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domingo, 23 de agosto de 2020

Pe. Gabriel responde a Bruna Marquezine, que chamou a religiosidade de “doença”

Pe. Gabriel responde a Bruna Marquezine, que chamou a religiosidade de “doença”
por Padre Gabriel Vila Verde

“Bendita seja a doença que fez de Irmã Dulce a mãe dos pobres da Bahia. Bendita doença que nos deu João Paulo II, o pacificador de um mundo sedento por guerra”.

Via rede social, o pe. Gabriel Vila Verde respondeu a uma generalização injusta publicada pela atriz brasileira Bruna Marquezine a propósito da religiosidade:

Bruna Marquezine falou que religiosidade é uma doença, se referindo aos jovens que rezavam contra o aborto.

Sendo assim, bendita seja a doença que fez de Irmã Dulce a mãe dos pobres da Bahia. Bendita doença que nos deu João Paulo II, o pacificador de um mundo sedento por guerra. Bendita doença que levou Padre Pio a construir um dos melhores hospitais gratuitos da Itália. Bendita doença que fez o Padre Maximiliano doar sua vida para salvar um pai de família. Bendita doença que faz a Igreja sustentar milhares de orfanatos, abrigos e escolas em todo o planeta. Bendita doença que não deixa inúmeros mendigos sem o pão de cada dia. Bendita doença que socorre milhões de depressivos com ajuda espiritual.

Enquanto isso, a atriz global que nos condena vive cheia de saúde, defendendo o aborto e expondo seu corpo em troca de fama. Se isso é saúde, dona Marquezine, prefiro ter a “doença” da religiosidade!

O mesmo pe. Gabriel também havia postado, poucas horas antes, um posicionamento explícito a respeito do triste e chocante caso em questão:

A DELICADA SITUAÇÃO DO ABORTO

Antes de falar em aborto, temos que pensar na menina (mãe). Uma criança abusada sexualmente pelo próprio tio, violentada em todos os aspectos e torturada psicologicamente, que carregava no ventre um bebê. Se a gravidez de uma mulher adulta traz preocupações, imagine para aquela menina. Ela precisará de muito tempo para sair desse terrível pesadelo!

No entanto, apontar o aborto como única solução (ou como a melhor solução) é o cúmulo do absurdo. É mais um trauma, mais um sofrimento, mais uma violência. A Igreja nunca vai legitimar o assassinato de um inocente para salvar outro inocente, pelo simples fato de que aquele feto é uma PESSOA. Não é um prolongamento do corpo da mulher, não é um vírus, um câncer, uma bactéria. É um bebê que tem corpo e alma.

Anos atrás eu fiz uma publicação dizendo que não existe céu para os animais, pois eles possuem uma vida finita. Foi um chuva de ataques e ofensas. Alguns “pais e mães” de pet me pintaram como o pior ser humano que já pisou nesta terra. Ontem, eu vi estas mesmas pessoas COMEMORANDO um aborto. Faz sentido? Tem lógica? Não tem.

A solução que a Igreja teria para um caso como esse do Recife, era aguardar o final da gestação, fazer uma cirurgia para tirar a criança COM VIDA e entregá-la para uma casa de caridade, ou para uma família que quisesse adotar o bebê. A menina (Mãe) teria toda a proteção necessária, com ajuda psicológica e afetiva, e a menina (filha) teria o direito de viver. Mas agora já é tarde. Temos mais duas tragédias em nossa nação: uma criança violentada e outra assassinada. Tem algo para ser comemorado? Só na cabeça de pessoas doentes e nos corações dominados por Satanás, aquele que é homicida desde o princípio.

Nota: o sacerdote da foto que ilustra esta matéria é o pe. Mathieu Dauchez, francês, missionário nas Filipinas, onde resgata crianças dos lixões. No Brasil temos um apostolado semelhante realizado por sacerdotes, entre os quais o pe. Airton Freire. Suas histórias, ou “doenças” se você assim preferir, podem ser lidas nos artigos abaixo. 


Fonte: Aleteia Brasil

6 dados sobre Santa Rosa de Lima que talvez não saiba

ACI Digital

REDAÇÃO CENTRAL, 23 ago. 20 / 06:00 am (ACI).- Neste dia 23 de agosto, é celebrada Santa Rosa de Lima, padroeira da América e das Filipinas. A seguir, apresentamos seis dados interessantes que talvez não saiba sobre sua vida.

