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domingo, 17 de outubro de 2021

A família brasileira de João Paulo I

Iria Tancon é parente de João Paulo I por parte da mãe de Albino Luciani

Dois primos separados pela migração. Porém, Bortola Tancon, mãe de Albino Luciani, nunca deixou de se corresponder com Giovanni Valentino Tancon, que fixou residência em Santa Catarina. A neta de Giovanni voltou a reunir a família encontrando-se com João Paulo I.

Bianca Fraccalvieri – Cidade do Vaticano

Se a migração italiana deu um Papa à Argentina, deu também uma família brasileira a João Paulo I.

A nossa história começa em 1897, a primeira onda migratória que uniu a Itália ao Brasil. Neste caso, mais precisamente a região do Vêneto com o Estado de Santa Catarina.

Foi ali, na Colônia Luiz Alves, que se estabeleceu um ramo da família Tancon, sobrenome da mãe de Albino Luciani: Bortola Tancon.

Apesar da distância, Bortola sempre manteve correspondência com seu primo, Giovanni Valentino Tancon, pois eram como irmãos, tendo crescido juntos em Canale d’Agordo, terra natal de João Paulo I. E foi justamente a neta de Giovanni, Iria, que viria a restabelecer o elo com a família de origem ao visitar a Itália e o ano não poderia ter sido mais providencial: 1978.

https://media.vaticannews.va/media/audio/s1/2021/10/15/13/136221244_F136221244.mp3

“Eu o encontrei pela primeira vez em maio de 1978 em Roma, quando ele veio para uma visita ao Vaticano, e me convidou para almoçar com ele lá nas irmãs de Santa Dorotéia, em Forte Boccea. Foi aí que eu o conheci. Eu, toda tímida, com receio, imagina eu ia encontrar o patriarca. Quando ele chegou à sala para almoçar, juntamente com a sobrinha deleLina Petri, era como se eu o conhecesse a vida toda, era uma pessoa de uma simplicidade, de um carinho, um sábio na sua simplicidade. E aí conversamos de tudo, conversamos inclusive da viagem que ele tinha feito ao Brasil - e que não tinha procurado os parentes e não tinha encontrado - e esses parentes não estavam justamente no Estado em que ele esteve, porque ele esteve em São Paulo e Rio Grande do Sul, pulou justamente o Estado de Santa Catarina. Conversamos muito e a partir daí nasceu um carinho, e uma relação de espiritualidade realmente muito grande entre nós.

Quando veio a Roma para o Conclave, telefonei para ele para combinarmos uma janta e ele me prometeu: “Iria, assim que terminar o Conclave, agora eu não posso - ele era o presidente da CEI - preciso estar aqui para organização, mas assim que terminar, antes de subir para Veneza, nós vamos jantar juntos”. E infelizmente ou felizmente, quando terminou o Conclave, ele saiu Papa, aí não tivemos mais essa oportunidade.

Eu estava na Praça naquele momento em que foi anunciado a sua eleição, no Habemus Papam. Eu não posso descrever qual foi a minha emoção. Estava vivenciando como uma jovem, naquele tempo, um momento histórico particular e diria, depois que soube o nome, um momento familiar assim de grande intensidade. Foi uma emoção incontida, foi uma emoção que vocês eu acho que entendem, né? Não tem palavras para descrever. E depois no dia seguinte, no Angelus, eu estive também...

Seu irmão, "Zio" Berto, então me levou na audiência privada da família, junto com os seus. E quando ele veio ao meu encontro na sala de audiência lá do Vaticano, de longe já disse: “Grazie Iria del telegrama”. Imagina, no meio de tantos telegramas que ele recebeu, lembrar do meu telegrama que havia mandado por ocasião da sua eleição!

Essa simplicidade não me deixou encabulada. E ele veio ao meu encontro, aí pudemos conversar, e depois ele mandou pelo Tio Berto todos os jornais da eleição e da entronização que eu trouxesse para o meu pai, aqui para família. Então, ele era uma pessoa mesmo de família.

E eu gostaria também de dizer que nós aqui no Brasil, a família, mas não só, as pessoas têm uma veneração muito grande pelo Dom Albino. Ele cativou o nosso povo e mundo todo. Por isso, em 2010/2011, quando teve o ano da Itália no Brasil, esta Chiesetta nós consagramos ao Cristo dos Alpes, mas dedicamos a Dom Albino Luciani, ao Papa Sorriso. Então hoje o Papa Sorriso tem uma Chiesetta que o recorda, onde celebramos sempre a sua memória e a ele nós pedimos sempre a intercessão pelo nosso povo, pela nossa gente e pelo mundo todo. E ele, sorrindo, sempre nos abençoa."

A igreja dedicada a Dom Albino Luciani
Fonte: https://www.vaticannews.va/

Papa encontrará 500 pobres em Assis no Dia Mundial dos Pobres

Imagem referencial. Papa Francisco com os pobres.
Foto: Daniel Ibáñez / ACI Prensa
Por Mercedes de la Torre

Vaticano, 15 out. 21 / 12:32 pm (ACI).- Por ocasião do Dia Mundial dos Pobres de 2021, 14 de novembro, o papa Francisco viajará a Assis para se encontrar com 500 pobres de diferentes partes da Europa para ouvi-los e rezar com eles. A data foi estabelecida em 2017 pelo papa Francisco e cai sempre no 33º domingo do tempo comum, o último do ano litúrgico.

A visita do papa será "privada", segundo comunicado oficial do Pontifício Conselho para a Promoção da Nova Evangelização.

