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quarta-feira, 30 de agosto de 2017

A teia da vida

Redação (Terça-feira, 29-08-2017, Gaudium Press) Uma noite, indo tomar água no mosteiro onde vivo, percebi que havia em um canto, onde ocorre a junção das duas paredes com o teto, algo um pouco diferente. Este cômodo da casa não possui lustre, sendo sua iluminação feita através de uma arandela, cuja luz se projeta diretamente nesta junção de paredes. Por tratar-se de uma região cercada de abundantes árvores e densa vegetação, muitos mosquitos foram atraídos por aquele foco de luz em plena escuridão selvagem, fazendo daquele canto uma verdadeira coleção biológica.
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Os mosquitos não foram os únicos a tirar vantagem da situação. Uma pequenina aranha percebeu toda a movimentação de insetos naquele local e viu ali uma rica fonte de alimentação. Durante o dia havia tecido maravilhosamente sua teia, mostrando-se boa conhecedora das leis arquitetônicas.
Uma distraída mosca teve seu vôo interceptado pelas fortes, mas quase imperceptíveis teias. Presa e sem saber como desvencilhar-se, a mosca batia a asas desesperadamente, sem se dar conta que quanto mais procurava sair da teia, mais ficava envolvida por aquela situação. A aranha, que olhava a cena discretamente, se lançou rápida ao trabalho. Medindo apenas a metade do tamanho da mosca, laçou as asas dela com uma agilidade única. Em poucos minutos a mosca estava completamente imobilizada e seria longamente apreciada para aranha durante suas refeições. Triste fim para aquele inseto que buscava a luz em meio à madrugada...
Este fato aparentemente sem importância fez despertar em mim um pensamento religioso. Deus havia permitido aquela "tragédia" natural da cadeia alimentar, para transmitir-nos uma mensagem.
Os insetos buscaram aquela luz refletida na parede por causa de algum instinto natural, mas nós buscamos a luz da salvação eterna para qual fomos criados. Esta luz nos atrai, pois sabemos que fomos feitos para ela e somente buscando-a seremos felizes. No entanto, quantas e quantas vezes a vida não nos apresenta teias nas quais nos vemos presos?
Às vezes trata-se de problemas familiares, ou talvez sejam os conflitos no trabalho. Problemas e mais problemas circundam o nosso dia a dia e, se não tomarmos cuidado, corremos o risco de nos prender neles de forma que já não saberemos mais sair dessas teias. Quando isto acontece, o demônio, que antes não tinha tanto poder sobre nós, percebe o momento propício de terminar de nos envolver nesses problemas e o resultado nós já sabemos qual é...
Portanto, para não entrarmos nas enganosas teias da vida é necessário nunca nos esquecermos que a nossa vocação de cristão é a santidade, pois só ela poderá nos conduzir a esta luz maravilhosa da visão beatífica. E nada melhor do que rezar a Nossa Senhora, pois ainda quando estejamos completamente envolvidos por todas as teias da vida, Ela conseguirá nos libertar e nos reconduzirá ao bom caminho, o caminho da luz...
Por Diácono Thiago de Oliveira Geraldo, EP


Conteúdo publicado em gaudiumpress.org, no link http://www.gaudiumpress.org/content/89524-A-teia-da-vida#ixzz4rFvxtR00
Autoriza-se a sua publicação desde que se cite a fonte. 

terça-feira, 29 de agosto de 2017

Das Homilias de São Beda Venerável, presbítero

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(Hom. 23:CCL122,354.356-357)                (Séc.VIII)


Precursor de Cristo no nascimento e na morte
O santo precursor do nascimento, da pregação e da morte do Senhor mostrou o vigor de seu combate, digno dos olhos divinos, como diz a Escritura: E se diante dos homens sofreu tormentos, sua esperança está repleta de imortalidade (cf. Sb 3,4). Temos razão de celebrar a festa do dia do nascimento daquele que o tornou solene para nós por sua morte, e o ornou com o róseo fulgor de seu sangue. É justo venerarmos com alegria espiritual a memória de quem selou com o martírio o testemunho que deu em favor do Senhor. 
Não há que duvidar, se São João suportou o cárcere e as cadeias, foi por nosso Redentor, de quem dera testemunho como precursor. Também por ele deu a vida. O perseguidor não lhe disse que negasse a Cristo, mas que calasse a verdade. No entanto morreu por Cristo. 
Porque Cristo mesmo disse: Eu sou a verdade (Jo 14,6); por conseguinte, morreu por Cristo, já que derramou o sangue pela verdade. Antes, quando nasceu, pregou e batizou, dava testemunho de quem iria nascer, pregar, ser batizado. Também apontou para aquele que iria sofrer, sofrendo primeiro. 
Um homem de tanto valor terminou a vida terrena pela efusão do sangue, depois do longo sofrimento da prisão. Aquele que proclamava o Evangelho da liberdade da paz celeste, foi lançado por ímpios às cadeias; foi fechado na escuridão do cárcere quem veio dar testemunho da luz e por esta mesma luz, que é Cristo, tinha merecido ser chamado de lâmpada ardente e luminosa. Foi batizado no próprio sangue aquele a quem tinha sido dado batizar o Redentor do mundo, ouvir sobre ele a voz do Pai, ver descer a graça do Espírito Santo. Contudo, para quem tinha conhecimento de que seria recompensado pelas alegrias perpétuas não era insuportável sofrer tais tormentos pela verdade, mas, pelo contrário, fácil e desejável. 
Considerava desejável aceitar a morte, impossível de evitar por força da natureza, junto com a palma da vida perene, por ter confessado o nome de Cristo. Assim disse bem o Apóstolo: Porque vos foi dado por Cristo não apenas crer nele, mas ainda sofrer por ele (Fl 1,29). Diz ser dom de Cristo que os eleitos sofram por ele, conforme diz também: Os sofrimentos desta vida não se comparam à futura glória que se revelará em nós (Rm 8,18).
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Martírio de São João Batista, decapitado por anunciar a Verdade

REDAÇÃO CENTRAL, 29 Ago. 17 / 05:00 am (ACI).- “Na verdade, vos digo, dentre os nascidos de mulher, nenhum foi maior que João Batista”. Assim se referiu Jesus Cristo ao seu primo, o qual morreu decapitado por anunciar a Verdade, fato que é recordado neste dia 29 de agosto, quando a IgrejaCatólica celebra o Martírio de São João Batista.

