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segunda-feira, 15 de maio de 2023

Ser e tornar-se irmãos na convivência sociopolítica (1/5)

Ser e tornar-se irmãos | Opus Dei

Ser e tornar-se irmãos na convivência sociopolítica

Uma das novidades mais importantes da encíclica “Fratelli Tutti” é o vínculo que ela postula entre a fraternidade e o bem comum político. Oferecemos o estudo de Maria Aparecida Ferrari, publicado no boletim Romana.

04/05/2023

A santidade na vida cotidiana afeta todas as ações do cristão: “Pensem, por exemplo, na atuação que têm como cidadãos na vida civil. Um homem ciente de que o mundo — e não só o templo — é o lugar do seu encontro com Cristo, ama este mundo, procura adquirir um bom preparo intelectual e profissional, vai formando — com plena liberdade — seus próprios critérios sobre os problemas do meio em que se desenvolve; e, por consequência, toma suas próprias decisões, as quais, por serem decisões de um cristão, procedem além disso de uma reflexão pessoal, que tenta humildemente captar a vontade de Deus nesses detalhes pequenos e grandes da vida”.

Com estas palavras de São Josemaria abrimos a nossa reflexão sobre o que significa ser irmãos na convivência sociopolítica, à luz dos ensinamentos da encíclica Fratelli Tutti. Na primeira parte deste estudo iremos examinar o bem comum político numa perspectiva relacional, com a ideia de mostrar que todos os cidadãos são chamados a alcançá-lo, cada um de acordo o seu lugar na sociedade. As seções posteriores, seguindo o fio condutor do documento pontifício, evidenciarão o sentido em que é pertinente identificar a fraternidade, no âmbito social e cívico, como um dos princípios éticos básicos dos quais é derivado o bem comum político.

Não é costume apresentar a fraternidade como um dos princípios estruturadores da convivência política. Tanto a doutrina social da Igreja como o pensamento filosófico-político enfatizam antes outros princípios como configuradores do bem comum: a inalienável dignidade da pessoa, a justiça, a solidariedade, a subsidiariedade, a liberdade de associação etc. A fraternidade aparece sobretudo em outros âmbitos, como o familiar, o religioso, e o das relações de amizade. De fato, uma das novidades mais importantes da encíclica Fratelli Tutti é o vínculo que ela postula entre a fraternidade e o bem comum político.

Não são, de fato, dimensões independentes umas das outras, pois “para tornar possível o desenvolvimento de uma comunidade mundial capaz de realizar a fraternidade a partir de povos e nações que vivam a amizade social, é necessária a melhor política colocada a serviço do verdadeiro bem comum” (FT 154).

Maria Aparecida Ferrari* Professora Associada de Ética Aplicada na Faculdade de Filosofia da Pontifícia Universidade da Santa Cruz (Roma)

Fonte: https://opusdei.org/pt-br

Dia Internacional da Família

Corinne SIMON I CIRIC

15 de maio

Por Prof. Felipe Aquino

Deus criou a família para ser a base da sociedade: “Em torno da família se trava o combate fundamental da dignidade do homem”. (São João Paulo II)

Por ocasião do dia internacional da família, celebrado em 15 de maio, reproduzimos este texto do prof. Felipe Aquino:

Dia Internacional da Família, 15 de maio, é uma boa oportunidade para lembrarmos da importância fundamental da família para a vida de cada pessoa e da sociedade. A família é sagrada, porque foi criada por Deus para ser a base de toda a sociedade. Ninguém jamais destruirá sua força, por ser ela uma instituição divina.

O Concílio Vaticano II chamou a família de “Igreja doméstica” (LG, 11), onde Deus reside e é reconhecido, amado, adorado e servido; e ensinou que “a salvação da pessoa e da sociedade humana estão intimamente ligadas à condição feliz da comunidade conjugal e familiar” (GS,47).

São João Paulo II chamou a família de “Santuário da vida” (Carta às Famílias,11) e “patrimônio da humanidade” (LG,11). Ele disse: “A família é uma comunidade insubstituível por qualquer outra”. Jesus habita com a família cristã, nascida no Sacramento do Matrimônio; Sua presença, nas Bodas de Caná da Galileia, significa que o Senhor quer estar no meio da família, ajudando-a a vencer todos os seus desafios.

