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terça-feira, 23 de novembro de 2021

São Columbano, abade

São Columbano | arquisp
23 de novembro

São Columbano

Catequizada por são Patrício no século V, a Irlanda deu à Europa medieval inúmeros monges missionários que espalharam e fizeram crescer a Igreja cristã. Da "ilha dos santos" para a Europa, eles vieram, austeros, retos e amorosamente motivados, dar origem à chamada "peregrinação pelo Senhor". Além de expandir muito as regiões de fé cristã, colaboraram para a renovação cultural do velho continente. Um de grande relevância foi o monge Columbano, nascido por volta do ano 540 na cidade de Leinster.

Esse irlandês era um nobre rico, culto e dotado de inteligência incomum. Ele próprio se iniciou no estudo das Sagradas Escrituras. Depois, estudou as ciências humanas e a teologia em um mosteiro da Irlanda do Norte, em Bangor, considerado o de regras mais rígidas de todo país. Teve como orientador espiritual o próprio abade, santo Comgall. Passou décadas e mais décadas de ilha em ilha, onde os mosteiros floresciam. Ele mesmo fundou um em Bangor, que se tornou célebre também, e onde, por uma década, foi professor dos noviços.

Contemporâneo dos mais destacados religiosos de sua época, estudou ao lado de muitos deles, alguns dos quais se tornaram santos. Aos cinqüenta anos, deixou seu país para atuar como missionário, acompanhado de outros doze monges. E passou para a história da Igreja por sua presença de visionário reformador e fundador de mosteiros, dono de uma singular personalidade que unia vigor e poesia, determinação férrea e descuidada improvisação. Mas também, e principalmente, pela rigidez das regras de disciplina imposta aos monges dos seus mosteiros.

Chegou, em 590, na Europa decadente daqueles tempos medievais, entrando pela França, onde fundou o primeiro mosteiro em Luxeuil, a seguir outros dois na região da Borgonha. Assim, atraiu centenas de seguidores, reavivando a fé cristã. Depois, foi a vez da Suíça, onde deixou o discípulo Gallo, agora santo, o qual fundaria, mais tarde, um célebre mosteiro que perpetua o seu nome.

Finalmente, chegou na Itália, onde a fama de sua sabedoria e santidade já era conhecida. Atuou como conselheiro do rei dos longobardos, mas indispos-se com ele por causa da sua oposição aos hereges arianos. Foi para as montanhas da Ligúria, entre Gênova e Pávia, onde ergueu a igreja e o Mosteiro de Bobbio, que tantos frutos daria ao catolicismo no futuro. Nele, o abade Columbano morreu no dia 23 de novembro de 615. E essa é a data da festa para a sua celebração.

*Fonte: Pia Sociedade Filhas de São Paulo Paulinas http://www.paulinas.org.br

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São Clemente I, papa

S. Clemente I, papa | Vatican News
23 de novembro
SÃO CLEMENTE I , PAPA

Clemente foi o quarto Papa da Igreja de Roma, ainda no primeiro século. Vivia em Roma e foi contemporâneo de São João Evangelista, São Felipe e São Paulo. A antiga tradição cristã o apresenta como filho do senador Faustino, da família Flávia, parente do imperador Domiciano

Governou a Igreja por longo período, do ano 88 ao 97, no qual levou adiante a evangelização, firmemente centrada nos princípios da doutrina. Foi considerado o autor da célebre Carta aos Coríntios. Através da Carta, Clemente I os animou a perseverarem na , na caridade ensinada por Cristo e participarem da união com a Igreja. 

Restabeleceu o uso da Crisma, seguindo a tradição de São Pedro e instituiu o uso da expressão "Amém" nos ritos religiosos. Com sua atuação séria e exemplar, converteu até Domitila, irmã do imperador Domiciano, fato que ajudou muito para amenizar a sangrenta perseguição aos cristãos. Por causa de suas ações, o papa Clemente I acabou exilado na Criméia, onde encontrou milhares de cristãos abandonados.  

Passou a encorajá-los a perseverarem na fé e converteu muitos outros pagãos. Novamente, suas atitudes desagradaram as lideranças pagãs. O imperador mandou jogá-lo ao mar Negro com uma âncora amarrada ao pescoço. Tudo aconteceu no dia 23 de novembro do ano 101.

Colaboração: Padre Evaldo César de Souza, C.Ss.R.

