrimento, entre os séculos XV e XVI, o cristianismo encontrou nos missionários da Companhia de Jesus, os jesuítas, a forma de iniciar a evangelização nas Américas e no Oriente: Índia, Japão e China.

Francisco Xavier, considerado o maior dos missionários jesuítas, foi o fundador dessas missões no Oriente. Nasceu no reino de Navarra, Espanha, em 7 de abril de 1506. Era filho de uma família nobre, que havia projetado para ele um futuro de glória e riqueza no mundo, matriculando-o, com dezoito anos, na Universidade de Paris. Mas não foi no campo terreno que ele se sobressaiu e sim no espiritual. Francisco formou-se em filosofia e lecionava na mesma universidade, onde conheceu um aluno bem mais velho e de idéias objetivas e tudo mudou. Tratava-se do futuro santo Inácio de Loyola, fundador dos jesuítas.

Loyola sonhava formar uma companhia de apóstolos para a defesa e propagação do cristianismo no mundo. Viu em Francisco alguém capaz de ajudá-lo na empreitada e tentou conquistá-lo para a causa. Tarefa que se revelou nada fácil, por causa do orgulho e da ambição que Xavier tinha, projetadas em si por sua família. Loyola, enfim, convenceu-o com uma frase que lhe tocou a alma: "De que vale a um homem ganhar o mundo inteiro se perder sua alma?" (Mc 8, 36). Francisco tomou-a como lema e nunca mais a abandonou, nem ao seu autor, Jesus Cristo.

Os papéis se inverteram e Inácio passou a ser mestre de seu professor, ensinando-lhe o difícil caminho da humildade e dos exercícios espirituais. Francisco, por fim, se retirou por quarenta dias na solidão, preparando-se para receber a ordenação sacerdotal. Celebrou sua primeira missa com trinta e um anos e se tornou co-fundador da Companhia de Jesus. Passou, então, a cuidar dos doentes leprosos, doença de então, segregados pela sociedade. Com outros companheiros, fixou-se, em 1537, em Veneza, onde recolhia das ruas e tratava aqueles a quem ninguém tinha coragem de recolher.

Foi então que D. João III, rei de Portugal, pediu a Inácio de Loyola para organizar um grupo de sacerdotes que acompanhassem as expedições ao Oriente e depois evangelizassem as Índias. O grupo estava pronto e treinado quando um dos missionários adoeceu e Francisco Xavier decidiu tomar o seu lugar. O navio, com novecentos passageiros, entre eles Francisco Xavier, partiu de Lisboa com destino às Índias. Foi o início de uma viagem perigosíssima e cheia de transtornos, que demorou praticamente um ano. Durante todo esse tempo, Francisco trabalhou em todos os serviços mais humildes do navio. Era auxiliar de cozinha, faxineiro e enfermeiro. Finalmente, chegaram ao porto de Goa.

Desde então, Francisco Xavier realizou uma das missões mais árduas da Igreja Católica. Ia de aldeia em aldeia, evangelizava os nativos, batizava as crianças e os adultos. Reunia as aldeias em grupos, fundava comunidades eclesiais e deixava outro sacerdote para tocar a obra, enquanto investia em novas frentes apostólicas noutra região. Acabou saindo das Índias para pregar no Japão, além de ter feito algumas incursões clandestinas na China.

Numa delas, na ilha de Sacian, adoeceu e uma febre persistente o debilitou, levando-o à morte, em 3 de dezembro de 1552, com apenas quarenta e seis anos de idade. A Igreja o beatificou em 1619, canonizando-o em 1622. Celebrado no dia de sua morte, como exemplo do missionário moderno, são Francisco Xavier foi, com toda justiça, proclamado pela Igreja patrono das missões, e pelo trabalho tão significativo recebeu o apelido de "são Paulo do Oriente".

*Fonte: Pia Sociedade Filhas de São Paulo Paulinas http://www.paulinas.org.br

https://arquisp.org.br/

quinta-feira, 2 de dezembro de 2021

Surpreendente: como é ser católico na China

Kit Leong | Shutterstock
Por Claudio de Castro

O testemunho impactante de um católico que explica o que significa seguir a Cristo hoje no maior país comunista da Ásia.

O mundo ficou chocado. Em 2018, a Santa Sé assinou um acordo provisório com a China. O objetivo principal era “apoiar e promover o anúncio do Evangelho” no país, “reconstituindo a unidade plena e visível da Igreja“. O acordo visava, especialmente, a nomeação dos bispos e a unidade dos bispos com o Papa. 

“Pela primeira vez em muitas décadas, todos os bispos da China estão em comunhão com o bispo de Roma e, graças à implementação do acordo, não haverá mais ordenações ilegítimas”, informou o Vaticano.

Em outubro de 2020, o Vaticano informou que o acordo foi renovado provisoriamente por mais dois anos.

Os desafios dos católicos na China

Muitas histórias são ouvidas no Ocidente sobre a vida difícil dos católicos na China. Afinal, é um governo comunista, eles não acreditam em Deus. Mas, como conhecer essa realidade? 

Ao ler notícias sobre perseguições aos cristãos, fiquei interessado no assunto dos católicos na China lendo notícias sobre as perseguições. Eles são nossos irmãos na fé.

Comecei, assim um longo caminho, procurando uma fonte confiável que aceitasse compartilhar comigo, a partir de sua perspectiva, o que acontece em nossa Igreja naquele país milenar. Queria que essa pessoa me explicasse como vivem os católicos hoje naquele país.  

Não foi nada fácil. Existe medo de retaliação. Tanto que devo manter minhas fontes anônimas. 

Consegui encontrar alguém disposto a conversar. Por sua integridade, sua segurança e de sua família, omito seu nome.

