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quarta-feira, 28 de novembro de 2018

Santa Catarina Labouré, vidente da Medalha Milagrosa

REDAÇÃO CENTRAL, 28 Nov. 18 / 04:00 am (ACI).- Em 28 de novembro, a Igrejacelebra Santa Catarina Labouré, vidente da Medalha Milagrosa, a quem a Virgem disse: “Deus quer te confiar uma missão; te custará trabalho, mas vencerás se pensar que o fará para a glória de Deus”.

Santa Catarina Labouré nasceu na França em 1806, em uma família camponesa. Ficou órfã de mãe aos nove anos e pediu à Virgem que fosse sua mãe. Sua irmã foi admitida como religiosa vicentina e Catarina teve que se ocupar das tarefas do lar e, por isso, não pôde aprender a ler nem escrever.
Mais tarde, pediu ao seu pai que permitisse que ela se tornasse religiosa em um convento, mas ele negou. Então, pedia ao Senhor que lhe concedesse este desejo. Tempos depois, viu em sonhos um sacerdote idoso que lhe disse: “um dia irá me ajudar a cuidar dos enfermos”.
Aos 24 anos, visitou sua irmã religiosa e, no convento, viu a imagem de São Vicente de Paulo e percebeu que ele era o sacerdote que viu em seus sonhos. Desde então, propôs-se a ser religiosa vicentina e não se deteve até ser aceita na comunidade.
Foi enviada a Paris, onde realizou os ofícios mais humildes e esteve cuidou dos idosos da enfermaria. Em 27 de novembro de 1830, a Virgem Maria apareceu a ela na capela do convento e lhe pediu que cunhasse a Medalha de acordo com o que estava vendo na aparição.
Com o tempo e diante da intercessão do confessor da Santa, o Arcebispo de Paris permitiu que se fabricasse a medalha e começaram os milagres, tal como a Virgem havia prometido.
Com a morte de seu confessor, que sabia tudo sobre as aparições, substituiu-o outro que, ao escutar os fatos extraordinários, não a compreendeu. Enquanto isso, Santa Catarina guardava em segredo sua história com a Virgem até que lhe renovaram o confessor.
A Santa sabia que se aproximava o tempo de partir e, depois de pedir o conselho à Virgem, confiou seu segredo à superiora, que conseguiu que fosse erguida no altar uma estátua que perpetuasse a recordação das aparições.
Partiu para a Casa do Pai aos 70 anos, em 31 de dezembro de 1876. Quando abriram a sua sepultura, 56 anos depois, para o reconhecimento oficial de suas relíquias, encontraram seu corpo incorrupto. Foi beatificada por Pio XI, em 1933, e canonizada por Pio XII, em 1947.
ACI Digital

Nossa Senhora das Graças, a Virgem da Medalha Milagrosa

REDAÇÃO CENTRAL, 27 Nov. 18 / 04:00 am (ACI).- “Fazei cunhar uma medalha conforme este modelo. Todos os que a usarem, trazendo-a ao pescoço, receberão grandes graças. Estas serão abundantes para aqueles que a usarem com confiança”, disse Nossa Senhora a Santa Catarina Labouré, no dia 27 de novembro de 1830.

Foi nesse ano de 1830 que a Virgem Maria apareceu para a Irmã Catarina Labouré, da Congregação das Filhas da Caridade, primeiramente na noite de 18 de junho. Um anjo despertou a religiosa e a conduziu até a capela, onde encontrou a Mãe de Deus e conversou com ela por mais de duas horas, ao final da qual Maria lhe disse: “Voltarei, minha filha, porque tenho uma missão para te confiar”.
No dia 27 de novembro do mesmo ano, a Santíssima Virgem voltou a aparecer para Catarina. A Mãe de Deus estava com uma veste branca e manto azul. Conforme relatou a religiosa, era de uma “beleza indizível”. Os pés estavam sobre um globo branco e esmagavam uma serpente.
Suas mãos, à altura do coração, seguravam um pequeno globo de ouro, coroado com uma pequena cruz. Levava nos dedos anéis com pedras preciosas que brilhavam e iluminavam em toda direção.
A Virgem olhou para Santa Catarina e lhe disse: “O globo que vês representa o mundo inteiro, especialmente a França e cada alma em particular. Estes raios são o símbolo das graças que Eu derramo sobre as pessoas que me pedem. As pérolas que não emitem raios são as graças das almas que não pedem”.
O globo de ouro que a Virgem Maria estava segurando se desvaneceu e seus braços se estenderam abertos, enquanto os raios de luz continuavam caindo sobre o globo branco dos pés.
Nesse momento, formou-se um quadro oval em torno de Nossa Senhora, com as seguintes palavras em letras douradas: “Ó Maria concebida sem pecado, rogai por nós que recorremos a Vós”.
Então, Maria pediu que Catarina mandasse cunhar a medalha, segundo o que estava vendo.
A aparição girou e no reverso estava a letra “M” encimada por uma cruz que tinha uma barra em sua base, a qual atravessava a letra. Embaixo figurava o coração de Jesus, circuncidado com uma coroa de espinhos, e o coração de Nossa Senhora, transpassado por uma espada. Ao redor havia doze estrelas.
A manifestação voltou a acontecer por volta do final de dezembro de 1830 e princípio de janeiro de 1831.
Em 1832, o Bispo de Paris autorizou a cunhagem da medalha e assim se espalhou pelo mundo inteiro. Inicialmente a medalha era chamada “da Imaculada Conceição”, mas quando a devoção se expandiu e se produziram muitos milagres, foi chamada “Medalha Milagrosa”, como é conhecida até nossos dias.
Para celebrar este dia em que recordamos Nossa Senhora das Graças, confira a seguir a oração para pedir o auxílio da Virgem:
Lembrai-vos, ó puríssima Virgem Maria, do poder ilimitado que vos deu o vosso divino Filho sobre o seu coração adorável. Cheio de confiança na vossa intercessão, venho implorar o vosso auxílio. Tendes em vossas mãos a fonte de todas as graças que brotam do Coração amantíssimo de Jesus Cristo; abri-a em meu favor, concedendo-me a graça que ardentemente vos peço. Não quero ser o único por vós rejeitado; sois minha Mãe, sois a soberana do coração de vosso divino Filho.
Sim, ó virgem santa, não esqueçais as tristezas desta terra; lançai um olhar de vontade aos que estão no sofrimento, aos que não cessam de provar o cálice das amarguras da vida. Tende piedade dos que se amam e que estão separados pela discórdia, pela doença, pelo cárcere, pelo exílio ou pela morte. Tende piedade dos que choram dos que suplicam e dai a todos o conforto, a esperança e a paz! Atendei, pois, à minha humilde súplica e alcançai-me as graças que agora fervorosamente vos peço por intermédio de vossa santa Medalha Milagrosa!
ACI Digital

