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sexta-feira, 8 de março de 2024

Papa Francisco: recomeçar a vida nova pelo perdão de Deus

Celebração Penitencial com o Papa Francisco na Paróquia Pio V, em Roma (Vatican Media)

Francisco presidiu a Celebração da Penitência na tarde desta sexta-feira (8), numa paróquia de Roma, dando início à iniciativa "24 Horas de Oração para o Senhor". Antes de confessar alguns paroquianos, o Papa exortou a não adiar o encontro com o sacramento da Reconciliação, que também é da cura e da alegria: "vamos colocar o perdão de Deus de volta no centro da Igreja!" para recomeçar a vida nova, iniciada no Batismo.

Andressa Collet - Vatican News

O Papa Francisco se deslocou até a periferia de Roma para presidir a Celebração da Penitência, com o rito da reconciliação, que dá início à iniciativa "24 Horas de Oração para o Senhor", promovida pelo Dicastério para a Evangelização dirigida às dioceses do mundo inteiro. A cerimônia aconteceu no final da tarde desta sexta-feira (8) na paróquia de São Pio V, no bairro Aurélio. Antes de ouvir as confissões de alguns paroquianos, Francisco falou da importância de nos reconhecermos pecadores e de "nos lançarmos nos braços do amor de Jesus crucificado para sermos libertados" a partir do perdão.

Na homilia, o Pontífice refletiu sobre o que escreveu o apóstolo Paulo aos primeiros cristãos romanos, que também foi o lema escolhido para este ano das "24 Horas para o Senhor": "Caminhar numa vida nova" (Rm 6,4). Segundo o Papa, essa vida nova "nasce do Batismo, que nos imerge na morte e na ressurreição de Jesus e nos torna para sempre filhos de Deus", e é feita caminhando.

Mas, observou o Papa, "depois de tantos passos no caminho", "imersos em um ritmo repetitivo" diariamente, "envolvidos em mil coisas, atordoados com tantas mensagens", procurando "em toda parte satisfação e novidade, estímulos e sensações positivas", "talvez perdemos de vista a vida santa que corre dentro de nós". E a beleza da face de Deus acaba sendo ofuscada:

"Então, Deus, que na vida nova é nosso Pai, nos aparece como um patrão; em vez de nos confiarmos a Ele, fazemos contratos com Ele; em vez de amá-Lo, nós O tememos. E os outros, em vez de serem irmãos e irmãs, como filhos do mesmo Pai, parecem-nos obstáculos e adversários. E existe um mau hábito, o de transformar nossos companheiros de viagem em adversários. E muitas vezes fazemos isso. Os defeitos do próximo parecem exagerados e suas virtudes escondidas; quantas vezes somos inflexíveis com os outros e indulgentes conosco!"

O caminho do perdão de Deus

O importante é continuar no caminho, alertou Francisco, para redescobrir a beleza do Batismo e o sentido para seguir em frente. E esse caminho é o do perdão de Deus, que "nos torna novos novamente", garantiu o Pontífice, porque "nos devolve uma vida e uma visão nova". E não se cansa nunca de perdoar, insistiu Francisco, várias vezes durante a homilia: "Deus não se cansa nunca de perdoar", o problema "somos nós que nos cansamos de pedir perdão". Por isso, no Evangelho (Mt 5,1-12), Jesus proclamou que somente Deus conhece e cura o coração, "só Deus é capaz de conhecer e curar o coração", repetiu o Papa, mas devemos estar abertos para "a purificação" que vem dEle:

“Ele quer isso, porque nos quer renovados, livres e leves por dentro, felizes e em caminho, não estacionados nas estradas da vida. Ele sabe como é fácil tropeçarmos, cair e ficar no chão, e Ele quer nos levantar novamente. Não o entristeçamos, não adiemos o encontro com o seu perdão.”

A ressurreição do coração

E a quem ouve os pecados, acrescentou o Papa, procurar transformar as feridas "em canais de misericórdia", através da "carícia do Espírito Santo". Aos irmãos sacerdotes, Francisco orientou que ajudem quem tem medo de se aproximar "com confiança do sacramento da cura e da alegria. Vamos colocar o perdão de Deus de volta no centro da Igreja!", exortou ainda o Pontífice, "e não peçam demais, deixem que digam, e perdoem tudo", finalizando:

“Esse é o recomeço da vida nova: iniciada no Batismo, recomeça pelo perdão. Não renunciemos ao perdão de Deus, ao sacramento da Reconciliação: não é uma prática de devoção, mas o fundamento da existência cristã; não se trata de saber dizer bem os pecados, mas de nos reconhecermos pecadores e de nos lançarmos nos braços do amor de Jesus crucificado para sermos libertados; e isso não é um gesto moralista, não, mas a ressurreição do coração: o Senhor ressuscitado nos ressuscita, todos nós.”