Por meio de outros católicos, consegui levar minhas perguntas a ele. Há poucos dias recebi as respostas tão esperadas.

Quase imediatamente, imprimi-os em páginas em branco e sentei-me para lê-los, surpreso com o conteúdo. Hoje, eu os compartilho com você.

Vamos saber como vive um católico na China com as dificuldades impostas pelo sistema comunista do país. Como as respostas são um pouco longas, vou dividi-las em três postagens.

Não perca nenhum delas. Elas serão intensas, fortes, interessantes. Comecemos… 

A Igreja Católica na China

Aleteia: O que mais o impressiona sobre a Igreja Católica na China? 

Fonte: O que mais me impressiona é a perseverança da fé. Os poderes instituídos têm imposto à Igreja Católica cada vez mais restrições, desde a proibição do batismo de crianças menores, até propor uma reforma da teologia católica de acordo com as características da política chinesa.

No entanto, muitos fiéis, sacerdotes e religiosos fervorosos não desanimaram com a difícil situação.

E procuram conviver com a situação, procurando todo o possível para poder evangelizar sem conflito com os poderes locais. 

Aleteia: Conte-nos um pouco sobre o que está acontecendo com os católicos na China, para que possamos entender o que está acontecendo agora. Como está a situação para os católicos? 

Hoje, os católicos comuns (os leigos) não têm conflito com os poderes constituídos. Porque os poderes procuram apenas as juntas de freguesia e o pároco, a quem impõem restrições. E eles tentam doutriná-los, “fazer uma lavagem cerebral” neles e forçá-los a controlar os patronos.

No entanto, a situação varia de um lugar para outro. Em alguns lugares, os poderes controlam os católicos por meio de professores. Por meio deles, impedem os estudantes católicos de participarem das missas dominicais. Se não obedecerem, os professores irão puni-los ainda mais, discriminá-los e insultá-los na presença de outros alunos não católicos. Desta forma, os estudantes católicos são frequentemente isolados por não católicos.

Além disso, algumas empresas e fábricas exigem que seus trabalhadores renunciem à sua religião.  

Os padres

AleteiaAgora vamos falar sobre os padres na China. O que você sabe sobre eles? Como é a vida cotidiana de um sacerdote católico fiel ao Papa e ao Magistério da Igreja? Eles são livres para celebrar missas, fazer homilias e falar sobre o Evangelho? 

Sim, todos os padres (eclesiásticos e patrióticos) podem ser livres para celebrar a missa, fazer suas homilias e falar do Evangelho, mas não podem tocar nas questões da justiça social e dos direitos humanos. No entanto, há um pequeno grupo que está se escondendo e não quer se comunicar com o governo. Eles celebram missa na casa dos fiéis. A vida cotidiana dos sacerdotes se divide em duas partes: a pastoral e o “convite” para oficinas de legislação nacional ou aulas de política, e assim por diante. Tudo isso sob o título “caminhamos juntos por uma sociedade harmoniosa” .

Mas sempre há exceções. Em alguns lugares, houve padres e bispos que foram presos ou mortos.   

Em suma, a vida sacerdotal é como uma partida de futebol: a vitória depende de como os jogadores desempenham suas funções até violar as regras do jogo.

Por isso, uns são livres para cumprir qualquer serviço pastoral e outros só podem celebrar a missa. 

AleteiaA mídia menciona sequestros, doutrinações, prisões e isolamentos forçados de padres católicos. Tudo o que lemos é verdade?  

A mídia de notícias é 50-60% verdadeira , especialmente a mídia de Hong Kong. Eles sempre usam o que acontece em um lugar ou diocese para interpretar a situação de toda a Igreja Católica no país. Por exemplo, de 2000 até hoje, tenho certeza de que existem mais de 10 cidades onde os padres foram presos, pois há um total de 668 cidades.  

Doutrinação

Aleteia:O governo comunista doutrina os católicos? 

Sim, mas em poucos lugares isso acontece. Hoje, eles exercem os controles de maneiras mais sutis. Se os leigos católicos não expressarem sua fidelidade ao governo, não poderão receber assistência social. Crianças não poderão se inscrever para a bolsa.  

Aleteia:Você poderia nos contar como é o dia a dia de um católico na China? 

O que eu sei é que ele  começa o dia com a oração da manhã e o rosário, ou se ele pode, começa com a missa matinal. A maioria participa da missa todos os dias .

Os aposentados passam o tempo participando de grupos pastorais.

Também há católicos que não rezam, só participam nas missas dominicais, vivem o seu cotidiano como os não católicos.  

* * *

Caro leitor da Aleteia, em artigo futuro acompanharemos essa incrível entrevista. Enquanto isso, oremos pelos nossos irmãos, pela Igreja na China, pela santificação do mundo inteiro. 

Fonte: https://pt.aleteia.org/

Do Comentário sobre o Diatéssaron, de Santo Efrém, diácono

Comunidade Mãe da Imaculada

(Cap. 18,15-17; SCh 121,325-328).             (Séc. IV)

Vigiai: Cristo virá de novo

Para impedir que os discípulos o interrogassem sobre o momento de sua vinda, disse-lhes Cristo: Aquela hora ninguém a conhece, nem os anjos nem o Filho. Não vos compete saber o tempo e o momento (cf. Mc 13,32-33). Ocultou-nos isso para que ficássemos vigilantes e cada um de nós pudesse pensar que esse acontecimento se daria durante a nossa vida. Se tivesse revelado o tempo de sua vinda, esta deixaria de ter interesse e não seria mais desejada pelos povos da época em que se manifestará. Ele disse que viria, mas não declarou o momento e por isso as gerações e todos os séculos o esperam ardentemente.

