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quinta-feira, 6 de agosto de 2020

Os jesuítas estão completando 25 anos de presença na Amazônia

Pescadores na Amazônia
Pescadores na Amazônia

Em 31 de julho, festa de Santo Inácio de Loyola, fundador da Companhia de Jesus, foi inaugurado oficialmente o Ano Jubilar de 25 anos de serviço itinerante, institucional da família inaciana na Amazônia. O padre David Romero, superior da Preferência Amazônica fala da importância desse evento.

Vatican News

Nos dias passados foi apresentado um vídeo sobre os 25 anos da presença dos jesuítas na Amazônia. Eis o que disse o padre David Romero, superior da Preferência Amazônica:

“Olá queridos irmãos e queridas irmãs! Hoje, 31 de julho, festa de Santo Inácio de Loyola, fundador da Companhia de Jesus, inauguramos oficialmente o Ano Jubilar de 25 anos de serviço itinerante, institucional da família inaciana na Amazônia!

Santo Inácio nasceu no final do século quinze na região norte da Espanha. Depois da conversão dele, marcou profundamente a espiritualidade cristã naquele tempo e até hoje. O carisma inaciano promove o espírito missionário, a experiência do amor incondicional de Deus, a busca de encontrar Deus em todas as coisas e em tudo amar e servir. Esse mesmo carisma inaciano levou a Companhia de Jesus no Brasil a criar no dia 02 de maio de 1995 o Distrito dos Jesuítas da Amazônia. A criação do Distrito significou a importância da região Amazônica para Brasil e para o mundo. A criação do Distrito também reconheceu a necessidade de sustentar o corpo apostólico, definir a sua identidade e articular a missão nesta região. 

O primeiro superior do Distrito, P. Claudio Perane, inspirava as pessoas e continua a inspirar por duas linhas: 1)A de ter coragem e ter ousadia diante dos desafios e dificuldades; 2) A de deixarmo-nos guiar pelo Espírito. Outros jesuítas e muitos leigos e leigas, religiosos e religiosas também participaram e colaboraram na missão de Cristo aqui na Amazônia e outros ainda colaboram. Por isso, a importância de comemorar estes 25 anos. Nós desejamos ao longo de todo esse ano jubilar refletir e aprofundar o sentido desta presença da família inaciana na Amazônia.

Diante de tudo isso, quero agradecer em nome da Preferência Apostólica Amazônia todas as pessoas que fazem parte desta história. Convido vocês para saborear as vitórias, luzes e avanços desde 1995. Pedimos humildemente o conhecimento interno do Senhor para mais ama-lo e segui-lo. Queremos encerrar este Ano Jubilar no dia 02 de maio de 2021 colhendo os frutos deste processo para dar continuação a nossa missão na Amazônia.

Que Nossa Senhora de Guadalupe, padroeira da PAAM, interceda por nós agora e ao longo deste Ano Jubilar!

O padre David Romero, superior da Preferência Amazônica conversou com o padre Modino para o Vatican News sobre os 25 anos da presença dos jesuítas na Amazônia….

Para marcar este momento foi apresentado o selo comemorativo que traz três importantes elementos para refletir estes 25 anos.

LEITURA

·         O primeiro símbolo é o da ÁGUA. Este é um elemento sagrado para os povos indígenas e tradicionais na região em sua cultura e espiritualidade, e para toda vida humana é essencial. A ÁGUA é fonte de vida! Inspirados pela passagem bíblica “O Espírito de Deus pairava sobre as águas” no livro do Gênesis onde narra-se o início da criação do mundo, assim também enxergamos a Companhia de Jesus a pairar sobre estas águas abundantes, a Bacia Amazônica, a maior bacia hidrográfica do mundo, movida por este mesmo Espírito de Deus. E, aqui, nestas águas vivificar sua missão de maneira encarnada. O símbolo da ÁGUA aqui na Amazônia está diante dos olhos, está nos rios navegáveis que conecta-se aos oceanos e também a um modo de vida próprio, está na fala do povo quando dizem: “na Amazônia as coisas acontecem no tempo das águas”, está na relação espiritual com este elemento tido como sagrado, está nas lutas por este “bem” e também está no sangue dos mártires desta terra. Por isso este símbolo nos pareceu essencial. E, não uma ÁGUA parada, mas em movimento.

