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sábado, 14 de novembro de 2020

“ESTENDE A TUA MÃO AO POBRE”

Rainha Maria

No encerramento do Ano Santo da Misericórdia (2015-2016), o Papa Francisco instituiu o Dia Mundial dos Pobres, a ser celebrado no 33º Domingo do Tempo Comum, no Domingo que antecede a Solenidade de Cristo Rei. O objetivo do Dia Mundial dos Pobres é reavivar na Igreja um elemento requintadamente evangélico, isto é, a predileção de Cristo pelos pobres, a fim de que as comunidades cristãs sejam sempre mais e melhor um sinal concreto da caridade de Jesus pelos pobres, os marginalizados e os excluídos.

O Dia Mundial dos Pobres pretende estimular, em todos nós, uma reação concreta à cultura do descarte e do desperdício, assumindo a cultura do encontro na defesa da nossa casa comum. Ao mesmo tempo, é um convite dirigido a todos para que se abram à partilha com os pobres em todas as formas de solidariedade, exercitando as obras de misericórdia. “Portanto, somos chamados a estender a mão aos pobres, a encontrá-los, fixá-los nos olhos, abraçá-los, para lhes fazer sentir o calor do amor que rompe o círculo da solidão. A sua mão estendida para nós é também um convite a sairmos das nossas certezas e comodidades e a reconhecermos o valor que a pobreza encerra em si mesma”. (Papa Francisco, Misericordia et Misera, nº 3).

O lema do IV Dia Mundial dos Pobres é “Estende a tua mão ao pobre”. (Eclo 7, 32). Em sua Mensagem para este Dia Mundial dos Pobres o Papa Francisco nos recorda um dos princípios do cristianismo: a oração a Deus e a solidariedade para com os pobres e os enfermos são inseparáveis, ou seja, de algum modo, a nossa oração, o nosso diálogo com Cristo é transformador quando se concretiza no acolhimento, na abertura e no esforço de abrandar as dificuldades dos pobres e, por isso, “o encontro com uma pessoa em condições de pobreza não cessa de nos provocar e questionar: como podemos contribuir para eliminar ou pelo menos aliviar a sua marginalização e o seu sofrimento? Como podemos ajudá-la na sua pobreza espiritual? A comunidade cristã é chamada a co-envolver-se nesta experiência de partilha, ciente de que não é lícito delegá-la a outros”. (Papa Francisco, Mensagem para o IV Dia Mundial dos Pobres).

Neste ano de 2020, nesta noite escura da pandemia da Covid-19, todos nós, de alguma forma, nos sentimos vulneráveis, fragilizados, pobres e carentes de ajuda. Dessa maneira, sentimos necessidade de sermos socorridos em nossas fragilidades, mas, ao mesmo tempo, percebemos que devemos estender a mão para socorrer o nosso próximo e defendê-lo, pois, infelizmente, o nosso país voltou ao mapa da fome devido aos elevados recordes das taxas de desemprego e pelas dificuldades de inúmeras pessoas em realizar serviços informais no contexto de isolamento social em decorrência da pandemia.

Inseridos neste difícil contexto, nós percebemos a urgência de estender a mão ao pobre, ou seja, a realizar um simples gesto que demanda proximidade e expressa acolhimento, ternura, caridade e misericórdia. Estender a mão ao pobre é um ato repleto de virtudes humanas e cristãs que não se limita apenas a dar dinheiro a um pedinte ou a um desempregado. Só conseguiremos estender a mão ao pobre quando primeiro abrirmos o nosso coração ao acolhimento de sua pessoa com a consciência de que a pobreza é fruto da indiferença e dos egoísmos humanos. Só conseguiremos estender a mão ao pobre quando percebermos que o próprio Cristo está escondido sob o rosto dos pobres. Sim, Deus está visível nos pobres, incentivando-nos a estender a mão aos necessitados, sussurrando em nossos ouvidos: Estende a tua mão ao pobre, “estende‑a muitas vezes, favorecendo o teu próximo; defende de qualquer injúria os que vejas sofrer sob o peso da calúnia, estende também a tua mão ao pobre que te pede; estende‑a ao Senhor, pedindo‑lhe o perdão dos teus pecados: é assim que se deve estender a mão, e é assim que ela fica curada”. (Santo Ambrósio).

Estender a mão ao pobre é um ato de misericórdia que significa que estamos dispostos a ajudar, pois sentimo-nos parte do mesmo itinerário, e, por isso, expressamos a nossa corresponsabilidade humana. “Estender a mão é um sinal: um sinal que apela imediatamente à proximidade, à solidariedade, ao amor. Nestes meses, em que o mundo inteiro foi dominado por um vírus que trouxe dor e morte, desconforto e perplexidade, pudemos ver tantas mãos estendidas! A mão estendida do médico que se preocupa com cada paciente, procurando encontrar o remédio certo. A mão estendida da enfermeira e do enfermeiro que permanecem, muito para além dos seus horários de trabalho, a cuidar dos doentes. A mão estendida de quem trabalha na administração e providencia os meios para salvar o maior número possível de vidas. A mão estendida do farmacêutico exposto a inúmeros pedidos num arriscado contato com as pessoas. A mão estendida do sacerdote que, com o coração partido, continua a abençoar. A mão estendida do voluntário que socorre quem mora na rua e a quantos, embora possuindo um teto, não têm nada para comer. A mão estendida de homens e mulheres que trabalham para prestar serviços essenciais e segurança” (Papa Francisco, Mensagem para o IV Dia Mundial dos Pobres).

