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segunda-feira, 31 de dezembro de 2018

São Silvestre, que dá nome à tradicional corrida no Brasil

REDAÇÃO CENTRAL, 31 Dez. 18 / 04:00 am (ACI).- Neste 31 de dezembro, um grande evento para as ruas de São Paulo (SP) e já se tornou tradição no encerramento do ano no Brasil. É a Corrida Internacional de São Silvestre. Desde 1925, a corrida leva esse nome por conta do santo cuja festa é celebrada no mesmo dia, São Silvestre I.

Embora muitos ouçam todos os anos o seu nome associado ao evento esportivo, trata-se de um santo ainda pouco conhecido entre os brasileiros.
Natural de Roma, Silvestre foi eleito Papa em 314, a um ano do edito de Milão, por meio do qual o imperador Constantino concedeu liberdade de culto aos cristãos.
No período do seu pontificado, viu-se aflorar uma perigosa agitação doutrinária, com origem na pregação de Ario, sacerdote alexandrino que negava a divindade da segunda Pessoa e, consequentemente, o mistério da Santíssima Trindade.
Diante disso, Constantino convocou Bispos para abordar a questão. O Papa enviou seus representantes Ósio, Bispo de Córdova, e dois presbíteros.
Foi o primeiro Concílio Ecumênico (universal) que reuniu em Niceia, no ano 325, mais de 300 Bispos, com o próprio Imperador a presidir em lugar de honra.
Os Padres conciliares não tiveram dificuldade em fazer prevalecer a doutrina recebida dos Apóstolos sobre a divindade de Cristo, proposta energicamente pelo Bispo de Alexandria, Santo Atanásio. A heresia de Ario foi condenada sem hesitação e a ortodoxia trinitária ficou outorgada no chamado Símbolo Niceno ou Credo, ratificado por São Silvestre.
Constantino também doou ao Papa Silvestre o palácio imperial de Latrão, que foi a residência papal até Leão XI. Junto a esse palácio, mais tarde, foi construída a Basílica de São João de Latrão.
Foi também em seu pontificado que se ergueu a antiga Basílica de São Pedro.
São Silvestre I morreu em 31 de dezembro de 335 e foi sepultado no cemitério de Priscila. Os seus restos mortais foram transladados por Paulo I (757-767) para a Igreja erguida em sua memória.
Neste último dia do ano, agradeça a Deus pelo ano que passou e peça pelo que se inicia, por intercessão de São Silvestre, com esta oração.
Deus, nosso Pai, hoje é o último dia do ano. Nós vos agradecemos todas as graças que nos concedestes através dos vossos santos. E hoje pedimos a São Silvestre que interceda a vós por nós! Perdoai as nossas faltas, o nosso pecado e dai-nos a graça da contínua conversão.
Renovai as nossas esperanças, fortalecei a nossa fé, abri a nossa mente e os nossos corações, não nos deixeis acomodar em nossas posições conquistadas, mas, como povo peregrino, caminhemos sem cessar rumo aos Novos Céus e à Nova Terra a nós prometidos. Senhor, Deus nosso Pai, que o Vosso Espírito Santo, o Dom de Jesus Ressuscitado, nos mova e nos faça clamar hoje e sempre “Abba! Pai!”
Venha a nós o vosso Reino de paz e de justiça. Renovai a face da Terra, criai no homem um coração novo! Amém.
ACI Digital

domingo, 30 de dezembro de 2018

Destaques 2018: A alegria de ser Igreja marcou o Ano Nacional do Laicato no Brasil

Destaques 2018: A alegria de ser Igreja marcou o Ano Nacional do Laicato no Brasil
O Ano Nacional do Laicato marcou 2018. De ponta a ponta desse país leigos e leigas estiveram protagonistas em momentos importantes na evangelização da Igreja no Brasil. Todo o conteúdo estudado veio do Documento 105 da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), intitulado “Cristãos Leigos e Leigas na Igreja e na Sociedade: Sal da Terra e Luz do Mundo”.
“Esse documento, ele despertou dentro dos cristãos uma grande alegria de ser igreja e também cidadãos. E por isso também caracterizou um ano específico de estudos, de seminários, de programações, momentos de confraternização, para que o ser cristão seja assumido, assimilado em todos os batizados”, explica o bispo de Caçador (SC) e presidente da Comissão Episcopal Pastoral para o Laicato, dom Severino Clasen, ao documentário “Igreja em Saída”, produzido pela assessoria de imprensa da CNBB para o fim de ano.
O documentário está sendo exibido nas principais emissoras de inspiração católica do país até o Ano Novo – as datas e horários de exibição estão no Facebook: CNBB – Conferência dos Bispos. O protagonismo dos leigos e leigas pôde ser visto na semana missionária quando os grupos se mobilizaram para evangelizar fora das suas igrejas particulares, seus ambientes eclesiais e foram para as ruas, em seus ambientes de trabalhos, universidades, presídios e tantos outros lugares levando a mensagem de Cristo.
Dom Severino diz que a palavra de Deus foi muito bem acolhida nos diversos ambientes. “O ano nacional do laicato não trouxe apenas benefícios para nós aqui no Brasil. Mas desde as pequenas comunidades, lá na família, este ano também chegou até os ouvidos do Papa Francisco que ele também ouviu relatório sobre a beleza deste ano em nossa igreja, ” diz.

