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domingo, 15 de novembro de 2020

Missionários de si mesmos

L'Osservatore Romano
10 novembro 2020

Longe de qualquer retórica, a África desempenha um papel cada vez mais  fundamental no Catolicismo contemporâneo. De acordo com dados divulgados em março passado pelo Departamento Central de Estatística da Igreja que editou o Anuário Pontifício de 2020 e o Annuarium Statisticum Eccleasiae de 2018, podemos observar que a proporção de católicos em África é de 19,4 por cem habitantes. Se se considerar que a população africana é hoje de cerca de um bilião e 300 milhões de habitantes, isto significa que há mais de 250 milhões de católicos. O crescimento é certamente significativo tendo em conta que eram 185 milhões em 2010.

E o que dizer quanto às vocações? No período entre 2013 e 2018, a África registou um reconfortante +14,3% enquanto para o mesmo quinquénio houve um aumento dos religiosos de +6,8% e das religiosas de +9%. Um exemplo do crescimento expansivo do enclave católico no continente é dado pelos países da África subsariana: em 1910 representavam 1% dos católicos do planeta; em 2019 com 171,48 milhões de fiéis, representavam 16% dos católicos do mundo. Segundo os estudiosos, se considerarmos os processos em curso, dentro de cerca de vinte anos atingirão 24% do total.

A importância do continente africano no cristianismo mundial (incluindo também as Igrejas protestantes e as Igrejas independentes) é, além disso, ainda maior se considerarmos a dinâmica de crescimento, que poderia levar a população cristã da África subsariana, de acordo com as previsões do Pew Research Center, a duplicar até 2050, para mais de um bilião e cem milhões de pessoas. É uma realidade que no início da segunda metade deste século os 5 dos 10 países em escala planetária com a maior população de cristãos estarão em África: Nigéria, República Democrática do Congo, Tanzânia, Etiópia e Uganda.

Um facto que precisa de ser refletido, novamente de acordo com o Pew Research Center, é que «os cristãos em África e na América Latina tendem a rezar mais frequentemente, a assistir mais regularmente aos cultos religiosos e a considerar a religião mais importante na sua vida do que os cristãos no resto do mundo». Esta informação não pode de modo algum ser subestimada se se considerar o nível de compromisso e identificação dos fiéis: de facto, 75 por cento dos cristãos na África subsariana declaram que a religião é muito relevante na própria vida, em comparação com outras realidades continentais, como a ocidental, que vê cada vez mais uma adesão predominantemente nominal.

A este respeito, é de notar o papel particular que a Igreja africana desempenha na educação, num contexto muitas vezes marcado por uma grave exclusão social. Ela representa, na prática, um ponto de referência para as gerações mais jovens, que frequentemente encontram nas estruturas escolares propostas que visam o crescimento integral da pessoa. Isto não é novidade se considerarmos que Kwame Nkrumah, um dos mestres do pan-africanismo, bem como o primeiro presidente do Gana, unanimemente considerado pelos seus compatriotas «pai da pátria», declarou publicamente em 1957 numa conferência na Universidade de Friburgo: «A pessoa que me apresentou disse que eu sou responsável pelo despertar deste grande continente. Creio que isto não é verdade. Se quisermos considerar a situação de uma forma mais exata, devo dizer que os responsáveis pela tomada de consciência dos africanos, foram os missionários cristãos com as suas escolas». E que dizer em relação à melhoria dos serviços de previdência social em África? Segundo dados da Organização mundial da saúde (oms), 70% são de inspiração católica. Existem numerosas congregações religiosas, masculinas e femininas, juntamente com várias realidades da cooperação internacional para o desenvolvimento de inspiração católica que estão na vanguarda da afirmação do direito sacrossanto à saúde dos grupos sociais desfavorecidos presentes no vasto continente africano. Foi também graças ao empenho deles que se forjou a resiliência das populações nativas africanas hoje forçadas a conviverem, não só com a Covid-19, mas também com outras enfermidades endémicas como as doenças tropicais neglicenciadas (Dtn), sem mencionar as três mais perigosas, ou seja, a malária, a Sida e a tuberculose, ou epidemias particularmente graves embora territorialmente circunscritas como o ébola.

Particularmente significativa é a contribuição das Igrejas locais para o crescimento da sociedade civil que, em perspetiva, deveria representar o berçário das futuras classes dirigentes. Não é acasional que sempre que se há eleições na África subsariana ou surgem situações de beligerância aberta, os episcopados locais intervêm apelando à reconciliação, ao diálogo e sobretudo ao respeito pelos direitos humanos. Com frequência os bispos africanos intervieram no debate sobre as reformas constitucionais, criticando por vezes o enfraquecimento das instituições estatais e em particular as tentativas de algumas componentes políticas de minar a independência do poder judicial através de ações corruptas.

Emblemática é a recente mensagem publicada pelo Simpósio das Conferências Episcopais de África e Madagáscar (Secam) para recordar a visita feita há um ano pelo Papa Francisco a Moçambique, Madagáscar e Maurícias. Os bispos africanos recordaram, entre outras coisas, que «o Papa Francisco insistiu que para tornar possível a reconciliação é necessário superar tempos de divisão e violência, xenofobia e tribalismo. A este respeito, devemos aceitar o desafio de acolher e proteger os migrantes que vêm em busca de trabalho e melhores condições de vida para as suas famílias, de defender os encontros ecuménicos e inter-religiosos e de encontrar formas de promover a colaboração entre todos — cristãos, religiões tradicionais, muçulmanos — para um futuro melhor para a África».

Mas atenção, nem tudo o que brilha é ouro. Muitas das dioceses africanas encontraram, nos últimos anos, benefícios na ajuda (espiritual e material) das Igrejas de tradição antiga (especialmente europeias e norte-americanas). Mas a situação atual no Ocidente é marcada por um declínio nas vocações missionárias  e nas ofertas. Além disso, a atual pandemia de coronavírus está a penalizar muitas das atividades de cooperação missionária. Isto significa, essencialmente, que as Igrejas africanas, olhando para o futuro, devem elaborar novos modelos de desenvolvimento em nome da autossuficiência.