Fonte: https://www.vaticannews.va/pt

Grandes santas deixaram importantes conselhos para as mulheres

Santa Teresa de Jesus segurando seu livro "Caminho da Perfeição" | Zyonimir Atletic - Shutterstock

Hoje (8), Dia Internacional da Mulher, compartilhamos quatro conselhos para mulheres que foram escritos por quatro grandes santas chamadas Teresa e que dão as chaves para crescer em santidade.

1. Santa Teresa de Jesus, doutora da Igreja

Em seu livro Caminho da Perfeição, santa Teresa de Jesus incentiva as mulheres a imaginar que "dentro de nós há um palácio de enormíssima riqueza", onde o grande Rei está "em trono de grandíssimo preço, que é o vosso coração". "Não nos imaginemos ocas e vazias interiormente”, diz.

Ela ressalta que se tivessem o cuidado de se lembrar de que têm esse hóspede especial dentro de si, seria impossível se entregar tanto às coisas do mundo "porque veríamos como são baixas, em comparação das que dentro possuímos".

2. Santa Teresa de Lisieux, padroeira das missões

Santa Teresa de Lisieux, em seu livro História de uma alma, conta que "é costume os noivos oferecerem com frequência ramalhetes às suas noivas. Jesus não o esqueceu" quando ela entrou no Carmelo, aos 15 anos. .

Em seguida, conta que em Alençon, França, onde nasceu, havia uma flor conhecida como "nigelo dos trigos", que adorava colher no campo. Ela queria vê-la novamente e, quando chegou ao mosteiro, encontrou esse exemplar em abundância. "Foi no Carmelo que veio me sorrir e mostrar-me que, nas menores como nas maiores coisas, Deus dá o cêntuplo desde aqui na terra para as almas que deixaram tudo por seu amor”, disse..

3. Santa Edith Stein, mártir e padroeira da Europa

Santa Teresa Benedita da Cruz, ou Edith Stein, que se converteu do judaísmo para o catolicismo depois de ler uma obra biográfica de santa Teresa de Jesus, escreveu um livro intitulado Ser Finito e Ser Eterno. Interpretando a passagem da criação, a santa diz que "a mulher foi colocada ao lado do homem para que um ajude o ser do outro a se realizar".

“E se a força mais importante do dom corresponde à essência da mulher, é que na união de amor não somente ela dará mais, mas também receberá mais", enfatiza o santo filósofo.

4. Santa Teresa de Calcutá, ganhadora do Prêmio Nobel

Em 1979, santa Teresa de Calcutá recebeu o Prêmio Nobel da Paz. Durante seu discurso de aceitação, ela disse que um homem lhe contou sobre uma família com oito filhos que não comia há algum tempo. Ela pegou um pouco de arroz e levou para ele. A mãe da família pegou a comida, dividiu-a e saiu com parte dela.

Quando voltou, a santa lhe perguntou o que ela havia feito. A senhora havia dado a comida a outra família, independentemente de ser muçulmana.

Madre Teresa continuou narrando que não levou mais arroz naquela noite "porque queria que eles desfrutassem da alegria de compartilhar. Mas lá estavam as crianças, irradiando alegria, compartilhando a alegria com sua mãe porque ela teve amor para dar. É aí que o amor começa, como vocês podem ver, em casa", disse.

Fonte: https://www.acidigital.com/

Dom Roberto: Mulheres, poetas e artesãs da paz

Mulheres (VATICAN NEWS)

Ao comemorarmos o Dia Internacional da Mulher queremos agradecer a missão e papel da mulher nossa irmã como profeta e tecedora da amizade social.

Dom Roberto Francisco Ferreria Paz - Bispo Diocesano de Campos

Ao comemorarmos o Dia Internacional da Mulher, queremos iluminados pela Campanha da Fraternidade deste ano, tão necessária para refazermos o tecido social, superarmos a divisão e a polarização que nos atinge no nosso país e no mundo que vivemos, agradecer a missão e papel da mulher nossa irmã como profeta e tecedora da amizade social.

O texto-base considera o exemplo de Rute e Noemi, que a partir da amizade parental de nora e sogra vivenciaram uma bela página de amizade que transcende fronteiras e preconceitos. Mais adiante nos deparamos com a menção de uma mulher especial na história de São Francisco, a beata Jacoba Desettesoli, viúva que se dedicou a caridade e a hospitalidade com os pobres como a família de seu marido Frangipane, famosa pelos doces (mustacciuolo de amêndoas) que dava ao Pai Francisco e a todas as pessoas.

Pressentiu a morte do santo e foi ao seu encontro, encarregando-se de detalhes do seu funeral e foi enterrada junto aos frades Rufino, Leone, Masseo e Ângelo, os primeiros seguidores de São Francisco na parte superior da Basílica de Assis. Poderíamos acrescentar as Santas Mulheres que acompanhavam a Jesus e os Apóstolos, Santa Maria Madalena e as companheiras de missão de São Paulo.

