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segunda-feira, 23 de fevereiro de 2026

Dos Sermões de São Gregório de Nazianzo, bispo

Manifestemos uns para com os outros a bondade do Senhor (rainhadetodosossantos)

Dos Sermões de São Gregório de Nazianzo, bispo

(Oratio 14, De pauperum amore, 23-24:PG35 889-890)             (Séc.IV)

Manifestemos uns para com os outros a bondade do Senhor

Considera de onde te vem a existência, a respiração, a inteligência, a sabedoria, e, acima de tudo, o conhecimento de Deus, a esperança do reino dos céus e a contemplação da glória que, no tempo presente, é ainda imperfeita como num espelho e em enigma, mas que um dia haverá de ser mais plena e mais pura. Considera de onde te vem a graça de seres filho de Deus, herdeiro com Cristo e, falando com mais ousadia, de teres também sido elevado à condição divina. De onde e de quem vem tudo isso?

Ou ainda, – se quisermos falar de coisas menos importantes e que podemos ver com os nossos olhos – quem te concedeu a felicidade de contemplar a beleza do céu, o curso do sol, a órbita da lua, a multidão dos astros e aquela harmonia e ordem que se manifestam em tudo isso como uma lira afinada?

Quem te deu as chuvas, as lavouras, os alimentos, as artes, a morada, as leis, a sociedade, a vida tranquila e civilizada, a amizade e a alegria da vida familiar?

De onde te vem poderes dispor dos animais, os domésticos para teu serviço e os outros para teu alimento?

Quem te constituiu senhor e rei de todas as coisas que há na face da terra?

E, porque não é possível enumerar uma a uma todas as coisas, pergunto finalmente: quem deu ao homem tudo aquilo que o torna superior a todos os outros seres vivos?

Porventura não foi Deus? Pois bem, agora, o que ele te pede em compensação por tudo, e acima de tudo, não é o teu amor para com ele e para com o próximo? Sendo tantos e tão grandes os dons que recebemos ou esperamos dele, não nos envergonharemos de não lhe oferecer nem mesmo esta única retribuição que pede, isto é, o amor? E se ele, embora sendo Deus e Senhor, não se envergonha de ser chamado nosso Pai, poderíamos nós fechar o coração aos nossos irmãos?

De modo algum, meus irmãos e amigos, de modo algum sejamos maus administradores dos bens que nos foram concedidos pela graça divina, a fim de não ouvirmos a repreensão de Pedro: “Envergonhai-vos, vós que vos apoderais do que não é vosso; imitai a justiça de Deus e assim ninguém será pobre”.

Não nos preocupemos em acumular e conservar riquezas, enquanto outros padecem necessidade, para não merecermos aquelas duras e ameaçadoras palavras do profeta Amós: Tomai cuidado, vós que andais dizendo: “Quando passará o mês para vendermos; e o sábado, para abrirmos nossos celeiros?” (cf. Am 8,5).

Imitemos aquela excelsa e primeira lei de Deus, que faz chover sobre os justos e os pecadores e faz o sol igualmente levantar-se para todos; que oferece aos animais que vivem na terra a extensão dos campos, as fontes, os rios e as florestas; que dá às aves a amplidão dos céus, e aos animais aquáticos, a vastidão das águas; que proporciona a todos, liberalmente, os meios necessários para a sua subsistência, sem restrições, sem condições, sem fronteiras; que põe tudo em comum, à disposição de todos eles, com abundância e generosidade, de modo que nada falte a ninguém. Assim procede Deus para com as suas criaturas, a fim de conceder a cada um os bens de que necessita segundo a sua natureza e dignidade, e manifestar a todos a riqueza da sua bondade.

Fonte: https://liturgiadashoras.online/

Exercícios Espirituais da Quaresma, 2ª meditação: Bernardo, o Idealista

Papa durante os exercícios espirituais   (@Vatican Media)

O bispo Erik Varden faz sua segunda reflexão nos Exercícios Espirituais no Vaticano para o Papa Leão XIV, os cardeais residentes em Roma e os chefes dos Dicastérios, concentrando-se no tema: “Bernardo, o Idealista.” Publicamos um resumo de sua reflexão.

Dom Erik Varden, OCSO*

Que tipo de homem era São Bernardo? De onde vinha? Ele se destaca no movimento cisterciense do século XII: grande foi o seu carisma, grande a sua capacidade de trabalho.

Muitos, inclusive alguns que deveriam saber mais a respeito, acreditam que ele tenha sido o iniciador da Ordem. Não é assim, certamente, ainda que de fato tenha causado um grande impacto quando chegou, em 1113, aos 23 anos de idade, com um grupo de trinta companheiros.

A iniciativa de Cîteaux, fundada em 1098, foi tanto uma inovação quanto uma reforma. Os fundadores chamaram sua casa de novum monasterium. O projeto não foi, em primeiro lugar, uma reação contra algo ou alguém — e ainda bem, visto que os projetos reacionários, cedo ou tarde, acabam em nada.