Uma coisa é certa: São Paulo vi justamente disse aos bispos africanos reunidos em Kampala: «Vós, africanos, sois agora os missionários de vós próprios. A Igreja de Cristo está verdadeiramente plantada nesta terra abençoada».

Giulio Albanese

L'Osservatore Romano

Coronavírus: ainda é muito cedo para relaxar a quarentena

Shutterstock | View-Apart
por Octávio Messias

Segunda onda é ameaça enquanto a população flexibiliza o distanciamento social.

Você sai na rua e, especialmente em um fim de semana ensolarado, vê parques abertos, pessoas caminhando, algumas praticando esportes, como ciclismo e corrida, além de bares e restaurantes abarrotados. Uma imagem tão semelhante à realidade pré-pandemia que chega a despertar nostalgia. Mas esse cenário é incondizente com a realidade que São Paulo vive atualmente. 

Entre a agosto e novembro, as suspeitas de novos casos do novo coronavírus na cidade praticamente aumentaram 50%, passando de 339.934 casos para 504.949 – em algumas regiões da cidade, esse número chega a 75%. A escalada se dá principalmente entre jovens das classes A, B e C, que estavam confinadas no início da pandemia, e agora passam a ter seu primeiro contato com o vírus. E se reflete nos números de internações dos hospitais de elite, que voltaram a disparar, e UTIs adicionais que já haviam sido desativadas voltam a funcinar. Só o Hospital Sírio-Libanê viu os casos saltarem de 80, no início de outubro, para 120 em novembro, o mesmo patamar que se via em outubro, fase mais aguda da pandemia.

ESCALADA DE CASOS

Um aumento no número de casos em São Paulo acende o sinal de alerta para o restante do país, uma vez que a capital paulista foi o foco inicial e epicentro da doença no Brasil. E naquela época os casos saltaram inicialmente nos hospitais da rede privada. 

Após uma curva em constante movimento de queda, vemos as suspeitas de novos casos voltarem a subir, o que preocupa especialistas. “A pandemia começou assim em março, com hospitalizados nos particulares, e depois migrou para o sistema público de saúde. Parece que a gente começa a vivenciar a mesma fotografia do começo da pandemia na Grande São Paulo”, disseWallace Casaca, cientista de dados da Info Tracker, ferramenta de dados do Centro de Ciências Matemáticas Aplicadas à Indústria, desenvolvida por professores da USP e Unesp. 

SEGUNDA ONDA

Esses dados levantam o temor de uma segunda onda, como temos visto acontecer em países da Europa. Atualmente o índice de ocupação nas UTIs brasileiras é de 40,8% e, nas enfermarias, de 29,9%. O município de São Paulo registra 330.266 casos e 13.949 mortes do total de 5.810 milhões de casos e quase 165 mil mortes. 

Esses dados alarmantes mostram os efeitos devastadores do vírus por aqui. Ainda é muito cedo para ignorar a ameaça e retomar a vida normal, uma vez que o descaso de alguns está provocando a morte de tantos.

O vírus pode ser encarado como o mar: com respeito e temor. Quanto antes nos unirmos em um esforço para conter o vírus e reduzir cada vez mais os índices de mortes, mais chances temos de retomar nossas vidas como era antes da pandemia. 

Aleteia

200 famílias cristãs deslocadas pelo ISIS retornarão a Mosul e à planície de Nínive

Foto referencial. Crédito: Pixabay.

MOSSUL, 14 nov. 20 / 07:00 am (ACI).- Cerca de duzentas famílias de cristãos deslocados que fugiram de Mosul e da planície de Nínive (Iraque) há 6 anos devido à violência do Estado Islâmico (ISIS), estão prestes a retornar para suas casas.

Em 11 de novembro, a agência vaticana Fides informou que o governador da província de Nínive, Najim al Jubouri, confirmou que cerca de noventa famílias cristãs já estão retornando a Mosul, no norte do Iraque, e estão recuperando a posse de suas casas, tanto no centro como no leste da cidade velha. As outras famílias, cerca de cem, fariam isso nas próximas semanas.

As famílias deslocadas que retornam poderão ocupar suas casas novamente depois de que se restaurem as condições de segurança adequadas de suas moradias e os serviços urbanos necessários.

Entre junho e agosto de 2014, centenas de milhares de cristãos foram forçados a fugir de Mosul e de grande parte da província de Nínive quando o território foi conquistado por milícias jihadistas do autoproclamado Estado Islâmico (ISIS).

Durante esse tempo, o regime jihadista sujeitou os habitantes de ambos os territórios à rigorosa lei da sharia, que incluía conversões e casamentos forçados, execuções em massa, tráfico de seres humanos e venda de mulheres como escravas sexuais. Durante este período, terroristas muçulmanos também bombardearam igrejas e assassinaram sacerdotes.

Segundo assinalou ACN em 2019, "em 2014 havia cerca de 15 mil fiéis de diferentes Igrejas na cidade [Mosul]: caldeus, siro-ortodoxos, siro-católicos e algumas famílias armênias". Explicou que o baixo número de habitantes também foi causado pela fuga de muitas pessoas em 2008, após o assassinato do então Arcebispo de Mosul, Dom Paul Faraj Rahho, e do Pe. Ragheed, fato que teve como consequência o fechamento de muitas igrejas caldeias.

A situação provocou o êxodo de centenas de milhares de cristãos e outras minorias religiosas, que se refugiaram na região autônoma do Curdistão iraquiano e, em particular, nos subúrbios de Erbil, sua capital. Aqueles que não conseguiram fugir enfrentariam a morte se não concordassem em se converter ao Islã ou pagar uma taxa de submissão.

Em 9 de julho de 2017, após três anos de combates envolvendo o exército iraquiano, as forças curdas e a coalizão internacional liderada pelos Estados Unidos, Mosul foi declarado livre do controle do ISIS. Em setembro, as autoridades locais anunciaram o retorno de 1.400 famílias cristãs refugiadas às suas áreas de origem, principalmente localizadas na planície de Nínive.