1. Chamava-se Isabel

Embora seu nome fosse Isabel, sua mãe começou a chama-la de Rosa, ao ver que, conforme crescia, seu rosto ficava rosado e era de grande beleza.

São Turíbio de Mogrovejo, então Arcebispo de Lima, após lhe conferir o sacramento da confirmação em 1597, colocou-lhe definitivamente o nome de Rosa, com o qual é conhecida atualmente em todo o mundo.

2. Santa Rosa de Lima não foi religiosa, e sim leiga

Santa Rosa de Lima foi leiga, especificamente Terciária na Ordem de São Domingos, ou seja, uma mulher que se vestia com túnica branca e manto preto, levando uma vida consagrada a Deus, mas em sua casa.

Durante toda sua vida, buscou imitar a mais famosa terciária dominicana, Santa Catarina de Sena, a quem considerava sua “mãe” espiritual.

O Papa Pio XII, em sua mensagem de rádio de 27 de outubro de 1940 para o Congresso Eucarístico em Arequipa, no sul do Peru, disse: “Não despontou e se abriu no jardim de Lima, qual flor primeira de santidade de toda a América, cândida como lírio e púrpura como rosa, a admirável Rosa de Santa Maria, que no retiro e entre os espinhos da penitência, imitou o ardor de uma Catarina de Sena?”.

Um dia, enquanto rezava diante da imagem de Nossa Senhora pedindo ajuda para decidir se entrava em um convento, sentiu que não podia se levantar do chão onde estava ajoelhada. Chamou seu irmão para que a ajudasse, mas ele também não foi capaz de movê-la dali.

Então, percebeu que a vontade de Deus era outra e disse à Virgem Maria: “Oh, Mãe Celestial, se Deus não quer que eu vá para um convento, desisto a partir de gora de sua ideia”. Assim que pronunciou estas palavras, recuperou a mobilidade e pôde se levantar.

3. Foi canonizada rapidamente

Menos de 50 anos depois de sua morte, foi declarada santa da Igreja Católica. Durante a cerimônia celebrada em sua honra após seu falecimento, foi aclamada por todo o povo e fizeram com que, em oito dias, fosse aberto o processo de canonização. O Cabildo enviou uma carta ao Papa Urbano VIII e o vice-rei fez o mesmo com a Coroa da Espanha.

Antes de ser canonizada em 1671, foi proclamada padroeira do Peru em 1669, do Novo Mundo e das Filipinas em 1670. Somente no Peru, há mais de 72 povoados com seu nome.

4. É a primeira santa da América

Foi canonizada pelo Papa Clemente X em 1671 e se tornou a primeira santa da América.

“Provavelmente não houve na América um missionário que, com suas pregações, tenha conseguido mais conversões do que as que Rosa de Lima obteve com sua oração e suas mortificações”, disse o Papa Inocêncio IX, ao se referir a ela.

5. Santa Rosa teria sido amiga de São Martinho de Lima

Uma antiga tradição afirma que Santa Rosa saía de sua ermida para ir à Igreja de Nossa Senhora do Rosário para atender os enfermos e escravos.

Nesses trabalhos, teria estado acompanhada por São Martinho de Lima, outro grande santo peruano que se tornou seu amigo. Lima era uma cidade pequena e murada, então é muito provável que efetivamente tenham se conhecido.

6. Quando morreu, ajudava no lar de uma família rica

Santa Rosa passou os três últimos anos de sua vida ajudando no lar de Don Gonzalo de Massa, um empregado do governo cuja esposa lhe tinha um carinho particular.

Durante a penosa e longa enfermidade que precedeu sua morte, a oração da jovem era: “Senhor, aumenta-me os sofrimentos, mas aumenta-me na mesma medida do teu amor”.

Santa Rosa de Lima faleceu em 24 de agosto de 1617, aos 31 anos. O Senado e outros dignitários da cidade se revezaram levando seus restos mortais para o túmulo.

ACI Digital

 

“QUEM DIZEIS QUE EU SOU?”

Jesus Cristo é verdadeiramente o Filho de Deus
Canção Nova

Neste Terceiro Milênio da era cristã, nosso Senhor Jesus Cristo continua Se revelando como Aquele que traz ao homem o caminho, a verdade e a vida. Ele é o Redentor da humanidade, o centro da nossa história. Ainda hoje, é preciso reacender o ardor apostólico para que Cristo habite, reine e viva nos corações dos seres humanos e seja, em plenitude, o Senhor da vida de todos os construtores da História; afinal, “Ele nos fez conhecer o mistério da Sua vontade, o desígnio benevolente que de antemão determinou em Si mesmo para levar os tempos à sua plenitude”. (Ef 1,9s). Sem perda de tempo, é preciso que brademos que “todas as coisas foram criadas por meio d’Ele e em vista d’Ele e que todas as coisas subsistem n’Ele”. (Cl 1,16s).