Mostram o rosto de uma Igreja servidora, acolhedora, terna e alegre, que abre as portas e alarga a tenda. No Brasil podemos citar também várias mulheres que protegeram direitos, ampliaram a consciência de dignidade e tornaram a nossa Igreja mais presente e a sociedade mais igualitária, justa e fraterna, mulheres como Margarida Genevois que trabalhou mais de 25 anos na Comissão Justiça e Paz, Maninha Xucuru, pertencente aos xucurus-kariris de Palmeira dos Índios,

Procópia dos Santos do quilombo Kalunga em Goiás, mãe e líder do seu povo, Zilda Arns Neumann, a grande defensora da vida das crianças e idosos, e Santa Dulce dos Alagados. Junto a estas mulheres mais conhecidas que nos estimulam e encorajam existe uma grande multidão de mulheres que desde os seus lares, estudos, trabalhos e lutas vão construindo todos os dias uma convivência mais saudável, inclusiva, partilhando seus dons e desempenhando ministérios de partilha, reconciliação e sanação.

Que Maria Nossa querida Mãe na sua ternura e misericórdia transbordante sempre as proteja, encoraje e ilumine no testemunho e missão de curar os relacionamentos e de gerar a paz social e planetária. Deus seja louvado!

Fonte: https://www.vaticannews.va/pt

São João de Deus

São João de Deus (A12)

08 de março

São João de Deus

João Cidade Duarte nasceu em 08 de março de 1495, em Montemor-o-Novo, próximo de Évora, Portugal. Seu pai era vendedor de frutas, e a família modesta. Aos oito anos, não se sabe ao certo se fugiu ou se foi levado de casa, e conta-se que por isso sua mãe morreu de tristeza e saudade pouco depois. O pai viúvo se fez monge franciscano em Xabregas, Lisboa, falecendo em 1520.

Sabe-se que João foi levado a pé para Madri, Espanha, caminhando com saltimbancos e mendigos. Perto da cidade de Toledo, um viajante o entregou a Francisco Majoral, administrador dos rebanhos do Conde de Oropesa, afamado por ser caridoso. Nessa época o menino recebeu o apelido de “João de Deus”, porque ninguém sabia quem ele era e de onde vinha. Ali João foi acolhido quase como filho, e trabalhou como pastor de ovelhas. Por volta dos seus 27 anos, Francisco quis casá-lo com sua própria filha, mas João não desejava isto. Sem saber o que fazer, fugiu e iniciou uma vida errante na Europa e na África.

Com 22 anos, soldado no exército de Carlos V, lutou na batalha de Paiva contra Francisco I, na reconquista de Feunterrabia aos Franceses, nos Pirineus. Desentendeu-se porém na tropa, sendo acusado de irregularidades e expulso. Volta assim a ser pastor em Oropesa, na casa de Francisco, até 1532, quando se alista novamente para combater os turcos em Viena. Mas em 1533 retorna a Montemor-o-Novo, onde não foi reconhecido. Afinal um tio lhe comunica a morte dos pais; segue então para Sevilha, Espanha, onde novamente trabalhou como pastor.

Muda-se para Ceuta, à época cidade lusitana no norte da África, servindo heroicamente a uma família portuguesa de seis pessoas, exilada e adoentada, sustentando-a com seu trabalho nas obras de fortificação das muralhas da cidade. Teve uma crise espiritual quando um amigo decidiu abraçar o islamismo, decidindo voltar para a Espanha. Assim, em 1538 vende livros como ambulante em Gibraltar, estabelecendo depois uma livraria em Granada. Apaixonou-se pelos livros, especialmente os com imagens sacras, entendendo-os como uma ajuda para a oração e a fé.

Em 1539, na festa de São Sebastião, 20 de janeiro, ouve a pregação de João d’Ávila, futuro santo e Doutor da Igreja. Ocorre então a sua verdadeira adesão à Fé, tão intensa que começou a gritar pedindo perdão e misericórdia a Deus pelos seus pecados. Vendeu ou distribuiu tudo o que possuía e deu aos pobres, queimou os livros imorais e passou a se penitenciar publicamente, percorrendo a cidade ferindo o peito com pedras e manchando o rosto com lama; pedia esmola para os necessitados, com o que se tornou um lema: “Fazei o bem, irmãos, a vós mesmos, ajudando os pobres”. Acharam que estava louco e o internaram no Hospital Real de Granada, um hospício, onde o tratamento aos pacientes era desumano, conforme (em parte) a ignorância da época sobre doenças mentais. Sofrendo cruelmente ele mesmo, percebeu então a vocação que Deus lhe dava, a de cuidar destes irmãos.

