Translate

domingo, 19 de junho de 2016

JMJ 2016: Kit Peregrino é apresentado em Cracóvia

CRACÓVIA, 18 Jun. 16 / 10:00 am (ACI).- Os peregrinos da Jornada Mundial da Juventude (JMJ) de Cracóvia já sabem como estarão “equipados” para o evento. O Kit Peregrino foi apresentado na quinta-feira, 16, e traz em si um design que remete aos elementos da Jornada polonesa e à misericórdia.
Resultado de imagem para kit peregrino jmj 2016
O Kit, desenhado com base no projeto vencedor de Hanna Talarek, inclui uma mochila disponível em três cores – azul, vermelha e amarela –, as quais serão atribuídas aleatoriamente. O seu desenho gráfico é a centelha da misericórdia, um dos elementos do logo da JMJ Cracóvia 2016.
Segundo a coordenadora do Setor de Design Gráfico da JMJ Cracóvia 2016, Monika Rybczy?ska, “quando a mochila estava sendo projetada, o gráfico e o formato eram o mais importante”.
“Para o gráfico – explica –, nós queríamos que nossa mensagem fosse consistente e que levasse em conta o tema da misericórdia e a centelha, que ‘sai de Cracóvia para o mundo inteiro’. É por isso que este elemento do logo estará na mochila”.Em relação ao formato, a coordenadora afirma que a preocupação principal era no que diz respeito à funcionalidade. “Chegar à forma final da mochila nos tomou quase... três meses!”, recorda.
Dentro da mochila, o peregrino encontra um terço-bracelete para rezar o Terço da Divina Misericórdia, um lenço de microfibra, um xale multifuncional para proteger do sol de julho e uma capa, caso chova.
Há ainda um guia do peregrino, um guia de Cracóvia, uma oração “Jesus eu confio em Vós”, um livro de orações “Um Livro Extraordinário sobre a Divina Misericórdia” e, dependendo do tipo de pacote escolhido, vouchers para alimentação.
Os peregrinos devem chegar a Cracóvia para a JMJ 2016 no dia 25 de julho e as atividades acontecerão de 26 a 31 de julho. As inscrições para a Jornada terminam no próximo dia 30 de junho.
AciDigital

sexta-feira, 17 de junho de 2016

Irmã Lúcia: Batalha final entre Cristo e Satanás será sobre família e matrimônio

Ir. Lúcia | ACI Digital
Cidade do México, 14 Jun. 16 / 08:00 pm (ACI).- “A batalha final entre o Senhor e o reino de Satanás será sobre o matrimônio e a família”, afirmou Irmã Lúcia, a vidente de Fátima, em uma longa carta enviada ao Cardeal Carlo Caffarra, Arcebispo de Bolonha (Itália), na qual advertiu também sobre os ataques que confrontarão quem defender estas duas instituições naturais.

Esta afirmação de Irmã Lúcia, expressa durante o Pontificado de São João Paulo II, foi retomada no último dia 31 de maio pelo semanário ‘Desde la Fe’, da Arquidiocese do México, em meio ao debate gerado pelo Presidente Enrique Peña Nieto, que anunciou sua intenção de promover o matrimônio homossexual neste país.
O semanário mexicano recordou as declarações que o Cardeal Caffarra fez à imprensa italiana em 2008, três anos depois do falecimento da religiosa portuguesa.
Em 16 de fevereiro de 2008, o Arcebispo italiano havia celebrado uma Missa na tumba de São Pio de Pietrelcina, logo depois da qual deu uma entrevista para a ‘Tele Radio Padre Pio’, quando lhe perguntaram acerca de uma profecia da Irmã Lúcia dos Santos que menciona a “batalha final entre o Senhor e o reino de Satanás”.
O Cardeal Caffarra explicou que o contato com a religiosa foi a raiz do pedido que lhe fez São João Paulo II, quem lhe deu a missão de planejar e estabelecer o Instituto Pontifício para os Estudos do Matrimônio e da Família. No princípio deste trabalho, o Cardeal escreveu uma carta à Irmã Lúcia de Fátima através de seu bispo, pois ele não podia fazê-lo diretamente.
“Inexplicavelmente, como não esperava uma resposta, vendo que só havia pedido suas orações, recebi uma longa carta assinada por ela, a qual atualmente está nos arquivos do Instituto”, indicou o Arcebispo italiano.
“Nela encontramos escrito: ‘A batalha final entre o Senhor e o reino de Satanás será a respeito do Matrimônio e da Família. Não temam, acrescentou, porque qualquer pessoa que atue a favor da santidade do Matrimônio e da Família sempre será combatida e enfrentada em todas as formas, porque este é o ponto decisivo. Depois concluiu: entretanto, Nossa Senhora já esmagou sua cabeça’”.
Fonte: ACIDigital

domingo, 12 de junho de 2016

Dia dos Namorados. “Cada pessoa prepara-se para o matrimônio, desde o seu nascimento”

