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domingo, 29 de janeiro de 2017

Hoje é celebrado Santo Tomás de Aquino, doutor da Igreja

REDAÇÃO CENTRAL, 28 Jan. 17 / 04:00 am (ACI).- A Igreja Católica recorda neste dia 28 de janeiro Santo Tomás de Aquino, filósofo, teólogo e doutor da Igreja, dotado de grande humildade e autor da famosa “Suma Teológica”. É o santo padroeiro da educação, das universidades e escolas católicas.

Tomás nasceu em Roccasecca, perto de Aquino, em Nápoles, em meio a uma família aristocrática, entre 1225 e 1227. Morreu cedo, em 7 de março de 1274, na abadia cisterciense de Fossanova, onde foi descansar depois de se sentir mal durante viagem para participar do Concílio de Lyon, a convite do Papa Gregório X.
Quando tinha cinco anos, recebeu seu primeiro treinamento com os monges beneditinos de Montecassino. Diz-se que, ao ouvir os monges cantando louvores a Deus, perguntou: “Quem é Deus?”. Ele era muito estudioso e tinha vontade de oração e meditação.
Em 1236, ingressou na Universidade de Nápoles. Captava os estudos com maior profundidade e lucidez que seus mestres.
Mais tarde, quando decidiu ingressar na Ordem de São Domingos, teve que enfrentar a resistência de sua família. Chegou a fugir para a Alemanha, mas foi pego no caminho por seus irmãos que o prenderam no castelo.
Entretanto, nem mesmo isso o dissuadiu de seu desejo de seguir a vida religiosa. Seguiu para Colônia, na Alemanha, onde foi instruído por Santo Alberto Magno.
Seu jeito silencioso e aparência robusta lhe renderam o apelido de “boi mudo” pelos companheiros que zombavam dele.
Mas, Tomás se tornou conselheiro dos Papas Urbano IV, Clemente IV e Gregório X. Até mesmo o rei São Luís, da França o consultava sobre os assuntos importantes. Lecionou em grandes universidades, como de Paris, Roma, Bologna e Nápoles.
Embora Santo Tomás tenha vivido menos de cinquenta anos, escreveu mais de sessenta obras, algumas curtas, outras muito longas. Isso não significa que toda a produção real foi escrita diretamente à mão; secretários o ajudaram, e seus biógrafos asseguram que ele poderia ditar a vários escribas ao mesmo tempo.
Sua obra “Suma Teológica” imortalizou o santo. Ele próprio a considerava simplesmente um manual de doutrina cristã para estudantes. Na verdade, é uma exposição completa, ordenada por critérios científicos da teologia e também um resumo da filosofia cristã.
Foi canonizado por João XXII, em 18 julho de 1323. No dia 28 de janeiro de 1567, foi declarado Doutor da Igreja por São Pio V. Logo passou, então, a ser chamado “doutor angélico”.
Seus restos mortais estão em Toulouse, na França, mas a relíquia de seu braço direito, com o qual escrevia suas obras, se encontra em Roma.
Santo Tomás de Aquino é representado com o Espírito Santo, um livro, uma estrela ou raios de luz sobre seu peito e a Igreja.
Acidigital

segunda-feira, 23 de janeiro de 2017

Arquidiocese celebra Missa de 7º dia do padre Miguel Bulnes

A Arquidiocese de Brasília convida para a Missa de 7º dia de falecimento do padre Miguel Bulnes, que ocorrerá no dia 27 de janeiro, às 20h, na Paróquia Santa Mãe de Deus, localizada em Santa Maria. A Missa será presidida pelo cardeal Sergio da Rocha.
Padre Miguel Rolando Bulnes Ramires passava férias em Honduras, país de origem, quando sofreu um acidente vascular cerebral (AVC), no dia 03 de janeiro, ficando internado desde então, mas infelizmente, não resistiu.
A Missa de corpo presente e sepultamento ocorreram ontem, 22, em Honduras, onde moram seus familiares.
Padre Miguel Rolando tinha 53 anos, era formado pelo Seminário Redemptoris Mater e foi ordenado em Brasília, em 02 de dezembro de 2000. Atualmente era vigário na paróquia Santa Mãe de Deus.
 Toda a comunidade está convidada a participar deste momento de oração.
A Paróquia Santa Mãe de Deus fica na, CL 215 AE “G” , Santa Maria

 Por Kamila Aleixo
Arquidiocese de Brasília

domingo, 22 de janeiro de 2017

Nota de falecimento: Padre Miguel Bulnes falece em Honduras

É com profundo pesar que comunicamos o falecimento do padre Miguel Rolando Bulnes Ramires, por volta das 22h da noite desta sexta-feira, 20/01.

