Translate

quinta-feira, 13 de agosto de 2020

9 estratégias dos santos para combater a preguiça

9 estratégias dos santos para combater a preguiça
por Maria Paola Daud

Quem nunca caiu nas mãos arrebatadoras da “preguiça”?

Hoje em dia, está muito fácil cair na preguiça, no ócio e até na negligência. São tantas as distrações desnecessárias que temos ao alcance das mãos! Nosso smartphone está sempre por perto e disposto a nos distrair, sempre com uma notificação, uma mensagem de WhatsApp, um e-mail, um joguinho etc.

É só ouvir o barulhinho da notificação e a gente, sem perceber, dá mais atenção a isso do que deveria, perdendo, assim, um instante precioso de nossa vida.

São João Bosco lembra o que alguns padres da Igreja já disseram: “A preguiça é a mãe de todos os vícios”, pois enfraquece a nossa atenção e abre a porta a outros vícios que nos oprimem.

O contrário da preguiça são a diligência, a presteza, a constância, a atividade, o trabalho, a responsabilidade. E, embora não pareça, vencer a preguiça é muito fácil. Só é preciso tomar a decisão e colocar em prática estes simples conselhos que os santos nos dão:

1
ESTABELECER METAS E PRIORIDADES

“Cuida da ordem para que a ordem não cuide de ti” – Agostinho de Hipona.

Estabeleça metas diárias, semanais e anuais para tudo, inclusive (por que não?) para a vida. Trate de cumpri-las. Seja organizado e, se vir que não consegue, reavalie as metas e estabeleça outras (talvez mais realizáveis). Uma boa organização com metas pode ajudar a erradicar a preguiça.

2
MINIMIZAR GRANDES TAREFAS

“Comece fazendo o que é necessário, depois o que é possível, e de repente você estará fazendo o impossível”  – São Francisco de Assis.

Às vezes, nos deparamos com coisas tão difíceis de fazer que passamos a evitá-las, dizendo: “eu nunca vou conseguir”. A estratégia, neste ponto, consiste em dividir uma grande tarefa em várias partes, empregando ciclos para realizá-las. Siga o conselho de São Francisco: comece aos poucos.

3
TER DISCIPLINA

“Para manter uma lâmpada acesa temos que continuar a colocar azeite nela” – Madre Teresa de Calcutá.

Estabeleça horários para tudo e trate de segui-los. Isso ajuda a melhorar a disciplina e a não cair na preguiça.

4
TREINAR

“Tem paciência com todas as coisas, principalmente contigo mesmo” – São Francisco de Sales.

Imite os grandes atletas. Se você falhar, tente novamente. Não desista até conseguir.

5
ELIMINAR DISTRAÇÕES

“As distrações na vida podem ser internas ou externas. Se alguém está distraído em seu interior, é mais provável e possível que fique em condições de maior fragilidade exterior” – São João Paulo II.

As distrações devem ser combatidas desde o seu interior para evitar que elas sejam exteriorizadas.

6
SER ENTUSIASTA COM OS OUTROS

“O amor perfeito tem esta força: fazer-nos esquecer de nossa própria alegria para alegramos a quem amamos” – Santa Teresa de Ávila.

O fato de deixarmos o egoísmo e nos aproximarmos de quem está ao nosso lado também nos ajuda a evitar a preguiça.

7
VIVER O PRESENTE

“Faça tudo por amor e para o amor, fazendo bom uso do tempo presente. E não estará ansioso com o futuro” – São Francisco de Sales.

Deixe de lado a procrastinação e não postergue as obrigações. “Não deixe para amanhã o que você pode fazer hoje”.

8
NÃO SE SOBRECARREGAR DE RESPONSABILIDADES

Procure o suficiente, procure o que basta. E não queira mais. O que passar disso é opressão, não alívio. Isso derruba, em vez de levantar” – Santo Agostinho.

Não tente fazer milhares de coisas ao mesmo tempo. O “multitasking” está cientificamente comprovado que não funciona. É melhor fazer uma coisa bem feita do que dez capengas. Assim, você não cairá no esgotamento.

9
DESCANSO NÃO É PREGUIÇA

“…porque o descanso não é fazer nada: é se distrair nas atividades que exigem menos esforços”- São Josemaria Escrivá.

Não confunda com preguiça o descanso depois de uma árdua tarefa, de uma meta alcançada. Precisamos e merecemos descansar para recarregar as energias e continuar produzindo.

Fonte: Aleteia 

O uso da filosofia grega pelos Padres da Igreja

Nascimento da Filosofia. O que motivou o nascimento da filosofia?
Uol

“A presença de idéias e termos platônicos é tão notável nas obras de Gregório de Nissa, um irmão de São Basílio, que ele foi chamado por alguns de “platonista cristão”. Outros dois Padres da Igreja posteriores – João Damasceno, que floresceu na primeira metade do oitavo século, e Fócio Magno, que viveu no século seguinte – foram caracterizados por alguns como “aristotélicos cristãos”, por terem ambos escrito capítulos substanciais sobre as Categorias e os Predicáveis de Aristóteles. Mas uma leitura atenta do corpo inteiro de suas obras mostra que eles fizeram uso muito maior das obras de Platão que de Aristóteles, principalmente em suas discussões sobre Deus e a alma humana. Com relação a Fócio, é bem digno de nota que em seu Léxico das obras dos gregos antigos, intitulado Lexeon Synagoge, há bem mais referências a Platão que a Aristóteles. Quando relaciona as palavras usadas por Platão, Fócio costuma nomear as obras platônicas nas quais elas aparecem. Ele menciona ao todo quinze diálogos.

