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domingo, 9 de agosto de 2020

S. TERESA BENEDITA DA CRUZ (EDITH STEIN), VIRGEM E MÁRTIR CARMELITA, PADROEIRA DA EUROPA

S. Teresa Benedita da Cruz, Redemptoris Mater, Vaticano
S. Teresa Benedita da Cruz, Redemptoris Mater, Vaticano 

"Ave Crux, Spes Unica": com o olhar fixo nos braços abertos de Cristo na cruz, única esperança, Edith Stein recebeu a palma do martírio nas câmaras de gás de Auschwitz-Birkenau, no tórrido mês de agosto de 1942.
Ao chegar ao ápice de um longo percurso interior, Edith Stein deixou o estudo de filosofia para se dedicar ao compromisso com a promoção humana, social e religiosa das mulheres, e à vida contemplativa.
Edith nasceu em Breslávia, na Baixa Silésia, Polônia, em 1891; era a décima primeira filha de um casal muito fervoroso de judeus; destacou-se, logo, por sua inteligência brilhante, que lhe favoreceu uma visão racionalista e o juvenil desapego da religião.
Interrompeu seus estudos, apenas durante a Primeira Guerra Mundial, para prestar socorro aos soldados como enfermeira da Cruz Vermelha.
O encontro com a Fenomenologia do filósofo Husserl, do qual foi assistente na Universidade de Freiburg, que a levou a aprofundar o tema da empatia, mas também o encontro com o filósofo Max Scheler e ainda a leitura dos Exercícios de Santo Inácio e da vida de Santa Teresa de Ávila, contribuíram para suscitar nela a conversão ao cristianismo.

Fé e nazismo

Ansiosa de conquistar a verdade, mediante o conhecimento e o estudo, foi conquistada pela Verdade de Cristo, ao aprofundar os textos dos Santos Tomás e Agostinho.
Edith Stein recebeu o Batismo e a Crisma, em 1922, contra a vontade dos pais, mas nunca renegou suas raízes judaicas.
Durante os anos das perseguições, tornou-se professora e Irmã carmelita em Colônia, em 1934, com o nome de Teresa Benedita da Cruz; abraçou o sofrimento do seu povo, em sintonia com o sacrifício de Cristo.
Depois das violências da "Noite dos Cristais", foi transferida para a Holanda, país neutro, onde, no Carmelo de Echt, colocou por escrito seu desejo de oferecer-se em "sacrifício de expiação pela verdadeira paz e pela derrota do reino do Anticristo".

Mártir em Auschwitz

Dois anos após a invasão nazista da Holanda, em 1940, foi pega, junto com outros 244 judeus católicos, como ato de represália contra os Bispos holandeses, que se opuseram publicamente às perseguições, e levada para Auschwitz. Ali, cuidou das crianças encarceradas e as acompanhou, com compaixão, até ao patíbulo, e ensinou o Evangelho aos presos.
Com ela estava também sua irmã Rosa, que também havia se convertido ao catolicismo, à qual, no momento extremo do martírio, disse: "Venha, vamos pelo nosso povo".
No passado, Edith Stein havia escrito: "O mundo está em chamas: a luta entre Cristo e o anticristo se deteriorou abertamente. Por isso, se você optar por Cristo, poderia exigir de você até o sacrifício da própria vida".

Exemplo de tolerância e acolhida para a Europa

O pensamento e a fé de Edith Stein estão reunidos em suas obras, sobretudo, em "Ser finito e Ser eterno". Trata-se de uma síntese de filosofia e misticismo, da qual emerge o sentido do homem, a sua singularidade e unicidade em relação ao Criador.
"Uma eminente filha de Israel e filha fiel da Igreja"! Assim, São João Paulo II a definiu ao canonizá-la em 1998. "Proclamar Santa Edith Stein co-padroeira da Europa – disse o Papa – significa cravar no horizonte do Velho Continente um estandarte de respeito, tolerância, aceitação". Porém, é preciso lançar mão dos valores autênticos, que têm seu fundamento na lei da moralidade universal: uma Europa que confundisse o valor da tolerância e do respeito universal com o indiferentismo ético e o cepticismo acerca dos valores irrenunciáveis, abrir-se-ia às mais arriscadas aventuras e, mais cedo ou mais tarde, veria reaparecer sob novas formas os espectros mais tremendos da sua história”.

Vatican News

 

XVIX Domingo do Tempo Comum – Ano A

 

Dehonianos

A liturgia do 19º Domingo do Tempo Comum tem como tema fundamental a revelação de Deus. Fala-nos de um Deus apostado em percorrer, de braço dado com os homens, os caminhos da história.
A primeira leitura convida os crentes a regressarem às origens da sua fé e do seu compromisso, a fazerem uma peregrinação ao encontro do Deus da comunhão e da Aliança; e garante que o crente não encontra esse Deus nas manifestações espectaculares, mas na humildade, na simplicidade, na interioridade.
O Evangelho apresenta-nos uma reflexão sobre a caminhada histórica dos discípulos, enviados à “outra margem” a propor aos homens o banquete do Reino. Nessa “viagem”, a comunidade do Reino não está sozinha, à mercê das forças da morte: em Jesus, o Deus do amor e da comunhão vem ao encontro dos discípulos, estende-lhes a mão, dá-lhes a força para vencer a adversidade, a desilusão, a hostilidade do mundo. Os discípulos são convidados a reconhecê-l’O, a acolhê-l’O e a aceitá-l’O como “o Senhor”.
A segunda leitura sugere que esse Deus, apostado em vir ao encontro dos homens e em revelar-lhes o seu rosto de amor e de bondade, tem uma proposta de salvação que oferece a todos. Convida-nos a estarmos atentos às manifestações desse Deus e a não perdermos as oportunidades de salvação que Ele nos oferece.

