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domingo, 16 de agosto de 2020

Hoje começa a Quaresma de São Miguel Arcanjo

São Miguel Arcanjo//ACI Digital

REDAÇÃO CENTRAL, 15 ago. 20 / 07:00 am (ACI).- Neste dia em que a Igreja celebra a Solenidade da Assunção de Maria, começa também a Quaresma de São Miguel, a qual surgiu por inspiração de São Francisco de Assis e se conclui no dia 29 de setembro, com a festa dos Santos Arcanjos.

Em artigo no site de Padre Paulo Ricardo por ocasião do início desta Quaresma em 2017, explica-se que o surgimento desta Quaresma remete à Idade Média, quando São Francisco de Assis, “achando muito longa a distância entre o Advento e 

a Quaresma, os dois períodos litúrgicos tradicionalmente dedicados à penitência e ao jejum, decidiu praticar um novo tempo de mortificações em honra ao príncipe da milícia celeste, São Miguel Arcanjo”.

A partir de então, começou a se tornar muito popular, “embora não esteja prevista no calendário litúrgico da Igreja”.

Este ciclo de quarenta dias de penitência, sem contar os domingos, começa exatamente em 15 de agosto, na Assunção da Santíssima Virgem Maria, e se encerra em 29 de setembro, festa dos Santos Arcanjos, o que remete a uma narrativa do Apocalipse.

“É interessante notar – indica o artigo – que o relato do capítulo 12 do livro do Apocalipse faz uma descrição exata da Quaresma de São Miguel, apresentando, em primeiro lugar, a ‘Mulher vestida de Sol’ e, por último, a vitória de São Miguel contra o dragão”.

Entretanto, lamenta-se que, “infelizmente, algumas pessoas vivem a Quaresma de São Miguel como uma superstição”, achando que basta “acender uma vela” ao Santo Arcanjo para “converter, por exemplo, alma de seus familiares”.

“Essas pessoas se esquecem da liberdade humana e que Deus jamais irá intervir no coração de alguém sem que esse mesmo alguém permita. Na verdade, a infalibilidade da Quaresma de São Miguel depende da disposição interior da pessoa que a está rezando, já que essa pessoa é a primeira que deve receber as graças dessa devoção”, acrescenta.

Nesse sentido, explica que o segredo desta Quaresma é “a humildade”. “Não é à toa que ela se inicia com a assunção de Nossa Senhora e se encerra com a festa de S. Miguel, as duas criaturas que, na ordem da graça, deram um grande testemunho de humildade diante de Deus”, explica.

“Maria e Miguel mostram que o caminho da perfeição deve ser trilhado pela via da humildade” e “venceram o dragão pelo sangue do Cordeiro porque se dispuseram a cumprir tudo o que Ele lhes dissera”.

Assim, acrescenta, também “nós precisamos recorrer ao auxílio divino, à intercessão dos anjos, de Nossa Senhora e do sangue do Cordeiro, caso queiramos vencer a batalha contra o diabo”.

A seguir, confira a Quaresma de São Miguel, disponibilizada pela site da Comunidade Canção Nova:

Todos os dias:

– Acender uma vela benta.
– Oferecer uma penitência.
– Fazer o sinal-da-cruz.
– Rezar a oração inicial.
– Rezar a Ladainha de São Miguel

Oração inicial:

São Miguel Arcanjo, defendei-nos no combate, sede nosso refúgio contra a maldade e as ciladas do demônio! Ordene-lhe Deus, instantemente o pedimos; e vós, príncipe da milícia celeste, pela virtude divina, precipitai ao inferno a Satanás e a todos os espíritos malignos, que andam pelo mundo para perder as almas. Amém.

Sacratíssimo Coração de Jesus! (três vezes)

Ladainha de São Miguel

Senhor, tende piedade de nós;
Jesus Cristo, tende piedade de nós;
Senhor, tende piedade de nós;
Jesus Cristo, ouvi-nos;
Jesus Cristo, atendei-nos!

Pai Celeste, que sois Deus, tende piedade de nós;
Filho Redentor do mundo, que sois Deus, tende piedade de nós;
Espírito Santo, que sois Deus, tende piedade de nós;
Santíssima Trindade, que sois um só Deus, tende piedade de nós.

Santa Maria, Rainha dos Anjos, rogai por nós;
São Miguel, rogai por nós;
São Miguel, cheio da graça de Deus, rogai por nós;
São Miguel, perfeito adorador do Verbo Divino, rogai por nós;
São Miguel, coroado de honra e de glória, rogai por nós;
São Miguel, poderosíssimo Príncipe dos exércitos do Senhor, rogai por nós;
São Miguel, porta-estandarte da Santíssima Trindade, rogai por nós;
São Miguel, guardião do Paraíso, rogai por nós;
São Miguel, guia e consolador do povo israelita, rogai por nós;
São Miguel, esplendor e fortaleza da Igreja militante, rogai por nós;
São Miguel, honra e alegria da Igreja triunfante, rogai por nós;
São Miguel, luz dos Anjos, rogai por nós;
São Miguel, baluarte da verdadeira fé, rogai por nós;
São Miguel, força dos que combatem sob o estandarte da Cruz, rogai por nós;
São Miguel, luz e confiança das almas no último momento da vida, rogai por nós;
São Miguel, socorro muito certo, rogai por nós;
São Miguel, nosso auxílio em todas as adversidades, rogai por nós;
São Miguel, mensageiro da sentença eterna, rogai por nós;
São Miguel, consolador das almas do Purgatório, rogai por nós;
São Miguel, a quem o Senhor incumbiu de receber as almas depois da morte, rogai por nós;
São Miguel, nosso Príncipe, rogai por nós;
São Miguel, nosso Advogado rogai por nós!

