Translate

terça-feira, 26 de março de 2024

O que fazer quando estamos sendo tentados?

Paciência | Editora Cléofas

O que fazer quando estamos sendo tentados?

 POR PROF. FELIPE AQUINO

Nas tentações é preciso ter paciência, confiança e abandono nas mãos de Deus

Jesus nos ensinou a enfrentar a tentação. Santo Agostinho disse que “Jesus poderia ter impedido o demônio de se aproximar dele; mas, se não fosse tentado, não te daria o exemplo de como vencer a tentação”.

Então, vamos examinar como Jesus venceu o Tentador. Antes de tudo Ele jejuou; o jejum fortalece a nossa vontade, faz com o que o nosso espírito comande o nosso corpo, e não nos deixa ser dominado pelas paixões. A Igreja recomenda que nas sextas-feiras o cristão faça um pouco de penitência. Pode ser rezar mais, cortar um pouco os alimentos, deixar uma diversão, fazer uma peregrinação a um santuário, participar da santa Missa; enfim, há muitas formas de fazer uma penitência.

Jesus orou no deserto; Ele estava acostumado a se retirar nas montanhas nas madrugadas para rezar. No horto das Oliveiras, quando os Apóstolos não conseguiram velar com Ele nem uma hora, naquele momento de sua angústia mortal, Ele lhes disse: “Vigiai e orai para não cair em tentação; o espírito é forte, mas a carne é fraca” (Mt 26,41). E Jesus lançou no rosto do demônio, por três vezes, a Palavra de Deus; e ele recuava, não pode resistir à força da Palavra de Deus. Ai está uma grande defesa nossa contra as tentações; recite o Salmo 90 e tantos outros.

É preciso rezar sempre; São Paulo recomenda “orai sem cessar” (1 Tes 5,16). Nosso espírito deve estar sempre em oração, conectado em Deus, mesmo durante o trabalho. Reze sempre que não tiver nada para fazer: no ônibus, no volante do carro, no metrô, na fila do supermercado, na caminhada, na sala de espera do médico… Converse com Deus, espontaneamente, familiarmente; fale com Ele dos seus problemas, de suas fraquezas e tentações. Deus habita em nossa alma quando estamos em estado de graça. Muitas vezes nos esquecemos disso.

Na hora da tentação, reze mais ainda. Thomas de Kemphis, na “Imitação de Cristo”, recomenda “vencer a tentação no seu início”; não deixar o Tentador atravessar a porta da alma. Resistir no início, desvie do mau pensamento e das fantasias da imaginação, voltando a sua mente para Deus, de imediato. Não deixe que o prazer o domine, e nem os movimentos desordenados; e não consinta no mal com a vontade.

“Senhor ajudai-me e ajudai-me depressa! Só essa oração bastará para nos fazer vencer os assaltos de todos os demônios do inferno, porque Deus é infinitamente mais forte do que todos eles (Sl 144,18)”, dizia Santo Afonso. Ele disse que: “Se a tentação é tão forte que nos vemos em grande perigo de consentir, é preciso redobrar o fervor na oração, recorrer ao Santíssimo Sacramento, ajoelhar-se diante de um crucifixo ou de Nossa Senhora e rezar com ardor, gemer e chorar pedindo ajuda”.

Santo Agostinho recomenda: “Fecha a porta para que não entre o tentador. Ele não deixa de chamar, mas se vê que a porta está fechada vai em frente. Só entra quando te esqueces de fechá-la ou não a fechas com segurança”.

São Paulo diz que “Deus é fiel” e nos socorre na hora da tentação. “Não vos sobreveio tentação alguma que ultrapassasse as forças humanas. Deus não permitirá que sejais tentados além de vossas forças, mas, com a tentação Ele vos dará os meios de suportá-la e sairdes dela”. (1 Cor 10,13). Temos de confiar nisso e lutar. Acima de tudo é o amor a Jesus que deve ser nossa motivação principal para não ceder à tentação. Lembre-se Dele na cruz, padecendo por você, derramando Seu precioso sangue, para nos salvar.

Na hora da tentação, clame ao Senhor, peça a Sua ajuda. Santo Agostinho diz que “Adão caiu, porque não se recomendou a Deus na hora da tentação”.

É preciso também vigiar. As portas da alma são os nossos cinco sentidos, e são por eles que o Tentador penetra no coração. “O demônio não influência nem seduz ninguém se não encontra terreno propício. Quando o homem ambiciona uma coisa; sua concupiscência legitima as sugestões do demônio. Quando um homem teme algo, o medo abre uma brecha em sua alma pela qual se infiltram suas insinuações. Por essas duas portas, a concupiscência e o medo, o demônio se apodera do homem”, diz Santo Agostinho.

Então, é preciso expulsar a busca do prazer e o medo, com oração. O Salmista diz: “Apenas clamaram os justos o Senhor atendeu e os livrou de todas as suas angústias” (Sl 33,18). “Muitas são as provações do justo, mas de todas as livra o Senhor” (Sl 33,20).

