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sábado, 20 de novembro de 2021

ESPIRITUALIDADE: Sacerdote para eternidade (Parte 2/4)

Sacerdote para eternidade | Opus Dei
Sacerdote para eternidade

Dignidade do Sacerdócio

O sacerdócio leva a servir a Deus num estado que, em si mesmo, não é melhor nem pior do que os outros; é diferente. Mas a vocação de sacerdote aparece revestida duma dignidade e duma grandeza que nada na terra supera. Santa Catarina de Sena põe na boca de Jesus Cristo estas palavras: não quero que diminua a reverência que se deve professar aos sacerdotes, porque a reverência e o respeito que se lhes manifesta, não se dirige a eles, mas a Mim, em virtude do Sangue que lhes dei para que o administrem. Se não fosse isso, deveríeis dedicar-lhes a mesma reverência que aos leigos e não mais… Não devem ser ofendidos: ofendendo-os ofende-se a Mim e não a eles. Por isso o proibi e estabeleci que não admito que toqueis nos meus Cristos.

Alguns afadigam-se à procura, como dizem, da identidade do sacerdote. Que claras resultam estas palavras da Santa de Sena! Qual é a identidade do sacerdote? A de Cristo. Todos os cristãos podem e devem ser, não já alter Christus, mas ipse Christus: outros Cristos, o próprio Cristo! Mas no sacerdote isto dá-se imediatamente, de forma sacramental.

Para realizar uma obra tão grande – a da Redenção – Cristo está sempre presente na Igreja, principalmente nas ações litúrgicas. Está presente no sacrifício da Missa, tanto na pessoa do Ministro – “oferecendo-se agora por ministério dos sacerdotes O mesmo que se ofereceu a si mesmo na cruz” -, como, sobretudo, sob as espécies eucarísticas. Pelo sacramento da Ordem, o sacerdote torna-se efetivamente apto para emprestar a Nosso Senhor a voz, as mãos, todo o seu ser: é Jesus Cristo quem, na Santa Missa, com as palavras da consagração, transforma a substância do pão e do vinho no Seu Corpo, Alma, Sangue e Divindade.

Nisto se fundamenta a incomparável dignidade do sacerdote. Uma grandeza emprestada, compatível com a minha pequenez. Eu peço a Deus Nosso Senhor que nos dê, a todos os sacerdotes, a graça de realizar santamente as coisas santas, e de refletir também na nossa vida as maravilhas das grandezas do Senhor. Nós, que celebramos os mistérios da Paixão do Senhor, temos de imitar o que fazemos. E então a hóstia ocupará o nosso lugar diante de Deus, se nós mesmos nos fizermos hóstias.

Se alguma vez encontrais um sacerdote que, exteriormente, não parece viver de acordo com o Evangelho – não o julgueis, Deus o julga – sabei que, se celebrar validamente a Santa Missa, com intenção de consagrar, Nosso Senhor não deixa de descer até àquelas mãos, ainda que sejam indignas. Pode haver maior entrega, maior aniquilamento? Mais do que em Belém e no Calvário! Por quê? Porque Jesus Cristo tem o Coração oprimido pelas suas ânsias redentoras, porque não quer que ninguém possa dizer que não foi chamado, porque se faz encontrar pelos que não O procuram.

É amor? Não há outra explicação. Que insuficientes se tornam as palavras, para falar do Amor de Cristo! Ele baixa-se a tudo, admite tudo, expõe-se a tudo – a sacrilégios, a blasfémias, à frieza da indiferença de tantos – com o fim de oferecer, ainda que seja a um único homem, a possibilidade de descobrir o bater de um Coração que salta no Seu peito chagado. Esta é a identidade do sacerdote: instrumento imediato e diário da graça salvadora que Cristo ganhou para nós. Se se compreende isto, se isto é meditado no silêncio ativo da oração, como se pode considerar o sacerdócio uma renúncia? É um ganho impossível de calcular. A Nossa Mãe Santa Maria, a mais santa das criaturas – mais do que Ela, só Deus – trouxe uma vez Jesus ao mundo; os sacerdotes trazem-no à nossa terra, ao nosso corpo e à nossa alma, todos os dias: Cristo vem para nos alimentar, para no vivificar, para ser, desde já, penhor da vida futura.

São Josemaria Escrivá.

© 2002 Fundação Studium


Fonte: https://www.presbiteros.org.br/

Dom Vital: A festa de Cristo Rei e o Dia Nacional dos Leigos e das Leigas

Jesus Cristo | Vatican News 

O ano litúrgico encerra com a festa do Cristo Rei do Universo, sendo Ele também o nosso Rei. Jesus foi o Rei dos reis, porque ele deu a sua vida pela salvação de toda a humanidade, e pela sua ressurreição ele nos levou até a eternidade.

Dom Vital Corbellini, Bispo de Marabá – PA

O seu reinado teve como trono, a cruz, como prova máxima do amor de Deus para a humanidade. Toda a liturgia celebra o mistério pascal de Cristo, de sua paixão, morte e ressurreição. Vivenciamos esta festa importante na vida da Igreja, de nosso seguimento a Jesus Cristo, de discípulos, discípulas, missionários, missionárias no mundo de hoje.