Reflexão
O Papa São Clemente I, na sua Carta aos Coríntios, faz-nos este convite: "Olhemos para o Pai e Criador de todo o universo. Afeiçoemo-nos aos dons e benefícios da paz, magníficos e sublimes. O Criador e Senhor do universo dispôs que todas as coisas acontecessem em paz e na concórdia, bondoso para com tudo e, de modo particular, para conosco que recorremos à sua piedade por intercessão de Nosso Senhor Jesus Cristo.
Oração
Senhor Jesus, vós que confiastes a Pedro o cuidado de vossas ovelhas, infundi vosso Espírito em vosso sucessor, o Papa. Que ele se alimente de vossa vontade e guie a Igreja segundo os desígnios do Pai que Vós mesmo revelastes. Amém.

Fonte: https://www.a12.com/

segunda-feira, 22 de novembro de 2021

Padre e crianças católicas entre os feridos do atropelamento da parada de Natal nos EUA

Cena do atropelamento em Waukesha / Getty Images

REDAÇÃO CENTRAL, 22 nov. 21 / 04:00 pm (ACI).- Um padre, alguns paroquianos e crianças de escola católicas se feriram quando um veículo SUV atropelou um desfile de Natal em Waukesha, Wisconsin, EUA, ontem, 21 de novembro, segundo a arquidiocese de Milwaukee.

“Rezamos pelas pessoas que foram feridas e mortas nesse trágico incidente em Waukesha”, disse a diretora de comunicação da diocese, Sandra Peterson. “Por favor, juntem-se a nós em oração por todos os envolvidos, suas famílias e os que ficaram traumatizados por testemunhar a cena horrível.

Segundo as autoridades locais, ao menos cinco pessoas morreram e 40 ficaram feridas quando o motorista de um SVU vermelho rompeu as barreiras e avançou contra uma pequena multidão que desfilava pela rua principal do subúrbio de Milwaukee às 16hs de ontem. Vídeos postados nas redes sociais mostram um veículo acelerando rumo à parada momentos antes de os desfilantes serem atingidos, com a polícia na perseguição.

A comunidade católica de Waukesha, que tem quatro paróquias, informou que vários membros da comunidade foram hospitalizados.

O departamento de polícia de Waukesha mantém sob custória uma pessoa ligado ao evento.

“Continuamos a monitorar o impacto do trágico evento de ontem e a ministrar para nossos paroquianos e para todos os que estavam no local”, diz a comunidadde em sua página do Facebook.

“É nas nossas horas mais difíceis que nós, como comunidade, nos voltamos ao Senhor em busca de refúgio, força e amor. Por favor junte-se a nós com sua comunidade em oração.”

Fonte: https://www.acidigital.com/

Por que o padre beija o altar no início da Missa?

Pascal Deloche I Godong
Por Philip Kosloski

O significado de um dos mais antigos costumes litúrgicos, que remonta ao século IV.

Antes da celebração de cada Missa, o padre se aproxima do altar e o beija. Para algumas pessoas, essa prática parece bastante estranha, pois os altares são objetos materiais de pedra ou madeira e não parecem justificar qualquer reverência particular.

Mas qual o verdadeiro significado por trás desse costume antigo?

Beijar objetos sagrados  faz parte de várias religiões há milhares de anos. A prática vem de culturas em que o beijo era visto como um sinal de respeito ou usado como saudação – e foi naturalmente aplicado a objetos que representavam o divino.

À medida que os cristãos desenvolveram a liturgia, eles adaptaram os costumes de sua própria cultura e deram-lhes um novo significado. Beijar o altar era uma dessas tradições, e esse gesto foi rapidamente incorporado às ações do sacerdote na Missa.

Sacrifício da Missa

O altar tem fundamental importância na conexão com o Santo Sacrifício da Missa que se celebra sobre ele. Foi estabelecido para este propósito e o bispo o consagra quando é instalado em uma nova igreja.

A cerimônia de consagração imita, de certa forma, o batismo de um novo cristão, pois o bispo usa óleos santos para abençoar o altar e o veste com uma roupa branca depois das orações.

Simbolicamente, o altar costuma ser a representação de Jesus Cristo, a “pedra angular” da Igreja (cf. Efésios 2:20). Durante a história da liturgia, o sacerdote às vezes beijava o altar antes de abençoar as pessoas, demonstrando que benção vinha de Deus, não dele.

Além disso, ao longo do tempo, as relíquias de santos foram inseridas no altar. Quando o padre o beija, ele também estaria beijando as relíquias.

Fonte: https://pt.aleteia.org/

“Escolher a Cristo não garante os sucessos segundo os critérios do mundo”

Guadium Press
Embora participando intimamente do mistério da Encarnação, até mesmo Maria teve que se interrogar sobre o gênero de realeza do Filho de Davi.

Redação (20/11/2021 10:23Gaudium Press) “Em que consiste o “poder” de Jesus Cristo Rei?

