Translate

domingo, 30 de dezembro de 2018

Festa da Sagrada Família

+ Sergio da Rocha
Cardeal Arcebispo de Brasília
O Natal não se reduz a um único dia festivo. O tempo do Natal estende-se até a festa do Batismo do Senhor, no próximo dia 13 de janeiro. O primeiro domingo após a solenidade do Natal é dedicado à Sagrada Família, Jesus, Maria e José, modelo permanente para toda família. O nosso olhar se volta para a Sagrada Família de Nazaré que ocupa o lugar central no presépio.
Cada família é chamada a ser santa, espelhando-se na família “sagrada” de Nazaré. Deus quer habitar em cada família, tornando-a santa. É ele quem nos santifica! Assim como ocorreu com Maria e José, somos chamados a acolher Jesus e a permanecer sempre com ele. A procura de Maria e José por Jesus menino, na viagem a Jerusalém, nos motiva a buscá-lo sempre e a estar sempre com ele. Se por algum momento, alguém perceber que está se afastando dele, deve procurá-lo insistentemente. Para isso, é fundamental imitar a atitude contemplativa de Maria, que “conservava no coração” (Lc 2,51) o mistério que Deus estava revelando. Assim fazendo, poderemos compreender sempre mais o sentido dos acontecimentos na vida pessoal e familiar e discernir a vontade de Deus.
A Carta de São Paulo aos Colossenses apresenta um verdadeiro programa de vida para as nossas comunidades e famílias, recordando-nos o mandamento do amor: “amai-vos uns aos outros”. O Apóstolo oferece indicações preciosas para a vivência do amor fraterno. A vida de uma comunidade ou de uma família deve ser feita de “sincera misericórdia, bondade, humildade, mansidão e paciência”, acrescentando, com destaque, o perdão (Cl 3,12-13). Cada um deve fazer a sua parte, conforme o texto paulino proclamado: marido, esposa, pais e filhos. Ao invés de exigir dos outros, é necessário dar a própria contribuição para que a família possa ter uma vida cristã, com unidade e paz.  O Eclesiástico ressalta a atitude dos filhos em relação aos pais, desenvolvendo, de modo admirável, o mandamento que ordena “honrar o pai e a mãe”, com suas consequências. O amor pelos pais é fonte de bênçãos, trazendo preciosos frutos para os filhos.
Para viver bem o Natal, é fundamental a participação da família na Igreja. Por isso, é preciso organizar-se para participar das missas neste período natalino, que para muitos é também período de férias. Ao organizar viagens e períodos de lazer, não deixe de dar prioridade à participação na missa, ao menos dominical. Seja este um tempo especial também para a convivência fraterna com os familiares e amigos. Assim fazendo, as alegrias do Natal se estenderão ao longo do novo Ano.
Arquidiocese de Brasília / O Povo de Deus

Festa da Sagrada Família

REDAÇÃO CENTRAL, 30 Dez. 18 / 04:00 am (ACI).- Hoje a Igreja celebra a festa da Sagrada Família e convida todos a olhar para Jesus, Maria e José, que desde o início tiveram que enfrentar os perigos do exílio no Egito, mas, sempre mostrando que o amor é mais forte do que a morte. Eles são um reflexo da Trindade e modelo de cada família.

A solenidade da Sagrada Família, que é celebrada dentro da Oitava de Natal, é uma festa que incentiva a aprofundar o amor familiar, examinar a situação do próprio lar e buscar soluções que ajudem o pai, a mãe e os filhos a serem cada vez mais como a Família de Nazaré.
Ao celebrar esta data em 2013, o Papa Francisco ressaltou que o “nosso olhar hoje para a Sagrada Família se deixa atrair também pela simplicidade da vida que essa conduz em Nazaré. É um exemplo que faz tanto bem às nossas famílias, ajuda-as a se tornarem sempre mais comunidades de amor e de reconciliação, na qual se experimenta a ternura, a ajuda mútua, o perdão recíproco”.
A vida familiar não pode ser reduzida a problemas de relacionamento, deixando de lado os valores transcendentes, já que a família é o sinal do diálogo entre Deus e o homem. Pais e filhos devem estar abertos à Palavra e ouvir, sem esquecer a importância da oração familiar que une fortemente os membros da família.
São João Paulo II, que é conhecido como o Papa das famílias, no Ângelus desta solenidade em 1996, destacou que “a mensagem que vem da Sagrada Família é, antes de tudo, uma mensagem de fé: a casa de Nazaré é aquela onde Deus está verdadeiramente no centro”.
“Para Maria e José esta opção de fé concretiza-se no serviço ao Filho de Deus que lhes foi confiado, mas exprime-se também no seu amor recíproco, rico de ternura espiritual e de fidelidade”, indicou.
Em muitas ocasiões, João Paulo II reforçou a importância da vivência da fé em família, por meio da oração. “A família que reza unida, permanece unida”, dizia, sugerindo que juntos rezassem o Rosário.
ACI Digital

quinta-feira, 27 de dezembro de 2018

São João Evangelista, o discípulo amado de Jesus

REDAÇÃO CENTRAL, 27 Dez. 18 / 04:00 am (ACI).- “Meus filhinhos, amai-vos uns aos outros”, costumava dizer São João Evangelista, o mais jovem dos Apóstolos e que se distingue como o “discípulo amado de Jesus”. Foi quem acolheu a Virgem Maria em sua casa e é padroeiro dos teólogos e escritores. Sua festa se celebra neste dia 27 de dezembro.

