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sexta-feira, 19 de dezembro de 2025

EDITORIAL: O compromisso com a paz que nasce da contemplação do rosto de uma Criança

Um presépio entre os escombros de Gaza (Vatican News)

O convite do Papa Leão: superar a tentação de considerar a paz distante e impossível, superar a "lógica agressiva e conflituosa" segundo a qual a paz é buscada através de uma corrida armamentista

Andrea Tornielli

"Nada tem a capacidade de mudar-nos mais do que um filho. E talvez seja justamente o pensamento nos nossos filhos, nas crianças e também naqueles que são frágeis como elas, que nos traspassa o coração". Estas são as palavras que o Papa Leão usou em sua Mensagem para o Dia Mundial da Paz. Deus, o Todo-Poderoso, fazendo-se Homem, aceita tornar-se criança, totalmente dependente dos cuidados de uma mãe e de um pai, segundo a lógica da pequenez, e escolhe vir ao mundo na pobreza de um estábulo e no isolamento de uma periferia do Império Romano. Ele é "um Deus indefeso, pelo qual a humanidade só pode descobrir-se amada cuidando d’Ele." Contemplando aquela Criança, protagonista dos nossos presépios, não podemos ficar indiferentes ao drama de tantas crianças vítimas da guerra, mortas pelas bombas na Ucrânia; mortas em Gaza, primeiro pela chuva de mísseis e agora pelo frio devido à dificuldade de acesso à ajuda humanitária; mortas nos muitos conflitos esquecidos em outras partes do mundo.

Na mensagem para o Dia Mundial da Paz 2026, o Papa recorda que a paz do Cristo ressuscitado é uma paz desarmada "porque desarmada foi a sua luta dentro de precisas circunstâncias ...

O convite que o Sucessor de Pedro estende a crentes e não crentes é para acolher e reconhecer a paz, superando a tentação de a considerar distante e impossível. A paz e a não violência para os cristãos têm raízes profundamente evangélicas nas palavras e na atitude de Jesus, que ordenou a Pedro, que queria defendê-lo, que guardasse a sua espada. A paz que o Cristo ressuscitado proclama ao mundo é desarmada e desarmante, uma realidade a ser salvaguardada e cultivada nos nossos corações, nas nossas relações, nas nossas famílias, nas nossas comunidades, nos nossos países. A história ensina-nos com que frequência, mesmo como cristãos, nos esquecemos disto, tornando-nos cúmplices de guerras e violência trágicas.

Hoje, Leão XIV nos lembra que também nós corremos o risco de considerar a paz um ideal distante, chegando ao ponto de justificar a guerra para alcançá-la. No debate público e na mídia, parece prevalecer uma lógica agressiva e conflituosa, segundo a qual se torna uma culpa "não se preparar suficientemente para a guerra". Essa é uma lógica desestabilizadora e extremamente perigosa que vai muito além do princípio da legítima defesa e nos conduz ao abismo de um novo conflito mundial com consequências imprevisíveis e devastadoras.

"Hoje, mais do que nunca - escreve o Papa -, é preciso mostrar que a paz não é uma utopia, através de uma criatividade pastoral atenta e generativa". Em vez de continuarmos a trilhar o caminho do aumento constante dos gastos com armamentos, que já atingiram 2,5% do PIB mundial, em vez de investirmos trilhões em instrumentos de morte e destruição destinados — como vimos — a arrasar escolas e hospitais, em vez de fazermos as pessoas acreditarem que nossa segurança consiste em rearmar e dissuadir, precisamos ter a coragem da paz. Precisamos reativar o caminho da diplomacia, da negociação, da mediação e do direito internacional, inclusive fortalecendo as instituições internacionais. Não permitamos que a voz do Papa Leão seja uma voz que clama no deserto; não deixemos sozinho o Bispo de Roma. Dêmos crédito às suas palavras e olhemos para a história para compreender o saudável realismo em suas intervenções, assim como o foi nas de seus predecessores, que muitas vezes foram ignorados. Somos chamados a "motivar e apoiar todas as iniciativas espirituais, culturais e políticas que mantenham viva a esperança, combatendo a difusão de atitudes fatalistas, como se as dinâmicas em ato fossem produzidas por forças impessoais anônimas e por estruturas independentes da vontade humana". A paz é possível, e uma corrida armamentista insensata não é o caminho para defendê-la. Para os cristãos, a paz tem o rosto indefeso do Menino Deus, frágil como toda criança: deixemos que nossos corações sejam traspassados por esse rosto e pela proclamação da paz que ressoou na noite do primeiro Natal.

Fonte: https://www.vaticannews.va/pt

Emanuel: Deus está conosco

Emanuel, Deus conosco (You Tube)

EMANUEL: DEUS ESTÁ CONOSCO

19/12/2025

Dom José Gislon
Bispo de Caxias do Sul (RS)

Estimados irmãos e irmãs em Cristo Jesus! A celebração do Natal é uma grande oportunidade que Deus nos oferece a cada ano para revermos a nossa vida, a partir do nosso relacionamento com os outros, na família, no ambiente de trabalho, na comunidade, onde celebramos a nossa fé e na sociedade. O Natal também nos traz presente a família, com todos os seus valores e suas fragilidades. Mas nenhuma fragilidade é maior do que aquela marcada pela falta de amor, que abandona, que não está aberta para acolher e proteger a vida, em todas as suas realidades. 

Eu gostaria de reforçar a importância dessa oportunidade que o Senhor nos oferece a cada ano, para olharmos com amor a vida. Às vezes, nós não nos damos conta de que o sagrado dom da vida não está sendo valorizado como deveria. O viver, ao invés de nos dar alegria, torna-se um caminho marcado pela dor do abandono e do desprezo, que percorremos sem muito entusiasmo, ou sem sentir a presença do amor de Deus, que se manifesta também nos gestos dos irmãos. 

No frágil presente de Deus, celebrado no Natal, está a força insuperável do amor divino, que assume a fragilidade da nossa condição humana para nos dar a dignidade da filiação divina. Nas nossas comunidades e nas nossas famílias temos várias formas de nos preparar e expressar os nossos sentimentos e a nossa alegria na espera e na celebração do Natal. Muitos pais acolhem este momento como uma oportunidade para transmitir aos filhos tradições familiares centenárias sobre a celebração do Natal em família. Outras famílias vivem o Natal como um momento forte de confraternização, de reconciliação e de construção da paz.  

Na realidade de hoje temos muitas formas para representar a mensagem do Natal, mas creio que o presépio nos fala do despojamento e da simplicidade da vinda do Filho de Deus entre nós. Ele nos leva a refletir sobre a encarnação e o mistério do Natal; sobre a humanidade de Deus – a sua transparência e a sua revelação –, uma humanidade autêntica, descrita de forma simples e profunda. 

No presépio contemplamos o Jesus homem, na fragilidade de uma criança, na humildade do seu nascimento. Nessa imagem tão frágil estão presentes todos os acontecimentos históricos de Jesus, o Salvador. O Deus revelado por Jesus não é apresentado com os traços da potência e da força, mas revelado na sua humanidade. Na humanidade de Jesus transparece a sua divindade, que revela em Cristo o ponto mais alto da aliança entre Deus e o homem, onde Deus é solidário, benevolente, misericordioso, manso, acolhedor, hospitaleiro e capaz de perdoar. 

