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segunda-feira, 30 de abril de 2018

Hoje é celebrado São Pio V, o pastor que liderou a Igreja com auxílio de Maria

REDAÇÃO CENTRAL, 30 Abr. 18 / 05:00 am (ACI).- O dia 30 de abril é festa de São Pio V, um pobre pastor que chegou a ser Sumo Pontífice, renovou o clero e a liturgia da Missa e salvou a Igreja e a Europa da invasão muçulmana na famosa batalha de Lepanto, com o auxílio da Virgem do Rosário.

Antonio Chislieri (São Pio V) nasceu em Bosco (Itália), em 1504. Tinha que cuidar das ovelhas no campo, porque seus pais eram muito pobres. Na adolescência, uma família generosa custeou seus estudos ao ver que seu filho, também chamado Antonio, se comportava melhor desde que tinha se tornado amigo do santo.
Assim, pôde estudar com os dominicanos e chegou a ser religioso dessa comunidade. Pouco a pouco, foi designado para cargos importantes até que o próprio Papa o nomeou Bispo e, em seguida, encarregado da associação que defendia a fé na Itália.
O santo percorria a pé os povoados, alertando os fiéis dos erros dos evangélicos e luteranos. Muitas vezes, quiseram matá-lo, mas seguiu anunciando a verdade. O Papa o nomeou Cardeal e o encarregou para dirigir a Igreja em defesa da reta doutrina.
Quando o Papa Pio IV morreu, São Carlos Borromeo disse aos Cardeais que o mais apropriado para o ministério era o Cardeal Antonio Chislieri, por isso, foi eleito e tomou o nome de Pio V.
São Pio V pediu que o que se ia gastar no banquete aos políticos e militares fosse empregado em ajudas para os pobres e enfermos. Um dia, viu na rua seu amigo Antonio, cuja família pagou seus estudos, nomeou-o governador do quartel do Papa e as pessoas admiraram ainda mais o Santo Padre ao saber de seu humilde passado.
O Pontífice tinha grande devoção à Eucaristia, à Virgem e à recitação do Rosário, que recomendava a todos. Nas procissões do Santíssimo Sacramento, percorria as ruas de Roma a pé e com grande piedade e devoção.
Ordenou que bispos e párocos vivessem no local para onde tinham sido nomeados, a fim de que não descuidassem dos fiéis. Publicou um novo missal e uma nova edição da Liturgia das Horas, bem como um novo catecismo.
Nessa época, os muçulmanos ameaçaram invadir a Europa e acabar com a religião católica. Saíam da Turquia, arrasando as populações católicas e anunciando que a Basílica de São Pedro seria o estábulo para os seus cavalos. Nenhum rei queria enfrentá-los.
O Papa buscou a ajuda de líderes europeus e organizou um grande exército com barcos. Ele pediu que todos os combatentes fossem à batalha confessados e tendo comungado na Missa. Enquanto iam combater, o Pontífice e os fiéis romanos percorriam as ruas descalços rezando o Rosário.
Os muçulmanos eram superiores e se encontraram com o exército católico no golfo de Lepanto, perto da Grécia. Os líderes cristãos fizeram com que os soldados rezassem o rosário antes de iniciar a batalha em 7 de outubro de 1571.
O combate começou com vento contrário para os católicos até que, de um momento para o outro, mudou de direção. Então, os cristãos se lançaram ao ataque e obrigaram os muçulmanos a recuar.
São Pio, sem ter recebido notícias do que aconteceu, olhou pela janela e disse aos Cardeais: “Vamos nos dedicar a dar graças a Deus e à Virgem Santíssima, porque conseguimos a vitória”.
O Papa, como agradecimento, mandou que a cada 7 de outubro fosse celebrada a festa de Nossa Senhora do Rosário e que nas ladainhas fosse incluída “Maria, Auxílio dos Cristãos, rogai por nós” (algo que foi propagado por São João Bosco, séculos depois).
Partiu para a casa do Pai em 1º de maio de 1572, aos 68 anos.
ACI Digital

domingo, 29 de abril de 2018

Hoje é celebrada Santa Catarina de Sena: de analfabeta a Doutora da Igreja

REDAÇÃO CENTRAL, 29 Abr. 18 / 05:00 am (ACI).- “Se formos o que devemos ser, incendiaremos o mundo”, dizia Santa Catarina de Sena, Doutora da Igreja, grande defensora do Papado e proclamada copadroeira da Europa por São João Paulo II, cuja festa é celebrada neste dia 29 de abril.

Era uma jovem corajosa, filha de humildes artesãos, analfabeta, e que vestiu o hábito da Ordem Terceira de São Domingos.
Santa Catarina nasceu em Sena (Itália), em 1347, em uma família de pais piedosos. Gostava muito da oração, das coisas de Deus, e aos sete anos fez um voto particular de virgindade. Mais tarde, sua família tentou persuadi-la a se casar, mas ela se manteve firme e serviu generosamente aos pobres e doentes.
Aos 18 anos, recebeu o hábito da Ordem Terceira de São Domingos, vivendo a espiritualidade dominicana no mundo secular e sendo a primeira mulher solteira a ser admitida. Teve que superar muitas tentações do diabo que procurou fazer com que desistisse, mas ela seguia confiando em Deus.
Em 1366, Santa Catarina viveu um “casamento místico”. Ela estava em seu quarto rezando quando viu Cristo acompanhado por sua Mãe e um cortejo celeste.
A Virgem pegou a mão de Catarina e a levou até Cristo, que lhe deu um anel, desposou-a consigo e manifestou que ela estava sustentada por uma fé que podia superar todas as tentações. Depois disso, apenas Catarina podia ver o anel.
Naquele tempo, surgiu uma peste e a santa sempre se manteve com os doentes, preparava-os para a morte e chegou até mesmo a enterrá-los com suas próprias mãos. Além disso, tinha o dom de reconciliar até os piores inimigos, mais com suas orações a Deus do que com suas palavras.
Nesta época, os Papas viviam em Avignon (França) e os romanos se queixavam de terem sido abandonados pelos seus Bispos, ameaçando realizar um cisma.
Gregório XI fez um voto secreto a Deus de regressar a Roma e, ao consultar Santa Catarina, ela lhe disse: “Cumpra com sua promessa feita a Deus”. O Pontífice ficou surpreso porque não tinha contado a ninguém sobre o voto e, mais tarde, o Santo Padre cumpriu sua promessa e voltou para a Cidade Eterna.
Posteriormente, no pontificado de Urbano VI, os cardeais se distanciaram do Papa por seu temperamento e declararam nula sua eleição, designando Clemente VII, que foi residir em Avignon. Santa Catarina enviou cartas aos cardeais pressionando-os a reconhecer o autêntico Pontífice.
“Embora fosse filha de artesãos e analfabeta por não ter estudos nem instrução, compreendeu, no entanto, as necessidades do mundo do seu tempo com tal inteligência que superou muito os limites do lugar onde viveu, ao ponto de estender a sua ação para toda a sociedade dos homens; não havia maneira de parar a sua coragem nem o seu anseio pela salvação das almas”, escreveu ela de João Paulo II em 1980 para o sexto centenário de sua morte.
A santa também escreveu a Urbano VI, exortando-o a levar com temperança e alegria os problemas, controlando o temperamento. Santa Catarina foi a Roma, a pedido do Papa, que seguiu suas instruções. Também escreveu aos reis da França e Hungria para que deixassem o cisma.
Em outra ocasião, Jesus voltou a aparecer a ela e lhe mostrou duas coroas, uma de ouro e outra de espinhos, para escolher. Ela disse: “Eu gostaria, ó Senhor, viver aqui sempre conforme a tua paixão e encontrar na dor e no sofrimento meu repouso e deleite”. Em seguida, tomou a coroa de espinhos e colocou na cabeça.
Santa Catarina morreu no dia 29 de abril de 1380 em Roma, com apenas 33 anos, de um súbito ataque. O Papa Paulo VI a nomeou Doutora da Igreja em 1970 e foi proclamada copadroeira da Europa por São João Paulo II em 1999, ao lado de Santa Brígida da Suécia e Santa Teresa Benedita da Cruz.
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sábado, 28 de abril de 2018