Em Assis, o papa visitará na sexta-feira, 12 de novembro, a basílica de Santa Maria dos Anjos, que abriga em seu interior a Porciúncula em que Francisco viveu, e “encontrará, de forma privada, um grupo de 500 pobres de diferentes partes da Europa e passará um momento de escuta e oração com eles”.

O tema do Dia Mundial dos Pobres 2021 é “Sempre tereis pobres entre vós”, frase inspirada no Evangelho de São Marcos (Mc 14,7).

Em sua mensagem para este Dia Mundial, o papa destacou que “com frequência, os pobres são considerados como pessoas à parte, como uma categoria que requer um serviço caritativo especial”, porém, “seguir Jesus comporta uma mudança de mentalidade a esse propósito, ou seja, acolher o desafio da partilha e da coparticipação”.

“Tornar-se seu discípulo implica a opção de não acumular tesouros na terra, que dão a ilusão de uma segurança em realidade frágil e efêmera; ao contrário, requer disponibilidade para se libertar de todos os vínculos que impedem de alcançar a verdadeira felicidade e bem-aventurança, para reconhecer aquilo que é duradouro e que nada e ninguém pode destruir”, disse o papa.

Fonte: https://www.acidigital.com/

Santo Inácio de Antioquia

S. Inácio de Antioquia | arquisp
17 de outubro

Santo Inácio de Antioquia

Inácio, “o teóforo” (aquele que conduz a Deus, como ele mesmo gostava de ser chamado), bispo do coração ardente (Inácio — Ignatius — quer dizer precisamente “fogo”) —, ficou na memória dos cristãos de todos os tempos por causa das inusitadas expressões de amor dirigidas a Cristo e à Igreja, as quais se lêem nas cartas escritas durante a viagem que, de Antioquia, devia levá-lo a Roma, para ser dado como pasto às feras — vítima ilustre da perseguição de Trajano.

Inácio ocupava desde o ano 79 a sede episcopal de Antioquia — a metrópole síria, terceira em ordem de grandeza no vasto Império Romano —, e o historiador Eusébio de Cesaréia o tem na conta de sucessor imediato de são Pedro.

Informa-nos de que “Inácio foi mandado da Síria a Roma para ser lançado como alimento às feras, por causa do testemunho dado por ele de Cristo. Realizando sua viagem pela Ásia, sob a custódia rígida de uma guarda numerosa, nas cidades onde parava, ia consolidando as igrejas com pregações e admoestações...”

De Esmirna, onde era bispo seu jovem amigo Policarpo, escreveu às igrejas de Éfeso, Magnésia e Tralli, confiando as cartas aos respectivos bispos — Onésimo, Dama e Políbio —, que haviam acorrido a fim de o encontrar para uma última saudação.

Chegado a Trôade, Inácio escreveu outras cartas, entre as quais uma a Policarpo, para confiar-lhe seus fiéis de Antioquia, a fim de que a grei não ficasse muito tempo sem pastor: “Onde está o bispo, aí esteja a comunidade, assim como onde está Cristo Jesus, aí está a Igreja católica”.
Esta última expressão, destinada a passar para a história, parece ter sido cunhada por ele, juntamente com a palavra “cristianismo”.

A viagem, depois da travessia de Durazo a Bríndisi, prosseguiu pela via Ápia até Roma, onde terminou seus dias no anfiteatro, devorado pelas feras, apesar de a comunidade cristã ter-se empenhado em poupar-lhe a pena capital. Mas ele desejava ardentemente o martírio: “Deixai-me ser alimento das feras, pelas quais me será dado desfrutar Deus. Eu sou o trigo de Deus: é preciso que ele seja triturado pelos dentes das feras a fim de ser considerado puro pão de Cristo”.

Para não ser incômodo a ninguém, almejava encontrar sepultura no ventre de alguma fera esfaimada. É provável que os fiéis tenham conseguido subtrair os restos de seu corpo martirizado até o extremo ultraje, pois desde a Antiguidade os cristãos de Antioquia veneram seu sepulcro, situado às portas da cidade, e celebram sua memória em 17 de outubro (dia adotado no novo calendário em lugar de 1º de fevereiro).

*Fonte: Pia Sociedade Filhas de São Paulo Paulinas http://www.paulinas.org.br

http://arquisp.org.br/

sábado, 16 de outubro de 2021

EUA registram mais de 100 ataques contra locais católicos desde maio de 2020

Vandalismo em uma porta da Catedral Basílica da Imaculada
Conceição em Denver, Colorado, em 10 de outubro de 2021 /
Crédito: Cortesia de padre Samuel Morehead

WASHINGTON DC, 15 out. 21 / 10:26 am (ACI).- O Comitê para a Liberdade Religiosa da Conferência dos Bispos Católicos dos Estados Unidos (USCCB) informou que, desde maio de 2020, houve um total de 100 atos de vandalismo contra edifícios e monumentos católicos no país.

O mais recente ocorreu no último domingo, 10 de outubro, quando desconhecidos fizeram pichações satânicas e mensagens de ódio nas paredes da Catedral Basílica da Imaculada Conceição em Denver, Colorado, pouco antes da missa dominical.

O Comitê da USCCB começou a rastrear incidentes de incêndio criminoso, vandalismo e outros ataques a locais católicos nos Estados Unidos desde maio de 2020 e pondo cada um deles em uma lista em seu site oficial.

“Esses incidentes de vandalismo variam do trágico ao obsceno, do transparente ao inexplicável. Há muito desconhecimento sobre este fenômeno, mas no mínimo, ele ressalta que nossa sociedade tem uma grande necessidade da graça de Deus”, diz uma declaração emitida, em 14 de outubro, pelo cardeal Timothy Dolan, presidente do Comitê de Liberdade Religiosa, e pelo arcebispo Paul S. Coakley, presidente do Comitê de Justiça Doméstica e Desenvolvimento Humano da USCCB.

