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domingo, 28 de fevereiro de 2021

O Papa no Angelus: devemos ter cuidado com a preguiça espiritual

O Papa Francisco durante o Ângelus
Vatican News

Mariangela Jaguraba - Vatican News

Na oração mariana do Angelus, deste II Domingo da Quaresma (28/02), o Papa Francisco refletiu sobre o Evangelho do dia, no qual Jesus transfigurou-se diante de três dos seus discípulos.

“Pouco antes, Jesus tinha anunciado que, em Jerusalém, iria sofrer muito, seria rejeitado e condenado à morte. Podemos imaginar o que deve ter acontecido então no coração de seus amigos, daqueles amigos íntimos, os seus discípulos: a imagem de um Messias forte e triunfante é colocada em crise, seus sonhos são partidos e a angústia aumenta ao pensar que o Mestre em que acreditaram seria morto como o pior dos malfeitores. Naquele momento, com aquela angústia da alma, Jesus chama Pedro, Tiago e João e os leva consigo para a montanha”, ressaltou o Pontífice.

Subir ao monte é aproximar-se um pouco de Deus

O Evangelho diz: “Ele os levou sobre uma alta montanha”.

Na Bíblia, a montanha sempre tem um significado especial: é o lugar elevado, onde o céu e a terra se tocam, onde Moisés e os profetas tiveram a experiência extraordinária de encontrar Deus. Subir ao monte é aproximar-se um pouco de Deus. Jesus sobe para o alto junto com os três discípulos e eles se detêm no topo da montanha. Aqui, Ele se transfigura diante deles. O seu rosto radiante e as suas vestes resplandecentes, que antecipam a imagem como Ressuscitado, oferecem àqueles homens assustados a luz, a luz da esperança, a luz para atravessar as trevas: a morte não será o fim de tudo, porque se abrirá para a glória da Ressurreição. Jesus anuncia a sua morte, os leva ao monte e mostra para eles o que acontecerá depois da ressurreição.

Ir além dos nossos esquemas e critérios deste mundo

Como exclamou o apóstolo Pedro, é bom ficarmos com o Senhor no monte, viver esta «antecipação» da luz no coração da Quaresma. É um convite para nos lembrar, especialmente quando passamos por uma prova difícil, e muitos de vocês sabem o que significa atravessar uma prova difícil, recordar que o “Senhor Ressuscitou e não permite que as trevas tenham a última palavra”, disse ainda o Papa, acrescentando:

Às vezes acontece que passamos por momentos de escuridão na nossa vida pessoal, familiar ou social, e tememos que não haja uma saída. Sentimo-nos assustados diante de grandes enigmas como a doença, a dor inocente ou o mistério da morte. No mesmo caminho de fé, muitas vezes tropeçamos quando encontramos o escândalo da cruz e as exigências do Evangelho, que nos pede para dedicar a vida ao serviço e perdê-la no amor, em vez de preservá-la para nós mesmos e defendê-la. Precisamos, então, de outro olhar, uma luz que ilumine em profundidade o mistério da vida e nos ajude a ir além dos nossos esquemas e além dos critérios deste mundo. Também nós somos chamados a subir a montanha, a contemplar a beleza do Ressuscitado que acende vislumbres de luz em cada fragmento da nossa vida e nos ajuda a interpretar a história a partir da vitória pascal.

Cuidado com a preguiça espiritual

“Mas tenhamos cuidado”, pois as palavras “de Pedro ‘é bom para nós ficarmos aqui’ não devem se tornar uma preguiça espiritual”, advertiu Francisco. “Não podemos permanecer na montanha e desfrutar sozinhos a beatitude deste encontro. O próprio Jesus nos leva de volta ao vale, entre os nossos irmãos e irmãs e na vida quotidiana”, frisou o Papa.

Devemos ter cuidado com a preguiça espiritual: nós estamos bem, com as nossas orações e liturgias, e isto é suficiente para nós. Não! Subir a montanha não é esquecer a realidade. Rezar nunca é fugir das fadigas da vida. A luz da fé não é para uma bela emoção espiritual. Não! Esta não é a mensagem de Jesus. Somos chamados a experimentar o encontro com Cristo para que, iluminados pela sua luz, possamos levá-la e fazê-la brilhar em todos os lugares. Acender pequenas luzes nos corações das pessoas; ser pequenas lâmpadas do Evangelho que levam um pouco de amor e esperança: esta é a missão do cristão.

O Papa concluiu, pedindo a Maria Santíssima “que nos ajude a acolher com admiração a luz de Cristo, a guardá-la e a partilhá-la”.

Vatican News

Vacina do coronavírus: casas de religiosos excluídas das prioridades

Guadium Press
Casas de repouso católicas estão excluídas das primeiras fases das campanhas de vacinação realizadas em Valônia e Bruxelas, na Bélgica.

Bruxelas – Bélgica (27/02/2021, 16:10, Gaudium Press) Na Bélgica, –diferentemente das casas de repouso tradicionais– os lares para idosos pertencentes às Congregações Católicas que recebem religiosos e religiosas não estão incluídos nas primeiras fases dos planos de vacinação de Bruxelas e Valônia.

Discriminação? Casas de repouso católicas estão excluídas das primeiras fases das campanhas de vacinação

A casa repouso “Maison Saint-Claude La Colombière”, localizada em Bruxelas, acolhe cerca de quarenta Jesuítas idosos que nessa casa compartilham seus últimos anos de vida.

