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quarta-feira, 16 de dezembro de 2020

AARÃO: SACERDOTE DO SENHOR (PARTE 1/2)

Aarão | Canção Nova
QUEM É AARÃO?

O Livro do Êxodo diz que Aarão é o irmão mais velho de Moisés, uma vez que “Moisés tinha oitenta anos e Aarão oitenta e três, quando falaram ao faraó” (Ex 7, 7). Ele surge na história do povo de Deus como colaborador privilegiado do irmão, pois Moisés tinha dificuldade para falar, como já vimos no texto que tratou de sua vocação. Assim, o próprio Senhor reconhece o dom de Aarão: Não existe teu irmão, o levita? Sei que ele tem facilidade para falar” (Ex 4, 14).

De fato, Aarão é o grande porta-voz de Moisés para o povo e para o faraó. O Senhor assim disse a Moisés: “Aarão falará ao povo em teu lugar, ele será tua boca e tu serás seu deus” (Ex 4, 16); e ainda completou: “Vê, eu te estabeleci como um deus para o faraó, e teu irmão Aarão será teu profeta. Dirás tudo o que eu te ordenar e teu irmão Aarão falará ao faraó, para que deixe partir de sua terra os filhos de Israel” (Ex 7, 1-2).

Além de bom orador, profeta e colaborador direto na libertação dos israelitas do Egito (cf. Ex 6, 26-27), Aarão também é constituído sacerdote. Disse o Senhor a Moisés: “Manda aproximar-se de ti, do meio dos filhos de Israel, teu irmão Aarão e seus filhos, para que exerçam meu sacerdócio (...). Para teu irmão Aarão farás vestes sagradas em sinal de glória e de majestade. E falarás a todos os sábios, que enchi com um espírito de sabedoria, dizendo-lhes que confeccionem as vestes de Aarão para que ele seja consagrado para exercer o meu sacerdócio” (Ex 28, 1-3).

Não podemos, todavia, deixar de mencionar a passagem do bezerro de ouro como um pecado de Israel, realizado por Aarão na ausência de Moisés. Ele se deixa levar pelo cansaço e infidelidade do povo e acaba fazendo um bezerro para adoração dos israelitas, inflamando a cólera de Deus e do próprio irmão (cf. Ex 32). Mais tarde, quando a Bíblia relata sua morte, afirma que Aarão não entrou na terra prometida por sua rebeldia (cf. Nm 20, 22-29).

Continua...

Revista EcoandoEd. Paulus nº 18  - Págs. 10 e 11.

Dezembro/2020

Wuhan: a cidade conhecida pelo coronavírus foi palco de um martírio no passado

MOSSOT-CC-BY-SA-4.0 (modified)
por Dolors Massot

Conheça a história do missionário João Gabriel Perboyre, que plantou a semente do cristianismo na China e a regou com seu testemunho de fé.

Antes do surgimento do coronavírus, Wuhan era conhecida como uma cidade economicamente importante, que se destacava pela pesquisa acadêmica, pelas finanças, pelo comércio e desenvolvimento tecnológico. Trata-se de uma cidade de 11 milhões de habitantes na China Central. 

Hoje, entretanto, Wuhan ficou conhecida como epicentro mundial da pandemia de Covid-19, que já matou mais de 1,5 milhão de pessoas em todo o planeta.

Mas, para os cristãos, Wuhan é mais do que um simples “foco de mortes”: a cidade é um dos lugares do mundo em que o cristianismo deixou grandes heranças através dos santos. Um exemplo é o Pe. João Gabriel Perboyre, um missionário francês que foi martirizado em Wuhan em 11 de setembro de 1840, aos 38 anos de idade.

Antes de Wuhan

Perboyre nasceu em Puech, França, em 6 de janeiro de 1802. Ingressou na congregação de São Vicente de Paula e, em seguida, demonstrou sua vocação como missionário.

Entretanto, teve que esperar alguns anos até que sua saúde e a decisão de seus superiores permitissem que ele viajasse em missão para a China em 1835.

João Gabriel Perboyre trabalhou primeiro em Macau, dando suporte aos cristãos perseguidos. Para isso, teve que ficar na clandestinidade, pois ninguém podia saber que ele era padre.

Depois, mudou-se de cidade e trabalhou junto a crianças abandonadas. O trabalho social proporcionava também a evangelização de pequenos e adultos.

Perseguição aos cristãos

Dois anos mais tarde, o missionário foi para a província de Hupeh, onde havia muita perseguição religiosa. Tanto que o governador destruiu a sua missão. Perboyre conseguiu escapar e se esconder nas montanhas.No entanto, a pessoa que lhe deu abrigou acabou o denunciando a troco de dinheiro.

Perboyre foi, então, imediatamente preso. Foi aí que começou seu martírio. Ele se apresentou diante dos tribunais locais, foi torturado e, com um ferro quente, lhe marcaram com ideogramas chineses sobre o rosto.