Nas tentações é preciso ter paciência, confiança e abandono nas mãos de Deus. A tentação atinge muito o homem inconstante e que não se recomenda a Deus; pode ser comparado a um barco sem leme, que fica a deriva no meio das ondas do mar.

Mas o importante é também nunca desanimar; se houver uma queda, não ficar pisando na alma e se condenando; isso é refinado orgulho de quem não aceita a sua miséria. Temos que levantar, pedir perdão a Deus, e retomar a caminhada.

Não é porque somos tentados que perdemos a graça de Deus. Sentir não é pecado, mas sim consentir. Não são os maus pensamentos que fazem perder a Deus, mas sim os maus consentimentos. “Mesmo carregado de grandes e molestas tentações, o homem pode ir a Deus, desde que sua razão e vontade não consintam nelas”, disse São João da Cruz. Os santos sofreram muitas tentações, por isso podem nos ensinar.

São Francisco de Sales dizia: “Não vos aflijais com as tentações de blasfêmias. Deixai que o demônio as maquine à vontade, mas conservai bem fechadas as portas da alma, pois que lhe virá o cansaço ou será ele afinal, obrigado por Deus a levantar o cerco”.

O grande São Bernardo, doutor da Igreja, pregador do Papa, dizia: “Quem somos nós, ou qual é a nossa força para resistirmos a tantas tentações? Certamente era isso que Deus queria: que nós, vendo a nossa insuficiência e a falta de auxílio recorrêssemos com toda humildade à sua misericórdia. Quantas vezes vencemos as tentações, tantas vezes somos coroados”.

Prof. Felipe Aquino

Fonte: https://cleofas.com.br/

Paschalis Sollemnitatis: A Preparação e Celebração das Festas Pascais (2)

O Poder de Maria e do Rosário (Presbíteros)

Paschalis Sollemnitatis: A Preparação e Celebração das Festas Pascais

CONGREGAÇÃO PARA O CULTO DIVINO
CARTA CIRCULAR
« PASCHALIS SOLLEMNITATIS »
A PREPARAÇÃO E CELEBRAÇÃO
DAS FESTAS PASCAIS

16 de janeiro de 1988

II. A SEMANA SANTA

27. Na Semana Santa a Igreja celebra os mistérios da salvação, levados a cumprimento por Cristo nos últimos dias da sua vida, a começar pelo seu ingresso messiânico em Jerusalém. O tempo quaresmal continua até à Quinta-feira Santa. A partir da missa vespertina “in Cena Domini” inicia-se o tríduo pascal, que abrange a Sexta-feira Santa “da paixão do Senhor” e o Sábado Santo, e tem o seu centro na vigília pascal, concluindo-se com as vésperas do domingo da ressurreição. “Os dias feriais da Semana Santa, de segunda-feira a quinta-feira inclusive, têm a precedência sobre todas as outras celebrações”.[31] É oportuno que nestes dias não se celebre nem o Batismo nem a Confirmação.

a) Domingo de Ramos

28. A Semana Santa tem início no Domingo de Ramos da paixão do Senhor, que une num todo o triunfo real de Cristo e o anúncio da paixão. Na celebração e na catequese deste dia sejam postos em evidência estes dois aspectos do mistério pascal.[32]

29, Desde a antigüidade se comemora a entrada do Senhor em Jerusalém com a procissão solene, com a qual os cristãos celebram este evento, imitando as aclamações e os gestos das crianças hebréias, que foram ao encontro do Senhor com o canto do Hosana.[33]

A procissão seja uma só e feita sempre antes da missa com maior concurso de povo, também nas horas vespertinas, tanto do sábado como do domingo. Para realizá-la os fiéis reúnem-se numa igreja menor ou noutro lugar adaptado, fora da igreja para a qual a procissão se dirige. Os fiéis participam nesta procissão levando ramos de oliveira ou de outras árvores.

O sacerdote e os ministros precedem o povo, levando também eles os ramos.[34]

A bênção das palmeiras ou dos ramos é feita para os levar em procissão.

Conservados em casa, os ramos recordam aos fiéis a vitória de Cristo celebrada com a mesma procissão.

Os pastores esforcem-se por que esta procissão, em honra de Cristo Rei, seja preparada e celebrada de modo frutuoso para a vida espiritual dos fiéis.

30. O Missal Romano, para celebrar a comemoração da entrada do Senhor em Jerusalém, além da procissão solene supramencionada, apresenta outras duas formas, não para conceder comodidade e facilidade, mas tendo em consideração dificuldades que possam impedir a procissão.

A segunda forma de comemoração é a entrada solene, quando não se pode fazer a procissão fora da igreja. A terceira forma é a entrada simples, que se faz em todas as missas do domingo, no qual se realiza a entrada solene.[35]

31. Quando não se pode celebrar a missa, convém realizar uma celebração da Palavra de Deus para a entrada messiânica e a paixão do Senhor, nas horas vespertinas do sábado ou na hora mais oportuna do domingo.[36]

32. Na procissão são executados pela schola e pelo povo os cânticos propostos pelo Missal Romano, com os Salmos 23 e 46, e outros cânticos apropriados em honra de Cristo Rei.

