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quinta-feira, 27 de abril de 2023

Pe. Jihad Youssef: cristãos do Oriente Médio estão em risco de extinção

O superior da comunidade monástica fundada na Síria pelo jesuíta Paolo Dall'Oglio  (Agenzia Romano Siciliani)

O monge da comunidade monástica de Khalil Allah, no Mosteiro de Deir Mar Musa, esteve presente em simpósio realizado em Chipre pelos 10 anos de exortação apostólica de Bento XVI 'Ecclesia in Médio Oriente'. Ele falou da necessidade de uma estratégia evangélica para que os fiéis ainda se sintam 'filhos daquela terra'.

Francesca Sabatinelli - Nicósia

Se continuar assim, no Oriente Médio, na Síria, Líbano, Palestina, Jordânia, restarão "poucos cristãos de museu". As palavras do Pe. Jihad Youssef são pedradas, mas o monge as pronuncia com calma e lentamente. Ele vem da Síria, e desde 1999 pertence à Comunidade Monástica Khalil Allah, no Mosteiro Dei Mar Musa em Nebek, fundada pelo jesuíta Paolo Dall'Oglio, do qual não se há notícias desde 2013.

O Pe. Jihad participou do Simpósio "Enraizados na Esperança", organizado pela ROACO e que terminou no domingo (23), por ocasião do aniversário de 10 anos da exortação apostólica de Bento XVI "Ecclesia in Médio Oriente". Em Nicósia, onde aconteceram as atividades, sobre análise dos palestrantes e participantes esteve a própria existência do Cristianismo do Oriente Médio que, para Abuna Jihad, apesar de se dizer que não é pessimista, está de fato em risco de "extinção".

A necessidade de uma estratégia evangélica

Para os cristãos que permanecem hoje no Oriente Médio é o mesmo que uma condenação, continua o monge, "porque ninguém quer ficar lá, a grande maioria quer emigrar para o paraíso europeu, para o paraíso americano, para o paraíso australiano". A pergunta que Jihad, e como ele provavelmente todos os cristãos do Oriente Médio se fazem hoje, é como é possível permanecer "sem uma visão e sem uma estratégia evangélica", que não seja diplomática, que não só sirva para sobreviver, "mas para viver bem e ser filhos daquela terra como sempre fomos", daí também a pesada pergunta sobre as relações ecumênicas, entre católicos, ortodoxos e protestantes, mas também entre cristãos e muçulmanos.

O exemplo e a profecia do Padre Dall'Oglio

Hoje as pessoas não acreditam mais nos profetas, nas profecias, é a outra consideração amarga do Padre Jihad, mas existem, mesmo que permaneçam desconhecidos, sem serem atendidos. Assim como profeta foi o Padre Paolo Dall'Oglio "que por nós não morre, não sabemos se ele está morto, se está vivo", e que deu o exemplo. "Ninguém é infalível, ninguém é perfeito, mas há profetas e profetisas por toda parte, deve-se procurá-los, escutar a novidade do seu testemunho, e não temê-los". Aquelas novidades que, acrescenta ele, não são nada de novo, mas "são sempre aquelas coisas antigas que devem ser atualizadas e respeitadas".

Gugerotti: a Santa Sé está ao lado dos cristãos do Oriente Médio

A Páscoa acaba de ser celebrada, inclusive na Síria "Ele ressuscitou com o poder do Espírito Santo". Para aquele país, porém, a ressurreição só pode acontecer "se a comunidade internacional a ajudar, caso contrário já estamos abaixo de zero". Hoje, o sírio não tem horizontes à sua frente, seus pensamentos todos os dias, continua a Jihad, estão voltados "para o gás, para o pão, para o diesel para o aquecimento, para como conseguir medicamentos na farmácia; somos um povo que pensa no estômago, na sobrevivência", há necessidade de uma política internacional honesta, baseada na ética e "não em compromissos e cálculos de mesa", pois só "se o mundo não nos ajudar, e sem seguir seus próprios interesses, nós não conseguiremos". O que, conclui o monge, é quase impossível, "mas nós queremos, e o impossível não é realmente impossível".

Fonte: https://www.vaticannews.va/pt

A paciência de ser

Páscoa: tempo de reviver (faculdadevicentina)

A PACIÊNCIA DE SER

Dom Lindomar Rocha Mota
Bispo de São Luís de Montes Belos (GO)

O Ressuscitado cumpriu a promessa de paz! A paz esteja convosco – é a saudação repetida no encontro do Senhor com os seus discípulos.

A vitória sobre a morte estava retirando toda escuridão do coração e da vida! A sombra que havia se espalhado pelo mundo, finalmente encontra uma luz que tem força e brilho suficientes para dissipá-la.

Todos devem se aquecer nesta luz! A Igreja não pode começar sem esse testemunho. João cobre o lapso de tempo de oito dias num texto rápido. Tomé não estava na primeira aparição, mas oito dias depois estava, quando Jesus apareceu novamente.