Embora o Senhor tenha dado a conhecer os sinais de sua vinda, não se vê exatamente o último deles, pois numa mudança contínua, esses sinais apareceram e passaram e, por outro lado, ainda perduram. Sua última vinda será igual à primeira.

Os justos e os profetas o desejavam, pensando que se manifestaria em seu tempo; do mesmo modo, cada um dos fiéis de hoje deseja recebê-lo em sua época, pois ele não disse claramente o dia em que viria. E isto sobretudo para ninguém pensar que está submetido a uma determinação e hora, ele que domina os números e os tempos. Como poderia estar oculto àquele que descreveu os sinais de sua vinda, o que ele próprio estabeleceu? O Senhor pôs em relevo esses sinais para que, desde o primeiro dia, os povos de todos os séculos pensassem que ele viria no próprio tempo deles.

Permanecei vigilantes porque, quando o corpo dorme, é a natureza que nos domina e nossa atividade é então dirigida, não por nossa vontade, mas pelos impulsos da natureza. E quando a alma está dominada por um pesado torpor, como por exemplo a pusilanimidade ou a tristeza, é o inimigo que a domina e a conduz, mesmo contra a sua vontade. Os impulsos dominam a natureza e o inimigo domina a alma.

Por isso, o Senhor recomendou ao homem a vigilância tanto da alma como do corpo: ao corpo, para que se liberte da sonolência; e à alma, para que se liberte da indolência e pusilanimidade. Assim diz a Escritura: Vigiai, justos (cf. 1Cor 15,34); e também: Despertei e ainda estou contigo (cf. Sl 138,18); e ainda: Não desanimeis (cf. Jo 16,33). Por isso não desanimamos no exercício do ministério que recebemos (2Cor 4,1).

Fonte: https://liturgiadashoras.online/

Charles de Foucauld: um soldado que ensina as virtudes do deserto

EAST NEWS
Por Philippe Neveu

Através de sua humildade, sua "sede" pelo absoluto e seu senso de luta interior, o beato Charles traçou um caminho que continua sendo um exemplo em todos os lugares.

É uma grande alegria saber que o beato Charles de Foucauld (1858-1916) – graduado pela principal academia militar da França, Saint Cyr, e que serviu na cavalaria francesa na Argélia – em breve será canonizado pelo Papa Francisco.

Para o exército francês, este será o primeiro soldado canonizado e um santo a invocar em casa, na escola militar e no exterior, onde este futuro santo conseguiu descobrir a atração do deserto e explorar a existência de Deus.

Uma vida de várias conversões

A vida de Foucault foi cheia de desafios. Após a perda de seus pais quando ele tinha seis anos, ele foi carinhosamente criado por seu avô materno. Na adolescência distanciou-se da fé. Conhecido como amante do prazer e da vida fácil, revelou, não obstante tudo, uma vontade forte e constante nos momentos difíceis.  O jovem Foucauld foi mais tarde atraído pelo exército e admitido na Academia Militar Saint-Cyr. Depois de ser designado para um regimento, ele renunciou aos 23 anos para explorar o Marrocos. Pouco a pouco, ele começou a descobrir Aquele que acalmaria seu coração.

Charles de Foucault tinha sede pelo absoluto e fez de tudo para satisfazê-la. Sua conversão aconteceu ao longo dos anos que se seguiram à sua vida militar. Embora pudesse ter optado por se casar e viver na riqueza como seus antepassados, ele escolheu as paisagens desérticas da Argélia para viver com os tuaregues como eremita. A partir de sua experiência de fé em Deus, ele entendeu que não poderia fazer outra coisa a não ser viver apenas para Ele.

No exterior

Foi no deserto que sua conversão começou. Durante essa missão, ele se revelou como um excelente líder de pelotão e camarada.

Durante uma campanha no Oranês do Sul, o general Laperrine, que estava na expedição e pôde julgar seu camarada, escreveu: “Em meio aos perigos e privações das colunas expedicionárias, esse festeiro alfabetizado provou ser um soldado e um líder; suportando alegremente os momentos mais difíceis, cuidando devotamente de seus companheiros”.

“Precisamos atravessar o deserto”

O tenente Charles de Foucauld amava a vida militar, o que lhe permitiu despertar sua inteligência e sua fé. Mais tarde, ele diria em seus escritos depois de longos anos no deserto: “Devemos passar pelo deserto e lá ficar para receber a graça de Deus; é lá que alguém se esvazia, que expulsa de si tudo o que não é Deus e que esvazia completamente esta casinha da alma para deixar todo espaço apenas para Deus […]” (Carta ao Padre Jérôme, 19 de maio de 1898).

É impressionante notar ainda hoje, um século depois, não muito longe de Tamanrasset, no Sahel, que os soldados franceses podem viver a mesma experiência que Foucault. Sendo confrontados com o calor, a dureza e o silêncio do deserto durante as operações ou apenas durante o dever de guarda, Foucault descobriu outro mundo, uma realidade que o fez buscar respostas. Isso lhe deu uma experiência única, uma profundidade de ser.

Deserto

A vida militar e a vida de um eremita são diferentes, mas em ambos os casos se exige abnegação, humildade e esquecimento de si mesmo para cumprir a missão e aceitar que não se domina tudo.

Quantas vezes ouvi militares de todos os ramos falarem comigo compartilhando belas discussões sobre a experiência de seus desertos, sejam eles externos ou internos. A busca pelo absoluto nos atrai ou nos repele, mas ninguém pode permanecer insensível a ela! Ir ao deserto é uma experiência única que abre horizontes!

