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domingo, 22 de agosto de 2021

Como posso ajudar os católicos no Haiti e no Afeganistão para que meu apoio chegue efetivamente aos que precisam?

As ONGs Católicas Efetivamente Entregam Ajuda Aos Necessitados. Foto: Arquivo

Por: Joachin Meisner Hertz

O terremoto que abalou o Haiti no último sábado, 14 de agosto e a tomada do Afeganistão pelo Taleban no domingo, 15 de agosto colocaram esses dois países na mira do mundo: o primeiro devido à crise de infraestrutura de saúde que permite enfrentar de forma adequada os afetados (até terça-feira, 17 de agosto, ocorreram mais de 1.500 mortes); a segunda devido à crise migratória e de direitos humanos que supõe a chegada de um regime islâmico radical. Em ambos os casos, a crise humanitária é agravada pela escassez de alimentos.

Os católicos de boa vontade se perguntam se é possível fazer algo, mas com a garantia de que essa ajuda chegue realmente aos afetados.

A Igreja Católica tem duas instituições de renome mundial que ajudam em situações como estas: Cáritas ( https://www.caritas.es/ ) e Ajuda à Igreja que Sofre ( https://www.ayudaalaiglesianecesitales.org/ ). Se você deseja apoiar, sugerimos que entre nesses sites e procure a parte de doações. Essas ONGs católicas efetivamente entregam ajuda àqueles que dela precisam.

Fonte: https://es.zenit.org/

“Papa Francisco, salve uma família católica presa em Cabul”

Guadium Press

A família afegã católica ainda está esperando no aeroporto de Cabul.

Redação (21/08/2021 13:52, Gaudium Press) Um refugiado cristão afegão, cujos pais foram mortos pelo Talibã na década de 1990, apela ao Papa Francisco para ajudar uma família católica que ainda está no aeroporto de Cabul.

“Peço, por favor, tanto à Santa Sé quanto às autoridades italianas, que salvem imediatamente esta família cristã, que ainda está no aeroporto”, disse Ali Ehsani à CNA, em 19 de agosto.

“Como cristão, eu sofri no Afeganistão. Eu sei como é difícil o sofrimento”, ressaltou. “Meus pais foram mortos pelo Talibã”.

Ehsani, que mora atualmente em Roma, espera se encontrar com o Papa e fazer seu apelo pessoalmente.

Ser cristão no Afeganistão

Esta família católica, que precisa de ajuda, é composta por cinco filhos e sua mãe. O pai desapareceu na semana passada. A família teme que seu desaparecimento esteja ligado à sua identidade cristã em meio a relatos de que os talibãs têm ido de porta em porta para encontrar cristãos.

Viver em uma comunidade cristã tem sido particularmente difícil no Afeganistão porque a maioria das famílias é forçada a manter sigilo sobre sua religião para não colocar em risco suas vidas.

Apesar das precauções do pai de Ehsani, o Talibã descobriu a identidade da família. “Quando descobriram que éramos cristãos, infelizmente, meus pais foram mortos”, disse ele.

O Afeganistão é um país com 99% da população muçulmana, sendo a maioria sunita. Há pequenos grupos de cristãos, incluindo cerca de 200 católicos, bem como budistas, hindus e Baháʼís.

A comunidade cristã do Afeganistão é composta principalmente por convertidos do Islã e é o maior grupo minoritário religioso do país.

Devido à perseguição, a comunidade cristã permanece em grande parte fechada e escondida do público.

Desde 20 de agosto, a família católica, com a qual Ehsani está em contato, está esperando no aeroporto de Cabul.

As autoridades italianas aconselharam-no a manter a identidade da família anônima na mídia para sua própria segurança.

Com informações CNA.

Charles de Foucauld e o desejo do penúltimo lugar

Shutterstock/Motortion Films
Por Vanderlei de Lima

Três propósitos de sua rica espiritualidade: ficar sempre no penúltimo lugar, cultivar a humildade e ser menosprezado pelos demais (= abjeção).

Charles de Foucauld (1858-1916) teve, após a sua conversão, três propósitos muito fortes e interligados: ficar sempre no penúltimo lugar, cultivar a humildade e ser menosprezado pelos demais (= abjeção). Vejamos, de modo breve, cada um destes importantes pontos de sua rica espiritualidade.

Penúltimo

Comecemos por esta sentença marcante: “Cristo escolheu o último lugar de tal maneira que ninguém conseguiu tirar-lhe” (Enzo Santangelo. Charles de Foucauld, o irmão universal. São Paulo: Loyola, 1983, p. 52). Alguns pensam que esta afirmação é do nosso eremita, mas não; ele a ouviu do Padre Huvelin – o responsável humano por sua conversão e seu diretor espiritual por longos anos – e fez dela um de seus grandes propósitos de vida. Contudo, viver isso, no dia a dia, é difícil, pois a nossa natureza é inclinada “ao primeiro lugar” e não “ao último” (cf. Lc 14,7-11). Mas, escreve Foucauld, “não nos é possível amá-Lo e, ao mesmo tempo, desejarmos ser coroados de rosas, quando Ele foi coroado de espinhos…” (Meditações sobre a Paixão do Senhor. São Paulo: Paulus, 2016, p. 43). Daí o nosso propósito de, longe das glórias passageiras deste mundo, buscar o último lugar, como nos aconselha o eremita do Saara: “Procurar sempre o último dos últimos lugares para ser tão pequeno quanto meu Mestre, para estar com Ele, segui-Lo passo a passo… Dispor minha vida de modo a ser o último e o mais desprezado dos homens, viver na abjeção, na pobreza, no sofrimento” (Irmãzinhas de Jesus. Você tem um Único Modelo: Jesus. Não procure outro, s/d, p. 21).