“Não é o dos reis e dos grandes deste mundo; é o poder divino de dar a vida eterna, de libertar do mal, de derrotar o domínio da morte. É o poder do Amor, que do mal sabe obter o bem, enternecer um coração endurecido, levar paz ao conflito mais áspero, acender a esperança na escuridão mais cerrada.

“Este Reino da Graça nunca se impõe, e respeita sempre a nossa liberdade. Cristo veio para ‘dar testemunho da verdade[1] — como declarou diante de Pilatos —:  quem acolhe o seu testemunho, coloca-se sob a sua ‘bandeira’, segundo a imagem querida a Santo Inácio de Loyola.

“Portanto, torna-se necessária — sem dúvida — para cada consciência uma opção:  quem quero seguir? Deus ou o maligno? A verdade ou a mentira? Escolher Cristo não garante o sucesso segundo os critérios do mundo, mas assegura aquela paz e alegria que só Ele pode dar. Demonstra isto, em todas as épocas, a experiência de tantos homens e mulheres que, em nome de Cristo, em nome da verdade e da justiça, souberam opor-se às lisonjas dos poderes terrenos com as suas diversas máscaras, até selar com o martírio esta sua fidelidade.

“Queridos irmãos e irmãs, quando o Anjo Gabriel levou o anúncio a Maria, prenunciou-lhe que o seu Filho teria herdado o trono de Davi e reinado para sempre.[2] E a Virgem Santa acreditou ainda antes de O dar ao mundo. Depois, sem dúvida, teve que se interrogar sobre qual novo gênero de realeza era a de Jesus, e compreendeu-o ouvindo as suas palavras e sobretudo participando intimamente do mistério da sua morte e ressurreição.

“Peçamos a Maria que nos ajude também a nós a seguir Jesus, nosso Rei, como ela fez, e a dar testemunho dele com toda a nossa existência.”

Excertos de:

BENTO XVI. Angelus, 22 de novembro de 2009.


[1] Jo. 18, 37.

[2] Cf. Lc 1, 32-33.


Fonte: https://gaudiumpress.org/

ESPIRITUALIDADE: Sacerdote para eternidade (Parte 4/4)

Sacerdote para eternidade | Opus Dei

Sacerdote para eternidade

Sacerdote para a Santa Missa

Convém recordar, com importuna insistência, que todos nós, sacerdotes, quer sejamos pecadores quer santos, quando celebramos a Santa Missa não somos nós próprios. Somos Cristo, que renova no altar o seu divino Sacrifício do Calvário. A obra da nossa Redenção cumpre-se continuamente no mistério do Sacrifício Eucarístico, no qual os sacerdotes exercem o seu principal ministério, e por isso recomenda-se encarecidamente a sua celebração diária pois, mesmo que os fiéis não possam estar presentes, é um ato de Cristo e da sua Igreja.

Ensina o Concilio de Trento que na Missa se realiza, se contém e incruentamente se imola aquele mesmo Cristo que uma só vez se ofereceu Ele mesmo cruentamente no altar da Cruz… Com efeito, a vítima é uma e a mesma: e O que agora se oferece pelo ministério dos sacerdotes, é O mesmo que então se ofereceu na Cruz, sendo apenas diferente a maneira de se oferecer.

A assistência ou a falta de assistência de fiéis à Santa Missa não altera em nada esta verdade de fé. Quando celebro rodeado de povo, sinto-me satisfeito, sem necessidade de me considerar presidente de nenhuma assembleia. Sou, por um lado, um fiel como os outros, mas sou, sobretudo, Cristo no Altar! Renovo incruentamente o divino Sacrifício do Calvário e consagro in persona Christi, representando realmente Jesus Cristo, porque lhe empresto o meu corpo, a minha voz e as minhas mãos, o meu pobre coração, tantas vezes manchado, que quero que Ele purifique.

Quando celebro a Santa Missa apenas com a participação daquele que ajuda à Missa, também aí há povo. Sinto junto de mim todos os católicos, todos os crentes e também os que não creem. Estão presentes todas as criaturas de Deus – a terra, o céu, o mar, e os animais e as plantas -, dando glória ao Senhor da Criação inteira.

E especialmente – di-lo-ei com palavras do Concilio Vaticano II – unimo-nos no mais alto grau ao culto da Igreja celestial, comunicando e venerando sobretudo a memória da gloriosa sempre Virgem Maria, de S. José, dos santos Apóstolos e Mártires e de todos os santos. Peço a todos os cristãos que rezem muito por nós, sacerdotes, para que saibamos realizar santamente o Santo Sacrifício. Rogo-lhes que mostrem um amor tão delicado à Santa Missa, que nos leve, a nós, sacerdotes, a celebrá-la com dignidade – com elegância – humana e sobrenatural: com asseio nos paramentos e nos objetos destinados ao culto, com devoção, sem pressas.