Mesmo tendo tido sua culminância dia 25 de novembro, na Solenidade de Cristo Rei, o Ano Nacional dos Laicato foi uma experiência rica para quem dedicou parte do tempo a este estudo, mas sobretudo, a aqueles que evangelizaram fora do mundo Igreja.
Mas o que será que os leigos e leigas querem daqui para a frente? Para dom Severino é unir mais os cristãos, ter mais consciência na vida da sociedade e maior pertença eclesial.
“É preciso ter maior comprometimento com o evangelho para que assim a justiça seja instaurada e que possamos ter um Brasil cristão verdadeiramente. Por isso, o ano nacional do laicato nos deixou essa grande herança, o compromisso com o evangelho, uma nação de paz, de alegria, de esperança”, ressaltou o prelado.
CNBB

Festa da Sagrada Família

+ Sergio da Rocha
Cardeal Arcebispo de Brasília
O Natal não se reduz a um único dia festivo. O tempo do Natal estende-se até a festa do Batismo do Senhor, no próximo dia 13 de janeiro. O primeiro domingo após a solenidade do Natal é dedicado à Sagrada Família, Jesus, Maria e José, modelo permanente para toda família. O nosso olhar se volta para a Sagrada Família de Nazaré que ocupa o lugar central no presépio.
Cada família é chamada a ser santa, espelhando-se na família “sagrada” de Nazaré. Deus quer habitar em cada família, tornando-a santa. É ele quem nos santifica! Assim como ocorreu com Maria e José, somos chamados a acolher Jesus e a permanecer sempre com ele. A procura de Maria e José por Jesus menino, na viagem a Jerusalém, nos motiva a buscá-lo sempre e a estar sempre com ele. Se por algum momento, alguém perceber que está se afastando dele, deve procurá-lo insistentemente. Para isso, é fundamental imitar a atitude contemplativa de Maria, que “conservava no coração” (Lc 2,51) o mistério que Deus estava revelando. Assim fazendo, poderemos compreender sempre mais o sentido dos acontecimentos na vida pessoal e familiar e discernir a vontade de Deus.
A Carta de São Paulo aos Colossenses apresenta um verdadeiro programa de vida para as nossas comunidades e famílias, recordando-nos o mandamento do amor: “amai-vos uns aos outros”. O Apóstolo oferece indicações preciosas para a vivência do amor fraterno. A vida de uma comunidade ou de uma família deve ser feita de “sincera misericórdia, bondade, humildade, mansidão e paciência”, acrescentando, com destaque, o perdão (Cl 3,12-13). Cada um deve fazer a sua parte, conforme o texto paulino proclamado: marido, esposa, pais e filhos. Ao invés de exigir dos outros, é necessário dar a própria contribuição para que a família possa ter uma vida cristã, com unidade e paz.  O Eclesiástico ressalta a atitude dos filhos em relação aos pais, desenvolvendo, de modo admirável, o mandamento que ordena “honrar o pai e a mãe”, com suas consequências. O amor pelos pais é fonte de bênçãos, trazendo preciosos frutos para os filhos.
Para viver bem o Natal, é fundamental a participação da família na Igreja. Por isso, é preciso organizar-se para participar das missas neste período natalino, que para muitos é também período de férias. Ao organizar viagens e períodos de lazer, não deixe de dar prioridade à participação na missa, ao menos dominical. Seja este um tempo especial também para a convivência fraterna com os familiares e amigos. Assim fazendo, as alegrias do Natal se estenderão ao longo do novo Ano.
Arquidiocese de Brasília / O Povo de Deus

Festa da Sagrada Família

REDAÇÃO CENTRAL, 30 Dez. 18 / 04:00 am (ACI).- Hoje a Igreja celebra a festa da Sagrada Família e convida todos a olhar para Jesus, Maria e José, que desde o início tiveram que enfrentar os perigos do exílio no Egito, mas, sempre mostrando que o amor é mais forte do que a morte. Eles são um reflexo da Trindade e modelo de cada família.

A solenidade da Sagrada Família, que é celebrada dentro da Oitava de Natal, é uma festa que incentiva a aprofundar o amor familiar, examinar a situação do próprio lar e buscar soluções que ajudem o pai, a mãe e os filhos a serem cada vez mais como a Família de Nazaré.
Ao celebrar esta data em 2013, o Papa Francisco ressaltou que o “nosso olhar hoje para a Sagrada Família se deixa atrair também pela simplicidade da vida que essa conduz em Nazaré. É um exemplo que faz tanto bem às nossas famílias, ajuda-as a se tornarem sempre mais comunidades de amor e de reconciliação, na qual se experimenta a ternura, a ajuda mútua, o perdão recíproco”.
A vida familiar não pode ser reduzida a problemas de relacionamento, deixando de lado os valores transcendentes, já que a família é o sinal do diálogo entre Deus e o homem. Pais e filhos devem estar abertos à Palavra e ouvir, sem esquecer a importância da oração familiar que une fortemente os membros da família.
São João Paulo II, que é conhecido como o Papa das famílias, no Ângelus desta solenidade em 1996, destacou que “a mensagem que vem da Sagrada Família é, antes de tudo, uma mensagem de fé: a casa de Nazaré é aquela onde Deus está verdadeiramente no centro”.
“Para Maria e José esta opção de fé concretiza-se no serviço ao Filho de Deus que lhes foi confiado, mas exprime-se também no seu amor recíproco, rico de ternura espiritual e de fidelidade”, indicou.
Em muitas ocasiões, João Paulo II reforçou a importância da vivência da fé em família, por meio da oração. “A família que reza unida, permanece unida”, dizia, sugerindo que juntos rezassem o Rosário.
ACI Digital

sábado, 29 de dezembro de 2018

28/12/2018: Santos Inocentes, crianças que morreram por Cristo

REDAÇÃO CENTRAL, 28 Dez. 18 / 04:00 am (ACI).- “Ainda não falam e já confessam a Cristo. Ainda não podem mover os seus membros para travar batalha e já alcançam a palma da vitória”, disse uma vez São Quodvultdeus (século V) ao exortar os fiéis sobre os Santos Inocentes, as crianças que morreram por Cristo e cuja festa se celebra neste 28 de dezembro.

De acordo com o relato de São Mateus, o rei Herodes mandou matar em Belém e seus arredores os meninos menores de dois anos, ao sentir-se enganado pelos Reis Magos, os quais retornaram aos seus países por outro caminho para não lhe revelar onde estava o Messias.
A festa para venerar estes meninos que morreram como mártires foi instituída no século IV. A tradição oriental os recorda em 29 de dezembro, enquanto que a latina, no dia 28 deste mês.
Posteriormente, São Quodvultdeus, Padre da Igreja do Século V e Bispo de Cartago (norte da África), deu um sermão sobre este lamentável feito.
“Que temes, Herodes, ao ouvir dizer que nasceu o Rei? Ele não veio para te destronar, mas para vencer o demónio. Tu, porém, não o compreendes; e por isso te perturbas e te enfureces, e, para que não escape aquele único Menino que buscas, te convertes em cruel assassino de tantas crianças”, expressou.
O Santo ainda acrescenta: “Nem as lágrimas das mães nem o lamento dos pais pela morte de seus filhos, nem os gritos e gemidos das crianças te comovem. Matas o corpo das crianças, porque o temor te matou o coração”.
“As crianças, sem o saberem, morrem por Cristo; os pais choram os mártires que morrem. Àqueles que ainda não podiam falar, Cristo os faz suas dignas testemunhas”, enfatizou São Quodvultdeus.
ACI Digital

quinta-feira, 27 de dezembro de 2018

São João Evangelista, o discípulo amado de Jesus

REDAÇÃO CENTRAL, 27 Dez. 18 / 04:00 am (ACI).- “Meus filhinhos, amai-vos uns aos outros”, costumava dizer São João Evangelista, o mais jovem dos Apóstolos e que se distingue como o “discípulo amado de Jesus”. Foi quem acolheu a Virgem Maria em sua casa e é padroeiro dos teólogos e escritores. Sua festa se celebra neste dia 27 de dezembro.