Neste domingo comemoramos também o dia nacional dos leigos e das leigas, pessoas batizadas que vivem os seus compromissos na família, na comunidade e na sociedade. O Conselho Nacional do Laicato do Brasil (CNLB) propôs como tema: “Testemunhas de Jesus Libertador no compromisso com a vida” e quer levar a todos fiéis, para serem testemunhas do Senhor Jesus visando sempre o compromisso com a vida, o dom de Deus. Os leigos e as Leigas estão presentes nas comunidades, nas pastorais, nos movimentos, nos serviços e também no mundo, vivendo o amor do Senhor, neste tempo de polarizações e de muitas esperanças por um mundo mais humano e mais fraterno. O Concílio Vaticano II afirmou a vocação universal à santidade, para todo o povo de Deus, que advém de Cristo, fonte de toda santidade. Se nem todos são chamados a assumirem os mesmos caminhos, ministérios e trabalhos, no entanto, todos são chamados à santidade (cfr. LG n.32, 39-40) [1]. É importante ver como esta missão foi vivida na Igreja antiga, pelos primeiros escritores cristãos, a importância dos leigos e das leigas que atuaram em suas comunidades pela vivencia da fé, da esperança e da caridade.

A definição do ser leigo e ser leiga

O termo leigo vem do grego laikus, cujo significado é povo [2]. É aquele que recebe o batismo, segue a Cristo e não pertence ao ministério ordenado [3]. A realidade dos leigos e das leigas já estava presente no povo da antiga aliança, quando o Senhor pediu ao povo no deserto de ouvir a sua voz, guardar a sua aliança, para assim ser sua propriedade peculiar entre todos os povos e também para pertencer ao Senhor, um reino de sacerdotes e uma nação santa (cfr. Ex 19, 5-6). Já no Novo Testamento leigo, constitui um dinamismo de participação e de comunhão. Cristo se faz próximo das pessoas, de modo que todos constituem um povo de sacerdotes, de profetas e de reis (cfr. Ap 1,6). Pelo batismo os leigos e as leigas participam do sacerdócio, da profecia e do pastoreio de Cristo Jesus na qual assumem uma missão na família, na comunidade e na sociedade (cfr. Mt 28,19-20). Há o ministério ordenado e o ministério dos leigos e das leigas, a serviço da Igreja e do mundo.

Os deveres das virtudes

As Constituições Apostólicas, escrito do século IV colocou a valorização das virtudes para os leigos e para as leigas, que devem ser postos a serviço da comunidade cristã. O fiel coloca o seu carisma em vista de um fim útil, que é a salvação de todas as pessoas. As pessoas que receberam carismas tenham o uso discreto para assim não se considerarem superiores aquelas nas quais não os receberam. São diversos os carismas que o Senhor Deus concede às pessoas de modo que um recebe um dom e o outro recebe outro dom, e, Deus é glorificado pelos dons dados. Toda a missão depende de Deus porque ele é quem concede os carismas [4].

A necessidade da unidade

São Clemente Romano, bispo de Roma, no final do século I afirmou a necessidade da unidade entre o clero e os fiéis na comunidade de Coríntios. O fato ocorrido de uma forma inconveniente foi uma revolta da comunidade em relação aos seus pastores, bispos, presbíteros e diáconos, de modo que o Papa Clemente pediu a unidade para que em tudo se fizesse à vontade Deus. Ele levantava a questão da superação das brigas, dos ódios, das disputas, das divisões e das guerras entre eles. Existe um só Deus, um só Cristo e um só Espírito de graça e uma só vocação em Cristo [5]. Como os apóstolos vem de Cristo e Cristo vem de Deus, São Clemente exortava a unidade entre os pastores e o povo de Deus porque isto manifestava o amor e a vontade Deus [6].

Leigos e Leigas a serviço da Igreja do Senhor e do mundo

São Justino, Padre da Igreja de Roma, do II século tinha presentes os leigos e as leigas que serviam a Igreja de Cristo e estavam no mundo testemunhando o amor do Senhor. Ele também falava do processo do catecumenato, dos sacramentos da iniciação à vida cristã, na qual exortava aos leigos e às leigas dizendo que após conduzir as pessoas a um lugar onde havia água e com o mesmo banho em que ele tinha sido regenerado, eles também seriam regenerados ao tomar na água o banho em nome de Deus, o Pai soberano do universo, e do Salvador Jesus Cristo e do Espírito Santo [7].

Segundo São Justino, os cristãos, leigos e leigas, eram também os melhores ajudantes e aliados para a manutenção da paz no Império Romano, pois professavam doutrinas conforme o amor a Deus, ao próximo como a si mesmo, e almejavam a superação da condenação pela salvação eterna, conforme o mérito de suas ações [8].

O testemunho dos cristãos leigos e leigas

Aristides de Atenas, Padre apologista do século II afirmou que os cristãos leigos e leigas confessavam no mundo Jesus, Filho do Deus Altíssimo no Espírito Santo, descido do céu para a salvação dos seres humanos. Eles tinham os mandamentos do Senhor Jesus Cristo gravados em seus corações e os guardavam esperando a ressurreição dos mortos e a vida do século futuro. A sua atuação era importante porque se empenhavam em fazer o bem aos inimigos, não desprezavam a viúva e não entristeciam o órfão, forneciam aquele que não tinha e se eles viam um forasteiro acolhiam-no sob o seu teto, porque se chamavam irmãos segundo a alma. Estavam dispostos a dar a vida por Cristo [9].

