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sábado, 13 de abril de 2024

Essa corrente trinitária de amor

Essa corrente trinitária de amor (Opus Dei)

Essa corrente trinitária de amor

O Mistério da Trindade muda com profundidade nosso olhar sobre o mundo, porque revela como o Amor é o próprio tecido da realidade.

15/01/2018

Nós, os cristãos, reconhecemos que tudo o que existe tem a sua a origem no Pai, no Filho e no Espírito Santo. Uma pessoa se torna cristã por meio do batismo em nome das três Pessoas divinas. E tudo em nossa vida está marcado pelo sinal da Cruz: “em nome do Pai e do Filho e do Espírito Santo”, segundo as palavras do próprio Jesus (Cfr. Mt, 28, 19). Mas o que significa esta fé na Trindade para a nossa vida? Como se traduz na nossa existência diária, na família, no trabalho, no descanso?

UMA PESSOA SE TORNA CRISTÃ POR MEIO DO BATISMO EM NOME DAS TRÊS PESSOAS DIVINAS. MAS O QUE SIGNIFICA ESTA FÉ NA TRINDADE PARA A NOSSA VIDA?

Só no céu compreenderemos até que ponto a Trindade é nosso verdadeiro lar, até que ponto a nossa vida “está escondida com Cristo em Deus” (Col 3, 3), mas a fé já nos coloca agora a caminho deste Mistério, que contém a resposta a todas as nossas perguntas, que nos diz quem somos na realidade. O Mistério da Trindade muda profundamente o nosso olhar sobre o mundo, transfigura a nossa existência: aquele fato que, se fosse tomado por si mesmo seria banal e insignificante, fica iluminado de dentro para fora. Vamos nos deter aqui, em dois dos muitos aspectos da fé na Trindade, que estão fortemente entrelaçados entre si: a profundidade do Mistério e o valor divino do amor humano.

O Mistério dos mistérios

Desde as primeiras gerações de cristãos, os teólogos, os santos e as pessoas que viveram uma autêntica e imensa experiência de Deus têm uma predileção especial pelo seu Mistério, o Mistério da Trindade (Mysterium Trinitatis). Na vida diária também se fala com frequência de mistério, no sentido de uma realidade difícil de compreender, como saber quem é o criminoso num thriller policial ou qual é a solução de uma equação ou de um problema difícil. Em todos estes casos, o termo se refere aos limites de nossa capacidade de conhecer. Por outro lado, quando se fala de Mistério de Deus, a questão já não diz respeito somente a nós, mas, acima de tudo, a Ele mesmo e a sua infinita profundidade. O Mistério de Deus não é insondável porque é obscuro, mas, ao contrário, porque é excessivamente luminoso: os olhos de nossa inteligência ficam ofuscados ao olhá-lo, como acontece quando olhamos em direção ao sol em pleno dia.

Uma piedosa lenda medieval, representada também em magníficas obras de arte, conta que um dia santo Agostinho passeava pela praia, tentando compreender como é possível que Deus seja uno e trino, e encontrou um menino que jogava a água do mar em um buraco escavado na areia, com intenção de colocar todo o mar dentro do buraco. O grande Padre da Igreja tentou fazer-lhe ver como sua pretensão era impossível. O menino respondeu que mais absurdo ainda era tentar compreender o Mistério da Trindade. O Mistério de Deus é como a imensidade do mar, como a luz do sol que nos cega. Diante do “oceano de amor infinito”, a única resposta verdadeiramente razoável é “submergir-se” confiadamente[1], mergulhar neste mar imenso[2].

Em uma das suas catequeses, são Josemaria explicava isso com uma fórmula verdadeiramente eficaz, a propósito de como falar sobre Deus: “E quando (...) disserem a você que não entendem a Trindade e a Unidade, responda-lhes que eu também não a entendo, mas que a amo e venero. Se compreendesse as grandezas de Deus, se Deus coubesse nesta pobre cabeça, meu Deus seria muito pequeno..., e, no entanto, cabe – quer caber – no meu coração, na profundidade imensa da minha alma, que é imortal”[3]. Um Deus totalmente compreensível não seria mistério, seria pouca coisa. Por outro lado, o paradoxo cristão consiste no fato de que, apesar de que a Trindade infinita não possa ser compreendida pela nossa inteligência, ao mesmo tempo habita em nós, em nosso coração.

“SENHOR OBRIGADO PORQUE ÉS TÃO GRANDE QUE NÃO CABES NA MINHA CABEÇA, E OBRIGADO TAMBÉM PORQUE CABES EM MEU CORAÇÃO!” (SÃO JOSEMARIA)

A dificuldade para compreender o Mistério do Pai, do Filho e do Espírito Santo, não se deve a que seja um absurdo, mas a que é um Mistério de Amor: uma comunhão de Pessoas. Nosso Deus é Mistério porque é Amor: tudo n’Ele é dom perfeito e eterno. E o mundo criado é expressão desse Amor. Por meio do mundo e das pessoas que nos rodeiam, podemos compreender por que a fé é necessária para aceder a essa verdade, que inclusive os maiores filósofos não puderam encontrar sem a Revelação. Não se trata de crer no absoluto, mas de entrar na dimensão pessoal, coisa que somente conseguimos quando abrimos o coração. “Senhor obrigado porque és tão grande que não cabes na minha cabeça, e obrigado também porque cabes em meu coração!”[4].