5º Domingo da Páscoa: Permanecei em Mim!

+ Sergio da Rocha
Cardeal Arcebispo de Brasília
As palavras de Jesus narradas pelo Evangelho (Jo 15,1-8) deste domingo da Páscoa se situam no contexto da ceia de despedida, na véspera de sua morte na cruz.
Jesus utiliza a rica imagem da videira, dos ramos e dos frutos, conhecida do Antigo Testamento.  A videira ou a vinha eram símbolos do Povo de Deus, que não tinha produzido os frutos esperados. Jesus é a verdadeira videira, da qual somos os ramos, formando o novo Povo de Deus. Para produzir frutos, os ramos necessitam estar sempre unidos a videira. “Permanecei em mim”, repete Jesus. A unidade é condição para produzir frutos. Sem estar unido a videira, o ramo seca. A divisão, os conflitos e o isolamento provocam esterilidade.
Quais são os frutos que Deus espera de nós? A primeira Carta de João (1 Jo 3,18-24) ressalta que é preciso crer em Jesus e amar “de acordo com o mandamento que ele nos deu”. A fé em Cristo e o amor ao próximo são atitudes que expressam a união com Cristo e a comunhão entre os ramos da videira. Num mundo marcado por tantas divisões e conflitos, o testemunho de comunhão se torna ainda mais necessário. Torna-se, cada vez mais, uma exigência indispensável da evangelização, para que o mundo  creia, conforme a palavra de Jesus, suplicando ao Pai a unidade para todos os que nele crerem.
Para enfrentar os muitos desafios que passamos, necessitamos caminhar unidos, valorizando a Igreja e dela participando. Os Atos dos Apóstolos (At. 9,26-31) testemunha o esforço de Paulo em procurar a comunidade de Jerusalém. Ele “procurava juntar-se aos discípulos” (v. 26). Após a sua conversão, Paulo foi acolhido na comunidade dos discípulos, em Damasco, contando com a ajuda de Ananias. Na passagem narrada na primeira leitura, ao chegar em Jerusalém, ele teve a ajuda de Barnabé para ser acolhido fraternalmente na comunidade, superando a desconfiança inicial motivada pelo seu passado de perseguidor dos cristãos.
Hoje, necessitamos cada vez mais de comunidades acolhedoras, que testemunham a fé através da vivência do mandamento do amor dado por Jesus, que é condição para ser reconhecido como seus discípulos: “nisto todos reconhecerão que sois meus discípulos, se tiverdes amor uns aos outros” (Jo 13,35).
Contando com a graça de Deus e participando da vida da comunidade, vamos crescendo sempre mais no testemunho da fé e do amor ao próximo, ajudando outros irmãos a permanecerem unidos a Cristo para produzir frutos dignos da vida cristã. Sejamos discípulos missionários que testemunham corajosamente a alegria de permanecer unidos a Cristo e aos irmãos!
Arquidiocese de Brasília

Hoje é a festa de Santa Gianna, padroeira das mães, médicos e crianças por nascer

REDAÇÃO CENTRAL, 28 Abr. 18 / 06:00 am (ACI).- Neste dia 28 de abril, a Igreja celebra Santa Gianna Beretta Molla, padroeira das mães, dos médicos e das crianças por nascer, a quem o Beato Paulo VI descreveu como “uma mãe que, para dar à luz seu bebê, sacrificou a sua própria vida em uma imolação deliberada”.

Gianna Beretta nasceu em 1922 em Magenta, na província de Milão. Desde pequena, acompanhava sua mãe à Missa todos os dias. Aos 15 anos, depois de um retiro segundo o método de Santo Inácio de Loyola, tomou o propósito de “mil vezes morrer a cometer um pecado mortal”.
Foi muito devota da Virgem, tanto que, quando sua mãe morreu, disse a Maria: “Confio em vós, doce Mãe, e tenho a certeza de que nunca me abandonará”. Costumava falar da Mãe de Deus em seus encontros com as meninas da Ação Católica e nas cartas ao seu noivo que logo se tornou seu marido.
Formou-se em medicina e com um firme propósito: “Não esqueçamos que no corpo de nosso paciente existe uma alma imortal. Sejamos honestos e médicos de fé”. Por isso, incentivava as grávidas a terem seus filhos como um presente de Deus e a recusar o aborto.
Depois de discernir, viu que Deus a chamava para a vida matrimonial e teve com seu marido três filhos. No começo da quarta gravidez, tinha que passar por uma cirurgia por causa de um tumor localizado no útero, mas pediu que se preocupassem com a vida do bebê.
A santa recusou se submeter ao aborto “terapêutico” que os médicos propunham e a extirpação do fibroma. Optou por não recorrer a esta prática.
Sofreu uma intervenção cirúrgica e conseguiram salvar o bebê. Meses depois, antes do parto, afirmou: “Se tiverem que escolher entre minha vida e a da criança, não tenham dúvida; escolham – exijo-o – a sua. Salvem-na”.
Deu à luz sua filha em 21 de abril de 1962. Entretanto, Santa Gianna não se recuperou e, em 28 de abril, com fortes dores e repetindo “Jesus, te amo; Jesus te amo”, partiu para a Casa do pai aos 39 anos. Foi canonizada por São João Paulo II em 2004.
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Hoje é celebrado São Luís Maria Grignion de Montfort, o “escravo de Maria”

REDAÇÃO CENTRAL, 28 Abr. 18 / 05:00 am (ACI).- “A quem Deus quer fazer muito santo, o faz muito devoto da Virgem Maria”, disse São Luís de Montfort, o “escravo de Maria” que propagou a devoção à Virgem, motivo o que levou a sofrer muito. São João Paulo II fez de sua frase mariana “Totus Tuus” (Todo teu) o lema de seu pontificado.

