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domingo, 31 de dezembro de 2017

"Sem Jesus não há Natal, é outra coisa"...

Cidade do Vaticano (Quarta-feira, 27-12-2017, Gaudium Press) "Em nossos dias, assistimos a uma espécie de ‘desnaturalização' do Natal. Em nome de um falso respeito por quem não é cristão, muitas vezes esconde-se a vontade de marginalizar a fé, eliminando qualquer tipo de referência ao nascimento de Jesus".
Estas foram palavras ditas pelo Papa Francisco na última Audiência Geral de 2017 que foi realizada na Sala Paulo VI, no Vaticano, diante de cerca de 7 mil fiéis e peregrinos que foram ouvi-lo e rezar com ele.
27-12-'Sem Jesus não há Natal, é outra coisa', alerta Papa na Audiência Geral.jpg
O Pontífice condenou a crescente e sistemática eliminação das referências ao nascimento de Jesus na celebração do Natal, algo que vem acontecendo na esfera pública e social.
Natal sem Jesus
"Sem Jesus não há Natal, é outra coisa", insistiu o Papa, "lembremo-nos disso! "
O "verdadeiro sentido" das celebrações natalinas se encontra em Jesus, que é "o dom de Deus para a humanidade", continuou o Santo Padre que ainda sustentado suas afirmações:
"Quando acolhemos Jesus nas nossas vidas, tornamo-nos um dom para os outros. Por este motivo, nós, os cristãos, trocamos presentes, porque o verdadeiro dom para nós é Jesus e, como Ele, queremos ser um dom para os outros".
Sentido do "Boas Festas"
Ao saudar os peregrinos em seus respectivos idiomas, Francisco desejou aos peregrinos de nos de língua portuguesa, "um Natal verdadeiramente cristão", aconselhando ainda:
"Que os votos de ‘Boas Festas', que trocamos entre nós, sejam expressão da alegria que sentimos por saber que Deus está presente no nosso meio e caminha conosco", concluindo com a afirmação de que "Para todos, formulo votos de um bom Ano Novo, repleto de bênçãos do Deus Menino". (JSG)


Conteúdo publicado em gaudiumpress.org, no link http://www.gaudiumpress.org/content/92059#ixzz52ssakFXG
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O sono do Menino Jesus

Redação (Sexta-feira, 29-12-2017, Gaudium Press) Extraímos das "Meditações para todos os dias do ano" de Santo Afonso Maria de Ligório este trecho sobre "o sono do Menino Jesus e o publicamos para a reflexão dos leitores nessa oitava do Natal:
29-12639 O sono do Menino Jesus.jpg
Sumário: O sono do Menino Jesus era muito diferente do das outras crianças. Enquanto dormia seu Corpo, a Alma, unida à Pessoa do Verbo, velava. Desde então pensava nas penas que devia depois sofrer por nosso amor. Roguemos ao Santo Menino, pelo merecimento daquele bendito sono, que nos livre do sono mortal dos pecadores e, em vez disso, nos conceda o sono dos justos, pelo qual a alma perde a lembrança de todas as coisas terrestres.
I. O sono de Jesus Menino foi demasiadamente breve e doloroso.
Servia-Lhe de berço uma manjedoura, a palha de colchão e de travesseiro. Assim o sono de Jesus foi muitas vezes interrompido pela dureza daquela caminha excessivamente dura e molesta, e pelo rigor do frio que reinava na gruta. De vez em quando, porém, a natureza sucumbia à necessidade e o Menino querido adormecia. Mas o sono de Jesus foi muito diferente do das outras crianças.
O sono destas é útil à conservação da vida; não, porém, quanto às operações da alma, porque esta, privada do uso dos sentidos, fica reduzida à inatividade. Não foi assim o sono de Jesus Cristo: Ego dormio et cor meum vigilat. O Corpo repousava; velava, porém, a Alma, que em Jesus era unida à Pessoa do Verbo, que não podia dormir nem ficar sopitada pela inatividade dos sentidos.
Dormia, pois, o Santo Menino, mas enquanto dormia, pensava em todos os padecimentos que teria de sofrer por nosso amor, no correr de toda a sua vida e na hora da sua morte. Pensava nos trabalhos pelos quais havia de passar no Egito e em Nazaré, levando uma vida extremamente pobre e desprezada.
Pensava particularmente nos açoites, nos espinhos, nas injúrias, na agonia e na morte desolada, que afinal devia padecer sobre a Cruz. Tudo isso Jesus oferecia ao Padre Eterno enquanto estava dormindo, a fim de obter para nós o perdão e a salvação.
Assim nosso Salvador, durante o sono, estava merecendo por nós, reconciliava conosco seu Pai e alcançava-nos graças.
Roguemos agora a Jesus
Que, pelos merecimentos de seu beato sono, nos livre do sono mortal dos pecadores, que dormem miseravelmente na morte do pecado, esquecidos de Deus e do seu amor. Peçamos-Lhe que nos dê, ao contrário, o sono feliz da sagrada Esposa, da qual dizia:
Eu vos conjuro... que não perturbeis à minha amada o seu descanso, nem a façais despertar, até que ela mesma queira. É este o sono que Deus dá às almas suas diletas, e que, no dizer de São Basílio, não é senão o supremo olvido de todas as coisas - summa verum omnium oblivio. Então a alma olvida todas as coisas terrestres, para só pensar em Deus e nos interesses da glória divina.

II. Ó meu querido e Santo Menino,
Vós estais dormindo, mas esse vosso sono como me abrasa em amor! Para nós o sono é figura da morte; mas em Vós é símbolo de vida eterna, porque, enquanto repousais, estais merecendo para mim a eterna salvação.
Estais dormindo, porém o vosso coração não dorme, senão pensa em padecer e morrer por mim. Durante o vosso sono rogais por mim e me impetrais de Deus o descanso eterno do Paraíso. Mas enquanto não me levardes, como espero, para repousar junto de Vós no Céu, quero que repouseis sempre em minha alma.
Houve um tempo, ó meu Deus, em que Vos expulsei da minha alma. Vós, porém, tanto batestes à porta do meu coração, ora por meio do temor, ora com luzes especiais, ora com convites amorosos, que tenho a esperança de que já entrastes nele.
29-12O sono do Menino Jesus1.jpg
Assim espero, digo, porque sinto em mim uma grande confiança de que já me perdoastes.
Sinto também uma grande aversão e arrependimento das ofensas que Vos tenho feito; um arrependimento que me causa grande dor, mas uma dor pacífica, uma dor que me consola e me faz esperar que a vossa bondade já me perdoou.
Graças Vos dou, ó meu Jesus, e peço-Vos que não Vos aparteis mais da minha alma. Sei que Vós não Vos apartareis enquanto eu não Vos repulsar. É esta exatamente a graça que Vos peço e que, com vosso auxílio, espero pedir-Vos sempre: não permitais que torne a expulsar-Vos de meu coração.
Fazei que eu me esqueça de todas as coisas, a fim de só pensar em Vós, que sempre pensastes em mim e na minha salvação.
Fazei que Vos ame sempre nesta vida, a fim de que a minha alma, expirando unida conVosco e em vossos braços, possa repousar eternamente em Vós sem receio de jamais Vos perder.
- Ó Maria, assisti-me na minha vida, assisti-me na hora da minha morte, para que Jesus sempre repouse em mim, e eu repouse sempre em Jesus. (II 370.)
(Extraído das "Meditações para todos os dias do ano" de Santo Afonso Maria de Ligório).