Reflexão de Dom Alberto Taveira Correa, Arcebispo Metropolitano de Belém do Pará
No dia doze de junho se celebra o dia dos namorados, data que entrou no calendário pela benéfica influência da Igreja, com a memória de Santo Antônio de Pádua ou de Lisboa, celebrada no dia treze de junho, invocado com confiança por pessoas que se sentem chamadas à vocação matrimonial e contam com sua intercessão e proteção. Ao lado de São João Batista e de São Pedro, ele figura entre os “santos de junho”, tempo em que nossas Paróquias acolhem tanta gente, prestando assim um serviço religioso e social, já que as festas são espaços privilegiados de convivência sadia, onde as famílias se sentem valorizadas e desfrutam a alegria do relacionamento fraterno. Aliás, desejamos que tais festas, realizadas com dignidade e respeito, influenciem outras comemorações que as famílias e a sociedade realizam, para maior edificação dos bons costumes.
Na Exortação Apostólica “Amoris Laetitia”, cujo conteúdo ilumina nossas reflexões sobre um tema de tamanha importância, o Papa Francisco recolheu a afirmação dos Padres Sinodais de que é preciso ajudar os jovens a descobrir o valor e a riqueza do matrimônio, para captar o fascínio de uma união plena que eleva e aperfeiçoa a dimensão social da vida, confere à sexualidade o seu sentido maior, ao mesmo tempo que promove o bem dos filhos e lhes proporciona o melhor contexto para o seu amadurecimento e educação. A realidade atual e seus desafios exigem de toda a comunidade cristã um compromisso mais forte com a preparação do matrimônio, privilegiando o testemunho das próprias famílias, e a ligação da preparação para o matrimônio no caminho da iniciação cristã, sublinhando o nexo do matrimônio com o batismo e os outros sacramentos.
Há várias maneiras legítimas de organizar a preparação próxima para o matrimônio, ensina o Papa, e cada Igreja local discernirá a que for melhor, procurando uma formação adequada que, ao mesmo tempo, não afaste os jovens do sacramento. Interessa mais dar prioridade – juntamente com um renovado anúncio do querigma – àqueles conteúdos que, comunicados de forma atraente e cordial, os ajudem a comprometer-se num percurso da vida toda “com ânimo grande e liberalidade”. Trata-se duma espécie de “iniciação” ao sacramento do matrimônio, que lhes forneça os elementos necessários para poderem recebê-lo com as melhores disposições e iniciar com uma certa solidez a vida familiar.
Além disso, convém encontrar os modos das próprias famílias dos noivos e de vários recursos pastorais – para oferecer uma preparação remota que faça amadurecer o amor deles com um acompanhamento rico de proximidade e testemunho. Habitualmente, são muito úteis os grupos de noivos e a oferta de palestras sobre temas que realmente interessam aos jovens. Mas são indispensáveis momentos personalizados, pois o objetivo principal é ajudar cada um a aprender a amar a pessoa concreta com quem pretende partilhar a vida inteira, algo que não se improvisa, nem pode ser o objetivo de um breve curso antes do matrimônio. Na realidade, cada pessoa prepara-se para o matrimônio, desde o seu nascimento. Tudo o que a família lhe deu, deveria permitir aprender da própria história e torná-la capaz de um compromisso pleno e definitivo. Os que chegam melhor preparados ao casamento são aqueles que aprenderam dos seus próprios pais o que é um matrimônio cristão, onde se escolheram um ao outro sem condições e continuam a renovar esta decisão. A honra à palavra dada, a fidelidade à promessa não se podem comprar nem vender. Não podem ser impostas com a força, nem guardadas sem sacrifício. (Cf. Amoris Laetitia 205-216)
Encontrei nesta semana um texto do conhecido Professor Felipe Aquino (6 de junho de 2016: “Relacionamentos”), no qual, a partir de sua experiência de esposo e pai de família, com largos anos de contribuição na formação de jovens e adultos, propõe dez “dicas” para um bom namoro, cujo conteúdo decidi compartilhar nesta ocasião, oferecendo-as a tantos jovens chamados a esta magnífica vocação, que é o matrimônio: Só comece a namorar com a convicção de que quer, um dia, se casar. Sem um objetivo na vida, tudo o que fazemos fica vazio; o namoro, se não tem uma meta, não tem sentido (1); Antes de começar a namorar alguém, conheça-o bem por meio de uma boa amizade. É na amizade que surge o namoro, e ela serve também como um pré-namoro. Não seja afoito, não comece a namorar só porque o outro tocou seu coração. Conheça-o primeiro (2); Faça do seu namoro um tempo de conhecimento do outro e um meio de ele conhecer você. Sem isso, não dá para saber se o namoro deve continuar ou não. Não se ama quem não se conhece. Então, cada um se revele ao outro com sinceridade (3); Não tenha medo de mostrar a sua realidade e de sua família. Se ele não o aceitar como você é, e também sua família, com todas as qualidades e defeitos, é porque não o ama de verdade (4); Faça o outro crescer. Namoro é tempo de crescer a dois, pelo fermento do amor, da renúncia e do sacrifício pelo outro. Um relacionamento, no qual ambos não crescem humana e espiritualmente, por estarem juntos, é vazio e deve acabar (5); Não deixe o egoísmo tomar conta do relacionamento, pois um casal egoísta é como duas bolas de bilhar, que só se encontram para se chocarem e se separarem. O egoísmo mata o amor e destrói o relacionamento (6); Não faça do seu namoro uma vida de casado, com vida sexual e intimidades conjugais. Amanhã, o namoro pode terminar e a marca ficará em você, sobretudo, na mulher. Só tem sentido entregar-se a alguém que, antes, colocou uma aliança em sua mão esquerda e lhe jurou amor e fidelidade até o último dia de sua vida. Não desvalorize suas decisões, seu corpo e sua vida (7); Não prenda seu namorado pelo sexo, não faça dele uma “arma”, porque a “vítima” pode ser você. Quantas ganharam uma barriga antes da hora, sem ter um berço e um teto para seu filho! Ele merece mais do que isso (8); Não tenha medo de terminar um namoro, no qual só existe briga e reclamação; não empurre o problema com a barriga. Namoro é tempo de conhecer e escolher sem pressa e sem paixão que cega a razão. É melhor chorar uma separação, hoje, do que depois de casados (9); Não deixe Deus fora do seu namoro, pois foi Ele quem nos criou, foi Ele quem instituiu o casamento entre um homem e uma mulher, e será Ele quem os unirá para sempre. Deixe que a mão forte de Cristo esteja entre as suas mãos fracas (10).
Zenit