À primeira vista, o projeto cisterciense era conservador; no entanto, seus protagonistas introduziram novidades. A dialética foi frutífera.

A confiança em seu próprio juízo tornava Bernardo, às vezes, flexível na observância de certos procedimentos que, no restante, afirmava defender. Sua visão das exigências da Igreja o levava por vezes a adotar posições rígidas, manifestando um espírito combativo e partidário.

Não era, porém, um hipócrita.

Era genuinamente humilde, dedicado a Deus, capaz de uma ternura delicada, um amigo fiel — capaz de tornar-se amigo de antigos inimigos — e uma testemunha convincente do amor de Deus. Era, e continua sendo, uma figura fascinante.

Dom James Fox, o abade empreendedor da abadia de Gethsêmani de 1948 a 1967, certa vez escreveu, exasperado, sobre o confrade Thomas Merton: “Ele tem uma mente tão elétrica!” Merton irritava Fox com suas ideias, intuições e insistências. Mas Fox sabia que Merton era sincero. Respeitava-o, apreciava sua companhia (quando não estavam no meio de alguma discussão épica) e, durante a maior parte de seu governo na abadia, confessava-se com Merton.

Seria tolice comparar Thomas Merton a Bernardo de Claraval ; contudo, há uma certa semelhança de caráter. Bernardo não conheceu a eletricidade, mas a sua também era uma natureza mercurial, que tinha e precisava equilibrar tensões enormes.

O ensinamento de Bernardo sobre a conversão nasce de uma cultura bíblica sem igual e de noções teológicas bem ponderadas. Nasce também — e com o passar do tempo cada vez mais — da luta pessoal, ao aprender a não dar por certo que o seu caminho seja sempre o correto, instruído pela experiência, pelas feridas e pelas provocações a colocar em questão a própria presunção e a maravilhar-se diante da justiça misericordiosa de Deus.

Bernardo é um excelente companheiro para todo aquele que empreende um êxodo quaresmal do egocentrismo e do orgulho, no desejo de buscar a verdade de si mesmo mantendo os olhos fixos no amor de Deus que tudo ilumina.

Com a presença do Papa Leão XIV, dos cardeais residentes em Roma e dos chefes dos Dicastérios, teve início, na tarde de domingo, 22 de fevereiro, na Capela Paulina, o tradicional ...

* Tradução não oficial da síntese publicada neste endereço: coramfratribus.com/life-illumined/bernard-the-idealist/ 

Fonte: https://www.vaticannews.va/pt

domingo, 22 de fevereiro de 2026

Reflexão para o I Domingo da Quaresma (A)

Evangelho do domingo (Vatican News)

Em Cristo temos exatamente a realização da vocação da natureza humana, ser superior a tudo sendo imagem de Deus, sendo livre!

Vatican News

Começamos a Quaresma com um texto que nos possibilita refletir sobre o projeto de Deus  a respeito do ser humano. O livro do Gênesis nos apresenta o homem sendo criado como o ponto alto de toda a criação, como imagem e semelhança de Deus. Exatamente por isso ele deverá proceder como superior a tudo e não deixar-se influenciar por nenhuma qualidade de qualquer coisa criada, deverá permanecer sempre livre!

É nesse exato momento que entra o a perversão do Mal ao provocar no homem o forte e imperioso desejo de experimentar a fruta proibida, ao ponto de apequenar-se  cedendo às  qualidades olfativas e visuais da fruta em detrimento da orientação do Criador.

Foi o primeiro ato em que o ser humano demonstrou que abria mão de sua liberdade para satisfazer seus instintos, sua curiosidade e, tragicamente, querer ser igual a Deus. Deixou de se reconhecer criatura, homem, vindo da terra, do humus e querendo, com seu próprio poder chegar a ser onipotente. O ser humano trocou a humildade pela soberba, eis o primeiro pecado.

No Evangelho, Jesus, o Homem Perfeito, a verdadeira imagem do Pai, vence o Mal ao manter-se submisso ao Pai e mostrar-se um homem livre. Não será a comida, a satisfação de suas necesidades biológicas que irá submetê-lo às propostas do Mal; nem a tentação do orgulho, da vaidade, do ser renomado, do ser famoso, do prestígio irá fazê-lo aceitar a imposição de Satanás e nem a sedução do poder o derrotará em sua fidelidade ao Pai.

Para nós, a ação de Jesus, sua postura, nos interpela quando em nossa vida somos tentados a satisfazer nossas necessidades naturais, nossos desejos de prestígio e nossa sede de poder. Olhemos para o Homem Perfeito, a Imagem Visível do Deus Invisível, e suas respostas serenas às perturbadoras tentações.