Imagem e semelhança

Desde que Deus desejou criar o homem e a mulher à Sua imagem e semelhança (Gen 1,26), Ele os quis em família. Tal qual o próprio Deus, que é uma família em três Pessoas Divinas, assim também, o homem, criado à imagem do seu Criador, deveria viver em uma família, em uma comunidade de amor, já que ‘Deus é amor’ (1 Jo 4,8) e o homem lhe é semelhante.

A família é o eixo da humanidade, a sua célula-máter, é a sua pedra angular. O futuro da sociedade e da Igreja passam inexoravelmente por ela. É ali que os filhos e os pais devem ser felizes. Quem não experimentou o amor no seio do lar terá dificuldade para conhecê-lo fora dele.

A família é a comunidade, na qual, desde a infância, os filhos podem assimilar os valores morais, em que pode começar a honrar a Deus e usar corretamente da liberdade. A vida em família é iniciação para a vida em sociedade (cf. CIC 2207). Depois de ter criado a mulher da costela do homem (Gen 1, 21), Deus a levou para ele. Este, ao vê-la, suspirou de alegria: “Eis agora aqui, disse o homem, o osso dos meus ossos e a carne de minha carne; ela se chamará mulher” (Gen 1,23). Após essa declaração de amor tão profunda – a primeira na história da humanidade – Deus, então, mostra-lhes toda a profundidade da vida conjugal: “Por isso, o homem deixa o seu pai e sua mãe para se unir à sua mulher; e já não são mais que uma só carne” (Gen 1,24).

A família é sagrada

Deus lhes disse: “Crescei e multiplicai-vos, enchei a terra e submetei-a” (Gen 1,28). Por isso, a única e verdadeira família, segundo a vontade de Deus, é aquela fruto da união matrimonial de um homem com uma mulher. Não existe outro tipo de família no plano de Deus.

Este é o desígnio de Deus para o homem e para a mulher, juntos, em família: crescer, multiplicar, encher a terra, submetê-la. E, para isso, Deus deu ao homem a inteligência para projetar e as mãos para construir o seu projeto. O Senhor vive no lar nascido de um matrimônio. Nessas palavras de Deus – “crescei e multiplicai-vos” – encerra-se todo o sentido da vida conjugal e familiar. Dessa forma, Deus constituiu a família humana a partir do casal, para durar para sempre, por isso, A FAMÍLIA É SAGRADA!

Vemos aí, também, a dignidade baseada no amor mútuo, que leva o homem e a mulher a deixarem a própria casa paterna, para se dedicarem um ao outro totalmente. Esse amor é tão profundo, que dos dois faz-se uma só carne, para que possam juntos realizar um grande projeto comum: a família.

União

Daí, podemos ver que sem o matrimônio, forte e santo, indissolúvel e fiel, não é possível termos uma família forte e santa, segundo o desejo do coração de Deus. Tudo isso mostra como o Senhor está implicado nesta união absoluta do homem com a mulher, de onde surgirá, então, a família. Por isso, não há poder humano que possa eliminar a presença de Deus no matrimônio e na família. Deus vive no lar nascido de um matrimônio, e a Virgem Maria também.

Isso nos faz entender que, a celebração do sacramento do matrimônio, é a garantia da presença de Jesus no lar ali nascente. Como é doloroso perceber, hoje, que muitos jovens, nascidos em famílias católicas, já não valorizam mais esse sacramento e acham, por ignorância religiosa, que já não é importante subir ao altar para começar uma família!

Toda essa reflexão nos leva a concluir que, cada homem e cada mulher, que deixam o pai e a mãe, para se unirem em matrimônio e constituir uma nova família, não o podem fazer levianamente, mas devem o fazer somente por um autêntico amor, que não é uma entrega passageira, mas uma doação definitiva, absoluta, total, até a morte.

Marcada pelo sinete divino, a família, em todos os povos, atravessou todos os tempos e chegou inteira até nós, no século XXI. Só uma instituição de Deus tem essa força. Cristo entrou na nossa história pela família; fez o primeiro milagre numa festa de casamento e viveu 30 anos numa família.

O Concilio Vaticano II disse:

“Se é certo que Cristo ‘revela plenamente o homem a si mesmo’, faz através da família onde escolheu nascer e crescer” (GS,2). “Desta maneira, a família constitui o fundamento da sociedade” (GS,52). “A salvação da pessoa e da sociedade humana está intimamente ligada à condição feliz da comunidade conjugal e familiar” (GS,47).

