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quinta-feira, 11 de maio de 2023

Cardeal Paulo Cezar Costa preside Missa de 7º dia de seu pai na Catedral de Brasília

Missa de 7º dia na Catedral de Brasília | arqbrasilia

No início da tarde desta terça-feira (09/05), o Cardeal Paulo Cezar Costa presidiu a Missa de sétimo dia de seu pai, Sr. Geraldo Manoel da Costa Amaral, na Catedral Metropolitana de Brasília. Estiveram presentes o Núncio Apostólico no Brasil, Dom Giambattista DiQuattro, o secretário geral da CNBB, Dom Ricardo Hoepers, o vigário judicial, Dom Fernando Guimarães e os bispos auxiliares, Dom José Aparecido, dom Antonio Aparecido e dom Denilson Geraldo, SAC.

Em sua homilia, o Cardeal Paulo Cezar refletiu, a partir do evangelho do dia, sobre o mistério da morte de um ente querido:
“Estou entregando numa atitude de fé, numa atitude de confiança, meu pai, seguindo aquilo que Jesus ensinou aos discípulos: não se perturbar e confiar na ressurreição. Essa deve ser a atitude do cristão diante da morte. O Senhor ressuscitou e livrou a humanidade do pecado vencendo a morte. Nós devemos confiar sempre é esperar Nele, pois Ele é a razão de nossa esperança.”

Ao final da celebração, o pároco da Catedral, padre Agenor Vieira, confirmou as orações da Igreja em Brasília pela alma do Sr. Geraldo e pelo consolo de Dom Paulo e sua família.

O sr. Geraldo Manoel da Costa Amaral, pai do Cardeal Paulo Cezar Costa, faleceu no último dia 03/05, em Valença, Rio de Janeiro, onde morava, aos 97 anos.

Fonte: https://arqbrasilia.com.br/

quarta-feira, 10 de maio de 2023

A dignidade do trabalho na Igreja e no mundo atual

A dignidade no trabalho (icatolica)

A DIGNIDADE DO TRABALHO NA IGREJA ANTIGA E NO MUNDO ATUAL

Dom Vital Corbellini
Bispo de Marabá – PA

O mês de maio iniciou com uma festa importante, São José Operário. Ela foi instituída pelo Papa Pio XII para dar à festa do trabalho, celebrada pelas nações, um protetor, um modelo de artesão que foi São José, pai adotivo, e esposo de Maria Santíssima. A palavra trabalho vem do latim lavorare, trabalhar, cujo significado é uma explicação de energia voltada a um fim determinado, atividade humana em vista de um bem comum para obter um produto de utilidade individual ou geral1. O trabalho é fundamental na existência social, pois lhe dá condições de realização pessoal, comunitária. Nós estamos unidos com todos os desempregados e as desempregadas no nosso País e no mundo, bem como também com as pessoas que fornecem o trabalho a milhares de pessoas para assim ganharem o pão de cada dia. A seguir ver-se-á o trabalho a partir do Senhor Jesus, na patrística e nos documentos atuais.

A unidade de Jesus com o Pai.

Jesus afirmou a importância do trabalho, porque assim como o Pai trabalha sempre, ele também trabalha (Jo 5,17). Ele manifestou com estas palavras a sua unidade com o Pai, em vista da salvação do ser humano. Como Verbo de Deus encarnado, Jesus aprendeu em casa, a trabalhar percebendo a importância do trabalho na vida humana, junto com José e Maria, os seus pais adotivos. Ele como enviado do Pai, revelador de sua imagem viu o trabalho como colaboração do ser humano à obra criadora de Deus. O Senhor criou todas as coisas numa forma bonita, correta que servisse para a humanidade, ao homem e à mulher, e também possibilitasse vida digna pelo trabalho. Jesus ensinou a todos os seus discípulos, discípulas o trabalho para a gloria de Deus e a dignidade humana.

A comunidade primitiva.

São Lucas colocou a vida da comunidade primitiva no sentido do trabalho como fator fundamental da vida, através da unidade, da perseverança em ouvir o ensinamento dos apóstolos, na comunhão fraterna, na fração do pão e nas orações (At 2,42). Todas essas funções e missões especificaram o trabalho realizado pelos apóstolos e também pela comunidade primitiva. O anúncio do Kerigma, de Jesus morto e ressuscitado, pela presença do Espírito Santo animava a comunidade para viver a Palavra de Deus, a eucaristia e o anuncio do Senhor para outras pessoas.

O testemunho do trabalho nas comunidades cristãs.

As comunidades cristãs estavam se constituindo no Império romano com o passar dos anos e dos séculos. Elas viviam o mandamento da lei de Deus, do amor e do trabalho, de modo que é fundamental ver como o trabalho foi visto na concepção da vida humana e no plano da redenção trazida por Jesus Cristo.

Santo Ireneu de Lião, bispo nos séculos II e III disse que o ser humano recebeu de Deus, na sua profunda sabedoria, dons para serem cultivados para o bem comum, como o olho para ver, o ouvido para escutar e mão para tocar e trabalhar no sentido de transformar a criação de Deus para uma vida digna2.