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Festa da Sagrada Família

REDAÇÃO CENTRAL, 31 Dez. 17 / 04:00 am (ACI).- Neste domingo da oitava de Natal, a Igreja celebra a festa da Sagrada Família e convida todos a olhar para Jesus, Maria e José, que desde o início tiveram que enfrentar os perigos do exílio no Egito, mas, sempre mostrando que o amor é mais forte do que a morte. Eles são um reflexo da Trindade e modelo de cada família.

A solenidade da Sagrada Família é uma festa que incentiva a aprofundar o amor familiar, examinar a situação do próprio lar e buscar soluções que ajudem o pai, a mãe e os filhos a serem cada vez mais como a Família de Nazaré.
Ao celebrar esta data em 2013, o Papa Francisco ressaltou que o “nosso olhar hoje para a Sagrada Família se deixa atrair também pela simplicidade da vida que essa conduz em Nazaré. É um exemplo que faz tanto bem às nossas famílias, ajuda-as a se tornarem sempre mais comunidades de amor e de reconciliação, na qual se experimenta a ternura, a ajuda mútua, o perdão recíproco”.
A vida familiar não pode ser reduzida a problemas de relacionamento, deixando de lado os valores transcendentes, já que a família é o sinal do diálogo entre Deus e o homem. Pais e filhos devem estar abertos à Palavra e ouvir, sem esquecer a importância da oração familiar que une fortemente os membros da família.
São João Paulo II, que é conhecido como o Papa das famílias, no Ângelus desta solenidade em 1996, destacou que “a mensagem que vem da Sagrada Família é, antes de tudo, uma mensagem de fé: a casa de Nazaré é aquela onde Deus está verdadeiramente no centro”.
“Para Maria e José esta opção de fé concretiza-se no serviço ao Filho de Deus que lhes foi confiado, mas exprime-se também no seu amor recíproco, rico de ternura espiritual e de fidelidade”, indicou.
Em muitas ocasiões, João Paulo II reforçou a importância da vivência da fé em família, por meio da oração. “A família que reza unida, permanece unida”, dizia, sugerindo que juntos rezassem o Rosário.
ACI Digital

sábado, 30 de dezembro de 2017

Do Tratado “Refutação de todas as heresias”, de Santo Hipólito, presbítero

(Cap. 10, 33-34: PG 16, 3452-3453)            (Séc. III)

O Verbo feito carne diviniza o homem
Não fundamentamos nossa fé em palavras sem sentido, nem nos deixamos arrastar pelos impulsos do coração ou persuadir pelo encanto de discursos eloquentes. Nossa fé se fundamenta nas palavras pronunciadas pelo poder divino.
Estas palavras, Deus as confiou a seu Verbo que as pronunciou para afastar o homem da desobediência; não quis obrigá-lo à força, como a um escravo, mas chamou-o para uma decisão livre e responsável.
Esse Verbo, o Pai enviou à terra no fim dos tempos; não o queria mais pronunciado por meio dos profetas nem anunciado por meio de prefigurações obscuras, mas ordenou que se manifestasse de forma visível, a fim de que o mundo, ao vê-lo, pudesse salvar-se.
Sabemos que o Verbo assumiu um corpo no seio da Virgem e transformou o homem velho em uma nova criatura. Sabemos que ele se fez homem da nossa mesma substância. Se não fosse assim, em vão nos teria mandado imitá-lo como Mestre. De fato, se esse homem tivesse sido formado de outra substância, como poderia ordenar-me que fizesse as mesmas coisas que ele fez, a mim, frágil que sou por natureza? Como poderíamos então dizer que ele é bom e justo?
Para que não o julgássemos diferente de nós, suportou fadigas, quis ter fome e não recusou ter sede, dormiu para descansar, não rejeitou o sofrimento, submeteu-se à morte e manifestou a sua ressurreição. Em tudo isto, ofereceu sua própria humanidade como primícias, para que tu não desanimes no meio do sofrimento, mas, reconhecendo tua condição de homem, esperes também receber o que Deus lhe deu.
Quando contemplares Deus tal qual é, terás um corpo imortal e incorruptível, como a alma, e possuirás o reino dos céus, tu que, peregrinando na terra, conheceste o Rei celeste; viverás então na intimidade de Deus e serás herdeiro com Cristo.
Todos os males que suportaste sendo homem, Deus os permitiu precisamente porque és homem; mas tudo o que pertence a Deus, ele promete conceder-te quando fores divinizado e te tornares imortal. Conhece-te a ti mesmo, reconhecendo a Deus que te criou; pois conhecer a Deus e ser por ele conhecido é a sorte daquele que foi chamado por Deus.
Por conseguinte, não vos envolvais em contendas como inimigos, nem penseis em voltar atrás. Cristo é Deus acima de todas as coisas, ele que decidiu libertar os homens do pecado, renovando o velho homem que tinha criado à sua imagem desde o princípio, e manifestando nesta imagem renovada o amor que tem por ti. Se obedeceres aos seus mandamentos e por tua bondade te tornares imitador daquele que é o Bem supremo, serás semelhante a ele e ele te glorificará. Deus que tudo pode e tudo possui te divinizará para sua glória.
www.liturgiadashoras.org

São Tomás Becket, mártir inglês

REDAÇÃO CENTRAL, 29 Dez. 17 / 04:00 am (ACI).- “Morro voluntariamente pelo nome de Jesus e pela defesa de sua Igreja”, disse São Tomás Becket de Canterbury antes de morrer como mártir e fiel à Igreja por se opor às intenções do rei da Inglaterra de controlar a Igreja local. Sua festa é celebrada neste dia 29 de dezembro.

