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sexta-feira, 15 de março de 2024

São Clemente Maria Hofbauer

São Clemente Maria Hofbauer (A12)
15 de março
São Clemente Maria Hofbauer

João Evangelista Hofbauer, nascido e batizado a 26 de dezembro de 1751, nasceu em Tasswitz, pequena aldeia rural da Morávia, na atual República Tcheca. Ficou conhecido também pelo seu nome moraviano, Pavel ("João"). Nono dos 12 filhos de uma família humilde, muito simples e pobre. Seu pai era açougueiro.

Ainda criança, adorava rezar o rosário com a família, chamando-a para isso; foi um fervoroso devoto de Nossa Senhora. Seu pai morreu quando ele tinha apenas 6 anos de idade; a mãe então segurou um crucifixo diante dele, e disse: “De agora em diante, Ele é seu pai. Cuide para que você nunca O aflija pelo pecado”.

Quando jovem, não pôde frequentar muito a escola, mas cedo começou a estudar Latim, o que fez até aos 14 anos de idade. Em 1767 foi enviado para uma padaria, a aprender a profissão de padeiro, e em 1770 foi trabalhar na padaria de um mosteiro Premonstratense, o mosteiro dos Monges Brancos em Kloster Bruck. Nesta época, por causa da guerra, havia fome e muitos desabrigados, que procuravam ajuda no mosteiro. João trabalhou dia e noite para socorrê-los. Ali também pôde estudar. Mas não sentiu afinidade com a Ordem, e em 1771, seguiu para um local retirado em Mühlfrauen, vivendo como eremita e tomando o nome de Clemente Maria.

Não ficou lá muito tempo, voltando ao seu ofício de padeiro, em Viena, Áustria. Na famosa padaria onde estava, conheceu duas senhoras ricas e piedosas, que se ofereceram para pagar seus estudos eclesiásticos, pois sendo pobre não conseguia custeá-los. Iniciou a universidade, estudando Filosofia, e logo discerniu que não era esta a sua vocação.

Em 1784, em peregrinação a Roma com um estudante amigo, Tadeu Huebl, chegaram ao mosteiro Redentorista recentemente instalado em São julião, no Monte Esquilino, onde foram recebidos. Decidiram entrar para a vida religiosa e ficaram como candidatos. Após breve noviciado, foram ordenados em março de 1785, em Alatri. Clemente estava com 34 anos, e com Tadeu voltou a Viena, onde pretendia estabelecer uma casa da Congregação. Mas o imperador José II da Áustria, anticlerical, estabeleceu leis que inviabilizavam o projeto. Deslocaram-se então para Varsóvia, na Polônia, onde lhes foi confiada a igreja de São Beno (ou Benone), abandonada como o estado da fé dos paroquianos: indiferentes e tíbios, sem instrução religiosa ou vida sacramental.

Alarmado com esta situação, Clemente iniciou, com Tadeu e mais seis irmãos, uma intensa atividade pastoral, a “Missão Perpétua”, um programa diário de pregações, instruções, confissões e devoções, que atraíram multidões. Explicitavam, assim, o seu carisma, associados, congregados, para serem instrumentos da Redenção, redentoristas. Clemente era um "leão no púlpito" e um "cordeiro no confessionário", dizendo com clareza a verdade nos sermões, mas acolhendo os penitentes como pai carinhoso. Ficou também conhecido como o “padre que benzia terços”, por sua imensa devoção mariana, e chamava o Rosário de sua “biblioteca”, explicando que por essa devoção conseguia tudo que pedia a Deus.

Seus 20 anos de atividade na Polônia provocaram uma gigantesca transformação, duradoura e eficaz, atraindo inclusive numerosos candidatos à vida religiosa. Tal êxito, em boa parte, foi por causa do mesmo recurso que utilizaria depois em Viena: a valorização da beleza da liturgia e das cerimônias, que estimulavam o senso do sagrado.

Fundou também um orfanato, em 1787, que funcionou até 1808, quando Napoleão Bonaparte, numa época de restrições religiosas, pressionou para que os redentoristas fossem expulsos da Polônia. A igreja de São Beno foi fechada e os 40 redentoristas que lá moravam foram presos por um mês até serem exilados. Com sofrimento, mas resignação cristã, Clemente viu na situação um sinal da Providência.

De volta a Viena, São Clemente já no ano seguinte trabalhou como capelão de um hospital, para atender aos soldados feridos na invasão napoleônica à cidade. Por seu zelo, o arcebispo pediu-lhe para cuidar de uma pequena Igreja dos italianos, onde ficou por quatro anos, até ser nomeado capelão do convento das Irmãs Ursulinas, em julho de 1813. Suas pregações atraíram milhares de pessoas, em especial jovens e intelectuais, artistas e pessoas ricas. Toda semana acontecia uma grande conversão.

Clemente deseja expandir a Congregação, solicitando permissão para estabelecer os redentoristas na Áustria, mas as políticas maçônicas anticlericais de então o impediam, tanto antes em Varsóvia como agora em Viena. Acabou por isso sendo proibido de pregar e ameaçado de expulsão. Mas o Papa Pio VII, resistindo à pressão, concedeu que fosse fundada uma comunidade redentorista na Áustria. A permissão, contudo, só chegou no dia da sua morte. De toda a forma, foi a partir da Província Austríaca que a Congregação se expandiu para todo o mundo.

Após 12 anos renovando a vida cristã da Áustria, sobretudo de Viena, São Clemente morreu nesta mesma cidade, no dia 15 de março de 1820. É considerado o segundo fundador e principal propagador da Congregação Redentorista. Recebeu o título de Apóstolo de Viena, sendo seu patrono, e também dos padeiros.

