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quarta-feira, 6 de janeiro de 2021

Quem eram os reis magos?

Portal A12
Escrito por Pe. Evaldo César de Souza, C.Ss.R. - Jornal Santuário

Há muitos modos de entendermos as figuras dos magos do Oriente. Ao que tudo indica, Mateus insere esses personagens na narrativa do nascimento de Jesus para mostrar a amplitude da ação salvífica de Deus, que não pensa somente no resgate de um povo – o povo Judeu –, mas deseja que todos os povos e todas as nações sejam redimidos no nome de Jesus Cristo.

Por isso, celebramos com os magos a festa da Epifania, ou seja, da manifestação do amor de Deus por todos os homens e todas as mulheres de boa vontade. A tradição nomeou os reis magos como Baltazar, Melchior e Gaspar? Na verdade, eles não eram reis nem eram três, certo? Não se assuste!

Vejamos o texto bíblico juntos: “Tendo nascido em Belém, na Judeia, no tempo do rei Herodes, alguns magos do Oriente chegaram a Jerusalém e perguntaram: “Onde está o recém-nascido rei dos judeus? Nós vimos sua estrela no Oriente e viemos prestar-lhe homenagem” (Mt 2,1-20). Como se vê, o Evangelho não enumera nem quantidade, nem nomes. Foi a nossa tradição católica que quis associar cada nação conhecida no tempo de Jesus com um mago do Oriente, criando assim os reis, que representam os povos brancos, negros e amarelos. Os magos do Oriente são representantes de todos os povos (e pessoas) que fazem uma trajetória de encontro íntimo com o Cristo, Menino-Deus, nascido em Belém. Vejamos os detalhes da história.

Eles saem de seu comodismo, caminham guiados por uma estrela, enfrentam desafios geográficos e humanos, encontram-se com a Sagrada Família em Belém, oferecem presentes ao menino e retornam para casa por outro caminho.

O que podemos aprender para nosso próprio caminho de vida?

Primeiro: todo encontro de amor com Cristo nasce da iniciativa de deixar nosso comodismo, nosso mundinho e colocar-se no caminho da busca, ainda que não tenhamos certeza para onde vamos. A estrela no céu nada mais é do que a referência de fé, que nos ilumina – a Palavra de Deus, os Sacramentos, a caridade.

Os desafios da jornada são fáceis de perceber: problemas físicos e espirituais, desânimo, competições. Quem de nós nunca sofreu com alguns “Herodes”, que fazem somente nos enganar e tirar vantagem de tudo?

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No menino Jesus deposita-se os maiores tesouros

Enfim, chegamos aos pés da manjedoura, objetivo de nossa caminhada, e ali depositamos nossos maiores tesouros – a perseverança de ter alcançado a meta, o sorriso da chegada, o suor do caminho, o abraço afetuoso.

E, finalmente, retomamos o caminho que nos leva de volta a uma vida mais tranquila e feliz, não fazendo o mesmo trajeto, mas um itinerário diferente. Afinal, o encontro com Cristo nos converte, ou seja, obriga-nos a refazer a vida por trilhas renovadas.


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A DEFINIÇÃO DOS LIVROS DA BÍBLIA

Apologistas da Fé Católica

Fontes da Revelação
Tomus Damasi

O decreto [Decretum Damasi], posteriormente incorporado ao decreto gelasiano [Decretum Gelasii], se não é do Papa Dâmaso, provavelmente foi redigido antes do ano 405, visto que, nesse ano, o Papa Inocêncio I, numa carta ao bispo Exupério datada de 20/02, atribuiu ao Apóstolo São João as três epístolas do cânon. Nenhum autor afinado com a prática romana poderia, depois de tal ano, atribuir ao evangelista só a primeira epístola e as duas seguintes a um presbítero João, como faz o nosso decreto. De qualquer modo, mesmo na hipótese de não ser autêntico, costuma-se reconhecer no decreto uma origem damasiana, ao menos quanto à substância.

Devemos agora tratar das divinas Escrituras, tanto no que toda a Igreja Católica aceita quanto no que deve ela recusar.

Ordem do Antigo Testamento: Genesis, um livro; Êxodo, um livro; Levítico, um livro; Números, um livro; Deuteronômio, um livro; Jesus de Nave, um livro; Juízes, um livro; Rute, um livro; Reis, quatro livros; Paralipômenos, dois livros; Cento e cinquenta Salmos, um livro; De Salomão, três livros; Provérbios, um livro; Eclesiastes, um livro; Cântico dos Cânticos, um livro. Continua: Sabedoria, um livro; e Eclesiástico, um livro. Série de profetas: Isaías, um livro; Jeremias, um livro; com Cinoth, isto é, suas Lamentações; Ezequiel, um livro; Daniel, um livro; Oséias, um livro; Amós, um livro; Miquéias; um livro; Joel, um livro; Abdias, um livro; Jonas, um livro; Naum, um livro; Habacuc, um livro; Sofonias, um livro; Ageu, um livro; Zacarias, um livro; e Malaquias, um livro. Série de histórias: Jó, um livro; Tobias, um livro; Esdras, dois livros; Ester, um livro; Judite, um livro; e Macabeus, dois livros.

Ordem das Escrituras do Novo e eterno Testamento que a Santa Igreja Católica reconhece [e venera]: os Evangelhos segundo Mateus, um livro; segundo Marcos, um livro; segundo Lucas, um livro; e segundo João, um livro. As Epísstolas de Paulo Apóstolo em número de 14: aos Romanos, uma; aos Coríntios, duas; aos Efésios, uma; aos Tessalonicenses, duas; aos Gálatas, uma; aos Filipenses, uma; aos Colossenses, uma; a Timóteo, duas; a Tito, uma; a Filemon, uma; e aos Hebreus, uma. Continua: o Apocalipse de João, um livro; e Atos dos Apóstolos, um livro. Série das epistolas canônicas, em número de sete: do Apóstolo Pedro, duas; do Apóstolo Tiago, uma; do Apóstolo João, uma; do presbítero João, duas; e do Apóstolo Judas zelote, uma. Conclui-se, assim, o cânon do Novo Testamento.

