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domingo, 31 de março de 2019

4º Domingo da Quaresma: A Alegria do Perdão

+ Sergio da Rocha
Cardeal Arcebispo de Brasília
O 4º Domingo da Quaresma é denominado “domingo da alegria” ou “Laetare”, palavra latina que se encontra no início da antífona de entrada da missa: “Alegra-te”. O motivo desta alegria nós encontramos na Liturgia da Palavra, especialmente, no Evangelho.
Nós louvamos a Deus, com alegria, porque ele libertou o seu povo da escravidão, conforme o livro de Josué. Nós nos alegramos porque, em Cristo, somos reconciliados com Deus e nos tornamos novas criaturas, segundo proclama São Paulo (2Cor 5,17-21). Nós exultamos de alegria porque Deus é Pai misericordioso, conforme nos ensina Jesus na parábola do Filho Pródigo (Lc 15,1-32).
Essa belíssima parábola deve ser meditada, rezada e vivida por cada um de nós, por cada família e por cada comunidade. Neste “domingo da alegria” e durante a semana, procuremos fazer a leitura orante do capítulo 15 do Evangelho segundo São Lucas, especialmente da parábola do Pai misericordioso. Nós somos convidados a voltar para a casa do Pai, que nos acolhe com o coração e os braços abertos, alegrando-se conosco. Ao mesmo tempo, somos chamados a ser misericordiosos como ele, estendendo a mão a quem necessita levantar-se, perdoando e acolhendo o irmão necessitado de reconciliação e de vida nova. Num mundo marcado por tantas divisões e formas de violência, procuremos promover a reconciliação. Sinta-se abraçado pelo Pai misericordioso, como o filho que retorna a casa, e estenda os braços para acolher o irmão que vive na condição do “filho pródigo”.
Contudo, somente quem faz a experiência da misericórdia do Pai, sentindo-se necessitado do perdão dele e dos irmãos, é capaz de ser misericordioso. O contexto em que a parábola é contada por Jesus faz pensar no modo como tratamos os irmãos que erram. Jesus estava sendo criticado pelos fariseus e mestres da Lei (Lc 15,2) por acolher os pecadores e fazer refeição com eles. A recusa do filho mais velho da parábola retrata bem a atitude amarga dos fariseus, muito diferente do modo de agir misericordioso do Pai.
Nesta Quaresma, faça a experiência da alegria que brota da misericórdia, do perdão e da reconciliação. Ser perdoado e perdoar são as fontes da verdadeira alegria que o Pai misericordioso nos oferece em abundância. Busque o perdão, de modo especial, por meio do Sacramento da Reconciliação. Em todas as Paróquias da Arquidiocese de Brasília, no período quaresmal, há o atendimento das confissões, contando com os padres do próprio Setor, segundo a programação local. Participe! Não deixe passar em vão o tempo da graça!
Arquidiocese de Brasília / O Povo de Deus

Papa Francisco explica por que não queria que lhe beijassem o anel

Papa Francisco durante a visita a Loreto – Foto: Captura de vídeo
Vaticano, 28 Mar. 19 / 04:20 pm (ACI).- Diante da polêmica causada pelo vídeo durante a viagem do Papa Francisco a Loreto (Itália), no qual não permitiu que alguns fiéis beijassem o seu anel, o diretor interino da Sala de Imprensa da Santa Sé, Alessandro Gisotti, explicou que o motivo foi “por higiene”.
O Pontífice visitou o Santuário de Nossa Senhora de Loreto no dia 25 de março e, depois de celebrar a Missa, cumprimentou mais de cem pessoas por treze minutos. Durante a maior parte do tempo, permitiu que dezenas de fiéis beijassem o anel papal, também chamado pela tradição de "anel do pescador" em alusão a São Pedro.
No entanto, por 53 segundos, o Santo Padre evitou que alguns fiéis beijassem o anel, sem deixar de cumprimentar as pessoas.
Um vídeo deste breve momento foi divulgado nas redes sociais e na imprensa internacional, gerando uma série de comentários, muitos deles negativos.
No início de uma coletiva de imprensa realizada nesta quinta-feira, 28 de março, Gisotti informou que perguntou ao Santo Padre por que ele não queria que lhe beijassem o anel. "A razão é muito simples: por higiene", indicou o porta-voz do Vaticano.
Nesse sentido, o porta-voz vaticano explicou que, quando há longas filas de pessoas, "há risco de contágio entre as pessoas", o que não acontece quando há um grupo pequeno, e citou como exemplo a última quarta-feira, quando, depois da Audiência Geral, Ir. Maria Concetta, uma religiosa idosa que trabalha na África, lhe beijou o anel.
O diretor interino da Sala de Imprensa da Santa Sé recordou que todos sabem que "o Papa ama abraçar as pessoas e se deixar abraçar pelo povo".
ACI Digital

Quarto Domingo da Quaresma

REDAÇÃO CENTRAL, 31 Mar. 19 / 05:00 am (ACI).- Neste dia 31 de março, a Igreja celebra o quarto Domingo da Quaresma. No Evangelho de hoje, retirado de Lucas 15,1-3.11-32, Jesus conta a parábola do Filho Pródigo.

A seguir, leia e reflita o Evangelho deste quarto Domingo da Quaresma:
Lc 15,1-3.11-32
Naquele tempo, os publicanos e pecadores aproximavam-se de Jesus para o escutar. Os fariseus, porém, e os mestres da Lei criticavam Jesus: “Este homem acolhe os pecadores e faz refeição com eles”. Então Jesus contou-lhes esta parábola:
“Um homem tinha dois filhos. O filho mais novo disse ao pai: ‘Pai, dá-me a parte da herança que me cabe’. E o pai dividiu os bens entre eles.
Poucos dias depois, o filho mais novo juntou o que era seu e partiu para um lugar distante. E ali esbanjou tudo numa vida desenfreada. Quando tinha gasto tudo o que possuía, houve uma grande fome naquela região, e ele começou a passar necessidade.
Então foi pedir trabalho a um homem do lugar, que o mandou para seu campo cuidar dos porcos. O rapaz queria matar a fome com a comida que os porcos comiam, mas nem isto lhe davam.
Então caiu em si e disse: ‘Quantos empregados do meu pai têm pão com fartura, e eu aqui, morrendo de fome. Vou-me embora, vou voltar para meu pai e dizer-lhe: Pai, pequei contra Deus e contra ti; já não mereço ser chamado teu filho. Trata-me como a um dos teus empregados’.
Então ele partiu e voltou para seu pai. Quando ainda estava longe, seu pai o avistou e sentiu compaixão. Correu-lhe ao encontro, abraçou-o, e cobriu-o de beijos.
O filho, então, lhe disse: ‘Pai, pequei contra Deus e contra ti. Já não mereço ser chamado teu filho’.
Mas o pai disse aos empregados: ‘Trazei depressa a melhor túnica para vestir meu filho. E colocai um anel no seu dedo e sandálias nos pés. Trazei um novilho gordo e matai-o. Vamos fazer um banquete. Porque este meu filho estava morto e tornou a viver; estava perdido e foi encontrado’. E começaram a festa.
O filho mais velho estava no campo. Ao voltar, já perto de casa, ouviu música e barulho de dança. Então chamou um dos criados e perguntou o que estava acontecendo.
O criado respondeu: ‘É teu irmão que voltou. Teu pai matou o novilho gordo, porque o recuperou com saúde’.
Mas ele ficou com raiva e não queria entrar. O pai, saindo, insistia com ele. Ele, porém, respondeu ao pai: ‘Eu trabalho para ti há tantos anos, jamais desobedeci a qualquer ordem tua. E tu nunca me deste um cabrito para eu festejar com meus amigos. Quando chegou esse teu filho, que esbanjou teus bens com prostitutas, matas para ele o novilho cevado’.
Então o pai lhe disse: ‘Filho, tu estás sempre comigo, e tudo o que é meu é teu. Mas era preciso festejar e alegrar-nos, porque este teu irmão estava morto e tornou a viver; estava perdido, e foi encontrado’”.
ACI Digital