LEITURA I – 1 Reis 19,9a.11-13a

ATUALIZAÇÃO

A reflexão pode ter em conta os seguintes dados:

• Quem é Deus? Como é Deus? É possível provar, sem margem para dúvidas, a existência de Deus? Estas e outras perguntas já as fizemos, certamente, a nós próprios ou a alguém. Todos nós somos pessoas a quem Deus inquieta: há um “qualquer coisa” no coração do homem que o projecta para o transcendente, que o leva a interrogar-se sobre Deus e a tentar descobrir o seu rosto… No entanto, Deus não é evidente. Se confiarmos apenas nos nossos sentidos, Deus não existe: não conseguimos vê-l’O com os nossos olhos, sentir o seu cheiro ou tocá-l’O com as nossas mãos. Mais ainda: nenhum instrumento científico, nenhum microscópio electrónico, nenhum radar espacial detectou jamais qualquer sinal sensível de Deus. Talvez por isso o soviético Yuri Gagarin, o primeiro homem do espaço, mal pôs os pés na terra apressou-se a afirmar que não tinha encontrado na estratosfera qualquer marca de Deus… O texto que nos é proposto convida todos aqueles que estão interessados em Deus, a descobri-l’O no silêncio, na simplicidade, na intimidade… É preciso calar o ruído excessivo, moderar a actividade desenfreada, encontrar tempo e disponibilidade para consultar o coração, para interrogar a Palavra de Deus, para perceber a sua presença e as suas indicações nos sinais (quase sempre discretos) que Ele deixa na nossa história e na vida do mundo… Tenho consciência de que preciso encontrar tempo para “buscar Deus”? De acordo com a minha experiência de procura, onde é que eu O encontro mais facilmente: na agitação e nos gestos espectaculares, ou no silêncio, na humildade e na simplicidade?

• Hoje como ontem, há outros deuses, outras propostas de felicidade, que nos procuram seduzir e atrair… Há deuses que gritam alto (em todos os canais de televisão?) a sua capacidade de nos oferecer uma felicidade imediata; há deuses que, como um terramoto, fazem tremer as nossas convicções e lançam por terra os valores que consideramos mais sagrados; há deuses que, com a força da tempestade, nos arrastam para atitudes de egoísmo, de prepotência, de injustiça, de comodismo, de ódio… O nosso texto convida-nos a uma peregrinação ao encontro das nossas raízes, dos nossos compromissos baptismais… Temos, permanentemente, de partir ao encontro do Deus que fez connosco uma Aliança e que nos chama todos os dias à comunhão com Ele… Aceito percorrer este caminho de conversão? Encontro tempo para redescobrir o Deus da Aliança com quem me comprometi no dia do meu Baptismo? Quais são os falsos deuses que, às vezes, me afastam da comunhão com o verdadeiro Deus?

• Na história de Elias (e na história de qualquer profeta), a descoberta de Deus leva ao compromisso, à acção, ao testemunho… Depois de encontrar o Deus da Aliança, aceito comprometer-me com Ele? Estou disposto a cumprir a missão que Ele me confia no mundo? Estou disponível para O testemunhar no meio dos meus irmãos?

SALMO RESPONSORIAL – Salmo 84 (85)

LEITURA II – Rom 9,1-5

ATUALIZAÇÃO

Na reflexão, ter em conta os seguintes desenvolvimentos:

• Uma das coisas que impressiona, neste texto, é a forma como Paulo sente a infelicidade do seu Povo. A obstinação de Israel em recusar a salvação fá-lo sentir “uma grande tristeza e uma dor contínua” no coração. Todos nós conhecemos irmãos – mesmo baptizados – que recusam a salvação que Deus oferece ou que, pelo menos, vivem numa absoluta indiferença face à vida plena que Deus lhes quer dar. Como nos sentimos diante deles? Ficamos indiferentes e achamos que não é nada connosco? Deixamo-nos contaminar por essa indiferença e escolhemos, como eles, caminhos de egoísmo e de auto-suficiência? Ou sentimos que é nossa responsabilidade continuar a testemunhar diante deles os valores em que acreditamos e que conduzem à vida plena e verdadeira?

• Este texto propõe-nos também uma reflexão sobre as oportunidades perdidas… Israel, apesar de todas as manifestações da bondade e do amor de Deus que conheceu ao longo da sua caminhada pela história, acabou por se instalar numa auto-suficiência que não lhe permitiu acompanhar o ritmo de Deus, nem descobrir os novos desafios que o projecto da salvação de Deus faz, em cada fase, aos homens. O exemplo de Israel faz-nos pensar no nosso compromisso com Deus… Em primeiro lugar, mostra-nos a importância de não nos instalarmos num esquema de vivência medíocre da fé e sugere que o “sim” a Deus do dia do nosso baptismo precisa de ser renovado em cada dia da nossa vida… Em segundo lugar, sugere que o cristão não pode instalar-se nas suas certezas e auto-suficiências, mas tem de estar atento aos desafios, sempre renovados, de Deus… Em terceiro lugar, sugere que o ter o nome inscrito no livro de registos da nossa paróquia não é um certificado de garantia de salvação (a salvação passa sempre pela adesão sempre renovada aos dons de Deus).

EVANGELHO – Mt 14,22-33

ATUALIZAÇÃO

A reflexão pode partir dos seguintes elementos:

• O Evangelho deste domingo é, antes de mais, uma catequese sobre a caminhada histórica da comunidade de Jesus, enviada à “outra margem”, a convidar todos os homens para o banquete do Reino e a oferecer-lhes o alimento com que Deus mata a fome de vida e de felicidade dos seus filhos. Estamos dispostos a embarcar na aventura de propor a todos os homens o banquete do Reino? Temos consciência de que nos foi confiada a missão de saciar a fome do mundo? Aqueles que são deixados à margem dessa mesa onde se jogam os interesses e os destinos do mundo, que têm fome e sede de vida, de amor, de esperança, encontram em nós uma proposta credível e coerente que aponta no sentido de uma realidade de plenitude, de realização, de vida plena?