Embora o novo retorno de famílias cristãs deslocadas seja “um sinal reconfortante”, a maioria não parece ter qualquer intenção de voltar para casa, mas sim de permanecer alojada em Erbil, na região de Dohuk ou continuar morando no estrangeiro para onde conseguiram emigrar, afirma a Agência Fides.

Para o Pe. Amanuel Adel Kloo, sacerdote que voltou a Mosul em 2017, as pessoas ainda resistem em voltar porque “ainda têm medo” por causa da violência que sofreram. “No entanto, quando a igreja e os outros edifícios estejam abertos, as pessoas se sentirão seguras... e muitas pessoas voltarão”, disse à fundação pontifícia Ajuda à Igreja que Sofre em 2019.

Desde abril deste ano, a Unesco iniciou os trabalhos de restauração da Igreja Dominicana de Nossa Senhora da Hora, cujo nome oficial é Al-Saa’a e é uma das mais emblemáticas para a comunidade cristã de Mosul. O projeto também inclui a restauração da catedral siro-católica de Tahera.

“O primeiro passo após a ocupação do Estado Islâmico é restaurar a confiança. São pessoas de diferentes comunidades que estão redescobrindo, enquanto trabalham juntas, que amam, por exemplo, a mesma música”, disse o Pe. Oliver Poquillon à ACI Prensa, agência em espanhol do grupo ACI, em novembro.

Publicado originalmente em ACI Prensa. Traduzido e adaptado por Nathália Queiroz.

ACI Digital

XXXIII Domingo do Tempo Comum - Ano A

Dom José Aparecido
Adm. Apost. Arquidiocese de Brasília

VEM PARTICIPAR DA MINHA ALEGRIA

A Palavra de Deus deste domingo – o penúltimo do ano litúrgico – nos alerta sobre a caducidade da existência terrena e nos convida a vivê-la como uma peregrinação, tendo os olhos fixos na meta, no Deus que nos criou para Si (S. Agostinho) e é o nosso destino último, o sentido do nosso viver. Deus nos oferece talentos para que, ao longo da nossa vida passageira, produzamos frutos de vida eterna mediante a caridade operosa que é a verdadeira adoração em Espirito e verdade.

A primeira leitura (Pr 31,10-13.19-20.30-31), vencendo os limites da cultura patriarcal da época, elogiam a mulher virtuosa, forte e empreendedora, dedicada ao bem da família, que “abre suas mãos ao necessitado e estende suas mãos ao pobre” (Pr 31,20). Passam o encanto e beleza fugazes, mas não passa o encanto e a beleza da “mulher que teme o Senhor” (v.30). “Ela vale muito mais do que as jóias” (v.10).

O Salmo 127 louva o pai de família que teme o Senhor e vive do trabalho de suas mãos. Ele, como os servos que receberam do seu senhor os talentos e os fizeram furtificar, será abençoado cada dia de sua vida, enfim pela eternidade.

Paulo, na carta aos cristãos de Tessalónica, continua a falar de esperança, exortando à vigilância e lembrando que os resgatados nas águas do batismo são filhos da luz: “Todos vós sois filhos da luz e filhos do dia. Não somos da noite nem das trevas”. Ser filhos da luz, comporta o compromisso moral e a exigência ascética da vigilância e da sobriedade: “não durmamos, como os outros, mas sejamos sóbrios e vigilantes”.

No Evangelho Jesus narra a parábola dos talentos e mostra que a exigência de fazer frutificar os talentos que nos são confiados como a administradores, de algum modo, comportam consequências. A frágil existência terrena, enriquecida de dons e talentos dados por Deus, comporta a responsabilidade por nossas escolhas e pelo nosso modo de agir. Tudo adquire um peso de eternidade. Não se pode fugir à necessidade de escolher entre o caminho da vida e o caminho da morte, da bênção e da maldição.

Os que aqui na terra fazem frutificar os talentos em forma de obras de misericórdia (cf. Mt 25,31-46), serão louvados pelo Senhor no juizo: “Como foste fiel na administração de tão pouco, eu te confiarei muito mas” e logo receberão o convite para as delícias eternas: “Vem participar da minha alegria” (Mt 25,21).

O outro lado da responsabilidade pelas nossas escolhas e pelo nosso modo de atuar aparece dramaticamente nas palavras finais do Evangelho. A possibilidade de ficar fora da bem-aventurança eterna aparece não só como consequência de agir mal, como também de omitir o bem que se podia ter feito. É o próprio Jesus a pronunciar palavras fortes: “A este servo inútil, lançai-o nas trevas exteriores; ali haverá choro e ranger de dentes” (Mt 25,30).

Neste domingo dos Pobres, nos ilumine e encha de esperçança, a bênção encontrada no ritual do matrimônio: “Sede testemunhas do amor de Deus no mundo, socorrendo os pobres e todos os que sofrem, para que eles vos recebam um dia, agradecidos, na eterna morada de Deus”.

Folheto: "O Povo de Deus"/Arquidiocese de Brasília

S. ALBERTO MAGNO, BISPO E DOUTOR DA IGREJA, DOMINICANO

S. Alberto Magno, Tommaso da Modena 

Alberto nasceu na Alemanha, por volta de 1200, no seio de uma família de condes, Bollstadt. Ao crescer, foi enviado para estudar em Pádua, uma cidade excelente de artes liberais, mas também em Bolonha e Veneza.
Como jovem estudante, era realmente brilhante, mas quando foi chamado para aprofundar o estudo de Teologia, em Colônia, encontrou muitas dificuldades, a ponto vacilar na fé. Sua salvação foi a grande devoção que nutria pela Virgem, que nunca o abandonou.

Chamada para a Ordem dos Pregadores

Na Itália, Alberto conheceu os Padres Dominicanos, a Ordem dos Pregadores, e percebeu que era aquela a sua estrada: recebeu o hábito religioso das mãos do Beato Jordano da Saxônia, sucessor imediato de São Domingos. Assim, foi enviado, primeiro, a Colônia e, depois, a Paris, onde, por alguns anos, ocupou a cátedra de Teologia e também conheceu seu aluno mais talentoso: Tomás de Aquino, que o levou consigo quando a Ordem o enviou, novamente, à Colônia, para dar início ao estudo teológico.