A cada novo dia, somos chamados a redescobrir que Jesus Cristo é o nosso Salvador. A experiência do amor de Cristo deve ser renovada frequentemente em nossas vidas, aumentando a convicção de fé de que Cristo é “o resplendor da glória” (Hb 1,3); “a Testemunha fiel, o Príncipe dos reis da terra” (Ap 1,5); “o Mediador de uma Aliança bem melhor” (Hb 8,6); “a nossa esperança” (1Tm 1,1); e “acima de tudo, Deus bendito pelos séculos!” (Rm 9,5).

Jesus Cristo é o centro e o fim das Escrituras! Do mesmo modo, Ele é o centro e o fim de nossas vidas e, por isso, é preciso que reaqueçamos nosso amor por Jesus, porque somente quem O ama pode falar de Seu amor. É dever de todo cristão “conhecer o amor de Cristo que supera todo conhecimento”. (Ef 3,19). Com amor, devemos professar que Ele é Nosso Senhor, verdadeiro Deus e verdadeiro Homem e “nada escapa ao Seu calor”. (Sl 19,7).

Para que possamos afirmar que Jesus Cristo é “tudo em todos” (Cl 3,11), e tem “o poder de submeter a Si todas as coisas” (Fl 3,21), é imprescindível conhecer a Vida, a Obra, a Morte e a Ressurreição do nosso Redentor. Para que isso ocorra, “a única orientação do espírito, a única orientação da inteligência, da vontade e do coração para nós é esta: na direção de Cristo, Redentor do homem; na direção de Cristo, Redentor do mundo. Para Ele queremos olhar, porque só n’Ele, Filho de Deus, está a salvação”. (São João Paulo II, Redemptor Hominis, nº 7).

Contemplando a Obra de Jesus, reconhecemos que “Cristo é o eixo que recapitula em Si todas as coisas do céu e da terra”. (Papa Bento XVI, Ângelus em 23 de novembro de 2005). Meditando a vida de Cristo, por revelação, tomamos conhecimento de que “o Senhor não é uma realidade imóvel e ausente, mas uma Pessoa viva que guia os Seus fiéis, movendo-se pela piedade deles, sustentando-os com Sua força e Seu amor”. (Papa Bento XVI, “Audiência” em 05 de novembro de 2005).

Vivenciando a Morte e Ressurreição de nosso Redentor, entendemos que “somente no mistério da Redenção de Cristo se encontram as concretas possibilidades do homem”. (Veritatis Splendor, nº 103). Diante do mistério da Redenção, é impossível a atitude de passividade e, movidos pelo amor, clamamos: Tu és o Senhor! Tu és o Salvador! Reconhecemo-Lo como Nosso Senhor!

Por meio da vivência em comunidade, Cristo nos chama a ouvir os apelos de tantos homens que dizem: “Queremos ver Jesus!” (Jo 12,44). Amparados pelo Espírito Santo, devemos demonstrar, juntos com Santo Irineu, que “há um único Deus Pai, um único Verbo, um único Espírito e uma única salvação”.

Aos que nos interrogam sobre a existência de Deus, respondamos, apresentando-os ao Cristo e afirmando com esperança: “Eis aqui o Deus da minha salvação: estou seguro e sem medo, pois o Senhor é minha força e minha canção, Ele é a minha salvação!” (Is 12,2). Cristo, quando vê que estamos diante das possibilidades dos erros e do pecado, também nos interpela: “E vós, quem dizeis que Eu sou?” (Mt 16,15). Numa profunda atitude de fé, saibamos testemunhar e dizer: “Tu és o Cristo, o Filho do Deus Vivo!” (Mt 16,16).