33. A história da Paixão reveste particular solenidade. É aconselhável que seja cantada ou lida segundo o modo tradicional, isto é, por três pessoas que representam a parte de Cristo, do cronista e do povo.

Passio é cantada ou lida pelos diáconos ou sacerdotes ou, na falta deles, pelos leitores; neste caso, a parte de Cristo deve ser reservada ao sacerdote. A proclamação da paixão é feita sem os portadores de castiçais, sem incenso, sem a saudação ao povo e sem o toque no livro; só os diáconos pedem a bênção do sacerdote, como noutras vezes antes do Evangelho.[37]

Para o bem espiritual dos fiéis, é oportuno que a história da Paixão seja lida integralmente sem omitir as leituras que a precedem.

34. Concluída a história da paixão, não se omita a homilia.

b) Missa do Crisma

35. A Missa do Crisma na qual o bispo, concelebrando com o seu presbitério, consagra o santo Crisma e benze os outros óleos, é uma manifestação da comunhão dos presbíteros com o próprio bispo, no único e mesmo sacerdócio e ministério de Cristo.[38] Chamem-se os presbíteros das diversas partes da diocese para participarem nesta missa, concelebrando com o bispo, como testemunhas e cooperadores seus na consagração do Crisma, visto que são os seus cooperadores e conselheiros no ministério quotidiano.

Os fiéis sejam também encarecidamente convidados a participar nesta missa e a receber o sacramento da Eucaristia durante a sua celebração.

Segundo a tradição, a Missa do Crisma é celebrada na Quinta-feira da Semana Santa. Se o clero e o povo encontram dificuldade para se reunir naquele dia com o bispo, tal celebração pode ser antecipada para outro dia, contanto que próximo da Páscoa.[39] Com efeito, o novo Crisma e o novo óleo dos catecúmenos devem ser usados na noite da vigília pascal, para a celebração dos sacramentos da iniciação cristã.

36. Celebre-se uma única missa, considerada a sua importância na vida da diocese, e a celebração seja feita na igreja catedral ou, por razões pastorais, noutra igreja[40] especialmente mais insigne..

O acolhimento aos santos óleos pode ser feito em cada uma das paróquias, antes da celebração da missa vespertina “In Cena Domini” ou noutro tempo mais oportuno. Isto poderá ajudar a fazer os fiéis compreenderem o significado do uso dos santos óleos e do Crisma, e da sua eficácia na vida cristã.

c) Celebração penitencial no final da Quaresma

37. É oportuno que o tempo quaresmal seja concluído, quer para os fiéis individualmente quer para toda a comunidade cristã, com uma celebração penitencial para preparar uma participação mais intensa no mistério pascal.[41] Esta celebração seja feita antes do tríduo pascal e não deve preceder imediatamente a missa vespertina “In Cena Domíni”.

III. O TRÍDUO PASCAL EM GERAL

38. A Igreja celebra todos os anos os grandes mistérios da redenção humana, desde a missa vespertina da Quinta-feira “In Cena Domini” até às vésperas do domingo da ressurreição. Este espaço de tempo é justamente chamado o “tríduo do crucificado, do sepultado e do ressuscitado”[42] e também tríduo pascal, porque com a sua celebração se torna presente e se cumpre o mistério da Páscoa, isto é, a passagem do Senhor deste mundo ao Pai. Com a celebração deste mistério a Igreja, por meio dos sinais litúrgicos e sacramentais, associa-se em íntima comunhão com Cristo seu Esposo.

39. É sagrado o jejum pascal destes dois primeiros dias do tríduo, em que, segundo a tradição primitiva, a Igreja jejua “porque o Esposo lhe é tirado”,[43] Na Sexta-feira da Paixão do Senhor, em toda a parte o jejum deve ser observado juntamente com a abstinência, e aconselha-se prolongá-lo também no Sábado Santo, de modo que a Igreja, com o espírito aberto e elevado, possa chegar à alegria do Domingo da Ressurreição.[44]

40. É recomendada a celebração comunitária do oficio da leitura e das laudes matutinas na Sexta-feira da paixão do Senhor, e também no Sábado Santo. Convém que nele participe o bispo, na medida em que é possível na igreja catedral, com o clero e o povo.[45]

Este oficio, outrora chamado das trevas, conserve o devido lugar na devoção dos fiéis, para contemplar em piedosa meditação a paixão, morte e sepultura do Senhor, à espera do anúncio da sua ressurreição.

41. Para o desenvolvimento conveniente das celebrações do tríduo pascal, requer-se um suficiente número de ministros e de ajudantes, que devem ser diligentemente instruídos sobre o que deverão fazer. Os pastores cuidem de explicar

aos fiéis, do melhor modo possível, o significado e a estrutura dos ritos das celebrações, e de os preparar para uma participação ativa e frutuosa..

42. O canto do povo, dos ministros e do sacerdote celebrante reveste particular importância na celebração da Semana Santa e especialmente do tríduo pascal, porque está mais de acordo com a solenidade destes dias e também porque os textos obtêm maior força quando são cantados.