A Carta a Diogneto, século II, reforçou a importância do engajamento comunitário e social dos cristãos em vista da eternidade, feito pelo trabalho pessoal e comunitário. Os cristãos não se distinguiam dos outros seres humanos, nem por sua terra, nem por língua ou costumes. Eles não moravam em cidades próprias, nem falavam língua estranha nem levavam um modo especial de viver. Eles viviam em cidades gregas e bárbaras testemunhando um modo de vida social admirável pelas pessoas e pelos povos. Eles viviam na sua pátria como forasteiros, e participavam de tudo como cristãos e suportavam de uma forma geral como estrangeiros3. O trabalho era fundamental na unidade da vida comunitária e social.

Santo Aristides de Atenas, filósofo convertido ao cristianismo no século II, foi na mesma direção que a Carta a Diogneto sobre o testemunho dos cristãos e das cristãs, no sentido de um trabalho familiar, comunitário e social, feito com alegria e com amor. As pessoas cristãs não adulteravam, não fornicavam, não levantavam falso testemunho, não cobiçavam as coisas alheias, honravam o pai e mãe, amavam o seu próximo e julgavam com justiça. Não desprezavam a viúva e nem o órfão; Aquele que possuía, fornecia de uma forma abundante para aquele que nada tinha de modo que se eles vissem um forasteiro, acolhiam-no sob o seu teto e mantinham uma alegria com ele como verdadeiro irmão, porque se chamavam desta forma não segundo a carne, mas segundo a alma. Eles estavam dispostos a dar a vida por Cristo, pois guardavam os seus mandamentos dando graças pelos alimentos que recebiam e doavam aos outros4. O trabalho era vista como fator fundamental de unidade na diversidade da vida cristã.

Pessoas que passavam por frio e sem trabalho.

São João Crisóstomo, Bispo de Constantinopla, séculos IV e V, afirmou que ao passar pelas praças, encontrava pessoas de um lado, pobres, passando por necessidades e de outro lado, outras tinham a possibilidade de algum trabalho. Alguns construíam casas, outros cavavam a terra, outros navegavam pelo mar, de modo que por esses trabalhos obtinham o que mais precisavam, o pão cotidiano. São João reconhecia que a situação no inverno, a luta das pessoas necessitadas era mais dura por todos os lados. Quando mais precisavam do necessário, não trabalhavam porque ninguém os empregava e nem eram chamados os miseráveis para os serviços. O bispo continuou no seu discurso que a comunidade ajudava estas pessoas sem trabalho, sem comida. Seguindo os passos de São Paulo, o bispo afirmou que era preciso fazer a coleta para os pobres, os trabalhadores e trabalhadoras assim como o apóstolo fez, determinando às

Igrejas da Galácia, de fazê-la no primeiro dia da semana, que certamente era o domingo (1 Cor 16,1.2 )5.

O trabalho e a atividade humana.

A Constituição Gaudium et Spes (GS), do Concílio Vaticano II, realizado na década de 1960 teve presentes o trabalho e a atividade humana em vista de melhores condições de vida, correspondendo ao plano de Deus, pois o homem e a mulher foram criados à imagem e semelhança de Deus. Eles receberam a ordem do Criador de submeter a terra com tudo o que nela existe, de governar o mundo com justiça e santidade (Gn 1, 26-27; Sb, 9,2-3), no reconhecimento a Deus como Criador de tudo, de modo que as coisas sendo sujeitas ao ser humano o nome de Deus seja glorificado em toda a terra (Sl 8,7.10)6.

Esta Constituição também ressaltou a importância dos trabalhos cotidianos, pois estes ervem para o sustento para as pessoas e suas famílias. Os homens e as mulheres exercem suas atividades de tal forma que servem de uma forma conveniente à sociedade e com razão, consideram com o seu trabalho, o desenvolvimento pela obra do Criador, ocupando-se com as necessidades de seus irmãos e irmãs, e com a sua ação pessoal, contribuem para a realização do plano divino da história7.

A dignidade humana pelo trabalho.

Em 2020, por ocasião do dia internacional do trabalho, o Papa Francisco afirmou a importância da festa de São José e o dia dos trabalhadores, sendo também um dia de oração pelos trabalhadores e trabalhadoras. O trabalho seja para todas as pessoas, tendo também a justa retribuição, gozando da dignidade do trabalho e da beleza do repouso. O Papa também afirmou que o trabalho humano é a vocação recebida por Deus, tornando o ser humano semelhante a Deus, porque com o trabalho ele lhe dá a capacidade de criar e lhe dá a dignidade de vida8.

O trabalho foi criado por Deus como um bem para todas as pessoas de modo que rezemos para que os empregos sejam priorizados e assim as pessoas vivam o amor a Deus, ao próximo como a si mesmo. O trabalho humano completa a obra do Deus Criador e Redentor.

Fonte: https://www.cnbb.org.br/

"Corações ao alto": uma campanha para incentivar a oração

O devocionário a São José (Vatican News)

Juliano Cazarré, Dunga, Myrian Rios e Ana Lídia Lopes se unem à iniciativa intitulada “Corações ao alto” para incentivar as pessoas a rezarem, a partir da leitura do Devocionário a São José, e compartilhando a rotina da oração nas redes sociais.

Vatican News

O poder da oração é comprovado ao longo da história, desde o Antigo Testamento. Nos Evangelhos, o próprio Jesus Cristo reza e ensina seus discípulos sobre a prática de conversar com Deus. O ato de orar também está presente na vida de todos os santos, seja qual for a época. Mesmo assim, esse é um hábito cada vez menos comum — com a correria do dia a dia retirando a lembrança dessa atividade tão importante.