Acolhido, auxiliado e aconselhado por João d’Ávila, saiu do hospício em 1539 e visitou o mosteiro de Nossa Senhora de Guadalupe, para aprender o cuidado aos doentes. Voltou a Granada e alugou uma casa, onde atendia com amor e de forma adequada aos pobres e enfermos. A Casa Hospitalar de João de Deus começou a dar frutos, curando muitos doentes mentais, para espanto da sociedade de então. Nascia assim uma Ordem religiosa, que ele veio a chamar de Ordem dos Irmãos Hospitaleiros.

Ajudava também, voluntariamente, aos internados no hospício. Ganhou simpatia, e finalmente conseguiu fundar a “Casa de Deus”, à qual se dedicou totalmente, um hospital para doentes incuráveis e moléstias contagiosas. Foi o primeiro a separar os doentes de acordo com as enfermidades e oferecer uma cama para cada interno. Pedia constantemente esmolas para o sustento da obra, com o seu antigo lema, adotando outro para os tratamentos: “Pelos corpos, às almas”. Antes de 1547 ganha dois ajudantes, e passam todos a usar um manto com uma cruz vermelha. Neste ano chegam mais discípulos, e o hospital é transferido para o prédio maior de um antigo convento na Encosta de Los Gomeles. No ano seguinte vai a Valladolid pedir auxílio ao príncipe, Felipe II, que lhe concede grandes esmolas. Logo inicia ali também uma “rede de assistência”. De volta a Granada, paga dívidas do hospital e consegue dotes matrimoniais para dezenas de mulheres.

Nos anos seguintes, arriscando a vida, salva os doentes de um incêndio no Hospital Real, fica gravemente doente mas esconde o fato dos médicos para não ser impedido de trabalhar, salva um garoto de afogar-se num rio – o que lhe agrava a broncopneumonia. Por obediência muda-se então para a casa da família Pisa, onde fica mais confortável. O arcebispo o visita e promete manter o hospital.

A Ordem dos Irmãos Hospitaleiros foi confirmada, sob a regra de Santo Agostinho, em 1571, pelo papa Pio V. João tinha a convicção de que a cura espiritual auxiliava a cura física, e muitos dos seus pacientes foram testemunha disso. O sucesso da obra levou à fundação de mais de 80 casas-hospitalares na Europa, inicialmente para doentes mentais e terminais, depois para todos os doentes. Atualmente a Ordem Hospitaleira de São João de Deus é um instituto religioso internacional presente em 53 países (incluindo o Brasil), e são conhecidos popularmente como “Irmãos dos Enfermos” e “Fazei-o-bem-irmãos”.

São João de Deus faleceu em Granada, no dia 08 de março de 1550, ao completar 55 anos. É padroeiro dos doentes e hospitais junto com São Camilo, e dos enfermeiros e suas associações católicas.

Colaboração: José Duarte de Barros Filho

Reflexão:

“Fazei bem, irmãos, a vós mesmos, ajudando os pobres”. Nada mais certo, porque é necessário ver a face de Cristo no rosto dos mais pobres, Seu corpo chagado no corpo dos enfermos. Esta é a verdade que vemos e ouvimos de um santo, como o mesmo João de Deus a ouviu de São João d’Ávila – e levou a sério. Sem dúvida curar os doentes e resgatar a dignidade dos mais necessitados é uma forma de louvor a Deus, em Cristo, que sofreu por nós; mas São João não esqueceu de que a cura da alma era fundamental para a cura do corpo, e a precedia. Por isso, nos Princípios Institucionais da sua Ordem, estão incluídos as diretrizes: o centro de interesse é a pessoa assistida, nunca o lucro; por isso, é obrigação atender às necessidades espirituais dos moribundos; assim é realizada a defesa (integral) e a promoção da vida humana, pois ela se continua para além da morte física, tendo sua plenitude em Cristo. Uma vida atribulada sem dúvida pode causar tribulação também na alma, mas nem por isso é desculpa para se esquecer a caridade, como nos mostra a vida de São João de Deus. Ele também nos exemplifica o valor dos bons livros, que conduzem a Deus, e a importância de eliminar os que ensinam coisas pecaminosas, uma parte muito concreta da sua verdadeira conversão. Facilitar e divulgar a boa literatura, que não contraria a Igreja nem ofende a Deus com comportamentos, filosofias, ideias e ideais errados é uma necessidade para a saúde espiritual da cultura atual. Muito depende disso a conformação das sociedades no futuro próximo, se curadas em Deus ou moribundas no pecado.

Oração:

Deus Pai de bondade, que desejas a cura espiritual para os que praticam a caridade e para os que a recebem, dai-nos a graça de, por intercessão de São João de Deus e como ele, sermos os Vossos braços no zelo pelo cuidado dos irmãos, no corpo e na alma. Por Nosso Senhor Jesus Cristo, Vosso Filho, e Nossa Senhora. Amém.

Fonte: https://www.a12.com/

quinta-feira, 7 de março de 2024

Tomás de Aquino segundo Chesterton: “um frade colossal”

Wikipédia | Domena publiczna
Por Claudia Elena Rodríguez publicada em 08/06/22
Esta biografia permite-nos desfrutar da pena do escritor inglês GK Chesterton ao serviço de um dos santos mais extraordinários da Igreja Católica: São Tomás de Aquino.