domingo, 25 de novembro de 2018

Solenidade de Cristo Rei

+ Sergio da Rocha
Cardeal Arcebispo de Brasília
No último domingo do ano litúrgico, celebramos a solenidade de Nosso Senhor Jesus Cristo Rei do Universo. Nós exultamos de alegria, aclamando com o salmista que “Deus é rei e se vestiu de majestade; glória ao Senhor!” (Sl 92). A Liturgia da Palavra nos mostra que tipo de rei é Jesus Cristo.  Não se pode aplicar a Jesus a figura de rei que comumente se conhece na história. O Evangelho nos mostra a face de Cristo Rei diante de Pilatos. Jesus sempre recusou ser coroado rei pelo povo, em momentos de euforia popular, pois o seu “reino não é deste mundo” (Jo 18,36). Ele não poderia ser considerado um rei dentre outros, segundo os costumes dos povos. Diante de Pilatos, em meio a Paixão, Jesus sofredor admite: “Tu o dizes: eu sou rei” (Jo 18,37), o “rei” que veio ao mundo “para dar testemunho da verdade”. Na sua paixão e morte na cruz, Jesus se revela o verdadeiro rei, o Senhor, que vem para dar a vida. Ele é um rei muito diferente! Seu trono é a cruz; sua coroa é de espinhos; seu manto vermelho está embebido do próprio sangue vertido do corpo flagelado; seu cetro real é uma vara colocada em suas mãos por zombaria. Ao invés de cercar-se de honrarias, ele se faz servo, doando a sua vida.
Entretanto, este rei morto na cruz alcançou a vitória. Nós proclamamos, ao rezar o Creio, que “Jesus ressuscitou ao terceiro dia, subiu aos céus e está sentado à direita do Pai”. Com o livro do Apocalipse, nós aclamamos: “Jesus Cristo é a testemunha fiel, o primeiro a ressuscitar dos mortos, o soberano dos reis da terra” (Ap 1,5). Por isso, ele reina como “Nosso Senhor e Rei do Universo”. O prefácio desta missa afirma que o Reino de Jesus é um “reino eterno e universal: reino da verdade e da vida, reino da santidade e da graça, reino da justiça, do amor e da paz”. É este o Reino que pedimos ao Pai, todas as vezes que rezamos o Pai Nosso.
Neste domingo, comemoramos o Dia do Leigo, encerrando o Ano Nacional do Laicato. Nós rezamos, especialmente, pelos cristãos leigos e leigas, chamados a participar ativamente da vida e da missão da Igreja, na comunidade e no mundo. O lema do Ano do Laicato ressalta justamente aquilo que está no coração da vocação dos cristãos leigos: ser “sal da terra” e “luz do mundo”. A participação ativa dos leigos na comunidade é fundamental; ao mesmo tempo, torna-se cada vez mais necessária a atuação do laicato no mundo, nos diversos campos da vida social. Nós agradecemos aos fiéis leigos que tanto se dedicam à Igreja nas diversas pastorais, movimentos e serviços, participando, de modo responsável, na construção da sociedade querida por Deus, rumo ao Reino definitivo.
Arquidiocese de Brasília / O Povo de Deus

Solenidade de Cristo Rei do Universo

REDAÇÃO CENTRAL, 25 Nov. 18 / 04:00 am (ACI).- “Sim, eu sou rei. É para dar testemunho da verdade que nasci e vim ao mundo” (Jo 18,37). Com a Solenidade de Nosso Senhor Jesus Cristo Rei do Universo, a Igreja Católica conclui o Ano Litúrgico recordando aos fiéis e ao mundo que ninguém e nenhuma lei está acima de Deus.

A Solenidade de Cristo Rei foi instituída pelo Papa Pio XI em 1925 e celebra Cristo como o Rei bondoso e singelo que, como pastor, guia sua Igreja peregrina para o Reino Celestial e lhe outorga a comunhão com este Reino para que possa tranPor ocasião desta solenidade, em 2012, ao presidir a Santa Missa, o Papa Bento XVI explicou que “neste último domingo do Ano Litúrgico, a Igreja nos convida a celebrar Jesus Cristo como Rei do universo; chama-nos a dirigir o olhar em direção ao futuro, ou melhor em profundidade, para a meta última da história, que será o reino definitivo e eterno de Cristo”.
A possibilidade de alcançar o Reino de Deus foi estabelecida por Jesus Cristo ao nos deixar o Espírito Santo que nos concede as graças necessárias para obter a santidade e transformar o mundo no amor. Essa é a missão que Jesus deixou à Igreja ao estabelecer seu Reino.
Em um mundo onde prima a cultura de morte e o crescimento de uma sociedade hedonista, a festividade anual de Cristo Rei anima uma doce esperança nos corações humanos, já que impulsiona à sociedade a voltar-se para Salvador.
Conforme declarou Bento XVI, “com o seu sacrifício, Jesus abriu-nos a estrada para uma relação profunda com Deus: nele nos tornamos verdadeiros filhos adotivos, participando assim da sua realeza sobre o mundo. Portanto, ser discípulos de Jesus significa não se deixar fascinar pela lógica mundana do poder, mas levar ao mundo a luz da verdade e do amor de Deus”.
E, recordando a oração do Pai Nosso, o agora Papa Emérito sublinhou “as palavras ‘Venha a nós o vosso reino’, que equivale a dizer a Jesus: Senhor, fazei que sejamos vossos, vivei em nós, reuni a humanidade dispersa e atribulada, para que em Vós tudo se submeta ao Pai da misericórdia e do amor”.sformar o mundo no qual peregrina.
ACI Digital

Santa Catarina de Alexandria, padroeira das solteiras e estudantes

REDAÇÃO CENTRAL, 25 Nov. 18 / 06:00 am (ACI).- “Senhor Jesus, suplico-te me escute, a mim e a quantos na hora de sua morte, recordando meu martírio, invoquem teu nome!”, disse Santa Catarina de Alexandria antes de morrer e depois de converter muitos romanos eruditos, conforme assinala a tradição. Esta valente mulher é padroeira das solteiras e das estudantes e sua festa é celebrada neste dia 25 de novembro.