Somente com as mãos estendidas, nós somos, de fato, discípulos missionários de Jesus, arautos da esperança que fazem sua a dor, a dificuldade ou a carência de quem é pobre, está doente, abandonado ou triste. Tudo o que realizamos em prol da dignidade e valorização do pobre é grandioso, até mesmo um simples sorriso, pois “um sorriso que partilhamos com o pobre é fonte de amor e permite viver na alegria. Possa então a mão estendida enriquecer-se sempre com o sorriso de quem não faz pesar a sua presença nem a ajuda que presta, mas alegra-se apenas em viver o estilo dos discípulos de Cristo”. (Papa Francisco, Mensagem para o IV Dia Mundial dos Pobres).

Que o forte clamor do Dia Mundial dos Pobres nos ajude a realizar sempre mais gestos significativos de misericórdia em relação aos pobres, dando concretude à tão falada opção preferencial da Igreja pelos pobres. Que o Cristo nos conceda a graça de percebermos que “os pobres não são um problema: são um recurso de que lançar mão para acolher e viver a essência do Evangelho”. (Papa Francisco, Misericordia et Misera, nº 9). De um modo especial, peçamos ao Cristo a consciência de que os pobres podem nos ensinar muitas coisas, em especial, a humildade e a confiança em Deus. Que o Cristo, que por amor a nós se fez Pobre, nos ensine a servir aos pobres e a perceber neles a dignidade da vida humana.

Que em nossa Arquidiocese, paróquias e comunidades haja sempre mais uma grande sensibilidade em relação aos pobres e que Senhor Jesus nos ajude a edificar diversas organizações para a prática da caridade e da misericórdia para com os pobres do nosso país, da nossa cidade e das diversas periferias do mundo. Que a Virgem Santa Maria, a Mãe dos pobres, nos ajude a testemunhar, por meio das obras de caridade e pelo serviço da misericórdia, que onde há um pobre, ali está Jesus Cristo suplicando pão, justiça, acolhimento e amor. Por conseguinte, quando socorremos aos pobres, eles, na verdade é que nos socorrem. Afinal, neles está o nosso Redentor, nosso Deus adorado e amado!

Aloísio Parreiras

(Escritor e membro do Movimento de Emaús)

Arquidiocese de Brasília

IGREJA NO BRASIL CUMPRE IMPORTANTE PAPEL DE DIVULGAÇÃO DE INFORMAÇÕES SOBRE O PROCESSO ELEITORAL 2020

CNBB

No próximo domingo, 15 de novembro, 147,9 milhões de brasileiros, aptos a votar, poderão comparecer às urnas para escolher os candidatos e as candidatas a ocupar os legislativos e executivos nos 5.570 municípios brasileiros.

Desde agosto deste ano, o portal da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) vem apresentando uma série de matérias que abordam as iniciativas que surgiram na Igreja Brasil tendo em vista o fortalecimento das “Eleições 2020”, do processo democrático brasileiro e a orientação ao eleitorado brasileiro sobre as mudanças, deste ano, em decorrência da pandemia do novo Coronavírus.

Experiências na Igreja no Brasil


Uma série de iniciativas foram desenvolvidas pelos regionais da CNBB. Os bispos do regional Sul 4 da CNBB, que compreende o Estado de Santa Catarina, lançaram orientações para os católicos nas Eleições 2020 a partir do qual produziram uma série de 4 vídeos “Meu Voto Importa”, publicada semanalmente pelo seu regional Sul 4 desde o dia 15 de outubro. O último vídeo da série abordou o tema das notícias falsas e o quanto elas são prejudiciais ao processo democrático.

Na mesma linha, o Núcleo do Estudos Sociopolíticos da PUC Minas, instituição da arquidiocese de Belo Horizonte, publicou uma série de vídeos sobre as Eleições 2020. São produções apartidárias, que buscam ajudar eleitores no importante processo de discernimento que antecipa a escolha de candidatos.

O regional Sul 2 da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), que abrange o Estado do Paraná,  elaborou uma cartilha com título “Os cristãos e as eleições”, a cartilha tem como tema “A boa política está a serviço da vida e da paz”. “O objetivo do subsídio é contribuir para a formação de uma sadia consciência política, motivá-las à participação no processo político e fornecer critérios para orientá-las nas eleições municipais”, informa o Regional Sul 2 da CNBB.

