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sexta-feira, 31 de julho de 2020

9 dados sobre a vida de Santo Inácio de Loyola que você deve conhecer

Santo Inácio de Loyola / Crédito: Domínio público
REDAÇÃO CENTRAL, 31 Jul. 20 / 06:00 am (ACI).- Neste dia em que se celebra a festa de Santo Inácio de Loyola, este artigo apresenta alguns dados que marcaram a vida de um dos santos mais famosos da Igreja, fundador da Companhia de Jesus e criador dos exercícios espirituais.
A seguir, alguns dados que todo católico deve saber sobre a vida deste santo:
1. Foi um nobre
Iñigo de Loyola (não adotaria o nome “Inácio” até depois de seus estudos em Paris) vinha de uma família nobre e antiga do País Basco.
Dessa família, um cronista escreveria mais tarde: “Os Loyola foram uma das famílias mais desastrosas que nosso país teve que suportar, uma dessas famílias bascas que portava um escudo de armas sobre sua porta principal, para justificar melhor os erros que eram o tecido e o padrão de sua vida”.
2. Foi libertino
A situação sociopolítica no País Basco feudal do século XVI, na parte mais ocidental dos Pirineus, era extremamente violenta. Como alguns nobres da época, Inácio era conflitivo, violento e vivia uma sexualidade irresponsável.
O soldado espanhol convertido em místico pode ser o único santo com antecedentes policiais de brigas noturnas (obviamente antes de sua conversão).
3. Quase morreu em batalha
Em 1519, aos 28 anos, Inácio exigiu que seu pequeno grupo de soldados lutasse contra uma força invencível de 12 mil tropas francesas em Pamplona, Espanha. Seu valor (ou obstinação) lhe rendeu uma bala de canhão nas pernas, que destroçou uma afetou gravemente a outra.
Os valores de cavaleiro que possuía eram tão elevados que resultaram em um longo período de convalescência na casa familiar Loyola. Este período mudou sua vida, e o mundo, para sempre.
4. Converteu-se ao catolicismo lendo livros espirituais
Enquanto convalescência, leu textos sobre a vida de Cristo e dos santos e decidiu imitá-los. Uma noite, apareceu-lhe a Virgem Maria com seu Filho e, desde então, colocou-se a servir ao Rei dos céus.
Um dado curioso é que antes da invenção de marcadores, copiou passagens da vida de Cristo e dos santos: as palavras de Jesus foram inscritas em vermelho e as de sua Santíssima Mãe em azul.
5. Sua congregação ia se chamar a “Companha de Maria”
Depois de sua conversão, a Virgem apareceu a ele em até trinta ocasiões. Foram tantas que Inácio quis chamar sua nova ordem originalmente “A Companhia de Maria”.
Logo que terminou sua convalescência, foi em peregrinação ao famoso santuário da Virgem de Montserrat, onde adotou o sério propósito de dedicar-se a fazer penitência por seus pecados. Mudou suas luxuosas vestes pelos de um mendigo, consagrou-se à Virgem Santíssima e fez confissão geral de toda sua vida.
6. Tornou-se um mendigo
Inácio pensou muito sobre os “espíritos” em sua vida: os espíritos que conduzem a Deus e os espíritos nascidos do diabo. Isso o estimulou a viver de uma maneira que os historiadores chamaram seu período de peregrinação.
Durante este tempo, estava decidido a renunciar aos prazeres mundanos. Vestiu-se com um pano de saco e colocou um sapato com sola de corda.
7. Quis converter muçulmanos
Logo depois de completar os exercícios espirituais, Inácio declarou: “Deus quer que converta os muçulmanos!”. Foi até a Terra Santa em 1523, onde pregava nas ruas energicamente e evangelizava a todos os que podia.
Apesar do entusiasmo, só ficou um ano, porque a presença dos maometanos o enfurecia. Regressou para a Espanha e estudou latim, lógica, física e teologia. Também evangelizava as crianças e organizava encontros.
8. Seus companheiros foram chamados “Diabos”
Os primeiros companheiros que teve na Companhia de Jesus, fundada em 1540, foram descritos como os Sete Diabos Espanhóis, não nesse momento, mas no século XIX por um historiador inglês.
Os companheiros (na verdade eram seis e nem todos eram espanhóis) tinha se encontrado com Inácio durante seus estudos em Paris e se reuniram em Roma para tornar-se o núcleo da futura Companhia. Em menos de um século, Inácio de Francisco Xavier seriam canonizados.
9. Quando morreu, já havia milhares de jesuítas
Inácio viveu seus últimos anos em um pequeno quarto de Roma. Dali, governou a Companhia de Jesus e foi testemunho de seu crescimento: de apenas 6 jesuítas em 1541, passaram a 10 mil em 1556, ano de seu falecimento.
Os jesuítas se espalharam por toda Europa, Índia e Brasil durante esses anos.
ACI Digital