2) Antigos estatutos da Igreja
(séc. V ?)

Trata-se de uma seleção de documentos anteriores oriundos de diversas fontes. Hoje comumente são datados da segunda metade do século V e atribuídos a Genádio de Marselha. Não é, portanto, um decreto conciliar, como durante muito tempo se pensou, mas tem grande autoridade pela enorme difusão que em pouco tempo conseguiu, tanto nas Galias como na Espanha. Trata-se de um documento que estabelece algumas bases de reforma, sobretudo do clero, muito necessitado dela, com 102 capítulos precedidos de uma introdução, que é a profissão de Fé exigida do bispo antes de sua sagração.

Sua importância não é tanto pela difusão que teve, mas pelo fato de que muitas de suas fórmulas, precisamente as que se referem aos Livros Sagrados, foram assumidas por diversos Papas em suas profissões de Fé. É o caso, por exemplo, da que foi proposta por Leão IX a Pedro, bispo de Antioquia, em 13/04/1053 e a de Inocêncio III ao bispo de Tarragona em 18/12/1208 a fim de que a subscrevessem Durand de Huesca e os valdenses. Outro exemplo é a profissão que foi lida por Gregório X na IV sessão do II Concílio de Lyon (06/07/1274).

Omitindo as transcrições posteriores, reportamo-nos unicamente ao texto original dos Statuta Ecclesiae antiqua, que confessa que Deus é o Autor dos livros do Antigo e do Novo Testamento. TEXTO: C. MUNIER, Les Statuta Ecclesiae antiqua (Bibl. De l’Institut de droit canonique de l’Université de Strasbourg 5), Paris, 1960, 77.

“[Ao novo bispo] deve-se também perguntar se crê que o Autor do Antigo e do Novo Testamento, isto é, da Lei dos Profetas e dos Apóstolos, é sempre o único e mesmo Deus (…)”.
Concílio de Florença (XVII ecumênico) Bula Cantate Domino de Eugênio IV (sess. XI – 04/02/1442)

Enquanto em Basileia um pequeníssimo número de bispos continuava um simulacro de concilio, Eugênio IV decidiu convocar um Concílio de verdade em Ferrara para restabelecer a unidade com os orientais (XVII ecumênico). A assembleia se reuniu em Ferrara em janeiro de 1438, depois se transferiu para Florença e ali foram ultimados os decretos de união com os gregos (06/07/1439), com os armênios (22/11/1439) e com os jacobitas, assim chamados pelo nome do fundador, Jacó de Tella (Bar Addai), que os coptas e os etíopes seguiam desde o séc. VI. Neste último decreto (04/02/1442), foi diretamente abordado o problema do cânon, porque os jacobitas admitiam como inspirados também certos livros apócrifos. Professavam, além disso, uma espécie de maniqueísmo que diminuía o valor do Antigo Testamento, como se o Deus que o inspirou fosse um Deus de segunda categoria.

A Sacrossanta Igreja Romana professa que um só e mesmo Deus é o Autor do Antigo e do Novo Testamento, isto é, da Lei dos Profetas e também do Evangelho, porque os santos de um e de outro Testamento falaram sob a inspiração do mesmo Espirito Santo. Os Livros que ela (a Igreja) aceita e venera estão contidos nos seguintes títulos: (Será colocada a lista dos livros no próximo artigo).

Por esse motivo, a Igreja condena a loucura dos maniqueus, que estabelecem dois princípios primeiros: um das coisas visíveis; outro das invisíveis. Afirmam ainda que um era o Deus do Novo Testamento e outro o do Antigo.

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Mãe de família numerosa: 9 ideias para ir ao parto sem estresse

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Está chegando o dia do nascimento do seu bebê? É hora de organizar a casa para que o papai e os irmãos mais velhos vivam sua ausência com serenidade. Aqui estão algumas ideias para ir para o hospital sem estresse.

Faltando poucos meses ou mesmo poucas semanas antes do seu parto, você está preocupada de saber como viverá sua pequena “tribo” nesses dias de sua ausência? Diga não ao estresse com esta lista de coisas (e ideias) indispensáveis ​​para se preparar para ir direto para o hospital.

1.Defina as responsabilidades de cada pessoa

Estabeleça algumas instruções detalhadas escritas num papel para cada um de sua família durante sua ausência, para que nem seu marido nem seus filhos tenham que improvisar. Dependendo da personalidade de cada um, seria razoável lembrar a algumas pessoas do seu lar onde começam suas responsabilidades e a outras onde terminam. É hora de dar responsabilidades aos filhos mais velhos. Cada um terá uma tarefa proporcional à sua idade: arrumar a mesa, arrumar a cama, vestir o pijama do irmão ou irmã pequenino, conduzir a oração familiar.

2.Destaque os horários infantis

Atualize a programação das atividades infantis (música, fonoaudiólogo, esporte), bem como os números de telefone caso algo tenha que ser cancelado. Se for possível, é sempre preferível que os filhos mais velhos fiquem em casa durante o tempo que você estiver no hospital dando à luz, para que se sintam menos deslocados.

3.Um calendário para ajudar os filhos menores a esperar pelo seu regresso

Para os filhos menores, faça um calendário onde possa colocar um adesivo todos os dias para os ajudar a ter paciência até o seu regresso. Os filhos mais velhos certamente valorizarão as primeiras fotos ou vídeos de seu irmãozinho ou irmãzinha recém-nascido. Uma boa maneira de desenvolver sua paciência!

4.Pense na oração familiar

Escreva algumas ideias para a oração das crianças: uma canção, algumas palavras para confiar o bebê a Deus, uma vela nova, desenhos para colorir.

5.Para a cozinha, antecipação!