“Em todos os casos, devemos nos aproximar dos perpetradores com oração e perdão. É verdade que, quando o motivo foi a retribuição por alguma falta passada nossa, devemos nos reconciliar; onde o mal entendido dos nossos ensinamentos causou raiva contra nós, devemos oferecer clareza; mas esta destruição deve acabar. Essa não é a forma”, exortaram aos cidadãos.

Os arcebispos fizeram um chamado "às autoridades eleitas para que deem um passo a frente e condenem estes ataques”.

“Agradecemos às nossas forças da ordem por investigar estes incidentes e tomar as medidas adequadas para evitar danos maiores. Também pedimos ajuda aos membros da comunidade. Estes não são meros crimes contra a propriedade, é a degradação das representações visíveis da nossa fé católica. São atos de ódio”, afirmaram.

O Comitê para a Liberdade Religiosa da USCCB e o Comitê para Justiça Doméstica e Desenvolvimento Humano emitiram uma declaração sobre o vandalismo na igreja em 22 de julho de 2020.

O projeto “Beauty Heals” (Beleza cura) do Comitê para a Liberdade Religiosa, lançado em resposta à destruição de estátuas católicas, inclui vídeos de várias dioceses discutindo o significado da arte sacra.

Fonte: https://www.acidigital.com/

Cai o número de seminaristas na Polônia, país europeu com mais vocações sacerdotais

Missa na capela do seminário em Poznan, Polônia (15/9/2018) /
Crédito: Mazur, catholicnews.org.uk

VALÊNCIA, 15 out. 21 / 03:25 pm (ACI).- Embora a Polônia ainda seja um dos países europeus com mais vocações sacerdotais, na última década experimentou uma diminuição drástica e progressiva do número de seminaristas.

O presidente da Conferência dos Reitores dos Seminários Maiores da Polônia, padre Piotr Kot, informou que o número de novos seminaristas que entraram nos seminários no país este ano diminuiu 20% em relação a 2020.

Em 12 de outubro, o padre disse à agência de notícias polonesa KAI que apenas 356 seminaristas começaram seus estudos em 2021, enquanto no ano passado havia 441 ingressantes. Segundo o padre Piotr Kot, dos 356 seminaristas que iniciaram os estudos, 242 visam o sacerdócio diocesano e 114, as ordens religiosas. São 47 seminaristas a menos nos seminários diocesanos e 38 a menos nas ordens religiosas, disse ele.

Segundo o semanário católico polonês Gość Niedzielny, as vocações sacerdotais diminuíram drasticamente na Polônia nos últimos anos. A publicação informou que, em 2012, inscreveram-se 828 candidatos no primeiro ano do seminário, enquanto em 2019 se inscreveram 498 pessoas. Em 2020, havia apenas 441 cadastrados.

Em março de 2021, os bispos poloneses fizeram os ajustes finais em um decreto, denominado “Ratio Institutionis Priestotalis pro Poland” (O caminho de formação dos sacerdotes na Polônia), onde estabeleceram novas regras para a formação sacerdotal.

Padre Kot disse ao jornal polonês que era difícil identificar com certeza todos os fatores por trás da diminuição das vocações sacerdotais.

Ele destacou que, embora Deus continue chamando os jovens das novas gerações para seguir a vocação ao sacerdócio, eles têm dificuldade em responder.

“Às vezes eles se julgam indignos ou incapazes de uma vida assim”, disse ele. “Por trás disso, podem estar histórias difíceis do passado: falta de modelos apropriados no lar, vícios precoces, problemas de personalidade e distúrbios de identidade”, disse ele.

“Outros estão relutantes em seguir o chamado de uma vocação porque uma imagem negativa da Igreja e do sacerdócio está enraizada em torno deles”, disse ele.

“Hoje esse fator é reforçado pela crise dos abusos sexuais. Se um jovem assim não entra numa oração mais profunda, não encontra um diretor espiritual ou recebe apoio em uma comunidade que vive a fé com entusiasmo e autenticidade, é difícil para ele responder ao chamado”, destacou.

Para o padre, outro fator que influencia a diminuição da opção pela vocação ao sacerdócio é o “hiperindividualismo” da sociedade contemporânea, que dificulta nos jovens a decisão de sacrificar a vida pelos demais.

A Igreja Católica na Polônia está sofrendo como consequência da crise de abusos sexuais noticiada no clero. Em junho, a Igreja relatou ter recebido 368 denúncias de abusos religiosos nos últimos dois anos e meio.

Desde novembro de 2020, o Vaticano tem tomado medidas disciplinares com vários bispos poloneses, principalmente aposentados, após investigações que foram realizadas aplicando a carta apostólica na forma do motu proprio “Vos estis lux mundi” do papa Francisco.

Deve-se notar que, apesar da diminuição do número de seminaristas, a Polônia continua sendo um dos países europeus com o maior número de vocações sacerdotais. O site “Notes from Poland” informou no ano passado que uma em cada quatro ordenações sacerdotais na Europa ocorrem na Polônia.

Na Irlanda, uma antiga potência católica com uma população de quase cinco milhões de pessoas, nove candidatos estão iniciando seus estudos para o sacerdócio este ano.

Em 2020, houve 56 ordenações sacerdotais diocesanas na Alemanha, um país vizinho à Polônia com uma população de 83 milhões de pessoas.

O relatório "A Igreja na Polônia", publicado em março deste ano, revelou que 91,9% dos poloneses, cerca de 32,5 milhões de pessoas, se identificam como católicos e 36,9% dos católicos na Polônia assistiam regularmente à missa.