terça-feira, 7 de junho de 2016

Papa Francisco: A oração é a pilha que faz funcionar o cristianismo

VATICANO, 07 Jun. 16 / 11:30 am (ACI).- O Papa Francisco falou acerca da oração e dos dons que cada cristão recebe e devem ser colocados ao serviço de outros e não os guardar para si mesmo.
“Quantas obras se convertem em escuras por falta de luz, por falta de oração. O que mantém, o que dá vida à luz cristã, o que ilumina é a oração”, disse.
O Santo Padre recordou que o cristão é chamado a ser luz e sal para os demais, mas, “qual é a pilha para que o cristão ilumine? Simplesmente a oração”, indicou. “Você pode fazer tantas coisas, tantas obras, inclusive obras de misericórdia, pode fazer tantas coisas grandes para a Igreja – uma universidade católica, um colégio, um hospital... – podem até fazer a você um monumento como benfeitor da Igreja. Mas se não rezar, será um pouco obscuro”.
Trata-se, portanto, da “oração de adoração ao Pai, de louvor à Trindade, a oração de agradecimento, pode ser também a oração para pedir coisas ao Senhor, mas a oração do coração é o óleo, a pilha que dá vida à luz”.
Papa Francisco celebrando a Missa na Casa Santa Marta / Foto: L'Osservatore Romano
A respeito do sal, o Pontífice explicou que “este se torna sal quando se doa. E esta é outra atitude do cristão: doar-se, dar sabor à vida dos outros, dar sabor com a mensagem do Evangelho”.
É “doar-se, não preservar a si mesmo. O sal não é para o cristão, é para doar. O cristão recebe para doá-lo, mas não para si mesmo”. Enfim, “a luz e o sal, são para os outros. A luz não ilumina a si mesma; o sal não dá sabor por si só”.
Estes dons “não acabam nunca” porque são “uma coisa que é dada como dom e continua a ser doada se continuarmos a dá-la, iluminando e dando”.
Em seguida, o Papa convidou: “Ilumina com a sua luz, mas defenda-se da tentação de iluminar a você mesmo. Isto é uma coisa feia, é um pouco como a espiritualidade do espelho: ilumino a mim mesmo. Defenda-se da tentação. Seja luz para iluminar, seja sal para dar sabor e conservar”.
“Que o Senhor nos ajude nisso, a cuidar sempre da luz, a não escondê-la, mas colocá-la em prática”. E o sal, “dar o justo, o necessário, mas doá-lo”. “Estas são as boas obras do cristão”, assegurou.
Evangelho comentado pelo Papa:
Mateus 5,13-16
Naquele tempo, disse Jesus aos seus discípulos: “Vós sois o sal da terra. Ora, se o sal se tornar insosso, com que salgaremos? Ele não servirá para mais nada, senão para ser jogado fora e ser pisado pelos homens.
Vós sois a luz do mundo. Não pode ficar escondida uma cidade construída sobre um monte. Ninguém acende uma lâmpada e a coloca debaixo de uma vasilha, mas sim num candeeiro, onde ela brilha para todos os que estão em casa. Assim também brilhe a vossa luz diante dos homens, para que vejam as vossas boas obras e louvem o vosso Pai que está nos céus”.

