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quarta-feira, 26 de abril de 2023

O que é a “Igreja Apostólica”?

São Pedro - Vaticano | Aleteia

Por Alessandro Lima*.

Será que toda igreja é apostólica? Será que toda igreja tem que ser apostólica? Será que toda "igreja" pode adotar para si o adjetivo "apostólica", sem detrimento de seu real significado?

Hoje em dia está na moda as novas seitas protestantes adicionarem o adjetivo “apostólica” ao seus nomes. Como por exemplo: Igreja Nova Apostólica, Igreja Evangélica Apostólica das Águas Vivas, Igreja Apostólica Ministério Comunidade Cristã, Igreja Apostólica do Avivamento, Igreja Apostólica Renascer em Cristo, Igreja Apostólica Cristã, Igreja Apostólica Ministério Resgate, Igreja Apostólica Batista Viva e etc.

Mas será que toda igreja é apostólica? Será que toda igreja tem que ser apostólica? Será que toda “igreja” pode adotar para si o adjetivo “apostólica”, sem detrimento de seu real significado?

O Ensinamento da Igreja Católica

O Catecismo da Igreja Católica ensina:

§861 “Para que a missão a eles [aos apóstolos] confiada fosse continuada após sua morte [de Jesus], confiaram a seus cooperadores imediatos, como que por testamento, o múnus de completar e confirmar a obra iniciada por eles, recomendando-lhes que atendessem a todo o rebanho no qual o Espírito Santo os instituíra para apascentar a Igreja de Deus. Constituíram, pois, tais varões e administraram-lhes, depois, a ordenação a fim de que, quando eles morressem outros homens íntegros assumissem seu ministério.”

§862 “Assim como permanece o múnus que o Senhor concedeu singularmente a Pedro, o primeiro dos apóstolos, a ser transmitido a seus sucessores, da mesma forma permanece todos Apóstolos de apascentar a Igreja, o qual deve ser exercido para sempre pela sagrada ordem dos Bispos.” Eis por que a Igreja ensina que “os bispos, por instituição divina, sucederam aos apóstolos como pastores da Igreja, de sorte quem os ouve, ouve a Cristo, e quem os despreza, despreza a (aquele por quem Cristo foi enviado“.

Os protestantes em contrapartida alegam que nunca houve sucessão apostólica, e que a Igreja Apostólica é simplesmente aquela fiel á doutrina bíblica. Afirmam ainda que a reunião dos fiéis constitui a Igreja.

O que ensina a Bíblia?

A Bíblia ensina que Nosso Senhor Jesus Cristo, deu o governo da Igreja aos Santos Apóstolos: “Quem vos ouve, a mim ouve; e quem vos rejeita, a mim rejeita; e, quem me rejeita, rejeita aquele que me enviou” (Lc 10, 16).  Aqui vemos o testemunho da autoridade dos apóstolos sobre toda a Igreja dada pelo próprio Cristo.

A Bíblia dá testemunho de que os apóstolos claramente escolheram sucessores que, por sua vez, possuíram a mesma autoridade de ligar e desligar. A substituição de Judas Iscariotes por Matias (cf. At 1,15-26) e a transmissão da autoridade apostólica de Paulo a Timóteo e Tito (cf. 2 Tm 1,6; Tt 1,5) são exemplos de sucessão apostólica.

Além destes exemplos claros há também os implícitos como o caso de Apolo. Apolo era um Judeu natural de Alexandria que conhece o verdadeiro Evangelho em Éfeso (cf. At 18,24-28). A Bíblia diz que Apolo foi levado aos discípulos de Cristo que se encontravam em Corinto (cf. At 19,1).

São Paulo ao escrever sua primeira carta aos cristãos de Corinto faz menção de Apolo, vejam:

Pois acerca de vós, irmãos meus, fui informado pelos que são da casa de Cloé, que há contendas entre vós. Refiro-me ao fato de que entre vós se usa esta linguagem: ?Eu sou discípulo de Paulo; eu, de Apolo, eu, de Cefas; eu, de Cristo” (1Cor 1,11-12).

Bem, sabemos de onde surgiu Apolo e que ele foi enviado a Corinto, mas o que ele está fazendo na Igreja de Corinto?

São Paulo continua: “Pois quem é Apolo E quem é Paulo? Simples servos, por cujo intermédio abraçastes a fé, e isto conforme a medida que o Senhor repartiu a cada um deles: eu plantei, Apolo regou, mas Deus é quem faz crescer” (1 Cor 3,5-6).

Notaram? São Paulo fundou a Igreja em Corinto, mas quem cuidava desta Igreja era Apolo, era ele que no dizer no Apóstolo, regava, isto é cuidava da Igreja. Apolo era então o Bispo de Corinto, instituído pelos apóstolos.

Apesar das palavras do apóstolo serem claras, isso explica porque os cristãos dissensores de Corinto, ao criar um partido, escolheram o nome de Apolo, que era o líder daquela comunidade, isto é, o Bispo.

O episcopado de Apolo fica ainda mais claro, nas seguintes palavras de São Paulo:

Portanto, ninguém ponha sua glória nos homens. Tudo é vosso: Paulo, Apolo, Cefas (Pedro), o mundo, a vida, a morte, o presente e o futuro. Tudo é vosso! Mas vós sois de Cristo, e Cristo é de Deus. Que os homens nos considerem, pois, como simples operários de Cristo e administradores dos mistérios de Deus” (1Cor 3,21-22; 4,1).

Veja como São Paulo coloca o ministério de Apolo em igualdade com o seu próprio. Ver também (1Cor 4,6).

Vimos que a Sagrada Escritura ao contrário do que ensinam os “entendedores da Bíblia” não nega a existência da Sucessão dos Apóstolos, como meio de perpertuar de forma segura o ministério dos Apóstolos, ao contrário, ela confirma isso.

O que diz a história da Igreja?

Se estamos falando a verdade, devemos obrigatoriamente encontrar na história da Igreja, provas de que a Sucessão Apostólica realmente existia. Caso contrário estaremos somente especulando sobre o que realmente existia na Igreja primitiva, como faz atualmente o protestantismo.

Vamos ver agora se encontramos na história da Igreja alguma prova da existência da sucessão dos apóstolos:

Clemente de Roma, o 4º Bispo de Roma na sucessão de São Pedro, em sua primeira carta aos Coríntios (90 D.C) escreve:

42. Os apóstolos receberam do Senhor Jesus Cristo o Evangelho que nos pregaram. Jesus Cristo foi enviado por Deus. Cristo, portanto vem de Deus, e os apóstolos vêm de Cristo. As duas coisas, em ordem, provêm da vontade de Deus. Eles receberam instruções e, repletos de certeza, por causa da ressurreição de nosso Senhor Jesus Cristo, fortificados pela palavra de Deus e com plena certeza dada pelo Espírito Santo, saíram anunciando que o Reino de Deus estava para chegar. Pregavam pelos campos e cidades, e aí produziam suas primícias, provando-as pelo Espírito, a fim de instituir com elas bispos e diáconos dos futuros fiéis. Isso não era algo novo: desde há muito tempo, a Escritura falava dos bispos e dos diáconos. Com efeito, em algum lugar está escrito: ?Estabelecerei seus bispos na justiça e seus diáconos na fé” (Is 60,17)”

44. Nossos apóstolos conheciam, da parte do Senhor Jesus Cristo, que haveria disputas por causa da função episcopal. Por esse motivo, prevendo exatamente o futuro, instituíram aqueles de quem falávamos antes, e ordenaram que, por ocasião da morte desses, outros homens provados lhes sucedessem no ministério.”

