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quarta-feira, 25 de fevereiro de 2026

Existem vários tipos de silêncio, mas tem destaque dois tipos. Descubra

Asier Romero | Shutterstock

Paulo Teixeira - publicado em 05/02/26

Silêncio positivo e silêncio negativo.

Há um silêncio negativo que é aquele da pessoa raivosa, descontente com tudo, que quando abre a boca e parece uma bomba atômica.

Ninguém dá ouvido e esta pessoa se fecha em si mesma, não fala com ninguém. Os seus gestos, seu olhar, o seu caminhar ou fechar a porta dizem sobre toda a raiva que traz dentro dela.

Este silêncio é terrível, e quando estas pessoas se isolam, não sabemos o que virá quando voltarem do silêncio... prepara o guarda-chuva que vem trovoadas. Devemos fugir deste isolamento de medo, de agressividade. É como o cachorro, quando tem medo se esconde no canil, na espera do contra ataque.

Contudo existe também um silêncio positivo que é o silêncio do amor, da compreensão e da atenção ao outro. Perto dos hospitais tem um sinal que proíbe de buzinar, por que? Para não perturbar os que estão doentes. Ou depois de uma certa hora se proíbe barulho para permitir aos moradores de repousar; ou na igreja, que é o lugar preferencial para o silêncio, para que as pessoas possam rezar.

Uma lição do Papa

Não respeitar o silêncio é uma falta de educação. Mas na Gaudete et exultate o Papa Francisco quer nos chamar a atenção sobre o “isolamento”, que hoje em dia é sinal de uma desadaptação do convívio humano. Os meios de comunicação estão se tornando os meios da “descomunicação”. Jovens ou menos jovens, que passam o dia todo fechados no próprio quarto diante do computador, viajando mentalmente ou em rede pelo mundo afora, criando dependência, e construindo para si um mundo das ilusões, que não favorece a verdadeira comunicação. Devemos ter muito cuidado e saber discernir quando o silêncio é negativo e quando ele é positivo.

Silêncio e oração

Na verdade, o silêncio é o coração da oração. Precisamos dele para tomar decisões, para encontrar-nos conosco, para reequilibrar os momentos de nossa fragilidade. Neste caso não é um silêncio que nos afasta nem dos problemas dos outros e nem da nossa cooperação na construção do reino de Deus. Os monges, os eremitas, as monjas de clausura não procuram o silêncio para se isolar, mas para criar uma rede espiritual de comunicação com toda a humanidade. Para viver bem a vida de comunhão necessitamos de momentos de grande silêncio.

Fonte: https://pt.aleteia.org/

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Pe. Manuel Pérez Candela

Pe. Manuel Pérez Candela
Pároco da Paróquia Nossa Senhora da Imaculada Conceição - Sobradinho/DF