Por que Deus se oculta em seu Mistério? Na realidade não é que se oculte: inclusive entre os seres humanos a intimidade da alma só pode ser conhecida por um ato voluntário da revelação do que o outro tem no coração: as lembranças, os sonhos, as preocupações ou os medos. Mesmo que exteriormente seja possível intuir algo, para que outro entre no que verdadeiramente está dentro de nós é necessária uma “revelação” de nós mesmos. E é necessário também que quem participa dessa “revelação” consiga compreendê-la, assimilá-la. Não deve nos estranhar que o Mistério de Deus nos supere: nossos olhos devem se acostumar pouco a pouco à sua luz. Por isso, se na vida de cada dia é necessário aprender “sempre a tirar as sandálias diante da terra sagrada do outro”[5], diante do Mistério da Trindade, a primeira atitude a assumir é a da humildade e o profundo respeito, porque se entra no espaço da Liberdade e do Dom, essa Liberdade e Dom que são precisamente a origem do Amor, de todo amor.

O Amor dos amores

NOSSO DEUS É UNO E TRINO, PRECISAMENTE PORQUE É AMOR ABSOLUTO, PORQUE É DOM PERFEITO, SEM RESERVAS, SEM CONDIÇÕES: O AMOR COM QUE TODOS SONHAMOS.

“Não há outro amor além do Amor!”, anotava São Josemaria em 1931[6]. A imersão na profundidade do Mistério do Deus Uno e Trino nos leva a ler o mundo e a história sob a sua luz, que é a “luz verdadeira” (Jo 1, 9): como se passássemos de tentar decifrar um texto no escuro a lê-lo em plena luz do sol, e descobríssemos que não estávamos entendendo praticamente nada. “Deus é amor” (1 Jo 4, 16) porque é uma comunhão eterna de três Pessoas, que se entregam reciprocamente, sem reservas: três Pessoas unidas de modo absoluto e eterno por uma relação de dom total e livre de Si. O sentido do mundo e da existência de cada homem repousa nessa liberdade autêntica, essa “corrente trinitária de Amor”[7].

De fato, o Pai gera o Filho dando-lhe tudo o que Ele mesmo é, e não apenas algo que possui. A primeira Pessoa divina é Pai com todo o seu ser, Pai sem limites, de forma que o Filho gerado por Ele não só se parece a Ele, mas também é uma só coisa com Ele: é Deus mesmo em sua eternidade e infinidade. O Filho, Imagem perfeita do Pai, se entrega de novo a Ele, isto é, responde ao dom que recebe dando-se Ele mesmo totalmente ao Pai, como este se entregou. E o Dom que o Pai e o Filho intercambiam entre si eternamente é o Espírito Santo, terceira Pessoa da Trindade. O Espírito Santo é o Amor que une às primeiras duas Pessoas e é Deus, porque é uma só coisa com eles. Assim, nosso Deus é uno e trino, precisamente porque é Amor absoluto, porque é dom perfeito, sem reservas, sem condições: o Amor com que todos sonhamos.

Santo Agostinho, mesmo percebendo a limitação de nossos conceitos, explicou isso de um modo que nos permite vislumbrar esta vida íntima da Trindade. O amor – escreveu em seu tratado sobre a Trindade –, implica sempre a presença de quem ama, de quem é amado e do seu amor[8]. Analogamente, para que possamos falar de dom, deve haver alguém que dá e outro que recebe e também algo que é dado: o dom, o presente. Somente com esta tríade existe Amor. E quando o Amor ou o Dom é infinito, e, portanto, entra no espaço do Mistério de Deus, estes três termos são infinitos e perfeitos. Então o nosso Deus é uno e trino precisamente porque é Amor. Deste Amor sem limites surge e a ele se dirige, “o desejo que todos nós temos de infinito, a saudade do eterno que todos nós sentimos”[9].

DEUS É TODO ELE FELICIDADE QUE QUER SE COMUNICAR, E, POR ISSO, CRIOU TODAS AS COISAS: PARA INTRODUZIR-NOS NA SUA ALEGRIA INFINITA.

Um dos títulos que os cristãos usam para acompanhar o Nome da Trindade é beatíssima: felicíssima. Deus é todo Ele felicidade que quer se comunicar, e, por isso, criou todas as coisas: para introduzir-nos na sua alegria infinita. O mundo em que vivemos, e a existência de cada um, tem sua origem nesse Dom recíproco eterno que é a Vida do Pai, do Filho e do Espírito Santo. O homem existe, pois, na medida em que é amado pelas três Pessoas divinas. E por isso o seu valor é infinito. A partir dessa luz, “parecem-nos admiráveis tanto a origem como o fim da criação, que consistem no amor. Um amor absolutamente desinteressado, porque Deus não tem nenhuma necessidade de nós: somos nós que temos necessidade dEle”[10].