Além disso, em certo lugar ele fala de Platão como “grande” (ho megas Platon), mas em lugar algum ele aplica essa palavra de elevada distinção a Aristóteles. Com base nessa evidência interna, haveria razão em chamar Damasceno e Fócio de “platonistas” em vez de “aristotélicos”. Na verdade, o uso de qualquer desses termos em relação a eles é inapropriado, um erro grave, como também o é se aplicado a Justino Mártir, Basílio Magno, Gregório de Nissa ou qualquer outro dos Padres Gregos da Igreja. Pois o fundamento de seu pensar não é nem o Platonismo, nem o Aristotelismo, nem algum outro sistema secular de pensamento, mas a revelação cristã. Esse fato de extrema importância é reconhecido com freqüência pelos Padres Gregos, dos primeiros aos últimos. Assim, o Padre do século quatorze, Gregório Palamas, Arcebispo de Tessalônica, diz: “De onde aprendemos sobre Deus, sobre o universo, sobre nós mesmos o que é certo e livre de erro? Não é do ensinamento do Espírito?”

A adoção de certas idéias e termos de Platão, Aristóteles e outros autores pagãos não faz dos Padres Gregos da Igreja partidários de tais autores. Eles não teriam nenhuma objeção a serem chamados simplesmente de “filósofos”. Pois eles chamam o Cristianismo de “filosofia”, “a divina filosofia”, e caracterizam a reflexão séria sobre um certo problema ou tópico, como aqueles nos quais se engajaram, como “filosofar”. Mas nenhum deles chamou a si mesmo, ou a algum de seus predecessores cristãos instruídos, de “platonista”, “aristotélico”, “platonista cristão” ou “aristotélico cristão”. Tais caracterizações eram-lhes impensáveis. Eram impensáveis porque teriam sido falsas, pois o fundamento de seu pensar era, como já destacamos, nem platônico, nem aristotélico, mas cristão. Muito embora tenham realmente usado muitos elementos de Platão e Aristóteles, eles escolheram aqueles elementos que não contradiziam o ensinamento revelado, mas estavam em harmonia com ele e ajudavam a exprimir ou ilustrar seu conteúdo. Em outras palavras, seu uso da filosofia pagã não foi indiscriminado ou servil. Foi, ao contrário, um uso bastante seletivo ou “eclético”, que lhes deixou liberdade suficiente para criticar os erros da filosofia secular. O material para esse ecletismo foi-lhes fornecido não apenas pelas obras de Platão e Aristóteles, mas também dos estóicos e outros filósofos gregos e, também, pelos poetas, historiadores e oradores gregos antigos. A seguinte citação de São Basílio é bastante esclarecedora nesse sentido:

  • “Tendo em vista ser pela virtude que devemos tomar posse desta nossa vida, e que muito já foi proferido em louvor da virtude pelos poetas e historiadores e mais ainda pelos filósofos, creio que deveríamos nos dedicar principalmente a essa literatura”.

O princípio condutor para tal ecletismo foi desenvolvido por Basílio e usado pelos demais teólogos-filósofos cristãos ou Padres da Igreja do Oriente. Basílio aconselhava: Aproveite dos livros pagãos tudo que convenha ao cristão e seja aliado da verdade, e descarte o restante. O modelo a ser usado é o da abelha. Diz Basílio:

  • “De um modo geral, devemos usar essas obras à maneira das abelhas, pois elas não visitam todas as flores sem discriminação, nem levam tudo das flores onde pousam, mas ao invés, tendo carregado somente o que lhes é necessário, deixam o restante para trás”…

Uma das razões pelas quais os Padres Gregos selecionaram e adaptaram tais elementos foi porque eles os acharam bastante úteis para formular de forma clara e precisa o conteúdo da fé cristã. Outra razão foi o fato de que o uso de termos e conceitos filosóficos atrairia à fé os mais educados entre os pagãos – os que tinham recebido instrução em filosofia. Por essas razões, também, eles escolheram como sua linguagem não o grego comum, o koiné, mas o grego ático, usando como modelos principalmente os grandes mestres da prosa ática: Platão, Aristóteles, Demóstenes e Tucídides. De Platão, eles aproveitaram muitos elementos filosóficos, modificaram-nos em maior ou menor grau, e os assimilaram organicamente ao ensinamento cristão.”

Veritatis Splendor

 

SANTA FILOMENA

Santa Filomena
Santa Filomena  (© Musei Vaticani)

Filomena, mártir cristã?

O culto de Santa Filomena, acompanhado por todos os interrogativos sobre a sua identidade, tiveram origem em Roma, em 25 de maio de 1802, durante as escavações na Catacumba de Santa Priscila, na Via Salaria. Na época, foram descobertos os ossos de uma jovem, de treze ou quatorze anos de idade, e uma ampola contendo um líquido, que, se pensava, fosse o sangue da Santa. O lóculo estava fechado por três lajes de terracota, sobre a qual estava escrito: “LUMENA PAZ TE CUM FI”. Pensava-se que, por negligência, tivesse sido invertida a ordem dos três fragmentos, que remontavam entre os séculos III e o IV d.C. e que deveriam ser lidos assim: “PAX TE / CUM FI / LUMENA”, isto é, “A paz esteja contigo, Filomena”.

Além do mais, os diversos sinais decorativos, em volta do nome, – sobretudo a palma e as lanças – levaram a atribuir estes ossos a uma mártir cristã dos primeiros séculos. Na época, de fato, achava-se que a maior parte dos corpos presentes nas Catacumbas remontava às perseguições do período apostólico.

Relíquias e prodígios em Mugnano del Cardinale

A seguir, a pedido do sacerdote de Nola, Padre Francisco de Lucia, estas relíquias foram transferidas para Mugnano del Cardinale, na província de Avelino, na igreja dedicada a Nossa Senhora das Graças, onde se encontram até hoje. Foi exatamente este sacerdote que narrou os primeiros milagres realizados ali pela Santa. Atingido por tais acontecimentos, o Papa Leão XII concedeu ao Santuário a lápide original, que Pio VII havia mandado transferir para o lapidário Vaticano.

