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domingo, 28 de janeiro de 2018

Santo Tomás de Aquino, doutor da Igreja

REDAÇÃO CENTRAL, 28 Jan. 18 / 04:00 am (ACI).- A Igreja Católica recorda neste dia 28 de janeiro Santo Tomás de Aquino, filósofo, teólogo e doutor da Igreja, dotado de grande humildade e autor da famosa “Suma Teológica”. É o santo padroeiro da educação, das universidades e escolas católicas.
Tomás nasceu em Roccasecca, perto de Aquino, em Nápoles, em meio a uma família aristocrática, entre 1225 e 1227. Morreu cedo, em 7 de março de 1274, na abadia cisterciense de Fossanova, onde foi descansar depois de se sentir mal durante viagem para participar do Concílio de Lyon, a convite do Papa Gregório X.
Quando tinha cinco anos, recebeu seu primeiro treinamento com os monges beneditinos de Montecassino. Diz-se que, ao ouvir os monges cantando louvores a Deus, perguntou: “Quem é Deus?”. Ele era muito estudioso e tinha vontade de oração e meditação.
Em 1236, ingressou na Universidade de Nápoles. Captava os estudos com maior profundidade e lucidez que seus mestres.
Mais tarde, quando decidiu ingressar na Ordem de São Domingos, teve que enfrentar a resistência de sua família. Chegou a fugir para a Alemanha, mas foi pego no caminho por seus irmãos que o prenderam no castelo.
Entretanto, nem mesmo isso o dissuadiu de seu desejo de seguir a vida religiosa. Seguiu para Colônia, na Alemanha, onde foi instruído por Santo Alberto Magno.
Seu jeito silencioso e aparência robusta lhe renderam o apelido de “boi mudo” pelos companheiros que zombavam dele.
Mas, Tomás se tornou conselheiro dos Papas Urbano IV, Clemente IV e Gregório X. Até mesmo o rei São Luís, da França o consultava sobre os assuntos importantes. Lecionou em grandes universidades, como de Paris, Roma, Bologna e Nápoles.
Embora Santo Tomás tenha vivido menos de cinquenta anos, escreveu mais de sessenta obras, algumas curtas, outras muito longas. Isso não significa que toda a produção real foi escrita diretamente à mão; secretários o ajudaram, e seus biógrafos asseguram que ele poderia ditar a vários escribas ao mesmo tempo.
Sua obra “Suma Teológica” imortalizou o santo. Ele próprio a considerava simplesmente um manual de doutrina cristã para estudantes. Na verdade, é uma exposição completa, ordenada por critérios científicos da teologia e também um resumo da filosofia cristã.
Foi canonizado por João XXII, em 18 julho de 1323. No dia 28 de janeiro de 1567, foi declarado Doutor da Igreja por São Pio V. Logo passou, então, a ser chamado “doutor angélico”.
Seus restos mortais estão em Toulouse, na França, mas a relíquia de seu braço direito, com o qual escrevia suas obras, se encontra em Roma.
Santo Tomás de Aquino é representado com o Espírito Santo, um livro, uma estrela ou raios de luz sobre seu peito e a Igreja.
ACI Digital

4º Domingo do Tempo Comum: Ouvi, Hoje, a Voz de Deus!