Que a luz da estrela de Belém ilumine os teus passos e a tua vida de “peregrino de esperança”. Um abençoado e santo Natal a todos. 

Fonte: https://www.cnbb.org.br/

Padre Pasolini: colocar-se a caminho para encontrar Deus, que a Igreja favoreça esse encontro (A)

Terceira Pregação do Advento - Pe. Pasolini (Vatican News)

"A universalidade da salvação. Uma esperança incondicional": este é o tema da terceira meditação do Advento desta manhã, 19 de dezembro, na Sala Paulo VI, na presença do Papa. O pregador da Casa Pontifícia centra-se na atitude dos Magos, que ousaram abrir-se ao desconhecido. Devemos rever "os nossos hábitos missionários" e "ajudar os outros a reconhecer a luz que já habita neles", "guardar Cristo para o oferecer a todos", "a verdadeira luz do Natal ilumina cada homem".

https://youtu.be/ELTLuruTaew

Tiziana Campisi – Vatican News

Reconhecer a vinda de Jesus Cristo "como uma luz a ser acolhida, expandida e oferecida ao mundo": este é o "desafio" que o Natal e o Jubileu nos convidam a empreender. O pregador da Casa Pontifícia, padre Roberto Pasolini, enfatizou isso no início de sua terceira meditação do Advento, sobre o tema "A universalidade da salvação", proferida esta manhã de sexta-feira, 19 de dezembro, na Sala Paulo VI, na presença de Leão XIV e da Cúria Romana.

A luz que desmascara

O frade menor capuchinho propôs uma reflexão sobre a manifestação universal da salvação, sobre Cristo, a "verdadeira luz", que é "capaz de iluminar, esclarecer e orientar toda a complexidade da experiência humana", que "não apaga as perguntas, os desejos e as buscas humanas, mas os coloca em relação, os purifica e os conduz a um significado mais pleno". Luz que o mundo não abraçou porque "os homens amaram mais as trevas". O problema, explicou o padre Pasolini, é "nossa disponibilidade" em acolher a luz, que "é necessária e bonita, mas também exigente: desmascara ficções, expõe contradições, obriga a reconhecer o que preferiríamos não ver", e por isso "a evitamos".

No entanto, observou o religioso, "Jesus não contrapõe quem pratica o mal a quem pratica o bem, mas quem pratica o mal a quem vive a verdade". Isso significa que, "para acolher a luz da Encarnação", não é preciso "já ser bom ou perfeito, mas começar a tornar a verdade uma realidade na própria vida", ou seja, "parar de se esconder e aceitar ser visto por quem se é", porque "Deus está mais interessado em nossa verdade do que na bondade de fachada".

Igreja, comunidade que vive a luz de Cristo

Para a Igreja, isso significa "iniciar um caminho de maior verdade", o que significa não "exibir uma pureza moral ou reivindicar uma coerência impecável", mas "apresentar-se com sinceridade e reconhecer resistências e fragilidades". Porque o mundo não espera "uma instituição sem fissuras, nem mais um discurso indicando o que deve ser feito", disse o padre Pasolini, mas "precisa encontrar uma comunidade que, apesar de suas imperfeições e contradições, viva verdadeiramente à luz de Cristo e não tem medo de se mostrar como é". Os Reis Magos, por exemplo, demonstraram uma maneira singular de serem verdadeiros ao "trilharem o caminho do Senhor", explicou o religioso. Eles partiram de longe, mostrando "que para acolher a luz do Natal, é necessário um certo distanciamento", para "enxergar melhor as coisas: com um olhar mais livre, mais profundo, mais capaz de surpreender". Em vez disso, o hábito de "olhar a realidade de perto demais" nos torna "prisioneiros de julgamentos previsíveis e interpretações excessivamente consolidadas", e isso também acontece "com aqueles que vivem permanentemente no centro da vida eclesial e comporta responsabilidades", observou o pregador da Casa Pontifícia, porque "a familiaridade cotidiana com funções, estruturas, decisões e emergências pode, com o tempo, estreitar o olhar" e, assim, corre-se o risco de não reconhecer "os novos sinais pelos quais Deus se faz presente na vida do mundo".

Os caminhos inesperados de Deus

Se o Natal celebra a entrada da luz no mundo, a Epifania destaca que essa luz não se impõe, mas se deixa reconhecer, manifesta-se numa história ainda marcada pela escuridão e pela busca, e é uma presença que se oferece a quem está disposto a se mover. Nem todos a veem da mesma maneira e a reconhecem ao mesmo tempo, porque a luz de Cristo se deixa encontrar por quem aceita sair de si mesmo, quem se coloca a caminho, quem busca, enfatizou o frei capuchinho, acrescentando que isso também é verdade para o caminho da Igreja, já que nem tudo o que é verdadeiro se mostra imediatamente claro, nem o que é evangélico é imediatamente eficaz. E, às vezes, a verdade exige ser seguida mesmo antes de ser plenamente compreendida.

A este respeito, o Padre Pasolini citou a experiência dos Magos, que não avançaram "apoiados por certezas consolidadas, mas por uma estrela frágil, porém suficiente para guiá-los em sua viagem". Os sábios que vieram do Oriente para Belém ensinam essencialmente que "para encontrar o rosto de Deus feito homem, é preciso colocar-se a caminho", e isso, enfatizou o pregador da Casa Pontifícia, "se aplica a todo fiel", e especialmente a quem têm "a responsabilidade de proteger, guiar e discernir". "Sem um desejo que permanece vivo, mesmo as mais elevadas formas de serviço correm o risco de se tornarem repetitivas, autorreferenciais, incapazes de surpreender". A estrela que guiou os Magos, para o padre Pasolini, é também "o sinal das discretas lembranças com as quais Deus continua a se fazer presente na história", e assim, aqueles sábios que "não conhecem as Escrituras de Israel", mas leem os céus, lembram "que Deus também fala por meios inesperados, experiências periféricas, perguntas que surgem do contato com a realidade e aguardam para serem ouvidas".

Imobilidade

Mas outro aspecto importante que emerge da história dos Magos é a atitude de busca: não se importar, "não se colocar em movimento", pode levar a "acomodação em uma posição que parece reconfortante, baseada em certezas e hábitos consolidados, mas que com o tempo corre o risco de se tornar uma forma de imobilidade interior", que "lentamente isola, muitas vezes sem que percebamos". É o que acontece com Herodes, "ele parece atento: questiona, calcula, planeja", mas não parte para Belém, não aceita "o risco e a surpresa do que poderia acontecer" e delega a tarefa de ir aos Magos, reservando-se o direito de ser informado sobre os acontecimentos. "É a atitude de quem quer saber tudo sem se expor, permanecendo protegido das consequências de um envolvimento real", afirmou o frade franciscano, alertando contra uma "abundância de conhecimento" que carece de "envolvimento real". Sabemos muitas coisas, mas permanecemos distantes. Observamos a realidade sem nos deixarmos tocar, protegidos por uma posição que nos protege do imprevisto." Acontece, então, que na Igreja se pode "conhecer bem a doutrina, preservar a tradição, celebrar a liturgia com zelo e, ainda assim, permanecer parados". "Como os escribas de Jerusalém, também nós podemos saber onde o Senhor continua se fazendo presente — nas periferias, entre os pobres, nas feridas da história — sem encontrar a força ou a coragem para seguir nessa direção", advertiu o pregador da Casa Pontifícia.

