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sexta-feira, 24 de setembro de 2021

Nota sobre o estado de saúde de Dom José Freire Falcão

Cardeal Dom Falcão | arquibrasilia
24 de setembro 2021

Na madrugada deste dia 24 de setembro, Dom Falcão teve uma piora em seu quadro respiratório e renal, sendo necessária uma entubação respiratória para dar um conforto maior a sua condição.

O Cardeal dom José Freire Falcão, arcebispo emérito de Brasília, está internado desde o dia 17 de setembro, como medida preventiva, após testado positivo para o COVID-19. O Cardeal completará 96 anos em outubro.

Pedimos a toda a Arquidiocese que continuem nesta grande comunhão de orações,  rezando a Deus, pedindo a intercessão da Virgem Maria, de São José, de São Pio e São João Paulo II, seus santos devotos,  por este grande e zeloso pastor de nossa igreja.

Fonte: https://arqbrasilia.com.br/

Do Sermão sobre os pastores, de Santo Agostinho, bispo

hostexas.org

Do Sermão sobre os pastores, de Santo Agostinho, bispo

(Sermo 46,29-30: CCL 41,555-557) (Séc. V)

Os pastores bons estão todos no único pastor

Cristo te apascenta com justiça; ele distingue as suas ovelhas das que não são suas. As minhas ovelhas ouvem minha voz e me seguem (cf. Jo 10,27).

Encontro aqui todos os pastores bons no único pastor. Os pastores bons não faltam, mas estão no único. Os que estão divididos são muitos. Aqui se fala de um só, porque se quer valorizar a unidade. Na verdade não se diz agora que os pastores se calarão e será um só o pastor, porque o Senhor não encontra a quem confiar suas ovelhas. Ele as confiou porque encontrou a Pedro. Mais ainda, no próprio Pedro, ele recomendou a unidade. Eram muitos os apóstolos, mas a um só disse: Apascenta minhas ovelhas (Jo 21,17). Deus nos livre de que não haja agora bons pastores, de que nos venham a faltar. Esteja longe de sua misericórdia não criá-los e constituí-los.

Na realidade, se houver boas ovelhas, haverá também bons pastores, pois das boas ovelhas se formam os bons pastores. Mas os bons pastores estão todos no Único, são um só. Se eles apascentam, é Cristo que apascenta. Os amigos do esposo não dizem ser sua a voz, mas com imensa alegria se rejubilam com a voz do esposo. Por conseguinte, é ele que apascenta quando aqueles apascentam. E diz: “Eu apascento”, porque sua voz está neles, sua caridade neles se encontra. Ao próprio Pedro, a quem entregava suas ovelhas como a outra pessoa, queria torná-lo um só consigo, e depois entregar-lhe as ovelhas, de forma que ele fosse a cabeça, fosse a personificação do corpo, isto é, da Igreja, e, à semelhança do esposo com a esposa, fossem dois em uma só carne.

Querendo, pois, entregar as ovelhas, mas não como se as confiasse a outro, que lhe diz antes? Pedro, tu me amas? Respondeu ele: Eu te amo. De novo: Tu me amas? Respondeu: Amo. Pela terceira vez: Tu me amas? E respondeu: Amo (cf. Jo 21,15-17). Confirma a caridade para consolidar a unidade. É ele, portanto, que apascenta; um só neles e eles no único.

Cala-se a respeito dos pastores, mas não se cala. Gloriam-se os pastores, mas quem se gloria, no Senhor se glorie (2Cor 10,17). É isto apascentar o Cristo, é isto apascentar por Cristo, é isto apascentar em Cristo; não se apascenta fora de Cristo! Não foi, na verdade, por falta de pastores, como se o Profeta houvesse predito estes maus tempos futuros que disse: Eu apascentarei minhas ovelhas, não tenho a quem confiá-las. Ainda Pedro estava nesse corpo e nessa vida terrena e também os Apóstolos, quando aquele único, em quem todos são um, disse: Tenho outras ovelhas que não são deste redil. Preciso buscá-las para que haja um só rebanho e um só pastor (Jo 10, 16).

Estejam então todos no único pastor e façam ouvir a única voz do pastor, aquele que as ovelhas escutam, e possam seguir seu pastor; não a este ou àquele, mas ao Único. E todos nele falem com uma só voz, não tenham vozes diferentes. Rogo-vos, irmãos, dizei todos a mesma palavra e não haja divisão entre vós(ICor 1,10). A esta voz, lavada de toda a divisão, purificada de toda a heresia, ouçam-na as ovelhas e sigam seu pastor, aquele que diz: As ovelhas que são minhas escutam minha voz e me seguem (Jo 10,27).

Fonte: https://liturgiadashoras.online/

6 rotas de peregrinação ao Santuário Nacional de Aparecida

Shutterstock | MaxMaximovPhotography

Estas rotas proporcionam momentos de paz e oração aos romeiros que as percorrem a pé ou de bicicleta.

Durante os meses de setembro e outubro, milhares de devotos peregrinam a pé ou de bicicleta até o Santuário Nacional de Aparecida. São fiéis que saem de várias regiões do país para render graças à padroeira do Brasil e participar de sua festa (12 de outubro).

Para atender esses romeiros, existem pelo menos seis rotas que ligam cidades de três estados à capital nacional da fé. Todos os trajetos estão no site do Santuário de Aparecida. “Os trajetos proporcionam uma experiência de fé profunda, por meio da oração, contemplação da natureza, do silêncio, do desapego”, lê-se no site.

Abaixo, seis “rotas de devoção” com destino ao Santuário Nacional de Aparecida.

1CAMINHO DA FÉ

São mais de 1.500 km de trilha, cruzando a Serra da Mantiqueira entre São Paulo e Minas Gerais. A rota inclui 71 cidades. Clique aqui para mais informações.

2CAMINHO DE NOSSA SENHORA

O trajeto une o Santuário da Divina Misericórdia, no Rio de Janeiro, ao Santuário de Aparecida, em São Paulo. São 20 cidades percorridas neste percurso.