São João era judeu da Galileia, filho do Zebedeu e irmão do São Tiago Maior, com quem era pescador. Foi designado para acompanhar Pedro na preparação da última ceia, onde reclinou sua cabeça sobre o peito do Jesus. Esteve ao pé da cruz com a Virgem Maria, a quem levou para sua casa como Mãe para honrá-la, servi-la e cuidá-la.
Quando chegou a notícia do sepulcro vazio, São João correu junto a São Pedro para constatar. Foi quando os dois “viram e acreditaram”. Mais tarde, quando Jesus lhes apareceu à beira do lago da Galileia, Pedro perguntou sobre o futuro de João e o Senhor respondeu: “Se quiser que fique até que eu venha, o que te importa? Você, me siga”.
Por esta resposta, circulou o rumor de que João não ia morrer, algo que o próprio apóstolo desmentiu ao indicar que o Senhor nunca disse: “Não morrerá”.
Escreveu o Apocalipse, três epístolas e o Evangelho de São João, no qual se refere a si mesmo como “o discípulo que Jesus amava”.
Segundo São Clemente da Alexandria, em uma cidade, São João viu um jovem na congregação e, com o sentimento de que poderia tirar dele muita coisa boa, levou-o até o Bispo, o qual o próprio João havia consagrado, e lhe disse: “Em presença de Cristo e ante esta congregação, recomendo este jovem a seus cuidados”.
Pela recomendação de São João, o jovem se hospedou na casa do Bispo, que o instruiu na fé, batizou-o e confirmou. Entretanto, os cuidados do Bispo se esfriaram, o moço andou com más companhias e se tornou assaltante.
Depois de um tempo, São João voltou e pediu ao Bispo o encargo que Jesus Cristo e ele tinham encomendado a seu cuidado diante da Igreja. O Prelado se surpreendeu pensando que se tratava de algum dinheiro, mas o apóstolo lhe explicou que se referia ao jovem.
O Bispo exclamou: “Pobre jovem! Morreu”. “Do que morreu?”, perguntou São João. “Morreu para Deus, posto que é um ladrão”, respondeu-lhe. Ao ouvir isto, o ancião apóstolo pediu um cavalo e com a ajuda de um guia dirigiu-se às montanhas onde os assaltantes tinham seu esconderijo. Logo que entrou, foi feito prisioneiro.
No esconderijo dos malfeitores, o jovem reconheceu o santo e tentou fugir, mas o apóstolo gritou: “Moço! Por que foge de mim, seu pai, um velho e sem armas? Sempre há tempo para o arrependimento. Eu responderei por ti ante meu Senhor Jesus Cristo e estou disposto a dar a vida por sua salvação. É Cristo quem me envia”.
O rapaz ficou imóvel, baixou a cabeça, começou a chorar e se aproximou do santo para lhe implorar uma segunda oportunidade. São João, por sua vez, não abandonou o esconderijo dos ladrões até que o pecador foi reconciliado com a Igreja.
Esta caridade, que procurava inflamar nos outros, refletia-se em seu dito: “Meus filhinhos, amai-vos uns aos outros”. Uma vez lhe perguntaram por que repetia sempre a frase e São João respondeu: “Porque esse é o mandamento do Senhor e se o cumprirem já terão feito o bastante”.
Diferentemente de todos os outros apóstolos que morreram martirizados, São João partiu pacificamente para a Casa do Pai, em Éfeso, na Turquia, por volta do ano cem da era cristã e aos 94 anos de idade, segundo Santo Epifânio.
ACI Digital

quarta-feira, 26 de dezembro de 2018

Santo Estêvão, diácono e primeiro mártir

REDAÇÃO CENTRAL, 26 Dez. 18 / 04:00 am (ACI).- Neste dia 26 de dezembro, é celebrado o primeiro mártir de toda a Igreja Católica, Santo Estêvão. O protomártir morreu apedrejado logo depois de ser arrastado para fora da cidade, após ser levado ante o Sinédrio por falsas acusações. Ele acusou os judeus por ter chegado ao ponto de não reconhecer o Salvador e também de tê-lo crucificado.

Santo Estêvão, enquanto recebia o golpe das pedras, pronunciou as seguintes palavras: “Senhor Jesus, recebe meu espírito”. Estando de joelhos antes de morrer, exclamou com força: “Senhor, não lhes tenha em conta pecado”.
Na celebração da festa deste santo em 2013, o Papa Francisco assinalou que, “na verdade, na ótica da fé, a festa de Santo Estêvão está em plena sintonia com o significado profundo do Natal”.
“No martírio, de fato, a violência é vencida pelo amor, a morte pela vida. A Igreja vê no sacrifício dos mártires seu ‘nascimento ao céu’. Celebramos hoje, pois, o ‘nascimento’ de Estêvão, que em profundidade brota do Natal de Cristo. Jesus transforma a morte dos que o amam em aurora de vida nova”, acrescentou o Santo Padre.
Também o Papa Emérito Bento XVI, em 2012, ao falar do santo refletiu: “De onde o primeiro mártir cristão tirou a força para fazer frente a seus perseguidores e chegar até a entrega de si mesmo? A resposta é simples: de sua relação com Deus, de sua comunhão com Cristo, da meditação sobre a história da salvação, de ver a ação de Deus, que alcança seu ápice em Jesus Cristo”.
ACI Digital

terça-feira, 25 de dezembro de 2018

Hoje começa a Oitava de Natal, celebramos o nascimento de Jesus por 8 dias

REDAÇÃO CENTRAL, 25 Dez. 18 / 05:00 am (ACI).- Como é tradição na Igreja, na noite de 24 de dezembro se começa a celebrar de maneira solene o Nataldo Senhor e, logo após, seguem-se oito dias chamados “Oitava de Natal”, que começa em 25 de dezembro e se conclui no dia 1º de janeiro, nos quais se festeja igualmente o nascimento do Menino Deus.

