A exemplo de Tomé, que encontrou Jesus Ressuscitado oito
dias após a Páscoa com a comunidade reunida, Leão XIV disse que "nem
sempre é fácil acreditar. Não foi fácil para Tomé e também não o é para
nós". Por isso a Igreja convida a fazer como os primeiros discípulos,
reunindo-se para a Eucaristia dominical, "indispensável para a vida
cristã": "é através da Eucaristia que também as nossas mãos se tornam
'mãos do Ressuscitado'", tanto nos sinais dos sacrifícios, como naqueles
de gesto de caridade.
Andressa Collet - Vatican News
Em véspera de viagem apostólica à África e após a Vigília de
Oração pela Paz na Basílica Vaticana, o Papa Leão XIV recordou aos 18 mil fiéis
presentes na Praça São Pedro para a oração mariana do Regina Caeli deste
domingo (12/04), o segundo da Páscoa, dedicado à Divina Misericórdia, que
"a fé precisa ser alimentada e sustentada". A reflexão veio
através do Evangelho, quando João narra a aparição de Jesus
ressuscitado ao apóstolo Tomé, oito dias após a Páscoa, enquanto a
comunidade está reunida. O encontro de Tomé com Cristo, que "o
convida a olhar para os sinais dos pregos, a colocar a mão na ferida",
também é nosso quando temos dificuldades em acreditar: "onde encontrá-lo?
Como reconhecê-lo? Como acreditar?". A resposta é: diante de todos,
"com a comunidade reunida, e reconhece-o pelos sinais
do seu sacrifício":
"É claro que nem sempre é fácil acreditar. Não foi
fácil para Tomé e também não o é para nós. A fé precisa ser alimentada e
sustentada. Por isso, no 'oitavo dia', isto é, todos os domingos, a Igreja
convida-nos a fazer como os primeiros discípulos: a nos reunirmos e a
celebrarmos juntos a Eucaristia. Nela, ouvimos as palavras de Jesus, rezamos,
professamos a nossa fé, partilhamos os dons de Deus na caridade, oferecemos a
nossa vida em união com o Sacrifício de Cristo, alimentamo-nos do seu Corpo e do
seu Sangue, para depois sermos, por nossa vez, testemunhas da sua Ressurreição,
como indica o termo 'Missa', isto é, 'envio', 'missão'."
Leia a íntegra da reflexão do Papa Leão XIV
"A Eucaristia dominical é indispensável para a vida
cristã", reforça o Papa que, nesta segunda-feira (13/04), parte para a
viagem apostólica à África, onde alguns mártires da Igreja local dos primeiros
séculos "nos deixaram um belíssimo testemunho": diante da oferta de
terem a vida poupada, contou o Pontífice, "desde que renunciassem à
celebração da Eucaristia, responderam que não podiam viver sem celebrar o Dia
do Senhor. É ali que a nossa fé se alimenta e cresce":
“É através da Eucaristia que
também as nossas mãos se tornam 'mãos do Ressuscitado' – testemunhas da sua
presença, da sua misericórdia, da sua paz – nos sinais do trabalho, dos
sacrifícios, da doença, do passar dos anos, que frequentemente nelas ficam gravados,
tal como na ternura de uma carícia, de um aperto de mão, de um gesto de
caridade. Queridos irmãos e irmãs, num mundo que tanto necessita de paz, isto
compromete-nos, mais do que nunca, a ser assíduos e fiéis ao nosso encontro
eucarístico com o Ressuscitado, para daí partirmos como testemunhas da caridade
e portadores da reconciliação. Que nos ajude a fazê-lo a Virgem Maria,
bem-aventurada porque foi a primeira que acreditou sem ver.”

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