As conferências episcopais, se ainda não tomaram providências quanto a isto, são convidadas a propor melodias para os textos e as aclamações, que deveriam ser executados sempre com o canto. Trata-se dos seguintes textos:

a) a oração universal da Sexta-feira Santa na paixão do Senhor; o convite do diácono, se for feito, ou a aclamação do povo;

b) os textos para apresentar e adorar a cruz;

c) as aclamações na procissão com o círio pascal e na própria proclamação da Páscoa, o Aleluia responsorial, a ladainha dos santos e a aclaração após a bênção da água.

Os textos litúrgicos dos cânticos, destinados a favorecer a participação do povo, não sejam omitidos Com facilidade; as suas traduções em língua vernácula sejam acompanhadas das respectivas melodias. Se ainda não houver textos em língua vernácula para Uma liturgia cantada, sejam no entanto escolhidos outros textos semelhantes. Providencie-se oportunamente a redação de um repertório próprio para estas celebrações, a ser usado só durante o desenvolvimento das mesmas.

De modo particular sejam propostos:

a) os cânticos para a bênção e procissão dos ramos e para a entrada na igreja;

b) os cânticos para a procissão dos santos óleos;

c) os cânticos para a procissão das ofertas na missa “In Cena Domini”, e o hino para a procissão, com a qual se leva o Santíssimo Sacramento para a capela da reposição;

d) as respostas dos salmos na vigília pascal e os cânticos para a aspersão da água.

Sejam preparadas melodias adaptadas para facilitar o canto dos textos da história da paixão, da proclamação pascal e da bênção da água batismal.

Nas igrejas maiores seja usado o tesouro abundante da música sacra, tanto antiga como moderna; tenha-se em conta, porém, a devida participação do povo.

43. E muito conveniente que as pequenas comunidades religiosas, quer clericais, quer não, e as outras comunidades laicais participem nas celebrações do t r í d u o pascal nas igrejas maiores.[46]

De igual modo, quando em algum lugar é insuficiente o número dos participantes, dos ajudantes e dos cantores, as celebrações do tríduo pascal sejam omitidas e os fiéis reunam-se noutra igreja maior.

Também onde mais paróquias pequenas são I confiadas a um só sacerdote, é oportuno que, na medida do possível, os seus fiéis se reunam na igreja principal para participar nas celebrações.

Para o bem dos fiéis, onde ao pároco é confiada a cura pastoral de duas ou mais paróquias, nas quais os fiéis participam em grande número e podem ser realizadas as celebrações com o devido cuidado e solenidade, os mesmos párocos podem repetir as celebrações do tríduo pascal, respeitando-se todas as normas estabelecidas.[47]

A fim de que os alunos dos seminários possam “viver o mistério pascal de Cristo, de modo que saibam iniciar nele o povo que lhes será confiado”[48], é necessário que recebam uma plena e completa formação litúrgica. É muito oportuno que os alunos, durante os anos da sua preparação no seminário, façam experiência das formas mais ricas de celebração das festas pascais, especialmente d a que I a s presididas pelo bispo.[49]

Da sede da Congregação para o Culto Divino, a 16 de janeiro de 1988.

Paul Augustin Card. MAYER

Prefeito

† Virgílio NOÉ

Secretário

Notas:

[31] “Normas gerais para o ordenamento do ano litúrgico e do calendário”, n. 16a.

[32] Cf. Caeremoniale Episcoporum, n. 263.

[33] Cf. Missal Romano, Domingo de Ramos e da paixão do Senhor, n. 9.

[34] Cf. Caeremoniale Episcoporum, n. 270.

[35] Cf. Missal Romano, Domingo de Ramos e da paixão do Senhor, n. 16.

[36] Cf. ibid., n. 19.

[37] Cf. Ibid., n. 22. Pro Missa quam episcopus praesidet, cf. Caeremoniale Episcoporum, n. 74.

[38] Conc. VAT. II, Decr. Presbyterorum Ordinis, n. 7.36

[39] Caeremoniale Episcoporum, n. 275.

[40] Cf. Ibid., n. 276.

[41] cr. Rito da Penitência, Apendice II, n. 1-7.

[42] cr. S. Congr. dos Ritos, Decr. Maxima redemptionis nostrae mysteria, 16.11.1955, AAS 47 (1955) 858; Sto. Agostinho, Ep. 55, 24: PL 35, 215.

[43] Cf. Mc 2, 19-20; Tertuliano, De ieiunio adversus psychicos, 2 e 13, Corpus christianorum II, p. 1271.

[44] Cf. Caeremoniale Episcoporum, n. 295; Conc. VAT. II, Const. Sacrosanctum Concilium, n. 110.

[45] Cf. ibid., n. 296; Princípios e Normas para a Liturgia das Horas, n. 210.

[46] Cf. S. Congr. dos Ritos, Instrução Eucharisticum mysterium, 2551967, n. 26, AAS 59 (1967) 558. NB: Convém que nos mosteiros femininos a celebração do tríduo pascal se realize, na mesma Igreja do mosteiro, com a maior solenidade possível.