São João era judeu da Galileia, filho do Zebedeu e irmão do São Tiago Maior, com quem era pescador. Foi designado para acompanhar Pedro na preparação da última ceia, onde reclinou sua cabeça sobre o peito do Jesus. Esteve ao pé da cruz com a Virgem Maria, a quem levou para sua casa como Mãe para honrá-la, servi-la e cuidá-la.
Quando chegou a notícia do sepulcro vazio, São João correu junto a São Pedro para constatar. Foi quando os dois “viram e acreditaram”. Mais tarde, quando Jesus lhes apareceu à beira do lago da Galileia, Pedro perguntou sobre o futuro de João e o Senhor respondeu: “Se quiser que fique até que eu venha, o que te importa? Você, me siga”.
Por esta resposta, circulou o rumor de que João não ia morrer, algo que o próprio apóstolo desmentiu ao indicar que o Senhor nunca disse: “Não morrerá”.
Escreveu o Apocalipse, três epístolas e o Evangelho de São João, no qual se refere a si mesmo como “o discípulo que Jesus amava”.
Segundo São Clemente da Alexandria, em uma cidade, São João viu um jovem na congregação e, com o sentimento de que poderia tirar dele muita coisa boa, levou-o até o Bispo, o qual o próprio João havia consagrado, e lhe disse: “Em presença de Cristo e ante esta congregação, recomendo este jovem a seus cuidados”.
Pela recomendação de São João, o jovem se hospedou na casa do Bispo, que o instruiu na fé, batizou-o e confirmou. Entretanto, os cuidados do Bispo se esfriaram, o moço andou com más companhias e se tornou assaltante.
Depois de um tempo, São João voltou e pediu ao Bispo o encargo que Jesus Cristo e ele tinham encomendado a seu cuidado diante da Igreja. O Prelado se surpreendeu pensando que se tratava de algum dinheiro, mas o apóstolo lhe explicou que se referia ao jovem.
O Bispo exclamou: “Pobre jovem! Morreu”. “Do que morreu?”, perguntou São João. “Morreu para Deus, posto que é um ladrão”, respondeu-lhe. Ao ouvir isto, o ancião apóstolo pediu um cavalo e com a ajuda de um guia dirigiu-se às montanhas onde os assaltantes tinham seu esconderijo. Logo que entrou, foi feito prisioneiro.
No esconderijo dos malfeitores, o jovem reconheceu o santo e tentou fugir, mas o apóstolo gritou: “Moço! Por que foge de mim, seu pai, um velho e sem armas? Sempre há tempo para o arrependimento. Eu responderei por ti ante meu Senhor Jesus Cristo e estou disposto a dar a vida por sua salvação. É Cristo quem me envia”.
O rapaz ficou imóvel, baixou a cabeça, começou a chorar e se aproximou do santo para lhe implorar uma segunda oportunidade. São João, por sua vez, não abandonou o esconderijo dos ladrões até que o pecador foi reconciliado com a Igreja.
Esta caridade, que procurava inflamar nos outros, refletia-se em seu dito: “Meus filhinhos, amai-vos uns aos outros”. Uma vez lhe perguntaram por que repetia sempre a frase e São João respondeu: “Porque esse é o mandamento do Senhor e se o cumprirem já terão feito o bastante”.
Diferentemente de todos os outros apóstolos que morreram martirizados, São João partiu pacificamente para a Casa do Pai, em Éfeso, na Turquia, por volta do ano cem da era cristã e aos 94 anos de idade, segundo Santo Epifânio.
ACI Digital

quarta-feira, 26 de dezembro de 2018

Santo Estêvão, diácono e primeiro mártir

REDAÇÃO CENTRAL, 26 Dez. 18 / 04:00 am (ACI).- Neste dia 26 de dezembro, é celebrado o primeiro mártir de toda a Igreja Católica, Santo Estêvão. O protomártir morreu apedrejado logo depois de ser arrastado para fora da cidade, após ser levado ante o Sinédrio por falsas acusações. Ele acusou os judeus por ter chegado ao ponto de não reconhecer o Salvador e também de tê-lo crucificado.

Santo Estêvão, enquanto recebia o golpe das pedras, pronunciou as seguintes palavras: “Senhor Jesus, recebe meu espírito”. Estando de joelhos antes de morrer, exclamou com força: “Senhor, não lhes tenha em conta pecado”.
Na celebração da festa deste santo em 2013, o Papa Francisco assinalou que, “na verdade, na ótica da fé, a festa de Santo Estêvão está em plena sintonia com o significado profundo do Natal”.
“No martírio, de fato, a violência é vencida pelo amor, a morte pela vida. A Igreja vê no sacrifício dos mártires seu ‘nascimento ao céu’. Celebramos hoje, pois, o ‘nascimento’ de Estêvão, que em profundidade brota do Natal de Cristo. Jesus transforma a morte dos que o amam em aurora de vida nova”, acrescentou o Santo Padre.
Também o Papa Emérito Bento XVI, em 2012, ao falar do santo refletiu: “De onde o primeiro mártir cristão tirou a força para fazer frente a seus perseguidores e chegar até a entrega de si mesmo? A resposta é simples: de sua relação com Deus, de sua comunhão com Cristo, da meditação sobre a história da salvação, de ver a ação de Deus, que alcança seu ápice em Jesus Cristo”.
ACI Digital

terça-feira, 25 de dezembro de 2018

Feliz Natal! Hoje nasceu o Salvador!

REDAÇÃO CENTRAL, 24 Dez. 18 / 11:00 pm (ACI).- Neste dia 25 de dezembro, a Igreja celebra a Solenidade do nascimento de Jesus Cristo. É um dia de alegria e gozo, porque o Senhor veio ao mundo para trazer a salvação. Por isso, a ACIDigital deseja a todos um feliz Natal e que Jesus também nasça em sua família e coração.

Como o sol ilumina a escuridão ao amanhecer, a presença de Cristo invade a escuridão do pecado, do mundo, do demônio e da carne para mostrar o caminho a seguir. Com sua luz, mostra a verdade de nossa existência. O próprio Cristo é a vida que renova a natureza caída do homem e da natureza. O Natal comemora a presença renovadora de Cristo que vem para salvar o mundo.
A Igreja em seu papel de mãe e mestra, através de uma série de festas busca conscientizar o homem deste fato tão importante para a salvação de seus filhos. É, portanto, necessário que todos os fiéis vivam com o reto sentido a riqueza da experiência real e profunda do Natal.
ACI Digital

O relato de uma famosa Beata e mística que viu o Nascimento de Cristo

REDAÇÃO CENTRAL, 25 Dez. 18 / 07:00 am (ACI).- No final do século XVIII e início do XIX, surgiu na Alemanha a famosa mística Anna Catarina Emmerick (1774-1824), que teve os estigmas da Paixão de Cristo e, nos últimos anos de vida, sustentou-se apenas da Eucaristia.