São Tomás nasceu em Londres, Inglaterra, em 1118, em uma família trabalhadora. Foi educado pelos monges da Abadia de Merton em Surrey e chegou a estudar na Universidade de Paris. Quando seu pai morreu, passou a ter dificuldades financeiras e tornou-se empregado da corte do Arcebispo Theobald de Canterbury. Ganhou a confiança do Bispo e chegou a viajar com ele pela França, Roma e outros lugares. Do mesmo modo, tornou-se amigo do rei.
Em 1154, foi ordenado Diácono e serviu como negociador dos assuntos da Igreja com a coroa. Em seguida, por sugestão do Arcebispo Theobald, tornou-se chanceler da Inglaterra e administrou a lei com sabedoria e imparcialidade. Posteriormente, foi ordenado sacerdote e, no dia seguinte, recebeu a consagração episcopal.
Como Arcebispo, dedicou-se inteiramente ao serviço de Deus, desenvolvendo um profundo amor pela Eucaristia. Ao se recusar aos interesses de Henrique II, que queria que a Igreja na Inglaterra estivesse sujeita ao poder do rei, optou pelo exílio na França.
O rei da França persuadiu o rei inglês Henrique II a ir aonde Tomás estava para fazer as pazes. Depois de voltar à sua pátria, as discussões começaram novamente. O rei Henrique escutou que, da Normandia, o Papa tinha excomungado os Bispos recalcitrantes por usurpar os direitos do Bispo de Canterbury e São Tomás se manteria firme até que os Prelados prometessem obediência ao Sumo Pontífice.
O rei ficou irado e disse: “Não há ninguém que me livre deste sacerdote turbulento?”. Quatro cavaleiros o escutaram e decidiram resolver o assunto com suas próprias mãos.
Em 29 de dezembro de 1170, os cavaleiros com uma tropa de soldados apareceram do lado de fora da Catedral de Canterbury, exigindo ver o Arcebispo. Os presbíteros tentaram proteger o santo e o forçaram a se refugiar na Igreja, mas Tomás os proibiu de fechar a porta, sob desobediência, dizendo que “uma igreja não deve se converter em um castelo”.
Na penumbra da Igreja, os cavaleiros acusavam o Arcebispo de traidor. “Aqui estou eu”, Tomás. “Não traidor, mas um sacerdote de Deus. Surpreende-me que, com tal vestuário, entrem na igreja de Deus. O que querem comigo?”.
Um cavaleiro ergueu a espada para atacá-lo, mas um dos que andavam com São Tomás o protegeu com seu braço. Os quatro cavaleiros atacaram juntos e assassinaram o Arcebispo nos degraus do santuário.
De acordo com uma testemunha, suas últimas palavras foram: “Morro voluntariamente pelo nome de Jesus e pela defesa de sua Igreja”.
O crime causou indignação e o rei Henrique foi forçado a fazer penitência pública e construir o mosteiro em Witham, Somerset.
Passados 400 anos, quando o rei Henrique VIII rompeu a unidade da Igreja, São Tomás Becket foi removido do calendário de santos da Inglaterra, seu santuário foi destruído e as relíquias acabaram queimadas (alguns dizem que foram transferidas para Stoneyhurst).
Do mesmo modo, esse outro rei também chamado Henrique (VIII) mandou matar outro grande mártir inglês conhecida como São Thomas More.
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Santos Inocentes, crianças que morreram por Cristo

REDAÇÃO CENTRAL, 28 Dez. 17 / 04:00 am (ACI).- “Ainda não falam e já confessam a Cristo. Ainda não podem mover os seus membros para travar batalha e já alcançam a palma da vitória”, disse uma vez São Quodvultdeus (século V) ao exortar os fiéis sobre os Santos Inocentes, as crianças que morreram por Cristo e cuja festa se celebra neste 28 de dezembro.

De acordo com o relato de São Mateus, o rei Herodes mandou matar em Belém e seus arredores os meninos menores de dois anos, ao sentir-se enganado pelos Reis Magos, os quais retornaram aos seus países por outro caminho para não lhe revelar onde estava o Messias.
A festa para venerar estes meninos que morreram como mártires foi instituída no século IV. A tradição oriental os recorda em 29 de dezembro, enquanto que a latina, no dia 28 deste mês.
Posteriormente, São Quodvultdeus, Padre da Igreja do Século V e Bispo de Cartago (norte da África), deu um sermão sobre este lamentável feito.
“Que temes, Herodes, ao ouvir dizer que nasceu o Rei? Ele não veio para te destronar, mas para vencer o demónio. Tu, porém, não o compreendes; e por isso te perturbas e te enfureces, e, para que não escape aquele único Menino que buscas, te convertes em cruel assassino de tantas crianças”, expressou.
O Santo ainda acrescenta: “Nem as lágrimas das mães nem o lamento dos pais pela morte de seus filhos, nem os gritos e gemidos das crianças te comovem. Matas o corpo das crianças, porque o temor te matou o coração”.
“As crianças, sem o saberem, morrem por Cristo; os pais choram os mártires que morrem. Àqueles que ainda não podiam falar, Cristo os faz suas dignas testemunhas”, enfatizou São Quodvultdeus.
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quarta-feira, 27 de dezembro de 2017

São João Evangelista, o discípulo amado de Jesus

REDAÇÃO CENTRAL, 27 Dez. 17 / 04:00 am (ACI).- “Meus filhinhos, amai-vos uns aos outros”, costumava dizer São João Evangelista, o mais jovem dos Apóstolos e que se distingue como o “discípulo amado de Jesus”. Foi quem acolheu a Virgem Maria em sua casa e é padroeiro dos teólogos e escritores. Sua festa se celebra neste dia 27 de dezembro.