Vejam que desde o início do Cristianismo já se sabia que os Bispos da Igreja são os sucessores dos Apóstolos. Temos uma prova clara de que a Sucessão dos Apóstolos tinha como objetivo perpetuar o ministério dos Apóstolos, já que a Igreja deveria permanecer ainda na terra durante séculos.

Portanto, ninguém pode ser intitular Bispo, se não tiver recebido as sagradas ordens através da legítima sucessão dos Apóstolos; e ninguém pode se intitular pastor da Igreja se não tiver recebido a sagrada ordem pelas mãos de um legítimo Bispo.

A Igreja Apostólica é como um Rio, que possui sua nascente na sucessão dos Apóstolos. É do Colégio dos Apóstolos que a Igreja possui a sua origem, segundo designo do próprio Cristo.

A Sucessão dos Apóstolos foi algo tão real na vida da Igreja, que muitas destas sucessões foram registradas por alguns historiadores como Hegesipo e Eusébio de Cesaréia.

Veremos algumas das sucessões dos apóstolos registradas pelo Bispo Eusébio de Cesaréia (Séc IV), historiador da Igreja, em sua obra ?A História Eclesiástica? (HE):

Sucessão Apostólica em Roma

No atinente a seus outros companheiros, Paulo testemunha ter sido Clemente enviado às Gálias (2Tm 4,10); quanto a Lino, cuja presença junto dele em Roma foi registrada na 2ª carta a Timóteo (2Tm 4,21), depois de Pedro foi o primeiro a obter ali o episcopado” (HE III,4,8).

A Vespasiano, depois de ter reinado 10 anos, sucedeu Tito, seu filho, como imperador. No segundo ano de seu reinado, o bispo Lino, depois de ter exercido durante doze anos o ministério da Igreja de Roma, transmitiu-o a Anacleto.” (HE III,13)

No décimo segundo ano do mesmo império [de Domiciano, irmão de Tito], Anacleto que foi bispo da Igreja de Roma durante doze anos, foi substituído por Clemente, que o Apóstolo [Paulo], na carta aos Filipenses, informa ter sido seu colaborador, nesses termos: ‘Em companhia de Clemente e dos demais auxiliadores meus, cujos nomes estão no livro da vida’” (Fl 4,3)

Relativamente aos bispos de Roma, no terceiro ano do reinado do supracitado imperador [Trajano], Clemente terminou a vida, passando seu múnus a Evaristo. No total, durante nove anos exercera o magistério da palavra de Deus.” (HE III,34)

Cerca do duodécimo ano do reinado de Trajano (…) Evaristo completado seu oitavo ano, Alexandre recebeu o episcopado em Roma, sendo o quinto na sucessão de Pedro e Paulo.” (HE IV,1)

No terceiro ano do mesmo governo [do imperador Aélio Adriano, sucessor de Trajano], Alexandre, bispo de Roma morreu, tendo completado o décimo ano de sua administração. Teve Xisto como sucessor.” (HE IV,4).

Ao atingir o império de Adriano já o duodécimo ano, Xisto, tendo completado o décimo ao de episcopado em Roma, teve Telésforo por sucessor, o sétimo depois dos apóstolos.” (HE IV,5,5)

Tendo ele [Aélio Adriano] cumprido sua incumbência, após vinte e um anos de reinado, sucedeu-lhe no governo do império romano Antonino, o Pio. No primeiro ano deste, Telésforo deixou a presente vida, no undécio ano de seu múnus e coube a Higino a herança do episcopado em Roma.” (HE IV,10)

Tendo Higino falecido após o quarto ano de episcopado, Pio tomou em mãos o ministério em Roma.” (HE IV,11,6)

E na cidade de Roma, tendo morrido Pio no décimo quinto ano de episcopado, Aniceto presidiu aos fiéis desta cidade.” (HE IV,11,7)

Já atingira o oitavo ano o império de que tratamos [Antonino Vero], quando Sotero sucedeu a Aniceto, que completara onze anos de episcopado na Igreja de Roma.”(HE IV,19)

Sotero, bispo da Igreja de Roma, chegou ao termo de sua vida no decurso do oitavo ano de episcopado. Sucedeu-lhe Eleutério, o décimo segundo a contar dos Apóstolos, no décimo sétimo ano do imperador Antonino Vero” (HE V,Introdução,1)

No décimo ano do império de Cômodo, Vítor sucedeu a Eleutério, que havia exercido o episcopado durante treze anos.(…)” (HE V,22)

Sucessão Apostólica em Jerusalém

Após o martírio de Tiago e a destruição de Jerusalém, ocorrida logo depois, conta-se que os sobreviventes dos Apóstolos e discípulos do Senhor vindos de todas as partes se congregaram e com os consangüíneos do Senhor ‘ havia um grande número deles ainda vivos ‘ reuniram-se em conselho para verificar quem julgariam digno de suceder a Tiago. Todos unanimemente consideraram idôneo para ocupar a sede desta Igreja Simeão, filho de Cléofas, de quem se faz memória no livro do Evangelho (Lc 24,18; Jô 19,25). Diz-se que era primo do Salvador. Efetivamente, Hegesipo [historiador antigo] declara que Cléofas era irmão de José.” (HE III,11)

Por sua vez, tendo Simeão morrido segundo relatamos, um judeu, chamado Justo, ocupou em Jerusalém a sé episcopal. Havia um grande número de circuncisos que acreditavam em Cristo e ele era deste número.” (HE III,35)

Certifiquei-me, contudo, por documentos escritos, que, até o assédio dos judeus sob Adriano, sucederam-se em Jerusalém quinze bispos. Diz-se que eram todos hebreus por origem e terem acolhido genuinamente o conhecimento de Cristo. Em conseqüência, aqueles que ali podiam decidir, julgaram-nos dignos do múnus episcopal. Com efeito, a Igreja toda de Jerusalém se compunha então de hebreus fiéis. Assim sucedeu desde o tempo dos apóstolos até o cerco que sofreram então, quando os judeus se contrapuseram aos romanos e foram aniquilados em fortes guerras.

Uma vez que terminaram nessa ocasião os bispos oriundos da circuncisão, convém levantar agora sua lista, desde o primeiro. Com efeito, o primeiro foi Tiago, denominado irmão do Senhor, depois dele, o segundo foi Simeão; o terceiro, Justo; o quarto, Zaqueu; o quinto, Tobias; o sexto, Benjamim; o sétimo, João; o oitavo, Matias; o nono Filipe; o décimo, Sêneca, o undécimo, Justo; o duodécimo, Levi; o décimo terceiro, Efrém; o décimo quarto, José; finalmente, o décimo quinto, Judas.