Tudo pela fé

Depois de sofrer torturas, representantes do governo queriam que ele pisoteasse em um crucifixo. Mas Perboyre se negou. Por isso, foi novamente para o cárcere e teve que compartilhar a cela com outros criminosos. Um ano depois da prisão, foi levado à capital da província, Wuhan. Lá foi preso em uma cruz e estrangulado.

Enfim, como católicos, amamos Roma, pois lá muitos mártires derramaram seu sangue. Da mesma forma, Deus nos chama a amar Wuhan, não a considerá-la uma terra maldita, de onde se originou o coronavírus, mas porque é uma terra germinada pelo importante testemunho do mártir João Gabriel Perboyre. 

Aleteia

Igreja de Singapura celebra ano jubilar por seus 200 anos

Guadium Press
Os fiéis do país são convidados a agradecer seus antepassados que acolheram e transmitiram a Fé Católica para Singapura e a refletir sobre os desafios atuais da Igreja.

Singapura (15/12/2020 16:30, Gaudium Press) Através de uma Santa Missa presidida pelo Cardeal William Goh, a Igreja em Singapura iniciou no último domingo, 13 de dezembro, as celebrações jubilares pelo seu bicentenário.

Na ocasião também foram lançados o logo e o website do ano jubilar intitulado ‘Acenda e brilhe com Fé’, alinhados com os objetivos pastorais da Arquidiocese: promover uma Igreja local mais missionária e vital.

Um ano especial para a renovação da Fé dos católicos de Singapura

“O ano 2021 será um ano especial para a renovação da Fé dos católicos de Singapura. A celebração também lhes ajudará a apreciar o papel da Igreja no desenvolvimento de Singapura nos últimos 200 anos, especialmente nas áreas de educação, saúde, serviços sociais e diálogo interreligioso”, explicou o Padre Valerian Cheong, co-presidente do Comitê do Jubileu.

Para os próximos doze meses foi preparado um rico calendário de eventos centrados em quatro temas: aprofundar, discernir, dar testemunho e celebrar sua Fé. Dentre as atividades propostas estão Missas, momentos de oração, catequeses, exposições, concertos, festivais e atividades missionárias.

Guadium Press

Chegada da Fé Católica em Singapura

Os fiéis do país são convidados a agradecer seus antepassados que acolheram e transmitiram a Fé Católica para Singapura e a refletir sobre os desafios atuais da Igreja. As paróquias organizarão atividades espirituais e comunitárias para animá-las a aprofundar em sua Fé

Dentre as diversas iniciativas se inclui uma exposição de pinturas e obras de artistas cristãos, apresentações de livros, projeção de filmes de temática religiosa, uma exposição sobre o patrimônio cultural católico de Singapura, visitas guiadas aos lugares históricos católicos da cidade e um festival de música.

Missas celebradas simultaneamente nas 32 Paróquias da Arquidiocese

O ponto culminante das celebrações será o festival que se celebrará na semana de 04 a 11 de dezembro de 2021 em quatro importantes locais católicos de Singapura: a Catedral do Bom Pastor, a Igreja dos Santos Pedro e Paulo, a Igreja de São José e o Centro Católico. No dia 11 de dezembro, serão celebradas Santas Missas simultaneamente nas 32 Paróquias da Arquidiocese. (EPC)

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15 maneiras de lucrar a indulgência plenária no Ano de São José

Foto referencial. Crédito: Unsplash / Michael O Sullivan.

REDAÇÃO CENTRAL, 16 dez. 20 / 06:00 am (ACI).- O Papa Francisco decretou um Ano dedicado a São José de 8 de dezembro de 2020 a 8 de dezembro de 2021, período em que os católicos terão a oportunidade de obter uma indulgência plenária especial.

Durante este ano especial, há muitas formas novas para que os católicos possam lucrar uma indulgência plenária, que apaga toda pena temporal causada pelo pecado, entre as quais está confiar seu trabalho cotidianamente à proteção de São José Operário ou Rezar o Santo Terço com suas famílias.

Estas ações devem ser acompanhadas das três condições habituais para lucrar qualquer indulgência plenária, que são a confissão sacramental, a comunhão eucarística e a oração pelas intenções do Papa. Em caso de impedimentos de força maior, a pessoa deve ter a intenção de cumpri-los o mais rápido possível e deve desprender-se completamente do pecado.

De acordo com o decreto da Penitenciária Apostólica, existem 15 formas de receber uma indulgência no Ano de São José:

1) Participar de um retiro espiritual de pelo menos um dia que inclua uma meditação sobre São José.

2) Pedir em oração a intercessão de São José para que os desempregados possam encontrar um emprego digno.

3) Rezar as Ladainhas de São José a favor dos cristãos perseguidos. Os católicos bizantinos têm a opção de rezar um Akathistos para São José.