No trecho da Carta aos Romanos, São Paulo nos fala sobre os modos de vida de Adão e de Cristo. O primeiro, como vimos no início de nossa reflexão, mostrou-se fraco. Contudo, essa debilidade foi herdada por todos nós, seus descendentes. Somos conscientes de que titubeamos e fracassamos diante das tentações.

Em Cristo temos exatemente a realização da vocação da natureza humana, ser superior a tudo sendo imagem de Deus, sendo livre!

Mais ainda, não podemos comparar a graça de Deus ao pecado de Adão, nos fala o Apóstolo. Se “pela desobediência de um só homem a humanidade toda foi estabelecida em uma situação de pecado, assim também, pela desobediência de um só, toda a humanidade passará para uma situação de justiça”, que é ser plenamente livre e plenamente unida a  Deus.

Fonte: https://www.vaticannews.va/pt

sábado, 21 de fevereiro de 2026

Este mandamento tem uma promessa de vida para quem o cumpre

PeopleImages | Shutterstock

Mónica Muñoz - publicado em 16/01/26

Existem dez mandamentos da lei de Deus e cinco da Igreja, mas este aqui contém uma promessa de vida para quem o segue.

O católico comum sabe que, desde o Antigo Testamento, Deus deixou escritos os Dez Mandamentos nas Tábuas da Lei. Depois, a Igreja nos deu cinco mandamentos para fortalecer nossa fé e auxiliar em suas necessidades. No entanto, apenas um mandamento contém uma grande promessa para quem o observa de maneira pontual.

Mandamento sobre os pais

Certamente, é na Sagrada Escritura que encontramos este belo mandamento. Mais especificamente, é no livro do Eclesiástico (também chamado de Sirácida ou Sirácides) — onde se preservou a sabedoria do homem que teme a Deus — que podemos lê-lo.

Mas, do que trata este mandamento? Do respeito que os filhos devem aos seus pais:

Filho, ampara a velhice de teu pai e não o tragas em tristeza durante a sua vida; mesmo que sua inteligência desfaleça, sê compreensivo e não o desprezes, estando tu em pleno vigor. Pois a caridade feita ao pai não será esquecida, mas servirá para reparar os teus pecados." (Eclo 3, 3-7. 14-17a)

A promessa de vida

É fácil entender por que Deus prometeu bênçãos e vida longa àqueles que honram seus pais. Digamos que, na ordem dos mandamentos da Lei de Deus, este é o mais importante após os que ordenam servi-Lo e honrá-Lo. O quarto mandamento nos exige respeitar nossos pais porque eles representam a autoridade de Deus.

O próprio Senhor Jesus, sendo Deus, "lhes era submisso" (Lc 2, 51).

Além disso, é com eles que aprendemos a viver a fé e a ser pessoas de bem. Ambos são encarregados de oferecer ao mundo cristãos responsáveis e úteis. Naturalmente, os pais não são perfeitos e, em certas ocasiões, não cumprem seu dever. É nesses momentos que nós, filhos, devemos orar por eles, pois nunca encontraremos na Bíblia uma linha sequer contra os pais que falham com seus filhos — nem mesmo se tiverem sido ruins.

Por esses motivos, olhemos com os olhos de Deus para aqueles que nos deram a vida e busquemos alcançar as promessas que o Senhor fez a que

Fonte: https://pt.aleteia.org/

Papa pede a padres que usem o cérebro, não IA, para preparar homilias

Papa Leão XIV discursa ontem (19) para padres da diocese de Roma na Aula Paulo VI, no Vaticano. | Vatican Media

Por Marco Mancini*

20 de fev de 2026

Numa conversa particular ontem (19) com padres da diocese de Roma, o papa Leão XIV respondeu a quatro perguntas, aconselhando-os sobre oração, estudo e fraternidade sacerdotal.

O momento, que não foi filmado, ocorreu depois que Leão XIV fez um discurso público aos padres, exortando-os a "reacender a chama" de seu ministério.

“O primeiro padre a falar foi um jovem que perguntou ao papa como o Evangelho pode ser vivido no mundo dos jovens”, segundo um padre presente na reunião de ontem na Aula Paulo VI, no Vaticano.

O padre disse à ACI Stampa, agência em italiano da EWTN, que a resposta do papa a essa pergunta foi: “Antes de tudo, o que é necessário é o testemunho do padre; e depois, encontrando jovens, eles devem ampliar seus horizontes para alcançar o maior número possível de jovens. Para isso, é necessário redescobrir o valor da comunhão”.

Respondendo a uma segunda pergunta, Leão XIV recomendou conhecer bem “a comunidade em que se vive e trabalha”.

“É necessário conhecer bem a realidade”, disse ele. “Para amar a sua comunidade, é preciso conhecê-la. Portanto, é necessário um verdadeiro esforço conjunto para compreendê-la melhor e, assim, enfrentar juntos todos os desafios que surgirem”.