sábado, 30 de março de 2019

Na Quaresma, evitar a Idolatria, procurar o Deus Vivo

Cidade do Vaticano (Sexta-feira, 29-03-2019, Gaudium Press) A primeira atividade de Francisco no dia de hoje foi participar da terceira Pregação de Quaresma proferida pelo pregador oficial da Casa Pontifícia, o Franciscano capuchinho Frei Raniero Cantalamessa, na Sala Redempitoris Mater, no Vaticano.
Na Quaresma, evitar a Idolatria, procurar o Deus Vivo1.jpeg
Ele continuou desenvolvendo a temática central das suas meditações quaresmais "Voltar para dentro de si".

Cantalamessa afirmou que, quando nos despertamos de manhã, sabemos que Deus está ao nosso lado: "nele nos movemos, respiramos e existimos", como diz São Paulo. E, como diz as Escrituras, nosso espírito também precisa despertar:
"Chegou o tempo de vos despertar do sono!"
Idolatria e Busca do Deus Vivo
Nesta Quaresma, nós também devemos continuar na busca do Deus vivo.
Deus "vivo" é definido assim na Bíblia para distingui-lo dos ídolos, que são coisas mortas.
O Pregador afirmou que a luta contra a idolatria não terminou.
A idolatria ainda existe. Os ídolos apenas mudaram de nome, mas estão mais presentes do que nunca entre nós: São muitos os "bezerros de ouro" que se escondem dentro de nós!
Ateísmo Moderno e Conversão Pessoal
Na idolatria, o homem não "aceita" Deus, mas se faz "deus". Esta é também a situação no Ocidente.
O ateísmo moderno começou com a famosa máxima de Feuerbach:
"Não foi Deus quem criou o homem à sua imagem, mas foi o homem que criou Deus à sua imagem". Este "deus! é produzido pela mente humana. Mas, de qual "deus" se trata?
Certamente não é o "Deus vivo da Bíblia", mas um seu substituto, diz o Frei Cantalamessa.
O ateísmo moderno não tem nada a ver com o Deus dos cristãos.
Mas, - disse - não estamos aqui, hoje, para falar e combater o ateísmo moderno, mas para fazer um caminho de conversão pessoal, como aconteceu com o Apóstolo Paulo, que, de fariseu, se tornou cristão.
Pecado de idolatria e Milagre da Conversão
O Espírito Santo abre nossos olhos diante do pecado de idolatria e de impiedade. Assim, acontece o milagre sempre novo da conversão: endireitar nossos caminhos e voltar para Deus.
Se eu me colocar do lado de Deus, contra o meu egoísmo, serei seu aliado no combate ao inimigo.
O nosso "eu" está destinado a morrer. Mas, não se trata de uma morte, mas de um nascimento:
"Quem quiser salvar a sua vida, a perderá; mas quem perder a sua vida, por minha causa, a salvará".
O Pregador da Casa Pontifícia concluiu sua terceira meditação de Quaresma, afirmando:
"Na medida em que o homem velho morre, nasce o novo homem, criado, segundo Deus, em justiça e verdadeira santidade".
Que Deus nos ajude a empreender sempre um novo caminho de vida, que é a nossa conversão, desejou Cantalamessa. (JSG)

(Da Redação Gaudium Press, com informações Vatican News)
Gaudium Press

domingo, 24 de março de 2019

3º Domingo da Quaresma: Frutos de Conversão

+ Sergio da Rocha
Cardeal Arcebispo de Brasília
A passagem do Evangelho segundo Lucas (Lc 13,1-9) ressalta a misericórdia de Deus e, ao mesmo tempo, a urgência da conversão. A parábola da figueira, em Lucas, põe em relevo a misericórdia e a paciência daquele que a havia plantado, pois, ao invés de cortá-la por não dar frutos, permanece à espera da colheita. Contudo, não se trata de uma espera inoperante. Era preciso “cavar em volta dela e colocar adubo”. O senhor misericordioso da vinha, onde estava plantada a figueira, é figura do próprio Deus, conforme rezamos hoje, no Salmo de meditação: “O Senhor é bondoso e compassivo!” (Sl 102).  A imagem da figueira, símbolo do Povo de Deus, pode ser aplicada a cada um de nós. Deus, que nos criou e nos cultivou com tanto amor, está à espera paciente de frutos que correspondam à sua vontade.
Nesta Quaresma, Deus nos oferece uma nova oportunidade de produzir frutos. Para tanto, é preciso cuidar do terreno onde estamos plantados e de nossas raízes.  Em qual terreno estamos plantados, isto é, em quais ambientes vivemos? Há ambientes que nada têm a ver com a “vinha” do Senhor, pois dificultam ou impedem o cristão dar os frutos esperados por Deus. A figueira estava plantada na vinha do Senhor e não em qualquer lugar. Na Igreja, novo Povo de Deus, encontramos o terreno e os meios que nos ajudam a crescer e a frutificar. O “adubo”, a que se refere o Evangelho, nos faz pensar sobre aquilo que tem nos alimentado espiritualmente. O adubo serve para tornar fértil. Na vida cristã, a oração, a penitência, a Palavra de Deus e a Eucaristia, dentre outros meios, nos tornam espiritualmente fecundos, capazes de produzir bons frutos.
Ao mesmo tempo, o Evangelho refere-se à urgência da conversão, perante o comentário das pessoas sobre dois trágicos episódios ocorridos: os galileus que haviam sido mortos e as vítimas da queda da torre de Siloé.  Diante daqueles fatos trágicos, muitos cometiam o erro de condenar as vítimas considerando-as como pecadores e de se acharem melhores do que eles. A resposta de Jesus exige a conversão de todos para terem a vida. A conversão nos leva a caminhar na vida. A recusa de converter-se, permanecendo no pecado, conduz à morte. Embora haja situações de pecado que provocam até a morte física, o Evangelho faz pensar na morte no sentido espiritual. Jesus veio para que todos tenham vida e a tenham plenamente. Quaresma é tempo especial de conversão, que implica na superação do pecado e na experiência da vida nova, em Cristo. A vigilância sobre os frutos que estamos produzindo é para todos: “Quem julga estar de pé, tome cuidado para não cair!” (1Cor 10,12).
Arquidiocese de Brasília / O Povo de Deus