O regional Centro Oeste da CNBB (Goiás e Distrito Federal) publicou  dia 30 de setembro,  uma mensagem sobre as eleições municipais 2020 em Goiás. No texto, os bispos, juntamente com os administradores diocesanos do regional, dirigiram palavras de encorajamento e esperança à luz da fé em Jesus Cristo e deixaram claro que “a Igreja não é partidária, mas busca conscientizar o eleitor e incentivar os fiéis leigos que se sentem chamados a representar o povo com um mandato político.”

A província eclesiástica de Maceió, que reúne além da arquidiocese alagoana as dioceses de Palmeira dos Índios e Penedo, também lançou a cartilha “Eleições 2020. O subsídio traz informações sobre a realização do pleito em meio à pandemia, a importância do voto, o papel dos poderes Legislativo e Executivo no âmbito municipal, e como fiscalizar recursos públicos e denunciar crimes eleitorais.

“A coisa pública é de alta responsabilidade para nós cristãos. Não adianta ficar lamentando que os políticos não estejam agradando. Devemos saber na hora da escolha, quem elegemos para os mandatos”, afirmou o arcebispo de Maceió, dom Antônio Muniz Fernandes.

Com o intuito de também combater as fakenews, a Rede Eclesial Pan-Amazônica (REPAM-Brasil) lançou uma cartilha virtual formativa para ajudar no combate às Fake News. Organizada pelo setor de comunicação da Rede, a proposta é oferecer um material que ajude a refletir, discernir e combater a disseminação de notícias falsas.

No dia 1º de outubro, como resultado de uma ação conjunta do Conselho Nacional do Laicato do Brasil (CNLB), da Comissão Brasileira Justiça e Paz (CBJP), do Centro Nacional de Fé e Política “Dom Hélder Câmara” (Cefep), vinculado à Comissão Episcopal Pastoral para o Laicato da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) e do Núcleo de Estudos Sociopolíticos da PUC Minas e Arquidiocese de Belo Horizonte (Nesp), foi lançado às 20h, um hot-site, dentro do site do CNLB, cujo objetivo será centralizar e informações aos cristãos católicos sobre o processo eleitoral e o papel dos cristãos.

A publicação “Mutirão de eleições pela vida”, organizada como parte do processo da 6ª Semana Social Brasileira, foi disponibilizada no último dia 24 de setembro. Trata-se, segundo a secretária-executiva da 6ª Semana Social Brasileira, Alessandra Miranda, de um subsídio online para subsidiar o debate e o aprofundamento dos cristãos sobre o processo eleitoral deste ano quando.

CNBB

Mensagem da CNBB sobre as Eleições 2020

Este ano, a CNBB está atuando como embaixadora da campanha “EuVotoSemFakecampanha”, lançada pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE) no dia 29 de setembro deste ano. O objetivo da  iniciativa é que os candidatos sejam eleitos de maneira legítima e ética, por meio de informações verdadeiras, divulgadas em seu contexto, livres de distorções.

No dia 28 de outubro, a CNBB, após reunião virtual de seu Conselho Permanente, divulgou uma mensagem sobre as Eleições municipais deste ano. No documento, a entidade expressou, à luz da Doutrina Social da Igreja Católica e do magistério do Papa Francisco, a compreensão sobre a política como um conjunto de ações pelas quais se busca uma forma de convivência entre indivíduos, grupos e nações que ofereçam condições para a realização do bem comum.

Em um trecho do documento, a Conferência aponta o dever dos prefeitos e vereadores eleitos: “contribuir com ações  eficazes, nos campos da saúde, educação, segurança, transporte, assistência social, moradia, direito à alimentação e proteção da família, entre outros. Darão bons frutos os  políticos que priorizarem o bem comum e a vida plena, desde a concepção até a morte natural, de todos dos cidadãos, sem quaisquer discriminações, nunca buscando seus próprios interesses pessoais e corporativos”.

CNBB

Os Estados Unidos desunidos, o pedestal vandalizado e São Josafá

Guadium Press
Reflexões sobre os dias atuais nos levam, com insistência, a rezar a São Josafá.

Redação (13/11/2020 09:58Gaudium Press) Em artigo publicado pela Gaudium Press, em 04 de julho deste ano, intitulado “Os Estados Unidos no pedestal da independência, ainda?” seu autor apontava que o “grande ídolo dos dias atuais [estava] prestes a cair”, e com acerto.

Tu tens visto, com surpresa, a instabilidade gerada ultimamente no continente norte americano por causa das eleições.

Haverias tu suficiente ponderação dos fatos, naquele então, para julgares com justeza qual viria a ser o futuro dos Estados Unidos, agora tão desunidos?

As eleições americanas, dando a Trump ou a Biden alguma confirmação de vitória, acabaram por tocar o alerta do caos no gigante norte-americano. Tu, leitor, serias capaz de conceber uma bagunça tão somente cabível nalgum gabinete municipal, instalada na nação do “way of live” mundial?

O ano de 2020 tem sido de grandes mudanças – e ainda estarás a ver maiores – a nível mundial: quem antes arrumava, agora bagunça; quem devia pregar a virtude, afirma inverdades; homens chamados a ser modelo por sua elevada dignidade, são alvo de condenações indignas embora justas.