Por que pressa? Têm-na por acaso os namorados ao despedir-se? Parece que se vão embora e não vão: voltam uma e outra vez, repetem palavras correntes como se acabassem de as descobrir… Não receeis aplicar exemplos do amor humano, nobre, limpo, às coisas de Deus. Se amarmos o Senhor com este coração de carne – não temos outro – não sentiremos pressa em terminar esse encontro, essa entrevista amorosa com Ele.

Alguns vivem com calma e não se importam de prolongar até ao cansaço leituras, avisos, anúncios Mas, ao chegarem ao momento principal da Santa Missa, ao Sacrifício propriamente dito, precipitam-se, contribuindo assim para que os outros fiéis não adorem com piedade Cristo, Sacerdote e Vítima; nem aprendam a dar-lhe graças depois – com pausa, sem precipitações -, por ter querido vir de novo até nós.

Todos os afetos e necessidades do coração do cristão encontram na Santa Missa o melhor caminho: aquele que, por Cristo, chega ao Pai no Espírito Santo. O sacerdote deve pôr especial empenho em que todos o saibam e vivam. Não há atividade alguma que possa antepor-se normalmente à de ensinar e fazer amar e venerar a Sagrada Eucaristia.

O sacerdote exerce dois atos: um, principal, sobre o Corpo de Cristo verdadeiro; outro, secundário, sobre o Corpo Místico de Cristo. O segundo ato ou ministério depende do primeiro, e não ao contrário. Por isso, o que há de melhor no ministério sacerdotal é procurar que todos os católicos se aproximem do Santo Sacrifício cada vez com mais pureza, humildade e veneração. Se o sacerdote se esforça nesta tarefa, não ficará defraudado, nem defraudará as consciências dos seus irmãos cristãos.

Na Santa Missa adoramos, cumprindo amorosamente o primeiro dever da criatura para com o seu Criador: adorarás o Senhor teu Deus e só a Ele servirás. Não adoração fria, exterior, de servo; mas íntima estima e acatamento, que é amor profundo de filho.

Na Santa Missa encontramos a oportunidade perfeita de expiar os nossos pecados e os de todos os homens: para poder dizer, como S. Paulo, que estamos cumprindo na nossa carne o que falta padecer a Cristo. Ninguém caminha sozinho no mundo, ninguém deve considerar-se livre de uma parte de culpa no mal que se comete sobre a terra, consequência do pecado original e também da soma de muitos pecados pessoais. Amemos o sacrifício, procuremos a expiação. Como? Unindo-nos na Santa Missa a Cristo, Sacerdote e Vítima; será sempre Ele quem carregará com o peso imenso das infidelidades das criaturas; das tuas e das minhas…

O Sacrifício do Calvário é uma prova infinita a generosidade de Cristo. Nós – cada um – somos sempre muito interesseiros; mas Deus Nosso Senhor não se importa de que na Santa Missa Lhe apresentemos todas as nossas necessidades. Quem não tem coisas a pedir? Senhor, aquela doença… Senhor, esta tristeza… Senhor, aquela humilhação, que não sei suportar por amor de Ti… Queremos o bem, a felicidade e a alegria das pessoas da nossa casa; oprime-nos o coração a sorte dos que padecem fome e sede de pão e de justiça; dos que sentem a amargura da solidão; dos que, no termo dos seus dias, não recebem um olhar de carinho nem um gesto de ajuda.

Mas a grande miséria que nos faz sofrer, a grande necessidade a que queremos pôr remédio é o pecado, o afastamento de Deus, o risco de que as almas se percam para toda a eternidade. Levar os homens à glória eterna no amor de Deus: esta é a nossa aspiração fundamental ao celebrar a Missa, como o foi a de Cristo ao entregar a sua vida no Calvário.

Acostumemo-nos a falar com esta sinceridade ao Senhor, quando desce, vítima inocente, até às mãos do sacerdote. A confiança no auxílio do Senhor dar-nos-á essa delicadeza de alma, que se traduz sempre em obras de bem e de caridade, de compreensão, de profunda ternura com os que sofrem e com os que vivem artificialmente fingindo uma satisfação oca, tão falsa, que depressa se converte em tristeza.

Agradeçamos, finalmente, tudo o que Deus Nosso Senhor nos concede, pelo facto maravilhoso de Se nos entregar Ele mesmo. Que venha ao nosso peito o Verbo Encarnado!… Que se encerre, na nossa pequenez, Aquele que criou céus e terra!… A Virgem Maria foi concebida imaculada para albergai Cristo no seu seio. Se a ação de graças há de ser proporcional à diferença entre o dom e os méritos, não devíamos converter todo o nosso dia numa Eucaristia
contínua? Não saiais do templo, mal acabeis de receber o Santo Sacramento. Tão importante é o que vos espera que não podeis dedicar ao Senhor dez minutos para lhe dizer obrigado? Não sejamos mesquinhos. Amor com amor se paga.