Neste contexto, em 1833, inseriu-se a “revelação” da Irmã Maria Luísa de Jesus, que contribuiu para difundir o culto de Santa Filomena na Europa e no Continente americano.

Personagens famosos, - como Paulina Jaricot, Fundadora da Obra de Propagação da Fé e do Rosário, e o Santo Cura D’Ars, - receberam a cura completa dos seus males, por intercessão de Santa Filomena, da qual se tornaram devotos fervorosos.

A biografia, segundo a Irmã Maria Luísa

Foi precisamente a narração da Irmã Maria Luísa a revelar a história da Santa. A freira afirmou que a vida de Filomena lhe teria sido transmitida pela “revelação” da própria Santa.

Filomena teria sido filha de um rei da Grécia, que se converteu ao cristianismo e, por isso, tornou-se pai. Aos 13 anos, ela se consagrou a Deus com o voto de castidade virginal. Ao mesmo tempo, o imperador Diocleciano declarara guerra ao seu pai: a família foi obrigada a transferir-se para Roma para entabular um tratado de paz. O imperador apaixonou-se pela donzela; mas, ao rejeitar seu pedido, foi submetida a uma série de tormentos, dos quais sempre foi salva, até à decapitação definitiva. Duas âncoras, três flechas, uma palma e uma flor eram os símbolos representados nas lajes de terracota do cemitério de Priscila, que foram interpretados como símbolos do seu martírio. No entanto, um estudo mais aprofundado dos achados arqueológicos constatou a ausência da escrita martyr, fazendo decair a possibilidade da sua morte por martírio. Sobre a ampola, encontrada ao lado dos restos mortais, foi comprovado, outrossim, que o líquido contido não era sangue, mas perfumes típicos das sepulturas dos primeiros cristãos. Enfim, o corpo era de uma donzela, morta no século IV, sobre cujo sepulcro foram colocadas lajes, com inscrições de um sepulcro antecedente.

A Sagrada Congregação dos Ritos, por ocasião da Reforma Litúrgica dos anos 60, eliminou o nome de Filomena do calendário. Porém, seu culto permaneceu.

A Devoção continua

A “Santinha” de Cura D’Ars, como muitos chamavam Santa Filomena, foi venerada, de modo particular, por São Pio de Pietrelcina, desde criança. Ele a chamava “princesinha do Paraíso” e, a quem ousava colocar em discussão a sua existência, ele respondia que suas dúvidas eram fruto do demônio, e repetia: “Pode ser que não se chamava Filomena! Mas, esta Santa fez muitos milagres e não foi seu nome a realizá-los”. Ainda hoje, Filomena intercede por muitas almas e numerosos fiéis vão rezar diante dos seus restos mortais.

Santa Filomena é considerada protetora dos aflitos e dos jovens esposos; muitas vezes, proporcionou a alegria da maternidade a mães estéreis.


Vatican News

São Ponciano e Santo Hipólito

Conheça a história dos Santos Ponciano e Hipólito
Canção Nova

O imperador Severo aceitou a diversidade religiosa no império. Entretanto, na própria Igreja surgiram divisões. Ponciano e Hipólito viveram em Roma no século III. Estes dois homens foram envolvidos por um cisma na Igreja. Ambos se consideravam papas. 

São Hipólito foi um dos escritores mais destacados da Igreja de Roma dos primeiros séculos. Presbítero da Igreja de Roma, entrou em conflito com o papa Calixto, dizendo que o novo papa não considerava a legislação sobre o casamento e a penitência e estava abandonando a tradição apostólica. Descontente com o comando da Igreja, proclamou-se papa ao lado de Ponciano, sucessor imediato de Calixto.

Em 230, com a morte de Severo, sobe ao trono o imperador Maximino que retoma a perseguição religiosa. Imediatamente deportou os dois papas para minas de trabalhos forçados, na Sardenha. Lá eles morreram martirizados.

Ponciano foi o primeiro Papa a ser deportado. Era um fato novo para a Igreja, que ele administrou com sabedoria e sagacidade e muita humildade. Para que seu rebanho não ficasse sem pastor, renunciou ao Trono de Pedro, tornando-se também o primeiro Papa da Igreja a usar este recurso extremo.

Este gesto comoveu Hipólito, que percebeu o sincero zelo apostólico de Ponciano. Por isto, também renunciou o seu posto, interrompendo o prolongado cisma e se reconciliou com a Igreja de Roma, antes de morrer, em 235, no mesmo ano que Ponciano.

Os corpos destes dois mártires foram trasladados para Roma, onde estão sepultados.

Colaboração: Padre Evaldo César de Souza, CSsR

Reflexão
A história dos santos de hoje mostra que mesmo as fragilidades humanas podem resultar em santidade. Mesmo sendo adversários, Hipólito e Ponciano foram agraciados com a conversão e tornaram-se santos da Igreja. Hipólito, mesmo na sua radicalidade, reconheceu a eleição legítima do papa Ponciano, devido a manifestação de profundo zelo pastoral daquele papa. Martirizados juntos, proclamaram, em uníssono, o amor radical a Jesus Cristo.

Oração
Deus eterno e todo-poderoso, quiseste que São Ponciano e Hipólito governasse todo o vosso povo, servindo-o pela palavra e pelo exemplo. Guardai, por suas preces, os pastores de vossa Igreja e as ovelhas a eles confiadas, guiando-os no caminho da salvação. Por Nosso Senhor Jesus Cristo, vosso filho, na unidade do Espírito Santo. Amém.

 

10 dados marcantes da vida de Irmã Dulce, primeira santa brasileira

Santa Dulce dos Pobres / Foto: OSID

REDAÇÃO CENTRAL, 13 ago. 20 / 06:00 am (ACI).- “No amor e na fé encontraremos as forças necessárias para a nossa missão”, dizia Santa Dulce dos Pobres, primeira santa nascida no Brasil, cuja memória é recordada neste 13 de agosto.