Segundo conta a tradição, a santa era filha do Rei Costus e desde muito pequena estudou as artes liberais. Mais tarde, ficou órfã.
Por volta do ano 310, o imperador Maximino ordenou que fossem oferecidos sacrifícios aos deuses, castigando duramente os que se recusavam.
Santa Catarina se apresentou diante de Maximino e debateu com ele sobre o criador do mundo e as leis que o regem. O imperador, impressionado por sua beleza e sabedoria, mandou chamar secretamente os mais sábios do império.
Catarina se dedicou profundamente à oração e os eruditos não só ficaram atônitos com os argumentos irrebatíveis da jovem, mas também se converteram ao cristianismo.
O tirano imperador se encheu de cólera e os condenou à fogueira. Em seguida, Maximino propôs a Catarina que fosse sua primeira dama, mas ela recusou. Por isso, foi açoitada e trancada em um calabouço sem comer.
A imperatriz e o general Porfírio ficaram surpresos ao ver a prisão iluminada por anjos que curavam as feridas de Santa Catarina, a qual lhes falou da doutrina cristã e os converteu, junto a muitos soldados.
O imperador, por sua vez, lhe propôs ser rainha, mas a santa escolheu seguir consagrada a Cristo e recusou oferecer sacrifícios a deuses pagãos. Então, os prefeitos do imperador idealizaram rodas com pregos e lâminas para matá-la, mas Catarina orou e a máquina se desfez em mil pedaços. Algumas histórias assinalam que o objeto foi destruído por um raio.
A imperatriz recriminou o imperador por sua crueldade, ele ficou furioso e ordenou que cortassem os seios e a cabeça dela. O general Porfírio enterrou o corpo e foi até Maximino. Então, reconheceu que ele também era cristão, assim como a maioria dos presentes. O tirano, cego de ira, mandou degolar todos.
O imperador tentou outra vez seduzir Catarina e lhe ofereceu compartilhar o trono, mas foi novamente rechaçado. Desta maneira, Catarina foi condenada à morte. Uma espada cortou sua cabeça e os anjos transladaram seu corpo ao Monte Sinai.
Nesse lugar, onde Moisés falou com Deus na sarça ardente, no século IV, a imperatriz Helena mandou construir uma capela. Dois séculos mais tarde, o Imperador Justiniano erigiu o Mosteiro de Santa Catarina, considerado o mosteiro cristão mais antigo do mundo. No ano 2000, São João Paulo II iniciou ali sua peregrinação jubilar pela Terra Santa.
No Brasil, foi homenageada com o estado de Santa Catarina, que tem a virgem mártir como padroeira.
ACI Digital

quinta-feira, 22 de novembro de 2018

Santa Cecília, padroeira dos músicos

REDAÇÃO CENTRAL, 22 Nov. 18 / 04:00 am (ACI).- A Igreja celebra neste dia 22 de novembro a memória litúrgica de Santa Cecília, uma das mártires dos primeiros séculos mais venerada pelos cristãos. Diz-se que no dia de seu matrimônio, enquanto os músicos tocavam, ela cantava a Deus em seu coração. É representada tocando um instrumento musical e cantando.

As “atas” da santa a apresentam como integrante de uma família nobre de Roma. Costumava fazer penitências e consagrou sua virgindade a Deus. Entretanto, seu pai a casou com um jovem chamado Valeriano.
No dia das núpcias, Cecília partilhou com Valeriano o fato de ter consagrado sua virgindade a Cristo e que um anjo guardava sua decisão.
“Tenho que te comunicar um segredo. Precisa saber que um anjo do Senhor vela por mim. Se me tocar como se eu fosse sua esposa, o anjo se enfurecerá e você sofrerá as consequências; em troca, se me respeitar, o anjo te amará como me ama”.
O marido respeitou, mas disse que somente acreditaria se contemplasse o anjo. Cecília lhe disse que se ele acreditasse no Deus vivo e verdadeiro e recebesse o Batismo, então, veria o anjo. Valeriano foi procurar o Bispo Urbano, que o instruiu na fé e o batizou.
A tradição assinala que, quando o marido retornou para ver sua amada, viu um anjo de pé junto a Cecilia e o ser celestial pôs uma grinalda de rosas e lírios sobre a cabeça de ambos. Mais tarde, Valeriano e seu irmão Tibúrcio seriam martirizados.
Cecília foi chamada para que proclamasse fé aos deuses pagãos, mas converteu seus caluniadores. O Papa Urbano a visitou em sua casa e, aí, batizou 400 pessoas. Posteriormente, a santa foi levada a julgamento e condenada a morrer sufocada no banheiro de sua casa. Mas, apesar da grande quantidade de lenha que os guardas colocaram no forno, Cecília não sofreu quaisquer danos.
Finalmente, mandaram decapitá-la e o verdugo desferiu três vezes a espada sobre seu pescoço. Santa Cecília passou três dias agonizando e finalmente partiu para a Casa do Pai.
Esta história é de fins do século V e não está totalmente fundada em documentos.
Em março de 2014, o Papa Francisco se referiu aos mártires dos primeiros tempos cristãos, como Santa Cecilia, e disse que “levavam sempre o Evangelho com eles: levavam-no, o Evangelho; ela, Cecília levava o Evangelho. Porque é precisamente o nosso primeiro passo, é a Palavra de Jesus, aquilo que alimenta a nossa fé”.
No Trastevere, em Roma, foi edificada a Basílica da Santa Cecília no século V. Neste local, atualmente, encontra-se a famosa estátua em tamanho natural feita pelo escultor Maderna, que mostra a Santa como se estivesse dormindo, recostada do lado direito.
ACI Digital

domingo, 18 de novembro de 2018

33º DOMINGO DO TEMPO COMUM: ANO B

A liturgia do 33º Domingo do Tempo Comum apresenta-nos, fundamentalmente, um convite à esperança. Convida-nos a confiar nesse Deus libertador, Senhor da história, que tem um projeto de vida definitiva para os homens. Ele vai – dizem os nossos textos – mudar a noite do mundo numa aurora de vida sem fim.
A primeira leitura anuncia aos crentes perseguidos e desanimados a chegada iminente do tempo da intervenção libertadora de Deus para salvar o Povo fiel. É esta a esperança que deve sustentar os justos, chamados a permanecerem fiéis a Deus, apesar da perseguição e da prova. A sua constância e fidelidade serão recompensadas com a vida eterna.
No Evangelho, Jesus garante-nos que, num futuro sem data marcada, o mundo velho do egoísmo e do pecado vai cair e que, em seu lugar, Deus vai fazer aparecer um mundo novo, de vida e de felicidade sem fim. Aos seus discípulos, Jesus pede que estejam atentos aos sinais que anunciam essa nova realidade e disponíveis para acolher os projetos, os apelos e os desafios de Deus.
A segunda leitura lembra que Jesus veio ao mundo para concretizar o projeto de Deus no sentido de libertar o homem do pecado e de o inserir numa dinâmica de vida eterna. Com a sua vida e com o seu testemunho, Ele ensinou-nos a vencer o egoísmo e o pecado e a fazer da vida um dom de amor a Deus e aos irmãos. É esse o caminho do mundo novo e da vida definitiva.