A pesquisa observou que a Igreja Católica na Polônia tinha dois cardeais, 29 arcebispos, 123 bispos, 33,6 mil padres e cerca de 19 mil religiosos.

Fonte: https://www.acidigital.com/

Três irmãos são ordenados padres no mesmo dia

German Jao Calacat | Facebook | Fair Use
Por Agnês Pinard Legry

Jessie, Jestonie e Jerson foram ordenados no mesmo dia e pela mesma congregação religiosa.

Este é um acontecimento sem precedentes para a Igreja nas Filipinas: três irmãos de sangue foram ordenados padres no mesmo dia e na mesma congregação religiosa.

Jessie, Jestonie e Jerson Avenido receberam a ordenação na quarta-feira, 8 de setembro de 2021, dia da Natividade da Virgem, pela Congregação dos Sagrados Estigmas, uma ordem italiana. A celebração, presidida por Dom José Cabantan, aconteceu na Catedral de Cagayán de Oro, nas Filipinas, e foi destaque em uma matéria do UCA News .

“É uma bênção ter um padre na família, mas três é especial”, alegraram-se os pais dos sacerdotes. O pai, fazendeiro e segurança, e a mãe, babá, vêm de uma família muito modesta, mas amor nunca faltou à família.

Aleteia

Os caminhos dos três irmãos padres

Embora tenham sido ordenados juntos, os caminhos dos três irmãos padres foram diferentes.O mais velho, Jessie, 30, entrou no seminário em 2008, seguido por Jestonie, 29, e Jerson, 28, em 2010.

Jessie, a princípio, queria se tornar um policial ou engenheiro elétrico, e até se matriculou em uma escola de engenharia antes de entrar no seminário. Jestonie queria ser professor, enquanto Jerson sonhava ser médico. Mas a vocação sacerdotal falou mais alto na família.

“Escolhemos esta vocação não por acaso nem por força, mas por nossa própria vontade”, disseram eles após a ordenação.

Não viemos de uma família rica, mas somos muito ricos em nosso amor ao Senhor e à sua Igreja”, disse Pe. Jessie Avenido após a cerimônia de ordenação. Os três irmãos padres também revelaram que têm um irmão mais novo. E, adivinha, ele também está pensando em seguir o sacerdócio.

Fonte: https://pt.aleteia.org/

Associação de fiéis na Coreia do Sul produz Rosários enviados para países em missão

Guadium Press
O objetivo desta associação católica é produzir 10 milhões de rosários que serão distribuídos por missionários.

Coreia do Sul – Seul (15/10/2021 12:32, Gaudium Press) A Associação de Consagração do Rosário da Paróquia de Sanbon-dong, Coreia do Sul, está empenhada na produção de rosários que serão enviados à nações da África e América Latina para serem distribuídos em postos de missão.

Os 35 membros desse apostolado estão trabalhando por horas ao longo deste mês, que é especialmente dedicado ao rosário. Com o objetivo de arrecadar fundos para as missões, os rosários também estão sendo vendidos pela internet.

Guadium Press

Produção de 10 milhões de rosários

A iniciativa, que existe há mais de um ano e meio, utiliza contas novas e recicladas para produzir novos rosários, que posteriormente são enviados ao exterior para sacerdotes missionários que os distribuem às crianças quando recebem sua primeira comunhão.

Este trabalho apostólico teve início em fevereiro de 2020, sendo resultado de uma série de reflexões sobre como promover a oração do Rosário e apoiar as missões no exterior. O objetivo desta associação católica é produzir 10 milhões de rosários.

Guadium Press

Papua-Nova Guiné, Peru, Filipinas e Sudão do Sul

Cada membro da equipe leva entre duas a três horas para confeccionar um rosário. Até o momento a associação já enviou por volta de 1.600 rosários para missões em Papua-Nova Guiné, Peru e Sudão do Sul. Este ano, as missões nas Filipinas e em Papua-Nova Guiné receberam 600 rosários cada.

“Nossos membros oram juntos para que aqueles que receberão os rosários se tornem a força motriz por trás das orações do Rosário. Nos sentimos orgulhosos em poder entregar rosários para missões no exterior”, afirmou a Irmã Kim In-suk, que lidera o apostolado. (EPC)

Fonte: https://gaudiumpress.org/

O segredo da confissão é inviolável, diz o cardeal Piacenza

Cardeal Mauro Piacenza | ACI Digital

Vaticano, 15 out. 21 / 03:10 pm (ACI).- “Não é violando um sacramento” que a Igreja deve combater o flagelo dos abusos sexuais, diz o cardeal italiano Mauro Piacenza, Penitenciário Mor da Santa Igreja Romana. A publicação de um relatório sobre os abusos sexuais cometidos por membros do clero na França desde os anos 1950 gerou uma polêmica em torno dessa questão. O bispo de Reims, dom Éric de Moulins-Beaufort, presidente da Conferência Episcopal Francesa, que encomendou o relatório, disse em uma entrevista que o segredo da confissão estava acima das leis da república. Convidado a uma reunião com o ministro do Interior do país, o bispo fez declarações que foram interpretadas como um recuo da Igreja na França.

Nos últimos anos, o segredo da confissão tem sofrido ataques por parte da imprensa e de juristas em diversos países. O argumento é que os sacerdotes que ouvem em confissão um caso de abuso de menores deveriam ser obrigados a relatar o que ouviram às autoridades civis como já acontece com diretores de escola, ministros de outras confissões cristãs, médicos e advogados.