Um sacerdote que vive deste modo a Santa Missa adorando, expiando, impetrando, dando graças, identificando-se com Cristo -, e que ensina os outros a fazer do Sacrifício do Altar o centro e a raiz da vida do cristão, demonstrará realmente a grandeza incomparável da sua vocação, esse carácter com que foi selado, e que não perderá por toda a eternidade. Sei que me compreendeis quando vos afirmo que, ao lado de um sacerdote assim, se pode considerar um fracasso – humano e cristão – a conduta de alguns que se comportam como se tivessem de pedir desculpa por ser ministros de Deus. É uma desgraça, porque os leva a abandonar o ministério, a arremedar os leigos, a procurar uma segunda ocupação que a pouco e pouco suplanta a que lhes é própria por vocação e por missão. Frequentemente, ao fugir do trabalho de cuidar espiritualmente das almas, tendem a substituí-lo por uma intervenção em campos próprios dos leigos – nas iniciativas sociais, na política -, aparecendo então esse fenômeno do clericalismo, que é a patologia da verdadeira missão sacerdotal.

Não quero terminar com esta nota sombria, que pode parecer pessimismo. Não desapareceu na Igreja de Deus o autêntico sacerdócio cristão; a doutrina é imutável, ensinada pelos lábios divinos de Jesus. Há muitos milhares de sacerdotes em todo o mundo que cumprem plenamente a sua missão, sem espetáculo, sem cair na tentação de lançar pela borda fora um tesouro de santidade e de graça, que existe na Igreja desde o princípio.

Aprecio a dignidade da finura humana e sobrenatural destes meus irmãos, espalhados por toda a terra. É de justiça que se vejam já agora rodeados pela amizade, a ajuda e o carinho de muitos cristãos. E quando chegar o momento de se apresentarem diante de Deus, Jesus Cristo irá ao seu encontro, para glorificar eternamente aqueles que, no tempo, atuaram em seu nome e na sua Pessoa, derramando com generosidade a graça de que eram administradores. Voltemos de novo, em pensamento, aos membros do Opus Dei que serão sacerdotes no próximo Verão. Não deixeis de pedir por eles, para que sejam sempre sacerdotes fiéis, piedosos, doutos, entregues, alegres! Encomendai-os especialmente a Santa Maria, que torna ainda mais generosa a sua solicitude de Mãe com aqueles que se empenham, para toda a vida, em servir de perto o seu Filho, Nosso Senhor Jesus Cristo, Sacerdote Eterno.

São Josemaria Escrivá.

© 2002 Fundação Studium


Fonte: https://www.presbiteros.org.br/

Papa Francisco homenageia padre polonês decapitado pelos nazistas

Padre Macha e Papa Francisco.
Foto: Conferência Episcopal Polonesa / Vatican Media

Vaticano, 22 nov. 21 / 08:51 am (ACI).- O papa Francisco lembrou, durante o Ângelus dominical de 21 de novembro no Vaticano, o padre Jan Franciszek Macha, decapitado pelos nazistas em 1942 e que foi beatificado no sábado, na Catedral de Cristo Rei, em Katowice, Polônia.

O padre Macha foi “assassinado por ódio à fé em 1942, no contexto da perseguição do regime nazista contra a Igreja. Na obscuridade da prisão, encontrou em Deus a força e a mansidão para enfrentar aquele calvário. Que o seu martírio seja uma semente fecunda de esperança e paz”, disse o papa.

Jan Franciszek Macha, conhecido como Hanik, nasceu em 18 de janeiro de 1914 em Chorzów Stary, na província da Silésia, sul da Polônia. Ele tinha duas irmãs e um irmão.

Em 1934 entrou no Seminário Teológico da Silésia. Ele foi ordenado sacerdote para a arquidiocese de Katowice em 25 de junho de 1939. Três meses depois a Alemanha nazista invadiu a Polônia, dando início à Segunda Guerra Mudial.

Após uma substituição de dois meses em sua paróquia natal, em 10 de setembro assumiu o cargo de vigário na igreja paroquial de são José em Ruda Śląska.

Durante a ocupação nazizta, o padre Macha desenvolveu uma intensa atividade de caridade entre as famílias polonesas afetadas pela ocupação. Ele era membro do grupo clandestino Konwalia (Lírio dos Vales), que ajudava os necessitados. Ele também publicou o jornal clandestino Świt (Auora).