Tomás de Aquino (1225-1274) foi uma criança extremamente quieta. Ele ficou tão calado que só abriu a boca para perguntar aos professores: o que é Deus?

Chesterton deduz que certamente não ficou satisfeito com o que responderam, pois dedicou toda a sua vida para encontrar a resposta. E para registrá-lo em pergaminhos, muitos pergaminhos... toneladas de pergaminhos!, já que “ele escreveu livros em quantidade suficiente para afundar um navio”.

O leitor deve estimar que só a Summa Theologica (sua obra principal), em sua versão original, tem cerca de três mil páginas; Mas não se deixe intimidar, porque você pode obter ótimos resumos de quinhentas páginas.  

De uma família aristocrática

São Tomás veio ao mundo no meio da realeza. Nasceu no castelo de Rocasseca (Itália), seus pais eram condes de Aquino e era parente da nata da aristocracia europeia do século XIII.      

Seu pai , o conde Landolfo, logo percebeu que Tomás tinha vocação religiosa, então planejou para ele um futuro muito grande dentro da Igreja.

Os planos que tinha para o seu filho mais novo, muito inteligente e tranquilo, eram fabulosos, mas Tomás ia surpreendê-lo...

Mas que loucura é isso!

O conde Landolfo, e toda a ilustre família De Aquino, ficaram estupefatos quando este lhes comunicou que se tornara frade mendicante da Ordem dos Pregadores, ou seja, dos Dominicanos .  

Sim, aos dezenove anos tornou-se um frade humilde, daqueles que na Idade Média usavam sandálias e pedia esmola na rua.

Tal decisão não foi simplesmente recebida com um “Oh, que decepção!” Foi um grande escândalo que Chesterton compara assim: “ era como se o primogênito de uma família nobre chegasse em casa e informasse com indiferença que havia se casado com uma cigana ” (pág. 48). Todos tentaram dissuadi-lo, mas ele permaneceu muito firme na sua decisão.

Chesterton diz que Thomas deixou bem claro que não queria ser abade, prior, ou superior, nem jamais ocupar qualquer cargo de comando em sua comunidade, queria apenas ser frade, ocupar o lugar mais baixo.

Mas a sua família sofreu, porque para eles era “ como se Napoleão tivesse insistido em permanecer um soldado comum durante toda a sua vida ”.

Resgatando Tomás

A família fez todo o possível para salvá-lo do que considera um erro gravíssimo. Para isso, recorreram a situações extremas, como, por exemplo, tentar fazer com que uma cortesã o tentasse.

Noutra ocasião, quando viajava na companhia de frades dominicanos, apareceram alguns bandidos e raptaram Tomás.

Descobriu-se que dois dos bandidos eram seus próprios irmãos, que o levaram de volta ao castelo, tiraram o hábito " ...e o trancaram em uma torre como um lunático ." Ele ficou lá por vários meses, orando, lendo e escrevendo até conseguir escapar.

Ele foi o melhor cérebro de seu tempo

Finalmente, deixaram de persegui-lo, e ele entrou para estudar na Universidade de Paris, onde seus colegas o apelidaram de “ O Boi Mudo ”, devido à sua figura corpulenta e ao silêncio sepulcral.

No entanto, eles logo ficaram impressionados com sua enorme inteligência.

Tomás amou apaixonadamente a sua fé católica e dedicou-se a estudá-la, a ordená-la e a defendê-la em todos os cenários; sim, sempre respeitando os adversários.

Porque ele era “ …aquele tipo de homem que odeia odiar o próximo; e ele nem se acostumou a odiar as ideias odiosas dos outros ” (Página 126).

Seu legado, chamado “Tomismo”, é monumental. Esta biografia destaca que foi ele quem conciliou a religião com a razão , demonstrando que não há oposição entre elas, pois ambas são dádivas de Deus.

Grande filósofo e um dos teólogos mais importantes de todos os tempos, é um pilar fundamental do pensamento católico.

Os seus ensinamentos são essenciais na doutrina da Igreja, tanto que, se revisarmos o Catecismo , encontraremos muitos tópicos onde São Tomás é citado.

Para Tomás ninguém era idiota

Um homem tão sábio e famoso como Tomás de Aquino recebeu muita correspondência onde era consultado sobre o divino e o humano.  

Numa carta, alguém lhe perguntou: “Os nomes de todos os bem-aventurados estão escritos num pergaminho e exibidos no céu?” O santo respondeu: “Até onde posso ver, não é assim; mas não custa nada dizer” (Página 113).

Esta anedota revela muito sobre o ser humano dentro deste grande santo italiano. Em primeiro lugar, vemos um homem humilde e generoso, que não desperdiçou nenhuma oportunidade de servir o próximo .