São João era judeu da Galileia, filho do Zebedeu e irmão do São Tiago Maior, com quem era pescador. Foi designado para acompanhar Pedro na preparação da última ceia, onde reclinou sua cabeça sobre o peito do Jesus. Esteve ao pé da cruz com a Virgem Maria, a quem levou para sua casa como Mãe para honrá-la, servi-la e cuidá-la.
Quando chegou a notícia do sepulcro vazio, São João correu junto a São Pedro para constatar. Foi quando os dois “viram e acreditaram”. Mais tarde, quando Jesus lhes apareceu à beira do lago da Galileia, Pedro perguntou sobre o futuro de João e o Senhor respondeu: “Se quiser que fique até que eu venha, o que te importa? Você, me siga”.
Por esta resposta, circulou o rumor de que João não ia morrer, algo que o próprio apóstolo desmentiu ao indicar que o Senhor nunca disse: “Não morrerá”.
Escreveu o Apocalipse, três epístolas e o Evangelho de São João, no qual se refere a si mesmo como “o discípulo que Jesus amava”.
Segundo São Clemente da Alexandria, em uma cidade, São João viu um jovem na congregação e, com o sentimento de que poderia tirar dele muita coisa boa, levou-o até o Bispo, o qual o próprio João havia consagrado, e lhe disse: “Em presença de Cristo e ante esta congregação, recomendo este jovem a seus cuidados”.
Pela recomendação de São João, o jovem se hospedou na casa do Bispo, que o instruiu na fé, batizou-o e confirmou. Entretanto, os cuidados do Bispo se esfriaram, o moço andou com más companhias e se tornou assaltante.
Depois de um tempo, São João voltou e pediu ao Bispo o encargo que Jesus Cristo e ele tinham encomendado a seu cuidado diante da Igreja. O Prelado se surpreendeu pensando que se tratava de algum dinheiro, mas o apóstolo lhe explicou que se referia ao jovem.
O Bispo exclamou: “Pobre jovem! Morreu”. “Do que morreu?”, perguntou São João. “Morreu para Deus, posto que é um ladrão”, respondeu-lhe. Ao ouvir isto, o ancião apóstolo pediu um cavalo e com a ajuda de um guia dirigiu-se às montanhas onde os assaltantes tinham seu esconderijo. Logo que entrou, foi feito prisioneiro.
No esconderijo dos malfeitores, o jovem reconheceu o santo e tentou fugir, mas o apóstolo gritou: “Moço! Por que foge de mim, seu pai, um velho e sem armas? Sempre há tempo para o arrependimento. Eu responderei por ti ante meu Senhor Jesus Cristo e estou disposto a dar a vida por sua salvação. É Cristo quem me envia”.
O rapaz ficou imóvel, baixou a cabeça, começou a chorar e se aproximou do santo para lhe implorar uma segunda oportunidade. São João, por sua vez, não abandonou o esconderijo dos ladrões até que o pecador foi reconciliado com a Igreja.
Esta caridade, que procurava inflamar nos outros, refletia-se em seu dito: “Meus filhinhos, amai-vos uns aos outros”. Uma vez lhe perguntaram por que repetia sempre a frase e São João respondeu: “Porque esse é o mandamento do Senhor e se o cumprirem já terão feito o bastante”.
Diferentemente de todos os outros apóstolos que morreram martirizados, São João partiu pacificamente para a Casa do Pai, em Éfeso, na Turquia, por volta do ano cem da era cristã e aos 94 anos de idade, segundo Santo Epifânio.
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terça-feira, 26 de dezembro de 2017

Santo Estêvão, diácono e primeiro mártir

REDAÇÃO CENTRAL, 26 Dez. 17 / 04:00 am (ACI).- Neste dia 26 de dezembro, é celebrado o primeiro mártir de toda a Igreja Católica, Santo Estêvão. O protomártir morreu apedrejado logo depois de ser arrastado para fora da cidade, após ser levado ante o Sinédrio por falsas acusações. Ele acusou os judeus por ter chegado ao ponto de não reconhecer o Salvador e também de tê-lo crucificado.

Santo Estêvão, enquanto recebia o golpe das pedras, pronunciou as seguintes palavras: “Senhor Jesus, recebe meu espírito”. Estando de joelhos antes de morrer, exclamou com força: “Senhor, não lhes tenha em conta pecado”.
Na celebração da festa deste santo em 2013, o Papa Francisco assinalou que, “na verdade, na ótica da fé, a festa de Santo Estêvão está em plena sintonia com o significado profundo do Natal”.
“No martírio, de fato, a violência é vencida pelo amor, a morte pela vida. A Igreja vê no sacrifício dos mártires seu ‘nascimento ao céu’. Celebramos hoje, pois, o ‘nascimento’ de Estêvão, que em profundidade brota do Natal de Cristo. Jesus transforma a morte dos que o amam em aurora de vida nova”, acrescentou o Santo Padre.
Também o Papa Emérito Bento XVI, em 2012, ao falar do santo refletiu: “De onde o primeiro mártir cristão tirou a força para fazer frente a seus perseguidores e chegar até a entrega de si mesmo? A resposta é simples: de sua relação com Deus, de sua comunhão com Cristo, da meditação sobre a história da salvação, de ver a ação de Deus, que alcança seu ápice em Jesus Cristo”.
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segunda-feira, 25 de dezembro de 2017

Hoje começa a Oitava de Natal, celebramos o nascimento de Jesus por 8 dias

Presépio / Foto: Domínio Público
REDAÇÃO CENTRAL, 25 Dez. 17 / 07:00 am (ACI).- Como é tradição na Igreja, na noite de 24 de dezembro se começa a celebrar de maneira solene o Nataldo Senhor e, logo após, seguem-se oito dias chamados “Oitava de Natal”, que começa em 25 de dezembro e se conclui no dia 1º de janeiro, nos quais se festeja igualmente o nascimento do Menino Deus.
A celebração da “Oitava” tem suas raízes no Antigo Testamento, no qual os judeus festejavam as grandes festas por oito dias. Do mesmo modo, como se lê em Gênesis (17,9-14), há muito séculos, deus fez uma aliança com Abraão e sua descendência, cujo sinal é a circuncisão no oitavo dia depois do nascimento.
O próprio Jesus, como todo judeu, também foi circuncidado ao oitavo dia e ressuscitou no “dia depois do sétimo dia da semana”. Assim, a Oitava (oito dias) segue sendo uma tradição muito importante na Igreja e, por isso, estabeleceu-se apenas dois momentos no calendário litúrgico: a “Oitava de Natal” e a “Oitava de Páscoa”.
Na Oitava de Natal, também são celebradas as seguintes festas:
  • 26 de dezembro: Santo Estêvão é o primeiro mártir do cristianismo e representa todos os que morreram por Cristo voluntariamente.
  • 27 de dezembro: São João Evangelista é o jovem e valente apóstolo que permaneceu ao pé da cruz com a Virgem Maria. É considerado o “discípulo amado” e representa os que estiveram dispostos a morrer por Cristo, mas não foram mortos.
  • 28 de dezembro: Os Santos Inocentes representam os que morreram por Cristo sem saber e os milhões de bebês que morrem hoje em dia com o aborto.
  • 31 de dezembro: A Sagrada Família é modelo para todas as famílias e símbolo da união da Santíssima Trindade. Costuma ser celebrado no domingo seguinte ao Natal, mas quando o Natal cai em um domingo, celebra-se em 30 de dezembro.
  • 1º de janeiro: Santa Maria, Mãe de Deus. Todos os títulos atribuídos à Virgem Maria têm sua raiz neste dogma de fé.
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Feliz Natal! Hoje nasceu o Salvador!