Em sua audiência geral de 29 de agosto de 2012, o Papa Bento XVI destacou que João Batista é o único santo na Igreja – além do próprio Jesus Cristo e da Virgem Maria – do qual se celebra tanto o nascimento (24 de junho), como a sua morte, ocorrida através do martírio.
Mas esta memória “remonta à dedicação de uma cripta de Sebaste, em Samaria onde, já em meados do século IV, se venerava a sua cabeça. Depois, o culto se estendeu a Jerusalém, às Igrejas do Oriente e a Roma, com o título de Degolação de São João Batista”, explicou.
O Papa Ratzinger acrescentou que “no Martirológio romano faz-se referência a uma segunda descoberta da preciosa relíquia, transportada naquela ocasião para a igreja de São Silvestre no Campo de Marte, em Roma. Estas breves referências históricas ajudam-nos a compreender como é antiga e profunda a veneração de São João Batista”.
Sobre São João Batista há narrações nos Evangelhos, em particular de Lucas, que fala de seu nascimento, vida no deserto, pregação, e de Marcos, que menciona sua morte.
Pelo Evangelho e pela tradição é possível reconstruir a vida do Precursor. Negou categoricamente ser o Messias esperado, afirmando a superioridade de Jesus, o qual assinalou aos seus seguidores por ocasião do batismo nas margens do Rio Jordão como o Cordeiro de Deus, aquele de quem não era digno de desatar as sandálias.
Sua figura parece ir se desfazendo à medida que vai surgindo “o mais forte”, Jesus. Todavia, “o maior dentre os profetas” não cessou de fazer ouvir a sua voz onde fosse necessária para consertar os sinuosos caminhos do mal.
João Batista reprovou publicamente o comportamento pecaminoso de Herodes Antipas e da cunhada Herodíades, com quem tinha uma relação adúltera. Mas, a suscetibilidade de ambos lhe custou a prisão em Maqueronte, na margem oriental do mar Morto.
O relato da morte de São João Batista está no Evangelho de São Marcos, capítulo 6, versículos 17 a 29, no qual narra o banquete oferecido por Herodes pelo seu aniversário, onde a filha de Herodíades dançou.
Herodes gostou tanto da dança que prometeu a jovem que cumpriria qualquer pedido que ela fizesse. Ela, então, por sugestão de sua mãe, pediu a cabeça de João Batista, que lhe foi entregue em um prato.
Para o Papa emérito, “celebrar o martírio de São João Batista recorda-nos, também a nós cristãos deste nosso tempo, que não se pode comprometer o amor a Cristo, à sua Palavra e à Verdade. A Verdade é a Verdade, não há comprometimentos”.
O Papa Francisco, ao falar sobre a vida de São João Batista em fevereiro de 2015, recordou os “mártires dos nossos dias, aqueles homens, mulheres e crianças que são perseguidos, odiados, expulsos das casas, torturados, massacrados”. O Pontífice sublinhou que esses mártires “terminam sua vida sob a autoridade corrupta de pessoas que odeiam Jesus Cristo”.
Aci Digital

segunda-feira, 28 de agosto de 2017

Papa aos peregrinos de Czestochova: a Polônia tem um coração materno

Santuário Jasna Gôra, em Czestochowa - RV
Cidade do Vaticano (RV) – O Santo Padre enviou uma vídeo mensagem este sábado (26/8) - dia da memória litúrgica de Nossa Senhora de Czestochova - pelos 300 anos da coroação da imagem milagrosa de Jasna Gora, ocorrida em 8 de setembro de 1717.
Em sua mensagem aos peregrinos, o Papa os cumprimenta e os abençoa nesta longa peregrinação ao Santuário de Jasna Gora, para venerar o quadro de Nossa Senhora da Virgem Negra, Padroeira da Polônia. E afirmou:
“Se Czestochova está no coração da Polônia, significa que a Polônia tem um coração materno; significa que toda palpitação da vida acontece com a Mãe de Deus. A ela, os peregrinos costumam confiar tudo: o passado, o presente, o futuro, as alegrias e as aflições da vida pessoal e nacional”.
O Santo Padre recorda que ele também teve a graça de ir em peregrinação ao Santuário mariano de Czestochova ano passado, por ocasião dos 1050 anos do Batismo da Polônia. E referindo-se ao jubileu da coroação da imagem mariana, disse:
“Há 300 anos, o Papa concedeu que a imagem da Virgem de Jasna Gora fosse coroada como Rainha da Polônia. Ela é uma Mãe verdadeira, que traz o rosto marcado pelos sofrimentos”.
Logo, recordou Francisco, este solene Jubileu é um momento favorável para que ninguém se sinta órfão, pelo contrário, nossa Mãe está sempre ao nosso lado, nas tribulações e nas alegrias”.
Francisco conclui sua Mensagem recordando que Nossa Senhora, nossa Mãe e Rainha, nos acompanha com a sua materna proteção. E a todos os peregrinos, que visitam o Santuário de Czestochova, na memória litúrgica de Nossa Senhora de Jasna Gora, o Papa concede sua propiciadora Bênção Apostólica. (MT)

Santo Agostinho, Doutor da Igreja

REDAÇÃO CENTRAL, 28 Ago. 17 / 05:00 am (ACI).- A Igreja celebra neste dia 28 de agosto Santo Agostinho, Doutor da Igreja e “padroeiro dos que procuram Deus”, o qual em suas “Confissões” disse a Deus sua famosa frase: “Tarde te amei, ó Beleza sempre antiga, sempre nova. Tarde te amei”.