Se o mundo surge do Amor das três Pessoas divinas que transborda, o sentido da vida de quem crê na Trindade é o Amor. E por isso, todo amor verdadeiro remete, em seu núcleo mais íntimo, à Trindade, como explicou recentemente o Papa Francisco, retomando os ensinamentos de são João Paulo II[11]. Dessa forma, a importância fundamental da família para a fé cristã não está ligada somente à dimensão moral ou a considerações sociológicas. A própria relação fecunda dos esposos é uma imagem que leva ao encontro do Mistério da Trindade: “o Deus Trindade é comunhão de amor, e a família é o seu reflexo vivente”[12].

Portanto, o cristão sabe que o primeiro princípio de qualquer coisa não é uma unidade abstrata ou uma ideia universal, mas sim uma comunhão de Pessoas: uma comunhão radiante de felicidade. O que existe de mais verdadeiro na realidade é encontrado nas relações interpessoais. É precisamente aí que o mistério da felicidade começa a se revelar. É nessa profundidade que o sentido da vida assume um papel importante. A amizade, o serviço aos outros, a fraternidade, o amor em todas as suas formas, não são apenas palavras bonitas ou ações positivas sugeridas por um bom coração. O cultivo cuidadoso das relações interpessoais torna-se a ação mais realista e eficaz, o melhor investimento possível: porque o fundamento da realidade é trinitário. O pecado, por contraste, é essencialmente superficial: não vê o que verdadeiramente conta e leva a péssimos investimentos. O pecado se fecha para o outro, descarta-o. Supõe, enfim, uma verdadeira miopia existencial, da que todos necessitamos ser curados. A revelação da Trindade e a fé que se desdobra a partir desse Mistério é colírio para os nossos olhos: fala-nos de como ganhar verdadeiramente na vida e de como conquistar todos para a Vida.

O QUE EXISTE DE MAIS VERDADEIRO NA REALIDADE É ENCONTRADO NAS RELAÇÕES INTERPESSOAIS; É PRECISAMENTE AÍ QUE O MISTÉRIO DA FELICIDADE COMEÇA A SE REVELAR.

O olhar dos santos – que sabem que são pecadores, como todos – se move entre o Céu e a terra, reconhecendo que a verdadeira realização pessoal está no amor e no serviço. É aí que o acesso à realidade mais autêntica se libera. Os próprios gestos de afeto, como os abraços ou de cortesia, como um aperto de mãos, se tornam eco do amor da Trindade, porque significam o desejo ou disponibilidade para sermos um no outro, como as pessoas divinas são uma na outra.

“Quem me viu, viu o Pai”, diz Jesus a Felipe (Jo 14, 9). Quem vê o Filho vê o Pai, porque o Pai está no Filho e o Filho no Pai: são totalmente Amor. Assim é a vida da Trindade, a vida a que Deus nos chama: a própria vida do Pai é dar a sua vida ao Filho. A vida do Filho é agradecer a vida ao Pai. O Espírito Santo é essa Vida para o Outro.

Surge assim outra dimensão da contemplação do mundo sob a luz da Trindade: se o princípio de todas as coisas é o nosso Deus, então o Amor do Pai pelo Filho e do Filho pelo Pai está na origem e no destino da realidade. A Escritura nos permite vislumbrar isso quando o Espírito de Deus paira sobre as águas[13]: o Amor da Trindade abraça o universo. E, de um modo mais explícito, retomando o relato da criação com a luz da encarnação do Verbo, o prólogo do quarto Evangelho diz que “tudo foi feito por Ele”[14]: a Filiação de Cristo se reflete em tudo, e tudo se ordena a Ele[15]. As estrelas distantes, o mar profundo, as montanhas mais altas ou as flores mais belas, todos falam do dom absoluto que o Pai derrama na geração do Filho: tudo é ícone desta relação eterna de amor. Toda a criação fala de Cristo, como afirma a liturgia, parafraseando são Paulo: “Agora se cumpre o desígnio do Pai: fazer de Cristo o coração do mundo”[16].

Daqui nasce a possibilidade de contemplar o mundo e a história, em suas dimensões mais cotidianas e prosaicas, como lugar de encontro com Deus, como tarefa filial confiada ao homem pelo Pai, em Cristo. Sob a luz da Trindade o cristão pode se reconhecer como “sócio” de Deus, como herdeiro em Cristo de todas as coisas, colaborando com Ele para levar tudo ao Pai, com uma profunda gratidão pelo seu dom: sendo todo ele agradecimento. Este é o coração de toda Missa, o ato eucarístico mais autêntico, por meio do qual a criação volta a relacionar-se com sua origem, a Trindade.