[47] Cf. S. Congr. dos Ritos, “Ordinationes et declarationes circa Ordinem hebdomadae sanctae instauratum”, 1.2.1957, n. 21: AAS 49 (1957) 91-95.

[48] Conc. Vat. II, Decr. Optatam Totius, n. 8.

[49] Cf. S. Congr. para a Educação Católica, Instrução “De Institutione liturgica in seminariis”. 17. 51979, n. 15 e 33.

Fonte: https://presbiteros.org.br/

Via-Sacra no Coliseu: meditações deste ano escritas pelo Papa Francisco

Via-Sacra no Coliseu, Roma, Itália (VATICAN MEDIA Divisione Foto)

"Em oração com Jesus no caminho da Cruz" é o tema das meditações que acompanharão as quatorze estações durante a Via-Sacra no Coliseu. A Sala de Imprensa do Vaticano informou que se trata de um ato de reflexão e espiritualidade, com Jesus no centro, no contexto do Ano da Oração proclamado pelo Papa, com uma referência menos direta, porém mais ampla, aos acontecimentos atuais. Até o momento, não houve mudanças em relação ao planejamento original quanto à presença do Pontífice.

Salvatore Cernuzio - Cidade do Vaticano

As meditações da famosa Via-Sacra do Coliseu, nos últimos anos, foram preparadas por bispos, religiosos, famílias, jovens, estudantes, casais, missionários, migrantes e refugiados de guerra. No entanto, este ano, é o próprio Papa quem redige as meditações para o significativo momento de oração na noite da Sexta-feira Santa. É a primeira vez que isso acontece no pontificado de Francisco. "Em oração com Jesus no caminho da Cruz" é o tema escolhido para as reflexões que acompanharão as quatorze estações que recordam o percurso de Jesus até o Calvário. Um título que dá a entender o caráter profundamente "meditativo" desses textos que, como destaca a Sala de Imprensa do Vaticano, serão, portanto, "um ato de meditação e espiritualidade, com Jesus no centro. É Ele quem faz o caminho da Cruz e nós o percorremos com Ele. Tudo está muito centrado no que Jesus vive naquele momento e é claro que se amplia o tema do sofrimento...".

A referência será a oração

Neste ano, portanto, haverá menos ligações diretas aos acontecimentos atuais. Nos anos anteriores, por exemplo, refugiados, vítimas de tráfico ou pessoas de países em guerra estiveram envolvidos na preparação do texto. Ou como no ano passado, com os testemunhos e diálogos retirados dos países feridos visitados pelo Papa durante suas viagens apostólicas. 

Embora "nessa Via-Sacra, as menções sejam mais amplas, por se tratar de uma oração, as referências continuam presentes... A oração não abrange uma categoria de pessoas, mas uma situação". A escolha também está ligada ao Ano da Oração que o Papa convocou como preparação para o Jubileu, um evento que, como Francisco sempre disse, tem acima de tudo um caráter espiritual.

A presença do Papa

Quanto à presença do Papa na Via-Sacra, considerando o estado de saúde do Pontífice e a diminuição das temperaturas em Roma, a Sala de Imprensa do Vaticano informou que permanece o que já havia sido anunciado anteriormente, ou seja, que o Papa estará na sexta-feira à noite no Palatino: "no momento, não há mudanças no que já foi planejado". Os textos das meditações serão distribuídos na sexta-feira, 29 de março, e no mesmo dia haverá mais detalhes sobre quem serão os portadores da cruz, ao longo das antigas ruas ao redor do Coliseu. Certamente, "as pessoas que carregarão a cruz estarão ligadas à reflexão das estações".

Fonte: https://www.vaticannews.va/pt

segunda-feira, 25 de março de 2024

Maria, Mãe da misericórdia

Maria, Mãe da misericórdia (Opus Dei)

Maria, Mãe da misericórdia

No Magnificat, Nossa Senhora canta a misericórdia, canta o amor alegre de Deus, que devolve a felicidade a um mundo entristecido. Ela é a primeira Filha da misericórdia de Deus; e, ao mesmo tempo em que é Filha, é Mãe do Deus de misericórdia: por isso a chamamos ‘Mater Misericordiae’.

08/05/2017

Quando Gabriel lhe comunica a alegre notícia - o evangelion que, de um humilde povoado da Galileia mudará a vida dos homens para sempre[1]- “a Senhora do doce nome, Maria, está recolhida em oração”[2].

O Senhor também escutou Isabel, disse o anjo à Virgem antes de retirar-se. Santa Maria medita uns instantes nas palavras de Gabriel: abre caminho em seu interior uma alegria que expande a sua alma e que, então a recolhe em adoração ao Deus escondido, latens Deitas[3], que agora abriga em seu seio. Logo, já está saindo para a montanha: sua prima talvez necessite de ajuda; e, também, ela necessita ir vê-la, porque não cabe em si de alegria, e não sabe de mais ninguém com quem possa compartilhar esse feliz segredo, além de José. Santa Maria já é neste momento «imagem da futura Igreja, que em seu seio leva a esperança do mundo pelos caminhos da história»[4].