São Luís nasceu em Montfort (França), em 31 de janeiro de 1673. Era muito tímido, preferia a solidão e tinha grande devoção pela Eucaristia e pela Virgem Maria. Para ir à Missa, tinha que caminhar duas milhas até a Igreja. Quando estudou com os jesuítas, visitava o templo antes e depois da escola.
Aos 20 anos, sentiu-se chamado ao sacerdócio. No seminário de Paris, o bibliotecário o autorizou a ler muitos livros da Virgem Maria e, como velador de morto, compreendeu que tudo neste mundo era vão e temporário.
Os superiores não sabiam se o tratavam como um santo ou como um fanático e, pensando mal dele, o mortificavam, humilhavam e insultavam na frente de todos. Era incompreendido por seus companheiros, que riam de Luís e o rejeitavam. Mas o santo se manteve firme na paciência como participação da cruz de Cristo.
Aos 27 anos, foi ordenado sacerdote, escolhendo como lema: “ser escravo de Maria”. Os superiores, sem saber o que fazer com ele, negaram-lhe que atendesse confissões e fizesse pregações, mantendo-o com ofícios menores.
Mais tarde, foi enviado a um povoado para ensinar catequeses às crianças e, em seguida, nomeado capelão do Hospital de Poitiers, asilo para pobres e marginalizados. Sua simplicidade e naturalidade para servir aos necessitados e os ensinamentos marianos que propagava fizeram com que fosse visto como um perigo.
Quando retornou à Paris, lançaram falso testemunho contra ele, seus amigos mais próximos o rejeitaram e o Bispo mandou que não falasse mais. Logo compreenderia a razão dos ataques à doutrina mariana que propagava: o demônio se aborrecia.
São Luís recorreu ao Papa Clemente XI para saber se estava errado em seus ensinamentos. O Pontífice o recebeu e lhe deu o título de Missionário Apostólico.
Desta forma, realizou centenas de missões e retiros que se caracterizaram pela recitação do Santo Rosário, procissões e cânticos à Virgem, incentivando a retornar aos sacramentos. “A Jesus por Maria” era a sua proposta.
Neste contexto, também foi perseguido pelos hereges jansenistas, os quais diziam que não se devia receber os sacramentos quase nunca porque ninguém é digno.
Fundou as congregações “Filhas da Sabedoria” e “Missionários Montfortianos (Companhia de Maria)”.
Escreveu o “Tratado da Verdadeira Devoção à Santíssima Virgem”. Alguns pensadores católicos chegaram a considerar esta obra como um exagero culto da Mãe de Deus, mas a Igreja não encontrou nenhum erro.
São Luís partiu para a Casa do Pai em 28 de abril de 1716, com apenas 43 anos. Foi enterrado na Igreja de Saint-Laurent. Passados 43 anos, a Beata Maria Luísa de Jesus, a primeira das “Filhas da Sabedoria”, morreu no mesmo dia, hora e local que São Luís. Foi, então, enterrada ao lado dele.
Séculos mais tarde, São João Paulo II o tomou como referência em sua encíclica “Redemptoris Mater” e visitou o túmulo de São Luís. Ali, ao lado da tumba, sofreu um atentado, pois plantaram uma bomba que foi descoberta pelos seguranças. Providencialmente, nada deteve o Papa de honrar o santo que tanto amava.
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quinta-feira, 26 de abril de 2018

Hoje a Igreja celebra os Papas Santo Anacleto e São Marcelino

REDAÇÃO CENTRAL, 26 Abr. 18 / 05:00 am (ACI).- Com uma só menção, a Igreja celebra em 26 de abril estes dois santos que têm em comum apenas o fato de terem sido Sumos Pontífices, pois suas vidas e histórias estão separadas por mais de dois séculos.

Santo Anacleto foi o terceiro Papa da Igreja, depois de São Pedro e de São Lino. É referido em diversos escritos como Cleto, Anacleto ou Anencleto, mas sempre se trata da mesma pessoa.
São Pedro o conheceu, batizou e ordenou sacerdote na igreja de Roma. Ele e seu predecessor Lino foram os principais discípulos do primeiro Papa.
Segundo o Liber Pontificalis ou Livro dos Papas, “Cleto” ocupou a cátedra de São Pedro durante os impérios de Vespasiano e Tito. Ocupou-se dos necessitados com esmolas, incentivou os primeiros cristãos que eram perseguidos e ordenou um determinado número de sacerdotes.
Sob o mandato do imperador Domiciano, foi capturado e martirizado por volta do ano 90. Seu corpo é conservado na igreja de São Pedro, no Vaticano.
Por outro lado, São Marcelino, que foi eleito Papa em 30 de junho de 296, teve seu Pontificado durante a última e talvez a maior perseguição realizada pelo imperador Diocleciano.
Esta perseguição, cujos severos editos contra os cristãos foram executados pelo augusto e co-imperador Maximiano Hercúleo, causou a maior confusão na Igreja romana depois do ano 303. Marcelino morreu em 304, muito provavelmente, de morte natural.
Nenhuma fonte confiável dos séculos IV e V o mencionam como mártir. Seu corpo foi sepultado na Catacumba de Priscila na Via Salaria.
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quarta-feira, 25 de abril de 2018

Hoje é celebrado São Marcos Evangelista, o leão alado

REDAÇÃO CENTRAL, 25 Abr. 18 / 05:00 am (ACI).- Neste dia 25 de abril, a IgrejaCatólica celebra a festa de São Marcos Evangelista, discípulo de São Pedro e autor do segundo evangelho do Novo Testamento. Seu símbolo é o leão alado por sua relação com o Apocalipse e São João Batista.