Buscando reverter esse cenário, a Minha Biblioteca Católica lançou a campanha “Corações ao Alto”. A iniciativa pretende incentivar as pessoas a rezarem nos diversos momentos e necessidades de seu cotidiano. A ação ocorre no Instagram e tem como base a leitura do Devocionário a São José, que compila diversas orações da tradição católica.

“Nosso objetivo é chegar ao maior número de pessoas possível e conseguir alcançar católicos que estão distantes e que, mesmo tendo fé, não a exercitam. Aqueles que esqueceram de que podem e devem contar com a graça de Deus. No Evangelho de João, Nosso Senhor exorta: ‘pedi e recebereis’. Estamos mobilizados nisso”, conta Matheus Bazzo, fundador do maior clube de assinatura de livros religiosos do Brasil.

A chamada do engajamento dos fiéis

A campanha foi lançada nos últimos dias, reunindo uma série de personalidades gravando vídeos em oração — como o ator Juliano Cazarré, o cantor Dunga, a atriz Myrian Rios e a influencer Ana Lídia Lopes. Juntos, esses quatro nomes superam o patamar dos 5 milhões de seguidores na rede social.

As personalidades que participam da campanha de oração (Vatican News)

“São líderes com exposição pública e grande poder de influência na sociedade. Elas se somaram aos nossos esforços nessa ação, buscando atingir pessoas de todo o país. Deus sabe do que precisamos, mas quis que nós, através da oração, falássemos para Ele do que necessitamos. É essa mensagem que queremos juntos levar”, avalia Bazzo.

Qualquer pessoa pode fazer parte da campanha. Para isso, basta postar um vídeo recitando uma oração do devocionário — ou mesmo tirar uma foto da oração que tenha feito. Na hora da publicação no Instagram, utilizar a hashtag #CoracoesAoAlto.

Conheça o devocionário

Os devocionários surgiram como forma de reunir orações e mantê-las ao alcance dos fiéis. São pequenos livros que oferecem opções para todas as horas e circunstâncias das vidas, sendo uma maneira simples e acessível de conversar com Deus — especialmente para quem tem dificuldade em rezar. Há, por exemplo, devocionários dedicados ao Sagrado Coração de Jesus, Nossa Senhora, Espírito Santo, entre outros.

Publicado pela Minha Biblioteca Católica, o Devocionário a São José é o mais completo dedicado ao pai de Jesus Cristo. O livro conta com um recente selo imprimatur — ou seja, possui o reconhecimento de autoridades eclesiásticas após ser submetido ao processo de censura canônica.  Boa parte das orações estão em formato bilingue (português e latim), com o propósito de enriquecer a experiência devocional.

Os textos foram inicialmente escolhidos pelo padre Cléber dos Santos Dias, estudioso da Igreja. Depois disso, passaram pela revisão de diversos sacerdotes, até chegar na versão final. A equipe editorial da Minha Biblioteca Católica organizou de forma inédita essa seleção, resultando em quase 600 páginas.

“Esse é um item de piedade único e exclusivo. Não havia ainda em português um devocionário que expressasse o convite da Igreja e de tantos santos à devoção ao Glorioso Patriarca, abarcando toda a realidade de São José, que é patrono das famílias, do trabalho e do próprio Corpo de Cristo”, pontua Matheus Bazzo.

Colaboração: Minha Biblioteca Católica e Critério

Fonte: https://www.vaticannews.va/pt

Mitos litúrgicos (13/16)

Basílica de Santo Agostinho em Roma | Presbíteros

Mitos litúrgicos

Mito 27: “O padre é autoridade, por isso deve-se obedecê-lo em tudo”

Não se deve.

A Santa Igreja é hierárquica, e uma determinação de um sacerdote que vá contra uma determinação de Roma é automaticamente nula.

O Concílio Vaticano II, como foi dito acima, deixa claro que nem mesmo os sacerdotes podem alterar a Sagrada Liturgia (Sacrossanctum Concilium, n. 22)

O Cardeal Ratzinger, hoje Papa Bento XVI, é incisivo em dizer (“O Sal da Terra”) : “Do que precisamos é de uma nova educação litúrgica, especialmente também os padres.”

A Instrução Redemptionis Sacramentum afirma ainda que todos tem responsabilidade em procurar corrigir os abusos litúrgicos, mesmo quando isso implica em expor queixa aos superiores. Diz o documento (n. 183-184):

“De forma muito especial, todos procurem, de acordo com seus meios, que o santíssimo sacramento da Eucaristia seja defendido de toda irreverência e deformação, e todos os abusos sejam completamente corrigidos. Isto, portanto, é uma tarefa gravíssima para todos e cada um, excluída toda acepção de pessoas, todos estão obrigados a cumprir este trabalho. Qualquer católico, seja sacerdote, seja diácono, seja fiel leigo, tem direito a expor uma queixa por um abuso litúrgico, ante ao Bispo diocesano e ao Ordinário competente que se lhe equipara em direito, ante à Sé apostólica, em virtude do primado do Romano Pontífice. Convém, sem dúvida, que, na medida do possível, a reclamação ou queixa seja exposta primeiro ao Bispo diocesano. Para isso se faça sempre com veracidade e caridade.”

Mito 28: “Procurar obedecer às leis é farisaísmo”

Não é, se essas leis forem leis instituídas por Deus ou por quem Deus delega tal poder.