A celebração da “Oitava” tem suas raízes no Antigo Testamento, no qual os judeus festejavam as grandes festas por oito dias. Do mesmo modo, como se lê em Gênesis (17,9-14), há muito séculos, deus fez uma aliança com Abraão e sua descendência, cujo sinal é a circuncisão no oitavo dia depois do nascimento.
O próprio Jesus, como todo judeu, também foi circuncidado ao oitavo dia e ressuscitou no “dia depois do sétimo dia da semana”. Assim, a Oitava (oito dias) segue sendo uma tradição muito importante na Igreja e, por isso, estabeleceu-se apenas dois momentos no calendário litúrgico: a “Oitava de Natal” e a “Oitava de Páscoa”.
Na Oitava de Natal, também são celebradas as seguintes festas:
  • 26 de dezembro: Santo Estêvão é o primeiro mártir do cristianismo e representa todos os que morreram por Cristo voluntariamente.
  • 27 de dezembro: São João Evangelista é o jovem e valente apóstolo que permaneceu ao pé da cruz com a Virgem Maria. É considerado o “discípulo amado” e representa os que estiveram dispostos a morrer por Cristo, mas não foram mortos.
  • 28 de dezembro: Os Santos Inocentes representam os que morreram por Cristo sem saber e os milhões de bebês que morrem hoje em dia com o aborto.
  • 30 de dezembro: A Sagrada Família é modelo para todas as famílias e símbolo da união da Santíssima Trindade. 
  • 1º de janeiro: Santa Maria, Mãe de Deus. Todos os títulos atribuídos à Virgem Maria têm sua raiz neste dogma de fé.
ACI Digital

Feliz Natal! Hoje nasceu o Salvador!

REDAÇÃO CENTRAL, 24 Dez. 18 / 11:00 pm (ACI).- Neste dia 25 de dezembro, a Igreja celebra a Solenidade do nascimento de Jesus Cristo. É um dia de alegria e gozo, porque o Senhor veio ao mundo para trazer a salvação. Por isso, a ACIDigital deseja a todos um feliz Natal e que Jesus também nasça em sua família e coração.

Como o sol ilumina a escuridão ao amanhecer, a presença de Cristo invade a escuridão do pecado, do mundo, do demônio e da carne para mostrar o caminho a seguir. Com sua luz, mostra a verdade de nossa existência. O próprio Cristo é a vida que renova a natureza caída do homem e da natureza. O Natal comemora a presença renovadora de Cristo que vem para salvar o mundo.
A Igreja em seu papel de mãe e mestra, através de uma série de festas busca conscientizar o homem deste fato tão importante para a salvação de seus filhos. É, portanto, necessário que todos os fiéis vivam com o reto sentido a riqueza da experiência real e profunda do Natal.
ACI Digital

O relato de uma famosa Beata e mística que viu o Nascimento de Cristo

REDAÇÃO CENTRAL, 25 Dez. 18 / 07:00 am (ACI).- No final do século XVIII e início do XIX, surgiu na Alemanha a famosa mística Anna Catarina Emmerick (1774-1824), que teve os estigmas da Paixão de Cristo e, nos últimos anos de vida, sustentou-se apenas da Eucaristia.