Amor pelo ensino e o encontro com Tomás

O ensino foi a maior paixão de Alberto, depois daquela pelo Senhor. Em Colônia, junto com Tomás, conseguiu fazer grandes coisas, tanto que recebeu o apelido de "Magno", isto é, Grande. Ambos empreenderam o ambicioso projeto de comentar a obra de Dionísio, o Areopagita, e os escritos de Aristóteles sobre filosofia natural.
Desta forma, Alberto conseguiu descobrir o ponto de encontro entre os dois grandes estudiosos da antiguidade sobre a doutrina da alma: colocada por Deus na obscuridade do ser humano, ela se expressa no conhecimento e, precisamente nesta atividade complexa e maravilhosa, revela a sua natureza e a sua origem divina. Com esta síntese, entre a sabedoria dos Santos, o conhecimento humano e a ciência da natureza, Alberto deu um profundo impulso à orientação mística da Ordem, à qual pertencia, confiando a pesquisa filosófico-teológica ao fiel Tomás.

Em Roma, com o Papa

No Capítulo Geral dos Dominicanos, que se realizou em Valenciennes, em 1250, Alberto elaborou, com Tomás, normas para a direção dos estudos e a determinação do sistema de méritos no âmbito da Ordem. Por isso, quatro anos depois, deixou o ensino e foi "promovido" como Provincial na Alemanha.
Com este cargo, em 1256, foi a Roma para defender os direitos da Santa Sé e dos religiosos Mendicantes no Consistório de Anagni. O Pontífice ficou tão impressionado com ele, que o mandou ficar na cidade e a retomar o ensino, que tanto amava, atribuindo-lhe uma cátedra na Universidade Pontifícia.

Na cátedra, como Bispo, e seus últimos anos

Por sua surpresa, em 1260, o Papa nomeou Alberto novo Bispo de Regensburg. Ao voltar à sua pátria, o Santo empenhou-se, como assiduidade, para fortalecer a paz entre os povos.
Em 1274, o Papa Gregório X convidou-o, novamente, a participar do segundo Concílio de Lyon, mas, no caminho de volta, recebeu uma notícia, que jamais queria receber: o falecimento de Tomás, um duro golpe para Alberto, que o amava como um filho, sobre o qual teve apenas a força de comentar: "A luz da Igreja se apagou".
Por isso, começou a pedir, com insistência, a Urbano IV, para isentá-lo do cargo pastoral e se retirar para Colônia. E o Papa lhe permitiu.
Continuando a escrever e a rezar, Alberto faleceu em 15 de novembro de 1280. Pio XI o canonizou em 1931 e o proclamou Doutor da Igreja. Dez anos depois, Pio XII o declarou Padroeiro dos cultores de Ciências naturais.

Vatican News

S. JOSÉ PIGNATELLI, PRESBÍTERO JESUÍTA

S. José Pignatelli  (© Compagnia di Gesù)

Nascido em 1737, no castelo da família, em Zaragoza, José Pignatelli y Moncayo – seu nome no civil - era descendente de uma família nobre. Aos 12 anos, junto com seu irmão, entrou para a Companhia de Jesus. Tornando-se logo exemplo de virtude, caridade e humildade, fez o Noviciado com os Jesuítas da província de Aragão, já santificada por São Pedro Claver, onde foi ordenado sacerdote, em 1762.

Amável educador e "pai dos enforcados"

José tinha um sonho: ser enviado em missão entre os índios da América, mas jamais conseguiu, porque, quando jovem, fora acometido pela tuberculose que, depois, se tornou crônica, ficando com saúde precária. Por isso, começou a ensinar gramática na escola de Zaragoza, distinguindo-se por suas excelentes qualidades de educador. Mas, não lhe era suficiente: foi um dos últimos a exercer seu apostolado. Assim, começou a frequentar os pobres e a visitar os prisioneiros, detendo-se, de modo particular, com os condenados à morte, aos quais dava coragem e consolação, o suficiente para receber o apelido de "pai dos enforcados".

Expulsão da Espanha

Em 1767, as coisas se complicaram. A Companhia de Jesus encontrava-se em maus lençóis por toda a Europa, tanto que os Jesuítas foram expulsos, consecutivamente, dos países onde atuavam: da França, do Reino das Duas Sicílias, dos Ducados de Parma e Piacenza, de Malta e Portugal; sobreviveram apenas na Rússia, Prússia e região da Silésia. Por fim, o rei Carlos II os expulsou também da Espanha. José decidiu não se valer da sua nobre linhagem para evitar o exílio. Por isso, partiu com três confrades para a Itália. O golpe final deu-se em 1773, quando Clemente XIV decretou a dissolução da Companhia de Jesus.

Grande restaurador da Companhia de Jesus

Desta forma, José entendeu qual seria a sua missão: contribuir para o ressurgimento dos Jesuítas. Enquanto se encontrava com seus confrades em Bolonha, reuniu, com o consenso do Papa Pio VII, todos os membros dispersos por toda a Europa: eis o primeiro passo da restauração. Mais tarde, Padre José Pignatelli conseguiu abrir um seminário em Colorno, no Ducado de Parma, onde foi Mestre dos Noviços.
Somente em 1800, Pio VII dispôs o renascimento definitivo daquela Ordem, que não tinha desaparecido, completamente, graças ao zelo apostólico de José, ao ser eleito Padre Provincial.
Antes da sua morte, ocorrida em 1811, José de Pignatelli conseguiu presenciar à abertura de duas novas Casas, em Roma e Nápoles.
Pio XII o canonizou em 1954.

