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terça-feira, 18 de agosto de 2020

S. HELENA, IMPERATRIZ

s. Elena, Arte cretense
s. Elena, Arte cretense  (© Musei Vaticani)

A vida de Santa Helena foi caracterizada pela sua riqueza espiritual, bem mais do que a material, ligada ao prestígio, bem antes da sua conversão, que ocorreu em idade adulta. Pelas poucas notícias de que dispomos, emergem a sua humildade, generosidade e dedicação ao próximo.

Origens, casamento e nascimento de Constantino

Helena, de família plebeia e pagã, nasceu em meados do século III, provavelmente em Drepamin, na Bitínia, no Golfo da Nicomédia (hoje Turquia); esta cidade, mais tarde, foi chamada Helenópolis, em sua honra, pelo seu filho e futuro imperador Constantino. Ali, segundo Santo Ambrósio, Helena exercia o cargo de "estabulária", ou seja, a estalajadeira encarregada dos estábulos.
A modéstia e a delicadeza de Helena levaram o jovem oficial, Constâncio Cloro, a apaixonar-se por ela, apesar do seu nível social mais elevado. No entanto, quis casar-se com ela, levando-a consigo para Dardania, nos Bálcãs. A jovem, que não tinha direito ao título honorífico do seu marido, foi uma esposa fiel. No ano 280, em Naisso, na Sérvia, deu à luz ao filho Constantino.

Repúdio e escondimento

As virtudes militares e políticas de Constâncio consentiram-lhe obter, junto com Galério, o título de César; mas era preciso ratificar a sua elevação pelo novo sistema político da Tetrarquia. Por isso, os imperadores, Diocleciano e Maximiano, em 293, obrigaram-no a divorciar-se da sua esposa e de unir-se em matrimônio com a enteada do segundo, Teodora.
Assim, Helena, afastada da família e do filho, que até então havia educado com dedicação e amor, nunca desanimou; pelo contrário, permaneceu, humildemente, na sombra, enquanto Constantino foi elevado à corte de Diocleciano.

Augusta, mãe do imperador, humilde e atenciosa com os últimos

Em 305, quando Constâncio Cloro se tornou chefe do império, o jovem filho o seguiu à Grã-Bretanha, onde participou da campanha contra os Pitti, para suceder-lhe, após a sua morte, por aclamação do exército.
Entre as suas primeiras medidas, o novo imperador mandou chamar imediatamente a sua mãe, Helena Flávia Júlia, a qual foi condecorada com o título de Augusta. A mulher, cuja efígie foi cunhada nas moedas, desde então teve livre acesso ao tesouro imperial.
As honras jamais influenciaram seu coração, pelo contrário, estimularam a sua atenção inata para com o próximo, que se concretizou em dar esmolas, satisfazer as necessidades materiais dos pobres e libertar numerosas pessoas das prisões, das minas e do exílio.
Suas obras de misericórdia refletiam a fé de Helena, luminosa e contagiosa, a ponto de muitos perceberem a influência que teve na conversão do seu filho e na promulgação do Edito de Milão, em 313, que concedeu a liberdade de culto aos cristãos, após três séculos de perseguição.
Dizem que Helena participava das celebrações religiosas, usando roupas modestas, para se confundir com a multidão, e convidava os famintos para o almoço, servindo-os pessoalmente.

A descoberta da verdadeira Cruz na Terra Santa

Em 326, um acontecimento perturbou a vida da família: Constantino mandou matar. Primeiro, seu filho Crispo, por instigação da madrasta, Fausta, sua segunda mulher, também suspeita de acometer a sua honra.
Diante desta tragédia, com 78 anos de idade, Helena manteve firme a sua fé fazendo uma peregrinação penitencial à Terra Santa. Ali, mandou construir duas Basílicas: a da Natividade, em Belém, e a da Ascensão, no Monte das Oliveiras. Esta iniciativa inspirou Constantino a construir também a Basílica da Ressurreição.
No Gólgota, ao mandar destruir os edifícios pagãos, construídos pelos romanos, aconteceu uma prodigiosa descoberta da verdadeira Cruz: o cadáver de um homem, que jazia sobre o madeiro, encontrou milagrosamente a vida. Os três cravos, que perfuraram o Corpo de Jesus, foram doados por Elena para Constantino: um foi encastrado na Coroa de Ferro, conservado na Catedral de Monza, como a lembrar que não existe soberano que não deve sucumbir à vontade de Deus. As preciosas relíquias estão guardadas, hoje, na Basílica romana de Santa Cruz de Jerusalém.
Santa Helena morreu em 329, aos 80 anos de idade, em um lugar não identificado. Ainda moribunda, foi assistida por seu filho, que, depois, levou seu corpo para a Via Labicana, em Roma, onde foi sepultado em um mausoléu em sua homenagem. Seu sarcófago de pórfiro, transportado ao Latrão, no século XI, hoje está conservado no Museu Vaticano.
O culto a Santa Helena espalhou-se no Oriente e no Ocidente, onde ela é celebrada, respectivamente, em 21 de maio e em 18 de agosto, associada iconograficamente ao símbolo da Cruz.
A grandeza espiritual de Santa Helena foi tamanha a ponto de ser inserida, junto com os santos André, Verônica e Longino, entre as estátuas monumentais, postas aos pés dos pilares da Cúpula de Michelângelo, na Basílica do Vaticano.