4) Confiar o trabalho e as atividades diárias à proteção de São José Operário.

5) Seguir o exemplo de São José e realizar uma obra de misericórdia corporal como alimentar os famintos, dar de beber aos sedentos, vestir os nus, hospedar o peregrino, visitar os presos e os enfermos e enterrar os mortos.

6) Realizar uma das obras espirituais de misericórdia, como confortar os tristes, dar bons conselhos a quem precisa, ensinar a quem não sabe, corrigir quem se engana, sofrer pacientemente os defeitos dos outros, perdoar quem nos ofende e rezar pelos vivos e pelos mortos.

7) Rezar o Terço com a sua família para que “todas as famílias cristãs se sintam encorajadas a recriar a mesma atmosfera de comunhão íntima, de amor e oração que se vivia na Sagrada Família”.

8) Os casais de namorados também podem receber uma indulgência rezando o Terço juntos.

9) Meditar por pelo menos 30 minutos a oração do Pai-Nosso, porque São José “nos convida a redescobrir nossa relação filial com o Pai, a renovar a fidelidade à oração, a ouvir e corresponder com profundo discernimento à vontade de Deus”.

10) Fazer uma oração aprovada a São José no Domingo de São José, que é o domingo depois do Natal na tradição católica bizantina.

11) Celebrar a festa de São José em 19 de março, realizando um ato de piedade em honra a São José.

12) Fazer uma oração aprovada a São José no dia 19 de qualquer mês.

13) Honrar São José realizando um ato de piedade ou fazendo uma oração aprovada em qualquer quarta-feira, dia tradicionalmente dedicado a São José.

14) Rezar a São José na festa da Sagrada Família celebrada em 27 de dezembro.

15) Celebrar a festa de São José Operário no dia 1º de maio, realizando um ato de piedade ou oferecendo sua oração.

“Todos os fiéis terão assim a possibilidade de se comprometer, através da oração e das boas obras, a obter com a ajuda de São José, chefe da celeste Família de Nazaré, o consolo e o alívio nas graves tribulações humanas e sociais que hoje afligem o mundo contemporâneo".

Os idosos, os doentes e os moribundos que não podem sair de suas casas devido à pandemia da COVID-19 também têm permissão especial para receber uma indulgência plenária, "oferecendo com confiança em Deus as dores e desconfortos" de suas vidas com uma oração a São José, esperança dos enfermos e padroeiro de uma morte feliz.

A Penitenciária Apostólica permite qualquer oração a São José aprovada pela Igreja, em particular, a oração "A ti, bendito José" composta pelo Papa Leão XIII, que partilhamos a seguir:

“A vós, São José, recorremos em nossa tribulação e, depois de ter implorado o auxílio de Vossa Santíssima Esposa, cheios de confiança solicitamos o vosso patrocínio. Por esse laço sagrado de caridade, que os uniu à Virgem Imaculada, Mãe de Deus, pelo amor paternal que tivestes ao Menino Jesus, ardentemente vos suplicamos que lanceis um olhar benigno para a herança que Jesus conquistou com seu sangue, e nos socorrais em nossas necessidades com o vosso auxílio e poder”.

“Protegei, ó Guarda providente da Divina Família, a raça eleita de Jesus Cristo. Afastai para longe de nós, ó Pai amantíssimo, a peste do erro e do vício; Assisti-nos do alto do céu, ó nosso fortíssimo sustentáculo, na luta contra o poder das trevas; assim como outrora salvastes da morte a vida do Menino Jesus, assim também defendei agora a Santa Igreja de Deus contra as ciladas de seus inimigos e contra toda adversidade. Amparai a cada um de nós com o vosso constante patrocínio, a fim de que, a vosso exemplo, e sustentados com vosso auxílio, possamos viver virtuosamente, morrer piedosamente e obter, no céu, a eterna bem-aventurança. Assim seja. Amém”.

Publicado originalmente em CNA.

ACI Digital

Santa Adelaide

ArqSP

Narrada por santo Odilo, abade de Cluny, que conviveu com ela, a vida de santa Adelaide emociona pelos sofrimentos que passou. De rainha tornou-se prisioneira, sofreu maus-tratos e passou por diversas privações para, depois, finalmente, assumir um império. Tudo isso dentro da honestidade, vivendo uma existência piedosa, de muita humildade e extrema caridade para com os pobres e doentes.

Nascida em 931, Adelaide era uma princesa, filha do rei da Borgonha, atual França, casado com uma princesa da Suécia. Ficou órfã de pai aos seis anos. A Corte acertou seu matrimônio com o rei Lotário, da Itália, do qual enviuvou três anos depois. Ele morreu defendendo o trono, que acabou usurpado pelo inimigo vizinho, rei Berenjário. Então, a rainha Adelaide foi mandada para a prisão. Contudo, ajudada por amigos leais, conseguiu a liberdade. Viajou para a Alemanha para pedir o apoio do imperador Oto, que, além de devolver-lhe a Corte, casou-se com ela. Assim, tornou-se a imperatriz Adelaide, caridosa, piedosa e amada pelos súditos.

