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quinta-feira, 26 de agosto de 2021

Coleção sobre Doutrina Social da Igreja é lançada no Brasil

Guadium Press

Esta é uma “obra indispensável para os cristãos que querem ser pautados pelos ensinamentos do Magistério da Igreja para a vida em sociedade”.

São Paulo (25/08/2021 17:34, Gaudium Press) No início deste mês de agosto, a Kolping Brasil realizou o lançamento do Box Coleção Doutrina Social da Igreja, primeira obra do selo Edições Kolping. A realização deste lançamento foi um marco para o impulsionamento da divulgação da Obra pelo país, e contou com o valioso apoio dos Arautos do Evangelho.

O evento de lançamento contou com o discurso do presidente da Kolping Brasil, Sinésio Luiz Antonio, e também com as conferências dos padres Marcos Antônio Funchal, Douglas Pinheiro Lima e José Eduardo de Oliveira e Silva, todos pertencentes à Diocese de Osasco e autores da Coleção.

Fruto de um curso sobre a Doutrina Social da Igreja

O Box é fruto de um curso sobre a Doutrina Social da Igreja, realizado entre os anos 2015 e 2016 e que na época reuniu dezenas de alunos no auditório da Cúria Diocesana de Osasco e contou com a participação de formadores renomados na Igreja Católica.

Após um extenso e criterioso trabalho organizado pela Kolping Brasil, na promoção da Doutrina Social da Igreja, o conteúdo foi dividido em três volumes: Volume 1 – A Pessoa de Jesus Cristo e sua mensagem; Volume 2 – Doutrina Social da Igreja; Volume 3 – Vida e Obra do Beato Adolfo Kolping.


Guadium Press

Material indispensável para os cristãos

Segundo o presidente da Kolping Brasil, Sinésio Luiz Antonio, esse box sobre a Doutrina Social da Igreja se tornará referência no Brasil como material “indispensável para os cristãos que querem ser pautados pelos ensinamentos do Magistério da Igreja para a vida em sociedade”.

Para o Padre Alex Barbosa de Brito, membro consagrado da Associação Internacional Arautos do Evangelho, “esta obra vai, com certeza, ajudar a Igreja a trazer de volta a filosofia do Evangelho na condução da sociedade”. (EPC)

Fonte: https://gaudiumpress.org/

São Tomé e Príncipe. Jovens convidados a ter atitude positiva para mudar o País

Nelson Mendes, ex-Director Geral da Comunicação Social
(São Tomé e Príncipe) 

“O grande desafio para São Tomé e Príncipe sobretudo para os jovens é a mudança de atitude e mudança de mentalidade” considerou o ex-Diretor Geral da Comunicação Social, o Jornalista Nelson Mendes, numa entrevista concedida aos nossos microfones, tendo em conta o Dia Mundial da Juventude que se comemorou a 12 de agosto.

Melba de Ceita – Rádio Jubilar, São Tomé e Príncipe

O Dia Mundial da Juventude foi comemorado recentemente no dia 12 de agosto e, tendo em consideração que em São Tomé e Príncipe a população é maioritariamente jovem, a nossa equipa de reportagem saiu à rua para colher algumas opiniões sobre a juventude são-tomense.

O ex-Diretor Geral da Comunicação Social, o Jornalista Nelson Mendes, ao falar da Juventude são-tomense, assegurou que os jovens passam o dia a reclamar e que o grande desafio para São Tomé e Príncipe, e sobretudo para os jovens, é a mudança de atitude e mudança de mentalidade, e convidou a juventude a contribuir positivamente para o próprio desenvolvimento e para para o desenvolvimento do País.

“Antes de criticar temos de buscar soluções, pois todos temos compromissos e deveres para com a sociedade, e devemos ajudar, com a nossa atitude positiva a mudar o País”, enfatizou o Jornalista Nelson Mendes.

Partilhando a mesma opinião, o Secretário Geral do Conselho Nacional da Juventude Laudino Tavares disse que a juventude São-tomense apenas se entrega quando há motivação para tal.

Fonte: Vatican News

São Zeferino

S. Zeferino | ArquiSP
26 de agosto

São Zeferino, papa

Papa, mártir (199-217)
O papa Zeferino exerceu um dos pontificados mais longos da Igreja de Cristo, de 199 a 217. E os únicos dados de sua vida registrados declaram que: depois do papa Vitor, de origem africana, clero e povo elegeram para a cátedra de Pedro um romano, Zeferino, filho de um certo Abôndio.