S. JUSTINO DE JACOBIS, DA CONGREGAÇÃO DA MISSÃO, BISPO NA ABISSÍNIA

S. Justino de Jacobis
S. Justino de Jacobis  (Joachim Schäfer - Ökumenisches Heiligenlexikon)
Considerado "apóstolo da Etiópia", São Justino de Jacobis foi, em primeiro lugar, um religioso da Congregação da Missão, um homem que "em uma região bem distante de sua terra natal” se tornou "mensageiro do Evangelho de Cristo". Assim, Paulo VI delineou a figura deste Bispo, que viveu em 1800, durante a cerimônia de canonização - em 26 de outubro de 1975 – acrescentando, ao mesmo tempo, outros aspectos deste Santo conhecido como o "pai da Igreja na Etiópia": "plena disponibilidade ao mandato missionário, contínua preocupação em formar o clero indígena, ação ecumênica".
A vocação
Nascido em São Fele, província de Potenza, sul da Itália, em 9 de outubro de 1800, ainda criança mudou-se para Nápoles com sua família. Ali, em 1818, um sacerdote Carmelita intuiu a vocação do jovem Justino e o encaminhou à comunidade dos missionários Vicentinos. Transferido para a Apúlia. Em 18 de junho de 1824, foi ordenado sacerdote na catedral de Brindes. Em 1836, voltou para Nápoles. Durante uma epidemia de cólera, o sacerdote dedicou-se, sem reservas, aos doentes da cidade.
Missão Vicentina
Dois anos depois, os Vicentinos partiram em missão para Adua, na Etiópia, aonde o Padre Justino chegou em 13 de outubro de 1839. Ali, ficou encarregado da região do Tigre, onde estabeleceu a primeira verdadeira missão intitulada Vicariato da Abissínia. Com o tempo, juntaram-se a ele dois confrades italianos, aos quais se uniu também o monge etíope, Ghébré Michael, que se converteu ao catolicismo e foi proclamado Beato em 1926. Converteram-se também cerca de cinco mil indígenas.
Para preparar o clero local, Justino fundou um seminário, chamado "Colégio da Imaculada". Instituiu ainda outros centros missionários em Gondar, Enticciò, Guala. Em 8 de janeiro de 1849, Justino de Jacobis foi ordenado Bispo titular de Nilópolis.
Depois da perseguição de Teodoro, ocorreu, em 1855, o martírio do primeiro sacerdote indígena, precisamente o monge Ghébré Michael, seguido pelo exílio do Bispo de Jacobis, que morreu em 31 de julho de 1860, em Eidale, na Eritreia.
Vatican News

quinta-feira, 30 de julho de 2020

Das Catequeses de São Cirilo de Jerusalém, bispo

S. Cirilo - Informações sobre o Santo do dia - Vatican News
São Cirilo de Jerusalém //VaticanNews
(Cat. 18,26-29: PG33,1047-1050) (Séc. IV)

A Igreja, esposa de Cristo
Igreja “Católica”: é o nome próprio desta santa Mãe de todos nós. É também a Esposa de nosso Senhor Jesus Cristo, o unigênito Filho de Deus. Com efeito, está escrito: Assim como Cristo amou a Igreja e a si mesmo se entregou por ela, e o que se segue. Ela também manifesta em si a figura e a imitação da Jerusalém do alto, que é livre e mãe de todos nós. Sendo antes estéril, é agora mãe de numerosa prole.

Repudiada a primeira, na segunda, isto é, na Igreja católica, Deus, no dizer de Paulo, estabeleceu em primeiro lugar os apóstolos, em segundo os profetas, em terceiro os doutores, depois o poder dos milagres, os dons de curar, de assistir, de governar, as diversidades das línguas, e toda outra virtude, quero dizer, a sabedoria e a inteligência, a temperança e a justiça, a misericórdia e a bondade, a insuperável paciência nas perseguições.

Ela, a Igreja, pelas armas da justiça à direita e à esquerda, na glória e no opróbrio, primeiro nas perseguições e angústias, coroou os santos mártires com coroas de variadas e múltiplas flores entrelaçadas com a paciência; agora, em tempos de paz, pela graça de Deus, recebe dos reis, dos homens ilustres e de todo gênero humano as honras devidas. Os reis, existentes em todo lugar, têm seu poder determinado pelos limites de seu reino. Unicamente a Santa Igreja Católica possui irrestrita autoridade em todo o orbe da terra: Pôs Deus a paz por seus confins, como está escrito.

Instruídos com os preceitos e modo de viver nesta Santa Igreja Católica, possuiremos o reino dos céus e receberemos por herança a vida eterna. Por este motivo, agüentamos absolutamente tudo para a alcançarmos de Deus. Nossa meta proposta não é nada insignificante: a posse da vida eterna, esta é a nossa luta. Por isso na profissão de fé, após termos dito: Na ressurreição da carne, isto é, dos mortos, já explicada, aprendamos a crer: E na vida eterna, que é a nossa batalha de cristãos.

Portanto, a vida em sua realidade e verdade é o Pai, que, pelo Filho no Espírito Santo, derrama qual fonte os dons celestes sobre nós, e por sua benignidade também a nós, homens, nos foram firmemente prometidos os bens da vida eterna.

Espanha celebra os 50 anos da proclamação de Santa Teresa de Jesus como Doutora da Igreja

Santa Teresa de Jesus // Guadium Press
Santa Teresa de Jesus foi a primeira mulher a receber o título de Doutora da Igreja.