LEITURA I – Dn 12, 1-3
Leitura da Profecia de Daniel
Naquele tempo, surgirá Miguel, o grande chefe dos Anjos,
que protege os filhos do teu povo.
Será um tempo de angústia,
como não terá havido até então, desde que existem nações.
Mas nesse tempo, virá a salvação para o teu povo,
para aqueles que estiverem inscritos no livro de Deus.
Muitos dos que dormem no pó da terra acordarão,
uns para a vida eterna,
outros para a vergonha e o horror eterno.
Os sábios resplandecerão como a luz do firmamento
e os que tiverem ensinado a muitos o caminho da justiça
brilharão como estrelas por toda a eternidade.
ATUALIZAÇÃO
• O Livro de Daniel põe, também, a questão da fidelidade aos valores verdadeiramente importantes, que estão para além das conveniências políticas e sociais, ou das imposições e perspectivas de quem dita a moda… Daniel, o personagem central do livro, é uma figura interpelante, que nos convida a não transigirmos com os valores efémeros, sobretudo quando eles põem em causa os valores essenciais. O cristão não é uma “cana agitada pelo vento” que, por interesse ou por cálculo, esquece os valores e as exigências fundamentais da sua fé; mas é “profeta” que, em permanente diálogo com o mundo e sem se alhear do mundo, procura dar testemunho dos valores perenes, dos valores de Deus.
LEITURA II – Hb 10,11-14.18
Leitura da Epístola aos Hebreus
Todo o sacerdote da antiga aliança
se apresenta cada dia para exercer o seu ministério
e oferecer muitas vezes os mesmos sacrifícios,
que nunca poderão perdoar os pecados.
Cristo, ao contrário,
tendo oferecido pelos pecados um único sacrifício,
sentou-Se para sempre à direita de Deus,
esperando desde então que os seus inimigos
sejam postos como escabelo dos seus pés.
Porque, com uma única oblação,
Ele tornou perfeitos para sempre os que Ele santifica.
Onde há remissão dos pecados,
já não há necessidade de oblação pelo pecado.
ATUALIZAÇÃO
• Jesus, o Filho amado de Deus, veio ao mundo para concretizar o projeto de Deus no sentido de nos libertar do pecado e de nos inserir numa dinâmica de vida eterna. Com a sua vida e com o seu testemunho, Ele ensinou-nos a vencer o egoísmo e o pecado e a fazer da vida um dom de amor a Deus e aos irmãos. No dia do nosso Batismo, aderimos ao projeto de vida que Jesus nos apresentou e passamos a integrar a comunidade dos filhos de Deus. Resta-nos, agora, seguir os passos de Jesus e percorrer, dia a dia, esse caminho de amor e de serviço que Ele nos deixou em herança. É um compromisso sério e exigente, que necessita de ser continuamente renovado. O nosso compromisso com Jesus e com a sua proposta de vida exige que, como Ele, vivamos no amor, na partilha, no serviço, se necessário até ao dom total da vida; exige que lutemos, sem desanimar, contra tudo aquilo que rouba a vida do homem e o impede de chegar à vida plena; exige que sejamos, no meio do mundo, testemunhas de uma dinâmica nova – a dinâmica do amor. A nossa vida tem sido coerente com esse compromisso?
EVANGELHO – Mc 13,24-32
Evangelho de Nosso Senhor Jesus Cristo segundo São Marcos
Naquele tempo,
disse Jesus aos seus discípulos:
«Naqueles dias, depois de uma grande aflição,
o sol escurecerá e a lua não dará a sua claridade;
as estrelas cairão do céu
e as forças que há nos céus serão abaladas.
Então, hão-de ver o Filho do homem vir sobre as nuvens,
com grande poder e glória.
Ele mandará os Anjos,
para reunir os seus eleitos dos quatro pontos cardeais,
da extremidade da terra à extremidade do céu.
Aprendei a parábola da figueira:
quando os seus ramos ficam tenros e brotam as folhas,
sabeis que o Verão está próximo.
Assim também, quando virdes acontecer estas coisas,
sabei que o Filho do homem está perto, está mesmo à porta.
Em verdade vos digo:
Não passará esta geração sem que tudo isto aconteça.
Passará o céu e a terra,
mas as minhas palavras não passarão.
Quanto a esse dia e a essa hora, ninguém os conhece:
nem os Anjos do Céu, nem o Filho;
só o Pai».
ATUALIZAÇÃO
• Os cristãos, convictos de que Deus tem um projeto de vida para o mundo, têm de ser testemunhas da esperança. Eles não leem a história atual da humanidade como um conjunto de dramas que apontam para um futuro sem saída; mas vêem os momentos de tensão e de luta que hoje marcam a vida dos homens e das sociedades como sinais de que o mundo velho irá ser transformado e renovado, até surgir um mundo novo e melhor. Para o cristão, não faz qualquer sentido deixar-se dominar pelo medo, pelo pessimismo, pelo desespero, por discursos negativos, por angústias a propósito do fim do mundo… Os nossos contemporâneos têm de ver em nós, não gente deprimida e assustada, mas gente a quem a fé dá uma visão optimista da vida e da história e que caminha, alegre e confiante, ao encontro desse mundo novo que Deus nos prometeu.
http://www.dehonianos.org

sábado, 17 de novembro de 2018

Santa Isabel da Hungria, a que “morreu para a terra”

REDAÇÃO CENTRAL, 17 Nov. 18 / 04:00 am (ACI).- Neste dia 17 de novembro, a Igreja celebra Santa Isabel da Hungria, uma jovem mãe que aproveitou sua condição de nobreza para ajudar Cristo nos mais pobres. Ao morrer, apareceu a um homem e disse que ia para a glória e que morria para a terra.