REDAÇÃO CENTRAL, 25 Dez. 17 / 04:00 am (ACI).- Neste dia 25 de dezembro, a Igreja celebra a Solenidade do nascimento de Jesus Cristo. É um dia de alegria e gozo, porque o Senhor veio ao mundo para trazer a salvação. Por isso, a ACIDigital deseja a todos um feliz Natal e que Jesus também nasça em sua família e coração.

Como o sol ilumina a escuridão ao amanhecer, a presença de Cristo invade a escuridão do pecado, do mundo, do demônio e da carne para mostrar o caminho a seguir. Com sua luz, mostra a verdade de nossa existência. O próprio Cristo é a vida que renova a natureza caída do homem e da natureza. O Natal comemora a presença renovadora de Cristo que vem para salvar o mundo.
A Igreja em seu papel de mãe e mestra, através de uma série de festas busca conscientizar o homem deste fato tão importante para a salvação de seus filhos. É, portanto, necessário que todos os fiéis vivam com o reto sentido a riqueza da experiência real e profunda do Natal.
Evangelho de São João 1,1-18
1 No princípio era a Palavra, e a Palavra estava com Deus; e a Palavra era Deus. 2 No princípio estava ela com Deus. 3 Tudo foi feito por ela e sem ela nada se fez de tudo que foi feito. 4 Nela estava a vida, e a vida era a luz dos homens. 5 E a luz brilha nas trevas, e as trevas não conseguiram dominá-la.
6 Surgiu um homem enviado por Deus; Seu nome era João. 7 Ele veio como testemunha, para dar testemunho da luz, para que todos chegassem à fé por meio dele. 8 Ele não era a luz, mas veio para dar testemunho da luz: 9 daquele que era a luz de verdade, que, vindo ao mundo, ilumina todo ser humano.
10 A Palavra estava no mundo - e o mundo foi feito por meio dela - mas o mundo não quis conhecê-la. 11 Veio para o que era seu, e os seus não a acolheram. 12 Mas, a todos que a receberam, deu-lhes capacidade de se tornarem filhos de Deus isto é, aos que acreditam em seu nome, 13 pois estes não nasceram do sangue nem da vontade da carne nem da vontade do varão, mas de Deus mesmo.
14 E a Palavra se fez carne e habitou entre nós. E nós contemplamos a sua glória, glória que recebe do Pai como filho unigênito, cheio de graça e de verdade. 15 Dele, João dá testemunho, clamando: 'Este é aquele de quem eu disse: O que vem depois de mim passou à minha frente, porque ele existia antes de mim'. 16 De sua plenitude todos nós recebemos graça por graça. 17 Pois por meio de Moisés foi dada a Lei, mas a graça e a verdade nos chegaram através de Jesus Cristo. 18 A Deus, ninguém jamais viu. Mas o Unigênito de Deus, que está na intimidade do Pai, ele no-lo deu a conhecer.
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domingo, 24 de dezembro de 2017

Nesta noite, Igreja canta a alegria do nascimento de Jesus

REDAÇÃO CENTRAL, 24 Dez. 17 / 10:00 am (ACI).- “Ó Noite Santa, tão esperada, que uniste para sempre Deus e o homem! Tu nos renovas a esperança. Tu nos enches de assombro extasiante. Tu nos garantes o triunfo do amor sobre o ódio, da vida sobre a morte”. Essas foram palavras ditas pelo Papa João Paulo II, na celebração da Missa da Noite de Natal, em 24 de dezembro de 2003.

É esta noite, descrita em poucas palavras pelo agora santo, que a Igreja vive hoje. Os cristãos se preparam para, à meia-noite, cantar a alegria do nascimento de Jesus, Deus que se faz homem e vem ao mundo trazer a salvação a todos.
“O Verbo se fez carne”, diz o Evangelho de João (Jo 1,14). E, conforme assinalou São João Paulo II em 2003, “nesta noite extraordinária o Verbo eterno, o ‘Príncipe da paz’, nasce na fria e miserável gruta de Belém”. O Menino Deus se fez “pobre entre os pobres”.
Após o Seu nascimento, relata o evangelho desta noite (Lc 2,1-14), Ele foi colocado em uma manjedoura. Pastores que tomavam conta de seu rebanho receberam o anúncio do anjo de que havia nascido o Salvador. A Boa-Nova foi seguida pelo louvor do coro celeste: “Glória a Deus no mais alto dos céus, e paz na terra aos homens por ele amados”.
Ao comentar este trecho do Evangelho, na noite de Natal de 2012, o Papa Bento XVI, ressaltou que “onde não se dá glória a Deus, onde Ele é esquecido ou até mesmo negado, também não há paz”.
Nesse sentido, Bento XVI expressou um pedido ao Menino Jesus, que se faz atual nos dias de hoje, onde são crescentes os casos de violência.
“Sim, Senhor, anunciai a paz também hoje a nós, tanto aos que estão longe como aos que estão perto. Fazei que também hoje das espadas se forjem foices, que, em vez dos armamentos para a guerra, apareçam ajudas para os enfermos. Iluminai a quantos acreditam que devem praticar violência em vosso nome, para que aprendam a compreender o absurdo da violência e a reconhecer o vosso verdadeiro rosto. Ajudai a tornarmo-nos homens ‘do vosso agrado’: homens segundo a vossa imagem e, por conseguinte, homens de paz”.
ACI Digital

Hoje é celebrado o quarto e último domingo do Advento

REDAÇÃO CENTRAL, 24 Dez. 17 / 04:00 am (ACI).- Celebramos hoje o quarto domingo do Advento e a Igreja reflete sobre o anúncio do nascimento de Jesus feito a Maria.

Todos são convidados a imitar Maria, a “Virgem do Advento”, que desde aquele “Sim” ao anjo, por nove meses preparou humildemente sua casa e seu coração para ter em seus braços o Salvador.
Em ambiente familiar, recomenda-se que todos os preparativos sejam com o firme propósito de aceitar Jesus no lar, na comunidade, no trabalho, na paróquia etc. Reunidos, é tempo de acender a quarta e última vela da Coroa do Advento.
Evangelho
Lc 1,26-38
Naquele tempo, 26 o anjo Gabriel foi enviado por Deus a uma cidade da Galileia, chamada Nazaré, 27 a uma virgem, prometida em casamento a um homem chamado José. Ele era descendente de Davi e o nome da virgem era Maria. 28 O anjo entrou onde ela estava e disse: “Alegra-te, cheia de graça, o Senhor está contigo!”
29 Maria ficou perturbada com essas palavras e começou a pensar qual seria o significado da saudação.
30 O anjo, então, disse-lhe: “Não tenhas medo, Maria, porque encontraste graça diante de Deus. 31 Eis que conceberás e darás à luz um filho, a quem porás o nome de Jesus. 32 Ele será grande, será chamado Filho do Altíssimo, e o Senhor Deus lhe dará o trono de seu pai Davi. 33 Ele reinará para sempre sobre os descendentes de Jacó, e o seu reino não terá fim”.
34 Maria perguntou ao anjo: “Como acontecerá isso, se eu não conheço homem algum?”
35 O anjo respondeu: “O Espírito virá sobre ti, e o poder do Altíssimo te cobrirá com sua sombra. Por isso, o menino que vai nascer será chamado Santo, Filho de Deus. 36 Também Isabel, tua parenta, concebeu um filho na velhice. Este já é o sexto mês daquela que era considerada estéril, 37 porque para Deus nada é impossível”. 38 Maria, então, disse: “Eis aqui a serva do Senhor; faça-se em mim segundo a tua palavra!” E o anjo retirou-se.
ACI Digital