Terceiro Domingo da Quaresma

REDAÇÃO CENTRAL, 24 Mar. 19 / 05:00 am (ACI).- Neste dia 24 de março, a Igreja celebra o terceiro Domingo da Quaresma. O Evangelho de hoje corresponde à leitura de Lucas 13,1-9, na qual Jesus conta a parábola da figueira e faz um chamado à conversão

A seguir, leia e reflita o Evangelho deste terceiro domingo da Quaresma:
Lc 13,1-9
Naquele tempo, vieram algumas pessoas trazendo notícias a Jesus a respeito dos galileus que Pilatos tinha matado, misturando seu sangue com o dos sacrifícios que ofereciam. Jesus lhes respondeu: “Vós pensais que esses galileus eram mais pecadores do que todos os outros galileus, por terem sofrido tal coisa? Eu vos digo que não. Mas se vós não vos converterdes, ireis morrer todos do mesmo modo.
E aqueles dezoito que morreram, quando a torre de Siloé caiu sobre eles? Pensais que eram mais culpados do que todos os outros moradores de Jerusalém? Eu vos digo que não. Mas, se não vos converterdes, ireis morrer todos do mesmo modo”. E Jesus contou esta parábola: “Certo homem tinha uma figueira plantada na sua vinha. Foi até ela procurar figos e não encontrou. Então disse ao vinhateiro: ‘Já faz três anos que venho procurando figos nesta figueira e nada encontro. Corta-a! Por que está ela inutilizando a terra?’
Ele, porém, respondeu: ‘Senhor, deixa a figueira ainda este ano. Vou cavar em volta dela e colocar adubo. Pode ser que venha a dar fruto. Se não der, então tu a cortarás’”.
ACI Digital

sábado, 23 de março de 2019

São Turíbio de Mogrovejo, padroeiro do Episcopado latino-americano

REDAÇÃO CENTRAL, 23 Mar. 19 / 05:00 am (ACI).- No dia 23 de março é celebrada a festa de São Turíbio de Mogrovejo, padroeiro do Episcopado latino-americano e chamado “Santo Padre da América”. Defendeu os indefesos e explorados durante a colônia espanhola na América e convocou vários sínodos e concílios que renderam bons frutos ao Vice-reino do Peru.

Crismou Santa Rosa de Lima, São Mantinho de Lima e São João Macías e contou com o apoio do missionário São Francisco Solano.
Turíbio Afonso de Mogrovejo nasceu na Espanha por volta de 1538. Estudou direito e foi professor na Universidade de Salamanca. Sendo leigo, o rei Felipe II o nomeou juiz principal da Inquisição em Granada.
Por suas qualidades humanas e sua virtude, o rei o propôs ao Papa Gregório XIII como Arcebispo de Lima, que naquela época correspondia agrande parte da América do Sul hispânica. Embora humildemente São Turíbio tenha resistido, com dispensa papal, recebeu as ordens menores e maiores, sendo consagrado Bispo em 1580.
Embarcou para a América e, ao chegar ao Peru, imediatamente se preocupou em restaurar a disciplina eclesiástica e enfrentou abertamente os conquistadores, pessoas de poder, assim como sacerdotes que tinham cometido ou permitido abusos contra os nativos.
Isso fez com que fosse perseguido pelo poder civil e que o caluniassem, mas ele seguiu em sua defesa pelos pobres, argumentando que a quem sempre se devia agradar era a Cristo e não ao Vice-rei.
Construiu igrejas, conventos, hospitais e abriu o primeiro seminário na América Latina que se mantém até hoje. Estudou as línguas e dialetos locais para poder estar mais próximo de seus fiéis e comunicar-se com eles, o que favoreceu no incremento das conversas.
A fim de evangelizar, viajou por cidades e lugares afastados, caminhando ou a cavalo, muitas vezes sozinho e expondo-se às doenças e aos perigos. Certo dia, um mendigo se aproximou dele e, como não tinha o que lhe dar, o santo lhe entregou sua camisa.
Convocou três concílios ou sínodos provinciais e ordenou imprimir o catecismo em quéchua e aymara. Além disso, celebrou treze sínodos diocesanos que ajudaram ao cumprimento das normas do Concílio de Trento e à independência da Igreja em relação ao poder civil.
Aos 68 anos, São Turíbio ficou doente e partiu para a Casa do Pai, na Quinta-feira Santa, 23 de março de 1606. Em seu testamento, deixou a seus empregados seus bens pessoais e aos pobres o resto de suas propriedades. São João Paulo II o declarou padroeiro do Episcopado latino-americano.
ACI Digital

sexta-feira, 22 de março de 2019

CANADÁ: Cerca de 9 mil igrejas fecharão neste país nos próximos anos por diminuição de fiéis

Imagem referencial. Foto: Pixabay / Domínio público
OTTAWA, 22 Mar. 19 / 12:30 pm (ACI).- O Canadá era um país religioso até algumas décadas atrás; no entanto, a baixa frequência de fiéis em muitas igrejas em todo o país está causando o fechamento de um terço delas.
De acordo com a organização caritativa nacional do país ‘National Trust for Canada", dedicada à preservação e renovação de lugares históricos, estima-se que nos próximos dez anos, cerca de nove mil igrejas seriam fechadas devido ao baixo número de pessoas que formam as congregações e os altos custos para a reparação de antigos templos.
"É provável que alguns dos edifícios sejam vendidos, enquanto outros serão simplesmente demolidos. Enquanto muitos estão preocupados com a perda de locais sagrados, outros estão tão preocupados com a perda de edifícios históricos", afirmou o chefe de ‘National Trust for Canada’, Robert Pajot.
Pajot disse à CBC que "não são apenas edifícios. O impacto vai além da perda de um patrimônio em comunidade", pois os locais de fé fomentaram a vida comunitária por gerações, assim como a formação de laços de convivência nas cidades e povoados.
"Há um sentimento de que uma perda mais profunda está ocorrendo nas cidades e povoados afetados por esses fechamentos. Em particular, perderão um senso de comunidade que apareceu ao longo do tempo e foi fomentado nas igrejas", expressou.
Considerou que as igrejas são os centros de encontro em muitos povoados, onde são realizadas reuniões, casamentos, funerais e todos os tipos de outros serviços. Como resultado do fechamento, todos eles se afastarão junto com a possibilidade de continuar criando novas recordações no local.
Indicou também que "para muitos é um momento triste que será difícil de manejar para as comunidades que usavam os locais como centros comunitários. Outros veem esta mudança como uma oportunidade para deixar o passado ir embora e recuperar áreas e edifícios que poderiam ser usados de maneira mais eficaz para ajudar a servir às comunidades”.
Algumas igrejas tentaram se modernizar compartilhando seus espaços eclesiais com outros grupos, a fim de permanecer em pé e em ordem. No entanto, isso gerou controvérsia, considerando que pode se tornar um lugar menos sagrado por ser palco de eventos não religiosos.
ACI Digital

domingo, 17 de março de 2019

Suzano: Papa Francisco convida a promover a cultura da paz

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Diante desta “abominável tragédia”, o Papa convida a promover a “cultura da paz com o perdão, a justiça e o amor fraterno, como Jesus nos ensinou“. O Pontífice reza pela recuperação dos feridos e concede a todos a sua benção apostólica.