Com não menor precisão, o artigo ainda afirmava que “quando se derruba algo, o ‘acaso’ é sempre implacável em colocar novo herói sobre o pedestal vandalizado”. Com efeito, na França, ainda chamada de “filha primogênita da Igreja”, os fiéis saem às ruas para protestar acesso às igrejas; porém, mais do que às medidas coercitivas do governo, temem em cruzar com algum islamista, ou mesmo de serem atacados por muitos dos imigrantes, nenhum pouco afeitos à primogenitura católica.

E ainda, enquanto tudo vai mudando de panorama, segundo informou a embaixada da Coreia do Sul junto à Santa Sé, Francisco teria expressado o desejo de ir visitar o país norte coreano para restabelecer a paz entre ambos[1]. Sem embargo do que, nesse meio tempo, a Armênia católica acaba de capitular pelas mãos de seus dirigentes.

Acabarás tu este périplo de 2020 como entre “irmãos desunidos”?

Não hajas tu errada noção dos fatos, pois as meias verdades nunca produzem verdadeira união.

Dá, leitor, teu contributo, rezando a São Josafá, o qual derramou seu sangue pela “união dos cristãos”. Que a causa de nossa união seja, pois, a santidade.

Por Bonifácio Silvestre

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Cristãos são os que sofrem mais perseguição religiosa no mundo

Aleteia.pt
por Magnús Sannleikur

Levantamento de um centro de pesquisas aponta os números referentes às restrições governamentais em relação à religião.

Cristãos e muçulmanos foram os grupos que sofreram mais perseguição religiosa em todo o mundo em 2018. Aliás, esta é uma realidade que se repete desde 2007, quando o Pew Research Centercomeçou a monitorar o nível de restrições governamentais à religião.

Segundo levantamento do centro de pesquisas, em 2018 (último ano fechado do estudo) os cristãos sofreram perseguição religiosa em 145 países. Em 2017, entretanto, esse número era um pouco menor: 143 países. Em Israel, por exemplo, policiais feriram um monge cristão etíope e o expulsaram de sua igreja. Já no Burundi, autoridades prenderam um homem cristão e o espancaram por ele se recusar – com base em sua consciência religiosa – a se registrar para votar. O homem morreu.

Restrições à religião

O estudo analisa o ano de 2018 e conclui que o nível médio global de restrições governamentais à religião – leis, políticas e ações que afetam as crenças e práticas religiosas – continuou a subir. Além disso, o índice atingiu o nível mais alto desde o início da série histórica do estudo.

Em 2007, o primeiro ano do estudo, a pontuação média global no Índice de Restrições do Governo (uma escala de 10 pontos baseada em 20 indicadores) foi de 1,8. Após alguma flutuação nos primeiros anos, a pontuação média tem aumentado constantemente desde 2011. Em 2018, portanto, esse índice chegou a 2,9.

Número de países com restrições religiosas

O número total de países com níveis “altos” ou “muito altos” de restrições governamentais também tem aumentado. Mais recentemente, esse número subiu de 52 países (26% dos 198 países e territórios incluídos no estudo) em 2017 para 56 países (28%) em 2018.

Das cinco regiões examinadas no estudo, o Oriente Médio e o Norte da África continuaram a ter o nível mediano mais alto de restrições governamentais e perseguição religiosa em 2018.

No entanto, a Ásia e o Pacífico tiveram o maior aumento em sua pontuação média de restrições governamentais, passando de 3,8 em 2017 para 4,4 em 2018. Isso se deve, em parte, ao fato de um número maior de governos na região usar a força contra grupos religiosos, incluindo danos materiais, detenções, deslocamento, abuso e assassinatos, por exemplo.

Alguns países da região Ásia-Pacífico registraram altas históricas em suas pontuações gerais de restrições governamentais. Isso inclui a China, que continuou a ter a pontuação mais alta no Índice de Restrições do Governo (GRI) entre todos os 198 países e territórios no estudo. A China tem estado perto do topo da lista dos governos mais restritivos em cada ano desde o início do estudo e, em 2018, atingiu um novo pico em sua pontuação (9,3).

Metodologia da pesquisa

A pesquisa é baseada  em relatórios anuais sobre liberdade religiosa internacional do Departamento de Estado dos EUA e da Comissão dos EUA sobre Liberdade Religiosa Internacional. Além disso, o estudo utiliza publicações de uma variedade de órgãos europeus e das Nações Unidas e várias organizações não governamentais independentes.

O relatório completo pode ser lido aqui.

Aleteia

São Serapião

São Serapião | ArqSP
A vida deste santo encerra um capítulo da história européia, pois que sua aventura humana e espiritual reflete os fatos de sua época, nos quais esteve presente, se bem que só como “coadjuvante”, talvez a contragosto.