A seguir, apresentamos 10 dados marcantes da vida desta religiosa que é também conhecida como o Anjo Bom do Brasil.

1. Desde criança, praticou a caridade

O amor pelo próximo e a prática da caridade fizeram parte da vida de Irmã Dulce desde a infância. Conta-se que, aos 13 anos, a menina começou a acolher em sua casa mendigos e doentes e transformou a sua residência em um centro de atendimento.

Muitos se aglomeravam na porta da casa para receber a ajuda da pequena e, por este motivo, o local ficou conhecido como “A Portaria de São Francisco”.

2. Era professora

Antes de ingressar na vida religiosa, Irmã Dulce se formou professora pela Escola Normal da Bahia, em 9 de dezembro de 1932. No ano seguinte, entrou na Congregação das Irmãs Missionárias da Imaculada Conceição da Mãe de Deus e, sua primeira missão como freira foi ensinar em um colégio mantido pela sua congregação.

3. Adotou o nome Dulce em homenagem à sua mãe

Ainda muito cedo, quando tinha apenas 7 anos, Santa Dulce (cujo nome de batismo era Maria Rita de Souza Brito Lopes Pontes) perdeu sua mãe, Dulce Maria, a qual tinha 26 anos.

Mais tarde, quando ingressou na Congregação das Irmãs Missionárias da Imaculada Conceição da Mãe de Deus, em 1933, e recebeu o seu hábito, adotou o nome Irmã Dulce, em homenagem à sua mãe.

4. Era devota de Santo Antônio

Após a canonização de Irmã Dulce, ocorrida em 13 de outubro de 2019, o então Arcebispo de Salvador e Primaz do Brasil, Dom Murilo Krieger, presidiu uma Missa no dia seguinte na Igreja de Santo Antônio dos Portugueses, em Roma.

O local foi escolhido devido à grande devoção que Irmã Dulce tinha por Santo Antônio. “Era realmente um amigo que ela tinha, um confidente, e ao mesmo tempo, a quem ela recorria em suas necessidades”, sublinhou o Prelado.

De fato, Santo Antônio sempre teve um lugar especial na vida da religiosa, desde sua infância. Era ao santo que ela recorria nos momentos de angústia, desespero e também para solicitar a concretização de algum projeto. Chamava-o, inclusive, de seu “tesoureiro”.

De acordo com o site da Arquidiocese de Salvador (BA), ainda na infância, ela costumava decorar o altar do santo.

Além disso, atualmente pertence ao acervo do Memorial Irmã Dulce uma imagem de Santo Antônio do século XIX, que pertenceu ao avô da religiosa, o advogado Manoel Lopes Pontes, diante da qual a família dela costumava fazer seus pedidos e orações.

5. Construiu o maior hospital da Bahia a partir de um galinheiro

Na década de 1930, Ir. Dulce começou um trabalho assistencial nas comunidades carentes, sobretudo nos Alagados, conjunto de palafitas que se consolidara na parte interna do bairro de Itapagipe, em Salvador (BA).

Conta o site das Obras Sociais Irmã Dulce (OSID) que, em 1939, a religiosa invadiu cinco casas na Ilha dos Ratos, para abrigar os doentes que recolhia nas ruas de Salvador. Foi expulsa do lugar e precisou peregrinar durante uma década, levando os seus doentes por vários locais da cidade.

Em 1949, ocupou um galinheiro ao lado do Convento de Santa Antônio, após a autorização da sua superiora, com os primeiros 70 doentes. Hoje, no local, está o Hospital Santo Antônio, o maior da Bahia.

Segundo assinala OSID, esta iniciativa da religiosa “deu origem à tradição propagada há décadas pelo povo baiano de que a freira construiu o maior hospital da Bahia a partir de um simples galinheiro”.

6. Durante 30 anos, dormiu em uma cadeira de madeira

No Memorial Irmã Dulce também se encontra o quarto da religiosa, onde está a cadeira de madeira na qual ela dormiu por cerca de 30 anos, em razão de uma promessa.

Em 1955, a irmã da santa brasileira, também chamada Dulce, passou por uma gravidez de alto risco e a religiosa rezou por sua saúde e recuperação. Assim, durante três décadas, dormiu na cadeira para pagar sua promessa e agradecer pela recuperação de sua irmã, mesmo enfrentando muitas dificuldades, devido a um enfisema pulmonar.

Irmã Dulce só deixou de dormir na cadeira de madeira em 1985, aos 71 anos, após ser convencida por seus médicos a voltar a ter seu descanso noturno na cama, devido ao seu estado de saúde.

7. Enfrentou graves problemas respiratórios

Conforme assinala OSID, nos últimos 30 anos de sua vida, a religiosa viveu com 70% da capacidade respiratório comprometida. Entretanto, isso “não impediu que ela construísse e mantivesse uma das maiores e mais respeitadas instituições filantrópicas do país, uma verdadeira obra de amor aos pobres e doentes”.

8. Foi indicada ao Prêmio Nobel da Paz

As obras da Irmã Dulce receberam diversos apoios e reconhecimentos. Tanto que, em 1988, a religiosa foi indicada ao Prêmio Nobel da Paz pelo então presidente do Brasil, José Sarney, com o apoio da Rainha Sílvia, da Suécia.

9. Teve dois encontros com São João Paulo II

Irmã Dulce encontrou com o Papa São João Paulo II em duas ocasiões em que o Pontífice visitou o Brasil. A primeira foi em 7 de julho de 1980, quando o então Papa visitou pela primeira vez o Brasil.

O segundo encontro aconteceu em 20 de outubro de 1991. Nesta ocasião, João Paulo II quebrou o protocolo de sua agenda e fez questão de visitar Ir. Dulce, que já estava com a saúde debilitada, no Convento Santo Antônio. Cinco meses depois desta visita, em 13 de março de 1992, o Anjo Bom do Brasil faleceu.

