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quarta-feira, 25 de agosto de 2021

São Luiz IX

São Luiz IX | ArquiSP
25 de agosto

SÃO LUÍS IX, REI DA FRANÇA

Luís IX, rei da França, nasceu no dia 25 de abril de 1215, no castelo real de Poissy. Era filho de Luís VIII e de Branca de Castela, ambos piedosos e zelosos, que o cercaram de cuidados, especialmente após a morte do primogênito. Trataram pessoalmente da sua educação e formação religiosa. Foram tão bem sucedidos que Luís IX tornou-se um dos soberanos mais benevolentes da história, um fervoroso cristão e fiel da Igreja.

Com a morte prematura do seu pai em 1226, a rainha, sua mãe, uma mulher caridosa, de grandes dotes morais, intelectuais e espirituais, tutelou o filho, que foi coroado rei Luís IX, pois ele era muito novo para dirigir uma Corte sozinho. Tomou as rédeas do poder e manteve o filho longe de uma vida de depravação e de pecado, tão comum das cortes. Mas Luís, já nessa idade, possuía as virtudes que o levaram à santidade - a piedade e a humildade -, e que o fizeram o modelo de "rei católico".

Em 1235, casou-se com Margarida de Provença, uma jovem princesa, que, assim como ele, cultivava grandes virtudes. O marido reinou com justiça e solidariedade. Possuía um elevado senso de piedade, incomum aos nobres e poderosos de sua época. Tinha coração e espírito sempre voltados para as coisas de Deus, lia com freqüência a Sagrada Escritura e as obras dos santos Padres e aconselhava-as a todos os seus nobres da Corte. Com o auxilio da rainha, fundou igrejas, conventos, hospitais, abrigos para os pobres, órfãos, velhos e doentes. O casal real teve dez filhos, todos educados como eles e por eles. E o resultado dessa firme educação cristão foram reis e rainhas de muitas cortes, que governaram com sabedoria, prudência e caridade.

Depois de ter adquirido de Balduíno II, imperador de Constantinopla, a coroa de espinhos de Cristo, que, segundo a tradição, era a mesma usada na cabeça de Jesus, ele mandou erguer uma belíssima igreja para abrigá-la numa redoma de cristal. Trata-se da belíssima Sainte-Chapelle, que pode ser visitada em Paris.

Acometido de uma grave doença, em 1245 Luís IX quase morreu. Então, fez uma promessa: caso sobrevivesse, empreenderia uma cruzada contra os turcos muçulmanos que ocupavam a Terra Santa. Quando recuperou a saúde, em 1248, apesar das oposições da Corte, cumpriu o que havia prometido. Preparou um grande exército e, por várias vezes, comandou as cruzadas para a Terra Santa. Mas em nenhuma delas teve êxito. Primeiro, foi preso pelos muçulmanos, que o mantiveram no cativeiro durante seis anos. Depois, numa outra investida, quando se aproximava de Tunis, foi acometido pela peste e ali morreu, no dia 25 de agosto de 1270.

Os cruzados voltaram para a França trazendo o corpo do rei Luís IX, que já tinha fama e odor de santidade. O seu túmulo tornou-se um local de intensa peregrinação, onde vários milagres foram observados. Assim, em 1297 o papa Bonifácio VIII declarou santo Luís IX, rei da França, mantendo o culto já existente no dia de sua morte.

*Fonte: Pia Sociedade Filhas de São Paulo Paulinas http://www.paulinas.org.br

Arquidiocese de São Paulo

terça-feira, 24 de agosto de 2021

Das Homilias sobre a Primeira Carta aos Coríntios, de São João Crisóstomo, bispo

S. Joaão Crisóstomo | Canção Nova

Das Homilias sobre a Primeira Carta aos Coríntios, de São João Crisóstomo, bispo

(Hom. 4,3.4:PG61,34-36)                (Séc.IV)

A fraqueza de Deus é mais forte que os homens

Por meio de homens ignorantes a cruz persuadiu, e mais, persuadiu a terra inteira. Não falava de coisas sem importância, mas de Deus, da verdadeira religião, do modo de viver o Evangelho e do futuro juízo. De incultos e ignorantes fez amigos da sabedoria. Vê como a loucura de Deus é mais sábia que os homens e a fraqueza, mais forte. 