                      + Sergio da Rocha
               Cardeal Arcebispo de Brasília

Deus nos fala por meio de Jesus Cristo, a plenitude da Revelação, a Palavra que se faz carne e vem habitar entre nós. Conforme o Evangelho (Mc 1,21-28), os que ouviram Jesus na sinagoga ficaram admirados pelo seu modo de ensinar, resumido na expressão “um ensinamento novo dado com autoridade” (Mc 1,27). A sua autoridade vem de Deus e se manifesta através de ações concretas, como a cura de “um homem possuído por um espírito mau”. Jesus anuncia e realiza a Palavra. A sua pregação é confirmada por sinais que manifestam a chegada do Reino
Deus falou também por meio dos profetas. A primeira leitura (Dt 18,15-20) destaca a figura de Moisés, considerado modelo de profeta pelo Deuteronômio. O profeta ideal deveria ser parecido com Moisés. Daí, a promessa do surgimento de um profeta semelhante a Moisés, que se tornou, com o passar do tempo, imagem do Messias esperado. O texto, hoje proclamado, nos mostra o que Deus quer dos seus profetas e o que Deus espera do seu povo. O verdadeiro profeta deve ser fiel a Deus, devendo anunciar tudo o que ele mandar. O povo deve escutar as suas palavras. O Salmo 94 é um convite permanente para ouvir a voz do Senhor: Não fecheis o coração; ouvi hoje a voz de Deus!  Por isso, procure conhecer a Palavra de Deus. Faça a leitura orante da Bíblia. Redobre o seu empenho para viver a Palavra do Senhor!
Quem ouve a Palavra de Deus e a põe em prática, vai sendo transformado num novo homem, com um novo coração. O chamado à vida nova, em Cristo, encontra-se enfatizado por São Paulo. Ele exorta a Comunidade de Corinto a viver a santidade no matrimônio ou na vida celibatária (1Cor 7,32-35). No texto proclamado, S. Paulo  ressalta a importância de “permanecer junto ao Senhor, sem outras preocupações”, através da opção de vida celibatária, sendo “solícito pelas coisas do Senhor”.
Estamos para celebrar a importante festa da Apresentação do Senhor, dia 02 de fevereiro, sexta feira próxima. No início das missas, é prevista a benção das velas, recordando que Jesus é “a luz para iluminar as nações”, conforme as palavras de Simeão. Por isso, essa festa litúrgica tornou-se popularmente conhecida como festa de Nossa Senhora das Candeias, da Candelária ou da Luz. No mesmo dia, a cada ano, comemora-se o Dia Mundial da Vida Consagrada, celebrado pela primeira vez em 1997, por São João Paulo II. Aos irmãos e irmãs na vida consagrada, a nossa profunda gratidão e a nossa fraterna estima, assegurando-lhes as nossas preces.
Arquidiocese de Brasília

sábado, 20 de janeiro de 2018

São Sebastião, mártir e soldado de Cristo

REDAÇÃO CENTRAL, 20 Jan. 18 / 04:00 am (ACI).- “Glorioso mártir São Sebastião, soldado de Cristo e exemplo de cristão”. Assim inicia a oração dedicada ao santo cuja memória litúrgica é celebrada neste 20 de janeiro pela Igreja e que tem sua vida resumida nessa pequena exortação.

Nascido em Narbonne, no século III, filho de uma família nobre, chegou a ser capitão da Guarda do Palácio Imperial em Roma.
Recebeu o batismo e sempre zelou por ele em sua vida e também na dos seus irmãos.  Era respeitado por todos e apreciado pelo imperador, que desconhecia sua qualidade de cristão. Cumpria a disciplina militar, mas não participava dos sacrifícios idolátricos.
Como bom cristão, exercitava o apostolado entre seus companheiros, visitava e alentava os cristãos presos por causa de Cristo.
Diz-se que um dia foi a um mártir que se sentia desencorajado diante das lágrimas de sua família. O santo o encorajou a ficar firme e dar a sua vida por Jesus Cristo. Desta forma, o homem pôde dar testemunho do glorioso martírio.
Até que, em certa ocasião, foi denunciado ao imperador, que o obrigou a escolher entre ser seu soldado ou seguir Jesus Cristo.
O santo respondeu dizendo que iria continuar a ser um seguidor de Cristo até o fim e foi condenado à morte por flechadas.
Os soldados, então, o levaram ao estádio, despiram-no, amarraram-no a um poste e lançaram sobre ele uma chuva de flechas, dando-o por morto.
Mas, seus amigos perceberam que ele ainda estava vivo. Uma mulher, esposa de um mártir, levou-o para sua casa, onde o manteve escondido. Ela cuidou dele até que ficou restabelecido.
Com a saúde recuperada, apresentou-se novamente diante do imperador, repreendendo-o por perseguir os cristãos.
O imperador, então, mandou que fosse açoitado e, desta vez, Sebastião não resistiu e acabou morrendo, por volta do ano 300.
Seu corpo foi jogado ao lamaçal, mas os cristãos o recolheram e o enterraram na Via Ápia, na célebre catacumba que leva o nome de São Sebastião, local venerado pelos cristãos desde os tempos antigos.
Em Roma, foi construída a basílica em sua honra. Durante séculos, o santo foi invocado como patrono contra a peste e contra os inimigos da religião.
Nesta data, ao recordar o glorioso mártir, trazemos a oração de São Sebastião:
Glorioso mártir São Sebastião, soldado de Cristo e exemplo de cristão, hoje vimos pedir a vossa intercessão junto ao trono do Senhor Jesus, nosso Salvador, por Quem destes a vida. Vós que vivestes a fé e perseverastes até o fim, pedi a Jesus por nós para que sejamos testemunhas do amor de Deus. Vós que esperastes com firmeza nas palavras de Jesus, pedi-Lhe por nós, para que aumente a nossa esperança na ressurreição. Vós que vivestes a caridade para com os irmãos, pedi a Jesus para que aumente o nosso amor para com todos. Enfim, glorioso mártir São Sebastião, protegei-nos contra a peste, a fome e a guerra; defendei as nossas plantações e os nossos rebanhos, que são dons de Deus para o nosso bem e para o bem de todos. E defendei-nos do pecado, que é o maior de todos os males. Assim seja.
ACI Digital