Deus lhe concedeu detalhadas revelações místicas da vida de Jesus. São João Paulo II a beatificou em 2004 e o ator Mel Gibson se inspirou em suas visões para realizar o filme “A Paixão de Cristo”.
A seguir, apresentamos o belo e significativo relato que ela contou sobre o que viu do Nascimento de nosso Senhor:
“Vi o esplendor em volta da Santíssima Virgem crescer mais e mais, de modo que a luz das lâmpadas que José acendera já não era visível. Ela estava de joelhos, coberta de um vestido largo, com o rosto voltado para o Oriente. À meia-noite ficou extasiada, suspensa acima do solo; tinha os braços cruzados sobre o peito. O resplendor em torno dela crescia a cada momento. Toda a natureza parecia sentir uma emoção de júbilo, até os seres inanimados. As rochas do teto, das paredes e do solo da gruta tornaram-se como vivas àquela luz.
Então eu já não vi o teto da gruta; um caminho de luz se abriu acima de Maria, subindo com glória sempre maior em direção às alturas do céu. Nesse caminho de luz, havia um maravilhoso movimento de glórias interpenetrando-se umas às outras, e, conforme se aproximaram, pareciam mais claramente sob a forma de coros de espíritos celestes. A Virgem Santíssima, tomada em êxtase, estava agora olhando para baixo, adorando seu Deus, cuja mãe ela tinha-se tornado e que jaz no solo à sua frente, sob a forma de um indefeso recém-nascido.
Vi Nosso Senhor como uma criança pequenina, brilhando com uma luz que superava todo o esplendor circundante, e jazendo no tapete, junto aos joelhos de Maria. Pareceu-me que ele era a princípio bem pequeno e então cresceu aos meus olhos. Mas tudo isso era a irradiação de uma luz tão potente e deslumbrante que não posso explicar como pude olhá-la. A Virgem permaneceu por algum tempo envolta em êxtase; depois cobriu o Menino com um pano, mas a princípio Ela não O tocou ou pegou nos braços. Após certo tempo, vi o Menino Jesus se mover, e depois eu O ouvi chorar. Então, pareceu que Maria voltava a si, e pegou o Menino do tapete, envolvendo-O no pano que O cobria, e com Ele aos braços trouxe-O para si. Ficou ali, sentada, completamente envolvida, Ela e o Menino, em seu véu, e penso que Ela amamentou o Redentor. Vi, então, anjos à sua volta em forma humana, prostrando-se e adorando o Menino.
Talvez fosse uma hora após o nascimento quando Maria chamou José, que ainda estava prostrado em oração. Quando se aproximou, ele se lançou com o rosto ao chão, em devota alegria e humildade. Foi só quando Maria lhe pediu que carregasse, junto ao coração, em alegria e gratidão, o santo presente de Deus Altíssimo, que ele se ergueu, pegou nos braços o Menino Jesus, e louvou a Deus com lágrimas de felicidade.
Maria enfaixou o Menino: tinha apenas quatro paninhos. Mais tarde, vi Maria e José sentados no chão, um junto ao outro: não falavam, pareciam absortos em muda contemplação. Diante de Maria, enfaixado como um menino comum, estava recostado Jesus recém-nascido, belo e brilhante como um relâmpago. ‘Ah, eu dizia, este lugar contém a salvação do mundo inteiro e ninguém suspeita disso!’.
Vi em muitos lugares, até nos mais afastados, uma insólita alegria, um extraordinário movimento nesta noite. Vi os corações de muitos homens de boa vontade reanimados por um desejo, cheio de alegria, e ao contrário, os corações dos perversos cheios de temores. Até nos animais vi se manifestar alegria em seus movimentos e saltos. As flores levantavam suas coroas, as plantas e árvores tomavam novo vigor e verde e espalhavam suas fragrâncias e perfumes. Vi brotar fontes de água da terra. No momento do nascimento de Jesus, brotou uma fonte abundante na gruta da colina do Norte.
A mais ou menos uma légua e meia da gruta de Belém, no vale dos pastores, havia uma colina. Nas encostas da colina, estavam as cabanas de três pastores. Ao nascimento de Jesus Cristo, vi esses três pastores muito impressionados com o aspecto daquela noite tão maravilhosa; por isso, ficaram em torno de suas cabanas olhando para todos os lados.
Então, viram maravilhados a luz extraordinária sobre a gruta do presépio. Enquanto os três pastores estavam olhando para aquele lado do céu, vi descer sobre eles uma nuvem luminosa, dentro da qual notei um movimento à medida que se aproximava. Primeiro vi que se desenhavam formas vagas, depois, rostos, e finalmente ouvi cantos muito harmoniosos, muito alegres, cada vez mais claros. Como os pastores se assustaram a princípio, apareceu um anjo entre eles, que lhes disse: ‘Não temais, pois venho para anunciar-lhes uma grande alegria para todo o povo de Israel. Nasceu hoje para vós, na cidade de Davi, um Salvador, que é Cristo, o Senhor. Como sinal, dou-lhes isso: encontrareis o Menino envolto em faixas, deitado em uma manjedoura’. Enquanto o anjo dizia estas palavras, o resplendor se fazia cada vez mais intenso ao seu redor. Vi cinco ou sete grandes figuras de anjos, muito belos e luminosos. Ouvi que louvavam a Deus cantando: ‘Glória a Deus nas alturas e paz na terra aos homens de boa vontade’.
Mais tarde, tiveram a mesma aparição os pastores que estavam junto à torre. Anjos também apareceram a outro grupo de pastores perto de uma fonte, a Leste da torre, a cerca de três léguas de Belém. Eu os vi consultando-se uns aos outros sobre o que levariam para o recém-nascido e preparando os presentes com toda a pressa. Chegaram à gruta da manjedoura ao amanhecer”.
ACI Digital