Vatican News

segunda-feira, 17 de agosto de 2020

Dom Ricardo Hoepers: “Por que não foi permitido esse bebê viver?”

Feto
Feto  (©unlimit3d - stock.adobe.com)

Dom Ricardo: "desde o momento que soube do assassinato da bebê de mais de 5 meses, de São Mateus (ES), com uma injeção de potássio na cavidade cardíaca da criança, em Recife (PE), cuja mãe é uma menina de dez anos, fiquei pensando, como explicar esse crime hediondo".

Vatican News

O bispo de Rio Grande (RS) e presidente da Comissão Episcopal Pastoral para a Vida e a Família da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), dom Ricardo Hoepers, escreveu artigo questionando a decisão de interrupção da gravidez de uma menina de dez anos que sofreu abuso sexual, em São Mateus (ES).

“É uma história que precisa ser esclarecida. É um processo que precisa ser desvendado. Duas crianças que poderiam viver… teve laudo técnico a favor da vida, teve suporte profissional a favor da vida, teve hospital disposto a cuidar até o fim da gestação, tiveram todas as condições de salvar as duas vidas, mas, de repente, uma transferência, de um Estado para o outro, e toda uma mobilização para que o aborto fosse realizado. Nas mãos de quem ficou a tutela dessa menina, quem decidiu tudo por ela?”, questiona o bispo.

Outros bispos também se manifestaram a respeito do caso. Durante esta semana, o Portal da CNBB vai divulgar uma série de notícias e artigos abordando a temática da defesa da vida, da proteção dos menores, da luta contra os abusos sexuais e do trabalho pastoral da Igreja neste contexto tão desafiador.

Confira o texto de dom Ricardo na íntegra:

Por que não viver?

Desde o momento que soube do assassinato da bebê de mais de 5 meses, de São Mateus (ES), com uma injeção de potássio na cavidade cardíaca da criança, em Recife (PE), cuja mãe é uma menina de dez anos, fiquei pensando, como explicar esse crime hediondo.

Por que não foi permitido esse bebê viver? Que erro ele cometeu? Qual foi seu crime? Por que uma condenação tão rápida, sem um processo justo e fora da legalidade? Por que o desprezo a tantas outras possibilidades de possíveis soluções em prol da vida? Foram muitos os envolvidos, mas o silêncio e omissão dos órgãos institucionais que têm a prerrogativa de defender a vida, se entregaram às manobras de quem defende a morte de inocentes. Por quê?

É uma história que precisa ser esclarecida. É um processo que precisa ser desvendado. Duas crianças que poderiam viver… teve laudo técnico a favor da vida, teve suporte profissional a favor da vida, teve hospital disposto a cuidar até o fim da gestação, tiveram todas as condições de salvar as duas vidas, mas, de repente, uma transferência, de um Estado para o outro, e toda uma mobilização para que o aborto fosse realizado. Nas mãos de quem ficou a tutela dessa menina, quem decidiu tudo por ela?

Por que a obsessão de apresentar uma única saída? Por que burlar as leis para alcançar esse objetivo de usar de uma criança para um intento assassino?

Difícil raciocinar o que aconteceu, como aconteceu e porque terminou assim!

Ministério Público do Espírito Santo, Conselho Tutelar, Secretários Municipais da Saúde de Vitória e Recife e Secretários Estaduais da Saúde do Espírito Santo e de Pernambuco têm muitas explicações a dar à sociedade brasileira. Por que foi rejeitado um laudo técnico de profissionais e o suporte dos mesmos, obrigando o hospital a dar alta e subitamente transferir a menina-mãe para um hospital em outro Estado? Há claramente um abuso de poder que merece ser investigado.

Mas, de tudo isto, ainda resta a pergunta: por que o bebê não pôde viver? Por que foi sentenciado à morte, mesmo sendo inocente, e tendo todas as condições para vir à vida com os devidos cuidados e com o apoio técnico profissional à disposição? Por que optaram pela morte e não pela vida, desrespeitando a lei, pois se tratava de um bebê de 22 semanas?

Se não somos capazes nem de defender a nossa própria espécie, que tipo de humano estamos nos tornando? Estamos negando nossa própria humanidade. A violência do estupro e do abuso sexual é infame e horrenda, mas a violência do aborto provocado em um ser inocente e sem defesa é tão terrível quanto. Ambos são crimes. Apontam como sinais da degradação moral e da decadência dos costumes, ferindo os valores mais sublimes como o respeito à dignidade do ser humano e a sacralidade do valor da vida!