Filho de um capitão inglês a serviço do rei Henrique II, em 1190 participou com o pai da terceira cruzada, sob o comando do célebre Ricardo Coração de Leão. No regresso, foi feito prisioneiro das tropas do duque da Áustria, próximo da laguna vêneta, e mantido como refém.

O duque gostou dele e o tomou a seu serviço na expedição de ajuda ao rei da Espanha contra os mouros. Quando chegaram, a batalha havia terminado. Serapião conseguiu então ficar a serviço do rei Afonso de Castela, para voltar novamente à Áustria, quando o duque tomou parte na quinta cruzada. Neste ponto se encerra sua aventura militar.

Passa, na realidade, a militar sob uma outra bandeira: conhece Pedro Nolasco, o fundador dos mercedários, e decide juntar-se a ele para dedicar-se ao resgate dos escravos.

Para sua primeira missão pacífica dirige-se com são Raimundo Nonato a Argel. Conseguem libertar 150 escravos. E como tinha aprendido a arte da guerra, teve o encargo de seguir as tropas espanholas na conquista das Baleares. Em todo caso, sua missão era fundar nessas ilhas o primeiro convento de sua ordem, que depois confiou à direção de um confrade. Em seguida, dirigiu-se à Inglaterra a fim de erigir um posto avançado da ordem.

Dessa vez, porém, a expedição teve um epílogo trágico: o navio foi assaltado por corsários, Serapião barbaramente espancado e lançado em uma praia deserta porque considerado morto. Recolhido por alguns pescadores, refez-se e pouco depois prosseguiu a viagem para Londres, onde não teve vida fácil.

Foi expulso de modo grosseiro, por haver desaprovado a injusta apropriação dos bens eclesiásticos pelo governo. Voltou à Espanha e prosseguiu na obra caritativa de resgate dos prisioneiros, até que os mouros voltaram sua raiva contra ele: crucificaram-no numa cruz de santo André e, depois de atrozes torturas, decapitaram-no. Seu culto foi confirmado em 1728.

*Fonte: Pia Sociedade Filhas de São Paulo Paulinas http://www.paulinas.org.br

Arquidiocese de São Paulo

sexta-feira, 13 de novembro de 2020

China: professor castiga aluno que acredita em Deus e nega teoria da evolução

msn
O jovem chinês foi obrigado a permanecer de pé durante as aulas por mais de um mês.

China – Pequim (12/11/2020 15:00, Gaudium Press) Mais uma vez o governo comunista chinês mostra suas garras. Além de proibir a presença de jovens menores de 18 anos nas celebrações da Santa Missa no país, também foram impostas medidas disciplinares contra professores e alunos que acreditarem em Deus.

Aluno questiona professor que ensinava a teoria da evolução

Um relato impressionante foi enviado para a Agência Asia News, pelo Padre Stanislaus, um sacerdote do noroeste da China. Segundo este missionário, um jovem adolescente chamado Xiaoyu foi obrigado a permanecer de pé durante as aulas por mais de um mês. O castigo foi aplicado pois o aluno manifestou sua crença em Deus e questionou seu professor que queria convencê-lo da teoria da evolução e da inexistência divina.

Segundo o sacerdote, o professor afirmou em sala de aula que: “A Bíblia diz que o homem foi criado por Deus, essa afirmação é incorreta. Deus não existe, o homem evoluiu a partir dos macacos, prova disso é a teoria da evolução de Darwin e os fósseis antropóides…”

No mesmo momento, o jovem Xiaoyu questionou o professor dizendo: “Professor, não entendo. De que maneira a Teoria da Evolução prova que Deus não existe? Ainda que os humanos tenham evoluído dos macacos, de onde vieram [os macacos]? Como se pode provar que não foram criados por Deus? Como começou tudo o que existe?…”.

Como sinal de sua Fé, aluno permanece de pé

Xiaoyu e o professor discutiram durante toda a aula, deixando seus companheiros muito surpresos. Na aula seguinte o professor perguntou para Xiaoyu se ele havia compreendido. Diante da resposta negativa, o docente lhe ordenou que permanecesse de pé. O mesmo ocorreu nas aulas posteriores. O aluno já está há mais de um mês assistindo as aulas de pé.

Após narrar este episódio de Fé, o sacerdote ressaltou que apesar de sabermos muito sobre teorias e discussões sobre a existência de Deus, “é um jovem que lança abertamente o desafio e nos coloca à prova! A coragem é a única coisa que ele tem, e permanece de pé!”. (EPC)

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Uma das obras que Santo Afonso Maria de Ligório dedicou a Nossa Senhora completa 270 anos

Santo Afonso Maria de Ligório. Foto: Redentoristas

Roma, 13 nov. 20 / 02:00 pm (ACI).- A grande devoção que Santo Afonso Maria de Ligório teve pela Virgem Maria levou-o a dedicar a ela grande parte de seus escritos, como “As Glórias de Maria”, obra que em 2020 completa 270 anos de publicação.

O santo não passou um dia sem rezar o Santo Terço ou sem ter feito algum outro sinal de veneração e amor à Mãe de Deus.