A Gestapo, a polícia secreta da Alemanha nazista, prendeu Macha em 5 de setembro de 1941 em uma estação de trem em Katowice. Encontraram uma lista de pessoas que ele e seus associados ajudaram, bem como outros documentos que mostravam que haviam arrecadado dinheiro e dado a pessoas necessitadas.

Macha foi condenado à morte por decapitação em uma breve audiência em Katowice em 17 de julho de 1942. Ele foi executado na guilhotina na prisão de Katowice às 12h15 de 3 de dezembro de 1942, apesar dos esforços de sua mãe para obter o perdão.

A cerimônia de beatificação foi celebrada pelo prefeito da Congregação para as Causas dos Santos, cardeal Marcello Semeraro. “Enquanto a violência e os abusos da guerra faziam estragos na Polônia e em todo o mundo, [Jan] compreendeu que só a fé e a caridade permitem reconhecer em cada pessoa, criada à imagem e semelhança de Deus, a sua própria dignidade inalienável", disse o cardeal.

O padre Macha foi um dos milhares de padres católicos assassinados durante a ocupação da Polônia pela Alemanha nazista entre 1939 e 1945. Cerca de um quinto dos 10 mil padres diocesanos na Polônia morreram.

No campo de concentração de Dachau, descrito como o maior cemitério de padres do mundo, 868 clérigos foram assassinados pelos nazistas.

Fonte: https://www.acidigital.com/

Santuário Nacional de São José de Anchieta: um presente para os brasileiros

Santuário Nacional de São José de Anchieta | Foto: Arthur Louzada

Santuário Nacional de São José de Anchieta é reaberto ao público após significativa obra de restauro e readequação.

Bruno Franguelli, SJ.

O Santuário Nacional de São José de Anchieta conserva o local onde faleceu o Apóstolo do Brasil. É também um dos mais importantes símbolos da presença dos jesuítas no Brasil e acabou de passar por uma grandiosa obra de restauro e readequação. Localizado na cidade de Anchieta, no Estado do Espírito Santo, o monumento religioso, ficou em obra por cerca de três anos. O projeto envolveu serviços de conservação e restauração, além da criação de novos espaços para a acolhida dos peregrinos.

Além da espiritualidade que o Santuário oferece, a partir de agora os fiéis e peregrinos terão a oportunidade de usufruir da riqueza cultural oferecida pelo centro de interpretação São José de Anchieta. Os fiéis e peregrinos vão se surpreender com a grandiosidade e relevância do trabalho realizado no local, que passa a apresentar um novo conceito de museu, ou seja, um centro interpretativo, com dinâmica de comunicação maior e mais interativa. Todo o seu roteiro museográfico, desde a recepção, está ligado à história da vida e obra de São José de Anchieta e ao trabalho missionário dos jesuítas do Estado do Espírito Santo e do Brasil.

Tombado pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (IPHAN), em 1943, o monumento, formado pela Igreja Nossa Senhora da Assunção e pela antiga residência jesuíta, recebeu obras civis de conservação, climatização, sonorização e restauro do patrimônio arquitetônico. Também foram realizados levantamentos históricos, pesquisa arqueológica, restauro da imaginária e dos objetos litúrgicos, digitalização do acervo e projeto de readequação litúrgica. Tudo isso para compor os antigos e os novos espaços de uso do Santuário que agora compreendem a Igreja, o Centro de Interpretação, o Centro de Documentação, o Café, a Loja e o Paisagismo Cultural.

Área devocional | Foto: Arthur Louzada

As obras, integralmente aprovadas pelo IPHAN, foram efetivadas pela Lei de Incentivo à Cultura Federal, com patrocínios do Instituto Cultural Vale e do BNDES. Foram realizadas por profissionais especializados e com muito estudo, respeito às normas, responsabilidade e cuidado. Preservar as características originais do monumento, segundo os padrões rígidos internacionais do restauro, foi prioridade do Instituto Modus Vivendi, organização responsável pelo restauro.

“Este projeto mudará a história da região, pois vai gerar efeito multiplicador no turismo e no desenvolvimento local a partir do uso da sua identidade cultural, da fé e da história de São José de Anchieta”, afirmou a responsável pelo trabalho de restauro, a presidente do Instituto Modus Vivendi, Erika Kunkel. Segundo a superintendente do Iphan-ES, Elisa Machado Taveira, a conclusão desse projeto, realizado por uma equipe multidisciplinar, é uma ação exemplar para a preservação do Patrimônio Cultural Brasileiro.