“O papa também nos exortou a usar mais o nosso intelecto e não a inteligência artificial [IA] para preparar as homilias, como ele tem visto e ouvido acontecer”, disse o padre. “E aqui o papa fez uma forte recomendação em relação à oração: nós, sacerdotes, devemos rezar — permanecer com o Senhor, ou seja — não reduzir tudo ao breviário ou a alguns breves momentos de oração, mas aprender verdadeiramente a escutar o Senhor novamente”.

A terceira pergunta foi mais reflexiva: Hoje, como sacerdotes, somos incapazes de nos alegrar com o sucesso de outro sacerdote.

Leão XIV disse que “todos somos humanos, mas devemos dar um bom exemplo, especialmente o exemplo da fraternidade sacerdotal”.

Ele falou longamente sobre como cultivar a amizade sacerdotal. O papa também os exortou a continuar estudando. “Deve ser um estudo contínuo; devemos sempre nos manter atualizados”, disse o sacerdote de Roma. “Mas o fundamental é cultivar a amizade sacerdotal, a fraternidade sacerdotal”.

A última pergunta foi sobre aos padres idosos e à sua solidão. Segundo o padre, a resposta de Leão XIV “reafirmou a necessidade de fraternidade, da alegria de estarmos juntos”.

“Devemos dar graças, viver verdadeiramente a gratidão pelo fato de sermos padres, desde o dia da nossa ordenação, todos os dias, e agradecer a Deus por esse grande dom, e viver o sacerdócio com gratidão. E aqui, também se exige muita humildade”.

“Pessoalmente, fiquei feliz”, concluiu o padre. “Agradecemos muito ao papa por um discurso muito, muito concreto”.

*Jornalista baseado em Roma, trabalhou para a agência de imprensa 'Area', lidando com políticas internas, economia, mas acima de tudo com o Vaticano. Jornalista profissional desde 2008 e credenciado na sala de imprensa na Santa Sé, acompanhou os conclaves de 2005 e 2013. Trabalha atualmente para a ACI Stampa, agência de notícias do grupo EWTN em italiano. Ao lado de seu colega Andrea Gagliarducci, é autor de "La Quaresima dela Chiesa" e "Benedetto XVI, a total Pope".

Fonte: https://www.acidigital.com/

sexta-feira, 20 de fevereiro de 2026

O que, exatamente, se fez carne no Evangelho de João?

Blessed Virgin Mary with baby Jesus Byzantine mosaic art on the Hagia Sophia apse in Istanbul, Turkey | Artur Bogacki | Shutterstock

Daniel R. Esparza - publicado em 29/01/26

O que se fez carne é chamado de λόγος — o Logos — e João trata esse Logos como alguém, não como algo. E quanto a <em>Verbum</em>? E "Palavra"?

Quando os cristãos falam da Encarnação, surge uma pergunta enganosamente simples: o que foi encarnado? Um conceito? Uma palavra dita em voz alta? Um princípio filosófico? O Prólogo do Evangelho de João responde com cuidado gramatical e ousadia teológica. O que quer que tenha se feito carne é chamado de λόγος — o Logos — e João trata esse Logos como alguém, e não como algo.

Logos: Um termo com profundidade e direção

João abre seu evangelho dizendo: ν ρχ ν λόγος” (“No princípio era o Logos”).

A palavra grega logos possui um campo semântico vastíssimo. Pode significar palavra, discurso, relato, explicação, argumento ou razão. Seu verbo de origem, legein, significava originalmente “reunir” ou “coletar”.

Um logos é aquilo que reúne a realidade em uma ordem inteligível: uma narrativa montada a partir de eventos, uma lógica extraída de causas, um padrão que dá sentido às coisas.

Na filosofia grega, o logos podia até designar a estrutura racional do cosmos. João se apropria dessa riqueza e a reformula. Ele atribui relacionamentos ao Logos.

O Logos está “com” Deus (pros ton theon), uma expressão que sugere orientação e presença, e “era Deus” (theos ēn ho logos). A sintaxe é fundamental aqui: o Logos compartilha a natureza de Deus sem ser idêntico ao Pai. Desde a primeira linha, o Logos de João se relaciona.

Por que “Palavra” ainda funciona — com cautela

As Bíblias em português (e inglês) traduzem logos como “Palavra” (ou "Verbo"), uma escolha herdada de séculos de leitura cristã. Nas Escrituras, “palavra” frequentemente significa uma expressão eficaz — um discurso que realiza aquilo que declara. A própria Criação se desenrola por meio de tal fala: Faça-se... A “Palavra” no Evangelho de João é a autoexpressão de Deus, a vida divina comunicada para fora.

Isso se torna explícito em João 1, 14: “κα λόγος σρξ γένετο” — “e o Logos se fez carne”. O verbo egeneto (“tornou-se” ou “fez-se”) sinaliza uma mudança real na história, e sarx (“carne”) aponta para a condição plena da vida humana: mortalidade, vulnerabilidade, existência corporal. Ao usar "carne", João escolhe deliberadamente um termo que resiste à espiritualização. O que entra na história compartilha nossos limites materiais.