Zeferino foi o 14º papa a substituir são Pedro. Enfrentou um período difícil e tumultuado, com perseguições para os cristãos e de heresias entre eles próprios, que abalavam a Igreja mais do que os próprios martírios. As heresias residiam no desejo de alguns em elaborar só com dados filosóficos o nascimento, a vida e a morte de Jesus Cristo. A confusão era generalizada, uns negavam a divindade de Jesus Cristo, outros se apresentavam como a própria revelação do Espírito Santo, profetizando e pregando o fim do mundo.

Mas o papa Zeferino, que não era teólogo, foi muito sensato e, amparado pelo poder do Espírito Santo, livrou-se dos hereges. Para isso uniu-se aos grandes sábios da época, como santo Irineu, Hipólito e Tertuliano, dando um fim ao tumulto e livrando os cristãos da mentira e dos rigorismos.

O papa Zeferino era dotado de inspiração e visão especial. Seu grande mérito foi ter valorizado a capacidade de Calisto, um pagão convertido e membro do clero romano, que depois foi seu sucessor. Ele determinou que Calisto organizasse cemitérios cristãos separados daqueles dos pagãos. Isso porque os cristãos não aceitavam cremar seus corpos e também queriam estar livres para tributarem o culto aos mártires.

O papa Zeferino conseguiu que as nobres famílias cristãs, possuidoras de tumbas amplas e profundas, transferissem-nas para a Igreja. Assim, Calisto começou a fazer galerias subterrâneas ligando umas às outras e, nas laterais, foi abrindo túmulos para os cristãos e para os mártires. Todo esse complexo deu origem às catacumbas, mais tarde chamadas de catacumbas de Calisto.

Esse foi o longo pontificado de Zeferino, encerrado pela intensificação às perseguições e pela proibição das atividades da Igreja, impostas pelo imperador Sétimo Severo.

O papa são Zeferino foi martirizado junto com o bispo santo Irineu, em 217, e foi sepultado numa capela nas catacumbas que ele mandou construir em Roma, Itália.


Fnte: Os santos e os beatos da Igreja do Ocidente e do Oriente, Mario Sgarbossa, Paulinas.

*Fonte: Pia Sociedade Filhas de São Paulo Paulinas http://www.paulinas.org.br

Arquidiocese de São Paulo

quarta-feira, 25 de agosto de 2021

Dormem as crianças do Afeganistão

US AIR FORCE / AFP
Por Giovanna Binci

Elas, que são a mais maravilhosa visão do mundo - inclusive no meio da guerra.

“As meninas estão dormindo”, me disse ontem à noite o meu marido, aqui na Itália. Eram umas nove da noite, depois da costumeira maratona de historinhas para dormir, pulos na cama, dentes a escovar, pijamas a vestir e mais historinhas para dormir.

As crianças dormem e ai de quem acordá-las. As crianças fecham os olhos e você se pergunta por quais sonhos estarão vagando. As crianças respiram fundo e os pais entendem que, mais uma vez, uma jornada terminou.

As crianças dormem em paz e há uma mamãe e um papai felizes. As crianças puxam o lençol e se sentem no lugar mais seguro do mundo, onde bicho papão nenhum consegue alcançá-las.

Dormem as crianças do Afeganistão

Também em Cabul adormecem as crianças, mesmo à sombra dos arames farpados do aeroporto, até que, entre o susto e as lágrimas, sejam acordadas por rajadas de balas e por estrondos de decolagens.

Dormem as crianças afegãs e, nesta noite, as mães acariciarão as suas testas, perguntando-se o que vão descobrir lá fora aqueles olhinhos quando acordarem. O mundo mudou tanto da noite para o dia que, talvez, deste pesadelo não se acorde tão cedo.

A criança no avião americano: a beleza em meio à dor

As crianças do Afeganistão desabam exaustas no avião que as leva para longe, para um futuro que daqui não se vislumbra mais. Como o pequeno da foto, evacuado num cargueiro americano em 15 de agosto, com outras mais de seiscentas pessoas. A jaqueta de camuflagem militar no lugar de um ursinho de pelúcia. Dorme como as minhas filhas.