Cordeiro de Deus que tirais o pecado do mundo, perdoai-nos Senhor;
Cordeiro de Deus que tirais o pecado do mundo, ouvi-nos Senhor;
Cordeiro de Deus que tirais o pecado do mundo, tende piedade de nós, Senhor.

– Jesus Cristo, ouvi-nos.
– Jesus Cristo, atendei-nos.
– Rogai por nós glorioso São Miguel, Príncipe da Igreja de Jesus Cristo.
– Para que sejamos dignos das Suas promessas. Amém!

Oremos

Senhor Jesus Cristo, santificai-nos por uma bênção sempre nova e concedei-nos, por intercessão de São Miguel, a sabedoria que nos ensina a ajuntar riquezas no Céu e a trocar os bens do tempo presente pelos bens eternos. Vós que viveis e reinais por todos os séculos dos séculos. Amém!

Confira também:

ACI Digital  

“Houve uma batalha no céu”: a história de São Miguel Arcanjo e os anjos caídos

Saint Michael
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O que sabemos sobre o poderoso Arcanjo Miguel, a partir do relato do Apocalipse sobre a queda dos anjos rebeldes capitaneados por Lúcifer.

São Miguel Arcanjo é, provavelmente, o mais famoso dos guerreiros de Deus contra o mal, especialmente o mal personificado no anjo rebelde Lúcifer, que optou por afastar-se eternamente do Criador. O que conhecemos sobre essa grande “batalha no céu” é condensado no seguinte excerto de um texto publicado pelo site do Pe. Paulo Ricardo a propósito da Quaresma de São Miguel.

São Miguel e o auxílio dos anjos

De uma forma geral, o nosso relacionamento com os anjos, essas criaturas de Deus, é bastante desleixado: agimos, muitas vezes, como se os anjos sequer existissem. E, no entanto, eles verdadeiramente existem: são uma criação extraordinária de Deus, situada, hierarquicamente, entre o homem e Deus.

Eles são puramente espirituais, não têm corpo, mas também estão a serviço de Deus e são muito mais poderosos e gloriosos que os homens, estando alguns ordenados para o auxílio dos seres humanos.

Dispostos em hierarquia, os anjos que estão em contato com os homens são os das miríades inferiores, como, por exemplo, os arcanjos, que constituem o segundo coro angélico. É nesse nível que se encontra São Miguel Arcanjo, cuja celebração acontece no dia 29 de setembro.

Saint Michel terrassant le Démon
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Saint Michel terrassant le Démon, de Guido Reni, Notre-Dame de la Conception des Capucins, Rome (Italie).

São Miguel e os anjos caídos

A história desse arcanjo está ligada ao relato da queda dos anjos. Deus criou-os, antes mesmo da criação do mundo, inseridos, de algum modo, no tempo, e ofereceu-lhes uma ocasião para demonstrar o seu amor.

É importante lembrar que, quando Deus criou os anjos, eles não estavam em Sua presença. Ele revelava-se a eles de alguma forma, mas não era um contato face a face, pois isso obstruiria a liberdade angélica: Deus é uma verdade tão atraente que, uma vez contemplada, elimina a capacidade das criaturas de escolher.

Então, certa vez, para testar o seu amor, Deus deu-lhes uma provação. Sabe-se disso pela Tradição, mas também pelo ministério dos exorcistas, que expõe que certas ideias são insuportáveis ao demônio, a saber: a encarnação do Verbo divino, o seu aniquilamento na Cruz e, por fim, a posição de primazia de Nossa Senhora entre todas as criaturas.

Foi por tais ideias que Lúcifer – um anjo cheio de glória e beleza –, juntamente com um terço dos anjos, decaiu. O relato da batalha travada no Céu por essa ocasião está resumida no livro do Apocalipse de São João:

“Houve uma batalha no céu. Miguel e seus anjos tiveram de combater o Dragão. O Dragão e seus anjos travaram combate, mas não prevaleceram. E já não houve lugar no céu para eles. Foi então precipitado o grande Dragão, a primitiva Serpente, chamado Demônio e Satanás, o sedutor do mundo inteiro. Foi precipitado na terra, e com eles os seus anjos” (Ap 12, 7-9).

SAINT MICHAEL
Eugène Delacroix | Public Domain

O relato de um exorcista

O padre exorcista espanhol José Antonio Fortea, no livro “História do mundo dos anjos“, destrincha essa impressionante história, colocando a rica teologia angélica dentro de uma obra literária. Para explicar por que São Miguel, mesmo sendo de uma hierarquia inferior, é aclamado como “príncipe da milícia celeste”, ele coloca na boca de um anjo a seguinte narração:

“Dentre os anjos fiéis a Deus, no meio de todas essas lutas houve um que se destacou. Não se tratava de um anjo superior, mas o seu amor era superior. Foi ele quem manteve mais viva a chama da fidelidade nos piores momentos da batalha, quando tudo estava escuro e parecia que a metade dos anjos iriam se rebelar. Foi destacado no bem e a sua fé iluminou a muitos. Foi ele quem no momento mais escuro, na hora mais terrível no qual as multidões começaram a duvidar, no meio do inicial silêncio geral gritou:

– Quem como Deus!