Espanha – Ávila (29/07/2020 10:00, Gaudium Press) No próximo dia 27 de setembro, se recordará a proclamação de Santa Teresa de Jesus como Doutora da Igreja, ato realizado há 50 anos pelo Papa Paulo VI.
Para celebrar esta data, a Arquidiocese de Ávila e os Carmelitas Descalços, junto com a Universidade Católica de Ávila estão organizando uma série de eventos, dentre os quais se destaca um Congresso Internacional.

Congresso Internacional

Intitulado como “Mulher Excepcional. Cinquenta anos do Doutorado de Santa Teresa de Jesus”, o evento está programado para ocorrer entre os dias 12 e 15 de abril de 2021, e terá como objetivo ser um marco de encontro, diálogo e debate científico.
Por esta razão, foi reservado um espaço para a apresentação de trabalhos de pesquisa relacionados com algum dos núcleos temáticos do Congresso: Teologia espiritual. A mística no contexto acadêmico nos séculos XX e XXI; Mulher e Igreja; Relações, paralelismos e contrastes entre Santa Teresa de Jesus e outros Santos doutores e doutoras da Igreja e Nova evangelização.
O Congresso contará com a presença do Cardeal Aquilino Bocos, do Cardeal Dr. Ricardo Blázquez Pérez, do Dr. Emilio Martínez ocd, do Dr. Silvano Giordano ocd, do Dr. Rómulo Cuartas Londoño ocd, da Dra. Marianne Schlosser, da Dra. Beatriz de Ancos Morales, do Dr. Burkard M. Zapff e do Dr. Lothar Wehr, que abarcarão a vida e obra de Santa Teresa a partir de diferentes perspectivas.

Conferência e Missa na Catedral de Ávila

A apresentação oficial do Congresso será realizada no próximo dia 27 de setembro através de uma conferência ministrada na Catedral de Ávila com o seguinte tema “Teresa de Jesus: Um verbo irregular. Por que segue cativando-nos?”. Em seguida será celebrada uma Missa. Ambos atos poderão ser acompanhados através da página do evento (clique aqui).

Primeira Doutora da Igreja

Santa Teresa de Jesus foi a primeira mulher a receber o título de Doutora da Igreja. Na homilia da cerimônia de 27 de setembro de 1970, o Papa São Paulo VI comentou que “esta santa tão singular e tão grande, suscita em nosso espírito uma série de pensamentos. A vemos diante de nós como uma mulher excepcional, como uma religiosa que, envolta toda ela de humildade, penitência e simplicidade, irradia em torno de si a chama de sua vitalidade humana e de sua dinâmica espiritualidade; a vemos, ainda, como reformadora e fundadora de uma histórica e insígne Ordem religiosa, como escritora genial e fecunda, como mestra de vida espiritual, como contemplativa incomparável e incansável alma ativa”. (EPC)

Bispo mais idoso do mundo dá esse conselho aos jovens

Dom Damián Iguacén, bispo mais idoso do mundo. Crédito: Captura de Youtube
MADRI, 29 Jul. 20 / 10:30 am (ACI).- Dom Damián Iguacén é o bispo mais idoso do mundo com 104 anos de idade, depois do falecimento recente de Dom Bernardino Piñera. Em uma entrevista concedida em fevereiro passado à diocese de Tenerife (Espanha), da qual é Bispo Emérito, incentivou os jovens a "não viver uma vida egoísta, mas viver para os demais".
Em junho passado, depois de se tornar o bispo mais idoso do mundo, Dom Iguacén recebeu a visita do Bispo de Tenerife, Dom Bernardo Álvarez e do bispo de Huesca, Dom Julián Ruiz.
Segundo destaca o jornal El Heraldo de Aragón, Montserrat Brescó, superiora da residência das Irmãzinhas dos Anciões Desamparados, onde mora o Prelado, explicou que nos últimos meses sua condição física se deteriorou, embora ele continue se comunicando com as pessoas que o cuidam na residência para a qual "ele sempre tem uma benção".
Em uma entrevista concedida à diocese de Tenerife em fevereiro passado, por ocasião de seu aniversário de 104 anos, Dom Iguacén explicou que se lembra de seus anos naquela diocese "com muito carinho".
"Aproveitei tudo para me doar, porque minha ideia era me doar aos demais. Estou aqui para servir aos outros", afirmou o Prelado acrescentando que “me dói não ter feito melhor do que fiz”.
Dom Iguacén incentivou os jovens a “se entregarem aos outros, que sua vida não seja egoísta, mas que vivam para os demais. Porque não há amor maior do que dar a vida. Então, demos a vida. Seja solteiro, casado, consagrado ... tanto faz. Não viver para mim, mas para os outros. Essa tem sido a minha motivação”.
Em uma entrevista concedida em 2018 ao jornal ABC, Dom Iguacén lembrou que “eu vivi o sacerdócio com todo o meu entusiasmo. Dar a minha vida sem reservas, o que me pedissem. Se tivesse que voltar a escolher a minha vocação, voltaria a ser sacerdote”.
Depois, garantiu que há apenas uma tarefa da qual não se aposentou: "Confessar todo aquele que me pede".
Breve biografia
Dom Iguacén nasceu na cidade de Fuencalderas, na cidade de Zaragoza (Espanha) em 1916. Estudou no Seminário da Santa Cruz, na cidade de Huesca. Devido ao início da Guerra Civil Espanhola, aos 19 anos, teve que se mudar para Comillas, onde trabalhou como operador de telégrafo e teve ferimentos no rosto. No final da guerra, retornou ao seu seminário de origem e foi ordenado sacerdote em junho de 1941, aos 29 anos.
Até 1970, ele ocupou vários cargos pastorais na diocese de Zaragoza e mais tarde foi nomeado Bispo da diocese de Barbastro e, em 1974, foi Bispo da diocese de Teruel e Albarracín.
Publicado originalmente em ACI Prensa. Traduzido e adaptado por Nathália Queiroz.
ACI Digital

