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segunda-feira, 29 de outubro de 2018

Sínodo dos Bispos: Aprovado documento final apresentado ao Papa Francisco

Sínodo dos Bispos - Foto: Daniel Ibáñez (ACI Prensa)
Vaticano, 28 Out. 18 / 12:52 pm (ACI).- Este Sábado 27 de outubro foi apresentado o Documento Final da XV Assembleia Geral Ordinária do Sínodo dos Bispos que, desde o dia 3 de outubro, foi celebrada em Roma com a temática dos jovens, a fé e o discernimento vocacional.
Em um início o Vaticano tinha anunciado a conferência de imprensa para apresentar o documento às 7:15 p.m.; entretanto, foi adiada até 8:30 p.m. hora local.
O documento (publicado em italiano) tem 167 pontos. Cada um foi votado de forma individual e aprovado com a maioria requerida de dois terços dos 268 padres sinodais.
Entre os pontos abordados está a sinodalidade da Igreja, assim como a escuta e o discernimento.
Sob essa óptica trataram-se temas sumamente variados como a centralidade da liturgia, a pastoral juvenil, o papel da mulher na Igreja, a sexualidade, o escândalo dos abusos, as perseguições, a espiritualidade, a vocação e seu discernimento, as relações entre gerações, a colonização cultural, o mundo do trabalho ou a importância da formação, em especial a formação dos seminaristas.
Embora todos os pontos obtiveram os dos dois terços dos votos necessários para a inclusão no documento final (ou seja, pelo menos 166 votos), alguns contaram com maior oposição.
É o caso do ponto 150, que fala dos caminhos de acompanhamento na fé das pessoas homossexuais, e que obteve 65 votos em contra e 178 a favor.
Outros pontos que tiveram um número expressivo de votos contrários foram o numeral 148 que versava sobre “a mulher na Igreja sinodal” (38 votos contra), o numeral 121 sobre “a forma sinodal da igreja” (51 votos em contra), o 39 sobre “as perguntas dos jovens” (43 votos em contra) ou o ponto 3, cujo título é “o documento final da assembleia sinodal” (que recebeu 43 votos contra sua inclusão no texto entregue ao Santo Padre).
Vocação
A escuta como condição essencial para receber a vocação percorre todo o Documento Final. O ponto 77 diz que a vocação “comporta uma longa viagem”. “A palavra do Senhor exige tempo para ser compreendida e interpretada; a missão à qual foi chamado se desvela gradualmente”.
“Para acolher em profundidade o mistério da vocação que encontra em Deus sua origem última, estamos chamados a purificar nosso imaginário e nossa linguagem religiosa, reencontrando a riqueza e o equilíbrio de nossa narração bíblica”, diz-se no ponto 78.
O Documento também chama a desenvolver uma cultura vocacional, criando “as condições para que em todas as comunidades cristãs, a partir da consciência batismal de seus membros, desenvolva-se uma verdadeira e específica cultura vocacional e um constante compromisso de oração pelas vocações”.
O Sínodo recorda que a vocação batismal é para todos, sem excluir ninguém do “chamado à santidade”. “Tal chamado implica necessariamente o convite a participar da missão da Igreja, que tem como finalidade fundamental a comunhão entre Deus e todas as pessoas”, afirma.
De fato, “as vocações eclesiásticas são expressões múltiplas e articuladas por meio das quais a Igreja realiza sua chamada a ser sinal real do Evangelho acolhido em uma comunidade fraterna”.
O ponto 88 fala da vidaconsagrada e afirma que “a missão de muitos consagrados e consagradas que se entregam aos últimos nas periferias do mundo manifesta concretamente a dedicação de uma Igreja em saída”.
“Se em algumas regiões se experimenta a redução numérica e a fadiga do envelhecimento, a vida consagrada continua sendo fecunda e criativa também por meio da corresponsabilidade com tantos leigos que compartilham o espírito e a missão dos diferentes carismas”.
No ponto 89 se destaca que “a Igreja sempre teve um particular cuidado pelas vocações ao ministério da ordem sacerdotal, na consciência de que este último é um elemento constitutivo de sua identidade e necessário para a vida cristã”.
Por tal razão, “sempre cultivou uma atenção específica pela formação e o acompanhamento dos candidatos ao presbiterado. A preocupação de muitas Igrejas por sua queda numérica faz necessária uma renovada reflexão sobre a fascinação sobre a pessoa de Jesus e de sua chamada a fazer-se pastores de seu rebanho”.
Além disso, o Sínodo também reconhece que a condição de solteiro, situação que “pode depender de muitas razões, voluntárias ou involuntárias, e de fatores culturais, religiosos e sociais”, “assumida em uma lógica de fé e de entrega, pode derivar em muitos caminhos por meio dos quais atua a graça do batismo e dirige para essa santidade para a que todos estamos chamados”.
Sexualidade
A sexualidade foi um dos pontos mais debatidos nos trabalhos do Sínodo, embora os padres sinodais teham recordado em todo momento que não se tratava de um Sínodo sobre a sexualidade em específico, mas sobre os jovens.
No ponto 149 indica que a Igreja trabalha “para transmitir a beleza da visão cristã da corporeidade e da sexualidade”, tal e como emerge das Sagradas Escrituras e da Tradição e do Magistério dos últimos Papas.
Não obstante, chama-se a atenção também sobre a necessidade urgente de procurar modalidades mais adequadas para transmiti-la. “É preciso propor aos jovens uma antropologia da afetividade e da sexualidade capaz também de dar o valor justo à castidade”.
Para isso, “é necessário cuidar a formação dos agentes pastorais para que sejam críveis, a partir do amadurecimento de sua própria dimensão afetiva e sexual”.
O acompanhamento pastoral às pessoas homossexuais é abordado no ponto 150. Este recorda que “Deus ama a cada pessoa, e assim o faz a Igreja, renovando seu compromisso contra toda discriminação e violência por motivos sexuais”.
“Igualmente, reafirma a determinante relevância antropológica da diferença e da reciprocidade entre o homem e a mulher, e considera redutivo definir a identidade das pessoas a partir, unicamente, de sua orientação sexual”.
Neste sentido, põe o acento em que “já existem em muitas comunidades cristãs caminhos de acompanhamento na fé de pessoas homossexuais: o Sínodo recomenda favorecer tais percursos”.
A mulher na Igreja
O ponto 13 indica que a diferença entre homens e mulheres “pode ser um âmbito no qual nascem formas de domínio, exclusão e discriminação, dos quais a sociedade e a Igreja mesma precisam libertar-se”.
O documento também faz insistência em que entre os jovens existe a vontade de “que haja um maior reconhecimento e valorização da mulher na sociedade e na Igreja”.
“Muitas mulheres desempenham um papel insubstituível na comunidade cristã, mas em muitos lugares há uma resistência a outorgar-lhes seu espaço nos processos de tomada de decisões, inclusive quando não se exige de forma específica uma responsabilidade ministerial”.
Lamenta-se, além disso, que “a ausência da voz e do olhar feminino empobreça o debate e o caminho da Igreja, subtraindo do discernimento uma contribuição preciosa”. Por isso, “o Sínodo recomenda que todos sejam mais conscientes da urgência de uma mudança iniludível, também a partir de uma reflexão antropológica e teológica sobre a reciprocidade entre homens e mulheres”.
Abusos
O tema dos abusos de poder, econômicos, de consciência e sexuais no seio da Igreja também tem uma importante presença no Documento Final da reunião dos bispos.
No ponto 29 se reconhece que “os diversos tipos de abusos cometidos por alguns bispos, sacerdotes, religiosos e leigos provocam naqueles que são vítimas, entre os quais há muitos jovens, sofrimentos que podem durar toda a vida”.
Recorda-se que esse fenômeno que “está difundido na sociedade, afeta também à Igreja e representa um sério obstáculo para sua missão. O Sínodo reitera seu firme compromisso para a adoção de medidas rigorosas de prevenção que impeçam o que se repita a partir da seleção e da formação daqueles aos que se confiarão responsabilidades educativas”.
O Sínodo pede atuar na raiz do problema (ponto 30): “o desejo de domínio, a falta de diálogo e de transparência, as formas de dupla vida, o vazio espiritual, assim como a fragilidade psicológica”.
Também agradece a todo aquele “tem a valentia de denunciar este mal rapidamente: estes ajudam a Igreja a tomar consciência do que aconteceu e da necessidade de atuar com decisão”.
Formação ao sacerdócio, pastoral juvenil e matrimônio
O Documento Final também aborda a formação dos candidatos ao sacerdócio e à vida consagrada, a importância dos centros católicos e a preparação dos jovens como agentes pastorais e sua preparação para o sacramento do matrimônio.
Sobre o primeiro, os padres sinodais assinalaram que a formação dos futuros sacerdotes e consagrados é “um desafio importante para a Igreja”. Não só basta escolher formadores “culturalmente preparados”, e sim capazes de “relações fraternas, de uma escuta empática e de profunda liberdade interior”.
Além disso, pediram que a formação tenha presente a experiência prévia dos candidatos ao sacerdócio ou vida consagrada. Indicaram que ignorá-la afeta o crescimento da pessoa e o desenvolvimento dos dons de Deus e da conversão do coração.
Do mesmo modo, indicaram que o caminho sinodal insistiu no desejo de dar espaço ao protagonismo juvenil no trabalho missionário. É evidente que este apostolado “não pode ser improvisado, mas deve ser fruto de um caminho formativo sério e adequado”, assinalaram.
O documento afirma que muitos jovens expressaram o desejo de “conhecer melhor sua fé” através “do descobrimento das raízes bíblicas, compreender o desenvolvimento histórico da doutrina, o sentido dos dogmas, a riqueza da liturgia”.
Além disso, o Sínodo anima as igrejas particulares, congregações religiosas, movimentos e outras realidades eclesiásticas, a “oferecer aos jovens uma experiência de acompanhamento em vista ao discernimento”. Tal experiência “se pode qualificar como um tempo destinado ao amadurecimento da vida cristã adulta”, afirmou.
Igualmente se anima a acompanhar os noivos no “caminho de preparação ao matrimônio”, para que contem com “os elementos necessários para receber (o sacramento) com as melhores disposições” e iniciar com solidez a vida familiar. O acompanhamento, indicaram os pais sinodales, deve seguir sobre tudo nos primeiros anos do matrimônio, ajudando-os a formar “parte ativa da comunidade cristã”.
Sinodalidade
No Documento se sublinha, no ponto 119, que a Igreja decidiu ocupar-se dos jovens e “considera esta missão uma prioridade pastoral desta época na qual deve-se investir tempo, energias e recursos”.
Como mostra dessa eleição, o Sínodo optou desde o começo por envolver os jovens para que se sintam co-protagonistas da vida da missão da Igreja”.
Os padres sinodais reconhecem nessa experiência “um fruto do Espírito que renova continuamente a Igreja e a chama a praticar a sinodalidade como um modo de ser e de atuar, promovendo a participação de todos os batizados”.
Sobre essa sinodalidade, o Documento assinala que a experiência vivida fez os participantes no Sínodo conscientes da importância de uma forma sinodal de a Igreja realizar “o anúncio e a transmissão da fé”.
No texto se insiste na aposta pela sinodalidade, ao dizer que esta “caracteriza tanto a vida como a missão da Igreja, que é o Povo de Deus formado por jovens e idosos, homens e mulheres de toda cultura e horizonte, e o Corpo de Cristo, do qual somos membros”.
ACI Digital