O que Nosso Senhor censurou nos fariseus NÃO foi a preocupação em obedecer em santas leis de Deus. O próprio Senhor disse: “Se guardardes os Meus Mandamentos, sereis constantes no Meu Amor, como também Eu guardei os Mandamentos de Meu Pai e persisto no Seu Amor.” (Jo 15, 10-11) E ainda: “Não julgueis que vim abolir a lei e os profetas. Não vim para abolir, mas sim para levá-los à perfeição. Pois em verdades vos digo: passará o céu e a terra, antes que desapareça um jota, um traço da lei. Aquele que violar um destes mandamentos, por menor que seja, será declarado o menor no Reino dos céus. Mas aqueles que os guardar e os ensinar será declarado grande no Reino dos céus.” (Mt 5, 17-19)

A lei divina precisa ser obedecida. Os erros que Nosso Senhor condenou nos fariseus foram dois: o fato de eles ensinarem uma coisa e viverem outra (“Este povo somente Me honra com os lábios; mas seu coração está longe de Mim” – Mc 7,6); e o fato de eles interpretarem a lei de forma errada em algumas ocasiões (“Deixando o mandamento de Deus, vos apegais à tradição dos homens” – Mc 7,8), como no caso da proibição deles em relação às curas realizadas em dia de Sábado.

Não existe distinção entre obedecer diretamente a Deus e obedecer a lei da Santa Igreja. Nosso Senhor confiou a São Pedro, o primeiro Papa (Mateus 16,18-19), o poder de ligar e desligar. O Catecismo da Igreja Católica explica que “o poder de ligar e desligar” significa a autoridade de absolver os pecados, pronunciar juízos doutrinais e tomar decisões disciplinares na Igreja.” (n. 553) Por isso, recusa de sujeição à lei da Santa Igreja é pecado contra o 1º mandamento (Cat., n. 2088-2089)

Obedecer à lei da Santa Igreja é obedecer à Deus; obedecer à Deus é obedecer também a lei da Santa Igreja.

 Fonte: https://presbiteros.org.br/

Na saudação do Papa a Tawadros II, a crescente amizade entre as duas Igrejas

Para Francisco e Tawadros II na Audiência Geral (Vatican News)

No “Dia da amizade copta-católica”, as palavras de saudação do Papa Francisco ao Patriarca Tawadros, presente na Audiência Geral.

Vatican News

“Agradeço-lhe de coração o seu compromisso na crescente amizade entre a Igreja ortodoxa copta e a Igreja católica” e que sua visita possa “aproximar-nos mais rapidamente do dia abençoado em que seremos um só em Cristo!”

O “Dia da amizade copta-católica”, celebrado todo dia 10 de maio, coincidiu neste ano de 2023 com a Audiência Geral. A convite do Papa Francisco, o Patriarca da Igreja Copta-Ortodoxa do Egito, Tawadros II, veio ao Vaticano, acompanhado por uma delegação. Estão hospedados na Casa Santa Marta, como ocorreu há dez anos, e participaram do tradicional encontro das quartas-feiras. Com uma alteração na dinâmica da Audiência, o foco foi todo para este histórico encontro. E foi Tawadros o primeiro a falar, seguido então pelas palavras do Santo Padre, que destacou essa aproximação entre as duas Igrejas, que traz a esperança da proximidade do dia em que “seremos um só em Cristo”.

O Papa começou destacando, que Sua Santidade Tawadros aceitou o convite para vir a Roma “a fim de celebrar comigo o 50º aniversário do histórico encontro entre o Papa São Paulo VI e o Papa Shenouda III em 1973. Tratava-se – recordou Francisco - do primeiro encontro entre um Bispo de Roma e um Patriarca da Igreja Ortodoxa copta, que culminou com a assinatura de uma memorável declaração cristológica conjunta, exatamente a 10 de maio”.

E precisamente em memória deste acontecimento, que “Sua Santidade Tawadros veio encontrar-me pela primeira vez em 10 de maio de há dez anos, poucos meses depois da sua e da minha eleição, e propôs que se celebrasse todos os anos, a 10 de maio, o “Dia da amizade copto-católica”, que desde aquela época celebramos todos os anos. “

Dirigindo-se a Tawadros como “caro amigo e irmão”, Francisco reiterou sua gratidão pelo convite aceito “neste duplo aniversário”, assegurando rezar “para que a luz do Espírito Santo ilumine a sua visita a Roma, os importantes encontros que aqui terá e, em particular, os nossos diálogos pessoais. Agradeço-lhe de coração o seu compromisso na crescente amizade entre a Igreja ortodoxa copta e a Igreja católica.”

Então, o pedido para que cresça a comunhão:

Santidade, amados Bispos e prezados amigos, imploro convosco a Deus Todo-Poderoso, por intercessão dos Santos e Mártires da Igreja copta, a fim de que nos ajude a crescer na comunhão, num único e santo vínculo de fé, de esperança e de amor cristão.

O Santo Padre concluiu pedindo a todos os presentes para que orem a Deus “para que abençoe a visita do Papa Tawadros a Roma e ampare toda a Igreja Copta-Ortodoxa. Possa esta visita aproximar-nos mais rapidamente do dia abençoado em que seremos um só em Cristo!”

Audiência Geral de 10/05/2023:

https://youtu.be/hSB9vIQlZUE

Fonte: https://www.vaticannews.va/pt

As três resoluções de Santa Teresa na véspera de sua primeira comunhão

fot. Sanctuaire de Lisieux; Wikimedia Commons | domena publiczna
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Por Mathilde de Robien

Aos 11 anos de idade, durante o retiro que antecedeu sua primeira comunhão, a Santa Teresinha fez três belas resoluções, que já demonstravam sua confiança e seu imenso amor por Jesus.