·         O segundo símbolo é o BARCO. Este símbolo é uma realidade muito presente na vida e mobilidade dos povos amazônicos, seja o que possui uma construção mais simples como as canoas, seja o que possui uma mais elaborada como os barcos de transporte hidroviário, principal meio de locomoção por aqui. Fomos inspirados por este símbolo por meio da contemplação bíblica de Jesus presente no barco com seus discípulos transmitindo-lhes confiança e fé, mesmo diante de turbulentas tempestades. Desafios inerentes encontramos na realidade amazônica que nos pedem os mesmos sentimentos, confiança e fé em Jesus. Há 25 anos a Companhia de Jesus no serviço itinerante e institucional construiu o seu barco nesta região. E, neste barco já entrou e saiu muita gente que colaborou e outros que agora colaboram com a missão. Mas, este barco não tem um destino reto, é dinâmico, movido pela direção que o Espírito de Deus aponta. Por isso, ao ser elaborado em nosso selo comemorativo a PROA do marco foi pensada em uma direção de movimento. Pois, assim vivemos na Companhia e na Amazônia, movidos pelo Espírito.

·         O Terceiro elemento é a Vitória-Régia. Queríamos trazer algo simbólico da exuberância da floresta, de sua grandiosidade e beleza. Encontramos na Vitória-Régia essa característica. A vitória -Regia é a maior planta aquática do mundo e é presente em alguns países da Amazônia. Também é a maior flor das Américas. No Brasil, ela só é encontrada em nossa região norte. Estamos falando da maior planta aquática na maior bacia hidrográfica do mundo. Isso nos diz muito sobre a importância da Amazônia e o respeito e cuidado que devemos ter com a nossa Casa Comum.

Vatican News

Na pandemia a santidade pode estar “ao pé da porta”

Recordamos aqui o essencial da Exortação Apostólica do Papa Francisco sobre a santidade. Palavras que são ajuda no tempo difícil de pandemia que estamos a viver.

Rui Saraiva - Porto

O tempo de pandemia que estamos a viver é muito desafiante, pois à regra do distanciamento social deveria sobrepor-se o imperativo da proximidade solidária dos cristãos junto de quem sofre. Os gestos simples e pequenos que podem ser a prática de uma vida de santidade. Uma santidade que pode estar ali “ao pé da porta”, como escreve o Papa na sua Exortação Apostólica sobre a santidade publicada em abril de 2018. “Gaudete et Exsultate”, “Alegrai-vos e Exultai” é o título do texto do Santo Padre do qual recordamos aqui o essencial.

Classe média da santidade

 No documento de Francisco pode-se ler uma expressão que marca o espírito desta Exortação: classe média da santidade. Escreve Francisco:

“Gosto de ver a santidade no povo paciente de Deus: nos pais que criam os seus filhos com tanto amor, nos homens e mulheres que trabalham a fim de trazer o pão para casa, nos doentes, nas consagradas idosas que continuam a sorrir. Nesta constância de continuar a caminhar dia após dia, vejo a santidade da Igreja militante. Esta é muitas vezes a santidade «ao pé da porta», daqueles que vivem perto de nós e são um reflexo da presença de Deus, ou – por outras palavras – da «classe média da santidade»”.

Estilos femininos de santidade

 De destacar no texto do Santo Padre a atenção para com os “estilos femininos de santidade”:

“A propósito de tais formas distintas, quero assinalar que também o «génio feminino» se manifesta em estilos femininos de santidade, indispensáveis para refletir a santidade de Deus neste mundo. E precisamente em períodos nos quais as mulheres estiveram mais excluídas, o Espírito Santo suscitou santas, cujo fascínio provocou novos dinamismos espirituais e reformas importantes na Igreja. Podemos citar Santa Hildegarda de Bingen, Santa Brígida, Santa Catarina de Sena, Santa Teresa de Ávila ou Santa Teresa de Lisieux; mas interessa-me sobretudo lembrar tantas mulheres desconhecidas ou esquecidas que sustentaram e transformaram, cada uma a seu modo, famílias e comunidades com a força do seu testemunho” – escreve o Papa.

Cansar-se vivendo as obras de misericórdia

 Segundo Francisco “quem deseja verdadeiramente dar glória a Deus com a sua vida, quem realmente se quer santificar” deve corresponder a um chamamento: “a obstinar-se, gastar-se e cansar-se procurando viver as obras de misericórdia”. Estas atitudes são essenciais para não permitir que o consumismo da nossa sociedade nos possa enganar. Escreve o Santo Padre:

“O consumismo hedonista pode-nos enganar, porque, na obsessão de divertir-nos, acabamos por estar excessivamente concentrados em nós mesmos, nos nossos direitos e na exacerbação de ter tempo livre para gozar a vida. Será difícil que nos comprometamos e dediquemos energias a dar uma mão a quem está mal, se não cultivarmos uma certa austeridade, se não lutarmos contra esta febre que a sociedade de consumo nos impõe para nos vender coisas, acabando por nos transformar em pobres insatisfeitos que tudo querem ter e provar. O próprio consumo de informação superficial e as formas de comunicação rápida e virtual podem ser um fator de estonteamento que ocupa todo o nosso tempo e nos afasta da carne sofredora dos irmãos. No meio deste turbilhão atual, volta a ressoar o Evangelho para nos oferecer uma vida diferente, mais saudável e mais feliz.”