3CAMINHO DE APARECIDA

Com saída de Alfenas, MG, veículos de apoio de quatro rodas podem acompanhar o trajeto, que tem 265 quilômetros de extensão. Pontos de alimentação estão a cada 25 quilômetros. Saiba mais sobre este percurso aqui.

4CAMINHO RELIGIOSO DA ESTRADA REAL

Este caminho liga o Santuário de Nossa Senhora da Piedade, em Caeté, MG, ao Santuário de Aparecida. São 1.032 km, passando por 38 cidades entre Minas Gerais e São Paulo. Acesse o site para saber mais sobre esta rota.

5ROTA DA LUZ

São 201 km de trajeto, passando por 9 cidades do interior de São Paulo e Vale do Paraíba. Um percurso com lindas paisagens e momentos de paz e oração para os romeiros. Clique aqui para mais informações.

6CAMINHO DA PADROEIRA

São 330 km de percurso misto (estradão e estrada) que cruzam as belas paisagens da Mata Atlântica e da Serra da Mantiqueira entre Minas Gerais, Rio de Janeiro e São Paulo. A rota passa por 20 cidades.

Fonte: Santuário Nacional de Aparecida

https://pt.aleteia.org/

5 MITOS SOBRE A SANTA INQUISIÇÃO (Parte 5/6)

Apologistas da Fé Católica

5 MITOS SOBRE A SANTA INQUISIÇÃO

Texto da phd em História Medieval, Dra. Marian Horvat

MITO 4: “A Inquisição espanhola excedeu todas as barbáries, aterrorizando toda a sociedade com suas práticas tirânicas e cruéis.”

Realidade: Em 6 de novembro de 1994, a BBC de Londres exibiu um testemunho incrível contra a falsidade dessas reivindicações em um documentário intitulado “O Mito da Inquisição espanhola”. Nele, os historiadores admitiram que “esta imagem é falsa. É uma distorção disseminada há 400 anos e aceita desde então. Cada caso que veio antes da Inquisição espanhola em sua história de 300 anos tinha seu próprio arquivo”. Agora, esses arquivos estão sendo reunidos e estudados adequadamente pela primeira vez. O prof. Henry Kamen, um especialista no campo, admitiu candidamente que os arquivos são detalhados, exaustivos, e trazem à luz uma versão muito diferente da Inquisição espanhola.
Antipatias protestantes alimentaram esta campanha de propaganda contra a Igreja Católica e o poderoso líder da dinastia Habsburgo que comandava os exércitos mais poderosos na Europa, Carlos I da Espanha. Seus medos se intensificaram especialmente depois da batalha de Muhlberg, em 1547, onde os inimigos de Carlos eram virtualmente aniquilados. A sucessão de Felipe II ao trono espanhol e sua própria oposição dedicada ao Protestantismo espalhou tais temores. Como Philip escreveu a seu embaixador em Roma, em 1566:

“Podeis assegurar a Sua Santidade que em vez de sofrer o menor dano à religião e ao serviço de Deus, eu preferiria perder todos os meus estados e uma centena de vidas se as tivesse. Pois eu não proponho nem desejo ser governante de hereges.”

No entanto, enquanto os espanhóis muitas vezes triunfavam no campo de batalha, eles eram perdedores abjetos na guerra de propaganda. Eles não fizeram nenhuma defesa contra a lenda de crueldade e barbárie espanhola criada para que a Europa simpatizasse com a revolta protestante na Holanda. Difamar a Inquisição passou a ser a escolha mais natural de arma para alcançar este fim.
Muitos folhetos e brochuras, numerosas e horrendas para enumerar aqui, têm sido escritos desde o século 16. Basta mencionar apenas alguns: A Apologia de William de Orange, escrito pelo francês huguenote Pierre Loiseleur de Villiers em 1581, consagrou toda a propaganda anti-Inquisição dos últimos quarenta anos em um documento político que “validava” a revolta holandesa. Em 1567, Renaldo González Montano publicou seuSanctae Inquisitionis Hispanicae Artes aliquot detectae ac palam traductae, que logo foi traduzido em todos os principais idiomas da Europa Ocidental e amplamente divulgado. Ele contribuiu decisivamente para o que se tornou conhecida como a“Lenda Negra”, que associada a Inquisição com os horrores da câmara de tortura. Estas contas foram ampliadas em cima por outros escritores protestantes, como o Rev. Ingram Cobain no século 19, que descreveu um de seus itens fictícios de tortura: a linda boneca em tamanho real que cortava a vítima com mil facas quando ele era forçado a abraçá-la. O mito foi criado e assumiu proporções que fazem fronteira com o ridículo na literatura, relatos de viajantes, narrativas maçônicas (veja a ilustração), sátiras (Voltaire, Zaupser), peças de teatro e óperas (Schiller, Verdi), histórias (Victor Hugo) e romances góticos de séculos mais tarde.
No que diz respeito a tortura, Prof. Kamen disse recentemente:

“Na verdade, a Inquisição usava tortura muito raramente. Em Valência, descobri que de 7.000 casos, apenas dois por cento sofreram alguma forma de tortura em tudo e, geralmente por não mais de 15 minutos… Eu não encontrei ninguém sofrendo tortura mais do que duas vezes”.

O Prof. Jaime Contreras concordou:

“Nós encontramos, ao comparar a Inquisição espanhola com outros tribunais, que a Inquisição espanhola utilizava a tortura muito menos. E se compararmos a Inquisição espanhola com tribunais de outros países, vemos que a Inquisição espanhola tem um registro praticamente limpo no que diz respeito à tortura.”