domingo, 23 de dezembro de 2018

O Natal não se resume a um só dia, lembra o Bispo de Palmares

Dom Henrique Soares da Costa

Redação (Quarta-feira, 19-12-2018, Gaudium Press) Em publicação feita em seu site Dom Henrique Soares da Costa, Bispo de Palmares, em Pernambuco, recorda que o Natal não se resume a um dia nem celebra simplesmente o Nascimento de Jesus.
Dom Henrique recorda que, "na verdade, o Natal é um tempo litúrgico, formado por cinco festas que celebram no rito da Santa Liturgia o mistério da Manifestação do Filho de Deus em nossa natureza humana."
"O Natal é o Tempo no qual a Igreja, na sua Celebração eucarística, ao celebrar os santos Mistérios, entre em comunhão real e verdadeira com o Mistério da Manifestação, da Vinda, do nosso Salvador e Deus bendito na nossa natureza humana!" - reafirma o Bispo, explicando ainda que "o Filho eterno do Pai manifestou-Se na nossa pobre humanidade para enriquecê-la com a Sua divindade; Ele veio para nos dar a graça da comunhão, da amizade com Ele - é isso a salvação!
As cinco Festas que se aproximam
Na verdade, o Tempo do Natal é formado por Cinco festas. E é por isso que o Bispo de Palmares pode afirmar que "o Natal não se resume a um dia" e passa a enumerar e explicar resumidamente estas Festas.
Solenidades do Natal do Senhor
Em primeiro lugar Dom Henrique explica o que vem a ser a Solenidade do Natal do Senhor, no dia 25 de dezembro:
"Na pobreza da gruta de Belém contemplaremos como frágil criança Aquele que é o Forte e eterno Deus: 'Porque um Menino nos nasceu, um filho nos foi dado, Ele recebeu o poder sobre os Seus ombros e Lhe foi dado este Nome: Conselheiro-maravilhoso, Deus-forte, Pai-eterno, Príncipe-da-Paz' (Is 9,5)."
"Neste Dia santíssimo (que é celebrado durante oito dias) a Igreja dobra os joelhos diante do Salvador, juntamente com Maria, José e os pastores; a Igreja canta o "Glória a Deus nas alturas" juntamente com os anjos, a Igreja ilumina-se de alegria como o céu da noite santa de Belém.
Sagrada Família
O Prelado continua para desta vez recordar que "no Domingo entre os dias 25 e 1º de janeiro a Igreja celebra a Festa da Sagrada Família."
Ele explica que "O Filho de Deus assumiu em tudo a nossa condição humana: entrou numa família, na vida miudinha de cada dia; Ele veio verdadeiramente viver a nossa aventura. Assim, santificou as famílias de modo especial: "Desceu com eles para Nazaré e era-lhes submisso" (Lc 2,51).
Santa Maria Mãe de Deus
A terceira Festa que o Bispo recorda em seu site que faz parte do Tempo de Natal é a Solenidade de Santa Maria Mãe de Deus, no dia 1º de janeiro, Oitava do Natal.
Para explicar que o dia Primeiro de Janeiro é uma das grandes festas marianas dentro do Tempo de Natal, Dom Henrique recorda São Lucas: "(Os pastores) foram, então, às pressas, e encontraram Maria, José e o Recém-nascido deitado na manjedoura" (Lc 2,16)".
Nesta Solenidade , explica o Prelado. "A Igreja contempla o Menino que nasceu em Belém e Nele reconhece o Deus eterno e perfeito, reclinado no colo de Maria. Por isso chama-a Mãe de Deus, quer dizer, Mãe do Filho de Deus feito homem! Dando este título à Virgem a Igreja, desde suas origens, professa sua fé na divindade de Jesus.
Solenidade da Epifania do Senhor
A Solenidade da Epifania do Senhor, no Domingo entre 2 e 8 de janeiro, a quarta Festa dentro do Tempo do Natal é a festa denominada como Festa de Reis.
"Mas, -sublinha o Bispo- é bem mais que isso: a palavra "epifania" significa "manifestação". Os magos, vindos dos povos pagãos, representam toda a humanidade que vem adorar o Salvador e reconhecê-Lo como a luz para iluminar as nações. Deus manifesta a Sua salvação a todos os povos: "O Senhor fez conhecer Sua salvação, revelou Sua justiça aos olhos das nações. Os confins da terra contemplaram a Salvação do nosso Deus" (Sl 97,2.3).
Batismo do Senhor
A Festa do Batismo do Senhor acontece no Domingo após a Epifania.
Dom Henrique lembra "com ela Com ela termina o tempo do Natal. O Pai apresenta o Seu Filho: "Este é o Meu Filho amado, em Quem Eu Me comprazo!" (Mt 3,17)".
"Com esta Festa encerra-se o ciclo de festas da Manifestação do Senhor", explica o Prelado, destacando que "a Igreja, mais uma vez, renova sua certeza e vive essa graça, experimenta-a e anuncia ao mundo:
"O Verbo Se fez carne e habitou entre nós e nós vimos a Sua glória!" (Jo 1,14).
O Bispo de Palmares encerra suas palavras fazendo um apelo a todos:
"Que vivamos bem este tempo do Natal, tão rico e santo!"
(JSG)
Dom Henrique Soares da Costa, Bispo de Palmares/PE

Gaudium Press

IV Domingo do Advento: Com Maria, esperamos o Natal!

+ Sergio da Rocha
Cardeal Arcebispo de Brasília
Na proximidade do Natal de Jesus, a Liturgia da Palavra nos apresenta a figura de Maria de Nazaré, mãe do Messias anunciado pelos profetas. Com ela, aprendemos a viver este tempo do Advento. Enquanto aguardava o nascimento de Jesus, ela foi visitar Isabel, que também estava grávida, necessitada de sua ajuda fraterna (Lc 1,39-45). O fato de dirigir-se, “apressadamente”, à casa de Isabel, demonstra a urgência da situação e a prontidão de Maria em estar com Isabel. Aquela que, pouco antes, na Anunciação, se apresentou como a “serva do Senhor”, logo depois, na Visitação, se faz a serva de Isabel, ensinando-nos a servir a Deus através dos irmãos que mais necessitam de nós. Maria permaneceu com Isabel durante três meses, numa atitude de extraordinária generosidade. Conforme o exemplo de Nossa Senhora, também nós devemos aguardar a solenidade do nascimento de Jesus através da caridade para com todos, principalmente para com os mais necessitados de amor, oração, serviço e solidariedade. Quando agimos deste modo, nos tornamos portadores da alegria que vem da presença de Jesus, como ocorreu na visita de Maria a Isabel.
A atitude de Isabel também nos ensina a bem viver o Advento do Senhor. Ela acolhe Maria, que traz a presença de Jesus, com louvor, humildade e alegria. Com Isabel, nós também queremos louvar a Mãe do Salvador e ao seu filho Jesus, exclamando como tantas vezes fazemos ao rezar a Ave-Maria: “bendita és tu entre as mulheres e bendito é o fruto do teu ventre!”. Às vésperas do Natal, procuremos imitar Isabel, repetindo, com fervor, as palavras que ela dirigiu a Maria e a Jesus.
A profecia de Miquéias se cumprirá no nascimento do Messias, na pequenina Belém. Segundo o Profeta, a paz caracteriza o Messias esperado e o seu reinado: “os homens viverão em paz e ele mesmo será a Paz” (Mq 5,3-4). Seja o Natal, tempo de paz em nossas famílias e em nosso país.
Estamos às vésperas do Natal. É importante refletir sobre como vai a nossa preparação para o Natal de Jesus. Sem a preparação cristã, não se celebra o Natal de modo cristão, isto é, o nascimento de Jesus. A preocupação com festas ou presentes não pode ofuscar ou substituir o sentido genuíno do Natal do Senhor. Para que o Natal seja feliz, como sempre desejamos, participe e convide a sua família e amigos para participarem da missa de Natal. Ao mesmo tempo, procure viver fraternalmente com todos, promovendo a reconciliação, o perdão e a paz. Tenha um feliz Natal, com as bênçãos do Menino Deus!
Arquidiocese de Brasília / O Povo de Deus

Quarto e último domingo do Advento

REDAÇÃO CENTRAL, 23 Dez. 18 / 04:00 am (ACI).- Celebramos hoje o quarto domingo do Advento e Maria nos é apresentada como figura central, sua espera é modelo e estímulo da nossa espera.