Vatican News

S. MACUTO

San Macuto, Alphonse Hénaff  (Édouard Hue, CC-BY-SA 3.0)
Bispo na Bretanha

Maclóvio foi nomeado Bispo, mas não manteve o cargo. Algumas discussões levaram-no a abandonar seu rebanho e a deixar seu encargo episcopal a outro. Dirigiu-se para Aquitânia e, em Saintonge, concluiu sua peregrinação terrestre.
Maclóvio estudou em uma escola monacal de Llancarfan, no Gales, fundada por São Cadoc, e ali viveu como monge.
Segundo a tradição, ao tornar-se Bispo de Macuto, deixou Glamorgan, junto com alguns companheiros, tomou o navio e fez uma parada na ilha do eremita Aarão. Aconselhados pelo eremita, os monges foram para Aleth, uma cidade de antigas terras dos Coriosolitas.

Fugiu das perseguições

Enquanto as perseguições se enfureciam contra os habitantes de Aleth, Maclóvio retomou seu caminho encontrando refúgio em Saintonge. A pedido dos habitantes de Aleth, devastada pela peste e a penúria, Maclóvio voltou do exílio. Tendo sobrevivido à praga da peste, regressou para Saintonge, onde faleceu em 16 de novembro de 649.
Os cristãos de Aleth conseguiram algumas das suas relíquias. Durante a invasão dos Normandos nas costas da Bretanha, as relíquias de São Maclóvio foram custodiadas na Île-de-France, mais precisamente em Saint-Jacques du Haut-Pas, em Paris.

Igrejas dedicadas a São Maclóvio

A igreja de São Maclóvio, em Bully, diocese de Arras, deve seu nome a Macuto ou Maclóvio. Seu busto, com paramentos episcopais, em um falso relicário de carvalho do século XVII, encontra-se no coro da igreja. Na região parisiense, a catedral de Pontoise é dedicada a ele.

Vatican News

sábado, 14 de novembro de 2020

Em direção ao século chinês

Uma visão noturna da estrada de Nanjing em Xangai
novembro 2004

Paradoxos da história: o movimento da Nova Economia nascido nos EUA acabou facilitando muito a China. Um gigante econômico que há anos cresce a um ritmo vertiginoso e que pode se tornar o maior importador e exportador do mundo. Mudando o equilíbrio político global


por Giuseppe Guarino


O Império Celestial impulsionando o desenvolvimento econômico do Leste Asiático

Giulio Andreotti, o primeiro-ministro, fez uma longa viagem à China no final dos anos 1980. Pedi para ser incluído - mas não foi possível - na delegação. Antes de partir para Pequim, é provável que se lembre dele, disse-lhe mais ou menos assim: «Tu que tens tanta autoridade, diga aos chineses que não abandonem o comunismo tão depressa. Se eles começarem a se mover, há o perigo de esmagarem os outros países do mundo ”. A razão é simples. A população chinesa chega a um bilhão e 300 milhões de pessoas, tem uma língua própria e uma civilização que até 1600 era a mais avançada, tanto em termos de riqueza média quanto tecnologicamente, se comparada a qualquer outra região do mundo, inclusive a Europa. Nunca precisou invadir outros países, dado o enorme espaço que possui.
Em um dos últimos livros do economista indiano Amartya Sen, ganhador do Nobel, há uma comparação esclarecedora entre a Índia e a China. Aponta que o Maoísmo - apesar de ter causado danos infinitos na China, como todos os regimes comunistas baseados em uma ideologia inspirada nos ideais de igualdade - criou um serviço de saúde geral eficiente e, acima de tudo, um serviço escolar público desde o ensino fundamental até 'Universidade. A educação gratuita para todos começou por volta da década de 1980; em 2000, chegaram em grande número jovens graduados chineses. Com todo o respeito por aqueles que hoje se surpreendem com a produção de tantos engenheiros na China ...
O presidente russo Vladimir Putin com o presidente chinês Hu Jintao em Pequim em 14 de outubro de 2004