Colaboração: José Duarte de Barros Filho

Reflexão:

A história de São Clemente é um belo e orgânico desenvolvimento da vida de fé. A família do simples açougueiro lhe deu carne e sangue espirituais para, no esforço do trabalho e estudo, buscar com sinceridade, sem acomodações e apesar das dificuldades, a sua verdadeira vocação – o empenho favorece a Providência - em tudo Clemente amadureceu na resignação cristã, confiando na Providência com a virtude teologal da Esperança, e por isso viu num exílio um sinal para expandir a Fé a outros irmãos necessitados; para os fiéis, os fracassos são sempre sinais de sucessos, seja porque implicam numa perseguição (sinal de boa atividade da Igreja), como a da maçonaria contra os redentoristas, seja porque impelem a melhorias pessoais, ou a quem mais precisa. Pela Fé, Clemente jamais desanimou do serviço ao Cristo – da Caridade – concretizando assim, harmoniosamente, a trindade de virtudes fundamentais para a vida da alma. E isto aconteceu porque as boas sementes da formação católica, na família, germinaram como o trigo, que gera o pão, que o jovem Clemente distribuiu aos pobres na fome material, para mais tarde dar-lhes o pão Eucarístico que sacia a alma. Mas a germinação depende de quem regue, e de quem rogue: se a mãe terrena lhe mostra um novo Pai, a Mãe Celeste lhe oferece o Filho, na devoção ao Rosário que lhe faz tudo conseguir. Assim o pequeno João desabrocha na plenitude do seu nome (ao qual uniu Maria), clemente e evangelista, nome pessoal que, como Jesus (= Salvador) Cristo (= Ungido), significa a missão que lhe é própria. Missão escolhida de forma consciente e livre, gratuitamente (Hofbauer = gratuito). Altíssima é a beleza da perfeição dos desígnios de Deus, e contemplá-la nos eleva a Ele! A Beleza, que leva a Deus, coroa e mostra a aguda percepção das almas no apostolado de São Clemente, que cuidava com arte da Liturgia e das cerimônias, com respeito a e para a Glória de Deus, e para mais fácil e agradavelmente conduzir o povo ao que é sagrado: belo e necessário, também, é que o imitemos, hoje, por amor a Deus e ao próximo, e para o bem de nossas almas.

Oração:

Senhor, concedei-nos, por intercessão de São Clemente Maria Hofbauer, a total confiança em Vós, de modo a, como ele, diariamente iniciarmos o trabalho de purificação das nossas almas com o pouco que temos, e perseverando no empenho e na Fé, alcançarmos o grande objetivo da Salvação, como instrumentos da Vossa caridade. Por Nosso Senhor Jesus Cristo, Vosso Filho, e Nossa Senhora. Amém.


Fonte: https://www.a12.com/

quinta-feira, 14 de março de 2024

Papa: Deus nos fez administradores, não senhores do planeta

Francisco recebe em audiência os participantes da conferência sobre os Povos Indígenas (Vatican Media)

Na manhã desta quinta-feira (14), o Papa recebeu em audiência os participantes do workshop promovido pelas Pontifícias Academias de Ciências e Ciências Sociais, que tem como tema: "Conhecimento dos povos indígenas e as ciências". "A Igreja está com vocês, aliada aos povos indígenas e seus conhecimentos, e aliada à ciência para fazer com que a fraternidade e a amizade social cresçam no mundo", enfatiza Francisco em seu discurso.

Vatican News

As mudanças climáticas, a perda de biodiversidade, as ameaças à segurança alimentar e à saúde e outros desafios ainda representam os problemas críticos mais urgentes da atualidade e, para enfrentá-los, é necessário levar em conta o conhecimento dos povos indígenas e das ciências. Foi o que observou Francisco ao receber em audiência os participantes da conferência que tem como objetivo, como explica o Papa, "reconhecer o grande valor da sabedoria dos povos nativos e favorecer o desenvolvimento humano integral e sustentável", e também para "enviar uma mensagem aos governos e às organizações internacionais em favor da justiça e da fraternidade".

O workshop, promovido pelas Pontifícias Academias de Ciências e Ciências Sociais, traz como tema: "Conhecimento dos povos indígenas e as ciências: Combinando conhecimento e ciência sobre vulnerabilidades e soluções para a resiliência", realizado no Vaticano, nos dias 14 e 15 de março.  Entre os participantes estão presentes diversos representantes do Brasil, entre eles, a ministra do governo brasileiro para os Povos Indígenas, Sônia Guajajara.

Crescer na escuta recíproca

Francisco, ao receber os participantes, deu-lhes as boas-vindas e afirmou que, devido a um resfriado, o padre rosminiano Pierluigi Giroli é quem deveria ler seu discurso. No início do texto, o Santo Padre manifesta seu apreço pela iniciativa e lembra que, graças aos esforços da Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO), nasceu uma plataforma que reúne cientistas, acadêmicos e especialistas indígenas e não indígenas, para estabelecer um diálogo que visa garantir a salvaguarda dos sistemas alimentares dos povos originários.

"Gostaria de destacar que esse workshop representa uma oportunidade para crescermos em escuta recíproca: escutar os povos indígenas, para aprender com sua sabedoria e seus estilos de vida, e ao mesmo tempo escutar os cientistas, para beneficiar-se de suas pesquisas."

Proteger a diversidade de tradições e culturas

O Papa observa que a conferência tem o objetivo de convocar governos e grandes organizações para reconhecer e respeitar "a diversidade dentro da grande família humana". A perda de tradições, culturas e espiritualidade, enfatiza, representaria de fato um empobrecimento para todos:

"Os projetos de pesquisa científica e, consequentemente, investimentos, devem ser direcionados decisivamente para a promoção da fraternidade humana, justiça e paz, para que os recursos possam ser coordenados e alocados para responder aos desafios urgentes enfrentados pela Terra, nosso lar comum, e pela família dos povos."