Como em todos os lares destinados a idosos comuns, os residentes recebem cuidados de enfermagem com enfermeiros cuidadores, cozinha e manutenção. Mesmo sendo assim, os moradores da “Maison Saint-Claude La Colombière” ainda não foram vacinados.

Houve promessa de que a vacinação seria realizada em fevereiro, mas, na verdade, todas essas casas estão excluídas de vacinação

Depois de entrar em contato com a Iris Care, responsável pela vacinação contra a Covid em Bruxelas, os dirigentes da casa receberam uma resposta indicando que a vacina chegaria em fevereiro.

Acontece que desde então não houve notícias sobre isso nenhuma vacina surgiu no horizonte, desde então.

Embora a “Maison Saint-Claude La Colombière” tenha decidido não se preocupar e esperar com paciência, não é esse o que acontece com todos as casas destinadas à permanência para religiosos e religiosas.

De fato, o que está acontecendo é que todas essas casas estão excluídas das primeiras fases das campanhas de vacinação realizadas em Valônia e Bruxelas e que dizem respeito a casas de repouso e comunidades e lares para pessoas com deficiência.

Conferência dos Religiosos da Bélgica uniu as preocupações das diferentes congregações para que fossem vacinados 1750 religiosos idosos

A Conferência dos Religiosos da Bélgica, decidiu unir as preocupações das diferentes congregações e na sexta-feira, 19 de fevereiro enviou uma carta às autoridades governamentais da saúde, entre elas Franck Vandenbroucke, pedindo que esses 1.750 religiosos e religiosas, assim como o pessoal de enfermagem desses estabelecimentos, sejam reconhecidos como pessoas de risco.

A Conferência dos Religiosos da Bélgica pede para acabar com essa diferença no tratamento com as casas tradicionais, fornecendo o quanto antes as vacinas aos médicos que as encaminham em cada comunidade.

Um risco ignorado

As estruturas dessas casas para religiosos idosos variam de acordo com as congregações. Alguns destinam-se apenas a pessoas com deficiência ou muito velhas, outras incluem pessoas sem deficiência que cuidam de deficientes.

Em todos os casos, a promiscuidade da vida comunitária acarreta um maior risco de contaminação com Covid-19. Acontece, porém um agravamento: esse público de moradores já é frágil.

Por não serem oficialmente reconhecidas, as estruturas de acomodação informal para os religiosos não terão a vacinação como prioridade

Interrogando a “Agência Valona para uma Vida de Qualidade” (Aviq) órgão responsável pela vacinação, o padre Robert Huet, tesoureiro da Conferência dos Religiosos da Bélgica, soube que estas congregações faziam parte da fase de vacinação 1B, ou seja, vacinação de pessoas com mais de 65 anos que deveriam começar a ser vacinada em março.

Por não serem oficialmente reconhecidas e registradas, todas as estruturas de acomodação informal para os religiosos são consideradas como casas tradicionais e não terão a vacinação como prioridade.

O risco de que uma catástrofe causada pela não vacinação nestas casas está sendo ignorado.

Mas a denúncia da discriminação de que são vítimas as estruturas informais, sejam elas religiosas ou não, já foi feita. (JSG)

(Da Redação Gaudium Press, informações www.cathobel.be)

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A busca da Verdade em uma sociedade ideologicamente dividida

© Jeffrey Bruno
por Francisco Borba Ribeiro Neto

Para cada pessoa realmente sectária e mal-intencionada, temos várias pessoas bem-intencionadas e abertas ao diálogo – desde que descubramos os caminhos adequados para o entendimento mútuo.

Quando observamos nossa sociedade atual, no Brasil e no mundo, percebemos que as divisões ideológicas parecem ter ganho uma dimensão nunca vista antes. De um modo ou de outro, sempre existiram algumas ideologias dominantes, “hegemônicas”, e outras subalternas, que não tinham reconhecido seu direito a se apresentar. Frequentemente, os momentos considerados “plurais” são aqueles em que uma ideologia subalterna ganha hegemonia. Seus seguidores não admitem que estão calando aos demais assim como foram calados no passado, então criam uma falsa imagem de que agora todos têm a mesma possibilidade de se exprimir.

Em alguns poucos momentos, como neste em que estamos hoje, ideologias dominantes perdem a legitimidade, mas as ideologias subalternas não conseguem se afirmar em seu lugar. Permanece então um conflito aberto, onde boas intenções, negacionismos e sectarismos podem ser encontrados em todas as facções que se opõem – algumas vezes de forma evidente; em outras, de forma velada.

Os impasses ideológicos não se mantêm apenas por um balanço aparentemente equilibrado de forças, mas também porque nenhum dos lados têm propostas reconhecidamente válidas e efetivas para superar as dificuldades. O capitalismo internacional e os Estados chamados “do bem-estar social” enfrentam uma crise há muitos anos, mas nenhuma proposta neoliberal ou socialista conseguiu responder de forma convincente aos problemas enfrentados. A liberalização dos costumes tem levado ao vazio existencial e à depressão, mas os valores da tradição não conseguem mostrar-se tão universais como deveriam ser.

Momentos assim são aqueles em que o diálogo se torna mais importante e difícil. O leitor me desculpe a insistência no tema da Campanha da Fraternidade de 2021, mas ele é absolutamente vital nessa época.