10. Sua canonização foi uma das mais rápidas da história recente da Igreja

No dia 13 de outubro de 2019, Irmã Dulce se tornou a primeira mulher nascida no Brasil a ter seu nome inscrito no livro dos santos, apenas 27 anos após seu falecimento.

Segundo destaca o site Obras Sociais da Irmã Dulce (OSID), sua canonização foi a terceira mais rápida da história recente da Igreja, “atrás apenas da santificação do Papa João Paulo II (9 anos após sua morte) e de Madre Teresa de Calcutá (19 anos após o falecimento da religiosa)”.

Vale recordar que os mais rápidos da história dos santos lusófonos seguem sendo o de Santo Antônio de Lisboa (ou Santo Antônio de Pádua), canonizado 11 meses após seu falecimento no dia 30 de maio de 1232, e São Teotônio, canonizado 1 ano depois de sua morte ocorrida em 1162 pelo Papa Alexandre III.

ACI Digital 

Hoje é celebrada Santa Dulce dos Pobres, o Anjo Bom do Brasil

ACI Digital

REDAÇÃO CENTRAL, 13 ago. 20 / 05:00 am (ACI).- Neste dia 13 de agosto é celebrada pela primeira vez após a festa de Santa Dulce dos Pobres, a religiosa baiana que dedicou sua vida ao serviço aos pobres e doentes e que foi canonizada no dia 13 de outubro de 2019 pelo Papa Francisco, no Vaticano.

O 13 de agosto foi escolhido como o dia oficial da festa litúrgica da religiosa conhecida como Anjo Bom do Brasil porque foi nesta mesma data, em 1933, na Congregação das Irmãs Missionárias da Imaculada Conceição da Mãe de Deus, em Sergipe, que Maria Rita de Souza Brito Lopes Pontes, aos 19 anos de idade, recebeu o hábito de freira e adotou, em homenagem à sua mãe, o nome de Irmã Dulce.

Segunda filha do dentista Augusto Lopes Pontes e de Dulce Maria de Souza Brito Lopes Pontes, a pequena Maria Rita nasceu em 26 de maio de 1914, na capital baiana. Perdeu sua mãe aos sete anos de idade.

Desde cedo, começou a manifestar seu interesse pela vida religiosa. Aos 13 anos, passou a acolher mendigos e doentes em sua casa, transformando a residência da família em um centro de atendimento. A casa ficou conhecida como ‘A Portaria de São Francisco’, devido ao grande número de carentes que se aglomeravam à sua porta. Nessa época, expressou pela primeira vez o desejo de se dedicar à vida religiosa.

Entrou para a Congregação das Irmãs Missionárias da Imaculada Conceição da Mãe de Deus, na cidade de São Cristóvão, em Sergipe, em fevereiro 1933, tendo recebido o hábito agosto do mesmo ano, quando passou a ser chamada Irmã Dulce.

Sempre com muita fé, amor e serviço, o Anjo Bom iniciou na década de 1930 um trabalho assistencial nas comunidades carentes, sobretudo nos Alagados, conjunto de palafitas que se consolidara na parte interna do bairro de Itapagipe, na capital baiana.

Em 1939, Irmã Dulce invadiu cinco casas na Ilha dos Ratos, para abrigar os doentes que recolhia nas ruas de Salvador. Expulsa do lugar, peregrinou durante uma década, levando os seus doentes por vários locais da cidade. Até que em 1949, ocupou um galinheiro ao lado do convento, após a autorização da sua superiora, com os primeiros 70 doentes.

Esta iniciativa deu início à criação das Obras Sociais Irmã Dulce, instituição considerada hoje um dos maiores complexos de saúde pública do país, com cerca de quatro milhões de atendimentos ambulatoriais por ano.

“Quando nenhum hospital quiser aceitar algum paciente, nós aceitaremos. Esta é a última porta e por isso eu não posso fechá-la”, disse Irmã Dulce.

Em 1988, foi indicada pelo então presidente da República, José Sarney, com o apoio da Rainha Sílvia, da Suécia, para o Prêmio Nobel da Paz.

A religiosa também teve dois grandes momentos de sua vida ao lado de São João Paulo II. Em 7 de julho de 1980, encontrou-se com o então Papa que visitava pela primeira vez o Brasil. Na ocasião, ouviu dele o incentivo para prosseguir com a sua obra.

Os dois voltaram a se encontrar em 20 de outubro de 1991, na segunda visita do Sumo Pontífice ao Brasil. João Paulo II fez questão de quebrar o rigor da sua agenda e foi ao Convento Santo Antônio visitar a religiosa baiana, cuja saúde já se encontrava bastante debilitada em função de problemas respiratórios.

Cinco meses depois, no dia 13 de março de 1992, o Anjo Bom do Brasil faleceu, aos 77 anos.

Em janeiro de 2000, teve início o processo de canonização de Irmã Dulce. Em 2010, a Congregação para a Causa dos Santos reconheceu a autenticidade de um milagre atribuído à religiosa, que levou à sua beatificação em 22 de maio de 2011. Trata-se do caso de Claudia Cristina dos Santos, ocorrido em Itabaiana, em Sergipe.

Após dar à luz seu filho, Gabriel, a mulher sofreu uma forte hemorragia, durante 18 horas, tendo sido submetida a três cirurgias. Diante da gravidade do quadro, os familiares chamaram Padre José Almí para ministrar a unção dos enfermos. O sacerdote decidiu fazer uma corrente de oração pedindo a intercessão de Irmã Dulce e deu a Cláudia uma pequena relíquia da Bem-Aventurada. A hemorragia cessou subitamente.

E, em 13 de outubro de 2019, a religiosa foi canonizada pelo Papa Francisco, no Vaticano, após o reconhecimento da cura milagrosa de um homem após 14 anos cego.