O diálogo ajuda a superar os conflitos

O texto do Pontífice sublinha a necessidade de uma conversão e uma visão alternativa àquela que atualmente conduz nosso mundo a conflitos crescentes. "O diálogo aberto entre o conhecimento indígena e as ciências, entre comunidades de sabedoria ancestral e as das ciências, pode ajudar a enfrentar de maneira nova, mais integral e mais eficaz questões cruciais como água, mudanças climáticas, fome e biodiversidade", enfatiza Francisco. Para o Papa, essas questões estão todas interconectadas:

"No diálogo entre o conhecimento indígena e a ciência, devemos ter claramente em mente que todo esse patrimônio de conhecimento deve ser empregado como meio de superar conflitos de maneira não violenta e combater a pobreza e as novas formas de escravidão. Deus, o Criador e Pai de todos os povos e de tudo o que existe, nos chama hoje a viver e testemunhar nosso chamado humano à fraternidade universal, liberdade, justiça, diálogo, encontro recíproco, amor e paz, e evitar alimentar o ódio, ressentimento, divisão, violência e guerra."

“Deus nos fez guardiões e não senhores do planeta: somos todos chamados a uma conversão ecológica, comprometidos em salvar nossa casa comum e viver uma solidariedade intergeracional para salvaguardar a vida das gerações futuras, em vez de dissipar recursos e aumentar a desigualdade, a exploração e a destruição.”

A Igreja aliada aos povos indígenas e à ciência

As palavras finais do Papa para os participantes da conferência são de encorajamento para continuar o compromisso e o acompanhamento. Assegurando-lhes suas orações e bênçãos, Francisco afirma:

"A Igreja está com vocês, aliada aos povos indígenas e seus conhecimentos, e aliada à ciência para fazer com que a fraternidade e a amizade social cresçam no mundo".

Fonte: https://www.vaticannews.va/pt

Viver a Liturgia na Paróquia

Para viver a Liturgia (arquidiocesebh)

VIVER A LITURGIA NA PARÓQUIA

Cardeal Orani João Tempesta
Arcebispo do Rio de Janeiro (RJ)
 

Cadernos do Concílio – Volume 8 

Dando continuidade à nossa preparação para o grande jubileu do próximo ano e aos sessenta anos de encerramento do Concílio Ecumênico Vaticano II, nos debruçaremos ao longo desse artigo em mais um volume da coleção Cadernos do Concílio, que recorda os principais documentos desse Concílio marcante para a história da Igreja. O Magistério da Igreja resolveu fazer isso em preparação ao jubileu para que possamos ter contato novamente com esses documentos, e ainda de certa forma reviver o Concílio Ecumênico Vaticano II.  

Antes de querermos realizar um outro Concílio, ou criarmos “ideologias” para não aceitar o Concílio Vaticano II, temos que viver muita coisa deste Concílio Ecumênico que ainda não foi vivido. Como bem sabemos grande parte das atualizações que Concílio propôs foi a reforma litúrgica. Tudo aquilo que a Igreja faz ou propõe é para melhorar a participação dos fiéis e fazer com que os batizados cresçam em sua vida de fé.  

A liturgia não envolve somente a celebração da Santa Missa, mas todo momento de oração é regido pela sagrada liturgia. Podemos dizer que a liturgia orienta aquilo que vai acontecer ao longo da Missa ou do momento de oração. Para que a liturgia aconteça de maneira ordenada e tudo saia corretamente é preciso em primeiro lugar preparar bem e em segundo lugar aqueles que tiverem a frente da liturgia não devem fazer nada correndo ou com pressa, mas realizar tudo devagar e com calma.  

A liturgia é da Igreja e está no coração da Igreja, por isso, ao longo dela deve-se evitar algumas ideologias e não “criar” uma liturgia própria. Por isso temos que seguir aquilo que foi proposto na reforma litúrgica para caminharmos juntos como Igreja. Lembrando que fazemos parte de um Corpo que tem Cristo como cabeça. Toda a liturgia deve estar voltada para a cabeça que é Cristo.  

A liturgia é para além da história, ou seja, surgiu há muitos anos, desde o Antigo Testamento era celebrada, é claro, que não da forma que conhecemos hoje, mas foi se adaptando ao longo do tempo. No Antigo Testamento o povo judeu se reunia no templo para recitar salmos e ouvir a Torah. No Novo Testamento o povo judeu se reunia nas sinagogas para meditar a Torah e recitar os salmos. Jesus rezava com os seus discípulos meditando os salmos. Na noite da última Ceia, antes de lavar os pés dos discípulos e partir o pão, Jesus rezou com os discípulos recitando os salmos. Após a ressurreição de Jesus, os discípulos iniciando a vida da Igreja primitiva celebravam a liturgia, anunciando a Palavra, partilhando tudo o que tinham em comum e partindo o pão. Nos dias de hoje, muita coisa mudou, mas a essência permaneceu, o anúncio da Palavra e a partilha do pão. Ao longo da Missa participamos de duas grandes mesas: a mesa da Palavra e a mesa da Eucaristia, temos que abrir os ouvidos e o coração para que a Palavra faça morada em nós, após acolhermos a Palavra, comungamos da Eucaristia.  

Em toda Missa recordamos do mistério Pascal de Cristo, ou seja, fazemos memória daquilo que aconteceu na última Ceia. Esse fazer memória não é apenas uma repetição das palavras de Jesus na última ceia e nem um mero teatro, mas naquele momento o sacerdote age na pessoa de Cristo, ou seja, é o próprio Cristo ali presente, e pede ao Pai para que envie o Espírito Santo para que aquelas oferendas do pão e do vinho se tornem no Corpo e Sangue de Cristo. Portanto, ao fazer memória do que aconteceu na última Ceia, tornamos ao mesmo tempo esse acontecimento atual. Por isso, que é mistério e o sacerdote ao final diz: “Mistério da fé”. O memorial faz parte da liturgia todas as vezes que invocamos a presença de Jesus no meio de nós. O sacerdote diz ao menos três vezes ao longo da missa a frase: “O Senhor esteja convosco” e respondemos: “Ele está no meio de nós”. Cristo está no meio de nós através do Espírito Santo, que além de animar a vida da comunidade, torna possível o mistério que está sendo celebrado.  

A liturgia ainda se adapta as diferentes culturas, ou seja, a liturgia fala a língua do povo e quer estar próxima do povo. Quando Jesus enviou os discípulos no dia de Pentecostes, os enviou aos quatro cantos da terra, ou seja, a Igreja é universal, presente no mundo todo, por isso, em cada lugar a liturgia se adapta a cultura local, mas não perdendo a essência do mistério que é Cristo.  