Jesus Cristo é o Senhor absoluto das nossas vidas e reina soberano em nossos corações. Ele “é o mesmo, ontem e hoje; Ele o será para a eternidade!” (Hb 13,8).  Por infinito amor a cada um de nós, Ele abraçou o sofrimento salvífico na Cruz. Por conseguinte, “queridos amigos, Jesus é o vosso verdadeiro Amigo e Senhor, entrai num relacionamento de autêntica amizade com Ele! Ele espera-vos e somente n’Ele encontrareis a felicidade. Convido-vos a procurar o Senhor todos os dias, Ele deseja apenas que sejais realmente felizes. Tende com Ele uma relação íntima e constante na oração e, na medida do possível, buscai momentos propícios na vossa jornada para permanecer exclusivamente na Sua companhia”. (Mensagem do Papa Bento XVI aos jovens da Holanda, por ocasião da 1ª Jornada Nacional da Juventude Católica). Que pela virtude da fé, Cristo habite em nossas almas! Pela virtude da esperança, Cristo reine em nossas atitudes! Pela virtude da caridade, Cristo viva em nossos corações!

Hoje, amanhã e sempre, deixemo-nos contagiar pela suavidade do amor de Jesus Cristo! Publiquemos com afinco as maravilhas que Ele operou em nossos corações!  Impulsionados pela alegria cristã, “cantai ao Senhor as grandes coisas que Ele fez; é preciso que isto seja conhecido em toda a parte!” (Is 12,5).

Que em toda parte seja proclamado que Nosso Senhor Jesus Cristo é “o Alfa e o Ômega, Aquele que é, Aquele que era e Aquele que vem, O Todo Poderoso!” (Ap 1,8). Ele é o nosso Deus adorado e amado, o Deus infinito, santíssimo, clementíssimo, sapientíssimo. Por ser pleno amor, Ele nos convida a participar de Sua vida, a fim de que sejamos santos. Na senda da santidade, “é Ele que nos manifesta a Sua adorável vontade por meio daqueles que o representam, e nos atrai a Si, querendo, deste modo, atrair por nós outras almas, unindo-as a Si em um amor cada vez mais perfeito”. (São Maximiliano Maria Kolbe).

Que o contato, a correspondência ao Amado, a intimidade com o Senhor Jesus, a cada nova alvorada, propiciem fecundamente o Senhorio de Cristo em nossas vidas! “Senhor, Tu sabes tudo, Tu sabes que eu te amo!”. Senhor, “meu coração exulta porque me salvais. Cantarei ao Senhor pelo bem que Ele me fez!”. (Sl 12, 6)

Aloísio Parreiras

Arquidiocese de Brasília 

Dom Jeová Elias é ordenado bispo na Catedral de Brasília

 A Arquidiocese de Goiás ganha mais um bispo . Dom Jeová Elias, foi ordenado nesta manhã de sábado (22), na Catedral Metropolitana Nossa Senhora Aparecida – DF.

Os ordenantes foram Dom Sergio da Rocha, Arcebispo de São Salvador da Bahia e Primaz do Brasil. Concelebraram  o Cardeal Dom Raimundo Damasceno, Dom Eugenio Rixen, bispo emérito de Goiás; Dom Washington Cruz Arcebispo de Goiânia , Dom Leonardo, Arcebispo de Manaus; Administrador Arquidiocesano de Brasília, Dom José Aparecido e seu bispo auxiliar, Dom Marcony; Secretário-geral da CNBB, Dom Joel; Bispos do Regional Centro Oeste, Dom Valdemar – presidente do Regional, Dom Lindomar, Dom Dilmo, e o Administrador Diocesano de Uruaçu, Pe. Francisco Agamenilton; Bispo de São Gabriel da cachoeira no amazonas, Dom Edson Damian, presidente do Regional Norte 1 ; Dom Valdir Mamede, bispo de Catanduva; Dom Wellington Queiroz, bispo de Cristalândia; padres de Brasília e de Goiás e outras dioceses presentes, diáconos, irmãos religiosos, familiares e o povo fiel.

No rito inicial, Dom Sergio expressa sua alegria em reencontrar tantos irmãos e amigos. “Nós celebramos muito unidos a todos, especialmente aos quem mais sofre com a pandemia. Nós temos compartilhado as alegrias e as dores da vida desta igreja, que conta hoje com a graça de ver um dos seus filhos queridos ordenado Bispo, Pe. Jeová Elias que tive a graça de contar como vigário geral dessa arquidiocese.”

Em sua homilia, o Arcebispo da Bahia a sua vida e seu ministério estão, que a fidelidade e da igreja a cristo se mede pelo cumprimento fiel da missão de Cristo a ela confiada, mas também que a fidelidade do bispo se mede pela vivência dessa missão.