De que modo mais forte? Cobriu toda a terra, cativou a todos por seu poder. Sucedeu exatamente o contrário do que pretendiam aqueles que tentavam apagar o nome do Crucificado. Este nome floresceu e cresceu enormemente. Mas seus inimigos pereceram em ruína total. Sendo vivos, lutando contra o morto, nada conseguiram. Por isso, quando o grego me chama de morto, mostra-se totalmente insensato, pois eu, que a seus olhos passo por ignorante, me revelo mais sábio que os sábios. Ele, tratando-me de fraco, dá provas de ser o mais fraco. Tudo o que, pela graça de Deus, souberam realizar aqueles publicanos e pescadores, os filósofos, os reis, numa palavra, todo o mundo perscrutando inúmeras coisas, nem mesmo puderam imaginar.  

Pensando nisto, Paulo dizia: O que é fraqueza de Deus é mais forte que todos os homens (1Cor 1,25). Com isso se prova a pregação divina. Quando é que se pensou: doze homens, sem instrução, morando em lagos, rios e desertos, que se lançam a tão grande empresa? Quando se pensou que pessoas que talvez nunca houvessem pisado em uma cidade e, em sua praça pública, atacassem o mundo inteiro? Quem sobre eles escreveu, mostrou claramente que eles eram medrosos e pusilânimes, sem querer negar ou esconder os defeitos deles. Ora, este é o maior argumento em favor de sua veracidade. Que diz então a respeito deles? Que, preso o Cristo depois de tantos milagres feitos, uns fugiram, o principal deles o negou. 

Donde lhes veio que, durante a vida de Cristo, não resistiram à fúria dos judeus, mas, uma vez ele morto e sepultado – visto que, como dizeis, Cristo não ressuscitou, nem lhes falou, nem os encorajou – entraram em luta contra o mundo inteiro? Não teriam dito, ao contrário: “Que é isto? não pôde salvar-se,vai proteger-nos agora? Ainda vivo, não socorreu a si mesmo, e morto, nos estenderá a mão? Vivo, não sujeitou povo algum, e nós iremos convencer o mundo inteiro, só com dizer seu nome? Como não será insensato não só fazer, mas até pensar tal coisa?” 

Por este motivo é evidente que, se não o tivessem visto ressuscitado e recebido assim a grande prova de seu poder, jamais se teriam lançado em tamanha aventura.

Apoio do Santo Padre ao Haiti, Bangladesh e Vietnã

Para quem perdeu tudo, não restou que montar tendas em
busca de um abrigo, como em Les Cayes, um dos locais mais
atingidos pelo terremoto. (REUTERS/Ralph Tedy) 

No Angelus de 15 de agosto o Santo Padre já havia assegurado suas orações e proximidade espiritual ao povo haitiano. Agora, envia uma ajuda inicial de 200 mil euros às populações atingidas pelo terremoto. Outros 69 mil são destinados a Bangladesh, país atingido pelo ciclone Yaas e 100 mil para a população do Vietnã, que enfrenta dificuldades causadas pelo coronavírus.

Após o terremoto de magnitude 7,2 que atingiu o Haiti, causando - segundo dados das autoridades locais - pelo menos 2.207 vítimas e mais de 12 mil feridos, além de consideráveis ​​danos materiais, o Papa Francisco, por meio do Dicastério para o Serviço do Desenvolvimento Humano Integral, instituiu o envio de uma contribuição inicial de 200 mil euros para o socorro às populações nesta fase de emergência, à qual se soma a já difícil situação devida à Covid-19.