Filha do rei da Hungria, nasceu em 1207 e foi dada em casamento a Luiz Landgrave da Turíngia. Por isso, desde pequena, foi enviada por seus pais ao castelo de Wartburg para ser educada na corte de Turíngia com aquele que seria seu marido. Teve que suportar incompreensões por sua bondade.
Seu prometido, cada vez que passava pela cidade, comprava algo para a santa e entregava-lhe muito respeitosamente. Mais tarde, o jovem herdou a ‘dignidade’ de Landgrave e se casou com Santa Isabel. Deus lhes concedeu três filhos.
Luiz não colocava impedimento às obras de caridade da santa, mas, à noite, quando ela se levantava para rezar, seu esposo lhe pegava pela mão com medo de que tantos sacrifícios lhe causassem danos e suplicava que voltasse a descansar.
Por um tempo, a fome se fez sentir naquelas terras e Santa Isabel gastou seu dinheiro e os grãos que estavam reservados para sua casa, ajudando os pobres. Isto lhe rendeu grandes críticas. Como o castelo ficava sobre uma colina, construiu um hospital ao pé do monte para dar de comer aos inválidos com suas próprias mãos e pagava a educação das crianças pobres, especialmente dos órfãos.
Luiz morreu em uma das cruzadas, vítima da peste, e Santa Isabel sofreu muito. Depois, seu cunhado se apoderou do governo e ela teve que se mudar. Posteriormente, quando seus filhos tinham todo o necessário, tomou o hábito da ordem terceira de São Francisco.
Seu sacerdote confessor a submetia a grandes sacrifícios como despedir seus criados que mais amava. Ajudava os enfermos, vivia austeramente e trabalhava sem descanso. Partiu para a Casa do Pai ao anoitecer de 17 de novembro de 1231.
Diz-se que no dia de sua morte, um irmão leigo tinha quebrado um braço em um acidente e sofria na cama com dores. Então, Santa Isabel lhe apareceu com vestidos radiantes e o irmão lhe perguntou por que estava vestida tão formosamente. Ela respondeu: “É porque vou para a glória. Acabo de morrer para a terra. Estique seu braço porque foi curado”.
Dois dias depois do enterro, um monge cisterciense foi ao túmulo de Santa Isabel e ajoelhou-se para pedir à santa que intercedesse para se curar de uma terrível dor no coração. De uma hora para outra, ficou completamente curado de sua doença.
ACI Digital

quinta-feira, 15 de novembro de 2018

Santo Alberto Magno, o “grande doutor” por um acordo com a Virgem

REDAÇÃO CENTRAL, 15 Nov. 18 / 04:00 am (ACI).- Neste dia 15 de novembro, celebra-se Santo Alberto Magno, Doutor da Igreja e padroeiro dos estudantes de ciências naturais. Era considerado um grande especialista, mas a sua memória prodigiosa e seu notável espírito científico se devem a um acordo com a Virgem Maria.

Santo Alberto nasceu em Lauingen (Alemanha), por volta de 1206. Aos 16 anos, começou a estudar na Universidade de Pádua (Itália), onde conheceu o Beato Jordão da Saxônia, da Ordem de São Domingos, que o acompanhou em seu processo para ingressar nos dominicanos. Mais tarde, ocupou altos cargos como professor na Alemanha.
Em Paris, centro intelectual da Europa Ocidental naquela época, obteve o grau de professor e, diz-se que eram tantos os estudantes que frequentam suas aulas, que teve que ensinar em praça pública. Este lugar leva o seu nome, é a Praça “Maubert”, que vem de “Magnus Albert”.
Foi eleito superior provincial da Alemanha e, posteriormente, nomeado reitor de uma nova universidade em Colônia, onde teve como discípulo outro grande nome da Igreja, Santo Tomás de Aquino.
Foi uma grande autoridade em filosofia, física, geografia, astronomia, mineralogia, alquimia (química), biologia etc., assim como no que diz respeito à Bíblia e à Teologia. É o iniciador do sistema escolástico. No entanto, mantinha-se humilde e nunca deixou a oração e os sacramentos.
Em Roma, chegou a ser teólogo e canonista pessoal do Papa. Depois, foi ordenado Bispo de Regensburg, serviço ao qual renunciou tempos depois para se dedicar a formar e ensinar. Em 1274, participou ativamente no II Concílio de Lyon.
Até então, não cabia dúvida de que se tratava de um intelectual fora do comum. Porém, em 1278, enquanto dava aulas, subitamente sua memória falhou e perdeu a agudeza do entendimento. Então, compreendeu que seu fim estava chegando.
Santo Alberto contou que, quando era jovem, os estudos eram difíceis para ele e, certa noite, tentou fugir do colégio onde estudava. Quando chegou ao topo de uma escada encostada na parede, encontrou a Virgem Maria.
“Alberto, por que em vez de fugir do colégio não reza para mim, que sou ‘Casa da Sabedoria’? Se tem fé em mim e confiança, eu te darei uma memória prodigiosa”, disse-lhe a Mãe de Deus.
“E para que saiba que fui eu que te concedi, quando for morrer, esquecerá tudo o que sabia”, acrescentou a Virgem. Isto se cumpriu. Dois anos mais tarde, o santo partiu para o Céu muito pacificamente, sem doenças e enquanto conversava com seus irmãos em Colônia.
“Santo Alberto Magno – disse o Papa Bento XVI em 2010 – recorda-nos que entre ciência e fé existe amizade, e que os homens de ciência podem percorrer, através da sua vocação para o estudo da natureza, um autêntico e fascinante percurso de santidade”.
ACI Digital