Cidade do Vaticano
“Profundamente entristecido”, o Papa Francisco enviou um telegrama ao bispo de Mogi das Cruzes, dom Pedro Luiz Stringhini, manifestando sua solidariedade e conforto espiritual às famílias atingidas pelo “insano ataque” à escola Raul Brasil.
Diante desta “abominável tragédia”, o Papa convida a promover a “cultura da paz com o perdão, a justiça e o amor fraterno, como Jesus nos ensinou“. O Pontífice reza pela recuperação dos feridos e concede a todos a sua benção apostólica.
O telegrama assinado pelo secretário de Estado, cardeal Pietro Parolin, foi lido ao final da celebração eucarística realizada em Suzano.
Eis o texto do telegrama:

«EXMO. E REVMO.
DOM PEDRO LUIZ STRINGHINI
BISPO DE MOGI DAS CRUZES

PROFUNDAMENTE ENTRISTECIDO PELA NOTÍCIA DO INSANO ATAQUE CONTRA ALUNOS, PROFESSORES E FUNCIONÁRIOS DA ESCOLA ESTADUAL RAUL BRASIL, NA CIDADE DE SUZANO, SUA SANTIDADE O PAPA FRANCISCO DESEJA ASSEGURAR ATRAVÉS DE VOSSA EXCELÊNCIA REVMA. SOLIDARIEDADE E CONFORTO ESPIRITUAL ÀS FAMÍLIAS QUE PERDERAM SEUS ENTES QUERIDOS, AO MESMO TEMPO QUE ELEVA ORAÇÕES PELA RECUPERAÇÃO DOS FERIDOS. O SANTO PADRE CONVIDA A TODOS, DIANTE DESTA ABOMINÁVEL TRAGÉDIA, A PROMOVER A CULTURA DA PAZ COM O PERDÃO, A JUSTIÇA E O AMOR FRATERNO, COMO JESUS NOS ENSINOU. COMO PENHOR DE CONFORTO, O PAPA FRANCISCO CONCEDE ÀS PESSOAS ATINGIDAS POR ESTE LUTO E QUANTOS PARTICIPAM NA MISSA DE EXÉQUIAS A BÊNÇÃO APOSTÓLICA

CARDEAL PIETRO PAROLIN
SECRETÁRIO DE ESTADO DE SUA SANTIDADE».

VaticanNews

São José - Vitória do Bem sobre o Mal

Redação (Sexta-feira, 15-03-2019, Gaudium Press) Vindo a este mundo o Verbo encarnado teria contra si o ódio do demônio e dos maus.
Em sua infinita sabedoria, qual seria a solução excogitada por Deus para proteger seu Filho Jesus nessa luta do bem contra o mal?
Em seu livro "São José: Quem o conhece?", Monsenhor João Clá Dias fala da solução encontrada.
Vejamos o que ele diz:
São José-vitória do bem sobre o mal.jpg
"Ao enviar seu Filho ao mundo, o Pai bem sabia que Ele estaria cercado do ódio desenfreado e mortal dos maus, como evidenciará o sangrento episódio do martírio dos Santos Inocentes ordenado por Herodes.
Entretanto, não O fez nascer num inexpugnável castelo construído sobre a rocha, não O muniu de exércitos numerosos e disciplinados, nem Lhe concedeu uma companhia de guardas que O escoltassem.
As soluções de Deus são sempre mais belas!
O pequeno Jesus já estava amparado pelo afeto da melhor das mães, mas para defendê-Lo de tantos riscos um só homem foi escolhido:
José, a quem o próprio Padre Eterno elegeu para ser, nesta terra, o pai virginal de Jesus. Ele será o braço forte do Todo-Poderoso para custodiar e salvar dos mais variados perigos o Filho de Deus e sua Mãe Santíssima.
Por isso, São José foi um varão dotado de altíssima sabedoria, de vigor indomável e de ilibada inocência.
Ninguém, em toda a História, aliou como ele a mais fina esperteza à mais íntegra pureza, constituindo-se em peça chave da vitória do bem sobre o mal."
(Mons. João Clá Dias - in "São José: Quem o conhece?")

2º Domingo da Quaresma: Orar E Escutar O Que Jesus Diz

+ Sergio da Rocha
Cardeal Arcebispo de Brasília
A Liturgia da Palavra nos convida a escutar Jesus Cristo, nesta Quaresma, tempo especial de conversão em preparação para a Páscoa. No centro da passagem da Transfiguração encontra-se o convite do Pai para escutar a voz de Jesus Cristo. “Este é o meu Filho, o escolhido. Escutai o que Ele diz!” (Lc 9,35). Esta é a atitude fundamental a ser cultivada ao longo de todo o ano, especialmente, nesta Quaresma: escutar a voz de Jesus Cristo! Este é o caminho para que a “transfiguração” aconteça na vida das pessoas, das famílias e da sociedade, tantas vezes, desfiguradas pelas situações de pecado e de sofrimento que se abatem sobre tantos. Para isso, precisamos ser discípulos e discípulas que se disponham a subir a montanha “para rezar” (Lc 9,28), conforme ressalta a narrativa e Lucas.
Antes da Transfiguração, Jesus havia feito o anúncio de sua paixão e morte (Lc 9,22), convidando os seus discípulos a tomarem a cruz e segui-lo. A contemplação de Cristo transfigurado deveria animar a fé dos discípulos e prepará-los para subir o monte Calvário, isto é, para participar da paixão e abraçar a cruz.
S. Lucas ressalta ainda que os discípulos subiram a montanha, conduzidos por Jesus Cristo. Ele os “levou consigo” (Lc 9,28). O discípulo não sobe sozinho o monte da Transfiguração; não realiza tal experiência por si mesmo. “Sobe” porque o Senhor o “tomou consigo”, isto é, pela gratuidade do amor de Deus. A graça de Deus precede e acompanha a subida.
Abraão e Paulo são modelos a serem imitados. Deixar-se conduzir por Deus, nele confiando sempre, é a atitude permanente dos discípulos de Jesus, testemunhada, muito antes, por Abraão. Ele “teve fé no Senhor” (Gn 15,5). O exemplo de Abraão continua a ecoar ao longo da história, motivando-nos a caminhar rumo a uma vida nova, sustentados pela fé. Paulo também é modelo pelo caminho da cruz que escolheu percorrer, animado pelos mesmos sentimentos de Cristo, ao contrário dos que “se comportam como inimigos da cruz de Cristo” (Fl 3,18s). Quem crê em Deus não se instala numa vida cômoda; ao contrário, deixa-se interpelar por ele nas diversas circunstâncias, procurando discernir a sua vontade. Para tanto, são muito necessários os momentos de oração, de meditação da Palavra e de contemplação da presença amorosa de Deus na vida.
Aproveite este Tempo Quaresmal para rezar mais e escutar o que Jesus nos diz, lendo e meditando o seu Evangelho. Reze e medite o mistério da paixão, morte e ressurreição de Jesus através da Via-Sacra. Participe melhor da Eucaristia e prolongue a atitude de oração na vida cotidiana. Tenha uma frutuosa Quaresma!
Arquidiocese de Brasília / O Povo de Deus