Papa Francisco expressa pesar pelo falecimento de Dom Henrique Soares

Papa Francisco - Foto: ACI Prensa / Daniel Ibáñez;
Dom Henrique Soares - Foto: Diocese de Palmares (PE)
Vaticano, 29 Jul. 20 / 07:44 pm (ACI).- O Papa Francisco enviou uma mensagem à Diocese de Palmares expressando o pesar pelo falecimento de seu Bispo, Dom Henrique Soares da Costa, que morreu aos 57 anos, em 18 de julho, por complicações da Covid-19.
A mensagem é assinada pelo Secretário de Estado do Vaticano, Cardeal Pietro Parolin, o qual afirma que, “recebida com grande pesar a notícia do falecimento de Dom Henrique Soares da Costa, o Santo Padre me confiou certificar à Diocese de Palmares da sua solidariedade nesta hora de tristeza e orfandade pela morte de seu zeloso pastor que por seis anos apascentou procurando dar pleno cumprimento aos desígnios de Deus tanto para o povo pernambucano como àqueles que o seguiam através das redes sociais”.
“E, enquanto encoraja a todos os que se beneficiaram do seu incansável apostolado a honrar a sua memória dando continuidade à missão evangelizadora da Igreja no Brasil, o Sucessor de Pedro implora para Dom Henrique o prêmio prometido pelo Divino Mestre aos seus discípulos fiéis”, assinala.
Exorta ainda “a comunidade diocesana a seguir o rasto de paz e bem por ele deixado, sabendo que não caminha só, mas com Cristo seu Senhor, em cujo nome o Papa Francisco envia ao clero, aos consagrados e fiéis leigos de Palmares uma confortadora bênção apostólica”.
Além disso, a Diocese de Palmares recebeu uma carta de condolências do então Núncio Apostólico no Brasil, Dom Giovanni d’Aniello, que disse ter tomado conhecimento, “com profunda tristeza, da notícia da morte do querido corrimão e amigo Dom Henrique Soares da Costa”.
“Dom Henrique deixa a vocês todos um legado de dedicação total e completa à vontade de Deus, numa atitude de absoluta confiança no Senhor da vida, como ele testemunhava em várias falas e, como soube, até mesmo antes de morrer”, declara.
O Núncio recorda que “a morte, como ele amava dizer, é o caminho para a vida eterna”. Assim, afirma que, “do céu, perto do Deus que ele tanto amou, ele acompanhará cada um de nós para que possamos, percorrendo fielmente este caminho, merecer também entrar na vida eterna”.
ACI Digital