Durante este mesmo período no resto da Europa, a crueldade física hedionda era comum. Na Inglaterra, transgressores eram executados por danificar arbustos em jardins públicos, caçar furtivamente veados, roubar lenços de uma mulher e tentativa de suicídio. Na França, os que roubaram ovelhas eram estripados. Durante o reinado de Henrique VIII, a punição reconhecida para um envenenador era para ser cozido vivo em um caldeirão. Até 1837, 437 pessoas foram executadas na Inglaterra em um ano por vários crimes, e até a passagem da Lei de Reforma, a morte era a pena reconhecida por falsificação, ladrões de cavalo, roubo, incêndio, roubo e interferência do serviço postal e sacrilégio. É claro que ao acusar a Inquisição espanhola sobre acusações específicas de crueldade física e brutalidade insensível, devemos proceder com alguma cautela.
O mito do poder e do controle ilimitado exercido pela Inquisição espanhola também é infundado. Na Espanha do século 16, a Inquisição foi dividida em vinte tribunais, cada um cobrindo milhares de milhas quadradas. No entanto, cada tribunal não tinha mais do que dois ou três inquisidores e um punhado de funcionários administrativos. O Prof. Kamen observou:

“… Estes inquisidores não tinham poder para controlar a sociedade na forma como os historiadores têm imaginado que tinham. Eles não tinham poder. Eles não tinham nenhuma função, eles não tinham as ferramentas para fazer o trabalho. Nós, reforçando essa imagem, demos-lhes as ferramentas que nunca existiram.”

Na realidade, contato limitado da Inquisição com a população compõe parte da razão pela qual ela não atraiu a hostilidade dos espanhóis. Fora das grandes cidades, vilas viam um inquisidor uma vez a cada dez anos ou mesmo uma vez em um século. Uma razão para as pessoas apoiarem a Inquisição foi precisamente porque era raramente vista, e ainda menos frequentemente ouvida. Kamen também registra que, em cada período de História, há registros de crítica forte e amarga oposição. No entanto, baseado na exploração de documentos inquisitoriais pela primeira vez por Llorente, e depois por Henry Charles Lea, os estudiosos cometeram erro de estudar a Inquisição isoladamente de todas as outras dimensões da cultura e da sociedade espanhola, como se tivesse tido um papel central na religião, política, cultura e economia e como se nenhuma oposição ou crítica fosse permitida. A sátira de Menendez y Pelayo sobre aqueles que culpavam o tribunal por todos os males da Espanha ressalta este ponto de vista:

“Por que não houve indústria na Espanha? Por causa da Inquisição. Por que nós espanhóis somos preguiçosos? Por causa da Inquisição. Por que há touradas na Espanha? Por causa da Inquisição. Por que os espanhóis tiram uma sesta? Por causa da Inquisição.”

A Inquisição não pode ser responsabilizada pela “decadência da aprendizagem e da literatura espanhola”, afirma Peters em seu aclamado Inquisition estudo objetivo, apesar das afirmações do historiador protestante Charles Lea ou historiador católico Lord Acton. “Depois do trovão do Índice de 1559”, ele afirma: “que foi dirigido principalmente contra a piedade vernácula, nenhum ataque foi feito contra a literatura espanhola e nenhum em mais de cem escritores espanhóis entrou em conflito com a Inquisição. Na verdade, muito tempo depois das medidas de 1558-1559. A Espanha continuou a ter uma vida intelectual ativa baseada em uma experiência do mundo mais vasto da que a de qualquer outro país europeu”.

Um mito final e mais importante continua a ser examinado...

Fonte: https://apologistasdafecatolica.wordpress.com/

Estas foram as palavras do padre Pio sobre o aborto

Padre Pio - Bebê / Crédito: Wikimedia Commons (CC BY-SA 2.0)

REDAÇÃO CENTRAL, 23 set. 21 / 11:00 am (ACI).- Qual era a opinião do padre Pio sobre o aborto? Em uma conversa que teve com um amigo sacerdote, o santo dos estigmas mostrou que considerava essa prática não apenas o assassinato de um ser humano inocente, mas "um verdadeiro suicídio" para a humanidade.

A famosa história aconteceu no meio de uma conversa entre o padre Pio e o frade franciscano Pellegrino Funicelli, que a descreveu em seu livro "Jack of All Trades of Padre Pio" de 1991.

Na conversa, o padre Funicelli disse ao santo: “Hoje o senhor negou a absolvição a uma mulher porque tinha se submetido voluntariamente a um aborto. Por que foi tão rigoroso com esta pobre infeliz? " (O padre Pio às vezes se recusava a dar a absolvição a um penitente se mostrasse contrição insuficiente; frequentemente voltavam e só dava a absolvição se fossem sinceros).

Padre Pio respondeu: “O dia em que as pessoas perderem o horror pelo aborto será o dia mais terrível para a humanidade. O aborto não é apenas um homicídio, é também um suicídio. Não deveríamos ter a coragem de manifestar nossa fé diante daqueles que cometem dois crimes em um só ato?”.

"Suicídio?", perguntou o padre Pellegrino.

“O suicídio da raça humana será compreendido por aqueles que verão a terra povoada por idosos e despovoada de crianças: Queimados como um deserto”, respondeu padre Pio.

Mais de seis milhões morreram na Itália desde que o aborto foi legalizado em 1978 no país natal do padre Pio.

Publicado originalmente em National Catholic Register.

Fonte: https://www.acidigital.com/

Iraque. O Patriarca caldeu Sako: o aborto é matar à maneira de Caim

As considerações sobre as práticas abortivas estão incluídas
em um texto de reflexões sobre a Sagrada Escritura

As considerações sobre as práticas abortivas estão incluídas em um texto de reflexões sobre a Sagrada Escritura e a doutrina da Igreja: uma espécie de "Catecismo do Patriarca", cheio de referências aos problemas e acontecimentos atuais, que o cardeal Sako está publicando nos órgãos de comunicação do Patriarcado. No texto em questão, a história bíblica de Caim e Abel, "os dois primeiros filhos de Adão e Eva", levanta questões radicais sobre o mistério do mal que acompanha a história da humanidade.

Vatican News

A prática do aborto provocado repete o que aconteceu no caso de Caim, que cometeu o primeiro "homicídio premeditado" relatado na Bíblia. E para a Igreja, "toda vida humana, incluindo a vida do nascituro, tem sua dignidade e tem o direito de ser protegido".

É o que escreve o patriarca dos caldeus, cardeal Louis Raphael I Sako, num texto publicado no site do Patriarcado, no qual também citou o parágrafo da Encíclica Evangelium Vitae em que o Papa João Paulo II lembrou que na interrupção voluntária da gravidez é suprimido "um ser humano que começa a desabrochar para a vida, isto é, o que de mais inocente, em absoluto, se possa imaginar: nunca poderia ser considerado um agressor, menos ainda um injusto agressor! É frágil, inerme, e numa medida tal que o deixa privado inclusive daquela forma mínima de defesa constituída pela força suplicante dos gemidos e do choro do recém-nascido. Está totalmente entregue à proteção e aos cuidados daquela que o traz no seio" (Evangelium vitae, 58).

