Na publicação do Novo Catecismo da Igreja Católica, São João
Paulo II escreveu que “guardar o Depósito da Fé é missão que o Senhor confiou à
sua Igreja e que ela cumpre em todos os tempos. O Concílio Ecumênico Vaticano
II (...) tinha como intenção e como finalidade pôr em evidência a missão
apostólica e pastoral da Igreja, e, fazendo resplandecer a verdade do
Evangelho, levar todos os homens a procurarem e acolherem o o amor de Cristo
que excede toda a ciência".
Jackson Erpen - Cidade do Vaticano
"Em sua catequese
intitulada “Um único depósito sagrado”, Leão XIV recordava que na Constituição
Dogmática Dei Verbum ressoa o texto paulino que diz: «A
sagrada Tradição e a Sagrada Escritura constituem um só depósito da
Palavra de Deus confiado à Igreja», interpretado pelo «magistério vivo da
Igreja, cuja autoridade é exercida em nome de Jesus Cristo». “Depósito” –
explicou - é um termo que, na sua matriz original, é de natureza jurídica e
impõe ao depositário o dever de conservar o conteúdo, que neste caso é a fé, e
de o transmitir intacto”. E “ainda hoje o “depósito” da Palavra de Deus está
nas mãos da Igreja e todos nós, nos vários ministérios eclesiais, devemos
continuar a conservá-lo na sua integridade, como estrela polar para o nosso
caminho na complexidade da história e da existência”.
Dando sequência a sua reflexão precedente. Pe.
Gerson Schmidt* nos propõe hoje a segunda parte de “Magistério da
Igreja como intérprete fiel da Palavra”:
"O Magistério desempenha ao dar, “todos os dias até ao
fim do mundo”, a correta interpretação ativa ou subjetiva/formal do conteúdo
dogmático-moral da Tradição, tendo garantido ontem a veracidade do conteúdo
passivo ou objetivo/material. Na publicação do Novo Catecismo da Igreja
Católica, São João Paulo II escrevia assim: “Guardar o Depósito da Fé é missão
que o Senhor confiou à sua Igreja e que ela cumpre em todos os tempos. O
Concílio Ecumênico Vaticano II, inaugurado há trinta anos pelo meu predecessor
João XXIII, de feliz memória, tinha como intenção e como finalidade pôr em
evidência a missão apostólica e pastoral da Igreja, e, fazendo resplandecer a
verdade do Evangelho, levar todos os homens a procurarem e acolherem o amor de
Cristo que excede toda a ciência (cf. Ef 3,19)”.
Datada em 11 de outubro de 1992, trigésimo aniversário da
abertura do Concílio Ecumênico Vaticano II, décimo quarto ano do meu
pontificado. HÁ uma “CONSTITUIÇÃO APOSTÓLICA DO SUMO PONTÍFICE JOÃO PAULO
II FIDEI
DEPOSITUM PARA A PUBLICAÇÃO DO CATECISMO DA IGREJA CATÓLICA,
REDIGIDO DEPOIS DO CONCÍLIO VATICANO II”
Este mesmo Catecismo: “Os fiéis, lembrando-se da palavra de
Cristo aos Apóstolos: ‘Quem vos escuta escuta-me a Mim’ (Lc 10,16), recebem com
docilidade os ensinamentos e as diretrizes que os seus pastores lhes dão, sob
diferentes formas”. Sim, é preciso – sob pena de se criarem cismas ou
“magistérios” paralelos – dar, sob o grau de assentimento que os
pronunciamentos do Papa e dos Bispos o exijam, adesão aos seus ensinamentos e
orientações; do contrário, podem recusar a voz do Pastor para seguir a um ladrão
ou mercenário que, evidentemente, não é Pastor (cf. Jo 10,11-16). Afinal, quem
diz: “Não siga o Magistério da Igreja”, de modo indireto ou até inconsciente,
afirma: “Sigam a mim e às minhas doutrinas”. Eis o grave perigo!"
*Padre Gerson Schmidt foi ordenado em 2 de janeiro
de 1993, em Estrela (RS). Além da Filosofia e Teologia, também é graduado em
Jornalismo e é Mestre em Comunicação pela FAMECOS/PUCRS.

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