Santo Agostinho nasceu em 13 de novembro de 354, em Tagaste, ao norte da África. Foi filho de Patrício e Santa Mônica, que ofereceu orações pela conversão de seu marido e de seu filho.
Em sua juventude, entregou-se a uma vida dissoluta. Conviveu com uma mulher por aproximadamente 14 anos e tiveram um filho chamado Adeodato, que morreu ainda jovem.
Agostinho pertenceu à seita do maniqueísmo até que conheceu Santo Ambrósio, por quem ficou impactado e começou a ler a Bíblia.
No ano 387, foi batizado junto com seu filho. Sua mãe faleceu naquele mesmo ano. Mais tarde, em Hipona, foi ordenado sacerdote e logo Bispo, ficando a cargo dessa Diocese por 34 anos. Combateu as heresias de seu tempo e escreveu muitos livros, sendo o mais famoso sua autobiografia intitulada “Confissões”.
Em 28 de agosto de 430, adoeceu e faleceu. Seu corpo foi enterrado em Hipona, mas logo foi transladado a Pavia, Itália. É um dos 33 Doutores da Igreja, recordado como o Doctor Gratiae (Doutor da Graça).
Para o Papa Emérito Bento XVI, Santo Agostinho foi um “bom companheiro de viagem” em sua vida e ministério. Em janeiro de 2008, referiu-se a ele como “homem de paixão e de fé, de alta inteligência e de incansável solicitude pastoral… deixou um rastro profundo na vida cultural do Ocidente e de todo o mundo”.
Em agosto de 2013, o Papa Francisco, durante a Missa de abertura do Capítulo Geral da Ordem de Santo Agostinho, referiu-se ao santo como um homem que “comete erros, toma também caminhos equivocados, é um pecador; mas não perde a inquietação da busca espiritual. E deste modo descobre que Deus lhe esperava; mais ainda, que jamais tinha deixado de lhe buscar primeiro”.
Quem também fez grande difusão da vida e obra deste Doutor da Igreja foi São João Paulo II, que redigiu a Carta Apostólica “Augustinum Hipponensem”, em 1986, por ocasião do XVI Centenário da conversão de Santo Agostinho.
Aci Digital

Dos Livros das Confissões, de Santo Agostinho, bispo

(Lib. 7,10.18;10,27: CSEL 33,157-163.255)                (Séc.V)

Ó eterna verdade e verdadeira caridade
e cara eternidade!
Instigado a voltar a mim mesmo, entrei em meu íntimo, sob tua guia e o consegui, porque tu te fizeste meu auxílio (cf. Sl 29,11). Entrei e com certo olhar da alma, acima do olhar comum da alma, acima de minha mente, vi a luz imutável. Não era como a luz terena e evidente para todo ser humano. Diria muito pouco se afirmasse que era apenas uma luz muito, muito mais brilhante do que a comum, ou tão intensa que penetrava todas as coisas. Não era assim, mas outra coisa, inteiramente diferente de tudo isto. Também não estava acima de minha mente como óleo sobre a água nem como o céu sobre a terra, mas mais alta, porque ela me fez, e eu, mais baixo, porque feito por ela. Quem conhece a verdade, conhece esta luz. 
Ó eterna verdade e verdadeira caridade e cara eternidade! Tu és o meu Deus, por ti suspiro dia e noite. Desde que te conheci, tu me elevaste para ver que quem eu via, era, e eu, que via, ainda não era. E reverberaste sobre a mesquinhez de minha pessoa, irradiando sobre mim com toda a força. E eu tremia de amor e de horror. Vi-me longe de ti, no país da dessemelhança, como que ouvindo tua voz lá do alto: “Eu sou o alimento dos grandes. Cresce e me comerás. Não me mudarás em ti como o alimento de teu corpo, mas tu te mudarás em mim”. 
E eu procurava o meio de obter forças, para tornar-me idôneo a te degustar e não o encontrava até que abracei o mediador entre Deus e os homens, o homem Cristo Jesus (1Tm 2,5), que é Deus acima de tudo, bendito pelos séculos (Rm 9,5). Ele me chamava e dizia: Eu sou o caminho, a verdade e a vida (Jo 14,6). E o alimento que eu não era capaz de tomar se uniu à minha carne, pois o Verbo se fez carne (Jo 1,14), para dar à nossa infância o leite de tua sabedoria, pela qual tudo criaste. 
Tarde te amei, ó beleza tão antiga e tão nova, tarde te amei! Eis que estavas dentro e eu, fora. E aí te procurava e lançava-me nada belo ante a beleza que tu criaste. Estavas comigo e eu não contigo. Seguravam-me longe de ti as coisas que não existiriam, se não existissem em ti. Chamaste, clamaste e rompeste minha surdez, brilhaste, resplandeceste e afugentaste minha cegueira. Exalaste perfume e respirei. Agora anelo por ti. Provei-te, e tenho fome e sede. Tocaste-me e ardi por tua paz.
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domingo, 27 de agosto de 2017

Papa Francisco: Nas mãos de Jesus somos pequenas pedras vivas para construir a Igreja

Papa Francisco no Ângelus de hoje. Captura de Youtube
VATICANO, 27 Ago. 17 / 09:10 am (ACI).- Antes da oração do Ângelus deste domingo, o Papa Francisco fez uma reflexão na qual destacou que cada católico, cada fiel batizado é uma pedra viva, pequena e preciosa, que nas mãos de Jesus se orienta à construção da Igreja.
Em sua meditação sobre o Evangelho deste domingo, no qual o Senhor diz a Pedro que ele é a pedra sobre a qual construirá a Igreja, o Santo Padre ressaltou que “também conosco hoje, Jesus quer continuar construindo a Igreja, esta casa com fundamentos sólidos, mas onde não faltam rachaduras”, que, além disso, tem “uma contínua necessidade de ser reformada, reparada”.
“Certamente, nós não nos sentimos rocha, mas apenas pequenas pedras. Entretanto, nenhuma pedra pequena é inútil, antes pelo contrário, nas mãos de Jesus a menor pedra se torna preciosa, porque Ele a recolhe, a guarda com grande ternura, a trabalha com o seu Espírito, e a coloca no seu lugar certo, que Ele desde sempre pensou e onde pode ser mais útil para toda a construção”.
Francisco sublinhou que “cada um de nós é uma pequena pedra, mas nas mãos de Jesus participa da construção da Igreja”.
“Todos nós, por menores que sejamos, nos tornamos ‘pedras vivas’, porque quando Jesus pega a sua pedra, a faz sua, a torna viva, cheia de vida, repleta de vida pelo Espírito Santo, repleta de vida de seu amor, e assim temos um lugar e uma missão na Igreja: ela é comunidade de vida, feita de tantas pedras, todas diferentes, que formam um único edifício no sinal da fraternidade e da comunhão”.
O Papa disse também que “o Evangelho deste domingo (Mt 16,13-20) nos recorda uma passagem chave no caminho de Jesus com seus discípulos: o momento em que Ele quer verificar até que ponto ele têm fé Nele”.
O Santo Padre ressalta a resposta de Pedro, que surge do coração: “Tu és o Messias, o Filho do Deus vivo”. “Simão Pedro encontra em seus lábios palavras que são maiores do que ele, palavras que não vem de suas capacidades naturais”.
Da resposta do primeiro Papa, prossegue Francisco, “Jesus compreende que, graças à fé dada pelo Pai, existe um fundamento sólido sobre o qual se pode construir a sua comunidade, a sua Igreja. Por isto diz a Simão: ‘Tu és Pedro – isto é, rocha, – e sobre esta pedra edificarei a minha Igreja”.
O Evangelho de hoje também “nos recorda que Jesus quis para a sua Igreja um centro visível de comunhão em Pedro – também ele não é uma grande pedra, mas tomada por Jesus, torna-se o centro de comunhão – é nele que se sucedeu uma mesma responsabilidade principal, que até as origens, se identificou nos bispos de Roma, a cidade onde Pedro e Paulo deram testemunho de sangue”.
Para concluir, o Papa desejou que “Maria, Rainha dos Apóstolos, Mãe da Igreja” sustente todos e “nos acompanhe com a sua intercessão, para que realizemos plenamente a unidade e a comunhão pela qual Cristo e os Apóstolos rezaram e deram a vida”.
Aci Digital