Étienne de Montéty escreve: “Foucauld se tornou um mestre da humildade e abnegação, obra de uma vida.” Através de seu senso de autossacrifício, sua bondade, sua sede pelo absoluto e seu desejo de imitar Cristo, ele pavimentou o caminho para nós e continuará sendo um exemplo para todos os soldados. Ele era um lutador que sabia como superar seus fracassos abandonando-se nas mãos de nosso Senhor e sendo bom para todos.

Por ocasião de sua próxima canonização, peçamos a Foucault as graças de que precisamos e alegremo-nos com as boas novas que permitirão que muitos superem seu medo e confiança em Deus através de todos os desertos de suas vidas. E que o beato e futuro São Charles de Foucauld abençoe e proteja todos os nossos militares que servem o país com honra e fidelidade.

Fonte: https://pt.aleteia.org/

ESPIRITUALIDADE: Amor sem limites (Parte 10/19)

Capa: Fragmento de um ícone de meados de
século XVII atribuído a Emanuel Lombardos.

Um Monge da Igreja do Oriente

AMOR SEM LIMITES

Tradução para o português:
Pe. André Sperandio

Ecclesia

20. Ascensões

Filho meu, o amor sem limites rompe também os limites das palavras.

Preparo em teu coração, em teus lábios, ascensões, de tal modo que todas as palavras que uses produzam explosões para o alto, e cada uma delas supere a que precede e te introduza numa missão mais excelente.

Tu vás. E por onde quer que fores, que te sintas enviado, portador de uma mensagem divina.

Tu vens. Que vindo de onde vieres, tu te sintas sempre esperado. Sintas que marchas em direção a uma meta indicada e que já estás interiormente ligado a essa meta. Apressa-te para o encontro que te preparei.

Tu vês. Desejo que vejas, e que toda visão se faça para ti contemplação atenta.

Tu ouves. Desejo que escutes, que prestes ouvido e que, para além de "perceber", queiras "receber".

Tu falas. Quero que digas e que transformes a palavra neutra em uma comunicação pessoal e íntima.

Esses verbos se elevam, de claridade em claridade.

Mas, no topo, há um verbo sobre o qual não há outro. Esse é o verbo dar. É que o dom abole a própria posse.

Além disso, no interior do dom ressoam chamadas cada vez mais exigentes. A divina lógica do dom - minha lógica - vai do dom parcial ao dom total, do dom da coisa ao dom de si mesmo.

Filho meu, deixa-me colocar palavras em teus lábios. Aprenda a fazer delas estrofes de uma cântico em escala ao término do qual perceberás, no último giro do caminho, a terra perdida, a terra pressentida, a terra prometida.

21. Faíscas

Um homem caminha através da noite escura; uma noite de inverno. O frio é glacial; a neve cai. A paisagem e a atmosfera parecem apagar toda a esperança.

É aí que, de repente, entre os flocos de neve que mordem a mão do viajante, aparecem faíscas.

De onde podem vir essas faíscas? Há uma chama, há fogo próximo daqui? Há possibilidade de se aquecer, uma fonte de luz e de calor!

Há uma chama, há um fogo próximo ... infinitamente próximo.

22. Venho a ti nas pequenas coisas

Eu venho a ti, filho meu, nas pequenas coisas, nos mais humildes detalhes. Cada um de teus gestos pode se tornar a expressão do amor sem limites.

Lavas um prato, o enxágüas. Faça disto um ato de amor para com todos os que comeram nesse prato, para todos os que comerão nele.

A mulher da limpeza sai da tua casa. Acaba de pendurar roupas na corda onde irá secar.
Esse simples gesto de serviço não te recorda nada? Esses dois braços, estendidos um instante, não te fazem pensar nos dois braços que se elevaram no bosque sagrado?

Tudo se torna sagrado se o teu amor o transfigura.

O amor está entre nós como aquele que serve.

® NARCEA, S.A. EDIÇÕES
Dr. Federico Rubio e Galí, 9. 28039 - Madrid
® EDITIONS ET LIBRAIRIE DE CHEVETOGNE Bélgica
Título original: Amour sans limite
Tradução (para o espanhol): CARLOS CASTRO CUBELLS
Tradução para o português: Pe. André Sperandio
Capa: Fragmento de um ícone de meados de século XVII atribuída a Emanuel lombardos
ISBN: 84-277-0758-4
Depósito Legal: M-26455-1987
Impressão: Notigraf, S. A. San Dalmácio, 8. 28021 - Madrid

Bispos reagem a audiência de caso que pode revogar Roe x Wade na Suprema Corte

Suprema Corte dos Estados Unidos / Crédito: Pixabay

WASHINGTON DC, 02 dez. 21 / 11:25 am (ACI).- Bispos e líderes católicos dos EUA compartilharam várias declarações e fizeram  orações pela bom resultado da audiência, realizada nesta quarta-feira, 1º de dezembro, do caso Dobbs x Jackson Women’s Health Organization, sobre uma lei do Mississipi que proíbe o aborto após 15 semanas de gestação.

Os argumentos a favor da lei contestam diretamente a sentença Roe x Wade, que, em janeiro de 1973, liberou o aborto nos Estados Unidos.

“Nos Estados Unidos, o aborto tira a vida de mais de 600 mil bebês a cada ano. O caso Dobbs x Jackson Women’s Health pode mudar isso”, disse o arcebispo de Baltimore, dom William Lori, em um comunicado.

O arcebispo, que também é chefe do Comitê de Atividades Pró-Vida da conferência episcopal americana rezou para que a Suprema Corte "faça a coisa certa e permita que os estados limitem ou proíbam o aborto". Roe x Wade determinou que há um direito constitucional ao aborto, assim, a legislção dos Estados não pode proibí-lo. Se a decisão de 1973 for derrubada, o caminho fica aberto para que cada Estado limite o acesso ao aborto como achar melhor.