Santa Teresa de Lisieux fez sua Primeira Comunhão aos 11 anos de idade, em 8 de maio de 1884. “Como foi doce o primeiro beijo de Jesus em minha alma”, recordou ela 11 anos depois, ao escrever suas memórias. “Foi um beijo de amor, eu me senti amada” – e também disse:

“Eu te amo, eu me entrego a Ti para sempre”

Não houve exigências, nem lutas, nem sacrifícios, por muito tempo Jesus e a pequena Teresa e se entenderam… Naquele dia, não foi mais um olhar, mas uma fusão, eles não eram mais dois, Teresinha havia desaparecido, como a gota de água que se perde no oceano. E Jesus permaneceu esplendoroso, Ele era o mestre, o rei.

Um ano depois de sua primeira comunhão, ela fez o que era chamado na época de segunda comunhão (o que não excluía a pessoa de comungar nesse meio tempo). Durante os dois retiros que antecederam sua primeira e segunda comunhão, Teresa fez anotações em um pequeno caderno com capa azul com relevo floral. Oito páginas e meia escritas a lápis. Entre as anotações do segundo retiro, que ocorreu de 17 a 21 de maio de 1885 na Abadia Beneditina, pregado pelo Abbé Domin, Thérèse escreveu:

Quarta-feira de manhã

A Santíssima Virgem é nossa mãe e nunca nos abandonará em qualquer estado em que nos encontremos. Seria um insulto a ela se desanimássemos, pois se não a esquecermos, podemos ter certeza de que seremos salvos. O Abade nos fez tomar resoluções. Eu mantive as da minha Primeira Comunhão, que são: 1* Não ficarei desanimada. 2* Rezarei um “Lembrai-vos” à Santíssima Virgem todos os dias. 3* Tentarei humilhar meu orgulho.

A oração à Virgem

Composta por São Bernardo de Claraval no século XII, esta oração à Virgem, cujo nome em latim é Memorare, é um ato de abandono e um grito de súplica à Mãe de Deus. Foi essa oração que salvou São Francisco de Sales durante uma grave crise de angústia; que inspirou São Luís Maria Grignion de Montfort a compor um cântico; e que Santa Teresa recitou por ocasião das devoções marianas em maio. Aqui está:

Lembrai-vos, ó puríssima Virgem Maria, de que nunca se ouviu dizer que algum dos que recorreram à vossa proteção, imploraram a vossa assistência e clamaram por vosso socorro tenha sido por Vós desamparado.

Animado eu, pois, com igual confiança, a Vós, ó Virgem entre todas singular, como à Mãe recorro, de Vós me valho e, gemendo sob o peso dos meus pecados, me prostro aos vossos pés.

Não rejeiteis as minhas súplicas, ó Mãe do Verbo de Deus humanado, mas dignai-Vos de as ouvir propícia, e de me alcançar o que vos rogo.

Amém.

Não sou mais eu que vivo, é Jesus que vive em mim

Depois de sua primeira comunhão, Teresinha estava ansiosa para receber a Eucaristia novamente, mas a comunhão estava sujeita à permissão do confessor. Para sua grande alegria, o Abade Domin permitiu que ela recebesse a Eucaristia duas semanas depois, em 22 de maio de 1884, Dia da Ascensão. Em sua autobiografia, ela afirma:

O dia seguinte (à sua primeira comunhão, nota do editor) ainda era um belo dia, mas marcado pela melancolia; somente Jesus poderia me satisfazer, eu ansiava pelo momento em que poderia recebê-lo uma segunda vez. Que doce lembrança guardei dessa segunda visita de Jesus! (Dia da Ascensão) Eu repetia para mim mesmo estas palavras de São Paulo: “Já não sou eu que vivo, é Jesus que vive em mim”. Desde essa comunhão, meu desejo de receber o bom Jesus tornou-se cada vez maior… Obtive permissão para fazê-lo em todas as principais festas.

Fonte: https://pt.aleteia.org/

segunda-feira, 8 de maio de 2023

Nova rota de peregrinação para o santuário de Fátima é inaugurada

Imagem ilustrativa / Shutterstock

FÁTIMA, 05 Mai. 23 / 12:20 pm (ACI).- O Caminho do Centenário, uma rota de peregrinação que liga Vila Nova de Gaia a Fátima, em Portugal, foi inaugurado ontem (3). O trajeto tem cerca de 200 quilômetros. O objetivo é reduzir a circulação de peregrinos a pé nas estradas nacionais, oferecendo alternativas por vias secundárias e rurais.

“O objetivo primordial passa pela garantia da segurança dos peregrinos, surgindo a ideia de se criar um caminho alternativo para se evitarem acidentes graves na estrada nacional 1 ou no vulgo IC 2”, disse o presidente da direção da Associação dos Caminhos de Fátima (ACF), Pedro Pimpão, durante a cerimônia de inauguração no Jardim do Morro, em Vila Nova de Gaia.

O presidente da ACF lembrou um acidente na semana passada em que uma peregrina de 61 anos morreu. “Este acidente aconteceu na estrada nacional da zona de Pombal, fora desta rota. Portanto, este Caminho do Centenário é um caminho alternativo que dá mais segurança às pessoas”, disse.