Bem-aventuranças: bilhete de identidade do cristão

 Para o Papa, nesta sua Exortação Apostólica, existe um método para o caminho da santidade: as bem-aventuranças. Declara o Santo Padre:

“Sobre a essência da santidade, podem haver muitas teorias, abundantes explicações e distinções. Uma reflexão do género poderia ser útil, mas não há nada de mais esclarecedor do que voltar às palavras de Jesus e recolher o seu modo de transmitir a verdade. Jesus explicou, com toda a simplicidade, o que é ser santo; fê-lo quando nos deixou as bem-aventuranças (cf. Mt 5, 3-12; Lc 6, 20-23). Estas são como que o bilhete de identidade do cristão. Assim, se um de nós se questionar sobre «como fazer para chegar a ser um bom cristão», a resposta é simples: é necessário fazer – cada qual a seu modo – aquilo que Jesus disse no sermão das bem-aventuranças. Nelas está delineado o rosto do Mestre, que somos chamados a deixar transparecer no dia-a-dia da nossa vida.”

E para cumprir as bem-aventuranças e viver a santidade no mundo atual, o Papa Francisco aponta algumas características necessárias a desenvolver pelos cristãos: a oração, a paciência, a mansidão, a ousadia e também a alegria e o bom humor. Aliás, neste particular do bom humor, o Papa cita alguns santos como S. Tomás Moro, S. Vicente de Paulo e S. Filipe Néri e sublinha que “o mau humor não é um sinal de santidade”. A alegria, essa sim, é característica de santidade porque, como escreve o Papa “ser cristão é «alegria no Espírito Santo» (Rm 14, 17)”. Mas, Francisco avisa que não se trata de uma alegria consumista:

“Não estou a falar da alegria consumista e individualista muito presente nalgumas experiências culturais de hoje. Com efeito, o consumismo só atravanca o coração; pode proporcionar prazeres ocasionais e passageiros, mas não alegria. Refiro-me, antes, àquela alegria que se vive em comunhão, que se partilha e comunica, porque «a felicidade está mais em dar do que em receber» (At 20, 35) e «Deus ama quem dá com alegria» (2 Cor 9, 7)” – diz o Santo Padre.

Discernir para viver em santidade

 Francisco conclui a sua Exortação Apostólica sobre a santidade assinalando uma “necessidade imperiosa”: “a capacidade de discernimento”. Escreve o Papa:

“Hoje em dia, tornou-se particularmente necessária a capacidade de discernimento, porque a vida atual oferece enormes possibilidades de ação e distração, sendo-nos apresentadas pelo mundo como se fossem todas válidas e boas.”

Na sua Exortação sobre a santidade, “Alegrai-vos e Exultai”, o Papa Francisco exorta-nos a encontrar a “sapiência do discernimento” e alerta, sobretudo os jovens, para o perigo de vivermos segundo as “tendências da ocasião”.

Em tempo de pandemia, reler as palavras do Papa sobre a santidade pode ajudar a encontrarmos nos outros a razão da nossa vida, praticando uma solidariedade ativa que se transforme em caridade do coração.

Laudetur Iesus Christus

Vatican News

Santa Maria Francisca Rubatto

Maria Francisca Rubatto | Oração, Mensagens
Pinterest

Ana Maria Rubatto nasceu em 14 de fevereiro de 1844, numa família simples e cristã. Desde a infância, fez voto de virgindade. Aos dezenove anos, após algumas tragédias familiares, foi para Turim, onde residia sua irmã mais velha.

Durante cinco anos se dedicou às obras de caridade, morando com uma senhora rica, que praticamente a adotou. Após o falecimento da protetora, voltou para junto de sua irmã.

No verão de 1883 uniu-se a um grupo de senhoras pias que se dedicavam às obras de caridade. Nesse pequeno núcleo iniciou uma vida comunitária religiosa, inspirando-se ao ideal de São Francisco de Assis, sob a direção de um frei capuchinho.