A geladeira e a despensa devem estar bem abastecidos, com produtos fáceis de combinar e que o papai possa cozinhar rapidamente: empadas, macarrões e molhos, carnes e legumes, pão de forma e geléia, iogurtes, etc.. Faça uma lista de cardápios com esses mesmos produtos, bem como possíveis dietas. Você também pode preparar uma lista com outros produtos para comprar que o papai pode usar, se necessário.

6.Planeje tudo para um parto que pudesse ser à noite

Se tivesse que sair de casa no meio da noite, prepare com antecedência uma sacola para as crianças que ficaram em casa com fraldas, mamadeira, bonecos, suéter, tratamento médico, se houver, e algumas instruções escritas numa folha para a pessoa que cuidará delas durante o seu parto. Além disso, é conveniente ter uma pequena lista de amigos ou parentes para telefonar e pedir que venham cuidar das crianças no meio da noite. As crianças devem ser particularmente sensíveis à calma e serenidade que envolverá esta partida inesperada. O ideal é que elas se familiarizem com a pessoa que cuidará delas durante o seu parto. Tranquilize-as explicando seus preparativos.

7.Você já pensou na sua mala para ir ao hospital a dar à luz?

Para evitar o pânico de última hora, prepare com antecedência a mala pequena que você levará e todos os documentos necessários para o dia de sua chegada ao hospital.

8.Os avisos do nascimento já prontos

Se você ainda tiver um tempinho, encontre uma impressora ou site para os avisos do nascimento e comece a escrever os envelopes. Você ou seu cônjuge podem terminar de escrevê-los durante sua estada no hospital.

9.E tudo que você precisa para o bebê?

Para sua volta, compre garrafas de água para amamentar ou mamadeiras, fraldas tamanho recém-nascido, soro fisiológico, um gel especial para a lavagem do bebê e, possivelmente, uma caixa de fórmula infantil, além do necessário para a esterilização. Pense também em arrumar o quarto do bebê para que você não precise fazer isso quando voltar do hospital.

Aleteia

Colégio Cardinalício perderá seis eleitores em 2021

Guadium Press
O continente que perderá o maior número de eleitores em 2021 será o africano, caindo de 17 para 14. A Europa cairá de 54 eleitores para 52. Por fim, a Oceania passará de 4 para 3.

Cidade do Vaticano (05/01/2021 14:30, Gaudium Press) O Colégio Cardinalício inicia o ano de 2021 composto por 229 Cardeais. Desses, 128 são eleitores e 101 são não eleitores. Ao longo do ano, seis desses Cardeais perderão o direito de voto em um possível conclave, pois completam 80 anos de idade.

Atualmente, os Cardeais estão distribuídos pelo mundo da seguinte forma: a Europa possui 108 Cardeais (54 eleitores e 54 não eleitores); os Estados Unidos possuem 26 Cardeais (16 eleitores e 10 não eleitores); A América Central abriga 9 Cardeais (7 eleitores e 2 não eleitores); A América do Sul tem 25 Cardeais (14 eleitores e 11 não eleitores); A Ásia é representada por 27 Cardeais (16 eleitores e 11 não eleitores); A África tem 28 Cardeais (17 eleitores e 11 não eleitores); A Oceania tem 6 cardeais (4 eleitores e 2 não eleitores).

O continente que perderá o maior número de eleitores em 2021 será o africano, caindo de 17 para 14 Cardeais eleitores. A Europa cairá de 54 eleitores para 52. Por fim, a Oceania passará de 4 para 3 Cardeais eleitores. Os outros continentes não terão mudanças no número de Cardeais eleitores.

Cardeais que deixarão de ser eleitores em 2021

O Arcebispo emérito de Cartum, Dom Gabriel Zubeir Wako, será o primeiro Cardeal que completará 80 anos em 2021. Seu aniversário será no dia 27 de fevereiro. O purpurado foi criado Cardeal por São João Paulo II no consistório de outubro de 2003.

No dia 8 de março, será a vez do Arcebispo franciscano de Durban, Dom Wilfried Fox Napier, também criado por São João Paulo II.

O Cardeal australiano George Pell fará 80 anos no dia 8 de junho. Criado Cardeal por São João Paulo II em 2003, ele foi Arcebispo de Sydney e prefeito do Secretariado para a Economia.

Já no dia 19 de julho será a vez de outro Cardeal africano, Dom Maurice Piat, Bispo de Port Louis, nas Ilhas Maurício. Criado Cardeal pelo Papa Francisco no consistório de novembro de 2016.

No dia 18 de agosto de 2021, o Cardeal Beniamino Stella, prefeito da Congregação para o Clero e recentemente promovido à Ordem dos Bispos, se tornará não eleitor. Ele recebeu o chapéu cardinalício do Papa Francisco em seu primeiro consistório, em fevereiro de 2014.

O Cardeal que completa esta lista é Dom Angelo Scola, Arcebispo emérito de Milão. O purpurado fará 80 anos de idade no dia 7 de novembro. Criado Cardeal por São João Paulo II no consistório de 2003. (EPC)

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Epifania: Papa Francisco dá 3 conselhos para adorar melhor o Senhor

Papa Francisco na Missa da Epifania.
Foto: Captura Vatican Youtube

Vaticano, 06 jan. 21 / 09:15 am (ACI).- Na Missa da Solenidade da Epifania desta quarta-feira, 6 de janeiro de 2021, o Papa Francisco rezou para que “o Senhor Jesus nos torne seus verdadeiros adoradores, capazes de manifestar com a vida o seu desígnio de amor, que abraça a humanidade inteira, e, para isso, ofereceu três conselhos para melhor adorar o Senhor.

O Santo Padre presidiu a Eucaristia no altar da cátedra da Basílica de São Pedro com a presença de poucos fiéis devido às medidas cautelares de saúde provocadas pela Covid-19.

Como é tradição, no início da celebração o Pontífice se deteve em silêncio orante diante da imagem do Menino Jesus e, após a proclamação do Evangelho por um diácono, um cantor da Capela Sistina entoou o anúncio da próxima Páscoa, que será em 4 de abril de 2021.