As próprias Missões ao Povo, pregadas pelo santo em todo o Reino de Nápoles, durante o século XVII, incluíam um convite para dedicar uma catequese à Virgem.

Durante sua vida, Afonso confiou a ela a sua espada de cavaleiro, deixando o mundo pelo sacerdócio e sua profissão por Deus.

Ele amou tanto a Virgem que lhe dedicou uma de suas obras mais importantes, "As Glórias de Maria".

Editora Santuário

O texto, que foi publicado pela primeira vez em 1750 em Nápoles, contém material de primeira ordem para poder meditar e aprofundar a devoção a Maria.

“Um devoto de Maria não se perde”, escreveu Santo Afonso, e isso é verdade, tanto que faz parte do eixo em torno do qual gira a conversão do coração a Deus.

O fundador dos Redentoristas estava convencido de que a vida cristã não poderia prescindir da confiança em Maria, que é Mãe e modelo de vida para todos os católicos.

Provavelmente, é a obra mais bela que escreveu para dar glória e honra à Virgem.

A obra está dividida em duas partes: a primeira oferece um sábio comentário sobre a oração da Salve Regina e a segunda contém uma série de reflexões sobre as principais festas marianas e sobre as Sete Dores da de Maria, entre outras.

Além disso, contém um convite a viver esta devoção com diferentes práticas de piedade, a viver plenamente o amor à Mãe de Deus. Por exemplo, o Santo Terço e o escapulário, inclusive a recorrer a ela para pedir a sua poderosa e maternal intercessão, intercessão que leva o cristão a amar, especificamente, a Nossa Senhora.

Canção Nova

Entre as múltiplas formas recomendadas pelo santo, também é interessante descobrir a simples visita a Maria, em uma imagem que a retrata, rezando diante dela o Terço, as Ladainhas ou qualquer outra oração mariana.

Ao ler as biografias do bispo napolitano, observa-se seu costume de levar consigo uma imagem sagrada da Virgem, precisamente para senti-la sempre por perto através deste meio.

A função dos escritos do santo não é a erudição nem qualquer outra coisa, mas a difusão do amor à Mãe de Deus, no centro da vida dos fiéis.

Enquanto o leitor medita, já está rezando: este é o segredo de seu autor.

Dentro da escrita, com espírito prático, o santo insere também um capítulo no qual analisa as virtudes da Virgem, propondo-as para a imitação dos fiéis.

Humildade, caridade, fé, esperança, castidade, pobreza, obediência, paciência e oração são as qualidades que Maria aprofundou, no seu caminho, para trazer o Reino dos Céus à terra.

Uma existência que nem sempre é fácil, mas que Maria soube oferecer a Deus magnificando o nome de Deus Pai.

O texto representa uma ajuda prática e eficaz para viver e reviver o mistério de Maria, na vida cotidiana da própria existência, inclusive lendo algumas páginas por dia e meditando sobre elas.

"As Glórias de Maria" teve muitas edições e foi impresso em muitos idiomas, para a edificação do Povo de Deus.

O sacerdote e historiador Pe. Giuseppe de Luca destacou que o texto "dizia e fazia milhões de almas dizerem as mais belas e doces palavras à Virgem", e nunca essas palavras foram mais verdadeiras.

Publicado originalmente em ACI Stampa.

ACI Digital

LEMBRANÇAS DE SÃO JOÃO PAULO II

Editora Cléofas
12 novembro 2020

São João Paulo II, caríssimo amigo, eu lhe escrevo esta carta com o intuito de lhe agradecer os inúmeros conselhos, admoestações, carinhos e apreço que você demonstrou por mim, pelos jovens, pelas famílias e por toda a humanidade. Por saber corresponder, como poucos, à vontade de nosso Senhor Jesus Cristo, você passou pelo mundo fazendo o bem, distribuindo entusiasmo e demonstrando o caminho da santidade. Com você, eu aprendi a servir à Igreja com a alegria e a fé com que ela quer ser servida. Com você, eu aprendi a não ter medo de anunciar o Evangelho, a denunciar todos os atentados contra a vida e a acolher e a perdoar ao meu próximo.

São João Paulo II, amado amigo, com renovada emoção, hoje eu me recordo de que, nos inícios dos anos 90, eu ainda estava engatinhando no caminho da fé. Como uma criança, eu estava precisando de um pai que segurasse minhas mãos e me conduzisse em direção ao Rumo Certo. Eu estava carecendo de um pai que me acompanhasse em meus questionamentos de vida e nos meus questionamentos de fé. Dia feliz da minha vida foi aquele em que eu pude ouvir você me dizer: “Não tolerem que seus ideais cristãos sejam, como se diz nesta terra, fogo de palha. Combatam o bom combate da fé, do amor e da santidade”. Com essas palavras, você fez brotar no meu íntimo a mais pura vontade de ser sempre fiel no apostolado, na coerência cristã, na prática da santidade e no aprendizado da misericórdia e da caridade.