Ana Maria tinha uma fantástica capacidade organizadora de obras de caridade e sua vocação missionária era emocionante, só voltada para a salvação das almas. O instituto tinha a finalidade de dar assistência aos enfermos e proporcionar a educação cristã da juventude.

Ana Maria emitiu os segundos votos em 1886, tomando o nome de Maria Francisca de Jesus. Foi eleita a primeira Madre Superiora do Instituto, cargo que manteve até a morte. O instituto cresceu, chegando ao Uruguai, Maranhão e muitos outros lugares.

Maria estava no Uruguai quando adoeceu. Morreu em 06 de agosto de 1904.  

Colaboração: Padre Evaldo César de Souza, CSsR

Reflexão
Maria Francisca foi uma excelente missionária, zelosa e preocupada com a proclamação da Boa nova de Reino de Deus. Sempre bondosa e confiante, deixava para suas irmãs a marca da perseverança mesmo nas dores. Ela dizia: “Queridas filhas, procuremos fazer o bem, rezemos muito e suportemos com paciência as dificuldades da vida, a fim de que um dia possamos alcançar o céu e encontrarmos todos os nossos amados irmãos e irmãs”.

Oração
Querido Deus, rico em misericóridia, que concedeste a Beata Maria Franscica Rubatto um grande amor a Jesus Sacramentado e aos homens e mulheres mais sofredores, concedei-nos, pela sua intercessão, alcançar as graças de que necessitamos. Isso vos pedimos por Jesus Cristo, vosso filho e senhor Nosso. Amém.

quarta-feira, 5 de agosto de 2020

Da chamada Carta de Barnabé

Epístola de Barnabé – Wikipédia, a enciclopédia livre
Wikipédia

(Cap.19,1-3.5-7.8-12: Funk 1,53-57)

 

(Séc.II)

 

O caminho da luz

Eis o caminho da luz: se alguém deseja chegar a determinado lugar, que se esforce por seu modo de agir. Foi-nos dado saber como andar por este caminho: amarás quem te criou. Terás veneração por quem te formou; darás glória a quem te remiu da morte. Serás simples de coração e rico no espírito; não te juntarás aos que andam pelo caminho da morte. Terás aversão por tudo quanto desagrada a Deus; odiarás toda simulação; não desprezes os mandamentos do Senhor. Não te exaltes a ti mesmo, sê humilde em tudo; não procures tua glória. Não trames contra teu próximo; não te entregues à arrogância.

 

Ama teu próximo mais do que a tua vida. Não mates o feto por aborto, nem depois do nascimento. Não retires a mão de teu filho ou de tua filha e, desde a infância, ensina-lhes o temor do Senhor. Não cobices os bens de teu próximo nem sejas avaro; não te unas de coração aos soberbos, mas sê amigo dos humildes e justos.

 

Tudo quanto te acontecer, recebe-o como um bem, sabendo que nada se faz sem Deus. Não sejas inconstante nem usarás duplicidade no falar; na verdade, é laço de morte a língua dúplice.

 

Partilharás tudo com teu próximo e não dirás ser propriedade tua o que quer que seja; se sois co-herdeiros das realidades incorruptíveis, quanto mais daquilo que se corrompe. Não serás precipitado no falar, pois a boca é um laço de morte. Tanto quanto puderes, em favor de tua alma, sê casto. Não tenhas a mão estendida para receber e, encolhida, para dar. Ama como a pupila dos olhos todo aquele que te dirigir palavra do Senhor.

 

Relembra, dia e noite, o dia do juízo e procura diariamente a presença dos santos, estimulando pela palavra, exortando e meditando como salvar a alma por tua palavra ou trabalhar com tuas mãos para a remissão dos teus pecados.

 

Não hesites em dar nem dês murmurando; bem sabes quem é o bom remunerador da dádiva. Guarda o que recebeste, sem tirar nem pôr. Seja-te perpetuamente odioso o Maligno. Julgarás com justiça. Não fomentes dissídios, mas esforça-te por restituir a paz, reconciliando os contendores. Confessa teus pecados. Não vás à oração, de má consciência. Este é o caminho da luz.

https://liturgiadashoras.online/

Primeira paróquia do mundo dedicada a Santa Dulce realiza festa da padroeira

Santa Dulce dos Pobres (cancaonova)

É também o primeiro ano em que Santa Dulce é venerada como padroeira, depois de ter sido canonizada em outubro passado

Santa Dulce dos Pobres foi canonizada pelo Papa Francisco no dia 13 de outubro de 2019. Neste ano, portanto, pela primeira vez na história, está sendo celebrada a sua festa como santa padroeira da primeira paróquia do mundo dedicada a ela. A paróquia fica em Salvador, capital da Bahia, onde ela realizou a maior parte do seu apostolado em vida.