Santa Mônica, padroeira das mães cristãs

REDAÇÃO CENTRAL, 27 Ago. 17 / 05:00 am (ACI).- “Continue a rezar, pois é impossível que se perca um filho de tantas lágrimas”. Este foi o conselho dado por um Bispo a Santa Mônica, cuja memória litúrgica a Igreja celebra neste dia 27 de agosto.

A santa seguiu este conselho, não se deixou abater pelas dificuldades até ver seu filho, Santo Agostinho, convertido. Por essa razão, tornou-se a padroeira das mães cristãs.
Ao recordar a vida desta santa, em 2013, o Papa Francisco destacou o exemplo que ela deixa a tantas mulheres que atualmente choram por seus filhos. “Quantas lágrimas derramou aquela santa mulher pela conversão do filho! E quantas mães, também hoje, vertem lágrimas a fim de que os seus filhos voltem para Cristo! Não percais a esperança na graça de Deus!”, disse.
Santa Mônica nasceu em Tagaste, atual Argélia, na África, em 331. Ainda jovem e por um acordo dos seus pais, casou-se com Patrício, um homem violento e mulherengo.
Algumas mulheres lhe perguntaram por que o seu marido nunca lhe batia, então lhes disse: “É que, quando meu marido está de mau humor, eu me esforço por estar de bom humor. Quando ele grita, eu me calo. E para brigar é preciso de dois e eu não aceito a briga, pois... não brigamos”.
Suportando tudo no silêncio e mansidão, encontrava o consolo nas orações que elevava a Cristo e à Virgem Maria pela conversão do esposo, que mudou de vida, batizou-se e morreu como bom cristão.
Mas a dor dessa mulher não terminaria aí. Agostinho, seu filho mais velho, tinha atitudes egoístas, caprichosas e não se aproximava da fé. Levava uma vida dissoluta e ela sofria por ver o seu filho afastado de Deus. Por isso, durante anos continuou rezando e oferecendo sacrifícios.
Agostinho se tornou um brilhante professor de retórica em Cartago. Mais tarde, foi, às escondidas, para Roma e depois para Milão, onde conseguiu o cargo de professor em uma importante universidade. Em Milão começaria também sua busca por respostas que a vida intelectual não oferecia. Abraçou o maniqueísmo e rejeitava a proposta da fé cristã.
Mônica não desistiu e viajou atrás de seu filho. Ela sentiu que a sua missão foi realizada quando, tempos depois, Santo Agostinho foi batizado na Páscoa de 387. Mãe e filho decidiram voltar para a terra natal, mas, chegando ao porto de Óstia, perto de Roma, Mônica adoeceu e logo depois faleceu, em 27 de agosto de 387.
O Papa Alexandre III confirmou o tradicional culto à Santa Mônica, em 1153, quando a proclamou padroeira das mães cristãs.
Sobre sua mãe, Santo Agostinho, que se tornou Bispo e doutor da Igreja, escreveu: “Ela me gerou seja na sua carne para que eu viesse à luz do tempo, seja com o seu coração para que eu nascesse à luz da eternidade”.
No Ângelus de 27 de agosto de 2006, o Papa Bento XVI, recordando estes dois santos, disse: “Santa Mônica e Santo Agostinho nos convidam a nos dirigirmos com confiança a Maria, Sede da Sabedoria. A Ela confiemos os pais cristãos para que, como Mônica, acompanhem com o exemplo e a oração o caminho dos filhos”.
Acidigital

21º Domingo do Tempo Comum: Quem é Jesus?