Em colaboração com a Nunciatura Apostólica, esse montante será partilhado entre as Dioceses mais afetadas pela calamidade e será utilizado na assistência às vítimas do terremoto. O gesto quer demonstrar a expressão imediata do sentimento de proximidade espiritual e paterno encorajamento às pessoas e áreas atingidas, manifestada pelo Santo Padre no Angelus na Praça de São Pedro no domingo, 15 de agosto de 2021, com a invocação da proteção de Nossa Senhora.

Esta contribuição, que acompanha a oração, em apoio à amada população haitiana, faz parte das ajudas que estão sendo realizadas em toda a Igreja Católica e que envolvem, além de várias Conferências Episcopais, numerosas organizações de caridade.

O Santo Padre também decidiu enviar uma primeira ajuda de emergência de cerca de US$ 69.000 às populações de Bangladesh, recentemente atingidas pelo ciclone Yaas, além de 100.000 euros à população do Vietnã, que se encontra em grave dificuldade devido às consequências socioeconômicas associadas à pandemia COVID-19.

*Dicastério para o Serviço do Desenvolvimento Humano Integral

Fonte: Vatican News

Tertuliano de Cartago: Tratado sobre a Oração (Parte 10/11)

Tertuliano de Cartago | Veritatis Splendor
Tratado sobre a Oração

XXIII

Devemos ajoelhar-nos para orar?

1. A respeito da atitude de ajoelhar-se durante a oração, há variedade de observâncias. Alguns aos sábados omitem a genuflexão. Este desacordo é causa de disputas nas Igrejas.

2. O Senhor dará a graça, a fim de que eles venham a ceder, ou então, sigam a sua opinião sem escandalizar os outros. Nós, porém, de acordo com a tradição que recebemos, somente no dia da ressurreição do Senhor evitamos não só ajoelhar-nos, mas também toda atitude ou ato de culto que exprima tristeza. E adiamos os nossos negócios, para não deixar ao diabo oportunidade alguma (cf. Ef 4,27). Fazemos o mesmo no período de Páscoa a Pentecostes, que transcorre como uma só celebração.

3. De resto, em todos os outros dias, quem hesita em prostrar-se diante de Deus, ao menos na primeira oração, quando desponta a luz do dia?

4. Nos dias de jejum e das chamadas estações, a oração não é acompanhada de genuflexões ou gestos costumeiros de humildade. Com efeito, não nos limitamos a orar, mas também rogamos perdão e procuramos dar satisfação ao Senhor, nosso Deus.

XXIV

O lugar da oração

1. Não há prescrição sobre os tempos da oração, a não ser, naturalmente, a de orar em todo tempo e lugar (cf. Lc 18,1Ef 6,181Ts 5,171Tm 2,8). Mas como orar em todo lugar, se é proibido orar em público? (cf. Mt 6,5-6). “Em todo lugar”, diz a Escritura, quer dizer em toda parte onde for oportuno ou houver necessidade. Nem nos parece que os Apóstolos agiram contra o preceito, quando no cárcere oravam e cantavam a Deus diante dos seus guardas (cf. At 16,25), ou Paulo que deu graças a Deus na presença de todos, num navio (cf. At 27,35).

XXV

Em que tempo orar

1. Quanto ao tempo da oração, não será supérfluo observar, além dos momentos prescritos, as orações também em certas horas que todos conhecem e que marcam as partes do dia: nove da manhã, meio-dia, três da tarde. Tais horas, podemos ver na Escritura, são as mais importantes.

2. Foi às nove da manhã que, pela primeira vez, o Espírito Santo foi derramado sobre os discípulos reunidos (cf. At 2,1-4).

3. Pedro tinha subido ao meio-dia ao terraço para orar, e teve a visão dos alimentos impuros numa toalha (cf. At 10,9-16).