Segundo o bispo, uma sentença favorável ao Mississipi agora iria "proteger milhões de nascituros e suas mães desta lei dolorosa que destrói a vida”.

“Convidamos todas as pessoas de boa vontade a defender a dignidade da vida humana, juntando-se a nós em oração e jejum por este importante caso”, disse ele.

Dom Earl Boyea, bispo de Lansing, ofereceu um dia de oração e jejum em sua diocese, que inclui a adoração eucarística, a oração do terço, a missa e a oração do terço da Divina Misericórdia na catedral local.

"A campanha para abolir o aborto é, em suas raízes, uma batalha espiritual entre uma civilização do amor e uma cultura de morte", disse Jenny Ingles, diretor do ministério de fertilidade e vida da diocese de Lansing.

O arcebispo de São Francisco, dom Salvatore Cordileone, pediu em sua conta no Twitter que "rezem pela Suprema Corte e por essas mulheres que precisam de nosso amor e apoio".

Dom Cordileone é um defensor ativo do direito à vida dos nascituros e promoveu uma campanha de oração por Nancy Pelosi, presidente do Congresso dos EUA, uma católica da diocese de São Francisco que apoia o aborto.

Dom Thomas Tobin, bispo de Providence, também pediu orações no Twitter. “Este é um momento de definição para a nossa nação. Continuaremos destruindo vidas inocentes de crianças em gestação e explorando mulheres vulneráveis ​​ou promoveremos uma verdadeira cultura da vida?”

O padre Dan Beeman, sacerdote da diocese de Richmond, pediu à Suprema Corte que "faça a coisa certa e respeite toda a vida humana".

O diretor de evangelização, catequese e escolas da arquidiocese de Detroit, padre Steve Pullis, destacou no Twitter: “Acabem com a Roe e construam uma cultura da vida”.

Em 18 de novembro, os bispos dos EUA acolheram uma oração ecumênica em vista da audiência do caso Dobbs x Jackson. Entre os participantes estava o arcebispo de Kansas City, dom Joseph Naumann, que disse que os fiéis devem "rezar, jejuar e trabalhar mais para acabar com esta pandemia de sacrifícios de crianças".

Juristas pensam que o caso Dobbs x Jackson é uma oportunidade ideal para a Suprema Corte reconsiderar decisões anteriores que promoveram o aborto legal em todo o país.

As decisões em casos importantes na Suprema Corte geralmente vêm no final do mandato anual, o que poderia ocorrer, neste caso, no final de junho ou início de julho de 2022.

Fonte: https://www.acidigital.com/

Francisco em Chipre e na Grécia: o "alfabeto" de uma viagem às raízes da Europa

Papa Francisco parte de Fiumicino  (ANSA)

Com o voo papal no final da manhã desta quinta-feira teve início a 35ª viagem apostólica internacional de Francisco, que até o dia 6 de dezembro estará em Nicósia, Atenas e Mytilene-Lesbos. Um itinerário marcado por grandes temas, em particular os da unidade cristã e do acolhimento dos migrantes.

Isabella Piro, Silvonei José – Vatican News

O A dos Apóstolos Barnabé e Paulo, o E de ecumenismo, o M de migrantes, o H de humanidade, o mesmo invocado pelo Papa em relação às muitas pessoas que morrem no Mar Mediterrâneo. Naquele "mare nostrum" sobre o qual se debruçam Chipre e Grécia, prontos para acolher o Papa a partir desta quinta-feira até à próxima segunda-feira. O alfabeto da 35ª viagem apostólica internacional de Francisco - a terceira em 2021, após a histórica visita ao Iraque em março e a peregrinação a Budapeste e à Eslováquia em setembro - está incluído nestas letras, iniciais de palavras que dão forma concreta ao significado de um itinerário que, num período de 4 dias, 1 hora e 35 minutos, fará com que o Papa percorra um total de 4.643 km. As várias etapas da viagem papal serão marcadas pelos 11 discursos que Francisco deverá proferir nas várias ocasiões, divididos em discursos reais (9), homilias (2) e Angelus (1). Dez, por enquanto, são os temas que parecem emergir mais claramente.

Apóstolos

São Barnabé e São Paulo foram os evangelizadores de Chipre, onde chegaram juntos em 46, e da Grécia, uma terra de fé profundamente enraizada. Duas figuras imponentes, firmes na fé e fortes na amizade, em nome de Cristo. É nas suas pegadas missionárias, portanto, que o Papa Francisco se apresenta, seguindo seus exemplos de pregadores do Evangelho em dois países que idealmente unem o Oriente e o Ocidente. Como o Pontífice assinalou na Audiência Geral desta quarta-feira, o que tem início nesta quinta-feira "será uma viagem às fontes da fé apostólica e da fraternidade entre cristãos de várias confissões".

Consolação

O lema da etapa de Francisco em Chipre é "Consola-nos na fé", inspirado no nome de São Barnabé, que pode significar "filho da consolação". Desta forma, explica uma nota oficial, o objetivo é sugerir a importância do conforto e encorajamento mútuos, "dimensões essenciais para o diálogo, encontro e acolhimento, bem como traços salientes da vida e história da ilha". Chipre tem na sua história muitos séculos conturbados, marcados primeiro pelo domínio otomano, depois pelo domínio britânico e finalmente pela invasão da Turquia. Simbolizando tudo isto, ainda hoje, está a "linha verde", o muro militar que corta Nicósia de noroeste para sudoeste, tornando-a a única capital do mundo ainda dividida em duas fracções separadas: a do sul, capital da República de Chipre, e a do norte, capital da República do Norte de Chipre, reconhecida apenas por Ancara. Apesar desta complexa realidade, a ilha é um exemplo positivo: basta mencionar as palavras de Bento XVI que visitou o país em junho de 2010. “Chipre pode desempenhar um papel especial na promoção do diálogo e da cooperação", disse o então Pontífice. "O caminho que está percorrendo é um caminho que a comunidade internacional olha com grande interesse e esperança”.