              + Sergio da Rocha
      Cardeal Arcebispo de Brasília

O que as pessoas falavam de Jesus? O que hoje pensam dele? E a nossa resposta, qual tem sido? O Evangelho sempre nos ajuda a conhecer quem é Jesus. Contudo, o texto proclamado, neste Domingo do Tempo Comum, nos propõe de modo especial esta pergunta, dando-nos a resposta por meio de Simão Pedro e ressaltando o seu papel na Igreja.
Hoje, nós somos convidados a repetir, com os lábios, com o coração e a vida, a resposta dada a Jesus por Simão Pedro: ‘Tu és o Messias, o Filho do Deus vivo” (Mt 16,16). Para tanto, é preciso estar com Jesus, conviver com ele, seguir os seus passos, escutá-lo e falar ao seu coração, isto é, dispor-se ao discipulado. Somente o discípulo é capaz de conhecer Jesus. Entretanto, não é possível dar essa resposta contando somente com as próprias forças. Conforme a palavra de Jesus a Simão Pedro, “não foi um ser humano que revelou isso, mas o Pai que está no céu” (Mt 16,17). Hoje, também, para professar a fé em Jesus Cristo, necessitamos muito da sabedoria divina, da graça de Deus, por meio da Igreja.
Nesta passagem bíblica, encontra-se, pela primeira vez, no Novo Testamento, a palavra “Igreja” para designar a comunidade dos que creem em Cristo. Nossa resposta à pergunta “quem é Jesus” é dada com a Igreja quando rezamos a profissão de fé: “Creio em Jesus Cristo, seu único Filho, nosso Senhor”. Nas suas orações e no seu ensinamento, a Igreja repete sempre a mesma profissão de fé de Pedro. Temos como último ponto de referência Jesus Cristo, o Filho do Deus vivo, professado por Pedro e, com ele, por toda a Igreja. Tal resposta deve ser continuamente renovada. Não pode brotar apenas dos lábios. Deve ser repetida com o coração e a vida. Por isso, deve ser “professada”, isto é, testemunhada. Esta profissão de fé necessita ser alimentada pela oração pessoal e comunitária, pela escuta da Palavra e pela Eucaristia; ao contrário, pode enfraquecer ou se apagar. No coração de cada um, a fé necessita ser purificada, amadurecida e fortalecida. É feliz, segundo as palavras do próprio Senhor a Pedro, quem reconhece Jesus como o Messias, o Filho do Deus vivo.
Neste Mês Vocacional, rezamos hoje, de modo particular, pelos que vivem a vocação cristã, recebida no batismo, através dos diversos ministérios e serviços em nossas comunidades, demonstrando-lhes fraterna estima e sincera gratidão. Comemoramos, com louvor a Deus, o Dia Nacional do Catequista. Aos irmãos e irmãs catequistas, a nossa sincera gratidão pelo valioso trabalho prestado generosamente em nossas comunidades. A todos, as nossas orações e o apoio de nossas famílias e comunidades!
Arquidiocese de Brasília

sábado, 26 de agosto de 2017

25 anos do Catecismo: Um dos redatores compartilha uma história inédita de sua criação

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VATICANO, 26 Ago. 17 / 08:00 am (ACI).- Este ano completa 25 anos da publicação do Catecismo da Igreja Católica (CIC) e, por esta razão, o Grupo ACI conversou com o Cardeal Estanislao Karlic, um dos poucos escolhidos para a elaboração deste documento importante.
O Cardeal Karlic, Arcebispo Emérito do Paraná (Argentina), de 91 anos, confessou que ficou surpreso em 1986, quando foi convidado a ajudar em um “excelente trabalho” que vários bispos propuseram e que “São João Paulo II aceitou imediatamente”.
“Excelente pelo que é, atrever-se a fazer neste tempo, neste século, depois de séculos, um Catecismo que inclui, reúne uma visão completa, orgânica e ordenada para o mundo de hoje. É um excelente trabalho que, depois de séculos foi feito com a graça de Deus”, disse o Cardeal, que recebeu a notícia para se unir à comissão de redação do novo CIC quando já havia sido eleito Arcebispo do Paraná.
Sobre o tempo que demorou para escrever o importante trabalho, o Purpurado recordou os aproximadamente 7 anos de esforço para terminar a sua primeira edição, que logo depois foi publicada em 11 de outubro de 1992, originalmente em francês.
“Foi um excelente trabalho, pois teve a participação de toda a Igreja. Não chegamos a completar 7 anos de trabalho e já foi concluído. Mas algo maravilhoso é que acabou sendo escrito em francês, mas foi necessário esperar para prepará-lo para a edição típica de outros anos. Entretanto, foi entregue em 7 de dezembro de 1992 com tradução em italiano e castelhano. Logo depois de ser entregue nesta redação, foi feita a edição típica para ser escrita em latim”, indicou.
Além disso, o Cardeal Karlic recordou que, naquele momento, o Papa São João Paulo II não pediu esta missão a nenhum Cardeal, mas deu “esta honra” aos bispos e arcebispos que constituíram a comissão de redação. Alguns deles, alguns anos depois, foram criados cardeais.
“Não posso deixar de recordar as pessoas com as quais trabalhamos ombro a ombro, em uma parte do Catecismo: o Cardeal Jorge Medina Estévez, do Chile, com quem me tornei mais amigos e disfrutamos as maravilhas de fazer esta síntese da doutrina católica”, recordou.
O Purpurado contou que os funcionários do CIC “tiveram belos encontros duas ou três vezes por ano”, nos quais “expressaram todas as suas opiniões”.
“O Cardeal Joseph Ratzinger (atual Papa Emérito, Bento XVI) liderou os trabalhos com muita sabedoria e, deste modo, chegamos com a visita ordinária do Papa em cada reunião para que pudéssemos ser testemunhas fiéis da doutrina católica”, sublinhou.
Nesse sentido, o Cardeal disse que era “muito importante o trabalho em conjunto, de propor realmente o que era a doutrina católica, e não simplesmente o que poderia ser uma escola dentro da teologia da Igreja”.
“Era necessário ser estrito para propor somente o que poderia ser o Magistério ordinário da Igreja. Esse esforço ajudou a viver em uma disciplina muito sincera e muito bonita. O Catecismo contém a doutrina católica que pertence ao Magistério ordinário do Papa, como queria São João Paulo II”.
Finalmente, o Cardeal Karlic assinalou que “era lindo escutar o Papa quando, no final do nosso trabalho, nos dizia a sua breve mensagem e saudava pessoalmente cada um de nós, dando-nos um terço a fim de encorajar-nos neste trabalho que deveria durar alguns séculos”.
Acidigital