Durante a homilia, o Papa Francisco refletiu sobre a narração da passagem do Evangelho de São Mateus que relata o momento em que "os Magos, quando chegaram a Belém, viram o Menino com Maria, sua mãe. Prostrando-se, adoraram-No".

Neste sentido, o Santo Padre reconheceu que “adorar o Senhor não é fácil, não é um dado imediato: requer uma certa maturidade espiritual, sendo o ponto de chegada dum caminho interior, por vezes longo” e acrescentou que “o ser humano precisa de adorar, mas corre o risco de errar o alvo; com efeito, se não adorar a Deus, adorará ídolos - não existe meio termo, ou Deus ou os ídolos, ou para usar uma palavra de um escritor francês: ‘Quem não adora a Deus, adora o diabo’ - e, em vez de ser crente, tornar-se-á idólatra. É assim”.

Desta forma, o Papa sublinhou a necessidade de dedicar “mais tempo à adoração, aprendendo cada vez melhor a contemplar o Senhor”, pois “perdeu-se um pouco o sentido da oração de adoração, devemos retomá-lo, quer comunitariamente como na própria vida espiritual".

Três conselhos para adorar melhor

Para isso, o Santo Padre sugeriu “aprender com os Magos algumas lições úteis: como eles, queremos prostrar-nos e adorar o Senhor" e aconselhou três atitudes: "levantar os olhos", " pôr-se a caminho” e“ ver ”.

Em primeiro lugar, o Papa explicou que levantar os olhos é um convite “a deixar de lado cansaço e lamentos, sair das estreitezas duma visão limitada, libertar-se da ditadura do próprio eu, sempre propenso a fechar-se em si mesmo e nas preocupações particulares”.

“Para adorar o Senhor, é preciso antes de mais nada ‘levantar os olhos’, ou seja, não se deixar enredar pelos fantasmas interiores que apagam a esperança, nem fazer dos problemas e dificuldades o centro da própria existência. Isto não significa negar a realidade, fingindo-se ou iludindo-se que tudo corre bem. Não. Mas olhar de modo novo os problemas e as angústias, sabendo que o Senhor conhece as nossas situações difíceis, escuta atentamente as nossas súplicas e não fica indiferente às lágrimas que derramamos”, disse.

Nesse sentido, o Santo Padre destacou que “este olhar que, apesar das vicissitudes da vida, permanece confiante no Senhor, gera a gratidão filial. E, quando isto acontece, o coração abre-se à adoração”. E acrescentou que“ pelo contrário, quando fixamos a atenção exclusivamente nos problemas, recusando-nos a levantar os olhos para Deus, o medo invade o coração e desorienta-o, gerando irritação, perplexidade, angústia, depressão”.

Além disso, o Papa convidou: “Levanta os olhos e vê: o Senhor convida-nos, em primeiro lugar, a ter confiança n’Ele, porque cuida realmente de todos. Ora, se Deus veste tão bem a erva no campo, que hoje existe e amanhã é lançada ao fogo, quanto mais não fará Ele por nós? Se levantarmos o olhar para o Senhor e considerarmos a realidade à sua luz, descobrimos que Ele nunca nos abandona: o Verbo fez-Se carne e permanece conosco sempre todos os dias. Sempre”.

“Quando levantamos os olhos para Deus, os problemas da vida não desaparecem, não, mas sentimos que o Senhor nos dá a força necessária para enfrentá-los. Assim, ‘levantar os olhos’ é o primeiro passo que predispõe para a adoração. Trata-se da adoração do discípulo que descobriu, em Deus, uma alegria nova, uma alegria diferente”, disse.

No entanto, o Pontífice advertiu que o olhar do mundo “está fundada na posse dos bens, no sucesso ou noutras coisas semelhantes, sempre com o ‘eu’ no centro. Pelo contrário, a alegria do discípulo de Cristo tem o seu fundamento na fidelidade de Deus, cujas promessas nunca falham, apesar das situações de crise em que possamos chegar a encontrar-nos. Então a gratidão filial e a alegria suscitam o desejo de adorar o Senhor, que é fiel e nunca nos deixa sozinhos”.

Em segundo lugar, o Papa aconselhou “pôr-se a caminho”, pois “antes de poder adorar o Menino nascido em Belém, os Magos tiveram que enfrentar uma longa viagem”, porque “não e chega a adorar o Senhor sem antes passar pelo amadurecimento interior que nos dá o pôr-se a caminho”.

“É através de um caminho gradual que nos tornamos adoradores do Senhor. Por exemplo, a experiência ensina que a pessoa, aos cinquenta anos, vive a adoração com um espírito diferente de quando tinha trinta. Quem se deixa moldar pela graça, costuma melhorar com o passar do tempo: enquanto o homem exterior envelhece, diz São Paulo, o homem interior renova-se dia após dia, predispondo-se cada vez melhor a adorar o Senhor”.

Deste ponto de vista, o Santo Padre disse que “os falimentos, as crises, os erros podem tornar-se experiências instrutivas”, porque “com o passar do tempo, as provas e adversidades da existência – vividas na fé – contribuem para purificar o coração, torná-lo mais humilde e, consequentemente, mais disponível para se abrir a Deus”.

Por isso, o Papa recomendou "deixar-nos instruir pelo caminho da vida, marcado pelas dificuldades inevitáveis da viagem" e encorajou a que "não deixemos que o cansaço, as quedas e os fracassos nos precipitem no desânimo", mas a reconhecê-los "com humildade ”para caminhar em direção ao Senhor Jesus.

“A vida não é uma demonstração de habilidades, mas uma viagem rumo Àquele que nos ama. Não precisamos mostrar a carta das virtudes que temos em cada etapa de nossa vida; com humildade devemos ir em direção ao Senhor. Olhando para o Senhor, encontraremos a força para continuar com renovada alegria”, afirmou.

