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terça-feira, 16 de março de 2010

O CAMINHO NEOCATECUMENAL

O Caminho Neocatecumenal

Em 1964, Francisco (Kiko) Argüello, um pintor nascido em León (Espanha), e Carmen Hernández, licenciada em Química e formada no Instituto Missionárias de Cristo Jesus, encontram-se entre os favelados de Palomeras Altas, na periferia de Madri. Três anos depois, neste ambiente composto sobretudo de pobres, forma-se uma síntese kerigmático – catequética que, sustentada pela Palavra de Deus, pela Liturgia e pela experiência comunitária, e sobre a trilha do Concílio Vaticano II, tornar-se-á a base daquilo que o Caminho Neocatecumenal levará a todo o mundo.
A partir das favelas, a experiência passa logo para algumas paróquias de Madri e de Zamora. No confronto ao qual foi submetida, a síntese kerigmático – catequética surgida entre os favelados de Palomeras Altas, logo se viu que nas paróquias, sobretudo nas mais abastadas, as catequeses eram usadas para “sobrevestir-se, como conferências, não como um caminho de conversão e de “kenosis”, no qual se faz morrer pouco a pouco o homem velho, para poder ser revestido da nova criação no Espírito Santo.
Bem cedo, aparece a necessidade de fazer uma primeira reflexão sobre a experiência que estava acontecendo, daquilo que o Senhor estava realizando naquelas comunidades. Em abril de 1970, em Majadahonda, nas proximidades de Madri, os iniciadores do Caminho, Kiko e Carmen, junto com os responsáveis, presbíteros e alguns párocos das primeiras comunidades existentes, reuniram-se para fazer uma primeira reflexão sobre aquilo que o Espírito Santo estava realizando no meio deles. Preparou-se um questionário com uma pergunta de base: o que são estas comunidades que estão surgindo nas paróquias?
Depois de três dias de oração e de trabalho chegou-se, por unanimidade a esta resposta:
O que é a Comunidade
- A comunidade é a Igreja: que é o Corpo visível de Cristo ressuscitado. Nasce do anúncio da “Boa Nova” que é Cristo, vencedor em nós de tudo aquilo que nos mata e destrói;
- Este anúncio é apostólico: unidade e dependência do Bispo, garantia da verdade e da universalidade;
- Somos chamados por Deus a ser sacramento de salvação no seio da atual estrutura paroquial;
- Início de um caminho em direção à fé adulta, através de um Catecumenato vivido mediante o tripé: Palavra de Deus, Liturgia e Comunidade.
Missão destas comunidades na atual estrutura das Igrejas
- Tornar visível o novo modo de viver o Evangelho, tendo presente as profundas exigências do homem e o momento histórico da Igreja.
- Abrir um caminho. Chamar à conversão.
- Não se impõem. Sentem o dever de não destruir nada, de respeitar tudo, apresentando o fruto de uma Igreja que se renova e que diz aos seus Pais que foram fecundos, porque deles nascera.
Como se realiza esta missão
- Estas comunidades nasceram e desejam permanecer dentro da Paróquia, com o Pároco, para dar os sinais da fé: o amor e a unidade. “Amai-vos uns aos outros como eu vos amei. Nisto reconhecerão todos que sois meus discípulos” (Jo 13, 34-35). “Pai, eu neles e tu em mim, para que sejam perfeitos na unidade e para que o mundo reconheça que me enviaste” (Jo 17, 23). O amor na dimensão da Cruz e a unidade são os sinais que criam os questionamentos necessários para que se possa anunciar Jesus Cristo (...).
Ao término da convivência, veio o então Arcebispo de Madri, que já tinha conhecido a experiência da favela e tinha convidado para que ela fosse levada às paróquias. Foi-lhe lida a reflexão amadurecida durante o encontro. O Arcebispo, depois de tê-la escutado, começou dizendo: “Se eu a tivesse escrito, seria a página mais bela da minha vida”.
Alguns anos mais tarde, quando o Caminho já se tinha difundido em muitas paróquias de Roma e em várias dioceses da Itália, os iniciadores foram chamados pela Congregação do Culto Divino, porque esta queria saber em que consistia aquele itinerário de redescoberta do Batismo e os ritos que eram feitos. O então Secretário da Congregação, Dom Annibale Bugnini, e o grupo de experts que estava com ele, ficaram enormemente impressionados ao ver que aquilo que estava elaborando há alguns anos sobre o Catecumenato para os adultos - e que logo seria publicado como “Ordo Initiationis Christianae Adultorum” (OICA) - , o Espírito Santo, partindo dos pobres, já o estava colocando em prática. Depois de dois anos de estudo daquilo que faziam as comunidades, publicaram na revista oficial da Congregação (Notitiae), em latim, para toda a Igreja, uma nota laudatória: “Praeclarum exemplar” da obra que estava desenvolvendo o Caminho Neocatecumenal. Com eles se concordou o nome que deveria ser dado ao Caminho: “Neocatecumenato”, como itinerário de formação cristão pós-batismal que segue as indicações propostas no Capítulo IV do mesmo Ordo. Neste se diz, de fato, que alguns ritos para os não batizados, propostos pelo OICA podem ser adaptados, também para aquelas pessoas já batizadas, mas não suficientemente catequizadas.
Junto a estes momentos salientes da história do Caminho, é importante recordar a característica de fundo que o constitui e que o Estatuto reconhece: a possibilidade de viver a vida cristã em comunidade, recuperando o modelo eclesial dos primeiros séculos.
O Caminho Neocatecumenal se propôs, desde sua origem, como um caminho de iniciação à fé, assim, não é uma espiritualidade particular, mas um caminho de gestação, “um itinerário de formação católica válida para a sociedade e para os tempos hodiernos”. (João Paulo II, Carta “Ogniqualvolta”).
É um processo de amadurecimento da fé que reconstrói a comunidade cristã: e esta se torna sinal para o mundo, resiste ao processo de secularização. Neste caminho de fé rumo à radicalidade do próprio batismo, faz-se central a comunidade cristã e, como núcleo fundamental desta, a família.
É no seio de uma comunidade cristã concreta que se faz, em primeira pessoa, uma experiência concreta e direta da vida cristã. Recebe-se uma palavra, que se faz liturgia, que cresce, pouco a pouco, em koinonia, em comunidade. Deus mesmo é comunidade de pessoas.
Pe. Ezechiele Pasotti