Papa explica em que consiste a visão cristã do sofrimento: Segundo Domingo da Quaresma

Papa Francisco durante a oração do Ângelus. Foto: Captura de Youtube
Vaticano, 17 Mar. 19 / 09:37 am (ACI).- “O sofrimento não é sadomasoquismo, é uma passagem necessária, mas transitória”. Com essas palavras o Papa Francisco explicou, durante a oração do Ângelus neste segundo domingo da Quaresma, em que consiste a perspectiva cristã do sofrimento.
O Santo Padre dedicou suas palavras para refletir sobre o episódio evangélico da Transfiguração. Francisco explicou que “Jesus concedeu aos discípulos Pedro, Tiago e João experimentar a glória da Ressurreição: um pedaço do céu na terra”.
Assinalou que “a Transfiguração se realiza em um momento singular da missão de Cristo, isto é, depois de confiar aos discípulos que deveria sofrer, morrer e ressuscitar no terceiro dia”.
“Jesus sabe que eles não aceitam essa realidade e, por isso, quer prepara-los para suportar o escândalo da Paixão e da morte na Cruz, porque sabe que esse é o caminho por meio do qual o Pai celeste levará à Glória o seu Filho eleito: ressuscitando-o dos mortos”.
Esse caminho “também será o caminho dos discípulos: ninguém alcança a vida eterna senão seguindo Jesus, carregando a própria cruz na vida terrena”.
Portanto, explicou, “a Transfiguração de Cristo nos mostra a perspectiva cristã do sofrimento: não é sadomasoquismo, é uma passagem necessária, mas transitória. O ponto de chegada ao qual somos chamados é luminoso como o rosto de Cristo transfigurado: Nele está a salvação, a bem-aventurança, a luz, o amor de Deus sem limites”.
“Mostrado sua glória – continuou Francisco –, Jesus nos garante que a cruz, as provações, as dificuldades nas quais nos debatemos têm a sua solução e a sua superação na sua Páscoa”.
Por isso, “nesta Quaresma, subamos também nós a montanha com Jesus! De que modo? Com a oração. A oração silenciosa, a oração do coração, a oração sempre buscando o Senhor. Permaneçamos alguns momentos em recolhimento, todos os dias um pouquinho, fixemos o olhar interior no seu rosto e deixemos que a sua luz nos adentre e se irradie na nossa vida”.
“Quantas vezes encontramos pessoas que iluminam, que emanam luz dos olhos, que têm aquele olhar luminoso! Rezam e a oração faz isto: nos faz luminosos com a luz do Espírito Santo”, destacou Francisco.
O Papa finalizou sua reflexão antes do Ângelus incentivando a dar “espaço à oração e à Palavra de Deus que, abundantemente, a liturgia nos propõe nestes dias”.
ACI Digital

Segundo Domingo da Quaresma

REDAÇÃO CENTRAL, 17 Mar. 19 / 05:00 am (ACI).- Neste domingo, 17 de março, a Igreja celebra o segundo Domingo da Quaresma. O Evangelho do dia corresponde à leitura de Lucas 9,28b-36, que relata o momento da Transfiguração do Senhor, quando os discípulos puderam ter uma experiência da glória de Cristo.

A seguir, leia e reflita o Evangelho deste segundo domingo da Quaresma:
Lc 9,28b-36
Naquele tempo, Jesus levou consigo Pedro, João e Tiago, e subiu à montanha para rezar. Enquanto rezava, seu rosto mudou de aparência e sua roupa ficou muito branca e brilhante. Eis que dois homens estavam conversando com Jesus: eram Moisés e Elias. Eles apareceram revestidos de glória e conversavam sobre a morte, que Jesus iria sofrer em Jerusalém.
Pedro e os companheiros estavam com muito sono. Ao despertarem, viram a glória de Jesus e os dois homens que estavam com ele.
E, quando estes homens se iam afastando, Pedro disse a Jesus: “Mestre, é bom  estarmos aqui. Vamos fazer três tendas: uma para ti, outra para Moisés e outra para Elias”. Pedro não sabia o que estava dizendo.
Ele estava ainda falando, quando apareceu uma nuvem que os cobriu com sua sombra. Os discípulos ficaram com medo ao entrarem dentro da nuvem.
Da nuvem, porém, saiu uma voz que dizia: “Este é o meu Filho, o Escolhido. Escutai o que ele diz!”
Enquanto a voz ressoava, Jesus encontrou-se sozinho. Os discípulos ficaram calados e naqueles dias não contaram a ninguém nada do que tinham visto.
ACI Digital