Por fim, o terceiro conselho do Papa é “ver” além da aparência como, os magos que, “prostrando-se diante do Menino nascido em Belém, exprimiram uma adoração era primariamente interior: a abertura dos escrinhos trazidos de prenda foi sinal da oferta dos seus corações”.

“Para adorar o Senhor, é preciso 'ver' além do véu do visível, pois este muitas vezes mostra-se enganador. Herodes e os notáveis de Jerusalém representam a mundanidade, perenemente escrava da aparência. Veem e não sabem ver - não estou dizendo que não creem, seria muito - não sabem ver porque sua capacidade é escrava da aparência e à procura de atrativos".

Desta forma, o Santo Padre exortou a olhar " com objetividade a realidade das coisas, chegando enfim a compreender que Deus evita toda a ostentação", porque "o Senhor está na humildade”.

“Esta forma de 'ver' que transcende o visível, faz-nos adorar o Senhor muitas vezes escondido em situações simples, em pessoas humildes e marginais. Trata-se, pois, de um olhar que, não se deixando encandear pelos fogos de artifício do exibicionismo, procura em cada ocasião aquilo que não passa, procura o Senhor”.

Finalmente, o Papa Francisco rezou para que “o Senhor Jesus nos torne seus verdadeiros adoradores, capazes de manifestar com a vida o seu desígnio de amor, que abraça a humanidade inteira”. “Peçamos a graça para cada um de nós e para toda a Igreja, de aprender a adorar, de continuar a adorar, de exercer muito esta oração de adoração, porque somente Deus deve ser adorado”, convidou.

Publicado originalmente em ACI Prensa. Traduzido e adaptado por Natalia Zimbrão.

ACI Digital

Papa: como os Magos, prostrar-nos e adorar o Senhor

Santa Missa na Solenidade da Epifania

"Adorar o Senhor não é fácil, não é um dado imediato: requer uma certa maturidade espiritual, sendo o ponto de chegada dum caminho interior, por vezes longo. Não é espontânea em nós a atitude de adorar a Deus. É verdade que o ser humano precisa de adorar, mas corre o risco de errar o alvo; com efeito, se não adorar a Deus, adorará ídolos e, em vez de ser crente, tornar-se-á idólatra."

Vatican News

Na Festa da Epifania, o Papa Francisco presidiu a celebração da Santa Missa na Basílica de São Pedro. Eis sua homilia na íntegra:

"O evangelista Mateus assinala que os Magos, quando chegaram a Belém, «viram o Menino com Maria, sua mãe. Prostrando-se, adoraram-No» (Mt 2, 11). Adorar o Senhor não é fácil, não é um dado imediato: requer uma certa maturidade espiritual, sendo o ponto de chegada dum caminho interior, por vezes longo. Não é espontânea em nós a atitude de adorar a Deus. É verdade que o ser humano precisa de adorar, mas corre o risco de errar o alvo; com efeito, se não adorar a Deus, adorará ídolos - não existe meio termo, ou Deus ou os ídolos, ou para usar uma palavra de um escritor francês: “Quem não adora a Deus, adora o diabo” - e, em vez de ser crente, tornar-se-á idólatra. É assim, aut aut.

Neste nosso tempo, há particular necessidade de dedicarmos, tanto individualmente como em comunidade, mais tempo à adoração, aprendendo cada vez melhor a contemplar o Senhor. Perdeu-se um pouco o sentido da oração de adoração, devemos retomá-lo, quer comunitariamente como na própria vida espiritual. Por isso, hoje, queremos aprender com os Magos algumas lições úteis: como eles, queremos prostrar-nos e adorar o Senhor. Adorá-lo seriamente, não como disse Herodes: "Diga-me onde é o lugar e irei adorá-lo". Não, essa adoração não está certo. Com seriedade!

Das leituras desta Eucaristia, recolhemos três expressões que podem ajudar-nos a entender melhor o que significa ser adorador do Senhor; ei-las: «levantar os olhos», «pôr-se a caminho» e «ver». Essas três expressões nos ajudarão a entender o que significa ser um adorador do Senhor.

A primeira expressão – levantar os olhos –, encontramo-la em Isaías. À comunidade de Jerusalém, pouco antes regressada do exílio e agora caída em desânimo por causa de dificuldades sem fim, o profeta dirige-lhe este forte convite: «Levanta os olhos e vê» (Is 60, 4). Convida-a a deixar de lado cansaço e lamentos, sair das estreitezas duma visão limitada, libertar-se da ditadura do próprio eu, sempre propenso a fechar-se em si mesmo e nas preocupações particulares. Para adorar o Senhor, é preciso antes de mais nada «levantar os olhos», ou seja, não se deixar enredar pelos fantasmas interiores que apagam a esperança, nem fazer dos problemas e dificuldades o centro da própria existência. Isto não significa negar a realidade, fingindo-se ou iludindo-se que tudo corre bem. Não. Mas olhar de modo novo os problemas e as angústias, sabendo que o Senhor conhece as nossas situações difíceis, escuta atentamente as nossas súplicas e não fica indiferente às lágrimas que derramamos.

Este olhar que, apesar das vicissitudes da vida, permanece confiante no Senhor, gera a gratidão filial. E, quando isto acontece, o coração abre-se à adoração. Pelo contrário, quando fixamos a atenção exclusivamente nos problemas, recusando-nos a levantar os olhos para Deus, o medo invade o coração e desorienta-o, gerando irritação, perplexidade, angústia, depressão. Nestas condições, é difícil adorar ao Senhor. Se isto acontecer, é preciso ter a coragem de romper o círculo das nossas conclusões precipitadas, sabendo que a realidade é maior do que os nossos pensamentos. Levanta os olhos e vê: o Senhor convida-nos, em primeiro lugar, a ter confiança n’Ele, porque cuida realmente de todos. Ora, se Deus veste tão bem a erva no campo, que hoje existe e amanhã é lançada ao fogo, quanto mais não fará Ele por nós? (cf. Lc 12, 28). Se levantarmos o olhar para o Senhor e considerarmos a realidade à sua luz, descobrimos que Ele nunca nos abandona: o Verbo fez-Se carne (cf. Jo 1, 14) e permanece connosco sempre todos os dias (cf. Mt 28, 20). Sempre.