• A caminhada histórica dos discípulos e o seu testemunho do banquete do Reino não é um caminho fácil, feito no meio de aclamações das multidões e dos aplausos unânimes dos homens. A comunidade (o “barco”) dos discípulos tem de abrir caminho através de um mar de dificuldades, continuamente batido pela hostilidade dos adversários do Reino e pela recusa do mundo em acolher os projectos de Jesus. Todos os dias o mundo nos mostra – com um sorriso irónico – que os valores em que acreditamos e que procuramos testemunhar estão ultrapassados. Todos os dias o mundo insiste em provar-nos – às vezes com agressividade, outras vezes com comiseração – que só seremos competitivos e vencedores quando usarmos as armas da arrogância, do poder, do orgulho, da prepotência, da ganância… Como nos colocamos face a isto? É possível desempenharmos o nosso papel no mundo, com rigor e competência, sem perdermos as nossas referências cristãs e sem trairmos o Reino?

• Para que seja possível viver de forma coerente e corajosa na dinâmica do Reino, os discípulos têm de estar conscientes da presença de Jesus, o Senhor da vida e da história, que as forças do mal nunca conseguirão vencer nem domesticar. Ele diz aos discípulos, tantas vezes desanimados e assustados face às dificuldades e às perseguições: “tende confiança. Sou Eu. Não temais”. Os discípulos sabem, assim, que não há qualquer razão para se deixarem afundar no desespero e na desilusão. Mesmo quando a sua fé vacila, eles sabem que a mão de Jesus está lá, estendida, para que eles não sejam submergidos pelas forças do egoísmo, da injustiça, da morte. Nada nem ninguém poderá roubar a vida àqueles que lutam para instaurar o Reino. Jesus, vivo e ressuscitado, não deixa nunca que sejamos vencidos.

• A oração de Jesus (que em Mateus antecede os momentos de prova) convida-nos a manter um diálogo íntimo com o Pai. É nesse diálogo que os discípulos colherão o discernimento para perceberem os caminhos de Deus, a força para seguir Jesus, a coragem para enfrentar a hostilidade do mundo.

https://www.dehonianos.org/

sábado, 8 de agosto de 2020

Atitudes para seguir a Cristo

O chamado a seguir Jesus – Diocese de São Carlos
Diocese de São Carlos

No itinerário da fé, nós somos desafiados a abandonar tudo aquilo que atrapalha a nossa caminhada na santidade e a repudiar todas as coisas que estorvam a plena união com o Cristo que está vivo e ressuscitado na Sua Igreja e que é fonte de esperança para todos nós.
Caminhando com o Cristo, escutando os Seus ensinamentos e aquecendo os nossos corações com a Sua presença, nós aprendemos que quem quer percorrer o caminho para o céu precisa renunciar a si mesmo, tomar a sua cruz e segui-Lo com fortaleza e humildade. Aprendemos também que a renúncia de si e o tomar a cruz estão intimamente ligados, e, por isso, a nossa salvação depende da aceitação e da vivência dessas duas ações.
Desde os primeiros passos na senda da conversão, Cristo nos convida a ponderar as exigências da vida cristã, evidenciando que precisamos realizar sacrifícios e renúncias, para que possamos crescer na correspondência ao Seu amor. Ele nos diz: “Se alguém quer Me seguir, renuncie a si mesmo, tome a sua cruz e Me siga. Pois quem quiser salvar a sua vida vai perdê-la; e quem perder a sua vida por causa de Mim vai encontrá-la”. (Mt 16, 24-25).
Escutar as exigências que o Cristo apresenta a todo aquele que se predispõe ao Seu seguimento é uma das etapas da conversão, mas não basta apenas escutar os desafios que Ele nos demonstra, pois nós temos que manifestar as boas disposições para que possamos acompanhá-Lo sem reservas e sem medo.
A primeira atitude que devemos manifestar diante das propostas de nosso Redentor é manifestar o bom uso da liberdade dizendo sim a Ele, expressando a certeza de que “é para a liberdade que Cristo nos libertou”. (Gl 5,1). Agindo assim, demonstramos que a liberdade é uma característica fundamental da pessoa humana, pois é pelo exercício da liberdade que trilhamos o caminho do bem, da verdade e da felicidade.
Quando somos conduzidos pela força da liberdade, nós renunciamos ao luxo, ao comodismo e ao prazer e abraçamos o serviço da reconciliação, do perdão e da metanoia com o propósito de passar pelo mundo fazendo o bem, testemunhando a certeza de que “somente o Cristo Redentor revela plenamente o homem ao próprio homem”. (Papa João Paulo II, Carta Encíclica Redemptor Hominis, nº 10).
Abraçar a cruz não é fácil, mas viver sem a presença de Deus em nossas vidas é muito mais difícil. A cruz é o símbolo da vitória de Cristo, a expressão da misericórdia e da revelação do poder de Deus. Quando contemplamos o Cristo na cruz, vislumbramos a certeza de que não podemos viver sem o Seu amor salvífico, não podemos permitir que a nossa vida seja destituída de seu real sentido, ou seja, não podemos viver sem usufruir o dom especialíssimo da liberdade que nos faz responsáveis pelos nossos atos e pela construção do nosso destino eterno.