Se a China tivesse permanecido um país fechado, os graduados não saberiam o que fazer. Junto com as repercussões econômicas do desemprego, surgiriam tensões ideológicas. Mas dois eventos inesperados ocorreram. O colapso da URSS mostrou aos chineses quais são as consequências nefastas da súbita saída do comunismo, fazendo-os, ao contrário, proceder com grande prudência e astúcia. Os chineses são políticos refinados.
O segundo fato consistiu na “abertura ao mercado” de uma zona costeira de cerca de 250 milhões de habitantes. Um ponto de partida. Mas os efeitos da Nova Economia dos Estados Unidos foram enxertados nela É assim que se faz a história: um movimento econômico nascido em outro lugar, nos Estados Unidos, acabou facilitando muito a China. O grande orgulho dos Estados Unidos, otecnologia da informação , avançou rapidamente. A indústria americana descobriu que na China poderia produzir componentes eletrônicos a custos muito mais baixos. O transporte aéreo também seria conveniente. Assim, foi criado um circuito integrado com a China, o que impulsionou fortemente a economia.
A China, partindo de um nível inicial muito baixo, atingiu uma taxa anual de aumento do PIB de cerca de 9%, que já se arrasta há cerca de vinte anos. É preciso compreender a dimensão do fenômeno, que determina uma série de consequências, positivas e negativas, no exterior, em parte mitigadas pelo fato de a China possuir consideráveis ​​riquezas naturais. Deixe-me explicar. Em quase todas as classificações relacionadas a matérias-primas e riquezas naturais, a China está no topo. Enquanto o consumo per capita foi baixo, a China foi capaz de lidar com a demanda apenas com seus fatores internos. A situação estava equilibrada. A participação da China no comércio mundial era muito modesta tanto nas importações quanto nas exportações. Quando o gigante entrou em movimento, o processo teve efeitos externos, favorável e problemático. Vamos descrevê-los.
Estamos acostumados a considerar as consequências do desenvolvimento chinês olhando para a Europa e os Estados Unidos. Mas a integração que está ocorrendo entre Pequim e os países do Leste Asiático é muito mais relevante. Hoje a China se tornou o grande estimulador do desenvolvimento econômico de todo o Leste Asiático
O desenvolvimento força a China a importar muito mais do que no passado. Os países que ocupam posições importantes como exportadores para a China são principalmente os da região oriental. Estamos acostumados a considerar as consequências do desenvolvimento chinês olhando para a Europa e os Estados Unidos. Mas a integração que está ocorrendo entre Pequim e os países do Leste Asiático é muito mais relevante. Hoje a China se tornou o grande estimulador do desenvolvimento econômico de todo o Leste Asiático. Os países que ocupam os primeiros lugares como exportadores para a China são Austrália, Taiwan, Japão, Coréia do Sul, depois Grã-Bretanha e Alemanha, mas, antes dos Estados Unidos, ainda há Tailândia e outros. O "fenômeno chinês" está se espalhando pelo Leste Asiático.
O segundo elemento a considerar é que o desenvolvimento da China provoca um consumo intenso de matérias-primas e uma demanda correlativamente maior. Basta comparar o quanto a China produz e quanto consome para saber quais são os materiais cujo preço aumentará nos próximos anos. O aumento do preço do petróleo não foi determinado apenas pela OPEP ou pela guerra no Iraque, mas também e talvez principalmente pela China. Aí pensamos no cobre: ​​a China produz 589 milhões de toneladas por ano, está em sexto lugar entre os produtores mundiais, mas consome três vezes mais. Para a produção de alumínio, a China ocupa o terceiro lugar no mundo, depois dos Estados Unidos e da Rússia, mas consome um terço a mais. A China consome quase o dobro da borracha que produz. Depois, há lã e algodão crus. O impacto nas fontes de energia é mitigado pelo fato da China ser o terceiro maior produtor de eletricidade do mundo, graças aos seus rios. As grandes obras que os chineses estão realizando vão aumentar significativamente a produção, que já hoje corresponde a mais da metade da dos Estados Unidos. Mas estamos apenas no início do desenvolvimento chinês.
Olhando para esses números, surge a pergunta que eu já havia formulado em 2000 em meu livro O governo do mundo globalNaquela época, o mundo rico compreendia não mais do que 7-800 milhões de pessoas em uma população mundial de 6,5 bilhões. Se 6 bilhões e meio de homens atingissem o mesmo nível de bem-estar dos 700/800 milhões de pessoas que hoje consideramos ricas, modernas, ocidentais, o que aconteceria? A Terra é capaz de suportar tal peso? A China mostra que o problema está presente. The Economist em uma das últimas edições se fez a mesma pergunta.
Uma fábrica de produtos eletrônicos em Shenzen, na província de Guangdong, no sul. Nos primeiros seis meses de 2004, o PIB da China cresceu 9,7% em relação ao mesmo período de 2003