Dormem as crianças, elas que são a mais maravilhosa visão do mundo – inclusive no meio da guerra; inclusive apesar da guerra, que quer tirar o seu direito à beleza.

Esperamos que, ao menos em seu sono, eles estejam a milhões de quilômetros do sofrimento, dos gritos, daqueles que querem machucá-las. Mas elas estão longe da mãe e do pai, de casa. Da sua caminha.

Não dá mais sequer para sonhar com o amanhã: os pais tentam passar os filhos pelo arame farpado. O que fica para trás dá mais medo que a incerteza e o afastamento. As mães e os pais também sonham. E os seus sonhos são todos iguais: é por isso eu mesma sinto o seu desespero e entendo a esperança e o amor que conduzem aquelas mãos.

“Foi horrível, as mulheres jogaram seus filhos pelo arame farpado do aeroporto pedindo aos soldados que os levassem. Alguns pequenos ficaram enredados no arame”, contam as legendas que traduzem as palavras de um oficial do exército afegão num dos vídeos que deram a volta ao mundo.

Diante dos muros do aeroporto de Cabul, de onde a ponte aérea humanitária transporta pedaços de uma população desintegrada pela ocupação dos talibãs, famílias de afegãos em fuga aguardam a sua vez.

“As crianças estão exaustas, sete ficaram doentes aqui no sereno. Elas não dormem. Choram, estão com medo”, diz o papai Sakhi à agência Adnkronos.

Os suprimentos de água e comida diminuíram junto com as esperanças de sair do país. Os postos de controle do Taleban ao longo das ruas da capital tentam impedir os não estrangeiros de chegarem ao aeroporto.

Outra jornada muito difícil está para terminar no Afeganistão. Mais um dia de protestos e ao mesmo tempo de silêncio surreal nas ruas; de mulheres trancadas em casa; de medo, de tiros, de incerteza.

Apesar de tudo, também nesta noite, dormem as crianças do Afeganistão.

Fonte: Aleteia

Legião de Maria celebra seu centenário

Guadium Press
O grupo religioso foi fundado na Irlanda no dia 7 de setembro de 1921, através de um grupo de pessoas desejosas em servir a Cristo nos pobres, não apenas materialmente.

Redação (23/08/2021 09:52, Gaudium Press) No próximo dia 7 de setembro, o movimento religioso da “Legião de Maria” celebrará os seus 100 anos de fundação. Para comemorar essa efeméride, o ramo austríaco do movimento está preparando uma série de eventos que serão iniciados no dia 3 de setembro.

A celebração de abertura do centenário da ‘Legio Mariae’ será realizada na Igreja de Rochus, em Viena. Em seguida, será feito um apostolado de rua em vários lugares da cidade e uma “Noite da Misericórdia” na Igreja de São Pedro no Graben. Uma adoração eucarística será iniciada na capela “Luz das Nações” das Pontifícias Obras Missionárias e durará três dias. Além disso, serviços religiosos festivos, eventos de oração, uma procissão pelo centro da cidade de Viena e um congresso mariológico na Aula das Ciências, também estão previstos.

Guadium Press

Fundação da Legião de Maria

A Legião de Maria foi fundada na Irlanda no dia 7 de setembro de 1921, através de um grupo de pessoas com motivação religiosa desejosas de servirem a Cristo nos pobres, não apenas materialmente mas também atendendo as necessidades espirituais dessas pessoas menos favorecidas.

O movimento chegou na Áustria no início do ano de 1949, após uma série de sermões feitos pelo sacerdote e filósofo Friedrich Wessely. Inicialmente, o grupo tinha 18 integrantes que iam de porta em porta visitar e cuidar de convertidos, além de preparar as crianças para a primeira comunhão.

Guadium Press

Expansão da Legião de Maria

A partir do ano de 1957, membros da Áustria também atuaram na Tchecoslováquia, Hungria e Iugoslávia, assim como na Polônia, Romênia, Moldávia e Bulgária, onde deram uma contribuição decisiva para a expansão da Legião. Desde 2008, o Senatus austríaco também é oficialmente responsável pela Legião de Maria na Ucrânia.