Mesmo sendo rechaçados pelo nosso discurso religioso em prol da vida, quero dizer que não se trata de nenhum fundamentalismo, mas do uso da reta razão. Quando vem à mente um tema tão básico, tão racional, tão científico, tão antigo, de uma regra de ouro que é uma verdade basilar e aceita por qualquer sociedade civilizada: “Não matarás um inocente”, então nos perguntamos: Por que estão matando nossas crianças? Ou perdemos o fio da história ou nos tornamos reféns de uma razão autodestrutiva, que se odeia e, por isso, mata o seu futuro antes dele nascer…

Hoje faço uma prece por todas as crianças que gostariam nascer, brincar, chorar e viver, mas, foram assassinadas antes de nascer! Esperamos explicações e respostas sobre esse caso. Chega de violência! Não ao aborto! Escolhe, pois, a vida (Dt, 30,19).

Rio Grande (RS), 17 de agosto de 2020.
Dom Ricardo Hoepers
Presidente da Comissão Vida e Família da CNBB

Fonte: CNBB 

Chris Pratt publica mensagem pró-vida após o nascimento de seu bebê

Chris Pratt / Crédito: Dick Thomas Johnson -
Wikimedia Commons (CC BY 2.0)

NOVA IORQUE, 17 ago. 20 / 09:35 am (ACI).- O ator norte-americano Chris Pratt, conhecido por ser protagonista de “Guardiões da Galáxia” e “Jurassic World”, publicou uma mensagem pró-vida em sua conta do Instagram, na qual incluiu versículos da Bíblia, para dar as boas-vindas à sua primeira filha com Katherine Schwarzenegger, sua esposa.

“Estamos mais do que emocionados de anunciar o nascimento de nossa filha, Lyla Maria Schwarzenegger Pratt. Não poderíamos estar mais felizes. A mãe e o bebê estão bem. Somos muito abençoados. Eu amo a Katherine e Chris”, disse o ator na segunda-feira, 10 de agosto.

Pratt, que é um ator cristão, também incluiu dois versículos da Bíblia com o anúncio. Ele citou o Salmo 126, 3 e escreveu: "Sim, o Senhor fez por nós grandes coisas; ficamos exultantes de alegria”.

Em seguida, citou os versículos 3 e 4 do Salmo 127, dedicados à vida do nascituro. “Vede os filhos são um dom de Deus: é uma recompensa o fruto das entranhas. Tais como as flechas nas mãos do guerreiro, assim são os filhos gerados na juventude. Feliz o homem que assim encheu sua aljava: não será confundido quando defender a sua causa contra seus inimigos à porta da cidade”, diz o salmo.

Após o anúncio, várias celebridades parabenizaram o casal. Zoe Saldana, outra das protagonistas dos filmes “Guardiões da Galáxia”, escreveu na publicação: “Que o teu caminho seja sempre abençoado com graça e alegria! Estamos muito felizes por você! Eu te envio muito amor”.

Chris Pratt e Katherine Schwarzenegger se casaram em 8 de junho de 2019.

Em junho de 2018, Pratt aproveitou a premiação de “MTV Movie & TV Awards” para recordar aos seus fãs que têm uma alma, que aprendam a rezar e que Deus é real e os ama.

“Você tem uma alma. Seja cuidadoso com ela. Deus é real, Deus te ama, Deus quer o melhor para você. Acredite, eu acredito. Ninguém é perfeito. As pessoas dirão que você é perfeito como você é, mas você não é! Você é imperfeito. E sempre será, mas há uma força poderosa que te criou assim, e se você estiver disposto a aceitar isso, terá uma graça. E a graça é um presente. Como a liberdade que desfrutamos neste país, essa graça foi paga com o sangue de outra pessoa. Não se esqueçam disso. Não façam pouco caso disso”, disse o ator após receber o Prêmio Geração.

Do mesmo modo, afirmou que independentemente do que for, as pessoas sempre devem se esforçar por fazer boas ações. “Aproxime-se de alguém que necessite. Sirva ao próximo. Você se sentirá bem e será bom para a sua alma”, incentivou.

“Não seja bobo. Se você é forte, seja protetor. Se você é inteligente, seja um influenciador humilde. A força e a inteligência podem ser armas, por isso não as manipule contra os fracos. Isso te torna um agressor. Seja mais do que isso”, pediu Pratt aos seus fãs.

Em maio de 2017, o ator fez uma visita especial às crianças doentes no Hospital Infantil Great Ormand Street, em Londres (Inglaterra).

“Eu nunca vou deixar de ser movido pelo espírito inabalável de uma criança. #DeusÉBom. Salmo 107, 8-9: ‘Que eles deem graças ao Senhor por seu amor leal e por suas maravilhas em favor dos homens, porque ele sacia o sedento e satisfaz plenamente o faminto’. Sem dúvida. Hoje minha alma sedenta e faminta está satisfeita”, disse Pratt em sua conta no Instagram.