Esse Caderno nº 8 do Concílio escrito por Samuele Ugo Riva ainda faz um alerta para que tenhamos o cuidado de não fazer “exageros” na liturgia, ou seja, conforme já disse o centro da liturgia é Cristo, Ele é a essência, por isso, temos que ter o cuidado de ao celebrarmos a liturgia não perder essa essência. O texto diz ainda a respeito do Domingo: esse é o dia por excelência, dia da ressurreição de Nosso Senhor Jesus Cristo. O cristão é convidado a viver esse dia com alegria e intensidade, sendo a Missa como obrigatoriedade nesse dia.  

 Nos dias de hoje temos que resgatar em nossas famílias a importância do Domingo. Infelizmente hodiernamente com o avanço da tecnologia e outros atrativos as famílias acabam deixando a Missa de lado, o lazer o descanso, e o estar com a família são possíveis nesse dia, mas não podemos perder a essência do Domingo e dedicar esse dia ao Senhor.  

A liturgia deve ser vibrante e não reduzida a um ritual árido e incompreensível. A liturgia não pode ser engessada, mas a liturgia deve ser animada e conduzir as pessoas ao mistério celebrado. Na liturgia é toda a comunidade que celebra e o sacerdote é o presidente da celebração.  

Conforme diz o título desse documento, devemos viver a liturgia na paróquia e vivê-la bem com afinco e alegria. Em cada paróquia deve haver um grupo responsável pela liturgia para preparar, aprofundar e animar a vida da comunidade e esse grupo, juntamente com o sacerdote, deve conduzir a comunidade ao mistério central que é Cristo. Animados pelo Espírito Santo vivamos de maneira intensa a liturgia e tenhamos gosto por participar da missa, sobretudo as dominicais.

Fonte: https://www.cnbb.org.br/

Jovens vão peregrinar milhares de quilômetros com a eucaristia nos EUA

Alguns dos "Peregrinos Perpétuos", Matthew, Amayrani e Charlie | National Eucharistic Pilgrimage | ACI Digital

Um grupo de 24 jovens peregrinos católicos vai caminhar milhares de quilômetros pelos EUA nos próximos meses levando Jesus Cristo Sacramentado na Eucaristia pelo campo e pelas ruas das cidades rumo ao Congresso Eucarístico Nacional de 2024.

Coletivamente, os peregrinos vão caminhar mais de 10,4 mil km e percorrer quatro rotas diferentes, começando em lados opostos do país e encontrando-se em Indianápolis, Indiana, para o Congresso Eucarístico Nacional, marcado para 17 a 21 de julho.

Os 24 “Peregrinos Perpétuos”, seis por rota, todos com idades entre 19 e 29 anos, se comprometeram a abrir mão das férias de verão e de enfrentar o sol e a chuva para ajudar a Conferência dos Bispos Católicos dos Estados Unidos (USCCB, na sigla em inglês) a reconsagrar o país a Cristo na Eucaristia. Acompanhados durante todo o percurso por padres, os peregrinos vão percorrer de 16 a 24 quilômetros todos os dias, principalmente a pé, enquanto participam de uma pequena procissão eucarística, começando no fim de semana de Pentecostes, de 17 a 19 de maio.

O processo de candidatura de peregrinos foi aberto em outubro do ano passado e os nomes dos peregrinos foram anunciados na última segunda-feira (11).

A Rota Seton

A Rota Seton, que começa em Connecticut e leva o nome da primeira santa nascida nos EUA, santa Elizabeth Ann Seton, vai passar por várias das maiores cidades do país, como Baltimore, sede da mais antiga diocese do país.

Amayrani Higueldo Sanchez, recém-formada na escola de enfermagem da Filadélfia, viveu meses desestruturados depois de sua formatura. Ao mesmo tempo ela diz que, durante sua movimentada experiência na escola de enfermagem, sentiu sempre um impulso para passar mais tempo com Jesus em adoração.

Então, quando surgiu a oportunidade de deixar tudo e passar meses viajando com Jesus Eucarístico por todo o país, ela disse que parecia uma forma providencial de passar mais tempo com Jesus e encorajar outros a fazerem o mesmo.

Higueldo, natural de Acapulco, no México, que vive na região de Filadélfia desde os sete anos, disse estar especialmente ansiosa para levar a eucaristia às principais cidades do leste dos EUA. Ela descreveu um encontro poderoso que teve com a eucaristia durante um retiro na adolescência e expressou a esperança de levar uma experiência semelhante aos participantes ao longo do percurso.

“Lembro-me apenas do olhar penetrante de Nosso Senhor. Simplesmente penetrou todo o meu corpo e toda a minha alma. E eu me lembro de apenas ser, me sentir, vista, amada e redimida pela primeira vez na minha vida”, lembrou ela.

“E realmente mudou toda a trajetória da minha vida, só aquele olhar de Jesus no Santíssimo Sacramento. E realmente, fui restaurada naquele momento e busquei o sacramento da reconciliação logo em seguida. E não tenho sido a mesma desde então. Eu costumava ser tão tímida, então não falava com ninguém. Eu estava mergulhada no pecado. E agora eu penso, você está conversando com as pessoas e fazendo essa peregrinação eucarística, conversando com muitas, muitas pessoas. E realmente, isso realmente mudou minha vida.”

Higueldo, que trabalhou na pastoral de jovens na sua paróquia de origem durante os últimos sete anos, disse estar ansiosa por testemunhar a sua fé na eucaristia em pequenas formas, especialmente quando tiver a oportunidade de falar com os seus colegas de língua espanhola ao longo da rota e em sua cidade natal.

“Sei que o Senhor quer derramar muitas graças nesta peregrinação a tantos. Então, ser capaz de levar isso... aqui em casa, na Filadélfia, para muitas paróquias que conheço, será incrível testemunhar e poder testemunhar - um lugar na primeira fila para as graças que o Senhor quer derramar ”, disse Higueldo.