Quando levantamos os olhos para Deus, os problemas da vida não desaparecem, não, mas sentimos que o Senhor nos dá a força necessária para enfrentá-los. Assim, «levantar os olhos» é o primeiro passo que predispõe para a adoração. Trata-se da adoração do discípulo que descobriu, em Deus, uma alegria nova, uma alegria diferente. A alegria do mundo está fundada na posse dos bens, no sucesso ou noutras coisas semelhantes, sempre com o "eu" no centro. Pelo contário, a alegria do discípulo de Cristo tem o seu fundamento na fidelidade de Deus, cujas promessas nunca falham, apesar das situações de crise em que possamos chegar a encontrar-nos. Então a gratidão filial e a alegria suscitam o desejo de adorar o Senhor, que é fiel e nunca nos deixa sozinhos.

A segunda expressão, que nos pode ajudar, é pôr-se a caminho. Levantar os olhos [a primeira]; a segunda, colocar-se a caminho. Antes de poder adorar o Menino nascido em Belém, os Magos tiveram que enfrentar uma longa viagem. Lê-se em Mateus: «Chegaram a Jerusalém uns Magos vindos do Oriente. E perguntaram: “Onde está o Rei dos judeus que acaba de nascer? Vimos a sua estrela no Oriente e viemos adorá-Lo”» (Mt 2, 1-2). A viagem implica sempre uma transformação, uma mudança. A pessoa, depois duma viagem, já não fica como antes; há sempre algo de novo em quem viajou: os seus conhecimentos alargaram-se, viu pessoas e coisas novas, sentiu fortalecer-se a vontade ao enfrentar as dificuldades e os riscos do trajeto. Não se chega a adorar o Senhor sem antes passar pelo amadurecimento interior que nos dá o pôr-se a caminho.

É através dum caminho gradual que nos tornamos adoradores do Senhor. Por exemplo, a experiência ensina que a pessoa, aos cinquenta anos, vive a adoração com um espírito diferente de quando tinha trinta. Quem se deixa moldar pela graça, costuma melhorar com o passar do tempo: enquanto o homem exterior envelhece, diz São Paulo, o homem interior renova-se dia após dia (cf. 2 Cor 4, 16), predispondo-se cada vez melhor a adorar o Senhor. Deste ponto de vista, os falimentos, as crises, os erros podem tornar-se experiências instrutivas: não é raro servirem para nos tornar conscientes de que só o Senhor é digno de ser adorado, porque só Ele satisfaz o desejo de vida e eternidade presente no íntimo de cada pessoa. Além disso, com o passar do tempo, as provas e adversidades da existência – vividas na fé – contribuem para purificar o coração, torná-lo mais humilde e, consequentemente, mais disponível para se abrir a Deus. 

Também os pecados, também a consciência de ser pecadores, de encontrar coisas tão ruins. "Mas eu fiz isso ... eu fiz ...": se pegares isso com fé e arrependimento, com contrição, vai te ajudar a crescer. Tudo, tudo ajuda, diz Paulo, ao crescimento espiritual, ao encontro com Jesus, mesmo os pecados, mesmo os pecados. E São Tomás acrescenta: "etiam mortalia", também os pecados feios, os piores. Mas se o pegares com arrependimento, vai ajudá-lo nessa jornada para um encontro com o Senhor e a adorá-lo melhor.

Como os Magos, também nós devemos deixar-nos instruir pelo caminho da vida, marcado pelas dificuldades inevitáveis da viagem. Não deixemos que o cansaço, as quedas e os fracassos nos precipitem no desânimo; antes, pelo contrário, reconhecendo-os com humildade, devemos fazer deles ocasião de progredir para o Senhor Jesus. A vida não é uma demonstração de habilidades, mas uma viagem rumo Àquele que nos ama. Não precisamos mostrar a carta das virtudes que temos em cada etapa de nossa vida; com humildade devemos ir em direção ao Senhor. Olhando para o Senhor, encontraremos a força para continuar com renovada alegria.

E chegamos à terceira expressão: ver. Levantar os olhos, colocar-se a caminho, ver. Como se lê no Evangelho, «entrando em casa, [os Magos] viram o Menino com Maria, sua mãe. Prostrando-se, adoraram-No» (Mt 2, 11). A adoração era o ato de homenagem reservado aos soberanos, aos grandes dignitários. Com efeito, os Magos adoraram Aquele que sabiam ser o Rei dos judeus (cf. Mt 2, 2). Mas, na realidade, que viram eles? Viram um menino pobre com a sua mãe. E, contudo, estes sábios, vindos de países distantes, souberam transcender aquela cena tão humilde e quase deprimente, reconhecendo naquele Menino a presença dum soberano. Por outras palavras, foram capazes de «ver» para além das aparências. Prostrando-se diante do Menino nascido em Belém, exprimiram uma adoração era primariamente interior: a abertura dos escrinhos trazidos de prenda foi sinal da oferta dos seus corações.

Para adorar o Senhor, é preciso «ver» além do véu do visível, pois este muitas vezes mostra-se enganador. Herodes e os notáveis de Jerusalém representam a mundanidade, perenemente escrava da aparência. Veem e não sabem ver - não estou dizendo que não creem, seria muito - não sabem ver por que sua capacidade é escrava da aparência e à procura de atrativos: dá valor apenas às coisas sensacionais, aquilo que chama a atenção do vulgo. Entretanto, nos Magos, vemos um comportamento diferente, que poderíamos definir realismo teologal - uma palavra muito "alta", mas podemos dizer assim, um realismo teologal este percebe com objetividade a realidade das coisas, chegando enfim a compreender que Deus evita toda a ostentação. O Senhor está na humildade, o Senhor é como aquele menino humilde, foge da ostentação, que é precisamente o produto do mundanismo.