Publicado originalmente em ACI Prensa. Traduzido e adaptado por Nathália Queiroz.

ACI Digital

 

URGENTE: Menina de 10 anos é submetida a um aborto no Brasil

Imagem referencial. Crédito: Ivon19 (Wikipédia) CC-BY-SA-4.0

REDAÇÃO CENTRAL, 17 ago. 20 / 01:15 pm (ACI).- Uma menina de 10 anos, que engravidou após ser estuprada pelo próprio tio, foi submetida ao procedimento de aborto de sua filha, que já estava na 22ª semana de gestação; o caso gerou a o rechaço de bispos e de grupos pró-vida no Brasil.

A gravidez da menina, do município de São Mateus (ES), foi descoberta no início de agosto, após ser levada ao hospital com dores abdominais. Exame constatou a gravidez e a criança revelou que era estuprada pelo tio desde os 6 anos.

Na sexta-feira, 14 de agosto, a Justiçado Espírito Santo, por meio da Vara da Infância e da Juventude de São Mateus, autorizou o aborto. A decisão foi do juiz Antônio Moreira Fernandes, atendendo a um pedido do Ministério Público do Espírito Santo.

No Hospital das Clínicas, em Vitória (ES), onde a menina ficou internada no sábado, a equipe médica se recusou a praticar o aborto afirmando que “a idade gestacional não estava amparada na legislação”.

Entretanto, a criança foi levada para o Centro Integrado de Saúde Amaury de Medeiro (CISAM-UPE), no Recife (PE), onde o aborto foi finalmente praticado.

Em entrevista ao ‘Bom Dia Espírito Santo’, da TV Gazeta, o médico Olímpio Barbosa de Moraes Filho, gestor do Cisam, contou que no domingo “foi induzido o óbito fetal, por meio de medicamento” e que hoje “deve estar sendo expulso o feto” e “deve ser realizada a curetagem”.

O médico ainda informou que a equipe do Cisam “é treinada” e tem “experiência”, pois este “é um serviço de referência aqui desde 1996”.

Além disso, declarou que “a lei garante” a prática do aborto neste caso, pois, segundo ele, “no caso de estupro, a norma técnica é até 22 semanas, mas não é proibitivo acima de 22 semanas”.

Ainda no domingo, várias grupos em defesa da vida foram para frente do Cisam a fim de interceder e lutar pela defesa da vida da mãe e do bebê.

Por sua vez, o coordenador do Movimento Legislação e Vida, Prof. Hermes Rodrigues Nery, expressou, por meio de suas redes sociais o sentimento de muitos brasileiros que entendem o valor da vida: “realmente muito triste tudo isso”.
“Terrível o assassinato de um bebê de cinco meses, injetando a substância letal de cloreto de potássio em seu coração”.

“Mais triste ainda a tibieza de muitos que tem hoje poder de decisão e que poderiam ter agido com mais ênfase para ter evitado essa tragédia”, assinalou o acadêmico.

Prof. Nery indicou ainda que “esse caso poderá ser ainda manipulado para o STF voltar a colocar em discussão a ADPF 442”, isto é, a Arguição de Descumprimento de Preceito Fundamental 442/2017, apresentada pelo Partido Socialismo e Liberdade (PSOL), que propõe a descriminalização do aborto até a 12ª semana de gestação.

“É lamentável que muitos que têm hoje poder de decisão tenham feito pouco do que poderiam. Até quando novas vítimas continuarão sofrendo esse horror? Realmente muito triste isso. Cada vez mais os indefesos e fragilizados da sociedade estão sem amparo”, completou.

Arcebispo de Recife lamenta o ocorrido

Na manhã desta segunda-feira, 17 de agosto, a Arquidiocese de Olinda e Recife emitiu uma nota assinada por seu Arcebispo, Dom Fernando Saburido, por meio da qual lamenta que tenham aplicado o aborto a menina de 10 anos.

“Como Arcebispo de Olinda e Recife, não posso calar diante desse fato. Se grave foi a violência do tio que vinha abusando de uma criança indefesa, culminando com violento estupro, gravíssimo foi o aborto realizado em Recife, quando todo o esforço deveria ser voltado para a defesa das duas crianças, mãe e filha”, expressou o Prelado.

Dom Saburido também indicou que, “infelizmente, Recife está criando fama de ‘capital do aborto’ e precisamos ‘combater o bom combate’ para mudar essa triste fama”.

Em concreto sobre o caso da menina de 10 anos e sua bebê de 22 semanas, o Arcebispo observou que tudo foi “realizado Às pressas, em dia de domingo com dificuldade de articulação, além das informações desencontradas”. Desse modo, assinala, o mandamento de Jesus, “não matarás”, “foi mais uma vez desrespeitado”.

“Solidarizo-me com as tantas vozes que se levantaram contra esse vergonhoso e lamentável acontecimento. Neste tempo de pandemia, tantos profissionais da saúde têm encantado o mundo e recebido homenagens, por conta de sua luta na defesa da vida das vítimas da Covid-19, chegando alguns deles a falecerem. Por outro lado, decepciona-nos perceber que ainda existam profissionais da saúde que se prestam à prática do aborto”, declarou.