domingo, 5 de junho de 2016

O Brasil merece um Estatuto do Nascituro

9ª Marcha Nacional da Cidadania pela Vida contra o Aborto. ZENIT entrevista a Dra. Lenise Garcia, presidente do Movimento Nacional Brasil sem Aborto.
Cartaz 9ª Marcha Nacional
Na próxima terça-feira, 7 de junho, o Movimento Brasil sem Aborto realiza, em Brasília, a 9ª Marcha Nacional da Cidadania pela Vida contra o Aborto. A concentração será a partir das 14h, próximo à Torre de TV, no Eixo Monumental.
Com o tema Quero Viver! Você me ajuda?, a edição deste ano pede a aprovação do Estatuto do Nascituro (PL478/2007), que define direitos da criança ainda não nascida, assim como da gestante.
A Marcha também questiona o Projeto de Lei 882/2015 e a SUG15/2014 (em tramitação no Senado Federal), além de pedir uma reforma do Código Penal que defenda a vida desde a concepção.
Para saber os detalhes sobre essas propostas, ZENIT conversou com a Dra. Lenise Garcia, presidente do Movimento Nacional da Cidadania pela Vida – Brasil Sem Aborto, professora do Instituto de Biologia da Universidade de Brasília, doutora em Microbiologia pela UNIFESP.
Acompanhe a entrevista:ZENIT: Dra. Lenise, por que um Estatuto do Nascituro?
Dra. Lenise Garcia: Para explicitar melhor os direitos da criança ainda não nascida, assim como da sua mãe. Já temos Estatutos da criança e do adolescente, da juventude, do idoso, até do torcedor. No ano passado, foi aprovado o Estatuto da pessoa com deficiência. São iniciativas louváveis, que reúnem em uma única lei vários direitos daquele grupo de pessoas que ali estão representadas, com suas peculiaridades. Por isso, pensamos que o Brasil merece também um Estatuto do Nascituro.
ZENIT: O Estatuto do Nascituro tramita no congresso desde 2007. Em que fase ele se encontra atualmente? Quais os próximos passos?
Dra. Lenise Garcia: O Estatuto do Nascituro (PL 478/07) já foi aprovado em duas comissões: a de Seguridade Social e Família (CSSF) e a de Finanças e Tributação (CFT). Atualmente, está na Comissão de Constituição e Justiça da Câmara dos Deputados (CCJ), podendo o relatório ser apresentado a qualquer momento. Sendo aprovado na CCJ, vai para apreciação do Plenário da Câmara, e depois segue para o Senado Federal.
ZENIT: Na edição do ano passado, a marcha questionou um projeto de lei que propõe a legalização do aborto no Brasil. Qual a situação atual dessa proposta no Congresso?
Dra. Lenise Garcia: O PL 882/2015 é quase uma cópia do PL 1185/91, rejeitado por ampla maioria pelo Congresso e sepultado há anos. Ele busca abrir amplas portas para o aborto. Usa de um subterfúgio para não mostrar o seu verdadeiro propósito, porque traz em seu Artigo 11:
“Toda mulher tem o direito a decidir livremente pela interrupção voluntária de sua gravidez durante as primeiras doze semanas do processo gestacional”, o que já é uma proposta muito grave, uma vez que a vida humana deve ser protegida desde a concepção. Entretanto, o Artigo 19 revoga os Artigos 124, 126 e 128 do atual Código Penal, fazendo com que o aborto deixe de ser crime, em qualquer circunstância, exceto quando realizado contra a vontade da gestante. Na prática, o aborto estaria permitido em qualquer idade gestacional e sob qualquer justificativa, já que tudo o que não é proibido é permitido.
ZENIT: O Movimento Brasil sem Aborto também questiona a chamada SUG 15/2014, que tramita no Senado Federal. A senhora pode nos explicar os detalhes dessa proposta?