Jesus já havia indicado o caminho ao dizer: Eu vos dou a paz, não como o mundo a dá! Eu vos dou a paz.

No meio das turbulências do mundo, turbulência experimentada por Deus encarnado, e por todos nós, como hoje, naquele tempo também, as desigualdades eram mais acentuadas. Juízes iníquos se corrompiam contra os pobres e indefesos. Privilegiados aumentavam, ainda mais, os seus privilégios. Lacunas eram criadas na lei e julgamentos injustos condenavam inocentes, como bem conhecemos.

Nessa forja ardente Jesus perambulou pelo mundo e anunciou que paz era o bem maior.

A paz oferecida emerge como um insuportável ato de coragem. Um convite a não se render ao mal, a não se dobrar diante das tempestades. Ela é uma invocação para resistir no bem e anunciar um ano de graça no meio da escuridão do mundo.

A Paz guardada até a Ressurreição eclode nestes dias. Jesus Ressuscitado introduz a nova saudação no encontro conosco. De fato, João nos transmite que, estando fechada as portas, por medo dos Judeus, onde corações aflitos se escondiam, Jesus pôs-se no meio deles e disse: a paz esteja convosco!

Mas não é o Jesus que eles conheciam, era o Senhor. Agora Ele pode dar a paz! A derrota da morte é a porta espalancada que nos fez sair da escuridão. Com Ela a grande esperança foi concluída e realizada no mundo.

Após encontrar a paz a missão se tornou viável. Estando em paz é possível anunciar um reino impossível para os corações feridos.

A tentação de apressar Reino destrói todo a sua assertividade. A vontade tem que se acostumar a não ter pressa.

Na paciência e no frio da noite o coração é refeito, e com ele a vida inteira. Estar em paz é o que permite um esperar produtivo. Controle e espera produtiva são os filhos da paz, a paz que Jesus dá.

Após essa dádiva começa a Missão. Erradicada da vida o medo da morte, erradica-se também a tentação de apressar o Reino de Deus.

A paz produz a paciência de ser! Ser cristão, portanto, nasce dessa paz encontrada e nunca mais perdida.

É um caminhar lento pelas veredas entre o joio e a terra que rola ladeira abaixo nos deslizamentos das encostas.

Em paz, com a paz que ninguém pode tomar, pode-se caminhar pelas encostas da vida, cujo campo está todo semeado de coisas boas e menos boas, misturando-se pelo peregrinar paciente que atura a autonomia do mundo.

Fonte: https://www.cnbb.org.br/

Dom Luiz Fernando: do Papa à Igreja no Brasil, a ajuda que chega à África

Dom Luiz Fernando Lisboa com o Papa Francisco em visita ad Limina no Vaticano, em 2022 (Vatican News)

O arcebispo brasileiro que esteve por quase 20 anos em Pemba, em Moçambique, primeiro como missionário e depois como bispo, está de volta ao Brasil desde 2021. O coração, porém, ainda bate pela África, "com quem temos uma dívida impagável". A Igreja no Brasil tem ajudado recebendo seminaristas africanos. Uma preocupação em nível internacional que foi despertada "quando o Papa começou a falar da guerra de Cabo Delgado e as ajudas cresceram", afirma dom Luiz Fernando Lisboa ao Vatican News.

Andressa Collet - Vatican News

A missão continua a mesma, "mas a mudança de continente diz muito", afirma dom Luiz Fernando Lisboa em entrevista a Silvonei José durante os trabalhos da edição de número 60 da Assembleia Geral da CNBB - a segunda presencial após a pandemia - que termina na sexta-feira, 28 de abril, em Aparecida/SP. O arcebispo brasileiro está a frente da diocese de Cachoeiro de Itapemirim, no Espírito Santo, desde fevereiro de 2021, numa "Igreja bem estabilizada a partir das comunidades eclesiais de base e dos círculos bíblicos". Anteriormente, porém, ele esteve por quase 20 anos, como missionário e depois como bispo, em Pemba, capital da província de Cabo Delgado, em Moçambique, uma "cidade culturalmente muito bonita e com uma Igreja viva e jovem, mas num ambiente de muito sofrimento", contou dom Luiz, já que vive uma onda de violência e ataques a cristãos com a insurgência islâmica que começou em 2017:

"Não só por causa da pobreza em si - Moçambique é um dos 10 países mais pobres do mundo, e eu estava na região mais pobre que é a região norte -, mas estamos também enfrentando uma guerra terrorista por causa de recursos naturais e uma guerra que já fez mais de 6 mil mortos e 1 milhão de deslocados. Então era um trabalho muito diferente da Igreja. Para ter uma ideia, nós tínhamos lá na Caritas, antes da guerra, 5 pessoas e nós passamos para 80 pessoas, tamanho a quantidade de trabalho e de recursos com que nós tivemos que lidar para atender as pessoas da guerra."