A coragem de se levantar

Em síntese, para encontrar Deus, "o primeiro passo é sempre se levantar: sair de nossos refúgios interiores, de nossas certezas, nossa visão consolidada das coisas", insistiu o padre Pasolini, especificando que "levantar-se exige coragem. Significa abandonar o estilo de vida sedentário que nos protege, mas nos imobiliza, aceitar o cansaço do caminho, expor-se à incerteza do que ainda não está claro". Como fizeram os Reis Magos, deixando sua terra natal e cruzando "distâncias sem garantias, guiados apenas por um sinal tênue e discreto", sem saber o que encontrariam, mas confiando na luz que os precedia. Isso é o que significa esperar.

O padre Pasolini também destacou o abaixamento humilde dos Reis Magos. Ao chegarem a Belém, adoraram o Menino, se colocaram a caminho, buscaram e se abriram ao mistério: "Levantar-se e depois ajoelhar-se: este é o movimento da fé. Levantar-se para sair de si, não para colocar-se no centro. E depois se abaixar, porque se percebe que o que encontramos está além do nosso controle." Para o pregador da Casa Pontifícia, "isso vale na relação com Deus, nas relações cotidianas" — quando "o outro nos surpreende, nos decepciona ou nos transforma" — e é preciso parar de impor nosso próprio ponto de vista e "aprender a verdadeiramente escutar". E, ampliando a perspectiva, vale também para a Igreja, que "é chamada a se mover, a sair, a encontrar pessoas e situações que lhe são distantes", e "também a saber parar, abaixar o olhar, a reconhecer que nem tudo lhe pertence nem pode ser controlado". Então, "o dom da salvação pode se tornar universal" se "a Igreja aceitar em deixar de lado suas próprias certezas" e olhar "com respeito para a vida dos outros, reconhecendo que mesmo ali, muitas vezes de maneiras inesperadas, algo da luz de Cristo pode emergir".

A verdadeira luz do Natal

Um último aspecto sobre o qual o pregador da Casa Pontifícia convidou a refletir foi que "se Deus escolheu habitar nossa carne, então cada vida humana carrega em si uma luz, uma vocação, um valor que não pode ser apagado". Isso nos leva a concluir que "não viemos ao mundo apenas para sobreviver ou atravessar o tempo da melhor maneira possível", mas "para ter acesso a uma vida maior: a de filhos de Deus". Assim, a tarefa da Igreja é "oferecer a luz de Cristo ao mundo. Não como algo a impor ou defender, mas como uma presença a oferecer", deixando que todos se aproximem. Portanto, "sob essa perspectiva, a missão não consiste em forçar o encontro, mas em torná-lo possível", concluiu o padre Pasolini. "Uma Igreja que oferece a presença de Cristo a todos não se apropria de sua luz, mas a reflete. Não se coloca no centro para dominar, mas para atrair", tornando-se, portanto, "um espaço de encontro, onde cada pessoa pode reconhecer Cristo e, diante dele, redescobrir o sentido de sua vida". A perspectiva sobre os "hábitos missionários" deve, portanto, mudar: muitas vezes se pensa "que evangelizar significa levar algo que falta, preencher um vazio, corrigir um erro", mas "a Epifania aponta para outro caminho", que é o de "ajudar o outro a reconhecer a luz que já habita nele, a dignidade que já possui, os dons que já possui". Portanto, a catolicidade da Igreja consiste em "guardar Cristo para oferecê-lo a todos, com a confiança de que a beleza, a bondade e a verdade já estão presentes em cada pessoa, chamada à plenitude e a encontrar nele o seu pleno significado". Em conclusão, para o pregador da Casa Pontifícia, "a verdadeira luz do Natal 'ilumina cada homem' precisamente porque é capaz de revelar a cada um a própria verdade, a própria vocação, a própria semelhança com Deus".

Fonte: https://www.vaticannews.va/pt

Oito respostas às perguntas das crianças sobre o Natal

Imagem ilustrativa | Pixabay

Por Redação central

19 de dez de 2025 às 04:00

Faltando poucos dias para celebrar o nascimento de Jesus, esta matéria responde às perguntas mais comuns das crianças sobre o Natal.

1. O que se comemora no Natal?

O Natal é importante porque celebra o nascimento da segunda pessoa da Santíssima Trindade, Jesus, o Deus feito homem que veio ao mundo para salvar os homens de seus pecados.

2. O Menino Jesus nasceu em 25 de dezembro?

O padre José de Jesús Aguilar, cônego da catedral do México, publicou um vídeo dizendo que "como a data exata não foi registrada em nenhum lugar, foi escolhida simbolicamente a noite que foi considerada a mais escura do ano". O significado é que “Cristo, com sua luz, veio para vencer as trevas do pecado e do mal".

3. Onde Jesus nasceu?

Jesus nasceu na cidade de Belém, mais de oito quilômetros ao sul de Jerusalém, na área tribal de Judá, Judeia. Este é o lar ancestral de Davi, rei de Israel, e as profecias anunciavam que Jesus Cristo tinha que ser um descendente do rei Davi

Segundo o padre Aguilar, Jesus “tinha que nascer na Judeia para ser o rei dos judeus”. Lá, Cristo escolheu nascer numa cidade "muito pequena na Judeia, em Belém, por causa de sua simplicidade".

4. Foi realmente colocado num presépio ao nascer?

Sim, efetivamente. A Bíblia diz que Jesus recém-nascido foi colocado em um presépio, um curral para animais, porque não havia lugar para eles na pousada.

“Naquela zona havia várias grutas que os pastores usavam para se proteger e também para cuidar de suas ovelhas. Assim, o Deus Menino nasceu em uma gruta humilde acompanhado de ovelhas e outros animaizinhos. No presépio, Maria e José colocaram um pouco de palha e esse foi o colchão, a cama, para o Menino Jesus”, disse Aguilar.

5. Como os pastores ficaram sabendo do nascimento?

O padre Aguilar disse que enquanto alguns pastores “vigiavam para cuidar de suas ovelhinhas, um grupo de anjos apareceu a eles e lhes deu uma boa notícia e cantaram juntos 'Glória a Deus no Céu e na Terra paz aos homens de boa vontade'".

6. O Natal é 24 ou 25 de dezembro?

Aguilar disse que a festa começa no dia 24 de dezembro à noite, que é a véspera de Natal, mas a festa de Natal é propriamente no dia 25.

7. É preciso ir à missa no dia 24 e também no dia 25?

Basta assistir a uma das duas missas, ou na noite do dia 24 (conhecida como Missa do Galo), ou alguma missa do dia 25 de dezembro.

8. No Natal também se comemora o Papai Noel?

Não, o personagem do Papai Noel é uma figura que se popularizou nos filmes, nos desenhos animados e no mundo comercial, mas que, na verdade, tem a sua origem na história do bispo são Nicolau, um homem santo que ajudou os humildes.

Fonte: https://www.acidigital.com/

quinta-feira, 18 de dezembro de 2025

O diabo e os detalhes da vida cotidiana

Arda savasciogullari | Shutterstock

William Van Ornum - publicado em 12/07/14 - atualizado em 18/12/25

Grandes santos e mártires aprenderam a combater Satanás nas coisas simples do dia-a-dia.