 
O sacerdote passava férias em Honduras, país de origem, quando sofreu um acidente vascular cerebral (AVC), no dia 03 de janeiro, ficando internado desde então, lutando pela recuperação, mas infelizmente, não resistiu. 
 
Miguel Rolando Bulnez tinha 53 anos. Formado pelo Seminário Redemptoris Mater, foi ordenado em Brasília, em 02 de dezembro de 2000, e atualmente era vigário paróquia na Santa Mãe de Deus, localizada em Santa Maria.
 
No momento, não temos informações sobre velório e sepultamento.
 
Que Deus, Pai de misericórdia e bondade, receba-o de braços abertos na morada eterna e console, com todo amor, a todos os familiares e amigos.
 

"En la vida y en la muerte somos de Dios" - 
Esta imagem é uma homenagem dos hondurenhos
 
Por Gislene Ribeiro
Arquidiocese de Brasília

sábado, 21 de janeiro de 2017

Hoje é celebrada Santa Inês, padroeira das jovens, das noivas e da pureza


REDAÇÃO CENTRAL, 21 Jan. 17 / 04:00 am (ACI).- Em 21 de janeiro, celebra-se a Festa de Santa Inês, padroeira das jovens, das noivas, das prometidas em matrimônio, da pureza e dos jardineiros. Em relação à Santa, surgiu o costume dos cordeiros brancos, cuja lã se utiliza para fazer os pálios dos Arcebispos.

Seu nome em latim é “Agnes”, associado a “agnus”, que significa cordeiro. Segundo a história mais conhecida, Santa Inês era uma jovem formosa, rica e pretendida por muitos nobres romanos. Não aceitou nenhum, expondo que já estava comprometida com Cristo. Então, acusaram-na de ser cristã.
Foi levada a um prostíbulo, mas anjos e sinais celestes a protegeram. Então, puseram-na em uma fogueira que não a queimou. Finalmente, foi decapitada no ano 304.
Constantina, a filha do imperador Constantino, edificou uma basílica dedicada a ela na Via Nomentana e sua festa começou a ser celebrada em meados do século IV.
No tratado de Santo Ambrósio sobre as virgens, lê-se que por tradição se sabe que Santa Inês morreu aos doze anos. Antes de seu martírio, manteve-se “inalterável ao ser arrastada por pesadas e estridente correntes”.
“Não tinha ainda idade para ser condenada, mas estava já madura para a vitória… Assim, foi capaz de dar fé das coisas de Deus uma menina que era incapaz legalmente de dar fé das coisas humanas, porque o Autor da natureza pode fazer que sejam superadas as leis naturais”, disse Santo Ambrósio.
Diz-se que o carrasco fez o possível para assustá-la e atrai-la com adulações porque muitos desejaram se casar com ela, mas Santa Inês respondeu: “Seria uma injúria para meu Esposo esperar a ver se eu gosto de outro; Ele me escolheu primeiro, Ele me terá. O que esperas, verdugo, para lançar o golpe? Pereça o corpo que pode ser amado com uns olhos aos quais não quero”.
A santa rezou e dobrou a nuca ante o verdugo que tremia a mão direita para dar o golpe, mas ela permanecia serena. “Em uma só vítima teve lugar um duplo martírio: o da castidade e o da fé. Permaneceu virgem e obteve a glória do martírio”, concluiu Santo Ambrósio.
Santa Inês é representada como uma menina ou jovem orando, com diadema na cabeça e uma espécie de estola sobre os ombros, em alusão ao pálio. É acompanhada por um cordeiro aos seus pés ou em seus braços e rodeada de uma pira, espada, palma e lírios.
A pureza martirizada de Santa Inês faz parte, ainda hoje, dos ritos da Igreja. Em sua festa, 21 de janeiro, são oferecidos ao Papa os cordeiros cujas lãs serão usadas para a confecção do pálio, o qual é produzido pelas monjas beneditinas do Mosteiro de Santa Cecília, em Roma.
Os pálios são dados aos arcebispos metropolitanos no dia 29 de junho, Solenidade de São Pedro e São Paulo. Até 2014, na mesma cerimônia acontecia a sua imposição do pálio. Em 2015, o Papa Francisco fez uma modificação e o pálio passou a ser apenas entregue aos arcebispos neste dia e a imposição passou a acontecer nas respectivas arquidioceses, pelos Núncios Apostólicos locais.
Acidigital

