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domingo, 7 de maio de 2023

História, Frases e Oração a São Domingos Sávio

São Domingo Sávio (Guadium Press)

06 de maio

Certa vez, São João Bosco afirmou: “Se Domingos, com tão pouca idade, pode santificar-se, por que não poderei também eu?”.

Redação (05/05/2023 16:23, Gaudium Press) São Domingos Sávio, nasceu no dia 02 de abril de 1842, na província de Turim, no norte da Itália, desde a mais tenra idade decidiu imitar fielmente Jesus Cristo, aproximando-se dele tanto quanto podia.

São Domingo Sávio (Guadium Press)

Aos sete anos de idade, fez sua primeira comunhão e, aos doze, ingressou no Oratório de São João Bosco. Sob a direção pessoal do grande santo salesiano, transformou-se em modelo e exemplo de amor a Deus e ao próximo, se tornando um verdadeiro apóstolo e missionário de Jesus.

Sua primeira biografia foi escrita por São João Bosco, que certa vez afirmou: “Se Domingos, com tão pouca idade, pode santificar-se, por que não poderei também eu?”.

São Domingos Sávio faleceu no dia 9 de março de 1857, aos quinze anos de idade, e foi canonizado pelo Papa Pio XII no ano de 1954.

São Domingo Sávio (Guadium Press)

Seleção de frases de São Domingos Sávio

01 – “Confessar-me-ei com frequência e receberei a Comunhão todas as vezes que o confessor me permitir; Santificarei os dias de preceito; Meus amigos serão Jesus e Maria; Antes morrer que pecar!”

02 – Se não conseguir a santidade, nada terei feito neste mundo.

03 – Eu não posso fazer grandes coisas, o que eu quero é fazer as menores para a maior Glória de Deus.

04 – No Céu, os inocentes estão mais próximos de Nosso Divino Salvador, e Lhe cantarão de modo especial hinos de glória eternamente.

São Domingo Sávio (Guadium Press)

05 – Procuramos somente evitar o pecado, como um grande inimigo que nos rouba a graça de Deus e a paz do coração e impede de realizar os nossos deveres com exatidão.

06 – Maria, eu vos dou meu coração; fazei que eu seja sempre vosso. Jesus e Maria, sede sempre meus amigos, mas, por piedade, fazei-me morrer antes que me aconteça a desgraça de cometer um só pecado.

07 – O futuro será resplandecente e um número incontável de almas serão salvas, mas com uma condição: que seus filhos sejam devotos da Santíssima Virgem.

São Domingo Sávio (Guadium Press)

Oração a São Domingos Sávio

Ó amável São Domingos Sávio, que em vossa breve vida foste admirável exemplo de virtudes cristãs, ensinai-nos a amar a Jesus com vosso fervor, à Virgem Santa com vossa pureza, às almas com vosso zelo.

Fazei ainda que, imitando-vos no propósito de tornarmo-nos santos, saibamos como vós, preferir a morte ao pecado, para que no fim da vida, possamos estar convosco na eterna felicidade celeste. Assim seja.

São Domingos Sávio, rogai por nós. (EPC)

Fonte: https://gaudiumpress.org/

Reflexão para o V Domingo Pascal

Evangelho do domingo - Jesus Cristo (Vatican News)

Na vida cristã o maior é aquele que serve mais. A vida de Jesus foi um eterno serviço, desde o nascimento até a morte, sem deixar de lado a ressurreição e os atos após ela.

Padre Cesar Augusto, SJ - Vatican News

O caminho se faz caminhando, essa ideia nos é passada pela liturgia de hoje, especialmente pela primeira leitura.

Jesus jamais falou em sacerdotes e diáconos, mas em seguidores de sua Palavra, em seus seguidores.

Na leitura dos Atos dos Apóstolos aparece uma situação que exige uma estruturação no serviço aos carentes, concretamente um socorro às viúvas. Para ajudar na solução dessa questão, em clima de oração, é criada a função dos diáconos. Todos têm o dever do anúncio da Palavra e devem estar plenos do Espírito Santo. Anúncio e ação deverão caminhar juntos. A ação é consequência do anúncio e sua expressão concreta.

Seguir Jesus como Caminho, Verdade e Vida é a mensagem central do Evangelho e nos leva a vivenciar a novidade do Amor de Deus por nós, sempre original, descoberto aos poucos e nos plenificando.

Jesus é o Caminho para o Pai. Ele veio do Pai, com o Pai é um e volta para o Pai. Ninguém conhece o Pai a não ser o Filho e ninguém conhece o Filho a não ser o Pai, nos diz o Senhor (cfr Mt 11,27).

Jesus é a Verdade, a revelação autêntica do projeto de Deus, a manifestação visível e encarnada do amor do Pai. A verdade vos libertará (cfr. Jo 8, 32). Em Jesus nos sentimos plenamente livres e amados.