terça-feira, 16 de janeiro de 2018

Papa Francisco expressa temor de uma guerra nuclear

Fotografia do menino de Nagasaki e o texto do Papa. Foto: Vatican Media
VATICANO, 15 Jan. 18 / 02:00 pm (ACI).- Em resposta à pergunta de um jornalista que o acompanha durante o voo que o leva ao Chile e ao Peru, o Papa Francisco expressou seu temor de uma guerra nuclear que poderia ocorrer de maneira inesperada e renovou seu compromisso com o desarmamento nuclear.

Logo depois de decolar rumo ao Chile e ao Peru, em sua 22ª viagem apostólica, o Santo Padre distribuiu entre os 70 jornalistas que o acompanham a fotografia de um menino que sobreviveu à explosão da bomba atômica em Nagasaki, no Japão, em 1945, mas que em suas costas carrega o corpo de seu irmãozinho morto.
A foto é acompanhada da frase “... o fruto da guerra” e a assinatura do Pontífice. O texto que descreve a foto indica: “Um menino que espera sua vez no crematório para seu irmão morto, em suas costas. É a foto feita por um fotógrafo norte-americano, Joseph Roger O’Donnell, depois do bombardeio atômico em Nagasaki. A tristeza do menino só é manifestada pelo morder dos lábios, que escorrem sangue”.
O Santo Padre explicou que, depois de descobrir essa foto, sentiu-se profundamente afetado e, por isso, quis compartilhá-la. Na verdade, em 30 de dezembro, a Sala de Imprensa do Vaticano distribuiu esta mesma fotografia a pedido do Pontífice.
Francisco pretendia que, dessa maneira, pudesse gerar consciência sobre a guerra e suas lamentáveis consequências.
Segundo explicou Vatican News, o fotógrafo O’Donnell assinalou que quando encontrou com aquele menino de 10 anos, “notei que carregava uma criança em suas costas. Naqueles dias, era uma cena muito comum no Japão. Com frequência, cruzávamos com crianças que brincavam com seus irmãozinhos ou irmãzinhas nas costas, mas esse menino tinha algo diferente”.
Em várias ocasiões, o Papa Francisco denunciou que, atualmente, no mundo existe uma “terceira guerra mundial em pedaços” e incentivou todos os esforços para alcançar a paz.
ACI Digital

sábado, 13 de janeiro de 2018

Visita do Papa ao Chile e ao Peru começa no próximo dia 15/01

Visita do Papa ao Chile e ao Peru começa no próximo dia 15/01
Após visitar a Colômbia em setembro de 2017, o papa Francisco irá ao Chile e ao Peru. No Chile, onde estará de 15 a 18 de janeiro, Francisco passará pelas cidades de Santiago, Tamuco e Iquiquie sob o tema “Dou-vos a minha paz”. Como explica a Comissão organizadora da visita, a frase é conhecida por católicos e não-católicos e significa que “o Papa, com a visita, vai trazer a Palavra de Jesus como um convite à cultura do encontro e propiciar um clima de unidade entre o povo”.