4. O mesmo Pedro, às três horas da tarde, subiu com João ao Templo, e lá restituiu a saúde ao paralítico (cf At 3,1-10).

5. Embora tais passagens sejam simples narrativas que não acarretam prescrição, seria bom considerá-las como convite a orar e também como norma, a fim de nos arrancarmos das ocupações ordinárias em certos intervalos do dia e nos dedicarmos à oração. Lemos, com efeito, na Escritura que Daniel orava nessas horas, conforme o ensinamento de Israel (cf Dn 6,10). Desta forma, ao menos três vezes ao dia, vamos adorar as Três Pessoas às quais devemos tudo: o Pai, o Filho e o Espírito Santo. Obviamente, essas orações acrescentam-se ás outras prescritas regularmente, e mesmo sem indicação explícita devem ser recitadas ao raiar do dia e ao cair da noite.

6. Mas os fiéis cristãos, antes da refeição e do banho, devem fazer oração. Pois têm prioridade o refrigério e a nutrição do espírito, relativamente aos do corpo, pois as coisas do céu vêm antes das terrestres.

Fonte: https://www.veritatis.com.br/

Exame de Consciência para Sacerdotes

ACI Digital

Exame de Consciência para Sacerdotes

1. «Santifico-me por eles para que também eles sejam santificados pela verdade» (Jo. 17,19)

Proponho-me seriamente à santidade em meu ministério? Estou convencido de que a fecundidade do meu ministério sacerdotal vem de Deus e que, com a graça do Espírito Santo, devo identificar-me com Cristo e dar a minha vida pela salvação do mundo?

2. «Isto é o meu Corpo» (Mt. 26,26)

O Santo Sacrifício da Missa é o centro da minha vida interior? Preparo-me bem, celebro devotamente e, depois, me recolho em ação de graças? A Missa constitui o ponto de referência habitual em minha jornada para louvar a Deus, agradecê-lo pelos seus benefícios, recorrer à sua benevolência e reparar pelos meus pecados e pelos de todos os homens?

3. «O zelo pela tua casa me devora» (Jo. 2,17)

Celebro a Missa segundo os ritos e as normas estabelecidas, com autêntica motivação, com os livros litúrgicos aprovados? Estou atento às sagradas espécies conservadas no Sacrário, renovando-as periodicamente? Conservo os vasos sagrados com atenção? Uso dignamente todas as vestes sagradas previstas pela Igreja, tendo presente que atuo in persona Christi Capitis?

4. «Permanecei em meu amor» (Jo. 15,9)

Causa-me alegria permanecer diante de Jesus Cristo presente no Santíssimo Sacramento, em minha meditação e silenciosa adoração? Sou fiel à visita diária ao Santíssimo Sacramento? O meu tesouro é o Sacrário?

5. «Explica-nos a parábola» (Mt. 13,36)

Faço diariamente a minha meditação, com atenção e procurando superar qualquer tipo de distração que me separe de Deus, buscando a luz do Senhor, a quem sirvo? Medito assiduamente a Sagrada Escritura? Recito atentamente as minhas orações habituais?

6. É necessário «orar sempre, sem desfalecer» (Lc. 18,1)

Celebro quotidianamente a Liturgia das Horas integralmente, dignamente, atentamente e devotamente? Sou fi el ao meu compromisso com Cristo nesta dimensão importante do meu ministério, orando em nome de toda a Igreja?

7. «Vem e segue-me» (Mt. 19,21)

Nosso Senhor Jesus Cristo é o verdadeiro amor da minha vida? Observo com alegria meu compromisso de amor a Deus na continência celibatária? Detive-me conscientemente em pensamentos, desejos ou atos impuros; tive conversas inconvenientes? Coloquei-me em ocasião próxima de pecado contra a castidade? Procuro guardar a vista? Fui imprudente ao tratar as diversas categorias de pessoas? A minha vida representa, para os fiéis, um testemunho do fato de que a pureza é possível, fecunda e alegre?

8. «Quem tu és?» (Jo. 1,20)

Encontro elementos de fraqueza, preguiça e fragilidade em minha conduta habitual? As minhas conversas estão de acordo com o sentido humano e sobrenatural que um sacerdote deve ter? Estou atento para que não se introduzam em minha vida elementos superfi ciais ou frívolos? Sou coerente, em todas as minhas ações, com a minha condição de sacerdote?