Eles estão em comunhão com todas as pessoas

A Carta a Diogneto, escrito do século II, colocou a comunhão de vida dos leigos e das leigas com todas as outras pessoas no mundo. Eles não faziam distinções das outras pessoas, nem por sua terra, nem por língua ou por costumes. Os cristãos leigos e leigas viviam em cidades gregas e bárbaras, conforme a sorte de cada um, e adaptavam-se aos costumes do lugar quanto à roupa, ao alimento e testemunhavam um modo de vida social admirável e, sem dúvida, paradoxal. Viviam na sua pátria, mas como forasteiros; participavam de tudo como cristãos e suportavam tudo como estrangeiros. Toda pátria que não era deles era pátria deles e cada pátria era estrangeira [10].

Vede como eles se amam

A descrição dos leigos e das leigas em Tertuliano, padre do Norte da África, séculos II e III, poderia se afirmar num aspecto de amor verdadeiro às pessoas e a Deus. O afeto fraterno na qual os tornavam solícitos um com o outro, chamava a atenção dos pagãos para a exultação na qual diziam: “vejam como eles se amam entre eles” (Vide, inquint, ut invicem se diligant) [11]. Tertuliano colocou claramente o testemunho de vida dos cristãos que possibilitavam os outros a fazerem comentários bonitos porque a comunidade se queria bem e realizava obras de caridade.

Líderes eclesiais, leigos e leigas no tempo de perseguição

Eusébio de Cesaréia, bispo, século IV, afirmou na sua História Eclesiástica que na perseguição de Diocleciano no final dos séculos III e início do século IV muitos chefes das Igrejas sofreram martírio, mas também muitos leigos e leigas que deram as suas vidas pelo Senhor Jesus Cristo. Nesses combates brilharam em toda a terra os magníficos mártires de Cristo na qual testemunharam a sua coragem e amor pelo Senhor. Apresentaram em si provas evidentes do poder verdadeiramente divino e inefável de nosso Salvador. A menção deles e delas seria longa, para não dizer impossível, de modo que todos deram um testemunho de vida admirável em Cristo Jesus [12].

Nós percebemos a importância dos leigos e das leigas em nossas comunidades, paróquias e dioceses, de modo que a sua atuação merece o respeito e a dignidade. Eles e Elas estão também presentes na política, na economia, nas relações internacionais, no mundo, anunciando o Evangelho do Senhor Jesus Cristo. Nós pedimos a benção sobre todos eles e elas, para que continuem firmes na caminhada de fé, de esperança e de caridade, testemunhando o mandamento da lei de Deus, no amor a Deus, ao próximo como a si mesmo.

[1] Cfr. Documentos da CNBB, 105. Cristãos Leigos e Leigas na Igreja e na Sociedade, II,2,117. Paulinas, 2016, SP, pg. 80.

[2] Cfr. P. Siniscalco. Laico. In: Nuovo Dizionario Patristico e di Antichità Cristianediretto da Angealo Di Berardino, F-O. Marietti, Genova, 2007, pg. 2725.

[3] Cfr. Laico. In: Il vocabolario treccaniIl Conciso. Milano, Trento, 1998, pg. 824.

[4] Cfr. Costituzioni Apostoliche, 8,1,3-21. In: La teologia dei padri, v. 1. Città Nuova Editrice, Roma, 1981, pgs. 297-298.

[5] Cfr. Clemente aos Romanos, 46, 5-6. In: Padres Apostólicos. Paulus, São Paulo, 1995, pg. 56.

[6] Cfr. Clemente aos Romanos, 42, 1-2, pg. 53.

[7] Cfr. I Apologia 61,3. In: Justino de Roma, Paulus, São Paulo, 1995, pg. 76.

[8] Cfr. Idem, 12,1, pg. 27.

[9] Cfr. Aristides de Atenas. Apologia segundo os fragmentos gregos, 15, 1. 5-8. In: Padres Apologistas, Paulus, SP, 1995, pgs. 51-52.

[10] Cfr. Carta a Diogneto, 5, 1-6. In: Idem, pgs. 22-23.

[11] Cfr. Tertulliano, ApologeticoXXXIX, 7, a cura di A. Resta Barrile,. Oscar Mondadori, Bologna, 2005, pg. 139.

[12] Cfr. Eusébio de Cesaréia. História Eclesiástica, VIII, 3,1; 12;11. Paulus, SP, 2000, pgs. 401; 419.

Fonte: https://www.vaticannews.va/

Pela primeira vez em 500 anos, católicos celebram missa em catedral tomada pela Reforma

A catedral de São Pedro em Genebra. Foto: Wikimedia Commons

GENEBRA, 19 nov. 21 / 03:33 pm (ACI).- A igreja de São Pedro, em Genebra, Suíça, terá a primeira missa católica em quase 500 anos. A igreja se tornou protestante com a reforma calvinista em 1536. A cerimônia, antes marcada para 29 de fevereiro de 2020, foi adiada por causa das medidas de combate à pandemia de covid-19 impostas.

A paróquia protestante de São Pedro anunciou a nova data em um comunicado neste mês.  “É uma alegria para nós finalmente honrar o convite lançado há dois anos à comunidade católica romana. E é uma graça poder finalmente viver este importante momento de fraternidade entre as nossas comunidades”, diz o anúncio.