Atualmente, a Legião de Maria na Áustria possui mais de 10 mil membros, dos quais 1.500 são membros ativos (“legionários”) e 8.500 são membros orantes (“legionários auxiliares”). Esses membros são organizados em 249 ‘Praesidia’ para adultos e 16 para jovens, bem como 46 Cúrias e Comícios. Foram designados 550 sacerdotes para os grupos como orientadores espirituais. A Legião de Maria também faz parte do Conselho de Leigos Católicos. (EPC)

Fonte: https://gaudiumpress.org/

Tertuliano de Cartago: Tratado sobre a Oração (Parte 11/11-Final)

Tertuliano de Cartago | Veritatis Splendor
Tratado sobre a Oração

XXVI

A acolhida fraterna

1. Ao irmão que entra em tua casa, não o despeças sem uma oração. “Viste teu irmão, viste o Senhor”, conforme se diz vulgarmente. Sobretudo, se for um peregrino. Pode ser um anjo (cf. Hb 13,2).

2. Mas também tu, se fores recebido por irmãos, não prefiras os prazeres terrenos aos celestes. Nisto se julgará acerca de tua fé. De outro modo, como poderás, segundo o preceito, dizer: “Paz a esta casa” (Lc 10,5), se não trocas o ósculo da paz com os seus moradores?

XXVII

Aleluias e salmos na oração

1. Os que oram com maior empenho costumam acrescentar às suas orações o Aleluia e salmos de louvor, cujos finais permitem aos presentes ajuntar responsórios. É ótima atitude apresentar a Deus, como hóstia agradável, uma oração assim enriquecida reconhecendo a majestade e a honra divinas.

XXVIII

A oração em espírito e verdade

1. Nossa oração é hóstia espiritual que aboliu os sacrifícios precedentes (cf. 1Pd 2,5Hb 13,15). Com efeito, disse Deus: “Que me importam os vossos sacrifícios todos? Estou enjoado dos vossos holocaustos de carneiros e não quero a gordura dos cordeiros nem o sangue dos touros e dos bodes. Quem, aliás, pediu tais coisas das vossas mãos?” (Is 1,11-12).

2. O Evangelho nos ensina o que Deus exige de nós: “Virá a hora em que os verdadeiros adoradores adorarão o Pai em espírito e verdade. Deus, de fato, é espírito” (Jo 4,23-24), e portanto, deseja tais adoradores.

3. Somos nós os verdadeiros adoradores e os verdadeiros sacerdotes (cf. Ap 1,6; 5,10; 20,6) porque oramos em espírito (cf 1Cor 14,15Ef 6,18), e oferecemos a Deus nossa oração como um sacrifício que lhe agrada, que ele aceita, a hóstia que ele previamente pediu e escolheu.

4. Esta é a hóstia a levarmos ao altar de Deus, consagrada de todo o coração, alimentada pela fé, adornada pela verdade, íntegra pela inocência, pura pela castidade, coroada pela caridade, com um séquito de boas ações, entre salmos e hinos. Por ela, obteremos tudo da parte de Deus.

XXIX

Eficácia da oração

1. À oração em espírito e na verdade, que poderá Deus negar, se é ele mesmo que a exige? Nós lemos, ouvimos dizer e cremos, com inúmeras provas da sua eficácia! Outrora, a oração libertara do fogo (cf. Dn 3,25-30), das feras (cf. Dn 6,17-25) e da fome (cf Dn 14,37) e, no entanto, ainda não recebera do Cristo a forma devida. Entretanto, quanto mais eficaz é a oração cristã! Ela não faz descer o anjo que proporciona orvalho ao meio das chamas (cf. Dn 3,49-50), nem fecha a boca dos leões, nem leva aos famintos o alimento de camponeses (cf. Dn 14,33-39). Ela não nos dá a graça de não sentirmos o sofrimento, no entanto, confere a força da paciência aos que sofrem, se afligem, experimentam a dor. Com essa força, ela aumenta a graça, a fim de que os crentes saibam o que esperar do Senhor, conscientes de sofrerem por seu nome.