Segundo Pimpão, o caminho tem “cerca de 80% do seu trajeto fora das estradas nacionais mais movimentadas”.

O percurso passa por 14 municípios: Santa Maria da Feira, São João da Madeira, Oliveira de Azeméis, Albergaria-a-Velha, Águeda, Anadia, Mealhada, Coimbra, Condeixa, Soure, Pombal, Leiria, Ourém, com a chegada a Fátima.

O caminho também quer promover a “valorização territorial, patrimonial e econômica dos municípios”.

Fonte: https://www.acidigital.com/

Maria depois da Ascensão

Maria com os apóstolos no Cenáculo | Vatican News

"Nossa Senhora é rainha porque Nosso Senhor é Rei. Maria é bendita entre todas as mulheres porque bendito é o fruto de seu ventre, que é Jesus, o Salvador. Maria é proclamada bem-aventurada por todas as gerações porque o nome de Deus é santo e quis fazer dela o tabernáculo e sacrário do Altíssimo. Não podemos negar a vontade de Deus. Assim foi do seu agrado. Imaculada é Maria, pela graça de Deus, porque trouxe ao mundo o Imaculado, o Cordeiro que veio tirar todo o pecado do mundo."

Jackson Erpen - Cidade do Vaticano

“Sendo assim, na economia redentora da graça, atuada sob a ação do Espírito Santo, existe uma correspondência singular entre o momento da Incarnação do Verbo e o momento do nascimento da Igreja. E a pessoa que une estes dois momentos é Maria: Maria em Nazaré e Maria no Cenáculo de Jerusalém. Em ambos os casos, a sua presença discreta, mas essencial, indica a via do «nascimento do Espírito». Assim, aquela que está presente no mistério de Cristo como Mãe, torna-se ― por vontade do Filho e por obra do Espírito Santo ― presente no mistério da Igreja. E também na Igreja continua a ser uma presença materna, como indicam as palavras pronunciadas na Cruz: «Mulher, eis o teu Filho»; «Eis a tua Mãe». (Redemptoris Mater)”

No Decreto de de 11 de fevereiro de 2018 da então Congregação para o Culto Divino e a Disciplina dos Sacramentos (hoje Dicastério) sobre a celebração da bem-aventurada Virgem Maria, Mãe da Igreja, no Calendário Romano Geral, é destacado que "a Mãe, que estava junto à cruz, aceitou o testamento do amor do seu Filho e acolheu todos os homens, personificado no discípulo amado, como filhos a regenerar à vida divina, tornando-se a amorosa Mãe da Igreja, que Cristo gerou na cruz, dando o Espírito. Por sua vez, no discípulo amado, Cristo elegeu todos os discípulos como herdeiros do seu amor para com a Mãe, confiando-a a eles para que estes a acolhessem com amor filial."

"Dedicada guia da Igreja nascente - lê-se ainda - Maria iniciou, portanto, a própria missão materna já no cenáculo, rezando com os Apóstolos na expectativa da vinda do Espírito Santo. Ao longo dos séculos, por este modo de sentir, a piedade cristã honrou Maria com os títulos, de certo modo equivalentes, de Mãe dos discípulos, dos fiéis, dos crentes, de todos aqueles que renascem em Cristo e, também, “Mãe da Igreja”, como aparece nos textos dos autores espirituais assim como nos do magistério de Bento XIV e Leão XIII".

Dando sequência a sua série de reflexões sobre a Virgem Maria, no programa de hoje deste nosso espaço Pe Gerson Schmidt* nos fala sobre "Maria depois da Ascensão":

"Estamos refletindo os momentos fortes da Presença de Maria na história da Salvação, tal como fizeram os padres do Concílio Vaticano II no documento da Lumen Gentium, inserindo a Mariologia dentro da Eclesiologia, porque Maria é a imagem da Igreja, protótipo do verdadeiro cristão, pois ela foi ouvinte e guardiã da Palavra, pois realizou como discípula a vontade do Pai, como prometeu ao anjo Gabriel.

Tendo comentado os pontos anteriores, desde a Anunciação até a Paixão, hoje aprofundamos o tema de Maria depois da Ascensão de seu Filho ao céu. No número 59 da LG declara assim: “Tendo sido do agrado de Deus não manifestar solenemente o mistério da salvação humana antes que viesse o Espírito prometido por Cristo, vemos que, antes do dia de Pentecostes, os Apóstolos «perseveravam unânimes em oração, com as mulheres, Maria Mãe de Jesus e Seus irmãos» (At 1,14), implorando Maria, com as suas orações, o dom daquele Espírito, que já sobre si descera na anunciação. Finalmente, a Virgem Imaculada, preservada imune de toda a mancha da culpa original (198), terminado o curso da vida terrena, foi elevada ao céu em corpo e alma (183) e exaltada por Deus como rainha, para assim se conformar mais plenamente com seu Filho, Senhor dos senhores (cfr. Apoc. 19,16) e vencedor do pecado e da morte (184)”.