A vivência da liberdade é um processo que é realizado por etapas: “Gradação, resignar-se com a vontade de Deus; conformar-se com a vontade de Deus; querer a vontade de Deus; amar a vontade de Deus”. (São Josemaria Escrivá, Caminho nº 774).
Em outras palavras: obedecendo a Deus, libertamo-nos do egoísmo, do pecado, dos vícios e do mal. Dessa maneira, abraçamos a cruz, e o que é pesado se torna leve.
Agindo assim, estamos capacitados para questionar os nossos coetâneos: Quem realmente é mais livre? Quem se reserva de todas as possibilidades por medo de perdê-las, ou quem se consome resolutamente no serviço e assim se encontra cheio de vida pelo amor que concedeu e recebeu?
A segunda atitude que devemos manifestar diante das propostas de nosso Redentor é abraçar com entusiasmo o caminho espiritual que Ele nos indica, expressando sempre a alegria do Evangelho que é visível nos rostos dos seres humanos que encontram, seguem, conhecem e amam a Cristo no cotidiano da História; afinal, a amizade com o Senhor Jesus assegura às nossas almas o dom da serenidade e a paz profunda também nos momentos obscuros e nas provações da vida.
Algumas outras atitudes que o Cristo nos solicita em Seu seguimento é cumprir os Seus Mandamentos, viver as bem-aventuranças, realizar as obras de misericórdia e não poupar esforços em prol da salvação de todas as almas. Além disso, também é necessário aprender a ouvir os conselhos dos santos que nos dizem: “Diz-me que sim, que estás firmemente decidido a seguir a Cristo. Pois então tens de caminhar ao passo de Deus; não ao teu”. (São Josemaria Escrivá, Forja nº 531).
Na senda do Cristo, gastando a nossa vida em Seu seguimento, nós aprendemos que o Senhor é um bom pagador e, por isso, Ele restitui infinitamente tudo o que gastamos ou abandonamos por amor a Ele. Assim, quem perde a sua vida pelo Senhor vai reavê-la, pois se perdemos a vida velha, ganhamos, ao mesmo tempo, a vida nova pelo Espírito Santo.
Nas vicissitudes da história, a cruz de Jesus é a luz que ilumina e orienta o nosso caminho; é a força que nos sustenta nas provações; é indicação de um novo começo e é profecia de um mundo novo. Por conseguinte, a cruz de Cristo é, para o fiel cristão, o sinal de uma incessante busca e a revelação de uma nova descoberta, porque “Cristo é o mesmo ontem, hoje e sempre”, mas nós, a história e o mundo, nunca somos os mesmos e, por isso, Ele vem no nosso encontro para nos oferecer o Seu amor, a Sua misericórdia e a plenitude da vida.
No seguimento do Cristo, na santificação da cruz, nós adentramos a escola de Maria, onde nos é revelado que Jesus não é apenas uma pessoa histórica, um homem que modificou o seu tempo. Ele é o esperado de todos os povos, o Príncipe da paz, o Messias anunciado pelos Profetas. Ele é o nosso Deus adorado e amado, a máxima expressão da bondade, da ternura e da compaixão, e não poderia ser diferente, pois “Jesus não é uma pessoa fechada em si mesma, mas sim a pessoa plenamente humana, aquela que vale realmente a pena conhecer, que está disponível, através de quem e em quem se pode reconhecer quem é Deus”. (Cardeal Joseph Ratzinger, Meditação em 6 de setembro de 1970).
No seguimento do Cristo, nas horas de cansaço, fraquezas e incertezas, contemplemos a Virgem Santa Maria, a humilde serva do Senhor, a Virgem Mãe que é plenamente livre porque é imaculada, imune ao pecado, e toda santa, toda dedicada ao serviço de Deus e do próximo.
Mãe Maria, ajudai-nos, com o vosso zelo maternal, a seguir a Cristo no cotidiano da fé, a fim de que possamos conhecer e viver a liberdade de sermos filhos no Filho, professando que os caminhos do coração se decidem no que é aparentemente insignificante, na renúncia e nos sacrifícios, moldando sempre os sinais da pertença a Deus em nossas almas e edificando a Igreja como um espaço sagrado de vida e de esperança em nossa História.

Aloísio Parreiras

Arquidiocese de Brasília

 

Enfermeira salva 3 recém-nascidos durante explosão em Beirute

NEWBORNS, HOSPITAL
Anatoly Tiplyashin | Shutterstock

Ela conta que teve um instinto inconsciente e, quando percebeu, estava com os bebê nos braços. Parte do hospital em que ela e as crianças estavam desabou e 18 pessoas morreram.

Aexplosão que aconteceu no porto de Beirute no dia 4 de agosto de 2020 deixou pelo menos 137 mortos. O número de feridos pode chegar a 50 mil e ainda existem muitos desaparecidos. Autoridades civis dizem que há cerca de 300 mil desabrigados na cidade. 

O fotógrafo Biliam Jawich, que mora nas redondezas de Beirute, foi para as ruas depois da explosão para documentar a devastação provocada pela tragédia. 

Ele não esperava, entretanto, se deparar com uma imagem tão poderosa de drama e esperança. O fotógrafo encontrou, no meio dos escombros, uma figura feminina e descreveu a cena para a CNN:

Fiquei impressionado ao ver a enfermeira que tinha, em seus braços, três recém-nascidos. Observei a calma da mulher, que contrastava com a atmosfera circundante. A apenas um metro dali, havia vários mortos e feridos. Apesar disso, a enfermeira parecia ter uma força escondida, que lhe dava um forte autocontrole e uma capacidade de manter salvos os bebês. Ela se diferenciava das muitas pessoas em meio à circunstância violenta, sombria e malvada. A enfermeira estava à altura de seu trabalho”.

Jawich/Facebook

A enfermeira contou a Jawich que estava trabalhando na maternidade quando a explosão atingiu o hospital. Ela afirma que foi movida por um instinto inconsciente e, quando percebeu, se viu caminhando com os bebês nos braços.

Parte do edifício do hospital onde a enfermeira trabalhava veio a baixo com as explosões. No local, 12 pacientes morreram, além de dois visitantes e quatro enfermeiras. No entanto, na hora da tragédia, um bebê chamado George nasceu e passa bem.

Vida em meio ao caos

Biliam Jawich escreveu em seu post no Facebook, em que compartilhou a foto da enfermeira com os bebês:

“16 anos como fotógrafo de imprensa e muitas guerras. Posso dizer que nunca vi o que vi hoje na região de Ashrafia, especialmente em frente ao hospital Al Roum”.

Há no mundo e dentro de nós uma força que tenta não deixar a morte vencer, semelhante ao instinto inconsciente de uma corajosa enfermeira que se dá conta que tem três recém-nascidos em seus braços. Ela deu o melhor de si sem pensar.

Tinha também uma mãe que estava dando à luz entre os chacoalhões das paredes. Junto a ela, outros homens e mulheres sem saber o que acontecia lá fora, mas prontos a ajudar um bebê a chorar pela primeira vez.