domingo, 28 de outubro de 2018

30° Domingo do Tempo Comum – Ano B

A liturgia do 30° Domingo do Tempo Comum fala-nos da preocupação de Deus em que o homem alcance a vida verdadeira e aponta o caminho que é preciso seguir para atingir essa meta. De acordo com a Palavra de Deus que nos é proposta, o homem chega à vida plena, aderindo a Jesus e acolhendo a proposta de salvação que Ele nos veio apresentar.
A primeira leitura afirma que, mesmo nos momentos mais dramáticos da caminhada histórica de Israel, quando o Povo parecia privado definitivamente de luz e de liberdade, Deus estava lá, preocupando-se em libertar o seu Povo e em conduzi-lo pela mão, com amor de pai, ao encontro da liberdade e da vida plena.
A segunda leitura apresenta Jesus como o sumo-sacerdote que o Pai chamou e enviou ao mundo a fim de conduzir os homens à comunhão com Deus. Com esta apresentação, o autor deste texto sugere, antes de mais, o amor de Deus pelo seu Povo; e, em segundo lugar, pede aos crentes que “acreditem” em Jesus – isto é, que escutem atentamente as propostas que Ele veio fazer, que as acolham no coração e que as transformem em gestos concretos de vida.
No Evangelho, o catequista Marcos propõe-nos o caminho de Deus para libertar o homem das trevas e para o fazer nascer para a luz. Como Bartimeu, o cego, os crentes são convidados a acolher a proposta que Jesus lhes veio trazer, a deixar decididamente a vida velha e a seguir Jesus no caminho do amor e do dom da vida. Dessa forma, garante-nos Marcos, poderemos passar da escravidão à liberdade, da morte à vida.
LEITURA I- Jr 31, 7 - 9.
LEITURA II- Hb 5, 1 - 6.
EVANGELHO – Mc 10, 46 - 52.

http://www.dehonianos.org

São Judas Tadeu, padroeiro das causas impossíveis

REDAÇÃO CENTRAL, 28 Out. 18 / 05:00 am (ACI).- A Igreja celebra neste dia 28 de outubro a festa de São Judas Tadeu, apóstolo e mártir, conhecido como padroeiro das causas impossíveis e é um dos santos mais populares no Brasil.