Jesus é a Vida (cfr. Jo 1,4), é a própria ressurreição, a vida eterna, a Vida!

Muitas vezes em nossa vida surge uma novidade, algo com que não contávamos e que precisamos acolher, dar espaço e lugar. Precisamos saber inserir esse inesperado que parece ter vindo para ficar e modificar nosso dia a dia e até nossa própria vida.

De acordo com as leituras de hoje é necessário que sejamos movidos pelo amor, pelo desejo de servir, que recorramos a Deus na oração e que coloquemos em prática aquilo que o Espírito Santo nos orientar. Quando Jesus fala que vai nos preparar um lugar no Céu, ele nos está prestando um serviço.

Na vida cristã o maior é aquele que serve mais. A vida de Jesus foi um eterno serviço, desde o nascimento até a morte, sem deixar de lado a ressurreição e os atos após ela.

É necessário seguir Jesus, Caminho, Verdade e Vida, que se retirava em oração, ouvia o Pai e agia.

Assim, do mesmo modo como fizeram o Senhor e a primeira comunidade, estaremos anunciando que Deus nos ama e está conosco e, através de nossas ações, de nossos serviços, continua criando o mundo.

Fonte: https://www.vaticannews.va/pt

sexta-feira, 5 de maio de 2023

Mitos litúrgicos (10/16)

Basílica de Santo Agostinho em Roma | Presbíteros

Mitos litúrgicos

Mito 19: “O Concílio Vaticano II aboliu o latim”

Não aboliu.

Pelo contrário: o Concílio Vaticano II incentivou o uso do latim como língua litúrgica.

Diz o Concílio (Sacrossanctum Concilium, n.36) : “Salvo o direito particular, seja conservado o uso da língua latina nos ritos latinos.” Embora exista atualmente em muitos lugares a concessão para se celebrar em língua local, o latim segue sendo a língua oficial da Santa Igreja e mantém o seu significado de unidade e solenidade: “O uso da língua latina vigente em grande parte da Igreja é um caro sinal da unidade e um eficaz remédio contra toda corruptela da pura doutrina.” (Papa Pio XII, na Encíclica Mediator Dei, n.53, de 1947)

Por isso o Santo Padre Bento escreveu (Sacramentum Caritatis, n.62): “A nível geral, peço que os futuros sacerdotes sejam preparados, desde o tempo do seminário, para compreender e celebrar a Santa Missa em latim, bem como para usar textos latinos e entoar o canto gregoriano; nem se transcure a possibilidade de formar os próprios fiéis para saberem, em latim, as orações mais comuns e cantarem, em gregoriano, determinadas partes da liturgia.”

E a Instrução Redemptionis Sacramentum (n. 112) determina: “Excetuadas as Celebrações da Missa que, de acordo com as horas e os momentos, a autoridade eclesiástica estabelece que se façam na língua do povo, sempre e em qualquer lugar é lícito aos sacerdotes celebrar o santo Sacrifício em latim.”

O Cardeal Ratzinger, hoje Papa Bento XVI (no livro “O sal da Terra”, de 1996), reconhece que a “nossa cultura mudou tão radicalmente nos últimos trinta anos que uma liturgia celebrada exclusivamente em latim envolveria um elemento de estranheza que, para muitos, não seria aceitável.” Por outro lado, “o Cardeal (Francis Arinze, Prefeito da Congregação para o Culto Divino e Disciplina dos Sacramento) também sugeriu que as paróquias maiores tenham uma Missa em latim pelo menos uma vez por semana e que as paróquias rurais e menores a tivessem pelo menos uma vez ao mês.” (ACI Imprensa, 16 de Novembro de 2006)

Mito 20: “Para participar bem da Missa é preciso entender a língua que o padre celebra”

Não é.

Embora possa ser útil compreender a língua que o padre celebra (e por isso são amplamente divulgados os missais com tradução em latim / português, nos meios em que a Santa Missa é celebrada em latim), o principal é contemplar o Mistério do Santo Sacrifício que se renova no altar, e para isso não é necessário compreender todas as palavras.

Missa não é jogral.

O Cardeal Ratzinger, hoje Papa Bento XVI, afirma (“O sal da terra”): “A Liturgia é algo diferente da manipulação de textos e ritos, porque vive, precisamente, do que não é manipulável. A juventude sente isso intensamente. Os centros onde a Liturgia é celebrada sem fantasias e com reverência atraem, mesmo que não se compreendam todas as palavras.”