É bom lembrar que temos essa força dentro de nós, uma força que, apesar dos acontecimentos, faz com que sejamos colaboradores da vida e antagonistas da destruição.

Aleteia 

“Stigmata”

“Stigmata”
  • Autor: Alexandre A. Bastos
  • Fonte: Lista Reflexões
  • Transmissão: Antonio Xisto de Arruda

O quinto evangelho, segundo o herético filme norte-americano “Stigmata”, teria sido escondido do mundo pela Igreja Católica para que esta assegurasse seu poder. O quinto evangelho anunciaria o sentimento religioso, a desnecessidade de cumprir quaisquer ritos religiosos e o culto exclusivo a um Deus tão interior e pessoal quanto o umbigo do fiel. São estas as principais heresias desse filme que integra a última fornada de filmes anti-cristãos, entre os quais se incluem desde O Padre, da Walt Disney, até Dogma, da mesma produtora. No entanto, e apesar de ser forte a concorrência, Stigmata é de longe o mais herético, e foi por isto o único a merecer um artigo.

Mas ainda não disse tudo. Releio a última frase acima e vejo que faltou dizer o principal, aquilo que realmente me motivou a escrever estas linhas: faltou dizer que Stigmata é um filme diferente. Ora, não há um único filme hoje em dia que não seja ou contenha algo de anti-cristão. Vivemos numa espécie de militância constante; cada filme, cada revista, a cultura toda parece estar unida em torno de uma única coisa, a crítica ao cristianismo. Ora, se isso é verdade, por que escrever a resenha de mais um filme anti-cristão? Por que se importar? Como disse, Stigmata é um filme diferente pois traz… uma “boa mensagem”. Quase diria, uma “boa nova”, um novo – “o quinto” – evangelho.

Botando os pés bem firmes no chão, sabemos que a idéia de um quinto evangelho escondido pela Igreja é, em si mesma, absurda. Mais ainda, sabemos que um evangelho tal como o proposto pelo filme seria a negação direta dos outros quatro evangelhos. Em outras palavras, o quinto evangelho seria a inversão do catolicismo – ou seja, algo de puramente sinistro. Mas o que mais me espanta é saber de pessoas que assistiram o filme e saíram felizes, acreditando que o filme encerrava uma mensagem de bem. “Chegará um tempo em que aqueles que vos perseguirem acreditarão estar a serviço de Deus”. É curioso observar que o slogan do filme diz, sem ironia, que Stigmata “trará o inferno para dentro de você”.

Quanto às idéias principais deste quinto evangelho, conforme descritas no primeiro parágrafo desse texto, não passam de absurdos puro e simples. A idéia da Igreja ter escondido o evangelho para manter seu poder não só confunde poder temporal com autoridade espiritual – separação aliás que é justamente uma das marcas do catolicismo, sobretudo ao compará-lo com o mundo pagão da época – como faz tábula rasa dos 300 anos de martírio na fundação mesma da religião, e de toda a Idade média. De fato, o poder temporal do catolicismo, tal como o conhecemos, data da Renascença.

Já a idéia do primado do sentimento religioso sobre a fé, fruto da concepção de um Deus pessoal, é um deleite pela facilidade de se ver refutada: em primeiro lugar, o sentimento religioso é um sentimento, provém dos sentidos, portanto. Já a fé é uma adesão da inteligência a uma Verdade intuída, logo é um ato de intelecção. Assim sendo, afirmar o primado do sentimento religioso sobre a fé é o mesmo que afirmar o primado dos sentimentos sobre a inteligência, o que é estúpido; em segundo lugar, o sentimento religioso, a religiosidade, tal como definida usualmente, é comum a todos os homens, independente de serem cristãos, judeus ou pagãos. Ora, se o sentimento religioso é superior à fé, para que, então, ocorrem as revelações? Por que o Cristo então incentivou tão acentuado desvio em relação ao mundo pagão? Qual o sentido do martírio, não apenas dos primeiros cristãos, mas do próprio Cristo?

A idéia do Deus pessoal, epítome dessa brincadeira ímpia chamada New Age, não passa de uma tolice kantiana digna de Shirley McLaine e indigna de qualquer pessoa que queira ser levada a sério. Que absurdo este que coloca sobre o sacrifício muito objetivo do Cristo no Gólgota a própria subjetividade! Crer num Deus pessoal, subjetivo, significa necessariamente que:

  • Deus existe somente subjetivamente; ou que
  • Deus existe objetivamente, mas só pode ser conhecido subjetivamente.

A primeira conclusão significa precisamente que Deus não existe e, portanto, tanto faz se nele cremos ou não. A segunda conclusão, por sua vez, significa que Deus existe mas não podemos crer nele, pois não é possível crer ou descrer em algo que desconhecemos totalmente. Deus, segundo esta última conclusão, teria provavelmente, em sua infinita sabedoria, criado a imaginação para completarmos Sua ausência com nossa criatividade… Seria como um pai que abandonasse as crianças em baixo da ponte e lhes desse, como consolo, uma caixinha de lápis de colorir. O que mais me impressiona nesta teoria, uma das favoritas do festivo movimento New Age, é ver a quantidade de livros que sobre esse assunto são publicados; ora, se Deus é pessoal, se não pode ser conhecido objetivamente, o que adianta escrever a Seu respeito?

Resta por fim, entre as várias heresias do filme, analisar justamente aquela que leva o título. Não importa o que possam dizer os protestantes, os espíritas, os umbandistas, pois estigma é sinal de santidade. Francisco de Assis, após toda uma vida de santidade, recebeu, no momento mais sublime de sua história, as 5 chagas do Cristo. Um outro exemplo é o do recém beatificado Padre Pio, cujo processo de canonização está sendo movido pelo próprio Papa João Paulo II, testemunha ocular de um dos seus milagres. O capuchinho de Pietrelcina, que hoje só perde em devotos na Itália para o próprio Francisco de Assis, portou durante 50 anos as chagas, e é grande o número de fotos do frade e seus estigmas1.