No Peru, de 18 a 21 de janeiro, o Papa visitará as cidades de Lima, Puerto Maldonado e Trujillo, e o tema será “Unidos pela esperança”, como a exortação feita pelo próprio Pontífice no início deste mês aos peruanos em mensagem divulgada pelo arcebispo de Lima, Cardeal Luis Cipriani Thorne. Acompanhe a programação da viagem do Papa Francisco ao Chile e Peru, de 15 a 22 de janeiro de 2018, divulgada pelo Vaticano.
Atividades começam dia 16 em Santiago – De Roma, o Papa voa direto, dia 15 para Santiago, no Chile, onde chega à noite. Terça-feira, pela manhã, está marcado o encontro com as autoridades, a sociedade civil e o corpo diplomático no Palácio de La Moneda, onde está previsto o primeiro pronunciamento do Papa. A seguir, haverá um encontro de cortesia com o presidente, no Salão Azul do Palácio. Ainda no mesmo dia, o Francisco presidirá a missa no Parque O’Higgins e fará uma breve visita ao Centro Penitenciário Feminino Santiago. Ele fará uma saudação aos presentes. Depois o Papa irá à Catedral de Santiago para o encontro com sacerdotes, religiosos, consagrados e seminaristas. Na sacristia, sucessivamente, o Papa se reunirá com os bispos. A programação do dia 16 se encerra com uma visita ao Santuário de San Alberto Hurtado e um encontro a portas fechadas com os sacerdotes da Companhia de Jesus.
Quarta-feira, 17 de janeiro: Temuco – No dia seguinte, quarta-feira, 17, Francisco parte do aeroporto de Santiago e depois de 1h30 de voo, chega a Temuco, onde presidirá a Santa Missa no aeroporto de Maquehue e almoçará com moradores de Aracaunia na casa Madre de la Santa Cruz. Na volta a Santiago, os jovens o esperam no Santuário de Maipu e enfim, fechando o dia, irá à Pontifícia Universidade Católica do Chile, último compromisso na capital chilena.
Quinta-feira, 18 de janeiro: Iquique – A terceira e última cidade visitada pelo Papa no Chile será Iquique. Ali, no dia 18, preside uma missa no Campus Lobito. Em seguida almoça na casa de retiros dos padres oblatos no Santuário Nossa Senhora de Lourdes. Após a cerimônia de despedida, o Papa segue às 17h para a segunda etapa de sua viagem apostólica: Lima, capital do Peru. Chegando ao aeroporto, o protocolo prevê a tradicional cerimônia de boas-vindas, que encerra o programa oficial do dia.
No Peru, 19 de janeiro, de Lima para Puerto Maldonado – Sexta-feira, 19, o dia começa bem cedo, com o encontro com as autoridades, a sociedade civil e o corpo diplomático, seguido da visita de cortesia ao presidente do país. Às 10h, depois de 2 horas de voo, um dos eventos mais aguardados da viagem: o encontro no Coliseu Regional Madre de Dios com os povos da Amazônia, na cidade fronteiriça de Puerto Maldonado e com a população local, além de uma visita à casa infantil Principito. Retornando a Lima, Francisco terá um encontro privado com os membros da Companhia de Jesus na Igreja de São Pedro, último compromisso do dia.
Sábado, 20 de janeiro: Trujillo – Sábado, 20 de janeiro, Francisco faz outro voo, de 1h30, até a cidade de Trujillo, onde preside a missa na esplanada costeira de Huanchaco, faz uma volta em papamóvel pelo bairro “Buenos Aires” e visita a Catedral. Estão previstos ainda um encontro com os sacerdotes, religiosos e seminaristas no Colégio Seminário SS. Carlos y Marcelo e uma celebração mariana na Praça das Armas, antes de retornar para a capital.
Domingo, 21 de janeiro: Lima – Domingo,21, último dia da viagem, o Papa rezará a oração da Hora Média com religiosas de vida contemplativa no Santuário do Senhor dos Milagres na catedral de Lima, fará uma oração junto às relíquias dos santos peruanos. No final da manhã terá um encontro com os bispos no Palácio Arquiepiscopal e rezará o Angelus na Praça das Armas. O almoço com a comitiva será na Nunciatura. À tarde, a última missa do Papa no Peru, na Base Aérea “Las Palmas”, de onde segue para o aeroporto e parte para Roma. A chegada está prevista para segunda-feira, 22 de janeiro, no aeroporto romano de Ciampino.
SANTA SÉ / CNBB