DEUS TOMOU A INICIATIVA; ESCOLHEU A TERRA FÉRTIL DE SUA GENEROSIDADE E DE SEU ABANDONO, E INAUGUROU NELAS A VERDADEIRA PRIMAVERA DA HISTÓRIA.

Ninguém como uma mãe percebe a alegria de viver que palpita em um recém-nascido, mas a felicidade da Virgem Maria e de sua prima, à qual as vizinhas de Ain Karim contemplam, é muito mais intensa: Deus tomou a iniciativa; escolheu a terra fértil de sua generosidade e de seu abandono, e inaugurou nelas a verdadeira primavera da história. Enquanto o grande mundo tenta viver de suas alegrias incertas, neste cantinho da Judéia explode, silenciosamente, a alegria de Deus. São Lucas nos conta que, quando Maria saúda Isabel, São João Batista dá um pulo de alegria no seio de sua Mãe. Como o profeta Davi bailava e saltava ao redor da Arca da Aliança, assim agora aquele que «entre os nascidos de mulher», é «mais que um profeta» (Mt 11,9.11), saúda a chegada de Santa Maria, a nova Arca da Aliança. Também nisto o Batista é precursor do Filho de Davi; como dirá de si mesmo em alguns anos, ele é «o amigo do esposo, que (…) se alegra com a voz do esposo» (Jo 3,29). E já agora, ao ouvir a Mãe do Esposo, movido pelo Espírito Santo, é profeta sem palavras da alegria do Evangelho.

Alegra-se meu espírito em Deus

«O Senhor, teu Deus, está no meio de ti como poderoso Salvador. Ele desfrutará de ti com alegria, renovará o seu amor, se regozijará em ti com canto alegre, como nos dias de festa» (Sf 3,17-18). São Lucas tinha bem presente o profeta Sofonias quando relatava esses momentos da vida da Virgem Maria. A alegria, íntima e transbordante ao mesmo tempo, que Santa Maria viveu em seus dias de viagem desde Nazaré, e que contagia instantaneamente Santa Isabel e São João, encontra agora seu transbordar no Magnificat, canto de alegria e de misericórdia[5]. «Nossa Mãe meditara longamente sobre as palavras das mulheres e dos homens santos do Antigo Testamento, que esperavam o Salvador, e sobre os acontecimentos de que tinham sido protagonistas. Admirara (...) o esbanjamento da misericórdia de Deus sobre o seu povo, tantas vezes ingrato. Agora, ao considerar essa ternura do Céu, incessantemente renovada, brota o afeto do seu Coração imaculado: A minha alma glorifica o Senhor»[6].

Maria, Mãe da misericórdia (Opus Dei)

«Meu espírito se alegra em Deus meu salvador». Santa Maria é filha de um povo mediterrâneo, de uma terra onde se canta e se dança: sua emoção íntima, que vem do fundo da alma, se exterioriza em gestos e exclamações. «Às vezes não vos bastará falar, tereis necessidade de cantar por amor (...) andareis pelo mundo, dando luz, como tochas acesas que soltam faíscas de fogo»[7]. A alegria de Maria não se explica só porque Deus entrou em sua vida, mas porque, através dEla, o Filho de Deus se fez um de nós, «lembrando-nos de sua misericórdia (... ) para sempre».

A Igreja se reconhece no Magnificat, «o cântico do Povo de Deus que caminha na história»[8], e por isso relembra-o diariamente no Ofício das Vésperas. Com Santa Maria, não canta uma alegria pequena ou individual: canta a alegria da humanidade inteira; uma alegria que provém da esperança em «Deus meu Salvador». A Igreja sabe que Deus é mais forte do que o mal. «A fraqueza de Deus é mais forte do que os homens» (1 Cor 1,25): a força dos «poderosos» e dos «soberbos de coração», que fazem a guerra «àqueles que guardam os mandamentos de Deus e guardam o testemunho de Jesus» (Ap 12,17), e ameaçam esmagar o Amor de Deus, não é mais que força exterior, ruído, vaidade: «como pó que dispersa o vento» (Sl 1,4).

«Nossa tristeza infinita só se cura com um infinito amor»[9]: a misericórdia é o amor alegre de Deus que vem ao encontro de um mundo entristecido, um «vale de lágrimas»[10]. Deus «surge como o esposo do quarto nupcial; exulta como um herói que percorre o caminho» (Sl 19): vem com seu carinho, com seu perdão, com sua compreensão... Vem, sobretudo, com a alegria do Espírito Santo, caridade incriada, que é a fonte contínua de sua misericórdia, porque só da alegria é possível colher forças para perdoar sem reservas e sem limites. Esta alegria de Deus é também o horizonte de sua misericórdia, porque nos criou para Ele; quer salvar-nos da tristeza do pecado para dar-nos uma felicidade que ninguém nos poderá tirar[11].