Reflexões do cardeal uma espécie de "Catecismo do Patriarca"

As considerações patriarcais sobre as práticas abortivas estão incluídas em um texto de reflexões sobre a Sagrada Escritura e a doutrina da Igreja: uma espécie de "Catecismo do Patriarca", cheio de referências aos problemas e acontecimentos atuais, que o cardeal Sako está publicando parceladamente nos órgãos de comunicação do Patriarcado caldeu.

No texto em questão, a história bíblica de Caim e Abel, "os dois primeiros filhos de Adão e Eva", levanta questões radicais sobre o mistério do mal que acompanha a história da humanidade.

O mal não entrou no mundo pela vontade de Deus

"Como é possível que o homem, criado à imagem e semelhança de Deus, possa tornar-se como uma besta famélica?", pergunta o patriarca. A Bíblia - continua o cardeal iraquiano - observa desde o Livro do Gênesis que o ódio e a violência fazem parte da história humana. E mesmo nossos tempos são marcados por homicídios e atos de morte que "são perpetrados sob o manto de Deus e da religião".

A história de Caim e Abel mostra que o horror da violência homicida também pode ensanguentar e romper os laços de fraternidade, de filiação comum. O mal - o texto bíblico ensina - não entrou no mundo pela vontade de Deus, como se quisesse a morte na obra de sua Criação.

A vida humana é um dom sagrado de Deus

As portas da violência e da morte foram abertas pela ingratidão e a soberba prefiguradas na história bíblica do Pecado Original, cujos frutos corrompidos encontram sua primeira manifestação na morte de Abel por mãos de seu irmão Caim.

"Assim como Adão e Eva saíram da presença de Deus", continua o patriarca Sako, "assim fez o assassino Caim, e assim fará todo autor de homicídios premeditados. Porque a vida humana é um dom sagrado de Deus, e ninguém tem o direito de tirá-la".

A graça de Cristo para que os seres humanos se "humanizem"

O mal, tendo entrado no mundo, toca as relações entre irmãos. Destrói a harmonia entre os seres humanos. E diante de tudo isso, não há necessidade de esforços de vontade ou apelos genéricos à compaixão, dado que os seres humanos são incapazes de se "humanizar" sozinhos.

Somente a ocorrência gratuita e sem precedentes da salvação trazida ao mundo por Cristo pode, pela graça, fazer brotar as sementes do perdão no coração das relações humanas. Um milagre sem o qual todo apelo ao diálogo e à fraternidade corre o risco de se transformar em moralismo sufocante, ou em "jogo das partes", reflete por fim o cardeal Sako.

(com Fides)

Fonte: https://www.vaticannews.va/

Nossa Senhora das Mercês

Nossa Senhora das Mercês | arquisp
24 de setembro

Nossa Senhora das Mercês

Nossa Senhora das Mercês é uma das designações atribuídas à Virgem Maria na Igreja Católica.

A devoção originou-se na Espanha, daí também ser conhecida por Nossa Senhora das Mercedes, e foi popularizada pelo frades da Ordem de Nossa Senhora das Mercês, fundada por São Pedro Nolasco. Foi considerada protetora dos cristãos cativos dos mouros na África, principalmente os marinheiros e mercadores subjugados no Mar Mediterrâneo. A devoção chegou a Portugal, onde difundiu-se de Alenquer para Santarém e para Lisboa. A devoção foi trazida pelos frades mercedários para o Brasil, onde floresceram diversas confrarias, formadas principalmente por escravos, os quais consideravam Nossa Senhora das Mercês padroeira de sua libertação.

Aparição

Durante a invasão moura na Espanha, os cristãos estavam sendo perseguidos, e muitos eram escravizados. Numa noite, Pedro Nolasco, um teólogo, e o rei de Aragão, Dom Jaime I, tiveram o mesmo sonho. No sonho, apareceu a Virgem, dizendo-lhes para fundar uma ordem com o objetivo de proteger os cristãos. Pedro Nolasco e o teólogo Raimundo descobriram que tiveram o mesmo sonho, e ambos pediram a permissão do rei para fundar a ordem, e para sua surpresa, o rei também tivera o mesmo sonho. Então foi criada a Ordem de Nossa Senhora das Mercês, e Pedro foi nomeado o grão-mestre da Ordem, sendo canonizado com o nome de São Pedro Nolasco. E assim, a devoção à Virgem das Mercês foi se espalhando por toda a Europa.

IGREJA DEDICADA A NOSSA SENHORA DAS MERCÊS em Brasília-DF

Mercedários

*Fonte: Pia Sociedade Filhas de São Paulo Paulinas http://www.paulinas.org.br

http://arquisp.org.br/

São Pacífico

iCatólica
24 de setembro

São Pacífico de São Severino

Sacerdote da Primeira Ordem (1653-1721). Canonizado por Gregório XVI no dia 26 de maio de 1839.

Pacífico (Apelidado Carlos Antônio), nasceu em São Severino, Marcas, em 1º de março de 1653, filho de Antonio Maria Divini e Maria Angela Bruni, último de 13 filhos. Após a morte de seus pais, foi recebido pelo tio materno Luzizo Bruni, prior da catedral de São Severino das Marcas, culto e bom padre, mas muito austero. Aos 17 anos, ele abraçou a vida religiosa entre os Frades Menores e em 28 de dezembro de 1671 foi admitido à profissão religiosa, em seguida, estudou filosofia e teologia e em 4 de junho de 1678 foi ordenado sacerdote em Fossombrone.

No convento do Crucifixo de Treia trabalhou duro para se preparar para o ministério e ensino. Em 25 de setembro de 1681, foi nomeado pregador e leitor. Durante três anos, ele ensinou filosofia e exerceu a pregação.