São Judas Tadeu é um dos doze apóstolos e não se trata de Judas Iscariotes. Ele era primo de Jesus e irmão de Tiago Menor. Foi ele quem, na Última Ceia, perguntou a Jesus: “Senhor, como é possível que tenhas de te manifestar a nós e não ao mundo?” (Jo 14,22).
É autor de uma epístola que leva o seu nome, na qual ataca os agnósticos e diz que os que têm fé, mas não fazem obras boas, são como nuvens que não têm água, árvores sem fruto e ondas só de espumas, e que os que se dedicam aos pecados de impureza e a fazer atos contrários à natureza sofrerão a pena de um fogo eterno.
Sua festa é celebrada juntamente com a de São Simão, com quem pregou na Pérsia. Ambos foram martirizados.
Santa Brígida conta em suas Revelações que Nosso Senhor lhe recomendou que quando desejasse conseguir certos favores os pedisse por meio de São Judas Tadeu.
São Judas Tadeu é representado com uma imagem de Cristo no peito, por causa do seu parentesco com o Senhor, de quem a tradição conta que era muito parecido. Também é representado segurando um machado, uma clava, uma espada ou uma alabarda, por sua morte ter ocorrido por uma dessas armas.
São Judas Tadeu é um santo muito popular no Brasil e, no Rio de Janeiro, por exemplo, a devoção ao santo tem um fator extra – que também já se espalhou pelo Brasil –, pois São Judas é considerado o padroeiro do Flamengo, um dos times do futebol carioca com mais torcedores no país.
Segundo relato do site oficial do Flamengo, a devoção ao santo das causas impossíveis começou na década de 1950, quando o time estava há muitos anos sem ganhar uma competição. O santo foi apontado como responsável pelo tricampeonato estadual de 1953, 1954 e 1955, após o pároco da Igreja de São Judas Tadeu, do Cosme Velho, ir até a Gávea,  local da sede do clube, e rezar uma Missa, pedir fé aos jogadores e aconselhar que fossem até a Igreja e acendessem uma vela ao santo. Nos três anos, o padre disse que o time levaria o troféu e o fato se concretizou.
“Em troca da ‘profecia concretizada’ do pároco, São Judas Tadeu, o santo das causas impossíveis, ganhou a devoção da Nação Rubro-Negra e virou um dos santos mais populares do Rio de Janeiro”, afirma o site.
Neste dia dedicado ao santo mártir, trazemos a oração de São Judas Tadeu para recordá-lo:
São Judas Tadeu, apóstolo escolhido por Cristo, eu vos saúdo e louvo pela fidelidade e amor com que cumpristes vossa missão. Chamado e enviado por Jesus, sois uma das doze colunas que sustentam a verdadeira Igreja, fundada por Cristo. Inúmeras pessoas, imitando vosso exemplo e auxiliadas por vossa oração, encontram o caminho para o Pai, abrem o coração aos irmãos e descobrem forças para vencer o pecado e superar todo o mal. Quero imitar-vos, comprometendo-me com Cristo e com sua Igreja, por uma decidida conversão a Deus e ao próximo, especialmente o mais pobre. E, assim convertido, assumirei a missão de viver e anunciar o Evangelho, como membro ativo de minha comunidade.  Espero, então, alcançar de Deus a graça que imploro confiando na vossa poderosa intercessão. (Faça o pedido da graça a ser alcançada…).
São Judas Tadeu, rogai por nós!
ACI Digital

quinta-feira, 25 de outubro de 2018

Santo Antônio de Sant’Anna Galvão, o primeiro santo brasileiro

REDAÇÃO CENTRAL, 25 Out. 18 / 05:00 am (ACI).- A Igreja celebra neste dia 25 de outubro a memória litúrgica do primeiro santo nascido no Brasil, Santo Antônio de Sant’Anna Galvão, conhecido como São Frei Galvão. O franciscano fundador do Mosteiro da Luz, que até hoje é referência na cidade de São Paulo, também é recordado por suas pílulas.

Antônio de Sant’Anna Galvão nasceu em Guaratinguetá (SP), no dia 10 de maio de 1739, em uma família que tinha muitas posses. Entretanto, abriu mão de tudo para atender ao chamado de Deus e seguir a vida religiosa.
Aos 16 anos, ingressou no Convento franciscano de São Boaventura de Macacu, no Rio de Janeiro. Em 1761, fez seus votos solenes e, um ano depois, foi admitido à ordenação sacerdotal. Frei Galvão, então, foi mandado para o Convento de São Francisco, em São Paulo, a fim de aperfeiçoar os seus estudos de filosofia e teologia e exercitar-se no apostolado.
Em 1774, fundou o Recolhimento de Nossa Senhora da Conceição da Divina Providência, hoje Mosteiro da Imaculada Conceição da Luz, das Irmãs Concepcionistas da Imaculada Conceição. Atualmente o local é conhecido como Mosteiro da Luz, um patrimônio cultural da humanidade por decisão da UNESCO.
Mais tarde, em 1811, atendeu ao pedido do Bispo de São Paulo e fundou também o Recolhimento de Santa Clara, em Sorocaba (SP).
Já com a saúde debilidade, Frei Galvão recebeu autorização especial para morar no Recolhimento da Luz, onde passou os últimos dias de sua vida, aos cuidados das religiosas. Até que, em 23 de dezembro de 1822, faleceu aos 84 anos, com fama de santidade devido a toda uma vida dedicada a Cristo e às obras de caridade.
Frei Galvão foi beatificado pelo Papa João Paulo II em 25 de outubro de 1998 e canonizado em 11 de maio de 2007 pelo Papa Bento XVI, em São Paulo.
As pílulas de Frei Galvão
Segundo consta, Frei Galvão ia às casas orar com as famílias pelas senhoras grávidas que tinham dificuldades de parto natural. Certo dia, foi procurado por um senhor aflito, porque sua esposa estava em trabalho de parto e em risco de perder a vida.
O franciscano escreveu em três pequenos papéis um trecho do Ofício da Santíssima Virgem, enrolou-os como pílulas e entregou-os ao homem. Este, por sua vez, deu à esposa e a criança nasceu com saúde.
Em outra ocasião, um jovem o teria procurado com dores causadas por cálculos renais. O Frei fez outras pílulas e também este rapaz ficou curado.
Até hoje, as pílulas são produzidas pelas Irmãs Concepcionistas, conforme as orientações de Frei Galvão, e entregues a pessoas que têm fé na intercessão deste santo.
ACI Digital

quarta-feira, 24 de outubro de 2018

Santo Antônio Maria Claret, fundador dos Missionários Claretianos

REDAÇÃO CENTRAL, 24 Out. 18 / 05:00 am (ACI).- “Ó Virgem e Mãe de Deus, bem sabeis que somos filhos e ministros vossos, formados por Vós mesma na frágua da vossa misericórdia e amor”, costumava dizer Santo Antônio Maria Claret, cuja festa é celebrada neste dia 24 de outubro.