Papa São João Paulo II

O Papa São João Paulo II dizia:

“A família é o âmbito privilegiado para fazer crescer todas as potencialidades pessoais e sociais que o homem leva inscritas no seu ser”.

São João Paulo II também disse:

“Em torno da família se trava hoje o combate fundamental da dignidade do homem” (FC,18).

Há uma ameaça tremenda contra a família moderna, toda uma campanha internacional contra a família, o casamento e a maternidade.

Quando a família é destruída, os filhos sofrem, e muitos deles se encaminham para a criminalidade. Por isso, se a família – segundo a vontade de Deus – for destruída, então, a sociedade sofrerá suas consequências. Todos os cristãos são obrigados a lutar pela preservação da família segundo o coração de Deus.

Fonte: https://pt.aleteia.org/

Francisco: família, antídoto contra a pobreza e o inverno demográfico

O Papa Francisco durante o encontro conclusivo dos Estados Gerais da Natalidade  (VATICAN MEDIA Divisione Foto)

No Dia Internacional da Família, instituído pela ONU e dedicado este ano ao tema "Tendências demográficas e famílias", o Papa Francisco pede, num tuíte, que "sejam promovidas políticas sociais, econômicas e culturais 'amigas da família' e do acolhimento da vida".

Alessandro Di Bussolo – Vatican News

"A #família é o principal antídoto contra a pobreza material e espiritual, assim como também para o problema do inverno demográfico. É necessário que em todos os países sejam promovidas políticas sociais, econômicas e culturais 'amigas da família' e do acolhimento da vida."

Foi o que escreveu o Papa Francisco no tuíte em sua conta @Pontifex, nesta segunda-feira (15/05), Dia Internacional da Família 2023, instituído pelas Nações Unidas em 1989, celebrado pela primeira vez em 1993. Em 1994, foi celebrado o Ano Internacional da Família.

Na Itália, em 2022, apenas 393 mil recém-nascidos

O tema escolhido pela ONU para este Dia Internacional da Família 2023 é "Tendências demográficas e famílias". Como o Papa Francisco observou, falando na manhã de sexta-feira, 12 de maio, na 3ª edição dos Estados Gerais da Natalidade, evento promovido pelo Fórum das Associações Familiares, em 2022, na Itália, nasceram "apenas 393 mil" crianças. É o número mais baixo desde a Unificação da Itália, pela primeira vez abaixo de 400 mil nascimentos em um ano.

Nascimento, indicador da esperança de um povo

Naquela ocasião, o Pontífice expressou sua preocupação com o declínio demográfico que caracteriza toda a Europa, porque “o nascimento dos filhos é o principal indicador da esperança de um povo”. O Papa Francisco expressou a mesma preocupação com a cultura de hoje, o "inimigo" da família. Ele exortou a combater esse inimigo trazendo novas vidas ao mundo. Superando também, explicou, aqueles “condicionamentos quase intransponíveis para as mulheres”: as “mais prejudicadas” e “escravas desse trabalho seletivo”. É por isso que "são necessárias políticas previdentes", que preparem um terreno fértil "para fazer florescer uma nova primavera e deixar para trás este inverno demográfico". Ele recomendou a não contrapor "natalidade e acolhimento".

Fonte: https://www.vaticannews.va/pt

São Silvano

São Silvano | arquisp

15 de maio

São Silvano

A história deste santo liga-se à de são Pacômio — duas vidas paralelas com um preâmbulo na vida civil. Pacômio fora alistado à força no exército imperial e acabou na prisão por indisciplina. Foi reconfortado às escondidas por alguns cristãos, e esse gesto de altruísmo levou-o a conhecer a religião destes. A seqüência é conhecida.Silvano, um de seus contemporâneos, escapara ao alistamento forçado subindo ao palco dos teatros populares para alegrar as noites dos soldados. O encontro com os cristãos foi casual, mas determinou uma importante mudança de rumo em sua vida.
Abandonou o teatro e dirigiu-se a Tabennesis, impelido (como tantos outros jovens) pela fama de santidade do abade Pacômio, um pai que não poupava rudes castigos a seus filhos.
Após vinte anos transcorridos no fervor da vida de comunidade, Silvano caiu numa profunda crise e começou a transgredir as rigorosas regras impostas pelo abade. Visto ter-se revelado inútil a medicina suave, Pacômio lançou logo contra ele a excomunhão.
A drástica medida disciplinar teve salutar efeito. Silvano curvou a cerviz: não se deixou exasperar pela exclusão, mas, refletindo consigo mesmo, nele se operou uma segunda conversão. E, desta feita, caminhou para a perfeição, recebendo como prêmio a coroa da santidade, graças à qual pôde confraternizar na glória com o severo abade.