Ideologia e verdade

Não podemos esquecer nunca de que as ideologias não são apenas “afirmações mentirosas”. A mentira tem pernas curtas, como diz o ditado popular. Ideologias se perpetuam porque têm alguma coisa de verdadeiro (nem que seja apenas o desejo de bem que estava na sua origem mais remota). Sobrevivem porque seu seguidores se fixam nesse lado verdadeiro e fecham os olhos aos seus erros e mentiras.

Todos somos ideológicos em algumas coisas. Só Deus tem a verdade absoluta sobre todas as coisas. Numa analogia com o pensamento do Papa Francisco, podemos dizer que todos estamos sujeitos à ideologia, mas o ideólogo é aquele que se acomoda a ela, passando a transmiti-la sem se preocupar em descobrir a Verdade (o Papa explica que todos somos pecadores, mas o corrupto – à semelhança do ideólogo – se regozija com o pecado e com as vantagens que pode obter dele).

As ideologias vão sendo superadas (nunca definitivamente eliminadas) com nosso esforço contínuo para encontrarmos a Verdade última e as muitas pequenas verdades do cotidiano. Nesse trabalho, o diálogo se torna um dos mais eficientes instrumentos de luta contra as ideologias. Ao escutarmos quem pensa diferente, descobrimos as falhas de nossos pensamentos e, se estamos realmente comprometidos com a Verdade, reformulamos nossas ideias, para que se tornem mais correspondentes à realidade.

Na luta pelo poder, um se considera vencedor quando obriga o outro a aceitar suas ideias. Mas, no “bom combate” ao qual alude São Paulo (2Ti 4, 7), a luta pela fé, pelo bem e pela posse do próprio coração, ganha aquele que aprende no encontro com o outro e descobre mais sobre a Verdade. Muitas vezes teremos que reconhecer que existem coisas boas e certas nas ideias dos outros, mas isso não nos ameaça porque, ao reconhecer esses acertos do outro, passamos a compreender melhor também a Verdade última que já habita nossos corações.

O perigo das imagens falsas e preconceituosas

Imagens preconceituosas são ameaças contínuas ao diálogo. Acreditamos que os outros são maus, sectários e usarão a possibilidade do diálogo para nos sufocar com suas ideologias. Contudo, o mais frequente é que essa imagem seja falsa. Normalmente, para cada pessoa realmente sectária e mal-intencionada, temos várias pessoas bem-intencionadas e abertas ao diálogo – desde que descubramos os caminhos adequados para o entendimento mútuo. Com frequência, a “má intenção” é um engano causado pela falta (em ambas as partes) de uma comunicação adequada da verdade.

Vamos a alguns exemplos bem polêmicos. Defender os direitos dos homossexuais a terem uma vida digna não significa apoiar a ideologia de gênero (que poderíamos entender, grosseiramente, como apologia ao homossexualismo). Pedir que os criminosos não fiquem impunes é muito diferente de defender a truculência policial. Mas, em função de estereótipos preconceituosos, muitas vezes acreditamos que a pessoa que defendeu uma coisa também defende a outra.

O resultado dessa confusão preconceituosa é que não nos entendemos, nem nos corrigimos. Com isso, pessoas realmente mal-intencionadas conseguem nos influenciar e nos fechar tanto ao diálogo quanto à Verdade. Com certeza é possível respeitar a dignidade dos homossexuais sem fazer apologia do homossexualismo, praticar a justiça e condenar os culpados sem que a polícia seja truculenta. Mas só no diálogo iremos compreender por que tais ideias parecem atualmente em oposição – e encontrarmos as alternativas adequadas para que as verdades procuradas por todos os bem-intencionados prevaleçam.

Aleteia

Perseguição religiosa fez Iraque perder 80% dos cristãos

Guadium Press
A discriminação contra os católicos no Iraque continua até hoje, mesmo após derrota do autoproclamado Estado Islâmico.

Redação (27/02/2021, 14:00, Gaudium Press) Um documentário produzido pela organização “Ajuda à Igreja que Sofre” (AIS) sobre o “êxodo” dos cristãos no Iraque destaca que as comunidades cristãs diminuíram em mais de 80% desde 2003.

O Iraque, como se sabe, é o país que o Papa visitará de 5 a 8 de março próximo.

A discriminação contra os católicos estende-se até com relação ao atual esforço de reconstrução do país

A AIS sublinha que a discriminação contra os católicos e os cristãos de uma maneira geral, estende-se até com relação ao atual esforço de reconstrução, depois que o autoproclamado Estado Islâmico foi derrotado no Iraque.

Em um estudo elaborado e distribuído à imprensa informa-se que “Enquanto centenas de ONGs trabalham a partir de Mossul e Erbil, poucas trabalham em áreas cristãs, principalmente devido à percepção de que os cristãos são mais instruídos e têm melhores recursos do que outras comunidades no Iraque”.

A organização “Ajuda à Igreja que Sofre” considera em seu documentário que os cristãos, juntamente com os membros da etnia dos yazidis, “têm sido as maiores vítimas de agressão nos últimos 17 anos, e merecem uma parte dos recursos que estão a ser investidos no Iraque”.

Segundo a fundação pontifícia, além da violência, há fatores que promovem a emigração dos cristãos do Iraque, como o aparecimento de novos movimentos islâmicos radicais e a “recusa dos direitos de cidadania plena” aos cristãos.

