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| Papa Francisco durante a oração do Ângelus. Foto: Captura de Youtube |
domingo, 17 de março de 2019
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Segundo Domingo da Quaresma

segunda-feira, 11 de março de 2019
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domingo, 10 de março de 2019
Dia internacional da Mulher: A mulher na Bíblia
Nossa Senhora é o verdadeiro modelo e exemplo de mulher. Ela é uma criatura aparte, mais bela por si só que toda a criação.
Redação (08/03/2024 14:32, Gaudium Press) Nos
dia de hoje, 08 de março, a sociedade civil celebra o dia internacional da
mulher, uma convenção moderna que em tempos anteriores não se fazia necessária.
Pelo menos é o que se depreende dos excertos que transcreveremos de um discurso
proferido por Juan Donoso Cortés em 16 de abril de 1848, ao tomar posse de sua
cadeira na Real Academia de la Lengua:
A família gentílica e a família hebreia
Se levais em conta a distância que há entre a família
gentílica e a hebreia, vereis logo que estão separadas entre si por um abismo
profundo: a família gentílica compõe-se de um senhor e de seus escravos,
enquanto a hebreia, do pai, da mulher e de seus filhos.
Entram como elementos constitutivos da primeira, deveres e
direitos absolutos; a segunda, deveres e direitos limitados. A família
gentílica descansa na servidão; a hebreia funda-se na liberdade. A primeira é
resultado de um esquecimento; a segunda, de uma recordação; o esquecimento e a
recordação das divinas tradições, prova clara de que o homem não ignora, senão
porque esquece, e não sabe, senão porque aprende.
Agora se compreenderá facilmente porque a mulher hebreia
perde nos poemas bíblicos tudo o que teve entre os gentios de sombrio e de
sinistro; e porque o amor hebreu, diferentemente do gentio, que foi incêndio
dos corações, é bálsamo das almas.
Abri os livros dos profetas bíblicos, e em todos aqueles
quadros, risonhos ou pavorosos, com que davam a entender às sobressaltadas
multidões, ou que ia desfazendo-se o nebuloso, ou que a ira de Deus estava
próxima, achareis sempre em primeiro lugar as virgens de Israel, sempre belas e
vestidas de resplendores aprazíveis, levantarem então seus corações ao Senhor
em melodiosos hinos e em angélicos cantares, ou depositarem, sob o peso da dor,
as cândidas açucenas de suas frontes. […]
Mulheres que governaram e profetizaram
Nem se contentaram os hebreus em confiar à mulher o brando
cetro de seus lares mas puseram muitas vezes na sua mão fortíssima e vitoriosa
o pendão das batalhas e o governo do Estado.
A ilustre Débora governou a república na qualidade de juiz
supremo da nação; como general dos exércitos, peleou e ganhou batalhas
sangrentas; como poetiza, celebrou os triunfos de Israel e entoou hinos de
vitória, manejando ao mesmo tempo, com igual soltura e maestria, a lira, o
cetro e a espada.
No tempo dos reis, a viúva de Alexandre Janneo teve o cetro
dez anos; a mãe do rei Asa governou em nome do seu filho, e a mulher de Hircano
Macabeu foi designada por este príncipe para governar o Estado depois de seus
dias.
Até o espírito de Deus, que se comunicava a poucos, desceu
também sobre a mulher, abrindo-lhe os olhos e o entendimento para que pudesse
ver e entender as coisas futuras.
Hulda foi iluminada com o espírito de profecia, e os reis
aproximavam-se dela sobressaltados com um grande temor, contritos e receosos,
para saber de seus lábios o que no livro na Providência estava escrito de seu
império.
A mulher, entre os hebreus, ora governa a família, ora
dirige o Estado, ora fala em nome de Deus, ora avassala os corações, cativos de
seus encantos.
Era um ser benéfico, que já participava tanto da natureza
angélica como da humana.