Logo após ouvir o anúncio do anjo, relata o Evangelho, a Virgem partiu rumo à casa de sua prima Isabel, que estava grávida de João Batista, para pôr-se a serviço. Dela ouviu a saudação: “Bem-aventurada aquela que acreditou, porque será cumprido, o que o Senhor lhe prometeu”.
Em ambiente familiar, recomenda-se que todos os preparativos sejam com o firme propósito de aceitar Jesus no lar, na comunidade, no trabalho, na paróquia etc. Reunidos, é tempo de acender a quarta e última vela da Coroa do Advento.
Evangelho: Lc 1,39-45
Naqueles dias, Maria partiu para a região montanhosa, dirigindo-se, apressadamente, a uma cidade da Judéia. Entrou na casa de Zacarias e cumprimentou Isabel. Quando Isabel ouviu a saudação de Maria, a criança pulou no seu ventre e Isabel ficou cheia do Espírito Santo. Com um grande grito, exclamou: 'Bendita és tu entre as mulheres e bendito é o fruto do teu ventre!' Como posso merecer que a mãe do meu Senhor me venha visitar? Logo que a tua saudação chegou aos meus ouvidos, a criança pulou de alegria no meu ventre. Bem-aventurada aquela que acreditou, porque será cumprido, o que o Senhor lhe prometeu’.
ACI Digital

sábado, 22 de dezembro de 2018

Ao colocar o Menino Jesus no presépio, reze em família

REDAÇÃO CENTRAL, 21 Dez. 18 / 05:00 am (ACI).- À meia-noite de 25 de dezembro, muitas famílias se reúnem para colocar a imagem do Menino Jesus no presépio. É um momento para rezar juntos, pedindo que o Senhor nasça também nos corações de cada um. Por isso, a ACI Digital selecionou estas duas orações para serem rezadas diante do presépio.

Oração da família diante do presépio
Menino Jesus, Deus que se fez pequeno por nós, diante da cena do teu nascimento, do presépio, estamos reunidos em família para rezar.
Mesmo que fisicamente falte alguém, em espírito somos uma só alma.
Olhando Maria, tua Mãe Santíssima, rezamos pelas mulheres da família, que cada uma delas acolha com amor a palavra de Deus, sem medo e sem reservas, que elas lutem pela harmonia e paz em nossa casa.
Vendo teu pai adotivo, São José, pedimos ó Menino Deus, pelos homens desta família, que eles transmitam segurança e proteção, estejam sempre atentos às necessidades mais urgentes, que saibam proteger nossos lares de tudo que não provém de ti.
Diante dos pastores e reis magos, pedimos por todos nós, para que saibamos render-te graças, louvar-te sempre em todas as circunstâncias, e que não nos cansemos de te procurar, mesmo por caminhos difíceis.
Menino Jesus, contemplando tua face serena, teu sorriso de criança, bendizemos tua ação em nossas vidas.
Que nesta noite santa, possamos esquecer as discórdias, os rancores, possamos nos perdoar.
Jesus querido, abençoa nossa família, cura os enfermos que houver, cura as feridas de relacionamentos.
Fazemos hoje o propósito de nos amar mais.
Que neste Natal a bênção divina recaia sobre nós.
Amém.
Natal Feliz é Natal com Cristo
Menino das palhas, Menino Jesus, Menino de Maria, aqui estamos diante de ti. Tu vieste de mansinho, na calada da noite, no silêncio das coisas que não fazem ruído.
Tu é o Menino amável e santíssimo, deitado nas palhas porque não havia lugar para ti nas casas dos homens tão ocupados e tão cheios de si.
Dá a nossos lábios a doçura do mel e à nossas vozes o brilho do cantar da cotovia, para dizer que vieste encher de sentido os dias de nossas vidas.
Não estamos mais sós: tu és o companheiro de nossas vidas. Tu choras as nossas lágrimas e te alegras com nossas alegrias, porque tu és nosso irmão.
Tu vieste te instalar feito um posseiro dentro de nós e não queremos que teu lugar seja ocupado pelo egoísmo que nos mata e nos aniquila, pelo orgulho que sobe à cabeça, pelo desespero.
Sei, Menino de Maria, que a partir de agora, não há mais razão para desesperar porque Deus grande, belo, Deus magnífico e altíssimo se tornou nosso irmão.
Santa Maria, Mãe do Senhor e Palácio de Deus, tu estás perto do Menino que envolves em paninhos quentes.
José, bom José, carpinteiro de mãos duras e guarda de nosso Menino, protege esse Deus que se tornou mendigo de nosso amor.
Menino Jesus, hoje é festa de claridade e dia de luz. Tu nasceste para os homens na terra de Belém.
ACI Digital

segunda-feira, 17 de dezembro de 2018

São Lázaro, o amigo que Jesus ressuscitou

REDAÇÃO CENTRAL, 17 Dez. 18 / 04:00 am (ACI).- Neste dia 17 de dezembro, é celebrada a festa de São Lázaro, irmão de Marta e Maria, a quem o Senhor ressuscitou depois de quatro dias de falecido. Etimologicamente, seu nome significa “Deus ajuda”. Ele teve a graça de ser o protagonista de um dos milagres mais impressionantes de Jesus Cristo.

Segundo as Sagradas Escrituras (Jo 11,1- 44), Lázaro adoeceu gravemente e duas de suas irmãs, Marta e Maria, enviaram com urgência um mensageiro ao lugar onde Jesus se encontrava. Eles levaram a seguinte mensagem: “Senhor, aquele que tu amas está enfermo”.
São Lázaro faleceu e somente ao quarto dia o Senhor chegou. Jesus falou com cada uma das irmãs e chorou. Os judeus que estavam ali exclamaram: “Vejam como o amava!”.
À irmã de Lázaro, o Senhor declarou: “Eu sou a ressurreição e a vida; quem crê em mim, ainda que morto, viverá: e quem vive e crê em mim, não morrerá. Crês isto?”.
Diante do sepulcro, Jesus disse: “Lázaro, vem para fora!”. E Lázaro se levantou.
Desta maneira foi ressuscitado milagrosamente o amigo do Jesus.
ACI Digital

domingo, 16 de dezembro de 2018

III Domingo do Advento: Que devemos fazer?