Em entrevista à ACI Stampa, agência em italiano do grupo ACI, o cardeal Mauro Piacenza, fala sobre o segredo da confissão.

ACI: Por que o segredo da Confissão é fundamental? De onde ele e em que consiste?

Cardeal Piacenza: A natureza do Sacramento da Reconciliação consiste no encontro pessoal do pecador com o Pai Misericordioso. O objetivo do sacramento é o perdão dos pecados, a reconciliação com Deus e com a Igreja e a restauração da dignidade filial em virtude da redenção operada por Jesus Cristo. O ensinamento da Igreja sobre Confissão é apresentado sucintamente no Catecismo da Igreja Católica, que, no numera 1422, retoma o ensinamento da Lumen Gentium 11, do Concílio Vaticano II, e o cânon 959 do Código de Direito Canônico.

É essencial ressaltar o que é o sacramento da Reconciliação. Sendo um ato de adoração, não pode e não deve ser confundido com um atendimento psicológico ou uma forma de aconselhamento. Como ato sacramental deve ser protegido em nome da liberdade religiosa, e, qualquer interferência deve ser considerada ilegítima e prejudicial aos direitos de consciência.

ACI: O confessor deve, portanto, manter sigilo e ao mesmo tempo ajudar a denunciar crimes às autoridades eclesiásticas e civis? Como isto é possível?

Piacenza: Tudo o que foi dito em confissão, isto é, a partir do momento em que este ato de adoração começa com o sinal da cruz e o momento em que termina com a absolvição ou com a absolvição negada, está sob sigilo absolutamente inviolável. Toda informação dada em confissão é "selada" porque é dada somente a Deus, portanto não está disponível ao confessor, ou seja, ao sacerdote. Mesmo no caso específico em que, durante a confissão, por exemplo, um menor revela que foi abusado, a conversa deve, por sua natureza, permanecer sempre protegida pelo sigilo. Isto não diminui o fato de que o confessor recomende fortemente ao menor que denuncie o abuso aos pais, educadores ou à polícia.

Se o confessor não tem dúvidas sobre as disposições do penitente e este pede a absolvição, esta não pode ser negada ou adiada. Há certamente um dever de reparar uma injustiça perpetrada e de se comprometer sinceramente a evitar que o abuso se repita, recorrendo, se necessário, à ajuda competente, mas, estes graves deveres ligados ao caminho da conversão não envolvem a denúncia de si próprio. No entanto, o confessor deve sempre convidar o penitente a refletir mais profundamente e avaliar as consequências de suas ações, especialmente quando outra pessoa for considerada suspeita ou até mesmo condenada injustamente por uma acusação.

ACI: Como se pode responder aos bispos que são tentados, mesmo que por uma causa justa, a renunciar "parcialmente" ao dever de segredo confessional, que certamente não é um "segredo profissional"?

Piacenza: A analogia entre o sigilo sacramental e o sigilo profissional ao qual, por exemplo, médicos, farmacêuticos, advogados, etc., estão vinculados deve ser evitada a todo custo. Fora do contexto da penitência sacramental, não há segredo que não possa ceder a certas exigências estabelecidas por lei ou pelo juiz, por códigos de ética ou pela pessoa interessada que autoriza sua revelação.

O segredo da confissão, diferentemente, não é uma obrigação imposta de fora, mas uma exigência intrínseca do sacramento, e como tal não pode ser quebrado nem mesmo pelo próprio penitente.

O penitente não fala ao confessor como um homem, mas a Deus. Portanto, tomar posse do que é de Deus seria um ato sacrilégio. A proteção do próprio sacramento, instituído por Cristo para ser um porto seguro de salvação para todos os pecadores, entra em ação. A aproximação ao sacramento da confissão por parte dos fiéis poderia desmoronar se a confiança neste sigilo fosse perdida, com danos seríssimos para as almas e para toda a obra de evangelização.

É essencial insistir na impossibilidade de comparar o segredo confessional com o segredo profissional, a fim de evitar que a legislação secular se aplique ao segredo confessional que é inviolável, tal como no caso das exceções ao segredo profissional por justa causa.

Fonte: https://www.acidigital.com/

Ordinários da Terra Santa: Sínodo, ecumenismo e novo ministério do Catequista

Também a Igreja na terra Santa em caminho rumo ao Sínodo | Vatican News

A abertura do caminho sinodal na Terra Santa está marcada para 30 de outubro no santuário de Nossa Senhora Rainha da Palestina para a região Israel-Palestina. Referindo-se ainda à abertura deste caminho sinodal que o Papa Francisco inaugurou oficialmente em Roma no último final de semana, a ser seguido pelas dioceses do mundo inteiro a partir deste domingo, 17 de outubro, os Ordinários Católicos da Terra Santa "reafirmam a vontade de caminhar juntos e de trabalhar juntos".

Vatican News

A aprovação das Diretrizes para uma Pastoral Ecumênica na Terra Santa, o iminente lançamento da fase diocesana do caminho sinodal, o ministério do Catequista: estes foram os principais temas da assembleia plenária dos Ordinários Católicos da Terra Santa (Aocts). O encontro, presidido pelo patriarca latino de Jerusalém, dom Pierbattista Pizzaballa, foi realizado nos dias 5 a 6 de outubro, na Casa Nova para peregrinos em Jerusalém.

A assembleia aprovou por unanimidade o texto das Diretrizes para a Pastoral Ecumênica que "cada bispo apresentará a seu clero e às pessoas envolvidas na pastoral paroquial". O espírito do texto – destaca o documento final publicado no site do Patriarcado - é que "o diálogo ecumênico quando se baseia na clareza de intenções e na transparência de ação nos ajudará a caminhar juntos rumo à unidade na fé, mesmo na diversidade das tradições eclesiais".