Verbum: A herança latina no Evangelho

Quando o cristianismo latino traduziu logos como verbum, utilizou uma palavra que combina fala com ação. Este é o gênio da tradução de São Jerônimo. Verbum pode significar uma palavra falada, mas é também a raiz de “verbo”, a palavra do fazer, da ação. Existiam outras opções em latim — ratio (razão) ou sermo (discurso) — mas verbum preservou o sentido de uma expressão que age.

Essa escolha moldou a teologia.

Santo Agostinho falava do Verbum como o autoconhecimento do Pai, eternamente gerado, pessoal, vivo. O termo latino sustentou a reflexão sobre o Filho como a própria expressão de Deus, sem dissolvê-lo em um princípio abstrato. A Igreja mais tarde insistiria, com precisão, que o Filho eterno assumiu uma natureza humana completa. Como afirma o Catecismo, o Filho “tornou-se verdadeiramente homem, permanecendo verdadeiramente Deus” (CIC 464).

A gramática, não a metáfora, resolve a questão

A linguagem de João é concreta. Ele escreve sobre o Logos — definido, pessoal — que entra no tempo. O cristianismo começa com a afirmação de que a própria autoexpressão de Deus tem uma história humana, um corpo humano e um nome humano. A Encarnação, no relato de João, não é a chegada de uma ideia, mas o advento de uma pessoa que pode ser vista, ouvida e tocada.

Fonte: https://pt.aleteia.org/

A Fraternidade São Pio X rejeita o diálogo com a Santa Sé. Ordenações confirmadas

Basílica de São Pedro (Vatican News)

Em uma carta dirigida ao cardeal Fernández, prefeito do Dicastério para a Doutrina da Fé, o superior geral Pagliarani afirma não vislumbrar a possibilidade de iniciar um diálogo “teológico” como proposto pela Santa Sé, visto que “os textos do Concílio não podem ser corrigidos, nem a legitimidade da Reforma litúrgica questionada”. Não sendo possível chegar a um acordo sobre a doutrina, confirma-se, portanto, a decisão de consagrar novos bispos em 1º de julho.

Salvatore Cernuzio – Vatican News

Não à proposta de um diálogo “especificamente teológico” apresentada pela Santa Sé, porque, de qualquer forma, nunca se colocariam em dúvida os textos do Concílio nem a legitimidade da reforma litúrgica. Sim às consagrações de novos bispos previstas para o próximo dia 1º de julho. A Fraternidade São Pio X responde com uma carta do superior geral, padre Davide Pagliarani, ao cardeal Víctor Manuel Fernández, prefeito da Congregação para a Doutrina da Fé, após o encontro entre os dois ocorrido no dia 12 de fevereiro último, no Vaticano. Encontro que Fernández definiu em um comunicado posterior como “cordial” e “sincero” e após o qual informou ter proposto aos membros da Fraternidade iniciar “um diálogo especificamente teológico” com “uma metodologia bem precisa, sobre temas que ainda não tiveram uma suficiente precisão”. A proposta foi acompanhada pelo pedido de suspensão das ordenações episcopais anunciadas no dia 2 de fevereiro, pois isso “implicaria uma ruptura decisiva da comunhão eclesial (cisma) com graves consequências para a Fraternidade como um todo”.

Pagliarani, há uma semana, havia informado que apresentaria a proposta do Vaticano aos membros do Conselho Geral da Fraternidade e confirma que foi “dedicado o tempo necessário para avaliá-la”. Nesta terça-feira, 18 de fevereiro, chegou a resposta ao cardeal assinada pelos cinco membros do Conselho Geral.

A proposta de diálogo

Na carta dirigida ao cardeal Fernández, o superior dos chamados lefebvrianos (do nome do bispo Marcel Lefebvre, que fundou a associação na década de 1970 em oposição às reformas do Concílio Vaticano II) diz alegrar-se, por um lado, com a “nova abertura ao diálogo”, como “resposta positiva” à sugestão de “uma discussão” doutrinária já avançada por ele mesmo em janeiro de 2019, em “um momento sereno e pacífico, sem a pressão ou a ameaça de uma eventual excomunhão”. Por outro lado, Pagliarani rejeita a proposta da Santa Sé porque um caminho de diálogo comum não poderia, de qualquer forma, “chegar a determinar em conjunto o que constituiria ‘o mínimo necessário para a plena comunhão com a Igreja Católica’”, uma vez que “os textos do Concílio não podem ser corrigidos, nem a legitimidade da Reforma litúrgica questionada”.