O Leste Asiático está se tornando o maior consumidor de commodities, ultrapassando os Estados Unidos, historicamente o maior importador do mundo. Mas a deformação óptica nos faz imaginar a China como um fenômeno separado. Se somarmos os países do Sudeste Asiático, constatamos que 3,5 bilhões de habitantes marcham há dez anos com um aumento médio anual do PIB de 7%. As estatísticas nos mostram que o desenvolvimento mundial, de 1 a 2% de ontem, agora chega a 4%, justamente porque esses países do Sudeste Asiático estão marchando em ritmo avassalador. Além da China, há a Índia (que avança de 6 a 7%); mas então novamente: Malásia, Vietnã, Coreia do Sul, Taiwan, Sri Lanka, Bangladesh, Tailândia, Nepal, Indonésia, Paquistão. Paquistão, que é o último neste ranking de países emergentes, tem uma taxa de 4%, mas tem “apenas” 141 milhões de habitantes. A este grupo devemos acrescentar outros países, como Filipinas e Rússia, que apresentam ritmos mais lentos, mas bastante intensos. Finalmente, tanto a Austrália quanto o Japão estão em forte progresso também porque são importantes exportadores para a China. Países sul-americanos como Brasil, Venezuela e Argentina também apresentam forte recuperação.
Até poucos anos atrás, o motor do desenvolvimento mundial eram os EUA. Hoje a força motriz é um estado de difícil ataque, que tem 1 bilhão e 300 milhões de habitantes, contra os escassos 300 dos EUA, e que avança a passos largos. A própria economia americana está ligada à chinesa. O maior credor dos Estados Unidos, como detentor de títulos do governo americano, é a China. Ao mesmo tempo, a China oferece oportunidades de investimento favoráveis ​​para as empresas americanas. Os chineses abastecem os americanos com produtos a preços baixos e o fenômeno provavelmente continuará por muito tempo porque a moeda chinesa é mantida em uma cotação baixa em relação ao dólar e ninguém consegue impor uma taxa de câmbio diferente. Portanto, não é surpreendente que, de acordo com as previsões, A China pode se tornar o terceiro maior exportador do mundo, depois dos Estados Unidos e da Alemanha. Hoje é o país que recebe o maior volume de investimento estrangeiro, substituindo os Estados Unidos no período 1995-2000. Dois terços das máquinas fotocopiadoras do mundo e todos os aparelhos eletrônicos leves (DVDs etc.), metade de todas as câmeras digitais e cerca de dois quintos dos computadores pessoais são chineses. Suas importações também estão crescendo. Elas cresceram 40% no ano passado, o que é cerca de um terço do crescimento total do volume das importações mundiais. Quanto mais a China cresce, mais exporta, mais precisa importar: tudo isso influencia os preços internacionais das matérias-primas, os fretes e as mercadorias. substituindo os Estados Unidos no período 1995-2000. Dois terços das máquinas fotocopiadoras do mundo e todos os aparelhos eletrônicos leves (DVDs etc.), metade de todas as câmeras digitais e cerca de dois quintos dos computadores pessoais são chineses. Suas importações também estão crescendo. Elas cresceram 40% no ano passado, o que é cerca de um terço do crescimento total do volume das importações mundiais. Quanto mais a China cresce, mais exporta, mais precisa importar: tudo isso influencia os preços internacionais das matérias-primas, os fretes e as mercadorias. substituindo os Estados Unidos no período 1995-2000. Dois terços das máquinas fotocopiadoras do mundo e todos os aparelhos eletrônicos leves (DVDs etc.), metade de todas as câmeras digitais e cerca de dois quintos dos computadores pessoais são chineses. Suas importações também estão crescendo. Elas cresceram 40% no ano passado, o que é cerca de um terço do crescimento total do volume das importações mundiais. Quanto mais a China cresce, mais exporta, mais precisa importar: tudo isso influencia os preços internacionais das matérias-primas, os fretes e as mercadorias. o que representa cerca de um terço do crescimento total do volume das importações mundiais. Quanto mais a China cresce, mais exporta, mais precisa importar: tudo isso influencia os preços internacionais das matérias-primas, os fretes e as mercadorias. o que representa cerca de um terço do crescimento total do volume das importações mundiais. Quanto mais a China cresce, mais exporta, mais precisa importar: tudo isso influencia os preços internacionais das matérias-primas, os fretes e as mercadorias.
Os EUA, depois do colapso da URSS e depois que os efeitos da nova economia se espalharam por todo o planeta, justificadamente puderam se considerar a potência hegemônica mundial, e assim foram considerados por todos. Na questão do Iraque, eles sentiram que poderiam desafiar a ONU e decidir por conta própria. No futuro não poderão ignorar as novas autonomias asiáticas ...
Se o período de referência for estendido e calculado em décadas, a China poderá se posicionar como o maior importador e exportador do mundo. A parte mais desenvolvida da China compreende cerca de 250-300 milhões de habitantes. Somos apenas um quinto da população total. A riqueza das áreas costeiras está se expandindo, ainda que gradativamente, para outras áreas, inclusive no interior. No mesmo sentido, as remessas chinesas para o exterior têm impacto, representando 1% do PIB, volume significativo para entender qual é a contribuição da diáspora chinesa. É inevitável que ali também aconteça um fenômeno como o ocorrido na Itália no pós-guerra devido à emigração interna, com as populações deixando as áreas transformadas por grandes obras de infraestrutura, eles mudam da agricultura para a indústria e enviam remessas para as áreas mais deprimidas. O desenvolvimento deste último provavelmente não é tão lento quanto se poderia supor. Outro fenômeno que não deve ser subestimado é que surgiram na China cidades de cinco e dez milhões de habitantes, com nomes que provavelmente nenhum de nós já ouviu falar, mas com o dobro do tamanho de Milão. Em uma dessas cidades fronteiriças, com cerca de seis milhões de habitantes, existe um grande mercado e de Vladivostok os russos vão lá para comprar mercadorias. Então eles pegam o Transiberiano e os vendem em Moscou ... com nomes que provavelmente nenhum de nós já ouviu antes, mas com o dobro do tamanho do Milan. Em uma dessas cidades fronteiriças, com cerca de seis milhões de habitantes, existe um grande mercado e de Vladivostok os russos vão lá para comprar mercadorias. Então eles pegam o Transiberiano e os vendem em Moscou ... com nomes que provavelmente nenhum de nós já ouviu antes, mas com o dobro do tamanho do Milan. Em uma dessas cidades fronteiriças, com cerca de seis milhões de habitantes, existe um grande mercado e de Vladivostok os russos vão lá para comprar mercadorias. Então eles pegam o Transiberiano e os vendem em Moscou ...
A imagem retratada não é um fim em si mesma. Visa introduzir algumas reflexões no plano político. Principalmente em duas direções. Até agora, a área política e economicamente prevalente tem sido o Atlântico Norte. A supremacia, em pouco tempo, porém, poderá deslocar-se para a Ásia. 800 milhões de pessoas, entre os EUA, Canadá e os 25 países europeus, estarão competindo com uma população que já ultrapassa 3,5 bilhões. A história ensina que grandes impérios estão expostos a riscos quando acreditam que podem continuar a desempenhar o mesmo papel que no passado, mesmo que as condições objetivas tenham mudado. Assim foi para o Império Romano, para o Oriente, para os ingleses, para a URSS. Os EUA, após o colapso da URSS e após os efeitos da nova economia espalharem-se por todo o planeta, eles podiam justificadamente se considerar a potência mundial hegemônica, e assim eram considerados por todos. Na questão do Iraque, eles sentiram que poderiam desafiar a ONU e decidir por conta própria. No futuro, eles não poderão ignorar as novas autonomias asiáticas. A cautela deveria ser ainda maior se as duas notícias que nos foram dadas nos últimos dias sobre a construção pela Rússia de um míssil de ogiva multinuclear capaz de escapar do controle dos satélites americanos e, portanto, colocar em risco a supremacia militar provarem ser bem fundamentadas. até então incontestado pelos Estados Unidos, e sobre o papel que a Rússia está assumindo como fornecedor de tecnologias militares para a China. Na questão do Iraque, eles sentiram que poderiam desafiar a ONU e decidir por conta própria. No futuro, eles não poderão ignorar as novas autonomias asiáticas. A cautela deveria ser ainda maior se as duas notícias que nos foram dadas nos últimos dias sobre a construção pela Rússia de um míssil de ogiva multinuclear capaz de escapar do controle dos satélites americanos e, portanto, colocar em risco a supremacia militar provarem ser bem fundamentadas. até então incontestado pelos Estados Unidos, e sobre o papel que a Rússia está assumindo como fornecedor de tecnologias militares para a China. Na questão do Iraque, eles sentiram que poderiam desafiar a ONU e decidir por conta própria. No futuro, eles não poderão ignorar as novas autonomias asiáticas. A cautela deveria ser ainda maior se as duas notícias que nos foram dadas nos últimos dias sobre a construção pela Rússia de um míssil de ogiva multinuclear capaz de escapar do controle dos satélites americanos e, portanto, colocar em risco a supremacia militar provarem ser bem fundamentadas. até então incontestado pelos Estados Unidos, e sobre o papel que a Rússia está assumindo como fornecedor de tecnologias militares para a China.
... A cautela deveria ser ainda maior se as duas notícias que nos deram nos últimos dias sobre a construção pela Rússia de um míssil multinuclear capaz de escapar do controle dos satélites americanos e, portanto, de colocar em questão a supremacia militar, até então incontestável, dos Estados Unidos, e sobre o papel que a Rússia está assumindo como fornecedora de tecnologias militares para a China
A segunda reflexão diz respeito à relação com o mundo islâmico. A demanda por produtos petrolíferos da China e de seus vizinhos orientais aumentará e poderá se tornar dominante. As reservas comprovadas de petróleo concentram-se, na fase atual da pesquisa, nos países islâmicos da Ásia Central e Ocidental. Os estados consumidores poderiam adquirir uma posição dominante vis-à-vis os estados produtores. Em sua história, a China não cultivou objetivos territoriais expansionistas. Mas as condições para o expansionismo econômico poderiam ser criadas. Nessas condições, se o olhar for de longo prazo, algumas dúvidas podem surgir. É conveniente para a área euro-atlântica agravar o contraste com o mundo islâmico ou devemos, em vez disso, cultivar uma perspectiva de coexistência ou integração que se desenvolveu durante séculos em muitas áreas do Mediterrâneo? A um Islã empurrado para a China, não é preferível um Islã que seja um elo entre as grandes áreas culturais e não as políticas do mundo?
Impulsionada por princípios éticos, mas provavelmente também por sabedoria ancestral e senso agudo de adequação à história, a Igreja Romana prega paz, tolerância e compreensão mútua entre as três grandes religiões monoteístas: Cristianismo, Judaísmo e Islã. Mas esses, em número, todos juntos não chegam à população assentada no Sudeste Asiático. (Conversa com Giovanni Cubeddu, revisada pelo autor)