segunda-feira, 8 de março de 2010

A CRUZ DE BRONZE DO CAMINHO NEOCATECUMENAL

A CRUZ DE BRONZE DAS CELEBRAÇÕES (Pode ser usada nas entradas de celebrações especiais).
CRUZ PROCESSIONAL GLORIOSA



Esta cruz foi idealizada e esculpida por KIKO ARGUELLES, iniciador das comunidades neocatecumenais.

Em qualquer celebração da Palavra ou da Eucaristia, seja de uma comunidade reduzida, seja de uma grande Igreja, vale por uma catequese. Vejamos:

1 – Lembra que o Filho de Deus é o Presidente da celebração. Por isto, deve sempre ser colocada em local de destaque, de honra, de maneira que possa ser vista por todos.

2 – O Corpo de Cristo está esculpido como um vencedor, vivo. Jesus aí está de cabeça erguida, braços retos e pernas firmes, glorioso, majestoso. Isto porque não adoramos um morto, mas um Vivo, Ressuscitado, vencedor da morte e do pecado. Deus o colocou ao seu lado como Kyrios, o Senhor dos céus e da terra.

3 – Os raios são o SHEKINÁ, a glória do Senhor. São, também, o KERIGMA, Cristo morreu para sepultar os nossos pecados e ressuscitou para nos tornar Filhos de Deus, capazes de não pecar e de galgar aos céus. Esta glória deve se irradiar por toda a terra. Esta alegria PASCAL dá origem ao DOMINGO, Dia-do-Senhor, celebrada sempre na Missa, que é a BERACAH, EUCARISTIA, DAIENU, reconhecimento, gratidão, ação de graças, bendição que celebra as maravilhas de Deus, o MAGNIFICAT, cf 1Co 14,16ss. .

4 – O pequeno cinto de corda lembra o sacrifício de Isaac em que este teria dito a Abraão: “Meu pai, AKEDÁ, ata-me forte para que eu não resista”, como se pode ler no TALMUDE (coleção de tradições rabínicas interpretativas da lei de Moisés). Da mesma forma, o cinto lembra Mt 26,42; 6,10 em Cristo diz ao Pai que aceite o cálice que lhe foi destinado.