Humildade

Eis como melhor entender a humildade, que já é uma das grandes qualidades humanas, mas alicerçada na graça de Deus leva-nos à santidade. Olhando para a vida e os ensinamentos de Cristo, Nosso Senhor, escreve nosso eremita: “Meu Deus, tu que pelas tuas palavras e pelos teus exemplos, sempre foste humilde a ponto de fazer da humildade o apanágio do teu caráter; tu, que és tão grande, ensina-me a ser humilde, a mim que sou tão pequeno. Para ti, a humildade era um exemplo dado aos homens; para ti, que medes perfeitamente a diferença que há entre o Criador e as criaturas; para ti que quiseste que a tua natureza humana se fizesse apenas uma pessoa com a natureza divina qual homenagem de uma infinita humildade à divindade que vias tão claramente, da qual compreendias perfeitamente e sem sombras, a grandeza ilimitada. Mas, se tu quiseste ser humilde, quanto mais humilde não devo ser eu, para quem, como disse Santo Agostinho, ‘a humildade é a verdade’” (Luz no deserto: retiros, notas e correspondências de Charles de Foucauld. São Paulo: Cultor de Livros, 2018, p. 78).

Perseguições

Meditando sobre diversas passagens do Evangelho, em 1897, Foucauld elenca as perseguições físicas e morais que Cristo sofreu e tira sábias conclusões para a sua vida diária. Como se fosse o próprio Nosso Senhor a falar, o irmão universal assim aconselha: “Passa pelo que eu passei, meu filho; por ignorante, pobre e sem pergaminhos; por seres, e és na realidade, pouco inteligente, falho de talento e de virtudes; procura em tudo as ocupações mais humildes, mas cultiva a tua inteligência na medida em que o teu confessor te ordene, mas fá-lo em segredo e às ocultas do Mundo. Eu era infinitamente sábio, mas ninguém sabia; não temas instruir-te, porque é bom para a tua alma; instrui-te com zelo para te tornares melhor, para melhor me amares, para conheceres a minha vontade e melhor executá-la, e também para me imitares, a mim que sou a ciência perfeita: sê muito ignorante aos olhos dos homens e muito sábio na ciência divina, aos pés do meu tabernáculo […]. Esconde dos olhos do próximo tudo quanto pode elevar-te. Mas, diante de mim, na solidão e no silêncio do santuário, estuda e lê. Tu estás só comigo, com os meus santos pais e Madalena, estende-te a meus pés e faz tudo quanto o teu diretor te disse para te tornares melhor e mais santo, para melhor consolares o meu coração” (idem, p. 87).

Eis como podemos, por graça de Deus, ficar sempre no penúltimo lugar, cultivar a humildade e, sem hipocrisia, deixar-se menosprezar pelos demais.

Fonte: Aleteia

XXI DOM TEMPO COMUM - Ano "B"

Dom Paulo Cezar | Arcebispo de Brasília

Por Dom Paulo Cezar Costa / Arcebispo de Brasília

Tu tens palavras de vida eterna

Estamos lendo o final do capítulo VI do Evangelho de São João. É preciso entrar no contexto das afirmações duras que Jesus faz no Evangelho de hoje. Jesus havia dito que é preciso comer a carne do Filho do Homem e beber do Seu sangue para se ter a vida (Jo 6, 53). Havia afirmado que a Sua carne é verdadeira comida e o Seu sangue verdadeira bebida. Os discípulos de Jesus reagem dizendo que esta palavra é dura. Jesus compreende que Seus discípulos murmuram. Então, encontramos as palavras duras de Jesus neste trecho do Evangelho.

A reação negativa contra Jesus não vem somente da multidão e dos judeus, mas, agora, gente de dentro da comunidade de Jesus, e alguns de Seus discípulos murmuram. A murmuração se encontra dentro da comunidade dos discípulos. Ela vem da incapacidade de entrar no projeto de Deus, vem de uma visão superficial. Jesus remete agora a um sinal mais profundo, à sua glorificação. Ele será elevado ao céu, de onde veio, passando antes pela humilhação suprema da morte de cruz, e pela exaltação na ressurreição: “E quando virdes o Filho do Homem subir onde estava antes?” (Jo 6, 62).   Jesus mostra que é preciso entrar na lógica do Espírito. A carne é o princípio natural incapaz de compreender as profundezas de Deus. Só o Espírito é capaz de conduzir o homem à compreensão da vida oferecida por Jesus. As palavras de Jesus são espírito e vida, mas, é claro, aqui o Evangelista se refere àquelas que ele tinha pronunciado no discurso sobre o Pão da Vida. Suas Palavras são revelação da vida que Jesus oferece, pois Ele é o Pão da Vida.