Além disso, ao dizer “Não custa nada afirmar”; Mostra o bom senso que o caracterizava e um coração bondoso que tratava a todos com luvas de pelica.  

Chesterton, grande admirador de Thomas

GK Chesterton menciona diversas vezes quão complexo é tentar esboçar a figura de uma pessoa da estatura de São Tomás, doutor da Igreja e patrono de todas as universidades e escolas católicas.  

Este livro contém uma história profunda (com um certo nível de exigência), mas divertida, que dá conta tanto da grandeza intelectual do santo como da sua dimensão humana; temperado com a inteligência e erudição características de Chesterton.

Cérebro e coração a serviço da obra de Deus

Propor-se escrever tantas páginas (estima-se que sejam mais de sessenta mil), é um desafio impensável para qualquer um.

Agora, escrever tanto, sobre temas tão complexos e fazê-lo da maneira brilhante que fez, no espaço de cerca de 25 anos – desde que morreu aos 49 – é simplesmente colossal .

Tomás de Aquino era um homem de grande constituição física, grande inteligência, grande humildade, enorme paciência, amor infinito ao próximo e “obediente até nos sonhos”. Concluindo, quando Deus pensou em Tomé, ele pensou grande.

Esta biografia traça o perfil de um homem cuja inteligência excepcional intimida; mas também, a um belo ser humano, que deu tudo por amor à Verdade... e a Verdade preencheu completamente o seu ser . A seguinte anedota demonstra isso:  

Enquanto estava na igreja de São Domingos, em Nápoles, saiu uma voz da imagem de Cristo e disse ao frade que ele havia escrito muito bem; e perguntou-lhe o que ele queria como recompensa por seus esforços. Tomé respondeu: “Só você, Senhor”.

O futuro da Aleteia depende da generosidade dos seus leitores.

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Fonte: https://es.aleteia.org/

Os outros são nossos (2)

Os outros são nossos (Opus Dei)

Os outros são nossos (2)

A correção fraterna é um fruto da proximidade com a outra pessoa e pressupõe vê-la com a amplitude com que Deus a vê.

15/06/2021

“Chegou, pois, a uma cidade da Samaria, chamada Sicar, perto da propriedade que Jacó tinha dado a seu filho José” (Jo 5,5). Esta viagem e este momento em particular tinham sido cuidadosamente planejados por Jesus. Queria que a sua sede e a sede da samaritana pudessem se encontrar junto do poço. É um ambiente propício ao dom, tudo ali tem sabor de oferenda: a natureza, o poço, a água... No entanto, Jesus procura um dom maior: quer a alegria e a paz de uma alma escolhida desde a eternidade, embora nos últimos tempos, um tanto fugidia ao coração de Deus.

A proximidade é o estilo de Deus

São Josemaria dizia que “mais do que em 'dar', a caridade está em 'compreender'”[1], em tomar consciência dos problemas e dificuldades dos outros. Quando procuramos ter esta atitude, as pessoas ou as suas dificuldades não são alheias a nós, mas sim parte de nós mesmos. Cristo não ficou fazendo cálculos de tempo ou oportunidade para ir ao encontro da samaritana. Quem cuida do outro reconhece o dom que cada um é, contempla a imagem de Deus que há nele, a infinidade do amor com que Jesus a ama. Cada um de nós é um dom para os que estão perto, e descobrir isto é o primeiro passo para podermos nos ajudar mutuamente. Jesus reconhece o dom que é a vida da samaritana e por isso lhe pede de beber. Tem sede do seu amor.

O Papa vê a origem desta atitude no fato de Jesus, anos antes, ter querido ser batizado como um de nós, embora não precisasse: Cristo vai ao encontro do outro para o compreender, para o acompanhar, e não o ajuda apenas exteriormente. “No primeiro dia do seu ministério, Jesus oferece-nos assim o Seu manifesto programático. Ele diz-nos que não nos salva de cima, com uma decisão soberana ou um ato de força, um decreto, não: salva-nos vindo a nós e assumindo os nossos pecados. É assim que Deus vence o mal do mundo: abaixando-se, e assumindo-o sobre si mesmo. É também o modo como podemos elevar os outros: não os julgando, não lhes dizendo o que fazer, mas estando perto deles, partilhando o amor de Deus. A proximidade é o estilo de Deus para conosco”[2].

O fundador do Opus Dei dizia que “a correção fraterna é parte do olhar de Deus, da Sua providência amorosa”[3]. Quem cuida do seu irmão não julga os outros: procura olhar para eles como Deus olha, e por isso, todos lhe parecem um tesouro, procura guardá-los como algo precioso. “A correção fraterna nasce do carinho. Manifesta que queremos que os outros sejam cada vez mais felizes”[4]. Esta certeza de procurar a sua felicidade envolve-nos na vida deles com o máximo respeito à sua liberdade, porque só assim o amor é verdadeiro. Ajudar um irmão nosso no caminho da santidade tem mais a ver com uma calorosa e paciente noite de vigília, em que se espera a ação de Deus, do que com uma fria supervisão. “Supervisar refere-se mais ao cuidado da doutrina e dos costumes, enquanto velar se refere mais ao cuidado de que haja sal e luz nos corações. Vigiar fala de estar alerta para o perigo iminente, enquanto velar fala de acompanhar, com paciência, os processos em que o Senhor vai gerindo a salvação do Seu povo”[5].