CAMPANHA DE NATAL DA ALETEIA 2025 - QUERO DOAR EM 3 CLIQUES

Em maio deste ano, o diabo resolveu fazer uma aparição na Universidade de Harvard, mas acabou não conseguindo roubar todas as almas que tinham estado ao alcance das suas garras. É que a missa negra anunciada para acontecer no campus foi cancelada. Pior ainda: “católicos” começaram a “adorar” em massa o seu inimigo jurado, Jesus Cristo.
 
Felizmente para Satanás, porém, os seguidores do inimigo só ficaram incandescentes de fervor durante o mínimo tempo suficiente para estragar a sua grande noite. Hoje, eles já estão de novo convencidos de que o diabo voltou para o mundo lá de baixo e mal lhe dedicam alguma lembrança ao longo do dia.
 
Este é um erro que o escritor C.S. Lewis tentou nos impedir de cometer. Ele compôs uma espécie de cartilha que denuncia as táticas de Satanás: “As Cartas do Coisa-Ruim” [The Screwtape Letters]. Escrito em 1939, quando as bombas começaram a cair sobre a Grã-Bretanha, o livro de Lewis tentava avisar aos seus compatriotas que existe um inimigo dos cristãos que é ainda pior que os nazistas (Lewis recebeu mordazes críticas por causa disso).
 
O livro é um intercâmbio de cartas entre um jovem diabo em treinamento e seu tio satânico supervisor. O diabinho aprendiz se deleita com a declaração de guerra, na esperança de que os assassinatos, estupros, destruição e males de todo tipo se propaguem exponencialmente. O tio o repreende. As guerras, explica ele, também são oportunidades para o heroísmo e para o sacrifício pessoal. Elas podem ser um catalisador para muitos homens e mulheres salvarem as suas almas.

Quando eu lhe disse para não encher as suas cartas com bobagens sobre a guerra, eu quis dizer, é claro, que não queria ler as suas rapsódias infantis sobre a morte de gente e a destruição de cidades. Se esta guerra tem importância para o estado espiritual do seu paciente, eu quero, naturalmente, relatórios mais completos.

Agora que é certo que os humanos alemães vão bombardear a cidade do seu paciente e que as tarefas dele o manterão no meio do perigo, devemos trabalhar bem a nossa estratégia. Devemos induzi-lo à covardia – ou à coragem, desde seguida do orgulho ou do ódio contra os alemães (Carta 28 do diabo ao sobrinho).

E quanto a nós? Será que passamos os dias pensando em como corrigir os males do mundo ou tentamos cultivar o remorso e a contrição pelas nossas próprias falhas?
 
As “Cartas do Coisa-Ruim” nos apresentam muitas batalhas menores da vida diária que, no fim, podem importar mais para a nossa salvação do que as grandes campanhas contra os males globais.
 
O satânico tio supervisor sugere ao diabinho aprendiz que fazer os cristãos se voltarem uns contra os outros em questões morais é uma ótima forma de despertar o orgulho, que é um pecado capital. É possível, afinal, que os cristãos estejam “certos” em sua postura moral, mas “pequem por orgulho”. E Satanás sabe o que vem antes de uma queda, não sabe?
 
Será que não é melhor meditar sobre a própria incapacidade de ser um bom cônjuge em vez de lamentar constantemente a agenda gay? Ou controlar a própria raiva prestes a entrar em erupção em vez de lamentar continuamente os males do terrorismo? Esta lista de prioridades pode, é claro, ser individualizada de sete bilhões de maneiras. Tenho certeza de que, pensando um pouco, você poderá criar a sua.
 
Grandes santos e mártires são pessoas que se tornaram muito hábeis na luta contra Satanás. Seus locais de combate não eram campos de batalha nem coliseus: eram qualquer lugar onde eles estivessem no dia-a-dia.

Em primeiro lugar, lembre-se de que a sua salvação eterna é a sua prioridade número um. Todo o resto vem por acréscimo. Um artigo recente na Aleteia lembrava aos leitores da facilidade com que o pecado é subestimado e até mesmo esquecido. C.S. Lewis fala sem papas na língua sobre a prioridade que deve ser dada aos aspectos “sobrenaturais” da fé cristã. O psiquiatra Karl Menninger faz o mesmo em seu livro “O que aconteceu com o pecado” [Whatever Became of Sin]. Mesmo os pequenos pecados são importantes, como ensina o Coisa-Ruim ao sobrinho:

Você dirá que estes são pecados muito pequenos; e, sem dúvida, como todos os tentadores, você está ansioso para me relatar maldades espetaculares. Mas lembre-se: a única coisa que importa é o grau de separação que você consegue implantar entre o homem e o inimigo. Não importa quão pequenos são os pecados, desde que o seu efeito cumulativo seja afastar o homem da Luz e lançá-lo ao Nada. Um assassinato não é melhor do que os jogos de azar, se os jogos de azar bastarem para dar o resultado pretendido (Carta 11).

Em segundo lugar, tenha cuidado com ideologias ou causas morais que fazem os cristãos brigarem uns com os outros. Em sua época, Lewis denunciou o rancor entre os pacifistas e os que estavam dando a vida pelo país. “Como poderiam os pacifistas ser cristãos? É óbvio que eles são covardes”, pensavam muitos dos fiéis. É de nos perguntarmos o que Lewis destacaria em nossos dias que tivesse este mesmo impacto.
 
“Uma nação dividida não pode ficar em pé”, nos diz o Antigo Testamento.
 
Ao se concentrarem em algumas questões grandiosas, os seres humanos podem se esquecer de outras importantes:

O desprezo com que, na sua última carta, você fala da gula como arma para derrubar as almas apenas mostra a sua ignorância. Uma das grandes conquistas dos últimos cem anos tem sido a de amortecer a consciência humana no tocante a este assunto, de modo que, hoje, você dificilmente encontre um sermão pregado ou uma consciência perturbada com isso em toda a Europa (Carta 17).

Será que não há lições a aprendermos a este respeito, hoje que a comida chega a ser chamada de “o novo sexo”? Hoje que as pessoas se gabam nos comerciais de serem “gourmets”? Hoje que a epidemia de obesidade em vários países não é novidade para ninguém?
 
Em terceiro lugar, o diabo-mestre instrui o aprendiz a fazer os cristãos se concentrarem nos seus próprios sentimentos e preferências, em vez de focarem nas prioridades e nos fatos da fé. Você já presenciou alguma discussão sobre liturgia? Se sim, você entenderá esta piada: “Qual é a diferença entre um terrorista e um liturgista? Às vezes, é possível dialogar com um terrorista”. Lewis considerava a missa um “dever” muito mais importante que qualquer inclinação pessoal a personalizar palavras, língua ou música.
 
A abordagem de Lewis era o oposto das abordagens de psicólogos como Freud e William James. Se Lewis aplaudia a eficácia da terapia para pessoas problemáticas que não achavam a paz e a cura nem mesmo na oração, o que ele queria era que as pessoas se envolvessem nas atividades cristãs em vez de se enredarem em discussões intermináveis ​​sobre o que elas “experimentavam ou sentiam”.
 