sexta-feira, 25 de agosto de 2017

Papa Francisco destaca os desafios atuais da reforma litúrgica

Papa Francisco durante a audiência na Sala Paulo VI. Foto: L'Osservatore Romano
VATICANO, 24 Ago. 17 / 10:10 am (ACI).- O Papa Francisco afirmou que, 50 anos depois do Concílio Vaticano II, “a reforma litúrgica é irreversível” e encorajou a aprofundar-se mais nela.
O Santo Padre assinalou que “ainda há trabalho a ser feito, redescobrindo os motivos das discussões realizadas com a reforma litúrgica, superando leituras infundadas e superficiais, recepções parciais e práticas que a desfiguram”.
“Não se trata de repensar a reforma revendo as suas escolhas, mas de conhecer melhor as razões subjacentes, também por meio da documentação histórica, como de interiorizar os princípios inspiradores e de observar a disciplina que a regula”.
Para ao Pontífice, “depois deste magistério e depois deste longo caminho, podemos afirmar que a reforma litúrgica é irreversível”.
Em um discurso pronunciado na Sala Paulo VI do Vaticano, por ocasião da Semana Litúrgica Nacional para celebrar os 70 anos do nascimento do Centro de Ação Litúrgica, Francisco recordou que o Concílio Vaticano II e a reforma litúrgica “são dois eventos diretamente ligados” e a aplicação prática da reforma litúrgica ainda está em processo, “porque não basta reformar os livros litúrgicos para renovar a mentalidade”.
O Santo Padre recordou que “a responsabilidade de promover e guardar a liturgia é confiada ao direito da Sé Apostólica e dos Bispos diocesanos”.
O Santo Padre refletiu sobre alguns aspectos relacionados ao tema da Semana Litúrgica: “Uma Liturgia Viva para uma Igreja Viva”.
“A liturgia – assinalou Francisco – está viva por causa da presença viva daquele que, morrendo, destruiu a morte e, ressuscitando, nos deu a vida. Sem a presença real do mistério de Cristo, não existe nenhuma vitalidade litúrgica. Como sem o batimento cardíaco não existe vida humana, da mesma forma, sem o coração pulsante de Cristo não existe ação litúrgica”.
O Pontífice explicou que “o que define a liturgia é a ação, através dos sinais sagrados, de Jesus Cristo através do sacerdote, ou seja, a entrega da sua vida até estender os braços na cruz, com um sacerdócio constantemente presente através dos ritos e orações, especialmente em seu Corpo e Sangue, mas também na pessoa do mesmo sacerdote, na proclamação da Palavra de Deus, na assembleia reunida em seu nome”.
Entre os diferentes sinais da liturgia, o Santo Padre destacou a importância do altar, “sinal de Cristo pedra viva, descartada pelos homens, mas que se tornou a pedra angular do edifício espiritual em que é oferecido a Deus vivo o culto em espírito e verdade”.
“Por isso, o altar, lugar para onde nossas igrejas convergem a atenção, realiza-se a oferta, unge-se com o crisma, incensa-se, beija-se e venera-se. Para o altar se dirige o olhar do sacerdote e dos fiéis, convocados para a assembleia santa ao redor dele. No altar é colocada a oferta da igreja que o Espírito consagra sacramento do sacrifício de Cristo. Sobre o altar é oferecido o pão da vida e o cálice da salvação”, sublinhou.
O Bispo de Roma identificou a liturgia como o patrimônio de todo o povo de Deus, pois “a liturgia é vida para todo o povo da igreja. Por sua natureza, a liturgia é de fato “popular” e não clerical, sendo uma ação para o povo, mas também do povo”.
Na liturgia, “são convocados pequenos e grandes, ricos e pobres, crianças e idosos, saudáveis e doentes, justos e pecadores. À imagem da multidão imensa que celebra a liturgia no santuário do céu, a assembleia litúrgica supera, em Cristo, todo limite de idade, raça, língua e nação”.
“A liturgia – continuou – é vida, e não uma ideia a ser entendida. Leva de fato a viver uma experiência iniciática, ou seja, transformadora do modo de pensar e de comportar-se e não para enriquecer a própria bagagem de ideias sobre Deus”.
O Papa concluiu seu discurso assinalando que “não podemos esquecer que a riqueza da Igreja em oração enquanto católica, vai além do Rito Romano que, mesmo sendo o mais difundido, não é o único. A harmonia das tradições rituais, do Oriente e do Ocidente, pelo sopro do mesmo Espírito dá voz à única Igreja orante por Cristo, com Cristo e em Cristo, a glória do Pai e para a salvação do mundo”.
Acidigital

Sacerdote que realizou intenso trabalho vocacional será beatificado em outubro no Brasil

Padre João Schiavo / Foto: Congregação de São José - Josefinos de Murialdo
Caxias do Sul, 24 Ago. 17 / 12:00 pm (ACI).- A partir de outubro, o Brasil contará com um novo Beato, Pe. João Schiavo, cuja beatificação já tem data, local e horário confirmados: 28 de outubro, nos pavilhões da Festa da Uva, em Caxias do Sul (RS), às 10h.
A celebração será presidida pelo Prefeito da Congregação das Causas dos Santos, Cardeal Angelo Amato, exatamente no mês em que completará 20 anos do reconhecimento do milagre que levou o sacerdote aos altares, a cura de um homem de um grave problema intestinal.
Segundo o postulador da causa de beatificação, Pe. Orides Ballardin, o processo foi relativamente rápido, pois teve início “em 2001 e recém celebramos os 50 anos de morte do Pe. João Schiavo”.
A cerimônia está sendo organizada pela Diocese de Caxias do Sul, juntamente com a Congregação das Irmãs Murialdinas de São José, a Congregação dos Josefinos de Murialdo e a Associação dos Amigos do Pe. João Schiavo.
Padre João Schiavo nasceu em Sant’Urbano de Montecchio Maggiore (Itália), em 8 de julho de 1903, tendo expressado o desejo de ser sacerdote desde criança.
Ingressou na Congregação dos Josefinos de Murialdo e fez sua profissão religiosa em 1919. Foi ordenado sacerdote em 10 de julho de 1927.
Tinha o desejo de ser missionário, o qual realizou ao ser enviado para o Brasil em 1931, tendo chegado no mês de setembro a cidade Jaguarão (RS), de onde partiu poucas semanas depois para Caxias do Sul.
Sua missão era dedicar-se à animação e formação dos candidatos para a Congregação dos Josefinos de Murialdo. Assim, desenvolveu uma intensa atividade vocacional, tendo sido o primeiro mestre de noviços dos Josefinos no Brasil.
Atuou como professor e diretor de escolas, pároco, fundou o Seminário Josefino de Fazenda Souza, interior de Caxias do Sul, além de diversas obras em favor de crianças e jovens pobres. Foi também o primeiro Superior dos Josefinos da então Vice-Província no Brasil de 1937 a 1946 e Provincial de 1947 a 1956.
Em 1942, fundou a Associação das Mães Apostólicas, com o objetivo de rezar e amparar as vocações. De acordo com a Diocese de Caxias do Sul, “a ele se deve o desenvolvimento das Obras Josefinas, o reconhecimento oficial das escolas e a formação religiosa dos primeiros confrades brasileiros”.
Pe. João Schiavo também iniciou em Fazenda Souza, em 1954, o primeiro grupo das Irmãs Murialdinas de São José no Brasil e, em 1957, fundou no mesmo local a Escola Santa Maria Goretti das Irmãs Murialdinas.
Embora tenha deixado o cargo de Superior Provincial em 1956, não deixou se prestar seus serviços à sua Congregação e às irmãs Murialdinas.
No final de novembro de 1966, adoeceu gravemente e partiu para a casa do Pai em 27 de janeiro de 1967, com fama de santidade.
Muitas graças começaram a ser atribuídas à sua intercessão e a fama de santo chegou a se estender a outros países, como a Argentina, onde atuam os Josefinos e as Murialdinas.
Mas, o milagre reconhecido pela Congregação das Causas dos Santos que levará à beatificação do sacerdote aconteceu na cidade onde ele serviu, Caxias do Sul.
Segundo relata a Diocese gaúcha, Em outubro de 1997, Juvelino Carra teve uma aguda dor intestinal e precisou ser encaminhado a uma cirurgia de emergência.
“O médico cirurgião Dr. Ademir Cadore constatou que na realidade se tratava de uma trombose mesentérica venosa superior aguda, envolvendo todo o intestino delgado. Após atenta observação, averiguação e avaliação, foi tomada a decisão de desistir da cirurgia, fechar o abdômen e encaminhar o paciente à Unidade de Terapia Intensiva (UTI) para ser acompanhado até à iminente morte”.
Diante disso, a esposa de Juvelino pegou um santinho de Pe. João Schiavo e repetia: “Pe. João, tu deves sarar meu marido, tu deves ajudá-lo, tu deves reconduzi-lo para casa...”.
Na UTI, “Juvelino começava a dar evidentes sinais de melhora, para surpresa de todos”, e “em sete dias teve alta hospitalar, sem apresentar problemas ou sequelas”.
“Transcorridos 12 anos do acontecido, por ocasião do processo sobre o presumível milagre, as avaliações da equipe médica do Vaticano confirmaram o estado de saúde normal de Juvelino”, assinala a Diocese de Caxias do Sul.
Acidigital