A catedral de São Pedro tem um peso simbólico importante, porque João Calvino a escolheu como sede de sua igreja reformada durante os anos em viveu em Genebra. A “cátedra de Calvino” ainda está na catedral.

Tanto Genebra quanto Lausanne mantiveram a denominação católica de catedral para suas principais igrejas, apesar de elas terem passado para os protestantes em 1536.

O início da Reforma se deu em 1535, quando, em 8 de agosto, Guillaume Farel pregou pela primeira vez diante de uma enorme multidão, apesar da proibição dos magistrados da cidade. Na tarde do mesmo dia, iconoclastas devastaram a catedral de São Pedro, destruindo estátuas e imagens, pribidas pelo novo culto. A Reforma foi então proclamada oficialmente em 21 de maio de 1536.

Reduto do protestantismo, Genebra, também chamada de "A Roma protestante", tem mais católicos do que protestantes desde os anos 1950 e 1960, principalmente com a chegada de imigrantes italianos, espanhóis e portugueses.

Em 1821, a diocese católica de Genebra foi unida à de Lausanne, cujo bispo residia em Friburgo desde o século XVII. Somente a partir de 1924 a diocese recebeu o atual nome de Lausanne, Genebra e Friburgo.

Ainda não se sabe se será mantida a ideia original de a missa do dia 5 de março ser celebrada pelo cardeal Kurt Koch, presidente do Pontifício Conselho para a Promoção da Unidade dos Cristãos. Koch, na época do primeiro anúncio da missa em São Pedro deveria ser considerada "um grande símbolo da unidade cristã.

Uma cerimônia católica em uma igreja tão cara ao protestantismo é um fato inédito em Genebra. Em Lausanne houve uma missa católica na antiga catedral de Nossa Senhora, há quinze anos.

A ideia da missa em São Pedro nasceu de um convite da paróquia protestante de Saint-Pierre Fusterie, através do pastor Emmanuel Fuchs, presidente da igreja protestante de Genebra. Segundo Fuchs, houve cerimônias na igreja com a presença de católicos, mas é a primeira vez que as chaves da catedral serão totalmente entregues aos católicos.

Fonte: https://www.acidigital.com/

Santo Edmundo

Santo Edmundo | Canção Nova
20 de novembro
SANTO EDMUNDO

Reinava Offa nos Estados ingleses. Desejando terminar seus dias em Roma, no exercício da piedade e da penitência, passou a coroa para Edmundo, de quinze anos de idade, descendente dos antigos reis anglo-saxões da Grã-Bretanha.

Edmundo, segundo os seus historiadores, foi coroado no dia de Natal de 855. Suas qualidades morais tornaram-no modelo dos bons reis. Tinha grande aversão aos lisonjeiros; toda a sua ambição era manter a paz e assegurar a felicidade dos súditos. Daí o grande zelo na administração da justiça e na implantação dos bons costumes nos seus Estados. Foi o pai dos súditos, sobretudo dos pobres, protetor das viúvas e dos órfãos, sustento e apoio dos fracos. O fervor no serviço de Deus realçava o brilho das suas outras virtudes. A exemplo dos monges e de várias outras pessoas piedosas, aprendeu o saltério de cor.

No décimo quinto ano do seu reinado, foi atacado pelos Dinamarqueses Hínguar e Hubla, príncipes desta nação, verdadeiros piratas, que foram desembarcar na Inglaterra. Edmundo, a princípio, manteve-se sereno, confiando num tratado que tinha feito com os bárbaros logo que vieram para o seu país. Mas quando viu que não respeitaram o tratado, reuniu o seu exército. Mas os infiéis receberam auxílios. Perante este reforço do inimigo, Edmundo sentia-se impotente para o combater.

Então, os bárbaros fizeram-lhe várias propostas que recusou, por serem contrárias à religião e à justiça que devia aos súditos. Preferiu expor-se à morte a trair sua consciência. Carregaram-no de pesadas cadeias e levaram Edmundo à tenda do general inimigo. Fizeram-lhe novas propostas. Respondeu com firmeza que a religião lhe era mais cara do que a vida, e que nunca consentiria em ofender a Deus, que adorava. Hínguar, enfurecido com esta resposta, mandou açoitá-lo cruelmente.

O santo sofreu todos os maus tratos com paciência invencível, invocando o Sagrado Nome de Jesus. Por fim, foi condenado a ser decapitado, recebendo a palma do martírio a 20 de novembro de 870.

Os ingleses consideraram-no mártir e dedicaram-lhe numerosas igrejas.

Santo Edmundo, rogai por nós!

Fonte: https://santo.cancaonova.com/

sexta-feira, 19 de novembro de 2021

Sacerdote para eternidade (Parte 1/4)

Sacerdotes para a eternidade | Opus Dei
Sacerdote para eternidade

Há dias, ao celebrar a Santa Missa, detive-me um breve momento para considerar as palavras de um salmo que a liturgia punha na antífona da Comunhão: O Senhor é o meu pastor, nada me poderá faltar. Esta invocação trouxe-me à memória os versículos de outro salmo, que se recitava na cerimónia da Primeira Tonsura: o Senhor é a parte da minha herança. O próprio Cristo põe-se nas mãos dos sacerdotes, que se fazem assim dispensadores dos mistérios – das maravilhas – do Senhor. No próximo Verão receberá as Sagradas Ordens meia centena de membros do Opus Dei. Desde 1944 sucedem-se, como uma realidade de graça e de serviço à Igreja, estas ordenações sacerdotais de alguns membros da Obra. Apesar disso, todos os anos há gente que se espanta. Como é possível, interrogam-se, que trinta, quarenta, cinquenta homens, com uma vida cheia de afirmações e de promessas, estejam dispostos a ser sacerdotes? Queria expor hoje algumas considerações, mesmo correndo o risco de aumentar nessas pessoas os motivos de perplexidade.