Deus lhe concedeu detalhadas revelações místicas da vida de Jesus. São João Paulo II a beatificou em 2004 e o ator Mel Gibson se inspirou em suas visões para realizar o filme “A Paixão de Cristo”.
A seguir, apresentamos o belo e significativo relato que ela contou sobre o que viu do Nascimento de nosso Senhor:
“Vi o esplendor em volta da Santíssima Virgem crescer mais e mais, de modo que a luz das lâmpadas que José acendera já não era visível. Ela estava de joelhos, coberta de um vestido largo, com o rosto voltado para o Oriente. À meia-noite ficou extasiada, suspensa acima do solo; tinha os braços cruzados sobre o peito. O resplendor em torno dela crescia a cada momento. Toda a natureza parecia sentir uma emoção de júbilo, até os seres inanimados. As rochas do teto, das paredes e do solo da gruta tornaram-se como vivas àquela luz.
Então eu já não vi o teto da gruta; um caminho de luz se abriu acima de Maria, subindo com glória sempre maior em direção às alturas do céu. Nesse caminho de luz, havia um maravilhoso movimento de glórias interpenetrando-se umas às outras, e, conforme se aproximaram, pareciam mais claramente sob a forma de coros de espíritos celestes. A Virgem Santíssima, tomada em êxtase, estava agora olhando para baixo, adorando seu Deus, cuja mãe ela tinha-se tornado e que jaz no solo à sua frente, sob a forma de um indefeso recém-nascido.
Vi Nosso Senhor como uma criança pequenina, brilhando com uma luz que superava todo o esplendor circundante, e jazendo no tapete, junto aos joelhos de Maria. Pareceu-me que ele era a princípio bem pequeno e então cresceu aos meus olhos. Mas tudo isso era a irradiação de uma luz tão potente e deslumbrante que não posso explicar como pude olhá-la. A Virgem permaneceu por algum tempo envolta em êxtase; depois cobriu o Menino com um pano, mas a princípio Ela não O tocou ou pegou nos braços. Após certo tempo, vi o Menino Jesus se mover, e depois eu O ouvi chorar. Então, pareceu que Maria voltava a si, e pegou o Menino do tapete, envolvendo-O no pano que O cobria, e com Ele aos braços trouxe-O para si. Ficou ali, sentada, completamente envolvida, Ela e o Menino, em seu véu, e penso que Ela amamentou o Redentor. Vi, então, anjos à sua volta em forma humana, prostrando-se e adorando o Menino.
Talvez fosse uma hora após o nascimento quando Maria chamou José, que ainda estava prostrado em oração. Quando se aproximou, ele se lançou com o rosto ao chão, em devota alegria e humildade. Foi só quando Maria lhe pediu que carregasse, junto ao coração, em alegria e gratidão, o santo presente de Deus Altíssimo, que ele se ergueu, pegou nos braços o Menino Jesus, e louvou a Deus com lágrimas de felicidade.
Maria enfaixou o Menino: tinha apenas quatro paninhos. Mais tarde, vi Maria e José sentados no chão, um junto ao outro: não falavam, pareciam absortos em muda contemplação. Diante de Maria, enfaixado como um menino comum, estava recostado Jesus recém-nascido, belo e brilhante como um relâmpago. ‘Ah, eu dizia, este lugar contém a salvação do mundo inteiro e ninguém suspeita disso!’.
Vi em muitos lugares, até nos mais afastados, uma insólita alegria, um extraordinário movimento nesta noite. Vi os corações de muitos homens de boa vontade reanimados por um desejo, cheio de alegria, e ao contrário, os corações dos perversos cheios de temores. Até nos animais vi se manifestar alegria em seus movimentos e saltos. As flores levantavam suas coroas, as plantas e árvores tomavam novo vigor e verde e espalhavam suas fragrâncias e perfumes. Vi brotar fontes de água da terra. No momento do nascimento de Jesus, brotou uma fonte abundante na gruta da colina do Norte.
A mais ou menos uma légua e meia da gruta de Belém, no vale dos pastores, havia uma colina. Nas encostas da colina, estavam as cabanas de três pastores. Ao nascimento de Jesus Cristo, vi esses três pastores muito impressionados com o aspecto daquela noite tão maravilhosa; por isso, ficaram em torno de suas cabanas olhando para todos os lados.
Então, viram maravilhados a luz extraordinária sobre a gruta do presépio. Enquanto os três pastores estavam olhando para aquele lado do céu, vi descer sobre eles uma nuvem luminosa, dentro da qual notei um movimento à medida que se aproximava. Primeiro vi que se desenhavam formas vagas, depois, rostos, e finalmente ouvi cantos muito harmoniosos, muito alegres, cada vez mais claros. Como os pastores se assustaram a princípio, apareceu um anjo entre eles, que lhes disse: ‘Não temais, pois venho para anunciar-lhes uma grande alegria para todo o povo de Israel. Nasceu hoje para vós, na cidade de Davi, um Salvador, que é Cristo, o Senhor. Como sinal, dou-lhes isso: encontrareis o Menino envolto em faixas, deitado em uma manjedoura’. Enquanto o anjo dizia estas palavras, o resplendor se fazia cada vez mais intenso ao seu redor. Vi cinco ou sete grandes figuras de anjos, muito belos e luminosos. Ouvi que louvavam a Deus cantando: ‘Glória a Deus nas alturas e paz na terra aos homens de boa vontade’.
Mais tarde, tiveram a mesma aparição os pastores que estavam junto à torre. Anjos também apareceram a outro grupo de pastores perto de uma fonte, a Leste da torre, a cerca de três léguas de Belém. Eu os vi consultando-se uns aos outros sobre o que levariam para o recém-nascido e preparando os presentes com toda a pressa. Chegaram à gruta da manjedoura ao amanhecer”.
ACI Digital

domingo, 23 de dezembro de 2018

O Natal não se resume a um só dia, lembra o Bispo de Palmares

Dom Henrique Soares da Costa

Redação (Quarta-feira, 19-12-2018, Gaudium Press) Em publicação feita em seu site Dom Henrique Soares da Costa, Bispo de Palmares, em Pernambuco, recorda que o Natal não se resume a um dia nem celebra simplesmente o Nascimento de Jesus.
Dom Henrique recorda que, "na verdade, o Natal é um tempo litúrgico, formado por cinco festas que celebram no rito da Santa Liturgia o mistério da Manifestação do Filho de Deus em nossa natureza humana."
"O Natal é o Tempo no qual a Igreja, na sua Celebração eucarística, ao celebrar os santos Mistérios, entre em comunhão real e verdadeira com o Mistério da Manifestação, da Vinda, do nosso Salvador e Deus bendito na nossa natureza humana!" - reafirma o Bispo, explicando ainda que "o Filho eterno do Pai manifestou-Se na nossa pobre humanidade para enriquecê-la com a Sua divindade; Ele veio para nos dar a graça da comunhão, da amizade com Ele - é isso a salvação!
As cinco Festas que se aproximam
Na verdade, o Tempo do Natal é formado por Cinco festas. E é por isso que o Bispo de Palmares pode afirmar que "o Natal não se resume a um dia" e passa a enumerar e explicar resumidamente estas Festas.
Solenidades do Natal do Senhor
Em primeiro lugar Dom Henrique explica o que vem a ser a Solenidade do Natal do Senhor, no dia 25 de dezembro:
"Na pobreza da gruta de Belém contemplaremos como frágil criança Aquele que é o Forte e eterno Deus: 'Porque um Menino nos nasceu, um filho nos foi dado, Ele recebeu o poder sobre os Seus ombros e Lhe foi dado este Nome: Conselheiro-maravilhoso, Deus-forte, Pai-eterno, Príncipe-da-Paz' (Is 9,5)."
"Neste Dia santíssimo (que é celebrado durante oito dias) a Igreja dobra os joelhos diante do Salvador, juntamente com Maria, José e os pastores; a Igreja canta o "Glória a Deus nas alturas" juntamente com os anjos, a Igreja ilumina-se de alegria como o céu da noite santa de Belém.
Sagrada Família
O Prelado continua para desta vez recordar que "no Domingo entre os dias 25 e 1º de janeiro a Igreja celebra a Festa da Sagrada Família."
Ele explica que "O Filho de Deus assumiu em tudo a nossa condição humana: entrou numa família, na vida miudinha de cada dia; Ele veio verdadeiramente viver a nossa aventura. Assim, santificou as famílias de modo especial: "Desceu com eles para Nazaré e era-lhes submisso" (Lc 2,51).
Santa Maria Mãe de Deus
A terceira Festa que o Bispo recorda em seu site que faz parte do Tempo de Natal é a Solenidade de Santa Maria Mãe de Deus, no dia 1º de janeiro, Oitava do Natal.
Para explicar que o dia Primeiro de Janeiro é uma das grandes festas marianas dentro do Tempo de Natal, Dom Henrique recorda São Lucas: "(Os pastores) foram, então, às pressas, e encontraram Maria, José e o Recém-nascido deitado na manjedoura" (Lc 2,16)".
Nesta Solenidade , explica o Prelado. "A Igreja contempla o Menino que nasceu em Belém e Nele reconhece o Deus eterno e perfeito, reclinado no colo de Maria. Por isso chama-a Mãe de Deus, quer dizer, Mãe do Filho de Deus feito homem! Dando este título à Virgem a Igreja, desde suas origens, professa sua fé na divindade de Jesus.
Solenidade da Epifania do Senhor
A Solenidade da Epifania do Senhor, no Domingo entre 2 e 8 de janeiro, a quarta Festa dentro do Tempo do Natal é a festa denominada como Festa de Reis.
"Mas, -sublinha o Bispo- é bem mais que isso: a palavra "epifania" significa "manifestação". Os magos, vindos dos povos pagãos, representam toda a humanidade que vem adorar o Salvador e reconhecê-Lo como a luz para iluminar as nações. Deus manifesta a Sua salvação a todos os povos: "O Senhor fez conhecer Sua salvação, revelou Sua justiça aos olhos das nações. Os confins da terra contemplaram a Salvação do nosso Deus" (Sl 97,2.3).
Batismo do Senhor
A Festa do Batismo do Senhor acontece no Domingo após a Epifania.
Dom Henrique lembra "com ela Com ela termina o tempo do Natal. O Pai apresenta o Seu Filho: "Este é o Meu Filho amado, em Quem Eu Me comprazo!" (Mt 3,17)".
"Com esta Festa encerra-se o ciclo de festas da Manifestação do Senhor", explica o Prelado, destacando que "a Igreja, mais uma vez, renova sua certeza e vive essa graça, experimenta-a e anuncia ao mundo:
"O Verbo Se fez carne e habitou entre nós e nós vimos a Sua glória!" (Jo 1,14).
O Bispo de Palmares encerra suas palavras fazendo um apelo a todos:
"Que vivamos bem este tempo do Natal, tão rico e santo!"
(JSG)
Dom Henrique Soares da Costa, Bispo de Palmares/PE