Do Tratado sobre as Virgens, de Santo Ambrósio, bispo

Santo Ambrósio
(Lib. 1, cap. 2.5.7-9:PL 16, [edit. 1845], 189-191)            (Séc.IV)

Ainda não preparada para o sofrimento
e já madura para a vitória!
Celebramos o natalício de uma virgem: imitemos sua integridade; é o natalício de uma mártir: ofereçamos sacrifícios. É o aniversário de Santa Inês. Conta-se que sofreu o martírio com a idade de doze anos. Quanto mais detestável foi a crueldade que não poupou sequer tão tenra idade, tanto maior é a força da fé que até naquela idade encontrou testemunho.
Haveria naquele corpo tão pequeno lugar para uma ferida? Mas aquela que quase não tinha tamanho para receber o golpe da espada, teve força para vencer a espada. E isto numa idade em que as meninas não suportam sequer ver o rosto zangado dos pais e choram como se uma picada de alfinete fosse uma ferida!
Mas ela permaneceu impávida entre as mãos ensanguentadas dos carrascos, imóvel perante o arrastar estridente dos pesados grilhões. Oferece o corpo à espada do soldado enfurecido, sem saber o que é a morte, mas pronta para ela. Levada à força até os altares dos ídolos, estende as mãos para Cristo no meio do fogo, e nestas chamas sacrílegas mostra o troféu do Senhor vitorioso. Finalmente, tendo que introduzir o pescoço e ambas as mãos nas algemas de fero, nenhum elo era suficientemente apertado para segurar membros tão pequeninos.
Novo gênero de martírio? Ainda não preparada para o sofrimento e já madura para a vitória! Mal sabia lutar e facilmente triunfa! Dá uma lição de firmeza apesar de tão pouca idade! Uma recém-casada não se apresaria para o leito nupcial com aquela alegria com que esta virgem correu para o lugar do suplício, levando a cabeça enfeitada não de belas tranças mas de Cristo, e coroada não de flores mas de virtudes.
Todos choram, menos ela. Muitos se admiram de vê-la entregar tão generosamente a vida que ainda não começara a gozar, como se já tivesse vivido plenamente. Todos ficam espantados que já se levante como testemunha de Deus quem, por causa da idade, não podia ainda dar testemunho de si. Afinal, aquela que não mereceria crédito se testemunhasse a respeito de um homem, conseguiu que lhe dessem crédito ao testemunhar acerca de Deus. Pois o que está acima da natureza, pode fazê-lo o Autor da natureza.
Quantas ameaças não terá feito o carrasco para incutir-lhe terror! Quantas seduções para persuadi-la! Quantas propostas para casar com algum deles! Mas sua resposta foi esta: “É uma injúria ao Esposo esperar por outro que me agrade. Aquele que primeiro me escolheu para si, esse é que me receberá. Por que demoras, carrasco? Pereça este corpo que pode ser amado por quem não quero!” Ficou de pé, rezou, inclinou a cabeça.
Terias podido ver o carrasco perturbar-se, como se fosse ele o condenado, tremer a mão que desfecharia o golpe, e empalidecerem os rostos temerosos do perigo alheio, enquanto a menina não temia o próprio perigo. Tendes, pois, numa única vítima um duplo martírio: o da castidade e o da fé. Inês permaneceu virgem e alcançou o martírio.
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sexta-feira, 20 de janeiro de 2017