*Fonte: Pia Sociedade Filhas de São Paulo Paulinas http://www.paulinas.org.br

https://arquisp.org.br/

domingo, 14 de maio de 2023

Mulher-Mãe: celebrar a maternidade!

Um amor chamado mãe | miliciadaimaculada

MULHER-MÃE: CELEBRAR A MATERNIDADE!

Dom Jaime Spengler
Arcebispo de Porto Alegre (RS)
Presidente da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB)

Celebrar o Dia das Mães é expressão de afeto e carinho. A data serve para celebrar e agradecer a todas as mães pela dedicação que dão aos seus filhos diariamente.

No Brasil, o Dia das Mães foi comemorado pela primeira vez em 12 de maio de 1918, na Associação Cristã de Moços de Porto Alegre. Mas somente em 1932, que o Dia das Mães passou a ser celebrado todo segundo domingo do mês de maio.

Foi o presidente Getúlio Vargas quem institui a data, por meio do decreto de número 21.366, publicado em 05 de maio de 1932. Diz o decreto: “O segundo domingo de maio é consagrado às mães, em comemoração aos sentimentos e virtudes que o amor materno concorre para despertar e desenvolver o coração humano, contribuindo para seu aperfeiçoamento no sentida da bondade e da solidariedade humana”.

Mas se a data foi oficializa, no Brasil, apenas e 1932, há indicações históricas de que igrejas cristãs já realizavam homenagens às mães antes do citado decreto presidencial. Tal indicação tem como referência o mês de maio, tradicionalmente celebrado como mês de Maria, a mãe de Jesus.

Compreende-se a maternidade a partir da realidade estabelecida entre mulher e homem. Na visão da fé cristã, trata-se de uma realidade tão profunda e transcendente que envolve o próprio mistério de Deus. É uma realidade que envolve, sim, o aspecto terreno e ao modo peregrino e passageiro de existir. Mas, ao mesmo tempo a maternidade – como também a paternidade! – simboliza e realiza o amor que Deus tem para com todo ser humano, no ato mesmo do amor humano e da intimidade de mulher e homem, vivendo uma união estável.

A partir da fé não há nada de vazio, mas tudo é sinal (Cf. S. Irineu, Adv. Haer. 4,21). Todas as coisas profundamente humanas são cercadas de ritos e cerimônias, de reconhecimento e gratidão, revelando assim seu mistério e sua ligação com uma realidade mais profunda!

Celebrar, pois, o Dia da Mães implica erguer o olhar para sondar e buscar compreender sempre mais e melhor a dignidade, o significado e as implicâncias do exercício da maternidade: particular participação no mistério da vida!

Ser mãe é vocação! Ser mãe é graça! O Senhor abençoe a todas as mulheres-mães!

Fonte: https://www.cnbb.org.br/

Mães: reconciliadoras da vida e restauradoras de sonhos

Mãe e filho | Vatican News

A mãe sempre está, 24 horas, e por toda a vida ao nosso lado, sempre podemos voltar e ir ao seu encontro, Porto Seguro, e remanso de paz e alegria inesgotáveis.

Dom Roberto Francisco Ferreria Paz - Bispo Diocesano de Campos

O Dia das Mães, além de expressar gratidão, é um momento de beleza e maravilhamento pelo que elas significam e despertam em nossos corações. Ao celebrarmos sua existência percebemos que não só recebemos o dom da vida no seu regaço, mas, em todos os momentos especialmente os difíceis e críticos, reconciliam-nos com a vida. No momento de aprender a dar os primeiros passos, não se cansam de soerguer-nos e ajudar-nos a ficar de pé. No momento de ir para à escola infantil elas nos encorajam a fazer a primeira experiência de sentir-nos a vontade num grupo diferente da família.