Admirando o seu amor e desvelo pela juventude, adentrei aos poucos e cada vez mais no conhecimento dos inúmeros presentes que você não se cansava de me ofertar. Em suas Encíclicas, Cartas Apostólicas, Exortações e Audiências, você sempre tinha uma frase, uma mensagem ou uma simples palavra que tocava e renovava o meu amor por nosso Redentor e pela Sua Igreja.

Estimado amigo, hoje, minha alma precisa lhe dizer que você está muito próximo do meu coração. De coração, eu lhe agradeço, de modo especial, por você ter me desafiado a vencer o medo de ser impopular por ser fiel à Boa Nova de Cristo. Agradeço-lhe também pela devoção mariana que você infundiu em minha espiritualidade. Com a sua preciosa ajuda, quando eu rezo o terço, entre uma dezena e outra do santo Rosário, tenho o bom costume de dizer essa jaculatória que aprendi de seus lábios: “Totus tuus ego sum!”.  Como é bom poder meditar nessa jaculatória e adentrar profundamente os mistérios marianos da nossa fé!

Quero ainda lhe dizer que os seus sofrimentos e sua identificação com o Cristo sofredor me marcaram profundamente. A partir de seus ensinamentos sobre a dor, a doença e a morte eu passei a ver que, somente unido ao Cristo, eu poderei transformar o sofrimento em uma profunda oração. Tenho em minha carteira e em minha escrivaninha uma foto sua e, quando a vejo, eu me sinto tocado a não pôr limites à minha vida de oração e de identificação com o nosso Redentor.

Amado amigo, eu não pude conter as minhas lágrimas naquele Domingo de Páscoa de 2005, quando você tentou nos dar uma mensagem pascal, mas o som das suas palavras não se fez ouvir. Aprendi que, mais do que nunca, eu tinha que lhe emprestar a minha voz, as minhas palavras e o meu amor, para que você pudesse continuar professando aos jovens que é necessário que sejamos amigos do Amigo. Inspirado em seu amor pela juventude, eu continuo sentindo a necessidade de escrever palavras de conforto e de acolhimento aos fiéis cristãos, e em especial aos jovens, por meio de artigos, de poemas, de orações e até por meio de crônicas.

Amigo Wojtyla, porque você foi um constante companheiro em minha jornada da fé, eu procurei acompanhar os seus últimos dias aqui na terra com minhas orações. Recordo-me que aqueles dias foram marcados pela emoção e pelo reconhecimento de que, em Sua misericórdia, utilizando os mais modernos meios de comunicação, Deus me concedeu a graça de poder ouvir, ler, meditar e ponderar os ensinamentos de um santo.

Como um bom amigo, eu não poderia deixar de acompanhar e vivenciar, bem de perto, os seus últimos momentos. No dia de sua morte, eu estava na igreja mãe da Arquidiocese a que eu pertenço, rezando o santo Rosário em suas intenções. Naquele dia, junto aos jovens, casais, sacerdotes, seminaristas e inúmeros leigos, chorando, eu cantava com uma voz embargada que fluía do fundo da minha alma: “Chagas abertas. Oh, coração ferido. Sangue de Cristo, estás entre nós e o perigo!” Às 17:00h, iniciamos a celebração da Santa Missa, e pouco depois, no início da homilia, o Núncio-Apostólico que servia no meu país nos comunicou que você tinha acabado de falecer. Seguiram-se muitas e muitas emoções. Eu e outros amigos não parávamos de chorar e, no silêncio do nosso coração, entoávamos a Deus o nosso Te Deum, em agradecimento por Ele ter nos reunido naquela Comunhão Eucarística para agradecer o precioso dom de sua vida.

Hoje, prezado amigo, decorridos quinze anos de seu falecimento, eu o trato como um santo. Inúmeras vezes, eu recorro à sua poderosa intercessão, para que você me ajude a continuar descobrindo as maravilhas e as surpresas que o Cristo me concede em todos os momentos da minha vida. Renovo minha gratidão a Deus por ter nos dado, em sua pessoa, amigo Wojtyla, um atento pai e um precioso irmão que não mediu distâncias físicas para nos visitar. Saudoso amigo, seus ensinamentos e seu amor pelo nosso Redentor permanecem vivos em minha mente.

         São João Paulo II, inestimável amigo, eu vou terminar estas lembranças solicitando a sua bênção. Abençoe-nos, santo amigo! Assim como você, eu quero colocar os meus dons e talentos a serviço da concretização do Reino de Deus. Assim como você, eu quero trabalhar, incansavelmente, no constante resgate dos jovens e de tantos outros batizados que estão afastados da Casa do Pai. Eu creio que, com sua poderosa intercessão, eu continuarei, nas pequenas e grandes coisas, vivenciando a fidelidade ao amor de Cristo! Um abraço!