Estes foram os bispos da cidade de Jerusalém, desde os apóstolos até o tempo a que nos referimos. Todos dentre os circuncisos.” (HE IV, 5,2-4)

[Durante a perseguição aos Judeus sob o imperador Adriano] a cidade [de Jerusalém] foi reduzida a ser totalmente desertada pelo povo e a perder seus habitantes de outrora. Foi povoada uma raça estrangeira. A cidade romana que a substitui recebeu outro nome, e foi denominada Aélia, em honra do imperador Aélio Adriano. A Igreja da cidade foi composta também de gentios, e após os da circuncisão o primeiro dos bispos a receber a múnus foi Marcos.” (HE IV,6,4)

Nesta época [do imperador Cômodo, sucessor de Antonino Vero], era famoso o bispo da Igreja de Jerusalém Narciso, até hoje muito conhecido. Foi o décimo quinto sucessor, após a guerra judaica, sob Adriano. Mostramos que, desde então, a Igreja local constava de gentios, substitutos dos membros da circuncisão e que Marcos foi o seu primeiro bispo proveniente dos gentios.

Depois dele, as listas dos sucessivos bispos desta região registram Cassiano; em seguida Públio, depois Máximo; após estes, Juliano, e em seguida Caio; depois dele Símaco, outro Caio, e ainda Juliano, após Capitão, a seguir Valente e Doliguiano; por fim Narciso, o trigésimo a contar dos apóstolos, na sucessão regular dos bispos.” (HE V,12)

A Sucessão Apostólica em Antioquia

Evódio foi o primeiro bispo estabelecido em Antioquia; depois ilustrou-se o segundo, Inácio, nessa mesma ocasião.” (HE III,22)

Após [Inácio], Heros foi seu sucessor no episcopado em Antioquia” (HE III,36,15)

É sabido que, na Igreja de Antioquia, Teófilo foi sexto bispo a contar dos apóstolos, pois Cornélio foi instalado como quarto depois de Heros, nesta cidade, e após, em quinto lugar, Eros recebeu o episcopado.” (HE IV,20).

A Sucessão Apostólica em Alexandria

No quarto ano de Domiciano, Aniano, o primeiro bispo da Igreja de Alexandria, após vinte e dois anos completos de episcopado, morreu. Seu sucessor, como segundo bispo, foi Abíblio” (HE III,14)

Nerva [imperador, sucessor de Domiciano] reinou pouco mais de um ano e Trajano lhe sucedeu. No decurso de seu primeiro ano, Abílio, tendo dirigido por treze anos a Igreja de Alexandria, foi substituído por Cerdão. Se contarmos desde o primeiro, Aniano, este foi o terceiro chefe. Nesta ocasião, Clemente estava à frente da Igreja de Roma, e foi o terceiro a ocupar a sé episcopal, depois de Paulo e de Pedro. Lino foi o primeiro, e em seguida Anacleto.” (HE III,21)

Cerca do duodécimo ano do reinado de Trajano, bispo de Alexandria, de que falamos um pouco mais acima [Cerdão], deixou a presente vida. Primo foi o quarto, depois dos apóstolos, a assumir o múnus da Igreja de Alexandria.” (HE IV,1)

No terceiro ano do mesmo governo [do imperador Aélio Adriano, sucessor de Trajano] (…) na Igreja de Alexandria, Primo morreu no décimo ano em que presidia e sucedeu-lhe Justo.” (HE IV,4).

Decorridos um ano e alguns meses [depois do duodécimo ano do império de Adriano], Eumenes teve a presidência na Igreja de Alexandria, em sexto lugar. Seu predecessor [Justo] permaneceu durante onze anos.” (HE IV,5,5)

[durante o tempo de imperador Antonino], em Alexandria, Marcos foi nomeado pastor, depois que Eumenes completou treze anos; e tendo Marcos morrido após dez anos de ministério, Celadião assumiu o múnus da Igreja de Alexandria.” (HE IV,11,6).

Já atingira o oitavo ano o império de que tratamos [Antonino Vero] (…) Na Igreja de Alexandria, depois que Celadião a presidira durante catorze anos, Agripino assumiu a sucessão” (HE IV,19).

Depois que Antonino esteve dezenove anos no governo, Cômodo obteve o poder. No primeiro ano de seu reinado, Juliano assumiu o episcopado das Igrejas de Alexandria, depois de ter Agripino desempenhado suas funções durante doze anos.” (HE V,9)

No décimo ano do império de Cômodo, (…) tendo Juliano completado o décimo ano de seu múnus, Demétrio tomou em mãos o ministério das comunidades de Alexandria (…)” (HE V,22)

Sucessão apostólica em outras localidades

Não é fácil dizer quantos discípulos houve e quais se tornaram verdadeiramente zelosos a ponto de serem considerados capazes, depois de comprovados, de apascentar as Igrejas fundadas pelos apóstolos, exceto aquelas cujos nomes é possível recolher dos escritos de Paulo.

(…)Relata-se ter sido Timóteo o primeiro a exercer o episcopado na Igreja de Éfeso (1Tm 1,3), enquanto o primeiro nas Igrejas de Creta foi Tito (Tt 1,5)” (HE III,4,3-5).

Acrescente-se que acerca do areopagita, de nome Dionísio, do qual afirma Lucas nos Atos que, em seguida ao discurso de Paulo aos atenienses no Areópago, foi o primeiro a crer (At 17,34), outro Dionísio, um ancião, pastor da Igreja de Corinto, assevera que ele se tornou o primeiro bispo da Igreja de Atenas” (HE III, 4,10).

Policarpo, não somente foi discípulo dos apóstolos e conviveu com muitos dos que haviam visto o Senhor, mas ainda foi estabelecido pelos apóstolos bispo da Igreja de Esmirna, na Ásia. Nós o vimos na infância.” (Melitão de Sardes em apologia ao imperador Vero, conforme HE IV,14,3).

(..)Havendo Potino consumado sua vida aos 90 anos em companhia dos mártires da Gália, Ireneu recebeu a sucessão no episcopado da comunidade cristã de Lião, que era dirigida por Potino. Tivemos notícia de que na juventude ele [Ireneu] foi ouvinte de Policarpo” (HE V,5,8)

Enfim, citamos estes poucos casos porque apresentar todos os testemunhos dos antigos sobre a sucessão dos apóstolos seria demasiadamente trabalhoso. Os exemplos aqui transcritos já são suficientes para provar a existência da sucessão dos apóstolos na história da Igreja de Cristo.

Conclusão

Jesus revestiu aos apóstolos da Sua autoridade. A Bíblia em local algum indica que esta autoridade dentro da Igreja iria cessar com a morte dos apóstolos e em lugar algum diz que uma vez morto o último apóstolo, a Palavra de Deus escrita tornar-se-ia a autoridade final.

Não há fidelidade à Bíblia, sem fidelidade à Igreja de Cristo. A Igreja sempre foi “a coluna e o fundamento da verdade” (cf. 1Tm 3,15) para os cristãos. Quem conhece a memória cristã sabe, que a Bíblia demorou séculos para ser discernida pela Igreja, e que os ensinamentos sucessores dos apóstolos eram recebidos como ensinamentos dos próprios apóstolos:

Impossível enumerar nominalmente todos os que então, desde a primeira sucessão dos Apóstolos, tornaram-se pastores ou evangelistas nas Igrejas pelo mundo. Nominalmente confiamos a um escrito apenas a lembrança daqueles cujas obras agora representam a tradição da doutrina apostólica” (HE III,37,4).