“O Concílio – sublinha Pagliarani – não constitui um conjunto de textos livremente interpretáveis: ele foi recebido, desenvolvido e aplicado ao longo de sessenta anos pelos Papas que se sucederam, segundo orientações doutrinárias e pastorais precisas. Essa leitura oficial se expressa, por exemplo, em textos importantes como Redemptor hominisUt unum sintEvangelii gaudium ou Amoris lætitia. Ela também se manifesta na reforma litúrgica, compreendida à luz dos princípios reafirmados em Traditionis custodes. Todos esses documentos mostram que o quadro doutrinário e pastoral no qual a Santa Sé pretende situar qualquer discussão já está determinado”.

Ordenações confirmadas

“Por estas razões – acrescenta Pagliarani –, na consciência partilhada de que não podemos chegar a um acordo sobre a doutrina, parece-me que o único ponto em que podemos concordar é o da caridade para com as almas e para com a Igreja”.

O responsável da FSSPX - que de fato não admite a legitimidade do rito litúrgico resultante da reforma litúrgica - afirma, portanto, não poder aceitar “a perspectiva e os objetivos em nome dos quais o Dicastério propõe uma retomada do diálogo no momento atual; nem, concomitantemente, o adiamento da data de 1º de julho”. As ordenações de novos bispos são, portanto, confirmadas como “necessidade concreta a curto prazo para a sobrevivência da Tradição”.

O comunicado do cardeal Fernández

Como se recordará, no comunicado do último dia 12 de fevereiro, o cardeal Fernández declarou: “foi reiterado pela Santa Sé que a ordenação de bispos sem o mandato do Santo Padre, que detém um poder ordinário supremo, que é pleno, universal, imediato e direto (cf. CDC, cân. 331; Cost. Dogm. Pastor aeternus, cap. I e III) implicaria uma ruptura decisiva da comunhão eclesial (cisma) com graves consequências para a Fraternidade como um todo (João Paulo II, Lett. Ap. Ecclesia Dei, 2 de julho de 1988, nn. 3 e 5c; Pontifício Conselho para os Textos Legislativos, Nota explicativa, 24 de agosto de 1966, n. 1)”.

Fonte: https://www.vaticannews.va/pt

quinta-feira, 19 de fevereiro de 2026

EDITORIAL: Nosso pecado e o peso de um mundo em chamas

Papa Leãp XIV (Vatican Media)

A homilia de Leão XIV na Missa da Quarta-feira de Cinzas e a nossa responsabilidade.

Andrea Tornielli

"Como é raro encontrar adultos que se arrependem, pessoas, empresas e instituições que admitem ter errado!" As palavras pronunciadas pelo Papa Leão XIV na homilia da Missa da Quarta-feira de Cinzas fotografam uma realidade do nosso tempo: vivemos circundados por pessoas, empresas e instituições em todos os níveis que raramente admitem que erraram. Temos enormes dificuldades em admitir que cometemos erros e pedir perdão, reconhecendo o nosso erro.

O início da Quaresma é uma grande oportunidade para os cristãos se reconhecerem como pecadores, necessitados de ajuda e de perdão, e chama a atenção como o Sucessor de Pedro tenha desejado enfatizar a sua dimensão comunitária: "A Igreja também existe como profecia de comunidades que reconhecem os seus pecados". Em vez de buscar sempre o inimigo externo, em vez de olhar para o mundo considerando-nos sempre justos e do lado certo, somos chamados a uma atitude contracorrente e a "um corajoso assumir de responsabilidades", pessoal mas também coletivo.

Porque é verdade que o pecado "é pessoal", como enfatizou o Papa. Mas é igualmente verdade — acrescentou ele, ecoando a Encíclica Sollicitudo rei socialis de São João Paulo II — que isso "ganha forma nos ambientes reais e virtuais que frequentamos, nas atitudes com que nos condicionamos mutuamente, muitas vezes dentro de autênticas “estruturas de pecado” de ordem económica, cultural, política e até religiosas".

Entre estas poder-se-ia incluir, por exemplo, alguns aspectos do atual sistema econômico-financeiro, que produz enormes desequilíbrios e injustiças, definido pelo Papa Francisco em sua primeira exortação apostólica como "uma economia que mata". Ou os enormes interesses econômicos que impulsionam o vasto mercado de armamentos, que precisa ser alimentado por conflitos permanentes.

As cinzas sobre a cabeça de cada indivíduo e da comunidade como um todo nos convidam a sentir, como disse Leão XIV, "o peso de um mundo em chamas, de cidades inteiras destruídas pela guerra: as cinzas do direito internacional e da justiça entre os povos, as cinzas de ecossistemas inteiros e da concórdia entre as pessoas, as cinzas do pensamento crítico e de antigas sabedorias locais, as cinzas daquele sentido do sagrado que habita em cada criatura".

Ao iniciarmos o caminho quaresmal, torna-se assim importante essa coparticipação, na consciência que o pecado pessoal se amplifica e se cristaliza em "estruturas de pecado".