Por que ser Sacerdote?

O santo sacramento da Ordem Sacerdotal será ministrado a este grupo de membros da Obra, que contam com uma valiosa experiência – talvez de muito tempo – como médicos, advogados, engenheiros, arquitetos ou de outras diversíssimas atividades profissionais. São homens que, como fruto, do seu trabalho, estariam capacitados para aspirar Ia postos mais ou menos relevantes na sua esfera social.

Vão ordenar-se para servir. Não para mandar, não para brilhar, mas para se entregarem, num silêncio incessante e divino ao serviço de todas as almas. Quando forem sacerdotes não se deixarão arrastar pela tentação de imitar as ocupações e o trabalho, dos leigos, mesmo que se trate de tarefas que conheçam bem por as terem realizado até agora, o que lhes conferiu uma mentalidade laical que não perderão nunca.

A sua competência nos diversos ramos do saber humano – da história, das ciências naturais, da psicologia, do direito, da sociologia -, embora faça parte necessariamente dessa mentalidade laical, não os levará a quererem apresentar-se como sacerdotes-psicólogos, sacerdotes-biólogos ou sacerdotes-sociólogos. Receberam o sacramento da Ordem para serem, nem mais nem menos, sacerdotes-sacerdotes, sacerdotes cem por cento.

É provável que sobre muitos assuntos temporais e humanos, entendam mais do que muitos leigos. Mas, desde que são sacerdotes, calam com alegria essa competência para continuarem a fortalecer-se espiritualmente através da oração constante, para falarem só de Deus, para pregarem o Evangelho e administrarem os sacramentos. Este é, se assim se pode dizer, o seu novo trabalho profissional, ao qual dedicam todas as horas do dia, que sempre serão poucas, porque é preciso estudar constantemente a ciência de Deus, orientar espiritualmente tantas almas, ouvir muitas confissões, pregar incansavelmente e rezar muito, muito, com o coração sempre posto no Sacrário, onde está realmente presente Aquele que nos escolheu para sermos seus, numa maravilhosa entrega cheia de alegria, inclusivamente no meio de contrariedades, que a nenhuma criatura faltam.

Todas estas considerações podem aumentar, como vos dizia, os motivos de admiração. Alguns continuarão talvez a perguntar a si mesmos: mas porquê esta renúncia a tantas coisas boas e nobres da terra, a uma profissão mais ou menos brilhante, a influir cristãmente, com o exemplo, no âmbito da cultura profana, do ensino, da economia, ou de qualquer outra atividade social? Outros ficarão admirados lembrando-se de que hoje, em não poucos sítios, grassa uma desorientação notável sobre a figura do sacerdote; apregoa-se que é preciso procurar a sua identidade e põe-se em dúvida o significado que, nas circunstâncias atuais, possa ter a entrega a Deus no sacerdócio. Finalmente, também poderá surpreender alguns que, numa época em que escasseiam as vocações sacerdotais, estas surjam entre cristãos que já tinham resolvido – graças a um trabalho pessoal exigente – os problemas de colocação e trabalho no
mundo.

Sacerdotes e leigos

Compreendo essa estranheza, mas não seria sincero se afirmasse que a compartilho. Estes homens que, livremente, porque assim o quiseram – e isto é uma razão muito sobrenatural – abraçam o sacerdócio, sabem que não fazem nenhuma renúncia, no sentido em que vulgarmente se emprega esta palavra. Já se dedicavam – pela sua vocação ao Opus Dei – ao serviço da Igreja e de todas as almas, com uma vocação plena, divina, que os levava a santificar o trabalho e a procurar, por meio dessa ocupação profissional, a santificação dos outros.

Como todos os cristãos, os membros do Opus Dei, sacerdotes e leigos, sempre cristãos correntes, encontram-se entre os destinatários destas palavras de S. Pedro: vós sois raça eleita, sacerdócio real, nação santa, povo adquirido, afim de anunciantes as virtudes d’Aquele que vos chamou das trevas para a Sua luz admirável. Vós que outrora não éreis o Seu povo, mas que agora sois o povo de Deus; vós que antes não tínheis alcançado misericórdia e agora a alcançastes.

Uma única e a mesma é a condição de fiéis cristãos nos sacerdotes e nos leigos, porque Deus Nosso Senhor nos chamou a todos à plenitude da caridade, à santidade: bendito seja Deus e Pai de Nosso Senhor Jesus Cristo, que nos abençoou com toda a espécie de bênçãos espirituais em Cristo. Foi assim que n’Ele nos escolheu antes da constituição do mundo, para sermos santos e imaculados diante dos Seus olhos.

Não há santidade de segunda categoria: ou existe uma luta constante por estar na graça de Deus e ser conformes a Cristo, nosso Modelo, ou desertamos dessas batalhas divinas. O Senhor convida todos para que cada um se santifique no seu próprio estado. No Opus Dei esta paixão pela santidade – apesar dos erros e misérias individuais – não se diferencia pelo facto de se ser sacerdote ou leigo; e, além disso, os sacerdotes são apenas uma pequeníssima parte, em comparação com o total de membros.