É exatamente através da sucessão apostólica, que podemos identificar onde está a Igreja de Cristo. O colégio dos apóstolos é o que faz visível a Igreja Espiritual. Sem o ministério dos apóstolos não há Igreja; e a perpetuação deste ministério está no ministério dos sucessores dos apóstolos. Como vimos é isto que ensina a Bíblia e é este o testemunho da história do Cristianismo. E em conformidade com toda a Verdade, este é o ensinamento do Santo Padre o Papa João Paulo II, legítimo sucessão de São Pedro (príncipe e líder dos Apóstolos, cf. Lc 22,31s e Mt. 16,18-19):

28. Por último, a Igreja é apostólica enquanto ?continua a ser ensinada, santificada e dirigida pelos Apóstolos até ao regresso de Cristo,  graças àqueles que lhes sucedem no ofício pastoral: o Colégio dos Bispos, assistido pelos presbíteros, em união com o Sucessor de Pedro, Pastor supremo da Igreja?. Para suceder aos Apóstolos na missão pastoral é necessário o sacramento da Ordem, graças a uma série ininterrupta, desde as origens, de Ordenações episcopais válidas. Esta sucessão é essencial, para que exista a Igreja em sentido próprio e pleno.” (Encíclica ECCLESIA DE EUCHARISTIA).

(*O autor é arquiteto de software, professor, escritor, articulista e fundador do Apostolado Veritatis Splendor).

(via Veritatis Splendor)

 Fonte: https://pt.aleteia.org/

terça-feira, 25 de abril de 2023

Mensagem do Santo Padre: Dia Mundial de Oração pelas Vocações

Cena bíblica dos discípulos de Emaús (Lc 4, 13-35), retratada no lema do Dia Mundial de Oração pelas Vocações

No próximo dia 26 de abril, às 11h30 (hora italiana), será apresentada durante uma coletiva de imprensa a Mensagem do Santo Padre para o 60º Dia Mundial de Oração pelas Vocações com o tema "Vocação: graça e missão".

Vatican news

Na próxima quarta-feira, 26 de abril de 2023, na Sala de Imprensa da Santa Sé, haverá uma coletiva de imprensa para a apresentação da Mensagem do Santo Padre, o Papa Francisco para o 60º Dia Mundial de Oração pelas Vocações. Neste ano, com o tema "Vocação: graça e missão".

O tema e o lema foram inspirados no Documento Final do Sínodo dos Bispos. O tema se pauta na fundamentação de que “a vocação aparece realmente como um dom da graça e de aliança, como o mais belo e precioso segredo de nossa liberdade”, segundo o Documento Final, nº 78. Já o lema “Corações ardentes, pés a caminho” (cf. Lc 24, 32-33) recorda a trajetória dos discípulos de Emaús. Ao escutar a Palavra de Deus o coração arde e os pés se colocam a disposição para anunciar a boa nova. 

Além disso, o texto bíblico que norteará o Ano Vocacional será o versículo “Jesus chamou e enviou os que ele mesmo quis (cf. Mc 3, 13-19)”, para auxiliar na compreensão de que a origem e o centro de toda vocação deve ser Jesus Cristo.

Participarão do momento: o cardeal Lazarus You Heung-sik, Prefeito do Dicastério para o Clero; Dom Andrés Gabriel Ferrada Moreira, Secretário do Dicastério para o Clero; padre Simone Renna, Subsecretário do Dicastério para o Clero; e padre Eamonn McLaughlin, Oficial do mesmo Dicastério.

 A coletiva será transmitida ao vivo pelo canal de notícias do Youtube do Vaticano.

Fonte: https://www.vaticannews.va/pt

Adote um padre

Sacerdotes (Vatican News)

ADOTE UM PADRE

Dom Murilo S.R. Krieger
Arcebispo Emérito de Salvador (BA)

A Igreja no Brasil está vivendo, em 2023, o 3º Ano Vocacional, com o tema: “Vocação: graça e missão”, e o lema: “Corações ardentes, pés a caminho” (cf. Lc 24,32-33).

Graças às reflexões e textos do Concílio Ecumênico Vaticano II (1962-1965), houve uma reviravolta na maneira de se abordar a questão das vocações na vida da Igreja. Até então, falar de vocações era referir-se particularmente às vocações sacerdotais. A partir do Concílio Vaticano II, os horizontes tornaram-se mais amplos: passou-se a insistir, primeiramente, na vocação de todos à santidade. Pelo batismo, Deus nos chama – chama cada batizado – a ser santo. Num segundo momento é que se vai pensar nas vocações específicas – isto é, na vocação dos cristãos leigos e leigas, na dos religiosos e religiosas, e na vocação dos ministros ordenados (diáconos, presbíteros e bispos).

Fiz essa introdução para deixar claro que não ignoro a importância de todas as vocações. A partir de minha vivência episcopal – trinta e oito anos como bispo, em quatro dioceses diferentes –convenci-me profundamente de quanto é importante, para nossas comunidades, a presença e a atuação do sacerdote. Não há novidade nisso. O próprio Vaticano II já havia afirmado que “os presbíteros, quer se entreguem à oração e à adoração, quer preguem a palavra de Deus, quer ofereçam o sacrifício eucarístico e administrem os demais sacramentos, quer exerçam outros ministérios a favor dos homens, concorrem não só para aumentar a glória de Deus, mas também para fazer progredir os homens na vida divina” (PO, 2).

A vida dos sacerdotes sempre foi exigente. E nem poderia ser diferente, já que são chamados a continuar a missão de Cristo, o Bom Pastor. Em nossos tempos, porém, os desafios se multiplicam e exigem respostas sábias, decisões imediatas e constantes posicionamentos sobre os mais diversos temas. Portanto, quanto mais santo e sábio for o presbítero, mais e melhor servirá a Igreja. Além disso, como a vocação sacerdotal é um dom de Deus não só para aquele que é seu primeiro destinatário, mas para a Igreja inteira, toda a Igreja é chamada a proteger esse dom, a estimá-lo e a amá-lo. Dito isso com palavras do saudoso Papa São João Paulo II: “Todos os membros da Igreja, sem exceção, têm a graça e a responsabilidade do cuidado pelas vocações” (PDV, 41). Essa responsabilidade sempre foi cultivada na Igreja. Prova disso é, entre outras coisas, o apelo constante para que todos rezem não só pelo aumento das vocações, mas também para a santificação daqueles que já são padres. Sempre houve na Igreja grupos, comunidades e associações com o propósito principal de rezar pelos sacerdotes.