Santo Hilário de Poitiers, doutor da Igreja

REDAÇÃO CENTRAL, 13 Jan. 18 / 04:00 am (ACI).- “Deus só sabe ser amor, e só sabe ser Pai. E quem ama não é invejoso, e quem é Pai o é totalmente”, dizia Santo Hilário de Poitiers, doutor da Igreja e grande defensor da divindade de Cristo. Sua festa é celebrada neste dia 13 de janeiro.

Santo Hilário nasceu em Poitiers, na França, no início do século IV, em uma família rica e recebeu formação literária. Aparentemente, não se formou em um ambiente cristão. Foi batizado por volta do ano 345 e foi eleito bispo de sua cidade natal entre 353 e 354.
Sua primeira obra, “Comentário ao Evangelho de Mateus”, é o comentário mais antigo em latim que chegou até os dias de hoje sobre este Evangelho. No ano 356, participou como Bispo no Sínodo de Béziers, no sul da França.
Esta reunião foi chamada pelo próprio santo como “o sínodo dos falsos apóstolos”, porque a assembleia estava dominada por bispos filoarianos, que negavam a divindade de Jesus Cristo.
Estes “falsos apóstolos” solicitaram ao imperador Constâncio que o Bispo de Poitiers fosse condenado ao exílio. Assim, Hilário teve que abandonar a Gália para ir viver na Frígia, atual Turquia, onde se inseriu em um contexto religioso dominado pelo arianismo.
Desta maneira e buscando o restabelecimento da unidade da Igreja, redigiu sua obra dogmática mais importante e conhecida como “De Trinitate” (sobre a Trindade), a qual defende a doutrina do Concílio de Niceia e demonstra que as Sagradas Escrituras testemunham claramente a divindade do Filho.
No ano 360 ou 361, Santo Hilário regressou do exílio para sua terra e, no Sínodo realizado em Paris por volta desses mesmos anos, retomou-se a linguagem do Concílio de Niceia.
Nos últimos anos de sua vida, elaborou os “Tratados sobre os Salmos”, um comentário a 58 salmos. O santo vê em todos os salmos a transparência do mistério de Cristo e de seu Corpo, que é a Igreja.
Pariu para a Casa do Pai no ano 367. Em 1851, o Beato Pio IX o proclamou Doutor da Igreja.
“Fazei, Senhor – reza Hilário, movido pela inspiração – que me mantenha sempre fiel ao que professei no símbolo de minha regeneração, quando fui batizado no Pai, no Filho e no Espírito Santo. Que eu vos adore, Pai nosso, e junto a vós, o vosso Filho; que seja merecedor do vosso Espírito Santo, que procede de vós através do vosso Unigênito… Amém” (“De Trinitate” 12, 57).
ACI Digital

segunda-feira, 8 de janeiro de 2018

Hoje a Igreja no Brasil celebra o Batismo do Senhor

REDAÇÃO CENTRAL, 08 Jan. 18 / 04:00 am (ACI).- “Quando o Salvador é lavado, todas as águas ficam puras para o nosso batismo; a fonte é purificada para que a graça batismal seja concedida aos povos que virão depois”, disse São Máximo de Turim no século V ao se referir ao Batismo do Senhor, que é celebrado hoje pela Igreja no Brasil.