Esta forma de «ver» que transcende o visível, faz-nos adorar o Senhor muitas vezes escondido em situações simples, em pessoas humildes e marginais. Trata-se, pois, dum olhar que, não se deixando encandear pelos fogos de artifício do exibicionismo, procura em cada ocasião aquilo que não passa, procura o Senhor. Por isso, como escreve o apóstolo Paulo, «não olhamos para as coisas visíveis, mas para as invisíveis, porque as visíveis são passageiras, ao passo que as invisíveis são eternas» (2 Cor 4, 18).

Que o Senhor Jesus nos torne seus verdadeiros adoradores, capazes de manifestar com a vida o seu desígnio de amor, que abraça a humanidade inteira." Peçamos a graça para cada um de nós e para toda a Igreja, de aprender a adorar, de continuar a adorar, de exercer muito esta oração de adoração, porque somente Deus deve ser adorado.

Vatican News

Organização Internacional abortista quer impor matança de inocentes a vizinhos da Argentina

Guadium Pressa
Organização Internacional abortista orgulha-se de promover lei do aborto na Argentina há 15 anos e deseja que a matança de inocentes se espalhe para países vizinhos.

Redação (05/01/2021, 12:40, Gaudium Press)  A multinacional “International Planned Parenthood Federation” (IPPF) admitiu recentemente que “nutriu”, subsidiou e sustentou organizações e ativistas na Argentina por mais de 15 anos com a intenção de conseguir a legalização do aborto no país.

Neste dia 30 de dezembro, após 12 horas de debate, o Senado da Argentina aprovou, com 38 votos a favor, 29 contra e 1 abstenção, o projeto de legalização do aborto promovido pelo presidente do país.

O projeto já havia sido aprovado pela Câmara dos Deputados em 11 de dezembro.

Após a votação do projeto de lei que legalizou o aborto na Argentina, a IPPF, através de uma nota amplamente divulgada, declarou ser “este é um momento histórico para nossa região”.

Organização Internacional abortista orgulha-se de promover lei do aborto na Argentina há 15 anos e deseja que a matança de inocentes se espalhe para países vizinhos.
Guadium Press

Organização internacional tem 7 parceiros na Argentina e subsidia 20 organizações no país

A IPPF garantiu que apoia diretamente “sete parceiros na Argentina, que por sua vez subsidiam outras 20 organizações de base em todo o país”.

A “Internacional do Aborto” destacou que seus parceiros “têm se mobilizado em torno de atividades compartilhadas, como advogar junto aos legisladores e garantir comunicações fortes para encorajar o direito ao aborto a permanecer proeminente no discurso público”.

Organização planeja ativamente como ajudar melhor a implementação do aborto em vizinhos da Argentina

A IPPF destacou ainda sobre seus parceiros que “Eles também estão planejando ativamente como ajudar melhor a implementação da nova lei (do aborto) ” .

A organização abortista quis ressaltar sua intenção de que “esta vitória histórica tenha um efeito cascata na região, que abriga algumas das leis de aborto mais draconianas do mundo”. (JSG)

https://gaudiumpress.org/

Milhares criticam Nações Unidas por celebrar legalização do aborto na Argentina

Imagem referencial / Mulher grávida.
Crédito: Natalie Chaney / Unsplash

REDAÇÃO CENTRAL, 05 jan. 21 / 10:20 am (ACI).- Cerca de 10 mil pessoas assinaram uma campanha na plataforma pró-vida CitizenGO criticando a Organização das Nações Unidas (ONU) por celebrar a legalização do aborto na Argentina e promover a agenda LGBT (lésbica, gay, bissexual e transexual) no mundo, em vez de defender "os verdadeiros direitos humanos".

A campanha denunciou que “recentemente a Organização das Nações Unidas se felicitou pela aprovação do aborto na Argentina”.

“É exatamente o caminho que não deve percorrer: para uma instituição internacional que defenda a violação do primeiro dos direitos é tudo menos fortalecer a defesa dos direitos humanos e o caminho mais direto para o descrédito institucional e o descontentamento do cidadão”, afirmou.

Os signatários da campanha também expressaram sua preocupação de que "as Nações Unidas estão entusiasticamente comprometidas com a chamada ‘orientação sexual e identidade de gênero’ e com a chamada educação sexual integral”.

“É uma agenda homossexual que – sob o pretexto de evitar a discriminação e a homofobia – busca a doutrinação na ideologia de gênero, a qualificação do casamento de uniões homossexuais, a adoção de homossexuais e a 'mudança' de sexo em registro”, denunciaram os milhares de signatários.

Além disso, alertaram que o fato de “ditaduras como Cuba, China ou Rússia fazerem parte do Conselho de Direitos das Nações Unidas não ajuda a instituição a ter um papel mais ativo na defesa das liberdades em países como a Venezuela onde os direitos humanos são sistematicamente pisoteados”.

Pelo contrário, exigiram que as Nações Unidas devem defender “o direito à vida”, proteger a família “como célula básica da sociedade” e defender a liberdade.

Para assinar a campanha “Pelos verdadeiros direitos humanos nas Nações Unidas”, pode acessar AQUI.

Publicado originalmente em ACI Prensa. Traduzido e adaptado por Natalia Zimbrão.

ACI Digital

São Carlos de Sasso Romano

S. Carlos de Sezze | Franciscanos

Religioso da Primeira Ordem (1613-1670). Canonizado por João XIII, em 12 de abril de 1959.

Chamava-se João Carlos Melchiori, nascido em Sezze, a 19 de outubro de 1613. Passou sua juventude num povoado de Lácio. Aos 22 anos se fez irmão menor, em Nazzano e emitiu os votos solenes em 19 de maio de 1636. Viveu em vários conventos de Lácio e preferiu permanecer como irmão converso desenvolvendo sua atividade como esmoler, hortelão, cozinheiro, sacristão. Desejou partir como missionário para Índia, mas não chegou a satisfazer o seu desejo. Permaneceu em Roma, último entre os irmãos de São Francisco, mas o primeiro na obediência, na castidade e na pobreza. Um verdadeiro franciscano, com a alma inundada de profunda alegria.