O Concílio aponta aqui as verdades que já sabemos. Primeiro, que Maria estava em Pentecostes, suplicando o Espírito Santo, que a cobriu na anunciação, quando a sombra do Altíssimo gestou Jesus em seu ventre. Maria com os apóstolos reunidos no cenáculo quando o Espirito Santo desce sobre todos eles. Um segundo ponto que sugere esse parágrafo da LG é que Maria perseverava em oração, junto com os apóstolos e outras mulheres como está em Atos dos Apóstolos 1,14. Era mulher orante e participante da Igreja primitiva, como mãe da Igreja nascente. Terceiro ponto é que Maria é Imaculada, imune do pecado original. Imaculada significa “sem mácula”, “sem mancha”, sem pecado algum. E por ser Imaculada, um último ponto abordado nesse trecho é que Maria foi assunta aos céus e exaltada por Deus como Rainha. Nossa Senhora é rainha porque Nosso Senhor é Rei. Maria é bendita entre todas as mulheres porque bendito é o fruto de seu ventre, que é Jesus, o Salvador. Maria é proclamada bem-aventurada por todas as gerações porque o nome de Deus é santo e quis fazer dela o tabernáculo e sacrário do Altíssimo. Não podemos negar a vontade de Deus. Assim foi do seu agrado. Imaculada é Maria, pela graça de Deus, porque trouxe ao mundo o Imaculado, o Cordeiro que veio tirar todo o pecado do mundo.

As conferências dos bispos latino-americanos aconteceram para colocar o Concílio Vaticano II em prática, na realidade da América Latina. A última conferência foi a quinta que aconteceu em Aparecida do Norte, no Brasil. Cada conferência gerou um importante documento. Este último, o Documento de Aparecida, onde o cardeal Jorge Bergoglio teve participação efetiva, posteriormente se tornando o Papa Francisco. O então Cardeal Jorge Mário Bergoglio presidiu a comissão de redação do texto de Aparecida e seu conteúdo tem um vínculo amplamente reconhecido com o pontificado de Francisco.

Em 2021, a pedido do Papa, o CELAM iniciou uma ampla retomada continental desse Documento, que culminou num texto, intitulado “Nossas dívidas com Aparecida: balanço 15 anos depois”. Neste documento, na perspectiva missionária, os bispos latino-americanos falam assim de Maria, no número 266: “A máxima realização da existência cristã como um viver trinitário de “filhos no Filho” nos é dada na Virgem Maria que, através de sua fé (cf. Lc 1,45) e obediência à vontade de Deus (cf. Lc 1,38), assim como por sua constante meditação da Palavra e das ações de Jesus (cf. Lc 2,19.51), é a discípula perfeita do Senhor. Interlocutora do Pai em seu projeto de enviar seu Verbo ao mundo para a salvação humana, com sua fé Maria chega a ser o primeiro membro da comunidade dos crentes em Cristo, e também se faz colaboradora no renascimento espiritual dos discípulos. Sua figura de mulher livre e forte, emerge do Evangelho conscientemente orientada para o verdadeiro seguimento de Cristo. Ela viveu completamente toda a peregrinação da fé como mãe de Cristo e depois dos discípulos, sem estar livre da incompreensão e da busca constante do projeto do Pai. Alcançou, dessa forma, o fato de estar ao pé da cruz em comunhão profunda, para entrar plenamente no mistério da Aliança”(documento de Aparecida, 266). Portanto, Maria é colaboradora a gestar os filhos na fé, no renascimento espiritual dos discípulos. Por isso, recebe da Igreja o título de co-redentora."

*Padre Gerson Schmidt foi ordenado em 2 de janeiro de 1993, em Estrela (RS). Além da Filosofia e Teologia, também é graduado em Jornalismo e é Mestre em Comunicação pela FAMECOS/PUCRS.

Fonte: https://www.vaticannews.va/pt

Mitos litúrgicos (12/16)

Basílica de Santo Agostinho em Roma | Presbíteros

Mitos litúrgicos

Mito 25: “Cada comunidade deve ter a Missa do seu jeito”

Não deve e não pode ter a Missa do seu jeito, e sim do jeito católico.

O Concílio Vaticano II já dizia (Sacrossanctum Concilium, 22): “Ninguém mais, absolutamente, mesmo que seja sacerdote, ouse, por sua iniciativa, acrescentar, suprimir ou mudar seja o que for em matéria litúrgica.”

Escreveu o saudoso Papa João Paulo II : (Ecclesia de Eucharistia, n. 52) “Atualmente também deveria ser redescoberta e valorizada a obediência às normas litúrgicas como reflexo e testemunho da Igreja, una e universal, que se torna presente em cada celebração da Eucaristia. O sacerdote, que celebra fielmente a Missa segundo as normas litúrgicas, e a comunidade, que às mesmas adere, demonstram de modo silencioso mas expressivo o seu amor à Igreja. (…) A ninguém é permitido aviltar este mistério que está confiado às nossas mãos: é demasiado grande para que alguém possa permitir-se de tratá-lo a seu livre arbítrio, não respeitando o seu caráter sagrado nem a sua dimensão universal.”

Também a Instrução Inaestimabile Donum, de 1980, afirma: “Aquele que oferece culto a Deus em nome da Igreja, de um modo contrário ao qual foi estabelecido pela própria Igreja com a autoridade dada por Deus e o qual é também a tradição da Igreja, é culpado de falsificação.”

O Cardeal Ratzinger, hoje Papa Bento XVI, afirmou: “É preciso que volte a ser claro que a ciência da liturgia não existe para produzir constantemente novos modelos, como é próprio da indústria automobilística. (…) A Liturgia é algo diferente da invenção de textos e ritos, porque vive, precisamente, do que não é manipulável.” (“O Sal da Terra”)

Mito 26: “Pode-se fazer tudo o que o Missal não proíbe”

Não se pode.