A Rota Mariana 

Matthew Heidenreich, do Estado de Ohio e estuda no Alabama, vai caminhar pela Rota Mariana do norte, que começa na nascente do rio Mississippi, em Minnesota.

Heidenreich disse à CNA, agência em inglês do grupo EWTN, a que pertence ACI Digital, que sua relação pessoal com Cristo começou numa peregrinação eucarística enquanto participava de uma adoração em um acampamento de verão católico. Foi ali, durante uma hora de adoração na natureza, que ele chegou pela primeira vez a um “lugar de entrega” a Cristo.

Ele disse estar ansioso para ajudar a dar “permissão a outra pessoa para deixar o Senhor fazer a mesma coisa em seu coração, abrindo seu coração para receber o que o Senhor deseja dar tão livremente”.

Ele também disse que está entusiasmado por permitir que as suas palavras e ações testemunhem o seu amor pela Eucaristia, com a oportunidade de mostrar a milhares de pessoas ao longo do caminho a importância que a Eucaristia tem.

“Acho que só de ver um grupo de seis a oito jovens que deram tudo durante um verão para seguir a Cristo fala profundamente”, disse Heidenreich.

“Se alguém está disposto a seguir algo, a deixar para trás as coisas que você poderia ter feito, a deixar para trás a segurança e a seguir alguém ou alguma coisa, isso diz algo poderoso.”

Fonte: https://www.acidigital.com/

Descobertas sobre Santo Sudário são aprofundadas em livro inédito lançado no Brasil

A obra reúne evidências históricas e científicas que fundamentam a autenticidade da mortalha de Jesus Cristo | Vatican News

A obra, recém-lançada no país e publicada pela 'Minha Biblioteca Católica', investiga dados da história e da ciência envolvendo a relíquia sagrada. O livro é de autoria do historiador francês Jean-Christian Petitfils.

Vatican News

Na fé católica, o Santo Sudário se apresenta como possibilidade de prova viva da Ressurreição. Com objetivo de reunir evidências históricas e científicas que fundamentam a autenticidade da mortalha de Jesus Cristo, o historiador francês Jean-Christian Petitfils decidiu escrever um livro que é resultado de mais de quatro décadas de pesquisas. E, pela primeira vez, o público brasileiro terá acesso a essa obra que se aprofunda na história e na ciência por trás dessa relíquia sagrada. Recém-lançado, “O Santo Sudário: testemunha da Paixão e da Ressurreição”, publicado por Minha Biblioteca Católicaoferece uma visão abrangente e atualizada sobre o tema em três partes: história, ciência e iconografia.

Segundo Matheus Bazzo, a leitura proporciona uma meditação profunda no sacrifício redentor de Nosso Senhor. “Somos conduzidos para uma jornada de fé, descoberta e reflexão. Esse é um livro fascinante, que certamente impactará e enriquecerá a fé de muitos católicos. Sua importância está na capacidade de unir ciência e fé em um diálogo profundo e significativo”, avalia o fundador da Minha Biblioteca Católica.

A obra investiga desde os testes científicos que iniciaram no começo do século 20 e chega até as mais recentes discussões sobre o teste de carbono-14. Cada aspecto é avaliado pelo autor, apresentando estudos com evidências convincentes em relação à autenticidade do Sudário de Turim. São explorados diversos detalhes, incluindo tipo de tecido, tridimensionalidade real da imagem e elementos presentes no material, como pólen.

Quaresma e jornada espiritual

O período de lançamento do livro no Brasil — durante a Quaresma — não foi uma coincidência. A obra busca oferecer uma nova perspectiva sobre a Paixão de Cristo ao longo destes 40 importantes dias do calendário litúrgico da Igreja, convidando os leitores a evoluírem em sua fé e devoção. “Esse livro é um recurso poderoso para nos ajudar em direção à santidade, propiciando a cada um de nós uma verdadeira experiência de intimidade com Deus. Somos chamados a uma compreensão renovada da nossa fé”, conclui Matheus Bazzo.

Confira trechos da obra:

“Nessa imagem integral e verdadeira que o Cristo redentor nos deixou de si mesmo, na mortalha de seu sepulcro, e que Ele como que a preparou para ser revelada ao mundo ao fim de uma era de ceticismo e incredulidade, em que sua divindade nunca foi tão negada, pode-se ver um penhor de renovação cristã para os tempos vindouros.”

“Quando João percebeu que o túmulo estava vazio, desceu os poucos degraus. A mortalha estava posta sobre o nicho, esticada sobre o banco talhado no calcário a 60 cm do chão, exatamente onde estava quando o túmulo foi fechado. Vista de cima, sua aparência assemelhava-se muito à de 36 horas antes, quando, como especificou João, o corpo fora envolto num tecido de linho, segundo a maneira de sepultar usada entre os judeus. O sudário que fora colocado sobre o rosto estava na mesma câmara, enrolado separadamente, formando um cone irregular com seu nó acima. Em suma, nesse pequeno espaço, não havia qualquer impressão de desordem ou de ordem artificialmente recriada. A Mortalha não tinha sido movida. Não tinha caído no chão, nem fora amarrotada depois de aberta. Estava simplesmente estendida, não mais deformada pela posição curvada da cabeça e pela contração dos joelhos”.

“No caso da Mortalha, que funcionou como um curativo, as manchas de sangue são visíveis na frente e no verso do tecido; o sangue, portanto, passou através dele e, em 36 horas, teve tempo suficiente para secar e colar a Mortalha às inúmeras feridas. Ao ser examinada a Mortalha, nenhuma das centenas de manchas apresenta borda irregular ou danificada. Há que se render às evidências: o corpo se desprendeu da Mortalha sem deixar o menor vestígio de separação. Esse caso impossível, evidentemente, não é reproduzível, mas, por outro lado, é extremamente fácil de ser verificado; basta examinar a Mortalha... isso está ao alcance de todos”.