É nessa linha que se entende a sugestão que apresento: ADOTE UM PADRE! Dentre os sacerdotes que você conhece ou que atuam na Igreja, escolha um deles, e passe a rezar diariamente por sua santificação. Ofereça sacrifícios para que ele exerça bem o seu ministério. Se for o caso, ofereça por ele até a sua vida. De preferência, nunca lhe fale sobre isso, nem faça comentários a esse respeito com outras pessoas. Os detalhes dessa “adoção” sejam conhecidos somente por você e pelo Bom Pastor. Guarde esse segredo cuidadosamente em seu coração, mas seja fiel a ele, dia por dia. Fazendo isso, você estará respondendo a um apelo da Igreja, que constantemente nos recorda: “Todo o Povo de Deus deve incansavelmente rezar e trabalhar pelas vocações sacerdotais” (PDV, 82). Sua resposta ao apelo de adotar um padre determinado terá uma particularidade: você não estará rezando somente pelo clero em geral, mas por um padre com um nome e um rosto, o que, certamente, motivará ainda mais suas orações, jejuns e sacrifícios. E, tenha certeza: com a santificação de seu “adotado”, todo o clero se santificará. Deus, então, será mais glorificado. E o Povo de Deus, mais e mais se enriquecerá.

Fonte: https://www.cnbb.org.br/

Coisas que podem não ser mais essenciais na organização do casamento

Shutterstock / MN Studio

Por Claire de Campeau

Mal pronunciado o "sim" do noivado, os noivos rapidamente se veem sobrecarregados com a organização do grande dia. No entanto, alguns optam por romper com as convenções para organizar um casamento que seja a cara deles.

Cardápio, lista de convidados, decoração floral, panos de mesa… A organização de um casamento requer muita energia e pode até interferir na preparação espiritual dos noivos. Sem mencionar que essas escolhas materiais podem desencadear tensões adicionais. 

De fato, alguns aspectos do casamento são essenciais; outros, não. Por isso, casais em busca da sobriedade explicam suas escolhas pela Aleteia. 

Simplicidade

Para Isaure e seu noivo, a palavra de ordem é simplicidade. Eles decidiram não organizar um recepção noturna, mas uma tarde de coquetéis: “Preferimos organizar um dia de casamento simples. Assim, temos a tarde inteira para curtir nossos convidados”, explica Isaure. “Meu noivo tem uma família muito pequena, ao contrário de mim. Então, convidamos apenas parentes próximos. Queremos um casamento parecido com a gente, simples, sem injunções”, acrescentou a noiva.

“Na verdade, a gente cria obrigações, como dar lembrancinha aos convidados, dar um presente aos padrinhos, planejar enfeites coloridos… Mas é preciso saber se livrar disso porque, em última análise, os convidados não têm expectativas particulares. Eles ficam felizes só por estarem lá”, explica outra noiva, a Delphine.

Sustentabilidade

As renúncias, às vezes, são de ordem ecológica. Quitterie, ainda noiva, confidencia: “Não sei se é muito ‘liberal’ mas optamos por não ter carro para a saída da Missa. Para nós, isso é tecnicamente possível, porque a igreja e a recepção são no mesmo bairro. Cada um de nós leva as questões ecológicas atuais muito a sério, então tentamos colocar um pouco de sobriedade em um dia muito ‘consumista’… Admito que isso é apenas um detalhe, mas também acho que as pequenas coisas são, em última análise, as mais importantes para a nossa vida futura”, explica a noiva.

Catarina, por exemplo, não quis investir muito dinheiro em um vestido de noiva que só usará uma vez na vida. “Encomendei o meu vestido de noiva num site online, a um preço muito razoável! Era um vestido de princesa – como nos meus sonhos -, mas sobretudo a um preço de sonho! Nunca me arrependi da minha escolha. Se eu não tivesse mencionado isso, ninguém teria suspeitado. Mas me pareceu importante testemunhar: os orçamentos de certos vestidos me parecem totalmente imprudentes”, alerta.

Preparação espiritual

O tempo do noivado é um momento de reflexão, oração e compromisso. Muitos noivos se sentem sobrecarregados com a pressão da organização material em detrimento de sua preparação espiritual. Se certas considerações podem ser amenizadas em benefício da jornada pessoal, por que não permitir isso? 

A encíclica Laudato si, a pandemia de Covid e as diversas crises vividas pelos nossos países ocidentais parecem influir nessas escolhas. A nova geração tem novas aspirações, talvez menos materialistas, do que antes. Ela também ousa dizer ‘não’ para questões que tradicionais.

Liberdade

Quer as razões sejam familiares, ecológicas, financeiras ou de outras ordens, os noivos de hoje tomam novas liberdades. Como a sociedade mudou radicalmente nos últimos 50 anos, não é surpreendente ver novas aspirações tomando forma. Sendo os casamentos mais tardios, os noivos também costumam ser mais seguros e estar em uma idade mais avançada, o que lhes dá confiança para assumir suas próprias escolhas em relação às suas famílias. 

Enquanto certos hábitos se vão perdendo, outros vão-se criando.

Cada época, portanto, tem suas obrigações e suas convenções! O objetivo – e o que deve permanecer essencial – do casamento está bem resumido nestas palavras do Beato Carlos de Habsburgo à sua esposa Zita : “Agora devemos ajudar-nos a ir para o céu”.

Fonte: https://pt.aleteia.org/

Mitos litúrgicos (3/16)

Basílica de Santo Agostinho em Roma | Presbíteros

Mitos litúrgicos

Mito 5: “A noção da Missa como Sacrifício é ultrapassada”

Não é.

O Sagrado Magistério da Igreja, por graça do Espírito Santo, é infalível em matéria de fé e moral (Cat., n.2035). Por isso, a fé católica não muda.

A Santa Missa é a Renovação do Único e Eterno Sacrifício de Nosso Senhor, oferecido pelas mãos do sacerdote. Diz o Catecismo da Igreja Católica (n. 1367): “O sacrifício de Cristo e o sacrifício da Eucaristia são um único sacrifício.”

O Catecismo anterior, publicado pelo Papa São Pio X em 1905, afirma (n. 652-654): “A santa Missa é o sacrifício do Corpo e do Sangue de Jesus Cristo, oferecido sobre os nossos altares, debaixo das espécies de pão e de vinho, em memória do sacrifício da Cruz. (…) O Sacrifício da Missa é substancialmente o mesmo que o da Cruz, porque o mesmo Jesus Cristo, que se ofereceu sobre a Cruz, é que se oferece pelas mãos dos sacerdotes seus ministros, sobre os nossos altares, mas quanto ao modo por que é oferecido, o sacrifício da Missa difere do sacrifício da Cruz, conservando todavia a relação mais íntima e essencial com ele. (…) Que diferença, pois, e que relação há entre o Sacrifício da Missa e o da Cruz? Entre o Sacrifício da Missa e o sacrifício da Cruz há esta diferença e esta relação: que Jesus Cristo sobre a cruz se ofereceu derramando o seu sangue e merecendo para nós; ao passo que sobre os altares Ele se sacrifica sem derramamento de sangue, e nos aplica os frutos da sua Paixão e Morte.”

Curiosidade: o Papa Bento XVI afirmou, no dia 09 de Outubro de 2006, que o homem contemporâneo “perdeu o sentido do pecado”. Ora, se não há pecado, qual a necessidade de um Sacrifício Propiciatório? Creio que isso explica muitas coisas…

Mito 6: “É mais expressivo no altar a imagem de Jesus Ressuscitado do que de Jesus crucificado”

Não é.

A Instrução Geral do Missal Romano determina (n.308): “Sobre o altar ou junto dele coloca-se também uma cruz, com a imagem de Cristo crucificado, que a assembléia possa ver bem. Convém que, mesmo fora das ações litúrgicas, permaneça junto do altar uma tal cruz, para recordar aos fiéis a paixão salvadora do Senhor.”