Deus confiou esta alegria à sua Igreja, e ninguém pode tirar dela, «apesar dos pesares»[12]. Por isso canta com Maria: «me proclamarão bem-aventurada todas as gerações». Todas as gerações dos homens acabam encontrando na Igreja uma Mãe que, através das crises e tragédias da história, e ainda em seu sofrimento pelos filhos ou por estranhos que a maltratam ou a desprezam, transborda da alegre salvação de Deus, e oferece incansavelmente a todos a sua misericórdia. Como Maria em seu Magnificat, a Igreja suplanta de certo modo a história[13]; Ela guarda a alegria da Ressurreição e vislumbra, entre tanta dor e miséria, tanta santidade oculta e fecunda: a misericórdia de Deus que «se estende de geração em geração sobre os que o temem».

Os pobres de Deus

Magnificat está impregnado da « espiritualidade dos anawim bíblicos, isto é, daqueles fiéis que se reconhecem “pobres” não só no desapego de qualquer idolatria da riqueza e do poder, mas também na humildade profunda do coração, (...) aberto à irrupção da graça divina que salva»[14]. Santa Maria, e nós com ela, não canta a sua própria grandeza: canta a sua pequenez – «a humildade de sua escrava» – e as «coisas grandes» que Deus nEla fez. «Magnificat anima mea Dominum»: todas as gerações e todas as culturas colocaram e continuam colocando música nestas palavras, que poderiam ser assim traduzidas: «Quão grande é Deus, que faz bem todas as coisas». O entusiasmo de Maria em Ain Karim ressoará três décadas depois nos lábios de seu Filho, no momento em que talvez a alegria de Jesus se expanda mais claramente nos evangelhos. É bonito observar que as notas de sua alegria são as mesmas que no Magnificat de sua Mãe: «Naquela mesma hora, Jesus exultou de alegria no Espírito Santo e disse: Pai, Senhor do céu e da terra, eu te dou graças porque escondeste estas coisas aos sábios e inteligentes e as revelaste aos pequeninos» (Lc 10,21)[15]. Esta predileção de Deus pelo pequeno guarda um profundo mistério. Deus fica “desarmado” diante dos simples; sua linguagem, aparentemente ingênua e inofensiva, «derrubou do trono os poderosos». A misericórdia nos mostra o verdadeiro rosto de Deus e o «poder do Seu braço», que acaba sempre vencendo. «Da boca das crianças e dos pequeninos sai um louvor que confunde vossos adversários e reduz ao silêncio vossos inimigos» (Sl 8,3).

Virgem branca, da Catedral de Toledo (Espanha) | Opus Dei

Quando João envia seus discípulos para perguntar a Jesus se ele é «o que há de vir» (Mt 11,3), o Senhor demonstra, com palavras do profeta Isaías[16], os sinais da presença de Deus no meio do seu povo, entre os quais brilha este: «aos pobres é anunciado o Evangelho» (Lc 7,22). Os pobres, na Bíblia, são os que esperavam a visita de Deus. Zacarias era um pobre e por isso soube que «graças à ternura e misericórdia de nosso Deus, o Sol nascente» nos visitaria «do alto» (Lc 1,78); Simeão era pobre, e por isso seus olhos viram a salvação[17].

Esta pobreza não é uma pobreza de alma nem estreiteza de olhar; nem significa ignorância: os magos de Belém, que com certeza pertenciam à elite cultural de sua terra, eram «pobres em espírito» (Mt 5,3); sua atitude contrasta com a suficiência dos escribas, a ansiedade de Herodes e a curiosidade efêmera de Jerusalém onde, passada a agitação pela chegada dos Magos e sua pergunta acerca do Rei que estava para nascer, ninguém mais voltou a interessar-se pelo assunto. Estes sábios tinham a simplicidade dos pastores de Belém; tinham coração para entender, olhos para ver, ouvidos para escutar[18], e por isso puderam contar-se entre os primeiros a adorá-lo.

«Olhou para a humildade de sua serva (...). Sua misericórdia se estende de geração em geração sobre aqueles que o temem». O olhar misericordioso de Deus pousa naqueles que o podem acolher, porque reconhecem com o salmista: «Eu sou pobre e desgraçado, porém o Senhor cuida de mim» (Sl 40 ,18). Deus “necessita” da nossa pobreza para entrar na alma: «Jesus não sabe o que fazer com a astúcia calculista, com a crueldade dos corações frios, com a formosura vistosa mas oca. Nosso Senhor ama a alegria de um coração jovem, o passo simples, a voz sem falsete, os olhos limpos, o ouvido atento à sua palavra de carinho. É assim que reina na alma»[19].