Ecumenismo

Em ambos os países, Francisco irá se encontrar com os líderes das Igrejas Ortodoxas locais. Nesta sexta-feira de manhã, 3 de dezembro, no arcebispado de Nicósia, fará uma visita de cortesia à Sua Beatitude Chrysostomos II, arcebispo ortodoxo de Chipre. Depois um encontro com o Santo Sínodo na Catedral Ortodoxa da cidade. Na tarde de 4 de dezembro, porém, no arcebispado Ortodoxo da Grécia, o Papa irá se encontrar com Sua Beatitude Ieronymos II, arcebispo de Atenas e de toda a Grécia. O próprio Ieronymos II retribuirá a reunião na noite de domingo, 5 de dezembro, saudando o pontífice na Nunciatura. As conversações com os dois arcebispos ortodoxos terão lugar "em nome do Senhor da paz", explicou o Pontífice na mensagem vídeo de saudação aos habitantes dos dois países, divulgada nos últimos dias, e ambas as visitas trarão consigo "uma graça sinodal, uma fraternidade apostólica", unida a "grande respeito".

Europa

Na mesma mensagem vídeo, o Papa definiu esta viagem como "uma oportunidade de beber das antigas fontes da Europa: Chipre, uma extensão da Terra Santa no continente; Grécia, a pátria da cultura clássica". Não só: ambos os países são abraçados pelo Mediterrâneo, aquele "mare nostrum" do qual "a Europa não pode prescindir", salientou Francisco. Essas águas, de fato, ligam tantas terras, convidando-nos a "navegar juntos, não a dividir-nos indo cada um por si, especialmente neste período em que a luta contra a pandemia ainda requer muito empenho e a crise climática incumbe pesadamente".

Fraternidade

Atualmente, a Igreja Católica cipriota é composta principalmente por fiéis latinos, que são 38.000 (4,47%), e por maronitas (1,5%), mais uma pequena comunidade católica armênia (0,3%). Na Grécia, por outro lado, existem 133.000 católicos numa população de quase 11 milhões (1,2%). Destes, menos da metade são gregos. Nas últimas décadas, a presença de católicos de origem estrangeira que se estabeleceram permanentemente na Grécia cresceu significativamente. A estes devem juntar-se vários milhares de trabalhadores imigrantes com autorizações de residência temporária e requerentes de asilo. São, portanto, "pequenos rebanhos", como explicou o Papa Francisco, "irmãos e irmãs católicos que o Pai ama com muita ternura e a quem Jesus o Bom Pastor repete: 'Não temas, pequeno rebanho' (Lc 12,32)". A eles, num espírito de fraternidade, o Papa levará "o encorajamento de toda a Igreja Católica".

Jovens

Tal como com em outras viagens de Francisco, esta 35º viagem apostólica será encerrada com um encontro com os jovens: na manhã de 6 de dezembro, pouco antes de partir para Itália, o Papa saudará os jovens gregos na Escola S. Dionísio das Irmãs Ursulinas em Maroussi (Atenas). Francisco ouvirá as vozes de muitos jovens, cruzará com seus olhares, acolherá os testemunhos daqueles que vêm de países dilacerados por décadas de conflito, tais como a Síria. O fato que o último grande evento da visita papal seja precisamente um abraço ideal com as gerações mais jovens destina-se a ser uma forte mensagem de recuperação, não só para a Grécia, mas também para o mundo inteiro.

Migrantes e o Mediterrâneo

Este é o tema principal desta viagem, que será expresso em dois momentos chave do programa: nesta sexta-feira, às 16 horas, na igreja paroquial de Santa Cruz em Nicósia, Francisco participará de um momento de oração ecumênica com os migrantes. No domingo de manhã, em vez disso, irá a Mytilene-Lesbos para encorajar os refugiados acolhidos no "Centro de Acolhimento e Identificação".  Na ilha, o Papa terá "a oportunidade de se aproximar de uma humanidade ferida na carne de tantos migrantes em busca de esperança", como recordou nesta quarta-feira na Audiência Geral. Neste caso, será a segunda vez que o Papa irá a essa ilha, que já tinha visitado em 16 de abril de 2016 para levar proximidade e solidariedade aos refugiados no campo de Moria. No seu regresso dessa visita, no voo papal, Francisco acolheu 12 refugiados sírios e acompanhou-os a Roma para lhes oferecer assistência. Na mensagem vídeo para esta viagem, o próprio Pontífice disse: "penso naqueles que, nos últimos anos e ainda hoje, fugiram da guerra e da pobreza, chegando às costas do continente e em outros locais, e encontrando não hospitalidade, mas hostilidade, e até mesmo sendo explorados. Eles são nossos irmãos e irmãs. Quantos perderam as suas vidas no mar! Hoje 'o nosso mar', o Mediterrâneo, é um grande cemitério". Daí o seu forte apelo: "O mar, que abraça muitos povos, com os seus portos abertos, lembra-nos que as fontes de vida em conjunto residem na acolhida mútua".

Paz

O logotipo da viagem do Papa a Chipre retrata, além de Francisco e São Barnabé, um ramo de oliveira atado a uma espiga de trigo, sinais de paz e de comunhão. Para a Grécia, por outro lado, foi criado um desenho que representa a Igreja como um barco nas águas turbulentas do mundo, com a Cruz de Cristo como o mastro principal e o Espírito Santo a encher as velas. A sua forma e cor amarela evocam a mitra papal, sublinhando que Francisco chega como um "amigo da Grécia".