2. Além disso, outrora a oração pedia flagelos (cf. Ex 7,10), desbaratava exércitos inimigos (cf. Ex 17, 8-15), impedia chuvas benéficas (cf. 1 Rs 17,1). Agora, porém, a oração dos justos afasta a ira de Deus, põe-se em vigílias pelos inimigos, suplica pelos perseguidores. É, acaso, de admirar, que faça descer águas do céu a oração que pôde obter chamas de fogo (cf. 2Rs 1, 10-14)? Só a oração consegue vencer a Deus, mas Cristo não quis que ela fizesse mal, e lhe conferiu plena eficácia para o bem. Por isso, de nada ele quis saber senão de fazer voltar à vida as almas dos mortos, que já caminhavam pela estrada da morte, de devolver forças aos fracos, de curar doentes, de purificar possessos, de abrir portas dos cárceres e quebrar cadeias dos inocentes. É ainda essa oração que lava os pecados, repele as tentações, extingue as perseguições, dá coragem aos covardes, alegra os fortes, conduz à casa os peregrinos, acalma as ondas do mar, faz medo aos malfeitores, alimenta os pobres, governa os ricos, levanta os que caíram, mantém firmes os que vacilam, conserva os que estão de pé.

3. A oração é o baluarte da fé, nela temos as armas e os dardos contra o inimigo que nos espreita de todos os lados. Assim, pois, jamais andemos desprevenidos. De dia, lembremo-nos de estar de prontidão; à noite, recordemo-nos das vigílias. Guardemos com as armas da oração a bandeira do nosso imperador, e orando esperemos a trombeta do anjo.

4. Oram também todos os anjos, oram todas as criaturas, oram os rebanhos e as feras que dobram os joelhos. Quando saem dos estábulos e tocas, olham para o alto, levantam a cabeça e não fecham a boca, mas gritam, fazendo vibrar o ar, cada qual conforme a sua natureza. Até as aves despertam, elevam-se para o céu, asas abertas – mãos estendidas – uma cruz. Qualquer coisa sussurra. Seria oração. Que mais dizer sobre o dever da oração? O próprio Senhor também orou. A ele, glória e poder pelos séculos dos séculos!

Fonte: https://www.veritatis.com.br/

Papa Francisco: viver sem medo de ser verdadeiro. O hipócrita não sabe amar

Papa saúda fiéis na Sala Paulo VI | Vatican News

Na catequese, o Pontífice convidou os cristãos a se inspirarem em Paulo, homem reto que não tem medo da verdade. A hipocrisia, afirmou, pode colocar em perigo a unidade na Igreja.

Bianca Fraccalvieri – Vatican News

A hipocrisia foi o tema da Audiência Geral desta quarta-feira (25/08). Dando continuidade ao ciclo de catequeses sobre a Carta de São Paulo aos Gálatas, o Papa Francisco citou um episódio narrado pelo Apóstolo ocorrido em Antioquia.

O protagonista é Pedro e o que está em jogo é a relação entre a Lei e a liberdade. O objeto da crítica foi o comportamento de Pedro à mesa, que mudou de acordo com a companhia. A Lei proibia a um judeu de partilhar refeições com não judeus. Pedro estava à mesa sem qualquer dificuldade com os cristãos que tinham vindo do paganismo, mas quando alguns cristãos de Jerusalém, circuncidados, chegaram à cidade, ele já não o fez, para não incorrer nas críticas deles. Isto é grave aos olhos de Paulo, até porque Pedro estava a ser imitado por outros discípulos e o seu comportamento criou uma divisão injusta na comunidade.

Paulo recorda aos cristãos que eles não devem absolutamente escutar aqueles que pregam a necessidade de serem circuncidados e assim ficar “sob a Lei” com todas as suas prescrições. Na sua repreensão, Paulo usa um termo que permite entrar nos méritos da sua reação: hipocrisia (cf. Gl 2, 13).

A observância da Lei por parte dos cristãos levou a este comportamento hipócrita, que o Apóstolo pretende combater com força e convicção.

Fingir é maquiar a alma

Para Francisco, hipocrisia é o medo da verdade. As pessoas preferem fingir do que ser elas mesmas. "É como maquiar a alma, maquiar as atitudes, o modo de proceder: não é a verdade." Fingir impede a coragem de dizer a verdade abertamente, e assim facilmente se evita a obrigação de a dizer sempre, em todo o lado e apesar de tudo.

"O fingimento leva a isto: às meias verdades", disse ainda o Papa. E as meias verdades são um fingimento, são um modo de agir não verdadeiro e que impede a coragem, de dizer abertamente a verdade. Num ambiente em que as relações interpessoais são vividas sob a bandeira do formalismo, o vírus da hipocrisia propaga-se facilmente.