Anunciada data da JMJ do Panamá: 22 a 27 de janeiro de 2019

Cidade do Panamá (RV) - O Arcebispo de Panamá, no Panamá, Dom José Domingo Ulloa Mendieta anunciou em coletiva de imprensa a data da Jornada Mundial da Juventude de 2019, que se realizará no país centro-americano.
Ao anunciar que a data escolhida é de 22 a 27 de janeiro, o prelado ressalta que para estabelecer a data foram consideradas muitas opções, prevalecendo, sem dúvida, as razões climáticas, acrescentando ainda que o período de verão permite garantir as condições climáticas da região para a realização do evento.
A seguir, propomos, na íntegra, o anúncio feito pelo Arcebispo de Panamá:
“Queremos reiterar nossa gratidão a o Papa Francisco por ter escolhido o Panamá como sede da Jornada Mundial da Juventude (JMJ) em 2019, com o tema: “Eis aqui a serva do Senhor; faça-se em mim segundo a tua palavra”. (Lc 1,38).
Para estabelecer a data da JMJ foram consideradas muitas opções; sem dúvida prevaleceram as razões climáticas. Temos consciência que em alguns países não é período de férias, mas estamos convencidos que isto não será impedimento para que milhares de jovens dos outros continentes possam vir ao Panamá a encontrar-se com Nosso Senhor Jesus Cristo, sob a proteção de Nossa Mãe a Virgem Maria, e com o Sucessor de Pedro.
A data escolhida é de 22 a 27 de janeiro de 2019, período de verão que permite garantir as condições climáticas da região para a realização deste evento mundial da juventude.
Jovens de todos os continentes, vós sois os protagonistas desta Jornada Mundial da Juventude. Sabemos que quando se propõem metas, e especialmente se estas têm a ver com sua fé, vós sois criativos e vos adaptais às realidades, para podê-las alcançar.
Nós vos esperamos em nosso país com o coração e os braços abertos para compartilhar a nossa fé, para sentir-nos Igreja, trazendo cada um sua riqueza étnica e cultural nesta grande festa espiritual, onde mostraremos ao mundo o rosto jovem de uma Igreja Católica em saída, disposta a fazer barulho para anunciar a alegria do Evangelho, aos distantes, aos excluídos, aos que se encontram nas periferias existenciais e geográficas.
Rezamos e trabalharemos para que a Jornada Mundial da Juventude seja oportunidade de um renovado envio para a Igreja Católica e o mundo inteiro.”
Rádio Vaticano