quinta-feira, 24 de agosto de 2017

São Bartolomeu, um dos doze apóstolos

REDAÇÃO CENTRAL, 24 Ago. 17 / 05:00 am (ACI).- A Igreja celebra neste dia 24 de agosto São Bartolomeu, um dos doze apóstolos, cuja figura – afirmou Bento XVI – “mesmo sendo escassas as informações acerca dele, permanece contudo diante de nós para nos dizer que a adesão a Jesus pode ser vivida e testemunhada também sem cumprir obras sensacionais”.

Bartolomeu também é identificado na Bíblia como Natanael, devido à relação com Filipe. Nascido em Caná, na Galileia, é tido como um modelo para quem se deixa conduzir pelo outro ao Senhor.
O evangelho de São João narra que, após encontrar Jesus, Filipe vai até Natanael e lhe diz “Achamos aquele de quem Moisés escreveu na lei e que os profetas anunciaram: é Jesus de Nazaré, filho de José” (Jo 1,45).
Diante disso, Natanael lançou a pergunta: “Pode, porventura, vir coisa boa de Nazaré?”, ao que Filipe não rebate, mas apenas faz o convite “Vem e vê” (Jo 1,46).
Ainda segundo o evangelista, ao ver Natanael se aproximar, o próprio Jesus exclama: “Eis um verdadeiro israelita, no qual não há falsidade” (Jo 1,47). E, ao ser questionado por Natanael de onde o conhecia, Jesus afirma que antes que fosse chamado por Filipe, já o via quando “estavas debaixo da figueira”.
A resposta de Cristo leva Natanael a proclamar esta confissão de fé: “Mestre, tu és o Filho de Deus, tu és o rei de Israel” (Jo 1,49). Conforme explicou Bento XVI em sua catequese de outubro de 2006, nesta exclamação “é dado um primeiro e importante passo no percurso de adesão a Jesus”.
Como um dos doze, Bartolomeu pôde acompanhar a missão de Jesus na terra, compartilhando seu dia a dia, seus milagres, ouvindo seus ensinamentos, testemunhando a sua ressurreição. Posteriormente, recebeu, junto aos demais apóstolos o Espírito Santo em Pentecostes.
“Da sucessiva atividade apostólica de Bartolomeu-Natanael não temos notícias claras”, indicou o agora Papa emérito. Porém, recordou que “segundo uma informação referida pelo historiador Eusébio do século IV, um certo Panteno teria encontrado até na Índia os sinais de uma presença de Bartolomeu”.
De acordo com a tradição, o apóstolo teria evangelizado na Índia, passando pela Armênia, local onde conseguiu a conversão do rei Polímio, de sua esposa e várias pessoas. Este fato gerou a inveja de sacerdotes pagãos que, insuflaram o irmão de rei, Astiages, e conseguiram autorização para matar Bartolomeu esfolado.
Como Bartolomeu não morreu com o esfolamento, foi decapitado, em 24 de agosto do ano 51.
Acidigital

quarta-feira, 23 de agosto de 2017

Dos Escritos de Santa Rosa de Lima, virgem

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(Ad medicum Castilo: edit. L. Getino, La Patrona deAmérica, Madrid 1928, pp. 54-55) (Séc.XVI)


Conheçamos a supereminente caridade 
da ciência de Cristo
O Senhor Salvador levantou a voz e com incomparável majestade disse: “Saibam todos que depois da tribulação se seguirá a graça; reconheçam que sem o peso das aflições não se pode chegar ao cimo da graça; entendam que a medida dos carismas aumenta em proporção da intensificação dos trabalhos. Acautelem-se os homens contra o erro e o engano; é esta a única verdadeira escada do paraíso e sem a cruz não há caminho que leve ao céu”.  
Ouvindo estas palavras, penetrou-me um forte ímpeto como de me colocar no meio da praça e bradar a todos, de qualquer idade, sexo e condição: “Ouvi, povos; ouvi, gentes. A mandado de Cristo, repetindo as palavras saídas de seus lábios, quero vos exortar: Não podemos obter a graça, se não sofrermos aflições; cumpre acumular trabalhos sobre trabalhos, para alcançar a íntima participação da natureza divina, a glória dos filhos de Deus e a perfeita felicidade da alma”.  
O mesmo aguilhão me impelia a publicar a beleza da graça divina; isto me oprimia de angústia e me fazia transpirar e ansiar. Parecia-me não poder mais conter a alma na prisão do corpo, sem que, quebradas as cadeias, livre, só e com a maior agilidade fosse pelo mundo, dizendo: “Quem dera que os mortais conhecessem o valor da graça divina, como é bela, nobre, preciosa; quantas riquezas esconde em si, quantos tesouros, quanto júbilo e delícia! Sem dúvida, então, eles empregariam todo o empenho e cuidado para encontrar penas e aflições! Iriam todos pela terra a procurar, em vez de fortunas, os embaraços, moléstias e tormentos, a fim de possuir o inestimável tesouro da graça. É esta a compra e o lucro final da paciência. Ninguém se queixaria da cruz nem dos sofrimentos que lhe adviriam talvez, se conhecessem a balança, onde são pesados para serem distribuídos aos homens”.
www.liturgiadashoras.org