Foi assim que ficou o seu nome: Mika-El, Miguel. O lutador infatigável e invencível. Miguel continuava a se destacar como guerreiro. A luz do seu veemente amor iluminou a muitos que estavam confusos. O seu amor arrebatador derrubou a muitos que lutavam em favor do erro. Inclusive, aqueles que combatiam com Lúcifer reconheciam que nenhum dardo envenenado com suas razões, poderia penetrar a couraça da sua fé inquebrantável. No meio da dúvida, ele foi imbatível.

Ele é representado com uma couraça, mas ele não portava nenhuma couraça material. Tratava-se de uma couraça espiritual impenetrável às seduções lançadas pelo iníquos. A única arma dele era a espada da verdade, da verdade sobre Deus.

Miguel conhecia melhor a Deus que os inteligentes, porque ele amava mais. Por essa razão, aqueles que foram ao seu encontro, tiveram que recuar” (José Antonio Fortea. História do mundo dos anjos. Trad. Laura de Andrade. São Paulo: Palavra & Prece, 2012. p. 61-62).

SAINT MICHAEL
Public Domain

“Miguel conhecia melhor a Deus que os inteligentes, porque ele amava mais”. Mesmo sendo de hierarquia inferior, “o seu amor era superior”. Por isso, venceu as hostes inimigas que, embora tivessem como líder o regente dos coros angélicos, Lúcifer, por seu ódio, “tiveram que recuar”.

Mas, que as pessoas não se enganem, pensando que Deus pode perdoar o demônio. De fato, Ele ofereceu a reconciliação a Lúcifer, no tempo da provação, mas ele a rejeitou total e absolutamente. Ainda do livro de padre Fortea:

“Inesperadamente o onipotente Deus, Senhor de todas as coisas, falou. Dirigiu-se a Satanás. Todos sabiam que eram as últimas palavras que iria lhe dirigir.

‘Filho Meu, volta para Mim. Repito, esta é a última oportunidade. O Teu pecado não é maior que a Minha misericórdia. Fui grande ao criar o Céu, mas é maior Meu perdão. Se retornares e coras as tuas faltas, você será a joia do Céu. A luz da Minha compaixão perfeita resplandecerá em ti. Os milênios te contemplarão e Me glorificarão’.

Quão grande foi o Altíssimo ao lhe perdoar todo o seu mal. ‘Filho Meu, você será a joia da Minha misericórdia. Haverás de brilhar e ficarão atônitos os humanos que virão. Eles te olhando compreenderão que não há pecado que eu não possa perdoar. Você melhor do que ninguém poderá transmitir essa confiança ao caído. Você será um grande pregador, um grande intercessor que ao longo dos séculos me repetirá: se me perdoaste a mim, perdoa ele’.

(…)

O diabo ergueu a cabeça e com toda a frialdade respondeu:

– Jamais! Nunca me ajoelharei!

(…)

No mesmo momento que o Dragão ameaçou em se lançar de novo em direção ao mundo angélico, Miguel o arcanjo, desembainhou a espada e mostrou-a para ele. Satã deu um sorriso e com um gesto de desprezo deu um impulso para se jogar em direção das nuvens de anjos. Miguel, sem duvidar e com um gesto instantâneo, cravou-lhe a espada no coração. A Verdade enterrada no próprio coração do diabo teve um efeito fulminante. O imenso Dragão ficou como com seus pés colados ao chão, como se não pudesse levantá-los nenhum milímetro. Parecia que houvesse batido com um muro, essa espada era como uma muralha de granito” (José Antonio Fortea. História do mundo dos anjos. Trad. Laura de Andrade. São Paulo: Palavra & Prece, 2012. p. 89-90).

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A vida do homem na terra é uma luta. O combate que se travou no Céu continua no mundo dos homens. Invoquemos a intercessão de São Miguel Arcanjo, para que, assim como ele, sejamos destemidos e experimentemos, em nossas vidas, o primado de Deus.

 Aleteia

Na Belarus, bispos pedem fim da violência e lançam apelo ao diálogo

Todos os bispos católicos do país assinaram uma declaração dedicada à difícil situação surgida após a vitória do presidente Lukashenko nas eleições presidenciais, pelo sexto mandato consecutivo. Protestos, confrontos, prisões e duas vítimas. O apelo ao diálogo da Conferência Episcopal será lido em todas as igrejas.

Alina Tufani – Vatican News

A Conferência Episcopal da Belarus publicou em seu site oficial uma nota para enfatizar que os confrontos entre cidadãos e agentes de segurança do Estado criaram uma forte tensão social, levando a um conflito ativo com derramamento de sangue, numerosas vítimas físicas e morais, muitas das quais "pacíficas e inocentes". O apelo dos bispos ao diálogo é também um convite aos católicos da Belarus a se unirem na oração diária pelo país e por todas as pessoas.