O jejum dos Apóstolos (Parte 10): os Líderes dos Apóstolos Pedro e Paulo


Apostolicidade

Os Líderes dos Apóstolos Pedro e Paulo (29 de junho):
O Jejum dos Apóstolos termina com a Festa de São Pedro e São Paulo, Líderes dos Apóstolos (29 de junho), e com a memória de todos os Apóstolos (em 30 de junho). Esses dois homens tinham pouco em comum. Pedro era da Galileia, um comerciante comum que ganhava a vida pescando. Paulo, de Tarso na Cicília, era um cidadão romano e um fariseu, educado na Lei Judaica. O que eles tinham em comum era sua fé em Cristo e sua abertura ao Espírito Santo que haviam recebido.
Pedro foi o primeiro dos Apóstolos de Jesus a confessar: “Tu és o Cristo, o Filho de Deus vivo!” E em resposta, “Jesus, então, lhe disse: ‘Feliz és, Simão, filho de Jonas, porque não foi a carne nem o sangue que te revelou isto, mas meu Pai que está nos céus. E eu te declaro: tu és Pedro, e sobre esta pedra edificarei a minha Igreja; as portas do inferno não prevalecerão contra ela. Eu te darei as chaves do Reino dos Céus: tudo o que ligares na terra será ligado nos céus, e tudo o que desligares na terra será desligado nos céus’” (Mateus 16,16-18).
Havendo sido inicialmente um inimigo dos Apóstolos, Paulo foi convertido no caminho para Damasco, onde ia para prender fiéis que pertenciam à comunidade judaica. O Cristo também lhe confiou uma missão especial: “levará o meu nome dian¬te das nações, dos reis e dos filhos de Israel” (Atos 9,15). Mais tarde, Paulo levaria o Evangelho por toda a Ásia Menor e Europa adentro, tanto aos gentios quanto aos judeus.
Muito do Novo Testamento é, direta ou indiretamente, trabalho desses dois santos. Além das Epístolas que levam seus nomes, os ensinamentos de Pedro e Paulo são encontrados nos Evangelhos e nos Atos dos Apóstolos. De acordo com uma tradição primitiva, São Marcos era o discípulo e intérprete de São Pedro que escreveu as memórias de São Pedro acerca de Jesus. Como vemos nos Atos, São Lucas era um discípulo e companheiro de São Paulo, já no fim de sua vida, que registrou muito do que sabemos sobre Pedro e Paulo.
Tanto São Pedro quanto São Paulo encerraram suas vidas em Roma em 66-68 d.C. Pedro morreu a morte de um escravo: a lenta crucifixão. A Paulo, como um cidadão romano, foi concedida uma morte mais misericordiosa: a decapitação. Pedro e Paulo colocaram as fundações da Igreja de Roma, que observa até hoje a festa de sua Sede.
A Igreja de Antioquia também tem esses santos como seus patronos. De acordo com os Atos dos Apóstolos, São Paulo foi um membro da Igreja de Antioquia e foi enviado por ela em suas viagens missionárias (At 13, 1-3). Apesar de os Atos apenas registrarem a visita de São Pedro a Antioquia, a tradição local diz que ele viveu ali por sete anos antes de ir a Roma. Antioquia foi naquela época a capital do Império Romano do Oriente e o centro da atividade Cristã na Ásia Menor.
  • Rezem juntos os seguintes versos: “Com que galardões de louvor coroaremos Pedro e Paulo? Eis os maiores arautos da Palavra de Deus, diferentes pessoas, mas um em espírito – aquele, o Líder dos Apóstolos, este, quem trabalhou mais que todos os outros. Cristo Deus, que É o Misericordiosíssimo, coroou a ambos de maneira apropriada: com diademas de glória e imortalidade. Veneremos Pedro e Paulo, os grandes luminares da Igreja: dois faróis iluminando a Igreja com toda a Doutrina de Deus. Por sua pregação, eles tiraram os gentios do desconhecimento de Deus. Por isso, o primeiro foi pregado à cruz e encontrou seu caminho para o Céu, onde recebeu as Chaves do Reino do próprio Cristo; enquanto o segundo, decapitado ao fio da espada, acendeu em glória ao Salvador. Pelas suas orações, esmagai nossos inimigos invisíveis, ó Cristo Deus, e firmai nossa Fé Verdadeira, porque Vós Sois o Amigo da Humanidade!”
Veritatis Splendor

quarta-feira, 29 de julho de 2020

Das Homilias de São Basílio Magno, bispo

São Basílio Magno//Ecclesia
Hom. 6 De caritate 3,6: PG 31,266-267.275)     (Séc.IV)

Semeai para vós mesmos na justiça
Imita a terra, ó homem! À semelhança dela produze fruto, não te reveles inferior a uma coisa inanimada. Ela nutre frutos não para seu consumo, mas para teu serviço. Tu, no entanto, todo fruto de beneficência que produzisses, colherias para ti mesmo, porque o prêmio das boas obras reverteria a ti. Como o trigo que cai na terra redunda em lucro para o semeador, assim o pão dado ao faminto, grande proveito te trará no futuro. Seja, portanto, o final de tua lavoura o início da sementeira celeste: Semeai, está escrito, para vós mesmos na justiça. Mesmo contra a vontade, terás de deixar aqui teu dinheiro. Pelo contrário, enviarás ao Senhor a glória conseguida pelas boas obras. Ali, na presença do Juiz de todos, o povo em peso te proclamará o provedor, o generoso doador e te cobrirá com todos os nomes significantes de bondade e de benignidade.

Com efeito, não vês como aqueles que, nos teatros, nos estádios, nos circos, aqueles que combateram contra as feras, cujo aspecto nos horroriza, por uma breve fama e pelos aplausos vibrantes do povo, malbaratam riquezas? Tu, porém, tão parco em gastar, donde conseguirás tamanha glória? Deus te aprovará, louvar-te-ão os anjos, todo homem criado desde o início do mundo te proclamará feliz. Glória eterna, coroa de justiça, reino dos céus, tudo isto premia as coisas corruptíveis que bem usaste. Nada te cause cuidado daqueles bens, objeto da esperança, pelo pouco caso dado às coisas temporais. Ânimo, então, e reparte de diversos modos as riquezas, sendo liberal e magnânimo nos gastos com os indigentes. De ti dirão: Distribuiu, deu aos pobres; sua justiça permanecerá para sempre. Como deverias ser grato ao benéfico doador que teve considerações por ti. Não te alegras, não te regozijas por não teres que ir bater à porta dos outros, mas que eles venham à tua? Agora, no entanto, és rabugento, com dificuldade consegue alguém te falar: evitas encontros; não aconteça teres de abrir mão nem que seja um pouquinho. Conheces só uma frase: “Não tenho nem dou; também sou pobre”. És pobre na verdade, indigente de todo bem: pobre de amor, pobre de bondade, pobre de fé em Deus, pobre de esperança eterna.

Você é Marta ou Maria?

SAINT MARTHA,MARY,JESUS
Johannes Vermeer /Public Domain /Wikicommons


No dia de Santa Marta, o Evangelho parece opor-se à vocação contemplativa de Maria com a vida ativa de Marta. Mas isso é realmente o que nos quer dizer? Temos que escolher entre ficar no lugar de Marta e no de Maria?