Olhando com olhos de fé, a chegada ao sacerdócio não constitui, portanto, nenhuma renúncia; e chegar ao sacerdócio também não significa um passo mais na vocação ao Opus Dei. A santidade não depende do estado – solteiro, casado, viúvo, sacerdote -, mas sim da correspondência pessoal à graça, que a todos é concedida, para aprendermos a afastar de nós as obras das trevas e para nos revestirmos das armas da luz, da serenidade, da paz, do serviço sacrificado e alegre à humanidade inteira.

São Josemaria Escrivá.

© 2002 Fundação Studium


Fonte: https://www.presbiteros.org.br/

O SONHO DE UMA DEMOCRACIA RACIAL, SOCIAL E ECONÔMICA ESTÁ VIVO!

Mundo Educação - UOL

Dom Roberto Francisco Ferreria Paz
Bispo de Campos (RJ)

     Quando a lei nº 9.315, de 20/11/1996, inscrevia o nome de Zumbi dos Palmares no Livro dos Heróis da Pátria, que se encontra no Panteão da Liberdade e Democracia, nossa história reconhecia a emergência da justiça racial e da legitimidade da luta por direitos iguais. O sonho do Quilombo de Palmares continua acalentando sonhos de esperança de dignidade e equidade social para os 54% da população brasileira.

As seqüelas da escravidão se perpetuam no que o filósofo Silvio Almeida tem chamado de racismo estrutural, mentalidade discriminatória velada, que sustenta as injustiças sociais e culturais que continuam marginalizando o povo negro. “Sou pessoa humana e nada do que humano me é alheio” afirmava o poeta Terêncio, na antiguidade.

Posso dizer, e afirmar na mesma linha, que sou cristão e repúdio com total determinação toda tentativa de desprezar ou inferiorizar qualquer ser humano em razão de cor de pele, raça, etnia, credo ou filosofia. Mas, não basta a indignação ou o protesto silencioso, torna-se necessário o testemunho inequívoco que desaprovamos e não permitimos comportamentos racistas, uma vez que ofendem a toda humanidade.

Mais, como Igreja apresentamos a Boa Nova da Pastoral Afro-Brasileira, como espaço de evangelização, espiritualidade, e promoção humana integral, formando agentes de pastoral conscientes e lúcidos da importância de servirem ao seu povo na libertação e comunhão plenas. Entendemos que toda cultura chega, como afirma o documento de Santo Domingo, ao seu Pentecostes quando pode expressar a sua fé, suas práticas de espiritualidade, de convivência social e artística a partir das suas raízes e do seu próprio poço.

A pandemia, que uniu a humanidade inteira no sofrimento e na fragilidade, deveria ensinar-nos a deixar para trás toda ideologia absurda como o racismo, que envilece e degrada a nobreza da humanidade. Com Cristo anunciamos um Reino Universal de fraternidade sem exclusão e discriminações odiosas, assumindo a justiça restauradora para todas as pessoas e criaturas. Louvado seja Deus!

Crimes de ódio contra cristãos aumentam na Europa

Stephen Barnes | Shutterstock
Por J-P Mauro

Países historicamente cristãos como Espanha, França, Alemanha e Itália estão registrando aumento acentuado nos crimes de ódio contra os cristãos.

Um novo relatório da Organização para a Segurança e Cooperação na Europa (OSCE) está chamando a atenção para um aumento alarmante de crimes de ódio direcionados aos cristãos europeus. Os dados mostram 980 crimes de ódio registrados contra cristãos em 2020. Foi um aumento de 60% em relação aos 595 incidentes registrados em 2019.

O relatório, publicado no site da OSCE, traz dados sobre crimes de ódio contra pessoas de várias religiões, entre outros grupos. As estatísticas são baseadas em informações provenientes da Santa Sé, do Alto Comissariado das Nações Unidas para Refugiados e da OSCE.

Categorias

Há duas categorias diferentes para a documentação de crimes de ódio: aqueles contra propriedades e aqueles contra pessoas. Ataques às propriedades da Igreja tiveram um enorme salto, passando de 459 em 2019 para 871 em 2020. Esse aumento de quase duas vezes contrasta com uma ligeira diminuição nos ataques pessoais. Em 2019, houve 80 relatos de crimes de ódio contra indivíduos, enquanto 2020 houve 56. O Catholic Herald afirmou que a diminuição dos ataques pessoais pode ser decorrência do distanciamento social de 2020.

Divididas por país, as nações com mais crimes de ódio contra os cristãos foram Alemanha (172), França (159) e Itália (113). A Santa Sé relatou mais 150 crimes de ódio ocorrendo em toda a Europa. O relatório, no entanto, observa que esses números poderiam ser muito maiores, já que apenas 11 dos 57 estados da OSCE apresentaram dados sobre crimes de ódio contra cristãos.

Incêndios e profanações

Já os ataques a propriedades da Igreja, categoria com o aumento mais acentuado, incluíram incêndios criminosos, furtos e profanações.

Na maioria das ocorrências por pichação, os ataques eram relacionados à postura pró-vida da Igreja. Na Polônia, houve 100 ocorrências de pichações odiosas em fachadas de igrejas. Alguns episódios mais graves incluíram a destruição de estátuas e a invasão de cultos com agressões contra paroquianos.