Prevost: “O bispo é um pastor próximo ao povo, não um gestor”

O prefeito do Dicastério para os Bispos, dom Robert Francis Prevost  (Vatican Media)

Em conversa com o prefeito do Dicastério para os Bispos: “Muitas vezes nos preocupamos em ensinar a doutrina, mas corremos o risco de esquecer que nossa primeira tarefa é comunicar a beleza e a alegria de conhecer Jesus”. Sobre os abusos: "Devemos ser transparentes e acompanhar as vítimas".

ANDREA TORNIELLI

Aos 67 anos vive o seu "noviciado" como prefeito do Dicastério para os Bispos: Robert Francis Prevost, nascido em Chicago (Estados Unidos), primeiro missionário e depois bispo em Chiclayo (Peru), é o frade agostiniano que o Papa Francisco escolheu para suceder o cardeal Marc Ouellet. Nesta entrevista à mídia vaticana, ele traça uma identidade do bispo para os tempos em que vivemos.

O que significou para o senhor passar do ser um bispo missionário na América Latina a guiar o dicastério que ajuda o Papa a escolher os bispos?

Ainda me considero um missionário. A minha vocação como a de todo cristão é ser missionário, anunciar o Evangelho onde se está. Certamente minha vida mudou muito: tenho a possibilidade de servir o Santo Padre, de servir a Igreja hoje, aqui, da Cúria Romana. Uma missão muito diferente da anterior, mas também uma nova oportunidade de viver uma dimensão da minha vida que sempre foi simplesmente responder “sim” quando me pedem um serviço. Com este espírito concluí minha missão no Peru, depois de oito anos e meio como bispo e quase vinte anos como missionário, para começar uma nova em Roma.

O senhor poderia desenhar um retrato falado do bispo para a Igreja de nosso tempo?

Antes de tudo, é preciso ser “católico”: às vezes o bispo corre o risco de se concentrar apenas na dimensão local. Mas é bom para um bispo ter uma visão muito mais ampla da Igreja e da realidade, e experimentar esta universalidade da Igreja. É preciso também saber ouvir os outros e buscar conselhos, além de ter maturidade psicológica e espiritual. Um elemento fundamental do retrato falado é ser pastor, capaz de estar próximo aos membros da comunidade, começando pelos sacerdotes dos quais o bispo é pai e irmão. Viver esta proximidade a todos, sem excluir ninguém. O Papa Francisco falou das quatro proximidades: proximidade a Deus, aos irmãos bispos, aos sacerdotes e a todo o povo de Deus. Não devemos ceder à tentação de viver isolados, separados num edifício, satisfeitos por um determinado nível social ou por um certo nível dentro da Igreja. E não devemos nos esconder atrás de uma ideia de autoridade que hoje não faz sentido. A autoridade que temos é servir, acompanhar os sacerdotes, ser pastores e mestres. Muitas vezes nos preocupamos em ensinar a doutrina, o modo de viver a nossa fé, mas corremos o risco de esquecer que a nossa primeira tarefa é ensinar o que significa conhecer Jesus Cristo e testemunhar a nossa proximidade ao Senhor. Isto vem primeiro: comunicar a beleza da fé, a beleza e a alegria de conhecer Jesus. Significa que nós mesmos o estamos vivendo e compartilhando esta experiência.

Quanto é importante o serviço do bispo para a unidade em torno do Sucessor de Pedro num tempo em que a polarização aumenta também na comunidade eclesial?

As três palavras que estamos usando no trabalho do Sínodo, participação, comunhão e missão, dão uma resposta. O bispo é chamado a este carisma, a viver o espírito de comunhão, a promover a unidade na Igreja, a unidade com o Papa. Isso também significa ser católico porque sem Pedro, onde está a Igreja? Jesus rezou por isso na Última Ceia: “Que todos sejam um”. Esta é unidade que desejamos ver na Igreja. Hoje, a sociedade e a cultura nos levam distantes daquela visão de Jesus, e isso causa muitos danos. Esta falta de unidade é uma ferida que a Igreja vive, muito dolorosa. Divisões e polêmicas na Igreja não ajudam em nada. Nós bispos, especialmente, devemos acelerar  este movimento rumo à unidade, rumo à comunhão na Igreja.

O processo de designação de novos bispos pode ser melhorado? Na "Praedicate Evangelium" se lê que "também os membros do povo de Deus" devem ser envolvidos. Isso acontece?

Fizemos uma interessante reflexão entre os membros do Dicastério sobre este tema. Já há algum tempo não se ouvem apenas alguns bispos ou alguns sacerdotes, mas também outros membros do povo de Deus. É muito importante, porque o bispo é chamado a servir uma Igreja particular. Então, ouvir o povo de Deus também é importante. Se um candidato não é conhecido por ninguém do seu povo, é difícil – não impossível, mas difícil – que se torne realmente pastor de uma comunidade, de uma Igreja local. Então é importante que o processo seja um pouco mais aberto à escuta dos diferentes membros da comunidade. Isso não significa que seja a Igreja local a ter de escolher o seu pastor, como se ser chamado a ser bispo fosse resultado de um voto democrático, de um processo quase "político". É preciso um olhar muito mais amplo e as nunciaturas apostólicas ajudam muito nisso. Creio que pouco a pouco devemos nos abrir mais, ouvir um pouco mais as religiosas, os leigos e as leigas.