Dom Luiz Fernando Lisboa durante a assembleia destes dias em Aparecida (Vatican News)

O apelo de dom Luiz: não esquecer as guerras da África

O arcebispo brasileiro de coração africano foi quem denunciou ao mundo os ataques sofridos em Cabo Delgado, que continuam atualmente no norte de Moçambique e por toda África, alertou dom Luiz:

"As pessoas continuam ainda vivendo debaixo de lonas, nos quintais, vivendo de favor. As ajudas internacionais que no início, depois que o Papa entrou, digamos assim, na guerra, começou a falar da guerra de Cabo Delgado, as ajudas cresceram. Mas depois que começou a guerra entre Ucrânia e Rússia as atenções se voltaram para lá e agora há uma escassez de recursos, inclusive na Igreja, porque os recursos diminuíram muito. O apelo que eu faço é que nós não esqueçamos as guerras da África que são cerca de 30: das 50 guerras atuais no mundo cerca de 30 são na África, e a guerra de Cabo Delgado é uma daquelas muito triste que tem provocado essa saída, esse êxodo das pessoas das suas aldeias, dos seus distritos, das suas cidades e em busca de salvar a própria pele."

A sede da população de Cabo Delgado, comentou o arcebispo, além daquela por dignidade mesmo vivendo com tão pouco, é por Deus. A Igreja, assim, se tornou cada vez mais presente no país, sendo inclusive "uma voz forte para denunciar a guerra, porque no início os dirigentes queriam escondê-la". Com essa atuação, também veio a perseguição:

"Então, essa foi um pouco a preocupação do Papa Francisco ao nos transferir, preocupado também com a integridade e com a vida. Eu espero que o Papa Francisco, que a Igreja através do Dicastério para o Desenvolvimento Humano, continue se preocupando com aquela realidade e que nós também aqui, a partir do Brasil, possamos olhar para aquela realidade."

“Nós temos uma dívida impagável com a África, e eu pretendo falar cada vez mais isso para os meus irmãos bispos daqui do Brasil para que a gente continue ajudando e apoiando naquilo que a gente pode a Igreja africana que é a Igreja que mais cresce neste momento. A Igreja católica cresce mais na África neste momento e precisa do nosso apoio e da nossa ajuda.”

Dom Luiz Fernando Lisboa durante a assembleia destes dias em Aparecida (Vatican News)

Do Brasil, a ajuda na formação da Igreja africana

O arcebispo conta, enfim, que está feliz no Brasil, mas sente saudade da África "quase todos os dias", tanto que fala sempre com missionários de lá. Mesmo assim, dom Luiz é persistente com a missão que leva no coração de continuar ajudando a Igreja africana:

"Eu pedi ao dom Walmor que recebesse em Belo Horizonte dois seminaristas estão ali estudando. E agora estou tentando trazer outros, tanto para a minha diocese para que eu possa colher tanto para uma outra diocese mineira que também já se propôs a receber. É uma forma de nós ajudarmos a Igreja africana, ajudando na formação dos seus membros. A experiência que eles têm aqui, a vivência da nossa Igreja no Brasil, os ajuda depois a serem pessoas também ativas e a proporem a não continuar em uma pastoral de conservação, mas procurar envolver mais as pessoas, envolver as comunidades faz uma boa diferença.

Fonte: https://www.vaticannews.va/pt

quarta-feira, 26 de abril de 2023

Os enganos que o demônio usa para que deixemos o caminho da virtude

Duplo caminho | Cléofas

Os enganos que o demônio usa para que deixemos o caminho da virtude

 POR PROF. FELIPE AQUINO

O engano do qual se serve o demônio para nos atacar se manifesta quando seguimos o caminho da virtude com retidão. Ele consiste em diversos bons desejos que provocam em nós a queda da virtude para o vício.

Por exemplo: uma pessoa doente suporta a sua enfermidade com grande valentia. O que fará o astuto inimigo, sabendo que ela poderá dessa forma alcançar a virtude da paciência? Sugerirá à pessoa enferma muitas boas ações que ela poderia realizar se estivesse em situação diversa, e fará o possível para convencê-la de que serviria melhor a Deus e seria mais útil a si mesma e aos demais se tivesse saúde. Esse desejo vai crescendo a tal ponto que põe em desassossego a pessoa que não consegue realizar o que quer. E quanto mais cresce o desejo, mais cresce a inquietação, da qual o inimigo se aproveita para conduzi-la pouco a pouco à impaciência e à rebeldia contra a doença, não por esta mesma, mas pelo impedimento de realizar as boas obras às quais tanto aspirava, buscando um bem maior.

Tendo-a conduzido a esse ponto, é fácil ao diabo fazer com que a pessoa se esqueça da sua principal obrigação (servir a Deus) para buscar somente os meios de se livrar da doença.

Ao ver que isso não acontece, ela se inquieta de tal maneira que perde totalmente a paciência; e então, sem se dar conta, perde a virtude que praticava e cai no vício contrário.