Essa cruz alude ao Santo Sacrifício de Nosso Senhor, que se renova no altar. Nosso Senhor está vivo e ressuscitado, mas a Santa Missa renova o Sacrifício.

Mito 7: “Quem celebra a Missa não é o Padre, e sim toda a comunidade”

A Instrução Redemptions Sacramentum (n. 42), de 2004, discorrendo sobre o Santo Sacrifício da Missa, afirma: “O Sacrifício Eucarístico não deve, portanto, ser considerado “concelebração”, no sentido unívoco do sacerdote juntamente com povo presente. Ao contrário, a Eucaristia celebrada pelos sacerdotes é um dom que supera radicalmente o poder da assembléia. A assembléia, que se reúne para a celebração da Eucaristia, necessita absolutamente de um sacerdote ordenado que a presida, para poder ser verdadeiramente uma assembléia eucarística. Por outro lado, a comunidade não é capaz de dotar-se por si só do ministro ordenado.”

Mito 8: “A Igreja pode vir a ordenar mulheres”

Não pode.

O saudoso Papa João Paulo II definiu que a Santa Igreja não tem a faculdade de ordenar mulheres, quando em 1994, publicou a Carta Apostólica “Ordinatio Sacerdotalis”, que afirma explicitamente: “Para que seja excluída qualquer dúvida em assunto da máxima importância, que pertence à própria constituição divina da Igreja, em virtude do meu ministério de confirmar os irmãos (cf. Lc 22,32), declaro que a Igreja não tem absolutamente a faculdade de conferir a ordenação sacerdotal às mulheres, e que esta sentença deve ser considerada como definitiva por todos os fiéis da Igreja.”

 Fonte: https://presbiteros.org.br/

Dom Jaime Spengler é o novo presidente da CNBB

Dom Jaime Spengler - novo presidente da CNBB (Vatican Media)

O arcebispo de Porto Alegre (RS) e atual primeiro vice-presidente da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), dom Jaime Spengler, foi eleito presidente da CNBB nesta segunda-feira, 24 de abril. Ele estará à frente da Presidência da entidade de 2023 a 2027.

Silvonei José Protz - Aparecida - CNBB

Nesta segunda-feira (24), sexto dia da 60ª Assembleia Geral dos Bispos do Brasil, o episcopado brasileiro deu início ao processo que vai eleger a nova presidência da CNBB para o próximo quadriênio (2023-2026). Na terceira votação foi eleito Dom Jaime Spengler arcebispo metropolitano de Porto Alegre (RS). Ele tem 62 anos e foi ordenado bispo em 2010. Seu lema episcopal é “In Cruce Glorariari”, Gloriar-se na Cruz.

O anúncio da sua eleição foi feito no início da sessão reservada, no auditório Noé Sotillo, no período da tarde.

O arcebispo estava ocupando o cargo de 1º Vice-Presidente da Conferência Nacional dos Bispos e deve assumir a cadeira de presidente após a posse oficial da presidência, na sexta-feira, depois que todos os nomes forem eleitos.

O episcopado ainda tem que eleger mais três nomes para compor a presidência: 1º Vice-presidente, 2º Vice-presidente e Secretário Geral. Além de 12 nomes para compor a presidência de cada uma das comissões da CNBB, dois representantes para o Conselho Episcopal Latino-Americano (Celam) e dois delegados para o Sínodo 2023.

Perguntado pelo atual presidente, dom Walmor Oliveira de Azevedo, se aceita a função a ele confiada pelo episcopado brasileiro, conforme prevê o Estatuto, dom Jaime respondeu:

“Com humildade, simplicidade, temor e tremor, mas sobretudo na fé, em espírito de comunhão e colaboração, sim!”.

Biografia e trajetória eclesial

Dom Jaime Spengler nasceu em 6 de setembro de 1960, em Gaspar (SC). Ingressou na Ordem dos Frades Menores, também conhecida por Ordem de São Francisco (Franciscanos) em 20 de janeiro de 1982, pela admissão no Noviciado na cidade de Rodeio (SC). Cursou Filosofia no Instituto Filosófico São Boaventura, de Campo Largo (PR), e Teologia no Instituto Teológico Franciscano de Petrópolis (RJ), concluindo-o no Instituto Teológico de Jerusalém, em Israel.

Foi ordenado sacerdote em 17 de novembro de 1990, na sua cidade natal. Fez doutorado em Filosofia na Pontifícia Universidade Antonianum, em Roma, e atuou dentro da Ordem dos Frades Menores em diversas missões e cidades do país até 2010, quando foi nomeado pelo Papa Bento XVI como bispo auxiliar da arquidiocese de Porto Alegre. A ordenação episcopal, presidida por dom Lorenzo Baldisseri, núncio apostólico no Brasil na ocasião, ocorreu dia 5 de fevereiro de 2011, na paróquia São Pedro Apóstolo, em Gaspar.

Dom Jaime Spengler é arcebispo metropolitano de Porto Alegre desde 18 de setembro de 2013, quando foi nomeado pelo Papa Francisco que, concomitantemente, recebeu o pedido de renúncia de dom Dadeus Grings. Escolheu como seu lema episcopal “Gloriar-se na Cruz” (Cl 6,14) – In Cruce Gloriari.

No quadriênio de 2011 a 2015, foi membro da Comissão Episcopal Pastoral para os Ministérios Ordenado e a Vida Consagrada da CNBB. Em 2015, foi eleito presidente desta comissão. Entre os destaques de sua atuação à frente do colegiado, consta a aprovação das novas Diretrizes para a Formação de Presbíteros da Igreja no Brasil, em 2018.

Em maio de 2019, foi eleito primeiro vice-presidente da CNBB. Também é o bispo referencial da CNBB para o Colégio Pio Brasileiro, em Roma. Exerce ainda as funções de vice-presidente da Comissão Especial para o Acordo Brasil-Santa Sé da CNBB e bispo referencial CNBB – Regional Sul 3 para Vida Consagrada e Ministérios Ordenados. 

Fonte: CNBB

https://www.vaticannews.va/pt

São Marcos, Evangelista

By Renata Sedmakova | Shutterstock

25 de abril

São Marcos, Evangelista

Assim como São Lucas, ele não fez parte dos 12 primeiros discípulos chamados por Jesus.

Dos quatro evangelistas, dois eram discípulos diretos de Jesus, escolhidos por Ele próprio para serem Seus 12 Apóstolos: São Mateus e São João.

Os outros dois, São Marcos e São Lucas, também foram seguidores de Jesus, obviamente, mas não fizeram parte do Grupo dos 12.

Marcos, no entanto, estaria entre os chamados “70 discípulos”, que foram enviados por Jesus de dois em dois para pregarem a Boa Nova (cf. Lucas, capítulo 10).

Sobre São Lucas, você encontra em Aleteia vários artigos que recomendamos abaixo, ao final desta matéria.

E sobre São Marcos, é só continuar a leitura aqui mesmo: apresentamos a seguir as informações registradas por ninguém menos que São Jerônimo, o primeiro tradutor da Bíblia para o latim.