Na hora da dor, do medo, ou de uma simples vacina, a proteção e a fala suave da mãe nos devolvem a confiança e a alegria de viver. Quando jovens, e depois adultos, pensamos que não precisamos mais delas, mas que bom revê-las, poder escutar a sua voz meiga, ou sentir de novo um afago, que nos leva ao céu, de carinho e afeto. Mas, se há alguém que sempre acredita e desperta o melhor de nós, que depois de qualquer derrota ou fracasso que a vida nos cobra e repassa, aí ela, olhando para nós, afirma: tudo bem filho/a, bola para cima, você tem tudo para vencer e dar certo, eu sempre te ensinei a lutar e nunca desistir, eu sempre estarei contigo. E uma vez mais somos capazes de dar volta por cima, nossa esperança renasce e firmamos com ela uma promessa de empenho de renovar a nossa disposição e firmeza de buscar dar o melhor de nós.

Se diz, com certa frequência, que, enquanto há vida há esperança, mas o rosto da vida e da esperança, que não decepciona, e sempre está a sustentar-nos de forma incondicional e generosa, é o rosto da nossa mãe. Ninguém está perdido, desorientado, ou desesperado com uma mãe por perto, com a súplica e intercessão de uma mãe. Por isso, uma das mais belas frases do Evangelho de São João foi na cena da Crucificação de Jesus, quando Maria estava ao pé da Cruz, Stabat Mater, estava a Mãe. A mãe sempre está, 24 horas, e por toda a vida ao nosso lado, sempre podemos voltar e ir ao seu encontro, Porto Seguro, e remanso de paz e alegria inesgotáveis. Que Maria, a Mãe de Jesus, às proteja, às fortaleça, e as ilumine sempre para, com Ela, serem as reconciliadoras do mundo e portadoras da esperança e do sonho do Reino que não passa. Deus seja louvado!

Fonte: https://www.vaticannews.va/pt

O grande exemplo que Santa Mônica deixou para todas as mães

G.dallorto/Wikipedia

Por Hozana

Entre outras coisas, Santa Mônica ensinou que as mães e pais devem se preocupar com a salvação e santificação dos filhos. Mas como?

Mônica nasceu no norte do continente africano, na cidade de Tegaste, no ano 332 D.C.

Fazia parte de uma família abastada, que tinha vários escravos em suas propriedades. E justamente uma escrava é que cuidou da menina em seus primeiros anos. Através de manuscritos é que se sabe que desde criança era muito religiosa e disciplinada. Sempre procurava auxiliar os menos favorecidos, pelos quais tinha grande paciência e mansidão. 

Casou-se ainda jovem com um nobre chamado Patrício, que era membro do conselho da cidade. Possuía terras, escravos e tinha uma boa posição social. No entanto Patrício era um homem rude e violento, de difícil trato. Foi motivo de muito sofrimento para Mônica, que orava muito para que Deus o tornasse um homem mais afável. 

Desta união nasceram três filhos: Agostinho, Navígio e Perpétua, que se tornou religiosa. Agostinho, o mais velho, dava grandes preocupações para sua mãe. A dificuldade para criá-lo foi tão grande que para demonstrar que suas ações tinham consequências, o proibiu, certa feita, de entrar em casa. 

Santa Mônica e a oração pelos filhos

Constantemente rezava pela conversão de seu filho e também de Navígio. Com muita paciência nunca abriu mão de sua fé cristã. Anos a fio rezava por seu marido e seus filhos. Foi recompensada ao ver todos convertidos por Deus. 

Durante 30 anos orou, principalmente pelo seu filho Agostinho, e foi ouvida, pois seu filho, hoje, é conhecido como Santo Agostinho. E assumiu seus filhos com coragem e como instrumento de santificação para as famílias e para a sua própria. Isto influenciou todo o Ocidente cristão, e influencia até hoje. 

Santo Agostinho escreveu sobre sua mãe, entre outras coisas: “Ela foi meu alicerce espiritual que me conduziu em direção da fé verdadeira. Minha mãe foi a intermediária entre mim e Deus”. 

O grande exemplo

Santa Mônica deixou um exemplo para todas as mães, através do ensinamento de que, além de educar os filhos para viverem em sociedade, precisam também, educá-los para Deus, desenvolvendo neles a vida espiritual. Santa Mônica ensinou que as mães e pais devem se preocupar com a salvação e santificação dos filhos. 