Dom Saburido afirmou ainda que “este ato, mesmo com autorização judicial, não deve ser feito por uma pessoa de fé ou até incrédula consciente, por uma questão de respeito à Lei de Deus ou simplesmente por princípio ético, baseado no valor inviolável da vida”.

“Que Deus tenha misericórdia de nós e nos dê força para defender a vida, dom de Deus que somente Ele poderá tirar”, concluiu.

ACI Digital

 

Dos livros Moralia sobre Jó, de São Gregório Magno, papa

São Gregório Magno - Papa e Doutor da Igreja
São Gregório Magno, papa/Canção Nova

(Lib. 3,39-40: PL75,619-620)             (Séc.VI)

 

No exterior, combates; no interior, temores

Os santos varões, envolvidos na luta das adversidades, ao mesmo tempo que golpeiam a uns, a outros sustentam pela persuasão; àqueles opõem o escudo da paciência, a estes atiram as setas da doutrina, e em ambos os modos de combater, impõem-se pela maravilhosa arte da virtude. Dentro, compõem com sabedoria as coisas desregradas, e fora, desprezam com fortaleza as adversas. Ensinando, corrigem a uns; a outros, tolerando, barram o caminho. Pois pela paciência suportam os inimigos que atacam, mas por compaixão reconduzem à salvação os irmãos mais fracos. Resistem àqueles para que não desencaminhem os outros. A estes oferecem a sua solicitude, para que não se desviem totalmente do caminho reto.  

Contemplemos o soldado dos exércitos de Deus, lutando contra ambos. Diz: No exterior, combates; no interior, temores (2Cor 7,5). Enumera as pelejas que sustenta fora: Perigos nos rios, dos ladrões, perigo dos de minha raça, perigos dos gentios, perigos na cidade, perigos no deserto, perigos no mar, perigos dos falsos irmãos (2Cor 11,26). Nesta guerra, aos dardos a se lançarem contra o adversário, acrescenta: Nos trabalhos e tristezas, nas muitas vigílias, na fome e na sede, em muitos jejuns, no frio e na nudez (2Cor 11,27).  

Mas, envolvido em tantas lutas, diz como guardava pela fortaleza das vigílias o próprio acampamento. Ajunta logo: Além destas coisas exteriores, minha preocupação diária, a solicitude por todas as Igrejas (2Cor 11,28). Com coragem aceita em si as lutas e se consagra com misericórdia a proteger o próximo. Contra os males sofridos, acrescenta o bem realizado.  

Imaginemos que trabalho tolerar os males de fora e ao mesmo tempo proteger os fracos de dentro. Suporta no exterior adversidades. Pois é rasgado pelas chicotadas, preso em cadeias. No interior, sente o medo de que seus sofrimentos sejam obstáculos não para si, mas para os discípulos. Por isto escreve-lhes: Ninguém se perturbe com estas tribulações. Vós mesmos sabeis que para isto fomos escolhidos (1Ts 3,3). Em seus padecimentos temia a queda dos outros, porque se os discípulos soubessem que suportava açoites pela fé, talvez viessem a recusar o testemunho de fidelidade.  

Ó entranhas de imensa caridade! Não se importa com aquilo que ele mesmo sofre e cuida de que os discípulos não sofram de alguma ideia perniciosa no coração. Despreza em si as feridas do corpo e sara nos outros as feridas do coração. Os justos têm isto de próprio: na dor de suas atribuições, não abandonam o interesse pelo bem do outro; e, sofrendo, estão atentos a ensinar o necessário aos outros e sofrem como grandes médicos doentes. Em si toleram as feridas profundas e prescrevem a outros os medicamentos salutares.


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Por que Jesus não deixou nada por escrito?

Conheça Mais
Veritatis Splendor
  • Autor: pe. Pat
  • Fonte: St. Anthony Messenger – fev./2001
  • Tradução Livre: Carlos Martins Nabeto

– Alguém em nosso grupo de estudos bíblicos recentemente perguntou: “Por que Jesus não escreveu nada durante o seu ministério? Por que não registrou para nós suas próprias palavras, assim como fez São Paulo?” Nosso grupo achou esta questão bem interessante e gostaria de uma resposta teológica…

Eis uma questão bem intrigante! Mas vamos supor, por um momento, que Jesus tenha deixado algo por escrito…

Se a obra de Jesus refletisse a cultura na qual ele viveu, será que algumas das concepções dessa cultura (ex.: que o sol girava em torno da terra) não fariam com que os leitores das épocas seguintes passassem a desacreditar de toda a sua mensagem? Poderia tal escrito inverter a fé comum desnecessariamente?

Mais: poderia essa obra fazer referências às armas nucleares e clonagens? Os cristãos poderiam crer que Jesus não tinha nada a dizer sobre essas coisas, se não as encontrassem claramente escritas em sua obra?