Imagine a cena: Jesus, o grande amigo, é recebido em Betânia. Feliz em recebê-lo, Marta fica estimulada e com entusiasmo e eficiência: há muito o que fazer! Mas a irmã dela, Maria, parece não perceber isso, pois ela descansa tranquilamente sentada aos pés de Jesus, como se a comida fosse se preparar sozinha, como se parecesse normal deixar todo o trabalho para os outros.
Marta protesta. E que dona de casa não se reconhece nalgum dia nesses protestos? Todo o mundo gostaria de estar sentado em vez de estar cozinhando nos fogões! É muito bom ouvir o convidado, mas felizmente há alguém que se preocupa com as tarefas materiais. É o que Marta pensa, e nós a entendemos.
Quando nos tornamos escravos de tarefas materiais
E Jesus Cristo, percebe isso? Sim definitivamente. Para começar, porque ele vê, há trinta anos, sua mãe preparando refeições, lavando, colocando todas as coisas em ordem, como todas as mães do mundo. Ele sabe bem que tudo isso não é feito sozinho. Ele provou tanto o peso do cansaço como o da alegria de saborear uma boa refeição.
Jesus não ignora o valor e a verdadeira importância do trabalho de Marta, ele não a menospreza. Além do mais, adivinha a generosidade que empurra Marta a ficar estimulada dessa maneira: ela quer que tudo seja perfeito para Jesus. E as tarefas materiais são aquelas das quais Jesus falou: “Em verdade eu vos declaro: todas as vezes que fizeste isto a um destes meus irmãos mais pequeninos, foi a mim mesmo que o fizeste” (Mt 25,40).
“Marta, por sua vez, sentiu-se oprimida porque tinha muito o que fazer” (Lc 10,40). “Oprimida” é a palavra na qual deveríamos colocar nossa atenção. Marta, de certa forma, se torna escrava das tarefas materiais. Ela corre risco de prestar mais atenção à comida do que ao seu convidado.
Esse defeito pode ser repetido em muitas outras áreas: no sistema, que prevalece sobre a vida que as pessoas deveriam servir; nos catequistas, mais preocupados com os problemas de método do que com o próprio Senhor; ou mesmo nos pais, mais pendentes dos resultados escolares de seus filhos do que atentos ao desenvolvimento geral de sua personalidade.
Como manter o foco no essencial?
Qual é a primeira coisa em nossa vida? Essa é a pergunta que somos convidados a nos perguntar incessantemente, para não nos deixarmos dominar, para preservar nossa liberdade e permanecer focados no essencial, em vez de dispersar.
Costumamos reclamar de ter um emprego com um horário sobrecarregado, de estar sempre correndo, de nunca ter a chance de respirar. Não seria que, como Marta, ficamos inquietos e agitados com muitas coisas?
“Apenas uma coisa é necessária”, diz Jesus Cristo à Marta (Lc 10,42). Do ponto de vista dessa necessidade única, não há nenhuma oposição entre a vocação de Marta e a de Maria. Qualquer que seja a nossa vocação – Carmelita ou mãe de família, eremita ou empresário -, a primeira coisa para nós é ficar aos pés de Jesus para ouvi-lo.
“Somente Deus é suficiente”, e isso não é verdade apenas para monges e freiras, mas para todos nós. Jesus repete para nós, assim como para Marta, que a primeira coisa no nosso dia a dia é a oração. A primeira coisa em nossas preocupações é cumprir a vontade de Deus. A primeira coisa em nossas ambições é a busca do Reino. Todo o resto nos será dado a mais. É claro que a vocação de Marta não é idêntica à de Maria.
Uma mãe não estará tanto tempo em oração quanto uma irmã carmelita; um franciscano não precisará ser um gerente financeiro tão bom quanto um empresário. Para cada um o seu lugar. O que muda, de um estado de vida para outro, é a maneira pela qual é procurada, a maneira pela qual essa “única necessidade” é servida. Essa única coisa necessária é sempre a mesma. O Senhor fez todos nós para Ele e, como diz Santo Agostinho, “nossos corações ficam inquietos até que descansem Nele”….. quer sejamos como Marta ou Maria!
Christine Ponsard
Aleteia

Podemos orar aos Santos?

Podemos orar aos Santos?