São Marcos era judeu de origem e de uma família tão cristã que sempre acolheu aos primeiros cristãos em sua casa.
Acompanhou Paulo e Barnabé, seu primo, à Antioquia na primeira viagem missionária. Também foi com Pedro a Roma.
São Marcos se separou deles em Perga e retornou para sua casa. Mais tarde, Paulo se recusou a aceitar Marcos. Barnabé rompeu a associação missionária com São Paulo e foi para Chipre com seu primo. Anos depois, São Marcos e São Paulo se juntariam em outra viagem missionária.
Sobre seu Evangelho, São Marcos o escreveu em grego, aparentemente, para um público cristão. A data em que ele escreveu é debatida, mas talvez tenha sido na década de 60 a 70 depois de Cristo.
O evangelista foi a Roma com São Pedro, apóstolo que se dirigiria a São Marcos como “meu filho”. Marcos estabeleceu a Igreja em Alexandria, onde fundou sua famosa escola cristã.
Foi martirizado aproximadamente em 25 abril de 68 em Alexandria. Suas relíquias descansam na Catedral de Veneza.
São Marcos é retratado como um leão alado em relação a um dos quatro seres viventes do Apocalipse. Alguns consideram que isso é porque o Evangelho de Marcos começa com João Batista clamando no deserto, como um leão que ruge.
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Bispo de Formosa afirma inocência e diz ter sido acusado sem provas

Dom José Ronaldo / Foto: Diocese de Formosa
GOIÂNIA, 24 Abr. 18 / 11:30 am (ACI).- Após passar um mês preso acusado do desvio de R$ 2 milhões de recursos das paróquias da Diocese de Formosa (GO), Dom José Ronaldo Ribeiro declarou que ele e demais sacerdotes detidos foram vítimas de um plano para os desmoralizar, sendo “acusados sem provas”.
“Fomos massacrados, acusados sem provas, com um método de condenar, prender e apurar”, declarou o Prelado em uma entrevista a ‘O Estado de S. Paulo’.
Dom José Ronaldo e outros 5 sacerdotes da Diocese de Formosa foram presos em 19 de março na Operação Caifás, deflagrada pelo Ministério Público de Goiás, acusados de desviar R$2 milhões e usar dinheiro das paróquias para a compra de uma fazenda de gado e uma casa lotérica.
O Prelado permaneceu cerca de um mês na prisão, tendo sido liberado na última semana, após a concessão do habeas corpus em 17 de março pelo Tribunal de Justiça de Goiás. Após ser solto, seguiu para a residência episcopal de Formosa, em vez de seguir conselhos para que se hospedasse na Casa do Clero, para padres idosos e doentes.
“Vim para cá, porque esta é minha morada. Eu ainda sou o bispo de Formosa, embora afastado”, afirmou.
Segundo Dom José Ronaldo, ele foi vítima de um plano arquitetado para o “desmoralizar e tirar do governo da Diocese”.
“É um grupo bem articulado com um plano e, nesse plano, vi claramente que usaram o anonimato e abriram quatro frentes para nos denegrir, nos desmoralizar: a mídia, redes sociais, Ministério Público e Nunciatura”, citou.
O Bispo assinalou que tal grupo teria armado “esse esquema há anos”, desde sua passagem pela Diocese de Janaúba (MG), de onde foi transferido para Formosa, em 2014. Além disso, indicou que na Diocese mineira, a armação teve início depois que ele acolheu ex-dependentes de drogas dos quais cuidava no trabalho pastoral, tendo ficado com sua conta negativa para ajudá-los.
“Lá (Janaúba), fui vítima de uma situação semelhante. Quando fui nomeado Bispo de Formosa, alguns padres e leigos foram às redes sociais e acessaram essa mesma campanha que fizeram contra mim lá. Então, eles já tinham uma ideia pré-concebida a meu respeito”, afirmou o Bispo em vídeo publicado por ‘O Estado de S. Paulo’.
Dom Ronaldo assinalou que este grupo que o acusa é formado também por sacerdotes de Formosa “que estavam acostumados a estar na liderança de tudo aqui na Diocese”, mas que, com sua chegada, não foram privilegiados em “posições de destaque na Diocese”, o que teria gerado “uma insatisfação”.
“Inclusive os nomes deles estão arrolados como testemunhas de acusações, pelo menos uns oito estão ali identificados e são os que sempre fizeram oposição a mim, ao meu governo pastoral”, declarou no vídeo.
De acordo com o Bispo, estes sacerdotes se opuseram a ele e ficaram insatisfeitos ao ver que, “apesar da oposição que estavam fazendo, estava avançando”.
Em relação às acusações de desvio de recursos, Dom José Ronaldo disse: “Sou inocente, tenho certeza de que nada fiz de errado”. Além disso, afirmou que a compra da fazenda de criação de gado e da lotérica foi feita por Padre Moacyr Santa, com recursos próprios, o que não caracteriza crime.
Quanto à situação da Diocese de Formosa, por enquanto, segue sob o governo do administrador apostólico nomeado pelo Papa Francisco em 21 de março, o Arcebispo de Uberaba (MG), Dom Paulo Mendes Peixoto.
Recentemente, durante a 56ª Assembleia Geral dos Bispos do Brasil, Dom Paulo falou com a imprensa sobre a situação da Diocese de Formosa, ressaltando que a visita apostólica já estava decidida antes da prisão de Dom José e dos padres, devido a queixas levadas à nunciatura, e que a existência da mesma não significa que a Santa Sé já tenha feito um juízo antecipado dos fatos ou dos envolvidos.
Na mesma ocasião, o Bispo Auxiliar de Brasília (DF), Dom José Aparecido, perito em Direito Canônico, afirmou que vão acompanhar e averiguar fatos pastorais para que a Santa Sé tome conhecimento e dê as orientações necessárias.
Por sua vez, Dom José Ronaldo, que fica afastado do governo diocesano até uma decisão final sobre o caso, assinalou que, se o Papa permitir, pretende retomar suas funções, embora admita reavaliar a intenção.
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segunda-feira, 23 de abril de 2018

Hoje é celebrado São Jorge, o santo do Papa Francisco

REDAÇÃO CENTRAL, 23 Abr. 18 / 05:00 am (ACI).- Neste dia 23 de abril, a Igrejacelebra a festa de São Jorge, o santo do Papa Francisco, Jorge Mario Bergoglio, que é também padroeiro de Armas de Cavalaria do Exército da Argentina, país natal do Santo Padre. No Brasil, o santo é padroeiro do estado do Rio de Janeiro.