Santo Antônio Maria Claret nasceu em Sallent, Barcelona (Espanha), em 1807. Em sua juventude, foi trabalhador têxtil e é considerado o padroeiro dos tecelões. Desde a infância, destacou-se por seu amor à Eucaristia e à Virgem.
Um dia, estando na praia com alguns amigos, começou a refrescar os pés. Então, veio uma onda gigantesca e o arrastou para o mar. Por não saber nadar, quando começou a se afogar, gritou: “Virgem Santa, salva-me”. Imediatamente, estava na margem e com a roupa totalmente seca.
Mais tarde, ingressou no seminário e foi ordenado sacerdote. Seu desejo de ser missionário o levou às Ilhas Canárias e depois a Cuba, onde foi Arcebispo de Santiago. Ali, trabalhou buscando semear o amor e a justiça contra a discriminação racial e a injustiça social. Isto lhe rendeu alguns inimigos.
Foi ferido por um malfeitor contratado que queria cortar sua garganta com uma faca, mas só atingiu parte do rosto e o braço direito. Posteriormente, voltou para a Espanha, após ter ganhado o carinho dos cubanos.
Era muito devoto da Virgem e rezava constantemente o Santo Rosário: “Reza o Santo Rosário todos os dias com devoção e fervor e vereis como Maria Santíssimo será vossa Mãe, vossa advogada, vossa medianeira, vossa mestra, vosso tudo depois de Jesus”, dizia.
Em sua vida, fundou a Comunidade de Missionários do Coração de Maria, hoje chamados Missionários Claretianos, e as Missionárias Claretianas.
ACI Digital

segunda-feira, 22 de outubro de 2018

São João Paulo II, o Papa da família e peregrino

REDAÇÃO CENTRAL, 22 Out. 18 / 05:00 am (ACI).- “Não, não tenhais medo! Antes, procurai abrir, melhor, escancarar as portas a Cristo”, disse São João Paulo II ao iniciar o seu pontificado. Aquela data marcou a história do Papa polonês, tanto que a Igreja determinou este mesmo dia, 22 de outubro, como data da memória litúrgica do santo.

Karol Wojtyla nasceu em 18 de maio de 1920, na cidade de Wadowice, na Polônia, onde viveu até 1938, quando se mudou para Cracóvia. Teve uma juventude muito dura pelo ambiente de ódio e destruição da Segunda Guerra Mundial com a invasão nazista. No outono de 1940, trabalhou como operário nas minas de pedra e depois numa fábrica química.
Mantendo-se firme na fé, em outubro de 1942, entrou no seminário clandestino de Cracóvia e foi ordenado sacerdote em 1º de novembro de 1946.
Em 1958, foi ordenado Bispo, adotando como lema episcopal a expressão mariana Totus tuus (todo teu) de São Luís Maria Grignion de Montfort. Inicialmente, foi Bispo auxiliar e, a partir de 1964, Arcebispo de Cracóvia.
Participou em todas as sessões do Concílio Vaticano II, tendo deixado importantes contribuições nas constituições dogmáticas ‘Gaudium et Spes’ e ‘Lumen Gentium’. Em 26 de junho de 1967, foi criado Cardeal pelo Beato Papa Paulo VI.
Quando, de maneira repentina, João Paulo I faleceu, em 1978, Karol Wojtyla foi eleito Supremo Pontífice, na tarde de 16 de outubro, depois de oito escrutínios. Primeiro Pontífice eslavo da história e primeiro não italiano depois de quase meio milênio.
De personalidade carismática, afirmou-se imediatamente pela grande capacidade comunicativa e pelo estilo pastoral fora dos esquemas. Com grande vigor, realizou muitas viagens: foram 104 internacionais e 146 na Itália; 129 países visitados nos cinco continentes. Estes dados lhe renderam o apelido de Papa peregrino.
O Brasil recebeu a graça de sua visita em três ocasiões. A primeira, em 1980, foi também a primeira vez que um Pontífice pisava em solo brasileiro. Na ocasião, presidiu beatificação do jesuíta espanhol José de Anchieta, fundador da cidade de São Paulo, que foi canonizado em 2014 pelo Papa Francisco. A segunda foi em 1991, quando visitou a Bem-Aventurada Irmã Dulce, em Salvador. A terceira e última aconteceu em 1997, por ocasião do Encontro Mundial das Famílias, no Rio de Janeiro.
Este encontro com as famílias, aliás, foi idealizado por São João Paulo II. Tal iniciativa, junto a outras ações em favor da vida e da família (entre elas a exortação apostólica ‘Familiaris Consortio’ e a carta encíclica ‘Evangelium Vitae’), fizeram com que ficasse conhecido como o Papa da Família.
Também foi uma iniciativa sua as Jornadas Mundiais da Juventude, nas quais se reuniu com milhões de jovens de todo o mundo.
Entre os números de seu pontificado, podem ser mencionadas as frequentes cerimônias de beatificação e canonização, durante as quais foram proclamados 1.338 beatos e 482 santos.
São João Paulo II faleceu em 2 de abril de 2005 às 21h37, na noite prévia ao Domingo da Divina Misericórdia, data que ele mesmo instituiu.
Após 26 dias do seu falecimento, Bento XVI concedeu a dispensa dos cinco anos de expectativa prescritos permitindo o início da causa de canonização. Em 1º de maio de 2011, Bento XVI o proclamou beato e, em 27 de abril de 2014, Papa Francisco o canonizou.
ACI Digital

domingo, 21 de outubro de 2018

Santa Úrsula, padroeira das jovens e estudantes

REDAÇÃO CENTRAL, 21 Out. 18 / 05:00 am (ACI).- Neste dia 21 de outubro, a Igreja celebra Santa Úrsula, padroeira das jovens e estudantes, que foi martirizada junto com um grupo de virgens.