Esperança

O lema da viagem apostólica à Grécia é "Abramo-nos cada vez mais às surpresas de Deus". A frase é retirada da mensagem do Papa para o 36º Dia Mundial da Juventude, celebrado em 21 de novembro passado, e que na sua versão completa diz: "Estejamos abertos às surpresas de Deus, que quer iluminar o nosso caminho com a sua luz". Há um claro apelo à esperança: como explica uma nota oficial, "num momento em que estamos sofrendo as consequências da pandemia e da recente crise financeira, expressamos a nossa esperança de que a visita do Papa traga um raio de luz para o futuro da Grécia". Após a grave crise da dívida soberana que começou em 2009, a nação grega viu a sua situação econômica desabar, de tal modo que teve de recorrer três vezes ao plano internacional de salvamento. Em 2018, o país mostrou alguns sinais de recuperação, mas pouco depois a pandemia da Covid-19 virou novamente a situação. Até hoje, a nação helênica registou mais de 924.000 contágios por coronavírus e quase 18.000 mortes. Para não mencionar os danos que a emergência sanitária causou a setores-chave como o turismo e a indústria da construção naval, tanto que em 2020 o PIB nacional diminuiu 8,2%, enquanto a dívida pública saltou para mais de 200% do PIB nacional, o mais alto da União Europeia.

Humanidade

Especialmente para a etapa em Lesbos, Francisco descreveu-se como "um peregrino às fontes da humanidade", firme na sua convicção de que "as fontes da vida comum só voltarão a florescer na fraternidade e na integração: juntos". "Não há outra forma", reiterou ele. E assim é a partir do "passado luminoso" da Grécia, mas também de Chipre, dois "países ricos em história, espiritualidade e civilização", que o Pontífice parece estar pedindo a todos, católicos e não-católicos, um estremecer de humanidade, um futuro de nova esperança.

Fonte: https://www.vaticannews.va/

Santa Bibiana

Santa Bibiana | arquisp
02 de dezembro

Santa Bibiana ou Viviana

Na época em que Roma estava sob o poder o imperador Juliano, "o Apóstata", aconteceu um dos últimos surtos de perseguição fatal aos cristãos, entre 361 e 363. O tirano, que já tinha renegado seu batismo e abandonado a religião, passou a lutar pela extinção completa do cristianismo.

Começou substituindo todos os cristãos que ocupavam empregos civis por pagãos, tentando colocar os primeiros no esquecimento. Mas não parou por aí. Os mais populares e os mais perseverantes eram humilhados, torturados e, por fim, mortos.

No ano 363, a família de Bibiana foi executada na sua presença, porque não renunciou à fé cristã. Flaviano, seu pai, morreu com uma marca na testa que o identificava como escravo. Defrosa, sua mãe foi decapitada. Ela e a irmã Demétria, antes, foram levadas para a prisão.

A primeira a morrer foi Demétria, que perseverou na fé após severos suplícios na presença da irmã. Por último, foi o martírio de Bibiana, para a qual, conforme a antiga tradição, o governador local usou outra tática. Foi levada a um bordel de luxo para abandonar a religião ou ser prostituída. Mas os homens não conseguiam aproveitar-se de sua beleza, pois a um simples toque eram tomados por um surto de loucura. Bibiana, então, foi transferida para um asilo de loucos e lá ocorreu o inverso, os doentes eram curados.

Sem renegar Cristo, foi entregue aos carrascos para ser chicoteada até a morte e o corpo jogado aos cães selvagens. Outro prodígio aconteceu nesse instante, pois os cães não o tocaram. Ao contrário, mantiveram uma distância respeitosa do corpo da mártir. Os seus restos, então, foram recolhidos pelos demais cristãos e enterrados ao lado dos familiares, num túmulo construído no monte Esquilino, em Roma.

Finalmente, a perseguição sangrenta acabou. A história do seu martírio ganhou uma devoção dos fieis. Santa Bibiana passou a ser incovada contra os males de cabeça e as doenças mentais e a epilepsia. Seu túmulo tornou-se meta de peregrinação e o seu bonito nome escolhido na hora do batismo. Também a conhecida variação, não menos bela, de Viviana se tornou popular na cristandade.

A veneração era tão intensa que o papa Simplício mandou construir sob sua sepultura uma pequena igreja dedicada a ela, no ano 407. O culto ganhou um reforço maior ainda quando, por volta de 1625, foi erguida sob as ruínas da antiga igreja uma basílica. Nela, as relíquias de santa Bibiana se encontram guardadas debaixo do altar-mor.

Além de ser uma das padroeiras da belíssima cidade de Sevilha, na Espanha, santa Bibiana é, também, padroeira da diocese de Los Angeles, nos Estados Unidos. É celebrada no dia 2 de dezembro, considerado o de sua morte pela fé em Cristo.

*Fonte: Pia Sociedade Filhas de São Paulo Paulinas http://www.paulinas.org.br

https://arquisp.org.br/

quarta-feira, 1 de dezembro de 2021

PASTORAL DA AIDS CELEBRA DIA MUNDIAL DE COMBATE À AIDS

Dia Mundial de Combate à AIDS | CNBB
PASTORAL DA AIDS CELEBRA DIA MUNDIAL DE COMBATE À AIDS COM MISSA NO SANTUÁRIO N. S DAS DORES, EM JUAZEIRO DO NORTE (CE), NESTA QUARTA-FEIRA (1º)

Com a temática “Zero discriminação, zero infecções e zero mortes”, em sintonia com Estratégia Global da UNAIDS, a Pastoral da Pastoral da Aids, vinculada à Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), celebra nesta quarta-feira, 1º de dezembro, o Dia Mundial de Luta contra a Aids (Síndrome da Imunodeficiência Adquirida). A data é um momento oportuno para o estabelecimento de redes e parcerias entre organizações de luta contra a aids e os serviços públicos.