Jesus afirma a incredulidade de alguns dos discípulos: “alguns de vós, porém, não creem” (Jo 6, 64). A incredulidade permanece, para o Evangelista, um mistério. Mas algo o Evangelho afirma: vem a Jesus quem o Pai concede. A notícia do abandono de muitos dos Seus discípulos leva Jesus a questionar os doze: “Não quereis também vós partir? (Jo 6, 67). Jesus coloca os doze – que estavam com Ele, que viam Seus sinais, escutavam os Seus discursos – diante de uma decisão fundamental. Simão Pedro faz a bela profissão de fé do Evangelho de hoje: “Senhor, para quem iremos? Tu tens palavras de vida eterna e nós cremos e sabemos que és o Santo de Deus” (Jo 6, 68-69). A resposta de Simão Pedro é uma bela alternativa à leitura meramente humana, carnal. É uma resposta dada no espírito.  A expressão “Eu Sou” é muito forte no Evangelho de São João. Em diversos momentos, Jesus afirma “Eu Sou”. Agora, Pedro afirma “Tu és”. A vida de fé se desenvolve neste profundo relacionamento entre: Eu Sou e “Tu és”. Este “Tu és” é o reconhecimento do discípulo de que o mestre é Deus, é o Filho de Deus, e que vale a pena empenhar a vida no Seu seguimento. Os verbos “crer” e “saber” indicam esta relação de intimidade para com Jesus, mostrando que vale a pena tomar toda a existência no seguimento a Jesus, o Santo de Deus. Esta afirmação expressa a profunda união de Jesus com o Pai. Unido a Jesus, o cristão encontra a sua estabilidade, o sentido da sua vida.

Fonte: Arquidiocese de Brasília

Padre sequestrado por talibãs se diz preocupado com o Afeganistão

Padre Alexis Premkumar Antonysamy.
Foto cortesia Serviço Jesuíta para Refugiado
Por Blanca Ruiz | ACI Prensa

REDAÇÃO CENTRAL, 20 ago. 21 / 03:40 pm (ACI).- O padre Alexis Prem Kumar, que em 2014 esteve sequestrado por 8 meses pelos talibãs, disse estar “muito preocupado com a súbita tomada do Afeganistão pelos talibãs”.

O sacerdote jesuíta foi sequestrado em 2 de junho de 2014 e libertado em 22 de fevereiro de 2015 por intervenção do governo da Índia. Ele foi diretor do Serviço Jesuíta de Refugiados (JRS) no Afeganistão durante 5 anos. Atualmente, o padre Alexis trabalha para o JRS no Sri Lanka.

“Estou preocupado com os trabalhadores, que têm que enfrentar terríveis consequências, e pelos dois jesuítas indianos do JRS que ainda não puderam regressar à Índia devido aos acontecimentos repentinos”, disse o padre Alexis ao jornal indiano Matters India. O padre disse temer pelos “estudantes, especialmente pelas estudantes e seu futuro, seus sonhos” e em geral “por todo o povo do Afeganistão, que é conhecido por sua grande cultura e tradição e que enfrenta agora assassinatos brutais, sofrimento, pobreza, analfabetismo e fundamentalismo”.

“Ouvi o porta-voz talibã Suhail Shaheen. Ele afirmou que os talibãs já anunciaram a anistia para as pessoas do país: as mulheres terão acesso à educação, incluindo a universidade, podem usar qualquer tipo de hijabe, não necessariamente burca, e os talibãs terão um governo inclusivo e se aproximarão da comunidade internacional para reconstruir a nação. Sua entrevista me dá esperança, mas dada a sua visão do mundo fundamentalista, a mudança não terá lugar imediatamente. Existe suspeita e temor entre as pessoas de que a democracia, a liberdade e a igualdade das mulheres não fazem parte da ideologia dos talibãs”, disse o sacerdote.

Ele também disse que espera “contra a esperança” e que sua esperança está “evoluindo” após o seu próprio cativeiro e libertação.

“Se eu pude ser libertado depois de oito meses e 20 dias de cativeiro talibã, então existe a possibilidade de paz no Afeganistão. Minha experiência de vida com o povo afegão durante três anos também me faz acreditar que, se os talibãs permitem uma maior participação das mulheres na vida pública, existe a possibilidade de paz”, afirmou.

“O Afeganistão tem mais de 30 milhões de habitantes. Mas tem uma vasta terra com muitos minerais, gente trabalhadora e uma crescente população educada.”

Você pode ler a entrevista inteira em inglês AQUI.