Revista 30Dias

Do Livro do Profeta Daniel

Daniel | mefibosete

12,1-13

 

Profecia sobre o último dia e a ressurreição

Eis o que o anjo me disse: 1“Naquele tempo, se levantará Miguel, o grande príncipe, defensor dos filhos de teu povo; e será um tempo de angústia, como nunca houve até então, desde que começaram a existir nações. Mas, nesse tempo, teu povo será salvo, todos os que se acharem inscritos no livro. 2Muitos dos que dormem no pó da terra, despertarão, uns para a vida eterna, outros para o opróbrio eterno. 3Mas os que tiverem sido sábios, brilharão como o firmamento; e os que tiverem ensinado a muitos homens os caminhos da virtude, brilharão como as estrelas, por toda a eternidade. 4Tu, porém, Daniel, encera estes dizeres e prepara um livro que dure até ao fim; muitos a ele recorrerão e crescerá o conhecimento”.

Eu, Daniel, olhei e vi outros dois homens em pé, à margem do rio, um do meu lado, outro do outro lado. 6Umdeles disse ao homem vestido com roupas de linho, que estava sobre as águas do rio: “Quando se dará o cumprimento dessas previsões maravilhosas?” 7Ouvi dizer o varão vestido de linho, que estava sobre as águas do rio, levantando a direita e a esquerda para o céu e jurando pelo Eterno Vivente: “Isto será numa época, em épocas, e na metade de uma época: tudo isso se cumprirá, quando estiver completamente destruída a força do povo santo”. 8Eu ouvi tudo, mas não entendi, e disse: “Senhor meu, qual será o final de tudo isso?” 9Respondeu ele: “Vai, Daniel, porque estas palavras estão encerradas e sigiladas até um tempo definido. 10Muitos serão provados e se tornarão limpos e puros; os maus continuarão a fazer o mal; dentre os maus, nenhum entenderá, mas os bons entenderão. 11A partir do tempo em que for suprimido o sacrifício perpétuo e for instaurada uma devastadora idolatria, transcorrerão mil e duzentos e noventa dias. 12Feliz de quem esperar chegar até mil e trezentos e trinta e cinco dias. 13Quanto a ti, caminha para o teu fim e descansa; no final dos tempos, tu te acharás em teu destino eterno”.


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Bispo adverte de uma tendência errada sobre o fim dos tempos

Imagem referencial. Crédito: Unsplash.

San Sebastián, 14 nov. 20 / 06:00 am (ACI).- O Bispo de San Sebastián (Espanha), Dom José Ignacio Munilla Aguirre, destacou que o fim dos tempos não chegará de maneira espetacular e lembrou que, diante da preocupação pela Parusia, é melhor "viver na presença de Deus".

Em sua homília de 12 de novembro, Dom Munilla destacou que no Evangelho de Lucas o Senhor adverte que o Reino de Deus não virá de forma “espetacular” e destacou que se deve ter “cuidado com essa tendência tão evidente que existe em certos setores de buscar sinais espetaculares”.

O Prelado indicou que a Parusia “vem de modo ordinário” e destacou que diante da preocupação de quando será o fim dos tempos, o Evangelho nos lembra de que o Reino de Deus “já está dentro de ti”.

“Às vezes, costumamos observar discussões consideráveis sobre os últimos sinais da Parusia, quando a verdade é que a revelação do evangelho nos diz que ninguém sabe nem o dia nem a hora”, esclareceu.  

Dom Munilla indicou que Deus não quis dar orientações sobre quando será o fim dos tempos para que não "tenhamos controle sobre o momento final" e assinalou que é preciso viver atentos, "porque a chegada do Senhor é imprevisível”.

O Prelado recordou que “a nossa vida é estar sempre na presença de Deus, sem nos preocuparmos com quando será e como será e quais sinais haverá da consumação do Reino”.

“A cada momento temos que viver na presença de Deus como se fosse nosso primeiro dia, nosso último dia, ou nosso único dia, viver na presença de Deus com intensidade de amor, sem nos deixarmos distrair por nada”, acrescentou.

Finalmente, Dom Munilla pediu para viver na presença de Deus, porque o “Reino de Deus está dentro de ti”.

Publicado originalmente em ACI Prensa. Traduzido e adaptado por Nathália Queiroz.

ACI Digital

Pe. Manuel Pérez Candela

Pe. Manuel Pérez Candela
Pároco da Paróquia Nossa Senhora da Imaculada Conceição - Sobradinho/DF