Uma das novidades introduzidas pelo Papa foi a nomeação de três mulheres entre os membros do dicastério para os bispos. O que pode dizer sobre a contribuição delas?

Já vimos em várias ocasiões que o seu ponto de vista é um enriquecimento. Duas são religiosas e uma é leiga, e muitas vezes a sua perspectiva coincide perfeitamente com o que dizem os outros membros do dicastério, enquanto outras vezes sua opinião introduz outra perspectiva e se torna uma contribuição importante para o processo. Penso que a nomeação delas seja muito mais do que um simples gesto do Papa para dizer que agora também há mulheres aqui. Há uma participação verdadeira, real e significativa que elas oferecem em nossas reuniões quando discutimos os dossiês dos candidatos.

As novas normas para a luta contra os abusos aumentaram a responsabilidade dos bispos, que são chamados a agir prontamente e responder por atrasos ou omissões. Como esta tarefa é vivida pelo bispo?

Também estamos a caminho sobre isso. Há lugares onde um bom trabalho já foi feito há anos e as normas são colocadas em prática. Ao mesmo tempo, acredito que ainda há muito o que aprender. Falo da urgência e responsabilidade de acompanhar as vítimas. Uma das dificuldades que surgem frequentemente é que o bispo deve estar próximo dos seus sacerdotes, como eu já disse, e deve estar próximo das vítimas. Alguns recomendam que o bispo não receba diretamente as vítimas, porém, não podemos fechar o coração, a porta da Igreja, às pessoas que sofreram por abusos. A responsabilidade do bispo é grande e acho que ainda temos que fazer esforços consideráveis ​​para responder a esta situação que causa tanta dor na Igreja. Levará tempo, estamos tentando trabalhar junto com outros dicastérios. Acredito que faz parte da missão do nosso dicastério acompanhar os bispos que não receberam a preparação necessária para abordar esse tema. É urgente e necessário que sejamos mais responsáveis ​​e ainda mais sensíveis a este respeito.

As leis agora existem. É mais difícil mudar a mentalidade...

Claro, também há muita diferença entre uma cultura e outra em como se reage nessas situações. Em alguns países o tabu de falar sobre o assunto já foi um pouco quebrado, enquanto há outros lugares onde as vítimas, ou as famílias das vítimas, jamais gostariam de falar sobre os abusos sofridos. Em todo caso, o silêncio não é uma resposta. O silêncio não é a solução. Devemos ser transparentes e sinceros, acompanhar e ajudar as vítimas, porque senão suas feridas nunca cicatrizarão. Há uma grande responsabilidade nisso, para todos nós.

A Igreja está envolvida no processo que levará ao Sínodo sobre a sinodalidade. Qual é o papel do bispo?

Há uma grande oportunidade nesta renovação contínua da Igreja que o Papa Francisco nos convida a promover. Por um lado, há bispos que manifestam abertamente o seu receio porque não entendem para onde está andando a Igreja. Talvez eles prefiram a segurança das respostas já experimentadas no passado. Eu realmente acredito que o Espírito Santo está muito presente na Igreja neste momento e está nos impelindo a uma renovação e, portanto, somos chamados à grande responsabilidade de viver o que chamo de uma nova atitude. Não é apenas um processo, não é apenas mudar algumas formas de fazer as coisas, talvez organizar mais reuniões antes de tomar uma decisão. É muito mais. Mas é também o que talvez causa algumas dificuldades, porque no fundo devemos ser capazes de escutar sobretudo o Espírito Santo, o que está pedindo à Igreja.

Como se realiza isso?

Precisamos ser capazes de escutar uns aos outros, reconhecer que não se trata de debater uma agenda política ou apenas tentar promover temas que interessam a mim ou a outros. Às vezes parece que se queira reduzir tudo a querer votar para depois fazer o que foi votado. Ao contrário, trata-se de algo muito mais profundo e muito diferente: é preciso aprender a escutar realmente o Espírito Santo e o espírito de busca da verdade que vive na Igreja. Passar de uma experiência onde a autoridade fala e tudo se faz para uma experiência de Igreja que valorize os carismas, os dons e os ministérios que existem na Igreja. O ministério episcopal desempenha um serviço importante, mas depois é preciso colocar tudo isso a serviço da Igreja neste espírito sinodal que significa simplesmente caminhar juntos, todos, e buscar juntos o que o Senhor nos pede, em nosso tempo.