Até 2003, os cristãos no Iraque eram 1,5 milhões, hoje são pouco mais de 250mil

Até 2003, antes da Segunda Guerra do Golfo, viviam no Iraque 1,5 milhões de cristãos. Hoje o número de cristãos é de 250 mil. Ou seja, uma diminuição de mais de 80% da antiga população.

É bom recordar também que a partir de 2004 iniciou-se uma série de atentados contra igrejas cristãs que se agravou ainda mais, em 2014, com os ataques do denominado ‘Estado Islâmico’, quando muitos cristãos se refugiaram no norte do país, onde vive uma população majoritariamente membros da etnia curda.

Presença cristã no Iraque

O Cristianismo está presente no território iraquiano desde o século I.

Muitos lugares do Iraque são citados nas Sagradas Escrituras. Por exemplo, já no primeiro livro da Bíblia destaca-se a cidade de Ur, terra natal de Abraão e que o Papa deverá visitar. (JSG)

(Foto-Passapalavra.info)

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2º Domingo da Quaresma - B

A Transfiguração | Vatican News

O sacrifício cristão se trata de amar a vida de modo incalculável, pois ela é dom de Deus e somente Ele que a nos deu, pode consentir em sua conclusão. Nós, não.

Pe. Cesar Augusto, SJ

A Liturgia deste domingo nos propõe uma reflexão sobre a generosidade em sacrificar aquilo que você mais ama em demonstração de fidelidade. Deus pede, mas rejeita a conclusão do sacrifício de Isaac, primeira leitura, Gênesis 22, 1-9a.10-13.15-18; contudo Ele sacrifica seu próprio Filho Jesus, para nossa salvação, segunda leitura, Romanos 8, 31b-34; para nos declarar seu amor pelo Cristo e pedir que o escutássemos, Evangelho, Marcos 9, 2-10.

Para sacrificarmos algo que nos é extremamente querido, é necessário acreditar, ter fé no que ou em quem nos solicita tal sacrifício. Deus conhece Abraão, no entanto deseja aprimorar, purificar sua fé e pede o impensável, o sacrifício de seu filho único, mais que querido, Isaac. Por outro lado, Abraão sabe que Deus é onipotente e fiel. Como ser pai de uma grande nação se o filho único será sacrificado, ele que já foi fruto de uma intervenção divina em relação ao próprio Abraão e à Sara sua mulher, bastante idosa e fora da possibilidade de gerar filhos. O patriarca sabe que Deus é fiel, generoso e pode tudo. Ele confia no Senhor, principalmente em seu amor.

A segunda leitura inverte a questão do sacrifício. Será Deus a sacrificar o seu Isaac, Jesus. Só que aí, a ação poderosa do Pai será manifestada com a ressurreição de Jesus. O Pai vence tudo por Amor. Por amor sacrifica Jesus, seu Filho único, por amor por nós! Mais, esse Filho ressuscitado permanece ao lado do Pai, intercedendo por nós. Jesus não apenas morre por nós, mas vive sua ressurreição, sua nova vida, intercedendo por nós. É o Amor!

Releiamos parte da pericope escolhida para hoje: “Quem não poupou seu próprio Filho e o entregou por todos nós, como não nos haverá de agraciar em tudo junto com ele? Quem acusará os eleitos de Deus? É Deus quem justifica. Quem condenará? Cristo Jesus, aquele que morreu, ou melhor, que ressuscitou, aquele que está à direita de Deus e que intercede por nós?”

Finalmente, na transfiguração (Evangelho), Jesus dialoga com dois grandes do Judaísmo – Moisés, o legislador e Elias, o profeta. Eles falam sobre a paixão que Jesus sofrerá proximamente; foi um modo que o Senhor escolheu para preparar seus discípulos para o desfecho da cruz. Quanto amor! Ele vai morrer por amor a nós e por esse mesmo amor ele prepara seus discípulos para que o momento seja entendido, menos dolorido e exemplo de doação de uns pelos outros.

Como está nossa capacidade de doação, de sacrifício, de desprendimento em favor do outro ou de uma causa superior? Trata-se da capacidade de se entregar, de dizer sim ao abnegar-se. Não é suicídio. Este é o desejo de fugir de uma situação insuportável, é um amor equivocado a si mesmo. O sacrifício cristão se trata de amar a vida de modo incalculável, pois ela é dom de Deus e somente Ele que a nos deu, pode consentir em sua conclusão. Nós, não. Não tivemos o poder de trazê-la para nós, mas a exemplo de Jesus, poderemos sacrificá-la, no dia a dia, ou em situação extrema, em favor do Reino.

Vatican News

São Serapião, Bispo

S. Serapião | Convento da Penha
28 de fevereiro

Serapião foi um grande monge e bispo de Thmuis, no Egito. Temos poucas informações sobre ele, mas sabemos que estudou na escola catequética de Alexandria. Aí conheceu Santo Antão, de quem se fez discípulo e de quem herdou uma túnica de pêlo. São Serapião também foi grande amigo de Atanásio e lutou contra o arianismo.

Quando recebeu a indicação para tornar-se bispo, São Serapião mostrou-se um pouco triste em ter que abandonar a vida monástica. Para ele a vida de perfeição cristã era a vida do monge.

O santo que hoje comemoramos escreveu muitos livros e cartas pastorais. Quando Atanásio foi preso, Serapião foi até o imperador Constâncio II interceder pelo amigo, mas o grupo dos defensores da heresia ariana conseguiram derrubar Serapião e martirizá-lo em 370 no Egito.