Lede apenas o Cântico dos Cânticos e dizei-me se aquele amor
suavíssimo e delicado, se aquela esposa vestida de odoríferas e cândidas
açucenas, se aquela música harmônica, se aqueles arrebatamentos inocentes e
elevados, e aqueles deleitosos jardins, não são mais que coisas vistas, ouvidas
e sentidas na terra, coisas que se nos apresentam como sonhos do paraíso.
E entretanto, senhores, para conhecer a mulher por
excelência; para ter notícia certa do encargo recebido de Deus; para
considerá-la em toda a sua beleza imaculada e altíssima; para formar-se alguma
ideia de sua influência santificadora, não basta colocar a vista naqueles
belíssimos exemplos da poesia hebraica, que até agora deslumbraram os nossos
olhos e docemente embargaram os nossos sentidos.
Maria: o verdadeiro modelo e exemplo de mulher
O verdadeiro modelo e exemplo de mulher não é Rebeca, nem
Débora, nem a esposa do Cântico dos Cânticos, cheia de fragrâncias como uma
taça de perfumes.
É necessário ir mais além, e subir mais alto; é necessário
chegar à plenitude dos tempos, ao cumprimento da antiga promessa.
Para surpreender à maneira de Deus, formando o tipo perfeito
de mulher, é necessário subir até ao trono resplandecente de Maria.
Ela é uma criatura aparte, mais bela por si só que toda a
criação; o homem não é digno de tocar suas vestes brancas, a terra não é digna
de servir-lhe de peanha, nem os tecidos de brocado como tapete; a sua brancura
excede a neve que se acumula nas montanhas; o seu corado, o rosado dos céus; o
seu esplendor ao resplandecente das estrelas.
Maria é amada de Deus, venerada pelos homens, servida pelos anjos.
[…] O Pai a chama filha, e lhe envia embaixadores; o
Espírito Santo a chama esposa, e lhe faz sombra com as suas asas; o Filho a
chama mãe, e faz de sua morada o seu sacratíssimo ventre.
Os Serafins compõem a sua corte; os céus a chamam Rainha; os
homens a chamam Senhora: nasceu sem mancha, livrou o mundo, morreu sem dor,
viveu sem pecado.
Vede aí a mulher, senhores, vede aí a mulher, porque Deus em
Maria as santificou: às virgens, porque Ela foi Virgem; às esposas porque Ela
foi Esposa; às viúvas porque Ela foi Viúva; às filhas, porque ela foi Filha; às
mães porque ela foi Mãe.
A santificação da mulher
Grandes e portentosas maravilhas obrou o cristianismo no
mundo: fez as pazes entre o céu e a terra, destruiu a escravidão, proclamou a
liberdade humana e a fraternidade dos homens.
Mas com tudo isso, a mais portentosa de todas as suas
maravilhas, a que mais profundamente influiu na constituição da sociedade
doméstica e da civil, é a santificação da mulher, proclamada desde as alturas
evangélicas.
E além do mais, senhores, desde que Jesus Cristo habitou
entre nós, nem sobre as pecadoras é lícito lançar o escárnio e o insulto,
porque até os seus pecados podem ser lavados pelas suas lágrimas.
O Salvador dos homens colocou a Madalena sob o seu amparo. E
quando chegou o tremendo dia em que se nublou o sol, estremeceram e
deslocaram-se os despojos da terra, ao pé da sua cruz estavam juntas a sua
inocentíssima Mãe e a arrependida pecadora, para dar-nos assim a entender que
os seus amorosos braços estavam abertos igualmente à inocência e ao
arrependimento.
(Excerto de discurso proferido por Juan Donoso Cortés a
16 de abril de 1848, ao tomar assento na Real Academia de la Lengua)
Tradução do original em espanhol presente em OBRAS de D.
Juan Donoso Cortés. (Ord.) Gavino Tejado. Madrid: Imprenta de Tejado, 1854.
Tomo III. p. 171-198.
1º Domingo da Quaresma:Tempo Especial de Conversão
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| + Sergio da Rocha Cardeal Arcebispo de Brasília |
Primeiro Domingo da Quaresma

sábado, 9 de março de 2019
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