Vida de São Marcos

São Jerônimo nos conta, em sua “Vida de São Marcos Evangelista“, que o escritor do mais antigo dos relatos evangélicos era filho de Maria de Jerusalém, em cuja casa São Pedro se refugiou após ser libertado do cárcere (cf. At 12, 12). Era primo de Barnabé. Acompanhou São Paulo na sua primeira viagem a Roma (cf. Col 4, 10) e esteve próximo dele durante a sua prisão em Roma (Fm 24).

Depois, tornou-se discípulo de São Pedro, cuja pregação foi a base para o Evangelho que escreveu (cf. 1 Pe 5, 13). Seu Evangelho, aliás, é comumente reconhecido como o mais antigo, utilizado e completado por São Mateus e por São Lucas. Parece que também os grandes discursos da primeira parte do Atos dos Apóstolos são uma retomada e um desenvolvimento do Evangelho de São Marcos, a partir de Mc 1, 15.

A ele é atribuída, além do mais, a fundação da Igreja em Alexandria.

São Marcos amava Nosso Senhor sem qualquer reserva e estava maduro para o martírio. Seus progressos no testemunho da fé exasperavam os pagãos, em particular os sacerdotes da deusa Serapis. Eles o prenderam na Páscoa do ano 68 e o torturaram durante dois dias, arrastando-o com cordas por terrenos pedregosos dos subúrbios de Buroles. Com amor mais forte que a morte, porém, o santo bendizia Nosso Senhor e Lhe dava graças por ter sido julgado digno de sofrer por Seu amor.

Durante a noite que separou aqueles dois dias de suplício, o santo foi reconfortado por visitas celestes. Primeiro, um Anjo lhe disse:

“Marcos, servo de Deus e chefe dos ministros de Cristo, no Egito, o vosso nome está escrito no livro da vida e as Potências celestes virão em breve procurar-vos para conduzir-vos ao Céu”.

Depois, apareceu-lhe o próprio Senhor:

“A paz esteja convosco, Marcos, nosso evangelista”.

Esta palavra de encorajamento lhe bastava. São Marcos foi de novo arrastado e dilacerado pelas pedras, enquanto bendizia a Deus:

“Meu Deus, em vossas mãos entrego a minha alma”.

Fonte: https://pt.aleteia.org/

segunda-feira, 24 de abril de 2023

Hoje comemora-se a conversão de Santo Agostinho, padre e doutor da Igreja

Santo Agostinho / Domínio Público

REDAÇÃO CENTRAL, 24 Abr. 23 / 09:40 am (ACI).- Hoje (24) celebrada a conversão de Santo Agostinho, bispo, doutor e padre da Igreja, padroeiro dos que buscam a Deus.

Num dia 24 de abril de 387, Agostinho de Hipona foi batizado em Milão, Itália, por santo Ambrósio, bispo da cidade. O santo vindo do norte da África tinha então trinta e três anos, por isso sempre descreveu sua conversão como "tardia".

Padre Alejandro Moral Antón OSA, prior geral da Ordem de Santo Agostinho, falou sobre o significado desta data há alguns anos: “Neste dia, em que celebramos a conversão e o batismo de nosso pai santo Agostinho, de quem todos nos sentimos como discípulos e filhos, queremos partilhar ainda mais fortemente a sua própria experiência: um grande e precioso dom que nos leva à verdade, nos fortalece no amor e nos ajuda a viver na liberdade” (Mensagem a todos os irmãos, irmãs e leigos da Família Agostiniana, 24 de abril de 2021).

Santo Agostinho foi um brilhante orador, filósofo e teólogo, autor de muitos textos de suma importância para a história do cristianismo e da cultura ocidental como as "Confissões" e "A Cidade de Deus".

Uma conversão chama outras conversões

O prior dos agostinianos, na mesma mensagem, fala com insistência da necessidade do acompanhamento da Igreja, comunidade dos batizados, para alcançar a meta que santo Agostinho tanto ansiava e que mantinha o seu coração sempre "inquieto": " Ajudemo-nos uns aos outros para que, quando chegarmos ao ápice de nosso caminho de conversão e descoberta do imenso amor de Deus, também nós possamos exclamar, com a mesma alegria e persuasão de nosso pai Agostinho: 'Agora eu só amo a Ti, só busco a Ti, só estou disposto a servir-Te' (Sol, 1005.5)”.

Uma conversão autêntica é uma mudança radical, uma transformação do coração e da mente segundo a medida de Cristo. É um processo exigente, deixar o que nos impede de chegar a Deus, que requer a Graça, por um lado, e a colaboração da própria liberdade, por outro. Sábio é Deus que conhece e atrai o coração humano:

"Na esperança de que todos nós possamos reconhecer em nossa vida cotidiana a beleza 'tão antiga e tão nova' de Deus e de suas obras, eu os abençoo invocando a intercessão de santo Agostinho sobre a nossa ordem e a amável proteção de Maria, a quem celebramos estes dias com o belo título agostiniano de Mãe do Bom Conselho”, conclui o padre Moral Antón.

“Este teu irmão estava morto, e reviveu; tinha se perdido, e foi achado" (Lc 15,32).

Santo Agostinho nasceu em 13 de novembro de 354, em Tagaste, ao norte da África, atual Argélia. Deus usou de sua mãe, santa Mônica, para que Agostinho conhecesse a Cristo; ela foi a mãe dedicada que nunca deixou de orar por seu filho.

Em sua juventude, Agostinho entregou-se a uma vida libertina e imoral, entregue aos prazeres mundanos e à busca de prestígio. Durante catorze anos conviveu com uma escrava, com quem teve um filho chamado Adeodato, que morreu ainda jovem.

Segundo o próprio Agostinho conta, estava no jardim imerso em profunda melancolia, preso em suas divagações, quando ouviu uma voz parecida com a de uma criança -ou talvez de uma mulher- vinda da casa vizinha e que repetia: " Tolle lege; tolle lege” (pegue e leia; pegue e leia). O santo interpretou isso como um chamado de Deus para abrir a Sagrada Escritura que tinha nas mãos e lê-la. Ele o fez, aleatoriamente, e se deparou com o capítulo 13 da Carta de São Paulo aos Romanos:

"Nada de orgias, nada de bebedeira; nada de desonestidades nem dissoluções... Revesti-vos do Senhor Jesus Cristo e não façais caso da carne nem lhe satisfaçais aos apetites" (Rm 13, 13-14). Desde aquele momento até o dia em que foi batizado, tudo ficou mais claro e tranquilo por dentro: a partir daquele momento ele resolveu deixar sua vida passada, cheia de correntes e frustrações, para ir atrás da pureza perdida e entregar sua vida ao Senhor.

O batismo e seu impacto na vida do cristão

No ano de 387, Agostinho foi batizado, já maduro, junto com Adeodato, seu filho, que morreria pouco depois. O santo sabia muito bem que se convertia com a mesma idade em que Cristo terminou sua obra na terra. Ele sabia que suas idas e vindas na vida não passavam de desperdício, cegado por aparências e miragens.

Deus o chamou para o sacerdócio e episcopado. Agostinho governou a diocese de Hipona por 34 anos. Graças aos seus dons intelectuais e espirituais, ele foi uma luz em meio a um mundo que estava quebrado em todos os sentidos. Pela sua lucidez, coragem e sabedoria era respeitado pelos próprios e estrangeiros, dentro e fora da Igreja.