O historiador Eusébio de Cesaréia registra seu martírio, com as seguintes palavras: “Preso Serapião em sua casa, foram-lhe infligidas cruéis torturas. Desfizeram-lhe todas as juntas dos membros e o precipitaram do andar de cima da casa, de cabeça para baixo”.

Colaboração: Padre Evaldo César de Souza, CSsR

REFLEXÃO

O mártir é a testemunha mais genuína da verdade da existência. Ele sabe que, no seu encontro com Jesus Cristo, alcançou a verdade a respeito da sua vida, e nada nem ninguém poderá jamais arrancar-lhe esta certeza. Nem o sofrimento, nem a morte violenta poderão fazê-lo retroceder da adesão à verdade que descobriu no encontro com Cristo.

ORAÇÃO

Querido Deus, mais uma vez celebramos a vida de um mártir. Ajudai-nos a seguir o exemplo da vida de São Serapião e buscar em primeiro lugar a Verdade, que vem do seu Filho Jesus. Que nossa vida seja testemunha do amor que e vivamos a vocação de ser sal da terra e luz do mundo. Por Cristo nosso Senhor. Amém!

https://conventodapenha.org.br/

sábado, 27 de fevereiro de 2021

Santuário de Lourdes torna-se oficialmente um santuário nacional

Guadium Press
Através desta decisão, a Conferência Episcopal Francesa terá um envolvimento maior na administração do Santuário de Lourdes.

França – Lourdes (26/02/2021 13:30, Gaudium Press) O Santuário de Lourdes, até então considerado Santuário Diocesano, foi elevado à categoria de Santuário Nacional pelos Bispos da França. Apesar da decisão ter ocorrido durante uma Assembleia Plenária de 7 de novembro de 2020, ela só entrou em vigor neste mês de fevereiro de 2021.

Ainda em novembro, os Bispos franceses aprovaram, através de uma votação, os estatutos canônicos do Santuário, que foram aprovados por Dom Rino Fisichella, presidente do Pontifício Conselho para a Promoção da Nova Evangelização, no dia 19 de janeiro. Logo depois foram publicados no boletim oficial da Conferência dos Bispos da França.

Guadium Press

O que muda com a elevação do Santuário de Lourdes à categoria nacional?

Essa elevação de Santuário diocesano para Santuário Nacional passará desapercebida aos peregrinos, entretanto, fará diferença para a Conferência Episcopal Francesa, que terá um envolvimento maior na administração do santuário.

Existem três tipos de santuários: os Diocesanos, que estão sob a responsabilidade de um Bispo local e são administrados por uma Diocese; os Nacionais, cujos estatutos são simplesmente mencionados no Código de Direito Canônico para serem aprovados pela Conferência Episcopal; e os Internacionais, que são dirigidos por Roma.

Guadium Press

Os grandes Santuários do mundo são Santuários nacionais

“Isso não muda a missão do Santuário que se dirige a todos e ao mundo inteiro, a dimensão internacional do Santuário permanece e permanecerá. Ao definir estes novos estatutos, trata-se de articular as dimensões local, nacional e internacional ”, explica Dom Antoine Hérouard, Bispo Auxiliar de Lille e Delegado Apostólico para o Santuário de Lourdes.

O prelado ressaltou que “os grandes Santuários do mundo são Santuários nacionais. Isso não quer dizer que sejam apenas para os habitantes locais. Procuramos acolher melhor todo mundo que vem para Lourdes. A preocupação e a organização se realizarão de maneira mais colegial por meio da Conferência dos Bispos da França ”. (EPC)

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Uma conversão para cada estágio da vida: 1ª pregação quaresmal 2021 do Cardeal Cantalamessa

Alberto PIZZOLI / AFP

"O importante é que cada um de nós descubra aquela que serve para si neste momento".

Uma conversão para cada estágio da vida foi o enfoque geral da primeira pregação desta Quaresma 2021 aos membros da Cúria Romana. As meditações são dirigidas pelo cardeal Raniero Cantalamessa, que é o pregador da Casa Pontifícia.

“Convertei-vos e crede no Evangelho!” foi o tema da pregação desta sexta, 26 de fevereiro, durante a qual o cardeal destacou três momentos distintos da conversão, com base no Novo Testamento:

“Juntas, as três passagens nos dão uma ideia completa do que é a metanoia evangélica. Há uma conversão para cada estágio da vida. O importante é que cada um de nós descubra aquela que serve para si neste momento”.

1ª conversão: “Convertei-vos e crede no Evangelho”

A primeira conversão está no chamado de Nosso Senhor já no início da Sua pregação:

“Convertei-vos e crede no Evangelho” (Mc 1,15).

O cardeal comentou que, antes de Jesus, converter-se era sempre um “voltar atrás”: era um dar-se conta de que se estava “fora do rumo” e uma reconsideração de voltar à aliança com Deus. Essa conversão tem um matiz de sacrifício, renúncia: mudar costumes, deixar algo de lado… Com Jesus, porém, converter-se não significa mais voltar à antiga aliança e à observância da lei, mas “dar um salto adiante e entrar no Reino, agarrar a salvação que veio aos homens gratuitamente, por livre e soberana iniciativa de Deus”.

2ª conversão: “Se não vos tornares como crianças, não entrareis no Reino dos Céus”

Quando os discípulos perguntam a Jesus quem seria o maior no Reino dos Céus, Ele responde:

“Em verdade vos digo: se não vos converterdes e não vos tornares como crianças, não entrareis no Reino dos Céus” (Mt 18,1-3).