Para comunicar também aos demais esta seráfica alegria, desenvolveu o dom de poeta, escrevendo versos singelos e emocionantes, num estilo popular, com acentuado sabor de Lácio. Pelas suas poesias, São Carlos de Sezza o considerou herdeiro de Jacopone de Todi, pois sua poesia era fruto da plenitude de amor divino. Este “escritor sem letras”, como ele mesmo se chamava, escreveu muitas obras nem todas publicadas. Entre as publicadas estão: “As três vias”, “O Sagrado Septenário”, “Os Discursos sobre a vida de Jesus”, sua “Autobiografia”, escrita com seráfica candura por ordem de seu confessor.

Em outubro de 1648, enquanto rezava na Igreja de São José, o seu coração foi transpassado por um dardo de luz, que partiu da Hóstia consagrada, fazendo-o chagado por toda sua vida. A chama do amor de Deus e dos irmãos o levou a uma alta sabedoria.

O objetivo de sua vida foi oferecer-se a Deus em holocausto: puro e perfeito, na humildade, na penitência, na devoção ardente à Paixão de Cristo, à Eucaristia, à Virgem Imaculada. Deus lhe reservou grandes dons: visões e revelações, conhecimento das verdades teológicas e ascéticas, chaga de amor no coração. O segredo da sua santidade estava na oração, na austera penitência, no esforço contínuo para viver com Jesus sua paixão e morte redentora. Por muitos anos, na qualidade de esmoleiro de porta em porta em Roma, buscou as almas, levou a mensagem evangélica para trazer todos para Deus. Morreu em 6 de janeiro de 1670.

Fonte: “Santos Franciscanos para cada dia”, Edição Porziuncola

https://franciscanos.org.br/

terça-feira, 5 de janeiro de 2021

Multinacional admite que por mais de 15 anos contribuiu para legalizar o aborto na Argentina

Imagem referencial. Crédito: Flickr Inorganica (CC-BY-2.0).

Buenos Aires, 05 jan. 21 / 12:15 pm (ACI).- A multinacional International Planned Parenthood Federation (IPPF) admitiu recentemente que há mais de 15 anos “nutriu” organizações e ativistas na Argentina para conseguir a legalização do aborto.

Em um comunicado publicado após a legalização do aborto na Argentina, a IPPF assegurou que “este é um momento histórico para nossa região”.

No dia 30 de dezembro, após 12 horas de debate, o Senado da Argentina aprovou, com 38 votos a favor, 29 contra e 1 abstenção, o projeto de legalização do aborto promovido por Alberto Fernández, presidente do país.

O projeto já havia sido aprovado pela Câmara dos Deputados em 11 de dezembro.

A IPPF garantiu que apoia diretamente "sete parceiros na Argentina, que por sua vez subsidiam outras 20 organizações de base em todo o país".

Seus parceiros, continuou a multinacional do aborto, "têm se mobilizado em torno de atividades compartilhadas, como advogar junto aos legisladores e garantir comunicações fortes para manter o direito ao aborto em destaque no discurso público".

“Também estão planejando ativamente a melhor forma de ajudar na implementação da nova lei (do aborto)”, disse a IPPF.

Entrevistada por CNN, Giselle Carino, diretora regional da IPPF para a região do Hemisfério Ocidental, disse que o aborto se trata de "saúde pública e salvar a vida", e garantiu que o lenço verde usado pelos promotores dessa prática "se tornou um símbolo de liberdade e cidadania”.

A filial da IPPF nos Estados Unidos, Planned Parenthood Federation of America (PPFA), foi acusada de tráfico de órgãos e tecidos de bebês abortados em suas instalações.

A IPPF também expressou seu desejo de que "esta vitória histórica tenha um efeito cascata na região, que abriga algumas das leis de aborto mais draconianas do mundo".

A legalização do aborto na Argentina tem enfrentado críticas tanto naquele país quanto em outras nações ibero-americanas.

O cientista político pró-vida argentino Agustín Laje garantiu que "o aborto nunca foi uma demanda popular na Argentina". Também criticou as celebrações de organismos internacionais como as Nações Unidas e a Open Society Foundations, de George Soros.

“Isso foi obviamente muito bem financiado pelas organizações que agora o celebram: ONU Mulheres, Open Society Foundations, IPPF (International Planned Parenthood Federation) e todas as outras siglas que já conhecemos muito bem”, disse Laje à ACI Prensa.

No mesmo dia 30 de dezembro, a Câmara dos Deputados do Paraguai realizou um minuto de silêncio por causa da legalização do aborto na Argentina.

O deputado Raúl Latorre fez o pedido aos deputados paraguaios: “Peço um minuto de silêncio pelas milhares de vidas de irmãozinhos argentinos que vão se perder, antes mesmo de nascer, com base na recente decisão tomada pelo Senado do país vizinho”.

Eduardo Verástegui, conhecido produtor e ator mexicano, defensor da vida, descreveu o presidente da Argentina, Alberto Fernández, como um “assassino de bebês”.

“Quantas moedas lhe pagaram para cumprir sua promessa de campanha de morte? (Veja o que aconteceu com o traidor de Judas por vender Jesus por algumas moedas)",  disse Verástegui através do Twitter, e questionou: "se um presidente não é capaz de defender os mais vulneráveis ​​de seu país, então quem você pretende defender?”.

Recentemente, um juiz federal da província de Salta admitiu uma ação que visa declarar a inconstitucionalidade da recente legalização do aborto na Argentina.

Publicado originalmente em ACI Prensa. Traduzido e adaptado por Natalia Zimbrão.

ACI Digital

Pe. Manuel Pérez Candela

Pe. Manuel Pérez Candela
Pároco da Paróquia Nossa Senhora da Imaculada Conceição - Sobradinho/DF