Aloísio Parreiras

(Escritor e membro do Movimento de Emaús)

Arquidiocese de Brasília

MUNDO FECHADO

Crédito: Dreamstime

Existem hoje algumas sombras ou tendências que dificultam o trabalho da fraternidade universal. No passado, não muito distante, houve esforços de unidade entre os países, mas agora os sinais são de regressão. Observa-se o surgimento de novos conflitos que pareciam estar apagados e o surgimento de nacionalismos fechados e agressivos. Ideologias egoístas com marcas de interesses nacionais.

O mundo convive com conflitos locais e desinteresse pelo bem comum, instrumentalizados pela economia globalizada tentando impor um modelo cultural único. Não existem mais as distâncias, portanto somos todos vizinhos, mas não irmãos. É a cultura que privilegia os interesses individuais e fragiliza a dimensão comunitária da existência. O povo não deixa de ser consumidor e espectador.

O que aparece é a identidade dos mais fortes explorando pessoas e regiões fragilizadas e pobres. A globalização desvaloriza o passado, as riquezas da história e cria uma geração desenraizada, vazia, desconfiada e sem opções. São as novas formas de colonização da cultura, dissolvendo a consciência histórica e fragilizando o sentido das palavras democracia, liberdade, justiça e unidade.

No dizer do Papa Francisco, o sistema econômico mundial semeia desânimo, desconfiança para defender alguns de seus valores, suas estratégias de ridicularização, leva ao empobrecimento da sociedade e à prepotência de quem é mais forte. Sem a prática do bem comum, uns poucos acabam destruindo a maioria. É jogo de interesses onde vencer se torna sinônimo de destruir.

Cuidar do mundo é cuidar de nós mesmos, porque a casa é comum para todos. Mas esse cuidado não traz vantagens econômicas imediatas. Quem faz esse caminho é ridicularizado pelos afortunados, acumuladores e têm interesses particulares. O não cuidar da natureza leva ao esgotamento de recursos, à insensibilidade diante do desperdício e a criação de um cenário favorável para novas guerras.

Hoje as pessoas não são mais vistas como valor primário, às vezes até como objetos de descarte, como acontece com muitos idosos colocados em instituições, ficando abandonados pelas suas famílias. Os avanços da sociedade moderna não asseguram liberdades para as pessoas. O racismo está sempre reaparecendo como expressão de desigualdade social que já deveria ter sido superado.

Por Dom Paulo Mendes Peixoto

Arcebispo de Uberaba (MG)

CNBB

O chamado à evangelização é responsabilidade perene de todo batizado


O diretor nacional das Pontifícias Obras Missionárias (POM) do Canadá francês ressaltou que “todos os batizados devem anunciar o Evangelho e testemunhar da Palavra de Deus”.

Canadá – Ottawa (12/11/2020 09:00, Gaudium Press) O diretor nacional das Pontifícias Obras Missionárias (POM) do Canadá francês, Padre Yoland Ouellet, ao tratar sobre a evangelização, recordou que o chamado à evangelização não se limita a apenas um mês por ano, mas é responsabilidade perene de todo batizado.

O Evangelho deve ser anunciado por todos batizados

“Todos os batizados devem anunciar o Evangelho e testemunhar da Palavra de Deus. O mês missionário foi um tempo especial para nos convidar a refletir sobre o chamado do Senhor à missão: O tema escolhido pelo Santo Padre, ‘Eis-me aqui: envia-me!’, é uma resposta envolvente e desafiante que continua hoje e por toda a vida”, ressaltou.

Destacando o papel crescente dos leigos na missão e na evangelização, o sacerdote afirmou que “todos os cristãos são convidados a celebrar e agradecer pela missão, mas mais particularmente, a rezar pelos seus irmãos e irmãs que vivem nas dioceses mais pobres da terra; e a viver a solidariedade participando numa busca única organizada em todas as igrejas do mundo”.

Reavaliação da função das Pontifícias Obras Missionárias

Para o diretor nacional, é necessário reavaliar a função das POM no seio da comunidade católica. Segundo ele, “fará bem uma imersão mais profunda na vida real das pessoas como elas são”.

Padre Yoland Ouellet defendeu que, para escapar melhor da armadilha da abstração, é importante “estar vigilante e tentar reintegrar a capilaridade da ação e dos contatos das POM no seu entrelaçamento com a rede eclesial. Devemos, portanto, responder a questões e necessidades reais, em vez de formular e multiplicar propostas”.

As Obras Missionárias nascem do fervor missionário expresso pela Fé dos batizados

O diretor nacional das POM recordou que “as Obras Missionárias nascem espontaneamente do fervor missionário expresso pela Fé dos batizados. Desde a sua fundação até hoje, seguiram dois caminhos sempre paralelos que, na sua simplicidade, sempre foram familiares ao coração do Povo de Deus: o caminho da oração e o da caridade”.

“As Pontifícias Obras Missionárias são um instrumento a serviço da missão nas Igrejas particulares, no horizonte da missão da Igreja que sempre abraçou o mundo inteiro”, concluiu. (EPC)

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Pe. Manuel Pérez Candela

Pe. Manuel Pérez Candela
Pároco da Paróquia Nossa Senhora da Imaculada Conceição - Sobradinho/DF