Trata-se, segundo o cardeal, da conversão de quem já entrou no Reino, já acreditou no Evangelho e já está a serviço de Cristo. A discussão sobre quem é o maior revela, no entanto, que a preocupação maior não é o reino, e sim ambições relativas ao próprio lugar dentro do reino. Isto causa “rivalidades, suspeitas, confrontos, frustração”. Mas Jesus muda completamente esta perspectiva: é preciso sair do centro de si mesmo e recolocar Cristo no centro.

Fazer-se criança é voltar à descoberta de que somos chamados:

“Tornar-se criança, para os apóstolos, significava voltar a ser como eram no momento do chamado às margens do lago ou no posto de arrecadação: sem pretensões, sem títulos, sem confrontos entre si, sem invejas, sem rivalidades. Ricos apenas de uma promessa (“Eu vos farei pescadores de homens”) e de uma presença, a de Jesus; voltar para quando ainda eram companheiros de aventura, não concorrentes pelo primeiro lugar”.

3ª conversão: superar a mediocridade e a tibieza

Mencionando uma das sete cartas às Igrejas do Apocalipse, o cardeal refletiu:

“Das sete cartas do Apocalipse, a que deve nos fazer refletir mais do que as outras é a carta à Igreja de Laodiceia. Sabemos do seu tom severo: ‘Conheço as tuas obras. Não és frio, nem quente… Porque és morno, nem frio nem quente, eu te vomitarei da minha boca. Sê zeloso, pois, e arrepende-te” (Ap 3,15ss). Trata-se, aqui, da conversão da mediocridade e da tibieza”.

O cardeal Cantalamessa finalizou recorrendo ao auxílio de Nossa Senhora

“Pela sua oração, a água se converteu em vinho. Peçamos que, pela sua intercessão, a água da nossa tibieza se converta no vinho de um renovado fervor. O vinho que, em Pentecostes, provocou nos apóstolos a embriaguez do Espírito e os tornou ‘fervorosos no Espírito'”.

Aleteia 

Demolida uma bela capela do século XIX na França, para dar lugar a um edifício moderno

Guadium Press
A Associação Urgences Patrimoine (Emergências do Patrimônio) recorreu contra a demolição perante a justiça francesa, sem resultado.

Redação (26/02/2021 15:25Gaudium Press) Não, não é o caso de uma igreja que os fiéis já não frequentam mais, portanto, impossível de sustentá-la.

Trata-se da capela de São José em Lille – França, adjacente ao Colégio São Paulo, que está sendo demolida, para ser substituída por um edifício moderno, daqueles que já estamos cansados de ‘admirar’ sua simplicidade sem-graça.

Guadium Press

Ao contrário, a capela – parte de um antigo colégio jesuíta – era um “monumento totalmente excepcional, com uma galeria que formava um claustro suspenso, uma arquitetura sábia que misturava, romano, bizantino e também gótico com os grandes vitrais”, nas palavras do arquiteto Etienne Poncelet, um especialista em monumentos históricos. A capela foi concluída em 1886.

A associação Urgences Patrimoine lutou para que a capela não fosse demolida, mas sem resultado. Agora, e como um gesto simbólico, a associação deixou um pacote de rosas diante do monumento em destruição e convidou as pessoas a imitar seu gesto.

Guadium Press

O prédio que vai substituir a capela será mais uma dessas construções modernas e simples de sempre…

A associação Urgences Patrimoine recorreu inclusive à justiça de Lille e Paris, mas sem sucesso. Agora, só lamentarão a capela aqueles que não se conformam com o monótono e igualitário presente que destrói as belas relíquias do passado.

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Permitem marchas feministas do 8M mas restringem cerimônias religiosas na Espanha

Imagem referencial. Crédito: Josh Applegate / Unsplash

MADRI, 26 fev. 21 / 10:36 am (ACI).- Apesar da pandemia do coronavírus Covid-19, as autoridades espanholas permitirão as marchas feministas marcadas para 8 de março deste ano, enquanto mantêm fortes restrições sobre o deslocamento e reunião de pessoas, assim como sobre o culto religioso.

Várias organizações feministas já estão convocando manifestações em várias partes da Espanha. Na capital Madri, as passeatas foram autorizadas pedindo que não excedam 500 pessoas.

Enquanto a ministra da Saúde, Carolina Darias, desaconselha as marchas dizendo que "não há lugar", porque "a situação epidemiológica não permitiria ou não entenderia a realização desses atos", o epidemiologista Fernando Simón, diretor do Centro de Coordenação de Alertas e Emergências Sanitárias do Governo da Espanha, tem se mostrado favorável às convocatórias feministas e garantiu que, para ele, são menos arriscadas que as procissões da Semana Santa.

Para o especialista em saúde da gestão do socialista Pedro Sánchez “não é a mesma coisa estar debaixo de um andor de Semana Santa levado por muita gente, que em uma manifestação de 500 onde se podem manter as distâncias”.

O representante do governo em Madri, José Manuel Franco, disse à rádio pública Onda Madri que os pedidos que recebeu para realizar marchas na capital espanhola “não foram proibidos porque mantêm os parâmetros exigidos agora nesta situação de pandemia”.