Em quarto lugarLewis considerava os lírios do campo: eles não se preocupam com o amanhã; e nem Salomão, com toda sua glória, jamais se vestiu como qualquer deles. Os problemas de cada dia são suficientes. Lewis citou exemplos extraídos da vida nos anos 1940. Se hoje, por um lado, o planejamento prudente pode ser crucial para enfrentarmos o aquecimento global, pouparmos para a aposentadoria e mantermos o colesterol em bons níveis, corremos o risco, por outro, de nos importar demais com estas preocupações maiores e de nos esquecer de colocar o Evangelho em prática.
 
Em quinto lugar, conceda-se com frequência os prazeres adequados. As pessoas que não conseguem enxergar a beleza das grandes dádivas de Deus que estão ao seu redor podem acabar se tornando amargas. Muitos dos prazeres da vida são de graça: amizades, música, jardins, pôr-do-sol, passeios ao ar livre, exercício, observar as crianças brincarem, viver conforme os próprios meios. A lista pode ser infinita. Dedicar tempo a tais prazeres diários mantém o diabo longe. É ainda mais eficiente do que fazer exercícios moderados para nos manter longe dos cardiologistas.

Em sexto lugar, gratidão. Quando uma pessoa é feliz e agradecida, as tentações do diabo se tornam irrelevantes. Os Salmos estão cheios de cânticos de gratidão. É uma virtude encontrada nas Escrituras e uma característica fundamental na conclusão dos exercícios espirituais inacianos. A gratidão é também a base de muitos programas de 12 passos, alguns dos quais desenvolvidos com ajuda de conselheiros espirituais jesuítas.
 
Satanás é raramente combatido com fanfarras e enormes exércitos. A batalha é travada principalmente em nossos próprios corações e vontades. Entre as muitas observações que Lewis ofereceu para a nossa consideração, esta pode ser uma das mais duradouras.
 
Quem conhece o mal que se esconde no coração dos homens? Satanás certamente conhece. Como admitimos muitas vezes na Oração a São Miguel Arcanjo, Satanás anda ao redor do mundo em busca da perdição das almas. Sua presença não se limita aos muros de Harvard. Então, fique alerta às maneiras com que você pode resistir às garras dele na sua vida diária.

Fonte: https://pt.aleteia.org/

Contagem regressiva para o fim do Jubileu

Peregrinos cruzam a porta santa da basílica de São Pedro, no Vaticano. | Daniel Ibáñez / EWTN News.

Contagem regressiva para o fim do Jubileu: Quando e quem fechará as portas santas em Roma

Por Victoria Cardiel*

18 de dez de 2025 às 15:38

Falta menos de um mês para o fim do Ano Santo, inaugurado pelo papa Francisco em 24 de dezembro do ano passado. O papa Leão XIV será o responsável por fechar a grande porta de bronze da basílica de São Pedro, no Vaticano, por onde passaram cerca de 30 milhões de peregrinos por 12 meses em busca de indulgência plenária. O evento acontecerá no dia 6 de janeiro, solenidade da Epifania do Senhor.

A porta santa será reaberta em 2033, quando a Igreja celebrará o Ano Santo Extraordinário da Redenção.

A primeira porta santa a ser fechada — e que permanecerá selada até o próximo Jubileu — é a da basílica de Santa Maria Maior. O rito ocorrerá em 25 de dezembro, Natal do Senhor, segundo a Sala de Imprensa da Santa Sé. A celebração, seguida da santa missa, será celebrada às 18h (horário local) pelo arcipreste cardeal da Basílica, Rolandas Makrickas.

Dois dias depois, em 27 de dezembro, às 11h (7h no horário de Brasília), será celebrada a cerimônia de fechamento da catedral de São João de Latrão. A cerimônia e a missa serão celebradas pelo cardeal vigário de Roma, Baldo Reina, terão a participação do coro diocesano, dirigido por Marco Frisina.

Em 28 de dezembro, às 10h (6h no horário de Brasília), a porta santa da basílica de São Paulo Fora dos Muros será fechada. A solenidade da cerimônia será presidida pelo cardeal arcipreste James Michael Harvey.

Por fim, na Solenidade da Epifania, o papa Leão XIV fechará a porta santa da basílica de São Pedro, antes de celebrar a missa que marcará o ato final do Jubileu 2025. Nessa ocasião, o papa convidará os peregrinos a se encontrarem novamente em Roma em 2033, para o Ano Santo Extraordinário da Redenção.

As portas santas, como manda a tradição, eram só as das quatro basílicas papais em Roma: basílica de São Pedro, basílica de São João de Latrão, basílica de Santa Maria Maior e basílica de São Paulo Fora dos Muros. Em 26 de dezembro, dois dias depois da inauguração oficial do Ano Santo, Francisco abriu uma exceção: foi à prisão de Rebibbia, em Roma, para repetir o gesto em outra porta, como símbolo de esperança.

O papa argentino quis estender esse gesto de graça aos prisioneiros, abrindo as portas dessa penitenciária na capital italiana.

Até o momento, não há nenhum anúncio oficial sobre a data em que ocorrerá o rito de encerramento da quinta porta santa.

*Victoria Cardiel é jornalista especializada em temas de informação social e religiosa. Desde 2013, ela cobre o Vaticano para vários veículos, como a agência de noticias espanhola Europa Press, e o semanário Alfa y Omega, da arquidiocese de Madri (Espanha).

Fonte: https://www.acidigital.com/

A origem de Jesus

A História de Jesus: O Salvador do Mundo (You Tube)

A ORIGEM DE JESUS

18/12/2025

Dom Rodolfo Luís Weber
Arcebispo de Passo Fundo (RS)

O Natal está próximo. O tempo litúrgico do Advento proporcionou fazer a memória das promessas sobre a vida do Messias, sobre sua identidade e missão. O evangelho do 4º domingo do Advento responde sobre “a origem de Jesus Cristo”, segundo o evangelista Mateus. (Isaías 7,10-14; Salmo 23, Romanos 1,1-7 e Mateus 1,18-24). O evangelista Lucas ressalta mais Maria e Mateus acentua a participação de José. As narrações não são contraditórias, mas complementares. Maria e José cooperaram ativamente no plano salvador de Deus.

Mateus começa o Evangelho com uma genealogia, desde Abraão até José, ressaltando a humanidade de Jesus Cristo. A seguir, argumenta sobre a origem divina de Jesus: Maria “estava grávida pela ação do Espírito Santo”. Portanto, o evangelista ensina, desde o início, que Jesus Cristo é verdadeiramente Deus e homem.  

“Maria estava prometida em casamento a José”. O casamento dos judeus, naquela época, acontecia em dois momentos distintos. O noivado durava um ano e já era um vínculo jurídico que comprometia as partes, mas continuavam vivendo na casa dos pais. Passado um ano realizava-se o casamento e o casal passava a conviver. “Antes de viverem juntos, Maria ficou grávida pela ação do Espírito Santo”. Situação que configura ruptura do noivado, deixando José numa situação delicada e obrigando-o a tomar uma decisão de repúdio ou de condenação pública de Maria.  