O tema das celebrações é “Santa Dulce dos Pobres: rosto da Ternura de Deus”. O pároco, pe. Márcio Augusto, comenta:

“Escolhemos o tema iluminados pela Campanha da Fraternidade, que nos incentiva à solidariedade e ao cultivo do amor ao próximo, sem nos esquecer de primeiramente amarmos a Deus. Festejar Santa Dulce dos Pobres neste ano de 2020, cheio de tantas interrogações e desafios, torna-se uma grande graça: é sinal de que a Mãe dos Pobres continua tomando nas mãos as nossas dificuldades”.

O pe. Márcio também fala do significado de Santa Dulce como padroeira da paróquia:

“Ter recebido Santa Dulce dos Pobres como sua padroeira é, ao mesmo tempo, uma honra e um desafio. Honra porque sentimos que foi a própria santa que escolheu este lugar. Desafio porque chegou a hora de assumirmos a grande missão de reconhecer no rosto de cada pessoa sofrida a face de Cristo”.

Os paroquianos podem participar presencialmente das celebrações, respeitando as restrições determinadas pelas autoridades para evitar aglomerações durante a pandemia de covid-19 e pré-agendando o comparecimento por telefone. Além disso, todas as celebrações estão sendo transmitidas pelo canal da Paróquia Santa Dulce dos Pobres no Youtube.

Fonte: Aleteia Brasil

O Papa convida a rezar pelo Líbano neste momento trágico e doloroso

Papa Francisco no Vaticano. Foto: Vatican Media

Francisco convida a rezar pelas vítimas das explosões no Líbano e espera que com a ajuda da Comunidade internacional o país possa superar a grave crise que está atravessando.

Mariangela Jaguraba - Vatican News

No final da Audiência Geral desta quarta-feira, o Papa Francisco fez um apelo em prol do Líbano, após as explosões perpetradas, nesta terça-feira (04/08), na região portuária de Beirute, capital do país, que causaram pelo menos cem mortos e quatro mil feridos. Este balanço, ainda provisório, foi fornecido pela Cruz Vermelha Libanesa.

As equipes de resgate estão trabalhando para retirar os corpos dos escombros. O Ministro da Saúde libanês pediu a todos os médicos e agentes de saúde para irem aos hospitais da capital a fim de ajudar os feridos.

Eis as palavras do Papa Francisco:

Ontem, em Beirute, na área portuária, fortes explosões causaram dezenas de mortos e milhares de feridos, além de muitas destruições graves. Rezemos pelas vítimas e suas famílias; e rezemos pelo Líbano, para que, com o compromisso de todos os seus componentes sociais, políticos e religiosos, possa enfrentar este momento trágico e doloroso e, com a ajuda da Comunidade internacional, superar a grave crise que está atravessando.

A atenção de Francisco pelo Líbano

Em várias ocasiões, o Papa voltou seu pensamento para o Líbano que luta com uma difícil crise econômica e social, agravada pela pandemia da Covid-19. Em maio passado, enviou 200 mil dólares para a Nunciatura Apostólica em Harissa a fim de apoiar 400 bolsas de estudo no país do Oriente Médio, afligido por “uma grave crise que está gerando sofrimento, pobreza e corre o risco de 'roubar a esperança' especialmente das jovens gerações, que veem difícil o seu presente e incerto o seu futuro”. O Papa, lê-se na nota de maio passado, “com paternal solicitude” continuou nos últimos meses acompanhando a situação no amado Líbano, definido por São João Paulo II como “País Mensagem”, lugar onde Bento XVI promulgou a Exortação pós-sinodal Ecclesia in Medio Oriente, e desde sempre exemplo de convivência e  fraternidade que o Documento para a Fraternidade Humana ofereceu ao mundo inteiro”.

Vatican News

#PrayForBeirut: Pedem rezar pelas vítimas da explosão no Líbano

BEIRUTE, 04 Ago. 20 / 03:26 pm (ACI).- Milhares de pessoas nas redes sociais se uniram sob as hashtags #PrayForBeirut e #PrayForLebanon para pedir pelas vítimas da forte explosão que ocorreu nesta terça-feira no porto da capital libanesa.

Segundo a Agência Nacional de Notícias (ANN), a forte explosão teve origem em um armazém de explosivos no porto de Beirute, originando uma coluna de fumaça vermelha que se espalhou sobre a cidade. A explosão foi sentida a vários quilômetros de distância, deixando numerosas vítimas e edifícios seriamente danificados.