São Jorge viveu nos primeiros séculos da Cristandade. Nasceu em Lydda, Palestina, a terra de Jesus, filho de um agricultor muito estimado. Ingressou no exército e foi capitão.
Quando o santo chegou a uma cidade do Oriente, encontrou-se com um terrível crocodilo (ou dragão, ou tubarão), que devorava as pessoas e ninguém se atrevia a enfrentá-lo. São Jorge o fez e venceu.
Cheios de admiração e de emoção por ocorrido, os moradores escutaram atentamente quando o santo lhes falou sobre Jesus Cristo e muitos deles se converteram ao cristianismo.
Nessa época, o imperador Diocleciano mandou todos adorarem ídolos ou deuses falsos e proibiu adorar Jesus Cristo. O santo declarou que ele nunca deixaria de adorar Cristo e que jamais adoraria ídolos.
Essa recusa fez com que o imperador o condenasse à morte. No momento do martírio, levaram-no ao templo dos ídolos para ver se os adorava, mas diante da sua presença, várias estátuas de falsos deuses caíram no chão e se despedaçaram.
O santo foi martirizado e, enquanto o açoitavam, lembrava-se dos açoites que deram em Jesus e não abria a boca. Sofreu os castigos em silêncio.
As pessoas, ao vê-los, diziam que era corajoso e que “verdadeiramente vale a pena ser seguidor de Cristo”. Antes de morrer, o santo disse: “Senhor, em Tuas mãos entrego a minha alma”.
Quando escutou que lhe cortariam a cabeça, alegrou-se, porque tinha muito desejo de ir ao céu e estar com o Senhor. O santo sempre estava em oração.
São Jorge também é padroeiro da Inglaterra e dos escoteiros.
Geralmente, o santo é representado sobre um cavalo, com traje militar da época medieval, com uma palma, uma lança e um escudo, que tem uma bandeira branca com uma cruz vermelha, cujos braços vão às extremidades.
Este escudo pode ser visto em quadros e outras representações e a adaptação do mesmo está na bandeira da Inglaterra, da Geórgia, entre outras.
O santo é protetor dos soldados, agricultores, arqueiros, escoteiros, ferreiros, prisioneiros, entre outros. Também é conhecido como protetor dos animais domésticos.
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Papa Francisco completa 45 anos como jesuíta

Sacerdote jesuíta Jorge Mario Bergoglio (hoje Papa Francisco) / Foto: Companhia de Jesus (Argentina)
REDAÇÃO CENTRAL, 22 Abr. 18 / 06:00 am (ACI).- O Papa Francisco comemora neste dia 22 de abril 45 anos de profissão religiosa. Em 22 de abril de 1973, Jorge Mario Bergoglio fez sua profissão perpétua na Companhia de Jesus, aos 36 anos de idade anos.
O primeiro Papa latino-americano da história foi ordenado em dezembro de 1969 e depois continuou sua formação na Espanha entre 1970 e 1971. Dois anos mais tarde, realizou sua profissão perpétua como jesuíta.
Entre os anos 1972 e 1973, foi professor de noviços na Argentina, na localidade portenha de San Miguel, onde também atuou como professor da Faculdade de Teologia, consultor provincial da Ordem e Decano do Colégio. Em 31 de julho daquele ano, foi eleito Provincial dos jesuítas na Argentina. Tinha então 37 anos.
O dia 22 de abril é uma data clássica em que os jesuítas professam seus últimos votos religiosos, ao final de um longo período de formação religiosa. Nesse dia, em 1542, Santo Inácio de Loyola – fundador da Companhia de Jesus – e seus primeiros companheiros fizeram a profissão solene em Roma, depois da aprovação do Papa Paulo III da nova ordem nascente.
Santo Inácio de Loyola e seus companheiros fizeram sua profissão diante de uma imagem da Virgem Maria, na Basílica de São Paulo Extramuros de Roma, naquele tempo era a Basílica Papal, pois São Pedro ainda estava sendo construída.
O Papa Francisco rezou diante dessa mesma imagem no final da Missadurante sua primeira visita à Basílica, em 14 de abril de 2013, uma semana depois de ter tomado posse como Bispo da diocese de Roma.
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Virgem Santa Maria, Mãe da Companhia de Jesus

REDAÇÃO CENTRAL, 22 Abr. 18 / 05:00 am (ACI).- Desde 22 de abril de 1541, celebra-se todos os anos a festa da Mãe da Companhia de Jesus, dia em que os primeiros jesuítas fizeram os votos solenes diante da imagem da Virgem Santa Maria, na Basílica romana de São Paulo Extramuros.

Santo Inácio narrou toda a experiência: “Quando chegamos a São Paulo, os seis nos confessamos, uns aos outros. Decidiu-se que Íñigo dissesse missa na igreja, e que os outros recebessem o Santíssimo Sacramento de suas mãos, fazendo seus votos da seguinte forma: Inácio dizendo missa e antes da comunhão, segurando um papel com a fórmula dos votos, se voltou para seus companheiros que estavam ajoelhados, e pronunciou as palavras dos votos”.
“Depois de dizê-las, comungou recebendo o Corpo de Cristo. Quando terminou de consumir, colocou as cinco hóstias consagradas na patena e se voltou para seus companheiros. Cada um tomou o texto dos votos em sua mão e disse em voz alta as palavras. Quando o primeiro terminou, recebeu o Corpo de Cristo. Em seguida, por turnos, os demais fizeram o mesmo. A missa aconteceu no altar da Virgem, no qual estava reservado o Santíssimo Sacramento”.
“Quando acabou a missa, depois de rezar diante dos outros altares, regressaram ao altar maior, onde todos se aproximaram de Íñigo. Deram-lhe um abraço e o beijo da paz, com muita devoção, sentimento e lágrimas; assim, finalizaram a cerimônia dos votos e deram início a sua vocação”.
Em 27 de setembro de 1540, meses antes que Santo Inácio de Loyola e os cinco companheiros (Salmerón, Laínez, Broet, Jay e Codure) fizessem os votos de pobreza, castidade e obediência, o Papa Paulo III aprovou a Fórmula da Companhia de Jesus e concedeu licença para fazer suas Constituições.
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domingo, 22 de abril de 2018

Das Homilias sobre os Evangelhos, de São Gregório Magno, papa

(Hom. 14,3-6:PL76,1129-1130)     (Séc.VI)