Durante anos tudo era felicidade, mas o infortúnio atingiu-a novamente. O imperador morreu e Adelaide viu-se outra vez viúva. Assumiu seu filho Oto II, que aceitava seus conselhos, governando com ponderação. Os problemas reiniciaram quando ele se casou com a princesa grega Teofânia. Como não gostava da influência da sogra sobre o marido, conseguiu fazê-lo brigar com a mãe por causa dos gastos com suas obras de caridade e as doações que fazia aos conventos e igrejas. Por isso exigiu que Adelaide deixasse o reino.

Escorraçada, procurou abrigo em Roma, junto ao papa. Depois, passou um período na França, na Corte de seu irmão, rei da Borgonha. Mas a dor da ingratidão filial a perseguia, Viu, também, que ele reinava com injustiça, dentro do luxo, da discórdia e da leviandade, devido à má influência de Teofânia. Nessa época, foi seu diretor espiritual o abade Odilo, de Cluny. Ao mesmo tempo, o abade passou a orientar Oto II. Após dois anos de separação, arrependido, convidou a mãe a visitá-lo e pediu seu perdão. Adelaide se reconciliou com filho e a paz voltou ao reino. Entretanto o imperador morreria logo depois.

Como o neto de Adelaide, Oto III, não tinha idade para assumir o trono, a mãe o fez. E novamente a vida de Adelaide parecia encaminhar-se para o martírio. Teofânia, agora regente, pretendia matar a sogra, que só não morreu porque Teofânia foi assassinada antes, quatro semanas depois de assumir o governo. Adelaide se tornou a imperatriz regente da Alemanha, por direito e de fato. Administrou com justiça, solidariedade e piedade. Trouxe para a Corte as duas filhas de sua maior inimiga e as educou com carinho e proteção. O seu reinado foi de obrigações políticas e religiosas muito equilibradas, distribuindo felicidade e prosperidade para o povo e paz para toda a nação.

Nos últimos anos de vida, Adelaide foi para o Convento beneditino de Selz, na Alsácia, que ela fundara, em Strasburg. Morreu ali com oitenta e seis anos de idade, no dia 16 de dezembro de 999.

*Fonte: Pia Sociedade Filhas de São Paulo Paulinas http://www.paulinas.org.br

Arquidiocese de São Paulo

terça-feira, 15 de dezembro de 2020

Missa de acolhida de Dom Paulo Cezar no Santuário Menino Jesus

Pascom | ArqBrasília
No terceiro domingo do Advento, dedicado à Santa Luzia, Brazlândia amanheceu reluzente e em festa, por ser a primeira cidade a receber o quinto arcebispo de Brasília, Dom Paulo Cezar. Fieis de todos os cantos de Brasília foram para o santuário Menino Jesus, para acolher seu novo pastor. A celebração foi transmitida ao vivo pelas mídias sociais da arquidiocese de Brasília.

O arcebispo começa a celebração saudando seus bispos auxiliares: Dom José Aparecido e Dom Marcony Ferreira, e em sequência o reitor do Santuário Menino Jesus, Pe. João Périos, padres, diáconos, religiosa(o)s, leigos, seminaristas e ao deputado João Cardoso que se encontrava presente no recinto.

Em sua homilia, Dom Paulo nos chama a atenção para algumas passagens do Evangelho, e nos diz que: “[…] João Batista não aponta para si mesmo, mais aponta para Jesus…”; é preciso que testemunhemos Jesus Cristo com palavras, assim como João, devemos conduzir as pessoas ao sentido mais profundo, pois, hoje as pessoas vivem no mundo da subjetividade e a maioria não consegue ver Jesus como a ‘CENTRALIDADE’ e sim a si mesmo.”

Ainda em sua homilia, o arcebispo aponta ser preciso “mergulhar no deserto de nossas vidas para escutar o que Deus quer nos dizer e nos pede também que testemunhemos a luz de Jesus”, enfatiza o arcebispo.

“Não sei fazer nada sem amar e que ele amará profundamente a igreja de Brasília”, conclui Dom Paulo.

Pascom | ArqBrasília

Primeira cidade visitada

Logo após a sua nomeação feita pelo Papa Francisco, Dom Paulo visitou a Catedral (local onde foi realizada sua Celebração de posse) e o Santuário Menino Jesus na companhia amiga do Administrador Apostólico da Arquidiocese de Brasília, Dom José Aparecido, local escolhido para a missa de acolhida.