Ainda em sua homilia, dom Sergio se dirige Dom jeová Elias, dizendo que “o povo de Deus necessita do seu pastoreio na diocese de Goiás, de um modo especial estão a sua espera, necessitam do seu ministério episcopal as pessoas mais sofridas, aquelas mencionadas na profecia de Isaías proclamada e realizada por jesus, os pobres, os cativos, os cegos, os oprimidos os que esperam pela graça do senhor.”

Em seu primeiro pronunciamento como bispo, Dom Jeová Elias saúda com ternura e gratidão a todos os presentes e aos que, pela pandemia, foram impossibilitados de estarem presentes, mas que acompanhavam pelas transmissões on-line.

Passado o susto, pude experimentar o novo sentimento, alegria de ser chamado por Deus. […] Com o coração exultando, canto a minha gratidão a Deus, pois Ele viu a minha pequenez, Ele fez maravilhas, Ele faz maravilhas, Ele fará maravilhas. Aqui estou para servir, sedento de amar, de manifestar o amor de Deus ao mundo tão carente.

Por fim, o novo bispo ordenado, convidou a todos os presentes para rezarem juntos a oração do abandono:

Meu Pai,
a vós me abandono:
fazei de mim o que quiserdes!
O que de mim fizerdes,
eu vos agradeço

Estou pronto para tudo,
aceito tudo,
contanto que a vossa vontade
se faça em mim
e em todas as vossas criaturas.
Não quero outra coisa,
meu Deus.
Entrego minha vida
em vossas mãos,
eu vo-la dou, meu Deus,
com todo o amor do meu coração
porque eu vos amo.
E porque é para mim
uma necessidade de amor
dar-me,
entregar-me
em vossas mãos sem medida,
com infinita confiança
porque sois meu Pai.

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S. ROSA DE LIMA, VIRGEM, TERCIÁRIA DOMINICANA

S. Rosa de Lima Angelino Medoro
S. Rosa de Lima Angelino Medoro 

“Você é linda como uma Rosa!”

Isabel nasceu em Lima, em 1586; era a décima de treze filhos da família Flores de Oliva, nobre espanhola, transferida para o Peru. A sua ama, Mariana, de origem indígena, deu-lhe o nome de Rosa, pela incrível beleza que a caracterizava. Depois, este nome foi confirmado na Crisma e quando, aos vinte e três anos, recebeu o hábito religioso da Ordem Terceira Dominicana. Seu modelo de vida foi Santa Catarina de Sena. Ao nome Rosa foi acrescentado também o “de Santa Maria”, como expressão do seu tenro amor, que sempre nutria pela Virgem, à qual recorria, a todo instante, para pedir proteção.

Pobre entre os pobres

Rosa conheceu a pobreza quando a sua família caiu na miséria, por falência nos negócios paternos; trabalhou, arduamente, como doméstica, na horta e como bordadeira, até altas horas da noite; quando fazia entrega nas casas dos seus fregueses, aproveitava para levar a Palavra de Cristo e o seu anseio pelo bem e pela justiça, que, na sociedade peruana da época, - espezinhada pela Espanha colonizadora, - parecia totalmente ofuscada.

Na casa paterna, criou uma espécie de asilo para os necessitados, onde dava assistência às crianças e aos idosos abandonados, sobretudo de origem indígena.

Desde pequena, Rosa desejava consagrar-se a Deus com a vida claustral, permanecendo “virgem no mundo”; como Terciária Dominicana, trancou-se em uma cela de poucos metros quadrados, construída no jardim da casa paterna, da qual saía apenas para a função religiosa; ali, transcorria grande parte dos dias, dedicando-se à oração e em íntima comunhão com o Senhor.

Dedique a mim todo o seu amor”!

Certo dia, enquanto rezava diante de uma imagem da Virgem Maria, que segurava Jesus nos braços, ouviu a voz daquele Menino, que lhe dizia: “Rosa, dedique a mim todo o seu amor...”! E não hesitou: desde então, Jesus foi o seu amor exclusivo até à morte: um amor cultivado com a virgindade, a oração e a penitência. Ela repetia sempre: “Meu Deus, podeis aumentar meus sofrimentos, contanto que aumenteis o meu amor por vós”. Assim, o significado redentor da Paixão de Cristo, tornou-se claro para ela: o sofrimento, vivido com fé, redime e salva. O sofrimento do homem pode ser associado ao sofrimento salvador de Cristo.

Esta foi uma verdadeira reviravolta interior, que coincidiu com a leitura da vida de Santa Catarina, da qual aprendeu a amar o sangue de Cristo e a Igreja. Precisamente na sua cela no jardim, Rosa reviveu, na sua carne, a Paixão de Jesus, por duas intenções: a conversão dos espanhóis e a evangelização dos índios.