Por 10 anos, ele viajou muitas vezes às estradas das verdes Marcas, passando repetidamente por cidades e povoados; pregou em igrejas, praças, santuários, como um incansável difusor da verdade. Suas palavras sacudiram aos fiéis; seu zelo comoveu os tíbios; sua humildade mortificou os soberbos.  Durante muito tempo ele foi lembrado nas Marcas por sua pregação elevada e persuasiva, inclusive quando as fadigas de sua vida de pregador volante o forçaram a retirar-se ao convento de  Forano, com os joelhos enfermos. Eu tinha 45 anos e viveu até os 68, sempre doente e sempre mais severo com ele mesmo, afligido por engano, e ferido pela calúnia. Em face de acusações injustas, Pacífico não defendeu. Ele manteve a paz silenciosa da mente que laboriosamente conquistado com uma vida de labuta e sofrimento.

Sua saúde piorou cada vez mais. À ferida em sua perna direita, foram adicionadas surdez e cegueira progressiva, enquanto que nos últimos anos de sua vida tornou-se impossível para celebrar a Missa, ouvir confissões dos fiéis e participar na vida da comunidade. Calvi Alexandre, bispo de San Severino em 11 de junho, 1721 veio visitar e desta vez, com espanto o que apostrofava, ouviu: “Excelência, o Paraíso, o Paraíso, você vai primeiro e vou seguir logo depois.” Naquela noite, o bispo ficou doente e morreu em 25 de julho. Pacífico seguiria mais tarde, aos 68 anos, no dia 24 de setembro de 1721.

Fonte: “Santos Franciscanos para cada dia”, Ed. Porziuncola.

https://franciscanos.org.br/

quinta-feira, 23 de setembro de 2021

Brasil: 4 cidades se unem à campanha internacional 40 Dias pela Vida

@brasilsemaborto
Por Francisco Vêneto

"Precisamos interceder pelas duas vidas e trazer à tona a verdade sobre os males e sequelas deixados pelo aborto".

Quatro cidades brasileiras se uniram à campanha internacional 40 Dias pela Vida, iniciada neste 22 de setembro e a estender-se até 31 de outubro com vigílias de oração e jejum pelo fim do aborto no mundo.

A iniciativa em prol dos direitos e da dignidade do nascituro e da gestante foi criada no Texas, Estados Unidos, em 2007. Desde então, espalhou-se por dezenas de países e hoje conta com duas edições anuais: uma na Quaresma e a outra em setembro.

Estão participando da atual edição, no Brasil, as cidades de São Paulo (SP), Rio de Janeiro (RJ), Brasília (DF) e Recife (PE). As vigílias nessas capitais acontecem em lugares públicos, de preferência situados perto ou mesmo em frente a hospitais e casas legislativas.

Em vários países, são feitas também em frente a clínicas de aborto – o que alguns governos ditos “progressistas” tentam autoritariamente proibir, sob a narrativa de que estas ações em defesa da vida, mesmo ocorrendo em áreas públicas e sendo garantidas pelo elementar direito à liberdade de expressão, representariam “agressão à liberdade” das mulheres. É o caso do governo da Espanha, ocupado atualmente pelo Partido Socialista Operário Espanhol (PSOE):

40 Dias pela Vida em 4 cidades do Brasil

Em São Paulo, o ponto de encontro para a vigília dos voluntários pró-vida é diante do Hospital Pérola Byington. O local foi escolhido porque, de acordo com o coordenador da campanha local, Ricardo Henrique Gomes, “é o hospital referência para a prática do aborto conforme a lei no país”. Ele se refere às três situações em que, no Brasil, o aborto não é passível de punição: gravidez por estupro, risco de morte da gestante e bebê com anencefalia.

No Rio de Janeiro, as vigílias ocorrem diante da Assembleia Legislativa estadual (Alerj). Em Brasília, na Praça dos Três Poderes. Em Recife, na emblemática praça do Marco Zero.

Fátima Mattos, coordenadora da campanha no Rio, resume o propósito da iniciativa, que ela descreve como “apartidária e supra-religiosa”:

“Precisamos interceder pelas duas vidas e trazer à tona a verdade sobre os males e sequelas deixados pelo aborto em tantas mulheres e em tantas famílias, e também falar do valor e da dignidade de cada vida humana. Alegra-nos poder reunir na vigília cada vez mais pessoas, de diferentes crenças, mas com um ideal comum: a intransigente defesa da vida, das duas vidas: da mamãe e do bebê. Por isso estaremos novamente unidos a outras centenas de vigílias ao redor do mundo, para orar pelo fim do aborto”.

Fonte: https://pt.aleteia.org/

Minorias cristãs enfrentam extinção, diz representante da Santa Sé na ONU

Dom Paul Richard Gallagher / Foto: Daniel Ibáñez / ACI Prensa
Por Miguel Pérez Pichel | ACI Prensa

NOVA IORQUE, 23 set. 21 / 06:00 pm (ACI).- Dom Paul Richard Gallagher, secretário da Santa Sé para as relações com os Estados, afirmou que minorias religiosas, em particular minorias cristãs, enfrentam “a extinção” em algumas partes do mundo.

Dom Gallagher fez essa advertência na sua declaração lida na ONU nesta quarta-feira, 22 de setembro, durante a reunião de alto nível por ocasião do 20º aniversário da adoção da Declaração e do Programa de Ação de Durban sobre “as reparações, a justiça racial e a igualdade para os afrodescendentes”.

Em seu discurso, ele lembrou que os cristãos “representam o grupo mais perseguido em nível mundial” e lamentou que “os perseguidores muitas vezes gozam de impunidade”. Dom Gallagher lembrou que “a Declaração de Durban expressa acertadamente a preocupação pela intolerância, os atos hostis e a violência contra os grupos religiosos”.

“A intolerância baseada na religião ou nas crenças leva à restrição do direito a praticar livremente a religião escolhida e, em suas formas mais extremas, pode causar hostilidade, violência e crimes atrozes”, afirmou ele. “O desprezo pelo direito à liberdade de religião e de crença leva à violação de outros direitos humanos”.