Em várias comunidades autônomas espanholas, já foram anunciadas restrições importantes às celebrações da Semana Santa e outras celebrações tradicionais ligadas à Igreja.

Em declarações à ACI Prensa, agência em espanhol do grupo ACI, Luis Losada, diretor de campanha do CitizenGO na América Latina, disse que fica indignado pois mesmo com diversas festas tradicionais e de devoção popular sendo canceladas, as “feministas insistam em sua celebração”.

“Continuamos com toques de recolher e fechamentos de perímetro. Os bares também sofrem restrições, quase 100 mil pessoas morreram, a economia caiu mais de 10%, centenas de milhares perderam seus empregos, mas as feministas têm outras prioridades”, criticou.

“É uma irresponsabilidade que me atreveria a qualificar de criminosa”, acrescentou.

Losada lembrou que “ficou demonstrado que o último dia 8 de março foi um fator grave na expansão do vírus. A própria vice-presidente, Carmen Calvo, e a ministra Irene Montero foram infectadas. E ainda assim insistem”.

Para Losada é “um sinal de que a ideologia é um valor absoluto para elas. Como dizia Chesterton, quando se deixa de acreditar em Deus, se termina acreditando em qualquer coisa”.

Por sua vez, o sacerdote espanhol Juan Manuel Góngora, que conta com mais de 31 mil seguidores na rede social Twitter, lamentou que “nestes dias estamos contemplando com espanto como, em meio a uma pandemia, a Delegação do Governo de Madri vai autorizar o 8M com medidas irrisórias”.

“A permissão destas concentrações é um escárnio para todos os cidadãos que cumprem as medidas impostas”, criticou.

“Ao mesmo tempo, já ouvimos 24 horas por dia, 7 dias por semana, que este ano devemos agir como se a 'Semana Santa não existisse'”, acrescentou.

O sacerdote indicou que “se no Domingo de Páscoa saio com a custódia com o Santíssimo nas mãos, pela porta do templo que administro enquanto os fiéis me acompanham devidamente separados, que autoridade tem o poder político de impor uma multa?".

“Os católicos devemos deixar de ser tímidos diante dos governantes sectários, agir com coragem e reivindicar nosso direito de expressar publicamente nossa fé, respeitando as medidas sanitárias. As que realmente respondem aos cuidados de saúde e nas quais outros se camuflam para restringir a liberdade", disse.

O também espanhol Pe. Francisco José Delgado denunciou que "todo esse tempo temos sofrido uma autêntica ‘demonização’ do culto católico, embora não haja nenhum foco conhecido na Espanha associado às atividades de culto".

“Ao mesmo tempo, vemos como os atos da religião estatal, já que as marchas dos 8M não são outra coisa, são descaradamente promovidas pelo governo”, disse.

“Como Igreja, é difícil distinguir que parte das nossas restrições autoimpostas pertencem à prudência e que parte corresponde a uma posição perante o mundo. Temos que obedecer, e na maioria dos lugares não teremos procissões, obedecendo aos bispos”, disse.

“Mas talvez a tarefa de reconstrução espiritual que deve vir depois de tudo isso deva ser planejada, porque a agenda ideológica do mundo não vai retroceder um milímetro, enquanto parecemos estar em recuo”, lamentou.

De acordo com a universidade norte-americana Johns Hopkins, especializada em medicina, até 25 de fevereiro, 3.180.212 casos de Covid-19 foram confirmados na Espanha, com 68.813 mortes.

Publicado originalmente em ACI Prensa. Traduzido e adaptado por Nathália Queiroz.

ACI Digital

Menina cristã desenha família torturada por jihadistas na Síria

Pietro Ferreira | CC BY-NC-ND 2.0

"Os perseguidos são a elite da Igreja. Servi-los não é um dever, mas uma honra", declarou a representante da fundação Ajuda à Igreja que Sofre.

Menina cristã desenha família torturada por jihadistas na Síria, num exercício escolar que foi divulgado pela Fundação Pontifícia Ajuda à Igreja que Sofre a fim de continuar mostrando ao mundo que o calvário daquele povo ainda parece longe de terminar.

A criança tem 11 anos de idade e sua família foi uma das muitas vitimadas pela extrema e covarde violência dos fanáticos jihadistas do Estado Islâmico durante a ocupação da cidade de Alepo, a segunda maior do país depois da capital, Damasco. O episódio pintado pela menina ocorreu em 2016.

Marcela Szymanski, representante da fundação pontifícia junto à União Europeia, declarou a respeito do doloroso desenho:

“Esta é uma família sob perseguição severa por causa da fé. Os terroristas queriam levar todos os homens e rapazes. Esperam que as mulheres renunciassem à sua fé e se tornassem muçulmanas. [Alguns membros da família da criança] só sobreviveram porque o exército chegou a tempo e os terroristas fugiram”.

Menina cristã desenha família torturada por jihadistas

No entanto, nem todos puderam escapar de uma morte brutal e absurda: o desenho mostra a própria menina de 11 anos, sua mãe, “a irmã e o irmão, já mortos no chão e com sinais de tortura”. A representação também ilustra três terroristas vestidos de preto e “instrumentos de tortura, incluindo equipamento para choques elétricos, armas, granadas, facas”.

Marcela acrescenta:

“Esta família foi generosa em partilhar conosco a sua experiência, porque acreditam firmemente que Deus estava com eles lá ou teriam morrido”.