Devoção e Ano jubilar

À Santa Rosa foram atribuídos atos de mortificação e castigos corporais, de todo tipo, mas também tantas conversões e milagres. Um deles foi a não invasão dos piratas holandeses em Lima, em 1615.

Quando ainda era viva, Rosa foi examinada por uma Comissão mista de religiosos e cientistas, que julgou as suas experiências místicas como verdadeiros “dons da graça”; tanto é verdade que, quando ela morreu, pela enorme multidão que participou do seu enterro, já era considerada Santa.

Rosa faleceu só depois de renovar seus Votos religiosos, repetindo várias vezes: “Jesus, permanecei comigo!”. Transcorria o dia 23 de agosto de 1617.

Após a sua morte, quando seu corpo foi trasladado para a Capela do Rosário, Nossa Senhora sorriu-lhe pela última vez, daquela estátua, diante da qual a Santa havia rezado tantas vezes. Ao ver o ocorrido, a multidão presente gritou: “milagre”!

Em 1668, Rosa de Lima foi beatificada pelo Papa Clemente IX e canonizada três anos depois.

Santa Rosa de Lima foi a primeira mulher a ser canonizada no Novo Mundo. Ela é Padroeira do Peru, da América Latina, das Índias e das Filipinas. É invocada também como protetora dos floricultores e jardineiros, contra as erupções vulcânicas e ainda em casos de feridas ou de brigas familiares.

Os 400 anos da morte de Santa Rosa foram comemorados com um Ano jubilar, que teve como lema: “400 anos intercedendo por você”, referindo-se às milhares de orações que a Santa havia atendido durante quatro séculos.

Vatican News

 

XXI Domingo do Tempo Comum: Ano A.

Dom José Aparecido
Adm. Apost. Arquidiocese de Brasília
 ÉS O MESSIAS, O FILHO DO DEUS VIVO!
Neste quarto domingo do mês de agosto, a nossa Igreja nos convida a rezar pela vocação dos fiéis leigos. O Concílio Vaticano II ensina que “aos leigos pertence por vocação própria buscar o reino de Deus tratando e ordenando segundo Deus os assuntos temporais” (LG 31). Os leigos participam segundo a própria vocação da única missão evangelizadora e salvífica da Igreja.

O profeta Isaías vê na destituição de Sobna e na nomeação de Eliacim como superintendente real a ocasião para falar do modo como Deus, por sua providência, se faz o verdadeiro guia do seu povo ao longo da história. Este episódio permite ver que a história de Israel é na verdade história de salvação do gênero humano. Ao entregar a chave da casa de Davi a Eliacim, Deus o reveste de autoridade, para conduzir como um pai os habitantes de Judá. A autoridade humana, como é a de Eliacim, iluminada pela fé pode governar com justiça e expressar a paternidade de Deus: “ele será um pai para os habitantes de Jerusalém e para a casa de Judá” (Is. 22,21).

Mateus nos permite ver na “chave de Davi” entregue a Eliacim para governar a Jerusalém da terra uma antevisão das “chaves do reino dos Céus” (Mt. 16,19). Estas chaves, Jesus as entrega a Pedro para governar com autoridade a Igreja constituída sobre a rocha, que é o próprio Cristo. Jesus torna Pedro participante da Sua missão de Pastor: “Tu és Pedro; sobre esta pedra edificarei a minha Igreja e as portas do inferno não prevalecerão contra ela” (Mt. 16,18). Aqui se vê o papel proeminente de Pedro entre os Doze e junto com eles. Não se trata de um papel de mediação, pois somente Jesus, o Filho, é Mediador. Mas Pedro, e com ele os demais apóstolos, são o fundamento da Igreja do Deus vivo. Se esta missão de Pedro comporta algo de único no tempo, é necessário alguns aspectos continuem através dos séculos na Igreja, mediante a sucessão apostólica. A missão de Pedro será transmitida aos seus sucessores em Roma, pois lá, na colina Vaticana, ele testemunhou a fé derramando o sangue por amor a Cristo.

Mas Pedro recebeu esta missão única somente após ter declarado a Jesus: “Tu és o Messias, o filho do Deus vivo”. Pedro proclamou em nome próprio e da Igreja a fé na divindade de Jesus, superando as muitas opiniões, que ontem como hoje, querem Jesus à condição de um homem bom, exemplar, mas simplesmente homem. Jesus louva Pedro: “Feliz de ti, Simão, Filho de Jonas, porque não foram a carne e o sangue que to revelaram, mas sim meu Pai que está nos Céus”.