Mensagem de Natal

O nascimento do Salvador traz esperança e alegria, pois Deus está conosco! Ele veio habitar entre nós, na humilde manjedoura de Belém. Ele continua a manifestar o seu amor na simplicidade da vida cotidiana. A nossa resposta ao amor de Deus revelado em Jesus Menino, neste Natal, seja feita de muita oração e de muito amor. Acolha o amor do Menino Deus para amar a todos, como ele nos ensinou, pois somos todos irmãos. Seja testemunha do amor de Deus, promovendo a reconciliação e paz. Seja portador de esperança e de alegria, especialmente aos que mais sofrem. Tenha um feliz Natal! Que as bênçãos do Menino Deus, em sua vida e em sua família, se estendam ao longo do ano novo!


                                              
                                               Cardeal Sergio da Rocha
                                                      Arcebispo de Brasília

IV Domingo do Advento O “Sim” de Maria

+ Sergio da Rocha
Cardeal Arcebispo de Brasília
O Evangelho deste último domingo do Advento ressalta a figura de Maria de Nazaré, “a serva do Senhor”, “cheia de graça”, por meio da qual recebemos Jesus, o “Filho do Altíssimo”, o Messias anunciado pelos profetas. Em Jesus Cristo, cumpre-se, de modo definitivo, a profecia de Natã ao rei Davi a respeito da “casa” e do “reino” que irão durar para sempre (2Sm 7,16). O Evangelho nos recorda que José era descendente de Davi e anuncia que o menino que vai nascer receberá “o trono de seu pai Davi” e que “o seu reino não terá fim” (Lc 1,32-33). Na Carta aos Romanos, São Paulo glorifica a Deus pelo “mistério manifestado”, em Jesus Cristo, “levado ao conhecimento de todas as nações” (Rm 16,26). No nascimento do Salvador, as profecias se realizam e manifestam-se o amor e a salvação de Deus para todos os povos.
No cumprimento das profecias messiânicas ocupa lugar especial o “sim” de Maria. O seu “sim” nos leva a louvar a Deus e a seguir o seu exemplo. Assim como Maria, nós também somos chamados a dizer “sim” a Deus, acolhendo a sua Palavra e cumprindo a sua vontade nas situações em que vivemos. Nas alegrias ou dores, possamos repetir as palavras de Nossa Senhora: “Eis aqui a serva do Senhor; faça-se em mim segundo a tua palavra!”(Lc 1,38).
Contudo, o Evangelho nos mostra que o cumprimento da palavra de Deus, em Maria, aconteceu pelo “poder do Altíssimo”, “pelo Espírito Santo”. Nós necessitamos muito da graça de Deus para discernir e cumprir a sua vontade. Por meio do “sim” de Maria, nasce o Salvador. Por meio do nosso “sim”, acolhemos Jesus como nosso Salvador e nos dispomos a ajudar as pessoas a fazerem o mesmo, pelo testemunho de fé e de amor cristão.
Estamos para celebrar o Natal de Jesus, a partir da noite deste domingo. O convite à conversão, simbolizado pela cor litúrgica roxa do Advento, cederá lugar ao branco festivo natalino. Contudo, as festas ou presentes não devem ofuscar ou substituir o sentido genuíno do Natal do Senhor, no qual o presente maior a ser recebido é o próprio Jesus. Não há verdadeiro Natal sem Jesus! Para que o Natal seja feliz, participe e convide a sua família e amigos para participarem da missa de Natal. Ao mesmo tempo, procure promover a reconciliação, o perdão e a paz entre as pessoas, a começar da sua família. Infelizmente, vivemos num tempo de muita agressividade e violência, que não condizem com a vida cristã. Faça a sua parte para construir uma família mais unida e um mundo mais fraterno. Não se deixe dominar pelo ódio, pela vingança ou ressentimento. Diga “sim” à Palavra que nos ensina a amar o próximo como Jesus amou!
Arquidiocese de Brasília

sábado, 23 de dezembro de 2017

Oração mariana para o sábado que antecede o Natal

REDAÇÃO CENTRAL, 23 Dez. 17 / 05:00 am (ACI).- Sábado é tradicionalmente o dia dedicado à Virgem Maria. Neste sábado, em especial, preparando a chegada de Jesus, compartilhamos esta oração mariana para agradecer Àquela que fez tudo para nos dar o Salvador e para que, por sua intercessão, Jesus também nasça em nossos corações.