Filha e Mãe da misericórdia

SANTA MARIA É FILHA DE DEUS E MÃE DE DEUS: GENUISTI QUI TE FECIT; GEROU ÀQUELE QUE A HAVIA CRIADO, E QUE A HAVIA REDIMIDO

Santa Maria é Filha de Deus e Mãe de Deus: genuisti qui te fecit[20]; gerou Àquele que a havia criado, e que a havia redimido, certamente de um modo especial que a distingue de todo gênero humano: «Maria recebeu em sua concepção a benção do Senhor e a misericórdia de Deus, seu salvador»[21]. Ela é por isso a primeira Filha da misericórdia de Deus. E uma vez que é Filha, é Mãe do Deus de misericórdia: por isso a chamamos: Mater misericordiæ, Mãe da misericórdia. «Dirijamos a ela a antiga e sempre nova oração da Salve Rainha, para que nunca se canse de volver a nós seus olhos misericordiosos e nos faça dignos de contemplar o rosto da misericórdia, seu Filho Jesus»[22]. São Josemaria nos ensinou que «a Jesus sempre se vai e se “volta” por Maria»[23]. Nossa Mãe dissolve a soberba de nossos corações e nos ajuda a tornar-nos pequenos, para que Deus ponha os olhos em nossa humildade e faça nascer Jesus em nós. Recorramos a Ela com confiança de filhos, em tantos pequenos detalhes de carinho; um deles, que São Josemaria aconselhava aos fiéis do Opus Dei, é beijar o terço antes de rezar o Salmo 2, toda terça-feira.

Todas as gerações a chamaram e a «chamarão bem- aventurada», porque «o amor traz consigo a alegria, mas é uma alegria com as raízes em forma de cruz»[24]: com seu Filho, Santa Maria sofreu no Calvário «o dramático encontro entre o pecado do mundo e a misericórdia divina»[25]. A Pietà, como veio a chamar-se a cena da Virgem com seu Filho morto entre os braços, expressa intensamente esta participação íntima de nossa Mãe na misericórdia de Deus. «Pietà» traduz precisamente o hebraico hesed, um dos conceitos que a Bíblia utiliza para expressar a misericórdia de Deus. Na Cruz, desprezado pelos homens, Deus protege mais do que nunca «a Israel seu servo, recordando sua misericórdia». Quando os homens se esquecem das misericórdias do Senhor, Deus as leva até o extremo: «Mulher, aí tens o teu filho (...). Aqui tens a tua mãe» (Jo 19,26-27). Estas palavras que o Senhor dizia da Cruz à sua Mãe e a cada um de nós[26] manifestam «o mistério de uma missão especial salvífica”. Jesus nos deixava sua mãe como nossa mãe. Só depois de fazer isto Jesus pôde sentir que “tudo está concluído” (Jo 19,28)»[27]. Recorramos à sua proteção, para que nos faça misericordiosos como o Pai: «Ela ampliará nosso coração e nos fará ter entranhas de misericórdia»[28].

Carlos Ayxelá


[1] Cf. Lc 1,26-38.

[2] São Josemaria, Santo Rosário, 1º mistério gozoso.

[3] Cfr. Hino Adoro te devote.

[4] Bento XVI, Enc. Spe salvi (30-XI-2007), 50.

[5] Cfr. Lc 1,46-55.

[6] São Josemaria, Amigos de Deus, 241.

[7] São Josemaria, Carta 11-III-1940, 30.

[8] Francisco, Homilia, 15-VIII-2013.

[9] Francisco, Ex. Ap. Evangelii gaudium (24-XI-2013), 265.

[10] Antífona Salve Regina.

[11] Cfr. Jo 16, 22.

[12] São Josemaria, É Cristo que passa, 131.

[13] No original grego, o Magnificat «tem sete verbos no aoristo, que indicam igual número de ações que o Senhor realiza de modo permanente na história: "Manifestou o poder do seu braço... dispersou os soberbos. Derrubou os poderosos e exaltou os humildes. Aos famintos encheu de bens... despediu os ricos... acolheu Israel".» (Bento XVI, Audiência, 15-II-2006).

[14] Bento XVI, Audiência, 15-II-2016.

[15] Cf. Mt 11,25-27.

[16] Cf. Is 42,7.18; 61,1; Lc 7,19-20; Mt 11,2-3.

[17] Cf. Lc 2,30.

[18] Cfr. Dt 29,3.

[19] São Josemaria, É Cristo que passa, 181.

[20] Missal Romano, Comum de Nossa Senhora, Antífona de entrada.

[21] Liturgia das horas, 8 de dezembro, Officium lectionis, Antífona.

[22] Francisco, Bula Misericordiæ Vultus (11-IV-2015), 24.

[23] São Josemaria,Caminho, 495.

[24] São Josemaria, É Cristo que passa, 43.

[25] Francisco, Evangelii gaudium, 285.

[26] Cfr. São João Paulo II, Enc. Ecclesia de Eucharistia (17-IV-2003), 57.

[27] Francisco, Evangelii gaudium, 285.

[28] São Josemaria, “El compromiso de la verdad” (9-V-1974), en Josemaría Escrivá y la Universidad, Pamplona: Eunsa, 1993, 109.

Fonte: https://opusdei.org/pt-br

Pe. Manuel Pérez Candela

Pe. Manuel Pérez Candela
Pároco da Paróquia Nossa Senhora da Imaculada Conceição - Sobradinho/DF