Quando as pessoas parariam de procurar esse escrito, sempre atualizado, se de fato existisse? Acaso tal escrito não provaria, de uma vez por todas, seus achismos e crenças particulares?

Talvez Jesus não tenha escrito nada porque os seus discípulos – daquele tempo e os de hoje – poderiam fazê-lo aplicando toda a sinceridade, dia após dia, por aceitarem as Boas Novas da fé. Se Jesus deixasse um escrito, certamente atrasaria o seu objetivo, pois as pessoas seriam tentadas a ignorar as testemunhas vivas do Evangelho em favor de Suas palavras escritas. Ora, para que tenham pleno efeito, as palavras de Jesus devem ser encarnadas nas vidas das pessoas de todos os tempos!

Portanto, temos que assumir que Deus considerou todas as opções disponíveis e, com certeza, escolheu a melhor.

Veritatis Splendor

São João Paulo II e as mazelas do Brasil

Antoine Mekary/ALETEIA
por Francisco Borba Ribeiro Neto

Dois abaixo-assinados recentes, um de bispos e outro de padres, condenando atitudes do governo Bolsonaro lançaram mais lenha na fogueira.

Com suas mazelas políticas, econômicas, culturais e sociais, que – esperamos – vão diminuindo, mas não acabam, o Brasil vê crescer a polarização e o enfrentamento ideológico na sociedade.

O fenômeno se repete no seio da Igreja Católica, que, sendo a confissão religiosa com maior número de praticantes no País, reflete o quadro geral. Acusações de neoliberalismo, fascismo, marxismo cultural e comunismo pipocam em discursos inflamados.

Como todos estão sujeitos ao erro, mas a raiva é má conselheira, as denúncias geralmente se referem a problemas reais; mas as interpretações ideológicas se prestam a manipulações e confusões que também pouco ajudam na construção do bem comum.

Dois abaixo-assinados recentes, um de bispos e outro de padres, condenando atitudes do governo Bolsonaro lançaram mais lenha na fogueira. Muitos acusam os bispos de trair o Evangelho, porque suas críticas se aproximam daquelas feitas pela esquerda.

Nesse contexto, vale a pena rever uma passagem do discurso de São João Paulo II na Favela do Lixão de São Pedro, em sua visita ao Brasil de 1991: “A doutrina social católica repudiou sempre a organização da sociedade baseada num determinado modelo de capitalismo liberal, justamente qualificado de ‘capitalismo selvagem’, que tem como notas dominantes a procura desenfreada do lucro, unida ao desrespeito pelo valor primordial do trabalho e pela dignidade do trabalhador. Esta procura não raro é ‘acompanhada pela corrupção dos poderes públicos e pela difusão de fontes impróprias de enriquecimento e de lucros fáceis, fundados em atividades ilegais’ […] A Igreja repudiou, igualmente, as soluções perversas do coletivismo marxista, que asfixia a liberdade, sufoca a iniciativa, reduz a pessoa humana à condição de simples peça de uma engrenagem, fomenta o ódio e acaba no empobrecimento, que pretendia superar […] É na fidelidade a Cristo, seu Fundador, que a Igreja, sem propor modelos concretos de organização político-social, oferece, ‘como orientação ideal indispensável, a sua doutrina social’ (Centesimus Annus, CA 43)”.

A atualidade do texto chega a ser dolorida. São João Paulo II faz uma denúncia explícita do “capitalismo selvagem” (nos tempos atuais denominado “economia que mata” pelo Papa Francisco na Evangelii gaudium, EG 53). Esse é o foco do trecho, pois o Brasil – objetivamente – é um país de economia capitalista, ainda que o Papa lembre também os limites do “coletivismo marxista”. As novas esquerdas do século XXI são muito diferentes do comunismo do século XX, nem toda a direita pode ser considerada “capitalismo selvagem”. Independentemente disso, fica evidente que São João Paulo II não se esquiva à denúncia das mazelas do País por medo de ser instrumentalizado por um grupo ideológico ou de enfraquecer políticos que considera mais afinados com seu pensamento. 

O Papa acrescenta que a Igreja oferece sua doutrina social “como orientação ideal indispensável”. Essa orientação ideal não chega a propor “modelos concretos”. Essa é a tarefa da reflexão e da atuação dos leigos. Contudo, é na busca por esses modelos concretos – e não num debate ideológico estéril – que os problemas são superados. A denúncia, se não é seguida por propostas realistas e comprometidas com o bem comum, pode ser facilmente esvaziada ou instrumentalizada pela propaganda partidária. Não se pode deixar de fazer a denúncia porque não se tem ainda uma proposta alternativa clara, mas também não se pode fazer a denúncia sem dar o passo seguinte, que é a busca de novos caminhos. Nesse sentido, as cartas dos bispos e padres devem ser lidas pelos leigos, principais protagonistas da ação política (cf. Gaudium et spes 75-76, Compêndio da doutrina social da Igreja, CDSI 81-82), como um convite para buscar com mais afinco os verdadeiros caminhos de construção do bem comum.