O maestro José Maurício Bragança Moreira ficou cego durante 14 anos por conta de um glaucoma. Em 2014, voltou a enxergar, após rezar pedindo à intercessão de Ir. Dulce dos Pobres.

Fonte: ACI Digital 

quarta-feira, 12 de agosto de 2020

Joe Biden escolhe candidata pró-aborto para a vice-presidência dos Estados Unidos

Kamala Harris. Crédito: Flickr Steve Rhodes (CC BY-NC-ND 2.0)

WASHINGTON DC, 12 ago. 20 / 11:10 am (ACI).- O candidato democrata à presidência dos Estados Unidos, Joe Biden, anunciou nesta terça-feira, por meio de sua conta no Twitter, que escolheu como candidata à vice-presidência a senadora californiana Kamala Harris, que promove o aborto legal e a legalização de maconha.

Harris é a primeira mulher negra a ser escolhida candidata à vice-presidência em um dos partidos majoritários dos Estados Unidos. Sua mãe nasceu na Índia e seu pai na Jamaica. Como defensora do aborto legal, pressionou Biden nesta direção nos últimos meses.

Biden comentou que quando Harris serviu como procuradora-geral do estado da Califórnia, compartilhou funções com seu filho falecido Beau Biden. “Ele a viu enfrentar os grandes bancos, ajudar os trabalhadores e proteger mulheres e crianças de abusos. Estava orgulhoso dela na época e estou agora, por tê-la como parceira nesta campanha", disse Joe Biden.

Antes de sua escolha nesta terça-feira, Harris foi manchete por seus inúmeros ataques a Biden. Criticava-o especialmente por apoiar a Emenda Hyde, que impede o uso de fundos federais para o aborto.

Biden apoiou essa emenda por mais de quatro décadas. Mudou sua postura em junho de 2019, apenas um dia depois de reafirmar seu apoio a essa política. Harris destacou isso durante um debate, comentando que a postura contrária à emenda "teve um impacto em muitas mulheres em nosso país".

Em abril de 2019, Harris disse que acreditava nas mulheres que acusaram Biden de má conduta sexual durante seu mandato no Senado e como vice-presidente de Barack Obama.

“Eu acredito nelas e respeito que sejam capazes de contar suas histórias, assim como por terem a coragem de fazê-lo”, disse Harris em um evento em Nevada. Biden negou ter agido "inadequadamente" com as mulheres.

Harris atuou no Senado como membro do Comitê Judiciário, responsável por vetar candidatos para cargos federais. Em 2018, questionou a idoneidade de um candidato por pertencer à Ordem dos Cavaleiros de Colombo, uma das maiores instituições católicas de caridade do mundo.

Em dezembro de 2018, Harris e a senadora Mazie Hirono examinaram o candidato Brian C. Buescher, um advogado de Omaha indicado pelo presidente Donald Trump para presidir o Tribunal Distrital do Distrito de Nebraska.

Harris também apoiou a legalização da maconha em 2018, embora durante um debate em julho, o deputado Tulsi Gabbard tenha assinalado que, como procuradora-geral, Harris enviou "mais de 1.500 pessoas para a prisão por violações com maconha", mas riu do tema quando admitiu em uma entrevista ter usado a droga.

Publicado originalmente em CNA.

ACI Digital

 

Documentário reflete sobre a situação da Igreja em tempo de pandemia

Cartaz do documentário Igreja e Pandemia / Crédito: Divulgação

REDAÇÃO CENTRAL, 12 ago. 20 / 12:51 pm (ACI).- Com a pandemia do coronavírus, uma forma de prevenção adotada tem sido o isolamento social e, com isso, também a Igreja Católica sofreu as consequências e teve que adotar diferentes medidas de segurança, entre as quais o fechamento dos templos ao público; esta é a questão abordada no documentário “Igreja e Pandemia”, lançado no último domingo.

Conforme observa a sinopse do documentário, a crise do coronavírus neste ano “levou a Igreja Católica a uma situação sem precedentes”, pois, “com as portas fechadas aos fiéis, pela primeira vez na história, por motivos sanitários, o exercício da religião ficou gravemente dificultado”.

“O que o passado nos ensina? Qual a posição do clero? O que esperar do futuro?”, estas são algumas questões que o documentário busca responder.

A obra é conta com direção Lucas Monachesi, formado em Comunicação Social e graduando em História, o qual também dirigiu o documentário “In Illo Tempore”, sobre a Missa Tridentina.

Embora tenha sido lançado no último domingo, 9 de agosto, no Youtube, “Igreja e Pandemia” já alcançou um grande público, contando com mais de 2 mil visualizações até o momento.

“Para um documentário independente, feito por poucas pessoas e que conta apenas com o compartilhamento espontâneo nas redes sociais é um resultado muito acima do que eu poderia imaginar”, expressou Monachesi, acrescentando que “muitos padres vieram elogiar o trabalho e muitos leigos se sentiram representados pelas falas contidas no filme”.

O diretor explicou que a principal motivação para esta obra “foi tentar fazer um retrato histórico da Igreja neste momento de pandemia”. Segundo ele, embora agora já aja “uma flexibilização maior”, quando a ideia surgiu, “em várias cidades as igrejas estavam completamente fechadas e isso foi algo que nunca ninguém presenciou na história da Igreja”.

“É uma situação completamente estranha e que pegou a Igreja de surpresa e deixou boa parte dos fiéis sem acesso à Eucaristia e aos demais sacramentos”, indicou o diretor, ao observar que, embora a grande mídia ressalte o problema sanitário e econômico, “esquecem completamente que o aspecto religioso é muito importante para várias pessoas”.

Além disso, Monachesi chamou a atenção para outro aspecto que sofreu impactos devido à pandemia, a questão financeira das igrejas, “que dependem muito de doações e dízimos para se sustentarem” e “começaram a ter problemas para pagar as suas contas” e também com relação a suas ações caritativas.