Conta a tradição que Santa Úrsula era filha de um rei inglês. Para adiar o casamento com um príncipe pagão, viajou com algumas donzelas em peregrinação a Roma.
Após seu retorno, em Colônia (Alemanha), foram capturadas pelos hunos. Santa Úrsula rejeitou a proposta de casamento com o chefe dos bárbaros e ela e suas amigas foram martirizadas por sua fé.
Santa Úrsula apareceu à Santa Ângela de Mérici, que fundou a primeira ordem de mulheres dedicadas à formação cristã de meninas, chamadas Ursulinas.
ACI Digital

29º Domingo do Tempo Comum – Ano B

A liturgia do 29º Domingo do Tempo Comum lembra-nos, mais uma vez, que a lógica de Deus é diferente da lógica do mundo. Convida-nos a prescindir dos nossos projetos pessoais de poder e de grandeza e a fazer da nossa vida um serviço aos irmãos. É no amor e na entrega de quem serve humildemente os irmãos que Deus oferece aos homens a vida eterna e verdadeira.
A primeira leitura apresenta-nos a figura de um “Servo de Deus”, insignificante e desprezado pelos homens, mas através do qual se revela a vida e a salvação de Deus. Lembra-nos que uma vida vivida na simplicidade, na humildade, no sacrifício, na entrega e no dom de si mesmo não é, aos olhos de Deus, uma vida maldita, perdida, fracassada; mas é uma vida fecunda e plenamente realizada, que trará libertação e esperança ao mundo e aos homens.
No Evangelho, Jesus convida os discípulos a não se deixarem manipular por sonhos pessoais de ambição, de grandeza, de poder e de domínio, mas a fazerem da sua vida um dom de amor e de serviço. Chamados a seguir o Filho do Homem “que não veio para ser servido, mas para servir e dar a vida”, os discípulos devem dar testemunho de uma nova ordem e propor, com o seu exemplo, um mundo livre do poder que escraviza.
Na segunda leitura, o autor da Carta aos Hebreus fala-nos de um Deus que ama o homem com um amor sem limites e que, por isso, está disposto a assumir a fragilidade dos homens, a descer ao seu nível, a partilhar a sua condição. Ele não Se esconde atrás do seu poder e da sua omnipotência, mas aceita descer ao encontro.
Leitura I: Is 53, 10-11 - Leitura II: Hb 4, 14-16 - Evangelho: Mc 10, 35-45.
Dehonianos

sexta-feira, 19 de outubro de 2018

São Pedro de Alcântara, padroeiro do Brasil

REDAÇÃO CENTRAL, 19 Out. 18 / 05:00 am (ACI).- No mês de outubro a Igrejacelebra não só a padroeira do Brasil, Nossa Senhora Aparecida, como também o padroeiro do país, São Pedro de Alcântara, cuja memória litúrgica é recordada neste dia 19 de outubro. Franciscano, o santo teve sua vidamarcada pela penitência e mortificações.

Nasceu em 1499, em Alcântara, na Espanha, e desde pequeno cultivou a oração. Estudou na Universidade de Salamanca, onde descobriu sua vocação e decidiu entrar para a Ordem dos Franciscanos, embora seu pai desejasse que ele seguisse carreira na área de Direito.
Pedro foi ordenado sacerdote e se tornou exemplo de uma vida dedica à oração, ao jejum, ao desapego dos bens materiais e severo exercício de penitências e mortificações. Usava um hábito surrado e tinha poucas horas de sono por dia.
Tornou-se superior de vários conventos, sendo um modelo em estrita conformidade com as regras da comunidade. Suas orações levaram muitos à conversão.
A fim de que os religiosos vivessem mais a mortificação, oração e meditação, São Pedro de Alcântara fundou o ramo franciscano de “estrita observância” ou “Alcantarinos”.
Entre seus amigos, encontram-se São Francisco de Borja e Santa Teresa D’Ávila, de quem foi diretor espiritual e apoiou nas reformas da Ordem das Carmelitas.
Aos 63 anos, em 1562, morreu de joelhos, dizendo as palavras do Salmo 121: “Que alegria quando me vieram dizer: Vamos subir à casa do Senhor”.
Santa Teresa D’Ávilla disse que São Pedro de Alcântara apareceu para ela após sua morte e disse: “Felizes sofrimentos e penitência na terra, que me conseguiram tão grandes recompensas no céu”.
Durante sua vida, sendo um notável pregador, foi o confessor do Rei Dom João III, de Portugal. Tornou-se, mais tarde, o santo de devoção da Família Real. Seu nome, Pedro de Alcântara, foi escolhido como nome de batismo dos dois imperadores do Brasil – Dom Pedro I e Dom Pedro II.
Foi Dom Pedro I quem solicitou ao Papa que proclamasse São Pedro de Alcântara padroeiro do Brasil. E, assim foi feito, em 1826, pelo Papa Leão XII.
Confira a seguir a oração a São Pedro de Alcântara:
Ó grande amante da Cruz e servo fiel do divino Crucificado, São Pedro de Alcântara; à vossa poderosa proteção foi confiada a nossa querida Pátria brasileira com todos os seus habitantes. Como Varão de admirável penitência e altíssima contemplação, alcançai aos vossos devotos estes dons tão necessários à salvação. Livrai o Brasil dos flagelos da peste, fome e guerra e de todo mal. Restituí à Terra de Santa Cruz a união da fé e o verdadeiro fervor nas práticas da religião.
De modo particular, vos recomendamos, excelso Padroeiro do Brasil, aqueles que nos foram dados por guias e mestres: os padres e religiosos. Implorai numerosas e boas vocações para o nosso país. Inspirai aos pais de família uma santa reverência a fim de educarem os filhos no temor de Deus não se negando a dar ao altar o filho que Nosso Senhor escolher para seu sagrado ministério.
Assisti, ó grande reformador da vida religiosa, aos sacerdotes e missionários nos múltiplos perigos de que esta vida está repleta. Concede-lhes a graça da perseverança na sublime vocação e na árdua tarefa que por vontade divina assumiram.
Lá dos céus onde triunfais, abençoai aos milhares de vossos protegidos e fazei-nos um dia cantar convosco a glória de Deus na bem-aventurança eterna. Assim seja!
ACI Digital

quinta-feira, 18 de outubro de 2018

São Lucas Evangelista, o padroeiro dos médicos

REDAÇÃO CENTRAL, 18 Out. 18 / 05:00 am (ACI).- Neste dia 18 de outubro, a Igreja celebra a memória litúrgica de São Lucas Evangelista, o autor do terceiro Evangelho e dos Atos dos Apóstolos e o que mais fala sobre a Virgem Maria. Médico, tornou-se também padroeiro desses profissionais.