Papa: a vida cristã é uma luta contra as tentações

Papa celebra missa na capela da Casa Santa Marta
Cidade do Vaticano (RV) - “A vida cristã é uma luta. Deixemo-nos atrair por Jesus”, foi o que disse o Papa Francisco na missa celebrada na Casa Santa Marta, na manhã desta quinta-feira (19/01).
O Pontífice se deteve na passagem do Evangelho do dia que fala sobre a grande multidão que seguia Jesus com entusiasmo e que vinha de todos os lugares. “Por que vinha essa multidão?”, perguntou o Papa. O Evangelho nos diz que havia “doentes que queriam ser curados”. Mas havia também pessoas que gostavam de “ouvir Jesus, porque falava não como os seus doutores, mas com autoridade” e “isso tocava o coração”. Essa multidão “vinha espontaneamente. Não era levada de ônibus, como vemos muitas vezes quando se organizam manifestações e muitos devem verificar a presença para não perder o trabalho”.
O Pai atrai as pessoas a Jesus
Essas pessoas iam porque sentiam alguma coisa a ponto de Jesus pedir um barco e ir um pouco distante da margem: 
“Esta multidão ia até Jesus? Sim! Precisava? Sim! Alguns eram curiosos, mas esses eram os céticos, a minoria. Esta multidão era atraída pelo Pai: era o Pai que atraia as pessoas a Jesus a tal ponto que Jesus não ficava indiferente, como um mestre estático que dizia as suas palavras e depois lavava as mãos. Não! Esta multidão tocava o coração de Jesus. O Evangelho nos diz: Jesus se comoveu, porque via essas pessoas como ovelhas sem pastor. O Pai, através do Espírito Santo, atraia as pessoas a Jesus.”
O Papa disse que não sãos os argumentos que movem as pessoas, não são “os assuntos apologéticos”. “Não”, frisou, “é necessário que o Pai nos atraia a Jesus”. 
A vida cristã é uma luta contra as tentações
Por outro lado, é “curioso” que este trecho do Evangelho de Marcos, que “fala de Jesus, da multidão, do entusiasmo” e do amor do Senhor, acabe com os espíritos impuros, que quando O viam, gritavam: “Tu és o Filho de Deus!”:
“Esta é a verdade; esta é a realidade que cada um de nós sente quando Jesus se aproxima. Os espíritos impuros tentam impedi-lo, nos fazem guerra. ‘Mas, Padre, eu sou muito católico; sempre vou à missa… Mas jamais, jamais tenho essas tentações. Graças a Deus!’ – ‘Não! Reze, porque você está no caminho errado!’. Uma vida cristã sem tentações não é cristã: é ideológica, é gnóstica, mas não é cristã. Quando o Pai atrai as pessoas a Jesus, há outro que atrai de modo contrário e provoca a guerra interior! E por isso Paulo fala da vida cristã como uma luta: uma luta de todos os dias. Uma luta!”
Uma luta, retomou, “para vencer, para destruir o império de satanás, o império do mal”. E por isso, disse, “Jesus veio para destruir, para destruir satanás! Para destruir a sua influência nos nossos corações”. O Pai, retomou, “atrai as pessoas a Jesus”, enquanto “o espírito do mal tenta destruir, sempre!”. 
Estamos lutando contra o mal?
A vida cristã, disse ainda o Papa, “é uma luta assim: ou você se deixa atrair por Jesus, para o Padre, ou pode dizer ‘eu fico tranquilo, em paz’”. Se quiser ir avante, “é preciso lutar!”, exortou o Papa. Sentir o coração que luta, para que Jesus vença”:
“Pensemos em como está o nosso coração: eu sinto esta luta no meu coração? Entre a comodidade ou o serviço aos outros, entre o divertir-me um pouco ou rezar e adorar o Pai, entre uma coisa e outra, sinto a luta? A vontade de fazer o bem ou algo me detém, me torna ascético? Eu acredito que a minha vida comova o coração de Jesus? Se eu não acredito nisto, devo rezar muito para acreditar, para que me seja concedida esta graça. Que cada um de nós busque no seu coração como está esta situação ali. E peçamos ao Senhor para sermos cristãos que saibam discernir o que acontece no próprio coração e escolher bem o caminho pelo qual o Pai nos atrai a Jesus”.
(MJ/BF)
Rádio Vaticano

quinta-feira, 19 de janeiro de 2017

Da Carta de São Fulgêncio de Ruspe, bispo

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São Fulgêncio
(Epist. 14,36-37: CCL 91,429-431)                (Séc.VI)






Cristo, sempre vivo, intercede por nós
Antes do mais, chama-nos a atenção que, na conclusão das orações, dizemos: “por nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho” e nunca: “pelo Espírito Santo”. Não é sem motivo que a Igreja católica o repete, por causa do mistério do mediador entre Deus e os homens, Jesus Cristo homem, sacerdote segundo a ordem de Melquisedec, que com seu próprio sangue entrou uma vez por todas no santuário, não feito por mãos de homens, figura do verdadeiro, mas no próprio céu,onde está à direita de Deus e intercede por nós.
Contemplando esta função pontifical, diz o Apóstolo: Por ele ofereçamos sempre o sacrifício de louvor, o fruto dos lábios daqueles que confessam seu nome. Por conseguinte, por ele oferecemos o sacrifício de louvor e da prece, pois, mediante a sua morte, fomos reconciliados, nós os inimigos. Por ele, que se dignou tornar-se sacrifício em nosso favor, o nosso sacrifício pode ser bem aceito diante de Deus. São Pedro adverte-nos, dizendo: E vós, quais pedras vivas, entrais na edificação deste edifício espiritual, no sagrado sacerdócio, oferecendo vítimas espirituais agradáveis a Deus, por Jesus Cristo. É esta a razão que nos faz dizer: “Por nosso Senhor Jesus Cristo”.
Quando se menciona o sacerdote, que vem à mente a não ser o mistério da encarnação do Senhor? Mistério do Filho de Deus que, embora de condição divina, aniquilou-se a si mesmo, assumindo a forma de escravo; em sua humilhação, fez-se obediente até à morte; a saber, feito um pouco menor do que os anjos, possuindo, embora, a igualdade com Deus Pai. O Filho se diminuiu, permanecendo igual ao Pai, porquanto se dignou assemelhar-se aos homens. Tornou-se o menor, quando se aniquilou a si mesmo, tomando a forma de servo. A diminuição de Cristo é seu aniquilamento, mas o aniquilamento consiste na aceitação da forma de servo.
Cristo, permanecendo na forma de Deus o unigênito de Deus, a quem juntamente com o Pai oferecemos sacrifícios, tomou a forma de servo, tornando-se sacerdote. Assim, por ele, podemos oferecer um sacrifício vivo, santo e agradável a Deus. Nunca nos seria possível oferecer tal sacrifício se Cristo não se houvesse tornado, ele mesmo, sacrifício para nós. Nele, a própria natureza do gênero humano é o verdadeiro sacrifício de salvação.
Com efeito, quando nos apresentamos para oferecer, mediante nosso eterno sacerdote e senhor, nossas orações, afirmamos ter ele a verdadeira carne de nossa raça. O Apóstolo já dissera: Todo pontífice é escolhido dentre os homens e a favor dos homens é constituído para as coisas que dizem respeito a Deus, a oferecer dons e sacrifícios pelos pecados. Quando, porém, dizemos: “Vosso Filho” e acrescentamos: “que convosco vive e reina na unidade do Espírito Santo”, comemoramos aquela unidade naturalmente existente entre o Pai, o Filho e o Espírito Santo. Daí se deduz ser o Cristo o que exerce a função sacerdotal para nós, o mesmo a quem pertence, por natureza, a unidade com o Pai e o Espírito Santo.
www.liturgiadashoras.org