Fonte: ACI Digital

O Papa no Angelus: deixemos que Cristo nos coloque em crise

Papa Francisco no Ângelus | Vatican News

"Não nos surpreendamos se Jesus Cristo nos coloca em crise. Aliás, nos preocupemos se não nos coloca em crise, porque talvez tenhamos diluído sua mensagem! E peçamos a graça de nos deixar provocar e converter por suas ‘palavras de vida eterna’", disse Francisco no Angelus deste domingo, 22 de agosto, XXI Domingo do Tempo Comum. "Que Maria Santíssima, que carregou seu Filho Jesus na carne e se uniu a seu sacrifício, nos ajude a dar sempre testemunho de nossa fé com a vida concreta", rezou o Papa.

Raimundo de Lima - Vatican News

“Não devemos buscar Deus em sonhos e imagens de grandeza e poder, mas devemos reconhecê-lo na humanidade de Jesus e, consequentemente, na dos irmãos e irmãs que encontramos no caminho da vida.”

Foi o que disse o Papa na alocução que precedeu o Angelus, ao meio-dia deste XXI Domingo do Tempo Comum, este 22 de agosto, rezando a oração mariana com os fiéis e peregrinos presentes na Praça são Pedro.

Jesus, o verdadeiro pão descido do céu, o pão da vida

Explicando a Liturgia do dia, Francisco destacou que o Evangelho (Jo 6, 60-69) nos mostra a reação da multidão e dos discípulos ao discurso de Jesus após o milagre dos pães. Jesus convidou a interpretar esse sinal e a acreditar n’Ele, que é o verdadeiro pão descido do céu, o pão da vida; e revelou que o pão que Ele dará é sua a carne e o seu sangue.

Estas palavras, disse o Santo Padre, soam duras e incompreensíveis aos ouvidos do povo, tanto que, a partir daquele momento, muitos de seus discípulos voltam atrás, ou seja, deixam de seguir o Mestre. Então Jesus pergunta aos Doze: "Não quereis também vós partir?", e Pedro, em nome de todo o grupo, confirma a decisão de ficar com Ele: "Senhor, a quem iremos? Tens palavras de vida eterna e nós cremos e reconhecemos que tu és o Santo de Deus".

O Pontífice deteve-se brevemente na atitude daqueles que se retiram e voltam para trás, decidindo não seguir mais Jesus. De onde nasce essa descrença? Qual é o motivo desta recusa? – perguntou Francisco.

O escândalo da encarnação de Deus

“As palavras de Jesus causam grande escândalo: Ele está dizendo que Deus escolheu manifestar-se e trazer a salvação na fraqueza da carne humana. A encarnação de Deus é o que suscita escândalo e que representa para estas pessoas - mas muitas vezes também para nós - um obstáculo. De fato, Jesus afirma que o verdadeiro pão da salvação, que transmite a vida eterna, é sua própria carne; que para entrar em comunhão com Deus, antes de observar as leis ou cumprir os preceitos religiosos, é preciso viver uma relação real e concreta com Ele.”

O Santo Padre prosseguiu ressaltando que Deus se fez carne e sangue: abaixou-se ao ponto se tornar homem como nós, humilhou-se a ponto de assumir nosso sofrimento e nosso pecado, e nos pede para procurá-lo, portanto, não fora da vida e da história, mas no relacionamento com Cristo e com os irmãos e irmãs.

"Loucura" do Evangelho

Ainda hoje, a revelação de Deus na humanidade de Jesus pode causar escândalo e não é fácil de aceitar. É o que São Paulo chama de "loucura" do Evangelho diante daqueles que buscam os milagres ou a sabedoria do mundo (cf. 1 Cor 1, 18-25).

E este "escândalo" é bem representado pelo sacramento da Eucaristia: que sentido pode haver, aos olhos do mundo, ajoelhar-se diante de um pedaço de pão? Por qual motivo se alimentar assiduamente deste pão?

“Diante do gesto prodigioso de Jesus que alimenta milhares de pessoas com cinco pães e dois peixes, todos o aclamam e querem levá-lo em triunfo. Mas quando Ele mesmo explica que esse gesto é sinal de seu sacrifício, ou seja, do dom de sua vida, de sua carne e de seu sangue, e que aqueles que querem segui-lo devem assimilá-lo, sua humanidade dada por Deus e pelos outros, então não, esse Jesus não agrada mais”, observou o Papa.

Deixemo-nos colocar em crise

"Não nos surpreendamos se Jesus Cristo nos coloca em crise. Aliás, nos preocupemos se não nos coloca em crise, porque talvez tenhamos diluído sua mensagem! E peçamos a graça de nos deixar provocar e converter por suas 'palavras de vida eterna'", frisou Francisco.

Após a oração mariana, o Pontífice saudou os fiéis presentes na praça provenientes de vários países e de diferentes regiões da Itália. Havia também numerosos grupos de jovens aos quais o Papa dirigiu seu encorajamento para trilhar no caminho do Evangelho.

Fonte: Vatican News

São Filipe Benício

S. Felipe Benício | ArquiSP
22 de agosto

São Filipe Benício

Filipe Benício nasceu no dia 15 de agosto de 1233, no seio de uma rica família da nobreza, em Florença, Itália. Aos treze anos, foi enviado, com seu preceptor, a Paris para estudar medicina. Voltou e foi para a Universidade de Pádua, onde, aos dezenove anos, formou-se em filosofia e medicina. Depois, durante um ano, exerceu a profissão na sua cidade natal.