Cristo, o bom pastor
        Eu sou o bom pastor. Conheço as minhas ovelhas, isto é, eu as amo, e minhas ovelhas me conhecem (Jo 10,14). É como se quisesse dizer francamente: elas correspondem ao amor daquele que as ama. Quem não ama a verdade, é porque ainda não conhece perfeitamente.
        Depois de terdes ouvido, irmãos caríssimos, qual é o perigo que corremos, considerai também, por estas palavras do Senhor, o perigo que vós também correis. Vede se sois suas ovelhas, vede se o conheceis, vede se conheceis a luz da verdade. Se o conheceis, quero dizer, não só pela fé, mas também pelo amor, se o conheceis não só pelo que credes, mas também pelas obras. O mesmo evangelista João, de quem são estas palavras, afirma ainda: Quem diz: “Eu conheço Deus”, mas não guarda os seus mandamentos, é mentiroso (1Jo 2,4).
        Por isso, nesta passagem do evangelho, o Senhor acrescenta imediatamente:Assim como o Pai me conhece, eu também conheço o Pai e dou minha vida por minhas ovelhas (Jo 10,15). Como se dissesse explicitamente: a prova de que eu conheço o Pai e sou por ele conhecido, é que dou minha vida por minhas ovelhas; por outras palavras, este amor que me leva a morrer por minhas ovelhas, mostra o quanto eu amo o Pai.
        Continuando a falar de suas ovelhas, diz ainda: Minhas ovelhas escutam a minha voz, eu as conheço e elas me seguem. Eu lhes dou a vida eterna (Jo 10,27-28). É a respeito delas que fala um pouco acima: Quem entrar por mim, será salvo; entrará e sairá e encontrará pastagem (Jo 10,9). Entrará, efetivamente, abrindo-se à fé; sairá passando da fé à visão e à contemplação, e encontrará pastagem no banquete eterno.
Suas ovelhas encontram pastagem, pois todo aquele que o segue na simplicidade de coração é nutrido por pastagens sempre verdes. Quais são afinal as pastagens dessas ovelhas, senão as profundas alegrias de um paraíso sempre verdejante? Sim, o alimento dos eleitos é o rosto de Deus, sempre presente. Ao contemplá-lo sem cessar, a alma sacia-se eternamente com o alimento da vida. 
        Procuremos, portanto, irmãos caríssimos, alcançar essas pastagens, onde nos alegraremos na companhia dos cidadãos do céu. Que a própria alegria dos bem-aventurados nos estimule. Corações ao alto, meus irmãos! Que a nossa fé se afervore nas verdades em que acreditamos; inflame-se o nosso desejo pelas coisas do céu. Amar assim já é pôr-se a caminho. 
        Nenhuma contrariedade nos afaste da alegria desta solenidade interior. Se alguém, com efeito, pretende chegar a um determinado lugar, não há obstáculo algum no caminho que o faça desistir de chegar aonde deseja.
Nenhuma prosperidade sedutora nos iluda. Insensato seria o viajante que, contemplando a beleza da paisagem, se esquece de continuar sua viagem até o fim.
www.liturgiadashoras.org

4º Domingo da Páscoa: Domingo do Bom Pastor

+ Sergio da Rocha
Cardeal Arcebispo de Brasília

O 4º Domingo da Páscoa é denominado Domingo do Bom Pastor, pois nele sempre se proclama um trecho do capítulo 10º do Evangelho segundo João, que nos apresenta Jesus como o Bom Pastor. A cada ano, são destacados traços do Bom Pastor que nos motivam a colocar nele a nossa fé, deixando-nos por ele conduzir, e a segui-lo fielmente, escutando a sua voz. O trecho, hoje proclamado (Jo 10,11-18), retrata Jesus, o Bom Pastor, destacando as seguintes características: a) Ele dá a vida por suas ovelhas, fazendo isso, livremente e não obrigado ou por interesse, como faz o mercenário; b) Ele defende o seu rebanho do “lobo” que ameaça devorá-lo; c) Ele conhece as suas ovelhas; d) sai em busca das ovelhas que não estão no redil; e) reúne as suas ovelhas formando um só rebanho. A doação da vida do Bom Pastor se manifesta, de modo especial, na cruz. Neste Tempo Pascal, nós estamos celebrando a vitória do Pastor - Cordeiro imolado, que vence a morte e nos dá a vida. Nós voltamos o nosso olhar e o nosso coração para Ele, com confiança, procurando escutar a sua voz e imitar as suas atitudes.
As ovelhas do rebanho de Cristo deixam-se conduzir por ele, pois confiam naquele que dá a vida para que todos tenham a vida. Entretanto, não se pode pertencer ao rebanho aceitando apenas o Pastor. Aqueles que seguem o Bom Pastor devem aceitar também as demais ovelhas do rebanho, os outros discípulos, como irmãos a serem amados. O discípulo e ovelha do rebanho deve ser sempre discípulo em comunhão. Por isso, valorize a sua comunidade e participe da vida da Igreja, especialmente, neste Tempo Pascal.
No Domingo do Bom Pastor, nós somos convidados a rezar especialmente por aqueles que colaboram no pastoreio do rebanho de Jesus, o Bom Pastor, prolongando a sua presença e missão através do sacerdócio e da vida religiosa. Por isso, a cada ano, neste Domingo, celebramos a Jornada Mundial de Oração pelas Vocações Sacerdotais e Religiosas.  Lembremos, hoje, que o cultivo das vocações sacerdotais e religiosas é dever da inteira comunidade dos fiéis, a começar pela oração permanente pelas vocações. Agradecemos a todos os que se dedicam ao serviço vocacional em nossa Igreja, especialmente, aos formadores, aos animadores da Pastoral Vocacional e aos que contribuem para a Obra das Vocações Sacerdotais. Necessitamos de maior ajuda espiritual e material, especialmente, na sustentação de nossos Seminários. Nesta Jornada Mundial de Oração, rezemos pelos nossos padres, religiosos, seminaristas e vocacionados, para que sejam fiéis, seguindo o exemplo de Jesus, o Bom Pastor, e deixando-se por Ele conduzir.
Arquidiocese de Brasília

sábado, 21 de abril de 2018

Hoje é celebrado Santo Anselmo de Cantuária, doutor da Igreja

REDAÇÃO CENTRAL, 21 Abr. 18 / 05:00 am (ACI).- Santo Anselmo foi um monge beneditino nomeado Arcebispo de Cantuária na Inglaterra, proclamado Doutor da Igreja em 1720 pelo Papa Clemente XI e considerado um dos maiores teólogos e filósofos de seu tempo.