segunda-feira, 16 de janeiro de 2017

Dom Damasceno se despede da arquidiocese de Aparecida

Foto: Denílson Luís/Santuário Nacional
“Aparecida é o lugar da manifestação do amor de Deus para povo brasileiro”, afirmou dom Damasceno.
O programa Igreja no Brasil, produzido pela Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) homenageia até o próximo sábado, 21, o cardeal Raymundo Damasceno Assis, atualmente administrador apostólico da arquidiocese de Aparecida (SP). Nesta edição, o programa traz uma entrevista especial com o cardeal que conta um pouco de sua trajetória e missão como sacerdote e bispo.
Na última sexta-feira, dom Damasceno se despediu da arquidiocese de Aparecida (SP) com uma celebração solene, no Santuário Nacional. O cardeal deixa a arquidiocese depois de 13 anos dedicados à casa da Rainha e Padroeira do Brasil. A missa foi presidida no Altar Central, onde, por diversas vezes, o cardeal se pronunciou a respeito de assuntos importantes para a Igreja no Brasil e para os seus fiéis. Em seu discurso, dom Damasceno destacou os frutos alcançados naquela Igreja particular. “Os frutos colhidos hoje são resultado do trabalho dedicado na ação evangelizadora do clero, os religiosos, leigos e agentes de pastoral em nossas paróquias e santuários”, afirmou o cardeal.
Ele ainda expressou seus agradecimentos e seu sentimento de dever cumprido. “Muitas memórias passam no meu coração, são muitos fatos e acontecimentos nesses 13 anos à frente da arquidiocese. Aparecida é o lugar da manifestação do amor de Deus para povo brasileiro”, afirmou.
Dom Damasceno foi o quarto arcebispo de Aparecida (SP). Assumiu o cargo em 2004, após 44 anos servindo à arquidiocese de Brasília (DF). Sua renúncia, por idade, foi aceita pelo papa Francisco no dia 16 de novembro, aos 79 anos.
Dom Orlando Brandes, nomeado para o cargo, toma posse no dia 21 de janeiro, sábado, às 9h, no Santuário Nacional.
De volta a Brasília, dom Damasceno continuará trabalhando nas presidências da Comissão Episcopal para o Acordo Brasil - Santa Sé e do Centro de Estatística Religiosa e Intervenções Sociais, ambas na Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNNB). Já no Vaticano, ele continua como membro do Pontifício Conselho para as Comunicações Sociais e da Pontifícia Comissão para América Latina.