1. INTRODUÇÃO
A família se reúne em um lugar adequado na casa, em torno de uma imagem de Santa Maria.
Todos (fazendo o sinal da Cruz): Em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo. Amém.
O pai da família (explica aos presentes o significado da liturgia com as palavras): Ao darmos graças a Deus que nos deu seu Filho, devemos também dar graças à Virgem Maria. Com o seu “Sim” às palavras do Arcanjo, por obra do Espírito Santo, tornou-se a Mãe de Deus e nossa Mãe. Na noite de Belém, “irradiou sobre o mundo a luz eterna, Jesus Cristo, nosso Senhor”. Demos graças a Santa Maria, porque Ela deu tudo por nossa reconciliação, e rezemos para que nossos corações estejam sempre prontos para acolhê-la e com Ela a seu Divino Filho.
A mãe da família: Obrigada por ser Santa Maria. Obrigada por ter se aberto a graça e escuta da Palavra, desde o princípio. Obrigada por ter acolhido em teu ventre puríssimo Aquele que é a Vida e o Amor. Obrigada por manter o teu “Faça-se” através de todos os acontecimentos de tua vida. Obrigada por teus exemplos, dignos de serem acolhidos e vividos. Obrigada por tua simplicidade, por tua doçura, por tua magnífica sobriedade, por tua capacidade de escuta, por tua reverência, por tua fidelidade, por tua grandeza e por todas aquelas virtudes que trazem a beleza em si e que Deus nos permite ver em Ti. Obrigada por teu olhar materno, por tuas intercessões, tua ternura, teu auxílio ajuda e orientação. Obrigada por tanta bondade. Enfim, obrigada por ser Santa Maria, Mãe do Senhor Jesus e nossa. Amém.
2. INVOCAÇÃO DA FAMÍLIA
Olhando para a imagem da Virgem, a família eleva a seguinte súplica comum.
Primeiro membro da família: Peçamos ao Senhor Jesus, Salvador do mundo, recorrendo confiantes à intercessão de sua Santa Mãe. Digamos:
R. Que a vossa Santa Mãe, Senhor, interceda por nós.
Salva-nos, Senhor, por tua anunciação-encarnação. R.
Salva-nos, Senhor, por teu nascimento em Belém. R.
Salva-nos, Senhor, por tua apresentação no templo. R.
Salva-nos, Senhor, por teu santo batismo. R.
Salva-nos, Senhor, por tua paixão e cruz. R.
Salva-nos, Senhor, por tua morte e sepultamento. R.
Salva-nos, Senhor, por tua santa ressurreição. R.
Salva-nos, Senhor, por tua gloriosa ascensão. R.
Salva-nos, Senhor, pelo dom do Espírito Santo. R.
Salva-nos, Senhor, quando vier em tua glória. R.
Segundo membro da família: Às nossas preces, responderemos:
R. Que interceda por eles tua Santa Mãe.
Conceda ao Santo Padre, o Papa Francisco, e a nosso Bispo (diz o nome do Prelado) vida e saúde e os renove em seus ministérios e em suas santidades de vida. R.
Ilumine as mentes dos governantes em busca do bem comum, paz e reconciliação. R.
Escuta o clamor dos que sofrem, a oração dos perseguidos por causa de sua fé, a preces das vítimas inocentes. R.
Guia à conversão os que estão distantes de Ti. R.
Mostre a luz do teu rosto para aqueles que te buscam com sinceridade de coração. R.
E, finalmente, ajuda-nos nossa Mãe para que nosso lar seja como o de Nazaré, um cenáculo de comunhão no amor.
Todos: Nós recorremos à vossa proteção, Santa Mãe de Deus; não despreze as súplicas que dirigimos a ti em nossas necessidades; mas, livrai-nos sempre de todos os perigos, oh Virgem gloriosa e bendita.
O pai da família:  Oh Deus, que se manifestou ao mundo nos braços da Virgem Mãe de teu Filho, glória de Isabel e luz dos povos; faça com que, na escola de Maria, aprendamos a aderir ao Senhor Jesus e reconhecer Nele o único Salvador do mundo ontem, hoje e sempre. Ele que vive e reina pelos séculos dos séculos. Amém.
Todos (fazendo o sinal da Cruz): Em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo. Amém.
ACI Digital

segunda-feira, 18 de dezembro de 2017

Nossa Senhora do Ó, a expectativa pelo nascimento de Jesus

REDAÇÃO CENTRAL, 18 Dez. 17 / 04:00 am (ACI).- Diz o Evangelho que “Maria guardava todas as coisas em seu coração” (Lc 2,19). E este mesmo coração guardou as aspirações santas da Mãe de Deus por ver o seu Filho nascido. É isto o que o Igreja celebra neste 18 de dezembro, com a festa da Expectação do parto de Nossa Senhora, popularmente chamada de Nossa Senhora do Ó.

Esta devoção mariana surgida em Toledo, na Espanha, na época do X Concílio, presidido pelo Arcebispo Santo Eugênio, quando se estipulou que a festa da Anunciação fosse transferida para o dia 18 de dezembro.
Santo Eugênio foi sucedido no cargo por seu sobrinho, Santo Ildefonso, que determinou que a festa fosse celebrada neste mesmo dia, mas com o título de Expectação do Parto da Beatíssima Virgem Maria.
Esta festa ressalta não apenas os anseios da Virgem Maria por ter o Menino Jesus em seus braços, mas também as expectativas de milhares de gerações que suspiram pela vinda do Salvador do mundo, desde Adão e Eva. Todo esse ardoroso desejo da humanidade se recolhe e concentra no coração de Maria, como no mais puro e limpo dos espelhos.
A denominação de Nossa Senhora do Ó se deu em razão das antífonas cantadas entre os dias 17 e 23 de dezembro antes e depois da recitação do Magnificat na oração das vésperas. Todas elas começam por uma invocação a Jesus, que, no entanto, nunca é chamado pelo nome, e todas incluem o apelo “Vinde”.
Essas antífonas começam sempre pela interjeição exclamativa Ó, como expoente altíssimo do fervor e ardente desejo da Igreja, que suspira pela vinda pronta de Jesus. Isso inspirou o povo espanhol a este título de Nossa Senhora.
Tais antífonas são inspiradas pelos textos do Antigo Testamento que anunciam o Messias. Desde a primeira à última, Jesus é invocado como Sabedoria, Senhor, Raiz, Chave, Estrela, Rei e Emanuel.
Em latim, essas palavras são Sapientia, Adonai, Radix, Clavis, Oriens, Rex, Emmanuel. Ao ler apenas as suas iniciais da última para a primeira, forma-se o acróstico “Ero Cras”, que pode ser traduzido como “Virei amanhã”. É a proclamação do Senhor que vem.
No Brasil, o culto e a devoção a Nossa senhora do Ó chegou por meio dos portugueses, tendo se popularizado com a freguesia de Nossa Senhora do Ó, em São Paulo (SP).
A imagem de Nossa Senhor do Ó, geralmente, é representada com Maria tendo a mão esquerda espalmada sobre o ventre sagrado desenvolvido; a mão direita pode também aparecer em simetria à outra ou levantada.
Para celebrar esta data, trazemos a seguir a oração de Nossa Senhora do Ó:
Doce Virgem Maria, cujo coração foi por Deus preparado para morada do Verbo feito carne, pelas inefáveis alegrias da expectação de vosso santíssimo parto, ensinai-nos as disposições perfeitas de uma íntegra pureza no corpo e na alma, de uma humildade profunda no espírito e no coração, de um ardente e sincero desejo de união com Deus, para que o meigo fruto de vossas benditas entranhas, venha a nascer misericordiosamente em nossos corações, a eles trazendo a abundância dos dons divinos, para redenção dos nossos pecados, santificação de nossa vida e obtenção de nossa coroa no Paraíso, em vossa companhia. Assim seja. Amém.
ACI Digital

São Lázaro, o amigo que Jesus ressuscitou

REDAÇÃO CENTRAL, 17 Dez. 17 / 04:00 am (ACI).- Neste dia 17 de dezembro, é celebrada a festa de São Lázaro, irmão de Marta e Maria, a quem o Senhor ressuscitou depois de quatro dias de falecido. Etimologicamente, seu nome significa “Deus ajuda”. Ele teve a graça de ser o protagonista de um dos milagres mais impressionantes de Jesus Cristo.