+ Sergio da Rocha
Cardeal Arcebispo de Brasília
A Liturgia da Palavra deste domingo continua a por em relevo a figura de João Batista, destacando o seu convite à conversão dirigido a todos que o procuravam. “Que devemos fazer?”, perguntavam as pessoas a João (Lc 3,10). A narrativa de S. Lucas ressalta que o chamado à conversão, feito por João Batista, com humildade e coragem, se dirige a todos, de forma bastante concreta. São destacas as exigências da partilha, da simplicidade, da honestidade e da verdade. Não basta a intenção geral de converter-se; são necessárias atitudes concretas que expressem a conversão sincera. “Que devemos fazer” é a pergunta que também nós fazemos, neste Advento, procurando dar passos concretos de conversão e vida nova.
A conversão vivida por aqueles que estão se preparando para acolher o Senhor que vem deve ser acompanhada da alegria. É com alegria que nós esperamos a visita de uma pessoa querida e preparamos a casa para recebê-la. É com alegria ainda maior que nós aguardamos a vinda do Salvador, preparando bem a nossa casa para a sua chegada, isto é, convertendo-nos.  As leituras deste Domingo nos convidam a vivenciar a alegria que acompanha a espera do Senhor.
O profeta Sofonias anuncia ao povo de Israel: “Canta de alegria! Rejubila-te! Alegra-te e exulta de todo o coração!” (Sf 3,14), completando, a seguir: “não temas, não te deixes levar pelo desânimo!” (Sf 3,16). O profeta explica a razão de ser desta alegria: “o Senhor, teu Deus está no meio de ti, o valente guerreiro que te salva”. A presença de Deus no coração e na vida é sempre motivo de alegria e de paz.
São Paulo, escrevendo aos Filipenses, também convida à alegria. “Alegrai-vos sempre no Senhor; eu repito, alegrai-vos” (Fl 4,4-7), pois “o Senhor está próximo”. Tal alegria deve ser acompanhada da confiança em Deus e da bondade para com todos. Afirma o Apóstolo: “que a vossa bondade seja conhecida de todos!”; “não vos inquieteis com coisa alguma, mas apresentai as vossas necessidades a Deus”, através de súplicas e ação de graças. Neste Advento, temos a oportunidade de fazer a experiência da alegria que brota da oração confiante em Deus e da bondade para com as pessoas.
Em todo o Brasil, neste domingo, realiza-se a coleta nacional da Campanha para a Evangelização, destinada a promoção e a sustentação da ação evangelizadora da Igreja. Todos nós somos responsáveis pela evangelização! Por isso, além da oração e da participação nas iniciativas pastorais da Igreja, somos convidados a oferecer também a nossa colaboração representada por essa coleta especial.
Arquidiocese de Brasília / O Povo de Deus

Novena de Natal

REDAÇÃO CENTRAL, 16 Dez. 18 / 05:00 am (ACI).- Neste dia 16 de dezembro, começa a Novena de Natal e a contagem regressiva para celebrar o nascimento de Jesus Cristo. Estes nove dias podem ser vividos intensamente em família, no trabalho, com a comunidade, o grupo da Igreja, e tantas outras pessoas.