Extremistas de ambos os lados negam a realidade, proclamando suas ideologias (quer de direita, quer de esquerda) e se recusando a reconhecer os erros dos correligionários. A mensagem cristã convida a olhar os fatos com realismo, reconhecer erros e acertos de todos os lados, buscar o diálogo para formular propostas realistas de construção do bem comum.

Ainda quanto à pluralidade de posições entre bispos e padres brasileiros, quem quiser poderá ler um ótimo artigo onde Dom Júlio Akamine, arcebispo de Sorocaba, explica com clareza e sinceridade a pluralidade de opiniões entre os bispos, ajudando a compreender melhor o que se passa.

Aleteia

 

S. CLARA DA CRUZ, DE MONTEFALCO, ABADESSA AGOSTINIANA

S. Clara da Cruz, de Montefalco
S. Clara da Cruz, de Montefalco 

Clara nasceu em Montefalco, região italiana da Úmbria, em 1268. Aos 4 anos, já demonstrava uma profunda inclinação para a oração e a contemplação.

Segunda filha de Damião e Jacobina, com apenas 6 anos, decidiu seguir as pegadas da sua irmã, Joana, que se retirou para viver em oração e penitência em uma clausura, construída pelo pai em uma propriedade da família.
Clara imergiu-se, totalmente, no estilo de vida do eremitério; as orações, penitências, sacrifícios e mortificações tornaram-se para ela o caminho para se conformar com a Paixão de Cristo.
Com a entrada de Clara, começou a aumentar o número de postulantes. Então, Joana, superiora do pequeno claustro, resolveu ampliar o local. Contando ainda com a ajuda do pai, em 1290, obteve a permissão do Bispo de Espoleto, Dom Gerardo Artesino, para transformá-lo em mosteiro, que foi chamado "Mosteiro da Cruz". Às religiosas foi imposta a observância da Regra de Santo Agostinho.
No ano seguinte, Joana faleceu e foi sucedida por Clara, que tinha vinte e três anos.

Abadessa sábia e defensora “fidei”

Clara aceitou o cargo, contra a sua vontade, considerando-se indigna. Ao invés, como abadessa deu novo impulso à comunidade religiosa: organizou melhor a vida comunitária, propondo o trabalho manual a todas as Irmãs, mas deixou ampla liberdade para as mais inclinadas à oração. Cuidou de todas, amorosamente, instruindo-as, corrigindo-as e dando atenção especial às necessidades de cada uma.
Imergiu, assim, uma mulher de uma firmeza iluminada. Aproximavam-se da grade do seu locutório pobres e necessitados, aos quais sempre estava pronta para dar algo para comer ou uma palavra de conforto; para os mais cultos, sacerdotes e alto clero, foi uma conselheira sábia, capaz de ler os corações dos outros e de prever os acontecimentos. Fez tudo isso apesar de uma dura provação de aridez espiritual, que a acompanhou por 11 anos.
Bem antes da morte da sua irmã, passou por um estado interior de deserto e de silêncio de Deus. Santa Clara sofreu até 1299.

"Tenho Jesus no meu coração"

No início de 1294, no jardim do mosteiro, Cristo apareceu-lhe como peregrino e sofredor com a cruz, dirigindo-se a ela com estas palavras: "Procuro um lugar sólido, onde possa plantar a cruz; e vejo aqui o lugar apropriado para plantá-la". Este lugar era o coração de Clara, que, desde então, sempre repetiu: "O meu Jesus está dentro do meu coração".
Segundo a tradição, Cristo, o viajante, ter-lhe-ia dado o seu bastão, o qual, tendo sido plantado, tornou-se uma árvore, que ainda hoje é viçosa. A “árvore de Santa Clara” ou o “Melia Azedarach”, originário do Himalaia, produz bagos lenhosos usados, há séculos, para fazer rosários.
No início de 1300, Clara adoeceu e, em julho de 1308, foi obrigada a ficar de cama, passando seus dias em êxtase e em contemplação. No entanto, enquanto se preparava para seu encontro com Deus, aconselhava as monjas a serem humildes, obedientes, pacientes e unidas na caridade.
No dia 17 de agosto, pediu para ser levada à igreja, que havia construído no mosteiro, onde, com 40 anos, exalou seu último respiro.
As Irmãs decidiram conservar seu corpo; seus órgãos foram extraídos e, com grande surpresa, em seu coração foram descobertos os sinais da Paixão de Cristo.
Berengário de Donadio de Santo Africano, biógrafo de Clara, escreveu: "Havia... dentro do coração... em forma de nervos rígidos de carne, de um lado, a cruz, três cravos, a esponja e a cana; do outro, o pilar, o chicote... e a coroa. No saco de fel... havia três pedras redondas, todas iguais, que, provavelmente, representavam a Trindade".
A fama de santidade de Clara difundiu-se rapidamente e vários milagres foram documentados pela sua intercessão. Seu corpo incorrupto e as relíquias encontram-se, ainda hoje, em Montefalco, na nova igreja, ao lado do mosteiro agostiniano.
A história de Santa Clara é recordada pelos esplendidos afrescos, na Capela de Santa Cruz, e a igrejinha primitiva da comunidade religiosa, onde a Santa passou as últimas horas da sua vida na terrena.