Advento

“Foi seis meses de espera e agora veio o fruto, assim como no período do Advento, estamos na espera da vinda do Salvador que em breve renascerá nos corações de todos os cristãos e assim como no refrão do canto de entrada ‘vem senhor vem nos salvar, com o teu povo vem caminhar…’  Vem Dom Paulo caminhar com o rebanho de Brasília para mostrar-lhes a verdadeira face do Cristo”, falou Alessandra, conselheira da Pascom Brasília.

Pascom | ArqBrasília

Texto: Alessandra Gomes / Pollianna Carla

Arquidiocese de Brasília

O Papa: o momento é crucial, a resposta é a solidariedade

Vatican News

Francisco envia uma mensagem a Coldiretti para reiterar que a lógica do serviço e não do lucro é a “resposta global” à crise causada pela pandemia.

Alessandro De Carolis – Vatican News

A questão indiscutível é o recomeço, o “relançamento econômico e social da Itália”, que como todo mundo está procurando uma maneira de deixar para trás as dificuldades da pandemia. O que está no coração do Papa é “como” esta retomada deve ser implementada. Este é um trecho da mensagem do Papa Francisco a Coldiretti, Confederação Italiana de Agricultores Diretos, divulgada nesta terça-feira (15/12), assinada pelo secretário de Estado, cardeal Pietro Parolin.

A mensagem é uma forma de Francisco indicar o caminho que sempre foi considerado mais justo, aquele que pretende “repensar, ainda mais hoje a relação entre o homem, a natureza e o Criador como fator de profundo equilíbrio e comunhão”, afirma o Pontífice.

A lógica justa

As palavras do Papa foram divulgadas no dia em que a Coldiretti transmite ao vivo sua assembleia nacional intitulada “A Itália recomeça dos heróis do alimento”. Francisco reconhece, no esforço de renascimento do país, o “valor decisivo do mundo agrícola e agroalimentar”. O Pontífice pede que esta contribuição seja oferecida, buscando não a “lógica do lucro, mas do serviço, não da exploração dos recursos, mas do cuidado e atenção à natureza”, vista como uma “casa acolhedora para todos”.

Novos caminhos de solidariedade

A bênção do Papa a Coldiretti incentiva a coragem de “empreender sempre novos caminhos na estrada da caridade e da solidariedade, para uma resposta global e mais verdadeira ao fenômeno da pobreza e da desigualdade entre os povos, especialmente nesta fase crucial da história mundial”, conclui Francisco.

Vatican News

As raízes católicas do panetone

Brent Hofacker | Shutterstock
por V. M. Traverso

O surgimento do bolo especial remonta a um chef que servia um Papa da era renascentista e a um internato católico do século 16.

O panetone é uma daquelas coisas que lembram o Natal. Em muitos países, por exemplo, as pessoas podam árvores, celebram com canções de Natal e criam presépios para anunciar a vinda do menino Jesus.

Mas para os italianos, o Natal não seria o mesmo sem o panetone, o icônico bolo de Natal em forma de cúpula. Datado da época romana, este bolo de pão doce e macio originalmente recheado com passas, nozes e frutas cristalizadas deve muito do seu desenvolvimento a figuras católicas.

Sabemos por evidências históricas que, para suas celebrações, os antigos romanos costumavam assar um tipo de pão fermentado (panem triticum) com ovos, mel e passas. Mas só no Renascimento é que temos a prova de uma receita de panetone semelhante à das confeitarias contemporâneas.

Livros de receitas do século XVI de Bartolomeo Scappi, um chef que servia o Papa Pio V, mostram que um bolo de pão recheado com passas fazia parte do menu que ele preparava para o chefe da Igreja. Além disso, o panetone também aparece em uma pintura do século 16 de Pieter Brueghel, o Velho.

As lendas sobre o panetone

Portanto, graças a essas pistas, sabemos que um ancestral do panetone de hoje era comum durante o Renascimento. Mas quando ele se tornou, de fato, um bolo de Natal? Tal como acontece com muitos alimentos icônicos, surgiram lendas e mitos sobre a origem do panetone como bolo de Natal.

A lenda mais popular diz que o panetone foi inventado numa véspera de Natal do século 15 na corte de Ludovico il Moro, em Milão. O chef preparou um pudim de Natal, mas a especiaria queimou no forno. No entanto, um padeiro chamado Toni salvou o jantar graças à sua engenhosidade. Ele, então, decidiu rechear um pão com passas, açúcar e nozes. Ludovico il Morolik gostou tanto do pão que o chamou de “Pan de Toni” (pão de Toni).

Verdadeira ou não, a lenda parece estar enraizada em alguma realidade. Graças aos registros mantidos por um internato católico, a escola Borromeo de Pavia, sabemos que por volta de 1500 o panetone se tornou uma tradição de Natal.