"Há diversos dias há confrontos em nosso país entre cidadãos e forças da ordem. As eleições causaram tensões em nossa sociedade. Sangue foi derramado e muitas vítimas foram atingidas física e moralmente. Muitas delas são pessoas pacíficas e inocentes, de todas as idades. Nós, bispos católicos da Belarus, condenamos todo ato de violência cometido por um irmão contra outro irmão. Neste sentido, mais uma vez lançamos um apelo pelo fim das agressões e pelo diálogo, pelo bem de nossa sociedade como um todo”.

Neste domingo, 16 de agosto, as paróquias são convidadas a celebrar uma Santa Missa de intercessão pela Belarus e a ler uma oração especial dedicada à Mãe de Deus, Rainha da Belarus, para que - escrevem os bispos - “o amor transforme os conflitos armados em paz e a civilização da morte em uma civilização da vida":

“Que a busca do bem comum possa prevalecer sobre o egoísmo e a divisão. Que todos os que governam o nosso país possam ver em vocês o exemplo de um humilde Servo de Jesus Cristo e aprender a servir e reconhecer as necessidades dos seus cidadãos, para que a Belarus possa se tornar um lugar onde reine o amor, a verdade, justiça e paz."

Enquanto isso, hoje em dia, milhares de mulheres vestidas de branco e com flores nas mãos desfilaram pelas ruas da capital. Protestos também nas fábricas e entre militares que, em alguns vídeos postados posteriormente nas redes sociais, jogavam seus uniformes fora.

Os bispos também convidaram as paróquias a organizarem uma Adoração Eucarística diária na intenção de um "fim pacífico do conflito".

E sobre a Bielorrússia também se manifesta a União Europeia que, por meio de uma declaração do Alto Representante para a Política Externa, Josep Borrell, ao final da reunião extraordinária entre os Ministros das Relações Exteriores dos Estados membros, afirma não aceitar "o resultado das eleições" e começa "a trabalhar para punir os responsáveis ​​pela violência e falsificação".

A oração da Ucrânia

Aos bispos da Belarus chega a solidariedade e as orações pelo fim da violência e pelo reestabelecimento da justiça e da paz do arcebispo-mor de Kiev e líder da Igreja Greco-católica na Ucrânia (UGCC), Sua Beatitude Sviatoslav Shevchuk.

“Nestes dias dramáticos - escreve numa carta publicada na sexta-feira no site da UGCC - enquanto o povo bielorrusso luta pelos seus direitos e liberdades, defendendo a sua vontade, justiça social e dignidade, peço a todos os seus filhos e as filhas da Igreja Greco-católica ucraniana a rezar com fervor pelo fim da violência, pela ordem social e compreensão entre o povo bielorrusso, pela paz e pela preservação da unidade e da integridade do Estado bielorrusso”.

 Vatican News

5 conselhos de Santo Estevão da Hungria que ajudaram o seu filho a ser santo

ACI Digital

REDAÇÃO CENTRAL, 16 ago. 20 / 07:00 am (ACI).- Santo Estevão foi rei da Hungria e esposo da Beata Gisela da Baviera. Do amor dos dois nasceu Santo Américo (também conhecido como Emérico ou Henrique). Em certa ocasião, Santo Estevão deu os seguintes conselhos ao seu filho para que ele pudesse governar com santidade.

1 - Conservar a fé

“Em primeiro lugar, te peço, aconselho e te recomendo, amadíssimo filho, se desejas honrar a coroa real, que conserve a fé católica e apostólica com tal diligência de maneira que esta sirva de exemplo a todos os súditos que Deus te deu, e que todos os homens eclesiásticos possam com razão te chamar homem de autêntica vida cristã, sem a qual com certeza não mereceria ser chamado de cristão ou de filho da Igreja”.

2 - O dom da vigilância e proteção

“No palácio real, depois da fé, ocupa o segundo lugar a Igreja, fundada primeiro por Cristo, nossa cabeça, transplantada logo e firmemente edificada por seus membros, os apóstolos e os santos padres da Igreja, e difundida pelo mundo todo. E, embora sucessivamente engendre novos filhos, em certos lugares já é considerada como antiga”.

“Em nosso reino, amadíssimo filho, deve considerar-se ainda jovem e recente, e, por isso, necessita uma especial vigilância e proteção; que este dom, que a divina clemência nos concedeu sem merecê-lo, não seja destruído ou aniquilado por seu descuido, preguiça ou por sua negligência”.

3 - O mesmo tratamento com todos

“Meu filho amadíssimo, ternura do meu coração, esperança de uma descendência futura, te rogo e imploro que sempre e em qualquer ocasião, baseado nos seus bons sentimentos, seja benigno não só com os homens de linhagem ou com os chefes, os ricos e os do país, mas também com os estrangeiros e com todos os que te procurem. Porque o fruto desta benignidade será o motivo de maior felicidade para ti”.

4 - Compassivo e misericordioso

“Sejais compassivo com todos aqueles que sofrem injustamente, recordando sempre no fundo do coração aquele ensinamento do Senhor: misericórdia quero, não sacrifícios. Sejais paciente com todos, com os capitalistas e com os que não o são”.