domingo, 11 de novembro de 2018

32º Domingo do Tempo Comum: A oferta agradável a Deus

+ Sergio da Rocha
Cardeal Arcebispo de Brasília
A Liturgia da Palavra nos apresenta o exemplo de duas mulheres, ambas viúvas e pobres. A primeira viveu no tempo do profeta Elias, ficando conhecida como a “viúva de Sarepta” (1Rs 17,10-16). A segunda foi elogiada pelo próprio Jesus, conforme o Evangelho (Mc 12,38-44). As duas nos deixaram exemplos de generosidade, partilha e confiança em Deus. Naquele tempo, as viúvas estavam entre as pessoas mais pobres e desamparadas, sobretudo quando não tinham filhos para sustentá-las. A situação da viúva de Sarepta era muito difícil, devido ao tempo de seca e penúria que se abatia sobre o povo. Por isso, a atitude daquelas mulheres tem especial importância, ecoando ao longo da história e convidando-nos a imitá-las.
A partilha generosa testemunhada por elas está enraizada na fé em Deus. A fé e a confiança em Deus permitiram à viúva de Sarepta acolher as palavras de Elias. A outra viúva, retratada no Evangelho, encontra-se no templo, lugar de celebração da fé em Deus. A fé verdadeira, alimentada pela oração, se expressa através da confiança e da esperança em Deus. Ao mesmo tempo, a mesma fé nos leva a viver a caridade através da partilha, da generosidade e da solidariedade. A generosidade que brota da fé vai muito além da oferta daquilo que sobra ou da doação do que se considera sem grande valor, conforme nos ensinam as duas mulheres recordadas pela Liturgia da Palavra. Diferente é a atitude dos doutores da Lei, que fingiam fazer longas orações, faziam tudo apenas para serem admirados e acabavam explorando os pobres, “devorando as casas das viúvas”. O orgulho e a ganância dos doutores da Lei contrastam com a  humildade e a generosidade das viúvas pobres. A oferta delas é agradável a Deus!
A Carta aos Hebreus nos fala de uma outra oferenda, a maior de todas, que é a entrega da própria vida de Jesus Cristo, através do sacrifício redentor da cruz. Oferecer bens materiais, partilhar o pouco ou o muito que se tem, pode ser um sinal importante de vida cristã, de fé em Deus e de amor ao próximo. Contudo, mais importante ainda é o dom da própria vida ofertado através de gestos de amor e de serviço. A prova maior de amor, que é doar a vida pelo irmão, foi deixada pelo próprio Cristo na cruz e deve ser recordada e vivida pelos discípulos de hoje.
Tudo isso, nos leva a bendizer a Deus com o Salmo 145, reconhecendo o amor misericordioso de Deus por nós e, especialmente, pelos mais pobres e sofredores. A nossa oferta agradável a Deus seja um coração humilde e generoso, capaz de partilhar os dons recebidos, como sinal de fé e gratidão a Deus e de caridade para com os irmãos que mais sofrem.
Arquidiocese de Brasília / O Povo de Deus

São Leão Magno, doutor da Igreja e protetor dos indefesos

REDAÇÃO CENTRAL, 10 Nov. 18 / 04:00 am (ACI).- “Aquele que ama Deus se contenta em lhe agradar, porque o maior prêmio que podemos desejar é o próprio amor. O amor, de fato, vem de Deus, de tal maneira que Deus mesmo é o amor”, dizia São Leão Magno, doutor da Igreja, cuja festa é celebrada neste dia 10 de novembro.

São Leão Magno nasceu na Itália e chegou a ser secretário dos Papas São Celestino e Sisto III, que o enviou como embaixador à França para evitar uma guerra civil que começaria por uma disputa entre dois generais. Estando Leão nesta região, por volta dos anos 440, recebeu a notícia de que tinha sido nomeado Sumo Pontífice.
Como sucessor de Pedro, pregou ao povo em todas as festas e, aos que estavam distantes, instruía-os através de cartas. Por isso, diversos sermões e cartas dele são conservados e considerados verdadeiras joias de doutrina.
Diz-se que a sua fama de sábio era tão grande que, quando foi lida a carta que enviou ao Concílio de Calcedônia, os 600 bispos se levantaram e exclamaram que São Pedro tinha falado pela boca de Leão.
Em uma ocasião, os romanos foram ameaçados por Átila, o líder dos temidos hunos. O Papa foi ao seu encontro, conseguiu fazer com que não entrassem em Roma e que o guerreiro retornasse para sua terra na Hungria.
Mais tarde, São Leão também negociou com outro feroz inimigo chamado Genserico, chefe dos vândalos, e, embora não tenha podido evitar que Roma fosse saqueada, o Pontífice conseguiu que a cidade não fosse incendiada e seus habitantes não fossem assassinados.
Durante seus 21 anos de pontificado, o santo trabalhou incessantemente pela unidade e integridade da Igreja e lutou contra as heresias do nestorianismo (que diz que em Jesus havia duas pessoas separadas, uma divina e outra humana), o monofisismo (que crê que Cristo é somente divino), o maniqueísmo (que diz que o espírito do homem é de Deus e o corpo do demônio) e o pelagianismo (que sustenta que o pecado de Adão não afetou sua descendência e não ressuscitará pela redenção de Cristo).
“As próprias palavras divinas de Cristo nos atestam como é a doutrina de Cristo, de modo que aqueles que anseiam chegar à bem-aventurança eterna podem identificar os passos dessa ditosa subida”, disse uma vez São Leão Magno, que partiu para a Casa do Pai em 461.
ACI Digital

segunda-feira, 5 de novembro de 2018

São Zacarias e Santa Isabel, pais de João Batista

REDAÇÃO CENTRAL, 05 Nov. 18 / 05:00 am (ACI).- “Ambos eram justos diante de Deus e observavam irrepreensivelmente todos os mandamentos e preceitos do Senhor”, afirma São Lucas em seu Evangelho (Lc 1,6) sobre São Zacarias e Santa Isabel – pais de São João Batista e tios de Jesus –, cuja festa litúrgica é celebrada neste dia 5 de novembro.

Conforme São Lucas descreve no primeiro capítulo de seu Evangelho, Zacarias pertencia à classe sacerdotal de Abias e Isabel era descendente de Aarão. Ambos eram de idade avançada e não tinham filhos, pois Isabel era estéril.
Certo dia, coube a Zacarias ingressar no “Santuário do Senhor” para oferecer o perfume. Então, um anjo do Senhor apareceu e lhe disse que sua esposa lhe daria um filho ao qual chamaria João.
“Irá adiante de Deus com o espírito e poder de Elias para reconduzir os corações dos pais aos filhos e os rebeldes à sabedoria dos justos, para preparar ao Senhor um povo bem disposto”, disse o anjo a Zacarias.
Zacarias perguntou como poderia ter certeza disso, porque ele e sua esposa eram idosos. O anjo, então, respondeu que ele era Gabriel, o que está diante de Deus, e que tinha sido enviado para lhe falar e anunciar esta boa notícia. Em seguida, disse-lhe que ficaria mudo por não ter acreditado.
Quando Zacarias voltou para casa, sua esposa Isabel concebeu um filho e ela pensava: “Eis a graça que o Senhor me fez, quando lançou os olhos sobre mim para tirar o meu opróbrio dentre os homens”.
Depois que o anjo Gabriel apareceu à Virgem Maria, a Mãe de Deus foi ajudar Isabel, que ao vê-la exclamou: “Bendita és tu entre as mulheres e bendito é o fruto do teu ventre. Donde me vem esta honra de vir a mim a mãe de meu Senhor? Pois assim que a voz de tua saudação chegou aos meus ouvidos, a criança estremeceu de alegria no meu seio. Bem-aventurada és tu que creste, pois se hão de cumprir as coisas que da parte do Senhor te foram ditas”.
Quando João nasceu, todos se alegraram da misericórdia de Deus. No dia da circuncisão, todos queriam chamá-lo como seu pai. Entretanto, Isabel comunicou que se chamaria João. Zacarias confirmou, escrevendo esse nome em uma tabuinha e imediatamente voltou a falar.
Finalmente, o pai de São João Batista, louvando a Deus, pronunciou o famoso “Cântico de Zacarias”, uma das orações que os sacerdotes e religiosos rezam todas as manhãs em suas orações chamadas ‘Laudes’.
ACI Digital

domingo, 4 de novembro de 2018

Solenidade de Todos os Santos: Felizes os Santos!