Fundado pelo cardeal milanês Saint Carlo Borromeo em 1561 e definido como “o palácio do conhecimento” pelo historiador da arte Giorgio Vasari, o Borromeo College recebia estudantes promissores de origens pobres. Os alunos eram hospedados e treinados por padres e professores católicos e muitos teólogos notáveis, médicos e advogados graduados nesta escola. Os registros meticulosos mostram que em 1599 a escola servia aos alunos um “pão de Natal” feito com manteiga, passas e especiarias.

Tradição natalina

Além disso, registros que datam do século 16 mostram que os padeiros milaneses costumavam fazer panetones nas semanas anteriores ao Natal. Rompendo o hábito tradicional de assar pão branco para clientes ricos e pão de milheto para os mais pobres, o panetone ia tanto para ricos quanto para pobres.

Durante o século 18, o panetone se tornou uma tradição natalina em Milão. Mas foi só na década de 1920 que o famoso bolo ganhou sua atual aparência em forma de cúpula. Devemos isso ao padeiro milanês Angelo Motta, membro da Ordem Eqüestre do Santo Sepulcro de Jerusalém, que imitou o kulic, um bolo tradicional russo geralmente feito para a Páscoa.

Hoje, os italianos compram cerca de 54 milhões de panetones durante as férias. O Papa Francisco se tornou um fã da tradição. Desde o início de seu papado, em 2013, ele recebe um panetone especial, criado para o papa pelo chef siciliano Nicola Fiasconaro. O bolo é feito com o “maná” a famosa substância bíblica.

Aleteia

China: para poder dar aulas, professores são obrigados a concordar em promover o ateísmo

Foto: InfoVaticana

Redação (14/12/2020, Gaudium Press) De acordo com informações fornecidas pela Agência católica de notícias Asia News, o Partido Comunista da cidade de Wenzhou, província de Zhejiang, na China, exige que todos os professores assinem um documento no qual concordam em não professar nenhuma religião e, ao contrário, concordam em promover o ateísmo entre seus alunos. Só assim estarão “aptos” para poderem lecionar.

Uma declaração de crença no ateísmo

No documento a ser assinado, o professor deve registrar seus dados pessoais: nome, sobrenome, sexo, idade, horário de trabalho, cargo, escola.
Até ai nada de mais: isso é algo que o registro de um professor deve ter, normalmente.

O que é inusitado nesse fato é a obrigação que o candidato a professor tem de assinar um compromisso no qual ele declara-se estar de acordo com quatro diretrizes oriundas do partido comunista:
– Afirmar a visão marxista sobre as religiões e reforçar a educação e o estudo ateístas;
–  Que não acredite em nenhuma religião, e não participe de nenhuma atividade religiosa, não promova ou divulgue religiões em qualquer lugar;
– Apoiar ativamente a nova civilização socialista e o novo rumo por ela imposto;
– Que não divulgará superstições feudais e não participe de qualquer atividade relacionada a superstições feudais.

Partido Comunista Chines obriga professores a espalhar o ateísmo entre as crianças, educar a não acreditar em Deus e castigar os recalcitrantes com penalidades humilhantes.
Foto: InfoVaticana

Professores são obrigados a divulgar e fazer proselitismo da “religião da irreligião”

Embora a Constituição chinesa estabeleça claramente que todos os cidadãos do país asiático têm liberdade religiosa para praticar seu culto, sem especificar limites de idade ou cargo, a realidade é que se trata de um direito meramente nominal que é pisoteado pelo partido único em o poder.

O documento é outro exemplo da esmagadora campanha realizada pelas autoridades comunistas para acabar com a fé entre os jovens. Não só os menores de 18 anos são proibidos de ir à missa ou outro culto religioso, mas também são promovidas inspeções e medidas disciplinares entre professores e alunos, caso alguém se declare crente.

Os professores do Partido há muito espalham o ateísmo entre as crianças. Eles os educam a não acreditar em Deus, e para isso usam discursos, mas também castigos humilhantes. (JSG)

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Cardeal preso injustamente escreve sobre seus dias na prisão

George Pell. Crédito: Daniel Ibáñez / ACI Prensa

SYDNEY, 15 dez. 20 / 09:16 am (ACI).- O vaticanista italiano Sandro Magister publicou em seu blog Settimo Cielo algumas prévias do primeiro volume do “Prison Journal” (em tradução livre ao português, Diário da Prisão) do Cardeal George Pell, preso injustamente por pouco mais de um ano na Austrália, após ser acusado de abuso sexual de menores que nunca cometeu.

Entre outros temas, o Purpurado reflete nesta prévia sobre os católicos na China, o papel do Papa emérito, a exortação apostólica sobre o amor na família Amoris laetitia; e a liberdade religiosa. Suas reflexões foram publicadas pela Ignatius Press.

Em 2019, o Cardeal Pell foi condenado à prisão acusado de abusar de dois menores. No entanto, em 7 de abril deste ano, foi libertado, depois que a Suprema Corte da Austrália concluiu que o júri no julgamento do Cardeal não agiu de maneira razoável, ao não encontrar possibilidade de dúvida nas acusações que enfrentava. Foi absolvido de todas as acusações.