Devoto de Maria e muito religioso, possuía, também, sólida formação religiosa. Nesse período de estabelecimento profissional, passou a freqüentar a igreja do mosteiro e com os religiosos aprofundou o estudo das Sagradas Escrituras. Logo suas orações frutificaram e recebeu o chamado para a vida religiosa. Filipe contou que tudo aconteceu diante do crucifixo de Jesus: uma luz veio do céu e uma voz mandou-o servir ao Senhor, na Ordem dos Servitas.

Foi a Monte Senário, pediu admissão nos Servos de Maria, onde ingressou, em 1254, como irmão leigo, destacando-se logo pela retórica. Certo dia do ano 1258, estava em companhia de um sacerdote e o prior quando encontraram dois dominicanos no caminho. Conversaram um bom tempo e Filipe discursou com tanta desenvoltura, sabedoria e eloqüência que nesse mesmo ano foi ordenado sacerdote.

Em 1262, foi nomeado professor de noviços e vigário assistente do prior-geral. Por voto unânime, em 1267, foi eleito prior-geral da Ordem dos Servitas. Quando o papa Clemente IV morreu, no ano seguinte, Filipe foi proposto como candidato à cátedra de Pedro, mas retirou-se para as montanhas, onde ficou por algum tempo.

Sob sua direção os frades servitas expandiram-se rapidamente e com sucesso. Participou do Concílio Ecumênico de Lyon, em 1274, na França. Era um conciliador, sua pregação talentosa e eficiente trouxe frutos benéficos para a Ordem e para a Igreja.

Atuou, a pedido de Roma, para promover a paz na acirrada disputa entre duas famílias dominantes de Forli, cidade do norte da Itália, em 1283. Eram os guelfos apoiando os pontífices e os guibelinos, os imperadores germânicos. Lá, Felipe recebeu um tapa no rosto, do jovem guibelino Peregrino Laziosi. Filipe aceitou o golpe. O jovem, mais tarde, arrependeu-se. Foi ao seu encontro, pediu desculpas e ingressou na Ordem. Peregrino tornou-se tão humilde e caridoso para com o povo que se tornou um dos santos da Igreja.

Segundo os registros da Ordem e a tradição, Filipe gozava da fama de santidade em vida. Morreu em 22 de agosto de 1285 na cidade de Todi, quando voltava para Roma. Foi canonizado pelo papa Clemente X em 1617. Suas relíquias estão sob a guarda da igreja Santa Maria das Graças, em Florença, sua cidade natal. A memória de são Filipe Benício é celebrada no dia 22 de agosto. Algumas localidades comemoram no dia seguinte, devido à festa da Santa Virgem Maria Rainha.

*Fonte: Pia Sociedade Filhas de São Paulo Paulinas http://www.paulinas.org.br

Arquidiocese de São Paulo

Nossa Senhora Rainha

Nossa Senhora Rainha | Convento da Penha
22 de agosto

Nossa Senhora Rainha

Origens

A festa litúrgica de Nossa Senhora Rainha é conhecida também festa do “Reinado de Maria”. Ela foi instituída no ano 1954 pelo Papa Pio XII. Aconteceu quando ele coroou Nossa Senhora na Basílica de Santa Maria Maior, que fica em Roma, Itália. No dia 11 de Outubro de 1954, Pio XII promulgou também a Encíclica Ad Caeli Reginam (A Rainha do Céu). A carta é um tratado sobre a realeza e a dignidade de Maria.

A data

A princípio, a data da festa foi estabelecida para o dia 31 de Maio, mês de Maria. Agora, porém, a celebração acontece na oitava da Assunção, isto é, oito dias após a festa da Assunção de Nossa Senhora. Assim, fica manifesta a íntima ligação entre a Assunção de Maria e sua coroação no céu.

Fundamentação

O Papa Pio XII deixa claro na Encíclica Ad Caeli Reginam, que "os Teólogos da Igreja, extraindo sua doutrina" consultaram os escritos e sermões de vários Santos, bem como testemunhos da Tradição antiga. Em todos esses casos, lê-se na Encíclica, os santos e a Tradição "referem-se à Santíssima Mãe Virgem Rainha de todas as coisas criadas, Rainha do mundo, Senhora do universo".

O reinado de Maria depende do Reinado de Cristo

A celebração do Reinado de Nossa Senhora tem sua origem na festa de Cristo Rei do Universo, ou, festa do “Reinado de Cristo”. Como Jesus Cristo é Rei, sua mãe terrena, pura e imaculada, também é Rainha. Não se trata de um reino deste mundo, mas de um reinado eterno, universal, segundo a vontade de Deus.

Vaticano II

O livro Lumen Gentium (Luz dos Povos), do Concílio Vaticano II, no Capítulo 59, diz: "A Virgem Imaculada (…) foi elevada ao céu em corpo e alma e exaltada por Deus como rainha, para assim se conformar mais plenamente com seu Filho, Senhor dos senhores e vencedor do pecado e da morte".