Maria e a Trindade

Numa ocasião são Josemaria fez uma confidência: “Procuro chegar à Trindade do Céu por essa outra trindade da terra: Jesus, Maria e José. É como se estivessem mais acessíveis”[17]. O amor das três pessoas da Sagrada Família, as suas relações de dom recíproco, guiava-o na contemplação da Santíssima Trindade: como o rio que busca sua fonte, dos amores até o Amor dos amores.

Nossa Senhora é quem realizou melhor este retorno a Deus, esta restituição em Cristo do mundo à Trindade. A existência de Maria é trinitária. Está completamente transfigurada pelo Amor: Maria recebe seu ser e o entrega de novo ao Pai em Cristo graças ao Espírito Santo, que é o próprio Amor e a cobriu com a sua sombra[18]. Maria é criatura, Maria é uma mulher da Palestina, mas tudo nela está impregnado do Amor, que constitui a relação eterna entre o Pai e o Filho. Assim Ela é Senhora da criação e da história: tudo foi confiado a seu Coração Imaculado, porque ninguém conhece o mundo melhor que ela, ninguém o transforma melhor que ela, por meio do seu diálogo íntimo e familiar com cada pessoa da Trindade. Com Ela, podemos viver “no seio da Trindade (…) adentrarmos no Pai e descobrir novas dimensões que iluminam as situações concretas e as transformam”[19], que levam a “fazer de Cristo o coração do mundo”.

Por: Giulio Maspero

Tradução: Mônica Diez


Leituras para aprofundar

Catecismo da Igreja Católica, nn. 232-267.

João Paulo II, Audiências do19 janeiro ao 26 janeiro 2000

Bento XVI, Ângelus 7 abril 2009

Francisco, Ângelus 22 maio 2016


[1] Bento XVI, Enc. Spe Salvi (30-XI-2007), n. 12.

[2] São Josemaria, anotações de uma reunião familiar, 14/06/1974, (Catequesis en América, 1974, vol. I, 449, AGP, Biblioteca, P04).

[3] São Josemaria, anotações de uma reunião familiar, 9-II-1975 (Catequesis en América, 1975, vol. III, 75, AGP, Biblioteca, P04).

[4] Ibidem.

[5] Francisco, Ex. Ap. Evangelii Gaudium (24-XI-2013), n. 169.

[6] São Josemaria, Caminho, n. 417.

[7] São Josemaria, É Cristo que passa, 85.

[8] Santo Agostinho, De Trinitate, 8.10.14.

[9] Francisco, Audiência, 27-XI-2013

[10] Jean Daniélou, La Trinità e il mistero dell’esistenza, Queriniana, Brescia 1989, 44.

[11] Cfr. Francisco, Ex. Ap. Amoris Laetitia (19-III-2016), n. 63. Cfr. San Juan Pablo II, Angelus, 7-VI-1998.

[12] Francisco, Amoris Laetitia, n. 11.

[13] Cfr. Gen. 1,2.

[14]Jo 1,3.

[15] Cfr. Ef.1,10.

[16]Assim reza a versão italiana da antífona terceira nas vésperas da féria I da IV semana do saltério do Tempo Comum.

[17]São Josemaria, “Consumados en la unidad”, em En diálogo con el Señor, edição crítico-histórica, Rialp, Madri 2017, 422.

[18] Cfr. Lc 1,35.

[19] Francisco, Evangelii Gaudium, n. 283.

Fonte: https://opusdei.org/pt-br/

Novos cenários religiosos

O homem precisa de Deus (Canção Nova)

NOVOS CENÁRIOS RELIGIOSOS

Dom Leomar Antônio Brustolin
Arcebispo de Santa Maria (RS) 

Quando o ser humano decide deixar Deus de lado, sem negá-lo, mas sem lhe dar prioridade na vida, ocorre um deslocamento que atrofia a capacidade de ir além da matéria, do visível e do limite. No fundo, perde a fé, porque não confia em ninguém mais a não ser em si mesmo. Perde, assim, o sentido de quem é. O humano é essencialmente um ser que precisa do outro para ser completo. Precisa das pessoas e precisa de Deus para se realizar plenamente. Ao priorizar o saber, o fazer, e o ter, o homem deixa de se ocupar com o ser, o viver e o crer. É urgente priorizar o ser sobre o fazer. 

Reconhece-se que a síntese entre cristianismo e cultura ocidental se rompeu, mesmo entre os povos mais tradicionais. Percebemos como Jesus Cristo, para muitos em nosso tempo, já não tem significado organizador para as suas vidas. E a crise da fé preocupa, pois “sucede não poucas vezes que os cristãos sintam maior preocupação com as consequências sociais, culturais e políticas da fé do que com a própria fé, considerando esta como um pressuposto óbvio da sua vida diária”. (BENTO XVI.  Porta Fidei.  n.2) 

A realidade alerta para o desafio urgente de passarmos de uma religião de herança social para uma religião de opção pessoal, de uma sociedade unificada pela fé católica para uma sociedade constituída na liberdade democrática e no pluralismo de ideologias, de uma igreja de massa a uma igreja diferenciada e articulada em comunidades de discípulos missionários. 