É por isso que, ao recebermos as cinzas sobre a cabeça, somos chamados a um exame de consciência em relação aos nossos próprios erros, mas também àqueles que reverberam em grande escala. E assim, ao sentirmos o peso de um mundo em chamas, podemos nos perguntar, como comunidade, como país, como Europa, como organizações internacionais: fizemos tudo o que era possível para pôr fim à trágica guerra na Ucrânia, que começou com a agressão russa em 2022? Será que tudo foi feito para buscar soluções negociadas, ou o único objetivo real perseguido hoje é apenas uma corrida armamentista insana? Como foi possível testemunhar, após o ataque desumano perpetrado pelo Hamas contra os israelenses, a destruição total de Gaza com suas mais de setenta mil mortes? Por que nada de concreto foi feito para acabar com o massacre? Como é possível aceitar que existam países onde a livre expressão do protesto popular seja brutalmente reprimida, com milhares de vítimas? E ainda, como é possível aceitar, em nome de uma vida pacífica ou de uma pertença política, a perpetuação da ecatombe que ocorre no Mar Mediterrâneo, com migrantes que ali se afogam?

"Reconhecer os nossos pecados para nos convertermos - concluiu o Papa - é já um presságio e um testemunho da ressurreição: significa, efetivamente, não nos determos nas cinzas, mas levantarmo-nos e reconstruir".

Fonte: https://www.vaticannews.va/pt/

É possível conciliar ciência e fé?

É possível conciliar ciência e fé (Arqyuduocese de Belém)

É POSSÍVEL CONCILIAR CIÊNCIA E FÉ?

19/02/2026

Dom Julio Endi Akamine 
Arcebispo de Belém do Pará (PA)

“Ciência e religião não estão em contradição, mas têm necessidade uma da outra para completar-se na mente do homem que pensa seriamente” (Max Planck). A razão e a fé são distintas, mas não se separam: a ciência se dedica à cena do ser, ao fenômeno, aos dados e aos fatos, ao “como”; a religião se consagra ao “fundamento”, ao sentido último do ser, ao “por quê”. 

Quem crê pensa, e quem pensa pode crer. Para constatar esse fato, basta prestar atenção ao modo como em nossa vida cotidiana conhecemos mais por fé do que por evidência e demonstração. As nossas convicções mais firmes, na realidade, não são baseadas em demonstrações. Por exemplo: a segurança com que o filho, que volta depois de uma longa ausência, reconhece os pais na rodoviária, a certeza com que, num matrimônio bem-sucedido, um cônjuge refuta uma calúnia contra o outro cônjuge, não são precedidas de argumentações, nem implicam dúvidas. 

Tal reconhecimento imediato e intuitivo, embora não sendo fruto de um raciocínio explícito, pode ser explicado e justificado por meio de um raciocínio. Um perito, que, ao primeiro olhar, reconhece numa pintura a obra de um grande mestre, pode em seguida apontar os critérios que demonstram a validez da atribuição: se não for capaz disto, sua intuição se tornará suspeita. 

A razão ajuda a crer melhor, e é uma ajuda indispensável para aprofundar a compreensão da fé e para comunicar o seu conteúdo de maneira razoável, inteligível e dialogal aos outros. Assim o fiel cristão pode refletir sobre a certeza da própria fé e pode prestar contas de sua razoabilidade. Com efeito, a fé deve apresentar-se como um ato racional. Se assim não fosse, o cristão não poderia ser convidado a prestar contas da esperança que está nele (cf. 1Pd 3,15). A verdade revelada por mais sobrenatural que seja nunca é irracional ou absurda no senso forte. 

A fé não é a conclusão de uma pesquisa científica. Se a fé fosse fruto de uma demonstração, já não mais seria uma adesão livre e, portanto, não seria culto a Deus. Por outro lado, nenhuma demonstração científica pode conduzir àquela firmeza que é peculiar da fé: quem crê está pronto a dar a vida pela sua fé. 

O próprio ato de crer consiste exatamente em dar o assentimento refletindo. De fato, quem crê pensa, e crendo pensa e pensando crê. A fé se não é pensada não é nada. Se se tira o assentimento, se elimina a fé, porque sem o assentimento não se dá a fé (Santo Agostino, PL 35,1631.178). Outro adágio de Santo Agostinho é muito apropriado: “creio para compreender, e compreendo para melhor crer”. A fé se volta para si mesma para buscar a inteligência do próprio conteúdo. 

Nesse sentido, a fé não paralisa a razão, antes a impulsiona a penetrar mais profundamente no mistério revelado para que a fé adira ainda mais fortemente. A busca da inteligência daquilo que se crê não é motivada por fatores alheios à própria fé; é pela sua própria natureza que a fé busca compreender, aprofundar e transmitir o seu conteúdo. É a própria fé que exige, portanto, a responsabilidade de um estudo constante dos seus conteúdos, de um crescimento permanente e de um cultivo cuidadoso na vida de fé. 