Santa Rosa de Lima, a primeira santa da América

REDAÇÃO CENTRAL, 23 Ago. 17 / 05:00 am (ACI).- A Igreja celebra neste dia 23 de agosto Santa Rosa de Lima, primeira santa das Américas, virgem e padroeira do Peru, do continente americano e das Filipinas, que viveu dedicada à oração, à mortificação e à ajuda aos mais necessitados. Em seu país natal, é celebrada no dia 30 de agosto.

Entre as principais virtudes da primeira santa da América, sobressai a solidariedade e amor aos doentes pobres, aos quais atendia em sua própria casa.
Nasceu em Lima (Peru) em 30 de abril de 1586, sendo batizada com o nome Isabel Flores de Oliva. Todos a chamavam Rosa porque, segundo a tradição, quando era apenas uma bebê seu rosto era muito rosado. Posteriormente, ela mesma quis chamar-se Rosa de Santa Maria.
Rosa tinha como modelo Santa Catarina de Sena. Dedicou-se a atacar o amor próprio mediante a humildade, a obediência e a abnegação da vontade própria.
Ingressou na Ordem Terceira de São Domingos (Terciárias Dominicanas) e, a partir de então, encerrou-se em uma cabana que tinha construído na horta de sua casa.
Levava sobre a cabeça um estreito cinto de prata, cujo interior estava cheio de pontas, era uma espécie de coroa de espinhos.
Seu amor pelo Senhor era tanto que, quando falava Dele, mudava o tom de sua voz e seu rosto se acendia como um reflexo do sentimento que embargava sua alma.
Santa Rosa morreu em 24 de agosto de 1617, festa de São Bartolomeu, aos 31 anos de idade como ela mesma profetizou. O Papa Clemente X a canonizou em 1671. Hoje, seus restos mortais são venerados na Basílica de Nossa Senhora do Rosário de Lima (São Domingos) com uma grande devoção do povo peruano e da América. Em Lima, foi erguido um Santuário em sua honra.
Acidigital

terça-feira, 22 de agosto de 2017

Festa de Nossa Senhora Rainha

REDAÇÃO CENTRAL, 22 Ago. 17 / 05:00 am (ACI).- “Maria é a rainha do Céu e da terra, por graça, como Cristo é Rei por natureza e por conquista”. Assim afirma Luís Maria Grignion de Montfort, no Tratado da Verdadeira Devoção, número 38. Neste dia 22 de agosto, a Igreja celebra a festa desse Reinado de Maria, a semelhança e em perfeita coincidência com o reino de Jesus Cristo, que não é temporal nem terreno, mas eterno e universal.

Esta festa litúrgica de Nossa Senhora Rainha foi instituída pelo Papa Pio XII em 1954 ao coroar a Virgem na Basílica de Santa Maria Maior, Roma (Itália), no dia 11 de outubro, quando o Pontífice também promulgou o documento principal do Magistério da Igreja que fala sobre a dignidade e realeza de Maria, a Encíclica “Ad Caeli Reginam”.
Inicialmente, a celebração se estabeleceu em 31 de maio, mês de Maria. Agora, celebra-se na oitava da Assunção, para manifestar a conexão entre a realeza de Maria e a sua assunção aos céus.
Na Encíclica “Ad Caeli Reginam”, lê-se que “os Teólogos da Igreja, extraindo sua doutrina” ao consultar as reflexões de vários santos e testemunhos da antiga tradição, “chamaram à Santíssima Mãe Virgem Rainha de todas as coisas criadas, Rainha do mundo, Senhora do universo”.
O Papa emérito Bento XVI, na celebração desta festa em 2012, disse que esta realeza da Mãe de Deus se faz concreta no amor e no serviço a seus filhos, em seu constante velar pelas pessoas e suas necessidades.
Ao referir-se à Virgem como Rainha do Universo, São João Paulo II ressaltou: “É uma Rainha que dá tudo o que possui compartilhando, sobretudo, a vida e o amor de Cristo”.
O Beato Paulo VI, na Exortação Apostólica “Marialis Cultus”, escreveu que na Virgem Maria tudo é referido a Cristo e tudo depende Dele: “Em vistas a Ele, Deus Pai a escolheu desde toda a eternidade como Mãe toda Santa e a adornou com dons do Espírito Santo que não foram concedidos a nenhum outro”.
O número 59 da Constituição Dogmática sobre a Igreja, “Lumen Gentium”, assinala que “a Virgem Imaculada (…) foi elevada ao céu em corpo e alma e exaltada por Deus como rainha, para assim se conformar mais plenamente com seu Filho, Senhor dos senhores e vencedor do pecado e da morte”.
Em Apocalipse, 12, 1, lê-se: “Apareceu em seguida um grande sinal no céu: uma Mulher revestida do sol, a lua debaixo dos seus pés e na cabeça uma coroa de doze estrelas”.
Oração a Nossa Senhora Rainha
Deus todo-poderoso, que nos deste como Mãe e como Rainha a Mãe do seu Unigênito, nos conceda que, protegidos pela sua intercessão, alcancemos a glória de seus filhos no reino dos céus. Rainha digníssima do mundo, Maria Virgem perpétua, interceda por nossa paz e saúde, vós que gerastes Cristo Senhor, Salvador de todos. Por nosso Senhor Jesus Cristo. Amém.
Acidigital

Pe. Manuel Pérez Candela

Pe. Manuel Pérez Candela
Pároco da Paróquia Nossa Senhora da Imaculada Conceição - Sobradinho/DF