Quanto os problemas econômicos afetam a vida dos bispos?

Pede-se também ao bispo que seja um bom administrador ou, pelo menos, a capacidade de encontrar um bom administrador que o ajude. O Papa nos disse que quer uma Igreja pobre e para os pobres. Há casos em que as estruturas e infraestruturas de um tempo já não são necessárias e é difícil mantê-las. Ao mesmo tempo, também nos lugares onde trabalhei, a Igreja é responsável por instituições educativas e de saúde que oferecem serviços fundamentais ao povo, porque muitas vezes o Estado não consegue garanti-los. Pessoalmente, não sou da opinião de que a Igreja deva vender tudo e "apenas" pregar o Evangelho nas ruas. É uma responsabilidade muito grande, não há respostas unívocas. Há necessidade de promover mais a ajuda fraterna entre as Igrejas locais. Diante da necessidade de manter vivas as estruturas de serviço com as entradas que não são mais como eram, o bispo deve ser muito prático. As monjas de clausura sempre dizem: “É preciso ter confiança e confiar tudo à Providência Divina, porque se encontrará a maneira para responder”. O importante é também nunca nos esquecer a dimensão espiritual da nossa vocação. Caso contrário, corremos o risco de nos tornar gerentes e pensar como gerentes. As vezes acontece.

Como o senhor vê a relação entre o bispo e as redes sociais?

As redes sociais podem ser um instrumento importante para comunicar a mensagem do Evangelho a milhares de pessoas. Devemos nos preparar para usá-las bem, mas temo que às vezes tenha faltado essa preparação. Ao mesmo tempo, o mundo atual, que está em constante mudança, apresenta situações em que realmente temos que pensar várias vezes antes de falar ou antes de escrever uma mensagem no Twitter, para responder ou mesmo apenas para fazer perguntas de forma pública, à vista de todos. Às vezes, há o risco de alimentar divisões e controvérsias. Existe uma grande responsabilidade no uso correto das redes sociais, a comunicação, porque é uma oportunidade, mas também é um risco. E pode prejudicar a comunhão da Igreja. Por isso, é preciso ter muita cautela no uso destes meios.

Fonte: https://www.vaticannews.va/pt

A Igreja em Portugal, o país da Jornada Mundial da Juventude 2023

Creative Cat Studio | Shutterstock
Vista aérea a partir do Santuário de Cristo Rei, Lisboa, Portugal.

Por Ricardo Sanches

Cerca de 53% dos jovens portugueses se consideram católicos - número acima do registrado em outros países europeus.

De 1 a 6 de agosto, milhões de jovens de várias partes mundo estarão em Lisboa para participar da Jornada Mundial da Juventude 2023.

Durante uma semana, eles celebrarão a fé e terão um encontro especial com o Papa Francisco. Além de discutir aspectos relevantes sobre a religião e o papel da juventude, a JMJ também é a oportunidade que os jovens têm de fazer amizades, entrar em contato com culturas diferentes e conhecer a realidade da Igreja local.

A Igreja em Portugal

Portugal tem uma população formada, em sua grande maioria, por católicos. De acordo com os estudos mais recentes, 80% dos portugueses se declaram católicos.

Segundo o Centro de Religião e Sociedade Bento XVI, que desenvolveu um estudo para o Sínodo dos Bispos em 2018, 53% dos jovens portugueses se consideram católicos – número acima do registrado em outros países europeus.

A Igreja Católica em Portugal é constituída por 21 dioceses e 4.380 paróquias. Só a diocese de Lisboa, por exemplo, cobre uma área de cerca de 3.000 km² e abrange 18 vigararias e 300 paróquias. Tal diocese tem São Vicente como padroeiro.

Devoções

Entre as devoções populares em Portugal, destaca-se a devoção a Nossa Senhora de Fátima, a Santo Antônio de Lisboa e a São João de Brito.

Nossa Senhora da Conceição é a padroeira de Portugal desde 1646.

Nossa Senhora de Fátima: uma das grandes devoções do povo português.
Ricardo Perna | Shutterstock

A capital Lisboa

Com mais de 20 séculos de história, Lisboa é uma cidade que encanta os visitantes. A capital, que vai sediar as atividades da JMJ, tem cerca de 550 mil habitantes.

O Patriarcado de Lisboa existe desde o século IV. Atualmente, o Cardeal-Patriarca de Lisboa é D. Manuel Clemente, que foi nomeado em 18 de maio de 2013. Os Bispos Auxiliares são D. Joaquim Mendes, D. Daniel Henriques e D. Américo Aguiar.

site oficial da JMJ lembra que “na memória portuguesa, Lisboa permanece como a cidade donde, ‘nos séculos XV e XVI, inúmeros jovens, incluindo muitos missionários, partiram para terras desconhecidas a fim de partilhar a sua experiência de Jesus com outros povos e nações, destacou o Papa Francisco.”