São Lucas, cujo nome significa “portador de luz”, foi introduzido na fé por volta do ano 40. Ele nunca conheceu Jesus, mas conheceu São Paulo, de quem foi discípulo. Foi educado na literatura e na medicina. É o único escritor do Novo Testamento que não é israelense e dirigiu sua mensagem aos cristãos gentios.
No prólogo de seu Evangelho, diz que o escreveu para que os cristãos conhecessem melhor as verdades nas quais tinham sido instruídos. Era, acima de tudo, um historiador e escrevia principalmente para os gregos.
São Lucas traça a biografia da Virgem e fala da infância de Jesus. Ele traz os segredos da Anunciação, da Visitação e do Natal, fazendo entender que tenha conhecido pessoalmente Maria.
Em seu Evangelho, destaca o cuidado especial para com os pobres, os pecadores arrependidos e a oração.
A tradição diz que ele morreu como um mártir pendurado em uma árvore na Acaia. É representado com um livro ou como um touro alado, pois inicia o Evangelho falando do templo, onde eram imolados os bois, e começa com o sacrifício do sacerdote Zacarias.
Além dos médicos, São Lucas é padroeiro dos cirurgiões, solteiros, açougueiros, encadernadores, escultores, artistas notários e diz-se que ele também era um pintor da Virgem.
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quarta-feira, 17 de outubro de 2018

Santo Inácio de Antioquia, o primeiro a chamar a Igreja de “Católica”

REDAÇÃO CENTRAL, 17 Out. 18 / 05:00 am (ACI).- “Onde está Jesus Cristo, aí está a Igreja Católica”, escreveu Santo Inácio de Antioquia, atribuindo pela primeira vez o adjetivo Católica (Universal) à Igreja. Sua festa é celebrada neste dia 17 de outubro.

Santo Inácio se tornou o terceiro bispo de Antioquia (70-107 d.C.), onde São Pedro foi o primeiro.
No caminho para o seu martírio em Roma, Santo Inácio ia encorajando as igrejas das diversas cidades. Orientou sempre para a união com Cristo e se definiu como “um homem a quem foi encomendada a tarefa da unidade”.
Em uma carta aos cristãos de Trali disse: “Amai-vos uns aos outros com um coração indiviso. O meu espírito oferece-se em sacrifício por vós, não só agora, mas também quando tiver alcançado Deus… Que possais ser encontrados em Cristo sem mancha”.
Morreu devorado por feras. Ele é chamado “Padre Apostólico” por ter sido discípulo de São Paulo e São João.
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terça-feira, 16 de outubro de 2018

Santa Teresa D’Ávila, Doutora da Igreja

REDAÇÃO CENTRAL, 15 Out. 18 / 05:00 am (ACI).- “Nada te perturbe, nada te espante, tudo passa!  Só Deus não muda. A paciência, por fim, tudo alcança. Quem a Deus tem, nada lhe falta, pois só Deus basta”. Esta é provavelmente a frase mais conhecida no mundo de Santa Teresa D’Ávila (1515-1582), celebrada neste dia 15 de outubro pela Igreja Católica.

Teresa de Cepeda y Ahumada nasceu no dia 28 de março de 1515, em uma nobre família de Ávila, na Espanha, filha de Alonso Sánchez de Cepeda e Beatriz de Ahumada.
Aos 20 anos, decidiu-se pela vida religiosa, apesar da resistência de seu pai. Em sua biografia, diz que ela saiu de sua casa em uma manhã para entrar no mosteiro carmelita da Encarnação. Lá, viveu por 27 anos, com uma grande comunidade religiosa composta por cerca de 180 freiras, suportando e superando uma grave doença, que marcou sua vida.
Por volta dos 40 anos, Teresa sentiu o chamado que ficou conhecido como “experiência mística”, o que mudou o curso de sua vida. Aos 47 anos, começou uma terceira fase, empreendendo sua tarefa de fundadora andarilha.
As carmelitas, como a maioria das religiosas, tinham decaído muito do primeiro ardor no começo do século XVI. As religiosas podiam sair da clausura com o menor pretexto, de modo que o convento se converteu no lugar ideal para quem desejava uma vida fácil e sem problemas. As comunidades eram extremamente numerosas, o que era causa e efeito do relaxamento. Por exemplo, no convento de Ávila havia 140 religiosas.
Santa Teresa empreendeu o desafio de levar a cabo a iluminada ideia de fundar uma comunidade mais reduzida e reformada. A santa estabeleceu a mais estrita clausura e o silêncio quase perpétuo. O convento carecia de rendas e reinava nele a maior pobreza; as religiosas vestiam hábitos rudimentares, usavam sandálias em vez de sapatos (por isso foram chamadas descalças) e eram obrigadas à perpétua abstinência de carne.
Santa Teresa não admitiu no princípio mais do que 13 religiosas, mas logo aceitou que houvesse 21. Em 1567, o superior geral dos carmelitas, João Batista Loiro (Rossi), visitou o convento de Ávila e ficou muito satisfeito com o trabalho realizado ali pela santa. Assim, concedeu a esta plenos poderes para fundar outros conventos do mesmo tipo e até autorizou a fundar dois conventos de frades reformados (carmelitas contemplativos).
Caracterizada por sua simplicidade, prudência, amabilidade e caridade, Santa Teresa tinha uma profunda vida de oração e, em obediência a seu confessor, porque ela não era uma pessoa culta e se expressava com um castelhano singelo, escreveu suas visões e experiências espirituais. Essas obras são agora um grande presente para a Igreja.
Os escritos de Santa Teresa sublinham, sobretudo, o espírito de oração, a maneira de praticá-lo e os frutos que produz. Como a santa escreveu precisamente na época em que estava dedicada à difícil tarefa de fundar conventos de carmelitas reformadas, suas obras, prescindindo de seu conteúdo e natureza, dão testemunho de seu vigor, laboriosidade e capacidade de recolhimento.
Escreveu o “Caminho de Perfeição” para dirigir a suas religiosas e o livro das “Fundações” para animá-las e edificá-las. Quanto ao “Castelo Interior”, pode-se considerar que escreveu para a instrução de todos os cristãos.
Santa Teresa morreu nos braços da Beata Ana, em Alba de Tormes no dia 4 de outubro de 1582, pronunciando as palavras: “Sou filha da Igreja”. Sua canonização se realizou em 1622. Foi proclamada Doutora da Igreja em 27 de setembro de 1970 pelo Papa Paulo VI.
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Santa Edwiges, padroeira dos endividados

REDAÇÃO CENTRAL, 16 Out. 18 / 05:00 am (ACI).- Neste dia 16 de outubro, a Igreja celebra Santa Edwiges, uma mãe que, com seu marido, fundou mosteiros e, após a morte dele, tornou-se monja e continuou a servir os carentes e enfermos. A santa é conhecida como a padroeira dos pobres e endividados e isso tem a ver com sua história e vida de caridade.