O Papa recorda que há vários exemplos na Bíblia onde a hipocrisia é combatida, como o velho Eleazar, e situações em que Jesus repreende fortemente aqueles que parecem justos no exterior, mas no interior estão cheios de falsidade e iniquidade.

“O hipócrita é uma pessoa que finge, lisonjeia e engana porque vive com uma máscara no rosto, e não tem a coragem de enfrentar a verdade. Por isso, não é capaz de amar verdadeiramente: limita-se a viver pelo egoísmo e não tem a força para mostrar o seu coração com transparência.”

O hipócrita não sabe amar

Há muitas situações em que a hipocrisia pode ocorrer, adverte Francisco: no trabalho, na política e até mesmo na Igreja, onde “é particularmente detestável”. “Infelizmente, existe hipocrisia na Igreja. Há muitos cristãos e ministros hipócritas.”

Francisco encerra sua catequese citando as palavras de Jesus: «Seja este o vosso modo de falar: sim, sim, não, não; tudo o que for além disto procede do espírito do mal» (Mt 5, 37).

“Irmãos e irmãs, pensemos nisso que Paulo condena: a hipocrisia; e que Jesus condena: a hipocrisia. E não tenhamos medo de sermos verdadeiros, de dizer a verdade, de sentir a verdade, de nos conformar à verdade. Assim poderemos amar. O hipócrita não sabe amar. Agir de outra forma é pôr em perigo a unidade na Igreja, aquela pela qual o próprio Senhor rezou.”

Fonte: Vatican News

Mãe encontra filho 33 anos após salvá-lo do aborto e entregá-lo para adoção

ACI Digital

CLEVELAND, 24 ago. 21 / 10:43 am (ACI).- Durante muito tempo, a americana Melanie Pressley se perguntou sobre o filho que entregou em adoção após negar seu aborto. Agora, 33 anos depois, ambos finalmente voltaram a se encontrar graças a um teste de ADN.

Quando Melanie tinha 18 anos, descobriu que estava grávida. Embora o namorado a tenha pressionado para que abortasse, ela se recusou. Como tinha medo de não poder dar ao filho a vida que achava que ele merecia, decidiu entregá-lo em adoção. “Eu simplesmente sabia que, financeiramente, não ia conseguir. Além disso, eu queria que ele tivesse uma mãe e um pai. Então eu decidi, naquele momento, que era melhor dá-lo em adoção”, contou Melanie à News 5 Cleveland, canal de notícias dos EUA.

https://youtu.be/WQt1EJJGACg

 Com o apoio da família, Melanie trabalhou com uma agência de adoções durante a gravidez. Em junho de 1988, deu à luz o seu filho, mas não lhe deu um nome. Ele logo foi entregue aos seus pais adotivos.

“A enfermeira disse: vou levá-lo para uma sala privada para você que possa abraçá-lo. Fique o tempo que precisar. E nesse momento, quando o segurava, minha irmã tirou uma foto e essa foi a única foto que eu tive dele durante 33 anos. Essa era a única foto que eu tinha dele”, disse Melanie.

Mesmo depois de se casar e ter mais três filhos, Melanie disse que, muitas vezes, pensava em como ele seria e se perguntava se ele era feliz. Quando lembrava do aniversário do filho, o dia era sempre difícil. “Sempre havia um pouco dessa tristeza em mim nesse dia. E essa é basicamente a forma mais fácil de descrever” o que sentia.

Após a morte da mãe, Melanie sentiu que devia agir. “Sempre desejei que ele conhecesse a minha mãe, mas ela morreu. E na noite em que ela morreu, estávamos todos ao redor da mesa, minhas sobrinhas, meus sobrinhos, minhas irmãs e todos”, quando “comecei a chorar e disse: ´preciso encontrar meu filho`”.

Então, em maio de 2021, uma de suas filhas comprou um kit de teste genético em domicílio da empresa “23andMe” como presente de aniversário. Enquanto isso, a mais de 480 quilômetros de distância, seu filho, Greg Vossler, já tinha feito a mesma coisa.

Segundo Greg, seus pais lhe disseram que ele foi adotado quando tinha 9 anos. No começo, ele não tinha curiosidade sobre sua família biológica.