Numa época de fragmentação é urgente um anúncio integral do Evangelho, para todos os seres humanos e cada ser humano. Essa integralidade, perante a fé e da realidade concebida “aos pedaços”, exige uma ação evangelizadora integrada. 

É preciso crer de forma integral. Reconhecer a fé envolve todo o ser do crente: sua vontade, seu sentimento e seu pensamento. Não poderá ser mero sentimentalismo e tampouco mera explicação racional. A fé em Cristo não aceita fanatismos e nem fundamentalismos, como alguns tentam impor como enfrentamento do pluralismo, do racionalismo e do relativismo. Ser cristão exige radicalidade no seguimento de Jesus. 

O Evangelho não é um projeto, uma doutrina, uma teoria ou ideologia, mas é uma pessoa, o Cristo. Os cristãos não são repetidores de ideias sem vida, mas são testemunhas do Vivente (At 1,8), no qual fizeram a experiência da salvação.

Fonte: https://www.cnbb.org.br/

O Papa: em um mundo de armas e poucos nascimentos, trabalhemos pela dignidade da vida

Encontro do Papa Francisco com os representantes dos Escoteiros Católicos Italianos (Vatican Media)

Francisco recebe em audiência o Movimento Escoteiro Católico Italiano no 70º aniversário de sua fundação e se detém no inverno demográfico, no compromisso de construir uma sociedade justa e pacífica e na proteção do meio ambiente: somos "prisioneiros de estilos de vida e comportamentos que são tão egoisticamente surdos a todo apelo do senso comum quanto tragicamente autodestrutivos", precisamos de um "estilo sóbrio, respeitoso e frugal" como o dos escoteiros.

Vatican News

Na manhã deste sábado (13/04), o Papa Francisco recebeu os Responsáveis pela Associação Nacional de Guias e Escoteiros Católicos Italianos por ocasião do 70° aniversário de fundação. Na ocasião, Francisco comentou os projetos símbolos que o grupo está trabalhando sob o título “Mais vida à vida”, ou seja: um berço térmico para o Centro de Acolhida em Lampedusa, uma carpintaria náutica na Zâmbia e o reflorestamento de um bosque na região italiana de Romagna. Francisco deteve-se em cada um destes pontos com algumas reflexões.

Dramática diminuição da natalidade

Em primeiro lugar, “o berço nos lembra o amor pela vida que nasce. Vivemos em uma época de dramática diminuição da natalidade – continuou o Papa - em que o homem parece ter perdido o gosto de gerar e cuidar dos outros, e talvez até o gosto de viver. Francisco também destacou que “o berço nos fala do cuidado com a vida em todas as fases, especialmente quando o passar dos anos ou a aspereza do caminho tornam a pessoa mais vulnerável e necessitada”. E o fato da doação ser destinada ao Centro de Acolhimento e Primeiros Socorros de Lampedusa, porto onde chegam os migrantes que atravessam o Mediterrâneo, ressalta ainda mais “que o amor pela vida é sempre aberto e universal, desejoso do bem de todos, independentemente da origem ou de qualquer outra condição”.

Transformar dons de Deus em instrumentos do bem

Ao falar sobre a segunda iniciativa, a carpintaria, o Papa recordou que “em um mundo onde se fala tanto - e em demasia - sobre a fabricação de armas para a guerra, isso nos lembra que a nossa vocação nos manda à vocação fundamental do homem de transformar os dons de Deus não em meios de morte, mas em instrumentos do bem, no esforço comum de construir uma sociedade justa e pacífica, onde todos tenham a chance de uma vida digna”.

A exploração irresponsável e míope do planeta

Por fim, depois de lembrar que o respeito, o amor e o contato direto com a natureza são marcas registradas do Escotismo desde suas origens, o Papa destacou que todos os cuidados com a Casa Comum “são valores que precisamos muito hoje, pois nos vemos cada vez mais impotentes diante das consequências da exploração irresponsável e míope do planeta”. Acrescentando em seguida: “Nós, prisioneiros de estilos de vida e comportamentos que são tão egoisticamente surdos a qualquer apelo de bom senso quanto tragicamente autodestrutivos; insensíveis ao clamor de uma terra ferida, bem como à voz de tantos irmãos e irmãs injustamente marginalizados e excluídos de uma distribuição justa de bens. Diante disso, o estilo sóbrio, respeitoso e frugal dos escoteiros é um grande exemplo para todos!”.

Comunidade pronta para acolher

Francisco concluiu o encontro afirmando: “Incentivo a perseverar em sua jornada, semel scout semper scout, como diz seu lema. Continuem sendo uma comunidade aberta e atenta, pronta para acolher, ouvir e acompanhar aqueles que o Senhor coloca em seu caminho, profética ao anunciar com coragem o Evangelho e com vontade de sair de seu próprio círculo para encontrar outras pessoas, especialmente aquelas que habitam as periferias existenciais”.