+ Sergio da Rocha
Cardeal Arcebispo de Brasília
Celebramos, com alegria e ação de graças a Deus, a Solenidade de Todos os Santos,  transferida no Brasil para o domingo seguinte ao dia primeiro de novembro, a fim de que todos possam participar da Eucaristia. A Liturgia da Palavra nos mostra quem são os santos e como ser santos. Na primeira leitura, o livro do Apocalipse se refere a uma “multidão imensa” trajada com vestes brancas e trazendo palmas na mão (Ap 7,9). Quem são? De onde vieram? O próprio texto nos dá a resposta:  “vieram da grande tribulação, lavaram as suas vestes e as alvejaram no sangue do Cordeiro” (Ap 7,14).  A santidade se expressa através do testemunho corajoso, que deve ocorrer no dia a dia e que se manifesta, por excelência, no martírio em meio a “grande tribulação”, simbolizado pelas palmas que trazem nas mãos. Na arte sacra, há o costume de se representar os santos que morreram mártires com uma palma na mão, a palma do martírio, a palma da vitória de Cristo. Em meio a perseguição religiosa, como nos inícios do Cristianismo, o testemunho público da fé torna-se ainda mais difícil e necessário. O fato de estarem “de pé” diante do Cordeiro expressa a prontidão e a firmeza dos santos em qualquer situação e, principalmente, na hora da provação.
Infelizmente, nem sempre se tem uma ideia justa a respeito dos santos. Muitos se enganam, fazendo um retrato triste de quem é santo, que não corresponde ao que propõe o Evangelho (Mt 5,1-12). Ao falar das bem-aventuranças, Jesus nos mostra que os santos são “bem-aventurados”, isto é, verdadeiramente felizes. Santos e felizes são os pobres em espírito, os mansos, os misericordiosos, os que tem fome e sede de justiça, os puros de coração, os aflitos, os que promovem a paz e os perseguidos pela justiça. Infelizmente, no mundo de hoje, busca-se uma felicidade muito distante daquela apresentada por Jesus; por isso, ela não é encontrada. As inúmeras pessoas que têm sido canonizadas pela Igreja nos mostram que é possível ser santos e felizes. Antes de estarem no céu, assim como nós, elas viveram neste mundo as bem-aventuranças e permaneceram fiéis a Jesus Cristo, na Igreja.
Entretanto, ninguém é santo contando somente com os próprios esforços. A santidade é dom de Deus. Recebida como graça, isto é, como dom gratuito do amor de Deus, a santidade somente poderá ser vivida pela graça. Os santos são redimidos pelo sangue de Cristo derramado na cruz; são santos por causa dele e em vista dele. Por isso, o Apocalipse deixa claro que aqueles que estão trajando vestes brancas, “lavaram as suas vestes e as alvejaram no sangue do Cordeiro” (Ap 7,14), que é Jesus Cristo. Sejamos santos, pela graça de Deus, contando com a intercessão e o exemplo dos santos!
Arquidiocese de Brasília / O Povo de Deus.