9. «O Filho do homem não há onde repousar a cabeça» (Mt. 8,20)

Amo a pobreza cristã? Coloco meu coração em Deus e sou desapegado, interiormente, de todo o resto? Estou disposto a renunciar, para melhor servir a Deus, às minhas comodidades atuais, aos meus projetos pessoais, aos meus afetos legítimos? Possuo coisas supérfl uas, fiz gastos desnecessários ou me deixo levar pela ânsia do comodismo? Faço o possível para viver os momentos de repouso e de férias na presença de Deus, recordando que sou sacerdote sempre e em todo lugar, também nestes momentos?

10. «Escondeste estas coisas aos sábios e entendidos e as revelaste aos pequenos» (Mt. 11,25)

Existem em minha vida pecados de soberba: dificuldades interiores, suscetibilidade, irritação, resistência a perdoar, tendência ao desencorajamento, etc.? Peço a Deus a virtude da humildade?

11. «Imediatamente, saiu sangue e água» (Jo. 19, 34)

Tenho a convicção de que, ao agir « na pessoa de Cristo », sou diretamente envolvido no próprio Corpo de Cristo, a Igreja? Posso dizer sinceramente que amo a Igreja e que sirvo com alegria ao seu crescimento, as suas causas, cada um de seus membros e toda a humanidade?

12. «Tu és Pedro» (Mt. 16,18)

Nihil sine episcopo – nada sem o bispo – dizia Santo Inácio de Antioquia: estas palavras são a base do meu ministério sacerdotal? Recebi docilmente as indicações, conselhos ou correções do meu Ordinário? Rezo especialmente pelo Santo Padre, em plena união com os seus ensinamentos e intenções?

13. «Amai-vos uns aos outros» (Jo. 13,34)

Tenho vivido com diligência a caridade ao tratar com os meus irmãos sacerdotes ou, ao contrário, desinteresso-me deles por egoísmo, apatia ou frieza? Tenho criticado os meus irmãos no sacerdócio? Tenho estado junto daqueles que sofrem pela enfermidade física ou pelas dores morais? Vivo a fraternidade afi m de que ninguém esteja só? Trato todos os meus irmãos sacerdotes e também aos fi éis leigos com a mesma caridade e paciência de Cristo?

14. «Eu sou o caminho, a verdade e a vida» (Jo. 14,6)

Conheço profundamente os ensinamentos da Igreja? Os assimilo e transmito fielmente? Sou consciente de que ensinar o que não corresponde ao Magistério, solene ou ordinário, é um grave abuso, que causa dano às almas?

15. «Vai e não tornes a pecar» (Jo. 8,11)

O anúncio da Palavra de Deus leva os fi éis aos sacramentos. Confessome com regularidade e com freqüência, de acordo com o meu estado e com as coisas santas que trato? Celebro generosamente o sacramento da reconciliação? Sou amplamente disponível à direção espiritual dos fiéis, dedicando a isto um tempo específi co? Preparo com desvelo a minha pregação e a minha catequese? Prego com zelo e com amor de Deus?

16. «Chamou os que ele quis. E foram a ele.» (Mc. 3,13)

Estou atento a descobrir os sinais das vocações ao sacerdócio e à vida consagrada? Preocupo-me em difundir entre todos os fi éis uma maior consciência da chamada universal à santidade? Peço aos fi éis para que rezem pelas vocações e pela santificação do clero?

17. «O Filho do homem não veio para ser servido, mas para servir» (Mt. 20,28)

Tenho procurado doar-me aos outros na vida de cada dia, servindo evangelicamente? Manifesto a caridade do Senhor através de minhas obras? Na Cruz , vejo a presença de Jesus Cristo e o triunfo do amor? Dou ao meu dia-a-dia a marca do espírito de serviço? Considero o exercício da autoridade ligada ao ofício uma forma imprescindível de serviço?

18. «Tenho sede» (Jo. 19,28)

Tenho efetivamente rezado e me sacrifi cado com generosidade pelas almas que Deus me confiou? Cumpro os meus deveres pastorais? Tenho solicitude pelas almas dos fiéis defuntos?