Gaudium Press

IV Domingo do Advento: Com Maria, esperamos o Natal!

+ Sergio da Rocha
Cardeal Arcebispo de Brasília
Na proximidade do Natal de Jesus, a Liturgia da Palavra nos apresenta a figura de Maria de Nazaré, mãe do Messias anunciado pelos profetas. Com ela, aprendemos a viver este tempo do Advento. Enquanto aguardava o nascimento de Jesus, ela foi visitar Isabel, que também estava grávida, necessitada de sua ajuda fraterna (Lc 1,39-45). O fato de dirigir-se, “apressadamente”, à casa de Isabel, demonstra a urgência da situação e a prontidão de Maria em estar com Isabel. Aquela que, pouco antes, na Anunciação, se apresentou como a “serva do Senhor”, logo depois, na Visitação, se faz a serva de Isabel, ensinando-nos a servir a Deus através dos irmãos que mais necessitam de nós. Maria permaneceu com Isabel durante três meses, numa atitude de extraordinária generosidade. Conforme o exemplo de Nossa Senhora, também nós devemos aguardar a solenidade do nascimento de Jesus através da caridade para com todos, principalmente para com os mais necessitados de amor, oração, serviço e solidariedade. Quando agimos deste modo, nos tornamos portadores da alegria que vem da presença de Jesus, como ocorreu na visita de Maria a Isabel.
A atitude de Isabel também nos ensina a bem viver o Advento do Senhor. Ela acolhe Maria, que traz a presença de Jesus, com louvor, humildade e alegria. Com Isabel, nós também queremos louvar a Mãe do Salvador e ao seu filho Jesus, exclamando como tantas vezes fazemos ao rezar a Ave-Maria: “bendita és tu entre as mulheres e bendito é o fruto do teu ventre!”. Às vésperas do Natal, procuremos imitar Isabel, repetindo, com fervor, as palavras que ela dirigiu a Maria e a Jesus.
A profecia de Miquéias se cumprirá no nascimento do Messias, na pequenina Belém. Segundo o Profeta, a paz caracteriza o Messias esperado e o seu reinado: “os homens viverão em paz e ele mesmo será a Paz” (Mq 5,3-4). Seja o Natal, tempo de paz em nossas famílias e em nosso país.
Estamos às vésperas do Natal. É importante refletir sobre como vai a nossa preparação para o Natal de Jesus. Sem a preparação cristã, não se celebra o Natal de modo cristão, isto é, o nascimento de Jesus. A preocupação com festas ou presentes não pode ofuscar ou substituir o sentido genuíno do Natal do Senhor. Para que o Natal seja feliz, como sempre desejamos, participe e convide a sua família e amigos para participarem da missa de Natal. Ao mesmo tempo, procure viver fraternalmente com todos, promovendo a reconciliação, o perdão e a paz. Tenha um feliz Natal, com as bênçãos do Menino Deus!
Arquidiocese de Brasília / O Povo de Deus

Quarto e último domingo do Advento

REDAÇÃO CENTRAL, 23 Dez. 18 / 04:00 am (ACI).- Celebramos hoje o quarto domingo do Advento e Maria nos é apresentada como figura central, sua espera é modelo e estímulo da nossa espera.