Dra. Lenise Garcia: Essa é uma proposta que pede a realização de aborto pelo Sistema Único de Saúde (SUS) até 12 semanas de gestação, bastando para isso a vontade da gestante. Foi feita usando a página e-cidadania, do Senado, com o apoio de 20 mil pessoas, pelo menos em teoria. Digo isso porque os dados estão sendo questionados, por apresentarem possíveis nomes falsos. Todos os cidadãos estão chamados à participação, e podem se envolver nos debates que ocorrem nessa página do Senado.
ZENIT: E qual a situação atual da SUG 15/2014?
Dra. Lenise Garcia: Será analisada pela Comissão de Direitos Humanos e Legislação Participativa (CDH). O relator, senador Magno Malta, solicitou a realização de várias audiências públicas, nas quais tivemos também a oportunidade de participar. O site do Brasil sem Aborto abriu uma página específica para acompanhar esse debate, na qual se podem ver as audiências que já ocorreram e ter atualizações sobre o andamento da proposta: http://brasilsemaborto.org/sug-152014/.  A perspectiva é de que o relatório seja apresentado no início do segundo semestre.
ZENIT: Outra preocupação do Movimento é a reforma do Código Penal, no que diz respeito aos artigos que tratam do aborto. Qual o momento atual do projeto e quais as alterações foram propostas?
Dra. Lenise Garcia: A proposta inicial, feita por uma comissão de juristas, trazia muitas aberturas para o aborto. O substitutivo aprovado, de autoria do relator Pedro Taques, modificou para melhor esse aspecto, mantendo o código atual, com um acréscimo que pretende atender ao que foi aprovado no Supremo Tribunal Federal (STF), incorporando a não punição ao aborto no caso de anencefalia. Agora, o projeto deve ser analisado pela Comissão de Constituição e Justiça (CCJ), mas encontra-se sem relator desde o início desta legislatura.
ZENIT: Dra. Lenise, o Movimento Brasil sem Aborto completa neste ano 10 anos de existência. Como a senhora avalia a trajetória do movimento? 
Dra. Lenise Garcia: Temos que agradecer aos diferentes grupos e às diversas iniciativas em favor da vida que têm colaborado para a nossa atuação e desenvolvimento. Para mim, foram anos de muito aprendizado. Penso que pudemos dar, como movimento, nossa contribuição para o debate e para o esclarecimento da população sobre os direitos humanos desde a concepção. Surgiram núcleos bastante atuantes em vários estados e esperamos que cidadãos de todo o Brasil continuem a se envolver com a causa da vida. No dia 12 de julho, vamos comemorar os 10 anos do movimento com duas atividades no Congresso Nacional, para as quais todos já estão convidados. Oportunamente, colocaremos os dados em nosso site.
ZENIT: Uma das principais frentes de trabalho do Movimento é a realização das Marchas pela Vida em várias cidades. Como tem sido essa mobilização?
Dra. Lenise Garcia: No ano passado, tivemos marchas em 12 cidades. Algumas fotos e informações podem ser vistas em  http://brasilsemaborto.org/2015/12/29/retrospectiva-2015-marchas-pela-vida-se-espalham-pelo-brasil/
ZENIT: E as expectativas para o futuro?
Dra. Lenise Garcia: Continuar as nossas atividades, com a formação da juventude, as manifestações públicas e a atuação junto a nossos representantes no Congresso Nacional. Esperamos cada vez mais não termos que nos preocupar com os ataques aos direitos do nascituro, para nos envolvermos em pautas positivas em favor das crianças e de suas mães.
Serviço:
9ª Marcha Nacional da Cidadania pela Vida contra o Aborto
Data: 7 de junho
Horário: 14h (concentração próximo à Torre de TV)
Local: Esplanada dos Ministérios
Mais informações: http://brasilsemaborto.org/
Material de divulgação:

sexta-feira, 3 de junho de 2016

Facebook censura as publicações católicas em suas tendências?

Imagem referencial de Facebook / Foto: Pixabay (Domínio Público)
DENVER, 02 Jun. 16 / 05:00 pm (ACI).- No início de maio, o site Gizmodo, especializada em tecnologia, revelou que os funcionários do Facebook costumam descartar da seção de tendências as notícias de interesse para os grupos conhecidos como conservadores dos Estados Unidos.
Ex-funcionários do Facebook citados por Gizmodo acrescentaram que em certas ocasiões, inclusive, pediam-lhes para colocar histórias não atrativas na seção trends (tendências) e que deixavam a seu critério pessoal a eleição das notícias que iriam para uma “lista negra”.
Um ex-curador de conteúdos, que preferiu permanecer no anonimato, expressou que a maioria dos curadores de notícias do Facebook têm entre 20 e 30 anos e que muitos têm uma orientação política de centro-esquerda. “Acredito que isto tem um efeito negativo em relação às notícias conservadoras”, assinalou.
Alguns líderes católicos consideram possível que as publicações de grupos religiosos também possam estar sendo censuradas da seção de tendências do Facebook.
Ashley McGuire, membro da ‘The Catholic Association’, disse ao Grupo ACI que esta situação é preocupante, pois as pessoas costumam formar sua opinião política a partir de sua fé. Portanto, “esta censura do Facebook terá consequências a nível religioso”.
“Pensem em todos os cristãos cuja fé influi em seu ponto de vista a favor da vida e em sua paixão pelo tema. Essas vozes devem ser suprimidas ou afastadas?”, indagou McQuire.
É possível. Um exemplo disso é a questão do aborto nos Estados Unidos: 59% dos membros do Partido Republicano, que são conservadores, são contra sua aprovação; enquanto 70% dos membros do Partido Democrata, cuja orientação política é de centro-esquerda, sustenta que deve ser legalizado.
“O Papa Francisco nos recorda que ‘a política, segundo a Doutrina Social daIgreja, é uma das formas mais elevadas da caridade porque serve ao bem comum’”, indicou McQuire. “A religião tem um papel importante na política e ao censurar a metade dos americanos, o Facebook também está censurando em certo modo as crenças religiosas que configuram as políticas”.
Quando se tornou público o tema da censura às notícias conservadoras, o Comitê de Comércio do Senado dos Estados Unidos – cuja autoridade abrange os assuntos da mídia, a proteção ao consumidor e as comunicações por internet – enviou uma carta a Mark Zuckerberg pedindo que responda as suas perguntas sobre o processo de seleção de notícias para a seção tendências.
Zuckerberg anunciou que se reuniria com os políticos e líderes conservadores para escutar suas perguntas e inquietações. A companhia também anunciou no início desta semana que não foi demonstrada a existência de uma suposta tendência liberal na empresa, mas realizarão mudanças no processo de seleção de notícias para a seção tendência.
Christopher White, diretor de ‘Vozes Católicas dos Estados Unidos’, manifestou que as redes sociais são muito importantes para a evangelização porque são “dispositivos reais para o intercâmbio de mensagens e podem ser utilizados para compartilhar o que é e o que deveria ser a alegria que temos como católicos”.
Recordou o exemplo do Papa Francisco, “que é a figura mais popular no Twitter e Instagram”. Também assinalou que as redes sociais são um “mercado aberto para a intercâmbio de ideias” e que “ninguém deveria ser atacado por ser conservador, progressista, cristão ou secular”.
AciDigital

domingo, 29 de maio de 2016

Jovens da Palestina se preparam espiritualmente para JMJ Cracóvia 2016

Jovens palestinos se preparam para a JMJ 2016 / Foto: Captura de vídeo (Christian Media Center)
Roma, 25 Mai. 16 / 07:00 pm (ACI).- Dezenas de jovens da Palestina começaram a sua preparação para a Jornada Mundial da Juventude (JMJ Cracóvia 2016) com um encontro na paróquia latina de Taybeh, onde o Vigário do Patriarcado Latino de Jerusalém, Dom William Shomali, os exortou a viver o perdão ante as ofensas ou abusos recebidos.

“Cada dia há uma ofensa ou um abuso contra nós. Como devemos atuar? Como acabamos com esta situação? Devemos buscar a vingança? Ou há uma terceira solução? De fato, esta é a sinceridade, a compreensão e o perdão”, expressou o Prelado durante o encontro.
Segundo informou o Christian Media Center, Dom Shomali assinalou que “hoje convidamos os jovens a pensar nestas palavras e, especialmente, no precioso versículo que diz: ‘Se teu irmão pecar contra ti, vai e repreende-o entre ti e ele só; se te ouvir, ganhaste teu irmão. Mas, se não te ouvir, leva ainda contigo um ou dois, para que pela boca de duas ou três testemunhas toda a palavra seja confirmada’”.Por sua parte, Mira Khader, de Zababdeh, disse que “o fato de morar na Terra Santa e viajar para lá (Cracóvia) é algo maravilhoso, pois representaremos a Terra Santa e é muito bonito também para as pessoas que estão ao meu redor”.
“É obvio que a minha mensagem é uma mensagem de amor e de paz que levo comigo da Terra Santa, pois rezamos pela paz em nossa terra e no mundo inteiro”, afirmou.
Em seguida, Issa Tawil, de Jerusalém, também disse que “a JMJ é uma experiência única para todo jovem que participa”. “Cada ano é diferente, cada participação é uma experiência única para todo mundo. Em dois sentidos: para a própria juventude e pelo que os jovens dão à sociedade que os recebe, as pessoas, as famílias e os jovens que lhes dão as boas-vindas”.
AciDigital