“Longe de nós a ideia de que essa relíquia possa, por si só, provar a materialidade da Ressurreição, que é uma realidade física como um ato de fé – e que, portanto, só pode ser compreendido na plenitude da Revelação. No entanto, a Mortalha nos proporciona uma proximidade misteriosa e singular dela”.

Colaboração: Minha Biblioteca Católica e Critério

Fonte: https://www.vaticannews.va/pt

Santa Matilde

Santa Matilde (A12)
14 de março
Santa Matilde

Santa Matilde nasceu por volta de 890, na região de Westfália, Saxônia (no norte da Alemanha). Filha do conde Teodorico de Ringelheim (também conhecido como Dietrich da Vestfália ou Dietrich de Saxe) e Reinilda da Frísia (ou Reinhild da Dinamarca), ambos de nobre estirpe. Foi primorosamente educada pela avó, a abadessa Matilde do mosteiro beneditino de Herford na Westfália.

Aos 14 anos, em 909, casou-se com Henrique I, duque da Saxônia e depois rei da Germânia (Alemanha), com o qual teve cinco filhos: Edwiges da Saxônia, depois esposa do duque Hugo, o Grande; Oto, mais tarde rei e imperador; Gergerba da Saxônia, casada com Gilberto de Lotaríngia e, em segundas núpcias, com o rei Luís IV da França; Henrique I da Baviera; e Bruno, o mais moço, que veio a ser arcebispo de Colônia na Alemanha e se tornou um grande santo.

Matilde dedicava-se à oração e à meditação, inclusive durante a noite. Seu patrimônio era usado em favor dos necessitados, e frequentemente visitava os doentes, servia os pobres e obtinha a liberdade para os presos; a estes procurava também que sinceramente se arrependessem e penitenciassem. O rei estava de acordo com ela nestas atividades, e sob sua influência, também em questões políticas, ele fez um reinado bom para o povo e em geral pacífico. Ele favoreceu as artes, a construção de igrejas e proporcionou grandes obras caritativas. Restabeleceu a ordem interna do reino, e venceu os eslavos, húngaros e dinamarqueses, readquirindo o reino da Lotaríngia (parte da Europa central). A estes povos, Matilde procurava conquistar também para a Fé.

Em 936 morreu Henrique I, quase repentinamente, e sérios problemas perturbaram a rainha e o reino. Houve uma disputa sucessória pelo trono entre Oto, o primeiro filho homem e indicado ao trono, e o irmão Henrique, que Matilde apoiava, porque Oto havia nascido quando Henrique I era ainda duque, e não rei; logo, o primeiro filho homem do rei Henrique era o seu filho homônimo. A disputa tomou as proporções de uma guerra civil, gerando desgosto e tristeza para Matilde, e foi vencida por Oto, coroado como imperador Oto I, em Roma.

Oto e Henrique se uniram, porém para uma repugnante decisão: entenderam, injustamente, que a sua mãe e rainha gastava muito do erário real com obras de caridade, e de comum acordo a exilaram e confiscaram seus bens. Matilde foi para o convento de Quedlimburgo em Engern, na Baixa Saxônia.

Depois disso, o reino começou a sofrer invasões, rebeliões e desastres naturais. Oto e Henrique compreenderam que sua injustiça estava sendo punida, e, procurando Matilde, pediram-lhe, de joelhos, perdão pelos seus atos.

Desde antes da viuvez, Matilde rezava muito, além do ofício de toda noite, e jamais deixou de ofertar algo nas Missas. Todos os dias apresentava ao padre sua oferenda de pão e de vinho para a salvação de toda a Igreja. Como viúva, oferecia o Santo Sacrifício pelos pecados do esposo falecido, colocando intenções para ele, pelo resto da vida, no oitavo e no trigésimo dia da sua morte, e no dia do seu aniversário. E, de volta à corte, Santa Matilde dedicou-se ainda mais às obras de caridade.

Agora, com o apoio de Oto, fundou muitas Igrejas e mosteiros, e também hospitais. Nas suas viagens, levava círios para distribuir nas igrejas, e alimentos para os pobres. Nas cidades onde passava o inverno, providenciava uma fogueira para os pobres e viajantes, que eventualmente ela mesma servia. Dava a eles roupa ou alimento conforme a necessidade. Não passava um dia sem, pessoalmente, praticar alguma obra de caridade.

No mesmo ano da fundação de um grande mosteiro, 955, faleceu o filho Henrique, duque da Baviera.

Em 967, em Northause, onde fundara um mosteiro de três mil religiosas, teve o último encontro com os filhos e os netos. Ali, intuindo a própria morte, despediu-se deles. Voltou então ao mosteiro de Quedlimburgo, onde adoeceu. Doou seus últimos bens aos bispos e sacerdotes, confessou-se com o neto, arcebispo de Maiença, e faleceu a 14 de março de 968, sendo sepultada ao lado do marido.

 É desta Santa Matilde que descenderam os reis de Portugal e, portanto, também a Família Imperial do Brasil.

Colaboração: José Duarte de Barros Filho

Reflexão:

Amor a Deus, à família e ao próximo, especialmente os mais necessitados, resultando numa imensa caridade: este poderia ser um resumo do perfil de Santa Matilde. E deveria ser também o perfil essencial de todo católico. A sua maior riqueza, o seu coração, ela o compartilhou com todos, em perfeita escala hierárquica. E sua maior caridade foi abrigar Deus no coração, para isto um coração tem que ser imenso. Foi assim muito mais rainha de si própria dos que dos súditos, isto é, reinou mais sobre si mesma ao escolher servir com fidelidade a Deus, do que ordenando a vida dos súditos: com estes, seguindo o exemplo de Cristo, colocou em prática a máxima de que reinar é servir, e servir é reinar. Sua caridade imensa se refletiu na imensa fidelidade a Deus, nos imensos auxílios ao Seu Corpo Místico, a Igreja; no imenso cuidado ao esposo, a quem sempre ajudou, e aos filhos, particularmente num imenso gesto de perdão; nas imensas esmolas que distribuiu aos mais necessitados. Imensidade, grandeza – nobreza – de coração. Que o Brasil possa desfrutar da imensidade espiritual desta linhagem.