Fonte: https://www.vaticannews.va/pt/

São Martinho I

São Martinho I (Paulinos)
13 de abril
São Martinho I

O papa Martinho I sabia que as conseqüências das atitudes que tomou contra o imperador Constante II, no século VII, não seriam nada boas. Nessa época, os detentores do poder achavam que podiam interferir na Igreja, como se sua doutrina devesse submissão ao Estado. Martinho defendeu os dogmas cristãos, por isso foi submetido a grandes humilhações e também a degradantes torturas.

Martinho nasceu em Todi, na Toscana, e era padre em Roma quando morreu o papa Teodoro, em 649. Eleito para sucedê-lo, Martinho I passou a dirigir a Igreja com a mão forte da disciplina que o período exigia. Para deixar isso bem claro ao chefe do poder secular de então, assumiu mesmo antes de ter sua eleição referendada pelo imperador.

Um ano antes, Constante II tinha publicado o documento "Tipo", que apoiava as teses hereges do cisma dos monotelistas, os quais negavam a condição humana de Cristo, o que se opõe às principais raízes do cristianismo. Para reafirmar essa posição, o papa convocou, ainda, um grande Concílio, um dos maiores da história da Igreja, na basílica de São João de Latrão, para o qual foram convidados todos os bispos do Ocidente. Ali foram condenadas, definitivamente, todas as teses monotelistas, o que provocou a ira mortal do imperador Constante II.

Ele ordenou a seu representante em Ravena, Olímpio, que prendesse o papa Marinho I. Querendo agradar ao poderoso imperador, Olímpio resolveu ir além das ordens: planejou matar Martinho. Armou um plano com seu escudeiro, que entrou no local de uma missa em que o próprio papa daria a santa comunhão aos fiéis. Na hora de receber a hóstia, o assassino sacou de seu punhal, mas ficou cego no mesmo instante e fugiu apavorado. Impressionado, Olímpio aliou-se a Martinho e projetou uma luta armada contra Constantinopla. Mas o papa perdeu sua defesa militar porque Olímpio morreu em seguida, vitimado pela peste que se alastrava naquela época.

Com o caminho livre, o imperador Constante II ordenou a prisão do papa Martinho I pedindo a sua transferência para que o julgamento se desse em Bósforo, estreito que separa a Europa da Ásia, próximo a Istambul, na Turquia. A viagem tornou-se um verdadeiro suplício, que durou quinze meses e acabou com a saúde do papa. Mesmo assim, ao chegar à cidade, ficou exposto, desnudo, sobre um leito no meio da rua, para ser execrado pela população. Depois, foi mantido incomunicável num fétido e podre calabouço, sem as mínimas condições de higiene e alimentação.

Ao fim do julgamento, o papa Martinho I foi condenado ao exílio na Criméia, sul da Rússia, e levado para lá em março de 655, em outra angustiante e sofrida viagem que durou dois meses. Ele acabou morrendo de fome quatro meses depois, em 16 de setembro daquele ano. Foi o último papa a ser martirizado e sua comemoração foi determinada pelo novo calendário litúrgico da Igreja para o dia 13 de abril.

*Fonte: Pia Sociedade Filhas de São Paulo Paulinas http://www.paulinas.org.br

https://arquisp.org.br/

sexta-feira, 12 de abril de 2024

O apóstolo dos surdos e mudos

São Filipe Smaldone | YouTube

Arquivo 30Dias - 08/2008

O apóstolo dos surdos e mudos

São Filipe Smaldone dedicou toda a sua vida aos surdos e mudos. Uma missão que continua graças às Irmãs Salesianas dos Sagrados Corações. No mundo todo. E de joelhos

por Davide Malacaria

 

Ordem religiosa dedicada à assistência aos surdos e mudos, segundo a vontade de São Filipe Smaldone, sacerdote napolitano que viveu no século passado (1848 –1923), quando esta deficiência era sinónimo de marginalização. Não apenas social. Os surdos e mudos, muitas vezes atribuídos à demência, eram geralmente agrupados com os pagãos por serem considerados incapazes de receber os rudimentos do catecismo. Uma vocação que nasceu por acaso, a de Dom Smaldone, depois de ter testemunhado, na igreja, o choro desconsolado de uma criança nos braços da mãe, sem conseguir acalmá-lo. Uma emoção que o Senhor transforma em caridade ativa. E que logo se espalha para abraçar uma multidão de doentes e, em particular, “os seus” surdos e mudos. Um amor ardente ao Senhor, o de Padre Smaldone, que tem o coração na adoração eucarística, tanto que se vê fundando a Liga Eucarística dos sacerdotes adoradores e, posteriormente, das Senhoras Adoradoras. Mas o seu nome está associado ao nascimento de uma ordem religiosa feminina que ele desejava intensamente: as Irmãs Salesianas dos Sagrados Corações. «Ninguém pode dar o que não tem», explica Irmã Ines De Giorgi, vigária geral da Ordem: «a atenção aos pobres, a quem não tem voz, não pode ser concebida sem uma grande sensibilidade para com o irmão que sofre, sem a visão clara de uma humanidade na qual o rosto de Cristo se torna visível. O itinerário de São Smaldone é um caminho de caridade, de preocupação inteligente e de esperança confiante, que agora continua graças àquelas religiosas que ele mesmo quis criar para apoiar a sua obra”.