Aos 56 anos, no ano de 387, ela faleceu. Em seu livro autobiográfico, Santo Agostinho fez um monumento indelével em memória de sua mãe, Santa Mônica.

O túmulo de Santa Mônica só foi descoberto no ano de 1430. O Papa Martinho V transportou o corpo para Roma e o sepultou na Igreja de Santo Agostinho.

Foi canonizada pelo Papa Alexandre III, por ter sido responsável pela conversão de Santo Agostinho. Foi declarada padroeira das Associações das Mães Cristãs. A festa de Santa Mônica é comemorada no dia 27 de agosto de cada ano. 

Santa Mônica é a inspiração para que todas as mães saibam abraçar a Fé, o sofrimento e a dor, e assumam seus filhos com coragem, como instrumentos de santificação para as famílias e para as suas próprias.  

Mãe, assim como Santa Mônica, reze também pelo seu filho.

Fonte: https://pt.aleteia.org/

Reflexão para o VI Domingo de Páscoa (A)

Evangelho de Domingo | Vatican News

Agir de acordo com o que agrada ao amigo é estar em verdadeira comunhão com ele! Isso se torna realidade quando esse amigo é o Cristo Jesus!

Padre Cesar Augusto, SJ - Vatican News

No Evangelho de hoje, tirado do capítulo 14 de João, temos as derradeiras palavras de Jesus aos seus discípulos. Ele nos aponta o comportamento a ser seguido, o caminho que nos leva a vida. Ele nos coloca sob a tutela do Espirito do Amor, nosso Advogado e que nos trará ao coração tudo aquilo que Ele nos ensinou.

Agir de acordo com o que agrada ao amigo é estar em verdadeira comunhão com ele! Isso se torna realidade quando esse amigo é o Cristo Jesus!

O critério para saber se os cristãos são verdadeiros discípulos de Jesus é a capacidade de um recíproco compromisso pessoal, um indispensável amor mútuo na comunidade e fora dela.

Quando o discípulo ama verdadeiramente, ele faz Deus estar presente. Todo e qualquer sinal de amor é manifestação de Deus.

Temos, como as estrelas, variações na intensidade do brilho. Do mesmo modo, quanto mais nosso amor aos outros for semelhante ao de Deus por nós, mais seremos portadores de seu amor ao mundo. Seremos a epifania de Deus neste mundo.

Na antiga aliança, vemos Deus se manifestar em sinais, hoje, na aliança nova e eterna, o Pai se manifesta ao mundo no cristão que ama Jesus e, por consequência, ama seus irmãos.

Para manifestar o amor de Deus no mundo, para ser sinal de sua presença amorosa, o cristão deverá estar preparado para lutar contra o mal. Essa preparação é feita através da acolhida do Espírito Santo. Será Ele quem dará aos discípulos a força para enfrentar e vencer o Mal. O Mundo verá que o amor de Deus e da Comunidade é mais forte que a morte.

De acordo com o versículo 19, “...o mundo não mais me verá, mas vós me vereis, porque eu vivo e vós vivereis.” A sociedade pecadora matou Jesus, mas ele ressuscitou e se manifesta através das ações de seus discípulos porque esses vivem no Espírito.

Na segunda leitura, tirada da Primeira Carta de Pedro, no cap.3, 18 nos ensina a norma do comportamento cristão: “...Cristo morreu, uma vez por todas, por causa dos pecados, o justo , pelos injustos, a fim de nos conduzir a Deus. Sofreu a morte, na sua existência humana, mas recebeu nova vida pelo Espírito.” Do comportamento de Jesus, do justo morrer pelo injusto, nasceu a vida nova. Deus não sente prazer no sofrimento humano, contudo em sua economia da salvação sabe valorizá-lo. Dele, do sofrimento, nasce o desejo de liberdade e vida. Da aceitação da morte por causa da justiça e do Reino surge a vida definitiva, a passagem deste mundo caduco para o Reino da Justiça e da Paz!

Fonte: https://www.vaticannews.va/pt

Apóstolo São Matias

São Matias | gaudiumpress
Hoje, 14 de maio, festa de São Matias, escolhido por meio de um sorteio para substituir Judas Iscariotes no colégio apostólico.