Nesse sentido, pontuou, o documentário tenta “mostrar às pessoas que a Igreja é importante sim e que a presença física nos sacramentos é de fundamental importância para os católicos”.

Segundo ele, as pessoas devem refletir “o quão importante é a fé e como que o fechamento total das igrejas afetou o espírito das pessoas e até mesmo a vida financeira das paróquias”.

O diretor explicou ainda que, no documentário, buscaram “abordar o problema de como a Igreja foi afetada com esta pandemia de uma maneira respeitosa, sabendo que no atual momento da nossa história, não basta a Igreja querer, é preciso que o poder público ceda e entenda que religião é importante e é um dos serviços mais essenciais à vida humana”.

Para esta obra, foram entrevistados “dois leigos bastante envolvidos com as suas paróquias, um padre diocesano, um padre oriental de rito greco-melquita, um monge beneditino e um arcebispo”. Assim, declarou Monachesi, “tentamos mostrar visões diferentes do problema, mas que convergem para um objetivo comum, que é o sentido real da Eucaristia para os católicos”.

Para assistir ao documentário “Igreja e Pandemia”, acesse AQUI.

ACI Digital 

A história por trás da Virgem Maria abraçando um bebê ainda não nascido

ANA LAURA SALAZAR OROZCO
Facebook | Ana Laura Salazar Orozco
por Jesús V. Picón

O testemunho para a Aleteia de Ana Laura Salazar Orozco, a artista responsável pela obra “Maria, Mãe da Vida”.

Clique aqui para abrir a galeria de fotos

Sempre sonhei com o rosto mais bonito do universo, porque sei que esse rosto é o da Virgem Maria, a Mãe de Deus, nosso Senhor. Nunca o vi, apenas o imagino e percebo através de esculturas e pinturas. Meu maior desejo é que, quando eu morrer, a primeira coisa que eu veja seja aquele lindo rosto.

Acabo de ver uma pintura da Virgem Maria. Esta imagem viralizou nas redes sociais devido à descriminalização do aborto no México. Para surpresa de todos, o que parecia perdido foi ganho, pois a Suprema Corte de Justiça da Nação deu um “sim” à vida e um “não” ao aborto.

Para muitos, foi um milagre; para outros, apenas questões jurídicas. Para mim, foram as mãos amorosas da Virgem, que interveio pelos seus filhos mais indefesos.

Na pintura que menciono, a Virgem Maria está segurando um pequeno bebê nas mãos. Esta obra de arte denota a ternura da Virgem Santíssima quando toma nas mãos a criaturinha e a beija com amor. A vida está protegida por Nossa Senhora, a vida triunfou! A beleza, a doçura desta rainha celestial está perfeitamente capturada nesta pintura, e isso nos dá paz, enche de alegria.

É verdade que a autora da pintura representa bebês em risco de aborto, mas também há outra coisa: representa um acontecimento doloroso que a artista Ana Laura Salazar Orozco viveu na sua própria pele, e que ela própria relata nas suas redes sociais, e depois na entrevista que ele nos concedeu.

Você é católica, Ana Laura? Como sua fé em Deus influencia suas esplêndidas obras religiosas? Deus significa muito para você?

Sim, totalmente. Meus pais eram católicos praticantes e sempre ensinaram a para nós. Cresci vivendo fortemente a fé em minha família. E procurei um marido católico, para que pudéssemos continuar com os mesmos valores na educação da família.

A certa altura da minha vida, senti que devia fortalecer meu amor por Nossa Senhora, e disse ao Senhor: “Aumente o meu amor pela tua Mãe”. E acredito que agora é Ela que tem guiado meus passos.

Quando me pedem um trabalho religioso, eu medito, rezo e peço inspiração ao Espírito Santo; de fato, eu digo: “guia-me, mova os pincéis por mim”.

E me importa muito que as pessoas, ao verem minhas obras, sintam algo, e que seus corações se movam de alguma forma.

Agora me fale um pouco daquele seu quadro intitulado “Maria, Mãe da Vida”. Como tudo aconteceu?

Esta pintura foi criada aos poucos. Tive uma gravidez extrauterina; era meu quarto filho. Ele não foi salvo, obviamente, mas nós o batizamos e sempre o temos em mente. A perda do meu bebê realmente me machucou.

Mais tarde, como jovem mãe, fui convidada para ver um filme sobre como o aborto é horrível. Naquele filme real, eu realmente senti como se tivesse ouvido o bebê gritar quando estava sendo abortado. Alcançou o fundo da minha alma!

E agora, com tudo o que está se desenvolvendo em torno do aborto no mundo, comentei com uma irmã: “eu gostaria de fazer algo, uma pintura para combater o aborto”. E ela, sabendo disso, deu-me a figura de um pequeno feto feito de cerâmica, o que me impressionou; e cada vez que o via, orava para que uma alma, uma criancinha, fosse salva.

A ideia veio daí, vendo aquele bebê nas minhas mãos, falei pra mim mesma que ia pintar assim, porque cada bebê está nas mãos de Maria. Então pintei este quadro no início deste ano.

E as reproduções que vou fazer deste quadro, vou doar à pessoa que criou a associação VIFAC (dedicada a cuidar de mulheres em estado de vulnerabilidade durante a gravidez); e eu disse a ela: “Tudo o que eu obtiver nas reproduções vou doar para você”, e ela ficou muito grata.

E quando não foi aprovada essa lei que queria permitir o aborto no Estado de Veracruz (México), mandei a imagem do quadro para agradecer, e de repente viralizou, mas nunca imaginei isso. Fiquei impressionado com tudo isso, nada parecido jamais havia acontecido comigo.