Catedral de Lisboa, a capital de Portugal.
Boris Stroujko I Shutterstock

Fátima

O Santuário de Fátima recebe milhões de peregrinos todos os anos e será também um ponto de grande visitação durante a Jornada Mundial da Juventude.

Localizado na região central de Portugal, o Santuário concretiza um pedido feito por Nossa Senhora, que apareceu a três crianças em 1917. “Quero dizer-te que façam aqui uma capela em minha honra”, solicitou Nossa Senhora.

A capelinha foi construída em 1919, no local das aparições de Nossa Senhora. De lá para cá, o Santuário cresceu, à medida que também aumentou o número de visitantes.

Clique na galeria abaixo e conheça um pouco do santuário!

© Pascale Gueret | Shutterstock

Fonte: lisboa2023.org

https://pt.aleteia.org/

Santo Ângelo

Santo Ângelo (carmelitas)

05 de maio

Santo Ângelo

Origens

Ângelo nasceu no ano1185, em Jerusalém, Israel. Seus pais, judeus de religião, se chamavam José e Maria. Esses nomes eram comuns na região. Eles se converteram ao catolicismo depois que Ângelo recebeu um aviso de Nossa Senhora quando estava em oração. O aviso é seus pais teriam outro filho. Acontece que isso, humanamente, não seria possível porque os pais de Ângelo já estavam em idade avançada.

Conversão dos pais

Aconteceu que a profecia dita por Ângelo se cumpriu. Seus pais tiveram outro filho ao qual puseram o nome de João. Encantados com a misericórdia de Deus, converteram-se e foram batizados juntamente com o novo filho, que recebeu o nome de João. Mais tarde, João também se tornou um frade carmelita.

Carmelita

Ângelo ingressou na Ordem Carmelita com dezoito anos. Passou cinco anos no monte Carmelo, em Israel. Este é o mesmo lugar o profeta Elias onde viveu. Viveu também em vários conventos carmelitas instalados na Palestina e na Ásia Menor. Recebeu vários dons carismáticos, especialmente o da profecia e o dom dos milagres.

Ordenação e peregrinação

No ano 1213, frei Ângelo foi ordenado padre na Ordem dos Carmelitas. Ele foi um dos carmelitas que saíram do Monte Carmelo e foram até Roma para pedirem ao papa Honório III que a Regra do Carmelo fosse por ele aprovada. Depois disso, os carmelitas instalaram-se na Sicília. 

Encontro com santos

Na Sicília, Padre Ângelo e os carmelitas visitaram a basílica de São João. Lá, providencialmente se encontraram com dois santos: Padre Domingos de Gusmão e frei Francisco de Assis. Nesse encontro, Santo Ângelo recebeu o avido de que morreria como mártir de Jesus Cristo.

Vivendo entre os hereges

Entre as grandes realizações de Santo Ângelo, a que mais cama a atenção foi a missão evangelizadora que realizou entre os hereges chamados cátaros, na Sicília. Inúmeras foram as conversões que aconteceram quando o povo o ouvia pregar e via os milagres que se operavam por sua intercessão. Dentre essas conversões, destaca-se a de uma mulher que vivia uma relação de incesto com um homem bastante rico do lugar.

Uma conversão que lhe custou a vida

Era o dia 5 de maio de 1220. O Padre Ângelo acabava de fazer uma linda pregação na igreja dedicada a São Tiago de Licata, na Sicília. Pouco depois dessa pregação ele foi assassinado por um estranho. Depois se soube a morte de Santo Ângelo tinha sido encomendada por aquele senhor rico, que não tinha se conformado com a conversão da amante e queria continuar com a relação incestuosa que mantinham.

Venerado pela população

Logo após sua morte, o povo começou a venerá-lo como santo. Uma igreja foi construída no local onde ele foi assassinado. Ali também seu corpo foi sepultado. Sua canonização aconteceu em 1498. Em 1662 seus restos mortais foram transladados para a igreja dos carmelitas. O culto a Santo Ângelo passou a ser bastante difundido entre dos fiéis e na Ordem dos Carmelitas. A devoção a Santo Ângelo mantém-se viva até os dias de hoje. Ele é invocado pelos devotos nas dificuldades da vida.

Oração a Santo Ângelo

“Ó Deus de admirável providência, que, no mártir Santo Ângelo destes ao vosso povo pastor corajoso e forte, concedei-nos, pela sua intercessão, ajuda nas tribulações e firme constância na fé. Por Nosso Senhor Jesus Cristo, vosso filho, na unidade do Espírito Santo. Amém. Santo Ângelo, rogai por nós.”