19. «Eis o teu filho. Eis a tua mãe» (Jo. 19,26-27)

Acudo cheio de esperança à Santíssima Virgem Maria, Mãe dos sacerdotes, para amar e fazer com que amem mais ao seu Filho Jesus? Cultivo a piedade mariana? Reservo um espaço a cada dia para o Santo Rosário? Recorro à sua materna intercessão na luta contra o demônio, a concupiscência e o mundanismo?

20. «Pai, em vossas mãos entrego o meu espírito» (Lc. 23,44)

Sou solícito em assistir e administrar os sacramentos aos moribundos? Considero a doutrina da Igreja sobre os Novíssimos em minha meditação pessoal, na catequese e na pregação ordinária? Peço a graça da perseverança final e convido os fiéis a fazerem o mesmo? Sufrago freqüente e devotamente as almas dos fiéis defuntos?


Fonte: https://www.presbiteros.org.br/

Como nos tornamos escravos da produtividade

Shutterstock | MilanMarkovic78.jpg
Por Octávio Messias

Filósofo sul-coreano classifica a sociedade do cansaço e defende a importância do ócio criativo.

Passamos o dia afogados no trabalho e costumamos preencher nosso tempo livre com estudo, academia, tarefas domésticas, hobbies etc. Quando tiramos férias ou uma folga, nada de ficar à toa descansando ou contemplando um novo cenário, mas, sim, nos enchemos de atividades (museus, espetáculos, praia, cachoeiras trilhas etc.) a fim de preencher o tempo. Para o filósofo sul-coreano Byung-chul Han, autor do livro A Sociedade do Cansaço (editora Vozes),isso é reflexo do excesso de positividade dos tempos atuais.

Por positividade ele não quer dizer que esse tipo de comportamento seja saudável ou fazer bem, mas sim que tem em sua raiz o positivismo, uma corrente filosófica do século 19 que defendia o progresso contínuo da sociedade. A questão, no entanto, fica: estamos progredindo em direção ao quê?

No livro o autor questiona se tais ideais de produtividade que cultivamos são de fato possíveis e, principalmente, se eles nos fazem bem.  Uma pesquisa do Ibope de 2013, por exemplo, revelou que 98% dos brasileiros se sentem cansados física e mentalmente. Não seria isso resultado do excesso de cobranças que nos fazemos?

Padrões inatingíveis

No livro ele cita slogans como “Sim, podemos”, da campanha presidencial de Barack Obama, e “Apenas Faça”, da Nike, para mostrar como esses padrões inatingíveis de produtividade estão embrenhados na cultura ocidental do século 21. E com eles ideais bem difundidos, embora pouco realistas, de que tudo é possível e depende apenas do esforço individual. 

Ao crer nessa possibilidade, o homem se torna seu próprio capataz, e assim, além de glorificar o cansaço e o estar ocupado, ele passa a se cercar de uma série de estímulos para fugir de si mesmo, o que torna sua atenção mais rasa e intermitente. E ele passa a sentir angústia e a não saber como se portar diante do tédio – o que pode ajudar a explicar como smartphones tornaram-se tão populares. Afinal, basta sacar o aparelho do bolso para se ter a impressão que está fazendo alguma coisa.    

Essa perspectiva é complicada por vários motivos. Em primeiro, ela costuma de vir acompanhada de uma série de distúrbios como depressão, ansiedade, insônia e alcoolismo, uma vez que é impossível não se frustrar ao acreditar que se é capaz de tudo e que tudo depende do esforço individual. Em segundo, não deixa de ser uma postura inocente, uma vez que sabemos das nossas limitações e muitas metas são inatingíveis.