segunda-feira, 11 de março de 2019

Estamos… cheios de nada e vazios de tud

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Redação (Segunda-feira, 11-03-2019, Gaudium Press) Suportamos uma verdadeira torrente de informações. No mundo dos meios -escritos, orais ou televisivos-, ou navegando nos espaços da internet a partir do computador e celular, 'chovem' todo tipo de notícias. Verdades, meias verdades ou falsidades -a já famosa e qualificada como epidemia mundial da desinformação: 'fake news'-, catástrofes que causam tristeza e nos fazem elevar uma oração pelos que sofrem essas terríveis situações, as que beiram o ridículo ou a loucura e nos deixam pensativos.
A tudo isso estamos, queridos leitores, submetidos diariamente. Somos receptores de verdadeiros impactos psico-visuais. Ficamos envergonhados, assustados, espantados, poucas vezes bem informados e, raramente cheios de alegria e esperança.
É que nos enchem de nada e nos deixam vazios de tudo!
Alguém dirá que sempre foi assim, que não é para se preocupar. Penetremos um pouquinho neste mundo das informações; algumas nos farão rir do ridículo, outras nos provocarão mal estar ao ver o grau de degradação no pensamento dos homens, há ainda as que nos causarão amargura. Ali concluiremos, se é para não se preocupar.
Há pouco saiu uma singular notícia, a foto que mais entradas teve, até o momento, no Instagram. Milhões que a viram, lhe deram seu 'like'. Pensarão: deve ser uma coisa tão maravilhosa e fora do comum, que temos que vê-la e dar 'like'. Não se espantem, era a foto de um ovo! Sim, um simples ovo de galinha. Em menos de duas semanas havia superado os 24 milhões de 'likes', chegando depois quase aos 30. Os criadores se identificaram com o nome de a galinha 'Henrietta', seu ovo se chama 'Eugene'. Esta excentricidade foi reconhecida depois pela 'World Record Egg' que afirmava: "Isto é uma loucura, que tempos vivemos" (El País. Espanha, 14-1-2019). A autora da foto 'vencida' -havia tido mais de 18 milhões de 'likes'-, zomba de sua derrota, simplesmente, quebrando um ovo no pavimento asfáltico quente... e com isso consegue mais de 4 milhões e meio de 'likes'.
Mas, percorramos um pouco mais esta 'selva' de informações 'vazias de tudo'.
Uma gata de nome 'Choupette', linda, por certo, recebe grande herança de seu falecido proprietário, um dos mais famosos designers do mundo. Herdeira feliz: "tem duas empregadas encarregadas de pentear seu pelo branco quatro vezes por dia, dar tratamento aos seus olhos azulados e levá-la ao veterinário uma vez ao mês, distraí-la e brincar com ela". E ainda que não acreditem, já que vivemos um mundo 'especial', tem até Twitter, Instragam e Facebook, com seguidores desde 45 até 145 mil. Seguidores! Também ostenta um site. A gata não sabe escrever... já que os 'dedinhos' se atrapalham no teclado, mesmo assim, a Choupette agradece ao falecido seu carinho (La Prensa Gráfica, 19-2-2019).
Como podemos ver: há de 'tudo', para encher-se de 'nada'.
Não há mais do que um mês atrás líamos a notícia, verdadeira ou falsa, não sabemos, mas publicada em vários meios: um homem de 27 anos teve a ideia incomum de levar seus pais ao tribunal por trazê-lo ao mundo sem o seu consentimento prévio. Este personagem é parte, na Índia, daqueles que promovem uma sociedade "sem crianças", com um nome singular: Movimento Voluntário de Extinção Humana, eles sustentam que as crianças não devem ser trazidas ao mundo. (La Nación, Buenos Aires, 4-2-2019).
Um ovo, um gato, a exigência de uma criança, uma sociedade livre de crianças, que elenco singular de loucura do mundo moderno. Nesta perspectiva, não nos surpreende, ver homens e mulheres no auge da riqueza e da fama, cometendo suicídio.
E isso: como é possível se eles têm "tudo" e não lhes falta "nada"?
No ano de 2018 houve episódios, de grande destaque publicitário, que deixaram perplexos aqueles que chegaram a conhecer as circunstâncias de sua morte; eles tinham tudo para ser felizes. Um vocalista de uma banda de rock popular, um grande designer de moda, uma atriz, um famoso ator de cinema, um prestigiado chef, um modelo e um artista conhecido. Alguns se enforcaram, outros tomaram a fatal decisão com uma arma, a maioria com substâncias químicas. Declarava a família de um deles: "queria encontrar a paz, lutou e refletiu sobre o sentido da vida e da felicidade, mas, não pode fazer mais" (La Vanguardia, 13-6-2018).
A esse singular paradoxo de ter mais ou de ser famoso optar por tirar a própria vida, ocorre a circunstância de que, nos países mais desenvolvidos -mais "felizes"-, a taxa de suicídios é maior. Nos EUA, há mais mortes por suicídio do que por acidentes automobilísticos ou armas de fogo. Na Espanha, é a primeira causa de morte não natural.
A Organização Mundial da Saúde (OMS) afirma que, embora seja um tema relacionado à depressão, ocorre em esferas de maior poder aquisitivo, quando há transtornos decorrentes do consumo de álcool e abuso de substâncias. Aproximadamente um milhão de pessoas no mundo tiram suas vidas a cada ano -quase 3 mil por dia- sem considerar aqueles que tentam e não cumprem sua tarefa sinistra (La Vanguardia, Barcelona, 13-6-2018). Em El Salvador, estamos, entre 2016 e 2018, com 1327 suicídios: 442 por ano; a faixa etária que mais registra casos é entre 20 e 24 anos.
A solidão está onipresente entre as multidões, e dentro delas, nos jovens. Uma pesquisa da empresa 'YouGov' no Reino Unido, com adolescentes, nos apresenta o que qualificam de "geração de suicidas". Vejam as respostas: "não vale a pena viver" (18%); sua vida "não tem propósito" (27%); "ansiedade sobre o futuro" comparando-se com seus amigos "online" (48%); as redes sociais exercem uma "pressão esmagadora" sobre eles para serem bem sucedidos (57%). (El Mundo, Madri, 15-2-2019).
Há um tédio da vida em lugares qualificados como felizes. "Apesar da fama e do dinheiro nenhuma destas enche a essência do ser humano. Existe um profundo vazio que implica na tristeza e mais delicado ainda à depressão, que é considerada uma das principais razões que impulsionaram estes a tirar a vida" (Listin Diario, Santo Domingo, 1-3-2019). Profunda observação.
Solidão, abatimento, vazio, tristeza, depressão. Creem ter tudo, mas, se dão conta que no fundo não tem nada, estão vazios. Diagnóstico singular de uma humanidade que cada vez mais se distancia de Deus e seus Mandamentos. Não poderiam ser outras as graves consequências que se manifestam.
"Vinde a mim todos os que estais cansados e oprimidos, e eu os aliviarei" (Mt 11, 28), assim é que convida Nosso Senhor Jesus Cristo aos homens de todos os tempos. Quando se sentir sozinho, desconsolado, deprimido, "cheio de nada e vazio de tudo", recorrei a quem diz de si mesmo: "aprendei de mim que sou manso e humilde de coração, e encontrarei descanso para vossas almas: porque meu jugo é suave e meu fardo é leve" (Mt 11. 29-30). Que a Santíssima Virgem Maria, Medianeira Universal de todas as graças, pouse seu olhar misericordioso sobre este mundo de filhos necessitados.
(Publicado originalmente em La Prensa Gráfica, 10 de março de 2019)
Por Padre Fernando Gioia, EP
Traduzido por Emílio Portugal Coutinho