Aleteia 

Ídolos

Ídolos
  • Autor: Ewerton Wagner Santos Caetano

Idolatria: acreditar em vários deuses iguais a Deus, dignos do mesmo culto que Deus.

Há apenas um Deus, um único fundamento de todas as coisas, absolutamente simples, transcendente, fora de qualquer gênero ou classificação (cf. Deuteronômio 6,4).

Na prática, a idolatria transfere para a criatura aquilo que é devido a Deus. O idólatra faz de um falso deus a sua razão de existir e sua esperança última.

O falso deus pode ser algo efetivamente existente ou um ideal na mente do idólatra.

Geralmente esse ideal é representado por um objeto físico através do qual o idólatra se dirige ao falso deus. Esse objeto é, estritamente falando, o ídolo.

O ídolo, na mente do idólatra, pode de algum modo conter ou controlar o falso deus. O culto idolátrico procura, através de sacrifícios, apaziguar e atrair a benevolência do falso deus para obtenção de algum benefício material ou espiritual.

Por outro lado, em sentido amplo, a idolatria pode significar a escolha de algum bem finito no lugar do Criador. Por exemplo, existe a idolatria do dinheiro, ou seja, a idolatria do poder de conquista de bens materiais (cf. Mateus 6,24).

Essa forma de idolatria é mais comum e especialmente tolerada em sociedades materialistas.

Outros ídolos: fama, poder político, o próprio país, algum indivíduo sobre o qual se projetam crenças e desejos impossíveis, o corpo saudável e belo, o conforto e o prazer, um futuro utópico em nome do qual se justificam os maiores crimes no presente.

O CULTO CATÓLICO AOS SANTOS E À SANTA VIRGEM

  • “Jesus lhes respondeu: ‘Não está escrito em vossa Lei: Eu disse: sois deuses? Se ela chama de deuses aqueles aos quais a palavra de deus foi dirigida – e a Escritura não pode ser anulada – àquele que o Pai consagrou e enviou ao mundo dizeis: ‘Blasfemas!’, porque disse: ‘Sou Filho de Deus!’’” (João 10,34-36).

A Igreja afirma que, em Cristo e pela ação do Espírito, somos todos chamados a ser participantes da vida divina:

  • “Pois que o seu divino poder nos deu todas as condições necessárias para a vida e para a piedade, mediante o conhecimento daquele que nos chamou pela sua própria glória e virtude. Por elas nos foram dadas as preciosas e grandíssimas promessas, a fim de que assim vos tornásseis participantes da natureza divina, depois de vos libertardes da corrupção que prevalece no mundo como resultado da concupiscência” (2Pedro 1,3-4).

Os santos são aqueles que alcançaram essa meta. Podemos dizer que os santos são “deiformes” por estarem perfeitamente unidos a Deus:

  • “Não rogo somente por eles, mas pelos que, por meio de sua palavra, crerão em mim: a fim de que todos sejam um. Como tu, Pai, estás em mim e eu em ti, que eles estejam em nós, para que o mundo creia que tu me enviaste. Eu lhes dei a glória que me deste para que sejam um, como nós somos um: Eu neles e tu em mim, para que sejam perfeitos na unidade e para que o mundo reconheça que me enviaste e os amaste como amaste a mim. Pai, aqueles que me deste quero que, onde eu estou, também eles estejam comigo, para que contemplem minha glória, que me deste, porque me amaste antes da fundação do mundo” (João 17,20-24).

Mas os santos não são “divinos” por essência ou natureza. Seguem sendo apenas criaturas.

Essa “deificação”, de fato, não os torna “iguais” a Deus. Os santos dependem de Deus quanto ao ser e quanto ao seu poder de ação no mundo.

O culto que se dá aos santos, portanto, não é, de modo algum, o mesmo culto que é dado a Deus (cf. Apocalipse 22,8s).

A Igreja distingue: o culto a Deus é absoluto e último. Apenas Deus é Deus. A Ele damos tudo e sacrificamos tudo. Só Ele merece a verdadeira adoração (“latria”).

Já o culto aos santos é inteiramente relativo a Deus, que é fonte de sua bondade e santidade. A eles prestamos reverência, damos o justo louvor e pedimos seu auxílio em nossas necessidades, já que são intercessores queridos por um Deus que aprecia o uso de instrumentos para causar o bem (cf. Lucas 10,16).

A veneração dos santos é denominada “dulia” na teologia católica.

A distinção entre “latria” e “dulia” é absoluta no catolicismo.

Aos santos propriamente não damos todo o nosso ser nem tudo o que temos em sacrifício, embora seja justo, no caso particular da Santíssima Virgem, oferecer tudo a Deus por meio dela, já que Ele o fez por nós do mesmo modo (cf. Gálatas 4,4).

Aliás, a Santíssima Virgem é um caso particular de dulia. Ela é digna da dulia máxima, hiperdulia, ou seja, ela está, sozinha, acima de todos os anjos e santos, unida estreitamente a cada pessoa da Santíssima Trindade (cf. Lucas 1,27-38).

Ainda assim, a Santíssima Virgem é um grão infinitesimal e invisível diante da glória da Trindade.

Portanto, na doutrina católica sobre o culto aos santos, aos anjos e à Santíssima Virgem, não há o menor traço do pecado de idolatria apontado pelos protestantes.

Por outro lado, cabe especialmente aos pastores (padres, bispos) orientar os fiéis para que tenham sempre em mente em seus atos de piedade e devoção aos santos que eles, os santos, são meros instrumentos de Deus, que eles não substituem a Deus e que a alegria deles é ajudar as almas a alcançarem a Vida Eterna em Deus.

  • “Quem a Deus tem, nada lhe falta, pois só Deus basta” (Santa Teresa de Ávila).
Veritatis Splendor

Pe. Manuel Pérez Candela

Pe. Manuel Pérez Candela
Pároco da Paróquia Nossa Senhora da Imaculada Conceição - Sobradinho/DF