sexta-feira, 2 de novembro de 2018

Dia de finados: Com estas orações pode pedir a Deus pelos defuntos

Foto referencial: Flickr - Bartheird (CC BY-NC-ND 2.0)
REDAÇÃO CENTRAL, 02 Nov. 18 / 06:00 am (ACI).- “Uma flor em sua tumba murcha, uma lágrima se evapora, só a oração chega ao trono de Deus”, disse Santo Agostinho. Neste dia 2 de novembro, a Igreja recorda com muito carinho os fiéis defuntos e, por isso, recomendamos essas orações pelas almas que já partiram para a Casa do Pai.
Por uma criança
Senhor, que conhece a nossa tristeza profunda pela morte de..., concede a cada um de nós que acolhemos com dor a tua vontade de levá-lo (a), o consolo de acreditar que viverá eternamente contigo na glória. Por Jesus Cristo nosso Senhor. Amém.
Por um jovem
Concede, Senhor, a felicidade da glória eterna ao teu servo..., a quem chamou deste mundo quando em sua juventude corporal; mostra-lhe a tua misericórdia e acolha-o entre os teus santos em teu canto eterno de louvor. Por Jesus Cristo nosso Senhor. Amém.
Pelos pais e avós
Oh, Deus! Que nos pediu honrar pai e mãe. Por tua misericórdia, tem piedade do meu pai (mãe) e não recorde os seus pecados. Que eu possa vê-lo novamente na alegria do eterno esplendor. Por Cristo nosso Senhor. Amém.
Em caso de acidente ou de suicídio
Escuta, Senhor, as orações do teu povo unidas às lágrimas de dor que sentimos pela morte inesperada do nosso irmão..., e permita que ele alcance a tua misericórdia e esteja para sempre na luz daquela pátria onde não há mais sofrimento nem morte. Por Jesus Cristo nosso Senhor. Amém.
Oração no cemitério no dia dos fiéis defuntos
O costume de visitar os cemitérios no dia dos defuntos é uma boa oportunidade para rezar por eles e reafirmar a nossa fé na ressurreição. A seguir, propomos a seguinte oração para esta ocasião.
A/. Em nome do Pai e do Filho e do Espírito Santo. T/. Amém.
A/. Bendigamos ao Senhor que, pela ressurreição do seu Filho, nos ajuda a nascer a uma esperança viva. T/. Bendito seja Deus para sempre.
A/. Irmãos: Todos nós temos parentes e amigos que morreram. Hoje recordamos todos aqueles que faleceram e pedimos que Deus tenha misericórdia deles. Neste cemitério, nos unimos para reafirmar a nossa fé em Cristo, que venceu a morte, e com a esperança de que também vencerá a nossa morte e nos reunirá com nossos entes queridos em seu reino de glória. Que esta celebração nos encoraje a sermos fiéis ao Senhor e a seguir os bons exemplos que nossos parentes nos deixaram em suas vidas. Comecemos reconhecendo nossos pecados diante do Senhor (momento de silêncio).
Senhor, que ressuscitou Lázaro do sepulcro. SENHOR, TENDE PIEDADE.
Cristo, que venceu a morte e ressuscitou. CRISTO, TENDE PIEDADE.
Senhor, que nos prometeu uma vida eterna contigo. SENHOR, TENDE PIEDADE.
A/ O Senhor todo-poderoso tende piedade de nós, perdoe nossos pecados e nos conduza à vida eterna. T/. Amém.
L/. Leitura da carta do apóstolo Paulo aos Romanos (6, 3-4, 8-9).
“3Ou ignorais que todos os que fomos batizados em Jesus Cristo, fomos batizados na sua morte? 4Fomos, pois, sepultados com ele na sua morte pelo batismo para que, como Cristo ressurgiu dos mortos pela glória do Pai, assim nós também vivamos uma vida nova. 8Ora, se morremos com Cristo, cremos que viveremos também com ele, 9pois sabemos que Cristo, tendo ressurgido dos mortos, já não morre, nem a morte terá mais domínio sobre ele”.
A/. Irmãos: Invoquemos com fé o Deus Pai todo-poderoso que ressuscitou dentre os mortos o seu Filho Jesus Cristo para a salvação de todos.
• Para que fortaleça o povo cristão na fé, na esperança e no amor, roguemos ao Senhor. Todos: SENHOR, ESCUTAI A NOSSA PRECE.
• Para que liberte o mundo inteiro de todas as suas injustiças, violência e sinais da morte, roguemos ao Senhor.
• Para que acolha e ilumine com a luz do seu rosto todos aqueles que morreram na esperança da ressurreição, roguemos ao Senhor.
• Para que receba em seu reino... (nomes dos falecidos) e todos os defuntos da nossa família, roguemos ao Senhor.
• Para que a nossa visita e nossas flores e velas sejam sinais da nossa fé na vida eterna, roguemos ao Senhor.
• Para que fé em Cristo mova os nossos corações para dar frutos de solidariedade e de justiça, roguemos ao Senhor.
A/. Oremos, irmãos, como Jesus nos ensinou.
T/. Pai Nosso... Ave Maria ... Glória ao Pai ...
A/. Deus de todo consolo, que com amor inefável criaste o homem e por meio da ressurreição do teu Filho deu aos crentes a esperança de ressuscitar, derrame sobre nós a tua bênção. T/. Amém.
A/. Que Deus nos conceda o perdão dos nossos pecados e conceda aos que morreram o lugar da luz e da paz. T/. Amém.
A/. Que Deus nos conceda viver eternamente com Cristo, que proclamamos ressuscitado dentre os mortos. T/. Amém.
A/. E a bênção de Deus todo-poderoso Pai, Filho e Espírito Santo desça sobre nós e nos acompanhe sempre.  T/. Amém.
A/. Dá-lhes, Senhor, o descanso eterno.  T/. E brilhe para eles a luz perpétua.
A/. Que as almas de todos os fiéis defuntos, pela misericórdia de Deus, descansem em paz.  T/. Amém.
ACI Digital

Hoje a Igreja recorda os Fiéis Defuntos

REDAÇÃO CENTRAL, 02 Nov. 18 / 05:00 am (ACI).- Após comemorar a Solenidade de Todos os Santos, os católicos celebram neste 2 de novembro os Fiéis Defuntos, recordando todos aqueles que já deixaram este mundo.

A celebração dos Fiéis Defuntos é oferecida, em particular, pelas almas do purgatório, onde estão para expiar os pecados veniais ou para satisfazer a pena temporal devida aos seus pecados.
Catecismo da Igreja Católica recorda que os que morrem em graça e amizade de Deus, mas não perfeitamente purificados, passam depois de sua morte por um processo de purificação, para obter a completa formosura de sua alma.
A Igreja chama de Purgatório essa purificação e, para falar que será como um fogo purificador, apoia-se na frase de São Paulo: “A obra de cada um aparecerá. O dia (do julgamento) demonstra-lo-á. Será descoberto pelo fogo; o fogo provará o que vale o trabalho de cada um”. (1Cor 3, 13).
Por isso, os fiéis na terra podem ajudar as almas do purgatório pelas orações, esmolas e especialmente pelo sacrifício da Missa, para que possam ir para o céu em breve.
A prática de rezar pelos defuntos é extremamente antiga. O segundo livro dos Macabeus no Antigo Testamento diz: “Eis por que ele pediu um sacrifício expiatório para que os mortos fossem livres de suas faltas” (2Mac 12, 46).
Seguindo esta tradição, a Igreja desde os primeiros séculos, tem o costume de rezar pelos defuntos.
São Gregório Magno afirma: “Se Jesus Cristo disse que há faltas que não serão perdoadas nem neste mundo nem no outro, é sinal de que há faltas que sim são perdoadas no outro mundo. Para que Deus perdoe os defuntos das faltas veniais que tinham sem perdoar no momento de sua morte, para isso oferecemos missas, orações e esmolas por seu eterno descanso”.
Sobre a oração pelos defuntos, também São Francisco de Sales dizia: “Vós que chorais inconsoláveis a perda de vossos entes queridos, eu não vos proíbo de chorar, não. Mas, procurai adoçar vossas lágrimas com o suave bálsamo da oração, que pode concorrer para as aliviar”.
O próprio Jesus, certa vez, dirigiu a Santa Gertrudes as seguintes palavras: “Muitíssimo grata me é a oração pelas almas do purgatório, porque por ela tenho ocasião de libertá-las das suas penas e introduzi-las na glória eterna”.
O Senhor prometeu à santa que seriam libertas mil almas do Purgatório cada vez que esta oração fosse rezada com fervor:
“Eterno Pai, ofereço o Preciosíssimo Sangue de Vosso Divino Filho Jesus, em união com todas as missas que hoje são celebradas em todo o Mundo, por todas as santas Almas do Purgatório, pelos pecadores, em todos os lugares, pelos pecadores, na Igreja Universal, pelos da minha casa e meus vizinhos. Amém”.
ACI Digital

Pe. Manuel Pérez Candela

Pe. Manuel Pérez Candela
Pároco da Paróquia Nossa Senhora da Imaculada Conceição - Sobradinho/DF