É conhecido como “o pai da escolástica”. Como teólogo, é lembrado por suas importantes obras e sua defesa da Imaculada Conceição, e como filósofo, por seu célebre argumento ontológico.
Este santo, que contava com uma piedade e caridade transbordante, é precursor de Santo Tomás de Aquino, pois a Igreja não havia tido um metafísico de sua estatura desde a época de Santo Agostinho. Além disso, é um dos autores mais lidos por professores de teologia durante séculos.
Também foi um hábil mestre para seus irmãos da Ordem de São Bento, aos quais ensinou teologia, e um lutador para conseguir a liberdade da Igreja apesar de sofrer banimento.
Nasceu no ano 1033 em Aosta de Piamonte (Alpes italianos), em uma família nobre. Sua educação foi encarregada aos padre beneditinos, depois de sofrer pela excessiva rigorosidade e diversos maus-tratos de seu antigo professor leigo.
Depois da morte de sua mãe e devido a uma má relação com seu pai, Anselmo abandonou sua casa. Em 1060, aos 27 anos, ingressou no mosteiro de Bec (Normandia), onde se tornou discípulo e grande amigo de Lanfranco, Arcebispo de Cantuária.
Três anos mais tarde, ocupou o cargo de prior do mosteiro, depois que Lanfranco foi enviado para assumir a abadia dos Homens (Normandia).
Como prior de Bec, Anselmo compôs suas duas obras mais conhecidas que serviram para integrar a filosofia e a teologia: “Monologium” (meditações sobre as razões da fé), no qual dava as provas metafísicas da existência e natureza de Deus, e “Proslogium” (a fé que busca a inteligência), ou contemplação dos atributos de Deus.
Do mesmo modo, compôs os tratados da verdade, da liberdade, da origem do mal e da arte de raciocinar.
Em 1078, o santo foi eleito abade de Bec, o que o obrigava a viajar com frequência para a Inglaterra, onde a abadia contava com algumas propriedades.
Após a morte de Lanfranco (1089), Anselmo viajou para a Inglaterra, onde foi nomeado Arcebispo em 4 de dezembro de 1093, embora inicialmente o rei Guilherme, o Vermelho, tenha se oposto. Este último foi hostil com os católicos daquela época e até mesmo baniu Santo Anselmo.
O santo passou um tempo no mosteiro de Campania (Itália) por razões de saúde e ali terminou sua famosa obra “Cur Deus homo”, o mais famoso tratado que existe sobre a Encarnação. Depois, sofreria mais um banimento e regressaria para a Inglaterra.
Faleceu no ano 1109, idoso e debilitado por sua idade, entre os monges de Cantuária. Suas últimas palavras antes de morrer foram: “Onde estão as verdadeiras alegrias celestes, devem estar sempre os desejos do nosso coração”.
Foi canonizado em 1494. Sua festa é celebrada em 21 de abril.
ACI Digital

sexta-feira, 20 de abril de 2018

Santo Expedito, padroeiro das causas urgentes

REDAÇÃO CENTRAL, 19 Abr. 18 / 05:00 am (ACI).- Comandante da legião romana e mártir da Igreja do século IV, Santo Expedito, cuja festa é celebrada neste dia 19 de abril, é tradicionalmente invocado diante de problemas urgentes. É venerado, por exemplo, como protetor de problemas no trabalho, família e em casos de juízo. Este título se deve a uma rápida ação que realizou contra o demônio.

Segundo a tradição, quando Santo Expedito ia se converter, o maligno se aproximou dele como um corvo e começou a gritar: “cras, cras, cras”, que em latim significa “amanhã, amanhã, amanhã”. Tudo para fazer com que deixasse a sua decisão para depois e sua fé se esfriaria.
O santo imediatamente esmagou o corvo tentador, dizendo: “Hodie, hodie, hodie!”, que significa “hoje, hoje, hoje”. “Nós não vamos deixar nada para amanhã, a partir de hoje serei cristão”, acrescentou. No final, morreu como um mártir valente.
Santo Expedito também é protetor dos jovens, estudantes e enfermos. Ele é retratado como um soldado com uma cruz na qual está escrito “hodie” (hoje) e a folha de palmeira, simbolizando o martírio. Em seus pés, aparece um corvo com a palavra “cras” (manhã).
Neste dia, ao celebrar o santo das causas urgentes, reze esta oração:
“Meu Santo Expedito das causas justas e urgentes, interceda por mim junto ao nosso Senhor Jesus Cristo, socorre-me nesta hora de aflição e desespero. Vós que sois o Santo dos desesperados, Vós que sois o Santo das causas urgentes, proteja-me, ajuda-me, dai-me força, coragem e serenidade. Atenda ao meu pedido.
Meu Santo Expedito! Ajuda-me a superar estas horas difíceis, proteja-me de todos que possam me prejudicar, proteja a minha família, atenda ao meu pedido com urgência. Devolva-me a paz e a tranquilidade. Meu Santo Expedito! Serei grato pelo resto de minha vida e levarei seu nome a todos que têm fé. Muito obrigado. Amém”.
ACI Digital

quarta-feira, 18 de abril de 2018

Justiça concede habeas corpus e manda soltar bispo de Formosa (GO) preso desde março

GOIÂNIA, 17 Abr. 18 / 06:02 pm (ACI).- Ao início da tarde desta terça-feira, 17, Desembargadores do Tribunal de Justiça de Goiás concederam, por unanimidade, um habeas corpus ao bispo Dom José Ronaldo Ribeiro, da diocese de Formosa (GO) e aos outros 5 padres presos na operação Caifás, que agora passam a responder liberdade à acusação de desviar R$2 milhões e usar dinheiro das paróquias para a compra de uma fazenda de gado e uma lotérica.
A assessoria de imprensa do Tribunal de Justiça de Goiás (TJ-GO) confirmou ao Portal de notícias G1 que os alvarás de soltura estão sendo confeccionados e devem estar prontos até o fim do dia. Depois, o documento será enviado ao Fórum de Formosa e, então ao recém-inaugurado presídio da cidade, onde se encontram os padres e o bispo em uma ala isolada.
Ainda segundo o G1, o advogado de Dom José Ronaldo, Lucas Rivas, disse que pautou a defesa em três pontos:
"[Argumentamos] Que não procedem as alegações de associação criminosa, que o dom Ronaldo não representa risco à instrução criminal e que também não representa risco à ordem publica", declarou o legista ao Portal G1.
Os desembargadores determinaram que o passaporte do bispo ficará retido. Ele está proibido de sair do país até a sentença. A defesa do bispo e demais sacerdotes acusados já haviam apelado ao STJ em oito ocasiões para conseguir os habeas corpus.
Segundo o jornal Metrópoles, no dia 13 deste mês, a pedido do Ministério Público, a Justiça de Goiás determinou a penhora on-line de até R$ 9 milhões das contas bancárias de nove réus investigados no âmbito da Operação Caifás, que apura desvios de recursos de doações, taxas e serviços prestados por igrejas do Entorno do Distrito Federal. Entre eles, padres e o bispo de Formosa (GO), Dom José Ronaldo, acusado pelos promotores de Goiás como o mentor do esquema criminoso.
Ainda segundo o portal Metrópoles, com base nas apurações dos investigadores, “são inúmeros os diálogos transcritos, a partir das interceptações telefônicas, que apontam a possibilidade de José Ronaldo, o monsenhor Epitácio Cardoso, e os padres Moacyr Santana e Mário Vieira de Brito terem desviado quantias vultosas supostamente usadas para comprar fazenda e casa lotérica em Posse (GO), além de despesas de cunho pessoal do bispo arcadas pela instituição”.
Para liderar a diocese no ínterim, o Papa Francisco nomeou Dom Paulo Mendes Peixoto, Arcebispo de Uberaba (MG) como administrador apostólico de Formosa (GO) na quarta-feira, 21 de março, dois dias depois que Dom José Ronaldo, e os outros sacerdotes tiveram prisão decretado. Entre os encarcerados, estavam o Monsenhor Epitácio Cardoso, além dos padres Moacyr Santana e Mário Vieira de Brito, todos pertencentes à diocese de Formosa (GO).
ACI Digital