Redação (14/05/2021 10:54Gaudium Press) Pouco se sabe sobre São Matias. Somente que foi escolhido, após a Ascensão do Senhor, para substituir o traidor Judas Iscariotes. De acordo com uma antiga tradição grega, pregou o Evangelho na Capadócia e nas costas do Mar Cáspio e foi martirizado na atual Etiópia.

 “Dom de Deus”

Matias é nome frequente entre os judeus e quer dizer “dom de Deus”. É o apóstolo que recebeu o dom do grande privilégio de ser agregado aos doze, tomando o lugar vago deixado pela deserção de Judas Iscariotes.

Sua eleição foi mediante sorteio, após a Ascensão do Senhor, pela proposta de Simão Pedro, que em poucas palavras fixou os três requisitos para o ministério apostólico: pertencer aos que seguiam Jesus desde o começo, ser chamado e enviado:

“É necessário, pois, que, destes homens que nos acompanharam durante todo o tempo em que o Senhor Jesus viveu no meio de nós, a começar pelo batismo de João até o dia em que nos foi arrebatado, haja um que se torne conosco testemunha de sua ressurreição”.

Espectador da vida e obra de Jesus

São Matias | gaudiumpress

Matias esteve, portanto, constantemente próximo de Jesus desde o início até o fim de sua vida pública. Testemunha de Cristo e mais precisamente da sua ressurreição, pois a ressurreição do Salvador é a própria razão de ser do cristianismo.

Com efeito, Matias viveu com os onze o milagre da Páscoa e poderá com todo o direito anunciar Cristo ao mundo, como espectador da vida e da obra de Jesus “desde o batismo de João”.

Também as segunda e terceira condições — ser divinamente chamado e enviado — estão claramente expressas pela oração do colégio apostólico: “Senhor, tu que conheces o coração de todos, mostra qual destes dois escolhestes”.

A eleição de Matias por sorteio pode nos causar espanto. Tirar a sorte para conhecer a vontade divina é método muito conhecido na Sagrada Escritura.

A própria divisão da Terra Prometida foi mediante sorteio, e os Apóstolos julgaram oportuna a conformidade com esse costume.

Entre os dois candidatos propostos pela comunidade cristã — José, filho de Sabá, cognominado o Justo, e Matias — a escolha caiu sobre o último.

O novo Apóstolo, cujo nome brilha na Escritura somente no instante da eleição, viveu com os onze a fulgurante experiência de Pentecostes antes de se encaminhar, como os outros, pelo mundo afora a anunciar “a glória do Senhor”.

Nada se sabe de suas atividades apostólicas, nem se morreu mártir ou de morte natural, pois as narrações a seu respeito pertencem aos escritos apócrifos.

À tradição da morte por decapitação com machado se liga o seu patrocínio especial aos açougueiros e carpinteiros[1].


[1] Um santo para cada dia, Editora Paulus.

Fonte: https://gaudiumpress.org/

sábado, 13 de maio de 2023

A falha da argumentação ateísta

Shutterstock | Natalya Biryukova

Por Pe. José Eduardo

Tanto ao valer-se de argumentos cientificistas quanto de historicistas, eles se esquivam de conduzir a questão ao seu nascedouro: a noção de “ser”.

Os ateístas ostentam a sua crença valendo-se sempre de argumentos cientificistas (simplesmente porque querem usar a ciência experimental para chegar a um resultado metodologicamente fora do seu alcance, o que é flagrantemente anticientífico) ou historicistas (tentando desmistificar a Divina Revelação pelo método-histórico crítico).

A estratégia principal do segundo tipo de abordagem é desorientar o ouvinte incauto pela omissão de todos os dados, debates e controvérsias a respeito. Os temas de exegese bíblica são sempre uma arena de grandes embates, nos quais os autores quase sempre não chegam a uma conclusão sustentável. As hipóteses são levantadas e derrubadas sucessivamente. Quase tudo que se apresenta como certeza, se não foi, será quase certamente refutado.

A noção de “ser”

Ora, em ambos os casos, os ateístas se esquivam de conduzir a questão ao seu nascedouro: a noção de “ser”. Tanto cientificistas como historicistas, consciente ou inconscientemente, consideram o “ser” como uma espécie de espiritualização grega, quase como uma metáfora. Partindo de um materialismo – que, no caso, é mais um preconceito epistêmico que propriamente uma posição filosófica –, tomam o ser simplesmente como sinônimo de existência.