Podem, alguns argumentar que se trata apenas de uma ficção, mas a história está repleta de exemplos de ficções que, à opinião pública, tornaram-se realidade: tome os exemplos dos papas Alexandre Bórgia2 e Pio XII, por exemplo. Em ambos os casos, bastou uma simples peça de teatro difamatória para macular a imagem destes grandes papas para todas as gerações posteriores. A falta de informação da maioria das pessoas faz com que, a seus olhos, a ficção se torne verossímil – o que já é motivo suficiente para se combater o filme. Pois consentir na sua verossimilhança, já é concorrer para a apostasia.

Fonte: Veritatis Splendor

São Domingos de Gusmão e os demônios que expulsou com o Rosário da Virgem

A Virgem Maria apareceu a São Domingos e o ensinou a rezar o Rosário | ACI Digital

REDAÇÃO CENTRAL, 08 Ago. 20 / 06:00 am (ACI).- Conta São Luís Maria Grignion de Montfort, em seu livro ‘O Segredo Admirável do Santíssimo Rosário’, que em uma ocasião, São Domingos de Gusmão estava pregando e levaram a ele um herege albigense possuído por demônios, a quem exorcizou na presença de uma grande multidão.

O santo fez aos malignos várias perguntas e ele, por obrigação, disseram-lhe que eram 15.000 os que estavam no corpo desse homem, porque este tinha atacado os quinze mistérios do Rosário (os mistérios luminosos, que os aumentam para 20, foram introduzidos em 2012 por São João Paulo II).

Durante o exorcismo, os demônios disseram ao santo que com o Rosário que pregava, levava o terror e o espanto a todo o inferno e que ele era o homem que mais odiavam no mundo por causa das almas que lhes tirava com esta devoção.

São Domingos lançou seu Rosário ao pescoço do homem e perguntou-lhes qual dos santos do céu temiam mais e qual devia ser o mais amado e honrado pelos homens. Os inimigos, diante dessas perguntas, deram gritos tão espantosos que muitos dos que estavam ali presentes caíram em terra pelo susto.

Os malignos, para não responder, choravam, lamentavam-se e pediam pela boca do homem a São Domingos que tivesse piedade deles. O santo, sem se alterar, disse que não pararia de atormentá-los até que respondessem o que lhes tinha perguntado. Então, eles falaram que o diriam, mas em segredo, ao ouvido e não diante de todos. O santo, ao contrário, ordenou-lhes que falassem alto, mas os diabos não quiseram dizer nenhuma palavra.

Então, Pe. Domingos, de joelhos, fez a seguinte oração: “Oh excelentíssima Virgem Maria, pela virtude de teu saltério e Rosário, ordena a estes inimigos do gênero humano que respondam a pergunta”.

Em seguida, uma chama ardente saiu das orelhas, nariz e boca do homem possuído. Os demônios rogaram a São Domingos que, pela paixão de Jesus Cristo e pelos mistérios de sua Santa Mãe e de todos os santos, os permitisse sair desse corpo sem dizer nada, porque os anjos o revelariam em qualquer momento que quisesse.

Mais tarde, o santo voltou a se ajoelhar e elevou outra prece: “Oh digníssima Mãe de Sabedoria, sobre cuja saudação, de que forma se deve rezar, este povo já está instruído, peço-vos para a saúde dos fiéis aqui presentes, que obrigueis a esses vossos inimigos a abertamente confessar aqui a verdade completa e honesta”.

Apenas terminou de pronunciar estas palavras, o santo viu perto dele uma multidão de anjos e a Virgem Maria que golpeava o demônio com uma vareta de ouro, enquanto lhe dizia: “Responda a pergunta de meu servidor Domingos”. Deve-se levar em consideração que o povo não via, nem ouvia a Virgem, somente São Domingos.

Os demônios começaram a gritar: “Oh! inimiga nossa! Oh! ruína e confusão nossa! Por que viestes do céu para atormentar-nos de forma tão cruel? Será preciso que por vós, oh advogada dos pecadores, a quem livrais do inferno; oh caminho seguro do céu, sejamos abrigados – para nosso pesar – a confessar diante de todos o que é causa de nossa humilhação e ruína? Ai de nós! Maldição a nossos príncipes das trevas!”.

“Ouçam, pois, cristãos! Esta Mãe de Deus é onipotente e pode impedir que seus servos caiam no inferno. Ela, como um sol, dissipa as trevas de nossas astutas maquinações. Descobre nossas intrigas, rompe nossas redes e reduz à inutilidade todas nossas tentações. Vemo-nos obrigados a confessar que ninguém que persevere em seu serviço se condena conosco”.

“Um só suspiro que ela apresente à Santíssima Trindade vale mais que todas as orações, votos e desejos de todos os santos. Temos mais medo dela do que de todos os bem-aventurados juntos e nada podemos contra seus fiéis seguidores”.

Do mesmo modo, os malignos confessaram que muitos cristãos que a invocam ao morrer e que deveria ser condenados, segundo as leis ordinárias, se salvam graças à sua intercessão: “Ah, se esta Mariazinha – assim a chamaram em sua fúria – não houvesse oposto aos nossos desígnios e esforços, há tempos teríamos derrubado e destruído a Igreja, e levado ao erro e à infidelidade toda sua hierarquia!”.

Em seguida, acrescentaram que “ninguém que persevere na reza do Rosário se condenará. Por que ela obtém para seus fiéis devotos a verdadeira contrição dos pecados, para que os confessem e alcancem o seu perdão”.

Foi então que São Domingos fez todo o povo rezar o Rosário muito lenta e devotamente e, a cada Ave Maria que rezavam, saíam do corpo do homem possuído uma grande multidão de demônios em forma de carvões incendiados.

Quando todos os inimigos saíram e o herege ficou livre, a Virgem Maria, de maneira invisível, deu sua bênção a todo o povo, que experimentou grande alegria.  “Este milagre foi causa da conversão de grande número de hereges, que, aliás, se inscreveram na Confraria do Santo Rosário”, concluiu São Luís Maria Grignion de Montfort.