Os ataques incendiários também têm aumentado, especialmente em países historicamente cristãos, como França, Espanha, Alemanha e Itália.

Na Alemanha, uma igreja quase foi incendiada depois que os agressores começaram um foco de fogo nos bancos. Em outubro de 2020, 10 indivíduos mascarados empurraram um carro até a porta de uma igreja francesa e o incendiaram.

Assassinatos

Embora os ataques a pessoas cristãs tenham diminuído em 2020, alguns desses crimes foram hediondos. Em 2020, três pessoas foram mortas esfaqueadas na Basílica de Notre-Dame, em Nice.

Na Itália, um padre conhecido por trabalhar com pobres e migrantes foi esfaqueado e morto perto de sua paróquia. No Reino Unido, dois incidentes diferentes de ataques a padres dentro de suas respectivas igrejas foram relatados. Em um caso, o padre foi agredido fisicamente durante um funeral.

Os ataques pessoais e os incêndios criminosos foram acompanhados por um forte crescimento do discurso de ódio contra cristãos nas redes sociais. Muitas dessas ocorrências apresentam ameaças de morte a clérigos e personalidades cristãs.

Fonte: https://pt.aleteia.org/

Devoção eucarística é promovida por Bispos dos Estados Unidos

Guadium Press

Os católicos norte-americanos foram incentivados a se aprofundar pela Fé e pelo amor no mistério dos mistérios, a presença real de Cristo na Eucaristia.

Estados Unidos – Washington (18/11/2021 14:43, Gaudium Press) Durante a Assembleia Geral de Outono, a Conferência dos Bispos Católicos dos EUA (USCCB) aprovou um documento intitulado “O mistério da Eucaristia na vida da Igreja”.

Promover a renovação eucarística

Através desse documento, os Bispos dos Estados Unidos conclamam os católicos norte-americanos a se aprofundarem pela Fé e pelo amor no mistério dos mistérios, a presença real de Cristo na Eucaristia.

Segundo o presidente da USCCB, Dom José Gómez, o documento está intimamente ligado a uma iniciativa com o objetivo de promover a renovação eucarística, incluindo planos para um Congresso Eucarístico Nacional no verão de 2024 em Indianápolis, Indiana.

O dom de Cristo na Eucaristia e a nossa resposta a este dom

Dividido em duas partes, “O dom de Cristo na Eucaristia” e “A nossa resposta a este dom”, o documento procura recordar aos católicos sobre a presença real de Cristo na Eucaristia e que Deus é generoso em dar a sua graça “se nós, pela sua graça, humildemente pedirmos a ele que nos dê o que precisamos”.

O documento episcopal reflete longamente sobre o “dom” da Eucaristia e destaca que ela deve ser entendida como um sacrifício, uma “reapresentação do sacrifício de Cristo, pelo qual nos reconciliamos com o Pai”.

Presença real de Cristo na Eucaristia

Outro aspecto essencial é a presença real de Cristo. “A realidade de que, na Eucaristia, pão e vinho se transformam verdadeiramente no Corpo, Sangue, Alma e Divindade de Cristo, sem deixar de aparecer como pão e vinho aos nossos cinco sentidos, é um dos mistérios centrais da Fé Católica”, destacam os Bispos.

A pandemia de Covid-19 desencorajou alguns católicos de participar da missa pessoalmente, enquanto outros sentiram seu desejo de adorar a Cristo na Eucaristia fortalecido. Através desse documento, os católicos norte-americanos também são exortados a adorar a Cristo no Santíssimo Sacramento através da adoração, de procissões e da devoção das quarenta horas, assim como receber a sagrada comunhão. (EPC)

Fonte: https://gaudiumpress.org/

O Papa: o trabalho infantil é roubar das crianças o seu futuro

Exploração do trabalho infantil é uma violação da dignidade humana |
Vatican News

O trabalho infantil “é a exploração das crianças nos processos de produção da economia globalizada para o lucro e ganho de outros. É a negação do direito das crianças à saúde, à educação e ao crescimento harmonioso, incluindo a possibilidade de brincar e sonhar. É roubar das crianças o seu futuro e, portanto, da própria humanidade. É uma violação da dignidade humana”, disse o Papa Francisco aos participantes da Conferência Internacional “Erradicar o trabalho infantil, construir um futuro melhor”.

Raimundo de Lima – Vatican News

“A pobreza extrema, a falta de trabalho e o desespero resultante nas famílias são os fatores que mais expõem as crianças à exploração no trabalho. Se quisermos erradicar a chaga do trabalho infantil, temos que trabalhar juntos para erradicar a pobreza, para corrigir as distorções do sistema econômico atual, que centraliza a riqueza nas mãos de uns poucos.” “Todos os atores sociais são chamados em causa no combate ao trabalho infantil e às causas que o determinam.”

Foi o que disse o Papa Francisco ao receber em audiência na manhã desta sexta-feira (19/11) na Sala do Consistório, no Vaticano, os participantes, na parte da tarde desta sexta-feira, da Conferência Internacional “Erradicar o trabalho infantil, construir um futuro melhor”, promovida pelo Dicastério para o Serviço do Desenvolvimento Humano Integral.