Vontade de caminhar juntos e de trabalhar juntos

Referindo-se à abertura do caminho sinodal que o Papa Francisco inaugurou oficialmente em Roma no último final de semana, a ser seguido pelas dioceses do mundo inteiro a partir deste domingo, 17 de outubro, os Ordinários "reafirmaram a vontade de caminhar juntos e de trabalhar juntos".

A fim de "poder envolver a todos, pastores, sacerdotes, consagrados e consagradas, grupos de ação católica, jovens e idosos, famílias em situação confortável ou em dificuldade, ambientes multirreligiosos e multiculturais, eles nomearam e confiaram ao padre jesuíta David Neuhaus, representante dos religiosos na Assembleia, a tarefa de organizar o trabalho e de ser o ponto de referência para as pessoas que serão escolhidas a fim de realizar a tarefa de 'facilitadores' nos vários países (Palestina, Israel, Jordânia, Chipre) e nas diversas circunscrições eclesiásticas.

Abertura do caminho sinodal na Terra Santa

Padre Neuhaus será o porta-voz oficial da Assembleia, mantendo-se em contato com a imprensa e organizando um site dedicado ao caminho sinodal na Terra Santa. A abertura do caminho sinodal na Terra Santa foi marcada para 30 de outubro no santuário de Nossa Senhora Rainha da Palestina para a região Israel-Palestina, enquanto os Ordinários na Jordânia e Chipre concordarão sobre o dia e a hora mais conveniente.

“Outro ponto abordado durante os trabalhos foi o novo ministério laical do catequista instituído pelo Papa Francisco em maio passado com o Motu Proprio 'Antiquum misterium', determinando que caberá então às Conferências episcopais estabelecer 'o caminho formativo necessário e os critérios normativos para acesso' a este novo ministério laical.”

A este respeito, o documento final enfatiza a necessidade de ter um setor Catequético "com pessoas especializadas e capazes de montar um trabalho de amplo alcance, para ajudar na formação teológica dos professores de religião", que até então dependiam das escolas, e "para publicar os subsídios necessários". Ao mesmo tempo, observa-se, "precisamos começar a refletir sobre a fundação de uma faculdade teológica para leigos e possíveis candidatos para o ministério de catequista".

Demais temas abordados e próxima plenária dos Ordinários

Outros temas abordados durante os trabalhos incluíram a presença da vida consagrada (masculina e feminina) e a formação do pessoal empregado em instituições católicas (escolas, hospitais, grupos paroquiais, etc.) feita pelo Centro de Proteção, recentemente criado pela Assembleia.

Por fim, os Ordinários Católicos da Terra Santa elegeram o arcebispo Yousef Matta seu novo vice-presidente e o arcebispo Moussa El-Hage como membro do Comitê episcopal permanente. Foi também nomeado o novo secretário geral do Secretariado das Instituições Educativas Cristãs: trata-se do padre Yacoub Rafidi, atual diretor geral das escolas do Patriarcado Latino na Palestina. A próxima sessão plenária dos Ordinários Católicos da Terra Santa vai se realizar em Jerusalém nos dias 22 e 23 de março de 2022.

Vatican News – LZ/RL

Fonte: https://www.vaticannews.va/

São Geraldo Majela

São Geraldo Majela | arquisp
16 de outubro

São Geraldo Majela

Filho da modesta e pobre família do alfaiate Majela, Geraldo nasceu no dia 6 de abril de 1725, numa pequena cidade chamada Muro Lucano, no sul da Itália. De constituição física muito frágil, cresceu sempre adoentado, aprendendo o ofício com seu querido pai.

Aos quatorze anos de idade ficou órfão de pai e, com a aprovação da mãe, Benedita, quis tornar-se um frade capuchinho. Mas foi recusado por ter pouca resistência física. Entretanto o jovem Geraldo Majela não era de desistir das coisas facilmente. Arrimo de família, foi trabalhar numa alfaiataria da cidade. Mais tarde, colocou-se a serviço do bispo de Lacedônia, conhecido pelos modos rudes e severos, suportando aquele serviço por vários anos, até a morte do bispo.

A forte vocação religiosa sempre teve de ser sufocada, porque não o aceitavam. Com dezenove anos de idade, voltou para Muro Lucano, onde montou uma alfaiataria. Recebia um bom dinheiro. Dava tudo de necessário para sua mãe e suas irmãs, com o restante ajudava os pobres. Na cidade todos sabiam que Geraldo dava o dote necessário às moças pobres que desejavam ingressar na vida religiosa. E se preciso, conseguia a vaga de noviça.

Só em 1749, quando uma missão de padres redentoristas esteve em Muro Lucano, Geraldo conseguiu ingressar na vida religiosa. Tanto importunou o superior, padre Cafaro, que este acabou cedendo e o enviou para o convento de Deliceto, em Foggia.

Enquanto era postulante, passou por muitas tentações e aflições, mas resistiu e venceu todos os obstáculos. Professou os primeiros votos, aos vinte e seis anos de idade, naquele convento. E surpreendeu a todos com seu excelente trabalho de apostolado, simples, humilde, obediente, de oração e penitência. Chegou a ser encarregado das obras da nova Casa de Caposele; depois, como escultor, começou a fazer crucifixos. Possuindo os dons da cura e do conselho, converteu inúmeras pessoas, sendo muito querido no convento e na cidade.