Oração:

Senhor, Deus de suma majestade, concedei-nos por intercessão de Santa Matilde um coração imenso de espaço para Vós, e portanto esvaziado de egoísmos, para que assim, repletos de Vossa real presença, possamos reger a alma com os decretos da Vossa caridade, e assim ganhar a coroa imperecível do Céu. Por Nosso Senhor Jesus Cristo, Vosso Filho, e Nossa Senhora. Amém.


Fonte: https://www.a12.com/

quarta-feira, 13 de março de 2024

SAÚDE - Dengue: mitos e verdades sobre o mosquito

A dengue é uma arbovirose — como são chamadas as doenças difundidas por insetos — transmitida ao ser humano pelo mosquito Aedes aegypti - (crédito: Valdo Virgo/CB/D.A Press)

Dengue! Picada: mitos e verdades sobre o mosquito

O Correio separou uma lista das maiores dúvidas sobre a doença e responde se são mitos ou verdades.

Correio Braziliense

postado em 13/03/2024

Com o aumento dos casos de dengue no Brasil, especialmente no Distrito Federal, muitas dúvidas sobre a doença circulam entre a população e algumas delas não passam de mitos sobre a doença, a transmissão do vírus ou sobre a identificação dos sintomas.

Para ajudar a população a entender melhor tudo sobre o mosquito da dengue, o Correio separou uma lista das maiores dúvidas sobre a doença e responde se são mitos ou verdades, baseado em publicações da Secretaria de Saúde do DF e do Ministério da Saúde; confira:

O mosquito da dengue só pica durante o dia?

MITO — O mosquito Aedes aegypti pode picar em qualquer hora do dia. Contudo, os horários em que ele é mais ativo são durante o amanhecer e no entardecer.

Somente a fêmea do mosquito transmite a dengue?

VERDADE — Somente a fêmea do Aedes aegypti pode transmitir a dengue, porque precisa do sangue para amadurecer seus ovos.

É possível diferenciar a picada do Aedes aegypti da de outros mosquitos

MITO — Não é possível fazer essa diferenciação. Qualquer picada de mosquito pode causar dor, coceira e inchaço e a variação na intensidade da reação do corpo varia de pessoa em pessoa, não por ser um mosquito da dengue ou um sem o vírus.

O mosquito da dengue não consegue picar em lugares altos?

MITO — O Aedes aegypti consegue voar um metro acima do chão, mas isso não o impede de chegar em locais mais altos. Segundo o Ministério da Saúde, o mosquito pode subir dentro do elevador quando há água acumulada em seu poço, por exemplo, ou se o morador levou para sua residência algum recipiente contendo ovos do mosquito.

Qualquer tipo de repelente afasta o Aedes aegypti?

VERDADE — Qualquer repelente vendido no Brasil, e que tenha sido registrado pela Anvisa, é eficaz para afastar o mosquito transmissor.

O “fumacê” mata as larvas do mosquito?

MITO — Muitas pessoas acreditam que o fumacê consegue matar as larvas do mosquito da dengue, mas isso não é verdade. O fumacê consegue matar apenas mosquitos adultos que estão voando no momento da aplicação. Para destruir as larvas, deve-se usar larvicida ou eliminar o depósito com água parada

O mosquito só se prolifera em água limpa?

MITO — O mosquito da dengue pode criar em qualquer tipo de água parada, inclusive na suja.

A água de piscinas pode transmitir dengue?

MITO — Como as águas de piscina contém cloro, os mosquitos não conseguem se proliferar nelas. O cloro consegue matar os mosquitos e quaisquer ovos depositados.

Fonte: https://www.correiobraziliense.com.br/

Os desejos de Deus

Foto: Ismael Martínez Sánchez | Opus Die

Os desejos de Deus

Nestes dias, em muitos lugares do mundo, estamos em quarentena. Em algumas zonas foi necessário suprimir até a celebração pública da Eucaristia. Suplicamos a Deus que esta situação passe e em breve Ele possa voltar a tocar as nossas almas através da Comunhão sacramental.

10/03/2021

Em 23 de abril de 1912, São Josemaria fez a sua Primeira Comunhão. Naquele dia, Jesus “quis vir e tornar-se o dono do meu coração”, recordava com gratidão ao longo dos anos.

Na comunhão, recebemos Jesus, mas é Ele quem nos recebe. Nós O convidamos para a nossa casa, mas é Ele quem nos acolhe. Ele é o nosso anfitrião. Os nossos desejos de recebê-Lo são um pálido reflexo do seu. Nós repetimos a comunhão espiritual algumas vezes por dia, mas para Ele esse desejo de intimidade com cada um de nós é muito mais apaixonado e irreprimível: “Desejei ardentemente comer esta Páscoa convosco antes de padecer” (Lc 22,15).

REPETIMOS A COMUNHÃO ESPIRITUAL ALGUMAS VEZES POR DIA, MAS PARA ELE ESSE DESEJO DE INTIMIDADE COM CADA UM DE NÓS É MUITO MAIS APAIXONADO

Também nós queremos que o desejo de recebê-Lo, de nos tornarmos um só com Ele queime o nosso coração. É consolador ouvir do santo cura de Ars que “uma Comunhão espiritual é para a alma como o sopro num fogo que está começando a se apagar, mas que ainda tem várias brasas acesas; nós sopramos e o fogo se reacende. Cada vez que sintas que teu amor por Deus está esfriando, rapidamente faz uma Comunhão Espiritual” (São João Maria Vianney, Sermões).

Imprescindíveis para Deus

Nestes dias, em muitos lugares do mundo, estaremos em quarentena. Talvez alguns não possam sair de casa para assistir à missa. Em algumas zonas foi necessário suprimir até a celebração pública da Eucaristia. Mas o Senhor continua presente. Esperando por nós. Desejando-nos. Suplicamos-lhe que esta situação passe e em breve Ele possa voltar a tocar as nossas almas através da Comunhão sacramental. Temos medo de que essa ausência justificada esfrie o nosso amor. Depois de muitos anos recebendo-O diariamente, pode ser que fiquemos algumas semanas afastados da sua presença sacramental. Jesus sabe disso, no entanto não quer que soframos por causa desse santo desejo. O seu afastamento físico pode nos levar a valorizar muito mais o dom imerecido da comunhão frequente, a terna proximidade de um Deus que se faz pão. E também a agradecer o serviço silencioso que nos prestam os sacerdotes que O tornam presente com a sua voz e as suas ações.