Segundo o reitor do Santuário Nacional de São José de Anchieta, o padre jesuíta Nilson Maróstica, “com a canonização temos visto que cresceu e multiplicou o número de pessoas interessadas em São José de Anchieta, levando em conta toda a sua devoção e interesse pelos aspectos artístico e cultural do monumento. O Santuário, então revitalizado, revigora a fé do povo no santo, aumenta a devoção. Também desperta o interesse turístico, artístico, cultural. Revitalizar o Santuário é restaurar para preservar e divulgar”.

Sacristia | Foto: Arthur Louzada

O MENOR SANTUÁRIO DO MUNDO

Muitos pensam que o Santuário Nacional de São José de Anchieta é a Igreja Nossa Senhora da Assunção, construída pelas mãos do próprio santo com a colaboração dos indígenas. Mas na verdade, o espaço sagrado declarado oficialmente como Santuário Nacional é a chamada cela, o pequeno quarto onde faleceu o santo Apóstolo do Brasil. A Cela é o local para celebração do mistério, da fé e dos milagres. No local podem ser encontrados quatro elementos: um quadro com a imagem de São José de Anchieta, do século XVII, que veio de Roma no início do século passado; uma relíquia da tíbia de São José de Anchieta; um crucificado em terracota do século XVI, encontrado na Igreja durante um trabalho de arqueologia e, por ser contemporâneo à época que Anchieta viveu, está exposto; e a bula de canonização, o livro que é o decreto que determina que Padre José de Anchieta é Santo, escrito à mão em latim e assinado pelo Papa Francisco.

Deste modo, o Brasil ganha um belíssimo espaço de fé e cultura. Um local para encontrar-se com Deus através das pegadas deixadas pelo Apóstolo do Brasil, São José de Anchieta.

Fonte consultada: Ilda Castro (Mile4 Assessoria de Comunicação).

Fotos: Arthur Louzada

Fonte: https://www.vaticannews.va/

Santa Cecília

Santa Cecília | arquisp
22 de novembro

Santa Cecília

Cecília, entre as mais populares virgens de Roma, é apresentada como virgo clarissima e ao mesmo tempo como esposa do jovem Valeriano. A Paixão, posterior ao século V, pouco confiável do ponto de vista histórico, estende-se nos particulares para esclarecer a aparente contradição: virgem esposa.

Na noite de núpcias, Cecília confidenciou ao esposo haver consagrado a própria virgindade a Deus, e acrescentou: “Nenhuma mão profana pode tocar-me porque um anjo me protege”. Convidou-o então a seguir seu exemplo, fazendo antes de tudo com que se batizasse.

O contrariado esposo não protestou. E na manhã seguinte dirigiu-se à via Ápia, onde o papa Urbano estava escondido entre os monumentos funerários. Instruído e batizado, voltou depois para a jovem esposa e um anjo colocou em sua cabeça uma coroa de rosas e lírios.

O irmão de Valeriano, Tibúrcio, seguiu seu exemplo, e ambos se consagraram à piedosa obra de sepultar os mártires cristãos. Foram logo presos, processados e condenados à decapitação a quatro milhas fora de Roma. Pelo caminho os dois irmãos conseguiram converter o prefeito Máximo, que colheu com eles a palma do martírio.

Cecília depôs seus corpos em um sarcófago, depois lhe coube dar a Cristo o extremo testemunho. Condenada à fogueira, saiu ilesa do suplício. Passou-se então à decapitação, mas a espada do verdugo não conseguiu cortar-lhe a cabeça. Cecília esperou assim por três dias a visita do papa Urbano e por todo aquele tempo continuou a professar a sua fé ao Deus Uno e Trino, com os dedos da mão, pois não podia proferir uma palavra. Nesta atitude foi esculpida por Maderno a sua célebre estátua.

Antes de morrer, encontrou um modo de encarregar o papa da distribuição de seus bens aos pobres, pedindo-lhe que transformasse sua casa em igreja. Aqui termina a Paixão. A história averiguou a existência dos mártires Valeriano e Tibúrcio, se bem que seja difícil estabelecer uma relação entre eles e santa Cecília.

O patrocínio da mártir romana à música sacra deveu-se a uma simples frase que se lê na Paixão, segundo a qual a jovem esposa, no dia das núpcias, “enquanto os órgãos tocavam, cantava em seu coração tão-só para o Senhor”. Aceita-se que suas relíquias, originariamente guardadas nas catacumbas de São Calisto, ao lado da Cripta dos Papas, tenham sido transferidas pelo papa Pascoal I (817-824) para a basílica do Trastévere, a ela dedicada.