A vocação dos fiéis leigos é, portanto, dar na vida quotidiana o testemunho da “profundidade da riqueza, da sabedoria e da ciência de Deus” (Rm. 1,33) que revelou a Pedro que Jesus é o Messias, o filho do Deus vivo.

Os fieis leigos da Igreja de Brasília, se unem aos pastores como Assembleia Santa para dizer proclamar: “a Ele a glória para sempre! Amém!”.

Folheto: "O Povo de Deus"/Arquidiocese de Brasília.

sábado, 22 de agosto de 2020

Mensagem do Custódio para a coleta pro Terra Sancta 2020

Francisco: não se usa o nome de Deus para aterrorizar as pessoas

Papa Francisco na Missa dos Santos Pedro e Paulo
Papa Francisco na Missa dos Santos Pedro e Paulo  (Vatican Media)

Em um tweet, o Papa fala sobre o Dia Internacional em Homenagem às Vítimas de Perseguição Religiosa, instituído pela ONU em 2019, e pede a "todos que parem de instrumentalizar as religiões para incitar o ódio, a violência, o extremismo e o fanatismo cego".

Alessandro De Carolis - Cidade do Vaticano

A hashtag #FraternidadeHumana acompanha o tweet de Francisco e a memória voa para a noite de Abu Dhabi em fevereiro de 2019, para uma assinatura e um aperto de mão que sancionam uma comunhão de pontos de vista e escrevem a seu respeito a primeira página.

A “Fraternidade Humana” é o valor que o Papa e o Grão Imame de Al-Azhar, Al-Tayyeb, oferecem como inspiração universal para aproximar e fazer compreender quem e aquilo que é considerado muito diferente, por credo e cultura, para poder fazê-lo. Uma forma sustentável porque essencialmente solidário.

Fraternidade que, se vivida, exclui a violência que transforma o sentimento religioso em um alvo. Como o são no mundo, somente entre os cristãos, pelo menos 300 milhões de pessoas.

A fé não deve ser instrumentalizada

Este é um tema muito caro ao Papa, que em seu tweet para o Dia da ONU dedicado a homenagear “as vítimas de atos de violência de religião ou crença”, repete com clareza usando as palavras do documento de Abu Dhabi: “Deus não precisa ser defendido por ninguém e não quer que o Seu nome seja usado para aterrorizar as pessoas. Peço a todos que parem de instrumentalizar as religiões para incitar ao ódio, à violência, ao extremismo e ao fanatismo cego.”

"Em frente na fraternidade"

O conceito o Papa o havia expresso, entre outras coisas, em termos semelhantes em fevereiro passado, com a mensagem de vídeo enviada a Abu Dhabi um ano após a assinatura do Documento sobre a Fraternidade Humana".

Aquele, disse Francisco, foi "um grande acontecimento humanitário", o sinal de esperança "por um futuro melhor para a humanidade, um futuro livre do ódio, do ressentimento, do extremismo e do terrorismo, no qual prevalecem os valores de paz, amor e fraternidade”.

O presente e o futuro, eram seus votos, são um tempo e um espaço para "todos os modelos virtuosos de homens e mulheres que personificam o amor neste mundo por meio de ações e sacrifícios feitos pelo bem dos outros, não importa quão diferentes sejam por religião ou por pertença étnica e cultural".

“Peço a Deus Todo-Poderoso - concluiu Francisco - que abençoe todo esforço que beneficie o bem da humanidade e nos ajude a seguir em frente na fraternidade”.

Vatican News

 

Imagem de Nossa Senhora é decapitada em Igreja da Califórnia

O vandalismo perpetrado contra a Igreja da Sagrada Família ocorre em meio a uma onda contínua de ataques destrutivos e profanações de paróquias católicas.
Guadium Press
O vandalismo perpetrado contra a Igreja da Sagrada Família ocorre em meio a uma onda contínua de ataques destrutivos e profanações de paróquias católicas.

Citrus Heights – Califórnia (21/08/2020, 10:50, Gaudium Press) Na noite da última segunda-feira, 17/08, a Igreja da Sagrada Família, em Citrus Heights, na Califórnia foi alvo de um ato de profanação.