O Concílio Vaticano II proíbe acréscimos na Sagrada Liturgia, como foi dito acima (Sacrossanctum Concílium, n.22). A interpretação do Missal é estrita: assim, na Santa Missa, faz-se somente o que o Missal determina e nada mais do que isso.

Esta é uma diferença entre a Santa Missa e os grupos de oração, os encontros de evangelização e outros momentos fora da Sagrada Liturgia, onde pode-se usar de uma espontaneidade que não tem lugar dentro da Missa.

O Rito, por sua própria essência, prima pela unidade. Diz a Instrução Redemptionis Sacramentum (n.11) :

“O Mistério da Eucaristia é demasiado grande «para que alguém possa permitir tratá-lo ao seu arbítrio pessoal, pois não respeitaria nem seu caráter sagrado, nem sua dimensão universal. Quem age contra isto, cedendo às suas próprias inspirações, embora seja sacerdote, atenta contra a unidade substancial do Rito romano, que se deve cuidar com decisão (…) Além disso, introduzem na mesma celebração da Eucaristia elementos de discórdia e de deformação, quando ela tem, por sua própria natureza e de forma eminente, de significar e de realizar admiravelmente a Comunhão com a vida divina e a unidade do povo de Deus.”

Também o Cardeal Ratzinger, hoje Papa Bento XVI, juntamente o Messori, no livro “A Fé em Crise?”, publicado em 1985, afirma: “A liturgia não vive de surpresas ‘simpáticas’, de intervenções ‘cativantes’, mas de repetições solenes (…) Também por isso ela deve ser ‘predeterminada’, ‘imperturbável’, porque através do rito se manifesta a santidade de Deus. Ao contrário, a revolta contra aquilo que foi chamado ‘a velha rigidez rubricista’, (…) arrastou a liturgia ao vórtice do ‘faça-você-mesmo’, banalizando-a, porque reduzindo-a à nossa medíocre medida” .

 Fonte: https://presbiteros.org.br/

“O jovem precisa mostrar que a fé está viva”, diz brasileiro que vai para a JMJ 2023

Cortesia / Jefferson Oliveira

Por Ricardo Sanches

O empreendedor brasileiro Jefferson de Oliveira, de 28 anos, vai se juntar a jovens do mundo inteiro na Jornada Mundial da Juventude, a JMJ, que acontece em agosto, em Lisboa. Faltando menos de três meses para o evento, ele está cheio de expectativas para o encontro com o Papa, mas nem sempre foi assim.

No começo deste ano, Jefferson quase desistiu da viagem devido a compromissos profissionais e questões financeiras. Os amigos fecharam pacotes para a viagem e ele ficou para trás. Mas, como ele mesmo diz, “a providência divina deu um jeito”. “Eu fiquei desanimado por ver que estava se aproximando a jornada e eu não conseguia enxergar a possibilidade de participar. Meu sonho já estava morrendo, mas eu sempre pedia para Deus me ajudar a ir para a JMJ. De tanto eu pedir, ele me concedeu a graça”, afirma Oliveira.

Mesmo em cima da hora, o jovem encontrou na internet uma passagem aérea a um preço razoável, conseguiu parcelar o valor sem juros e lá vai ele para o outro lado do Atlântico realizar o sonho de, mais uma vez, marcar presença em um dos maiores eventos da Igreja.

Em 2016, Jefferson participou da Jornada Mundial da Juventude da Cracóvia, e os olhos dele ainda brilham ao lembrar de um dos momentos mais emocionantes do encontro. “A vigília do sábado à noite é muito bonita. É muito lindo ver jovens de todo o mundo cantando e adorando a Jesus. Isso é uma experiência espetacular!”, afirma.

Esquenta para a JMJ

Para entrar no clima da Jornada Mundial da Juventude de Lisboa, o jovem atendeu ao convite dos organizadores, participou de um concurso de criatividade e ficou entre os dez vencedores do certame. O objetivo era fazer uma releitura do hino oficial da JMJ Lisboa.

Para ganhar o prêmio (um kit do evento), ele recorreu a um personagem, um fantoche em forma de gato – brinquedo de infância do jovem empreendedor – que aterrissou em Lisboa com muita expectativa para o encontro da juventude mundial. Veja abaixo como ficou!

Fé viva

Na reta final dos preparativos para a viagem, o jovem brasileiro não vê a hora de conhecer novas culturas, praticar e compartilhar a mensagem de que “o jovem deve assumir mais o papel da Igreja”.

“Esse é um pedido do Papa Francisco e o Papa João Paulo II também pedia para que o jovem fosse Igreja. Precisamos confiar esse papel ao jovem, para que futuramente a Igreja possa propagar mais o Evangelho de Jesus no mundo. O jovem precisa mostrar que a fé está viva”, explica.

Para Jefferson, cada jovem deve fazer a sua parte nessa missão. E ele garante que está fazendo a dele. “Eu utilizo as minhas redes sociais para publicar mensagens de evangelização de forma mais bem humorada e também mais séria. Além disso, tenho uma marca de camisetas, através das quais as pessoas podem espalhar a mensagem de Jesus”, finaliza o jovem brasileiro.

Fonte: https://pt.aleteia.org/

Pe. Manuel Pérez Candela

Pe. Manuel Pérez Candela
Pároco da Paróquia Nossa Senhora da Imaculada Conceição - Sobradinho/DF