Atuação na CNBB

Em 1995, dom Damasceno foi eleito secretário geral da CNBB, cargo que exerceu por dois mandatos até 2003. Em abril de 2011, foi eleito presidente da Conferência, para o mandato de 2011 a 2015.
Com informações do portal A12.com
Fotos: Denílson Luís/Santuário Nacional
CNBB

Cardeal Sérgio da Rocha nomeado pelo Papa membro da CAL

Cardeal Dom Sérgio da Rocha - AFP
Cidade do Vaticano (RV) - O arcebispo metropolitano de Brasília, Presidente da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil e recém- nomeado Cardeal pelo Papa Francisco, Dom Sérgio da Rocha, foi escolhido pelo Pontífice como novo membro da Pontifícia Comissão para a América Latina, CAL.
A Comissão é um organismo da Cúria Romana criado em 1958 que tem como função primordial “aconselhar e ajudar as Igrejas particulares na América Latina” e “estudar as questões referentes à vida e ao progresso destas Igrejas, especialmente estando à disposição dos dicastérios da Cúria interessados por motivos de competência, como das próprias Igrejas na resolução destas questões”.
Composição
Outros membros brasileiros da Comissão são os arcebispos de São Paulo, Cardeal Odilo Pedro Scherer, e de Aparecida, Cardeal Raymundo Damasceno Assis.
Preside a Comissão o cardeal canadense Marc Ouellet, e o secretário é o uruguaio Prof. Guzmán Carriquiry.
(cm)
Radio Vaticano

Da Carta aos Efésios, de Santo Inácio de Antioquia, bispo e mártir

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Arautos;org

(Nn.13-18,1:Funk1,183-187)        (Séc.I)

Tende fé em Cristo e caridade
Esforçai-vos por vos reunir mais frequentemente para dar graças a Deus e louvá-lo. Pois quando vos congregais com maior frequência, as forças de Satanás são abaladas e pela concórdia de vossa fé é vencida a morte que ele traz consigo. Nada é preferível à paz que acaba com toda guerra, celeste e terena. Nada vos faltará, se tiverdes em Jesus Cristo perfeita fé e caridade, que são o princípio e o termo da vida: o princípio é a fé; a caridade, o termo. As duas, bem unidas, são o próprio Deus; tudo o mais que pertença à perfeição humana lhes está ligado. Ninguém que professe a fé pode pecar, nem o que possui a caridade consegue odiar. Conhece-se a árvore por seus frutos. Igualmente, o que se declara de Cristo, será reconhecido por suas obras. Não se trata agora de declarações, mas de perseverança na virtude da fé até o fim. Melhor é calar-se e ser do que falar e não ser. Coisa boa é ensinar, se quem diz o pratica. Pois só um é o mestre que disse e tudo foi feito; mas também, tudo quanto ele fez em silêncio é digno do Pai. Quem possui a palavra de Jesus pode, em verdade, ouvir o seu silêncio, a fim de ser perfeito, agir como fala e ser conhecido quando silencia. Ao Senhor nada se esconde, até nossos segredos mais íntimos que lhe estão próximos. Façamos, então, todas as coisas, em sua presença, visto que somos os seus templos. Que ele seja em nós o nosso Deus, ele que é e aparecerá a nossos olhos na justa medida do nosso amor. Não vos enganeis, meus irmãos, os perturbadores da família não herdarão o reino de Deus. Se pereceram aqueles que assim agiam, segundo a carne, quanto mais aquele que corromper a fé em Deus com doutrinas falsas, pela qual Jesus Cristo foi crucificado? Este tal, tornado impuro, irá para o fogo inextinguível, juntamente com quem o escutar. Na cabeça o Senhor recebeu a unção do óleo para que a Igreja espalhe o perfume da incorrupção. Não aceiteis a unção de péssimo odor da doutrina do príncipe deste mundo. Que não aconteça levar-vos cativos para longe da vida prometida! Por que não somos todos verdadeiramente prudentes, nós, os que recebemos o conhecimento de Deus, isto é, Jesus Cristo? Por que loucamente perecer, por não reconhecermos o dom enviado pelo Senhor?
Meu espírito está pregado na cruz, escândalo para os incrédulos, salvação e vida eterna para nós.
www.liturgiadashoras.org

Papa Francisco: A missão da Igreja é anunciar e levar Cristo

Papa no Ângelus. Foto: L'Osservatore Romano
VATICANO, 15 Jan. 17 / 10:00 am (ACI).- Ao presidir a oração do Ângelus, o Papa Francisco recordou que a missão da Igreja é proclamar o próprio Cristo, porque "Ele é o único que salva o seu povo".