domingo, 10 de março de 2019

A propósito do dia dedicado às Mulheres: A mulher na Bíblia

Redação (Sexta-feira, 08-03-2019, Gaudium Press) Nos dias de hoje, considera-se internacionalmente o dia 8 de março como sendo o dia dedicado às mulheres.
Uma convenção moderna que em tempos anteriores não se fazia necessária. Pelo menos é o que se depreende dos excertos que transcreveremos de um discurso proferido por Juan Donoso Cortés em 16 de abril de 1848, ao tomar posse de sua cadeira na Real Academia de la Lengua:
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Se levais em conta a distância que há entre a família gentílica e a hebreia, vereis logo que estão separadas entre si por um abismo profundo: a família gentílica compõe-se de um senhor e de seus escravos, enquanto a hebreia, do pai, da mulher e de seus filhos.
Entram como elementos constitutivos da primeira, deveres e direitos absolutos; a segunda, deveres e direitos limitados. A família gentílica descansa na servidão; a hebreia funda-se na liberdade. A primeira é resultado de um esquecimento; a segunda, de uma recordação; o esquecimento e a recordação das divinas tradições, prova clara de que o homem não ignora, senão porque esquece, e não sabe, senão porque aprende.
Agora se compreenderá facilmente porque a mulher hebreia perde nos poemas bíblicos tudo o que teve entre os gentios de sombrio e de sinistro; e porque o amor hebreu, diferentemente do gentio, que foi incêndio dos corações, é bálsamo das almas. 
Abri os livros dos profetas bíblicos, e em todos aqueles quadros, risonhos ou pavorosos, com que davam a entender às sobressaltadas multidões, ou que ia desfazendo-se o nebuloso, ou que a ira de Deus estava próxima, achareis sempre em primeiro lugar as virgens de Israel, sempre belas e vestidas de resplendores aprazíveis, levantarem então seus corações ao Senhor em melodiosos hinos e em angélicos cantares, ou depositarem, sob o peso da dor, as cândidas açucenas de suas frontes. [...]
Nem se contentaram os hebreus em confiar à mulher o brando cetro de seus lares mas puseram muitas vezes na sua mão fortíssima e vitoriosa o pendão das batalhas e o governo do Estado.
A ilustre Débora governou a república na qualidade de juiz supremo da nação; como general dos exércitos, peleou e ganhou batalhas sangrentas; como poetiza, celebrou os triunfos de Israel e entoou hinos de vitória, manejando ao mesmo tempo, com igual soltura e maestria, a lira, o cetro e a espada.
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No tempo dos reis, a viúva de Alexandre Janneo teve o cetro dez anos; a mãe do rei Asa governou em nome do seu filho, e a mulher de Hircano Macabeu foi designada por este príncipe para governar o Estado depois de seus dias.
Até o espírito de Deus, que se comunicava a poucos, desceu também sobre a mulher, abrindo-lhe os olhos e o entendimento para que pudesse ver e entender as coisas futuras.
Hulda foi iluminada com o espírito de profecia, e os reis aproximavam-se dela sobressaltados com um grande temor, contritos e receosos, para saber de seus lábios o que no livro na Providência estava escrito de seu império.
A mulher, entre os hebreus, ora governa a família, ora dirige o Estado, ora fala em nome de Deus, ora avassala os corações, cativos de seus encantos.
Era um ser benéfico, que já participava tanto da natureza angélica como da humana.
Lede apenas o Cântico dos Cânticos e dizei-me se aquele amor suavíssimo e delicado, se aquela esposa vestida de odoríferas e cândidas açucenas, se aquela música harmônica, se aqueles arrebatamentos inocentes e elevados, e aqueles deleitosos jardins, não são mais que coisas vistas, ouvidas e sentidas na terra, coisas que se nos apresentam como sonhos do paraíso.
E entretanto, senhores, para conhecer a mulher por excelência; para ter notícia certa do encargo recebido de Deus; para considerá-la em toda a sua beleza imaculada e altíssima; para formar-se alguma ideia de sua influência santificadora, não basta colocar a vista naqueles belíssimos exemplos da poesia hebraica, que até agora deslumbraram os nossos olhos e docemente embargaram os nossos sentidos.
O verdadeiro modelo e exemplo de mulher não é Rebeca, nem Débora, nem a esposa do Cântico dos Cânticos, cheia de fragrâncias como uma taça de perfumes.
É necessário ir mais além, e subir mais alto; é necessário chegar à plenitude dos tempos, ao cumprimento da antiga promessa.
Para surpreender à maneira de Deus, formando o tipo perfeito de mulher, é necessário subir até ao trono resplandecente de Maria.
Ela é uma criatura aparte, mais bela por si só que toda a criação; o homem não é digno de tocar suas vestes brancas, a terra não é digna de servir-lhe de peanha, nem os tecidos de brocado como tapete; a sua brancura excede a neve que se acumula nas montanhas; o seu corado, o rosado dos céus; o seu esplendor ao resplandecente das estrelas.
Maria é amada de Deus, venerada pelos homens, servida pelos anjos.
[...] O Pai a chama filha, e lhe envia embaixadores; o Espírito Santo a chama esposa, e lhe faz sombra com as suas asas; o Filho a chama mãe, e faz de sua morada o seu sacratíssimo ventre.
Os Serafins compõem a sua corte; os céus a chamam Rainha; os homens a chamam Senhora: nasceu sem mancha, livrou o mundo, morreu sem dor, viveu sem pecado.
Vede aí a mulher, senhores, vede aí a mulher, porque Deus em Maria as santificou: às virgens, porque Ela foi Virgem; às esposas porque Ela foi Esposa; às viúvas porque Ela foi Viúva; às filhas, porque ela foi Filha; às mães porque ela foi Mãe.
Grandes e portentosas maravilhas obrou o cristianismo no mundo: fez as pazes entre o céu e a terra, destruiu a escravidão, proclamou a liberdade humana e a fraternidade dos homens.
Mas com tudo isso, a mais portentosa de todas as suas maravilhas, a que mais profundamente influiu na constituição da sociedade doméstica e da civil, é a santificação da mulher, proclamada desde as alturas evangélicas.
E além do mais, senhores, desde que Jesus Cristo habitou entre nós, nem sobre as pecadoras é lícito lançar o escárnio e o insulto, porque até os seus pecados podem ser lavados pelas suas lágrimas.
O Salvador dos homens colocou a Madalena sob o seu amparo. E quando chegou o tremendo dia em que se nublou o sol, estremeceram e deslocaram-se os despojos da terra, ao pé da sua cruz estavam juntas a sua inocentíssima Mãe e a arrependida pecadora, para dar-nos assim a entender que os seus amorosos braços estavam abertos igualmente à inocência e ao arrependimento.
(Excerto de discurso proferido por Juan Donoso Cortés a 16 de abril de 1848, ao tomar assento na Real Academia de la Lengua.
Tradução do original em espanhol presente em OBRAS de D. Juan Donoso Cortés. (Ord.) Gavino Tejado. Madrid: Imprenta de Tejado, 1854. Tomo III. p. 171-198, por Pe. José Manuel Victorino de Andrade, EP para a revista Acadêmica Lumen Veritatis, n. 15, abr./jun. 2011.)