Por Alessandro Lima
Desde os tempos apostólicos a Igreja ensina que os que morreram na amizade do Senhor, não só podem como estão orando pela salvação daqueles que ainda se encontram na terra. Tal conceito é conhecido como a intercessão dos santos.
A Doutrina
Sobre a doutrina da intercessão dos santos, o Catecismo da Igreja Católica ensina:
  • “Pelo fato que os do céu estão mais intimamente unidos com Cristo, consolidam mais firmemente a toda a Igreja na santidade… Não deixam de interceder por nós ante o Pai. Apresentam por meio do único Mediador entre Deus e os homens, Cristo Jesus, os méritos que adquiriram na terra… Sua solicitude fraterna ajuda, pois, muito a nossa debilidade.” (CIC 956)
Por tanto para a Igreja Católica, os santos intercedem por nós junto ao Pai, não pelos seus méritos, mas pelos méritos de Cristo Nosso Senhor, o único Mediador entre Deus e os homens.
A Intercessão dos Justos no Antigo Testamento
Deus manda Abimelec pedir as orações de Abraão por ele:
  • “Agora, pois, restituí a mulher a seu marido [Abraão] porque é profeta e rogará por ti, para que vivias” (Gn 20,7).
O povo de Israel pede as orações de Samuel:
  • “Roga ao Senhor, teu Deus, pelos seus servos, para que não morramos” (1Rs 12,19).
O Rei Joroboão pediu a intercessão de um justo:
  • “Então disse o rei ao homem de Deus: ‘Aplaca o Senhor, teu Deus, e roga por mim para que me seja restituída a mão’. O homem de Deus aplacou o Senhor e o rei pôde trazer de novo a si a mão, que se tornou tal como era antes.” (1 Rs 13,6).
Ozias pede a intercessão de Judite: 
  • “Agora, pois, ora por nós, porque tu és uma mulher santa e temente a Deus” (Jdt 8,29).
Disse Deus aos amigos de Jó:
  • “Tomai, pois, sete touros e sete carneiros e vinde ter com meu servo Jó. Oferecei-os por vós em holocausto e meu servo Jó intercederá por vós. É em consideração a ele que não vos infligirei ignomínias por não terdes falado bem de mim, como Jó, meu servo” (Jo 42,8).
Como se vê é o próprio Deus que recomenda que oremos uns pelos outros.
Com efeito, ensinou também o Apóstolo Paulo:
  • “Nas contínuas orações que por vós fazemos, damos graças a Deus, Pai de nosso Senhor Jesus Cristo” (Col 1,3).
Jesus mesmo ensinou:
  • “Orai pelos que vos perseguem e caluniam” (Mt 5,44).
São Tiago ensinou:
  • “Orai uns pelos outros, para serdes salvos, porque a oração do justo, sendo fervorosa, pode muito” (Tg 5,16).
Tudo isso demonstra que Deus aceita a oração dos justos por nós.
Os Santos defuntos podem orar por nós
Alguém ainda poderia objetar: os exemplos até aqui são de vivos pedindo a oração de vivos e não de vivos pedindo a oração de mortos.
Primeiro, os justos que morreram na amizade de Deus estão vivos e não mortos.
É o próprio Cristo que o afirma:
  • “Ora, Deus não é Deus dos mortos, mas dos vivos; porque todos vivem para ele” (Lc 20,38).
Com efeito, os evangelhos relatam a presença de Moisés e Elias com Jesus no monte das oliveiras durante a sua transfiguração.
Em Jeremias lemos:
  • “E o Senhor disse-me: Ainda que Moisés e Samuel se pusessem diante de mim, a minha alma não se inclinaria para este povo; tira-os da minha face e retirem-se” (Jer 15,1).
No tempo do Profeta Jeremias ambos Moisés e Samuel já estavam falecidos. O texto bíblico ficaria totalmente sem sentido se os dois servos de Deus não estivessem vivos no mundo espiritual e se não pudessem interceder pelos que estão na terra. Em 1 Sm 28,14 temos mais uma evidência de que o Profeta Samuel estava muito vivo, apesar de falecido.
No Segundo Livro dos Macabeus também lemos:
  • “Este é o amador dos seus irmãos e do povo de Israel; este é Jeremias, profeta de Deus que ora muito pelo povo e pela santa cidade” (2 Mac 15,12-14).
Não só os santos defuntos rezam pelos que ainda vivem na terra, como também os santos anjos.
Em Zac 1,12-13 um anjo intercede a Deus por Jerusalém e várias cidades de Judá.
O arcanjo Rafael diz a Tobias:
  • “Quando rezavas com lágrimas, e sepultavas os mortos eu oferecia tua oração a Deus” (Tob 7,12).
Nosso Senhor Jesus Cristo, na parábola do Rico e Lázaro (Lc 16:19-31), nos mostra que mesmo após a morte o Rico (que estava no inferno) pede a intercessão de Abraão (que estava no céu), pelos seus parentes. Jesus não contaria esta parábola se os santos que morreram na esperança do Senhor, não pudessem rogar pelos vivos.
A comunhão dos Santos
O Apóstolo Paulo ensina que todos os fiéis cristãos estão unidos entre si como membros do corpo único de Cristo (cf. 1Coríntios 12,12-27), onde Nosso Senhor é a cabeça e nós seus membros:
  • “Mas, pela prática sincera da caridade, cresçamos em todos os sentidos, naquele que é a cabeça, Cristo. É por ele que todo o corpo – coordenado e unido por conexões que estão ao seu dispor, trabalhando cada um conforme a atividade que lhe é própria – efetua esse crescimento, visando a sua plena edificação na caridade” (Efésios 4,15-16).