quarta-feira, 25 de maio de 2016

Apresentado o IX Encontro Mundial das Famílias 2018

“É o primeiro grande encontro das famílias do mundo após o Sínodo dos Bispos, após o qual o Papa Francisco publicou a Exortação Apostólica Amoris Laetitia, que torna-se, obviamente, a “Carta Magna” de todo o encontro, quer na sua preparação como na sua celebração”, afirmou Dom Paglia.
“A Exortação Apostólica, que foi às Igrejas locais para ser acolhida, abraçada, aprofundada e aplicada nos diversos contextos culturais, terá em Dublin uma etapa significativa desta recepção. Amoris in Laetitia requer não uma simples atualização da pastoral familiar, mas bem mais do que isto: um novo modo de viver a Igreja, um novo modo de realizar aquele amor que torna alegre a vida do povo de Deus, das famílias e da própria sociedade”. Neste sentido, o Encontro de Dublin assume uma característica particular em relação aos outros Encontros Mundiais”, acrescenta Dom Paglia.
Rádio Vaticano

terça-feira, 24 de maio de 2016

O registro civil de “seres” nascidos por reprodução assistida e a revogação cartorária da figura do “pai” e da “mãe” por Resolução Administrativa no Brasil

pregnant-1207238_960_720
A nova Resolução do CNJ está em pleno vigor. Isto significa que os servidores cartorários devem ignorar completamente, por ordem do CNJ e sob as penas da lei, que tal criança tenha pai e mãe.
Citando decisões judiciais e do Conselho Federal de Medicina, uma resolução do CNJ revoga o parentesco entre pais, mães e filhos e cria, com ameaça de punição administrativa a Oficiais de Registro Civil, o registro e a certidão de nascimento com “ascendência” neutra de “seres nascidos em reprodução assistida” em favor de contratantes de “geração por substituição” (úteros de aluguel) ou de “doação de gametas” que pertençam a contratantes envolvidos em “famílias” hétero ou homoafetivas.
Foi recentemente editada e publicada a Resolução n.º 52/2016, do CNJ, que trata do “registro de nascimento e emissão da respectiva certidão dos filhos havidos por reprodução assistida”. A norma cita como fundamento para a sua própria validade o julgamento conjunto das ADPF n.º 132/RJ e ADI n.º 4277/DF, que reconheceu “a união contínua, pública e duradoura entre pessoas do mesmo sexo como família”, e o julgamento do REsp 1.183.378/RS pelo STJ, que teria permitido às pessoas do mesmo sexo o direito ao casamento civil. Cita, ainda, a resolução 2.121/2015 do Conselho Federal de Medicina, que “estabelece normas éticas para o uso de técnicas de reprodução assistida, tornando-a dispositivo deontológico a ser seguido por todo o território brasileiro”, e passa, com base nestas decisões judiciais e numa resolução de uma autarquia, o Conselho Federal de Medicina, a disciplinar o registo e a emissão de certidão de nascimento aos “filhos havidos por técnica de reprodução assistida, de casais heteroafetivos e homoafetivos”.
O CNJ citou algumas decisões judiciais e uma resolução administrativa do Conselho Federal de Medicina para adentrar na biologia, na genética, na Constituição, no Código Civil e na Lei brasileira de Registros Públicos e estabelecer procedimentos cartorários, no registro de nascimento, que implicam profunda alteração na própria vida e identidade das crianças, pais e mães, quando fizerem negócios com reprodução assistida heteróloga (ou seja, que envolvem a participação de terceiros, pais biológicos, estranhos à unidade familiar dos que fazem sexo entre si). As crianças que forem produtos desse negócio serão registradas como filhos efetivos dos beneficiários dessas novas técnicas de medicina, em nome de pessoas que não são seus verdadeiros genitores biológicos, pelo fato de que uma resolução do CNJ estaria a regulamentar administrativamente decisões judiciais e administrativas regulamentaram a reprodução assistida heteróloga e reconheceram o eventual caráterfamiliar da convivência sexual estável, homo ou heteroafetiva.
Assim, os registros e certidões de nascimento que decorrerem de “técnicas de reprodução assistida”, heterólogas (ou seja, com a participação de material genético ou útero de terceiros), serão elaborados com o nome daquelas pessoas que se apresentarem ao Cartório como parte de uma “família” que decorre de uma convivência sexual estável, de natureza “homo ou heteroafetiva” e, mediante a apresentação de uma série de contratos e documentos privados entre as partes, ou seja, entre os pais e mães biológicos e os membros da “família em sua nova definição de convivência estável sexual homo ou heteroafetiva) a criança sairá dali com um registro “adequado para que constem o nome dos ascendentes, sem haver qualquer distinção quanto à ascendência materna ou paterna”.
E mais, a criança fruto de “doação voluntária de gametas” (quer dizer, se ela é filha biológica de terceiro, que não é um daqueles membros da assim chamada família que pratica sexo homo ou heteroafetivo de maneira estável entre si), ou de “gestação por substituição” (ou seja, se saiu efetivamente do útero de uma pessoa que não faz parte da tal família agora redefinida), ela será registrada em nome daqueles membros da família que recebeu a “doação de gametas” ou contratou a cessão do útero, e não da gestante ou dodoador de gametas. E mais, do registro “não constará o nome da parturiente, informado na Declaração de Nascido Vivo” (art. 2º, § 2º da Resolução), mas constará, como genitores neutros e “ascendentes”, os nomes dos contratantes dos serviços médicos reprodutivos.
A revogação da figura do pai e da mãe por contrato entre as partes.