“Eu sempre brincava dizendo: ´não vejo uma celebridade que se pareça comigo` ou, sei lá, ´ninguém que seja rei ou rainha em alguma terra longínqua se parece comigo`. E eu sempre disse que era só uma piada. Sempre que alguém perguntava, essa era a minha forma de dar uma resposta rápida, eu nunca tinha pensado nisso a sério”, disse ele.

Foi assim até que Greg teve seu filho.

“Minha esposa e eu estávamos sentados, conversando de noite, e eu disse: ´não sei nada sobre meu histórico médico, genético, de onde eu sou`. E houve uma promoção de 23andMe, ou algo assim. Então eu fiz o teste”, contou.

Greg fez o teste de DNA em 2019. Em 2021, quando Melanie enviou o kit, imediatamente apareceu uma coincidência.

“Eu imediatamente enviei uma mensagem e minha primeira mensagem foi: ´eu acho que estamos relacionados`. A mensagem seguinte foi: ´acho que sou sua mãe biológica`. A partir dali tudo simplesmente explodiu”, disse Melaine.

Ambos começaram a se comunicar, embora Melaine não quisesse ouvir a voz de Greg até que pudessem se conhecer pessoalmente. No início do verão de 2021, eles finalmente se reuniram e a conexão foi imediata.

Greg não só conheceu sua mãe biológica: ele também ganhou mais uma família. Agora, Melaine tem outra foto com o filho, de quem tinha tantas saudades.

“Todos estão emocionados, todos se dão as mãos ou se abraçam. Já viu como é: ´ei, sou seu meio irmão, sua meia irmã`! Sua irmã mais velha, que foi fundamental para permitir que Melanie tivesse essa primeira foto, se aproximou e me apertou o rosto. É a primeira vez que me vê depois de 33 anos”, contou Greg Vossler.

“É uma sensação incrível. E só demonstra que sempre há espaço para que as famílias cresçam e sempre há espaço para mais amor entre elas”, concluiu.

Fonte: ACI Digital

Índia: "Kandhamal Day" recorda os 13 anos do massacre de cristãos em Orissa

Mártires de Kandhamal, Índia | Vatican News

O massacre mais sangrento de cristãos ocorrido na Índia nos últimos três séculos foi uma verdadeira chacina, com assassinatos, violência, estupros e saques desencadeados, em 23 de agosto de 2008, por fundamentalistas hinduístas após o assassinato do líder hindu Swami Laxmanananda Saraswatidi, pelo qual sete cristãos inocentes foram injustamente acusados e presos.

Vatican News

Treze anos se passaram, mas os cristãos do distrito de Kandhamal, no Estado indiano de Orissa, ainda esperam por justiça e continuam sofrendo as consequências do massacre mais sangrento de cristãos ocorrido na Índia nos últimos três séculos. Uma verdadeira chacina, com assassinatos, violência, estupros e saques desencadeados em 23 de agosto de 2008 por fundamentalistas hinduístas após o assassinato do líder hindu Swami Laxmanananda Saraswatidi, pelo qual sete cristãos inocentes foram injustamente acusados e presos.

O balanço da violência, que durou até outubro, foi dramático: mais de 100 pessoas foram mortas (56, segundo números oficiais do Governo), milhares de feridos, dezenas de mulheres violentadas, molestadas e humilhadas, 395 igrejas e locais de culto destruídos, 6.500 casas destruídas e muitas escolas e estruturas danificadas e saqueadas, além dos 56 mil deslocados dos quais muitos não retornaram mais ao distrito, e vários casos de conversões forçadas ao hinduísmo.

Para recordar as vítimas, desde 2016 a Igreja em Orissa celebra o "Dia dos Mártires", em 30 de agosto, instituído pelos bispos desse Estado, em 2015, e o "Dia de Kandhamal" é celebrado em 25 de agosto, criado em 2009 pelo Fórum Nacional de Solidariedade (Nsf), rede criada em 1976 que reúne cerca de setenta organizações de direitos civis e que desde 2008 luta por justiça para as vítimas de Kandhamal.

Para a ocasião, este ano a associação instituiu um prêmio especial, o "Prêmio de Direitos Humanos Kandhamal", dedicado àqueles que lutam pelo respeito dos direitos humanos na Índia. O vencedor desta primeira edição, relata o jornal on-line "Matters of India", é a "União dos Povos pelas Liberdades Civis (Pucl)", organização com sede em Nova Délhi, comprometida com a defesa dos direitos das populações tribais (Adivasi) e dos Dalits (os excluídos do sistema de castas indiano). “Por mais de trinta anos, a "União dos Povos pelas Liberdades Civis" trabalhou incansavelmente pelos mais vulneráveis e para criar uma sociedade mais democrática e justa na Índia”, explica um comunicado do Fórum Nacional de Solidariedade.