A maneira de se opor a esse engano é não alimentar bons desejos que não possam ser realizados no momento, evitando assim a inquietação de não os poder realizar. Para isso, com humildade, paciência e resignação, convence-te de que teus desejos não teriam o efeito esperado, pois és mais fraca e incapaz do que imaginas. Ou então pensa que Deus, por algum desígnio oculto ou devido aos teus pecados, não deseja que realizes essa boa obra, mas sim que te humilhes e te rebaixes, aceitando com paciência a Sua vontade (1Pd 5,6).

Do mesmo modo, se o teu diretor espiritual ou qualquer outra causa te impedem de praticar alguma devoção do teu gosto, especialmente receber a comunhão, não te deixes abater e nem te inquietes no desejo dela, mas, despojando-te de toda vontade própria, entrega-te à vontade do Senhor, dizendo contigo:

“Se a divina providência não visse em mim ingratidão e pecado, eu não estaria agora impedida de receber a Eucaristia. Já que o Senhor me revela desta maneira a minha indignidade, seja Ele para sempre bendito e louvado. Confio plenamente em tua bondade, meu Deus, e creio firmemente que por este modo não desejas senão que me incline à tua vontade e te obedeça em tudo, abrindo meu coração para que nele entres espiritualmente e o consoles, fortalecendo-o contra os inimigos que pretendem afastar-me de Ti. Que se cumpra tudo o que é agradável aos Teus olhos. Que a Tua vontade seja agora e para sempre o meu alimento e sustento, meu Criador e Redentor. Só esta graça Te peço, meu divino Amor, que minha alma seja purificada e limpa de qualquer coisa que te possa desagradar, que esteja sempre adornada de virtudes e preparada para a tua vinda, bem como para tudo o que quiseres pedir a esta tua indigna criatura”.

Se observares estes princípios, podes estar certa de que, sempre que não te for possível realizar algum bom propósito, seja por alguma deficiência da tua natureza, seja pela ação do demônio que te quer afastar do caminho da virtude, seja porque o próprio Deus quer provar dessa forma a tua resignação à Sua vontade, será justamente nessa resignação que realizarás a vontade divina. Precisamente nisso consiste a verdadeira devoção e o serviço que Ele espera de nós.

A fim de que nunca percas a paciência nas provações, venham de onde vierem, quero advertir-te que, mesmo usando dos meios lícitos que Deus concede aos Seus servos, não o faças com a intenção de ver-te livre das provações, mas apenas por que Deus o quer. Pois não sabemos se é Sua vontade livrar-nos das provações. Se assim não fizeres, facilmente cairás na impaciência ao ver que as coisas não sucedem segundo a tua expectativa, ou tua paciência será defeituosa, pouco agradável a Deus e de pouco mérito.

Finalmente, previno-te sobre um engano muito sutil do nosso amor-próprio, que é muito hábil em dissimular e até defender, em certas ocasiões, os nossos defeitos. Um exemplo é quando um doente se impacienta com a sua enfermidade e tenta justificar essa impaciência alegando para ela uma causa justa. Ele dirá que a sua impaciência não se deve à enfermidade, mas ao remorso por ser ele mesmo o seu causador, ou pelo incômodo que causa aos que cuidam dele, ou por outros danos que podem advir dessa doença.

O mesmo se dá com o ambicioso, que, perturbado por não haver obtido a dignidade que desejava, não atribui essa perturbação à sua própria soberba e vaidade, mas a outras razões que, entretanto, em nada o preocupam quando não estão em jogo os seus interesses. Como o enfermo, que tanto se compadece dos que se ocupam dele, mas não sofre igualmente quando essas mesmas pessoas se dedicam a outros doentes.

É um sinal evidente de que a raiz de suas lamentações não está nas razões alegadas, mas unicamente no fato de terem seus desejos contrariados. Para não caíres nesse erro, procura suportar sempre com paciência e humildade o sofrimento e a dor, venham de onde vierem.

Retirado do livro: “O Combate Espiritual”. Padre Lorenzo Scupoli. Ed. Cléofas.

Fonte: https://cleofas.com.br/

Oração de um Papa santo, composta na Guerra Fria, para evitar o conflito nuclear e a guerra mundial

Shutterstock | Renata Sedmakova-Alex Gontar

Por José Antonio Méndez

A prece foi escrita há 60 anos pelo Papa São João XXIII, rogando de Deus a graça de evitarmos a "destruição devastadora" de um conflito em grande escala.

Era abril de 1963 – exatos 60 anos atrás. A tensão bélica entre os Estados Unidos e a União Soviética pairava no ar, ameaçando desencadear um conflito mundial cujos resultados seriam avassaladores.

Naquele contexto, o Papa São João XXIII escreveu uma das suas encíclicas mais influentes: a “Pacem in Terris“. O texto foi assinado apenas dois meses antes da morte do pontífice e é considerado um autêntico testamento espiritual do “Papa Bom”.