Porém, “José, seu marido, era justo”. Caracterizar José como justo é apresentar um retrato completo da sua pessoa e, ao mesmo tempo, inseri-lo entre as grandes figuras do Antigo Testamento. No Novo Testamento, normalmente se resume a vida de uma pessoa religiosa, como “fiel”. No Antigo Testamento o termo “justo” sintetiza o conjunto de uma vida vivida em intenso contato com a Palavra de Deus, e que “encontra o prazer na Lei do Senhor”. O justo é como a árvore plantada às margens das águas correntes produzindo frutos continuamente, isto é, tem as raízes da sua existência na Palavra viva de Deus. Realiza a vontade de Deus não como uma lei imposta a partir de fora, mas a vive numa abertura pessoal e cheia de amor para com Deus, e assim aprende a compreendê-la e vivê-la a partir de dentro. Isto o torna um homem feliz, bendito e cheio de esperança. 

José sendo um homem justo pôde tomar uma decisão conforme a vontade de Deus em relação a Maria. Enraizado na Palavra de Deus, José não fica no legalismo, mas vai ao amor. Vive a lei como evangelho, procura o caminho da unidade entre direito e amor. E assim está preparado interiormente para a mensagem nova, inesperada e humanamente inacreditável, que lhe virá de Deus.  

Ao filho adotivo, José dará o nome de Jesus, que significa, “O Senhor é Salvação”. Desde o começo é dito qual será a missão de Jesus: “Ele salvará o seu povo dos seus pecados”. O menino tem uma missão divina: salvar e perdoar pecados. Em vários momentos da vida pública houve controvérsias sobre a messianismo de Jesus. Ele sempre afirmou que veio salvar os pecadores.  

O perdão é o fundamento da verdadeira cura do homem. O homem é um ser relacional. Se fica perturbada a primeira relação fundamental do homem – a relação com Deus – então nada mais pode estar verdadeiramente em ordem. É dessa prioridade que trata a mensagem e atividade de Jesus. Ele quer, em primeiro lugar chamar a atenção do homem para o cerne do seu mal, fazendo-lhe ver: se não estiveres curado nisso, então, apesar de todas as coisas boas que possa encontrar, verdadeiramente não estarás curado. 

Mateus acentua que tudo o que está acontecendo é cumprimento da profecia: “Eis que a virgem conceberá e dará à luz a um filho. Ele será chamado pelo nome de Emanuel, que significa: Deus está conosco”. A prova maior do fato está nas Escrituras, é sustentado por ela e toda ela é permeada pelo anúncio do Messias e toda ela apresenta as ações salvadoras de Deus. Portanto, são as Escrituras que nos fazem compreender a origem de Jesus, sua identidade e missão. 

Fonte: https://www.cnbb.org.br/

A Igreja terá 12 novos beatos: 11 mártires espanhóis e um leigo argentino

O leigo argentino Enrique Shaw (Vatican News)

Leão XIV autorizou a promulgação dos decretos relativos à beatificação de nove seminaristas, um sacerdote e um leigo, mártires da Guerra Civil Espanhola do século passado, e de um pai de família argentino, Enrique Ernesto Shaw, empresário comprometido em diversas obras eclesiais. Também veneráveis a partir de hoje, frei ​​Berardo Atonna e Ir.. Domenica Caterina dello Spirito Santo, ambos italianos, e Joseph Panjikaran, sacerdote indiano.

Tiziana Campisi – Cidade do Vaticano

O Papa Leão XIV, na audiência ao prefeito da Congregação para as Causas dos Santos, cardeal Marcello Semeraro, autorizou nesta quinta-feira, 18 de setembro, a promulgação dos Decretos relativos a 12 novos Beatos, incluindo 11 mártires da Guerra Civil Espanhola da década de 1930 — nove seminaristas, um sacerdote diocesano e um leigo — e um pai de família, Enrique Ernesto Shaw, empresário argentino falecido em 1962, e três novos Veneráveis ​​— dois italianos, Frei Berardo Atonna e Irmã Domenica Caterina dello Spirito Santo, e um indiano, Joseph Panjikaran, sacerdote — que tiveram reconhecidas suas virtudes heroicas.

Os mártires espanhóis

São onze os mártires espanhóis, mortos entre 1936 e 1937 durante a violenta perseguição anticristã daquele período na Espanha, no território das atuais dioceses de Madri, Getafe e Alcalá de Henares.

O seminarista Ignacio Aláez Vaquero, preso por se recusar a alistar-se no exército e preferir estudar para se tornar padre, foi morto junto com seu pai em 9 de novembro de 1936. Como o dele, foram reconhecidos os martírios de Pablo Chomón Pardo, seminarista, e seu tio, o padre Julio Pardo Pernía, capelão das Irmãs Hospitaleiras do Sagrado Coração em Ciempozuelos, mortos em 8 de agosto de 1936; Antonio Moralejo Fernández-Shaw, seminarista, e o padre Liberato Moralejo Juan, que se deixou prender para defender seu filho, e acabou sendo morto juntamente com ele; e também os seminaristas Jesús Sánchez Fernández-Yáñez, Miguel Talavera Sevilla, Ángel Trapero Sánchez-Real, Cástor Zarco García — que foi forçado a se alistar como reservista e denunciado por alguns camaradas por seu comportamento considerado benévolo, foi assassinado depois de ter sofrido várias humilhações e ser obrigado a cavar a própria sepultura; Mariano Arrizabalaga Español e Ramón Ruiz Pérez, que foi torturado junto com cerca de vinte leigos, preso e morto com eles.

Todos foram assassinados por ódio à fé: seu martírio fazia parte do clima anticatólico daquele período na Espanha. Ampla documentação demonstra a clara disposição dos seminaristas em dar a vida por Deus, conscientes do ódio anticristão desencadeado contra os membros da Igreja. Tendo permanecido próximos de suas famílias e amigos, sem se esconder, apesar do perigo, sua fama de martírio se espalhou rapidamente e perdura até hoje.

Enrique Ernesto Shaw

Também será beato Enrique Ernesto Shaw, nascido em Paris em 26 de fevereiro de 1921. Mais tarde, mudou-se para Buenos Aires, Argentina, terra natal de sua família. Jovem de fé católica inabalável, ingressou na Marinha e, durante longos períodos no mar, ministrava palestras catequéticas aos marinheiros. Convocado a trabalhar nos negócios da família, dedicou-se a implementar os princípios da Doutrina Social da Igreja no mundo empresarial, estabelecendo uma relação fraterna de colaboração com todos os seus funcionários.

Casou-se com Cecilia Bunge, com quem teve nove filhos; ingressou na Ação Católica e no Movimento da Família Cristã, promovendo diversas outras associações ligadas ao mundo do trabalho e publicando conferências, artigos e ensaios. Em 1961, foi nomeado presidente dos Homens de Ação Católica.

Ele faleceu de câncer em 27 de agosto de 1961. Sua intercessão foi responsável pela cura milagrosa de um menino de cinco anos, que foi atingido na nuca por um coice de cavalo em uma fazenda perto de Buenos Aires, em 21 de junho de 2015. O grave traumatismo craniano e cerebral da criança foi confirmado, e ela passou por diversas cirurgias. Em 15 de julho, os médicos se surpreenderam ao constatar que seu sistema ventricular havia retornado ao tamanho normal. Em 2019, a criança foi examinada por dois especialistas que a consideraram em bom estado de saúde, sem sequelas neurológicas significativas. Hoje, ela leva uma vida normal.