Recomenda-se rezar à Virgem, a São José e ao Menino Jesus, refletindo e meditando sobre a vinda do Salvador.
Para celebrar este tempo, trazemos a novena disponibilizada pelo portal da Comunidade Canção Nova.
1. Oração inicial
Deus benigno de infinita caridade que nos amastes tanto e que nos destes em vosso Filho a melhor oferta de vosso amor, para que, encarnado e feito nosso irmão no seio da Virgem, nascesse em um presépio para nossa saúde e remédio; vos damos graças por tão imenso benefício. De volta vos oferecemos, Senhor, o esforço sincero para fazer deste vosso mundo e nosso, um mundo mais justo, mais fiel ao grande mandamento de nos amarmos como irmãos. Conceda-nos, Senhor, vossa ajuda para poder realizá-lo. Pedimos-Vos que este Natal, festa de paz e alegria, seja para nossa comunidade um estímulo a fim de que, vivendo como irmãos, procuremos mais e mais os caminhos da verdade, da justiça, do amor e da paz. Amém.
(Rezar um Pai Nosso)
2. Oração para a família
Senhor, fazei de nosso lar um lugar de Vosso amor. Que não haja injúria porque nos dais compreensão. Que não haja amargura porque nos abençoais. Que não haja egoísmo porque nos alentais. Que não haja rancor porque nos dais o perdão. Que não haja abandono porque estais conosco. Que saibamos caminhar até vós em nosso viver cotidiano. Que cada manhã amanheça mais um dia de entrega e sacrifício. Que cada noite nos encontre com mais amor. Fazei Senhor com nossas vidas, que quisestes unir, uma página cheia de vós. Fazei, Senhor, de nossos filhos o que desejardes, ajudai-nos a educá-los, orientá-los pelo vosso caminho. Que nos esforcemos no apoio mútuo. Que façamos do amor um motivo para amar-vos mais. Que quando amanhecer o grande dia de ir a seu encontro conceda nos encontrarmos unidos para sempre em vós. Amém.
3. Oração à Virgem
Soberana Maria, te pedimos por todas as famílias de nosso país; faz com que cada lar de nossa pátria e do mundo seja fonte de compreensão, de ternura, de verdadeira vida familiar. Que estas festas de Natal, que nos reúnem ao redor do presépio onde nasceu teu Filho, nos unam também no amor, que nos façam esquecer as ofensas e nos deem simplicidade para reconhecer os enganos que tenhamos cometido. Mãe de Deus e Nossa Mãe, intercedei por nós. Amém.
4. Oração a São José
Santíssimo São José, esposo de Maria e pai adotivo do Senhor, foste escolhido para fazer as vezes de pai no lar de Nazaré. Ajudai os pais de família; que eles sejam sempre no lar a imagem do pai celestial, a teu exemplo; que cumpram a grande responsabilidade de educar e formar seus filhos, entregando-lhes, com um esforço contínuo, o melhor de si mesmos. Ajudai os filhos a entender e apreciar o abnegado esforço de seus pais. São José, modelo de marido e pai, intercedei por nós. Amém.
(Rezar um Pai Nosso)
5. Meditações
(De acordo com o dia da Novena)
1ª Dia – 16 de dezembro
Vamos avaliar nossos valores de modo que o Natal seja o que deve ser: uma festa dedicada à RECONCILIAÇÃO. Dedicada ao perdão generoso e compreensivo que aprenderemos com um Deus compassivo. Com o perdão do Espírito Santo podemos nos reconciliar com Deus e com os irmãos e andar em uma vida nova.
É a boa notícia que São Paulo exclamou em suas cartas, tal como lemos em sua epístola aos Romanos 5, 1-11.
Viver o Natal é apagar as ofensas se alguém nos ofendeu e é pedir perdão se tivermos ofendido a outros. Assim, do perdão nasce a harmonia e construímos essa paz que os anjos anunciam em Belém: paz na terra aos homens que amam ao Senhor e se amam entre si. Os seres humanos podem nos ofender com o ódio ou podemos ser felizes em um amor que reconcilia. E essa boa missão é para cada um de nós: ser agentes de reconciliação e não de discórdia, ser instrumento de paz e semeadores de irmandade.
2º Dia – 17 de dezembro
O segundo dia é dedicado à COMPREENSÃO. Compreensão é uma nota distintiva de todo verdadeiro amor. Podemos dizer que a encarnação de um Deus que se faz homem pode ler-se em chave desse grande valor chamado compreensão. É um Deus que fica em nosso lugar, que rompe as distâncias e compartilha nossos afãs e nossas alegrias. É graças a esse amor compreensivo de um Deus pai que somos filhos de Deus e irmãos entre nós. Deus, como afirma São João, nos mostra a grandeza de seu amor e nos chama a viver como filhos dele.
Ler a primeira carta de João 3, 1-10.
Se de verdade atuarmos como filhos de Deus não imitamos Caim, mas “dermos a vida pelos irmãos” (3, 16). Com um amor compreensivo, somos capazes de ver as razões dos outros e ser tolerantes com suas falhas. Se o Natal nos tornar compreensivos será um excelente Natal. Feliz Natal é aprender a nos colocarmos no lugar dos demais.
3º Dia – 18 de dezembro
O terceiro dia é dedicado ao RESPEITO. Uma qualidade do amor que nos move a aceitar os outros tal como são. Graças ao respeito valorizamos a grande dignidade de toda pessoa humana feita à imagem e semelhança de Deus, embora essa pessoa esteja errada. O respeito é fonte de harmonia porque nos anima a valorizar as diferenças, como o faz um pintor com as cores ou um músico com as notas ou ritmos. Um amor respeitoso nos impede de julgar os outros, manipulá-los ou querer moldá-los a nosso modo.
Sempre que penso no respeito vejo Jesus conversando amavelmente com a mulher samaritana, tal como o narra São João no capítulo quarto de seu evangelho. É um diálogo sem recriminações, sem condenações e no qual brilha a luz de uma delicada tolerância. Jesus não aprova que a mulher não conviva com seu marido, mas em vez de julgá-la, a felicita por sua sinceridade. Atua como bom pastor e nos ensina a ser respeitosos se de verdade queremos nos entender com os demais.
4º Dia – 19 de dezembro
O quarto dia é dedicado à SINCERIDADE. Uma qualidade sem a qual o amor não pode subsistir, já que não há amor onde há mentira. Amar é andar na verdade, sem máscaras, sem o peso da hipocrisia e com a força de integridade.
Só na verdade somos livres como anunciou Jesus Cristo: João 8, 32. Só sobre a rocha firme da verdade pode se sustentar uma relação nas crises e nos problemas. Com a sinceridade ganhamos a confiança e com a confiança chegamos ao entendimento e à unidade. O amor ensina a não agir como os egoístas e os soberbos que acreditam que sua verdade é a verdade.
Se o Natal nos aproximar da verdade é um bom Natal, é uma festa em que acolhemos Jesus como luz verdadeira que vem a este mundo: João 1, 9. Luz verdadeira que nos afasta das trevas nos move a aceitar Deus como caminho, verdade e vida. Que nosso amor esteja sempre iluminado pela verdade, de modo que esteja também favorecido pela confiança.
5º Dia – 20 de dezembro
O quinto dia é dedicado ao DIÁLOGO. Toda a Bíblia é um diálogo amoroso e salvífico de Deus com os homens. Um diálogo que leva a seu cume e sua plenitude quando a Palavra de Deus que é Seu Filho, se faz carne, se faz homem, tal como narra São João no primeiro capítulo de seu evangelho. De Deus apoiado na sinceridade, assegurado no respeito e enriquecido pela compreensão, é o que necessitamos em todas nossas relações. Um diálogo em que diariamente “nos revestimos de misericórdia, bondade, humildade, mansidão e paciência”. Colossenses 3, 12.
O diálogo sereno que brota de um sincero amor e de uma alma em paz é o melhor presente que podemos nos dar em dezembro. Assim evitamos que nossa casa seja lugar vazio de afeto onde andamos dispersos como estranhos sob o mesmo teto. Deus concede a todos o dom de nos comunicar sem ofensas, sem julgamentos, sem altivez, e sim com apreço que gera acolhida e aceitação mútua.
6º Dia – 21 de dezembro
O Sexto dia é para valorizar a SIMPLICIDADE. Simplicidade que é a virtude das almas grandes e das pessoas nobres. Simplicidade que foi o adorno de Maria de Nazaré tal como ela mesma o proclama em seu canto de Magnificat. “Meu espírito se alegra em Deus meu Salvador porque olhou a humildade de sua serva” (Lucas 1, 47-48).
Natal é uma boa época para desterrar o orgulho e tomar consciência de tantos males que conduzem a soberba. Nenhuma virtude nos aproxima tanto dos demais como a simplicidade e nenhum defeito nos afasta tanto como a arrogância. O amor só reina nos corações humildes, capazes de reconhecer suas limitações e de perdoar sua altivez. É graças à humildade que agimos com delicadeza, sem nos crer mais do que ninguém, imitando a simplicidade de um Deus que “se despojou de si mesmo e tomou a condição de servo” (Filipenses 2, 6-11).
Crescer em simplicidade é um admirável presente para nossas relações. Recordemos que nesta pequenez há verdadeira grandeza, e que o orgulho acaba com o amor.
7º Dia – 22 de dezembro
Sétimo dia é para crescer em GENEROSIDADE. É a capacidade de dar com desinteresse onde o amor ganha a corrida do egoísmo. É na entrega generosa de nós mesmos que se mostra a profundidade de um amor que não se esgota nas palavras. E isso é o que celebramos no Natal: o gesto sem igual de um Deus que dá a si mesmo. Isso São Paulo destaca: “soberba também na generosidade... pois conheceis a generosidade de Nosso Senhor Jesus Cristo o qual sendo rico, por vós se fez pobre para que vos enriquecêsseis com sua pobreza”. É uma passagem bíblica em que o apóstolo convida aos Coríntios a compartilhar seus bens com os necessitados (2Cor 8, 7-15).
Sabemos amar quando sabemos compartilhar, sabemos amar quando damos o melhor de nós mesmos em lugar de dar apenas coisas. Tomemos, pois, a melhor decisão: dar carinho, afeto, ternura e perdão; dar tempo e dar alegria e esperança. São os presentes que mais valem e não custam dinheiro. Demos amor, como dizia São João da Cruz: onde não há amor coloques amor, e tirarás amor.
8º Dia – 23 de dezembro
Oitavo dia é para assegurar a FÉ. Uma fé que é firme quando nasce de uma relação amistosa com o Senhor. Uma fé que é autêntica se está confirmada com as boas obras, de modo que a religião não seja apenas de rezas, ritos e tradições. Precisamos cultivar a fé com a Bíblia, a oração e a prática religiosa porque a fé é nosso melhor apoio na crise. Necessitamos de uma fé grande em nós mesmo, em Deus e nos demais. Uma fé sem vacilações como queria Jesus: Marcos 11, 23. Uma fé que ilumina o amor com a força da confiança, já que “o amor em tudo crê” (1Cor 13, 7).
A FÉ é a força da vida e sem ela andamos à deriva. De fato, aquele que perdeu a fé, já não tem mais nada a perder. Que bom que cuidamos de nossa fé como se cuida de um tesouro! Que bom que nos possam saudar como à Virgem: “Feliz és tu que acreditaste” (Lc 1, 45).
9º Dia – 24 de dezembro
Nono dia é para avivar a ESPERANÇA e o AMOR. O amor e a esperança sempre vão de mãos dadas com a fé. Por isso, em seu hino ao amor, São Paulo nos mostra que o amor crê sem limites e espera sem limites (1Cor 13, 7). Uma fé viva, um amor sem limites e uma esperança firme são o incenso, o ouro e a mirra que nos dão ânimo para viver e coragem para não cair.
É graças ao amor que sonhamos com altos ideais e é graças à esperança que os alcançamos. O amor e a esperança são as asas que nos elevam à grandeza, apesar dos obstáculos e das insipidezes. Se amarmos Deus, amamos nós mesmos e amamos os outros, podemos obter o que sugere São Pedro em sua primeira carta: “Estejam sempre dispostos a dar razão de sua esperança. Com doçura, respeito e com uma boa consciência” (3, 15-16). Se acendermos a chama da esperança e o fogo do amor, sua luz radiante brilhará no novo ano depois que se apaguem as luzes do Natal.
6. Oração ao Menino Deus:
Senhor, Natal é a lembrança de teu nascimento entre nós, é a presença de teu amor em nossa família e em nossa sociedade. Natal é certeza de que o Deus do céu e da terra é nosso Pai, que tu, Divino Menino, é nosso irmão. Que esta reunião junto a teu presépio nos aumente a fé em sua bondade, comprometa-nos a viver verdadeiramente como irmãos, nos dê valor para matar o ódio e semear a justiça e a paz. Ó Divino Menino, ensina-nos a compreender que onde há amor e justiça, ali estas tu e ali também é Natal. Amém.
(Rezar um Glória ao Pai)
7. Gozos
Meu doce Jesus, meu menino adorado! Vem a nossas almas! Vem, não demores tanto!
- Ó sapiência suma de Deus soberano que ao nível de um menino te rebaixaste. Ó Divino infante, vem para nos ensinar a prudência que faz verdadeiros sábios.
Meu doce Jesus, meu menino adorado! Vem a nossas almas! Vem, não demores tanto!
- Menino do presépio nosso Deus e irmão, tu sabes e entendes da dor humana; que quando sofrermos dores e angústias sempre lembremos que tu nos salvaste.
Meu doce Jesus, meu menino adorado! Vem a nossas almas! Vem, não demores tanto!
- Ó luz do oriente, sol de eternos raios que entre as trevas seu esplendor vejamos, Menino tão precioso, sorte do cristão, ilumina o sorriso de seus doces lábios.
Meu doce Jesus, meu menino adorado! Vem a nossas almas! Vem, não demores tanto!
- Rei das nações, ilustre Emanuel, de Israel pastor. Menino que apascenta com suave cajado a ovelha arisca ou o cordeiro manso.
Meu doce Jesus, meu menino adorado! Vem a nossas almas! Vem, não demores tanto!
- Abram-se os céus e chova do alto o bom orvalho, como santa irrigação. Venha belo menino, venha Deus encarnado; brilha bela estrela, brota a flor do campo.
Meu doce Jesus, meu menino adorado! Vem a nossas almas! Vem, não demores tanto!
- Tu te fizeste Menino em uma família cheia de ternura e calor humano. Que vivam os lares aqui congregados o grande compromisso do amor cristão.
Meu doce Jesus, meu menino adorado! Vem a nossas almas! Vem, não demores tanto!
- Do fraco és auxílio, do enfermo és amparo, consolo és do triste, luz do desterrado. Vida de minha vida, meu sonho adorado, meu constante amigo, meu divino irmão.
Meu doce Jesus, meu menino adorado! Vem a nossas almas! Vem, não demores tanto!
- Vem diante de meus olhos por ti enamorados, ora beije teus pés, ora beije tuas mãos. Prosternado em terra, te estendo os braços e, mais do que minhas frases, te diz meu pranto.
Meu doce Jesus, meu menino adorado! Vem a nossas almas! Vem, não demores tanto!
- Faz de nossa pátria uma grande família; semeia em nosso chão teu amor e tua paz, nos dê fé na vida, nos dê esperança e um sincero amor que nos una mais.
Meu doce Jesus, meu menino adorado! Vem a nossas almas! Vem, não demores tanto!
- Vem nosso Salvador, por quem suspiramos! Vem às nossas almas, vem, não demores tanto!
ACI Digital