Vatican News

 

S. JACINTO DE CRACÓVIA, SACERDOTE DOMINICANO

A12


Batizado com o nome de Jacó, ele nasceu em 1183, na antiga Kramien, hoje Cracóvia, na Polônia. Desde cedo aprendeu a bondade e a caridade, despertando assim sua vocação religiosa. Numa viagem para Roma conheceu Domingos de Gusmão e ingressou na Ordem dos Pregadores de São Domingos.

Depois de um breve noviciado ele tomou o nome de frei Jacinto. Na ocasião foi o próprio São Domingos que o enviou de volta à sua pátria. Assim iniciou sua missão de grande pregador. Jacinto fundou em Cracóvia um mosteiro da Ordem de São Domingos.

Jacinto foi um incansável pregador da Palavra de Cristo e um dos mais pródigos colaboradores do estabelecimento da igreja nas regiões tão distantes de Roma. Foram quarenta anos de intensa vida missionária.

No ano dia 15 de agosto 1257, ele morreu no mosteiro de Cravóvia, aos setenta e dois anos de idade.  

Colaboração: Padre Evaldo César de Souza, CSsR

Reflexão
A missão dos apóstolos de Jesus é estendida a muitos homens e mulheres no caminhar da história. Cada região e cultura recebeu a graça do evangelho a partir de pessoas carismásticas que souberam traduzir para a vida a mensagem de Jesus. Que Deus nos inspire ao apostolado e ao trabalho com os mais abandonados.

Oração
Concedei-nos, Senhor, a proteção para nossos dias, e dai-nos o fervor apostólico como o de Vosso servo, São Jacinto, introdutor da Ordem Dominicana na Polônia. Por Jesus, o Cristo de Deus, amém.

domingo, 16 de agosto de 2020

Mobilização mundial chama atenção para queimadas e destruição na Amazônia

Mobilização mundial chama atenção para queimadas e destruição na Amazônia
CNBB

“Amazonizar-se” é agir como uma organização mundial e gritar bem forte para que diversas vozes ecoem em defesa da Amazônia. É nesta perspectiva que ocorre uma mobilização em todo o mundo entre os dias 14 e 28 de agosto em defesa da vida na região amazônica. Para esta sexta-feira, 14, a mobilização será nas redes sociais com um tuitaço e uso de hashtags nas outras plataformas.

A Assembleia Mundial pela Amazônia, que tem organizado as ações de mobilização e articulado iniciativas em todo o mundo, ressalta que “Amazonizar-se é ser um só coração para a vida: existir e resistir contra o terricídio, o ecocídio e o etnocídio. Para denunciar aqueles que destroem as forças vivas do planeta”.

As publicações nas redes sociais devem utilizar as hashtags #assembleiamundialamazônia #amazonízate #amazoniasemquiemadas e #sosoamazônia.

“Os incêndios e o extrativismo (das minas, madeireiras, garimpos e petróleo) são alimentados pela cobiça, o egoísmo, a rapina, a soberba das corporações, o autoritarismo dos estados e empresas – e por todos os atores que promovem as queimadas para expoliação dos recursos da Amazônia”, ressaltam os organizadores.

Entre as diversas preocupações que devem ser denunciadas e compartilhadas nas redes sociais, está a atuação das indústrias frigoríficas, madeireiras, petroleiras, mineiras e de biopirataria que “desflorestam, reduzem a biodiversidade, matam fontes de água em nossos campos e florestas”. Os organizadores também recordam a preocupação com o avanço do extrativismo que “esquenta o mundo, muda o clima e faz a humanidade sofrer em todos os rincões da Terra”.

“As memórias ancestrais das culturas amazônicas vivas, a voz do povo da Amazônia e do mundo se unem cm todas as forças para exigir: — Parem de queimar a nossa casa! A Amazônia é o lugar dos sonhos de nossas crianças, um dos pulmões com que a humanidade respira, o coração da vida planetária: — Exigimos que sejam investigados e penalizados os culpados pela destruição!”, afirma a Assembleia pela Amazônia.

Os internautas poderão preparar cartazes com denúncias, exigência de ações governamentais e políticas, uma mensagem “amazonizante”, desenhos ou frases. Depois, fotografar o cartaz e postar nas redes sociais com as hashtags da mobilização.

A Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) apoia a mobilização em defesa da Amazônia.

CNBB

 

Pe. Manuel Pérez Candela

Pe. Manuel Pérez Candela
Pároco da Paróquia Nossa Senhora da Imaculada Conceição - Sobradinho/DF