A Congregação, com as suas escolas e internatos para surdos e mudos, está presente em toda a Itália, mas especialmente no Sul, onde se desenvolveu a vida e a obra de Padre Smaldone. Trabalho que ainda atrai muitos, principalmente jovens, que ajudam e apoiam. Foi fundada recentemente a Missione Effatà ( www.missioneeffata.it ), uma organização sem fins lucrativos que tem «o objetivo de dar apoio profissional a estas obras e incentivar a arrecadação de oito por mil», explica Giancarlo Fedele que foi o promotor.

Em 1972 a Congregação iniciou sua primeira missão no exterior, no Brasil. Poucas irmãs no início, mas logo um florescimento de institutos, vocações, obras, abrangendo as florestas amazônicas e as cidades mais desenvolvidas e problemáticas do Estado.

Corria o ano de 1987 quando os Salesianos dos Sagrados Corações chegaram à África. Aqui, entre os últimos do mundo, os surdos e mudos, os marginalizados e mal equipados para a sobrevivência diária, representam os últimos dos últimos. No Ruanda, à custa de muitos esforços, nasce uma presença que passa, impotente, pelos horrores do mais terrível genocídio africano. Hoje existem três comunidades a funcionar no pequeno estado africano onde, a par da assistência habitual às crianças com deficiência auditiva, está a ser desenvolvido um itinerário pós-escolar, com cursos de formação, para ajudar as crianças a entrar no mundo do trabalho. Também em África, foram criados institutos no Benim (2007) e, mais recentemente, na Tanzânia.

Aparentemente menos significativa é a presença na Europa Oriental, especificamente na Moldávia, onde as Irmãs Salesianas dos Sagrados Corações colaboram com a Regina Pacis, instituição criada pelo arcebispo de Lecce, Dom Cosmo Ruppi, para acompanhar as crianças de rua. Aqui as religiosas, explica uma de suas publicações, experimentam um novo horizonte porque, “sem constrangimentos de natureza estrutural e de gestão”, são chamadas a viver a “radicalidade evangélica”. Uma condição na qual, acrescentam, «aprendemos, em pequenos passos, a descobrir-nos como Igreja itinerante, Igreja pobre, Igreja de joelhos, aberta a acolher e apresentar o rosto misericordioso de Deus».

Gostamos particularmente desta imagem da Igreja de joelhos. Para ser querido.

Fonte: https://www.30giorni.it/

EM MEMÓRIA DO CARDEAL PAUL JOSEF CORDES

Castel Gandolfo, 28 de dezembro de 1986. Celebração eucarística do Papa São João Paulo II com Monsenhor Cordes, Kiko Argüello, Carmen Hernández e os itinerantes (neocatechumenaleiter)

março 15, 2024

CncMadrid

Agradecidos a Deus por seu precioso ministério na Igreja

Nesta madrugada (15 de março de 2024), o Senhor chamou ao prêmio da vida eterna o Cardeal Paul Josef Cordes. Toda a Igreja, e o Caminho Neocatecumenal em particular, está particularmente agradecida pela obra que ele realizou durante anos em sua vida, acompanhando com seus sábios conselhos o nascimento e o crescimento – com a gradual inserção na Igreja – de tantas associações e realidades eclesiais que depois do Concílio foram florescendo, desempenhando seu ministério como vice-presidente do Pontifício Conselho para os Leigos (1980-1995).

Em 1986 (21 de outubro, com a carta do Secretário de Estado, Cardeal Casaroli), por vontade do Papa João Paulo II, que desejava favorecer uma melhor inserção das Comunidades Neocatecumenais na Igreja e a necessária definição de sua identidade jurídico eclesial, encarregou-o de leva-lo a cabo. Em 1990, São João Paulo II escreveu-lhe a carta Ogniqualvolta , como encarregado ad personam para o Apostolado das Comunidades Neocatecumenais, em que se reconhecia o Caminho Neocatecumenal “como um itinerário de formação católica, válido para a sociedade e para os tempos de hoje”, e onde o Papa desejava que esta obra para a nova evangelização fosse valorizada e ajudada pelos Pastores.

Monsenhor Cordes sempre teve uma especial atenção e afeto pelos iniciadores do Caminho, Kiko Argüello e Carmen Hernández, e os apoiou e animou em seu caminho de crescimento, em todos os momentos de sua história, assistindo e acompanhando os diversos passos que levaram o Caminho Neocatecumenal a ser aprovado “como uma modalidade diocesana da iniciação cristã e da educação permanente da fé” (Estatutos, Art. 1,2) e a ser reconhecido pela Congregação para a Doutrina da Fé todos os textos das catequeses como “Diretório Catequético”

Em todos estes longos anos de história, em todo este caminho, o Cardeal Cordes não somente esteve próximo, mas sempre foi amigo e válido apoio para os Iniciadores e para todas as Comunidade Neocatecumenais, que tanto lhe devem a seu trabalho, como também muitos Pastores a quem ele animou para que ajudassem e potencializassem esta obra pelo bem da Igreja.