1º Domingo da Quaresma:Tempo Especial de Conversão

+ Sergio da Rocha
Cardeal Arcebispo de Brasília
A Quaresma é tempo especial de conversão em preparação para a Páscoa da Ressurreição do Senhor. Por isso, já na Quarta Feira, ao receber as Cinzas, ouvimos o convite de Jesus à conversão: “Convertei-vos e crede no Evangelho” (Mc 1,15). Somos chamados a viver a conversão através da oração, da penitência e da caridade. A cor roxa utilizada neste tempo litúrgico possui significado penitencial; é sinal de penitência, como parte do processo de conversão a que todos somos chamados a viver. O esforço de superação do pecado exige renúncias e sacrifícios; o mesmo ocorre quando alguém busca o crescimento na vida cristã, como a vivência do amor ao próximo ou uma participação maior na vida da Igreja.
O Evangelho proclamado apresenta-nos o episódio das tentações de Jesus no deserto, narrado por São Lucas (Lc 4,1-13). Procuremos refletir sobre as tentações encontradas no mundo de hoje, de modo especial, a riqueza, o poder e a fama. A pedra, a ser mudada em pão, faz pensar na tentação de acumular e consumir bens materiais. A referência aos reinos da terra expressa a tentação do poder e da glória deste mundo. O lançar-se do alto do templo para ser socorrido de forma espetacular corresponde a tentação da fama e das coisas grandiosas. A estas, podemos acrescentar muitas outras tentações no mundo de hoje, às quais é necessário resistir para permanecer na fidelidade a Jesus. Contudo, o Evangelho não quer apenas falar e advertir a respeito das tentações. Pretende, acima de tudo, nos transmitir a certeza da vitória de Cristo e daqueles que, unidos a Cristo, lutam para vencer as tentações e permanecer fiéis.
Quaresma é tempo especial de oração e de caridade. Uma das principais expressões de vivência da caridade, no Tempo Quaresmal, tem sido a Campanha da Fraternidade, promovida pela Igreja no Brasil. A Campanha da Fraternidade está relacionada à Quaresma, embora deva ser vivida além dela. Trata-se de um exercício intensivo de amor fraterno, sinal de conversão quaresmal. A cada ano, aborda-se um aspecto ou campo da vida em que a fraternidade necessita ser vivida com maior atenção e empenho pessoal e comunitário. Neste ano, o tema é “Fraternidade e Políticas Públicas” e o lema é “Serás libertado pelo direito e pela justiça (Is 1,27)”. O Texto-Base e outros subsídios podem nos ajudar a compreender bem e a vivenciar esta Campanha.
Não podemos deixar passar em vão este tempo de graça de Deus. “É agora o tempo favorável; é agora o dia da salvação” (2 Cor 6,2). Procuremos viver intensamente a Quaresma e a Campanha da Fraternidade!
Arquidiocese de Brasília / O Povo de Deus

Primeiro Domingo da Quaresma

REDAÇÃO CENTRAL, 10 Mar. 19 / 05:00 am (ACI).- Neste dia 10 de março, a Igreja celebra o primeiro domingo da Quaresma. O Evangelho de hoje corresponde à leitura de Lucas 4,1-13, passagem que recorda quando Jesus foi tentado pelo diabo no deserto, apresentando assim o tema dos 40 dias deste tempo litúrgico.

A seguir, leia e reflita o Evangelho deste primeiro domingo da Quaresma:
Lc 4,1-13
Naquele tempo, 1 Jesus, cheio do Espírito Santo, voltou do Jordão, e, no deserto, ele era guiado pelo Espírito. 2 Ali foi tentado pelo diabo durante quarenta dias. Não comeu nada naqueles dias e, depois disso, sentiu fome. 3 O diabo disse, então, a Jesus: “Se és Filho de Deus, manda que esta pedra se mude em pão”. 4 Jesus respondeu: “A Escritura diz: ‘Não só de pão vive o homem’”.
5 O diabo levou Jesus para o alto, mostrou-lhe por um instante todos os reinos do mundo 6 e lhe disse: “Eu te darei todo este poder e toda a sua glória, porque tudo isso foi entregue a mim e posso dá-lo a quem eu quiser. 7 Portanto, se te prostrares diante de mim em adoração, tudo isso será teu”.
8 Jesus respondeu: “A Escritura diz: ‘Adorarás o Senhor teu Deus, e só a ele servirás’”.
9 Depois o diabo levou Jesus a Jerusalém, colocou-o sobre a parte mais alta do Templo, e lhe disse: “Se és Filho de Deus, atira-te daqui abaixo! 10 Porque a Escritura diz: ‘Deus ordenará aos seus anjos a teu respeito, que te guardem com cuidado!’ 11 E mais ainda: ‘Eles te levarão nas mãos, para que não tropeces em alguma pedra’”.
12 Jesus, porém, respondeu: “A Escritura diz: ‘Não tentarás o Senhor teu Deus’”. 13 Terminada toda a tentação, o diabo afastou-se de Jesus, para retornar no tempo oportuno.
ACI Digital

sábado, 9 de março de 2019

Santa Francisca Romana, padroeira dos motoristas

REDAÇÃO CENTRAL, 09 Mar. 19 / 05:00 am (ACI).- Neste dia 9 de março, a Igreja celebra a Festa de Santa Francisca Romana, padroeira dos motoristas. Suportou muitas provações, como a morte de seus filhos, ficar viúva e ter suas terras confiscadas. Em meio ao sofrimento, teve a graça de poder ver seu anjo da guarda que velava por ela o tempo todo e a guiava.

Em entrevista ao Grupo ACI, o beneditino olivetano, Pe. Teodoro Muti, expressou que “Santa Francisco Romana foi a Madre Teresa do século IV. Era a santa dos pobres e necessitados. Pertencia a uma família rica e nobre, mas ajudava os enfermos nos hospitais e se preocupava também com a saúde espiritual”.
Santa Francisco nasceu em Roma no ano de 1384. Apesar da dura época em que viveu, dividiu seus bens entre os pobres e atendia com bondade e paciência os enfermos. Todos encontravam nela consolo.
Ela descreveu assim seu anjo da guarda: “Era de uma beleza incrível, com uma pele mais branca que a neve e um rubor que superava a vermelhidão das rosas. Seus olhos, sempre abertos olhando para o céu, o cabelo comprido e cacheado cor do ouro”.
“Sua túnica era comprida até os pés e era branca um pouco azulada e, outras vezes, com brilhos avermelhados. Era tal a irradiação luminosa que o seu rosto emanava, que podia ler as matinas em plena meia noite”.
Certo dia, o cético pai de Francisca pediu a ela a honra de que lhe apresentasse a criatura que ele considerava imaginária. Ela segurou a mão do anjo, juntou com a de seu pai e os apresentou. O homem pode ver o ser celestial e não duvidou nunca mais.
Santa Francisco instituiu a Congregação das Oblatas de Maria (Oblatas de Tor de' Specchi), sob a regra de São Bento. Partiu para a Casa do Pai em 1440 e seu confessor, Pe. John Matteotti, escreveu sua biografia. Foi canonizada em 1608.
No dia 9 de março, há uma grande tradição romana de reunir vários carros nas imediações da Igreja de Santa Francisca Romana (ou também conhecida com o nome de Santa Maria Nova) para receber a bênção da santa, padroeira dos condutores.
ACI Digital

Pe. Manuel Pérez Candela

Pe. Manuel Pérez Candela
Pároco da Paróquia Nossa Senhora da Imaculada Conceição - Sobradinho/DF