Frei Berardo Atonna

O Irmão Berardo Atonna, no século Giuseppe, é Venerável a partir de hoje. Ele nasceu em 1º de julho de 1843, em Episcopio di Sarno, na província de Salerno, o mais velho de cinco filhos. Ingressou na Ordem dos Frades Menores Alcantarinos no convento de Santa Lucia al Monte, em Nápoles. Ordenado sacerdote em 18 de fevereiro de 1866, dedicou-se às missões populares na Campânia, Lácio, Úmbria e Apúlia, ocupando diversos cargos e demonstrando grande fervor na vida religiosa.

Conheceu várias personalidades com quem estabeleceu uma frutífera compreensão espiritual, entre elas São Bartolo Longo, Santa Maria Cristina Brando e a Beata Serafina Micheli. Foi diretor espiritual de Antonietta Fiorillo, fundadora de uma instituição de caridade em Nápoles, a "Villa Fiorillo", para mulheres idosas, que mais tarde passou a acolher jovens órfãos. Irmão Berardo supervisionou a direção espiritual da instituição, mas foi alvo de falsas acusações e denúncias, das quais foi posteriormente inocentado. Faleceu em 4 de março de 1917. Sua vida espiritual foi intensa, orientada para uma forte dimensão cristocêntrica e mariana, alimentada pela oração. Era particularmente devoto a São José e sua vida foi inspirada pela esperança cristã, que lhe dava confiança na misericórdia divina e serenidade nos momentos de dificuldade. Ele sempre se preocupou em aliviar o sofrimento dos pobres, dos doentes e dos vulneráveis, nos quais via o rosto de Cristo. Viveu na pobreza, praticando a caridade com o pouco que tinha, incentivando os ricos a serem generosos com os mais necessitados.

Domenica Caterina dello Spirito Santo

Natural da pequena cidade liguriana de Ne, perto de Chiavari, Domenica Caterina dello Spirito Santo, conhecida como Teresa Solari, nasceu em dezembro de 1822. Tendo perdido a mãe ainda jovem, passou a primeira parte da vida em circunstâncias muito difíceis, o que a expôs a várias doenças e resultou em numerosas e prolongadas internações hospitalares. Em 1855, fez amizade com outra jovem paciente, Antonietta Cervetto, com quem iniciou um trabalho de caridade em 1863, prestando assistência moral e material a meninas pobres. Esse trabalho, sob a orientação espiritual do padre dominicano Vincenzo Vera, tornou-se a "Pequena Casa da Divina Providência", e em 4 de junho de 1870, Teresa recebeu o hábito da nova comunidade, adotando o nome de Irmã Domenica Caterina dello Spirito Santo. Posteriormente, para assegurar a direção dominicana do Instituto, as freiras solicitaram a filiação oficial à Ordem dos Pregadores, o que ocorreu após a morte da Irmã Domenica Caterina em 7 de maio de 1908, em Gênova. Ela demonstrava uma fé simples e intensa, alimentada pela oração e orientada para uma profunda devoção mariana. Foi a pobreza que vivenciou no início da vida que a levou a auxiliar e ajudar jovens mulheres necessitadas.

Joseph Panjikaran

Também é Venerável Joseph Panjikaran. Ele nasceu em 10 de setembro de 1888, em Uzhuva, no Estado de Kerala, Índia, em uma grande família aristocrática pertencente à comunidade cristã siro-malabar. Ele viveu sua missão sacerdotal entre os pobres e marginalizados em uma sociedade rigidamente definida por divisões de casta. Após ingressar no seminário, foi ordenado sacerdote em 21 de dezembro de 1918 e, depois de ocupar diversos cargos, em 1924 foi enviado a Roma para dirigir a seção siro-malabar da Exposição Missionária Universal organizada para o Ano Santo de 1925. Ao retornar à Índia, trabalhou na construção do Hospital Dharmagiri (Monte da Caridade) em Kothamangalam, para o atendimento gratuito dos pobres. Fundou a Congregação das Irmãs Médicas de São José para administrar o hospital. Faleceu em 4 de novembro de 1949. Enfrentou as muitas dificuldades encontradas em sua missão com grande fé e generosidade.

Fonte: https://www.vaticannews.va/pt

quarta-feira, 17 de dezembro de 2025

Vaticano: exposições de artista brasileiro resgatam lutas sociais latino-americanas

O artista de Maceió, Jonathas de Andrade (Vatican Media)

Duas exposições de Jonathas de Andrade que falam da união da espiritualidade, do Evangelho e das lutas pelas causas sociais em um dos períodos mais conturbados da América Latina: os anos 1960 e 1970, em que os países da região estavam sob regimes ditatoriais. Mais que um resgate do passado, é uma reflexão para os mesmos problemas – da pobreza e da ausência do acesso aos direitos mais básicos -, que estão vigentes nas dinâmicas sociais da atualidade.

Mariane Rodrigues – Vatican News

“Como diz Papa Leão, na sua exortação apostólica – Dilexi te - , não temos feito ainda o suficiente para iluminar as causas estruturais e sociais da pobreza no mundo. E é sobre isso que Jonathas de Andrade reflete”. As palavras são do cardeal José Tolentino de Mendonça, prefeito do Dicastério para a Cultura e Educação ao definir as duas exposições do artista brasileiro – natural de Maceió – que dialogam entre si e retratam a história dos engajamentos coletivos e sociais dos movimentos latino-americanos, conectando-os com arte e a espiritualidade por meio da Teologia da Libertação, corrente católica surgida na América Latina nos anos 1960, com engajamento na luta pelos cuidados com os pobres.

A "Capela da Libertação", a obra do artista brasileiro Jonathas de Andrade, em exposição na Via della Conciliazione, 5 (Vatican Media)

As exposições, presentes no espaço Concilizione 5 e no Macro – Museu da Arte Contemporânea de Roma – fazem parte do programa de arte contemporânea da Santa Sé por ocasião do Jubileu 2025. Elas não apenas resgatam os esforços dos movimentos sociais para o enfrentamento das carências sociais que afligiram a sociedade naquele período – decorrido em meio a regimes totalitários na América Latina-, mas expõem reflexões contemporâneas, reconhecendo que esses mesmos problemas persistem nos dias atuais, dentro das dinâmicas sociais vigentes, necessitando de atenção e confronto constantes em busca de soluções para essas questões, a exemplo da pobreza e toda ausência de acesso aos direitos mais básicos que ela acarreta, como a educação.

“Essa obra fala sobre a dimensão social da conversão. É verdade que cada peregrino faz um percurso individual – nós somos chamados a uma conversão na primeira pessoa do singular – mas, é verdade que devemos também procurar uma conversão comunitária -porque toda causa – pensamos na guerra, na desigualdade, na violência –é também estrutural. E o Jubileu é também uma oportunidade para uma chamada a um debate público, que envolva diversos atores políticos, sociais, culturais, para uma reflexão que ajude a humanizar a nossa sociedade e a reportar o espírito do Evangelho ao dinamismo da nossa vida, a este hoje da história”, ressalta Tolentino.

No espaço Conciliazione 5, Jonathas de Andrade apresenta suas impressões em serigrafia sobre madeira para construir uma narrativa e, a partir dela, restituir o espírito comunitário dos movimentos latino-americanos engajados na luta pelos mais vulneráveis da sociedade, a exemplo da corrente católica da Teologia da Libertação. Em cada tábua, é possível ler palavras em espanhol como "resistencia" (resistência), "caridad" (caridade), "fe audaz" (fé audaciosa), “educación” (educação), “inspiracion cristiana” (inspiração cristã), “ecología” (ecologia), dentre outras. A curadoria é de Cristiana Perrella. Essa exposição foi denominada de “Capela della Liberazione” (Capela da Libertação).

