Leão XIV interveio espontaneamente no final da semana de
reflexão para a Quaresma na Capela Paulina com a Cúria Romana: “encontrarmo-nos
todos juntos, um momento muito importante da nossa vida”. O Pontífice agradeceu
ao pregador Erik Varden pelas meditações centradas no testemunho da vida
monástica e destacou os temas da esperança, da liberdade e da verdade. Por fim,
citando São Paulo, exortou a comportar-se “de maneira digna do Evangelho de
Cristo”.
Salvatore Cernuzio – Vatican News
“Devo reconhecer que, pessoalmente, em alguns momentos,
senti-me particularmente convidado a refletir. Por exemplo, esta manhã, quando
falava da eleição do Papa Eugênio III e São Bernardo, ele disse: ‘O que vocês
fizeram? Que Deus tenha piedade de vocês’”. Com uma breve intervenção
improvisada – e uma piada que provocou o sorriso dos membros da Cúria Romana
presentes na Capela Paulina –, Leão XIV concluiu esta noite, 27 de fevereiro, a
semana de Exercícios Espirituais da Quaresma, iniciada na tarde do último
domingo. O Pontífice interveio à noite, após a décima primeira e última
meditação do pregador dom Erik Varden, bispo de Trondheim, na Noruega, a quem
Leão expressou profunda gratidão por ter acompanhado ele e a Cúria nestes dias
de oração e reflexão.
Experiência profunda
“Uma experiência profunda, espiritual, muito importante em
nosso caminho quaresmal”, assim definiu Leão XIV os Exercícios, realizados em
um local simbólico: a Capela Paulina. Ou seja, a capela onde todos os cardeais
se reuniram em 8 de maio de 2025 – dia da eleição de Robert Francis Prevost –
para a celebração eucarística. O que impressionou o Papa, hoje como então, foi
a inscrição do versículo da Carta de São Paulo aos Filipenses: “para mim, viver
é Cristo e morrer é lucro”. Uma leitura bíblica que Leão disse ter retomado
durante os Exercícios Espirituais como “reflexão sobre a esperança e sobre a
verdadeira fonte da esperança que é Cristo”. Do escrito paulino, o Papa citou
também outra passagem, aquela em que o apóstolo exorta: “Comportem-se,
portanto, de maneira digna do Evangelho de Cristo”. É precisamente este o
convite que Leão XIV dirigiu a todos no final destes dias de oração:
“Comportem-se, portanto, de maneira digna do Evangelho de Cristo”.
Liberdade, verdade, esperança
“Com esse espírito de comunhão, todos nós reunidos
trabalhamos juntos”, disse ainda o Papa. Às vezes estamos “separados”,
portanto, “encontrar-nos em oração” é “um momento muito importante da nossa
vida, refletindo sobre tantas questões que são importantes para a nossa vida e
para a Igreja”. Recordando rapidamente os dias que acabaram de passar, o Papa
Leão retomou alguns dos temas que surgiram durante as onze meditações,
começando pela referência a John Henry Newman, o cardeal inglês que ele
proclamou Doutor da Igreja, e o poema “O sonho de Geronzio”, onde o teólogo
leva o leitor a “contemplar seu próprio medo da morte e seu próprio sentimento
de indignidade diante de Deus”. Depois, outros elementos como “a liberdade” e
“a verdade” que, sublinhou, são “tão importantes na nossa vida”.
O agradecimento à música que eleva o espírito a Deus
Ao concluir seu discurso improvisado, o Pontífice agradeceu
novamente a dom Varden por ter compartilhado a “sabedoria” e o “testemunho”
dele e da vida monástica de São Bernardo, pela “riqueza de suas reflexões” que
continuarão por muito tempo a ser “fonte de bênção” e “de graça”. Agradecimento
também aos colaboradores do Escritório de Celebrações Litúrgicas pela
preparação do material e ao coro por ter acompanhado a oração com música, que,
como destacou o Papa, “nos ajuda de uma maneira que as palavras não podem
fazer, elevando nosso espírito ao Senhor”.
Vídeo



Nenhum comentário:
Postar um comentário