Edwiges nasceu na Bavária, Alemanha, em 1174, filha de uma família nobre. Desde pequena dava sinais de seu desapego material e zelo espiritual. Aos doze anos, casou-se com o duque da Silésia e da Polônia, Henrique I, de 18 anos. Eles tiveram sete filhos.
Aos 20 anos, Edwiges sentiu o chamado de Jesus e, após conversar com seu marido, os dois decidiram seguir o Senhor, mantendo no casamento o voto de abstinência sexual.
Entregando-se à piedade e à caridade, empregava grande parte dos seus ganhos para auxiliar os demais. Sabendo que muitos eram presos por causa de dívidas, passou a ir aos presídios, saldar as contas com o próprio dinheiro, libertar os encarcerados e ainda lhes arrumava um emprego.
Ela e seu marido fundaram muitos mosteiros, entre eles o de Trebnitz, na Polônia, do qual sua filha Gertrudes se tornou abadessa.
Henrique I construiu o Hospital da Santa Cruz em Breslau e Edwiges, um hospital para leprosos em Neumarkt, onde assistiram pessoalmente aqueles que sofriam desta doença. A santa também costumava ir à Igreja descalço na neve, mas levava os sapatos na mão para colocá-los imediatamente se encontrasse alguém.
Viu seis de seus sete filhos falecer e também seu marido, vítima de uma doença contraída após ser mantido como prisioneiro de guerra. Quando Henrique I morreu, muitas religiosas choraram e Edwiges as confortou dizendo: “Por que se queixam da vontade de Deus? Nossas vidas estão em suas mãos e tudo que Ele faz é bem feito”.
Santa Edwiges tomou o hábito religioso de Trebnitz, mas prometeu continuar a gerir suas ações em favor dos necessitados. Deus lhe concedeu o dom da profecia e milagres. Foi quando operou muitos milagres em enfermos.
Ela amava muito Maria e, por isso, sempre carregava uma pequena imagem da Virgem em suas mãos. Quando morreu, em 15 de outubro de 1243, foi impossível tirar a imagem de suas mãos. Anos mais tarde, quando foram transladar seu corpo, encontraram a imagem empunhada e os dedos que a seguravam incorruptos.
Santa Edwiges foi canonizada em 1266, pelo Papa Clemente IV.
Por razão desta data, confira a seguir a oração à Santa Edwiges.
Ó Santa Edwiges, Vós que na Terra fostes o amparo dos pobres, a ajuda dos desvalidos e o socorro dos endividados, no Céu agora desfrutais do eterno prêmio da caridade que em vida praticastes, suplicante Te peço que sejais a minha advogada, para que eu obtenha de Deus o auxílio que urgentemente preciso...
(Fazer o pedido da graça que urgentemente precisa)
Santa Edwiges, protetora dos endividados, aumentai minha confiança na providência divina para que não falte o pão de cada dia, e que no final do mês não falte o necessário, para que eu possa dar aos meus familiares saúde, educação e dignidade na moradia.
Santa Edwiges intercedei por mim para que eu consiga o equilíbrio na vida financeira e o discernimento nos negócios. Ajudai-me a superar os problemas financeiros, que eu não me iluda com o dinheiro fácil, que eu não seja conivente com a corrupção, propina. Dai equilíbrio na vida financeira.
Alcançai-me também, Santa Edwiges, a suprema graça da salvação eterna.
Santa Edwiges, rogai por nós!
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Santa Margarida Maria Alacoque, serva do Sagrado Coração do Jesus

REDAÇÃO CENTRAL, 16 Out. 18 / 06:00 am (ACI).- “Quando se ama, tudo fala de amor, até nossos trabalhos que requerem nossa total atenção podem ser um testemunho de nosso amor”, dizia Santa Margarida Maria Alacoque, a quem o Sagrado Coração de Jesus apareceu e cuja festa é celebrada neste dia 16 de outubro.

Santa Margarida Maria nasceu na França em 1647. Aos quatro anos, consagrou a Deus sua pureza e fez voto de perpétua castidade. Quando tinha oito anos, seu pai morreu. Ela ingressou na escola das Clarissas pobres, onde se sentiu atraída pela vida das religiosas e recebeu a comunhão aos nove anos, algo pouco comum para a época.
Dois anos mais tarde, contraiu uma doença reumática dolorosa que a obrigou a ficar de cama até os 15 anos e, por isso, teve que regressar para sua casa. Buscou alívio na Virgem Maria, a quem prometeu que, se ficasse saudável, se tornaria uma de suas filhas e, assim, recuperou a saúde.
A jovem, porém, se deixou levar pela vaidade e pelas diversões, mas a Virgem apareceu para ela em vários momentos para repreendê-la e encorajá-la em seu caminho de santidade.
Em casa, Margarida e sua mãe eram agressivamente controladas por alguns familiares que tinham se apoderado dos bens. Além disso, a mãe tinha uma dolorosa ferida no rosto que a jovem cuidava todos os dias. Diante de tudo isso, ela sempre buscou consolo no Senhor.
Aos poucos, foi tentada a se casar e começou a se preparar, considerando que talvez pudesse obter dispensa de seu voto, porque o fez quando era criança. Foi assim que em uma ocasião Jesus lhe disse que Ele tinha motivado o voto de castidade e que depois a tinha colocado aos cuidados de sua Santíssima Mãe.
Mas Margarida só compreendeu que estava perdendo um tempo precioso, do qual lhe seria pedido contas rigorosas na hora da morte, quando o Senhor apareceu a ela desfigurado, flagelado e lhe disse: “E bem quererá gozar deste prazer? Eu não gozei jamais de nenhum, e me entreguei a todo gênero de amarguras por teu amor e por ganhar teu coração”.
Mais tarde, depois de convencer seus parentes, ingressou no Convento da Visitação. Ali Margarida se desenvolveu de maneira humilde, obediente e sincera ante os sacrifícios da vida em comunidade e professou seus votos no dia 6 de novembro de 1672.
Com o tempo, recebeu revelações do Sagrado Coração de Jesus e sofreu todas as primeiras sextas-feiras do mês uma reprodução da misteriosa chaga no lado.
Por suas visões e doenças, começou a receber incompreensões e rejeições no convento, teve que passar por difíceis interrogatórios de teólogos e chegou-se a dizer que suas experiências místicas podiam ser obra do demônio. Tudo isso parou quando conheceu o sacerdote jesuíta São Cláudio de la Colombiere, que pôde ver nela sua santidade e falou com a madre superiora.
Por obediência, escreveu o que Deus lhe tinha revelado e contou as mensagens divinas para sua comunidade. A princípio, foi humilhada, mas depois recebeu o apreço de suas irmãs.
Santa Margarida, lamentavelmente, não veria se cumprir na Igreja a instituição do dia do Sagrado Coração de Jesus, tal como Jesus Cristo lhe tinha pedido. Em 17 de outubro de 1690, tendo previamente indicado esta data como o dia de sua morte, partiu para a Casa do Pai com 43 anos de idade e 18 de profissão religiosa.
Entre os mosteiros das visitandinas, começou-se a propagar a devoção ao Coração de Jesus e, em 1765, Clemente XIII introduziu a Festa do Sagrado Coração em Roma.  Em 1856, o Beato Pio IX a estendeu a toda a Igreja e, finalmente, em 1920, Margarida foi proclamado santa pelo Papa Bento XV.
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domingo, 14 de outubro de 2018