“Talvez a tábua com a palavra 'educação' seja uma tábua especial para nós, porque a educação é verdadeiramente uma forma de construção da justiça social, e o Santo Padre Leão XIV também fala abundantemente sobre isso. Para a Igreja, a educação dos pobres não é uma eventualidade, é um dever que a Igreja sempre abraçou, porque essa opção pela educação das classes populares e dos tecidos mais vulneráveis da nossa sociedade é algo que está no coração da Igreja ao longo dos séculos, e também hoje em nosso presente”, expressa o prefeito do Dicastério para a Cultura e a Educação, idealizador do projeto artístico.

Essa obra se conecta com uma outra – desta vez audiovisual – que retrata a história de uma comunidade de freiras que, nos anos 1960, quando o Brasil estava sob uma ditadura militar, engajou-se com ações políticas e sociais, unindo-as à espiritualidade. A produção, intitulada “Sorelle senza nome” (“Irmãs sem nome”) é um filme de 20 minutos produzido pelo artista brasileiro com apoio da Fundação In Between Art Film e está em exibição no Macro até o dia 6 de abril de 2026.

Um extrato do vídeo "Irmãs sem nome" (Vatican Media)

As religiosas sem nome

As irmãs fizeram parte de uma comunidade de freiras que foram ameaçadas pela ditadura militar por causa de seus envolvimentos com as causas sociais marcada pela espiritualidade, o evangelho e o apoio aos menos favorecidos. Elas precisaram se mudar pra Roma para fugir do regime. Foi da cidade eterna que elas continuaram suas missões, mas no anonimato, em favor dos oprimidos.

“Produzir esse filme foi uma emoção e uma responsabilidade. Porque é uma história tanto pessoal quanto uma história de muita relevância histórica. Esse filme, de algum jeito, toca na importância de manter viva a memória dessas histórias de resistências das ditaduras, dos regimes totalitários da América Latina e de todas as consequências de tantas vidas”, reflete Jonathas de Andrade.

Ele explica que a vida dessas irmãs – 35 delas – é uma “intersecção muito bonita” e relevante com a Igreja Católica, por meio da Teologia da Libertação, “que foi muito forte tanto no Brasil, quanto na América Latina toda”, complementa.

No filme, o telespectador verá depoimentos, as vozes, imagens delas manuseando fotografias, detalhes da casa, elas reunidas fazendo orações, mas nunca uma delas falando para a câmera.

“São histórias de resistência para que sempre nos inspirem, e que nos lembrem da importância de manter a chama da memória viva. Minha expectativa é que o filme seja emocionante e que ganhe sentido para a comunidade de mulheres e a rede delas”, pontua o artista.
Para Tolentino, a exposição tem o objetivo de ser uma mensagem do Jubileu.

“Essa mostra de Jonathas Andrade nos oferece essa reflexão, metáfora, que nasce de uma visitação de arquivos, de publicação da Igreja latino-americana nos anos 60 e 70 e ele transporta essa imagem que tem uma estética, podemos dizer, muito historicizada, mas que oferece uma possibilidade de reflexão ao presente. O passado recente é sempre um desafio para iluminar as questões e os caminhos do nosso presente histórico”, expõe Tolentino.

Exposições jubilares

As duas exposições de Jonathas de Andrade fazem parte do quarto e último encontro realizado no espaço Conciliazione 5. O local, que fica próximo à Basílica de São Pedro, por ocasião do Jubileu 2025, dedica-se aos temas que estão em sintonia com a Exortação Apostólica Dilexi te, publicada pelo Papa Leão XIV, que reflete sobre solidariedade e compromisso social. E também se conectam às questões abordadas pelo Jubileu 2025, como Cárcere, migração, meio ambiente e pobreza.

Esse é um projeto de arte contemporânea com iniciativa do Dicastério para a Cultura e a Educação da Santa Sé.

Antes de Jonathas de Andrade, houve outras três exposições do gênero por outros artistas, todos eles sob a curadoria de Cristiana Perrella. O primeiro foi Yan Pei-Ming, de Xangai, na China, que abordou a condição carcerária, especificamente da comunidade da prisão de Regina Coeli, localizada em Roma. O segundo foi Adrian Paci, de Shkodër, Albânia, que expôs sobre a potência transformadora da viagem. A terceira exposição foi de Vivian Suter, de Buenos Aires, Argentina, que explorou a relação do homem com a natureza.

Cardeal Tolentino De Mendonça fala sobre a "Capela da Libertação"

https://youtu.be/IJdjikU_lRM

Fonte: https://www.vaticannews.va/pt

“Como podemos viver se não estamos apaixonados?”

Ilustração - Crédito: Opus Dei
“Como podemos viver se não estamos apaixonados?”

Diante desta pergunta do fundador do Opus Dei, as autoras do livro “Caminho de apaixonados: 10% do livro mais famoso de São Josemaria” localizaram e comentaram 99 pontos “apaixonados” do livro, que fazem um esboço do caminho que percorreu rumo ao amor de Deus em três etapas: procurar, encontrar e amar a Cristo.

12/12/2025

No prólogo do livro, publicado em português pela editora Cultor de livros, Isabel Sánchez escreve: “Vem e segue-me!” (Mt 19,21). Do impulso puro e simples deste chamado de Jesus de Nazaré a uma pessoa, depois outra e mais outra… começou a jornada milenar da Igreja Católica. Há vinte e um séculos, homens e mulheres de todas as idades, origens e classes sociais, atraídos por este mesmo convite, foram se unindo a essa multidão que caminha pela terra — entre luzes e sombras, tristezas e consolos — pondo os olhos no céu. É um caminho alegre, em que estamos sempre acompanhados, com Jesus Cristo como origem, caminho, apoio e meta.


 Baixe o prólogo e o capítulo “Que procures a Cristo” * Link para comprar o livro 


Um pouco mais adiante, o texto explica: Como uma ajuda para avançar por esse caminho, São Josemaría escreveu Caminho, um pequeno livro de oração e de amor — como o próprio autor descreve no prólogo —, que tem sido luz e guia para muitíssimas pessoas: foram publicados mais de 5.000.000 de exemplares em mais de 50 idiomas. É um livro em grande parte baseado na experiência, fruto da vida do seu autor, de sua íntima amizade com Deus e de seu trato com muitos caminhantes. São 999 propostas para dar um passo adiante em direção ao Senhor.

https://youtu.be/cnvDYBjD-58

Para percorrê-lo, Patricia San Miguel e Gema Pérez Herrera encontraram um atalho. Folheando os números de Caminho, chegaram a uma seleção comentada de 99 pontos luminosos e provocativos, que incitarão o leitor a procurar a Deus, tornaram mais fácil o encontro e servirão de combustível para manter a chama do amor acesa.

Fonte: https://opusdei.org/pt-br

Pe. Manuel Pérez Candela

Pe. Manuel Pérez Candela
Pároco da Paróquia Nossa Senhora da Imaculada Conceição - Sobradinho/DF