A agência indicou que a explosão foi precedida por um incêndio em um armazém de trigo no porto. No entanto, as autoridades ainda não confirmaram as causas ou o número de vítimas.

Enquanto isso, o Ministério da Saúde ordenou que os hospitais recebam os feridos e a Cruz Vermelha Libanesa pediu que seus membros se mobilizem com urgência.

Diante disso, milhares de usuários no Twitter elevaram suas orações pelas vítimas.

"Depois de ver as terríveis imagens da tragédia em Beirute, Líbano, envio um abraço fraterno, minha solidariedade, meu amor e minhas orações ao povo libanês e a toda a comunidade libanesa no México. A fortaleza do seu povo construirá sua rápida recuperação”, expressou José Antonio Estefán.

“Meus pensamentos e orações vão para todos no Líbano. Beirute, meu coração está partido por ti”, expressou Rachelle.

ACI Digital

A Sucessão dos Apóstolos

Apologética
  • Autor: Alessandro Lima

Ensina o Catecismo da Igreja Católica:

“A Igreja é apostólica por ser fundada sobre os apóstolos, e isto em um tríplice sentido:

  • Ela foi e continua sendo construída sobre ‘o fundamento dos apóstolos’ (cf. Efésios 2,20), testemunhas escolhidas e enviadas em missão pelo próprio Cristo;
  • Ela conserva e transmite, com a ajuda do Espírito que nela habita, o ensinamento, o depósito precioso, as aturares palavras ouvidas da boca dos apóstolos;
  • Ela continua a ser ensinada, santificada e dirigida pelos apóstolos, até a volta de Cristo, graças aos que a eles sucedem na missão pastoral: o colégio dos bispos, ‘assistido pelos presbíteros, em união com o sucessor de Pedro, pastor supremo da Igreja” (CIC 857).

A missão que Cristo deu aos seus santos Apóstolos é em linhas gerais a manutenção da Sua Igreja até que Ele mesmo venha, o que consiste em pregar o Santo Evangelho, ensinar em Seu nome e ministrar os meios da Graça que são os Santos Sacramentos.

Esta missão por motivos óbvios deve perdurar através dos séculos, logo a Sua Igreja deve permanecer através do tempo continuando a sua augusta missão. Ora, isso só seria possível se o encargo dado aos apóstolos pudesse ser transmitido a outros homens, já que eles mesmos não iriam viver até o fim dos tempos.

Este sentido, se depreende do texto o Evangelho onde lemos:

  • “Mas Jesus, aproximando-se [dos Apóstolos], lhes disse: ‘Toda autoridade me foi dada no céu e na terra. Ide, pois, e ensinai a todas as nações; batizai-as em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo. Ensinai-as a observar tudo o que vos prescrevi. Eis que estou convosco todos os dias, até o fim do mundo’” (Mateus 28,18-20).

Notem: primeiro Jesus diz que recebeu Sua Autoridade do Pai, logo depois Ele confere esta mesma autoridade aos apóstolos, e depois diz que estará com eles até o fim dos tempos. Por acaso os apóstolos viveriam até o fim dos tempos? Se não – o que é óbvio – qual é o sentido de tal sentença? Ora, Jesus estava dirigindo-se aos chefes da Igreja, os Bispos, os quais os Seus Apóstolos eram os primeiros. Logo, os Bispos da Igreja em razão mesmo da Missão dada a eles, deveriam perdurar até o fim dos tempos. E como isso de daria? Através da sucessão dos Apóstolos.

Com efeito, ensina o Catecismo da Igreja Católica:

  • “No encargo dos Apóstolos, há um aspecto não-transmissível: serem as testemunhas escolhidas da Ressurreição do Senhor e os fundamentos da Igreja. Mas há também um aspecto permanente de seu ofício. Cristo prometeu-lhes ficar com eles até o fim dos tempos. ‘Essa missão divina confiada por Cristo aos Apóstolos deverá durar até o fim dos séculos, já que o Evangelho que eles devem transmitir é para a Igreja, em todos os tempos, a fonte de toda vida. Por esta razão os Apóstolos cuidaram de instituir sucessores” (CIC 860).

A Bíblia dá testemunho de que os apóstolos claramente escolheram sucessores que, por sua vez, possuíram a mesma autoridade de ligar e desligar. A substituição de Judas Iscariotes por Matias (cf. Atos 1,15-26) e a transmissão da autoridade apostólica de Paulo a Timóteo e Tito (cf. 2Timóteo 1,6; Tito 1,5) são exemplos de sucessão apostólica.