"São João pregava que o reino dos céus está próximo e que o Messias se manifestará. Para isso, é preciso se preparar, se converter e se comportar corretamente. O batismo é um sinal concreto de penitência”.
Francisco explicou que o seu primeiro ato público, a primeira coisa que faz quando deixa sua casa de Nazaré: “desce à Judeia, vai ao Jordão e se faz batizar por João Batista".
O Santo Padre observou que João "fica desconcertado pelo fato do Messias manifestar-se de modo tão impensável, em meio aos pecadores, batizado como eles e por eles. Mas João é iluminado pelo Espírito, entende que assim se realizava a justiça divina, o plano de salvação: Jesus é o Messias, o Rey de Israel, não com o poder deste mundo, mas como Cordeiro de Deus, que toma para si os pecados do mundo”.
"A Igreja, em diferentes tempos, está chamada a fazer o que João Batista fez", assegurou. “Este gesto litúrgico representa toda a missão da Igreja, que não anuncia si mesma, mas anuncia Cristo; Ela não leva si mesma, mas leva Cristo. Porque é Ele e somente Ele que salva o povo do pecado, o liberta e o guia rumo à terra da vida e da liberdade”.
Acidigital

quinta-feira, 12 de janeiro de 2017

Do Discurso contra os gentios, de Santo Atanásio, bispo

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Nn.40-42: PG25,79-83)                   (Séc.IV)

O Verbo do Pai tudo orna, dispõe e contém
O Pai santíssimo de Cristo – sem comparações mais excelente do que toda a criatura – como ótimo criador, tudo governa, dispõe e faz convenientemente o que lhe parece justo, por sua sabedoria e por seu Verbo, Cristo, nosso Senhor e Salvador. Assim é bom que tudo tenha sido e venha a ser feito como vemos. Que ele o tenha querido assim, ninguém pode duvidar. Porque, se o movimento dos seres criados se fizesse desordenadamente e o mundo girasse ao acaso, com toda a razão se negaria crédito ao que declaramos. Mas, se com medida, sabedoria e ciência o mundo foi criado e enriquecido de toda beleza, não há como fugir que este criador e aperfeiçoador é o próprio Verbo de Deus.
Afirmo que o Verbo do Deus do universo e de todo o bem é o Deus vivo e eficaz que existe por si próprio. Distinto de todo o criado, ele é o próprio e único Verbo do Pai de bondade, por cuja providência o mundo inteiro, por ele feito, é iluminado. Ele, que é o bom Verbo do bom Pai, estabeleceu a ordem de todas as coisas, uniu entre si os contrários, compondo assim grande harmonia. Este único e unigênito é Deus: a bondade que procede do Pai, como de fonte do bem, e adorna, dispõe e mantém todo o universo.
Aquele que por seu eterno Verbo tudo fez, fazendo existir as criaturas cada qual conforme a própria natureza, não permitiu que elas se movessem arbitrariamente, a fim de que não retornassem ao nada; por isso, ele, que é o bem, por meio do seu Verbo, Deus como ele, governa e conserva toda a criação. Deste modo, a criação, iluminada pelo governo, providência e administração do Verbo, pode permanecer firme e manter- se coesa. Portanto, a criação, obra do Verbo do Pai – Verbo que é o próprio ser – dele participa e é por ele auxiliada, a fim de não cessar de existir, o que aconteceria, caso não fosse guardada pelo Verbo, que é a imagem do Deus invisível, primogênito de toda criatura. Por ele e nele tudo existe, tanto as coisas visíveis quanto as invisíveis. Ele é também a cabeça da Igreja, como ensinam os ministros da verdade nas Sagradas Escrituras.
Por conseguinte, este todo-poderoso e santíssimo Verbo do Pai, penetrando em tudo, desdobra por toda a parte as suas forças, e ilumina todas as coisas visíveis e invisíveis. Em si mesmo contém e abraça todas, de modo que não deixa nada alheio a seu poder, mas em tudo e por tudo, a cada um em particular e a todos em conjunto concede a vida e a proteção.
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Pe. Manuel Pérez Candela

Pe. Manuel Pérez Candela
Pároco da Paróquia Nossa Senhora da Imaculada Conceição - Sobradinho/DF