De fato, o seu poderoso apelo à paz, dirigido especialmente aos líderes mundiais, contribuiu para um ponto de virada em meio à Guerra Fria e à escalada nuclear entre a URSS e o Ocidente. “Hoje os povos vivem sob um medo perpétuo, como se uma tempestade os ameaçasse e a qualquer momento pudesse desencadear-se com uma força terrível. Eles têm razão, porque as armas são um fato”, alertou então o Papa. E acrescentou que, “embora pareça difícil acreditar que existam homens suficientemente ousados ​​para assumir a responsabilidade pelas mortes e pela destruição devastadora que uma guerra causaria, é inegável, por outro lado, que qualquer acontecimento imprevisível pode provocar repentina e inesperadamente o incêndio bélico”.

1963 e 2023: cenários inquietantemente parecidos

Passados 60 anos, eis que a guerra na Ucrânia volta a fazer com que a tensão bélica entre os Estados Unidos e a Rússia paire novamente no ar, ameaçando desencadear um conflito mundial cujos resultados seriam avassaladores.

Até os blocos parecem repetir-se: de um lado, Europa e Estados Unidos – aliás, sob a presidência antes de Kennedy e agora de Biden, ambos do Partido Democrata e ambos declarando-se católicos; do outro lado, a Rússia e a China – ou, mais acuradamente, a Rússia e o Partido Comunista.

Oração pela paz na terra

Volta a ganhar providencial relevância, neste retrocesso da humanidade, a oração que São João XXIII escreveu no final da encíclica:

“Esta paz, peçamo-la com ardentes preces ao Redentor divino que no-la trouxe.
Afaste Ele dos corações dos homens tudo quanto pode pôr em perigo a paz
e os transforme a todos em testemunhas da verdade, da justiça e do amor fraterno.
Ilumine com sua luz a mente dos responsáveis pelos povos,
para que, junto com o justo bem-estar dos próprios concidadãos,
lhes garantam o belíssimo dom da paz.
Inflame Cristo a vontade de todos os seres humanos
para abaterem barreiras que dividem,
para corroborarem os vínculos da caridade mútua,
para compreenderem os outros,
para perdoarem aos que lhes tiverem feito injúrias.
Sob a inspiração da sua graça,
tornem-se todos os povos irmãos
e floresça neles e reine para sempre essa tão suspirada paz”.

Fonte:  https://pt.aleteia.org/

Mitos litúrgicos (4/16)

Basílica de Santo Agostinho em Roma | Presbíteros

Mitos litúrgicos

Mito 9: “A Missa é para os fiéis”

A Santa Missa, essencialmente, é para Deus e não para os fiéis, pois ela é a Renovação do Santo Sacrifício de Nosso Senhor, oferecido a Deus Pai pelas mãos do sacerdote.

Por isso, o saudoso Papa João Paulo II lamenta na sua Encíclica Ecclesia de Eucharistia (n. 10): “As vezes transparece uma compreensão muito redutiva do mistério eucarístico. Despojado do seu valor sacrifical, é vivido como se em nada ultrapassasse o sentido e o valor de um encontro fraterno ao redor da mesma. Além disso, a necessidade do sacerdócio ministerial, que se fundamenta na sucessão apostólica, fica às vezes obscurecida, e a sacramentalidade da Eucaristia é reduzida à simples eficácia do anúncio. (…) Como não manifestar profunda mágoa por tudo isto? A Eucaristia é um Dom demasiadamente grande para suportar ambigüidades e reduções.”

Embora, como foi dito, os fiéis que participam da Santa Missa se beneficiam. Pois na Missa, Nosso Senhor “se sacrifica sem derramamento de sangue, e nos aplica os frutos da sua Paixão e Morte.” (Catecismo de São Pio X, n. 254)

Mito 10: “Não se assiste à Missa”

Embora os documentos da Santa Igreja utilizem TAMBÉM o termo “participar”, NÃO é errado utilizar o termo “assistir”.

O próprio Papa Pio XII, na encíclica Mediador Dei, de 1947, exorta os Bispos: “Procurai, sobretudo, obter, com o vosso diligentíssimo zelo, que todos os fiéis assistam ao sacrifício eucarístico e dele recebam os mais abundantes frutos de salvação.” Também o Catecismo de São Pio X (n.391) fala em “assistir devotamente ao Santo Sacrifício da Missa.”

O que este termo frisa é a verdade de fé de que é o sacerdote que oferece o Santo Sacrifício da Missa, e não o leigo.

Por outro lado, é evidente que o fiel precisa assistir a celebração de forma participativa (Sacrossanctum Concilium, n.14), unindo sua vida ao Mistério do Santo Sacrifício que se renova no altar.

Mito 11: “Qualquer pessoa pode comungar”

Não pode.