Relatos de que o Cardeal Angelo Becciu teria transferido dinheiro para a Austrália para armar uma cilada para o Cardeal Pell atraíram a atenção internacional.

O Papa Francisco retirou o cardeal Becciu de seu cargo como prefeito da Congregação para as Causas dos Santos e retirou seus direitos cardinalícios, incluindo a impossibilidade de participar do próximo conclave.

Até 2017, o Cardeal Pell liderou um esforço incentivado pelo Santo Padre para ordenar e esclarecer as finanças do Vaticano, que por muito tempo careceram de procedimentos, controles ou supervisão centralizados. O Cardeal entrou em conflito nesse trabalho com o Cardeal Becciu, que serviu no Vaticano como Substituto do Secretário de Estado.

Entre outras coisas, o Cardeal Becciu agiu para cancelar um contrato que o Cardeal Pell havia feito para uma auditoria externa das finanças do Vaticano.

Este primeiro volume das memórias e reflexões do Cardeal Pell na prisão tem 350 páginas e se refere aos primeiros 5 meses de sua prisão em Melbourne.

O Cardeal escrevia duas ou três páginas por dia que “quase sempre começavam com as suas reflexões sobre as duas leituras matinais do Breviário, uma da Bíblia e outra dos Padres da Igreja, e terminavam com uma oração”, explica Magister.

Sua cela era pequena e tinha a permissão para sair por meia hora para um pátio, sozinho. Recebia visitas duas vezes por semana. Ele não tinha permissão para celebrar a Missa e a de domingo assistia na televisão. Na zona da prisão onde estava havia assassinos e terroristas. Era submetido, como os demais, a frequentes verificações antidrogas e revistas corporais.

No entanto, diz o vaticanista, “não há nada de triste em seus diários. Em vez disso, são calmos e reconfortantes, aqui e ali com um fio de ironia. Os jogos de futebol e rúgbi australianos têm nele um comentarista partícipe. A escrita é simples e profunda ao mesmo tempo. O lamento está ausente”.

Os católicos da China

“Meu tempo na prisão não é um piquenique, mas se torna um período de férias em comparação com outras experiências na prisão. Meu bom amigo Jude Chen, natural de Xangai e agora residente no Canadá, escreveu-me sobre a prisão que sua família sofreu sob os comunistas chineses”, escreveu o Cardeal Pell em seu diário.

“Em 1958, o irmão de Jude, Paul, um seminarista, e a irmã Sophie, uma estudante do ensino médio, foram presos por serem católicos e passaram trinta anos em duas prisões diferentes, para Sophie no frio da China setentrional. A família tinha direito a uma visita de 15 minutos por mês, quando estavam em uma prisão de Xangai, e uma carta de 100 palavras por mês ao longo de três décadas. O avô de Jude, Simon, que era rico e havia construído uma igreja paroquial dedicada à Santíssima Trindade, teve todas as suas propriedades confiscadas. Jude o amava e os dois viveram na mesma casa por nove anos até a morte do idoso. Jude conta que quando perguntado sobre a sua propriedade confiscada, ele respondia: 'Tudo veio de Deus e será restituído a Deus'.

“Após o início da Revolução Cultural na primavera de 1966, os Guardas Vermelhos invadiram sua casa e ficaram desapontados ao descobrir que o avô Simon havia morrido. Consequentemente, destruíram seu túmulo, saquearam a casa e forçaram a mãe de Jude a queimar todos os seus objetos religiosos. O pai de Jude foi despedido como professor e rebaixado a porteiro".

“Aos onze anos e no ensino fundamental, Jude foi forçado a confessar aos seus quarenta colegas da turma que era um criminoso de uma família criminosa. Recorda também que seu professor dizia aos seus colegas para que se mantivessem longe dele”.

“Aos dezessete anos, o próprio Jude foi enviado durante oito anos para um campo de trabalho no subúrbio de Xangai. Enquanto estava para ir embora, seus pais lhe deram esta instrução: ‘Jude, não conserve ódio no seu coração, mas somente amor’. Este é o combustível sagrado que dá força à Igreja”.

Amoris laetitia

“A fidelidade a Cristo e ao seu ensinamento permanece indispensável para algum catolicismo fecundo, para algum despertar religioso. Este é o motivo pelo qual as ‘aprovadas’ interpretações argentinas e maltesas de Amoris laetitia são tão perigosas: vão contra o ensinamento do Senhor sobre o adultério e o ensinamento de São Paulo sobre as disposições necessárias para receber devidamente a Sagrada Comunhão”, escreve o Cardeal.