O Padre Enrique Alvarez, pároco da igreja, informou que uma imagem de Nossa Senhora foi decapitada e um monumento aos Dez Mandamentos, “dedicado a todos aqueles que perderam a vida por causa do aborto”, foi grafitado com uma suástica.

O vandalismo perpetrado contra a Igreja da Sagrada Família ocorre em meio a uma onda contínua de ataques destrutivos e profanações de paróquias católicas.

Profanação das imagens: ato vergonhoso que causa comoção

Para o pároco “causa comoção ver a profanação de uma imagem de Nossa Senhora e causa angústia tentar entender porque alguém faria isso”. “Embora não tenhamos como saber o motivo dessa ação vergonhosa, sabemos que ela não promove nenhuma causa e não eleva ninguém”.

Ações como essa “Apenas criam mais tristeza em um tempo já cheio de dor ”, destaca Padre Enrique Alvarez,

O vandalismo perpetrado contra a Igreja da Sagrada Família ocorre em meio a uma onda contínua de ataques destrutivos e profanações de paróquias católicas.

Procuram aumentar a tristeza em um mundo já cheio delas

O pároco da Igreja da Sagrada Família, em uma declaração, fez um apelo aos paroquianos: 
“Peço à nossa comunidade da Sagrada Família que se junte a mim em oração pela pessoa ou pessoas que fizeram isso e com isso procuraram aumentar as tristezas em nosso mundo e trazer dor para aqueles que não lhes fizeram mal. Ações desse tipo provavelmente nascem de um sofrimento interior, pela qual devemos ter compaixão. ”

O vandalismo perpetrado contra a Igreja da Sagrada Família ocorre em meio a uma onda contínua de ataques destrutivos e profanações de paróquias católicas.

Onda contínua de profanações, ódio e desrespeito à Fé

O vandalismo dessa segunda-feira ocorreu em meio a uma onda contínua de atos destrutivos em paróquias católicas em todo o país. Nas últimas semanas, imagens de Nossa senhora e de outros santos foram destruídas em Igrejas ou propriedades paroquiais em vários estados. Além disso, igrejas na Califórnia, Massachusetts e Flórida foram atingidas por incêndios que tem carregadas suspeitas de serem de origem criminosa.

A partir de junho, imagens públicas de santos, especialmente imagens de São Junipero Serra, na Califórnia, foram derrubadas ou destruídas por vândalos que extravasavam seu ódio e desrespeito à Fé. (JSG)

https://gaudiumpress.org/

Afinal, quais são os dias de preceito na Igreja Católica?

Afinal, quais são os dias de preceito na Igreja Católica?

Nos dias de preceito, é obrigatória para todo fiel católico a participação na Santa Missa.

Ocalendário litúrgico da Igreja Católica é válido para todos os países, mas as Conferências Episcopais de cada país podem mover algumas datas de acordo com a realidade local, a fim de facilitar o cumprimento dos dias de preceito, também chamados de dias santos de guarda.

Nos dias de preceito, é obrigatória para todo fiel católico a participação na Santa Missa.

E quais são os dias de preceito na Igreja?

1 – Todos os domingos do ano são dias de preceito.

2 – Várias datas de preceito na Igreja já caem normalmente em domingos, como o Domingo de Ramos, o Domingo de Páscoa, o Domingo de Pentecostes, o Domingo da Santíssima Trindade.

3 – Os dias de preceito que podem não cair em domingo são os seguintes dez:

  • A Solenidade de Santa Maria, Mãe de Deus, em 1º de janeiro;
  • A Epifania (Dia de Reis), em 6 de janeiro;
  • São José, em 19 de março;
  • A Ascensão de Jesus ao Céu, na quinta-feira da 6ª semana da Páscoa;
  • Corpus Christi, na quinta-feira após a oitava de Pentecostes;
  • São Pedro e São Paulo, em 29 de junho;
  • A Assunção de Nossa Senhora, em 15 de agosto;
  • Todos os Santos, em 1º de novembro;
  • A Imaculada Conceição de Nossa Senhora, no dia 8 de dezembro;
  • O Natal, em 25 de dezembro.

Mas fique atento: conforme já dito, mesmo algumas das celebrações sujeitas a cair em dias da semana podem ser movidas para o domingo seguinte, conforme as orientações específicas da Conferência Episcopal de cada país.

Fonte: Aleteia 

Pe. Manuel Pérez Candela

Pe. Manuel Pérez Candela
Pároco da Paróquia Nossa Senhora da Imaculada Conceição - Sobradinho/DF