Mas mesmo assim viu-se envolvido num escândalo provocado por uma jovem que ele ajudara. Foi em 1754, quando Néria Caggiano, não se adaptando à vida religiosa, voltou para casa. Para explicar sua atitude, espalhou mentiras e calúnias. Para isso escreveu uma carta ao superior, na época o próprio fundador, santo Afonso, acusando Geraldo de pecados de impureza com uma outra jovem.

Chamado para defender-se, Geraldo preferiu manter o silêncio. O castigo foi ficar sem receber a santa comunhão e sem ter contato com outras pessoas de fora do convento. Ele sofreu muito. Somente depois que a calúnia foi desmentida pela própria Néria, em uma outra carta, é que Geraldo pôde voltar a receber a eucaristia e a trabalhar com o afinco de sempre na defesa da fé e na assistência aos pobres. O povo só o chamava de "pai dos pobres".

Mas a fama de sua santidade, curiosamente, vinha das jovens mães. É que as socorridas por ele durante as aflições do parto contavam, depois, que só tinham conseguido sobreviver graças às orações que ele rezava junto delas, tendo o filho nascido sadio.

De saúde sempre frágil, Geraldo Majela morreu no dia 16 de outubro de 1755, no Convento de Caposele, com vinte e nove anos de idade. Após a sua morte, começaram a ser relatados milagres atribuídos à sua intercessão, especialmente em partos difíceis. Em 1893, ele foi beatificado, sendo declarado o padroeiro dos partos felizes. Em 1904, o papa Pio X canonizou-o e sua festa litúrgica ocorre no dia de sua morte.

*Fonte: Pia Sociedade Filhas de São Paulo Paulinas http://www.paulinas.org.br

Santa Edwiges, padroeira dos endividados

Santa Edwiges | ACI Digital
16 de outubro

SANTA EDVIGES, DUQUESA DA SILÉSIA, RELIGIOSA

REDAÇÃO CENTRAL, 16 out. 21 / 05:00 am (ACI).- Hoje, 16 de outubro, a Igreja celebra Santa Edwiges, uma mãe que, com seu marido, fundou mosteiros e, após a morte dele, tornou-se monja e continuou a servir os carentes e enfermos. A santa é conhecida como a padroeira dos pobres e endividados e isso tem a ver com sua história e vida de caridade.

Edwiges nasceu na Bavária, Alemanha, em 1174, filha de uma família nobre. Desde pequena dava sinais de seu desapego material e zelo espiritual. Aos doze anos, casou-se com o duque da Silésia e da Polônia, Henrique I, de 18 anos. Eles tiveram sete filhos.

Aos 20 anos, Edwiges sentiu o chamado de Jesus e, após conversar com seu marido, os dois decidiram seguir o Senhor, mantendo no casamento o voto de abstinência sexual.

Entregando-se à piedade e à caridade, empregava grande parte dos seus ganhos para auxiliar os demais. Sabendo que muitos eram presos por causa de dívidas, passou a ir aos presídios, saldar as contas com o próprio dinheiro, libertar os encarcerados e ainda lhes arrumava um emprego.

Ela e seu marido fundaram muitos mosteiros, entre eles o de Trebnitz, na Polônia, do qual sua filha Gertrudes se tornou abadessa.

Henrique I construiu o Hospital da Santa Cruz em Breslau e Edwiges, um hospital para leprosos em Neumarkt, onde assistiram pessoalmente aqueles que sofriam desta doença. A santa também costumava ir à Igreja descalço na neve, mas levava os sapatos na mão para colocá-los imediatamente se encontrasse alguém.

Viu seis de seus sete filhos falecer e também seu marido, vítima de uma doença contraída após ser mantido como prisioneiro de guerra. Quando Henrique I morreu, muitas religiosas choraram e Edwiges as confortou dizendo: “Por que se queixam da vontade de Deus? Nossas vidas estão em suas mãos e tudo que Ele faz é bem feito”.

Santa Edwiges tomou o hábito religioso de Trebnitz, mas prometeu continuar a gerir suas ações em favor dos necessitados. Deus lhe concedeu o dom da profecia e milagres. Foi quando operou muitos milagres em enfermos.

Ela amava muito Maria e, por isso, sempre carregava uma pequena imagem da Virgem em suas mãos. Quando morreu, em 15 de outubro de 1243, foi impossível tirar a imagem de suas mãos. Anos mais tarde, quando foram transladar seu corpo, encontraram a imagem empunhada e os dedos que a seguravam incorruptos.

Santa Edwiges foi canonizada em 1266, pelo Papa Clemente IV.

Por razão desta data, confira a seguir a oração à Santa Edwiges.

Ó Santa Edwiges, Vós que na Terra fostes o amparo dos pobres, a ajuda dos desvalidos e o socorro dos endividados, no Céu agora desfrutais do eterno prêmio da caridade que em vida praticastes, suplicante Te peço que sejais a minha advogada, para que eu obtenha de Deus o auxílio que urgentemente preciso...

(Fazer o pedido da graça que urgentemente precisa)

Santa Edwiges, protetora dos endividados, aumentai minha confiança na providência divina para que não falte o pão de cada dia, e que no final do mês não falte o necessário, para que eu possa dar aos meus familiares saúde, educação e dignidade na moradia.

Santa Edwiges intercedei por mim para que eu consiga o equilíbrio na vida financeira e o discernimento nos negócios. Ajudai-me a superar os problemas financeiros, que eu não me iluda com o dinheiro fácil, que eu não seja conivente com a corrupção, propina. Dai equilíbrio na vida financeira.

Alcançai-me também, Santa Edwiges, a suprema graça da salvação eterna.

Santa Edwiges, rogai por nós!