5 - Forte e honesto

“Sejais, finalmente, forte; que não vos ensoberbeça a prosperidade nem te desanime a adversidade. Sejais também humilde, para que Deus vos elogie, agora e no futuro. Sejais moderados, e não vos exceda no castigo ou a condenação. Sejais mansos, sem ir contra a justiça. Sejais honestos, de maneira que nunca seja para ninguém, voluntariamente, motivo de vergonha. Deveis ser pudico, evitando a pestilência da obscenidade como um aguilhão de morte”.

“Todas estas coisas que te indiquei brevemente são as quais compõem a coroa real; sem elas ninguém é capaz de reinar neste mundo nem de chegar ao reino eterno”.

ACI Digital

 

São Roque

São Roque (arquidiocesesalvador)

Roque nasceu no ano de 1295, na França, em uma família rica, da nobreza da região. Ficou órfão na adolescência e vendeu toda a herança, distribuindo o que arrecadou entre os pobres. Depois disto, viveu como peregrino andante. Percorreu a França com destino à Roma.

No caminho, Roque deparou com regiões infestadas pela chamada peste negra. Era comum, ver à beira das estradas, pequenos povoados só de doentes que foram isolados do convívio das cidades, para evitar o contágio do restante da população ainda sã. Enxergando nas pobres criaturas o verdadeiro rosto de Cristo, Roque se atirou de corpo e alma na missão de tratá-los.

Seu zelo pelos doentes era tanto que ele descuidou-se de si próprio. Certo dia percebeu uma ferida na perna e viu que fora contaminado pela peste. Assim, decidiu se refugiar sozinho em um bosque, onde foi amparado por Deus.

Roque foi encontrado por um cão. Este animal passou a levar-lhe algum alimento todos os dias, até que seu dono, curioso, um dia o seguiu. Comovido, constatou que era seu cão que socorria o pobre doente. Este homem auxiliou Roque na sua recuperação.

Já com a saúde em dia, Roque voltou para sua cidade, mas foi preso, considerado como um espião. No cárcere continuou praticando a caridade e pregando a palavra de Cristo, convertendo muitos prisioneiros e aliviando suas aflições, até morrer.

Hoje as relíquias de São Roque são veneradas na belíssima basílica dedicada à ele em Veneza, Itália, sendo considerado o Santo protetor contra as pestes.  

Colaboração: Padre Evaldo César de Souza, CSsR

Reflexão
Sempre vemos São Roque representado em trajes de peregrino com um cachorro que está a seu lado no ato de lhe dar um pão. Esta gravura é inspirada no tempo de seu isolamento quando teria morrido de fome se um cachorro não lhe houvesse trazido diariamente um pão e se da terra não tivesse nascido uma fonte de água para lhe matar a sede. Hoje em dia são tantas as pessoas a passar necessidades na vida. Que são Roque as proteja e lhes inspire forças para lutar contra as injustiças.
Oração
Ó inefável padroeiro nosso, São Roque, pela ardente caridade com que amastes o próximo nesta terra, chegastes a expor vossa própria vida para assisti-lo nas necessidades e doenças, especialmente nas moléstias contagiosas. Oh! Fazei que estejamos sempre livres dessas terríveis enfermidades e livrai-nos da peste ainda perigosa que é o pecado. Amém.

 https://www.a12.com/

Solenidade da Assunção de Nossa Senhora

 

Dom José Aparecido
Adm Apost. Arquidiocese de Brasília

APARECEU NO CÉU UM GRANDE SINAL!

Enquanto contempla o mistério da Assunção da Bem-Aventurada Virgem Maria aos céus em corpo e alma, a Igreja no Brasil se dedica neste domingo a refletir sobre a vocação à Vida Consagrada, como expressão da presença de testemunhas e sinais do Reino de Deus presente e atuante na história. Suplicamos com a Virgem Mãe elevada à glória dos Céus que muitos irmãos e irmãs se disponham a discernir a própria vocação para o seguimento de Jesus através da profissão dos conselhos evangélicos de castidade, pobreza e obediência.

A primeira leitura, extraída dos capítulos 11 e 12 do Apocalipse apresenta o grande sinal da “mulher que tem o sol por manto, a lua sob os pés, e uma coroa de doze estrelas na cabeça” (Ap 12,1). Nela, a piedade e a iconografia católica reconhecem a Virgem Imaculada que foi assunta ao céu. Nela a Tradição da Igreja reconhece a imagem da Igreja, o novo povo de Deus, sempre ameaçada pelo Dragão infernal. Nessa página da Revelação, o Dragão significa ao mesmo tempo a antiga serpente (Gen. 3,15) e os poderes mundanos, causa segunda da ação diabólica daquele que é o homicida, dos que então como hoje perseguem à morte os discípulos de Jesus. No dogma da Assunção da Virgem Maria, proclamado por Pio XII, dia 1 de novembro de 1950, a Igreja nos ensina que não há comparação entre os sofrimentos do tempo presente e a glória que nos está reservada no céu (cf Rom 8,18). Conforme às promessas feitas por Deus já no protoevangelho (Gen 3,15) a antiga serpente é derrotada pela descendência da mulher, abrindo-nos assim o caminho da vida. A Igreja aplica à Santíssima Virgem e ao amor esponsal da vida consagrada as palavras do salmo 44, rezado neste domingo.