Fonte: https://cruzterrasanta.com.br/

quarta-feira, 3 de maio de 2023

Jó, o lutador sofrido

Jó, o lutador sofrido | revistaavemaria

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Jó, o lutador sofrido.

Jó é um dos personagens bíblicos mais importantes, cujo livro nos faz meditar sobre o sentido da vida. Não existe uma definição para seu nome, mas, alguns especialistas o vincularam à ideia de “inimizade” ou “inimigo inveterado” (raiz hebraica); na raiz árabe seria “arrependido” ou “penitente”. É considerado um homem “justo e honrado, religioso e separado do mal” (Jó 1,1); um sábio, que se sente hostilizado e perseguido pelas pessoas e por Deus. Ele é o protótipo do sofredor que está em constante diálogo e conflitos com o transcendente.

Quem se decide pela leitura do Livro de Jó deve levar em consideração o contexto de sua vida e suas lutas. Normalmente, as pessoas desistem de lê-lo devido ao diálogo sem coordenação no desenvolvimento do discurso. Parece haver incoerência nas falas e isso se explica pela constante tensão do autor com as perdas existenciais e as mudanças que lhe são imputadas. Os conflitos descritos por Jó fazem referência à integridade humana na tentativa de se reconstruir diante da graça. Ele aborda o tema do sofrimento de maneira natural e vivencial que mistura fé, esperança, indignação, revolta, medos, temas próprios de cada ser humano que se questiona diante dos desafios e quer superá-los com a força de Deus.

Não é pelo fato de ser justo e coerente que está livre do sofrimento e do mal que o mundo promove. Ele sentiu na pele a dor de quem ama a Deus e quer fazer de tudo para caminhar na luz. Diante das perdas materiais e espirituais, Jó larga as ilusões de uma vida de sucesso, rejeita as interpretações dadas por seus amigos a respeito de seu destino, não se sente culpado pelos fracassos, pois sabe que não agiu contra os desígnios de Deus. Ele é um homem correto que segue sua luta em sintonia com Deus, tem claros seus valores e é sensível ao sofrimento e às consequências de seus dramas.

A vocação de Jó ilumina o ser humano de cada tempo a buscar respostas aos seus mistérios sem conformar-se com os preconceitos e as respostas prontas que mais o fazem distanciar-se do potencial de vida do que encontrá-los. É preciso ter a coragem de Jó para passar pelas trevas e manter-se unido ao caule da vida que nos dá outra compreensão da existência. Ele viveu o despojamento como sinal de maturidade e liberdade. Essa é a sabedoria que Jó encontra: tudo está inter-relacionado e é Javé quem a possui. Deus é providente e “Se aceitarmos de Deus os bens, não vamos aceitar os males?” (Jó 2,10). A confiança em Deus faz com que Jó receba de volta todas as suas posses, tornando-se mais rico ainda. Isso quer dizer que seu sofrimento foi redentor e ele o compreendeu, integrou e fecundou, tornando seus últimos dias repletos de sentido e compaixão. Foi um longo e maduro processo de entrega e mudança interior envolvendo um querer humano e divino.

Vida bem-sucedida é antes de tudo restabelecer a autoestima diante dos confrontos e reafirmar os valores que são eternos. Deus não abandona Jó, mas se deixa interpelar. Deus está sempre pronto a responder ao que nosso coração busca.

Fonte: https://revistaavemaria.com.br/

Antes de ser católico, eu era um jovem muito cheio de raiva

Anna Berdnik | Shutterstock

Por Joseph Pearce

A raiva é um tipo de energia, mas a energia nem sempre é necessariamente boa.

Muitas luas atrás, muito antes de ser acolhido na Igreja Católica, eu era um jovem muito cheio de raiva. Eu achava que o mundo estava uma bagunça e que o meu próprio país estava ainda mais bagunçado que o resto do mundo. Como patriota de cabeça quente, decidi que era meu dever lutar pelo meu país. O que me movia era um coquetel psicológico doentio de angústia e raiva, um “animus” contra aqueles que eu considerava inimigos do meu país. Essa angústia e raiva se metamorfoseavam com muita facilidade em ódio ao meu próximo.

Por graça de Deus e pela leitura de bons livros escritos por bons homens, como G.K. Chesterton e C.S. Lewis, encontrei o meu caminho vacilante em direção à fé cristã e à Igreja Católica. Fui recebido na Igreja quando tinha 28 anos de idade, depois de já ter perdido a juventude no torpor e na névoa da animosidade movida pela raiva.