Combateu heresias, lutou contra correntes contrárias à fé e à verdade, convocou e celebrou concílios e viajou anunciando o Evangelho.

Em agosto de 430, santo Agostinho adoeceu e morreu no dia 28 daquele mês com 75 anos, razão pela qual a Igreja celebra nessa data a sua festa universal.

Fonte: https://www.acidigital.com/

Rezar o Terço

O Terço | Aleteia

REZAR O TERÇO

Cardeal Orani João Tempesta
Arcebispo do Rio de Janeiro (RJ)

Somos convidados a rezar o terço todos os dias, mas durante o mês de maio esse apelo é maior. Aqui no Regional Leste 1, todas as dioceses terão um local público e dia solene para rezarem o terço, com transmissões pelos nossos meios de comunicação, tendo a intenção principal pela paz e reconciliação, e ainda mais neste mês, que é considerado o mês Mariano. Durante este mês, celebramos três festas em memória da Virgem Maria: Nossa Senhora do Rosário de Fátima (13), Nossa Senhora Auxiliadora (24), Nossa Senhora Mãe da Igreja(29) e a Visitação de Nossa Senhora, tendo ainda a tradição da coração de Nossa Senhora no final do mês. Além, é claro, de comemorar o Dia das Mães, sempre no segundo domingo.

Por isso, a Igreja recomenda que rezemos o terço ao longo desse mês. É claro que podemos rezar ao longo do ano, nos outros meses, mas em especial em maio. Outro mês que a Igreja recomenda a reza do terço é no mês de outubro, considerado o mês do Rosário e das missões, e para nós aqui no Brasil é também o mês de Nossa Senhora Aparecida.

A oração do terço todos os dias foi um pedido da própria Virgem Maria quando apareceu em Fátima aos pastorinhos. Se desejamos alcançar o Reino dos Céus, devemos rezá-lo diariamente. Devemos rezar o terço também na intenção da conversão dos pecadores, pela paz mundial e pela saúde de todos. O mundo precisa se aproximar mais de Deus e se nós rezarmos o terço todos os dias, conseguiremos essa graça.

Podemos rezar o terço de manhã, antes de sair para o trabalho, ou à noite, quando retornarmos ou mesmo em nosso ir e vir no dia a dia. Seria interessante reunir a família e rezar juntos, quando cada um reza um mistério e pode dividir as orações. Lembrando sempre que família que reza unida, permanece unida. A família é a Igreja doméstica. Se no lar tem espaço para a oração e para o diálogo, os filhos vão crescer nesse ambiente e vão gostar de rezar e serão mais iluminados onde estiverem.

Ao final da reza do terço diário, podemos fazer a oração da consagração à Nossa Senhora e sempre renovar a nossa consagração a Ela, para que todas as nossas ações tenham a proteção de Maria. Consagremos sempre a nossa família a Nossa Senhora, que ela cresça e edifique sob a proteção da Virgem Maria.

Por meio da oração do terço, contemplamos os mistérios da vida de Jesus, momentos fundamentais que marcaram a sua vida pública e que são o centro de nossa fé. Com a reza do terço, homenageamos Nossa Senhora lhe oferecendo rosas, e contemplamos os mistérios da vida de Jesus. O católico deve sempre “trazer” o terço no bolso de sua calça ou na bolsa, ou na mochila, para que sempre que possível rezarmos a Nossa Senhora que sempre nos acompanha.

As paróquias costumam ter o grupo do terço dos homens ou das mulheres. Quem sabe podemos participar dessas pastorais ao longo desse mês de maio, junto com a nossa família, e se possível, mesmo após o mês Mariano, continuar nesses grupos. Muitos desses grupos surgiram a partir do mês dedicado ao Rosário. É muito bom ver esses grupos se reunindo para rezar. Precisamos fortalecer esses grupos em nossas paróquias e convidar amigos, vizinhos e parentes.

É um pio costume poder reunir-se, meia hora antes da celebração da Santa Missa, para a reza do terço. Na última 60ª Assembleia Geral da CNBB, nós, os bispos católicos, nos reunimos às 18h para a récita em coro do terço de Nossa Senhora Aparecida antes da missa diária no Santuário Nacional.

A história do rosário se perde no tempo. Segundo tradições os monges contavam os 150 salmos com pedrinhas. Outros dizem que quando começam as missões ficou difícil a oração diária dos 150 salmos (os livros eram enormes) e acabaram passando para as ave marias e pai nosso (150 até pouco tempo).

Uma outra tradição diz que o Rosário surgiu em meados do século IX, na Irlanda. Na época, era uma das formas de oração mais usadas pelos monges. Atualmente, o Rosário contém 200 Ave-Marias e contempla todos os mistérios da vida de Cristo Jesus. Já o terço contém 50 Ave-Marias, intercaladas por um Pai Nosso.

Em 1202, o Papa Inocêncio III deu a São Domingos de Gusmão, fundador da Ordem dos Dominicanos, a missão de ir até a França para lutar contra a heresia albigense. Passados seis anos de missão, São Domingos não conseguiu grandes feitos e, tomado por esse sentimento, dirigiu-se até um bosque para rezar, chorar e suplicar a Nossa Senhora um instrumento espiritual eficaz para vencer essa batalha.

Depois de três dias, Nossa Senhora aparece a São Domingos acompanhada de três de anjos e diz a São Domingos que a melhor forma de vencer aquela batalha era rezando o saltério angélico, que hoje conhecemos como o terço. A missão de São Domingos era difundir o saltério angélico para as pessoas, que consistia na saudação do Anjo a Maria: “Ave, cheia de graça”. A partir de então, São Domingos difundiu a devoção ao terço, na época chamado de Saltério da Bem-Aventurada Virgem Maria.

Passados alguns anos, Nossa Senhora volta a aparecer ao beato Alano de Rupe, também da Ordem de São Domingos (Dominicanos), para pedir-lhe que retome o entusiasmo pela reza do Santo Terço. Alano então criou as agrupações de 50 Ave-Marias e acrescentou o Pai-Nosso no início de cada dezena. Por volta de 1700, São Luiz Maria Grignion de Monfort propõe praticar reflexões a cada dezena da Ave-Maria, assim surgem os mistérios do Terço.

Muitas pessoas alegam que não têm tempo para rezar o terço. Mas você poderá rezar o terço no transporte coletivo público, no metrô, no trem, na van ou no ônibus. Basta concentrar-se, retirar-se das preocupações cotidianas por um tempo, e rezar o terço de Nossa Senhora. Faça esta experiência bendita!

A oração do terço é bem antiga e é uma revelação particular muito expressiva. Aos poucos, essa oração foi sendo estruturada até chegarmos ao que temos hoje, como tudo na Igreja e na vida, sempre precisa de ajustes e aperfeiçoamento. Que possamos manter essa tradição da reza do terço e conseguir muitas graças para nós e nossas famílias.

Fonte: https://www.cnbb.org.br/

Pe. Manuel Pérez Candela

Pe. Manuel Pérez Candela
Pároco da Paróquia Nossa Senhora da Imaculada Conceição - Sobradinho/DF