Cardiologista cita sinais do corpo que podem indicar
artéria entupida
O cardiologista e intervencionista Vagner Vinicius Ferreira
explica que as artérias não “entopem” de um dia para o outro
Marina Ferreira, Claudia
Meireles
05/03/2026 18:57, atualizado 05/03/2026 18:57
Com a função de levar sangue rico em oxigênio para as
células e órgãos, as artérias são “canos ou tubos”, que podem ficar entupidos por
placas de gordura e inflamação, conforme detalha o cardiologista Vagner
Vinicius Ferreira. A condição, que prejudica a passagem sanguínea por essas
estruturas, é chamada de aterosclerose, momento em que o corpo começa a
dar sinais de que há algo funcionando errado.
Quando as artérias do cérebro ficam obstruídas, ocorre o acidente
vascular cerebral (AVC). Segundo o especialista do Hospital Mantevida, de
Brasília (DF), os sintomas surgem de repente. “Os indícios são fraqueza em
um lado do corpo, boca torta, dificuldade para falar ou perda súbita da visão.
É uma emergência médica”, alerta o intervencionista.
Se o entupimento for nas artérias das pernas, o resultado é a
doença arterial periférica. “Pode provocar dor na panturrilha ao caminhar,
que melhora ao parar. Também pé frio ou pálido, além de feridas que não
cicatrizam”, menciona o cardiologista.
O especialista aponta que, se essa obstrução acontecer no
coração, no caso, a doença arterial coronariana é a forma mais conhecida. “Os
sinais mais comuns são dor ou pressão no peito, sensação de aperto ao fazer
esforço, falta de ar e cansaço fácil”, endossa o intervencionista.
O médico adverte: “Se a dor for intensa, durar mais de 15
minutos, vier com suor frio ou náusea, pode ser um infarto do miocárdio, situação essa que exige
atendimento imediato, pelo risco iminente de um desfecho desfavorável, como a
morte súbita.”
Vagner ressalta sobre o “perigo do silêncio”: “Muitas
pessoas não sentem os indícios até que ocorra um evento grave. Em vários casos,
o primeiro sinal pode ser um infarto ou um AVC.”
Ele avisa a respeito dos fatores de risco merecerem
“atenção”, como pressão alta, diabetes,
colesterol elevado, tabagismo, ganho de peso e histórico familiar de infarto
precoce.
Ao finalizar, o especialista salienta que as artérias não “entopem” de um dia
para o outro. “A aterosclerose é um processo lento e progressivo, que pode
ser prevenido com alimentação equilibrada, atividade física regular, qualidade do sono e controle da pressão, glicose e colesterol“,
argumenta. Ele emenda: “Prevenção ainda é o melhor tratamento.”




