Escreve São Paulo: “Todo aquele que comer o Pão ou beber o Cálice do Senhor indignamente será réu do Corpo e do Sangue do Senhor. Por conseguinte, cada um examine a si mesmo antes de comer desse Pão ou beber desse Cálice, pois aquele que come e bebe sem discernir o Corpo do Senhor, come e bebe a própria condenação.” (ICor 11,27-29)

O Código de Direito Canônico diz que pode comungar “qualquer batizado, não proibido pelo direito” (cânon 912) A preparação primeira necessária para receber o Corpo de Nosso Senhor é a preparação interior, ou seja: estar em estado de graça, que significa estar em ausência de pecados mortais (Cat. 1385). Tal estado nos é dado quando recebemos o Sacramento do Batismo, e, após a queda em pecado mortal, através de uma Confissão bem feita (Cat. 1264; 1468-1470). A Santa Igreja também instituiu o chamado “jejum eucarístico” (isto é, estar a uma hora antes de comungar sem ingerir alimentos, a não ser água e medicamentos necessários, como especifica o Cânon 919).

É preocupante vermos filas para a Sagrada Comunhão tão longas, e filas para o confessionário tão pequenas…

Pior ainda quando não há sacerdotes disponíveis para os confessionários!

Mito 12: “A absolvição comunitária substitui a confissão individual”

Não substitui.

Diz o Catecismo da Igreja Católica (n.1483):

“A confissão individual e íntegra e a absolvição constituem o único modo ordinário pelo qual o fiel, consciente de pecado grave, se reconcilia com Deus e com a Igreja: somente a impossibilidade física ou moral o escusa desta forma de confissão”.

Continua o Catecismo (n.1483):

“Em casos de grave necessidade, pode-se recorrer à celebração comunitária da reconciliação, com confissão geral e absolvição geral. Tal necessidade grave pode ocorrer quando há perigo iminente de morte, sem que o sacerdote ou os sacerdotes tenham tempo suficiente para ouvir a confissão de cada penitente. A necessidade grave pode existir também quando, tendo em conta o número dos penitentes, não há confessores bastantes para ouvir devidamente as confissões individuais num tempo razoável, de modo que os penitentes, sem culpa sua, se vejam privados, durante muito tempo, da graça sacramental ou da sagrada Comunhão. Neste caso, para a validade da absolvição, os fiéis devem ter o propósito de confessar individualmente os seus pecados graves em tempo oportuno. Pertence ao bispo diocesano julgar se as condições requeridas para a absolvição geral existem. Uma grande afluência de fiéis, por ocasião de grandes festas ou de peregrinações, não constitui um desses casos de grave necessidade.”

 Fonte: https://presbiteros.org.br/

Nossa Senhora Aparecida e a concepção de Maria nos Padres da Igreja

Nicho de Nossa Senhora Aparecida (Vatican Media)

É muito importante aprofundar a missão de Maria a partir dos Padres da Igreja, os primeiros escritores cristãos. Eles elaboraram uma doutrina mariológica, um estudo em relação à Maria, tendo presente os dados bíblicos, mas também seguiram o testemunho de fé do povo cristão.

Dom Vital Corbellini, Bispo de Marabá – PA.

Como bispos nós estamos reunidos no Santuário de Nossa Senhora Aparecida para a sexagésima Assembleia Geral da Conferência Nacional dos Bispos no Brasil (CNBB). Desta forma, é muito importante aprofundar a missão de Maria a partir dos Padres da Igreja, os primeiros escritores cristãos. Eles elaboraram uma doutrina mariológica, um estudo em relação à Maria, tendo presente os dados bíblicos, mas também seguiram o testemunho de fé do povo cristão e do culto litúrgico. Eles consideraram Maria à luz do Verbo Encarnado, a sua encarnação, e o mistério pascal.

A definição de fé do Concílio de Nicéia em 325 tratou da divindade do Verbo de Deus, desde sempre, portanto uma definição trinitária, mas também ele falou de Cristo como homem proveniente de Maria[1]. A seguir teremos presentes elementos mariológicos na doutrina cristã, do amor a Deus, ao próximo como a si mesmo. 

A análise do texto Lc 1,35.

Santo Ireneu de Lião

Este texto mereceu atenção especial por parte de alguns padres, afirmando que Aquele que nasceu de Maria era santo, chamado Filho de Deus. Santo Ireneu de Lião, bispo do final do século II e início do século III, utilizou esse texto, para defendê-lo diante dos ebionítas, pois esses negavam a divindade do Verbo, porque para eles Jesus nasceu de uma forma normal de José e de Maria. Ele os defrontou, afirmando que aquilo que foi gerado em Maria é Santo, é o Filho de Deus em unidade com o Altíssimo, o qual é Pai de todas as coisas[2]. Para Ireneu de Lião, tratava-se da santidade do Verbo de Deus encarnado, ou seja, a nova geração, porque proveniente de Deus, o nascimento virginal, puro sem macha de pecado[3]. Com a encarnação do Filho de Deus, apareceu um novo nascimento a fim de que superássemos o nascimento anterior, que era de morte para que herdássemos a vida[4].