Com o Batismo do Senhor é concluído o tempo do Natal e a Igreja nos convida a olhar a humildade de Jesus que se converte em uma epifania(manifestação) da Santíssima Trindade.
“João batiza e Jesus se aproxima; talvez para santificar igualmente aquele que o batiza e, sem dúvida, para sepultar nas águas o velho Adão. Antes de nós, e por nossa causa, ele que é Espírito e carne santificou as águas do Jordão, para assim nos iniciar nos sacramentosmediante o Espírito e a água”, manifestou São Gregório Nazianzeno em um de seus sermões.
“O Espírito, acorrendo àquele que lhe é igual, dá testemunho da sua divindade. Vem do céu uma voz, pois também vinha do céu aquele de quem se dava testemunho”, acrescentou o santo.
Evangelho: Marcos 1,7-11
Naquele tempo, 7 João Batista pregava, dizendo: “Depois de mim virá alguém mais forte do que eu. Eu nem sou digno de me abaixar para desamarrar suas sandálias. 8 Eu vos batizei com água, mas ele vos batizará com o Espírito Santo”. 9 Naqueles dias, Jesus veio de Nazaré da Galileia, e foi batizado por João no rio Jordão. 10 E logo, ao sair da água, viu o céu se abrindo, e o Espírito, como pomba, descer sobre ele. 11 E do céu veio uma voz: “Tu és o meu Filho amado, em ti ponho meu bem-querer”.
ACI Digital

domingo, 7 de janeiro de 2018

Festa de Santos Reis

Festa de Santos Reis: tempo de romper o isolamento e celebrar a amizade, o encontro e a fé
A Folia de Reis, também chamada de Reisado ou Festa de Santo Reis, é uma festa popular e tradicional brasileira. Ela possui um caráter cultural e religioso e ocorre no período de 24 de dezembro a 6 de janeiro (Dia de Reis ou Dia dos Três Reis Magos).

O bispo auxiliar de Porto Alegre (RS), dom Leomar Antônio Brustolin, disse em artigo, que nas festas dos Santos Reis, homens e mulheres, jovens e crianças saem pelas ruas cantando e visitando as casas, procurando romper com a rotina e opacidade dos dias, marcando o tempo e o lugar com a cultura do encontro, da amizade e da fé. Cantam, rezam, dançam e comemoram.
O Terno de Reis, diz o bispo, é um patrimônio imaterial da cultura brasileira, resultado da influência portuguesa e cristã, e traduz importantes dimensões que estão no imaginário da fé e da cultura das pessoas. Em 2017, o Conselho Estadual de Patrimônio de Minas Gerais declarou a Folia de Reis como Patrimônio Imaterial do Estado.
Dom Leomar lembra que após a festa do Natal, o Oriente e o Ocidente cristãos celebram, desde a antiguidade, a Epifania de Cristo. “A palavra epifania tem origem no termo grego “epiphaneia”, que significa manifestação. É a festa de Cristo, luz do mundo, que manifesta-se não apenas aos pastores de Belém, mas a toda humanidade, representada pelos magos”, disse.
O Evangelho de Mateus relata que magos vindos do Oriente procuravam o rei dos judeus, cujo nascimento fora anunciado a eles por uma estrela. Eles vêm de diferentes caminhos e anseiam pela criança divina. Representam o ser humano de diferentes raças e culturas, de diversas religiões e costumes e pretendem descobrir o mistério da vida. Eles não são mágicos, mas sábios que seguem as indicações das estrelas.
“Com os magos de outrora, é preciso aprender a ler os sinais de nosso tempo, perceber as luzes no caminho, reconhecer a Verdade que se manifesta humilde e generosa e, enfim, oferecer nossos presentes de vida, amor e doação. Afinal, a luz de Cristo continua iluminando os caminhos da humanidade, mas é preciso sair pelas estradas guiados pela estrela da fé”, finaliza.
História – A origem da folia de reis está associada a uma tradição cristã portuguesa e espanhola que foi trazida para o Brasil, provavelmente no século XIX. A Folia de Reis é celebrada na religião católica com o intuito de celebrar a visita dos três reis magos (Gaspar, Melchior – ou Belchior- e Baltazar) ao menino Jesus.
Ela é celebrada durante 12 dias desde 24 de dezembro (véspera do nascimento de Jesus) até o dia 06 de janeiro, quando os reis magos chegam a Belém. No momento que os reis magos avistaram no céu a Estrela de Belém, foram ao encontro de Jesus e levaram incenso, ouro e mirra. Por trás dos presentes levados havia uma simbologia: a realeza (ouro), a divindade ou a fé (incenso) e a imortalidade (mirra).
O Dia de Reis é celebrado dia 06 de janeiro, pois segundo a Bíblia foi nesse dia que eles encontraram Jesus. Marca também o momento em que as árvores, os presépios, os adornos e decorações natalinas são retirados. É comum os grupos visitarem as casas nesse dia, tocando músicas e dançando para celebrar o nascimento de Jesus e o encontro com os três reis magos. Em troca, as pessoas oferecem comidas e prendas.
Características – O grupo da folia de reis é formado pelo mestre ou embaixador, o contramestre, os três reis magos, os palhaços, os alfeires e os foliões. Além disso, ocorrem desfiles pelas ruas dos grupos dedicados ao festejo. Eles usam fantasias coloridas, tocam músicas típicas com diversos instrumentos (violas, reco-reco, tambores, acordeões, sanfonas, pandeiros, gaitas, etc.) e dançam.
Muitos fazem apresentações teatrais recitando versos. Geralmente após o desfile ocorre uma missa temática. Vale lembrar que em alguns locais o grupo é chamado de “Ternos de Reis”. Durante o dia, diversas barracas com comidas, bebidas, jogos e lembranças enchem as cidades com essa tradição.
Note que ela é comemorada segundo as tradições e particularidade de cada região do país. Ou seja, as comidas típicas, músicas, brincadeiras e danças variam consoante o local que ocorrem. No Brasil, a festa é celebrada em diversas regiões do país. Os Estados onde essa tradição está mais presente são: Rio de Janeiro, São Paulo, Bahia, Minas Gerais, Espírito Santo e Goiás.
CNBB