Pela graça de Deus e pela Sua mão curadora, eu não odeio mais o meu próximo, nem mesmo aqueles que me odeiam ou que odeiam a Igreja. Estou muito ciente, no entanto, do perigo de me deixar enraivecer com os caminhos do mundo e com a obstinação dos campeões da maldade no mundo. É muito fácil ceder a sentimentos de “raiva justa” e é muito fácil permitir que essa raiva comprometa o nosso amor ao próximo, um amor que não é uma opção para o cristão, mas um mandamento.

Lembro-me das palavras de Johnny Rotten, da infame banda de punk rock Sex Pistols, que se gabava de que “a raiva é uma energia”. E é mesmo, mas a energia nem sempre é necessariamente boa. A raiva foi a energia dos nazistas e dos comunistas que mataram milhões de pessoas no século passado. Se permitirmos que a nossa raiva nos energize, perderemos a paz de espírito que nos permite a reconciliação com nosso Deus e com nosso próximo.

Se descobrirmos que a mídia e as redes sociais estão alimentando a nossa raiva, é hora de dar um tempo. Precisamos nos desconectar do que nos deixa com raiva para nos envolvermos de novo com o amor de Deus.

Fonte: https://pt.aleteia.org/

O Papa: os movimentos eclesiais são um dom, são a riqueza da Igreja

Movimentos e grupos eclesiais | Vatican News

Na mensagem de vídeo com a intenção de oração para o mês de maio, Francisco pede para rezar pelos movimentos e grupos eclesiais. Segundo ele, "os movimentos renovam a Igreja com a sua capacidade de diálogo a serviço da missão evangelizadora".

https://youtu.be/33CZjRKe2ps

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Foi divulgada, nesta terça-feira (02/05), a mensagem de vídeo do Papa Francisco com a intenção de oração para o mês de maio. O Santo Padre pede para rezar pelos movimentos e grupos eclesiais.

"Os movimentos eclesiais são um dom, são a riqueza da Igreja! Isto é o que vocês são! Os movimentos renovam a Igreja com a sua capacidade de diálogo a serviço da missão evangelizadora", diz o Santo Padre no vídeo.

Os movimentos eclesiais são grupos de pessoas comprometidas com o apostolado, com seu próprio carisma, que o Espírito Santo distribui para o bem comum da Igreja. Formados principalmente por fiéis leigos, a busca de um encontro pessoal com Cristo os une e, ao mesmo tempo, são encorajados a entrar em diálogo com as mulheres e os homens de hoje, onde quer que estejam, a serviço do anúncio do Evangelho.

Eles redescobrem cada dia, no seu carisma, novas maneiras de mostrar a atratividade e a novidade do Evangelho. Como fazem isto? Ao falar línguas diferentes, parecem diferentes, mas é a criatividade que cria essas diferenças. Mas sempre se entendem e se fazem entender.

Como disse também o Papa São João Paulo II: "Cada Movimento é diferente do outro, mas todos estão unidos na mesma comunhão e para a mesma missão", sem esquecer que "os verdadeiros carismas não podem deixar de apontar para um encontro com Cristo".

O Pontífice convida os movimentos a trabalharem sempre a serviço dos bispos e das paróquias "para evitar qualquer tentação de fechar-se em si mesmos, que pode ser um perigo".

Mantenham-se sempre em movimento, respondendo ao impulso do Espírito Santo, aos desafios, às mudanças do mundo de hoje. Mantenham-se na harmonia da Igreja, pois a harmonia é um dom do Espírito Santo. Rezemos para que os movimentos e grupos eclesiais redescubram cada dia a sua missão, uma missão evangelizadora, e que possam colocar os seus próprios carismas a serviço das necessidades do mundo: a serviço.

Muitos carismas, uma missão

O vídeo, feito em colaboração com o Dicastério para os Leigos, a Família e a Vida, que acompanha o nascimento e o desenvolvimento de associações de fiéis e movimentos eclesiais, narra episódios de suas vidas, em contextos muito diferentes. Há, por exemplo, os escoteiros portugueses em peregrinação com a cruz da Jornada Mundial da Juventude; os Neocatecumenais engajados na evangelização nas ruas das cidades americanas; os missionários Shalom em Madagascar e os de Comunhão e Libertação nas Filipinas; Novos Horizontes com as famílias das favelas brasileiras e a Comunidade Papa João XXIII com as famílias do Quênia; Santo Egídio acolhendo os refugiados da Líbia que chegam através dos corredores humanitários; os Focolares limpando as praias poluídas do sudeste asiático; os jovens do Movimento Eucarístico Jovem, em seu congresso internacional, em adoração antes da Eucaristia. Tantos carismas diferentes, uma única missão: proclamar o Evangelho em diferentes ambientes e de diferentes maneiras.

Fonte: https://www.vaticannews.va/pt

Pe. Manuel Pérez Candela

Pe. Manuel Pérez Candela
Pároco da Paróquia Nossa Senhora da Imaculada Conceição - Sobradinho/DF