A História da Igreja também é repleta de testemunhos sobre a Sucessão dos Apóstolos nas várias Igrejas particulares espalhadas pelo mundo. Cito as obras mais conhecidas e antigas: a Carta de S. Clemente aos Coríntios (século I), Santo Ireneu de Lião em sua obra Contra as Heresias (século II) e Eusébio de Cesaréia em sua História Eclesiástica (século IV).

A Sucessão dos Apóstolos é uma verdade que se encontra na Sagrada Escritura e confirmada na vida e na Tradição da Igreja do tempo dos Apóstolos até os dias atuais.

Veritatis Splendor

terça-feira, 4 de agosto de 2020

Oração, a força da vocação

UWIELBIENIE
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por Padre Reginaldo Manzotti

Quem não leva a sério sua vida com Deus se perde, não importa se é consagrado, religioso, sacerdote ou leigo.

Estamos no mês vocacional e a vocação cristã é comum a todos os batizados. Ela se realiza no casamento, no sacerdócio, na vida religiosa ou leiga, mas não existe vocação sem oração.
Às vezes nos “mundanizamos” demais e deixamos de lado a humanização. Uso a palavra “mundano”, porque muitas vezes abrimos mão de coisas imprescindíveis na vida espiritual. Assim como a natureza, que através de tempestades e catástrofes naturais nos cobra devido ao descaso; assim como a nossa natureza humana, que se não nos alimentarmos, enfraquecemos, ou se ficarmos sem dormir por algumas noites, a saúde vai embora, o mesmo acontece com a nossa espiritualidade. Como dizia Santo Inácio, se nos propomos a rezar 5 minutos e pensamos: “hoje eu vou abrir concessão de um”; no dia seguinte serão 2, depois 3, 4, 5 minutos e acabamos não rezando mais.
O Senhor permite, em sua sabedoria e pedagogia da Cruz, a provação e a tribulação para nos tocar, talvez pela atrição, para o grande anseio de Deus, que cheguemos à contrição. Ele tem um propósito para todos nós e tenho pregado muito isso. Escrevi, inclusive, sobre o tema no livro “20 Passos para a paz interior” para que as pessoas assimilem e tenham a certeza que Deus não permitiria algo ruim em nossas vidas somente para nos prejudicar. Deus só permite aquilo que pode se transformar em algo bom. Ele não brinca conosco, Ele cuida de nós como algo muito valioso. Nós somos muito preciosos para Ele. Tudo que falamos de Deus é pouco no que se refere ao que verdadeiramente Ele é. Se nós conseguimos imaginar que Deus é capaz de nos ferir para nos curar é porque ele nos reserva algo de bom, como nos diz Oséias: “Ele nos feriu e há de tratar-nos, Ele nos machucou e há de curar-nos” (Os 6, 1).
Muitas vezes somos insensíveis aos apelos de Deus, formamos um escudo em nós mesmos, e a flecha divina tem dificuldade de penetrar, porque quanto mais sedimentados aos apegos das paixões, ao mundanismo, à satisfação pela satisfação, menos sensibilidade temos para Deus. E por isso sofremos. Quem dera se nós deixássemos nos encontrar com Deus, e a cada momento Ele tenta nos encontrar. Mas nós, na maioria das vezes, nos esquivamos. Muitos perguntam, por que não progridem, não crescem, não se desenvolvem, não veem os frutos de sua santificação? Pela postura assumida diante de Deus, diante Dele a postura deve ser outra, devemos dizer: “Senhor, eu sou necessitado. Eu preciso do Senhor, eu preciso de Sua graça. Sozinho eu não sou ninguém. Não se ausente da minha vida, não me deixe cair em tentação, Senhor! Não me deixe só, porque eu sou fraco; não me deixe, Senhor, cair em tentação. Fica ao meu lado, me amparando, porque eu reconheço que fui feito de pó, pelas Suas mãos”. Devemos alcançar a raiz de nossa humanidade, porque quanto mais humanos, mais divinos.
Ninguém experimenta o amor de Deus se não viver na Sua presença. Quem não leva a sério sua vida com Deus, se perde. Não importa se consagrado, religioso, sacerdote ou leigo, se perde. Portanto, devemos sempre olhar para a bússola de Deus, a fim de sabermos para onde estamos indo. Todo problema espiritual que tivermos, devemos prestar a devida atenção, pois está em risco a nossa salvação.
Uma das formas de cuidar da nossa vida espiritual é através dos Sacramentos, principalmente pela Confissão. Eu não consigo entender alguém que diz ser da Igreja Católica e não tem uma vida de confissão. Temos que purificar a nossa fé, não podemos ficar com o coração dividido. Ou somos inteiros de Deus ou não somos nada.
Deus não tenta ninguém, mas Ele permite que sejamos tentados. Ele é forte e poderoso, mas o inimigo existe e quer semear em nosso coração a dúvida e a confusão. Nossa alma tem fome de Deus e precisa ser alimentada em Deus, através do Sacramento da Eucaristia, ela é o alimento eterno. Temos necessidade de comungar. Ao receber Jesus, na verdade, é Ele que nos envolve com seu amor. Devemos dar mais valor a Eucaristia, é preciso, após cada comunhão, adorar Cristo Vivo dentro de nós, isso nos cura.
Caso deixemos de experimentar o amor de Deus, e se em algum momento da vida nos cansarmos e nos dermos conta de nossa imperfeição, nos coloquemos diante Dele e recomecemos. Ele estenderá as mãos para que cheguemos mais perto do Seu amor, pois a Sua misericórdia é infinita.
Aleteia