Os Papas e o Reinado de Maria

Papa Paulo VI

O beato Papa Paulo VI, em sua Exortação Apostólica intitulada Marialis Cultus (Culto a Maria), escreveu: “... na Virgem Maria tudo é referido a Cristo e tudo depende Dele: em vistas a Ele, Deus Pai a escolheu desde toda a eternidade como Mãe toda Santa e a adornou com dons do Espírito Santo que não foram concedidos a nenhum outro”. Por isso, ela é Rainha do céu e da terra.

Papa Bento XVI

Na festa de Nossa Senhora Rainha de 2012, o Papa emérito Bento XVI disse: “... esta realeza da Mãe de Deus se faz concreta no amor e no serviço a seus filhos, em seu constante velar pelas pessoas e suas necessidades.” O reinado de Nossa Senhora aparece concretamente para nós que vivemos neste mundo, através do amor e do serviço de proteção e intercessão que ela presta a nós, que ainda caminhamos neste mundo.

São Luis de Monfort

São Luis Maria Grignon de Monfort, autor do Tratado da Verdadeira Devoção à Virgem Maria, escreveu no número 38: "Maria é a rainha do Céu e da terra, por graça, como Cristo é Rei por natureza e por conquista".

Oração a Nossa Senhora Rainha

Ó, Maria sem pecado concebida! A mais Preciosa Menina, Rainha das Maravilhas. Ajuda-me neste dia a ser sempre teu verdadeiro filho, para chegar um dia ao Deus da Vida. És Rainha do Céu e da Terra, gloriosa e digna Rainha do Universo a quem podemos invocar de dia e de noite, não só com o doce nome de Mãe, mas também com o de Rainha,  como te saúdam no Céu com alegria e amor todos os Anjos e Santos. Nossa Senhora Rainha, Celeste Aurora, enviai a Luz Divina do Universo para me ajudar a resolver estes problemas (descrever resumidamente os problemas) Amém.”

Pai Nosso, Ave Maria, Glória ao Pai.

Fonte: https://cruzterrasanta.com.br/

sábado, 21 de agosto de 2021

Da Constituição Apostólica Divino aflatu, de São Pio X, papa

S. Pio X, papa | Liturgia das Horas

Da Constituição Apostólica Divino aflatu, de São Pio X

(AAS3[1911],633-635)            (Séc.XX)

A voz da Igreja que canta suavemente

Compostos por divina inspiração, os salmos colecionados na Sagrada Escritura foram desde os inícios da Igreja empregados, como se sabe, não apenas para alimentar maravilhosamente a piedade dos fiéis que ofereciam sempre a Deus o sacrifício de louvor, isto é, o fruto dos lábios que louvam seu nome (cf. Hb 13,15; Os 14,3); mas também, como já era costume na antiga Lei, para ocupar lugar eminente na sagrada liturgia e no ofício divino. Daí nasceu, na expressão de Basílio, “a voz da Igreja” e a salmodia. Salmodia que é “filha de sua hino dia, que sempre a Igreja canta diante do trono de Deus e do Cordeiro”, como expõe nosso predecessor Urbano VI. Assim a Igreja ensina aos homens particularmente devotados ao culto divino, conforme as palavras de Atanásio, “de que modo se deve louvar o Senhor e com que palavras dignamente” confessá-lo. A este respeito disse muito bem Agostinho:“Para ser bem louvado pelo homem, Deus mesmo se louvou; e, aceitando louvar-se, deu ao homem encontrar o modo de louvá-lo”. 

Além disto, nos salmos há uma maravilhosa força para despertar nos corações o desejo de todas as virtudes. Pois, “embora toda a nossa Escritura, tanto a antiga quanto a nova, seja inspirada por Deus e útil para a instrução, como está escrito (cf. 2Tm 3,16), o livro dos salmos porém, semelhante a um paraíso, que contém em si os frutos dos demais livros, produz o canto, e, ainda mais, oferece seus próprios frutos unidos aos dos outros durante a salmodia”. Essas palavras são novamente de Atanásio, que acrescenta: “A mim me parece que os salmos são como um espelho para quem salmodia, onde este se contempla a si e os movimentos de seu espírito, e, assim impressionado, os recita”. Também diz Agostinho nas Confissões: “Como chorei por causa de teus hinos e cânticos, vivamente comovido pelas suaves palavras do canto de tua Igreja! As palavras fluíam em meus ouvidos e instilava-se a verdade em meu coração, fazendo arder a piedade; corriam-me as lágrimas e sentia-me bem com elas”. 

Na verdade, a quem não comovem aquelas frequentes passagens dos salmos onde se canta profundamente a imensa majestade de Deus, a onipotência, a indizível justiça,a bondade ou a clemência e todos os outros infinitos louvores? A quem não inspiram iguais sentimentos as ações de graças pelos benefícios recebidos de Deus, ou as humildes e confiantes preces pelo que se deseja, ou os clamores do arrependimento dos pecados? A quem não inflama a cuidadosamente velada imagem do Cristo Redentor “cuja voz ouvia Agostinho em todos os salmos a salmodiar, a gemer, a alegrar-se na esperança ou a suspirar pela realização?”