Na primeira Epístola aos Coríntios, descobrimos o fundamento da graça da Assunção de nossa Senhora precisamente na vitória de Cristo sobre a morte e sobre todos os principados e potestades. A antiga serpente foi posta debaixo dos pés do Ressuscitado e já não tem poder sobre os redimidos.

Do evangelho (Lc 1,38-56) a Igreja aprende a perpetuar no tempo o seu Magnificat pelas grandes coisas realizadas na história através da jovem Myriam de Nazaré. E assim, no seio da assembleia orante, os consagrados e consagradas unem sua voz à da Igreja para celebrar a glorificação da Mãe do Senhor: “Hoje, a Virgem Maria, Mãe de Deus, foi elevada à glória do céu. Aurora e esplendor da Igreja triunfante, ela é consolo e esperança para o vosso povo ainda em caminho, pois preservastes da corrupção da morte aquela que gerou, de modo inefável, vosso próprio Filho feito homem, autor de toda a vida” (Prefácio).

A Liturgia a este ponto prossegue aclamando a esperança da glória eterna, unindo a Igreja peregrina à triunfante para cantar o hino ao Deus três vezes santo, fonte de todos os dons.

Confiantes na materna intercessão de Maria Assunta, peçamos a Deus santas vocações para a vida Consagrada em nossa amada Igreja de Brasília.

Folheto: "O Povo de Deus"/Arquidiocese de Brasília

sábado, 15 de agosto de 2020

Questões sobre o Batismo (Parte 1/12): Será o Batismo um simples banho?

Será o Batismo um simples banho?
  • Autor: São Tomás de Aquino
  • Fonte: Suma Teológica, Parte III, Questão 66
  • Tradução: Dercio Antonio Paganini

Objeção 1 – É óbvio que o Batismo não é um mero banho, pois o banho no corpo é uma coisa transitória, mas o Batismo é algo permanente, e portanto, o Batismo não é um mero banho, mas sim, “a regeneração, o selo, a salvaguarda, a iluminação”, como diz Damasceno (De Fifr Orth. IV).

Objeção 2 – Além disso, o grande São Vítor (De Sacram II) diz que “O Batismo é água santificada pela palavra de Deus para tirar as manchas do pecado”. Mas o banho por si mesmo não é apenas a água, mas um determinado uso da água.

Objeção 3 – Também Santo Agostinho (Trat. LXXX super João) diz: “A palavra é adicionada ao elemento e isto se torna um Sacramento”. Então, o elemento é a água, dessa forma, o Batismo é a água, e não o banho, senão, em caso contrário, está escrito (Eclo 34,30): “Aquele que se banha a si mesmo depois de tocar o morto, se o tocar novamente, de que valeu seu primeiro banho?”, dando a impressão que o Batismo é um simples banho, porém eu respondo que no Sacramento do Batismo, três coisas precisam ser consideradas a saber:

a) O que é “apenas o Sacramento” – Aquilo que é apenas Sacramento, é alguma coisa visível e externa, o sinal correspondente ao efeito interno; deste modo, é a verdadeira natureza do Sacramento. Esta exterioridade é algo que pode ser percebida pelos sentidos, ou seja, é a própria água, e seu uso, que é o banho. Conseqüentemente, alguém falou que a água é por si mesma o Sacramento, o que parece ser o propósito da passagem referida do grande São Vítor. Pela definição geral de um Sacramento, ele disse que o Sacramento é “um elemento material”, e definindo o Batismo ele disse que ele é “água”. Mas isso não é verdade. Por conseqüência do Novo Testamento, os Sacramentos tem uma certa santificação; então o Sacramento é completado quando a Santificação é completada. Mas, a santificação não é completa na água, mas somente uma certa santificação de virtude instrumental não permanente, mas apenas transiente, passa da água, na qual ela existe, para a pessoa que é o sujeito da verdadeira Santificação. Conseqüentemente, o sacramento não estará completo na própria água, mas na aplicação da água à pessoa, isto é, no banho, pois diz o Senhor (IV,3): “O Batismo é o banho exterior do corpo feito juntamente com palavras de fórmulas prescritas”.

b) O que é “realidade e Sacramento” e

c) O que é “apenas realidade” – O caráter Batismal é tanto realidade como Sacramento, porque ele é alguma coisa de real significado pelo banho externo, e um sinal sacramental da justificação interna, e esta última é apenas a realidade neste efetivamente chamado Sacramento assim significado, e não apenas significando.