O testemunho cristão, em nosso tempo, precisa mais do que nunca se motivar, bebendo das fontes da reflexão. Precisa, sobretudo, recuperar o porquê de valer a pena acreditar. Em outras palavras: é preciso pensar a fé. O não pensar a fé pode levar facilmente as pessoas a estranhar-se da fé, a não a acolher em sua dupla valência de dom e de livre aceitação, de dom e responsabilidade. 

A fé não age como um elemento extrínseco ou exógeno na filosofia, na cultura, nas ciências e nas tradições religiosas. Ela age como fermento, a partir de dentro e levando à plenitude a filosofia, as ciências, as culturas e as religiões. 

A fé pensa e dá o que pensar. Ela emancipa a razão humana abrindo-lhe horizontes de pesquisa e descoberta mais amplos, verdadeiros e humanizantes. A fé não bloqueia a razão, antes solicita o ser inteligente a caminhar em busca da verdade sem jamais se cansar, apesar de toda a canseira que essa busca implica. 

A verdade é a meta da busca tanto da fé quanto da ciência. Hoje é muito difícil falar de “verdade” sem ser acusado de autoritarismo e desejo de domínio, mas a verdade não deve ser entendida como instrumento de imposição e de dominação. Ela é que dá sentido e significado genuíno à vida humana. Tanto a ciência quanto a fé estão a serviço da busca e do encontro daquilo que é sumamente significativo e humano. 

A verdade que buscamos, a verdade que dá significado aos nossos passos, ilumina-nos quando somos tocados pelo amor. Quem ama, compreende que o amor é experiência da verdade, compreende que é precisamente ele que abre os nossos olhos para verem a realidade inteira, de maneira nova, em união com a pessoa amada (LF 27). 

Ciência e fé também estão unidas na superação do sofrimento humano. Elas informam e dão forma a um agir autenticamente humano. O agir cristão não se contrapõem ao que é autentica e verdadeiramente humano, pelo contrário procura ser um agir plenamente humano que nos faça mais humanos, nos faça verdadeiramente humanos. 

Ao homem que sofre, Deus não dá um raciocínio que explique tudo, mas oferece a sua resposta sob a forma duma presença que o acompanha, duma história de bem que se une a cada história de sofrimento para nela abrir uma brecha de luz. Em Cristo, o próprio Deus quis partilhar conosco esta estrada e oferecer-nos o seu olhar para nela vermos a luz (LF). 

Fonte: https://www.cnbb.org.br/

quarta-feira, 18 de fevereiro de 2026

Não católicos podem participar da Quarta-feira de Cinzas?

Salouw | Shutterstock

Philip Kosloski - publicado em 18/02/26

Embora os não católicos não possam receber a Sagrada Comunhão, são convidados e bem-vindos a receber as cinzas na testa.

Ao mesmo tempo, é interessante notar que receber cinzas é uma tradição da Igreja Católica que não exige nenhum sacramento prévio. Aliás, mesmo alguém que não é batizado pode recebê-las.

As cinzas são um sacramental.

As cinzas são o que se chama de "sacramental" na Igreja Católica. Em resumo, sacramentais são tudo aquilo que é separado ou abençoado pela Igreja para santificar nossas vidas e nos conduzir aos sacramentos. São sinais sagrados que nos proporcionam graça (ajuda espiritual) por meio da intercessão da Igreja.

Os sacramentais são extensões dos sacramentos. Não são sacramentos em si, mas estão relacionados aos sete sacramentos e deles derivam, conduzindo-nos, em última instância, de volta a eles.

Outros sacramentais comuns incluem o rosário, o crucifixo e os santinhos. As cinzas seguem essa linha de sacramentais, sendo um objeto físico abençoado por um sacerdote.

Além disso, a bênção sobre a pessoa que recebe as cinzas é muito geral: "Arrepende-te e crê no Evangelho" (Marcos 1:15) ou "Lembra-te de que és pó e ao pó voltarás" (Gênesis 3:19).

Uma Vida Cristã

Obviamente, a intenção por trás da imposição das cinzas é encorajar as pessoas a viverem uma vida inspirada por Jesus Cristo e pela Boa Nova do Evangelho. Com isso em mente, aqueles que recebem as cinzas devem estar devidamente dispostos a seguir essa intenção.

Contudo, como não é um dos sete sacramentos, não é necessária nenhuma iniciação para receber as cinzas. Essa é também uma das razões pelas quais bebês podem receber cinzas na cabeça, mesmo que não tenham sido batizados.

As cinzas continuam sendo um símbolo poderoso que pode ser um canal da graça de Deus para qualquer pessoa que esteja disposta a recebê-las.

Fonte: https://pt.aleteia.org/

Pe. Manuel Pérez Candela

Pe. Manuel Pérez Candela
Pároco da Paróquia Nossa Senhora da Imaculada Conceição - Sobradinho/DF