Fonte: https://www.acidigital.com/

Santa Margarida Maria Alacoque

Santa Margarida Maria Alacoque | arquisp
16 de outubro

Santa Margarida Maria Alacoque

Quinta de um total de sete filhas de um tabelião da Borgonha, Margarida, ao ficar órfã de pai aos 12 anos, para poder seguir a vocação à vida religiosa, teve de vencer a oposição da mãe, que a queria casada com um honrado rapaz.

Foi acolhida no mosteiro da Visitação de Paray-le-Monial, aos 24 anos. Na festividade de são João Evangelista de 1673, a noviça Margarida Maria, recolhida em adoração diante do Santíssimo Sacramento, teve a primeira das visões particulares de Jesus, que se iriam repetir depois na primeira sexta-feira de cada mês.

Dois anos depois, Jesus manifestou-se a ela com o peito dilacerado, e, apontando com a mão o coração rodeado de luz, disse-lhe: “Eis o Coração que tanto amou os homens, não poupando nada, até exaurir-se para demonstrar seu amor. E em reconhecimento não recebo da maior parte deles senão ingratidão”.

As extraordinárias visões trouxeram à irmã Margarida Maria sofrimentos e incompreensões. Jesus mesmo lhe indicou então o diretor espiritual na pessoa do santo sacerdote jesuíta Cláudio de la Colombière, que acolheu o pedido de Jesus para se empenhar pela instituição da Festa do Sagrado Coração.

Este culto, a despeito da feroz oposição dos círculos jansenistas, difundiu-se logo por toda a Igreja. Irmã Margarida Maria extinguiu-se docemente aos 43 anos apenas. Foi canonizada em 1920.

*Fonte: Pia Sociedade Filhas de São Paulo Paulinas http://www.paulinas.org.br

sexta-feira, 15 de outubro de 2021

Fome nunca mais: apelo aos líderes mundiais em vista da cúpula do G20

Ajudas alimentares em Madagascar | Vatican News

Por ocasião do Dia Mundial da Alimentação em 16 de outubro e antes da cúpula final do G20 no final do mês, “Ação contra a Fome” apresenta o manifesto assinado por dezenas de personalidades do jornalismo, da cultura e do esporte. Haveria alimentos para todos se não houvesse guerras, desigualdades, mudanças climáticas, recorda Simone Garroni, diretor geral da organização humanitária.

Vatican News

O manifesto tem como título "Fome nunca mais", e foi apresentado pela organização humanitária “Ação contra a Fome” ontem (14), em vista do Dia Mundial da Alimentação, 16 de outubro, e dos próximos eventos internacionais, começando com a cúpula final do G20, 30-31 de outubro, sob a presidência italiana. Muitas personalidades do mundo da cultura, jornalismo e cinema o assinaram. "A fome no mundo pode ser evitada: os líderes mundiais devem mostrar vontade política para enfrentar as causas estruturais", enfatiza o diretor da "Ação contra a Fome", Simone Garroni:

O manifesto - sublinha Garroni - parte do pressuposto de que é inaceitável que existam 811 milhões de pessoas passando fome e mais de 2 milhões de crianças morrendo a cada ano por causa da desnutrição. Devemos lembrar que o planeta é capaz de produzir alimentos suficientes para todos, tratamentos eficazes e de baixo custo contra a desnutrição infantil estão disponíveis há tempos e também há projetos de cooperação capazes de tornar as comunidades vulneráveis autossuficientes. “A questão é", reitera, "que somos a primeira geração na história que pode eliminar a fome". No entanto, nos últimos cinco anos, a fome voltou a crescer, afirmando-se, na Itália e no mundo, como uma praga contemporânea: é inaceitável! A fome é feita pelo homem e nossos líderes devem ser mais corajosos e mostrar vontade política para combater as razões de base: conflitos, desigualdades e mudanças climáticas.

Objetivo para todos

O manifesto-apelo tem um duplo objetivo: mobilizar a sociedade civil sobre o flagelo contemporâneo da insegurança alimentar e levar os líderes nacionais e internacionais, a começar pelo próximo G20 liderado pela Itália, a tomarem medidas concretas e corajosas para enfrentar as causas estruturais da fome. Garroni lembra que uma pessoa faminta não é uma pessoa livre e que a fome trai as intenções da Declaração Universal dos Direitos Humanos, segundo a qual "todos os seres humanos nascem livres e iguais em dignidade e direitos". O manifesto é acompanhado por um filme em colaboração com o diretor, roteirista e produtor de cinema Armando Trivellini, que alterna testemunhos de campo com alguns discursos famosos de Martin Luther King, Ghandi e Greta Thunberg.

A oportunidade do G20

O grupo de 20 países que estão entre as principais economias mundiais - que representam mais de 80% do PIB mundial, 75% do comércio global e 60% da população do planeta - se reunirá no final de outubro, ainda sob a presidência italiana, sobre o tema "Pessoas, Planeta, Prosperidade". Uma importante oportunidade para relançar a centralidade do acesso à alimentação e a uma alimentação saudável.

Os cenários mais urgentes

Especificamente, com a campanha "Fome nunca mais", nos próximos cinco anos a “Ação Contra a Fome” tem como objetivo levantar fundos para financiar projetos que também abordam as causas estruturais da fome: na região seca do Sahel, para orientar os agricultores para as melhores pastagens graças às imagens de satélite; no Líbano, para apoiar as populações afetadas pelo conflito na vizinha Síria; na Índia, criando hortas que melhoram a renda, a segurança alimentar e o papel social da mulher.

Fonte: https://www.vaticannews.va/

Pe. Manuel Pérez Candela

Pe. Manuel Pérez Candela
Pároco da Paróquia Nossa Senhora da Imaculada Conceição - Sobradinho/DF