O prêmio será entregue em 25 de agosto, durante um webinar organizado para o "Dia de Kadhamal" sobre o tema "Em defesa dos direitos humanos e das liberdades democráticas". "A violência em Kandhamal é um caso único de muitas violações dos direitos humanos fundamentais e da dignidade dos grupos mais vulneráveis que continuam esperando por justiça", denuncia no comunicado o Fórum Nacional de Solidariedade.

Fonte: Vatican News Service - LZ/MJ

São José Calasanz

São José Calasanz | ArquiSP
25 de agosto

SÃO JOSÉ DE CALASANZ, SACERDOTE, FUNDADOR DOS ESCOLÁPIOS

Sacerdote e fundador (1556-1648)

José Calasanz nasceu num castelo de Peralta de La Sal, em Aragão, na Espanha, em 31 de julho de 1558. De uma família nobre e muito religiosa, ele foi educado no rigor do respeito aos mandamentos de Deus. Desde cedo, mostrou sua vocação religiosa, mesmo contrariando seu pai, que o queria na carreira militar. José tanto insistiu que foi enviado para estudar teologia na Universidade de Valência, para concluir seu propósito de servir a Deus. Ao terminar os estudos, aplicou-se nos exercícios de piedade e práticas de penitência a fim para manter-se longe das tentações e no seguimento de Cristo.

Recebeu a ordenação sacerdotal em 1583, embora sem a presença do pai, que ainda não cedera à sua vocação. Inicialmente, foi para um mosteiro, desejando uma vida de solidão. Mas seu bispo, percebendo nele um alto grau de inteligência, disse-lhe que sua missão era a pregação. Assim, dedicou-se à atividade pastoral, sendo muito querido por todos os fiéis e bispos, que lhe davam vários encargos importantes a serem executados junto à Santa Sé.

Em 1592, José Calasanz encontrou o caminho para a sua vocação: a educação e formação de jovens pobres e abandonados. Inicialmente, como membro da Confraria da Doutrina Cristã, atuando junto aos jovens pobres da paróquia de Santa Doroteia, onde era vigário cooperador. Em 1597, fundou a primeira escola gratuita para crianças pobres, seguindo entusiasmado pelo grande número de voluntários que se agregavam à obra. Assim, em 1621 fundou a Congregação dos Clérigos Pobres Regulares da Mãe de Deus das Pias Escolas, clérigos regulares que têm um quarto voto: o comprometimento com a instrução dos jovens.

O grande reconhecimento das escolas pias de Roma fez com que se espalhassem por toda a Itália, alcançando a Espanha, Alemanha, Polônia e Morávia. Mas, apesar do incontestável sucesso da nova Ordem, nos últimos anos de sua vida José teve de passar por uma terrível provação. Caluniado perante o Santo Ofício, foi julgado, deposto do cargo e a nova Congregação ficou sem aprovação.

Entretanto José, humildemente, aceitou tudo sem revoltar-se. Morreu no dia 25 de agosto de 1648, aos noventa anos de idade, animando os seus sacerdotes para não desistirem da Ordem. Somente oito anos depois de sua morte o papa Alexandre VI reconheceu que ele era inocente e aprovou as regras da Ordem. Como o fundador previra, ela ressurgiu mais vigorosa do que antes.

A ele foram atribuídas muitas intercessões em milagres e graças, sendo canonizado em 1767. O culto a são José Calasanz ocorre no dia de sua morte. Desde 1948, ele é celebrado em todo o mundo cristão como Padroeiro das Escolas Populares, conforme foi proclamado pelo papa Pio XII.


Fonte: Os santos e os beatos da Igreja do Ocidente e do Oriente, Mario Sgarbossa, Paulinas.

*Fonte: Pia Sociedade Filhas de São Paulo Paulinas http://www.paulinas.org.br

Arquidiocese de São Paulo

Pe. Manuel Pérez Candela

Pe. Manuel Pérez Candela
Pároco da Paróquia Nossa Senhora da Imaculada Conceição - Sobradinho/DF