Fonte: https://liturgiadashoras.online/

O desespero incessante da vida sem Deus

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O desespero incessante da vida sem Deus

Por Wagner Kaba

Muitos ateus se comprazem em afirmar que os crentes são pessoas iludidas pela idéia da existência de Deus. Muitos discordarão desta alegação, inclusive o autor deste artigo. Mas este texto não tem como foco analisar a suposta ilusão daqueles que crêem e sim, analisar uma ilusão freqüente compartilhada por muitos daqueles que não crêem: a idéia de que Deus é irrelevante para a questão do sentido da vida. Será que se pode declarar a morte de Deus e, mesmo assim, alegremente afirmar que a vida possui sentido?

Os cientistas afirmam que o universo está fadado a morrer. Como ele está em expansão desde o Big Bang, tudo que nele existe está se tornando cada vez mais distante. Com o passar do tempo, as estrelas perderão seu calor e irão morrer. Deste modo, o universo se tornará cada vez mais frio, e sua energia irá se esgotar. O espaço ficará repleto de cadáveres estelares que serão tragados por buracos negros. E até mesmo os buracos negros serão consumidos e irão se evaporar. Assim, todas as coisas estão condenadas a desaparecer sob os escombros de um mundo agonizante. Tudo o que foi construído pelo homem desaparecerá sem deixar nenhum vestígio. Não haverá nenhum ser vivo para contar alguma história e nenhum outro para ouvi-la. “Tudo aquilo que já formou você, as montanhas, as estrelas e tudo o mais será uma coisa só: um mar escuro de energia. Um mar cada vez mais frio, inerte. Sem nada nem ninguém para acender a luz.” [1]

Neste cenário, faz alguma diferença fundamental o fato de o universo algum dia ter existido? Quer o universo tenha surgido ou não, no final das contas o resultado é o mesmo: um vazio negro, frio e inerte. Assim, como tudo acaba em nada, não faz diferença nenhuma se algo existiu ou não. Portanto, o universo não tem um sentido fundamenta [2].

Este mesmo raciocínio pode ser aplicado ao ser humano. Se Deus não existe, o homem está condenado a desaparecer como se nunca houvesse existido. Deste modo, no final das contas, não fará diferença nenhuma o fato de algum homem ter surgido sobre a face da terra. A humanidade, portanto, não tem mais importância do que um enxame de mosquitos ou uma vara de porcos, pois seu fim é o mesmo. O mesmo processo cósmico cego e mecânico que a vomitou no início um dia acabará por engoli-la [3]. No final, todos os esforços humanos terão sido em vão. A contribuição dos cientistas para o avanço da ciência, os esforços dos pacifistas para promover a paz, as pesquisas médicas para descobrir a cura de doenças, o trabalho dos humanitaristas para erradicar a pobreza – no final, tudo o que custou tanto para ser conquistado, muitas vezes à custa de inúmeras vidas, desaparecerá como se nenhum esforço houvesse sido realizado. Desta forma, tudo acaba em nada e, portanto, o homem é nada.

O filósofo William Lane Craig apresenta o quadro em que estamos inseridos:

Se cada pessoa deixa de existir quando morre, que sentido fundamental pode ser dado à sua vida? Realmente faz diferença se ela existiu? Pode ser dito que sua vida foi importante porque influenciou outros ou afetou o curso da história. Mas isso mostra apenas um significado relativo da sua vida, não um sentido fundamental. Sua vida pode ter importância relativa a certos acontecimentos, mas qual é o sentido fundamental desses acontecimentos? Se todos os acontecimentos não têm sentido, então que sentido fundamental pode haver em influenciá-los? No final das contas, não faz diferença.” [4]

Mesmo assim, muitos ateus insistem em dizer que a vida possui propósito. “A vida não vem com um manual de instruções indicando seu sentido”, dizem eles. “Somos nós que o criamos. E é isto o que faz a vida tão maravilhosa. Podemos escolher o que queremos, que sentido e que rumo queremos dar a ela.”

Inventar um sentido para a vida pode até ajudar uma pessoa a se sentir bem. Mas esta invenção não passa de um auto-engano para ajudar a suportar a dura realidade da existência, visto que a vida continua sem sentido em termos objetivos do mesmo jeito.

Se Deus não existe, o que é o homem? Ele é apenas um subproduto acidental da natureza que evoluiu recentemente em um ponto de poeira infinitesimal perdido em algum lugar de um universo hostil e sem sentido e que está condenado a perecer individualmente e coletivamente em um espaço relativamente curto de tempo[5]. Nesta ordem de idéias, homem é mero produto do acaso e não há propósito nenhum em sua existência. E nenhuma tentativa de se inventar um sentido para a existência poderá mudar estes fatos. Portanto, inventar um sentido para sua vida não passa de um exercício de auto-engano.

Além de tudo, o universo não adquire sentido apenas porque alguém lhe atribui algum. Suponha que duas pessoas dêem sentidos diferentes ao universo. Quem tem razão? A resposta, é claro, nenhuma das duas. O mundo sem Deus permanece sem sentido em termos objetivos, não importa o que as pessoas pensem. Assim, atribuir um sentido ao universo não passa de um exercício de auto-engano [6].