Nesse caso, não estão sozinhos. O erro pode facilmente ser rastreado até o século XIII, quando a filosofia nominalista tentou eliminar a noção de essência e teve como resposta dialética o essencialismo, que considera a realidade como um conglomerado de essências tornadas existentes univocamente pelo ser.

Confusão entre ser e existir

O grande erro, aqui, é identificar a noção de ser com a de existência, ignorando que, enquanto existir é um fato unívoco, ser é um ato análogo. Exemplifico: uma pedra existe tanto quanto uma árvore, um cão, a sua sogra, um anjo ou Deus; contudo, na escala dos seres, Deus é mais que um anjo, que é mais que a sua sogra, que é mais que um cão (ainda que haja controvérsias, haha), que é mais que uma planta, que é mais que uma pedra. E por que, isso? Porque os seres ulteriores são capazes de perfeições mais altas que os seres anteriores e possuem maior imanência que estes.

Essa sutileza não foi bem percebida, inclusive, por alguns tomistas clássicos. E quem a melhor compreendeu foi um filósofo italiano cujo estudo, ainda quase inexistente no Brasil, é por demais proveitoso: Cornélio Fabro.

A descoberta genial de Fabro é a de que São Tomás tomou o conceito de participação, originalmente platônico, desprezado por Aristóteles como metafórico, e o tomou em sentido aristotélico, aplicando-o à noção de ato e potência e, destas, ao ato de ser: a relação entre participado e participante se dá nos termos da relação entre ato e potência, com prioridade do ato, ao qual convém o ser.

Sendo assim, o “ser” é um ato intensivo, do qual participam todos os entes, em medidas diferentes.

O ser dos entes finitos

A principal vantagem desse modo de ver as coisas é que o ato de ser dos entes finitos sempre é limitado e, portanto, não se autofunda. Em outras palavras, eu sou algo (essência, ou seja, tenho um modo de ser), mas não sou o meu ser. O ser, em mim, está limitado, participado… E essa “participação” é perceptível justamente porque:

  • 1) todas as coisas têm o ser, mas não são o seu ser, de modo que são “algo”, ou seja, estão limitadas por um modo de ser, uma essência;
  • 2) se todas são, mas são em intensidades diferentes, e sendo o ser uma “perfeição” que é raiz de todas as perfeições no ente, de “onde” dimana o ser do qual participam em diferentes medidas?;
  • 3) se dimanasse delas mesmas, elas seriam causa de si e, portanto, infinitas (o que não existe), mas se dimanassem umas das outras infinitamente, sendo elas todas finitas, sempre o ato proviria da potência, o que, elevado ao infinito, seria impossível (do nada, nada provém);
  • 4) portanto, a hipótese do Ser subsistente do qual dimana o ato e de ser de todos os seres é a mais razoável de todas as hipóteses.

    Contudo, qual a dificuldade de perceber isso? Por que nós, homens, temos tanto trabalho para enxergar a realidade na perspectiva do ser?

    Uma noção difícil

    A dificuldade provém do fato de que a noção de ser é totalmente universal e indeterminada. O intelecto não consegue abstrai-la das coisas, embora o ser esteja nelas. O modo de procedimento do intelecto para chegar à noção do ser é a de “decomposição” e “composição”: ou seja, a percepção dos entes se dá numa “síntese confusa” e, ainda que o ser seja o primeiro dado percebido, ele só será inteligido enquanto ser por um procedimento posterior do entendimento, que “decompõe” essa estrutura metafísica para que seja compreensível.

    Do ser relativo ao Ser absoluto

    Assim sendo, do ser relativo remontamos ao Ser absoluto, pelo simples recurso da razão, a não ser que tomemos o ser em sentido meramente metafórico. Porém, quem dirá que a gente é só metaforicamente ou que comeu um macarrão metafórico ou tomou uma cachaça metafórica? O ser é real, assim como a essência que o delimita. É por isso que a negação de Deus sempre conduzirá à negação do homem – de fato, a ideologia de gênero está aí para prová-lo.

    Pe. José Eduardo Oliveira, via Facebook

    Fonte: https://pt.aleteia.org/

    Pe. Manuel Pérez Candela

    Pe. Manuel Pérez Candela
    Pároco da Paróquia Nossa Senhora da Imaculada Conceição - Sobradinho/DF