Terceiro domingo do Advento, o domingo da alegria ou Gaudete

REDAÇÃO CENTRAL, 16 Dez. 18 / 04:00 am (ACI).- O terceiro domingo do Advento é chamado “Gaudete”, ou da alegria, devido à primeira palavra do prefácio da Missa: Gaudete, ou seja, alegra-se.

Nesta data são permitidos paramentos rosas, como sinal de alegria, e a Igreja convida os fiéis a se alegrar porque o Senhor está perto.
Há dois domingos no ano em que se permite usar a cor rosa nos paramentos e estes são o quarto domingo da Quaresma (Laetare) e o terceiro domingo do Advento (Gaudete), porque, em meio à “espera”, recorda-se que está próxima a alegria da Páscoa ou do Natal, respectivamente.
Na Coroa do Advento, também se costuma acender uma vela rosa.
Evangelho: Lc 3,10-18
Naquele tempo, as multidões perguntavam a João: “Que devemos fazer?” João respondia: “Quem tiver duas túnicas, dê uma a quem não tem; e quem tiver comida, faça o mesmo!” Foram também para o batismo cobradores de impostos, e perguntaram a João: “Mestre, que devemos fazer?” João respondeu: “Não cobreis mais do que foi estabelecido”. Havia também soldados que perguntavam: “E nós, que devemos fazer?” João respondia: “Não tomeis à força dinheiro de ninguém, nem façais falsas acusações; ficai satisfeitos com o vosso salário!”
O povo estava na expectativa e todos se perguntavam no seu íntimo se João não seria o Messias. Por isso, João declarou a todos: “Eu vos batizo com água, mas virá aquele que é mais forte do que eu. Eu não sou digno de desamarrar a correia de suas sandálias. Ele vos batizará no Espírito Santo e no fogo. Ele virá com a pá na mão: vai limpar sua eira e recolher o trigo no celeiro; mas a palha ele a queimará no fogo que não se apaga”.
E ainda de muitos outros modos, João anunciava ao povo a Boa-Nova.
ACI Digital

Pe. Manuel Pérez Candela

Pe. Manuel Pérez Candela
Pároco da Paróquia Nossa Senhora da Imaculada Conceição - Sobradinho/DF