O TRÍDUO PASCAL ENVOLVE TRÊS MOMENTOS DO MISTÉRIO EM UMA
ÚNICA CELEBRAÇÃO
28/03/2018
Nesta quinta-feira, os católicos no mundo inteiro iniciam a
celebração do Tríduo Pascal, ou seja, o período de tempo que vai da tarde de
quinta-feira Santa até a manhã do Domingo de Páscoa.
São João Paulo II, ainda
papa escreveu na carta aos sacerdotes, por ocasião da Quinta-feira Santa, de
1999, “o Triduum Sacrum, os dias santos por excelência, durante os quais
misteriosamente participamos no regresso de Cristo ao Pai, por meio da Sua
Paixão, Morte e Ressurreição. De fato, a fé garante-nos que essa passagem de
Cristo ao Pai, ou seja, a Sua Páscoa, não é um acontecimento que diga respeito
só a Ele; também nós somos chamados a tomar parte nela: a Sua Páscoa é a nossa
Páscoa”.
O bispo de Livramento de Nossa Senhora (BA) e presidente da
Comissão Episcopal Pastoral para a Liturgia da Conferência Nacional dos Bispos
do Brasil (CNBB), dom Armando Bucciol, explica que o Tríduo Pascal envolve três
momentos em uma única celebração.
Quinta-feira Santa
“Começamos com a celebração da Ceia Pascal, na quinta-feira
à noite, em que nós fazemos memória da grande ceia da despedida, que começa,
segundo o evangelista João, com o gesto do lava-pés. Cristo manifesta sua
disponibilidade a amar até o fim, ele se considera o servo da humanidade”.
Sexta-feira da Paixão
“Depois da Ceia Pascal, com a celebração da Eucaristia,
memória viva do maior mistério do amor de Deus, do sacrifício de Cristo até as
últimas consequências, eis que, na sexta-feira, nós celebramos este rito sóbrio
de uma intensíssima espiritualidade da morte do Senhor. Naquele dia, a Igreja
não tem a celebração da eucaristia, mas convida seus fiéis a olhar, a
contemplar o crucificado, Cristo que morre na Cruz. Ele nos amou até doar a
última gota do seu sangue”.
Sábado Santo
“Depois do silêncio do Sábado Santo, em que a Igreja medita
e reflete Cristo morto, eis que chegamos à noite da Vigília Pascal, em que
celebramos a vitória de Cristo sobre a morte, a morte foi vencida e a Igreja
vibra e renova a sua fé, a sua esperança numa plenitude vivida de realização
que Cristo já semeou, plantou na terra e que nos fins dos tempos se realizará
plenamente. A Vigília Pascal conclui o tríduo”.
“É interessante observar
que o sinal da Cruz se faz começando a Eucaristia na quinta-feira e repetimos
com bênção final na celebração da Vigília Pascal e, através desse simbolismo
litúrgico expressamos essa unidade dos três momentos celebrativos que caracterizam
esse tríduo sacro”, ressalta dom Armando.

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