Voltando à objeção 1, na qual é tanto Sacramento como realidade, isto é, o caráter, e também na qual é apenas realidade, isto é, a justificação interna permanece; o caráter permanece e é indelével, como dito acima (63,5), a justificação permanece, porém pode ser perdida. Conseqüentemente, Damasceno definiu o Batismo, não como aquilo que é feito externamente, e é apenas o Sacramento, mas como aquilo que fica interno. Assim sendo, ele definiu duas coisas como pertencentes ao caráter: uma chamada “Selo”, e outra “Salvaguarda”, visto que como o caráter que é chamado de Selo, então como ele próprio é interessado, protege a alma no bem. Ele também definiu duas coisas pertencentes à realidade do Sacramento: “regeneração” que se refere ao fato da pessoa, quando batizada, começa uma nova vida de honradez e iluminação, no que se refere especialmente à fé pela qual a pessoa recebe a vida espiritual de acordo com Habacuc 2 (Hb 10,38; cf. Hab 2,4): “Mas (meus) homens justos vivem pela fé”, e o Batismo é um tipo de afirmação da fé, por este motivo ele é chamado “Sacramento de Fé”. Do mesmo modo, Dionísio definiu o Batismo por sua relação com outros Sacramentos, dizendo (Ecl. Hier. II) que ele é “o princípio que forma os hábitos da alma para a recepção daquelas mais sagradas palavras e Sacramentos”, e ainda, por sua relação à glória do céu, que é a finalidade universal de todos os Sacramentos, onde ele junta: “a conferência de nossa mais sagrada e Divina regeneração”.

Retornando à objeção 2, como já declarado, a opinião do grande São Vítor nesta questão não é seguida. Todavia, o dizer que “o Batismo é a água” pode ser analisado como a água sendo o princípio material do Batismo, e assim poderia ser um “predicado casual”.

Referindo à objeção 3, quando as palavras são adicionadas o elemento torna-se um Sacramento, não no próprio elemento mas na pessoa sobre a qual o elemento é aplicado, sendo utilizada a água para lavá-la. Realmente, este é o significado pelo qual as verdadeiras palavras são adicionadas ao elemento, quando se diz: “Eu te batizo…”.

Veritatis Splendor

Assim São João Paulo II explicou a “dormição” da Virgem Maria

São João Paulo II / Virgem Maria
ACI Digital

REDAÇÃO CENTRAL, 15 ago. 20 / 08:00 am (ACI).- No marco da Solenidade da Assunção, recordamos o que o Papa São João Paulo II explicou há pouco mais de 23 anos sobre a “dormição” da Virgem Maria.

Em sua catequese de 25 de junho de 1997, o Papa que consagrou seu pontificado à Mãe de Deus com seu lema “Totus tuus” (Todo teu) recordou que, quando Pio XII proclamou o dogma da Assunção da Virgem Maria em 1º de novembro de 1950, “não quis negar o fato da morte, mas apenas não julgou oportuno afirmar solenemente a morte da Mãe de Deus, como verdade que devia ser admitida por todos os crentes”.

“Refletindo sobre o destino de Maria e sobre a sua relação com o Filho divino, parece legítimo responder afirmativamente: dado que Cristo morreu, seria difícil afirmar o contrário no que concerne à Mãe”, disse o santo que considerava o Terço como sua oração favorita.

Em seguida, São João Paulo II citou dois santos que se referiram a este tema: São Modesto de Jerusalém, falecido no ano 634, e São João Damasceno, que morreu no ano 704.

Este último escreveu sobre a Virgem Maria, que “aquela que no parto ultrapassou todos os limites da natureza”, ao ser assunta ao céu, despojou-se “da parte mortal” para “se revestir de imortalidade, porque nem o Senhor da natureza rejeitou a experiência da morte”.

“É verdade que na Revelação a morte se apresenta como castigo do pecado. Todavia, o fato de a Igreja proclamar Maria liberta do pecado original por singular privilégio divino não induz a concluir que Ela recebeu também a imortalidade corporal. A Mãe não é superior ao Filho, que assumiu a morte, dando-lhe novo significado e transformando-a em instrumento de salvação”, sublinhou o Papa Wojtyla.

“Para ser partícipe da ressurreição de Cristo, Maria devia compartilhar antes de mais a Sua morte”, destacou.

São João Paulo II também afirmou que, embora o “Novo Testamento não oferece qualquer notícia sobre as circunstâncias da morte de Maria”, este silêncio “induz a supor que esta se tenha verificado normalmente, sem qualquer pormenor digno de menção. Se assim não tivesse sido, como poderia a notícia permanecer escondida aos contemporâneos e, de alguma forma, não chegar até nós?”.

O Papa peregrino citou, em seguida, São Francisco de Sales, o qual considerou que “a morte de Maria se tenha verificado como efeito de um transporte de amor. Ele fala de um morrer ‘no amor, por causa do amor e por amor’, chegando por isso a afirmar que a Mãe de Deus morreu de amor pelo seu filho Jesus”.

Em todo caso, “qualquer que tenha sido o fato orgânico e biológico que, sob o aspecto físico, causou a cessação da vida do corpo, pode-se dizer que a passagem desta vida à outra constituiu para Maria uma maturação da graça na glória, de tal forma que jamais como nesse caso a morte pôde ser concebida como uma ‘dormida’”.

“A experiência da morte enriqueceu a pessoa da Virgem: passando pela comum sorte dos homens, ela pode exercer com mais eficácia a sua maternidade espiritual em relação àqueles que chegam à hora suprema da vida”, concluiu.

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Hoje é celebrada a Solenidade da Assunção da Santíssima Virgem Maria

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REDAÇÃO CENTRAL, 15 ago. 20 / 05:00 am (ACI).- “A Imaculada Mãe de Deus, a sempre Virgem Maria, terminado o curso da vida terrestre foi assunta em corpo e alma à glória celestial”. Assim o Papa Pio XII definiu em 1950, através da Constituição Apostólica Munificentissimus Deus, este dogma que é celebrado solenemente neste dia 15 de agosto – a Assunção da Santíssima Virgem Maria.