Mas por que esta discussão sobre o sentido da vida é tão importante? A resposta é que, para ser feliz, o homem necessita de um sentido para sua existência. Por quê? Porque o homem se alimenta de auto-estima. Uma auto-estima baixa pode levar facilmente à depressão e ao suicídio. E dificilmente alguém pode manter elevada sua auto-estima se descobrir que sua vida não tem nenhum propósito.

Assim sendo, se Deus não existe, a vida não tem sentido. E se a vida não tem sentido, o homem que possui consciência desta verdade terá uma séria dificuldade para ser feliz. Portanto, a existência de um Deus amoroso é uma peça importante para a construção da felicidade.

A única solução que um ateu pode oferecer diante do absurdo da vida sem Deus é enfrentar este absurdo e procurar viver com coragem. O filósofo ateu Bertrand Russell, por exemplo, sugeriu que devemos construir nossas vidas “sob o firme fundamento do desespero incessante”:

Que o homem é o produto de causas que não possuíam conhecimento do fim que estavam alcançando; que sua origem, seu crescimento, suas esperanças e crenças, seus amores e temores, não passam do resultado de colisões acidentais de átomos; que nenhum fogo, nenhum heroísmo e nenhuma intensidade de pensamentos e emoções podem preservar uma vida além do túmulo; que todo labor de todas as eras, todas as devoções, toda inspiração, todo brilhantismo do gênio humano estão fadados à destruição na grande morte do sistema solar e que todo o templo das conquistas humanas deve ser inevitavelmente soterrado debaixo dos escombros de um universo em ruínas – todas estas coisas, se não estão além das controvérsias, são quase tão certas que nenhuma filosofia que as rejeite pode ter esperanças de se sustentar. Somente sobre a base destas verdades, somente sobre o firme fundamento do desespero incessante, pode-se construir seguramente, de agora em diante, a habitação da alma.” [7]

Na hipótese de que o ateísmo seja verdadeiro, estamos diante deste quadro terrível sobre a condição humana. Mas se o Cristianismo é verdadeiro, então existe um poder de amor por trás do universo. Um poder pessoal de amor tão grande que todos os homens e mulheres, velhos e crianças são especiais para ele. Ele ama tanto o ser humano que há um significado em cada vida. Ele realmente sabe sobre a queda de todos os pardais e, até mesmo, os cabelos de cada pessoa estão contados.

Por derradeiro, este texto não realizou nenhum esforço para demonstrar a existência de um Criador Divino. Também não houve nenhuma tentativa para se refutar a idéia de que a crença no sobrenatural é uma ilusão. Para se atingir estes objetivos seria necessário um espaço muito maior. Por isso, o propósito deste artigo foi simplesmente o de enunciar as alternativas de forma clara. Se Deus não existe, a vida é um absurdo e o homem deve construir sua existência sobre o “firme fundamento do desespero incessante”, conforme palavras do filósofo ateu Bertrand Russell. Se o Deus cristão existe, todas as pessoas são especiais para ele e possuem valor e significado.

É possível demonstrar racionalmente que o cristianismo é uma cosmovisão mais plausível do que o ateísmo[8]. No entanto, mesmo que as evidências para o ateísmo e para o cristianismo fossem equivalentes, uma pessoa racional deveria escolher o último. Todo ser humano deve buscar a verdade e evitar o erro. Mas, se as evidências que suportam as duas cosmovisões são ambíguas, não parece sensato preferir o desespero e a ausência de sentido do que uma vida com propósitos.


NOTAS

[1] NOGUEIRA, Salvador. Para onde vamos? Disponível em http://super.abril.com.br/revista/246/materia_revista_261312.shtml?pagina=1

[2] CRAIG, William Lane. A veracidade da fé cristã: uma apologética contemporânea. Tradução Hans Udo Fuchs. São Paulo: Vida Nova, 2004. P. 59.

[3] Ibidem, p. 59.

[4] Ibidem, p. 58.

[5] Idem, A imprescindibilidade de bases meta-éticas teológicas para a moralidade. Disponível em http://www.apologia.com.br/?p=9

[6] Idem, op. cit., p. 64,65.

[7] RUSSELL, Bertrand. A free man´s worship. Disponível AQUI

[8] A pessoa que desejar analisar as evidências em favor da verdade do Cristianismo pode estudar os seguintes livros: CRAIG, William Lane. A veracidade da fé cristã: uma apologética contemporânea. São Paulo: Vida Nova, 2004; GEISLER, Norman; TUREK, Frank. Não tenho fé suficiente para ser ateu. São Paulo: Editora Vida, 2006; STROBEL, Lee. Em defesa de Cristo. São Paulo: Editora Vida, 2001; Idem, Em defesa da fé. São Paulo: Editora Vida, 2002. Pode-se estudar também os artigos disponíveis no blog Apologia http://www.apologia.com.br

Pe. Manuel Pérez Candela

Pe. Manuel Pérez Candela
Pároco da Paróquia Nossa Senhora da Imaculada Conceição - Sobradinho/DF