28º Domingo do Tempo Comum: Discípulos-Missionários Santos

+ Sergio da Rocha
Cardeal Arcebispo de Brasília
Nós estamos celebrando este Domingo do Tempo Comum, em profunda comunhão com o Santo Padre, o Papa Francisco, e com os Bispos que participam do Sínodo sobre os Jovens, a Fé e o Discernimento Vocacional, iniciado no Vaticano, dia 03 de outubro. Unidos, como Igreja, nós bendizemos a Deus pelo Sínodo e pela canonização de sete santos, neste domingo, dentre os quais, o Papa Paulo VI, falecido em 1978; Dom Oscar Romero, Arcebispo de San Salvador, na América Latina, assassinado em 1980, enquanto celebrava a missa; e o jovem operário italiano Nunzio Sulprizio, falecido em 1836, com 19 anos. A canonização durante o Sínodo nos recorda a vocação à santidade de todo o Povo de Deus, especialmente dos jovens, chamados a serem santos no mundo de hoje. Somos todos chamados à santidade, através do discipulado e da missão, cada um segundo a vocação recebida. Os santos são verdadeiros discípulos-missionários, especialmente pelo testemunho cotidiano da fé e do amor ao próximo.
O Evangelho nos apresenta uma pergunta que continua a ecoar ao longo dos séculos: “que devo fazer para ganhar a vida eterna?” (Mc 10,17). A resposta de Jesus pode ser resumida na expressão “Vem e segue-me” (Mc 10,21). Em Jesus Cristo, o discípulo encontra o Caminho, a Verdade e a Vida. Ao responder à pergunta daquele homem, Jesus “olhou para ele com amor”, propondo duas atitudes fundamentais: a vivência dos mandamentos e a partilha dos bens para obter um tesouro no céu. O apego aos bens materiais torna difícil entrar no reino de Deus, através do seguimento de Jesus. O discípulo não conseguirá trilhar o caminho carregado de bens materiais. Na primeira leitura, o Livro da Sabedoria nos recorda o valor maior a ser cultivado que é a “sabedoria” e não o poder e as riquezas.
O diálogo entre Pedro e Jesus ilumina a questão do desapego a ser cultivado pelo discípulo. Enquanto Pedro fala em “deixar e seguir” (Mc 10,28), Jesus se refere a “deixar e receber” (Mc 10,29-30). A visão de Pedro a respeito parece negativa, acentuando aquilo que se deixa para seguir Jesus. A resposta de Jesus a Pedro se refere ao muito que o discípulo recebe, “cem vezes mais”, já na vida presente, e no futuro, a vida eterna. Contudo, a vida dos discípulos nunca será fácil, cômoda. Jesus menciona também as “perseguições”, que se tornam um critério fundamental para definir um verdadeiro discípulo de Cristo.
A Carta aos Hebreus proclama que a “a Palavra de Deus é viva e eficaz”. Sua força criadora, renovadora, é experimentada por aqueles que a acolhem e testemunham, fazendo-se discípulos-missionários do Senhor. Para ser discípulo-missionário santo, é preciso ter sempre “coração de discípulo”, que se coloca continuamente à escuta do Senhor.
Arquidiocese de Brasília / O Povo de Deus

Papa Francisco canonizou Paulo VI, Dom Óscar Romero e outros cinco novos santos

Missa de canonização do Papa Paulo VI, Dom Oscar Romero e outros novos cinco Santos -
Foto: Captura de tela (Vatican Media)
Vaticano, 14 Out. 18 / 08:13 am (ACI).- O Papa Francisco canonizou neste domingo 14 de outubro o Papa Paulo VI, Dom Oscar Romero e outros novos cinco Santos, durante a multitudinária Missa que se celebra na Praça de São Pedro.
Além do novo Papa canonizado e do Arcebispo de San Salvador, assassinado em plena missa, também foram canonizados os sacerdotes italianos Francesco Spinelli e Vincenzo Romano, as religiosas Maria Catarina Kasper e Nazaria Ignacia de Santa Teresa de Jesus March Mesa, e o leigo italiano Nunzio Sulprizio.
O Santo Padre leu a fórmula de canonização logo depois da solicitude do Prefeito da Congregação para a Causa dos Santos, Cardeal Giovanni Angelo Becciu, para que os sete beatos sejam inscritos no livro dos Santos e da tradicional leitura de uma breve resenha biográfica de cada um.
Na Missa solene, que terminou há pouco no Vaticano, o Pontífice usou a férula (o cajado do pastor, semehante ao báculo que usam os bispos) que Paulo VI usou em seu pontificado, assim como o pálio deste seu predecessor. Além disso contemplou uma relíquia do Dom Romero presente na missa: o cíngulo que usou o dia em que foi assassinado em San Salvador e que ainda está manchado de sangue.
Do mesmo modo, durante a Consagração, o Papa Francisco usou o cálice de Paulo VI.
Na Missa que se celebra estão pressentem as seguintes relíquias: a camisa que Paulo VI usava por baixo da batina no dia do atentado que sofreu nas Filipinas, fragmentos ósseos de Dom Romero, Francesco Spinelli, Vincenzo Romano, Nunzio Sulprizio e Maria Catarina Kasper, e uma mecha de cabelo de Nazaria Ignacia.
Durante a homilia, o Pontífice destacou aos fiéis uma característica comum dos novos santos que é o fato de terem sabido amar Jesus com radicalidade.
Francisco recordou que Jesus não se conforma com receber pouco. “Jesus é radical. Ele dá tudo e pede tudo: dá um amor total e pede um coração indiviso”, afirmou.
“A Ele, que nos oferece a vida eterna, não podemos dar um pouco do nosso tempo restante. Jesus não se conforma com uma ‘porcentagem de amor’: não podemos amá-lo a vinte, cinqüenta ou sessenta por cento. Ou tudo ou nada”, assinalou.
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Pe. Manuel Pérez Candela

Pe. Manuel Pérez Candela
Pároco da Paróquia Nossa Senhora da Imaculada Conceição - Sobradinho/DF