Igreja no Brasil celebra essa solenidade no domingo seguinte, neste ano, dia 16 de agosto.

O dogma da Assunção se refere a que a Mãe de Deus, ao cabo de sua vida terrena, foi elevada em corpo e alma à glória celestial.

Na celebração desta solenidade, em 2010, o Papa Bento XVI destacou a importância dessa data. “Nesta solenidade da Assunção, contemplamos Maria: ela nos enche de esperança a um futuro repleto de alegria e nos ensina o caminho para alcançá-lo: acolher na fé o Seu Filho; nunca perder a amizade com Ele, deixando-nos iluminar e guiar pela Sua Palavra; segui-lo cada dia, inclusive naqueles momentos nos quais sentimos que nossas cruzes ficam pesadas. Maria, a arca da Aliança que habita no santuário do céu, nos indica com claridade luminosa que estamos em caminha à nossa verdadeira Casa, a comunhão da alegria e da paz com Deus”.

Catecismo da Igreja Católica explica que “a Assunção da Santíssima Virgem constitui uma participação singular na Ressurreição do seu Filho e uma antecipação da Ressurreição dos demais cristãos” (966).

A importância da Assunção para homens e mulheres do começo do Terceiro Milênio da Era Cristã reside na relação que existe entre a Ressurreição de Cristo e nossa. A presença de Maria, ser humano como nós, que se encontra em corpo e alma já glorificada no Céu, é isso: uma antecipação da nossa própria ressurreição.

O Papa João Paulo II, em uma de suas catequeses sobre a Assunção, explicou isto nos seguintes termos: “O dogma da Assunção, afirma que o corpo de Maria foi glorificado depois de sua morte. Com efeito, enquanto para os demais homens a ressurreição dos corpos ocorrerá no fim do mundo, para Maria a glorificação do seu corpo se antecipou por singular privilégio”.

“Contemplando o mistério da Assunção da Virgem, é possível compreender o plano da Providência Divina com respeito a humanidade: depois de Cristo, Verbo Encarnado, Maria é a primeira criatura humana que realizou o ideal escatológico, antecipando a plenitude da felicidade prometida aos eleitos mediante a ressurreição dos corpos”, declarou São João Paulo II, na audiência geral de 9 de julho de 1997.

Ao celebrar esta solenidade em 1997, João Paulo II indicou: “Maria Santíssima nos mostra o destino final dos que ‘escutam a Palavra de Deus e a cumprem’ (Lc 11,28). Estimula-nos a elevar nosso olhar às alturas onde se encontra Cristo, sentado à direita do Pai, e onde também está a humilde escrava de Nazaré, já na glória celestial”.

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S. TARCÍSIO, ROMANO, MÁRTIR DA EUCARISTIA

S. Tarcísio, Roma
S. Tarcísio, Roma 

Acólito das catacumbas

A história de Tarcísio ocorreu no século III. Naquela época, o imperador Valeriano perseguia os cristãos e Tarcísio era um jovem acólito da Igreja de Roma, que frequentava as catacumbas de São Calisto.
Certo dia, pensando que sua juventude seria o melhor abrigo para a Eucaristia, ofereceu-se para levar o Pão consagrado aos prisioneiros e enfermos.

Apertado ao peito

Mas, ao longo do caminho, encontrou alguns jovens pagãos. Ao perceberem que Tarcísio apertava alguma coisa ao peito, tentaram arrancá-la. O menino não cedeu e, por isso, levou chutes e alguns até o apedrejaram. No entanto, Tarcísio resistiu e consegue não deixar profanar as hóstias. Estando já em fim de vida, um oficial pretoriano, que, às ocultas, havia se convertido ao cristianismo, o socorreu e o levou ao sacerdote da sua comunidade. Entre suas mãos cruzadas no peito, ainda se encontrava o pequeno bornal com a Eucaristia.

Protomártir da Eucaristia

Após a sua morte, Tarcísio foi enterrado nas catacumbas de São Calisto. Na epígrafe, foi inciso o ano 257, a pedido do Papa Dâmaso.
Aa seguintes palavras, escritas nas catacumbas de São Calisto, chegam até nós através de vários testemunhos, recordam o seu martírio: “Enquanto um grupo de malvados se atirava contra Tarcísio, para tentar profanar a Eucaristia que carregava consigo, ele, espancado à morte, preferiu perder a vida, ao invés de entregar aos cães raivosos as Partículas celestes do Corpo de Cristo”.

Carne da sua carne

Uma tradição oral também fala sobre este protomártir da Eucaristia, dizendo que, sobre o seu corpo, não foi encontrado o Santíssimo Sacramento. Segundo esta tradição, a Partícula consagrada, defendida com vida pelo jovem acólito, tornou-se carne da sua carne. Esta foi a única Hóstia oferecida a Deus, que se uniu ao seu corpo.

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Pe. Manuel Pérez Candela

Pe. Manuel Pérez Candela
Pároco da Paróquia Nossa Senhora da Imaculada Conceição - Sobradinho/DF