“Nos dois Sínodos sobre a Família, algumas vozes proclamaram em alta voz que a Igreja era um hospital de campanha ou um porto de refúgio. Mas esta é apenas uma imagem da Igreja e está longe de ser a mais adequada ou relevante, porque acima de tudo a Igreja deve mostrar como não adoecer e como escapar dos naufrágios, e aqui os mandamentos são essenciais. O próprio Jesus ensinou: 'Se guardares os meus mandamentos, permanecerás no meu amor' (Jo 15,10)”.

O papel do Papa Emérito

“Sou a favor da tradição milenar de que os Papas não renunciam, de que continuam até a morte, porque isso ajuda a manter a unidade da Igreja. Os avanços na medicina moderna complicaram a situação, permitindo que os papas de hoje e de amanhã provavelmente vivam muito mais do que seus predecessores, embora sua saúde esteja gravemente debilitada”, escreve o Cardeal Pell.

“Mas é necessário esclarecer os protocolos sobre o papel de um Papa que renunciou, para reforçar as forças de unidade. Embora o Papa aposentado possa manter o título de 'Papa Emérito', deveria ser reintegrado ao Colégio Cardinalício e passar a ser conhecido como 'Cardeal X, Papa Emérito', não deveria usar a batina papal branca e não deveria ensinar publicamente”.

“Por reverência e amor ao Papa, muitos relutariam em impor tais restrições a alguém que já se sentou na cátedra de Pedro. Essas medidas provavelmente seriam melhor introduzidas por um Papa que não tenha um predecessor ainda vivo”.

Theodore McCarrick

Em uma das páginas de seu diário, o Cardeal Pell conta que recebeu um cartão do ex-cardeal Thedore McCarrick, expulso do estado clerical pelos abusos sexuais que cometeu durante décadas.

“Tem oitenta e nove anos e assinou ‘Ted McCarrick, Catholicus, olim cardinalis’, que em latim significa ‘Católico, alguma vez cardeal’. Sempre foi cortês comigo e um habilidoso ‘arrecadador de fundos’ e criador de contatos, bem conectado em todos os níveis e especialmente com os Democratas [norte-americanos]. Infelizmente, causou muitos danos em mais de um sentido".

“Embora eu reze explicitamente todos os dias pelas vítimas, nunca mantive uma categoria em minha lista de oração pelos sacerdotes abusadores e bispos delinquentes. Deveria remediar isso e rezei por Ted McCarrick, 'olim cardinalis'".

Israel Folau e a liberdade religiosa

“Israel Folau é um brilhante jogador de rúgbi, originário de Tonga e um homem piedoso, de fé cristã simples, um protestante da velha guarda, que não tem tempo para as festas católicas do Natal e da Páscoa, muito menos para a devoção à Virgem”, escreve o Cardeal Pell em seu diário.

“Parafraseou e modificou a lista de São Paulo daqueles que não 'herdarão o Reino de Deus', publicando sua advertência no Instagram: 'Bêbados, homossexuais, adúlteros, mentirosos, fornicadores, ladrões, ateus, idólatras. O inferno espera por vocês. Arrependam-se". No entanto, os funcionários do sindicato do rugby o despediram por incitar ao ódio”.

“Este caso criará precedentes importantes na luta pela liberdade religiosa, e o Lobby Cristão Australiano mostrou sentido comum ao apoiar Folau. Embora não seja a favor de condenar as pessoas ao inferno, porque este é um assunto de Deus, Folau está simplesmente afirmando os ensinamentos do Novo Testamento, quando detalha as atividades não compatíveis com a pertença ao Reino dos Céus”.

“O que é estranho é que nenhuma reclamação tenha surgido de idólatras, adúlteros, mentirosos, ladrões, fornicadores, etc., pedindo sua expulsão e demissão. Eu me pergunto quantos daqueles que foram hostis a Folau são cristãos e como podem acreditar no paraíso e no inferno. Quem está seguro de suas próprias convicções não se preocupa muito com a expressão de pontos de vista diferentes e opostos, sobretudo se os considera desprovidos de sentido”.

“Pelo contrário, as forças cada vez mais grosseiras do politicamente correto não aceitam que todas as pessoas sejam tratadas com respeito e amor, mas exigem, em nome da tolerância, não só que a atividade homossexual seja legal como os casamentos do mesmo sexo, mas todos devem aprovar essas atividades, pelo menos publicamente; e que todos sejam impedidos de pregar os ensinamentos cristãos sobre casamento e sexualidade em qualquer espaço público. Este seria precisamente o fim da liberdade religiosa”.

"Quando se perde de vista a Deus em meio à névoa, seja esta a névoa da luxúria, de possuir ou do poder, violam-se as defesas da razão e da verdade”.

Publicado originalmente em ACI Prensa. Traduzido e adaptado por Nathália Queiroz.

ACI Digital

Pe. Manuel Pérez Candela

Pe. Manuel Pérez Candela
Pároco da Paróquia Nossa Senhora da Imaculada Conceição - Sobradinho/DF