Tertuliano

Este texto (Lc 1,35) recebeu também de Tertuliano, padre do norte da África, século II e início do século III, considerações importantes para combater a controvérsia monarquiana que se de um lado salvaguardava o monoteísmo, a unidade em Deus, de outro lado negava as pessoas da Santíssima Trindade. Por isso Tertuliano defendeu no Adversus Praxean que o homem Jesus, nascido de Maria, era verdadeiramente Filho de Deus, antes Deus, é Filho do Altíssimo[5]. O fato de ser santo está ligado ao Filho de Deus. Para ele eram palavras sinônimas, semelhantes[6]sanctum, santo era considerado como sinônimo de Filius Dei, Filho de Deus (Lc 1,35b). Tertuliano colocou a importância da unidade entre Jesus, concebido pela virgem e Cristo, que veio do Pai e se encarnou no ventre virginal de Maria.

Novaciano

Novaciano seguiu Tertuliano no sentido da defesa da divindade de Jesus, que Jesus é verdadeiramente Filho de Deus, também diante da controvérsia dos monarquianos, pois esses também se apelavam a Lc 1,35 no sentido que havia uma distinção entre Jesus e Cristo no qual o Cristo, igual ao Pai, e ao Espírito Santo e Jesus nascido de Maria, o filho do homem, que chamava de filho de Deus no sentido que ele foi adotado como Deus, por isso era negada a sua divindade. Para eles se entenderia em Jesus, não Deus, mas o homem[7]. Novaciano afirmou que era preciso seguir as Escrituras, não sendo somente naquele momento Filho de Deus, Santo, mas "em princípio o Filho de Deus é o Verbo de Deus encarnado por meio daquele Espírito do qual afirmou o anjo: 'O Espírito Santo virá sobre ti e o poder do Altíssimo vai te cobrir com a sua sombra'(Lc 1,35). 

A mariologia em Santo Inácio de Antioquia

            Santo Inácio de Antioquia, bispo, final do século I e início do século II inseriu a doutrina mariológica no patrimônio dogmático da Igreja. Ele afirmava a dupla geração do Cristo: eterna por parte de Deus Pai e terrena por Maria[8]. Considerava Maria participante do projeto divino na história da salvação pela sua virgindade, a sua concepção e a morte do Senhor como sendo três grandiosos mistérios[9]. Ele defendeu contra os docetas, a realidade da encarnação de Cristo, Filho de Deus segundo a vontade e o poder de Deus, nascido verdadeiramente da Virgem, batizado por João[10].

A mariologia em São Justino de Roma

São Justino de Roma, Padre da Igreja, século II foi um dos primeiros autores cristãos que ao paralelo paulino Cristo-Adão ( 1 Cor 15,45) contrapôs aquele de Maria-Eva. Na obra Diálogo com Trifão afirmou: "De fato quando ainda era virgem e incorrupta, Eva, tendo concebido a palavra que a serpente lhe disse, deu à luz a desobediência e a morte. A virgem Maria, porém, concebeu fé e alegria quando o anjo Gabriel lhe anunciou a boa notícia que o Espírito do Senhor viria sobre ela e que a força do Altíssimo a cobriria com a sua sombra, através do que o santo que dela nasceu seria o Filho de Deus. A isso, ela respondeu: 'Faça-se em mim segundo a palavra'(Lc 1,38). E da virgem nasceu Jesus, ao qual demonstramos que tantas Escrituras se referem, pelo qual Deus destruiu a serpente e os anjos e homens que a ela se assemelham, e livra da morte aqueles que se arrependem de suas más ações e nele crêem"[11].

A mariologia em Santo Ireneu de Lião

Este autor mereceu considerações importantes na teologia, na cristologia e também na mariologia. Ele desenvolveu uma função importante para a história da doutrina cristã sobre Maria Santíssima, colocando-a em uma situação única ao interior do mistério da salvação realizado em Cristo Jesus, em ligação com a encarnação do Verbo de Deus e do plano da redenção. Como nenhum outro autor cristão, aprofundou o duplo tema da recapitulação e da recirculação, em Cristo Jesus, desenvolvendo o confronto entre Eva e Maria a qual livrou o nó da desobediência de Eva, tornando-se causa de salvação por si e pelo gênero humano[12], sendo percebida também como a advogada de Eva[13]. Ele introduziu aspectos das ladainhas, que a piedade cristã rezará na comunidade, abrindo também a estrada à inserção de Maria no Símbolo apostólico[14]. Santo Ireneu insistiu sobre a profecia de Is 7,14 como sinal da Virgem que se tornou também colaboradora da salvação humana. Jesus Cristo encarnando-se tornou puro o seio da Virgem, regenerando os seres humanos em Deus[15]. A profissão de fé à maternidade virginal de Maria é pressuposto necessário para participar à salvação dada em Cristo Jesus.