Ora, estando Cristo no Céu e sendo a cabeça da Igreja, isso mostra que os fiéis defuntos também fazem parte do mesmo corpo místico de Nosso Senhor. Todos os fiéis sejam eles vivos ou mortos fazem parte do mesmo corpo, que é a Igreja, cuja cabeça é Jesus.
Logo, se todos somos membros do mesmo corpo místico, estamos unidos. E todos os bens e virtudes que um membro tem ou ganha pode ser comunicado a outro, assim como ocorre no corpo. Isso obviamente inclui as orações.
O livro do apocalipse é o livro que mais detalha o serviço que os Santos prestam a Deus. Eles se ocupam na oração (cf. Ap 5,8). Mas por que será que eles oram? Oram por nós que ainda estamos na caminhada.
Encontramos também a seguinte passagem:
  • “Quando abriu o quinto selo, vi sob o altar as vidas dos que tinham sido imolados por causa da Palavra de Deus e do testemunho que dela tinham prestado. E eles clamaram em alta voz: ‘Até quando, ó Senhor santo e verdadeiro, tardarás a fazer justiça, vingando nosso sangue contra os habitantes da terra?’ ” (Ap 6,9-10).
Os Santos estão pedindo por justiça e podem faze-lo porque estão na presença de Deus.
E não só podem orar, como oram e oferecem suas orações a Deus:
  • “Outro Anjo veio prostrar-se junto ao altar, com um turíbulo de ouro. Deram-lhe uma grande quantidade de incenso para que o oferecesse com as orações de todos os santos, sobre o altar de outro que está diante do trono.” (Ap 8,3).
O Apóstolo Paulo após referir-se aos Santos Mártires e Heróis na Fé do Antigo Israel (cf. Hb 11), logo em seguida diz que somos assistidos por eles e que são uma multidão de testemunhas nossas (cf. Hb 12,1).
Ora, o texto Paulino não faria qualquer sentido se não existisse a comunhão dos santos, isto é, a união mística dos fiéis vivos e defuntos num único organismo vivo que é a Igreja, corpo místico de Nosso Senhor Jesus Cristo.
O Testemunho dos primeiros cristãos
Vejamos agora o que professava os cristãos no tempo em que não havia divisão na Cristandade, em relação à doutrina da intercessão dos santos:
  • “O Pontífice [o Papa] não é o único a se unir aos orantes. Os anjos e as almas dos juntos também se unem a eles na oração” (Orígenes, 185-254 d.C. Da Oração).
  • “Se um de nós partir primeiro deste mundo, não cessem as nossa orações pelos irmãos” (Cipriano de Cartago, 200-258 d.C. Epístola 57)
  • “Aos que fizeram tudo o que tiveram ao seu alcance para permanecer fiéis, não lhes faltará, nem a guarda dos anjos nem a proteção dos santos“. (Santo Hilário de Poitiers, 310-367 d.C).
  • “Comemoramos os que adormeceram no Senhor antes de nós: patriarcas, profetas, Apóstolos e mártires, para que Deus, por suas intercessões e orações, se digne receber as nossas.” (São Cirilo de Jerusalém, 315-386 d.C. Catequeses Mistagógicas).
  • “Em seguida (na Oração Eucarística), mencionamos os que já partiram: primeiro os patricarcas, profetas, apóstolos e mártires, para que Deus, em virtude de suas preces e intercessões, receba nossa oração” (São Cirilo de Jerusalém, 315-386 d.C. Catequeses Mistagógicas).
  • “Se os Apóstolos e mártires, enquanto estavam em sua carne mortal, e ainda necessitados de cuidar de si, ainda podiam orar pelos outros, muito mais agora que já receberam a coroa de suas vitórias e triunfos. Moisés, um só homem, alcançou de Deus o perdão para 600 mil homens armados; e Estevão, para seus perseguidores. Serão menos poderosos agora que reinam com Cristo? São Paulo diz que com suas orações salvara a vida de 276 homens, que seguiam com ele no navio [naufrágio na ilha de Malta]. E depois de sua morte, cessará sua boca e não pronunciará uma só palavra em favor daqueles que no mundo, por seu intermédio, creram no Evangelho?” (São Jerônimo, 340-420 d.C, Adv. Vigil. 6).
  • “Portanto, como bem sabem os fiéis, a disciplina eclesiástica prescreve que, quando se mencionam os mártires nesse lugar durante a celebração eucarística, não se reza por eles, mas pelos outros defuntos que também aí se comemoram. Não é conveniente orar por um mátir, pois somos nós que devemos encomendar suas orações” (Santo Agostinho, 391-430 d.C. Sermão 159,1)
  • “Não deixemos parecer para nós pouca coisa; que sejamos membros do mesmo corpo que elas (Santa Perpétua e Santa Felicidade) (…) Nós nos maravilhamos com elas, elas sentem compaixão de nós. Nós nos alegramos por elas, elas oram por nós (…) Contudo, nós todos servimos um só Senhor, seguimos um só Mestre, atendemos um só Rei. Estamos unidos a uma Cabeça; nos dirigimos a uma Jerusalém; seguimos após um amor, envolvendo uma unidade” (Santo Agostinho, 391-430 d.C. Sermão 280,6)
  • “Por vezes, é a intercessão dos santos que alcança o perdão das nossas faltas [1Jo 5,16Tg 5,14-15] ou ainda a  misericórdia e a fé” (São João Cassiano. 360-435 d.C. conferência 20).
Veritatis Splendor

Pe. Manuel Pérez Candela

Pe. Manuel Pérez Candela
Pároco da Paróquia Nossa Senhora da Imaculada Conceição - Sobradinho/DF