Dos Sermões de São Leão Magno, papa

(Sermo 3 in Epiphania Domini, 1-3.5: PL 54,240-244)            (Séc. V)

O Senhor deu a conhecer a salvação ao mundo inteiro
Tendo a misericordiosa Providência de Deus decidido vir nos últimos tempos em socorro do mundo perdido, determinou salvar todos os povos em Cristo.
Esses povos formam a incontável descendência outrora prometida ao santo patriarca Abraão; descendência gerada não segundo a carne, mas pela fecundidade da fé, e por isso comparada à multidão das estrelas, para que o pai de todos os povos esperasse uma posteridade celeste e não terrestre.
Entrem, pois, todos os povos, entrem na família dos patriarcas, e recebam os filhos da promessa a benção da descendência de Abraão, à qual renunciaram os filhos segundo a carne. Que todos os povos, representados pelos três Magos, adorem o Criador do universo; e Deus não seja conhecido apenas na Judéia mas no mundo inteiro, a fim de que por toda parte o seu nome seja grande em Israel (Sl 75,2).
Portanto, amados filhos, instruídos nos mistérios da graça divina, celebremos com alegria espiritual o dia das nossas primícias e do primeiro chamado dos povos pagãos à fé, dando graças a Deus misericordioso que, conforme diz o Apóstolo, nos tornou capazes de participar da luz que é a herança dos santos; ele nos libertou do poder das trevas e nos recebeu no reino de seu amado Filho (Cl 1,12-13). Pois, como anunciou Isaías, o povo que andava na escuridão viu uma grande luz; para os que habitavam nas sombras da morte, uma luz resplandeceu (Is 9,1). E ainda referindo-se a eles, o mesmo profeta diz ao Senhor: Nações que não vos conheciam vos invocarão e povos que vos ignoravam acorrerão a vós (cf. Is 55,5).
Esse dia, Abraão viu e alegrou-se (Jo 8,56) ao saber que seus filhos segundo a fé seriam abençoados na sua descendência, que é Cristo, e ao prever que, por sua fé, seria pai de todos os povos. E deu glória a Deus, plenamente convencido de que Deus tem poder para cumprir o que prometeu (Rm 4,20-21).
Esse dia, também Davi cantou nos salmos, dizendo: As nações que criastes virão adorar, Senhor, e louvar vosso nome (Sl 85,9). E ainda: O Senhor fez conhecer a salvação, e às nações, sua justiça (Sl 97,2).
Como sabemos, tudo isso se realizou quando os três Magos, chamados de seu longínquo  país, foram conduzidos por uma estrela, para irem conhecer e adorar o Rei do céu e da terra. O serviço prestado por esta estrela nos convida a imitar sua obediência, isto é, servir com todas as forças essa graça que nos chama todos para Cristo.
Animados por esse desejo, amados filhos, deveis empenhar-vos em ser úteis uns aos outros, para que no reino de Deus, aonde se entra graças à integridade da fé e às boas obras, resplandeçais como filhos da luz. Por nosso Senhor Jesus Cristo, que vive e reina com o Pai e o Espírito Santo por todos os séculos dos séculos.
www.liturgiadashoras.org