Ócio criativo

Também sabemos que a qualidade do nosso trabalho tende a ser inversamente proporcional ao cansaço. Quanto mais cansados, mais comprometida fica a nossa produção e certas tarefas dependem justamente de uma clareza e de um bem-estar mental que só são possíveis quando diminuímos a quantidade de estímulos aos quais nos expomos. Pois, como aponta Byung-chul Han, o ócio criativo é fundamental para a evolução da humanidade. “Se o sono perfaz o ponto alto do descanso físico, o tédio profundo constitui o ponto alto do descanso espiritual.”

Fonte: Aleteia

“Quando roubaram tudo de nós, não roubaram nossa fé”, diz bispo missionário na África

Dom Juan José Aguirre em missa na diocese de Bangassou.
Imagem: captura de tela - YouTube.| ACI Digital

BARCELONA, 24 ago. 21 / 10:40 am (ACI).- Dom Juan José Aguirre, bispo de Bangassou, na República Centro-Africana, é missionário comboniano e está há mais de 40 anos no país lutando para levar o Evangelho a todas as pessoas que sofrem com o horror da guerra e da pobreza. “As pessoas estão aqui porque nós ficamos. Muitas ONGs foram embora. Nós, religiosos e católicos, ficamos. Quando nos roubaram tudo, não nos roubaram a fé e isso fez com que as pessoas viessem às paróquias, aos cursos de crisma, participando neles com dedicação. Depois da crisma elas se engajam nos grupos paroquiais para crescer na fé”, disse dom Juan José em um testemunho publicado pela arquidiocese de Barcelona, Espanha.

Em mensagem de vídeo, o bispo, nascido em Córdoba, Espanha, em 1954, disse que o povo da República Centro-Africana é muito religioso, “vêm muito à igreja. Nos domingos, se alguém não chegar a tempo, fica sem lugar”.

O povo da diocese vem sofrendo com a guerra há mais de cinco anos sem tréguas. Segundo a arquidiocese de Barcelona, o principal motivo para tanta vitalidade na diocese é a consciência de serem queridos e protegidos pela Igreja e seus sacerdotes.

Essa igreja simples e humilde nunca deixa de confiar e crer num Deus que é Pai e os ama, afirmou a arquidiocese de Barcelona. Para eles, a resposta de Deus às orações pelos sofrimentos são “todas estas pessoas que vêm de outros países para ajudar-nos e consolar-nos em nossa situação”.

“Não perdemos a fé porque temos pessoas ao nosso lado que, apesar das desgraças e horrores que lhes tocou viver, não deixam de ir à paróquia para rezar e pedir ajuda. Nós nos ajudamos entre todos, para seguir confiando e crendo que o Amor triunfará ao final”, disse o bispo.

Os fiéis de Bangassou dizem: “católico nasci e católico morrerei”, afirmou dom Aguirre. “Assim é a Igreja em Bangassou, que vai crescendo pouco a pouco com a graça de Deus”, concluiu.

Fonte: ACI Digital

São Bartolomeu - Apóstolo

São Bartolomeu | Jornal O São Paulo
24 de agosto
São Bartolomeu, apóstolo

São Bartolomeu foi um dos doze discípulos de Jesus Cristo. Seu nome vem da língua aramaica e faz uma referência ao nome de seu pai. Bartolomeu vem de “Bar Talmay” e significa “filho de Talmay”.

São Bartolomeu é Natanael

As narrações bíblicas não enfocam São Bartolomeu de maneira especial. A não ser numa passagem do Evangelho de João, as passagens bíblicas limitam-se a citar seu nome entre os doze escolhidos por Jesus. Sabe-se, porém, através dos Evangelhos, que Bartolomeu é o mesmo apóstolo Natanael, citado em outros trechos evangélicos. Isso fica bastante claro quando se faz uma comparação entre os Evangelhos Canônicos.

Desdenha Nazaré

Natanael é um nome que quer dizer "Deus deu". Este nome ganha um novo sentido se observarmos que Natanael veio de Caná da Galiléia. Lá, ele presenciou o primeiro milagre de Jesus, nas famosas “Bodas de Caná”. Conferir o Evangelho de João 2, 1-11. Como São João evangelista nos conta, o discípulo Filipe contou a Natanael (ou Bartolomeu) que tinha acabado de encontrar o Messias.