Gallagher falou também da “desleal” prática da eugenia como forma de discriminação. “Poderíamos dizer que, por trás das técnicas de procriação artificial e dos aspectos obscuros dos diagnósticos pré-natais, se esconde muitas vezes uma mentalidade eugenista, na qual a ideia de que há seres humanos de valor inferior por causa da deficiência, sexo ou outras características muitas vezes leva à negação do seu direito à vida”.

Dom Gallagher defendeu a eliminação de todas as formas de discriminação racial e enfatizou que “o racismo pode e deve ser derrotado” embora, para isso, seja necessário promover “uma cultura de encontro, fraternidade e solidariedade”. Ele reconheceu que foram dados passos importantes para combater o racismo, mas recordou que as medidas tomadas pelos Estados “devem conduzir a uma mudança real através da sua aplicação pelos governos, bem como através da educação e da informação ética dos meios de comunicação social, fornecendo informações objetivas e baseadas em fatos que respeitem a dignidade de todos e não promovam uma mentalidade divisora de nós contra eles”.

No entanto, também advertiu que “as leis e normas que tentam erradicar a discriminação e a intolerância devem respeitar o direito à liberdade de opinião, pensamento, religião e consciência”.

“Os direitos humanos universais são indivisíveis e interdependentes e, portanto, não podem existir em oposição”, disse ele.

“A vigilância, a investigação e o julgamento dos incidentes de racismo, discriminação racial, xenofobia e formas conexas de intolerância não devem nunca constituir uma justificação para que os Estados violem os direitos humanos das minorias ou censurem suas opiniões”, concluiu.

Fonte: https://www.acidigital.com/

A Igreja como Povo de Deus na Evangelii Gaudium

Papa Francisco passa entre os fiéis antes de presidir a Divina
Liturgia de São João Crisóstomo em Presov, Eslováquia. 

"A Igreja é sobretudo povo de Deus, quer dizer, o povo que pertence a Deus – e somente o povo que tem esse nome e é digno de ser como tal. Não é qualquer povo que é de Deus e que é Igreja. Mas é um povo que tanto no seu ser e agir se identifica cada vez mais profundamente com Deus e honra seu nome e que se torna digno de ser chamado “Povo de Deus” ."

Jackson Erpen - Cidade do Vaticano

A Constituição Dogmática Lumen Gentium sobre a Igreja dedica seu capítulo II à Igreja como Povo de Deus. O Povo de Deus que deve estender-se a todo o mundo e, mantendo a sua unidade, permanece em comunhão pelo Espírito Santo. Pertencem ou estão ordenados à unidade do Povo de Deus, mesmo que de modo diverso, os fiéis católicos, todos os que creem em Cristo, enfim todos os homens chamados à salvação (LG 13).

Depois de ter aprofundado as imagens da Igreja propostas por este importante documento do Concílio Vaticano II, padre Gerson Schmidt* vem até o Pontificado de Francisco para nos falar hoje da Igreja como Povo de Deus na Exortação Apostólica Evangelii Gaudium: “A Alegria do Evangelho enche o coração e a vida inteira daqueles que se encontram com Jesus”:

Vimos nos aprofundamentos anteriores, diversas imagens e analogias utilizadas pela Lumen Gentium para comparar a Igreja, que brotam sobretudo da vida dos pastores e camponeses (LG, 6). A imagem da Igreja que o Papa Francisco emprega frequentemente na Evangelii Gaudium é a imagem do “povo de Deus”. Afirma assim o Papa: “A evangelização é dever da Igreja. Este sujeito da evangelização, porém, é mais do que uma instituição orgânica e hierárquica; é, antes de tudo, um povo que peregrina para Deus. Trata-se certamente de um mistério que mergulha as raízes na Trindade, mas tem a sua concretização histórica num povo peregrino e evangelizador, que sempre transcende toda a necessária expressão institucional” (EG, 111s). o Sumo Pontífice acentua essa imagem do Povo de Deus afirmando que Deus “escolheu convocá-los como povo, e não como seres isolados. Ninguém se salva sozinho, isto é, nem como indivíduo isolado, nem por suas próprias forças. Deus nos atrai, no respeito da complexa trama de relações interpessoais que a vida numa comunidade humana supõe. Este povo, que Deus escolheu para Si e convocou, é a Igreja. Jesus não diz aos Apóstolos para formarem um grupo exclusivo, um grupo de elite. Jesus diz: «Ide, pois, fazei discípulos de todos os povos» (Mt 28, 19). São Paulo afirma que no povo de Deus, na Igreja, «não há judeu nem grego (...), porque todos sois um só em Cristo Jesus» (Gal 3, 28). Eu gostaria de dizer – diz o Papa - àqueles que se sentem longe de Deus e da Igreja, aos que têm medo ou aos indiferentes: o Senhor também te chama para seres parte do seu povo, e fá-lo com grande respeito e amor!”(EG, 113).

O Concílio Vaticano II inverteu a pirâmide que colocava a hierarquia da Igreja no topo dela, definindo a Igreja como todo o Povo de Deus e não somente como sendo a hierarquia eclesiástica. A imagem da Igreja da Lumen Gentium é um Povo de Deus em busca da santidade. A imagem bíblica de Povo de Deus, preferida à imagem de Corpo de Cristo, destaca a dimensão histórica, enfatizando a caminhada do povo de Deus peregrino pelo deserto, tal qual o povo do AT. De fato, a historicidade da Igreja vem destacada por essa imagem e sua abertura para a história humana, pois a Igreja avança em direção à casa do Pai no mundo e não fora dele. Mas a Igreja é um Povo de Deus em busca da santidade. Santo, porque Deus torna a Igreja santa, mas, ao mesmo tempo, deve realizar em sua própria vida a santidade de Deus.