Solenidade da Epifania do Senhor: Deus Ama a Todos!

+ Sergio da Rocha
Cardeal Arcebispo de Brasília
Continuamos a celebrar e a viver o Natal, com a solenidade da Epifania do Senhor. A palavra grega epifania significa “revelação”, “manifestação”. Em Jesus Cristo nascido em Belém, Deus revela o seu amor e manifesta a sua salvação para todos. Cumpre-se, de modo admirável, a universalidade da salvação anunciada pelo profeta Isaías (Is 60,1-6). Por isso, louvamos a Deus com o Salmo 71, proclamando: “As nações de toda a terra hão de adorar-vos, ó Senhor”.
O relato do nascimento do Salvador, no Natal, ressalta a presença dos pastores que estavam nas redondezas e que foram às pressas ao encontro de Menino Jesus para adorá-lo. Na Epifania do Senhor, o Evangelho destaca o amor de Deus revelado às nações, representadas por aqueles homens sábios, denominados magos, que vieram de longe para adorar a Jesus e oferecer-lhe presentes. Na Carta aos Efésios, São Paulo refere-se ao “mistério” revelado, assim explicando-o: “os pagãos são admitidos à mesma herança” do povo da Aliança (Ef 3,6).
Seguindo o exemplo dos magos, nós também somos convidados a caminhar ao encontro do menino Jesus, neste tempo de Natal, com uma atitude de adoração. Eles “ajoelharam-se diante dele e o adoraram” e “sentiram uma alegria muito grande” (Mt 2,10-11).  O Natal é tempo de experimentar esta alegria que brota do encontro com Cristo. Para isso, é preciso dispor-se a caminhar. Ninguém deve ficar acomodado ou desanimado, especialmente, ao iniciar um novo ano. Contudo, não podemos caminhar contando somente com as próprias forças. A estrela serviu de sinal para os magos. Nós também necessitamos da luz de Deus, da sua Palavra, para caminhar bem neste novo ano.
O relato do Evangelho cita o rei Herodes. Ele não se dispôs a caminhar ao encontro de Jesus, na manjedoura de Belém; apenas fingiu querer adorá-lo. Em seu orgulho, não foi capaz de se colocar entre os humildes pastores, nem entre os sábios estrangeiros, ambos menosprezados por muitos naquele tempo. Na Epifania, o nosso amor fraterno deve se alargar, dirigindo-se aos que não são amados e aos que mais sofrem. O nosso mundo necessita de cristãos que sejam sinais do amor de Deus. Por isso, adoramos o Menino Deus que oferece a todos o seu amor e salvação, dispondo-nos a amar a todos como ele nos ensinou.
Quem está em férias, lembre-se da importância da oração cotidiana e da participação nas missas, especialmente aos domingos. Aproveite para conviver mais fraternalmente com familiares e amigos, para visitá-los, dando especial atenção aos que mais sofrem. A fé e o amor podem transformar o novo ano em vida nova!
Arquidiocese de Brasília

Pe. Manuel Pérez Candela

Pe. Manuel Pérez Candela
Pároco da Paróquia Nossa Senhora da Imaculada Conceição - Sobradinho/DF