Fonte: ACI Digital 

S. DOMINGOS DE GUSMÃO, PRESBÍTERO, FUNDADOR DA ORDEM DOS PREGADORES

S. Domingos de Gusmão, Basílica de San Domenico em Bologna
S. Domingos de Gusmão, Basílica de San Domenico em Bologna 

Domingos de Gusmão dedicou toda a sua vida a conversar com Jesus ou a falar sobre Jesus. Ele era a quinta-essência de um cristão, ou seja, quase um ideal inatingível. Talvez não, sabendo, porém, que era um homem capaz de viver este ideal de maneira magnífica. Talvez sim, levando em consideração o que ele foi capaz de fazer em 51 anos. Ele foi uma presença marcante nos acontecimentos eclesiais, como Francisco de Assis. Ambos eram contemporâneos.

Os dois pregadores

Caleruega, aldeia de montanha da velha Castela. Ali, começa a história de Domingos, em 1170. Na sua família havia um tio sacerdote. Assim, o Evangelho tornou-se, para a criança e, depois, para o adolescente, o Pão que nutria.
Aos 24 anos, o sacerdócio foi a sua meta natural. Domingos começou a fazer parte dos Canônicos da Catedral de Osma, a pedido do Bispo Diego, que, depois, o levou consigo em missão à Dinamarca.
Na região de Toulouse, começa a propagar-se a heresia dos Cátaros, cientes de que Jesus era homem e não Deus. A urgência de pregar, explicar e testemunhar a fé suscitou em ambos uma certeza: a sua missão nada mais foi que a pregação aos pagãos, que a pediram ao Papa, em 1206.

Homem do encontro

O Papa Inocêncio III concordou com a missão, mas não sobre os destinatários. Dom Diego e Domingos deviam enfrentar os Albigenses, outro nome dado aos Cátaros. Por isso, retornam à França, mas, logo depois, Diego morre. Domingos de Gusmão permaneceu sozinho para enfrentar o ímpeto da heresia, mas o fez com paixão, mediante encontros, exortações, debates em público e em particular. Esta atividade o consumia, mas Domingos era entusiasta. Ele não a enfrentou como um doutor pedante. Pelo contrário, o seu olhar, seu modo de ser sempre afável, a coerência entre o que dizia e o que fazia, despertava respeito e simpatia, reduzindo as distâncias dos adversários. Assim, passam os anos, mas o cenário muda, em 1215.

Carinhoso como uma mãe, forte como um diamante

Naquele ano, realizou-se em Roma o IV Concílio de Latrão, do qual Domingos participou com Dom Folco, Bispo de Toulouse. A ocasião era propícia para apresentar ao Papa Honório III seu projeto, que havia tomado forma.
Há muito tempo, diversas pessoas, fascinadas pelo seu ideal, uniram-se a Domingos, vindas de várias partes da Europa, muitas delas eram jovens talentos.
Em 22 de dezembro de 1217, chegou o placet de Honório III, que aprovava o nascimento da "Ordem dos Frades Pregadores". Foi como uma explosão! Os "Dominicanos" partem, rapidamente, para levar o Evangelho, por toda parte, com seu estilo ardoroso.
Para Domingos, foi a última etapa, que culminou em 6 de agosto de 1221, quando faleceu, circundado pelos seus Frades, no amadíssimo Convento de Bolonha.
A apenas 13 anos da sua morte, Gregório IX, que o havia conhecido pessoalmente, o proclamou Santo.
Este homem foi elevado acima das montanhas de Castela. Seu grande coirmão, Lacordaire, disse: “Ele foi carinhoso como uma mãe, mas forte como um diamante".

Vatican News

 

sexta-feira, 7 de agosto de 2020

Igreja no Brasil celebra de 9 a 15 de agosto a Semana Nacional da Família

Dentro do Mês Vocacional, a Igreja no Brasil celebra, na segunda semana de agosto, a Semana Nacional da Família, uma mobilização de grupos e comunidades que ocorre, desde 1992, com momentos de oração, formação e reflexão. Neste ano, a Comissão Episcopal Pastoral para a Vida e a Família da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) propôs como tema “Eu e minha casa serviremos ao Senhor” (Josué 24, 15).

Para animar a Semana Nacional da Família – do Dia dos Pais até o dia 15 de agosto – a Comissão Nacional da Pastoral Familiar (CNPF), organismo vinculado à Comissão Vida e Família da CNBB, elabora o subsídio “Hora da Família”, que começou a ser editado desde a vinda de São João Paulo II ao Brasil, em 1994. Neste ano de 2020, o material ganhou duas versões, uma com encontros mensais e outra especialmente preparada para a Semana Nacional da Família, agora chamada “Hora da Família Especial”.

O subsídio possui roteiro para os sete dias da semana com atividades que envolvem toda a família, sugestões de oração e de cantos. O material está disponível na versão impressa e também no aplicativo Estante Pastoral Familiar, numa versão digital.

O Hora da Família se coloca a serviço da Igreja e da construção do Reino de Deus começando em nossas casas. Aproveitem cada encontro e animem sua comunidade a vivenciarem os temas propostos como um itinerário de aprofundamento da fé em família a serviço da comunidade”, motiva o bispo de Rio Grande (RS) e presidente da Comissão para a Vida e a Família da CNBB, dom Ricardo Hoepers.

Recordando a celebração das diversas vocações pela Igreja neste mês de agosto, o assessor da Comissão para a Vida e a Família e secretário executivo da CNPF, padre Crispim Guimarães, ressalta que o Hora da Família Especial, em comunhão com a Igreja, “celebra a vocação comum: ser família. Na família todas as vocações nascem e se encontram”.

Celebrar em tempos de pandemia

O bispo auxiliar do Rio de Janeiro (RS) e secretário-geral da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), dom Joel Portella Amado, recordou em mensagem o momento desafiador da pandemia do novo coronavírus, que tem imposto limites ao agir Pastoral “ameaçando e mesmo levando embora tantas vidas”.