A Igreja é sobretudo povo de Deus, quer dizer, o povo que pertence a Deus – e somente o povo que tem esse nome e é digno de ser como tal. Não é qualquer povo que é de Deus e que é Igreja. Mas é um povo que tanto no seu ser e agir se identifica cada vez mais profundamente com Deus e honra seu nome e que se torna digno de ser chamado “Povo de Deus” [1]. É necessário que esse povo tenha o projeto de Deus Pai. É isso que, em outras palavras, o Papa Francisco, na Evangelii Gaudium expressa no número 114: “Ser Igreja significa ser povo de Deus, de acordo com o grande projeto de amor do Pai. Isto implica ser o fermento de Deus no meio da humanidade; quer dizer anunciar e levar a salvação de Deus a este nosso mundo, que muitas vezes se sente perdido, necessitado de ter respostas que encorajem, deem esperança e novo vigor para o caminho. A Igreja deve ser o lugar da misericórdia gratuita, onde todos possam sentir-se acolhidos, amados, perdoados e animados a viverem segundo a vida boa do Evangelho”. O projeto do Pai é que possamos levar a salvação e a misericórdia de Deus ao mundo. A vontade de Deus é que todos se salvem.

*Padre Gerson Schmidt foi ordenado em 2 de janeiro de 1993, em Estrela (RS). Além da Filosofia e Teologia, também é graduado em Jornalismo e é Mestre em Comunicação pela FAMECOS/PUCRS.

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[1] AUGUSTIN, George. Por uma Igreja “em saída”. Impulsos da Exortação Evangelii Gaudium, Vozes, 2018, p.77. 

São Lino – papa e mártir

S. Lino, papa | Paulus
23 de setembro
São Lino – papa e mártir

Após a perseguição de Nero, durante a qual sofreram o martírio os apóstolos Pedro e Paulo, a história da Igreja romana, por mais de um século, apresenta-se envolvida por uma densa escuridão, quebrada de vez em quando por algum raio de luz. No último quartel do século II temos um testemunho respeitável sobre os primeiros doze bispos que se sucederam ininterruptamente na sede apostólica. É o bispo de Lião, santo Ireneu, que esteve certamente, pelo menos uma vez, em Roma, quem nos fornece este elenco no seu Contra os hereges: “Depois de terem fundado e estabelecido a Igreja (de Roma), os bem-aventurados apóstolos Pedro e Paulo confiaram-na à administração de Lino, de quem fala são Paulo na carta a Timóteo. Sucedeu-lhe Anacleto…”.

A lista dada por santo Ireneu não é a única. Pelo ano 160, Hegesipo, originário da Palestina, visitou as Igrejas mais importantes com a nobre intenção de conhecer a tradição da pregação apostólica. Após sua visita a Roma, escreve: “Elaborei a ordem de sucessão até Aniceto”. Lino foi papa por doze anos, aproximadamente de 64 a 76, ou de 67 a 76, se fixarmos o martírio de são Pedro em 67, no término e não no início da perseguição de Nero. Estas cifras não têm valor absoluto, pois nas duas listas indicadas prevalece o interesse doutrinal, e somente no começo do século III, com Júlio Africano e Hipólito, começou-se a levar em conta a cronologia.

Além do dado cronológico, temos acerca dos sucessores imediatos dos apóstolos, logo de são Lino, outra nota importante, fornecida esta por são Clemente, na Carta da Igreja romana às Igrejas de Corinto. Nessa Carta, são Clemente insiste na união que reina na Igreja romana e que contrasta fortemente com o cisma que campeia na comunidade de Corinto. Recordando as origens da hierarquia eclesiástica, sublinha: “Os apóstolos provaram no espírito as suas primícias e as instituíram como bispos e como diáconos dos futuros crentes. Em seguida, estabeleceram esta regra: que após a morte deles, homens provados haveriam de suceder-lhe no ministério”.

São Lino, originário da Túscia, provavelmente de Volterra, é portanto o homem provado, que por santidade de vida e capacidade de governo, foi escolhido pelo próprio são Pedro para suceder-lhe. Foi por isso seu direto colaborador e a estima de que gozou na comunidade romana foi muito grande.

Extraído do livro:
Um santo para cada dia, de Mario Sgarbossa e Luigi Giovannini.

https://www.paulus.com.br/

São Pio de Pietrelcina

S. Pio de Pietrelcina | arquisp
23 de setembro

SÃO PIO DE PIETRELCINA, PRESBÍTERO

Padre Pio nasceu no dia 25 de maio de 1887, em Pietrelcina, Itália. Era filho de Gracio Forgione e de Maria Josefa de Nunzio. No dia seguinte, foi batizado com o nome de Francisco, e mais tarde seria, de fato, um grande seguidor de são Francisco de Assis.

Aos doze anos, recebeu os sacramentos da primeira comunhão e do crisma. E aos dezesseis anos, entrou no noviciado da Ordem dos Frades Menores Capuchinhos, da cidadezinha de Morcone, onde vestiu o hábito dos franciscanos e tomou o nome de frei Pio. Terminado o ano de noviciado, fez a profissão dos votos simples e, em 1907, a dos votos solenes.

Depois da ordenação sacerdotal, em 1910, no Convento de Benevento, padre Pio, como era chamado, ficou doente, tendo de voltar a conviver com sua família para tratar sua enfermidade, e lá permaneceu até o ano de 1916. Quando voltou, nesse ano, foi mandado para o Convento de San Giovanni Rotondo, lugar onde viveu até a morte.

Padre Pio passou toda a sua vida contribuindo para a redenção do ser humano, cumprindo a missão de guiar espiritualmente os fiéis e celebrando a eucaristia. Para ele, sua atividade mais importante era, sem dúvida, a celebração da santa missa. Os fiéis que dela participavam sentiam a importância desse momento, percebendo a plenitude da espiritualidade de padre Pio. No campo da caridade social, esforçou-se por aliviar sofrimentos e misérias de tantas famílias, fundando a "Casa Sollievo della Sofferenza", ou melhor, a "Casa Alívio do Sofrimento" em 1956.

Para padre Pio, a fé era a essência da vida: tudo desejava e tudo fazia à luz da fé. Empenhou-se, assiduamente, na oração. Passava o dia e grande parte da noite conversando com Deus. Ele dizia: "Nos livros, procuramos Deus; na oração, encontramo-lo. A oração é a chave que abre o coração de Deus". Também aceitava a vontade misteriosa de Deus em nome de sua infindável fé. Sua máxima preocupação era crescer e fazer crescer na caridade. Por mais de cinqüenta anos, acolheu muitas pessoas, que dele necessitavam. Era solicitado no confessionário, na sacristia, no convento, e em todos os lugares onde pudesse estar todos iam buscar seu conforto, e o ombro amigo, que ele nunca lhes negava, bem como seu apoio e amizade. A todos tratou com justiça, lealdade e grande respeito.