Segundo as Sagradas Escrituras (Jo 11,1- 44), Lázaro adoeceu gravemente e duas de suas irmãs, Marta e Maria, enviaram com urgência um mensageiro ao lugar onde Jesus se encontrava. Eles levaram a seguinte mensagem: “Senhor, aquele que tu amas está enfermo”.
São Lázaro faleceu e somente ao quarto dia o Senhor chegou. Jesus falou com cada uma das irmãs e chorou. Os judeus que estavam ali exclamaram: “Vejam como o amava!”.
À irmã de Lázaro, o Senhor declarou: “Eu sou a ressurreição e a vida; quem crê em mim, ainda que morto, viverá: e quem vive e crê em mim, não morrerá. Crês isto?”.
Diante do sepulcro, Jesus disse: “Lázaro, vem para fora!”. E Lázaro se levantou.
Desta maneira foi ressuscitado milagrosamente o amigo do Jesus.
ACI Digital

domingo, 17 de dezembro de 2017

Terceiro domingo do Advento, o domingo da alegria ou Gaudete

REDAÇÃO CENTRAL, 17 Dez. 17 / 04:00 am (ACI).- O terceiro domingo do Advento é chamado “Gaudete”, ou da alegria, devido à primeira palavra do prefácio da Missa: Gaudete, ou seja, alegra-se.

Nesta data são permitidos paramentos rosas, como sinal de alegria, e a Igrejaconvida os fiéis a se alegrar porque o Senhor está perto.
Há dois domingos do ano que se permite usar a cor rosa nos paramentos e estes são o quarto domingo da Quaresma (Laetare) e o terceiro domingo do Advento (Gaudete), porque, em meio à “espera”, recorda-se que está próxima a alegria da Páscoa ou do Natal, respectivamente.
Na Coroa do Advento, também se costuma acender uma vela rosa.
EvangelhoJo 1,6-8.19-28
6Surgiu um homem enviado por Deus; seu nome era João. 7Ele veio como testemunha, para dar testemunho da luz, para que todos chegassem à fé por meio dele. 8Ele não era a luz, mas veio para dar testemunho da luz. 19Este foi o testemunho de João, quando os judeus enviaram de Jerusalém sacerdotes e levitas para perguntar: “Quem és tu?” 20João confessou e não negou. Confessou: “Eu não sou o Messias”.
21Eles perguntaram: “Quem és, então? És tu Elias?” João respondeu: “Não sou”. Eles perguntaram: “És o Profeta?” Ele respondeu: “Não”.
22Perguntaram então: “Quem és, afinal? Temos que levar uma resposta para aqueles que nos enviaram. O que dizes de ti mesmo?” 23João declarou: “Eu sou a voz que grita no deserto: ‘Aplainai o caminho do Senhor’” — conforme disse o profeta Isaías. 24Ora, os que tinham sido enviados pertenciam aos fariseus 25e perguntaram: “Por que então andas batizando, se não és o Messias, nem Elias, nem o Profeta?”
26João respondeu: “Eu batizo com água; mas no meio de vós está aquele que vós não conheceis, 27e que vem depois de mim. Eu não mereço desamarrar a correia de suas sandálias”.
ACI Digital

III Domingo do Advento: Exulto de Alegria no Senhor!

                    + Sergio da Rocha
            Cardeal Arcebispo de Brasília

O terceiro Domingo do Advento é denominado Domingo “Gaudete” ou “Domingo da Alegria”. A palavra latina “gaudete” é tomada da antífona de entrada da missa, Gaudete in Domino, isto é, Alegrai-vos no Senhor, extraída da Carta de S. Paulo aos Filipenses (Fl 4,4s), que se completa com a afirmação “O Senhor está perto”, indicando a razão de ser dessa alegria. Na liturgia deste domingo, pode-se utilizar a cor rósea para melhor exprimir a alegria que acompanha a espera do Senhor. As leituras proclamadas manifestam também o motivo deste convite à alegria, neste Advento.
A missão proclamada pelo profeta Isaías se realiza plenamente em Jesus, o Messias: “proclamar a boa-nova aos humildes, curar as feridas da alma, pregar a redenção para os cativos e a liberdade para os que estão presos; proclamar o tempo da graça do Senhor” (Is 61,1-2). O cumprimento dessa missão é fonte de alegria: “exulto de alegria no Senhor e minha alma regozija-se em meu Deus”, proclama o profeta. O convite à alegria encontra-se também na Primeira Carta aos Tesssalonicenses: “Irmãos, estai sempre alegres!” (1Ts 5,16). Com Maria, mãe do Salvador e nossa Mãe, cantamos o Magnificat como Salmo responsorial deste domingo, reconhecendo “o amor de Deus” que se estende “de geração em geração”, realizando “maravilhas” em sua vida e na vida “dos que o respeitam”. 
Entretanto, a alegria cristã deve ser acompanhada da conversão e do crescimento na vida nova em Cristo. Afirma S. Paulo: “Rezai sem cessar. Daí graças em todas as circunstâncias... Afastai-vos de toda espécie de maldade!” (1Ts 5,17.22), recordando que é Deus quem nos “santifica totalmente”, de modo que tudo o que somos “seja conservado sem mancha alguma para a vinda de nosso Senhor Jesus Cristo” (5,23). 
O Evangelho nos mostra o “testemunho” de João Batista motivando-nos à conversão, através da humildade, da verdade e da coragem, por ele demonstradas diante dos sacerdotes e levitas que o questionavam. “Ele confessou e não negou” (Jo 1,20), afirma o Evangelho. Necessitamos hoje testemunhar publicamente a nossa fé, imitando a humildade e a firmeza de João Batista, jamais negando Jesus Cristo, seja por palavras, seja pelo nosso modo de agir.
Em todo o Brasil, estamos vivendo a Campanha para a Evangelização. Além da oração e da participação nas iniciativas pastorais da Igreja, somos convidados a participar, neste domingo, da Coleta Nacional para a Evangelização. Trata-se de um gesto muito importante de comunhão e partilha, pois a coleta é destinada à promoção e à manutenção da evangelização na Arquidiocese e em todo o Brasil.
Arquidiocese de Brasília

Pe. Manuel Pérez Candela

Pe. Manuel Pérez Candela
Pároco da Paróquia Nossa Senhora da Imaculada Conceição - Sobradinho/DF