O coração das pessoas importa

“Quando vocês fizerem uma correção fraterna, devem amar os defeitos dos seus irmãos”[6], dizia também São Josemaria. Cuidar não é só curar uma pequena ferida, mas olhar para a pessoa toda, amá-la no tempo, projetada até ao céu. Neste sentido, é no coração do homem que se forjam as boas ou as más ações, em conjunto (cf. Mt 15,19): isso é o que nos interessa de forma especial, mais do que pequenos detalhes que muitas vezes podem ser parte de uma maneira de ser. Quem quer ajudar não fica preso no exterior, não avalia um aspecto isoladamente, mas olha para os acontecimentos à luz desse desejo de santidade do outro, tirando as sandálias, porque está no mais profundo da sua alma (cf. Ex 3, 5). Uma correção fraterna exprime, de certa forma, a atitude de quem quer ajudar a descobrir os dons que Deus quer nos dar nas mil e uma batalhas diárias: “Se conhecesses o dom de Deus” (Jo 4, 10). Toda a ajuda se deve apresentar assim, como uma lente para descobrir o dom que há em cada luta. Na correção fraterna, devemos ser como alguém que vela ternamente pela santidade do outro, não como alguém que vela pelo cumprimento de “certas atividades-padrão que nos tenhamos imposto como tarefa”[7].

Jesus, por exemplo, não se detém nas questões periféricas da vida da samaritana. Vai ao núcleo da dor dessa alma predileta. Através da conversa, Jesus vai conduzindo-a àquela verdade que já não a envergonha. É por isso que ela regressa à aldeia e conta a todos como se sentiu libertada: “Vinde ver um homem que me disse tudo o que eu fiz. Não será ele o Cristo?” (Jo 4, 29).

Jesus ensina-nos que o olhar de Deus é integrador. Sabe ascender do aparentemente insignificante até ao espiritual, grande e relevante. É paciente, vê tudo como parte do conjunto de toda uma vida. “Neste nosso mundo impregnado de individualismo, é necessário redescobrir a importância da correção fraterna, para caminharmos juntos para a santidade (…). É um grande serviço ajudar, e deixar-se ajudar, a ler com verdade dentro de si mesmo, para melhorar a própria vida e seguir mais retamente o caminho do Senhor. Há sempre necessidade de um olhar que ama e corrige, que conhece e reconhece, que discerne e perdoa (cf. Lc 22, 61), como fez, e faz, Deus com cada um de nós”[8]. Este olhar não se detém apenas em detalhes de pouca importância, não os aumenta, pelo contrário, enche-se de esperança para grandes horizontes e, se for o caso, assim o transmite. Sabe que está cumprindo um desejo expresso de Jesus, por isso tenta fazê-lo como Ele o faria: “vai corrigi-lo, tu e ele a sós! Se ele te ouvir, terás ganho o teu irmão” (Mt 18, 15).

Através da correção fraterna, apoiamos um irmão nos seus desejos de santidade concretos e diários. Não é uma correção à totalidade da pessoa, pois Deus é que atua em cada um, mas precisamente o contrário: é uma confirmação de que a santidade é compatível com essa debilidade. Estas palavras de São João Crisóstomo podem ajudar-nos: “O Senhor não diz: Acusem, discutam, procurem vingança, mas sim, corrijam”[9]. Transmitimos aos outros o nosso apreço pela sua luta, reconhecemos os seus sentimentos, apoiamo-los nessa batalha. Com a nossa ajuda, recordamos-lhes que também contamos com a sua. Em cada correção fraterna, há uma admiração discreta pelo nosso irmão e pelo trabalho da graça na sua alma.

Fruto da amizade

Para criar um contexto em que este apoio seja possível, precisamos ter interesse sincero, proximidade, cuidado real pela vida do outro. Quem presta favores de irmão e conhece os outros em profundidade pode construir uma relação de mútua e verdadeira amizade. A correção fraterna é um fruto natural deste solo cultivado com paciência. Além disso, a empatia é necessária para poder entrar no coração dos outros. Este serviço não se pode realizar a partir de fora, nem de longe. Nos nossos dias, as operações cirúrgicas de grande precisão são realizadas com instrumentos capazes de atuar no interior do doente, sem necessidade de cirurgias invasivas. Poderia dizer-se que um irmão que cuida de outro procura ir delicadamente até ao lugar sagrado que é o coração, sem invadir essa intimidade.