Como distinguir os verdadeiros profetas dos falsos? o Papa explica

Papa na Missa. Foto: Vatican Media
VATICANO, 17 Abr. 18 / 11:30 am (ACI).- O profeta sempre é um homem de esperança que “arrisca a própria pele”. Isso foi indicado pelo Papa Francisco na missa que presidiu na capela da Casa de Santa Marta, onde ele deu algumas pistas para distinguir os verdadeiros profetas dos falsos.
Francisco recordou a figura de Estevão, que foi apedrejada depois de falar ao povo e anunciar a verdade. “Arrastaram-no para fora da cidade e começaram a apedrejá-lo”, disse.
“Quando o profeta chega à verdade e toca o coração, ou coração se abre ou o coração torna-se mais pedra, desencadeando a raiva, a perseguição”. “Assim acaba a vida de um profeta”.
Ao mesmo tempo, reconheceu que “os profetas sempre tiveram estes problemas de perseguição por dizer a verdade”.
“Mas para mim, qual é o teste de que um profeta, quando fala forte, diz a verdade? É quando este profeta é capaz não somente de dizer, mas de chorar sobre o povo que abandonou a verdade. E Jesus, por um lado repreende com aquelas palavras duras: ‘geração perversa e adúltera’. Por outro, chora sobre Jerusalém. Este é o teste”.
“Um verdadeiro profeta é aquele que é capaz de chorar por seu povo e também de dizer as coisas fortes quando for necessário. Não é morno, é sempre assim, direto”.
O Pontífice acrescentou que “abrir portas, curar as raízes, curar a pertença ao povo de Deus para seguir em frente. Não é por ofício um repreensor. Não, é um homem de esperança. Repreende quando é necessário e abre as portas olhando o horizonte da esperança. Mas o verdadeiro profeta, se desempenha bem a sua missão, arrisca a própria pele”.
“A Igreja tem necessidade dos profetas. E diria mais: tem necessidade de que todos nós sejamos profetas. Não críticos, isto é outra coisa. Uma coisa é sempre o juiz crítico, ao qual nada lhe agrada, nenhuma coisa lhe agrada.: “Não, isto não está certo, não está bem, não está bem, não está certo, isto deve ser assim…” Este não é um profeta. O profeta é aquele que reza, olha para Deus, olha para seu povo, sente dor quando o povo erra, chora – é capaz de chorar pelo povo – mas é também capaz de arriscar a própria pele para dizer a verdade”.
ACI Digital

terça-feira, 17 de abril de 2018

Hoje a Igreja celebra Santa Catarina Tekakwitha, a primeira santa pele vermelha

REDAÇÃO CENTRAL, 17 Abr. 18 / 05:00 am (ACI).- Neste dia 17 de abril, a Igrejacelebra a festa de Santa Catarina (Kateri) Tekakwitha, a primeira santa pele vermelha dos Estados Unidos. É considerada padroeira da natureza e da ecologia junto com São Francisco de Assis. Suas últimas palavras foram: “Jesus, te amo!”.

Catarina nasceu em Auriesville, Nova York (Estados Unidos), em 1656. Sua mãe era uma cristã membro da tribo algonquina, que tinha sido capturada pelos iroqueses e libertada por quem seria o pai de Tekakwitha, um chefe tribal Mohawk.
Quando ela tinha quatro anos, seus pais e seu irmão morreram pela epidemia de varíola. Por causa dessa mesma doença, ela ficou com o rosto desfigurado, a visão seriamente danificada e sob a responsabilidade de seus tios.
Aos seus 11 anos, Catarina conheceu a fé cristã quando chegaram ao seu povo os missionários jesuítas que acompanhavam os deputados mohicanos para assinar a paz com os franceses.
Embora tenha aceitado rapidamente, a jovem pediu para ser batizada aos 20 anos, enfrentando a oposição de sua família e para a recusa de sua comunidade. Teve que fugir de seu povo até chegar a algumas comunidades cristãs no Canadá.
Mais tarde, fez a Primeira Comunhão no dia de Natal e realizou o voto de castidade. Durante sua curta vida, manteve uma intensa devoção ao Bendito Sacramento.
Partiu para a Casa do Pai em 17 de abril de 1680, na Semana Santa daquele ano, e com apenas 24 anos. Após sua morte, o povo desenvolveu imediatamente uma grande devoção por ela e muitos peregrinos iam visitar seu túmulo, em Caughnawaga.
Conta a tradição que as cicatrizes que a santa tinha no rosto sumiram depois que faleceu e que muitos enfermos que foram ao funeral se curaram.
Em 1884, oPe. Clarence Walworth mandou erguer um monumento junto a sua sepultura e chegou a ser conhecida como “O Livro dos Mohawks”.
Santa Catarina foi beatificada por São João Paulo II, em 1980, e canonizada pelo Sumo Pontífice Emérito Bento XVI, em outubro de 2012.
Embora sua festa seja celebrada no dia 14 de abril nos Estados Unidos, no restante do mundo, de acordo com o martirológio, hoje se recorda Santa Catarina Tekakwitha.
ACI Digital

Pe. Manuel Pérez Candela

Pe. Manuel Pérez Candela
Pároco da Paróquia Nossa Senhora da Imaculada Conceição - Sobradinho/DF