Jesus “é a resposta de Deus à nossa sede”. Foi o que disse o
Papa Leão XIV durante o Angelus na Praça São Pedro neste 3º Domingo da
Quaresma. “Não é tempo de confrontos entre um templo e outro, entre o “nós” e
os “outros”.
Silvonei José – Vatican News
Jesus “é a resposta de Deus à nossa sede”. “Ainda hoje,
quantas pessoas, em todo o mundo, procuram esta fonte espiritual”, disse o
Santo Padre, que durante o Angelus falou sobre o episódio do Evangelho do
diálogo entre Jesus e a mulher samaritana, acrescentando: “Às vezes – escrevia
a jovem Etty Hillesum no seu diário – consigo alcançá-la, mas frequentemente
ela está coberta por pedras e areia: Deus está, então, sepultado. É preciso,
por isso, voltar a desenterrá-lo".
“Caríssimos, não há energia melhor empregada do que
aquela que dedicamos a libertar o coração. Por isso, a Quaresma é um dom:
estamos entrando na terceira semana e podemos, portanto, intensificar o
caminho!”
No Evangelho também está escrito – recordou o Papa - que
“chegaram os seus discípulos e ficaram admirados de Ele [Jesus] estar a falar
com uma mulher". Sentem tanta dificuldade em aceitar a própria missão que
o Mestre precisa desafiá-los: “Não dizeis vós: ‘Mais quatro meses e vem a
ceifa’? Pois Eu digo-vos: Levantai os olhos e vede os campos que estão dourados
para a ceifa”. O Senhor diz também à sua Igreja: “Levanta os olhos e reconhece
as surpresas de Deus!”.
Vídeo Angelus:
Jesus está atento, disse o Papa. Segundo os costumes, Ele
deveria simplesmente ignorar aquela mulher samaritana; mas, em vez disso, Jesus
fala com ela, escuta-a, dá-lhe atenção, sem segundas intenções e sem desprezo.
“Quantas pessoas procuram na Igreja esta mesma
delicadeza, esta disponibilidade! E como é belo quando perdemos a noção do
tempo para dar atenção àqueles que encontramos, tal como são. Jesus chegava a
esquecer-se de comer, de tal modo o alimentava a vontade de Deus chegar a todos
em profundidade”.
Assim, a samaritana torna-se a primeira de muitas
evangelizadoras, continuou o Papa. Por causa do seu testemunho, a partir da sua
aldeia de desprezados e rejeitados, muitos vão ao encontro de Jesus e também
neles brota a fé como água pura.
Daí a advertência: “Irmãs e irmãos, peçamos hoje a Maria,
Mãe da Igreja, para podermos servir, com Jesus e como Jesus, a humanidade
sedenta de verdade e justiça. Não é tempo de confrontos entre um templo
e outro, entre o “nós” e os “outros”: os adoradores que Deus procura são
homens e mulheres de paz, que O adoram em Espírito e verdade”.






