É também indispensável conhecer bem a pessoa que se vai corrigir. Há disposições de temperamento que nos tornam muito diferentes uns dos outros, e que São Josemaria considerava parte central desse “numerador muito diverso”[10] de pessoas, no Opus Dei e na Igreja. Não é justo pensar que essa diversidade de reações só tem a ver com a humildade de quem recebe a correção fraterna, ou com a sua suscetibilidade. Para alguns, as palavras, mesmo as mais delicadas, soam facilmente a reprovação; a esses, Jesus coloca-os diante da sua verdade com suavidade e elogios. Fê-lo, por exemplo, com aquela mulher que Lhe ungiu os pés, em casa de Simão, o fariseu (cf. Lc 7, 36-50). Para outros, funciona ao contrário, se as palavras não são especialmente claras, sentem falta de interesse e de afeto verdadeiros. Marta precisou ouvir duas vezes o seu nome para descobrir que ela também podia escolher a melhor parte, no seu trabalho (cf. Lc 10, 38-42). Tomé precisou da proximidade física do Senhor para voltar a ser o Apóstolo fiel que daria a vida pelo seu Mestre (cf. Jo 20, 26-29). Para o bom ladrão, a emenda chegou sob a forma de um presente inesperado: naquela mesma tarde, ele estaria com Jesus no Paraíso (cf. Lc 23, 39-43). E a samaritana precisou de tempo, de uma conversa calma e tranquila, num lugar isolado: a sós com Jesus. Não há duas pessoas iguais no Evangelho, e também não há duas reações iguais naqueles que nos rodeiam.

“Quando temos alguma coisa que não está bem, ajudam-nos com essa bendita correção fraterna, que requer um carinho muito sobrenatural e muita força, porque às vezes custa-nos muito praticar a correção fraterna. Avisam-nos com lealdade sobre o que não está bem e dão os motivos. Por outro lado, nas tuas costas dizem que és um grande santo, melhor que um pão doce. Não é belo isto, meus filhos? Falamos de lealdade, e isto é lealdade humana. Não mentimos, não afirmamos de outra pessoa que tem excelentes qualidades que lhe faltam, mas jamais toleramos que seja criticada pelas costas. E as coisas desagradáveis dizemos assim, carinhosamente, para que as corrija”[11].

* * *

São Josemaria afirmava com grande convicção, como quem o experimentara na própria pele, tanto de forma passiva como ativa: “Convence-te: quando fazes a correção fraterna, estás ajudando com Jesus Cristo o teu irmão a levar a Cruz; uma ajuda inteiramente sobrenatural, pois a correção fraterna é precedida, acompanhada e seguida pela tua oração”[12].

Em Caná da Galileia, Maria descobre que o vinho acabou e que isso pode comprometer a alegria dos recém-casados. Como boa observadora que é, ela desencadeia uma correção materna. Procura a solução, fala com Jesus, fala aos que estavam servindo. Ajudar desta forma uma irmã ou um irmão significa obter de Cristo o melhor vinho para eles. E isto só se consegue pondo as almas junto d’Ele, falando com Jesus sobre elas, sabendo que quem mais as ama é Aquele que empreendeu a missão de as salvar.

Diego Zalbidea


[1] 1. São Josemaria, Caminho, n. 463.

[2] Papa Francisco, Ângelus, 10 de janeiro de 2021.

[3] D. Javier Echevarría, Recordações sobre Mons. Escrivá, Editora Quadrante, São Paulo, 2001.

[4] Mons. Fernando Ocáriz, Carta Pastoral, 1 de novembro de 2019, n. 16.

[5] Cardeal Bergoglio [agora: Papa Francisco], 10ª Assembleia Geral Ordinária do Sínodo dos Bispos, 2 de outubro de 2001.

[6] São Josemaria, Notas de uma reunião familiar, 18 de outubro de 1972.

[7] Mons. Fernando Ocáriz, Carta Pastoral, 28 de outubro de 1920, n. 6.

[8] Bento XVI, Mensagem para a Quaresma de 2012, n. 1.

[9] São João Crisóstomo, Homiliae in Matthaeum, n. 60, 1.

[10] Há lugar para todos no Opus Dei, razão pela qual São Josemaria escreveu que embora o ‘denominador comum’ seja a busca da santidade, existem “numeradores muito diversos (autonomia), que correspondem às diferentes condições de cada caráter e temperamento, e até mesmo ao caminho diferente por onde Jesus conduzirá as suas almas”. Apontamentos Íntimos, n. 511.

[11] São Josemaria, Notas de uma reunião familiar, 21-5-1970.

[12] D. Javier Echevarría, Recordações sobre Mons. Escrivá, Editora Quadrante, São Paulo, 2001.

Fonte: https://opusdei.org/pt-br

Pe. Manuel Pérez Candela

Pe. Manuel Pérez Candela
Pároco da Paróquia Nossa Senhora da Imaculada Conceição - Sobradinho/DF