E disse-lhe ainda que o salvador vinha de Nazaré. Natanael imediatamente respondeu conforme o conhecimento da época. Ele disse: "Pode vir alguma coisa boa de Nazaré?" (Jo 1, 46). Essa pergunta de São Bartolomeu mostra claramente que o Messias, ou o Salvador, era esperado como um grande general, vindo de lugares importantes de Israel, e não de um vilarejo perdido na Galileia chamado Nazaré.

O Encontro pessoal com Jesus

Quando São Bartolomeu se encontrou com Jesus, aquele “Messias vindo de Nazaré”, recebeu do Mestre um elogio inesperado. Jesus disse a ele "Aqui está um verdadeiro Israelita, em quem não há fingimento" (Jo  1, 47). São Bartolomeu, surpreso, respondeu: "De onde me conheces?" Jesus respondeu revelando a ele sua messianidade: "Antes que Filipe te chamasse, eu te vi quando estavas sob a figueira".

Sem dúvida, Jesus faz menção a um momento importante na vida de Bartolomeu. Sentindo o olhar do mestre, Bartolomeu percebe que aquele Mestre realmente o conhece. Depois desse momento, Bartolomeu decide seguir o Mestre e faz a sua profissão de fé em Jesus. Ele diz: "Rabi, tu és o filho de Deus, tu és o Rei de Israel".

São Bartolomeu, discípulo e apóstolo

São Bartolomeu seguiu a Jesus nos três anos de vida pública do Mestre em Israel. Ele presenciou os ensinamentos, as ações, os milagres, a morte e a ressurreição de Jesus. Ele estava em Pentecostes, no nascimento da Igreja, quando o Espírito Santo veio sobre todos e todos se tornaram missionários corajosos da Boa Nova pelo mundo.

Bartolomeu conheceu pessoalmente Nossa Senhora, e dela certamente aprendeu mais sobre os ensinamentos do Mestre. Assim, cheio do Espírito de Deus, depois de ter sido discípulo de Jesus, ele passou a ser Apóstolo, palavra grega que quer dizer “Enviado”. Ele foi enviado, Apóstolo, em nome de Jesus. E fez maravilhas pelo Reino de Deus em terras longínquas.

Missão de São Bartolomeu

A Tradição da igreja e fontes históricas nos dizem que São Bartolomeu foi anunciar Reino de Deus até ao distante país da Índia. Há outra tradição, ela afirma que São Bartolomeu foi pregar o Evangelho onde é hoje a Europa Oriental. Lá, ele realizou uma maravilhosa missão acompanhada de conversões sinceras que confirmavam a pregação da Palavra de Deus.

Martírio

Depois dessa frutuosa missão em que muitos se converteram a Jesus Cristo e onde várias comunidades cristãs foram criadas, São Bartolomeu foi martirizado, vítima de esfolamento de toda a sua pele. Foi na cidade de Albanópolis, hoje Derbent, na região russa do Daguestão, às margens do mar Cáucaso. Ele teria sido morto por ordem do governador local, que não aceitou a pregação do cristianismo em suas terras.

Iconografia (Representação artística)

Essa tradição é tão forte que São Bartolomeu foi pintado na Capela Sistina segurando a pele de seu corpo em sua mão esquerda e, na mão direita, uma adaga, tipo de uma espada afiada, instrumento do martírio que ele sofreu. Séculos depois, as relíquias de São Bartolomeu foram transportadas para Roma e estão hoje na igreja dedicada a ele.

Devoção a São Bartolomeu

A festa litúrgica de São Bartolomeu é celebrada no dia 24 de agosto, provável dia de sua morte. As igrejas da Europa oriental devem sua fé, em última instância, à pregação corajosa de São Bartolomeu, cujos frutos permanecem até hoje.

Pe. Manuel Pérez Candela

Pe. Manuel Pérez Candela
Pároco da Paróquia Nossa Senhora da Imaculada Conceição - Sobradinho/DF