A menina fez o desenho, com lápis de cor, a pedido de uma professora. Para a fundação pontifícia, ele é mais uma mostra da crueldade que martirizou tantos cristãos na Síria e um exemplo concreto da perseguição que segue ocorrendo contra os cristãos no mundo atual. De fato, a AIS publica anualmente um detalhado Relatório sobre Liberdade Religiosa no Mundo. A próxima edição será lançada no dia 20 de abril, com atraso de quase 6 meses por causa da pandemia de covid-19.

“Servir aos perseguidos é uma honra”

A pandemia, aliás, piorou uma situação que já era terrível na Síria. Neste mês de fevereiro, uma religiosa portuguesa, irmã Maria Lúcia Ferreira, divulgou depoimento em que atesta que há pessoas passando fome no país devido ao agravamento da crise econômica.

Marcela Szymanski enfatizou que a tragédia síria não pode continuar sendo vista pelo Ocidente como algo distante, nem sequer geograficamente. Ela recordou que o “retrato de família” da menina de 11 anos foi feito a apenas “2.200 km de Roma, a mesma distância de carro até o sul de Espanha”.

A representante da Ajuda à Igreja que Sofre também afirmou:

“Os perseguidos são a elite da Igreja. Servi-los não é um dever, mas uma honra”.

O desenho

Caso você queira ver o desenho, acesse a respectiva matéria no site da Fundação Pontifícia Ajuda à Igreja que Sofre. Considere que, embora seja um desenho infantil, ele retrata uma cena de chocante violência.

Aleteia

Foi assim que um crucifixo ajudou este cientista a experimentar o amor de Deus

Cruz utilizada pelo professor de física Matt D’Antuono.
Créditos: Matt D’Antuono

New Jersey, 25 fev. 21 / 11:39 am (ACI).- Os fiéis costumam procurar várias maneiras para se preparar durante a Quaresma para a Semana Santa, fazendo diferentes oferecimentos como ler uma passagem diária da Bíblia ou deixar de consumir algum tipo de guloseima.

No entanto, o professor de física em New Jersey (Estados Unidos), Matt D’Antuono, recomendou uma nova forma de carregar a cruz de Cristo neste tempo de Quaresma e recordou que a Crucificação é onde “o amor transforma a morte e o sofrimento”.

Em um artigo publicado no National Catholic Register, D’Antuono relatou que há alguns anos chegou a "uma nova compreensão do papel do sofrimento na vida espiritual, sua conexão com a cruz e o poder do amor de Cristo".

O professor teve uma experiência de conversão que o levou a retornar à Igreja Católica em 2008, onde descobriu que a cruz é a “revelação mais plena do amor de Deus no mundo” e que o sofrimento do homem pode estar unido à Cruz “para compartilhar os méritos de Jesus”.

“A Crucificação é o centro do universo, onde o amor, a morte e o sofrimento se encontram, e onde o amor transforma a morte e o sofrimento”, indicou.

D’Antuono assinalou que se distrai facilmente e passa horas sem pensar em Deus ou sem tentar rezar, por isso se perguntou o que aconteceria se levasse consigo um crucifixo em todos os momentos.

“Ocorreu-me que um crucifixo na minha mão seria uma lembrança constante não apenas para rezar, mas também para meditar no amor de Deus e dirigir todos os meus afetos a Ele”, ressaltou.

O professor assinalou que Jesus disse 'tome sua cruz e siga-me', por isso carregar uma cruz seria tomar a palavra como o fez São Francisco que “quando escutou o conselho evangélico de ir vender tudo o que tinha para dar aos pobres” o seguiu ao pé da letra e “mudou o mundo”.

"Eu sei que não posso carregar o tipo de cruz que Jesus carregou, mas talvez um pequeno crucifixo, como os usados ​​nos terços e colares, poderia funcionar", indicou.

D’Antuono comentou que sabia o quão inconveniente seria ter algo nas mãos constantemente, especialmente nas tarefas diárias, mas sabia que a cruz que carregamos "não se trata de conveniência".

"Então eu me perguntei, em meu imenso orgulho e vaidade, o que as pessoas pensariam se me vissem segurando uma pequena cruz na mão", assinalou. “No entanto, percebi que a minha vida não consiste no que as outras pessoas pensam de mim, e suportar mal-entendidos seria outra forma de participar na Paixão de Jesus”, acrescentou.

O professor assinalou que comprou uma cruz de 4 centímetros, que usa todos os dias, e ressaltou que esta pode ser uma oferenda benéfica para este período da Quaresma.

“Para ser completamente honesto, passa a maior parte do tempo enfiada na minha aliança de casamento, por isso não fico segurando ativamente. Não a tenho nas mãos quando durmo. Quando preciso, coloco sobre a mesa ou no balcão onde estou trabalhando ou rezando, e pelo menos está na minha linha de visão. Quando faço exercícios ou trabalho manual, guardo-a no bolso”, acrescentou.

“Eu sei que as pessoas procuram algo diferente para fazer durante a Quaresma a cada ano, e muitas pessoas criaram muitas práticas maravilhosas para a Quaresma. Aqui está uma prática que considero benéfica e humildemente a submeto à sua consideração”, concluiu.

Publicado originalmente em ACI Prensa. Traduzido e adaptado por Nathália Queiroz.

ACI Digital

Pe. Manuel Pérez Candela

Pe. Manuel Pérez Candela
Pároco da Paróquia Nossa Senhora da Imaculada Conceição - Sobradinho/DF