5 – Cristo, tendo sido crucificado, em extrema humilhação, tudo rejeitou para cumprir a vontade do Pai, a única força de salvação. Portanto o SHEMÁ, na cruz, está verdadeiramente cumprido (Dt 6, 4-9). Cristo gravou as palavras do SHEMÁ em seu próprio corpo, pelas suas preciosíssimas chagas e pelas marcas da coroa de espinhos.

6 – MERCABÁ, o carro de fogo (Rs 2, 11 – 12), cujas rodas se orientam para todos os lados, são os quatro símbolos que se encontram nas extremidades da Cruz representando os evangelistas e o Evangelho: BOA-NOTÍCIA: “ Ide por todo o mundo, pregai o Evangelho a toda a criatura”. Eis a missão divina dos ministros de Deus, portadores do Evangelho. Espalhar por toda a terra a doutrina da salvação. Todo o que crer em Jesus Cristo não será confundido. Todo o que invocar o nome do Senhor será salvo. Mas como invocarão Aquele que não conhecem? Como crerão n’Aquele de quem não ouviram falar? Como ouvirão sem quem lhes pregue? Felizes daqueles que foram chamados a cooperar na grande missão de difundir a fé entre seus semelhantes: Bem-aventurados os que evangelizam a PAZ os que anunciam a salvação: A IGREJA é essencialmente missionária (LUMEN GENTIUM), isto é, voltada para fora de si. Pela PALAVRA e pelo TESTEMUNHO, sinal de amor e unidade da dimensão da cruz (Sal-Luz-Fermento).

As quatro figuras têm as seguintes explicações:

HOMEM – Figura de Mateus, que inicia seu Evangelho pela pessoa de Jesus.

LEÃO – Figura de Marcos, cujo Evangelho fala da Voz-que-clama-do-deserto.

TOURO – Figura de Lucas, cujo Evangelho conta a História do Sacrifício.

ÁGUIA – Figura de João, porque seu Evangelho é considerado vôo nas alturas teológicas.

A Glória de Deus só se manifestou plenamente no SENHOR JESUS, na CRUZ DE JESUS, que é levada a todo o mundo pela pregação evangélica.

7 – A Mulher, entre o globo e a cruz, pode ser entendida tanto como Maria Santíssima ou como a Igreja. Ambas são medianeiras entre nós, (homens todos da terra, Igreja Universal, comunidade paroquial, comunidade neocatecumenal) e Jesus Salvador, o Pai e o Divino Espírito Santo.

8 – Todo este mistério se faz presente no mundo representado pelo globo no alto da haste.

9 – Em baixo temos as serpentes pequenas, lembrando as “serpentes abrasadoras” do deserto (Nm 21, 6 – 9) que representam o tentador, o insuflador do pecado. Moisés, por ordem de Deus, ergue a serpente de bronze que cura aqueles que a contemplam. Isto é figura, de modo claríssimo, de que quem olha para o alto, para Jesus, tem a VIDA. Por este motivo, temos a longa haste.

10 – Muitas outras meditações e citações bíblicas poderão ser lembradas pelo fiel admirador desta preciosa peça litúrgica.

Pode-se, também, lembrar a nossa cruz de todos os dias que deve ser apensada à CRUZ DE CRISTO, coluna do universo, árvore da vida. Feliz aquele que tem a cruz porque foi ela que abriu a porta do céu.

Observação: .Material: latão polido com verniz protetor. Altura: 230 cm. Portanto, pode ser polida por preparados químicos ou abrasivos. O modelo inicial veio ao Brasil pelos catequistas Pe. Ângelo e Pe. Juanito. Construída com a autorização e orientações dos responsáveis pelo Caminho Neocatecumenal no Brasil.
Fabricante: Luiz Carrara
Rua Araguaia, 38 | Bairro Canindé

CEP 03034-000 | São Paulo | SP

Tel.: (11) 3228-6577

WhatsApp.: (11) 99997-7595

Site: https://www.luizcarrara.com.br/

Pe. Manuel Pérez Candela

Pe. Manuel Pérez Candela
Pároco da Paróquia Nossa Senhora da Imaculada Conceição - Sobradinho/DF