*Fonte: Pia Sociedade Filhas de São Paulo Paulinas http://www.paulinas.org.br

https://arquisp.org.br/

domingo, 21 de novembro de 2021

ESPIRITUALIDADE: Sacerdote para eternidade (Parte 3/4)

Sacerdote para eternidade | Opus Dei

Sacerdote para eternidade

Sacerdócio comum e sacerdócio ministerial

Nem como homem, nem como fiel cristão, o sacerdote é mais do que o leigo. Por isso é muito conveniente que o sacerdote professe uma profunda humildade, para entender como também no seu caso se cumprem plenamente, de modo especial, aquelas palavras de S. Paulo: que possuís que não tenhais recebido? O recebido… é Deus! O recebido é poder celebrar a Sagrada Eucaristia, a Santa Missa – fim principal da ordenação sacerdotal -, perdoar os pecados, administrar outros sacramentos e pregar com autoridade a Palavra de Deus, dirigindo os outros fiéis nas coisas que se referem ao Reino dos Céus.

O sacerdócio dos presbíteros, que pressupõe os sacramentos da iniciação cristã, confere-se mediante um Sacramento particular, pelo qual os presbíteros, pela unção do Espírito Santo, são selados com um carácter especial e se configuram com Cristo Sacerdote de tal modo que podem atuar na pessoa de Cristo cabeça. A Igreja é assim, não por capricho dos homens, mas por expressa vontade de Jesus Cristo, seu Fundador. O sacrifício e o sacerdócio estão tão unidos, por determinação de Deus, que em toda a Lei, na Antiga e na Nova Aliança, existiram os dois. Tendo, pois, recebido a Igreja Católica no Novo Testamento, por instituição do Senhor, o sacrifício visível da Eucaristia, deve-se também confessar que há n’Ele um novo sacerdócio, visível e externo, no qual se transformou o antigo.

Nos que são ordenados este sacerdócio ministerial soma-se ao sacerdócio comum de todos os fiéis. Portanto, seria um erro defender que um sacerdote é mais cristão do que qualquer outro fiel, mas pode afirmar-se que é mais sacerdote: pertence, como todos os cristãos, ao povo sacerdotal redimido por Cristo e, além disso, está marcado com o carácter do sacerdócio ministerial, que se diferencia essencialmente, e não apenas em grau, do sacerdócio comum dos fiéis.

Não compreendo o empenho de alguns sacerdotes em se confundirem com os outros cristãos esquecendo ou descuidando a sua missão específica na Igreja, para a qual foram ordenados. Pensam que os cristãos desejam ver no sacerdote um homem mais Não é verdade. No sacerdote querem admirar as virtudes próprias de qualquer cristão e de qualquer homem honrado: a compreensão, a justiça, a vida de trabalho – trabalho sacerdotal neste caso -, a caridade, a educação, a delicadeza no trato. Mas, juntamente com isto, os fiéis pretendem que se destaque claramente o carácter sacerdotal: esperam que o sacerdote reze, que não se negue a administrar os Sacramentos, que esteja disposto a acolher a todos sem se constituir chefe ou militante de partidarismos humanos, sejam de que tipos forem; que ponha amor e devoção na celebração da Santa Missa, que se sente no confessionário, que conforte os doentes e os atormentados, que ensine catequese às crianças e aos adultos, que pregue a Palavra de Deus e não qualquer tipo de ciência humana, que – mesmo que a conhecesse perfeitamente – não seria a ciência que salva e leva à vida eterna; que saiba aconselhar e ter caridade com os necessitados.

Numa palavra: pede-se ao sacerdote que aprenda a não estorvar em si a presença de Cristo nele, especialmente no momento em que realiza o Sacrifício do Corpo e Sangue e quando, em nome de Deus, na Confissão sacramental auricular e secreta, perdoa os pecados. A administração destes dois Sacramentos é tão capital na missão do sacerdote, que tudo o mais deve girar à sua volta. As outras tarefas sacerdotais – a pregação e a instrução na fé – careceriam de base, se não estivessem dirigidas a ensinar a ter intimidade com Cristo, a encontrar-se com Ele no tribunal amoroso da Penitência e na renovação incruenta do Sacrifício do Calvário, na Santa Missa.

Deixai que me detenha ainda um pouco na consideração do Santo Sacrifício: porque, se para nós é o centro e a raiz da vida cristã, deve sê-lo, de modo especial, na vida do sacerdote. Um sacerdote que, culpavelmente, não celebrasse diariamente o Santo Sacrifício do Altar, demonstraria pouco amor de Deus; seria como lançar em cara a Cristo que não compartilha da ânsia de Redenção, que não compreende a sua impaciência em se entregar, inerme, como alimento da alma.

São Josemaria Escrivá.

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Fonte: https://www.presbiteros.org.br/

Pe. Manuel Pérez Candela

Pe. Manuel Pérez Candela
Pároco da Paróquia Nossa Senhora da Imaculada Conceição - Sobradinho/DF