Mês Vocacional 2020: Amados e Chamados por Deus

Cada ser humano é amado por Deus, chamado pelo Pai e enviado a viver de forma plena a sua vocação como cristãos, de diferentes maneiras.
Cada ser humano é amado por Deus, chamado pelo Pai e enviado a viver de forma plena a sua vocação como cristão, de diferentes maneiras.
Redação (03/08/2020 17:05Gaudium Press) A Comissão Episcopal Pastoral para os Ministérios Ordenados e a Vida Consagrada da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), a Pastoral Vocacional, a Pastoral Familiar e a Conferência dos Religiosos do Brasil (CRB) prepararam uma programação especial durante o mês de agosto para a realização do Mês Vocacional 2020.

Amados e Chamados por Deus

O tema para o Mês Vocacional a ser desenvolvido neste ano de 2020 é “Amados e chamados por Deus” (Chv, 112).
Um tema que, explicam os participantes Comissão preparatória do evento, inspira e faz reconhecer que cada ser humano é amado por Deus, chamado pelo Pai e enviado a viver de forma plena a sua vocação, como cristãos, de diferentes maneiras, na própria Igreja e na sociedade.
Por sua vez, o lema escolhido para a vivência deste mês vocacional deve foi:
“És precioso aos meus olhos. Eu te amo”  (Is 43,1-5).

Fomos chamados a amar, porque fomos, antes de tudo, amados

Dom José Albuquerque, bispo referencial da Pastoral Vocacional diz que “Neste ano de 2020, a primeira verdade é que Deus nos ama, então isso está muito presente no tema e no lema”.
Para Dom Albuquerque, “o tema “Amados e chamados por Deus” e o lema inspirado em Isaías “És precioso aos meus olhos. Eu te amo”, é uma citação bíblica que consta no documento do Papa, na Exortação Apostólica Christus Vivit”.
Então, explica o bispo referencial da Pastoral Vocacional, “a primeira verdade é que Deus nos ama e que nunca deveremos duvidar disso, apesar de que possa nos acontecer na vida momentos difíceis”.
“Em qualquer circunstância somos amados infinitamente, então o mês vocacional quer de algum modo enfatizar esta vocação:
fomos chamados a amar, porque fomos antes de tudo amados”, afirma.

Programação para o Mês Vocacional 2020

A programação do mês será muito variada e conta com a realização de lives, com a oração do terço vocacional que será transmitido, ao vivo, às quartas-feiras, pelas emissoras de inspiração católica.
A primeira semana do mês, de 2 a 8 de agosto, é dedicada às vocações dos diáconos, presbíteros e bispos (ministérios ordenados).
A segunda semana do mês de agosto, de 9 a 15, será dedicada à vocação do pai, mãe e filhos e o viver em família.
Para esta ocasião, há a Celebração da Semana Nacional da Família, com subsídios específicos, organizada pela Pastoral Familiar.
A terceira semana do mês, de 16 a 22, é dedicada à vocação das pessoas de vida consagrada, os que fazem os votos de Castidade, Pobreza e Obediência.  Este ano, pela primeira vez, será realizada a Semana Nacional da Vida Consagrada motivada pela Conferência dos Religiosos do Brasil.
A quarta e última semana, de 23 a 29, é dedicada à vocação dos cristãos leigos e leigas e seus diversos serviços na comunidade. (JSG)

Pe. Manuel Pérez Candela

Pe. Manuel Pérez Candela
Pároco da Paróquia Nossa Senhora da Imaculada Conceição - Sobradinho/DF