Segundo dom Joel, o lema deste ano, “Eu e minha serviremos ao Senhor”, é muito adequado para o momento que estamos passando: “Eu tomo mesmo a liberdade de compreender o lema do seguinte modo: ‘Eu e minha casa serviremos ao Senhor com pandemia ou sem pandemia, no modo presencial ou no modo virtual’. Isso porque, em qualquer condição uma família que se volta para o Senhor em atitude de fé, atitude traduzida em escuta da Palavra de Deus e no serviço a Deus através do próximo, aqui está um aspecto irrenunciável da nossa fé”.

O casal coordenador nacional da Pastoral Familiar, Luiz e Kátia Stolf, deseja que seja possível fazer uma Semana da Família abençoada mesmo com a pandemia, com o isolamento social: “que possamos fazer em nossas casas, a nossa pequena Igreja doméstica, acontecer também a Semana da Família, com nossos filhos, com nossos netos, enfim, com aqueles que convivem conosco. Aproveitemos esse momento especial de graça que Deus está nos dando para realizar e também celebrar a Semana da Família”.

Luiz e Kátia motivam a participação da forma disponível, seja nas comunidades, nas paróquias ou nas suas casas, com um grupo de conhecidos online, de forma virtual. “Que muitos frutos possamos estar colhendo a partir dessa semana”.

Programação Nacional

Com a motivação para a promoção de programações paroquiais, diocesanas e regionais, a Comissão Nacional da Pastoral Familiar fará dois momentos em âmbito nacional para abrir e fechar a Semana Nacional da Família.

No sábado, dia 8, haverá uma live com abertura do presidente da CNBB, dom Walmor Oliveira de Azevedo, e formação sobre o tema da Semana Nacional da Família, a partir das 10h, no canal da Pastoral Familiar no Youtube. André Parreira, sua esposa e seus filhos, da diocese de São João Del Rei (MG), aprofundarão o tema da Semana Nacional da Família. Também participa da transmissão ao vivo a psicóloga portuguesa Marta Pimenta, que falará sobre “A família no pós-pandemia”.

No dia 16 de agosto, a CNPF vai promover uma segunda live, desta vez para encerramento da Semana. Neste dia, a principal atração serão os próprios agentes de Pastoral, pois o foco do programa serão celebrações e trabalhos realizados durante a semana nas diversas comunidades. Os agentes são convidados a compartilharem fotos e pequenos vídeos em suas redes sociais com a hashtag #semananacionaldafamília. As publicações serão selecionadas e divulgadas durante a live.

Fonte: CNBB 

Domus Galilaeae International Center

 

Domus Galilaeae surge cerca de um quilometro das ruinas da antiga cidade de Corazin, em um lugar conhecido como o planalto de Corazin. A Tradição local chama este lugar de "o lugar das arvores das bênçãos ”, ao lado da antiga estrada que unia Damasco a Galileia, passando por Corazin, por Cafarnaum e que contornava o lago da Galileia: a Via Maris, uma das mais importantes vias de comunicação do antigo oriente construída por Roma.

Se conhece como Via Maris, a antiga rota comercial, que remonta ao início da época do Bronze, que conectava o Egito com os impérios do norte da Síria, Anatólia e Mesopotâmia, atualmente Irã, Iraque, Israel, Turquia e Síria. Em latim Via Marissignifica “via do mar”.Se trata de uma estrada histórica, que percorre a costa mediterrânea de Israel. Foi a via mas importante do Egito até a Síria, (o crescente fértil), que seguia a planície costeira ante de atravessar a rota comercial, de modo que se pudesse viajar da África a Europa o ao sul da Ásia e África.

O Lugar do sermão da montanha e da instituição dos 12 Apóstolos.

O lugar de encontro de Jesus Ressuscitado com os Apóstolos e com os 500 discípulos.

https://www.domusgalilaeae.org/

O rico simbolismo bíblico e cultural do cedro do Líbano

LEBANESE FLAG
Hiba Al Kallas | Shutterstock
por Cerith Gardiner

A árvore, que aparece na bandeira do Líbano, é citada 70 vezes na Bíblia. Na maioria delas, refere-se ao crescimento espiritual

Após as terríveis explosões do dia 4 de agosto de 2020 em Beirute, o mundo se voltou ao povo libanês, oferecendo ajuda e orações. O que você deve ter notado em muitas publicações de solidariedade na internet é a bandeira libanesa, que tem um cedro ao centro e duas faixas vermelhas nas extremidades, separadas por uma branca.

As faixas vermelhas representam o sangue derramado durante a luta do país pela independência, já a grande faixa branca representa pureza e paz, bem como a neve que cai no país. No meio da bandeira está o cedro do Líbano, uma árvore que remonta aos tempos bíblicos.

Conhecida também como “cedro de Deus, a variedade libanesa do pinheiro costumava crescer no Monte Líbano nos tempos antigos e era apreciada pelos monges cristãos do vale Kadisha. A árvore representava, e ainda hoje representa, santidade, eternidade e paz.

A Bíblia diz:

“O justo florescerá como a palmeira, crescerá como um cedro do Líbano” (Salmos 92,13).

Com isso, fica clara a força da madeira dessa árvore e suas raízes – o que explica a noção de longevidade e eternidade. A madeira do cedro do Líbano foi usada na construção civil e naval e, mais tarde, nas ferrovias.

O cedro do Líbano é referenciado mais de 70 vezes nas Escrituras e, na maioria das vezes, está relacionado ao crescimento espiritual. E é exatamente essa noção à qual o povo do Líbano pode se apegar com esperança hoje. As raízes do cedro que tocam a faixa vermelha inferior e sua altura que se estende até a faixa superior revelam o relacionamento forte e gratificante com Deus, nosso Pai Celestial.

Aleteia 

Pe. Manuel Pérez Candela

Pe. Manuel Pérez Candela
Pároco da Paróquia Nossa Senhora da Imaculada Conceição - Sobradinho/DF