Logo após ouvir o anúncio do anjo, relata o Evangelho, a Virgem partiu rumo à casa de sua prima Isabel, que estava grávida de João Batista, para pôr-se a serviço. Dela ouviu a saudação: “Bem-aventurada aquela que acreditou, porque será cumprido, o que o Senhor lhe prometeu”.
Em ambiente familiar, recomenda-se que todos os preparativos sejam com o firme propósito de aceitar Jesus no lar, na comunidade, no trabalho, na paróquia etc. Reunidos, é tempo de acender a quarta e última vela da Coroa do Advento.
Evangelho: Lc 1,39-45
Naqueles dias, Maria partiu para a região montanhosa, dirigindo-se, apressadamente, a uma cidade da Judéia. Entrou na casa de Zacarias e cumprimentou Isabel. Quando Isabel ouviu a saudação de Maria, a criança pulou no seu ventre e Isabel ficou cheia do Espírito Santo. Com um grande grito, exclamou: 'Bendita és tu entre as mulheres e bendito é o fruto do teu ventre!' Como posso merecer que a mãe do meu Senhor me venha visitar? Logo que a tua saudação chegou aos meus ouvidos, a criança pulou de alegria no meu ventre. Bem-aventurada aquela que acreditou, porque será cumprido, o que o Senhor lhe prometeu’.
ACI Digital

sábado, 22 de dezembro de 2018

Ao colocar o Menino Jesus no presépio, reze em família

REDAÇÃO CENTRAL, 21 Dez. 18 / 05:00 am (ACI).- À meia-noite de 25 de dezembro, muitas famílias se reúnem para colocar a imagem do Menino Jesus no presépio. É um momento para rezar juntos, pedindo que o Senhor nasça também nos corações de cada um. Por isso, a ACI Digital selecionou estas duas orações para serem rezadas diante do presépio.

Oração da família diante do presépio
Menino Jesus, Deus que se fez pequeno por nós, diante da cena do teu nascimento, do presépio, estamos reunidos em família para rezar.
Mesmo que fisicamente falte alguém, em espírito somos uma só alma.
Olhando Maria, tua Mãe Santíssima, rezamos pelas mulheres da família, que cada uma delas acolha com amor a palavra de Deus, sem medo e sem reservas, que elas lutem pela harmonia e paz em nossa casa.
Vendo teu pai adotivo, São José, pedimos ó Menino Deus, pelos homens desta família, que eles transmitam segurança e proteção, estejam sempre atentos às necessidades mais urgentes, que saibam proteger nossos lares de tudo que não provém de ti.
Diante dos pastores e reis magos, pedimos por todos nós, para que saibamos render-te graças, louvar-te sempre em todas as circunstâncias, e que não nos cansemos de te procurar, mesmo por caminhos difíceis.
Menino Jesus, contemplando tua face serena, teu sorriso de criança, bendizemos tua ação em nossas vidas.
Que nesta noite santa, possamos esquecer as discórdias, os rancores, possamos nos perdoar.
Jesus querido, abençoa nossa família, cura os enfermos que houver, cura as feridas de relacionamentos.
Fazemos hoje o propósito de nos amar mais.
Que neste Natal a bênção divina recaia sobre nós.
Amém.
Natal Feliz é Natal com Cristo
Menino das palhas, Menino Jesus, Menino de Maria, aqui estamos diante de ti. Tu vieste de mansinho, na calada da noite, no silêncio das coisas que não fazem ruído.
Tu é o Menino amável e santíssimo, deitado nas palhas porque não havia lugar para ti nas casas dos homens tão ocupados e tão cheios de si.
Dá a nossos lábios a doçura do mel e à nossas vozes o brilho do cantar da cotovia, para dizer que vieste encher de sentido os dias de nossas vidas.
Não estamos mais sós: tu és o companheiro de nossas vidas. Tu choras as nossas lágrimas e te alegras com nossas alegrias, porque tu és nosso irmão.
Tu vieste te instalar feito um posseiro dentro de nós e não queremos que teu lugar seja ocupado pelo egoísmo que nos mata e nos aniquila, pelo orgulho que sobe à cabeça, pelo desespero.
Sei, Menino de Maria, que a partir de agora, não há mais razão para desesperar porque Deus grande, belo, Deus magnífico e altíssimo se tornou nosso irmão.
Santa Maria, Mãe do Senhor e Palácio de Deus, tu estás perto do Menino que envolves em paninhos quentes.
José, bom José, carpinteiro de mãos duras e guarda de nosso Menino, protege esse Deus que se tornou mendigo de nosso amor.
Menino Jesus, hoje é festa de claridade e dia de luz. Tu nasceste para os homens na terra de Belém.
ACI Digital

Oração mariana para o sábado que antecede o Natal

REDAÇÃO CENTRAL, 22 Dez. 18 / 04:00 am (ACI).- Sábado é tradicionalmente o dia dedicado à Virgem Maria. Neste sábado, em especial, preparando a chegada de Jesus, compartilhamos esta oração mariana para agradecer Àquela que fez tudo para nos dar o Salvador e para que, por sua intercessão, Jesus também nasça em nossos corações.