Particularmente, recordamos a publicação de seu livro: “Participação ativa na Eucaristia. A actuosa participatio em pequenas comunidades” em defesa da Eucaristia celebrada em pequenas comunidades, que tanto defendiam Kiko e Carmen.

É com gratidão que recordamos o que o próprio Papa Bento XVI escreveu-lhe em uma carta com motivo de seu 75º aniversário:

“Com valentia e criatividade ao princípio de sua atividade romana, abriu novos caminhos para conduzir os jovens a Cristo… Também contribuiu na origem e no crescimento das Jornadas Mundiais da Juventude. Particularmente característico de seu impulso pastoral está e segue estando seu compromisso com os “movimentos”: o Movimento Carismático, a Comunhão e Libertação e o Caminho Neocatecumenal têm muitos motivos para lhe agradecer. Ainda que os organizadores e planejadores da Igreja, a princípio, tivessem muitas reservas sobre os movimentos, tu sentiste imediatamente a vida que ali estava surgindo: a força do Espírito Santo que abre novos caminhos e de um modo imprevisível mantém a Igreja sempre jovem. Tu reconheceste o caráter pentecostal desses movimentos e se comprometeu apaixonadamente para obter que fossem acolhidos pelos pastores da Igreja.

Confiamos às orações de todos os irmãos esta grata memória do Cardeal Cordes para que peçam ao Senhor que acolha em seu Reino este “servo bom e fiel” (Mt 25,21)

Kiko Argüello, P. Mario Pezzi y María Ascensión Romero

Fonte: https://neocatechumenaleiter.org/pt-br

O lugar exato onde o Cristianismo começou na América

Matt Gush | Obturador
Majo Frias publicado em 11/04/24
Você já se perguntou onde começou a prática da fé cristã no continente americano e como eram as primeiras igrejas católicas naquela época? Conheça o primeiro edifício religioso do continente, semente de evangelização.

Entre 1523 e 1524 os franciscanos construíram uma pequena ermida que hoje é conhecida como o berço da evangelização espanhola na América e a semente de uma fé que continua a crescer no continente.

A Ermida do Rosário está localizada em La Antigua, Veracruz, México, onde foi estabelecido o primeiro assentamento fundado por espanhóis. Esta cidade, anteriormente chamada de Huitzilapan, era o porto de comunicação com o exterior; Portanto, pretendia-se que os viajantes se entregassem a Deus neste espaço antes de entrarem nas terras indígenas.

Amostra e testemunho da mistura de culturas

Interior atual do Hermitage

Foi o Irmão Martín de Valencia quem liderou a construção da ermida, encomendada por Cortés para celebrar missas e dedicada ao Apóstolo Santiago. Este pequeno edifício, de apenas 20 metros de altura e cinco metros de largura, testemunha não só o nascimento da fé católica no México e na América, mas também a união e mistura de duas culturas.

Fray Martín de Valencia, os 11 missionários que estavam a seu cargo e os indígenas Totonac construíram o recinto com arquitetura espanhola e uma cola feita pelos indígenas locais, feita com lodo de caracol, cacto, água do mar, cal calcinada e mel de abelha.

Este foi o primeiro local onde os indígenas puderam participar do culto católico e, por sua vez, foi o espaço onde os frades aprenderam as línguas locais.

Vista aérea da Ermita del Rosario em La Antigua, Veracruz

Depois de algum tempo, foi dedicado a Cristo do Calvário e, posteriormente, à Virgem do Rosário, daí o seu nome atual. Em 1604 foi remodelado e ampliado, e em 1965 foram acrescentados três sinos representando a Santíssima Trindade. No átrio você pode ver as Via Sacra feitas em Talavera.

Atualmente ainda está em uso, por isso ainda é possível assistir à missa dominical nesta pequena ermida.

Uma semente fértil

“Há o início do cristianismo, chegaram Cortés e os famosos doze (missionários)”, descreveu Omar Ruiz Gordillo, antropólogo do Instituto Nacional de Antropologia e História (INAH) para o Los Angeles Times.

É surpreendente pensar que o cristianismo começou no novo continente num espaço de cinco metros de largura e que, atualmente, 97,9 milhões de mexicanos se declaram católicos ( Censo de População e Habitação 2020, INEGI). Enquanto a América é o continente ao qual pertence quase metade dos católicos do mundo (48%, segundo o Anuário Pontifício 2022, o que corresponde a 652,8 milhões de pessoas).

Descubra quais são as igrejas mais antigas da América:


Fonte: https://es.aleteia.org/

Pe. Manuel Pérez Candela

Pe. Manuel Pérez Candela
Pároco da Paróquia Nossa Senhora da Imaculada Conceição - Sobradinho/DF