SUPLICAMOS-LHE QUE ESTA SITUAÇÃO PASSE E EM BREVE ELE POSSA VOLTAR A TOCAR AS NOSSAS ALMAS ATRAVÉS DA COMUNHÃO SACRAMENTAL

Podemos aproveitar este tempo para ver até que ponto Deus nos ama, até que ponto nos espera Aquele que é dono da eternidade: como diz São Josemaria, “Ele que de nada necessita, não quis prescindir de nós” (Cristo que passa, n. 84)

Santos no cotidiano

A santidade que Deus quer nos dar é possível no meio do mundo, no cotidiano, nas circunstâncias de cada dia. Talvez nem os mais velhos se lembrem de uma situação como a atual. No entanto, agora faz parte do “cotidiano”. Deus agora pede-nos que O procuremos na quarentena. Não seria bom o desejo de procurá-lo no extraordinário, correndo o risco de sair para a rua se o mais prudente é ficar em casa. Obedecer aos nossos pais, ou talvez aos nossos filhos, aos médicos, e, é claro, às autoridades sanitárias são atitudes próprias dos santos. Eles sabem viver cada momento com a paz que a união com Deus lhes dá. Eles sabem que Deus usa sempre as mediações, os instrumentos; Deus ama-os, ainda que não o entendam ou não o possam verificar.

DEUS AGORA PEDE-NOS QUE O PROCUREMOS NA QUARENTENA

Não sabemos quanto tempo ficaremos privados de participar na Eucaristia, mas queremos compreender o valor que têm aos olhos de Deus esses nossos desejos manifestados com constância e sinceridade. São Josemaria ensinou a milhares de pessoas no mundo uma oração que aprendeu de um bom padre escolápio: “Eu quisera, Senhor, receber-Vos com aquela pureza, humildade e devoção com que Vos recebeu Vossa Santíssima Mãe, com o espírito e fervor dos santos”.

Conta-se que Jesus revelou a Santa Faustina Kowalska que, se rezarmos a Comunhão espiritual várias vezes ao dia, em apenas um mês, veremos o nosso coração completamente mudado. Estas semanas podem ser uma grande oportunidade para dilatar o nosso coração, para nos identificarmos com os desejos de Deus.

Comunhão espiritual que rezava São Josemaria | Opus Dei

É uma oração muito ousada, porque não se conforma com boas intenções. Quer alcançar o cume mais alto que alguém jamais sonhou. A alma quer estar à altura de Maria, a bem-aventurada entre todas as mulheres. E não contente com isso, anseia apropriar-se de todo o fervor dos santos. Tudo lhe parece pouco para homenagear o Hóspede que merece tudo. E Deus concede-lhe que os seus desejos sejam eficazes. Deus limpa a alma que assim reza. Se me é permitido falar assim, de modo humano, Deus alegra-se vendo como se amam o seu Filho primogênito e seus filhos adotivos, e nestes dias podemos fazer Deus muito feliz cumprindo o habitual e recitando muitas vezes esta breve oração. Essa oração será uma ajuda para encontrá-Lo, não apenas no sacrário próximo, talvez inacessível, mas nas mil ninharias que surgirão nas nossas casas.

Prisão de amor!

São dias para entender melhor Aquele que ficou desde há vinte séculos “... voluntariamente encerrado! Por mim e por todos” (São Josemaria, Forja, n. 827). Quando a convivência custar, ou quando não for fácil sorrir, será um descanso ver que Ele nos espera na sua “prisão de amor”. Quando for necessário apertar o cinto para enfrentar esta crise, quando a doença nos atacar ou quando o tédio nos enfraquecer, será consolador saber que o Senhor não foi embora, que Ele está presente naqueles que vivem conosco, nos que sofrem ou nos que simplesmente têm medo. Quando devemos estudar sem ter provas em vista, ou estamos em home office sem o chefe verificar se consultamos as redes sociais, quando ninguém percebe a falta de pontualidade ou a nossa colaboração no trabalho da casa nos exigir colocar as últimas pedras, será vital contar com o Seu apoio, com a Sua proximidade e o Seu impulso amoroso. Ninguém como Ele cuida dos nossos desejos, sofrimentos e anseios, mesmo antes de nós mesmos os sentirmos.

NINGUÉM COMO ELE CUIDA DOS NOSSOS DESEJOS, SOFRIMENTOS E ANSEIOS

São José é um daqueles santos que durante meses se alimentou de comunhões espirituais. Sonhava como seria o Menino e certamente conversou sobre isso com Maria. Foram meses de preparação, de desejo de O ter nos seus braços. Ninguém como Maria, sua esposa, para o compreender, mas ninguém também como Ela para alimentar essa fogueira. As suas palavras foram possivelmente o sopro que acendeu a chama da esperança no seu esposo. Não seria estranho que José encontrasse Maria contando a Jesus o desejo que tinha de O beijar, abraçar e cuidar, ou cantar para Ele com o amor da mãe mais apaixonada.

Sem nenhuma dúvida, juntos se prepararam para a melhor recepção que Deus feito homem poderia sonhar aqui na terra. Mesmo que não o recebamos sacramentalmente, podemos fazer a ação de graças todos os dias, depois de nos unirmos à Santa Missa pela televisão ou Internet e louvá-lo por todo o bem que nos faz, também o que não entendemos agora.

Diego Zalbidea


Fonte: https://opusdei.org/pt-br

Pe. Manuel Pérez Candela

Pe. Manuel Pérez Candela
Pároco da Paróquia Nossa Senhora da Imaculada Conceição - Sobradinho/DF