Durante muitos anos, experimentou os sofrimentos da alma, em razão de sua enfermidade e, ao longo de vários anos, suportou com serenidade as dores das suas chagas.

Quando seu serviço sacerdotal foi posto em dúvida, sendo investigado, padre Pio sofreu muito, mas aceitou tudo com profunda humildade e resignação. Diante das acusações injustificáveis e calúnias, permaneceu calado, sempre confiando no julgamento de Deus, dos seus superiores diretos e de sua própria consciência. Muito consciente dos seus compromissos, aceitava todas as ordens superiores com extrema humildade. E encarnava o espírito de pobreza com seriedade, com total desapego por si próprio, pelos bens terrenos, pelas comodidades e honrarias. Sua predileção era a virtude da castidade.

Desde a juventude, sua saúde sempre inspirou cuidados e, sobretudo nos últimos anos da sua vida, declinou rapidamente. Padre Pio faleceu no dia 23 de setembro de 1968, aos oitenta e um anos de idade. Seu funeral caracterizou-se por uma multidão de fiéis, que o consideravam santo.

Nos anos que se seguiram à sua morte, a fama de santidade e de milagres foi crescendo cada vez mais, tornando-se um fenômeno eclesial, espalhado por todo o mundo. No ano 1999, o papa João Paulo II declarou bem-aventurado o padre Pio de Pietrelcina, estabelecendo no dia 23 de setembro a data da sua festa litúrgica. Depois, o mesmo sumo pontífice proclamou-o santo, no ano 2002, mantendo a data de sua tradicional festa.

*Fonte: Pia Sociedade Filhas de São Paulo Paulinas http://www.paulinas.org.br

quarta-feira, 22 de setembro de 2021

A dor dos pais pelos filhos que não querem saber da Igreja

ana erb | Flickr CC BY-NC-ND 2.0

"Para que ele possa decidir voltar a frequentar a Igreja, ele precisa desenvolver seus próprios motivos".

A dor dos pais pelos filhos que não querem saber da Igreja foi o tema de um relevante comentário compartilhado pelo pe. Wellington José de Castro em sua rede social.

O sacerdote assim escreveu:

“Não é difícil nos tempos atuais – indubitavelmente com uma frequência muito maior do que acontecia no passado – encontrar pais cristãos que sofrem por ter que lidar com filhos que, influenciados por tantos meios, decidem não mais ir à Igreja e não querer mais saber de Deus. Mesmo quando criados em bons lares, os filhos às vezes se rebelam ou até mesmo se desviam – e os pais sentem que de alguma forma fracassaram!

É inegável que os ‘atrativos’ do mundo moderno, com suas falsas verdades, que atacam os valores morais e cristãos (no que diz respeito ao aborto, à família, à sexualidade etc.), têm gerado uma enorme confusão na mente das pessoas, especialmente das menos preparadas. A escola, os amigos, a internet – com seus (de)formadores de opinião, youtubers ‘descolados’ – tornaram-se, em muitos aspectos, verdadeiros inimigos daqueles pais que buscam educar seus filhos na fé cristã, baseando-se em valores como fidelidade, santidade, respeito à vida desde a concepção até a morte, castidade, doação, indissolubilidade do matrimônio, geração de filhos etc”.

Filhos que não querem saber da Igreja

O sacerdote continuou:

“Estes pais, portanto, se veem impotentes diante dos questionamentos destes filhos, que se alimentam de notícias, artigos, livros e vídeos, não pouco frequente, em desacordo com aquilo que ensina a Santa Mãe Igreja e, ao mesmo tempo, começam a pôr em xeque a formação recebida dos pais, já que amigos lhes ‘enchem a cabeça’ com divagações e teses que tentam, no fim das contas, negar a existência de Deus e a necessidade da Igreja: levantam bandeiras feministas, de gênero e LGBT, debocham do ensinamento dos papas, das Escrituras, relativizam a crença dos pais, discordam do que dizem os padres (principalmente quando, infelizmente, falta testemunho) e acabam por se afastar, gerando quase sempre uma crise familiar. Nesses casos, é comum que os pais percam a paciência e a caridade com os filhos, adolescentes ou não.

Como ponto de vista pessoal, penso que não se deva agir dessa maneira. Antes, os pais devem buscar ser pacientes, por mais difícil que seja. Entendo que seja frustrante tentar conversar com alguém que ‘parece não estar nem aí’ para a sabedoria que se quer passar para ele. Na maioria das vezes, um jovem pode levar muito tempo para entender toda a situação e compreender o que lhe foi dito. Então, não se deve aumentar o problema, forçando-o a tomar uma decisão imediatamente. Para que ele possa decidir voltar a frequentar a Igreja, ele precisa desenvolver seus próprios motivos. E isso pode levar algum tempo”.

Tempo e oração

Mas o que fazer então com os filhos que não querem saber da Igreja? O pe. Wellington considerou:

“É, portanto, importantíssimo aos pais manter a calma. Os filhos podem estar desafiando suas crenças mais profundas, talvez pela primeira vez na vida. Com isso é fácil e compreensível ficar irritado, desesperado, inquieto e com o sentimento de fracasso na educação, mas é importante resistir a esta tentação e lidar com essa situação de forma muito mais fácil.

Penso que o ensinamento de Santa Mônica, que rezou pela conversão de seu filho por tantos anos – confiando não em suas palavras ou forças, mas na ação da graça de Deus -, seja um grande exemplo de perseverança na oração a ser imitado, já que ‘os que esperam no Senhor renovam suas forças’ (Is 40,31) e que ‘se creres, verás a glória de Deus’ (Jo 11,40)”.

Fonte: https://pt.aleteia.org/

Pe. Manuel Pérez Candela

Pe. Manuel Pérez Candela
Pároco da Paróquia Nossa Senhora da Imaculada Conceição - Sobradinho/DF