De acordo com a Organização Pan-Americana da Saúde (OPAS), a data constitui uma oportunidade para apoiar as pessoas envolvidas na luta contra o HIV e melhorar a compreensão do vírus como um problema de saúde pública global. A Pastoral também se engaja nestes movimentos para defender os direitos das pessoas que vivem com HIV e promover a difusão de informações de prevenção. Além disso, a data serve para reforçar a solidariedade e a compaixão com as pessoas vivendo com HIV/Aids.

CNBB

Para celebrar o Dia Mundial de Luta contra a Aids, o bispo de Friburgo (RJ) e referencial para a Pastoral da Aids, dom Luiz Antônio Ricci, presidirá a Santa Missa, às 19h, diretamente da Basílica Santuário Nossa Senhora das Dores, em Juazeiro do Norte (CE) – Regional Nordeste 1 da CNBB, com transmissão ao vivo pelas redes sociais da Pastoral (Youtube e Facebook) e pela TV Web Mãe das Dores. A celebração também será retransmitida pelas redes sociais da CNBB: Youtube e Facebook.

Já no sábado, dia 4 de novembro, às 18h, o assessor eclesiástico nacional da pastoral, padre Antônio Peroni Filho, vai presidir a Santa Missa na Paróquia São Pedro de Jacaraípe, em Vitória (ES), com transmissão ao vivo pelas redes sociais da Pastoral (Youtube e Facebook).

A Pastoral da Aids tem se somado ao esforço de organizações da sociedade e do governo brasileiro na mobilização para realizar ações de conscientização, prevenção e autocuidado e luta contra estigma e preconceito em relação ao HIV.

O tema que norteia a campanha deste ano se une à estratégia global de Aids 2021-2026, que pretende reduzir as desigualdades sociais para acabar com a Aids até 2030, priorizando as pessoas que ainda não têm acesso a serviços públicos de HIV ou os têm de forma precária e desigual.

“É tempo de “zerar” …Significa é tempo de acolher, de estar próximo, de acompanhar, especialmente aquelas pessoas que se encontram em situação de vulnerabilidade e risco. É tempo de somarmos esforços para a prevenção e para o tratamento, evitando dessa forma que mais vidas se percam”, destaca a Pastoral.

CNBB

De acordo o UNAIDS Brasil (Programa Conjunto das Nações Unidas sobre HIV/AIDS), quarenta anos depois da notificação dos primeiros casos de AIDS, novos dados do UNAIDS mostram que dezenas de países atingiram ou ultrapassaram as metas determinadas na Assembleia Geral das Nações Unidas (ONU) em 2016—o que mostra que as metas não eram apenas ousadas, mas também alcançáveis.

O novo relatório mostra que os países com leis e políticas progressistas e sistemas de saúde fortes e inclusivos têm tido os melhores resultados na resposta ao HIV. “Nesses países, as pessoas que vivem com e são afetadas pelo HIV têm mais probabilidades de ter acesso a serviços de HIV eficazes, incluindo testes de HIV, profilaxia pré-exposição (PrEp), medicamento que previne o HIV, redução de danos, dispensação multimês de medicamentos para HIV, além de acompanhamento e cuidados consistentes e de qualidade”, destaca o documento.

Ainda segundo o relatório, globalmente o número de pessoas em tratamento mais do que triplicou desde 2010. Em 2020, 27,4 milhões dos 37,6 milhões de pessoas vivendo com o HIV estavam em tratamento, contra apenas 7,8 milhões em 2010. Estima-se que a implementação de um tratamento acessível e de qualidade tenha evitado 16,2 milhões de mortes relacionadas à AIDS desde 2001.

“As mortes diminuíram em grande parte devido à terapia antirretroviral. As mortes relacionadas à AIDS diminuíram 43% desde 2010, chegando a 690 mil em 2020. Também foram registrados progressos na redução de novas infecções por HIV, mas esse progresso tem sido mais lento—a redução foi de 30% desde 2010, com 1,5 milhões de pessoas recentemente infectadas pelo HIV em 2020, em comparação com 2,1 milhões em 2010”, aponta o documento.

A Pastoral da Aids, em sintonia com o chamamento do Papa Francisco e da CNBB, reforça o compromisso do cuidado com a vida (bem maior), com os Direitos Humanos, com políticas públicas equitativas e igualitárias. Aproveitando o Dia Mundial de Luta contra a Aids, enfatizamos o enfrentamento da epidemia do HIV e Aids como uma forma concreta deste compromisso da Igreja.

Dezembro Vermelho

O Dezembro Vermelho surgiu em 1987, quando a ONU criou esta campanha e, em 1991, a fitinha vermelha surgiu com artistas de Nova York, para lembrar a luta contra o HIV e transmitir compreensão, solidariedade e apoio a quem vive com o vírus. No Brasil, o projeto foi adotado em 1988, pelo Ministério da Saúde, segundo a Agência Aids.

Com informações UNAIDS e OPAS

Acompanhe aqui a transmissão da Missa: TV Web Mãe das Dores

Fonte: https://www.cnbb.org.br/

Pe. Manuel Pérez Candela

Pe. Manuel Pérez Candela
Pároco da Paróquia Nossa Senhora da Imaculada Conceição - Sobradinho/DF