Chaga do trabalho infantil

“A chaga do trabalho infantil, sobre o qual vocês hoje se encontram refletindo juntos, é de particular importância para o presente e o futuro da nossa humanidade. A forma como nos relacionamos com as crianças, a medida em que respeitamos sua dignidade humana inata e seus direitos fundamentais, expressa que tipo de adultos somos e queremos ser e que tipo de sociedade queremos construir”, disse o Papa.

O Pontífice foi enfático ao afirmar que “é chocante e perturbador que nas economias atuais, cujas atividades de produção são baseadas em inovações tecnológicas, tanto que falamos da ‘quarta revolução industrial’, o emprego de crianças em atividades de trabalho persista em todas as partes do globo.

“Isto coloca em risco a saúde delas, seu bem-estar mental e físico e as priva do direito à educação e de viver sua infância com alegria e serenidade. A pandemia agravou ainda mais a situação.”

Pequenas tarefas domésticas, trabalho infantil é outra coisa

A este ponto de seu discurso, o Santo Padre fez uma nítida e oportuna distinção. “O trabalho infantil não deve ser confundido com as pequenas tarefas domésticas que as crianças, em seu tempo livre e de acordo com sua idade, podem realizar no âmbito da vida familiar, para ajudar os pais, irmãos e avós ou outros membros da comunidade. Estas atividades são geralmente benéficas para o desenvolvimento delas, pois permitem que elas testem suas habilidades e cresçam em consciência e responsabilidade.

Dito isso, o Papa Francisco especificou que o trabalho infantil é uma questão totalmente diferente!

Uma violação da dignidade humana

“É a exploração das crianças nos processos de produção da economia globalizada para o lucro e ganho de outros. É a negação do direito das crianças à saúde, à educação e ao crescimento harmonioso, incluindo a possibilidade de brincar e sonhar. É roubar das crianças o seu futuro e, portanto, da própria humanidade. É uma violação da dignidade humana.”

Francisco afirmou que “precisamos encorajar os Estados e os atores do mundo empresarial a criar oportunidades de trabalho decente com salários justos que permitam às famílias satisfazer suas necessidades sem que seus filhos sejam forçados a trabalhar.”

“Devemos unir nossos esforços - prosseguiu o Papa - para favorecer uma educação de qualidade, gratuita para todos, em cada país, bem como um sistema de saúde que seja acessível a todos sem distinção.”

Um grande sinal de esperança

O Pontífice disse ainda que a participação nesta Conferência de representantes de organizações internacionais, da sociedade civil, das empresas e da Igreja é um sinal de grande esperança, fazendo em seguida uma premente exortação:

“Exorto o Dicastério para o Serviço do Desenvolvimento Humano Integral, que também é responsável pela promoção do desenvolvimento das crianças, a continuar neste trabalho de estímulo, de facilitação e de coordenação das iniciativas e dos esforços já em andamento em todos os níveis para combater o trabalho infantil.”

O Santo Padre concluiu agradecendo aos participantes e expressando-lhes seu reconhecimento pelo compromisso em favor desta causa “que é uma verdadeira questão de civilização”, encorajando-os a seguirem adiante, tendo sempre presente as palavras de Jesus no Evangelho: “Tudo aquilo que fizestes a um só destes pequeninos, a mim o fizestes” (Mt 25,40).

Fonte: https://www.vaticannews.va/

São Roque González e companheiros mártires

S. Roque González e Companheiros mártires | Canção Nova
19 de novembro
SÃO ROQUE GONZÁLEZ E COMPANHEIROS MÁRTIRES

Roque González nasceu em Assunção do Paraguai, em 1576, e estudou com os Padres Jesuítas, que muito o ajudaram a desenvolver seus dotes humanos e espirituais.

O coração de Roque González sempre se compadeceu com a realidade dos indígenas oprimidos, por isso ao se formar e ser ordenado Sacerdote do Senhor, aos 22 anos de idade, foi logo trabalhar como padre diocesano numa aldeia carente. São Roque, sempre obediente à vontade do Pai do Céu, entrou no noviciado da Companhia de Jesus, com 33 anos, e acompanhado com outros ousados missionários, aceitou a missão de pacificar terríveis indígenas.

São Roque González fez de tudo para ganhar a todos para Cristo, portanto, aprendeu além das línguas indígenas, aprofundou-se em técnicas agrícolas, manejo dos bois e vários outros costumes da terra. Os Jesuítas – bem ao contrário do que muitos contam de forma injusta – tinham como meta a salvação das almas, mas também a promoção humana, a qual era e é a consequência lógica de toda completa evangelização.

Certa vez, numa dessas reduções que levavam os indígenas para a vida em aldeias bem estruturadas e protegidas dos
colonizadores, Roque González com seus companheiros foram atacados, dilacerados e martirizados por índios ferozes fechados ao Evangelho e submissos a um feiticeiro, que matou o corpo mas não a alma destes que, desde 1628, estão na Glória Celeste.

Em 1988, o Papa João Paulo II canonizou os três primeiros mártires sul-americanos: São Roque González, Santo Afonso Rodríguez e São João del Castillo.

São Roque González e companheiros mártires, rogai por nós!

Fonte: https://santo.cancaonova.com/

Pe. Manuel Pérez Candela

Pe. Manuel Pérez Candela
Pároco da Paróquia Nossa Senhora da Imaculada Conceição - Sobradinho/DF