A mariologia em Tertuliano

A doutrina mariológica de Tertuliano influenciou a mariologia em si, colocando a importância da vida de Maria na Igreja, no plano de salvação de Deus pelo seu Filho ao mundo e para o ser humano. Diante das heresias gnósticas, reforçou o autor africano a realidade da humanidade de Cristo, realçando o fato que Ele possuía não um corpo celeste, mas um corpo verdadeiramente nascido da mesma substância da Virgem Maria. Ele afirmava a virgindade perpétua em Maria, seja antes do parto como também depois do mesmo, pois ele confrontou os docetistas, que negavam a Jesus Cristo um verdadeiro corpo humano, pretendendo que a sua concepção e o seu nascimento não fossem que aparentes. Para Tertuliano, Maria é a segunda Eva: "Eva era ainda virgem quando ela ouviu pelas orelhas a palavra sedutora que devia erigir o edifício da morte. Ocorria da mesma forma que fosse introduzido em uma virgem o Verbo de Deus que devia reconstruir o monumento da vida, de modo que aquilo que foi arruinado pelo mesmo sexo, pudesse ser recuperado para a salvação. Eva acreditou na serpente; Maria acreditou em Gabriel. A desventura que uma atirou com a sua credibilidade, a outra a eliminou com a  sua fé"[16].

Mariologia em Orígenes

O historiador Sozómeno informa que Orígenes usou a palavra Theotókos, título aplicado a Maria, Mãe de Deus[17]. Este título não foi encontrado nos seus livros que vieram à tradição, mas certamente estaria nos livros que foram destruídos. Além disso a Escola de Alexandria usava por muito tempo este título para exprimir a maternidade divina de Maria, quando se tornou objeto de polêmicas na primeira metade do século V contra o nestorianismo até a sua definição no Concilio de Éfeso(431).

A mariologia em Santo Hipólito de Roma

Os dados provenientes de Santo Hipólito de Roma não são muitos mas aqueles que ele desenvolveu ajudaram a formular a presença de Maria na vida da Igreja e nos sacramentos. Ele colocou a importância de Maria no processo salvífico completado em Cristo Jesus. Um lenho foi construído na Arca, isto é o Senhor aludindo à pureza do pecado. Este autor inseriu Maria no evento central da encarnação seja na formulação de fé, seja na celebração eucarística[18].

Conclusão

A mariologia dos padres foi importante na doutrina geral sobre a ciência que estuda Maria. Ela respondeu com alegria e amor ao plano de Deus, tornando-se dessa forma a mãe do Filho de Deus. Maria foi a serva do Senhor sempre disposta a servir o Senhor Deus, o Criador dos céus e da terra e dos seres humanos. Maria viveu o amor do Senhor de modo que as gerações a chamaram de bendita(cfr. Lc 1,48). Por isso os padres da Igreja, os primeiros escritores cristãos descreveram a importância de Maria na vida pessoal, comunitária e social. Maria foi fiel à palavra do Senhor no cumprimento da vontade do Pai. Ela seguiu em tudo o seu Filho, Jesus Cristo. Maria sempre aponta para o seu Filho em todos os pedidos que nós fizermos para ela. Maria é a nossa intercessora junto a Jesus Cristo.

 Fontes:

[1] Cfr. S. Felici. Lo Sviluppo della dottrina mariana nell´età prenicena. In: La Mariologia nella catechesi dei Padri(età prenicena), a cura di Sergio FeliciBiblioteca di Scienze Religiose, 88. Roma, LAS, 1989, pgs. 9-11.

[2] Cfr. Ireneu de Lião, Contra as Heresias, V,1,3. SP, Paulus, 1995.

[3] Cfr. IdemV,1,3.

[4] Cfr. Ibidem.

[5] Cfr. Adversus Praxean, 26,7. In: La Mariologia nella catechesi dei Padri(età prenicena),  pg. 26.

[6] Cfr. Idem, pg. 26.

[7] Cfr. Novaciano. A Trindade24,136. São Paulo, Paulus, 2017.

[8] Cfr. Inácio aos Efésios 7,2. In: Padres Apostólicos, São Paulo, Paulus, 1995.

[9] Cfr. Idem, 19,1.

[10]Cfr. Inácio aos Esmirniotas, 1,1.

[11] Cfr. Justino de Roma, Diálogo com Trifão, 100, 5. São Paulo, Paulus, 1995.

[12] Cfr. Ireneu de Lião. Contra as heresiasIII,22,4.

[13] Cfr. IdemV,19,1.

[14] Cfr. M. Maria Maritano. In: Nuovo Dizionario Patristico e di Antichità Cristiane. Marietti, Genova- Milano, 2007, pg. 3036.

[15] Cfr. Ireneu de Lião, Contra as heresias, IV,33,11.

[16] Cfr. Tertulliano.. De Carne Chr. 17. In: J. Quasten.  Patrologia. I primi due secoli(II-III).Casale, Marietti, 1992, pg. 566.

[17] Cfr. Stor. Eccles., 7,32.

[18] Cfr. M. Maria Maritano, In: Nuovo Dizionario Patristico e di Antichità Cristiane, pg. 3037.

Fonte: https://www.vaticannews.va/pt

Pe. Manuel Pérez Candela

Pe. Manuel Pérez Candela
Pároco da Paróquia Nossa Senhora da Imaculada Conceição - Sobradinho/DF