A Resolução vai além, e diz que “o conhecimento da ascendência biológica não importará no reconhecimento de vínculo de parentesco e dos respectivos efeitos jurídicos entre o doador e a doadora e o ser gerado por meio da reprodução assistida” (§ 4º do mesmo artigo). Sem outro nome melhor para designar estes filhos, a resolução chama-os simplesmente de “seres gerados por reprodução assistida”.
Zenit


Papa Francisco: Não se pode ser cristão sem alegria


Vaticano, 23 Mai. 16 / 12:30 pm (ACI).- O Papa Francisco comentou nesta manhã durante sua habitual Missa na Casa Santa Marta sobre a Primeira Carta do Apóstolo Pedro, na qual assinala que “não se pode ser cristão sem alegria” e que, inclusive nos momentos de maior sofrimento, sabe-se eu é possível confiar em Deus e viver com esperança.

Francisco, referindo-se à ressurreição do Jesus, assinalou que a alegria não nos será tirada. Deus “nos regenerou em Cristo e nos deu a esperança”, esperança que nos dá a alegria.

O Papa comentou que “o cristão é um homem e uma mulher da alegria, um homem e uma mulher com a alegria no coração. Não existe cristão sem alegria”. E, quem atua de maneira contrária “não são cristãos! Dizem que são, mas não são! Falta-lhes alguma coisa”. Explicou que “a carteira de identidade do cristão é a alegria, a alegria do Evangelho”, “a alegria daquela esperança que Jesus espera de nós”, essa alegria que inclusive em momentos de sofrimento se expressa de uma maneira distinta, “é a paz, na certeza de que Jesus nos acompanha”.O Pontífice acrescentou que nossa alegria cresce quando colocamos nossa confiança em Deus, o qual não esquece sua aliança, lembra-se deles, ama-os, acompanha-os, está os esperando. “Esta é a alegria”.
Em outro momento, centrando-se no Evangelho de hoje que nos relata o encontro de Jesus com o jovem rico, o Papa disse que este homem “não foi capaz de abrir o coração à alegria e escolheu a tristeza”. “Ele franziu a testa e retirou-se triste”.O Papa assinalou que muitas vezes é possível encontrar pessoas assim nas paróquias, comunidades, instituições, pessoas que dizem ser cristãos, mas são tristes. Quando isso ocorre, indicou, algo está errado. “E nós devemos ajudá-las a encontrar Jesus, a tirar essa tristeza, para que possa se alegrar com o Evangelho, possa ter essa alegria que é própria do Evangelho”.
“O estupor bom diante da revelação, diante do amor de Deus, diante das emoções do Espírito Santo”. Francisco disse que o cristão “é um homem, uma mulher de estupor”, explicando que quando Jesus disse que o jovem rico se foi entristecido por estar apegado às riquezas, os apóstolos se perguntaram quem poderia se salvar, ao que “o Senhor responde: Impossível aos homens, mas não para Deus!”.
O Papa finalizou recordando que só é possível obter “o estupor da alegria” “com a força de Deus, com a força do Espírito Santo”.
“Peçamos hoje ao Senhor que nos dê o estupor diante Dele”, que “com este estupor da alegria” seja possível “viver com paz no coração”; que “nos proteja da busca da felicidade em muitas coisas que, no final, nos entristecem: prometem muito, mas não nos darão nada! Lembrem-se bem: um cristão é um homem e uma mulher de alegria, de alegria no Senhor; um homem e uma mulher de estupor”, concluiu o Papa.
AciDigital

Pe. Manuel Pérez Candela

Pe. Manuel Pérez Candela
Pároco da Paróquia Nossa Senhora da Imaculada Conceição - Sobradinho/DF