1. INTRODUÇÃO
A família se reúne em um lugar adequado na casa, em torno de uma imagem de Santa Maria.
Todos (fazendo o sinal da Cruz): Em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo. Amém.
O pai da família (explica aos presentes o significado da liturgia com as palavras): Ao darmos graças a Deus que nos deu seu Filho, devemos também dar graças à Virgem Maria. Com o seu “Sim” às palavras do Arcanjo, por obra do Espírito Santo, tornou-se a Mãe de Deus e nossa Mãe. Na noite de Belém, “irradiou sobre o mundo a luz eterna, Jesus Cristo, nosso Senhor”. Demos graças a Santa Maria, porque Ela deu tudo por nossa reconciliação, e rezemos para que nossos corações estejam sempre prontos para acolhê-la e com Ela a seu Divino Filho.
A mãe da família: Obrigada por ser Santa Maria. Obrigada por ter se aberto a graça e escuta da Palavra, desde o princípio. Obrigada por ter acolhido em teu ventre puríssimo Aquele que é a Vida e o Amor. Obrigada por manter o teu “Faça-se” através de todos os acontecimentos de tua vida. Obrigada por teus exemplos, dignos de serem acolhidos e vividos. Obrigada por tua simplicidade, por tua doçura, por tua magnífica sobriedade, por tua capacidade de escuta, por tua reverência, por tua fidelidade, por tua grandeza e por todas aquelas virtudes que trazem a beleza em si e que Deus nos permite ver em Ti. Obrigada por teu olhar materno, por tuas intercessões, tua ternura, teu auxílio ajuda e orientação. Obrigada por tanta bondade. Enfim, obrigada por ser Santa Maria, Mãe do Senhor Jesus e nossa. Amém.
2. INVOCAÇÃO DA FAMÍLIA
Olhando para a imagem da Virgem, a família eleva a seguinte súplica comum.
Primeiro membro da família: Peçamos ao Senhor Jesus, Salvador do mundo, recorrendo confiantes à intercessão de sua Santa Mãe. Digamos:
R. Que a vossa Santa Mãe, Senhor, interceda por nós.
Salva-nos, Senhor, por tua anunciação-encarnação. R.
Salva-nos, Senhor, por teu nascimento em Belém. R.
Salva-nos, Senhor, por tua apresentação no templo. R.
Salva-nos, Senhor, por teu santo batismo. R.
Salva-nos, Senhor, por tua paixão e cruz. R.
Salva-nos, Senhor, por tua morte e sepultamento. R.
Salva-nos, Senhor, por tua santa ressurreição. R.
Salva-nos, Senhor, por tua gloriosa ascensão. R.
Salva-nos, Senhor, pelo dom do Espírito Santo. R.
Salva-nos, Senhor, quando vier em tua glória. R.
Segundo membro da família: Às nossas preces, responderemos:
R. Que interceda por eles tua Santa Mãe.
Conceda ao Santo Padre, o Papa Francisco, e a nosso Bispo (diz o nome do Prelado) vida e saúde e os renove em seus ministérios e em suas santidades de vida. R.
Ilumine as mentes dos governantes em busca do bem comum, paz e reconciliação. R.
Escuta o clamor dos que sofrem, a oração dos perseguidos por causa de sua fé, a preces das vítimas inocentes. R.
Guia à conversão os que estão distantes de Ti. R.
Mostre a luz do teu rosto para aqueles que te buscam com sinceridade de coração. R.
E, finalmente, ajuda-nos nossa Mãe para que nosso lar seja como o de Nazaré, um cenáculo de comunhão no amor.
Todos: Nós recorremos à vossa proteção, Santa Mãe de Deus; não despreze as súplicas que dirigimos a ti em nossas necessidades; mas, livrai-nos sempre de todos os perigos, oh Virgem gloriosa e bendita.
O pai da família:  Oh Deus, que se manifestou ao mundo nos braços da Virgem Mãe de teu Filho, glória de Isabel e luz dos povos; faça com que, na escola de Maria, aprendamos a aderir ao Senhor Jesus e reconhecer Nele o único Salvador do mundo ontem, hoje e sempre. Ele que vive e reina pelos séculos dos séculos. Amém.
Todos (fazendo o sinal da Cruz): Em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo. Amém.
ACI Digital

sexta-feira, 21 de dezembro de 2018

São Pedro Canísio, Doutor da Igreja

REDAÇÃO CENTRAL, 21 Dez. 18 / 04:00 am (ACI).- São Pedro Canísio foi um teólogo jesuíta holandês, declarado Doutor da Igreja, chamado “o segundo evangelizador da Alemanha” depois de São Bonifácio, bem como “martelo dos hereges”, porque criticava os erros dos protestantes com clareza e eloquência.

Do mesmo modo, é venerado como um dos criadores da imprensa católica e o primeiro de muitos escritores prestigiosos da Companhia de Jesus.
Nasceu em Nimega, na Holanda, em 1521. Aos 19 anos, formou-se em Teologia e, para satisfazer seu pai, especializou-se em direito.
Entretanto, após realizar alguns exercícios espirituais com São Pedro Favro, que era companheiro de Santo Inácio de Loyola, entusiasmou-se pela vida religiosa e prometeu a Deus se tornar jesuíta.
Foi admitido na comunidade e passou os primeira anos de religioso em Colônia, Alemanha, dedicado à oração, ao estudo, à meditação e à ajuda aos pobres. Foi muito caritativo e amável com as pessoas que discutiam com ele, mas incisivo com os erros dos protestantes.
Pedro Canísio tinha uma qualidade especial para resumir os ensinamentos dos grandes teólogos e apresenta-los de modo simples para que o povo pudesse entender. Conseguiu redigir dois Catecismos, um resumido e outro explicado. Esses dois livros foram traduzidos a 24 idiomas e, na Alemanha, propagaram-se por todo o país.
Nos 30 anos de seu incansável trabalho de missionário, percorreu 30 mil quilômetros pela Alemanha, Áustria, Holanda e Itália. Parecia incansável e, a quem lhe recomendava descansar um pouco, respondia: “Descansaremos no céu”.
Fundou colégios católicos em muitas cidades da Alemanha, para formar religiosamente os alunos. Além disso, ajudou a estabelecer vários seminários para a formação dos futuros sacerdotes no país.
Faleceu em Friburgo, em 21 de dezembro de 1597, depois de ter uma visão da Virgem Maria. O Papa Pio XI, depois de canoniza-lo, o declarou Doutor da Igreja, em 1925.
ACI Digital

segunda-feira, 17 de dezembro de 2018

São Lázaro, o amigo que Jesus ressuscitou

REDAÇÃO CENTRAL, 17 Dez. 18 / 04:00 am (ACI).- Neste dia 17 de dezembro, é celebrada a festa de São Lázaro, irmão de Marta e Maria, a quem o Senhor ressuscitou depois de quatro dias de falecido. Etimologicamente, seu nome significa “Deus ajuda”. Ele teve a graça de ser o protagonista de um dos milagres mais impressionantes de Jesus Cristo.

Segundo as Sagradas Escrituras (Jo 11,1- 44), Lázaro adoeceu gravemente e duas de suas irmãs, Marta e Maria, enviaram com urgência um mensageiro ao lugar onde Jesus se encontrava. Eles levaram a seguinte mensagem: “Senhor, aquele que tu amas está enfermo”.
São Lázaro faleceu e somente ao quarto dia o Senhor chegou. Jesus falou com cada uma das irmãs e chorou. Os judeus que estavam ali exclamaram: “Vejam como o amava!”.
À irmã de Lázaro, o Senhor declarou: “Eu sou a ressurreição e a vida; quem crê em mim, ainda que morto, viverá: e quem vive e crê em mim, não morrerá. Crês isto?”.
Diante do sepulcro, Jesus disse: “Lázaro, vem para fora!”. E Lázaro se levantou.
Desta maneira foi ressuscitado milagrosamente o amigo do Jesus.
ACI Digital

Pe. Manuel Pérez Candela

Pe. Manuel Pérez Candela
Pároco da Paróquia Nossa Senhora da Imaculada Conceição - Sobradinho/DF